UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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terça-feira, 19 de março de 2024

Projetos emperrados de VLT no Brasil podem avançar

Transportes sobre Trilhos 🚄

Projetos de VLT emperrados no Brasil poderão avançar, o VLT de Cuiabá que se arrasta a mais de uma década e o VLT de Salvador que seria um monotrilho e não saiu da estação, parece que agora vão ter as suas obras reiniciadas.

Da Redação
Foto ilustração - Pregopontocom
VLT de Lyon França
Cuiabá - Com o projeto técnico agora aprovado pelo Gov. Fedral o VLT de Cuiabá deve avançar para fase final do PAC.O projeto de implantação do modal foi acatado pelo Diretor do Departamento de Infraestrutura da Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades. O projeto do VLT de Cuiabá finalmente foi autorizado e aprovado tecnicamente pelo PAC Mobilidade Urbana Sustentável, do governo federal. O VLT de Cuiabá que deveria ser inaugurado na Copa de 2014 sofreu paralizações, por motivos diversos, palco de disputas políticas, ameaça de ser transformado em um BRT e se encontra paralisado até então. Torcemos para que finalmente o VLT de Cuiabá se torne uma realidade que irá transformar de maneira significativa e qualitativa a mobilidade na capital do Mato Grosso.

Salvador - Após o fracasso da primeira tentativa para a construção do VLT que seria na verdade um sistema de Monotrilho na região da orla Ferroviária de Salvador, chegando até RMS na ilha de São João,o governador da Bahia Jerônimo Rodrigues definiu nesta segunda-feira (18), um novo prazo para a conclusão da licitação para a construção do sistema de VLT(Veículo Leve sobre Trilhos)de Salvador. O novo sistema de transportes ira substituir os antigos trens com mais de 60 anos de uso, que operavam no Subúrbio Ferroviário de Salvador e foram desativados em fevereiro de 2021.O Governador esclareceu que a licitação foi dividida em duas partes, uma financeira e a outra a parte técnica da construção do VLT. A abertura do envelope referente ao orçamento deverá ser aberto entre os dias 25 e 26 deste mês e um pouco mais pra frente será feita a abertura do envelope da parte técnica. O Governo do estado criou através da CTB (Companhia de Transportes do Estado da Bahia), uma comissão responsável para desapropriação para a construção do VLT. Tomara que agora tudo dê certo e que a imensa população de toda orla ferroviária de Salvador e RMS, possa contar finalmente com um sistema de transporte moderno, eficiente, confortável rápido e seguro, entrando definitivamente numa posição de conforto e dignidade, que será conquistada com a chegada do novo modal que irá promover uma grande transformação no modelo de mobilidade urbana em toda região.
QUE VENHA FINALMENTE O TÃO ESPERADO VLT
Pregopontocom 19/03/2024

terça-feira, 17 de janeiro de 2023

Trem de Lastro, um projeto inovador desenvolvido por funcionários da CBTU para manutenção de via e rede aérea

Transportes sobre trilhos 🚇

O novo Trem de Lastro, veículo que transporta os funcionários responsáveis pela manutenção da rede aérea do metrô, composto por dois vagões, prancha e locomotiva, foi projetado por funcionários do Centro de Manutenção de Cavaleiro da CBTU Recife, por determinação da GIMAM e responsabilidade da GOSIP e COELI, juntamente com a cooperação da COOFI, COPEM (responsável pelo design) e COVIP, tendo a confecção do projeto sido realizada pela empresa SERVIMEC nas oficinas do metrô.

CBTU - Recife
foto - GOMAK/CBTU
Na próxima sexta-feira, 20 de janeiro, às 15 horas, numa cerimônia na Estação Recife, será apresentado pelo Gerente Regional de Manutenção Dorival Martins e demais empregados envolvidos no projeto, o novo Trem de Lastro desenvolvido por funcionários da GIMAN. Estarão presentes o Presidente José Marques, o Superintendente Carlos Fernando Ferreira e todos corpo gerencial da CBTU. O veículo usado pela CBTU Recife no transporte de ferramentas pesadas que auxiliam no trabalho de inspeção e manutenção das catenárias, contrapesos, seccionadoras da rede aérea, eram vagões que faziam, a mais de 60 anos, o transporte de carga na antiga Rede Ferroviária e foram adaptados para a realização destas atividades. Ele será substituído por um modelo inédito, visto que o modelo antigo não atende mais às necessidades da manutenção.

fotos - GOMAK/CBTU

O novo Trem de Lastro, veículo que transporta os funcionários responsáveis pela manutenção da rede aérea do metrô, composto por dois vagões, prancha e locomotiva, foi projetado por funcionários do Centro de Manutenção de Cavaleiro da CBTU Recife, por determinação da GIMAM e responsabilidade da GOSIP e COELI, juntamente com a cooperação da COOFI, COPEM (responsável pelo design) e COVIP, tendo a confecção do projeto sido realizada pela empresa SERVIMEC nas oficinas do metrô. Durante o Galo da Madrugada, o veículo estará disponível para solucionar eventuais problemas na rede aérea do metrô.
Ubiratan Fernandes de Oliveira, funcionário da Coordenação Operacional de Sistema Elétrico – COELI/GOSIP, foi o responsável pela ideia de juntar dois carros do trem Santa Matilde e os transformá-los em um modelo Trem de Lastro. Ele lembra que está tentando colocar em prática essa empreitada há mais de 5 anos. Por ser um trem com quase quarenta anos de uso, não encontramos no mercado peças de reposição com facilidade e o custo de recuperação seria o equivalente a um novo e mais moderno. Sendo assim foi viabilizado dois carros que foram reformados e adaptados para o projeto. Os dois carros foram cedidos e a verba necessária foi liberada pelo Presidente da CBTU José Marques. “Com certeza, é o primeiro modelo do Brasil”, destaca Ubiratan. Uma economia significativa para o benefício alcançado, foram gastos aproximadamente R$ 380 mil na realização do Trem de Lastro frente a um preço de mercado em torno de R$ 4 milhões.

foto - GOMAK/CBTU
Novo Trem de Lastros e suas vantagens para a manutenção
Sobre a vantagem do novo Trem de Lastro, Dorival Martins, gerente Regional I de Manutenção, destaca: “Esse veículo vai trazer muitos benefícios. É extremamente versátil e produtivo para a rede aérea, pois comporta uma quantidade bem maior de funcionários e equipamentos com uma infraestrutura bem mais eficiente e com mais conforto para os nossos funcionários, além de transportar duas bobinas de cabo que pesam em média 1.500 quilos cada”. Comparado ao Carro Torre (CT), veículo que estava sendo utilizado até o momento, o Trem de Lastro tem uma capacidade produtiva bem maior, como exemplo, proporciona a troca de dez a vinte suspensórios por vez. No antigo era possível realizar apenas uma troca por vez. Outro destaque é a plataforma do novo veículo: no CT cabiam apenas 2 funcionários. Agora, mais 20 funcionários podem trabalhar no do veículo no mesmo instante, inclusive na plataforma superior. Além de toda a infraestrutura de torno, bancada, entre outros, possui uma plataforma móvel motorizada. Esta plataforma alcança uma distância, para ambos os lados, de mais de um metro do eixo da via, fazendo com que os funcionários cheguem mais perto dos equipamentos alocados nos postes para realizar as manutenções de forma segura.

Para Ubiratan, o sentimento que resume essa conquista é de alegria: "Estamos muito felizes. Na situação de dificuldade que estamos atravessando, de recessão, conseguir fazer algo inédito assim é inacreditável”, finaliza. Um esforço conjunto onde o objetivo foi alcançado e o resultado desse esforço vai se traduzir em uma manutenção bem mais eficiente.
Fonte - CBTU 17/01/2023


carro do antigo trem Santa Matilde do metrô de Recife
foto - GOMAK/CBTU




sexta-feira, 24 de setembro de 2021

Maria Fumaça fará mais um teste até a estação Jaraguá em Maceió neste sábado, 25

Turismo ferroviário  🚂🚃🚃

O percurso será executado a partir das 16 horas, acompanhado pela superintendência e terá uma recepção especial quando chegar no destino final. É que a Fundação Cultural Cidade de Maceió 

Da Redação
divulgação - CBTU/Maceió
A Maria Fumaça, uma locomotiva quase centenária que está em processo de revitalização pela equipe de Manutenção da CBTU - Companhia de Trens Urbanos de Maceió, fará mais um teste de operação no próximo sábado, 25, saindo da Estação Central até o bairro de Jaraguá. O percurso será executado a partir das 16 horas, acompanhado pela superintendência e terá uma recepção especial quando chegar no destino final. É que a Fundação Cultural Cidade de Maceió - FMAC - vai realizar o Corso Carnavalesco Fora de Época, evento que será encerrado com a participação da Maria Fumaça fazendo o trajeto de volta para a Estação Central. A Maria Fumaça é de origem alemã, tem 92 anos, e está sendo preparada para circular como Trem Turístico, atuando nos finais de semana com uma programação que sairá da Estação Fernão Velho - onde haverá uma sala de curiosidades com exposição de objetos antigos e raros que pertencem à CBTU e fazem referência ao passado glorioso dos trens - até a Estação Utinga Leão. Serão cerca de 100 lugares, em dois vagões, destinados a turistas e moradores para contemplação das belas paisagens bucólicas da região da Lagoa Mundaú, com apresentações folclóricas, degustação de bebidas produzidas no Estado, até chegar ao IPMA - Instituto para Preservação da Mata Atlântica, na Estação Utinga, com passeio pelo parque de aves raras, como o Mutum, naturais da fauna alagoana. O projeto da Maria Fumaça está em fase de avaliação e fechamento de parcerias que viabilizem a programação. Deve começar a circular em caráter experimental a partir de dezembro de 2021.
Com informações da CBTU 23/09/2021

quinta-feira, 18 de março de 2021

Metrô de Salvador amplia opções de compra de créditos para o cartão de integração por aplicativo

Transportes sobre trilhos  🚇

Agora, quem possui o Cartão de Integração do Metrô tem mais uma opção para compra de créditos diretamente do celular. Através do Quicko APP, disponível para plataformas Android e IOS, é possível comprar crédito para seu cartão integração com o pagamento via cartão de crédito, sem taxas adicionais, no valor mínimo de R$ 3,90.

Da Redação
foto/divulgação
A CCR Metrô Bahia e a Quicko APP acabam de se juntar para oferecer mais uma facilidade para os clientes do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas. Agora, quem possui o Cartão de Integração do Metrô tem mais uma opção para compra de créditos diretamente do celular. Através do Quicko APP, disponível para plataformas Android e IOS, é possível comprar crédito para seu cartão integração com o pagamento via cartão de crédito, sem taxas adicionais, no valor mínimo de R$ 3,90. Inicialmente, a facilidade da compra pelo aplicativo está permitida apenas para a plataforma Android e será lançada em breve para IOS. Para efetuar a compra, o cliente deverá clicar no botão “Meu Bilhete” no menu inferior do app e cadastrar as informações do cartão CCR Metrô Bahia. Depois, basta escolher o valor da compra e cadastrar o cartão de crédito de preferência. A transação é realizada em pouco minutos, de maneira simples e prática. O novo recurso se soma aos vários serviços de mobilidade e conveniência que o Quicko App oferece aos baianos como a consulta do saldo do cartão. O aplicativo sugere rotas combinando os diversos modais disponíveis e permite o acesso a informações sobre o transporte público na cidade, como a localização dos pontos de embarque, os trajetos dos coletivos e a situação das linhas. O aplicativo também tem uma Central de Notificações, com notícias relevantes sobre o funcionamento do transporte público, e envia alertas quando há alterações importantes que afetem o deslocamento das pessoas. Outra opção de compra de créditos para o cartão da CCR Metrô Bahia via aplicativo é pelo RecargaPay. A recarga também pode ser feita presencialmente nas estações de metrô: nas máquinas de autoatendimento (que aceitam cartões de débito e crédito) ou nas bilheterias. Também é possível fazer a compra do crédito em mais de 2 mil pontos de vendas, na Rede Credenciada que conta com lojas, farmácias e restaurantes espalhados por toda Salvador e Região Metropolitana. A compra do crédito nesta rede credenciada é fácil e rápida, e não há cobrança de taxa extra. Para encontrar o ponto de venda mais próximo, basta acessar o site www.rvgo.com.br pelo computador ou smartphone que o sistema rastreia os locais mais próximos do cliente, além da rota de como chegar. A identificação da RVGO é a garantia de que o estabelecimento é parceiro e realiza a recarga. A carga adquirida pelo aplicativo e na rede credenciada precisa ser ativada antes da utilização.

Ativação dos créditos
Assim como acontece com as compras dos créditos no RecargaPay e na Rede Credenciada, as compras efetuadas no Quicko APP também precisam ser ativadas para o uso. Após a transação ser confirmada, o sistema enviará, imediatamente, uma ordem para o cartão, a qual estará disponível para carga em até dois minutos em qualquer estação do metrô. Para ativar os créditos adquiridos, basta passar o cartão no validador de consulta e carga presente em todas as estações, antes de se dirigir às catracas de acesso. O sistema presente nas catracas de acesso também ajudam no gerenciamento do saldo, todas as vezes que o seu cartão integração ficar com saldo inferior a duas tarifas integradas (R$ 8,40), o display da catraca do metrô apresenta a mensagem “Recarregue o seu Cartão”. Desta forma, é possível programar o melhor momento para uma nova recarga e ainda escolher a opção mais prática.

Mais ferramentas do Quicko App
O Aplicativo Quicko também oferece diversas outras ferramentas com o objetivo de facilitar a vida do usuário de transporte público em Salvador. Com o App, as pessoas podem favoritar as linhas que mais utilizam e acessam as informações de forma rápida e fácil. Outra ferramenta que ajuda na movimentação diária é a "Reportagem do Usuário", em que as pessoas podem reportar problemas como: lotação, atraso ou lentidão, parada inesperada, além da possibilidade de avaliar o motorista e as condições do veículo, entre outras categorias, ajudando, de forma colaborativa, os outros usuários. Mais um diferencial do aplicativo é a Central de Benefícios, em que os usuários do Quicko APP podem aproveitar ofertas e descontos exclusivos de parceiros. Com foco na segurança, o aplicativo conta ainda com a função de compartilhamento de rota. Com ele, você pode enviar para parentes ou amigos como informações de seu trajeto, como horário e local de embarque, o modal utilizado e lugar e a hora de chegada.
 
SOBRE A QUICKO (http://www.quicko.com.br )
A Quicko é uma Startup de Mobilidade Urbana que oferece diversas soluções para a pessoa integrar, de forma fácil e simples, diferentes meios de transporte, como táxis, carros de aplicativo, bicicletas, ônibus, trens, Metrô etc., para garantir uma jornada mais rápida e conveniente. O aplicativo traça rotas a partir de diversos modais disponíveis e do comportamento dos próprios usuários. Além disso, a empresa ajuda o usuário a definir trajetos por meio de transportes e serviços baseados em suas próprias preferências, também alertando-os em tempo real sobre acontecimentos no caminho e modais escolhidos.
Com informações da CCR Metrô Bahia  18/03/2021

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Maria Fumaça que liga São João del-Rei a Tiradentes volta a circular

Turismo ferroviário  🚂🚃

As viagens estavam suspensas há quase dois meses em decorrência da pandemia da COVID-19. A Maria Fumaça é a mais antiga em circulação no Brasil, sua primeira viagem foi em 1881. Na época, transportou o imperador Dom Pedro II. Atualmente, é uma das atividades turísticas "obrigatória" para quem visita uma das cidades. 

Estado de Minas *
foto - divulgação/VLI
Uma das principais atrações turísticas da região do Campo das Vertentes, o trem que liga as cidades de São João del-Rei a Tiradentes, voltará a circular a partir desta sexta-feira (5/2). As viagens estavam suspensas há quase dois meses em decorrência da pandemia da COVID-19. A Maria Fumaça é a mais antiga em circulação no Brasil, sua primeira viagem foi em 1881. Na época, transportou o imperador Dom Pedro II. Atualmente, é uma das atividades turísticas "obrigatória" para quem visita uma das cidades. De acordo com a VLI, a retomada do serviço ocorre com a adesão de uma série de medidas para garantir a plena segurança dos passageiros e dos empregados no embarque, durante a viagem e no desembarque. "Os protocolos seguem as determinações do Ministério da Saúde, regulamentos da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) e estão alinhados às diretrizes de saúde estaduais e municipais", afirma a instituição. Dentre as principais medidas de prevenção está a redução da grade de trens, a redução da disponibilidade de assentos, higienização dos assentos antes de cada passeio, instalação de tapetes higienizadores e dispensadores de álcool em gel, aferição de temperatura dos passageiros e a obrigatoriedade do uso de máscaras. A venda de passagens será feita por meio das bilheterias, nas estações de ambas as cidades, e pelo site da VLI. A tarifa inteira sai a R$ 70 (ida) e R$ 80 (ida e volta).

Confira os horários de funcionamento para fevereiro:

Bilheterias
São João del-Rei
Quarta-feira, quinta-feira, sexta-feira e sábado: 8h às 12h; 13h às 17h
Domingo: 8h às 12h

Tiradentes
Quinta-feira, sexta-feira e sábado: 08h às 12h; 13h às 17h
Domingo: 8h às 12h

Horários de partida dos trens São João del-Rei a Tiradentes
5/2 (sexta-feira) - 10h6/2 (sábado) - 10h e 13h307/2 (domingo) - 10h12/2 (sexta-feira) - 10h (Carnaval)13/2 (sábado) - 10h, 13h30 e 15h30 (Carnaval)14/2 (domingo) - 10h, 13h30 e 15h30 (Carnaval)15/2 (segunda-feira) - 10h e 13h30 (Carnaval)19/2 (sexta-feira) - 10h20/2 (sábado) - 10h, 13h30 e 15h3021/2 (domingo) - 10h 26/2 (sexta-feira) - 10h27/2 (sábado) - 10h, 13h30 e 15h3028/2 (domingo) - 10h Tiradentes a São João del-Rei 5/2 (sexta-feira) - 11h156/2 (sábado) - 11h15 e 14h307/2 (domingo) - 11h1512/2 (sexta-feira) - 11h15 (Carnaval)13/2 (sábado) - 11h15, 14h30 e 16h30 (Carnaval)14/2 (domingo) - 11h15, 14h30 e 16h30 (Carnaval)15/2 (segunda-feira) - 11h15 e 14h30 (Carnaval)19/2 (sexta-feira) - 11h1520/2 (sábado) - 11h15, 14h30 e 16h3021/2 (domingo) - 11h1526/2 (sexta-feira) - 11h1527/2 (sábado) - 11h15, 14h30 e 16h3028/2 (domingo) - 11h15
*https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2021/02/04/interna_gerais,1235063/maria-fumaca-que-liga-sao-joao-del-rei-a-tiradentes-volta-a-circular.shtml
Fonte - Revista Ferroviária  05/02/2021

quarta-feira, 15 de julho de 2020

Mais de 692 mil passageiros já tiveram a temperatura monitorada em estações de Metrô de Salvador

Transportes sobre trilhos  🚇  😷

Os equipamentos foram inaugurados no dia 1º de junho, como estratégia de combate à disseminação do novo coronavírus. Do total de pessoas monitoradas, 496 delas apresentaram temperatura maior ou igual a 37,8º C e 224 mantiveram a alteração na contraprova, o que pode indicar a infecção pela Covid-19.

Da Redação
foto - Mateus Pereira/Gov BA
As câmeras de medição de temperatura corporal implantadas nas estações do Sistema Metroviário da Lapa e de Pirajá, em Salvador, já alcançaram o total de 692.534 passageiros monitorados, até a última terça-feira (14). Os equipamentos foram inaugurados no dia 1º de junho, como estratégia de combate à disseminação do novo coronavírus. Do total de pessoas monitoradas, 496 delas apresentaram temperatura maior ou igual a 37,8º C e 224 mantiveram a alteração na contraprova, o que pode indicar a infecção pela Covid-19.
As pessoas suspeitas de infecção pela doença foram abordadas por agentes de saúde devidamente capacitados para a ação e encaminhadas para testagem, nas próprias estações, onde a CCR Metrô Bahia disponibilizou salas. Ao todo, foram realizados 233 testes rápidos, com 27 resultados positivos, e 155 pessoas realizaram o exame RT-PCR. Os resultados dos exames coletados em PCR, que identifica a causa da infecção, são encaminhados para análise na Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) e os passageiros recebem os resultados em 48 horas.
O monitoramento da temperatura dos passageiros por câmeras foi implementado pela Sesab e pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Estado (Sedur), por meio da Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), e com o apoio da CCR Metrô Bahia. De acordo com o diretor presidente da CTB, Eduardo Copello, “o monitoramento pelas câmeras e a realização dos testes nos passageiros, se juntam às medidas já implementadas de higienização dos vagões, catracas, uso de máscaras pelos passageiros e buscam trazer segurança para bloquear a transmissão do vírus, num ambiente com fluxo elevado de pessoas".
O secretário da Saúde, Fábio Vilas Boas, explicou a importância do monitoramento nas estações. "Este monitoramento, além de ser uma tranquilidade para as pessoas que testam negativo, também oferece a oportunidade para quem testou positivo se cuidar e se isolar. Muitas pessoas nem percebem que estão febris, não apresentam outros sintomas, e por isso relaxam no isolamento. Esses passageiros que testaram positivo têm potencial de contaminar muitas outras pessoas, em casa ou indo ao supermercado, por exemplo. Agora, elas já sabem que estão contaminadas e que devem se isolar, e podem, inclusive, ser acompanhadas pelo sistema de monitoramento da Covid-19 pela Sesab".
Com informações da Secom BA  15/07/2020

terça-feira, 24 de março de 2020

TRT barra paralisação do metrô em BH

Transportes sobre trilhos  🚇

O Sindicato dos Metroviários de Minas Gerais (Sindmetro-MG) havia anunciado, nesse sábado (21), a paralisação total dos trabalhadores por tempo indeterminado, sob alegação de risco de transmissão da coronavírus a funcionários e passageiros durante as viagens.

Estado de Minas
foto - ilustração/arquivo
A operação do metrô da capital mineira está garantida para esta segunda-feira (23). Na noite de domingo (22), a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) obteve uma liminar do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) que determina a manutenção do serviço nos moldes estabelecidos pela empresa.
O Sindicato dos Metroviários de Minas Gerais (Sindmetro-MG) havia anunciado, nesse sábado (21), a paralisação total dos trabalhadores por tempo indeterminado, sob alegação de risco de transmissão da coronavírus a funcionários e passageiros durante as viagens.
Em sua decisão, o desembargador de plantão, Manoel Barbosa da Silva, disse que "o movimento paredista noticiado não respeita os preceitos legais" e determinou ao sindicato que, durante qualquer paralisação, ainda que temporária, mantenha em serviço no mínimo 50% dos trabalhadores, de modo a assegurar o fornecimento do transporte público de passageiros e das atividades de operação e manutenção.
A pena de multa estipulada pelo desembargador foi de R$ 100 mil ao dia, caso a ordem não seja acatada.

Metrô
De 6h às 9h e das 16h30 às 20h. A CBTU informou que, além de ter reduzido a escala, está trabalhando com trens acoplados. De acordo com a companhia, o objetivo é estabelecer uma distância de segurança entre os usuários no interior dos vagões.
A empresa também criou a Comissão de Higiene e Prevenção, para implementar medidas de redução de risco contaminação pelo coronavírus no metrô.
Fonte - Revista ferroviária  24/03/2020

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Encontro Regional sobre Veículos Leves sobre Trilhos é realizado na CBTU Recife

Transportes sobre trilhos  🚄

O encontro, que é o primeiro realizado entre especialistas da área para tratar especificamente sobre VLT, tem como objetivo compartilhar experiências e promover a integração entre as STUs.Segundo Diogo Santos, supervisor da Coordenação Operacional Loco e Carros de Passageiros (COLOC) da STU Recife, o encontro presencial é fruto de um trabalho realizado há seis meses

Da Redação
divulgação/CBTU
Nesta quarta, 17, estão reunidos na sede da CBTU Recife, em Areias, técnicos e coordenadores da área de Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) das Superintendências de João Pessoa, Natal, Maceió e Recife. O encontro, que é o primeiro realizado entre especialistas da área para tratar especificamente sobre VLT, tem como objetivo compartilhar experiências e promover a integração entre as STUs.
Segundo Diogo Santos, supervisor da Coordenação Operacional Loco e Carros de Passageiros (COLOC) da STU Recife, o encontro presencial é fruto de um trabalho realizado há seis meses. Ele afirma que o grupo virtual unindo as operadoras de VLT foi criado em semelhança ao que já existe para o sistema elétrico, o Grupo Permanente de Auto-Ajuda na Área de Manutenção Metroferroviária – GPAA. “A gente criou um grupo especifico pra VLT, que chamamos de RVS (Regional Virtual Site). Foi uma iniciativa aqui de Recife e as outras operadoras de imediato atenderam ao chamado. A ideia é uma plataforma digital onde as empresas que têm a mesma tecnologia do VLT conseguem compartilhar as melhores práticas e a partir daí a gente vai fazendo essas implementações das melhores práticas nas outras unidades. Vamos lançando dúvidas e as outras unidades, à medida que tenham respostas pros questionamentos que vão sendo feitos, vão contribuindo”, comenta.
“Esse trabalho piloto que está sendo feito agora é extremamente importante para todas as unidades da CBTU, pois podemos fazer uma integração entre todas as unidades com objetivo de tratar assuntos voltados para a Manutenção, buscando melhorias, qualidade no serviço e debatendo dúvidas que ocorrem entre as unidades”, afirma o coordenador de manutenção da STU João Pessoa, Sérgio Nascimento.
Com informações da CBTU  18/07/2019

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Justiça derruba liminar que suspendia aumento de tarifas da CBTU

Transportes sobre trilhos  🚄

Justiça Federal derruba liminar que suspendia reequilíbrio tarifário da CBTU. - Ele será aplicado no momento exato após as mudanças na operação que a empresa precisa realizar em suas bilheterias, sempre com ampla divulgação para a população.

CBTU
foto - ilustração/arquivo
Com a decisão da Justiça Federal, derrubando a liminar que suspendia o reequilíbrio tarifário da CBTU, a diretoria da Companhia vai avaliar os próximos passos que serão dados acerca da questão. Este reequilíbrio representa uma necessidade orçamentária diante de anos de congelamento de tarifas e aumento de custos operacionais e manutenção. Ele será aplicado no momento exato após as mudanças na operação que a empresa precisa realizar em suas bilheterias, sempre com ampla divulgação para a população.
A CBTU reforça que, mesmo diante deste quadro, continuará tendo o transporte mais barato do Brasil no setor, e há cerca de 13 anos não há alteração nas tarifas em Belo Horizonte, 15 anos em Natal, Maceió e João Pessoa e seis no Recife.
Fonte - CBTU  24/04/2019

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

História da locomotiva a vapor

Transportes sobre trilhos  🚄🚃🚃🚃

O aparecimento da locomotiva, e com ela o das vias férreas, está associado tradicionalmente ao nome do engenheiro inglês Richard Trevithick.O protótipo era muito rudimentar: tratava-se de uma caldeira na horizontal, apoiada por quatro rodas. Para os leigos, ela não passava de um enorme tonel deitado, com chaminé e rodas. Trevithick teve que fazer muita propaganda, pois poucos viam futuro "naquilo". 

Sílvio dos Santos - Portogente
foto - ilustração/Arquivo Pregopontocom
Um dos primeiros precursores da locomotiva a vapor foi o veículo autopropulsor idealizado em Pequim, no ano de 1681, pelo jesuíta francês Ferdinand Verbiest. Em 1769, Joseph Cugnot, militar francês, construiu em Paris um veículo a vapor destinado ao transporte de munição. O aparecimento da locomotiva, e com ela o das vias férreas, está associado tradicionalmente ao nome do engenheiro inglês Richard Trevithick.
O protótipo era muito rudimentar: tratava-se de uma caldeira na horizontal, apoiada por quatro rodas. Para os leigos, ela não passava de um enorme tonel deitado, com chaminé e rodas. Trevithick teve que fazer muita propaganda, pois poucos viam futuro "naquilo". Até que o inventor foi desafiado pelo proprietário de uma mina. O mineiro queria observar o desempenho da engenhoca sobre 15 quilômetros de trilhos. Após várias tentativas, Trevithick construiu em 1804 uma locomotiva de quatro rodas que podia deslizar sobre trilhos de ferro fundido.
O teste foi marcado para o dia 13 de fevereiro de 1804. Trevithick provou que sua máquina podia transportar tanto pessoas como materiais. No caso, a máquina de tração levou 70 pessoas e nove toneladas de carvão em cinco vagões, além de setenta passageiros, a uma velocidade de oito quilômetros por hora. A euforia inicial, entretanto, durou pouco, devido a alguns problemas. A máquina, pesada demais, logo voltou a ser substituída pelo cavalo. Esse feito motivou os engenheiros a estudar a possibilidade de construir vias férreas e conjuntos de veículos capazes de percorrê-las.
Entretanto, ficou comprovado que as rodas da locomotiva patinavam sobre os trilhos, sem conseguir mover o trem. Não existia uma proporção exata entre o peso da locomotiva e a carga que deveria puxar e começou-se a buscar soluções para a questão. Uma delas consistia em lubrificar os trilhos para diminuir o esforço de tração, recurso que teve de ser rejeitado, já que o óleo diminuía a aderência necessária. O inglês John Blenkinsop propôs algo diferente: em 1812, construiu uma locomotiva que, ao deslocar-se sobre dois trilhos de ferro fundido, dispunha de dois cilindros verticais, que movimentavam dois eixos unidos a uma roda dentada. Essa roda acionava uma cremalheira, que corria entre os trilhos.
Entretanto, o fator decisivo para a evolução das ferrovias foi o trabalho do inglês George Stephenson, mecânico das minas de Killingworth, que em 1814 construiu sua primeira locomotiva a vapor para o trem mineiro de Killingworth. Essa máquina, a Blücher, era capaz de puxar trinta toneladas de carga, a uma velocidade de seis quilômetros por hora. A inovação estrutural que solucionou o problema da aderência consistiu em unir as rodas por meio de correntes e fazer com que todos os eixos participassem da tração.
Entusiasmado com seu êxito, Stephenson construiu, entre 1823 e 1825, uma linha férrea que ligava a pequena cidade de Stockton ao vale mineiro de Darlington, no norte da Inglaterra. Tinha 61 km de comprimento, via dupla em dois terços do percurso e foi inaugurada em 27 de setembro de 1825. A partir de então a expansão das ferrovias foi contínua, principalmente em razão do apoio financeiro que começou a receber em todos os países que assistiam, naquele momento, ao começo da revolução industrial.
Stephenson também foi encarregado de construir, em 1829, a estrada de ferro Liverpool-Manchester, inaugurada em 15 de setembro de 1830. Utilizou em sua locomotiva, chamada The Rocket ("O Foguete"), a caldeira tubular, inventada pelo engenheiro francês Marc Séguim, que multiplicava a capacidade de aquecimento ao fazer passar o ar quente, procedente da combustão, através de um sistema de tubos imersos na água da própria caldeira. A velocidade atingida, de 32 km/h, foi considerada um grande avanço em relação aos 24 km/h da via Stockton-Darlington. Foi a primeira ferrovia a conduzir trens de passageiros em horários regulares.

Em meados do século XIX, as rodas motrizes passaram a ficar atrás da caldeira, fator que permitiu o uso de rodas de grande diâmetro, com sensível aumento da velocidade. Esses avanços fizeram das locomotivas a vapor a forma dominante de tração nas ferrovias, situação que perduraria por mais de um século
As locomotivas de Stephenson usadas nas primeiras ferrovias de serviço público com o tempo aumentaram em tamanho e potência. Também a primeira locomotiva usada para o transporte de passageiros na Alemanha veio de sua fábrica. Seu nome era "Adler" (águia) e a partir de 1835 ela passou a ligar as cidades vizinhas de Nuremberg e Fürth, no sul da Alemanha.
Stephenson foi também quem pela primeira vez sentiu a necessidade de padronizar as bitolas das ferrovias do país. A bitola adotada para as ferrovias por ele construídas - 1,435m -tinha a largura dos eixos das carroças puxadas por cavalos, que correspondia a 4 pés e 8,5 polegadas no sistema inglês de medida. Esta bitola foi adotada pela maioria das ferrovias europeias, norte-americanas e canadenses.
A construção de ferrovia difundiu-se rapidamente da Inglaterra para o continente europeu e os Estados Unidos. Por volta de 1870, a espinha dorsal da atual rede ferroviária da Europa já havia sido construída. As linhas principais e auxiliares adicionais foram construídas durante o final do séc. XIX e princípio do séc. XX.
Na América do Norte a rede ferroviária também foi implantada na mesma época inicialmente com a importação de locomotivas inglesas e logo em seguida foram lá construídas.

Referências bibliográficas
Encyclopedie des Chemins de Fer - François Get et Dominique Lajeunesse - Editions de la Courtille - Paris - 1980 - 557p.
BRINA, Helvécio Lapertosa. Estrada de Ferro. Belo Horizonte: UFMG, 1988.
Site: Trens & Cia. - Breve história das estradas de ferro.
Enciclopédia Barsa vol. 6 e 9, 1987
Enciclopédia Mirador internacional vol. 6, 1977.
Enciclopédia Delta Universal, vol. 6 e 9. 1985
http:// fr.wikipedia. org/wiki/Rail
http:// pt.wikipedia.org/ wiki/Trem
www. poli.usp.br/d/ptr0540/download/aula2. pdf
www. dw-world.de/dw/article/0,2144,302636,00. html

Fonte - Portogente  08/11/2018

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

BRT um "paliativo" ou uma solução temporária.

Mobilidade 🚌

Soluções paliativas ou imediatistas,quase sempre são os caminhos ou atalhos escolhidos e usados por diversos gestores públicos para driblar projetos e planejamentos a médio e longo prazo para Mobilidade Urbana em várias cidades brasileiras.Soluções essas camufladas em projetos de BRTs. Alguns ainda carregam dentro deles "soluções viárias" para o transporte individual que não traz nenhum benefício para o transporte público,muito pelo contrário

Salvador Sobre Trilhos
BRT de Salvador - 4 faixas p/carros e duas para ônibus
 O "Rotulo" usado e sempre  vendido é: É mais "barato" e mais "rápido de construir".Os de Recife que seriam para a copa no Brasil já passaram pela copa da Russia e ainda não estão concluídos,sem falar na péssima qualidade do projeto e da construção.Os do Rio,alem de outros,no mesmo caminho.O BRT é o atalho mais fácil e mais usado para ludibriar projetos e planejamentos de mobilidade que deveriam ser para médio e longo prazo.Boa parte dos "administradores",querem construir obras que iniciem e sejam concluídas dentro dos seus períodos de governo,não suportam deixar a sobremesa(a inauguração e a plaquinha na parede) para os seus sucessores,mais ainda assim quase sempre essa estratégia nem sempre é bem sucedida. - Quanto ao BRT, o investimento é viável quando usado dentro das suas características técnicas corretas de conceito de construção e operação e dentro do limite de atendimento de demanda (19 mil passgs h/sentido - 23 mil pasgs h pico/sentido) por um tempo favorável (pelo menos 15 anos) onde o investimento compense (custo/benefício) o seu uso até o momento de uma transição necessária para um novo modal de maior capacidade sem que a infraestrutura existente (do BRT) venha causar um impacto negativo no orçamento da nova obra  aumentando o seu custo desnecessariamente,devendo ser a infraestrutura já existente, previamente adaptada para a implantação de um futuro novo modal sobre trilhos,por expl: viadutos a serem construídos quando necessários, não podem ter mais do que 8º de nível de rampa de acesso,podendo dessa forma serem aproveitados para o novo projeto sem a necessidade de demolições,além de um traçado que também possa ser aproveitado integralmente,contemplando regiões lindeiras próximas  com um bom sistema de integração e a possibilidade de expansão do novo projeto.Não se planeja Mobilidade para o hoje ou para um governo,mas sim como um projeto de "estado", com a visão sempre voltada para médio e longo prazo,beneficiando o hoje e o futuro.
Pregopontocom  25/10/2018

domingo, 26 de agosto de 2018

Moradores protestam por ampliação no serviço de bondes de Santa Teresa

Transportes sobre trilhos  🚃

Os bondes amarelos e azuis fazem parte da história de Santa Teresa e sobem suas ladeiras há décadas. Em 2011, no entanto, o descarrilamento interrompeu o serviço, que só foi retomado cerca de quatro anos depois, mas atendendo a uma extensão menor.Atualmente, o bonde sai do centro da cidade e passa pelos largos do Curvelo e dos Guimarães. Também são atendidos em horários mais restritos os percursos até a Praça Odylo Costa Neto e a Rua Francisco Muratori.

Por Vinícius Lisboa
Repórter da Agência Brasil

Tânia Rêgo/Agência Brasil
Passados sete anos do acidente de bonde que deixou seis mortos e 50 feridos em Santa Teresa, na região central do Rio de Janeiro, moradores participaram hoje (26) de uma série de atos para lembrar o desastre e reivindicar a reativação do serviço de transporte de forma completa.
Os bondes amarelos e azuis fazem parte da história de Santa Teresa e sobem suas ladeiras há décadas. Em 2011, no entanto, o descarrilamento interrompeu o serviço, que só foi retomado cerca de quatro anos depois, mas atendendo a uma extensão menor.
Atualmente, o bonde sai do centro da cidade e passa pelos largos do Curvelo e dos Guimarães. Também são atendidos em horários mais restritos os percursos até a Praça Odylo Costa Neto e a Rua Francisco Muratori.

Associação
Segundo o presidente da Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa, Paulo Saad, o percurso não atende nem metade da população que usava o serviço anteriormente.
"Esse pequeno trecho ainda não atende nem metade dos moradores. Isso se falarmos em extensão da rua, porque, se falarmos em operação, ele não atende ninguém. São três bondes a 20 reais, passando de 20 em 20 minutos, começando às 8h e terminando às 17h30. Isso não atende ninguém", afirmou Saad. Ele pede que os bondes cheguem à sua extensão original e atendam a locais como o Largo das Neves, Silvestre e Dois Irmãos.
Além disso, o pleito é para que o serviço funcione das 6h à meia-noite. "Se funcionar até oito da noite pelo menos, você conseguirá dar às pessoas a condição de subir o morro [voltando do trabalho]. Porque, para baixo, todo santo ajuda. Hoje, é um pequeno grupo de moradores que usa o bonde".
Outra crítica da associação de moradores é a passagem a R$ 20, preço do qual moradores previamente cadastrados estão isentos. Apesar desse benefício, a associação informa que trabalhadores que precisam ir a Santa Teresa e moradores de localidades vizinhas como a Lapa e a Glória que frequentam o bairro não estão contemplados pela tarifa social e precisam arcar com preço. Estudantes uniformizados e idosos também não pagam a passagem.

Operação
Para lembrar o desastre de 2011, foi realizada uma missa em memória dos mortos na Igreja Anglicana do Largo dos Guimarães. Durante a tarde, a associação coletou assinaturas e panfletou para mobilizar os moradores do bairro. Para as 17h30 foi marcado um cortejo em direção ao Largo das Neves.
Moradora de Santa Teresa há mais de 10 anos, a professora universitária Débora Lerrer disse que os bondes fazem falta em seu cotidiano, já que mora em um dos trechos que ainda não voltaram a ser atendidos pelo serviço.
"Era o melhor meio de transporte do bairro. Tinha horário para pegá-lo. Era o transporte mais rápido para o Centro. Sempre me senti muito mais segura no bonde do que nesses ônibus que correm como loucos". Débora Lerrere passou a usar carro diariamente desde que o bonde deixou de operar até o Largo das Neves. "É ridículo. Hoje, pego o carro, desço até a estação da Glória e pego metrô."
Os bondes de Santa Teresa são operados pela Central Logística, empresa vinculada à Secretaria de Estado de Transportes. Por meio de nota, a secretaria informou que vem trabalhando para aprimorar o sistema e realizar ampliações gradativamente.
No último dia 16, foi iniciada uma nova fase da obra de expansão até o Largo do França. "O prazo de execução é de 120 dias (podendo ser ampliado, conforme as condições climáticas). Com a conclusão, a expectativa é que sejam beneficiados 18 mil moradores a mais", concluiu a nota.
Fonte - Agência Brasil  26/08/2018

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Trem Turístico Rio Minas chega nesta quarta-feira em Três Rios

Turismo ferroviário  🚄🚃🚃🚃

Após um ano de reuniões entre os prefeitos dos municípios envolvidos, ONG Amigos do Trem, Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a concessionária VLI, o Trem Turístico Rio Minas vai estar na cidade para apresentação e ficará no município durante os próximos dias. Em breve será inaugurado este importante projeto turístico.

Prefeitura de Três Rios
ANPTrilhos
Nesta quarta-feira (15), o Trem Turístico Rio Minas chega ao município de Três Rios. A chegada do primeiro trem de turismo interestadual do país está prevista para 15h na Avenida Condessa do Rio Novo, no Centro.
Após um ano de reuniões entre os prefeitos dos municípios envolvidos, ONG Amigos do Trem, Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a concessionária VLI, o Trem Turístico Rio Minas vai estar na cidade para apresentação e ficará no município durante os próximos dias. Em breve será inaugurado este importante projeto turístico.
O trem, que apresenta capacidade para 800 passageiros, vai percorrer um trajeto de 168 km entre Três Rios e Cataguases (MG), passando por outras cidades, entre elas: Sapucaia, Chiador, Além Paraíba, Volta Grande, Palma, Recreio e Leopoldina. Ao todo são 15 vagões adquiridos pela iniciativa privada, com apoio do Grupo Mil e participação efetiva da Prefeitura de Três Rios.
“Convido a todos para prestigiarem a chegada do Trem Turístico Rio Minas. O trem representa o resgate da história ferroviária, transformando o turismo e o desenvolvimento econômico do município de Três Rios. A expectativa é grande para o início dos passeios. A cada fim de semana, 800 turistas estarão na nossa cidade. É a transformação do sonho em realidade”, afirmou o prefeito Josimar Salles.
Fonte - ANPTrilhos  15/08/2018

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Rio fecha temporariamente museu e prédios históricos para obra do VLT

Transporte sobre trilhos  🚄

A recomendação foi feita pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Estão sendo embaladas todas as peças do museu, que somam cerca de 5,5 mil itens, entre móveis, quadros, esculturas, mapas, medalhas, livros e documentos, incluindo todo o arquivo diplomático do país até a transferência do Ministério das Relações Exteriores para Brasília, em 1970. 

Da Agência Brasil
foto - ilustração/arquivo
O Museu Histórico e Diplomático do Itamaraty está temporariamente fechado ao público por causa das obras da Linha 3 do VLT (veículo leve sobre trilhos), que ligará a Central do Brasil ao Aeroporto Santos Dumont, ambos na região central do Rio de Janeiro. O fechamento é necessário para preservação do acervo, que pode ser danificado pela trepidação provocada pelo maquinário da construção civil.
A recomendação foi feita pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Estão sendo embaladas todas as peças do museu, que somam cerca de 5,5 mil itens, entre móveis, quadros, esculturas, mapas, medalhas, livros e documentos, incluindo todo o arquivo diplomático do país até a transferência do Ministério das Relações Exteriores para Brasília, em 1970. O próprio palácio também está recebendo reforços na estrutura, proteção no piso e vedação das portas e janelas voltadas para a Avenida Marechal Floriano, onde estão sendo construídos os trilhos do bondinho moderno.
Segundo o subchefe da Administração do Escritório de Representação do Itamaraty no Rio de Janeiro, Glauber Vivas, após a construção das primeiras fases do VLT, constatou-se a necessidade de proteger melhor o patrimônio, e o Iphan determinou que fossem tomadas medidas adicionais para os bens tombados. Ele informou que o museu está fechado desde o começo de julho e, que se tudo correr bem, o trabalho pode terminar no dia 27. “Poderíiamos até reabrir no dia 28, mas apenas para acesso ao prédio, as peças estarão todas cobertas”.
Vivas destacou que, além disso, será implantada uma rede de proteção no teto e que, por isso, a circulação ficará limitada, embora não proibida. Ele acrescentou que será usado na região um equipamento que provoca menos vibração no entorno do que as britadeiras tradicionais.
Depois de concluídas as obras do VLT, previstas para o início de dezembro, todo o acervo será desempacotado, e o museu será montado novamente e reaberto ao público ainda naquele mês. Os serviços administrativos e consulares não foram interrompidos, bem como o arquivo histórico, que continua aberto aos pesquisadores.
Vivas informou que também está em andamento um projeto de restauração e revitalização do museu e de todo o complexo do Itamaraty no Rio, que envolve mais três prédios. De acordo com Vivas, os projetos executivos devem ficar prontos no primeiro semestre do próximo ano, para depois serem buscados os recursos para executar o trabalho.
Segundo Vivas, o projeto é anterior e independente da questão do VLT. “No ano passado, foram feitos vários estudos e discutiu-se com Brasília para apresentar a ideia de restauração e revitalização do complexo. A deterioração do bem deve-se à escassez de recursos, e a revitalização visa, entre outras coisas, a angariar recursos para o museu.
Em abril, foi assinado o convênio com o Instituto Pedras para isso, que está apresentando um projeto para a Lei Rouanet para o desenvolvimento de projetos executivos de restauração e gestão dos espaços do museu.”

Patrimônio histórico
Também são tombados na Marechal Floriano os prédios da Light, o CampusCentro do Colégio Pedro II, a Igreja Matriz de Santa Rita e o Banco Central, antiga Caixa de Amortização. De acordo com o Iphan, todos os bens tombados recebem “atenção e acompanhamento por ocasião de intervenções, neles ou em seu entorno”, embora não exista o risco da obra na rua prejudicar a estrutura dos prédios.
“Todos os bens tombado que estão no ‘caminho’ do VLT tiveram, quando necessário, os elementos de suas fachadas protegidos/escorados para que a trepidação proveniente das máquinas não trouxesse qualquer avaria”, informou o órgão, que também tem “acompanhado o projeto de implantação do VLT minuciosamente”.
A Igreja de Santa Rita está sendo escorada, e uma equipe de arqueologia acompanha as escavações, pois no local pode haver um dos primeiros cemitérios para africanos recém-chegados ao país. No prédio da Light, vizinho ao do Itamaraty, a fachada recebeu uma tela de proteção para evitar prejuízos, e a construção é monitorada durante as escavações e a perfuração do solo. A Light informa que não foram identificados riscos para o Museu da Ligh, que também fica no local.
O Colégio Pedro II e o Banco Central foram procurados pela reportagem para saber as providências feitas por causa da obra em cada instituição, mas ainda não responderam ao pedido da reportagem.
A Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp), órgão da prefeitura responsável pela parceria público-privada de implantação do VLT, informa que a conclusão das obras está prevista para dezembro deste ano e que não deu orientação para que o museu feche as portas. O único impacto da obra sobre o prédio seria a restrição temporária no acesso ao imóvel, “alinhado com a instituição, conforme alinhamento padrão com todas as instituições da rua, ouvindo demandas e atendendo, na medida do possível, especificidades de cada um”.
Segundo o Consórcio do VLT, as obras da Linha 3 seguem as orientações de Instrução Normativa do Iphan para preservação do patrimônio. “O trecho da nova linha, que ligará a Central do Brasil ao Santos Dumont via Marechal Floriano, contará com três novas paradas e tem previsão de operação no fim do ano”, informou o VLT.

História e acervo diplomático
Conforme pesquisa feita pelo historiador e diplomata Guilherme Frazão Conduru, como parte do Plano Museológico do Museu Histórico e Diplomático, o Palacete Itamaraty foi construído entre 1851 e1854, com projeto atribuído ao arquiteto brasileiro José Maria Jacinto Rebelo, aluno de Grandjean de Montigny, professor da Academia Imperial de Belas Artes que veio para o Brasil na missão artística francesa.
O proprietário era Francisco José da Rocha Filho, o conde de Itamaraty, um rico comerciante português que provavelmente imigrou para o Brasil, ainda criança, com o pai militar no comboio que acompanhou a família real.
Rocha Filho morreu em 1883 e, em 1890, o governo provisório de Deodoro da Fonseca comprou o edifício da Marquesa de Itamaraty e faz do local o palácio presidencial para residência. Em 1897 a sede do Poder Executivo federal e residência presidencial são transferidas para o Palácio do Catete, e o Itamaraty recebe, em 1899, o Ministério das Relações Exteriores.
Após concursos para escolher pintores, escultores e arquitetos para ornar e reformar o local, em 1955 foi criado pelo Decreto nº 38.312, de 15 de dezembro, o Museu Histórico e Diplomático do Itamaraty, com a finalidade de “guarda e exposição pública de móveis, objetos, alfaias e documentos de valor histórico, artístico ou diplomático existentes no Palácio Itamaraty, ou que venham a ser incorporados ao patrimônio”. O museu foi inaugurado no dia 28 de janeiro 1957 pelo então presidente Juscelino Kubitschek.
Com a transferência do Ministério das Relações Exteriores para Brasília em 1970, o Palácio Itamaraty no Rio de Janeiro e o Museu Histórico e Diplomático são fechados, mas o acervo é preservado. Restaurado, o museu foi reaberto ao público no dia 21 de outubro de 1983, integrando as próprias salas do palácio. Após estragos provocados por uma forte chuva em 1986, o local passou por novos reparos e foi reinaugurado em 1989, permanecendo fechado ao público até 1994. Foi novamente reaberto no dia 18 de maio com a presença do então presidente Itamar Franco.
Na pesquisa, Guilherme Conduru aponta como destaques do acervo o próprio palácio neoclassicista de inspiração italiana, que integra um pequeno conjunto de exemplares de arquitetura residencial urbana da classe senhorial da corte do Império, ao lado do Palácio do Catete e do Solar da Marquesa de Santos. Porém, o local nunca foi ocupado como residência, sendo usado em ocasiões festivas e protocolares, como o baile oferecido ao conde d’ Eu para celebrar o fim da Guerra do Paraguai em junho de 1870. A família morava no sobrado construído ao lado do palácio.
Nas primeiras décadas do século 20, foi construído novo prédio para ampliação dos serviços do Ministério das Relações Exteriores, em estilo neorrenascentista, ao lado do palácio. Em 1930, após nova reforma para adaptar o prédio para o uso por órgão público, foi inaugurado também o novo edifício construído para abrigar o arquivo, a biblioteca e a mapoteca da pasta. O Palácio Itamaraty foi tombado pelo patrimônio nacional em 1938, ano em que foram inaugurados os tombamentos no país.
A catalogação do acervo lista 5.562 itens unitários, classificados em 2.457 peças, já que alguns compõem conjuntos. As peças são classificadas em armaria; cerâmica e porcelana; desenhos; projetos; fotografias; documentação manuscrita e gráfica; documentação sonora; escultura; sigilografia e filatelia; gravura; indumentária; medalhística; mobiliário; numismática; ordens honoríficas; ourivesaria; pintura; prataria; têxteis; vidros e cristais; instrumentos de precisão; luminárias; memória do Ministério das Relações Exteriores; etnografia; e diversos.
O Palácio Itamaraty é composto por 78 salas ou espaços e tem 218 portas, além de pintura europeia do século 19, mobiliário luso-brasileiro dos séculos 17I, 18 e 19 e pintura brasileira dos séculos 19 e 20. Entre os destaques estão obras de Jean Baptiste Debret, Castagnetto, Navarro da Costa, Pedro Américo, Vitor Meirelles e Antônio Parreiras.
Fonte - Abifer  17/07/2018

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Um país rodoviário, distante da logística sustentável

Transportes/Sustentabilidade  🚚  🚄

Não foi difícil, com o movimento, entender que o "transporte rodoviário é o principal meio para o deslocamento de cargas dentro do País". Esse modal responde por quase 63% de tudo que é transportado em território nacional, atrás vem o ferroviário com 21,7%, o aquaviário com 11,7%, o dutoviário com 3,8% e, por último, o aéreo com apenas 0,1%. Bem-vindos à discussão sobre os nossos modelos logísticos!

Portogente
Portogente
A greve dos caminhoneiros, realizada em maio último, continua a basear bons e importantes debates sobre a matriz de transporte no Brasil. Não foi difícil, com o movimento, entender que o "transporte rodoviário é o principal meio para o deslocamento de cargas dentro do País". Esse modal responde por quase 63% de tudo que é transportado em território nacional, atrás vem o ferroviário com 21,7%, o aquaviário com 11,7%, o dutoviário com 3,8% e, por último, o aéreo com apenas 0,1%. Bem-vindos à discussão sobre os nossos modelos logísticos!
Mariana Canto, advogada especialista em logística do departamento Societário do escritório Andersen Ballão, diz que o modal rodoviário possui características próprias que são bastante determinantes para a sua posição de destaque na matriz de transporte de cargas do Brasil. “Estudos apresentados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mostram que, no Brasil, só o modal ferroviário se mostra competitivo em relação à rodovia em se tratando de volumes de carga a partir de 350 mil toneladas mensais”, explica.
O modal rodoviário, continua ela, é um grande aliado nos processos logísticos, mas também traz graves consequências. Ela relaciona: "O desgaste nas rodovias e nos veículos, o aumento do consumo de combustíveis e dos gastos com saúde por acidentes aumentam os custos de vida de uma maneira geral e isso penaliza a todos." Adicionalmente, o modal anda na contramão do desenvolvimento sustentável, além de congestionar o trânsito nas grandes cidades em razão da deficiência de contornos intermunicipais, é também o que mais polui. Para transportar 100 contêineres de carga são necessários 100 caminhões, que emitem 73 toneladas de CO². A mesma quantidade de carga demanda apenas duas locomotivas, que emitem apenas cinco toneladas de CO² para o mesmo resultado.
Existem outros modais que, para Mariana, funcionariam bem no Brasil e trariam benefícios como o ferroviário. “O Brasil é um país que tem sua base agrícola, por isso é importante que haja investimento no modal ferroviário para manter a competitividade internacional. Ampliando os corredores de exportação que integram o interior produtivo do país aos portos, assim como facilitar a intermodalidade de transportes, seria o início de um ciclo virtuoso”, defende.

A malha viária brasileira
O Brasil, a terceira mais extensa malha rodoviária do mundo, mas apenas 12% dela é pavimentada. O Mapeamento do Ipea de Obras Rodoviárias, que estudou os gargalos e deficiências das rodovias nacionais, identificou a necessidade de investirmos mais de R$ 183 bilhões para sanar problemas e torná-las eficientes.
Esses dados mostram ainda que mais de 80% da malha pavimentada está sob gestão pública e deste percentual apenas 37% é avaliada com qualidade boa ou ótima, sendo que os outros 63% estão entre regulares e péssimas. Essa condição se deve a inúmeros fatores, mas especialmente a falta de planejamento e decisões de investimento de curto prazo, e custos elevados de manutenção que acabam se convolando em deficiências sistêmicas.
Fonte - Portogente  11/07/2018

terça-feira, 29 de maio de 2018

Crise dos caminhoneiros expõe dependência de único meio de transporte

Transportes & Logistica  🚚  🚄

Com milhares de caminhões carregados parados ao longo das rodovias, ficou evidente a dependência do país em relação ao transporte rodoviário. Dependência que especialistas ouvidos pela Agência Brasil afirmam revelar outros graves problemas estruturais, como a falta de um plano de contingência que evite a asfixia da atividade produtiva e impeça o apagão logístico ante uma greve de caminhoneiros

Por Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/arquivo
Ao longo da última semana, o medo de que faltassem alimentos, combustíveis e transporte público tirou o sossego de parte da população, alterando a rotina das cidades e afetando diversos setores. Com milhares de caminhões carregados parados ao longo das rodovias, ficou evidente a dependência do país em relação ao transporte rodoviário. Dependência que especialistas ouvidos pela Agência Brasil afirmam revelar outros graves problemas estruturais, como a falta de um plano de contingência que evite a asfixia da atividade produtiva e impeça o apagão logístico ante uma greve de caminhoneiros.
Para a superintendente da Associação Nacional dos Transportes de Passageiros Sobre Trilhos (ANPTrilhos), a economista Roberta Marchesi, e a diretora do Centro de Estudos em Regulação e Infraestrutura da Fundação Getulio Vargas (FGV-Ceri), Joisa Dutra, alguns dos atuais gargalos da infraestrutura de transporte nacional são reflexos da opção feita pelo Estado brasileiro na década de 1950, quando os governantes decidiram priorizar os investimentos na indústria automobilística. Consequentemente, recursos públicos dos três níveis de governo foram quase que integralmente canalizados para a ampliação da malha rodoviária, em detrimento dos transportes por ferrovia e hidrovia.
Com uma malha ferroviária para cargas e passageiros que não chega a 30 mil quilômetros de extensão, o Brasil está atrás, até mesmo, da Argentina. Com um território de 2,7 milhões de quilômetros quadrados (o equivalente à soma dos territórios do Amazonas e do Pará), o país vizinho conta com 36.917 quilômetros de trilhos. Já os Estados Unidos dispõem de uma malha de cerca de 294 mil quilômetros. Mesmo a Índia, com um território equivalente a quase metade do brasileiro, conta com mais de 68 mil quilômetros de trilhos.
“A crise que estamos assistindo é, em grande parte, fruto do caos logístico decorrente da concentração do transporte de cargas e de passageiros em um único modal”, disse à Agência Brasil a economista Roberta Marchesi, superintendente da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros Sobre Trilhos (ANPTrilhos).

Integração de modais
Pós-graduada nas áreas de planejamento e logística, Roberta aponta os riscos de que boa parte da atividade econômica brasileira dependa de um único meio de transporte. “Se tivéssemos uma malha ferroviária e estes alimentos e combustíveis pudessem ser levados até os centros urbanos por trens, minimizaríamos o impacto desta crise. Nosso desenvolvimento não pode estar estruturado sobre um único modal.”
Para Joisa, ao mesmo tempo em que torna imprescindível a elaboração de um plano anticrise, a concentração do transporte de passageiros e de cargas em um único modal dificulta a execução deste mesmo plano de contingência. A diretora do Ceri também defende a ampliação da malha ferroviária e a integração entre os diferentes meios de transporte.
“Sob determinadas condições, o [investimento no] modo ferroviário seria desejável. Não só isso. Seria necessária uma maior integração [da infraestrutura de transportes], o que envolve uma combinação de modais”, defendeu Joisa.

Projeto de Estado
De acordo com Roberta Marchesi, os projetos de ferrovia e hidrovia são de longo prazo e exigem continuidade entre governo sucessivos. “Seriam necessários projetos de Estado. Um plano de desenvolvimento estruturante que transcendesse os mandatos políticos”, comentou. Segundo ela, apenas 6% dos deslocamentos diários de passageiros são feitos por trens, metrôs, veículos leves sobre trilho (VLT) ou outros modais sobre trilhos.
“Os governantes preferem investir em empreendimentos que possam ser inaugurados dentro dos seus quatro anos de governo. Neste espaço de tempo, não é possível começar do zero e inaugurar um sistema completo, a menos que ele já estivesse estruturado e com projeto pronto”, acrescentou a superintendente da ANPTrilhos, criticando “soluções imediatistas que não respondem às reais demandas das cidades e de seus cidadãos”.
Roberta Marchesi compara com a infraestrutura dos países mais ricos, quando se trata do transporte urbano. De acordo com ela, o metrô de São Paulo, o maior do país, percorre cerca de 74 quilômetros de trilhos, enquanto o de Nova York (EUA) chega a integrar quase 400 quilômetros.
Mesmo em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro, a participação do transporte metroferroviário não ultrapassa 20% do total de viagens de passageiros. “Em países desenvolvidos que mantiveram investimentos na indústria ferroviária, esses deslocamentos chegam a 45% do total de viagens. Ainda temos muito o que avançar”, disse a superintendente.
Ao tomar posse hoje, o novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Ronaldo Fonseca, disse que o governo planeja três leilões de ferrovias ainda este ano. Fonseca afirmou que o Brasil precisa acabar com a dependência do transporte rodoviário. “O segundo semestre será o momento das ferrovias no Brasil”, afirmou.
Fonte - Agência Brasil  28/05/2018

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

A operadora de trens JR Hokkaido,estuda aumentar a velocidade no túnel de Seikan

Transportes sobre trilhos  🚅

Os trens de alta velocidade usados, Hokkaido Shinkansen, são atualmente limitados a 140 km / h no túnel Seikan com 53,9 km, entre as ilhas de Honshu e Hokkaido, devido ao risco de ondas de pressão que podem causar danos aos trens de passageiros.

Keith Barrow - IRJ
foto - ilustração/YouTube
O Ministério das Terras, Infra-Estruturas, Transportes e Turismo do JAPÃO e a Hokkaido Railway Company (JR Hokkaido) concordaram em estudar a viabilidade de aumentar a velocidade máxima da linha de trens no maior túnel submarino do mundo, com o objetivo de reduzir os tempos de viagem entre Tóquio e Shin Hakodate Hokuto para menos do que quatro horas.
Os trens de alta velocidade usados, Hokkaido Shinkansen, são atualmente limitados a 140 km / h no túnel Seikan com 53,9 km, entre as ilhas de Honshu e Hokkaido devido ao risco de ondas de pressão que podem causar danos aos trens de passageiros.
O aumento da velocidade máxima para 160 Km/h dos trens de passageiros,reduziria o tempo de viagem para menos de 4h gastas atulamente,tornando mais rápido os serviços expressos Tóquio - Shin Hakodate Hokuto Hayabusa.
A Hokkaido planeja realizar testes durante 2018 para determinar se seus trens H5 Shinkansen podem operar com segurança a velocidades mais altas no túnel. Se esses testes forem bem sucedidos, uma operação de 160 km / h poderá ser introduzida na primavera de 2019.
Fonte - International Railway Journal  09/01/2018

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Rui Costa anuncia liberação do novo viaduto de Lauro de Freitas

Mobilidade  🚗  🚇

O anúncio foi feito pelo governador Rui Costa nesta sexta-feira (10), durante visita às obras do elevado, que começaram há sete meses, envolvendo cerca de 850 trabalhadores. Elas são complementares às obras do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas. 

Da Redação
foto -  Manu Dias/GOVBA
O novo viaduto de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), será entregue no início da tarde deste domingo (12). O anúncio foi feito pelo governador Rui Costa nesta sexta-feira (10), durante visita às obras do elevado, que começaram há sete meses, envolvendo cerca de 850 trabalhadores. Elas são complementares às obras do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas.
"Estamos em fase final de toda a obra. Aqui é uma etapa importante, porque muda a pista de acesso a Lauro de Freitas, que passa a ser pelo viaduto. As obras da estação do metrô em si estão concluídas, faltando apenas as obras complementares de acesso à estação, para que a gente possa colocar o metrô já em fase de teste. O trem deve circular operacionalmente no mês de março", afirmou Rui.

foto -  Manu Dias/GOVBA
O novo sistema viário vai desafogar o trânsito e garantir a fluidez na região da Estação Aeroporto do metrô. A obra inclui o alargamento da Avenida Carybé, a ponte sobre o Rio Ipitanga e o viaduto sobre a via permanente do metrô. "Com o fim dessa obra, a gente vai consolidar o projeto não de um metrô da capital, mas da região metropolitana", acrescentou Rui.
Nesta primeira etapa, a pista que segue no sentido Litoral Norte passará a utilizar o novo sistema viário. "Com a conclusão desse trecho, os motoristas que saem de Salvador em direção a Lauro de Freitas passam a usar essa via em elevado, esses viadutos por cima do rio e da futura via do metrô", explicou o presidente da Companhia de Transportes da Bahia (CTB), Eduardo Copello.
A pista no sentido Salvador ocupará a atual pista que segue no sentido Litoral Norte, ou seja, terá o sentido invertido. Com isto, a pista que hoje segue em direção a Salvador ficará liberada para dar lugar ao novo Terminal de Ônibus Aeroporto. A prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho, também participou a visita ao lado dos secretários estaduais de Infraestrutura, Marcus Cavalcanti, Desenvolvimento Urbano, Jusmari Oliveira, e da Casa Civil, Bruno Dauster.
Com informações da Secom Ba.  10/11/2017

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

CCR fará operação de desmontagem de trecho antigo da passarela em Pituaçu

Infraestrutura viária  🚇 👪

Para a realização da operação de desmontagem da parte antiga da passarela, que ocorrerá entre a meia-noite e 5h da manhã, o acesso de veículos ao Centro Administrativo da Bahia (CAB) só poderá ser feito pelas Avenidas 1, 2 e 3. 

Da Redação
divulgação/CCR
A CCR Metrô Bahia inicia operação de desmontagem e retirada de parte da antiga passarela de Pituaçu, na madrugada de terça-feira (24). Para a realização desta intervenção, que ocorrerá entre a meia-noite e 5h da manhã, o acesso de veículos ao Centro Administrativo da Bahia (CAB) só poderá ser feito pelas Avenidas 1, 2 e 3. O trânsito será bloqueado na Av. Luiz Viana, a Paralela, no sentido Centro, na altura da 4ª avenida de acesso ao CAB, e a via marginal também será isolada. A previsão é que a nova passarela tenha construção concluída até dezembro.
As mudanças no tráfego seguirão regras de sinalização e monitoramento de acordo com as exigências do órgão de trânsito competente.
Com informações da CCR Metrô Bahia  23/10/2017

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

MPF emite alerta sobre concessões de ferrovias

Ferrovias  🚃

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou ontem à noite, em ofício encaminhado para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que ela se abstenha de assinar aditivos com prorrogações para "quaisquer contratos" no setor de ferrovias.Na prática, a correspondência serve como um alerta claro do MPF de que haverá judicialização em torno do assunto caso a agência reguladora siga adiante com o processo.

Valor Econômico - RF
foto - ilustração/arquivo
A renovação antecipada das concessões de ferrovias - medida com que o governo promete destravar R$ 25 bilhões em investimentos - enfrenta um novo obstáculo. O Ministério Público Federal (MPF) recomendou ontem à noite, em ofício encaminhado para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que ela se abstenha de assinar aditivos com prorrogações para "quaisquer contratos" no setor.
Na prática, a correspondência serve como um alerta claro do MPF de que haverá judicialização em torno do assunto caso a agência reguladora siga adiante com o processo. Os procuradores da 3ª Câmara de Coordenação e Revisão (CCR), que trata de direitos do consumidor e da ordem econômica, deram prazo de dez dias úteis para manifestação da ANTT.
As concessões atuais expiram na próxima década. O governo abriu negociações para estender, por 30 anos, os contratos com cinco empresas: Rumo Malha Paulista, MRS Logística, Estrada de Ferro Vitória-Minas, Estrada de Ferro Carajás (EFC) e Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). A Malha Sul, também operada pela Rumo, deve entrar brevemente na lista.
O Palácio do Planalto vê esse processo como uma oportunidade para desengavetar investimentos de expansão da rede, que praticamente não sai do lugar desde sua transferência à iniciativa privada, nos anos 90. Obras como o Ferroanel de São Paulo, o contorno ferroviário de Belo Horizonte e o trecho Rio-Porto do Açu (RJ) são algumas apostas do governo. O mercado vem trabalhando com a expectativa de que o primeiro aditivo contratual, referente à Malha Paulista da Rumo, possa sair ainda neste ano.
O ofício do MPF, ao qual o Valor teve acesso, enfatiza duas recomendações. Primeira: a ANTT deve evitar a assinatura das prorrogações até "manifestação conclusiva" do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o pleito de cada concessionária. Segunda: uma vez demonstrado o atendimento dos requisitos legais e a vantagem de mais prazo sobre uma eventual relicitação dos ativos, espera-se a regularização de passivos, débitos existentes e possíveis descumprimentos contratuais antes de qualquer aditivo.
"Reconhecemos o elevado déficit de infraestrutura logística do país e a importância do investimento privado para enfrentar esse problema. No entanto, defendemos a importância de termos ambiente regulatório estável e com acentuada segurança jurídica para atrair o investimento", diz o procurador José Elaeres Marques Teixeira, que coordena a 3ª CCR do Ministério Público.
Elaeres aponta fragilidades na MP 752, a medida provisória que permite renovar antecipadamente os contratos de ferrovias, convertida em lei pelo Congresso Nacional e sancionada em junho.
"A prorrogação do contrato de concessão de serviço público constitui regra de excepcionalidade", afirma o procurador do MPF. "Muito embora a Lei 13.448 exija a demonstração de vantajosidade da prorrogação antecipada do contrato, em detrimento da realização de uma nova licitação, os critérios objetivos definidos são extremamente mais permissivos do que aqueles previstos para uma concessão ordinária."
O MPF faz ainda várias outras considerações negativas, como o "elevado risco moral e consequente prejuízo que pode advir de uma avaliação fragmentada dos pedidos" feitos pelas concessionárias sob o mesmo grupo controlador, em referência à Rumo. Cita também "problemas relacionados ao modelo de regulação vigente" no país: abandono de trechos ferroviários, tarifas abusivas, lesão ao patrimônio público (bens, histórico e cultural).
Além da cautela adotada pelos procuradores com relação ao assunto, a prorrogação antecipada das concessões de ferrovias é objeto de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) movida pela Ferrofrente - que reúne trabalhadores, usuários e operadores "em defesa" das ferrovias - e pela Federação das Associações de Engenheiros Ferroviários.
Depois da Malha Paulista, a concessionária com processo mais adiantado na ANTT atualmente é a MRS Logística.
Fonte - Revista Ferroviária  21/09/2017