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terça-feira, 9 de janeiro de 2018

A operadora de trens JR Hokkaido,estuda aumentar a velocidade no túnel de Seikan

Transportes sobre trilhos  🚅

Os trens de alta velocidade usados, Hokkaido Shinkansen, são atualmente limitados a 140 km / h no túnel Seikan com 53,9 km, entre as ilhas de Honshu e Hokkaido, devido ao risco de ondas de pressão que podem causar danos aos trens de passageiros.

Keith Barrow - IRJ
foto - ilustração/YouTube
O Ministério das Terras, Infra-Estruturas, Transportes e Turismo do JAPÃO e a Hokkaido Railway Company (JR Hokkaido) concordaram em estudar a viabilidade de aumentar a velocidade máxima da linha de trens no maior túnel submarino do mundo, com o objetivo de reduzir os tempos de viagem entre Tóquio e Shin Hakodate Hokuto para menos do que quatro horas.
Os trens de alta velocidade usados, Hokkaido Shinkansen, são atualmente limitados a 140 km / h no túnel Seikan com 53,9 km, entre as ilhas de Honshu e Hokkaido devido ao risco de ondas de pressão que podem causar danos aos trens de passageiros.
O aumento da velocidade máxima para 160 Km/h dos trens de passageiros,reduziria o tempo de viagem para menos de 4h gastas atulamente,tornando mais rápido os serviços expressos Tóquio - Shin Hakodate Hokuto Hayabusa.
A Hokkaido planeja realizar testes durante 2018 para determinar se seus trens H5 Shinkansen podem operar com segurança a velocidades mais altas no túnel. Se esses testes forem bem sucedidos, uma operação de 160 km / h poderá ser introduzida na primavera de 2019.
Fonte - International Railway Journal  09/01/2018

sábado, 21 de janeiro de 2017

Justiça proíbe aumento de limites de velocidade nas marginais Tietê e Pinheiros

Trânsito  🚗

A liminar atende à ação civil pública movida pela Ciclocidade - Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo. No pedido, a entidade argumentou que a prefeitura não dá garantias de que a medida não vai colocar em risco a vida de quem circula pelas vias.

Camila Boehm
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração/arqivo
A Justiça de São Paulo decidiu hoje (20), em caráter liminar, que os limites de velocidade das marginais Tietê e Pinheiros não poderão ser elevados, conforme anunciado pelo prefeito João Doria.
A liminar atende à ação civil pública movida pela Ciclocidade - Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo. No pedido, a entidade argumentou que a prefeitura não dá garantias de que a medida não vai colocar em risco a vida de quem circula pelas vias.
“Não dá para testar programas desse porte em vidas humanas”, disse, em nota, o diretor da Ciclocidade, Rene Fernandes. “Quando o presidente da CET [Companhia de Engenharia de Tráfego] fala do programa 'Marginal Segura', considera melhorar a fluidez do tráfego e o número de veículos, mas ignora a possibilidade de atropelamentos e colisões que vão ocasionar lesões corporais e mortes,” acrescentou.
Na decisão, o juiz Luis Manuel Fonseca Pires disse que a redução da velocidade nas vias, em vigor desde julho de 2015, foi “motivada tanto por um grave quadro urbano de acidentes fatais no trânsito quanto por orientação internacional de adoção de medidas preventivas, ações concretas que alcançaram expressivos resultados estatísticos de acentuado declive dos casos de mortes nas marginais Pinheiros e Tietê, e sem prejuízo sensível à circulação de veículos”.
O juiz acrescenta que “sem estudos prévios, alternativas concretas a manter os índices satisfatórios alcançados de drástica redução dos eventos de morte nas marginais, não há fundamento jurídico na eliminação de um programa que atinge os objetivos alhures anunciados”.
A redução de velocidade nas marginais Pinheiros e Tietê, segundo o juiz, faz parte de uma sequência de ações voltadas para a segurança do trânsito e preservação de vidas e, caso isso seja ignorado sem “substancial fundamentação”, a decisão de aumentar a velocidade nas vias pode ser caracterizada como um “retrocesso social”.

Ação

Na ação da Ciclocidade, o advogado João Paulo Ferreira argumentou que a intenção da prefeitura de elevar os limites de velocidade viola “frontalmente os direitos previstos na legislação aplicável de todos os usuários dessas vias, colocando-os em risco, sem qualquer argumento minimamente plausível que justifique o retrocesso de aumentar os limites máximos de velocidade”. A entidade também critica a falta de debate com a sociedade civil e a comunidade científica sobre a mudança.
Além da suspensão do aumento na velocidade das vias, a Ciclocidade pediu que o programa Marginal Segura seja submetido à efetiva apreciação e discussão no Conselho Municipal de Trânsito e Transporte, que haja audiências públicas e debates técnicos com especialistas sobre o tema e que seja demonstrado tecnicamente que a elevação das velocidades máximas não vai acarretar no aumento de colisões ou atropelamentos.
Em nota, a prefeitura disse que "a liminar concedida na tarde desta sexta-feira suspendendo a readequação da velocidade das marginais será cumprida pela Prefeitura de São Paulo, que recorrerá da decisão assim que for notificada pelo Poder Judiciário".
Fonte - Agência Brasil  20/01/2017

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Ciclocidade aciona Justiça contra aumento de velocidade em SP

Mobilidade  🚗

Eleito com o slogan "Acelera São Paulo", o novo prefeito da cidade, João Dória, está programando a entrada em vigor das novas velocidades para o dia 25 de janeiro, mas a decisão está sendo fortemente contestada por especialistas em engenharia de tráfego e por organizações da sociedade civil. A gestão anterior, de Fernando Haddad, havia iniciado um programa de redução de velocidade do tráfego nas grandes avenidas, em sintonia com ações de redução de mortes no trânsito em cidades como Paris, Barcelona, Bogotá, Nova York, Londres e Curitiba.

Ciclocidade/Mobilize
foto - ilustração/arquivo
A Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade) entrou na tarde de ontem (19) com uma Ação Civil Pública para tentar barrar o aumento das velocidades nas avenidas Marginais Pinheiros e Tietê, na capital paulista. O pedido baseia-se principalmente no fato de que a Prefeitura tem sido incapaz de dar garantias de que a medida não coloca em risco à vida de quem circula por aquelas vias.
Eleito com o slogan "Acelera São Paulo", o novo prefeito da cidade, João Dória, está programando a entrada em vigor das novas velocidades para o dia 25 de janeiro, mas a decisão está sendo fortemente contestada por especialistas em engenharia de tráfego e por organizações da sociedade civil. A gestão anterior, de Fernando Haddad, havia iniciado um programa de redução de velocidade do tráfego nas grandes avenidas, em sintonia com ações de redução de mortes no trânsito em cidades como Paris, Barcelona, Bogotá, Nova York, Londres e Curitiba.
“Não dá para testar programas desse porte em vidas humanas”, resume Rene Fernandes, diretor da Ciclocidade. “Quando o presidente da CET fala do programa Marginal Segura, considera melhorar a fluidez do tráfego e o número de veículos, mas ignora a possibilidade de atropelamentos e colisões que vão ocasionar lesões corporais e mortes", completa.
O princípio básico da engenharia de mobilidade é preservar a vida e a saúde das pessoas e não apenas fazer com que cheguem mais rápido nos lugares, afirma o documento da Ciclocidade. As Marginais Pinheiros e Tietê são alguns dos corredores por onde mais circulam pessoas, em todos os modos de transporte. Em dezembro, a Ciclocidade e a Cidadeapé - Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo, que apoia a Ação Civil, realizaram duas contagens conjuntas de pedestres e ciclistas.
Em apenas um ponto da marginal Pinheiros, mais de 19,3 mil pedestres circularam no período entre 6h e 20h, horário em que o levantamento costuma ser realizado; na ponte da Freguesia do Ó, na Marginal Tietê, foram 643 ciclistas. Esse número é superior à população de mais da metade dos municípios brasileiros, mesmo deixando de incluir os condutores de carros, motos e caminhões que trafegam nas Marginais.
A menos de uma semana do início do programa ‘Marginal Segura’, a implantação das novas velocidades não contou com a realização de audiências públicas, debates técnicos e só foi apresentada para o Conselho Municipal de Trânsito e Transporte (CMTT) após forte pressão das próprias conselheiras e conselheiros.
Na apresentação ao CMTT, Sérgio Avelleda, Secretário Municipal de Mobilidade e Transportes, aumentou as incertezas sobre os estudos que supostamente embasam a decisão de elevar os limites de velocidade e que até agora não foram divulgados, ao anunciar um suposto ganho de 15 minutos para motoristas que cruzam ambas as marginais de ponta a ponta. Para ganhá-los, no entanto, esses mesmos motoristas teriam que desrespeitar as velocidades permitidas tanto nos limites atuais da via expressa (70km/h) como nos pretendidos (90km/h), uma vez que a diferença de tempo para quem trafega dentro das duas máximas permitidas soma 9 minutos.


“Tais pretensões da gestão municipal violam frontalmente os direitos previstos na legislação aplicável de todos os usuários dessas vias, colocando-os em risco, sem qualquer argumento minimamente plausível que justifique o retrocesso de aumentar os limites máximos de velocidade”, escreve na peça o advogado João Paulo Ferreira, representante da Ciclocidade. “A medida despreza por completo todos os mecanismos exigidos pela legislação de participação popular na gestão da política de trânsito, ao impor novos padrões de velocidade sem o adequado debate com a sociedade civil e com a comunidade científica, ambos com grandes contribuições para o tema”, finaliza.
O arcabouço jurídico vigente prevê, para garantir a segurança de pedestres e ciclistas, a adoção de medidas de redução de velocidades de veículos automotores, além da participação social efetiva nas políticas de mobilidade. Entre tais normas estão a Política Nacional de Mobilidade Urbana, o Plano Diretor Estratégico da cidade de São Paulo e o Plano Municipal de Mobilidade Urbana.
A ação da Ciclocidade pede a concessão de tutela de urgência liminar, determinando que a Prefeitura se abstenha de praticar qualquer ato, mesmo que preparatório, que implique no aumento das velocidades máximas de tráfego nas Marginais Pinheiros e Tietê. Requer também que o programa “Marginal Segura” seja submetido à efetiva apreciação e discussão no Conselho Municipal de Trânsito e Transporte, com tempo hábil para respostas, que haja audiências públicas e debates técnicos com especialistas sobre o tema e que seja demonstrado tecnicamente que o aumento das velocidades máximas não irá acarretar no aumento de colisões ou atropelamentos.
O processo correrá na 4ª Vara de Fazenda Pública (Foro Central)
Fonte - Mobilize  20/01/2017