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quarta-feira, 3 de julho de 2024

Governo da Bahia oficializa acordo de compra de trens de VLT do Mato Grosso

Transportes sobre trilhos  🚄

Os trens que iriam operar no sistema de transportes sobre trilhos entre as cidades de Cuiabá e Várzea Grande no MT, que não foi concluído e teve o projeto cancelado, agora serão utilizados no novo modal já em construção na capital baiana. O Governo da Bahia investirá R$ 820 milhões para a aquisição do material rodante do governo Mato Grosso.

Da Redação
foto - ilustração/arquivo
Nesta quarta-feira (3), foi oficializada pelo Governo da Bahia, a compra de 40 composições de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) com Governo do Mato Grosso. Os trens que iriam operar no sistema de transportes sobre trilhos entre as cidades de Cuiabá e Várzea Grande no MT, que não foi concluído e teve o projeto cancelado, agora serão utilizados no novo modal já em construção na capital baiana.
As negociações foram mediadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), sob a liderança do ministro Bruno Dantas Nascimento.
O Governo da Bahia investirá R$ 820 milhões para a aquisição do material rodante do governo Mato Grosso. A previsão do Gov. da Bahia é efetuar o pagamento em quatro parcelas anuais, iniciando ainda em 2024. A CAF, fabricante dos trens, fará o restabelecimento técnico-operacional das máquinas e a previsão de entrega do primeiro trem é de até 12 meses, metade do tempo previsto para a entrega de composições novas se fossem compradas de um outro fabricante.
Com a aquisição, a Bahia garantiu uma economia de 37,5% em cada VLT, se comparado com os valores de outro fabricante para entrega de novas composições.
Outro ponto negociado é a compra de equipamentos como trilhos, materiais de telecomunicações e energia. O acordo, também contou com a participação ativa dos Tribunais de Contas estaduais, procuradorias-gerais dos estados e Ministérios Públicos de Contas.
No último dia 14 de junho, o Governo do Estado autorizou o início das obras do VLT de Salvador e Região Metropolitana. O projeto abrange três trechos de trilhos, da Ilha de São João a Calçada, de Paripe a Águas Claras e de Águas Claras a Piatã. No total, o percurso será de 36,4 quilômetros, com 34 paradas.
Pregopontocom  03/07/2024

terça-feira, 19 de março de 2024

Projetos emperrados de VLT no Brasil podem avançar

Transportes sobre Trilhos 🚄

Projetos de VLT emperrados no Brasil poderão avançar, o VLT de Cuiabá que se arrasta a mais de uma década e o VLT de Salvador que seria um monotrilho e não saiu da estação, parece que agora vão ter as suas obras reiniciadas.

Da Redação
Foto ilustração - Pregopontocom
VLT de Lyon França
Cuiabá - Com o projeto técnico agora aprovado pelo Gov. Fedral o VLT de Cuiabá deve avançar para fase final do PAC.O projeto de implantação do modal foi acatado pelo Diretor do Departamento de Infraestrutura da Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades. O projeto do VLT de Cuiabá finalmente foi autorizado e aprovado tecnicamente pelo PAC Mobilidade Urbana Sustentável, do governo federal. O VLT de Cuiabá que deveria ser inaugurado na Copa de 2014 sofreu paralizações, por motivos diversos, palco de disputas políticas, ameaça de ser transformado em um BRT e se encontra paralisado até então. Torcemos para que finalmente o VLT de Cuiabá se torne uma realidade que irá transformar de maneira significativa e qualitativa a mobilidade na capital do Mato Grosso.

Salvador - Após o fracasso da primeira tentativa para a construção do VLT que seria na verdade um sistema de Monotrilho na região da orla Ferroviária de Salvador, chegando até RMS na ilha de São João,o governador da Bahia Jerônimo Rodrigues definiu nesta segunda-feira (18), um novo prazo para a conclusão da licitação para a construção do sistema de VLT(Veículo Leve sobre Trilhos)de Salvador. O novo sistema de transportes ira substituir os antigos trens com mais de 60 anos de uso, que operavam no Subúrbio Ferroviário de Salvador e foram desativados em fevereiro de 2021.O Governador esclareceu que a licitação foi dividida em duas partes, uma financeira e a outra a parte técnica da construção do VLT. A abertura do envelope referente ao orçamento deverá ser aberto entre os dias 25 e 26 deste mês e um pouco mais pra frente será feita a abertura do envelope da parte técnica. O Governo do estado criou através da CTB (Companhia de Transportes do Estado da Bahia), uma comissão responsável para desapropriação para a construção do VLT. Tomara que agora tudo dê certo e que a imensa população de toda orla ferroviária de Salvador e RMS, possa contar finalmente com um sistema de transporte moderno, eficiente, confortável rápido e seguro, entrando definitivamente numa posição de conforto e dignidade, que será conquistada com a chegada do novo modal que irá promover uma grande transformação no modelo de mobilidade urbana em toda região.
QUE VENHA FINALMENTE O TÃO ESPERADO VLT
Pregopontocom 19/03/2024

quarta-feira, 22 de março de 2023

SIMEFRE critica governo e silêncio de autoridades públicas de MT - (VLT de Cuiabá)

Transportes sobre trilhos  🚄

Assim o SIMEFRE, entidade nacional que representa indústrias de equipamentos ferroviários e rodoviários, descreve a destruição de estruturas do VLT em Várzea Grande, feita pelo Governo de Mato Grosso. Seis quilômetros de via já foram desmontadas, num prejuízo em recursos públicos da ordem de R$ 89 milhões. O retrocesso na mobilidade urbana da Grande Cuiabá chama ainda mais a atenção: 70% do projeto do veículo leve sobre trilhos já está executado

ABIFER
foto ilustração - arquivo
É forçoso reconhecer que as instituições locais não foram capazes de oferecer sequer uma resposta, optando-se pela inércia’, alerta entidade nacional. Uma escolha temerária, que prejudica população usuária do transporte coletivo, pagadores de impostos e turistas que vêm ao Pantanal. Assim o SIMEFRE, entidade nacional que representa indústrias de equipamentos ferroviários e rodoviários, descreve a destruição de estruturas do VLT em Várzea Grande, feita pelo Governo de Mato Grosso. Seis quilômetros de via já foram desmontadas, num prejuízo em recursos públicos da ordem de R$ 89 milhões. O retrocesso na mobilidade urbana da Grande Cuiabá chama ainda mais a atenção: 70% do projeto do veículo leve sobre trilhos já está executado, com todos os trens e materiais necessários entregues e sob manutenção. “O projeto do VLT poderia e deveria ser finalizado, independentemente de ter havido algum ato de corrupção durante a execução do contrato – os quais certamente não diminuem a relevância e necessidade da obra – sendo certo que a modificação pretendida pelo Estado de Mato Grosso traz grande insegurança jurídica, tanto para esse projeto específico quanto para futuros projetos de mobilidade no país”, alerta o SIMEFRE, que encampou diversas denúncias ao longo do lançamento de edital e realização de licitação para instalação de um corredor de ônibus BRT, modal escolhido pela atual gestão estadual para substituir o VLT. Os apontamentos técnicos de distorções no edital e falta de projeto executivo, entre outros alertas amplamente ventilados com o apoio da imprensa, foram ignorados pelo governo estadual e autoridades locais. Atos do certame chegaram a ser suspensos, temporariamente, por ordem do Tribunal de Contas da União (TCU), numa provocação feita pela Prefeitura de Cuiabá, mas retomados por força de uma liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Diante da flagrante depredação de patrimônio público, o SIMEFRE critica o silêncio de instituições públicas de Mato Grosso. “É forçoso reconhecer que as instituições locais não foram capazes de oferecer sequer uma resposta aos diversos apelos promovidos pelo SIMEFRE, seja no âmbito administrativo ou judicial, optando-se pela inércia cuja consequência será a consumação dos prejuízos denunciados”.
Cidadão Consumidor 17/03/2023
Fonte  - ABIFER 22/03/2023

domingo, 12 de março de 2023

Estrutura do VLT de Cuiabá começa a ser desmontada após abandono

Transportes sobre trilhos  🚄

O VLT de Cuiabá não resistiu as pressões impostas por disputas políticas e o lobby em favor dos pneus, embora quase 80% do projeto inicial do VLT  tenha sido executado a um custo de cerca de R$1 bilhão,  o governo estadual afirma que gastará menos dinheiro público desmontando parte da infraestrutura já instalada e erguendo em seu lugar as obras do BRT. Perdem as duas cidades a população e a Mobilidade Urbana.

Por Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração/arquivo
Contratado pelo governo de Mato Grosso para construir a infraestrutura necessária ao funcionamento do futuro sistema de transporte rápido por ônibus (BRT) que ligará a capital Cuiabá à cidade vizinha, Várzea Grande, o Consórcio PN Príncipe começou, nesta semana, a retirar os trilhos que darão lugar a um novo corredor viário. Os trilhos são fruto de um malsucedido projeto que previa interligar Cuiabá e Várzea Grande por meio de um outro sistema, o de Veículos Leves Sobre Trilhos (VLT). A obra foi iniciada e deveria ter sido concluída antes da abertura da Copa do Mundo de 2014, mas embora tenha consumido cerca de R$ 1 bilhão dos cofres públicos, nunca foi concluída. Devido ao atraso e, principalmente, às denúncias de irregularidades no projeto, o governo mato-grossense decidiu rescindir o contrato para construção do VLT ainda em 2017. Três anos depois, com as obras abandonadas, o governador Mauro Mendes decidiu desmontar parte da estrutura recém-construída e substituir o projeto original por outro, que prevê a implementação do BRT. Ainda que quase 80% do projeto inicial, do VLT, tenha sido executado, o governo estadual afirma que gastará menos dinheiro público desmontando parte da infraestrutura já instalada e erguendo em seu lugar as obras que o BRT exigem do que se optasse por reparar os estragos causados pelo tempo e concluísse o que falta para o VLT poder operar. O governo mato-grossense também defende que a operação do BRT é menos custosa que a do VLT, o que permitirá ao operador cobrar dos usuários uma “tarifa mais acessível”. Ainda segundo o governo estadual, o sistema de ônibus pode ser mais facilmente expandido para atender outras regiões. Além disso, argumenta, o corredor viário que será aberto poderá ser usado pelos outros ônibus, garantindo a melhoria da mobilidade urbana. A decisão do governo estadual não foi bem recebida pela prefeitura de Cuiabá, que acionou o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Tribunal de Contas estadual (TCE-MT) para tentar impedir a construção do BRT e garantir a conclusão do VLT. O TCE-MT rejeitou o pedido da prefeitura, mas o TCU o acolheu, determinando a suspensão das obras que estavam sendo executadas para trocar os sistemas de transporte público. No entanto, em 20 de dezembro do ano passado, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu não haver motivos para o TCU atuar no processo, já que o empreendimento não conta com verbas públicas federais desde 2017, quando o contrato com o Consórcio VLT foi rescindido e o governo estadual, na sequência, quitou as dívidas de financiamento contraídas com a Caixa Econômica. Apesar disso, a prefeitura de Cuiabá segue criticando a substituição do modal de transporte. Membros do Executivo municipal afirmam que o projeto “não possui nenhuma consistência técnica” e apresentaram ao Ministério Público estadual uma denúncia sobre supostas irregularidades na licitação – vale lembrar que, em 2017, ou seja, três anos após iniciar as obras, o ex-governador Silval Barbosa foi investigado e admitiu ao Ministério Público Federal (MPF) ter recebido cerca de R$ 18 milhões do consórcio anteriormente selecionado para instalar o VLT. “Não há o menor bom-senso em dizer que o BRT, que está começando do zero, é mais barato que o VLT, que já tinha [mais de] 70% das obras executadas e boa parte dos seus recursos pagos”, afirma o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, defendendo a conclusão do VLT. Em nota divulgada neste sábado (11), o Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (Simefre) também questionou a opção do governo estadual. “O Estado do Mato Grosso já tinha desembolsado vultosos valores com o projeto de VLT (da ordem de R$ 1 bilhão), fruto de uma escolha pública e oficial, adquirindo grande parte da estrutura do modal que atualmente já se encontra projetada e instalada”, aponta a entidade. O Simefre lembra ainda que mal haviam iniciado as obras do VLT, o consórcio responsável comprou os trens que seriam usados no sistema. Posteriormente, com o rompimento do contrato, a Justiça decidiu que os vagões, pagos com o dinheiro público destinado à obra, pertenciam ao governo estadual. Desde então, os trens, assim como outros equipamentos adquiridos com recursos públicos, estão parados, demandando manutenção periódica. Para o sindicato, o projeto inicial, de instalação do VLT, “poderia e deveria ser finalizado, independentemente de ter havido algum ato de corrupção durante a execução do contrato – os quais certamente não diminuem a relevância e necessidade da obra”. Segundo a entidade, a opção pelo BRT, conforme proposta pelo governo estadual, “traz grande insegurança jurídica, tanto para esse projeto específico quanto para futuros projetos de mobilidade no país, que não podem ser modificados ou cancelados aos sabores de decisões políticas sem fundamentos técnicos.” A Agência Brasil procurou os representantes da secretaria estadual de Infraestrutura e Logística (Sinfra), mas não conseguiu contato até o fechamento da reportagem. 
Fonte - Agência Brasil   11/03/2023  


Comentário Pregopontocom: 
As cidades de Cuiabá e Várzea Grande perderam uma grande oportunidade de dar um salto de qualidade na Mobilidade Urbana e no sistema de transportes público que interligariam essas duas cidades. Não foram os "trilhos fruto de um malsucedido projeto que previa interligar Cuiabá e Várzea Grande por meio de um moderno sistema de VLT (Veículos Leves Sobre Trilhos)" mais sim vitima do lobby a favor dos "pneus"  e de uma acirrada disputa política de interesses contrários que derrotaram o VLT. Não foram levados em conta o interesse público ou aquilo que realmente seria a melhor opção, toda a infraestrutura já construída será destruida,(embora quase 80% do projeto inicial, do VLT, tenha sido executado) ira ao chão, todos os recursos gastos serão perdidos, dinheiro público pago pelo contribuinte que virara pó, e quem irá pagar essa conta?, tudo isso por causa da falta de uma visão clara para o futuro através de planejamentos com projetos para médio e longo prazo que trariam benefícios para as duas cidades com uma melhoria substancial na qualidade da Mobilidade Urbana da região.

sábado, 27 de novembro de 2021

TCU proíbe financiamento da Caixa para o BRT de Cuiaba(MT) e a transferência de recursos do VLT para novo modal

Mobilidade - BRT/VLT  🚍 🚄

A decisão do TCU dessa quarta-feira (24) tem como base uma representação da Prefeitura de Cuiabá que denunciou irregularidades praticadas pela Secretaria Nacional de Mobilidade e Desenvolvimento Regional e Urbano do Ministério do Desenvolvimento Regional e pelo estado de Mato Grosso na mudança do modal de transporte público intermunicipal

G1 – Revista Ferroviária
foto - ilustração/arquivo
Em uma decisão colegiada, o Tribunal de Contas da União (TCU) proibiu a transferência de recursos federais e de financiamentos do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) para as obras do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), caso seja feita a alteração do modal, como já anunciou o governo do estado. “Determino ao MDR (Ministério do Desenvolvimento Regional) e à Caixa (Econômica Federal), que, caso a alteração do modal seja aprovada pelo Conselho Curador do FGTS, não autorizem transferências de recursos federais e de financiamentos para projetos que não contenham devida avaliação do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental”, diz, a decisão. A decisão do TCU dessa quarta-feira (24) tem como base uma representação da Prefeitura de Cuiabá que denunciou irregularidades praticadas pela Secretaria Nacional de Mobilidade e Desenvolvimento Regional e Urbano do Ministério do Desenvolvimento Regional e pelo estado de Mato Grosso na mudança do modal de transporte público intermunicipal. O governo do estado informou que o BRT será construído com recursos próprios e não mais com recursos federais. No entanto, para dar andamento à obra, precisa quitar o financiamento de mais de R$ 560 milhões que havia sido feito na Caixa, anteriormente, para a construção do VLT. Enquanto não houver a quitação, a licitação para a obra não pode ser realizada. No início deste ano, segundo o governo, foi feito um pedido à Caixa Econômica para a migração do VLT para o BRT, mas que até agora não houve resposta. 
Veja a notícia completa aqui - https://revistaferroviaria.com.br/2021/11/tcu-proibe-financiamento-da-caixa-para-o-brt-e-transferencia-de-recursos-do-vlt-para-novo-modal-em-mt/
Fonte - Revista Ferroviária 26/11/2021 

terça-feira, 22 de junho de 2021

Defensores do VLT Cuiabá-Várzea Grande apontam 35 inconsistências na mudança para BRT

Transportes sobre trilhos  🚄

O documento é assinado por Massimo Andrea Giavina-Bianchi, vice-presidente do Simefre, e Jean Carlos Pejo, chefe da divisão metroferroviária do IE e secretário-geral da Associação Latino-Americana de Ferrovias (Alaf), mas também contou com a participação de Vicente Abate, presidente da Abifer, e Silvia Cristina Silva, presidente da Aeamesp. As imprecisões da decisão de mudança do modal – ou até mesmo falhas, como afirmam as entidades – abrangem desde questões operacionais, relacionadas à demanda prevista, manutenções etc

Revista Ferroviária
Foto/Divulgação
O Simefre e o Instituto de Engenharia de São Paulo (IE) entregaram à secretaria de estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) um relatório com 35 pontos que contrariam a decisão do governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, de substituir o VLT de Cuiabá-Várzea Grande por Bus Rapid Transit (BRT). O documento é assinado por Massimo Andrea Giavina-Bianchi, vice-presidente do Simefre, e Jean Carlos Pejo, chefe da divisão metroferroviária do IE e secretário-geral da Associação Latino-Americana de Ferrovias (Alaf), mas também contou com a participação de Vicente Abate, presidente da Abifer, e Silvia Cristina Silva, presidente da Aeamesp. As imprecisões da decisão de mudança do modal – ou até mesmo falhas, como afirmam as entidades – abrangem desde questões operacionais, relacionadas à demanda prevista, manutenções etc, até financeiras, envolvendo os financiamentos públicos já efetuados e novos aportes que seriam necessários nos dois cenários, em diferentes proporções. As principais delas estão na reportagem especial “A novela de Cuiabá”, na nova edição da RF. Com uma lista extensa de pontos polêmicos e, ainda, processos na Justiça, o imbróglio do VLT Cuiabá-Várzea Grande parece estar longe de ter um fim. Após a realização de audiência pública no dia 7 de maio, o governador Mauro Mendes reafirmou que não vai abrir mão da substituição do VLT pelo BRT. Em seguida, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), que é contra a medida, reagiu, defendendo a realização de um plebiscito, para que a população escolha o modal. No final de maio, a consulta pública foi aprovada, em regime de urgência, pela Câmara Municipal da capital, mas não há qualquer previsão para que ela aconteça e tampouco dos impactos que causaria sobre a decisão de Mendes, uma vez que a obra é estadual e o plebiscito se restringiria ao âmbito municipal.

Confira abaixo os detalhes dos 35 temas apontados no relatório, as respostas do governo do Mato Grosso e as réplicas das entidades:

1. Demanda do VLT abaixo do BRT, em função da velocidade dos modais
Segundo as entidades, a demanda do BRT é elevada artificialmente pelo governo, que considera a velocidade média do VLT 21,3 km/h contra 25,02 km/h do BRT, sem que haja estudos que comprovem isso. O governo do MT respondeu, em síntese, que há dados que confirmam essas projeções para a velocidade e que o BRT, assim como o VLT, é beneficiado pelo controle semafórico que dá prioridade à sua passagem. As entidades, por sua vez, responderam que não é possível avaliar o que o governo alega, uma vez que não há projeto executivo e, com isso, nem memória de cálculo nas velocidades projetadas.

2. Demanda do VLT abaixo do BRT, em função da diferença de linhas:
3. Demanda do Sistema – Linha 5 do BRT:
4. Demanda do Sistema – Número de Passageiros
5. Custos operacionais com pessoal:
6. Custos operacionais com manutenção:
7. Custos operacionais – energia elétrica:
8. Custos Operacionais – Pátios de Manobras e Retornos do BRT:
9. Manutenção do VLT:
10. Estudo de demanda:
11. Parametrização de novas linhas:
12. Metodologia de Dimensionamento de Redes Integradas:
13. Confiabilidade e Segurança:
14. Comparação da Frota VLT e BRT:
15. Vida Útil dos Bens:
16. Custos Operacionais – Custos de Manutenção em relação à vida útil:
17. Taxa de Desconto:
18. Prazos de vida útil equivalentes:
19. Valorização Imobiliária:
20. Estudo de segurança: 
21. Qualidade no Serviço:
22. Maturidade da tecnologia
23. Tarifa Técnica:
24. Financiabilidade – autorização para a troca:
25. Financiabilidade – impacto se não houver autorização: 26. Risco do Negócio:
27. Quadro de Usos e Fontes:
28. Conflito Regulatório e subsídios:
29. Investimento – BRT:
30. Investimento e Tarifa Técnica – BRT:
31 e 32. Unificação das Estruturas de Custos VLT e BRT:
33. Licenças Ambientais:
34. Investimento BRT – detalhamento da troca:
35. Prazos estimados para o novo modal:
Fonte - Revista Ferroviária  18/06/2021

segunda-feira, 31 de maio de 2021

Prefeito não abre mão de plebiscito sobre VLT e BRT em Cuiabá

Transportes sobre trilhos  🚄

O prefeito rebateu as críticas de que o plebiscito não terá validade jurídica, uma vez que a decisão de trocar do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) pelo Ônibus de Transporte Rápido (BRT )já foi tomada pelo Governo do Estado. “O instrumento terá valor legal, sim. Só de você fazer a consulta popular, você dar voz ao povo, que é soberano e é o maior interessado na implantação do modal...

Diário de Cuiabá* - Kamila Arruda
foto-ilustração/Secom MT
Apesar da polêmica e das críticas, o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) garante que o Município irá bancar o plebiscito sobre a troca de modal de transporte a ser implantado em Cuiabá e Várzea Grande. O emedebista afirmou que ainda não tem a definição do valor que a consulta pública terá, mas disse que não se trata de prejuízo. “Eu estou vendo as pessoas falarem R$ 3 milhões, R$ 4 milhões, mas não sabemos o valor. Temos que emitir uma consulta ao TRE, que vai nessa decisão da Câmara. A Câmara aprovou e encaminha ofício ao TRE, que terá que marcar a data para o plebiscito, no prazo máximo de 90 dias. Aí, sim, vamos conhecer o valor e a realidade dos fatos”, disse. Para o prefeito, a consulta pública é um instrumento da democracia. “Democracia não é gasto e investimento, e a Prefeitura está pronta e à disposição para cumprir a Constituição e vai arcar com os custos do plebiscito”, afirmou Emanuel O prefeito rebateu as críticas de que o plebiscito não terá validade jurídica, uma vez que a decisão de trocar do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) pelo Ônibus de Transporte Rápido (BRT )já foi tomada pelo Governo do Estado. “O instrumento terá valor legal, sim. Só de você fazer a consulta popular, você dar voz ao povo, que é soberano e é o maior interessado na implantação do modal... Se vai ser VLT ou BRT, por si só, já é uma causa nobre, já norteia a decisão do gestor. O gestor não pode tomar uma decisão, caso a maioria da população escolha ao contrário”, completou. O plebiscito foi aprovado pela Câmara Municipal, na última terça-feira (25). A proposta foi apreciada em regime de urgência e teve 17 votos favoráveis e três contrários, dos vereadores Maysa Leão (Cidadania), Michelly Alencar (DEM) e Dilemário Alencar (Podemos). A matéria tem como autores os vereadores Dídimo Vovô (PSB), Professor Mário Nadaf (PV), Juca do Guaraná Filho (MDB), Sargento Vidal (Solidariedade) e Rodrigo Arruda e Sá (Cidadania).
*http://www.diariodecuiaba.com.br/politica/prefeito-nao-abre-mao-de-plebiscito-sobre-vlt-e-brt-em-cuiaba/579584
Fonte - Diário de Cuiabá  31/06/2021

sexta-feira, 28 de maio de 2021

A novela do VLT de Cuiabá

Transportes sobre trilhos  🚄

A novela de Cuiabá - Governo de MT quer substituir VLT por BRT; entidades do setor se unem para manter o modal ferroviário.O empreendimento, idealizado na esteira de projetos de mobilidade para as cidades-sede da Copa de 2014, já demandou mais de R$ 1 bilhão de verba pública em serviços e materiais

Revista Ferroviária 
Divulgação/Cuiaba/RF
Iniciadas em 2012 e paralisadas desde 2015, as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) Cuiabá-Várzea Grande ainda se encontram em um emaranhado de processos judiciais e administrativos sem previsão de solução. O empreendimento, idealizado na esteira de projetos de mobilidade para as cidades-sede da Copa de 2014, já demandou mais de R$ 1 bilhão de verba pública em serviços e materiais, entre eles 40 trens e 22 km de trilhos, que até hoje não possuem qualquer serventia para a população das duas cidades. O capítulo mais recente dessa história é a decisão do governador do Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), anunciada em dezembro passado, de substituir o VLT por um Bus Rapid Transit (BRT). O objetivo é lançar a licitação do projeto, que incluirá a compra de 54 ônibus articulados elétricos, até julho deste ano. “A previsão para concluir a obra, após ser dada a ordem de serviço, é de 24 meses”, disse o governador.
Fonte - Revista Ferroviária  28/05/2021

segunda-feira, 24 de maio de 2021

Pinheiro defende plebiscito para escolha entre VLT e BRT,em Cuiabá,: “Vamos ouvir o povo, que é o maior interessado”

Transportes sobre trilhos  🚇

Segundo o gestor, o cidadão é quem vai utilizar o sistema escolhido diariamente e, por isso, deve ter voz ativa na escolha entre Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e Bus Rapid Transit (BRT). “Não vou aceitar que seja feito nada de goela abaixo sem que a população seja ouvida. Queremos assegurar o que for melhor. Qualquer mudança, qualquer discussão contrária, vale a proposta do deputado federal Emanuelzinho que é a realização do plebiscito. 

O Documento (MT)
O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, defendeu mais uma vez que a população seja ouvida na definição sobre qual o modal do transporte coletivo deve ser implantado na Capital. Segundo o gestor, o cidadão é quem vai utilizar o sistema escolhido diariamente e, por isso, deve ter voz ativa na escolha entre Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e Bus Rapid Transit (BRT). “Não vou aceitar que seja feito nada de goela abaixo sem que a população seja ouvida. Queremos assegurar o que for melhor. Qualquer mudança, qualquer discussão contrária, vale a proposta do deputado federal Emanuelzinho que é a realização do plebiscito. Vamos ver se Várzea Grande concorda e também pede plebiscito lá”, enfatizou. Nesse sentido, o chefe do Executivo municipal também destacou que a realização de um plebiscito é a melhor alternativa para contemplar toda a população. Emanuel argumentou que essa medida está, inclusive, prevista na Constituição Estadual de Mato Grosso e causa estranheza o fato de não ser utilizada. A proposta de convocar a população às urnas para decidir sobre o melhor modal de transporte para a capital e a cidade vizinha Várzea Grande, foi apresentada pelo deputado Federal Emanuel Pinheiro Neto (Emanuelzinho) e lida pelo prefeito Emanuel Pinheiro em audiência pública no último dia 08 de fevereiro, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Quando indagado sobre a afirmação por parte do Governo do Estado em relação aos custos, o prefeito sugeriu que a votação fosse feita no mesmo ato do pleito eleitoral em 2022. “Um ano a mais para definir um futuro de uma nação. Existe alternativa para quem quer dialogar, para quem trabalha com respeito à população que utiliza do transporte coletivo. Enquanto eu for prefeito da capital, vou defender o povo cuiabano. Mexeu com Cuiabá, mexeu comigo”, observou. Pinheiro lembrou ainda que quando foi realizada a nova licitação do transporte coletivo em 2016, já constava no planejamento de execução das empresas vencedoras, que o sistema a ser instalado fosse híbrido, pronto tanto para o VLT como o BRT. “Vamos ser democráticos, vamos ser responsáveis, corretos com a população. Quer mudar? Vamos mudar, mas não sem ouvir a população de Cuiabá e Várzea Grande, ninguém tem essa autoridade e legitimidade. Nem o Estado sozinho, nem Cuiabá sozinha e nem Várzea Grande sozinha. Então vamos ouvir o povo, que é o maior interessado, ele deve dizer se quer VLT ou BRT, e a decisão popular tirada de um plebiscito eu acato”, finalizou.
*https://odocumento.com.br/pinheiro-defende-plebiscito-para-escolha-entre-vlt-e-brt-vamos-ouvir-o-povo-que-e-o-maior-interessado/
Fonte - Revista Ferroviária 24/05/2021

quarta-feira, 19 de maio de 2021

Destino incerto para os 40 trens do VLT de Cuiabá

Transportes sobre trilhos  🚇

Destino incerto para os 40 trens de Cuiabá - Os 40 trens do VLT de Cuiabá-Várzea Grande ainda não têm uma destinação definida. Em meio a uma disputa judicial que já soma 14 processos e à decisão unilateral do governo do Mato Grosso de mudar o projeto para um Bus Rapid Transit (BRT)

Revista Ferroviária*
Divulgação RF
Único resultado concreto de um projeto de mobilidade urbana que já demandou mais de R$ 1 bilhão dos cofres públicos, os 40 trens do VLT de Cuiabá-Várzea Grande ainda não têm uma destinação definida. Em meio a uma disputa judicial que já soma 14 processos e à decisão unilateral do governo do Mato Grosso de mudar o projeto para um Bus Rapid Transit (BRT), as composições estão armazenadas há sete anos no Centro de Controle, Manutenção e Operação (CCO), em Várzea Grande, sem qualquer serventia para a população. O governador do Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), defensor do projeto de BRT, fez um pedido à Justiça para que todas as composições sejam retiradas do CCO e vendidas pela fabricante, a CAF Brasil, que integra o Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande ao lado das empresas CR Almeida, Santa Bárbara Construções, Magna Engenharia e Astep Engenharia. Procurada, a CAF Brasil não quis comentar o assunto devido às ações judiciais ainda estarem em andamento. Mendes, segundo informou a assessoria do governo à Revista Ferroviária, solicitou que os valores obtidos com a venda dos trens sejam depositados em uma conta judicial. O governador pleiteia o ressarcimento aos cofres públicos em função da decisão de mudar o modal a partir das denúncias de corrupção envolvendo o consórcio – o que deu origem à paralisação de implantação do sistema em 2014. O plano do governador esbarra, porém, em um complicador ainda maior do que o imbróglio das ações judiciais envolvendo o projeto do VLT. A troca do modal depende do aval do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e da Caixa Econômica Federal, gestor e agente financiador do projeto do VLT de Cuiabá, respectivamente. O MDR (ex-Ministério das Cidades) concedeu à época financiamento através do programa Pró-Transporte, que utiliza recursos do FGTS. Projetos com esse tipo de financiamento não podem ter seu escopo modificado, sob pena, inclusive de uma futura fiscalização e eventual punição por parte do Tribunal de Contas da União. Os impactos financeiros são os que mais pesam na balança, tanto na hipótese de manutenção do VLT quanto de mudança para BRT, embora por razões diferentes. O valor total da obra do VLT foi calculado em R$ 1,47 bilhão, do qual R$ 1,06 bilhão (72,2%) já foi executado. A participação do governo do Mato Grosso, sobre o valor total, se deu pela soma de R$ 68,6 milhões de contrapartidas financeiras com R$ 257,3 milhões em desonerações. O restante são verbas federais: R$ 423,7 milhões oriundos do financiamento a partir de recursos do FGTS (Pró-Transporte) e R$ 727,9 milhões do financiamento feito com recursos do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), ambos operados pela Caixa. Segundo o banco, o governo de Mato Grosso já utilizou, na execução da obra, R$ 297,3 milhões do empréstimo do FGTS (70,1%) e R$ 660,8 milhões do PAC (90,8%).

Trens em perfeito estado
Vicente Abate, presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), diz que não é viável a solução de venda dos trens proposta pelo governo do Mato Grosso. “Se o fabricante tivesse alternativa, já teria tirado os trens de lá. O sistema é customizado para aquele projeto, não tem como transferir para ser usado em outro”, ressalta Abate, que vem acompanhando o caso de perto e foi um dos autores de contribuições enviadas ao governo do estado em favor da manutenção do VLT. Segundo Jean Carlos Pejo, engenheiro e secretário-geral da Associação Latino-Americana de Ferrovias (Alaf) – que foi ao local em março último, durante uma visita técnica – as composições estão protegidas e em perfeito estado. “A solução que eu entendo, hoje, como técnico e engenheiro, é: com os recursos ainda existentes, conclui o primeiro trecho, entrega para a sociedade e aí abre-se uma PPP (Parceria Público-Privada), para a conclusão do sistema”, avalia. Dos R$ 498 milhões utilizados para a compra dos trens, 98,2% (R$ 489 milhões) já foram medidos, ou seja, já constatado pelo estado como aplicado para efeito de pagamento ao consórcio. Esse valor representa 45% do total já aportado no empreendimento: R$ 1,066 bilhão. Além das 40 composições, com sete carros cada, já foram entregues 22 km de trilho, que também estão armazenados no CCO. As principais alegações do governo mato-grossense para a mudança do modal são em relação aos valores que ainda terão que ser desembolsados se o VLT for mantido. Segundo a secretaria de estado de Infraestrutura e Logística do Mato Grosso (Sinfra-MT), que está à frente do projeto, seriam necessários 763 milhões para a conclusão do VLT, dos quais aproximadamente R$ 352 milhões teriam que sair do cofre estadual. Já o BRT demandaria um acréscimo de R$ 460 milhões para a implantação, com aporte adicional do estado de apenas R$ 48 milhões, em função de um remanejamento de R$ 411 milhões que seria feito nos recursos ainda não desembolsados dos contratos de financiamento do projeto VLT, em vigor com a União. “Ou seja, estamos falando de uma economia de CAPEX de cerca de R$ 300 milhões do BRT em relação ao VLT”, argumenta o engenheiro Rafael Detoni, assessor técnico da Sinfra. No dia 7 deste mês, o governo de Mato Grosso realizou uma audiência pública virtual para debater a mudança de VLT para BRT. A inciativa foi tomada após a Justiça Federal ter atendido ao pedido da prefeitura de Cuiabá – que é a favor da manutenção do VLT – para que o município participasse da discussão. Após o evento, contudo, o governador Mauro Mendes afirmou, através dos canais oficiais, que a mudança está mantida. Os detalhes por trás do empreendimento ferroviário que era para ter sido um dos legados da Copa do Mundo de 2014 estarão na próxima edição da Revista Ferroviária.(https://revistaferroviaria.com.br/)*
Fonte - Revista Ferroviária  19/05/2021

sexta-feira, 14 de maio de 2021

Associação Ferroviária Brasileira critica audiência sobre BRT X VLT em Cuiabá; ‘não tem como comparar’

Transportes sobre trilhos  🚄

A  Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (ABIFER) divulgou nota de protesto à audiência pública realizada para avaliar a implantação do sistema BRT, em Cuiabá. O evento aconteceu no último dia 07. Para a ABIFER, “(…) a falta do Projeto Executivo do BRT impede qualquer comparação técnica, minimamente razoável, com o VLT”.

ABIFER
Veja a nota da Associação:
Divulgação Movimento Pro VLT de Cuiabá
Durante a Audiência Pública do BRT de Cuiabá, em 07 de maio de 2021, as autoridades do Estado de Mato Grosso utilizaram a maior parte do tempo para comentar pontos jurídicos extemporâneos e não trouxeram esclarecimentos sobre o projeto e os fundamentos técnicos da alteração do VLT pelo BRT. A ABIFER não conseguiu realizar sua manifestação durante a referida Audiência, devido a uma interrupção inesperada e injustificada dos trabalhos. Ainda na mesma data da Audiência e de acordo com o regulamento, a entidade enviou à SINFRA – Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística do Governo de Mato Grosso sua indignação com o ocorrido, como segue: 1) Refutamos integralmente a tendenciosa apresentação técnica feita pelo Sr. Rafael Detoni e corroborada pelo Sr. Marcelo de Oliveira, que absolutamente nada acrescentou ao PowerPoint do Governador de Mato Grosso, quando de sua equivocada decisão de trocar o VLT Cuiabá a Várzea Grande por um BRT, em 21/12/2020, noticiada pelo Diário do Transporte. 2) Causou-nos profunda estranheza também, que o Sr. Detoni, quando questionado sobre a inexistência de um Projeto Executivo do BRT, tenha alegado, ironicamente, que não seria necessário um Projeto Executivo para calcular a tarifa técnica do BRT. Parece que o mencionado “técnico” não sabe que um Projeto Executivo de um sistema de transporte, ou mesmo de qualquer outro tipo de construção, é peça fundamental para que se estabeleçam elementos técnicos para a boa execução de uma obra. É por esta razão que vemos obras inacabadas, aos milhares, no Brasil. A falta do Projeto Executivo do BRT impede qualquer comparação técnica, minimamente razoável, com o VLT.
Fonte - ABFER  13/05/2021

quarta-feira, 10 de março de 2021

Comissão defende a retomada das obras do VLT Cuiabá-Várzea Grande

Transportes sobre trilhos  🚄

O objetivo do movimento é reunir especialistas no setor para que eles avaliem - diante do que já se tem concluído e adquirido para o VLT, se a retomada das obras desse modal de transporte é viável ou não. A entidade defende que o dinheiro que tem na conta do VLT, cerca de R$ 193 milhões, é suficiente para finalizar a primeira etapa aeroporto de Várzea Grande até o bairro Porto em Cuiabá.

Diário de Cuiabá
A comissão que visitou o Centro de Operações
defendeu a retomada das obras do VLT
Na segunda-feira (8), uma comissão fez uma visita técnica ao Centro de Controle e Operação (CCO) do VLT em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, e defendeu a retomada da obra. Em dezembro de 2020, o governador Mauro Mendes (DEM) anunciou que substituirá as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) para a instalação do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT) movido a eletricidade. O objetivo do movimento é reunir especialistas no setor para que eles avaliem - diante do que já se tem concluído e adquirido para o VLT, se a retomada das obras desse modal de transporte é viável ou não. A entidade defende que o dinheiro que tem na conta do VLT, cerca de R$ 193 milhões, é suficiente para finalizar a primeira etapa aeroporto de Várzea Grande até o bairro Porto em Cuiabá. O restante até o CPA e Coxipó poderia vir com a iniciativa privada por meio de parceria público-privada (PPP). A visita contou com representantes da Caixa Econômica Federal, Jean Pejo, ex-secretário de Mobilidade Urbano, do presidente do Movimento Pró-VLT, Vicente Vuolo, e Silvia Cristina Silva - presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô ( ANPTRILHOS). Pejo disse que todas as vantagens que o governador colocou para o BRT são do VLT. Segundo o movimento, cada vagão do VLT tem capacidade para 400 pessoas. Se estivesse rodando, seriam 400 mil usuários. BRT X VLT - A decisão do governador em pedir a substituição levou em conta estudos técnicos elaborados pelo estado e pelo Grupo Técnico criado na Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana. Os estudos concluíram que a continuidade das obras do VLT era “insustentável”, demoraria mais seis anos para conclusão. O estudo apontou diversos riscos na hipótese de implantação do VLT, segundo o governo. Um deles é o valor da tarifa, que ficou orçada em R$ 5,28, montante muito superior ao do transporte coletivo praticado na Baixada Cuiabana, que é de R$ 4,10. Já na hipótese de instalação do BRT, a tarifa ficaria na faixa de R$ 3,04. Outro revés do VLT estaria no subsídio que o Governo de Mato Grosso teria que pagar para que o modal funcionasse: R$ 23,2 milhões por ano. Com o BRT, a estimativa é que a implantação ocorra em até 22 meses, a partir da assinatura da ordem de serviço para início das obras. O custo de implantação também é consideravelmente menor. Enquanto o VLT consumiria mais R$ 763 milhões, além do R$ 1,08 bilhão já pago, o BRT está orçado em R$ 430 milhões, já com a aquisição de 54 ônibus elétricos. O Governo de Mato Grosso também vai ajuizar uma ação contra o Consórcio para que as empresas que o integram paguem R$ 676 milhões pelos danos causados.
Fonte - Diário de Cuiabá  19/03/2021
http://www.diariodecuiaba.com.br/cidades/comissao-defende-a-retomada-das-obras-do-vlt-cuiaba-vg/567968

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

Vereador defende VLT de Cuiabá: “Não se pode jogar R$ 1,3 bilhão no lixo”

Transportes sobre trilhos  🚄

As declarações foram dadas em entrevista à Rádio CBN Cuiabá, na manhã desta terça-feira (16). “É uma questão matemática, independente da vontade política. Não estamos iniciando um modal. Ele foi iniciado lá em 2010, quando foram iniciados os projetos. Já tem R$ 1,3 bilhão investidos, estamos no meio do jogo”, disse. “Já temos aí mais de 50% de capital investido, mais de 50% das obras concluídas.

Mídia News (MT)
foto - ilustração/arquivo
O vereador Renivaldo Nascimento (PSDB) saiu em defesa da conclusão das obras do Veículo Leve sobre Trilhos na Grande Cuiabá, afirmando que o Governo do Estado tem condições financeiras de concluir o modal e que é inconcebível “jogar R$ 1,3 bilhão no lixo”. As declarações foram dadas em entrevista à Rádio CBN Cuiabá, na manhã desta terça-feira (16). “É uma questão matemática, independente da vontade política. Não estamos iniciando um modal. Ele foi iniciado lá em 2010, quando foram iniciados os projetos. Já tem R$ 1,3 bilhão investidos, estamos no meio do jogo”, disse. “Já temos aí mais de 50% de capital investido, mais de 50% das obras concluídas. Não podemos pegar R$ 1,3 bilhão e jogar no lixo”, completou. Em dezembro passado, o Governo do Estado anunciou a inviabilidade financeira e técnia para conclusão do VLT e afirmou que iria implantar o ônibus de trânsito rápido (BRT), dando início a um cabo de guerra com a Prefeitura de Cuiabá. Segundo Renivaldo, há muita “conversinha paralela” sobre o tema pouca praticidade. Ele afirmou, ainda, que apesar do BRT demandar um quarto do valor de investimento do VLT para ser implantado, seria uma obra iniciada do zero e com um valor patrimonial muito inferior. “Quantos milhões precisamos para finalizar o VLT? R$ 700 milhões. Temos R$ 300 milhões em caixa. Teríamos que desembolsar R$ 400 milhões para concluir um patrimônio de R$ 2 bilhões. O Estado tem condições financeiras para concluir, está superavitário. Se não quer, traga uma PPP [parceria público-privada]”, explicou. “Para o BRT, você vai desembolsar de R$ 500 milhões a R$ 600 milhões para começar do zero e ter um patrimônio de R$ 500 milhões. E é um modal aquém do VLT. Não se compara BRT com VLT. VLT é moderno, leva mais pessoas, é um modal que está no mundo inteiro”, defendeu. O vereador salientou que apenas poderia sair em defesa do BRT caso as obras do VLT já não estivessem avançadas e a escolha fosse por iniciar neste momento a implantação de um modal na Grande Cuiabá. “Se não tivesse obra nenhuma iniciada, começar do zero, eu seria a favor do BRT, por ser uma obra mais rápida e menos onerosa. Mas não é o caso. Temos anos de obras efetuadas no solo cuiabano e várzea-grandense. Para o término dessas obras, não demora mais que o BRT”, salientou. O parlamentar ainda criticou a rixa entre o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), e o governador Mauro Mendes (DEM) em relação ao modal e descartou qualquer possibilidade de a Capital ficar sem nenhuma das duas obras, como resultado da briga. “Não podemos deixar isso acontecer. Eles são dirigentes políticos, têm que ter compromisso com Cuiabá e foram eleitos para isso. Eles não foram eleitos para ter picuinhas entre eles. Que se resolvam para lá”, disparou.
Fonte - Revista Ferroviária  17/02/2021

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Caixa afirma que resolução proíbe uso de dinheiro do VLT para outro modal em Cuiabá

Transportes sobre trilhos   🚄

Caixa afirma que resolução proíbe uso de dinheiro do VLT para outro modal - Trocando em miúdos, o uso do dinheiro do agora antigo modal não poderia ser usado no Bus Rapid Transit (BRT), escolha do governador Mauro Mendes (DEM). O documento foi divulgado pelo site RD News.

Olhar Direto (MT)* 
foto - ilustração/arquivo
Um parecer da Caixa Econômica Federal (CEF), encaminhado ao Grupo de Trabalho (GT) Mobilidade Cuiabá, alerta o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e o Governo do Estado de que há resolução do Conselho Curador do FGTS (CCFGTS) que não prevê a reutilização do mesmo empréstimo quando há mudança do objeto ou do objetivo do contrato. Trocando em miúdos, o uso do dinheiro do agora antigo modal não poderia ser usado no Bus Rapid Transit (BRT), escolha do governador Mauro Mendes (DEM). O documento foi divulgado pelo site RD News. Conforme previsto contratualmente, o objetivo do CT nº 0364.021-34/2012 é descrito como a implantação do corredor exclusivo para Veículo Leve sobre Trilhos voltado ao transporte coletivo e o cenário onde são apresentadas alternativas ao empreendimento pressupõe, salvo entendimento em contrário, alteração do objetivo contratual pactuado. Ainda, a regulamentação da fonte de recurso, em específico a Resolução 288/1998 do CCFGTS, prevê somente alterações em que se mantenha preservado o objetivo contratual original, além funcionalidade do empreendimento, registra a Caixa no parecer. Vale ressaltar que o Executivo aguarda autorização do CCFGTS e da Caixa para utilizar valores restantes do empréstimo original do VLT para a implantação do BRT. Independentemente da solução a ser escolhida, sua implantação carece, além das autorizações já apontadas neste parecer, de análises de viabilidade técnica e deliberação por parte desta instituição financeira, diz a Caixa. Os representantes do banco ainda pontuam que o Manual de Fomento do programa Pró-Transporte, por meio do qual foi feito o empréstimo do VLT, veda o desembolso para despesas referentes ao reajuste/realinhamento de preços das obras, serviços, estudos/projetos e materiais/equipamentos. A exceção é de quando se trata de uma nova licitação, premissa que será observada por ocasião das análises quando da apresentação de proposta à Caixa. O manual também indica que deve haver redução no valor do empréstimo sempre que houver redução das metas da obra. O valor a ser emprestado, caso a mudança de modal seja autorizada, também deve gerar discussão. Alertamos quanto à elevação expressiva do valor a ser aportado de contrapartida nos casos de alteração de objetivo e conclusão do VLT, registram os representantes do banco. No documento, a Caixa estima que o valor total do VLT, sem reduções, ficaria em R$ 1,8 bilhão. O BRT, com o traçado original, estaria em R$ 770,8 milhões, e ainda é estudada a possibilidade de apenas criar um corredor exclusivo para ônibus, em R$ 748 milhões. Com o projeto original, R$ 775,9 milhões ficariam sem funcionalidade. Também é analisada a possibilidade redução no projeto, conforme proposto pelo governo ao GT. Assim, o VLT ficaria em R$ 1,7 bilhão, o BRT custaria R$ 644,4 milhões e o corredor exclusivo, R$ 626,4 milhões. O valor sem funcionalidade seriam os mesmos R$ 775,9 milhões. A data base dos valores é 15 de outubro de 2019, necessitando atualização. O documento é assinado pelo assistente executivo sênior, Daniel Modrach, pela gerente executivo, Erika Danielly Silva Ferreira, pela gerente nacional, Vladimir Bezerra Monteiro de Brito, e pelo superintendente nacional da Caixa, Mario Augusto Pereira de Oliveira Junior. BRT cuiabano O governador Mauro Mendes (DEM) anunciou o fim do sonho da implantação do Veículo Leve sob Trilhos (VLT) em Cuiabá e já deu detalhes do novo modal que pretende instalar no lugar: o Bus Rapid Transit (BRT). Durante a entrevista coletiva, o governador comparou o VLT e o BRT, deixando claro as diferenças entre os dois. A primeira delas seria a tarifa, com a do primeiro custando R$ 5,28 e a do segundo R$ 3,04. Além disto, o custo total para concluir a obra do VLT seria de R$ 763 milhões de reais, com o edital de licitação dos trabalhos sendo aguardada apenas para junho de 2022. Com a decisão tomada de mudar para o BRT, o Executivo desembolsará R$ 430 milhões, isso já incluindo a aquisição de 54 ônibus elétricos. O tempo para a implantação do BRT está estimado pelo governo em 24 meses, a partir da assinatura da ordem de serviço. Já o VLT demoraria 48 meses, incluindo-se a preparação da Parceria Público-Privada (PPP). Mauro Mendes também levou em conta o menor risco para a implantação do BRT, em detrimento do VLT e apontou que o conflito regulatório entre os municípios, o Estado e entre os operadores é baixo. Outro fator levado em conta é o de que uma possível ampliação do BRT seria muito mais fácil de se fazer do que a do VLT. Ao todo, são 54 veículos do primeiro modal (incluindo quatro reservas) contra 29 do segundo (com três reservas). A capacidade do transporte de passageiros também foi destacada na apresentação, com o BRT podendo levar até 155.181 pessoas a uma velocidade de 25,02 km/h, contra 118.185 do VLT, que tem velocidade de 21,30 km/h. Mauro Mendes ainda levou em conta o número de integrações para o passageiro; impacto no trânsito; compartilhamento da infraestrutura pelos demais ônibus e também por veículos de segurança e saúde; impacto visual; possibilidade da criação de um parque linear e de uma ciclovia na avenida do CPA.
*https://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?id=482501&noticia=caixa-afirma-que-resolucao-proibe-uso-de-dinheiro-do-vlt-para-outro-modal
Fonte - Revista Ferroviária  10/02/2021

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Prefeito de Cuiabá defende realização de plebiscito para que população decida sobre VLT e BRT

Transportes sobre trilhos  🚄

Aderindo a campanha "Plebiscito Já", o chefe do Executivo municipal destacou que a criação de uma votação, no prazo de 90 dias, é o melhor caminho para definição sobre qual o melhor modal a ser implantado nas duas cidades.

O Documento (MT)*
foto - ilustração/arquivo
O prefeito Emanuel Pinheiro defendeu a realização de um plebiscito para que a população de Cuiabá e Várzea Grande possam participar da escolha entre a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) ou Bus Rapid Transit (BRT). Aderindo a campanha "Plebiscito Já", o chefe do Executivo municipal destacou que a criação de uma votação, no prazo de 90 dias, é o melhor caminho para definição sobre qual o melhor modal a ser implantado nas duas cidades. A ideia para que o povo escolha o melhor meio de transporte público surgiu durante a audiência pública sobre a troca do VLT pelo BRT, que ocorreu na tarde desta quinta-feira (4), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. O deputado federal Emanuel Pinheiro Neto, o Emanuelzinho, foi quem apresentou a proposta aos participantes. "O deputado Emanheulzinho e a vereadora Edna Sampaio, deram o tom a essa audiência. A prefeitura a partir de hoje, vai abraçar a causa do 'Plebiscito Já'. Queremos ouvir o povo cuiabano, ouvir os grandes interessados. Então uma consulta popular ouvindo quem vai escrever uma nova história na nossa Capital. Vou fazer um apelo aos deputados Elizeu Nascimento, Valdir Barranco e ao presidente da Assembleia, Eduardo Botelho, em respeito a nossa gente e ao nosso povo, vamos deixar a sociedade ser ouvida e participação nas decisões do Estado", pediu. Conforme Emanuel, na Constituição Estadual no Art. 6º, está detalhado que o plebiscito deve ser convocado pelo parlamento estadual e oito deputados devem assinar a proposta para criação de um referendo. "Vai poder ter uma campanha na TV, nas mídias virtuais e rádios, por exemplo, 5 minutos pra quem é a favor e contra. Vamos democratizar essa discussão. Também teremos oportunidade de poder esmiuçar, debater a tarifa, onde está dando certo ou errado, manutenção e em que pé está o VLT aqui", propôs. Por fim, Pinheiro adianta que nessa sexta-feira (5) irá procurar o prefeito de Várzea Grande Kalil Baracat, para aderir à campanha 'Plebiscito Já'. "Vou pedir para o prefeito Kalil aderir a esta campanha para ouvir a população várzea-grandense, ouvir aqueles que irão usar o transporte público", concluiu.
* https://odocumento.com.br/emanuel-defende-realizacao-de-plebiscito-para-que-populacao-decida-sobre-vlt-e-brt/
Fonte - Revista Ferroviária  05/02/2021

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Empresa responsável pelo VLT de Cuiabá acusa governo de ‘fake news’

Transportes sobre trilhos 🚄 

Em entrevista à TV Vila Real, afiliada da Record TV, Vicente Abate, presidente da ABIFER, defende o VLT em Cuiabá.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

A troca do VLT,de Cuiabá, pelo BRT

Transportes sobre trilhos  🚄

A troca do VLT pelo BRT - O recente caso da troca do Veículo Leve sobre Trilho (VLT) pelo Bus Rapid Transit (BRT) é um grande exemplo dessa dificuldade que a Prefeitura de Cuiabá tem encontrado quando se depara com demandas em que o Executivo estadual está envolvido. 

Diário de Cuiabá 
foto - ilustração/arquivo
Em seu primeiro discurso, após receber o resultado da última eleição, o prefeito Emanuel Pinheiro deixou claro que a gestão do Município sempre estará disponível para debater todas as ações que melhorem a vida da população cuiabana. Acontece que, para que um debate realmente seja uma verdade, esse processo necessariamente deve cumprir etapas como argumentar, ouvir, analisar e, por fim, tomar uma decisão em conjunto. Essas etapas, essenciais principalmente em assuntos que envolvem mais de 600 mil pessoas, até o presente momento, continuam sendo completamente negligenciadas pelo Governo do Estado de Mato Grosso. O recente caso da troca do Veículo Leve sobre Trilho (VLT) pelo Bus Rapid Transit (BRT) é um grande exemplo dessa dificuldade que a Prefeitura de Cuiabá tem encontrado quando se depara com demandas em que o Executivo estadual está envolvido. Agora, depois de tomada uma decisão individualizada, se lembraram que existem as Prefeituras Municipais. Com convites para reuniões, as quais o Município não terá nenhuma voz, tentam criar um cenário para validar um discurso de decisão democrática que nunca existiu. Por meio da imprensa, acompanhamos declarações onde se é cobrada uma mudança de postura da Prefeitura de Cuiabá. Mas, qual é a postura que desejam da Capital? A de subserviência? Essa não terão! Defendemos sim um diálogo. No entanto, queremos que isso seja genuíno. Um diálogo em que as decisões que envolvam Cuiabá sejam tomadas em conjunto e não por meio da imposição. De que adianta convidar para um debate em que já existe uma decisão tomada? Isso não passa de um mero procedimento fantasioso, no qual a opinião do Município não possui qualquer valor. Nem mesmo a própria população, que é quem utiliza de fato o transporte público, teve a oportunidade de ser ouvida. Isso não é democracia e muito menos demonstração de respeito com aqueles que depositaram nas urnas a confiança em uma gestão. Por conta dessa dificuldade de diálogo foi que o prefeito Emanuel Pinheiro criou Comitê de Análise Técnica para Definição do Modal de Transporte Público da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá. Queremos, de forma transparente, conhecer o projeto do BRT. Saber de maneira detalhada o custo da passagem, o valor do subsídio, tipo de combustível, e o destino da estrutura existente como os vagões do VLT e os trilhos já instalados em alguns pontos de Cuiabá e Várzea Grande. Confiamos nesse grupo e temos a certeza de que ele dará um verdadeiro diagnóstico para sociedade. Mas, isso será feito com diálogo. Como deve ser! E é por isso que o próprio Governo do Estado também está convidado para participar das discussões, antes de qualquer parecer, antes de qualquer tomada de decisão. Como deve ser! Assim, em respeito ao Estado Democrático de Direito, devemos ouvir a população que é quem realmente vai utilizar o modal a ser escolhido, evitando decisões autoritárias de um governo que pouco ou quase nada ouve a voz rouca das ruas. LUIZ CLÁUDIO é secretário Municipal de Governo.
Fonte - Revista Ferroviária 29/01/2021

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Prefeito de Cuiabá joga duro e cria comitê para discutir VLT em Cuiabá

Transportes sobre trilhos  🚄   

Após o governador Mauro Mendes (DEM) ameaçar destinar para outros municípios o investimento que seria feito em Cuiabá, o prefeito Emanuel Pinheiro (DEM) joga duro e  anunciou a criação de um Comitê de Análise Técnica para discutir o VLT em Cuiabá - Definição do Modal de Transporte Público da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá. 

Diário de Cuiabá
foto / ilustração/arquivo
A novela envolvendo a briga entre Governo do Estado e Prefeitura de Cuiabá em razão da troca do modal de transporte coletivo urbano a ser implantado em Cuiabá e Várzea Grande continua ferrenha. Após o governador Mauro Mendes (DEM) ameaçar destinar para outros municípios o investimento que seria feito em Cuiabá, o prefeito Emanuel Pinheiro (DEM) anunciou a criação de um Comitê de Análise Técnica para Definição do Modal de Transporte Público da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá. A medida, conforme o emedebista, visa a avaliar qual modal é viável para a Capital e também os estudos do Governo do Estado, que optou pela troca do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) para o Bus Rapid Transit (BRT). O comitê terá representantes das secretarias municipais de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano Sustentável, Mobilidade Urbana (Semob) e Obras Públicas. Participarão ainda o superintende do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o engenheiro José Picolli Neto; e o ex-secretário nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades e ex-assessor do Metrô-São Paulo, o economista José Roberto Generoso. Conforme Emanuel Pinheiro, representantes do Governo do Estado e da Prefeitura de Várzea Grande também serão convidados para compor o comitê. "O grupo será o responsável debater, de forma democrática, com diversas entidades, sobre qual é o modal mais viável para a Capital. Ao final, o grupo entregará ao prefeito um parecer técnico", disse Emanuel, por meio de nota. O grupo terá 60 dias para concluir os trabalhos, podendo o prazo ser prorrogado por igual período. Emanuel afirmou que também irá pedir ao prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat (MDB), que crie uma comissão na cidade vizinha para debater dados técnicos. "O Estado está querendo comandar uma situação sozinha que não lhe cabe. Esse assunto tem que ser compartilhado e os dois interessados, no caso, as duas cidades. Cuiabá e Várzea Grande não participam. Essa equipe vai mostrar qual é o melhor modelo e vamos mostrar a nossa posição e o que é mais importante para a sociedade", completou o prefeito.
Fonte - Revista Ferroviária  25/01/2021

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Entidades se posicionam e defendem o VLT para o transporte de passageiros entre Cuiabá e Várzea Grande/MT

Transportes sobre trilhos  🚄

CARTA MANIFESTO VLT x BRT - Em defesa dos interesses nacionais e da sociedade para expressarem preocupação com o ato do Governo do Estado de Mato Grosso, que sem estudos técnicos suficientes, decidiu de forma simples e equivocada mudar o modal de transporte de passageiros entre Cuiabá e Várzea Grande, de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) para BRT (Bus Rapid Transport).

Abifer
foto - ilustração/arquivo
As entidades abaixo identificadas, que representam a indústria e os serviços de mobilidade, transporte urbano de passageiros e engenharia no País, através da presente Carta Manifesto, vêm a público em defesa dos interesses nacionais e da sociedade para expressarem preocupação com o ato do Governo do Estado de Mato Grosso, que sem estudos técnicos suficientes, decidiu de forma simples e equivocada mudar o modal de transporte de passageiros entre Cuiabá e Várzea Grande, de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) para BRT (Bus Rapid Transport). Comparando a visão do Governo que orientou essa mudança com a visão técnica do setor metroferroviário, baseada nos fatos e sustentada por estudos e projetos, conclui-se justamente pelo oposto, qual seja, que não há elementos técnicos suficientes que justifiquem a alteração do modal e que, no melhor interesse público e benefício da sociedade, no menor prazo possível, as obras do VLT deveriam ser concluídas. Este estudo comentando ponto a ponto a apresentação do Governo do último 21 de dezembro, segue anexo à presente Carta Manifesto. Este Manifesto pretende trazer à luz aspectos técnicos não abordados e provocar um debate mais democrático, aberto e esclarecedor, com audiências públicas que permitam a discussão, posicionamento e demonstração da melhor solução, a bem da verdade e do interesse da população.

O resumo ponto a ponto em anexo, evidencia que o VLT é a melhor alternativa para Cuiabá – Várzea Grande, dentre outras, pelas seguintes razões:

– Melhor interesse público;

– Menor custo para conclusão das obras;

– Menor tempo para implantação;

– Licenças Ambientais, autorizações, projetos básicos e executivos, demais documentos necessários, já existentes;

– Melhor forma de contratação, com investimentos majoritariamente privados (PPP);

– Menor tempo para publicação de edital de licitação. Primeiro trecho já está praticamente pronto, basta dar andamento;

– Menor risco. Projeto executivo existente e parcialmente implantado;

– Material rodante já adquirido, entregue e pronto para entrar em operação;

– Maior velocidade operacional pois dispõe de menor tempo de carregamento nas estações (portas mais largas), via dedicada (sem interferências), sistemas operacionais que automatizam e otimizam sua operação, como por exemplo o sistema de priorização semafórica;

– Menor custo operacional, pelo menor número de condutores, pois carrega mais passageiros por unidade (trem);

– Cabines nas extremidades do VLT facilitam a inversão de sentido nos pontos terminais, enquanto os BRTs necessitam de grandes áreas para manobras, o que implica em mais desapropriações;

– Sistema estruturante, integrado e abastecido por outros modais;

– Os sistemas VLT são conhecidos como indutores de transformações urbanísticas, melhoria da qualidade de vida e desenvolvimento socioeconômico, como ocorreu, por exemplo, no Brasil: Rio de Janeiro e Santos, ou em praticamente todas as 200 cidades em que foi mundialmente implementado, a exemplo de: Bilbao, Zaragoza, Sevilha e tantas outras.

Além do acima exposto, o projeto do VLT Cuiabá-Várzea Grande está muito avançado enquanto o do BRT está em fase ainda preliminar, sem estudos definitivos, projetos básicos, executivos, licenças ambientais… o que torna impossível avaliar a alternativa BRT corretamente e, menos ainda, compará-la com o VLT.

Vale lembrar que as entidades abaixo assinadas desde outubro passado solicitaram, por inúmeras vezes, uma audiência com o excelentíssimo governador para abordar todos estes aspectos técnicos e tentar dissuadi-lo em tomar medidas neste sentido.

Em respeito à engenharia, aos estudos nacionais e internacionais, aos projetos de sucesso já implantados, aos procedimentos administrativos e legais, às portarias interministeriais que norteiam o setor, aos recursos públicos já investidos, aos contratos de financiamento público em curso, propomos um amplo debate público para que a verdade venha à tona e com ela fique definitivamente claro que a decisão correta para o caso em tela é terminar a obra do projeto VLT Cuiabá-Várzea Grande.
Fonte - Abifer  20/01/2021

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Prefeito reafirma que não aceita troca do VLT pelo BRT em Cuiabá

Transportes sobre trilhos  🚄

Na semana passada, a Assembleia Legislativa autorizou, a pedido do Governo do Estado, a troca do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) para BRT (Bus Rapid Transit), medida que foi duramente criticada pelo prefeito. Quem tem que discutir o que é melhor, se é VLT ou BRT, é a população. A população tem que ser ouvida como a lei manda, com audiências públicas.

Diário de Cuiabá
foto - ilustração/arquivo
O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) reafirmou que a população de Cuiabá precisa ser respeitada e ouvida quanto à possibilidade de mudança do modal de transporte a ser implantado na cidade. Na semana passada, a Assembleia Legislativa autorizou, a pedido do Governo do Estado, a troca do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) para BRT (Bus Rapid Transit), medida que foi duramente criticada pelo prefeito. Quem tem que discutir o que é melhor, se é VLT ou BRT, é a população. A população tem que ser ouvida como a lei manda, com audiências públicas. A prefeitura também tem que ser ouvida, os técnicos da prefeitura têm que ser ouvidos. Não existe a possibilidade de uma posição isolada, unilateral, arrogante, sem nenhum embasamento técnico, na calada da noite, as vésperas das festas de fim de ano, e dizer o que é melhor para população. Não!, afirmou o prefeito. Emanuel voltou a dizer que a decisão do Governo a respeito da mudança do modal para o BRT é unilateral, sem a participação dos municípios por onde o modal de transporte vai ser implantado - Capital e Várzea Grande - e sem o compartilhamento dos estudos técnicos citados pelo Estado para a tomada de decisão. O que estou pedindo na Justiça é para parar tudo, compartilhar tudo com Cuiabá. O Governo não tem legitimidade para decidir sozinho, não pode decidir sozinho. Tem que ouvir Cuiabá, ouvir a sociedade, ouvir a população cuiabana e ouvir a Prefeitura Municipal de Cuiabá. E eu vou recorrer até o último minuto em defesa de Cuiabá, afirmou. O prefeito ainda lembrou que a decisão do Governo sobre a troca do VLT pelo BRT não obedece à Lei Federal de Nº 13089, de janeiro de 2015, denominada Estatuto da Metrópole, que estabelece que os estados, mediante lei complementar, poderão instituir regiões metropolitanas e aglomerações urbanas, constituídas por agrupamento de municípios limítrofes, para integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum. A lei manda isso. Você não pode ouvir só o município diretamente afetado, como aqueles indiretamente afetados, que se refere a Leverger, Livramento, Chapada. Essa é a natureza da região metropolitana quando vem uma grande obra, que é o caso do transporte intermunicipal e desse modal. Ninguém foi ouvido, essa é a verdade. O que se discute, agora, é que eu exijo respeito com a população cuiabana. Isso não vai passar 'goela abaixo', disse. E acrescentou: Pelo menos, eu vou lutar até o último minuto, vou 'morrer atirando', mas eu exijo respeito com Cuiabá. Exijo respeito com a população cuiabana. E a população tem que ser ouvida e a prefeitura do município tem que ser ouvida, não é uma vontade do prefeito, é o que está na lei. É o que determina a lei e é o mais legitimo, mais correto a se fazer.Além disso, no âmbito do Estado de Mato Grosso, foi instituída pela Lei Complementar nº 359 de 27 de maio de 2009 que a região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá, composta atualmente pelos municípios de Acorizal, Chapada dos Guimarães, Cuiabá, Nossa Senhora do Livramento, Santo Antônio de Leverger e Várzea Grande, também prevê que as decisões devem ser tomadas em conjunto de todas as cidades integrantes da região metropolitana. "Tudo o que puder ser feito, todos os instrumentos possíveis e que se imaginar, que eu tiver que utilizar para defender Cuiabá e para defender o respeito da população cuiabana, para que se ouça a população cuiabana, que se compartilhem as informações, e que dividam essa decisão com a prefeitura municipal, eu vou fazer. Algumas já estão aí, esperando decisão do TJ e vamos aguardar. Todas medidas que forem necessárias no âmbito jurídico, social e administrativo, eu vou fazer", completou Emanuel Pinheiro.
Fonte - Revista Ferroviária  13/01/2021