UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Ponte Rio-Niterói volta a ter restrições para tráfego de carga

Trânsito   🚗

A suspensão das restrições havia sido adotada em 1º de abril deste ano, com o objetivo de evitar desabastecimento de produtos durante a pandemia de covid-19. A resolução da ANTT 5.914, de 18 de novembro de 2020, passará a valer em 1º de dezembro.

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

foto - Tomaz Silva/Agência Brasil
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) decidiu retomar a proibição ao tráfego de veículos de carga de dois ou mais eixos na Ponte Rio-Niterói, em determinados horários. A suspensão das restrições havia sido adotada em 1º de abril deste ano, com o objetivo de evitar desabastecimento de produtos durante a pandemia de covid-19. A resolução da ANTT 5.914, de 18 de novembro de 2020, passará a valer em 1º de dezembro. A partir daí, estará proibida a circulação de veículos de carga de dois eixos na ponte e em seus acessos, no sentido Niterói-Rio de Janeiro, nos dias úteis, de segunda a sexta-feira, das 4h às 10h. Já os veículos três ou mais eixos não poderão circular no sentido Niterói-Rio, das 4h às 12h, e no sentido Rio-Niterói, das 12h às 22h, todos os dias da semana. As proibições não se aplicam a veículos precedidos de batedores, a veículos destinados a situações de socorro e emergência, a caminhonetes e automóveis/motos com reboques acoplados.
Fonte - Agência Brasil 23/11/2020

domingo, 17 de maio de 2020

Lançamento de Zona Sem Carros em Londres

Sustentabilidade/Trânsito  🚗


O prefeito de Londres Sadiq Khan divulgou na sexta-feira planos para criar “uma das maiores zonas livres de carros em qualquer capital do país”. mundo “para melhorar a qualidade do ar local e incentivar mais caminhadas e ciclismo.

Revista Amazônia
Revista Amazônia
Seguindo os passos de líderes em Milão e Nova York que estão atendendo às chamadas globais para #BuildBackBetter da pandemia de coronavírus, o prefeito de Londres Sadiq Khan divulgou na sexta-feira planos para criar “uma das maiores zonas livres de carros em qualquer capital do país”. mundo “para melhorar a qualidade do ar local e incentivar mais caminhadas e ciclismo.
“Isso é realmente emocionante”, twittou a autora e física londrina Helen Czerski dos planos. “Sim, é claro, será perturbador (e, como qualquer mudança, haverá vencedores e perdedores no início). Mas também poderia tornar Londres um lugar muito mais humano e um novo tipo de cidade, com enormes benefícios à saúde para todos.”
Ambientalistas e defensores da saúde pública também saudaram a iniciativa. A filial britânica do grupo de defesa Greenpeace declarou: “Este é um ótimo primeiro passo!”
Khan anunciou a próxima transformação das ruas do centro de Londres – destinada a ajudar a promover o distanciamento social – em uma declaração conjunta com a Transport for London (TfL). O órgão do governo divulgará mais detalhes nas próximas semanas, mas o comunicado diz que as estradas entre London Bridge e Shoreditch, Euston e Waterloo e Old Street e Holborn poderão em breve se limitar a ônibus, pedestres e ciclistas.
A partir de segunda-feira, a cidade também reintroduzirá esquemas de taxas para motoristas que visam reduzir a poluição e ajudar a combater a emergência climática: a zona de baixa emissão, a zona de ultra baixa emissão e a taxa de congestionamento – a última das quais pode aumentar temporariamente no próximo mês.
Khan fez do combate ao ar poluído de Londres uma das principais prioridades desde que assumiu o cargo em 2016. O membro do Partido Trabalhista divulgou números no mês passado, mostrando como a qualidade do ar na capital do Reino Unido “melhorou dramaticamente” na sequência das medidas antipoluição introduzidas em 2017 e o bloqueio relacionado à pandemia da cidade.
“O Covid-19 representa o maior desafio para a rede de transporte público de Londres na história da TfL”, disse Khan na sexta-feira. “Será necessário um esforço monumental de todos os londrinos para manter um distanciamento social seguro no transporte público, à medida que as restrições de bloqueio são gradualmente diminuídas”.
“Isso significa que temos que manter o número de pessoas usando o transporte público o mais baixo possível”, acrescentou. “E não podemos ver as viagens anteriormente realizadas em transporte público substituídas pelo uso do carro, porque nossas estradas se tornariam imediatamente inutilizáveis ​​e a poluição tóxica do ar aumentaria”.
O prefeito pediu que todas as 32 cidades da cidade apoiem os planos e trabalhem com autoridades para implementar restrições semelhantes. Ele incentivou todos os londrinos a andar e pedalar mais enquanto se afasta do transporte público “a menos que seja absolutamente inevitável”.
Khan também destacou que os planos têm benefícios além de garantir a segurança do transporte em Londres, à medida que a cidade elimina as restrições aos coronavírus. “Ao garantir que a recuperação de nossa cidade seja verde”, disse ele, “também enfrentaremos nosso ar tóxico, que é vital para garantir que não substituamos uma crise de saúde pública por outra”.
Theo Highland of Sustrans, uma instituição de caridade do Reino Unido que trabalha para facilitar as pessoas a andar e andar de bicicleta, chamou a iniciativa de “um potencial divisor de águas” e ecoou o pedido de Khan de que os bairros adotassem esforços para tornar quilômetros de estradas pela cidade mais tranquilas e amigável ao ciclo, reduzindo o tráfego tóxico.
“Os planos arrojados e ambiciosos da TfL para movimentar Londres neste momento crítico são exatamente o que é necessário no momento”, disse Highland. “Todos os bairros devem agora fazer as mudanças que nossas ruas precisam para dar aos londrinos espaço para se movimentarem com segurança e desenvolver a resiliência da nossa cidade animada, quando começamos a nos recuperar dessa pandemia”.
“A Sustrans também está aqui para ajudar as autoridades locais que desejam transformar suas ruas com nova infraestrutura e dar aos moradores confiança para andar de bicicleta”, acrescentou. “Tomar medidas imediatas ajudará a combater as desigualdades na saúde, a poluição do ar e a emergência climática. E, ao tornar permanentes as mudanças bem-sucedidas, sairemos dessa pandemia como uma Londres mais saudável, mais feliz e mais justa”.
O Guardian informou na sexta-feira que David Miller, do Grupo de Liderança Climática C40 Cities, que recentemente ajudou a coordenar planos semelhantes em áreas metropolitanas ao redor do mundo, parabenizou Khan “por mostrar ao mundo o que é possível quando reinventamos nossas cidades para o benefício e a saúde de todos”. todos.”
“Essas medidas anunciadas hoje em Londres, incluindo as principais zonas livres de carros, limparão o ar que os londrinos respiram, melhoram a saúde pública tanto durante a pandemia de Covid-19 quanto no futuro, além de ajudar a evitar a crise climática”, Miller disse. “Este é o futuro que queremos”.
Fonte - Revista Amazônia  16/05/2020

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Nova agenda global de segurança viária para 2030 será aprovada por ministros

Sustentabilidade/Trânsito  🚗 🚙

Ministros de governo devem se reunir para discutir novas medidas para reduzir pela metade as mortes e feridos no trânsito até 2030. Esta conferência é uma oportunidade para o mundo adotar uma nova agenda para reduzir radicalmente o número de vidas perdidas em nossas estradas e repensar como podemos fornecer acesso a sistemas de transporte seguros, acessíveis, acessíveis e sustentáveis ​​para todos. ”

Intelligent Transport
Intelligent Transport
Para se manter alinhado com as metas globais acordadas nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas , ministros de governo e altos funcionários de mais de 100 países se reunirão em Estocolmo, Suécia, em fevereiro, para discutir novas medidas para reduzir pela metade as mortes e lesões no trânsito até 2030 .
“O fato de cerca de 1,35 milhão de vidas serem perdidas todos os anos devido a colisões no trânsito é um ultraje. É um preço inaceitável a pagar pela mobilidade ”, disse o Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, Diretor Geral da Organização Mundial da Saúde (OMS). “A maioria das mortes e lesões no trânsito pode ser evitada, usando estratégias testadas e comprovadas. Esta conferência é uma oportunidade para o mundo adotar uma nova agenda para reduzir radicalmente o número de vidas perdidas em nossas estradas e repensar como podemos fornecer acesso a sistemas de transporte seguros, acessíveis, acessíveis e sustentáveis ​​para todos. ”
O progresso global já foi alcançado por meio de um gerenciamento eficaz da segurança viária e pelo enfoque em uma melhor legislação e fiscalização em torno dos principais riscos, como acelerar, beber e dirigir e deixar de usar o cinto de segurança, disse a OMS. Muitos países também melhoraram a infraestrutura por meio de medidas como calçadas mais seguras e faixas dedicadas aos ciclistas; normas implementadas para veículos, como as que exigem frenagem avançada e controle eletrônico de estabilidade; e cuidados pós-acidente aprimorados.
Melhorias ocorreram quando vários setores estiveram envolvidos - incluindo transporte, saúde, planejamento urbano e aplicação da lei, entre outros, continuou a OMS. O sucesso também depende principalmente de forte liderança e vontade política no mais alto nível do governo e em estreita colaboração com a sociedade civil e o setor privado, disse a organização.
A próxima reunião, denominada Declaração de Estocolmo, será apresentada como o documento final da Conferência Ministerial, exigindo forte vontade política e cooperação internacional, bem como parcerias em muitos setores da sociedade.
Fonte - Intelligent Transport  13/02/2020

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Obras de novo viaduto da Linha Azul alteram trânsito na BR-324

Infraestrutura/Trânsito  🚗

Os motoristas que costumam trafegar à noite devem ficar atentos às placas de sinalização para as mudanças e desvios nos dois sentidos da rodovia e com a interdição no trânsito da BR-324, entre esta quinta-feira (12) e o próximo dia 22, no trecho do viaduto da Estação Pirajá ao viaduto da Brasilgás. De acordo com o diretor de Infraestrutura e Edificações Públicas da Conder, Francisco Fonseca, a alteração no trânsito tem o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Concessionária ViaBahia e ocorrerá sempre no intervalo de tempo de menor movimento da rodovia (entre 22h e 5h). 

Da Redação
divulgação/Secom BA
A Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado (Conder) e o Consórcio Transoceânico Salvador, responsáveis pela construção da Linha Azul, informam que haverá mudanças com a interdição no trânsito da BR-324, entre esta quinta-feira (12) e o próximo dia 22, no trecho do viaduto da Estação Pirajá ao viaduto da Brasilgás.
Os motoristas que costumam trafegar à noite devem ficar atentos às placas de sinalização dos desvios nos dois sentidos da rodovia. De acordo com o diretor de Infraestrutura e Edificações Públicas da Conder, Francisco Fonseca, a alteração no trânsito tem o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Concessionária ViaBahia e ocorrerá sempre no intervalo de tempo de menor movimento da rodovia (entre 22h e 5h).
“Durante esse período, será realizada uma operação especial para içamento de dez vigas pré-moldadas do novo viaduto sobre a BR-324, cada uma pesando cerca de 70 toneladas, o que exige o transporte por carretas e a utilização de guindastes”, afirma o diretor. O novo viaduto em construção na BR-324, com extensão de quase 100 metros, integra a Ligação Lobato x Pirajá, etapa da Linha Azul que compreende um complexo formado por uma nova via em pista dupla, com duas faixas por sentido, quatro túneis e seis viadutos.
Fonseca ressalta que o maior benefício desta nova etapa, a ser entregue no primeiro trimestre de 2020, será facilitar a integração entre ônibus e metrô para quem vive na região do Subúrbio Ferroviário, além de promover a circulação de veículos leves entre a Avenida Suburbana e a rodovia federal. A Linha Azul permitirá a ligação direta entre a orla de Patamares e o bairro do Lobato.
“Atualmente, os moradores da região do Lobato têm a Estação do Retiro como opção mais próxima para fazer a integração, percorrendo um trecho de aproximadamente 10 quilômetros entre a Suburbana, Baixa do Fiscal, Largo do Tanque e Avenida San Martin, até chegar ao Retiro. Com a conclusão da Ligação Lobato x Pirajá, o trecho a ser percorrido para chegar à Estação Pirajá será de apenas 2 quilômetros. Se falarmos em tempo de deslocamento, o ganho ainda é mais significativo. A estimativa é que caia de uma hora nos horários de pico para apenas 10 minutos”, prevê o diretor da Conder, empresa vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur).

Linha Azul
Parte do conjunto extenso de obras de mobilidade do Governo do Estado que impactaram o trânsito em áreas sensíveis de Salvador, como as regiões das avenidas Paralela, Bonocô, Tancredo Neves e Luís Eduardo Magalhães, colocando a capital baiana como uma das poucas a reduzir os congestionamentos, a Linha Azul representa um investimento da ordem de R$ 647 milhões e irá promover um novo vetor desenvolvimento para a capital baiana, além da integração dos sistemas de transporte nas Estações Pirajá e Pituaçu.
Uma das etapas da Linha Azul já entregues, em março de 2018, foi a interligação das avenidas Pinto de Aguiar e Gal Costa, por meio de quatro túneis — sendo dois deles sob a Paralela. Já as obras de duplicação da Avenida Gal Costa seguem em execução, após a entrega do trecho que vai até a Estrada do Mandu, em São Marcos.

Desvios:
Sentido Salvador x Feira – Trafegar pelas ruas da Estação Nova Esperança, passando pela Estação Pirajá, da Indonésia, Porto Rico e Avenida Cardeal Avelar Brandão Vilela até Estrada Velha de Ipitanga, na saída da Brasilgás.
Sentido Feira x Salvador – Trafegar pelas ruas da Bolívia e Estrada de Campinas de Pirajá.
Com informações da Secom BA  10/12/2019

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Ações para segurança viária nas rodovias são discutidas em Workshop

Trânsito  🚗

A oportunidade de discutir as ações para um trânsito mais seguro a fim de contribuir na diminuição de acidentes e de vítimas. Nas rodovias estaduais, os dados mostram que houve uma redução de 28% nos registro de acidentes e de 14% em relação ao de mortes nos últimos cinco anos.

Da Redação
foto - Ulgo  Seinfra BA
O IV Workshop de Segurança Viária foi realizado nesta sexta-feira (27) no auditório da Secretaria de Infraestrutura da Bahia (Seinfra), no Centro Administrativo, em Salvador. A oportunidade de discutir as ações para um trânsito mais seguro a fim de contribuir na diminuição de acidentes e de vítimas. Nas rodovias estaduais, os dados mostram que houve uma redução de 28% nos registro de acidentes e de 14% em relação ao de mortes nos últimos cinco anos.
O resultado do programa iRAP, que analisou 4.500 km da malha rodoviária baiana, foi apresentado no evento. "O programa indicou as medidas necessárias para definir o melhor modelo de segurança viária a ser implantado rodovias avaliadas. Atualmente, estão sendo feitas novas visitas nas vias para analisar as intervenções necessárias e se precisarão de novos indicadores nas mesmas", destaca Margareth Gramacho, coordenadora de Segurança Viária da Seinfra. Além disso, está em fase de elaboração do edital para implantação de corredores pilotos nas rodovias estaduais.
Para contribuir na redução de acidentes e de vítimas nas vias, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) desenvolveu normas para gestão de segurança viária. "A importância da norma é que ajuda as organizações a pensarem e planejarem as estratégias em cima da questão de Segurança Viária. A norma pode ser aplicada por um órgão público, uma concessionária privada e até em empresas que fabricam e transportam produtos no setor de logística", ressalta Alexandre Garrido, consultor da ABNT.
No evento também aconteceu um debate sobre a fiscalização rodoviária para resultado com ênfase nos modelos de gestão e nos indicadores. O Workshop foi organizado pela Seinfra, Polícia Militar da Bahia, através do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), e do Banco Mundial. Além dos órgãos, o evento contou com a presença de representantes da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN/Ba), Superintendência de Trânsito do Salvador (Transalvador) e Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Com informações da Seinfra BA 27/09/2019

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

João Pessoa(PB) revitaliza sinalização horizontal em diversos pontos da cidade

Trânsito  🚥  🚶

O trabalho de revitalização seguirá nas avenidas João Machado, Camilo de Holanda e Rua Borja Peregrino, no Centro, Praça Tiradentes e avenidas Marechal Deodoro da Fonseca e Júlia Freire, na Torre, e Avenida Ruy Carneiro. Nestes logradouros a Semob-JP vai revitalizar a sinalização das faixas de pedestres, eixo divisor de fluxo. Na Avenida Ruy Carneiro também serão implantados nos locais semaforizados a sinalização de acomodação de motos, entre a faixa de retenção e a faixa de pedestres.

Prefeitura de João Pessoa
divulgação/Prefeitura de João Peesoa
Para garantir mais segurança nas vias de tráfego em toda a cidade, a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de João Pessoa (Semob-JP) está revitalizando a sinalização horizontal em diversos bairros da Capital. Nos bairros de Jaguaribe, Miramar e Novais, os serviços foram iniciados nas avenidas Antônio Silva, Tito Silva e Santos Stanislau, respectivamente. Nestes locais, foram revitalizadas as sinalizações das faixas de pedestres, lombadas físicas, eixo divisor de fluxo e bordo de pista.
O trabalho de revitalização seguirá nas avenidas João Machado, Camilo de Holanda e Rua Borja Peregrino, no Centro, Praça Tiradentes e avenidas Marechal Deodoro da Fonseca e Júlia Freire, na Torre, e Avenida Ruy Carneiro. Nestes logradouros a Semob-JP vai revitalizar a sinalização das faixas de pedestres, eixo divisor de fluxo. Na Avenida Ruy Carneiro também serão implantados nos locais semaforizados a sinalização de acomodação de motos, entre a faixa de retenção e a faixa de pedestres.
A Semob-JP mantém um trabalho ininterrupto de vistoria e revitalização de toda a sinalização da cidade por meio da sua Divisão de Sistema Viário (DSV), o que garante que a sinalização esteja sempre em boas condições de visualização para os usuários da via.
Além de realizar o ordenamento do fluxo de veículos nas vias, a sinalização é fundamental para a segurança de motoristas e, principalmente, dos pedestres, a parte mais vulnerável nas relações do trânsito, por isso a revitalização da pintura das faixas de pedestres é sempre preferencial nas ordens de serviço da DSV.

Programa Ação Asfalto
Esse trabalho de revitalização e pintura nas vias está vinculado ao programa Ação Asfalto, que tem como objetivo beneficiar vias com capeamento e recapeamento, principalmente onde transita o transporte coletivo. A Ação trouxe mobilidade para o trânsito, interligando bairros da Capital, além de oferecer novas rotas alternativas para a população, reduzindo o tempo gasto no percurso.
Fonte - Prefeitura de João Pessoa  11/09/2019

terça-feira, 18 de junho de 2019

Tecnologia impactando trânsito e economia

Transito/Ponto de Vista  🚗

O Brasil é o quinto país no mundo com maior taxa de acidentes de trânsito. Entre 2010 e 2016, foram mais de 300 mil mortes e 2,5 milhões de inválidos permanentes, dos quais metade está na faixa entre 18 e 34 anos. Além das mortes e sequelas em decorrência dos ferimentos, essas ocorrências impactam diretamente a economia nacional.

Sheila Borges* - Portogente
foto - ilustração/arquivo
Todos os dias nos deparamos com notícias sobre tragédias no trânsito. No mundo todo, o número de vítimas fatais nas vias tem aumentado. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2009, por exemplo, foram contabilizados mais de 1,2 milhão de óbitos, e no ano passado o registro foi de 1,35 milhão.
O Brasil é o quinto país no mundo com maior taxa de acidentes de trânsito. Entre 2010 e 2016, foram mais de 300 mil mortes e 2,5 milhões de inválidos permanentes, dos quais metade está na faixa entre 18 e 34 anos. Além das mortes e sequelas em decorrência dos ferimentos, essas ocorrências impactam diretamente a economia nacional. Afinal, os gastos públicos com atendimento médico, aposentadorias por invalidez e pensões por óbito chegam a R$ 52 bilhões, com impacto anual total de R$ 199 bilhões – o equivalente a mais de 3% do PIB.
Em meio a tantos fatores negativos, o que pode ser feito para mudar este cenário? Transformar a cultura do brasileiro no trânsito é a resposta mais simples. Porém, para que essa adequação aconteça é necessário considerar três pontos: educação, campanhas preventivas regulares e fiscalização. Em comum, todos esses elementos podem se apoiar em recursos tecnológicos.

Tripé
A melhor alternativa para a diminuição de acidentes nas vias é a educação, que deve estar presente em todas as etapas da vida do cidadão. Primeiro, o tema trânsito poderia ser inserido de forma transversal em escolas do ensino médio, assim, a tecnologia teria papel importante com simuladores de direção promovendo a experiência de condução nas vias em um ambiente seguro, e até por meio de plataformas digitais que proporcionam mais dinamismo e interatividade às aulas. Considerando que a geração atual é muito mais conectada e ligada à tecnologia que as anteriores, seria um acerto. Desta forma, os adolescentes seriam estimulados a pensarem em soluções relacionadas ao tráfego e mobilidade, gerando debates em casa, fazendo com que os pais reflitam sobre as boas práticas ao dirigir e, de quebra, também estariam mais preparados para encarar as aulas em CFCs para obtenção de CNH – passando novamente pela experiência em simuladores, antes das aulas práticas. Além da segurança pelo fato de estarem em ambiente controlado, esta prática traria mais preparo aos futuros condutores.
Paralelamente, é fundamental que haja um calendário de ações e campanhas efetivas online e offline. O ideal é que atividades preventivas ocorram regularmente com o intuito de causar uma mudança no comportamento das pessoas e não de forma reativa como são realizadas hoje. Já a fiscalização poderia atuar com mais rigidez, pois nos últimos anos este ato tem ajudado a inibir os infratores. O maior exemplo é a aplicação da Lei Seca, que com auxílio do aparelho de bafômetro, em 10 anos ajudou a reduzir significativamente a quantidade de acidentes decorrentes da combinação álcool e direção. Dados do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), indicam que houve redução em mais de 14% do número de óbitos por acidentes de trânsito no país. Em 2008, o registro foi de 38.273 óbitos e, em 2017, o índice caiu para 32.615 casos . Novamente, a tecnologia foi determinante - quando aplicada de forma conjunta nas blitzes.
Conectar esses três pontos seria importante para uma mudança de comportamento a todos os envolvidos no trânsito, sendo que os impactos positivos não atingiram somente a redução de acidentes e óbitos, como também a economia brasileira.
*Sheila Borges é diretora da ProSimulador
Fonte - Portogente  18/06/2019

sexta-feira, 31 de maio de 2019

Trânsito mata mais que a violência

Mobilidade/Transito  🚇 <> 🚗

As estatísticas são alarmantes e foram divulgadas este mês, o mês do Movimento Maio Amarelo, que busca chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortos e feridos no trânsito em todo o mundo. Os números trazem à tona a urgência do tema, que gera reflexos sobre as demandas de diversos outros setores sociais, e expõem a necessidade de que os gestores públicos se debrucem sobre o problema, na busca pela melhoria do planejamento integrado de transporte.

Roberta Marchesi* - ANPTrilhos
foto - ilustração/Pregopontocom
Os acidentes de trânsito são um problema constante nas cidades e estradas de todo o Brasil e, infelizmente, muitas pessoas perdem a vida ou ficam com sequelas em razão deles. Um levantamento feito pela Seguradora Líder, administradora do Seguro DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres), mostra que os acidentes de trânsito deixaram mais vítimas fatais em alguns Estados brasileiros do que crimes como homicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte. O levantamento compara o total de indenizações pagas por morte pelo seguro obrigatório e os dados das Secretarias Estaduais de Segurança Pública. São Paulo e Minas Gerais lideram a lista com 5.462 e 4.127 sinistros pagos por acidentes fatais no trânsito, contra 3.464 e 3.234 óbitos por crimes violentos, respectivamente.
As estatísticas são alarmantes e foram divulgadas este mês, o mês do Movimento Maio Amarelo, que busca chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortos e feridos no trânsito em todo o mundo. Os números trazem à tona a urgência do tema, que gera reflexos sobre as demandas de diversos outros setores sociais, e expõem a necessidade de que os gestores públicos se debrucem sobre o problema, na busca pela melhoria do planejamento integrado de transporte. Com os atuais níveis de urbanização e a alta densidade demográfica das cidades, a tendência é que o problema se agrave ainda mais com o passar dos anos, o que serve de alerta para os grandes desafios que os gestores públicos terão pela frente.
Com o tamanho e o adensamento dos nossos centros urbanos não se pode mais pensar em mobilidade de forma isolada, tendo como única alternativa os velhos sistemas dependentes de veículos automotores. É preciso unir a sociedade, seus líderes e governantes, na busca por avançar com as soluções, para evitar o colapso iminente da mobilidade nas metrópoles e os reflexos negativos gerados por ela.
A ANPTrilhos, que congrega os operadores metroferroviários brasileiros, defende, como parte da solução, a estruturação dos grandes fluxos de transporte, adotando-se um modelo que garanta a fluidez dos milhões de deslocamentos diários, organizando-os em corredores de alta capacidade, capazes de dar agilidade aos deslocamentos com regularidade e segurança. E esses corredores, essencialmente metroferroviários, devem estar interligados com os demais modos de transporte da cidade, nas primeira e última milhas, buscando criar uma verdadeira rede inteligente e eficiente de transporte.
A implantação de trens, metrôs e VLTs contribui para amenizar os congestionamentos, para reduzir o número de acidentes de trânsito e os custos com internações hospitalares. E esses resultados são obtidos porque o transporte sobre trilhos é capaz movimentar grande número de passageiros e tem baixíssimos índices de acidentes, contribuindo significativamente para a qualidade de vida da população e a qualidade ambiental das cidades. Transportando quase 11 milhões de pessoas por dia, os trilhos urbanos colaboram com a retirada diária de 1,3 milhão de carros e 18 mil ônibus das ruas, nas cidades onde estão implantados, proporcionando redução de R$ 820 milhões em custos com acidentes, em termos de diminuição de ocorrências e gastos com saúde pública. Além disso, gera economia de 1 bilhão de litros de combustível fóssil e evita a emissões de 2,4 milhões de toneladas de poluentes na atmosfera anualmente.
É fato que a redução do alto número de acidentes de trânsito no Brasil não será obtida apenas com o crescimento das redes de transporte público sobre trilhos. É preciso investir em educação de trânsito, fiscalização de condutores, autuação de infratores, formação e especialização dos agentes de trânsito, consciência cívica e tantas outras medidas que, juntas, resultarão num trânsito mais livre de acidentes, congestionamento e poluição.
É fundamental que possamos entender que mobilidade urbana não se trata de veículos, mas de pessoas. São pessoas que se acidentam; pessoas que perdem tempo em congestionamentos e transporte público ineficiente; e são pessoas que ingerem diariamente, mesmo sem perceber, milhares de poluentes atmosféricos. Precisamos perceber que investir em planejamento e mobilidade urbana tem reflexos muito além da malha de transporte em si, pois ele gera reflexos positivos sobre a economia local, reduzindo gastos públicos com saúde e aumentando arrecadação com valorização imobiliária. Investir em mobilidade é investir no cidadão, disponibilizando um sistema de transporte eficiente e garantindo, a cada um de seus usuários, mais tempo para lazer, estudo ou família.
O mês de maio está chegando ao fim, mas o alerta do Movimento Maio Amarelo permanece por todo o ano. A solução para o problema da mobilidade é conhecida. É urgente e necessário que os governantes incluam em suas agendas, como prioridade, ações efetivas para tratar a questão. Não há mais espaço para projetos que não se concretizam e propostas que não saem do papel. É preciso ter coragem para quebrar velhos padrões e assumir uma política pública inovadora para o setor, para que as cidades possam ser dotadas de uma verdadeira rede de mobilidade urbana e os cidadãos possam usufruir dos benefícios de uma mobilidade urbana de qualidade.
*Roberta Marchesi é Diretora Executiva da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos), Mestre em Economia e Pós-Graduada nas áreas de Planejamento, Orçamento e Logística.
Fonte - ANPTrilhos  31/05/2019

quinta-feira, 28 de março de 2019

Festival de Arembepe,(29/03 a 01/04),terá mudanças no trânsito e no transporte

Mobilidade 🚌 🚗

As mudanças dizem respeito ao trânsito, tráfego de veículos, e aos locais destinados a estacionamento,entre os dias 29 de março e 1º de abril, além das linhas disponíveis do transporte público e às modificações de horários dos mesmos.

Da Redação
Divulgação/Pref. de Camaçari
Se o seu destino, entre os dias 29 de março e 1º de abril, é curtir o Festival de Arembepe, você precisa tomar a direção certa e se posicionar adequadamente dentro do circuito da festa. Para isso, a Prefeitura de Camaçari, por intermédio da Superintendência de Trânsito e Transporte Público (STT), montou um esquema especial onde serão implementadas algumas alterações neste sentido.
A intenção é melhorar a mobilidade no entorno do circuito, promovendo maior comodidade e segurança às pessoas que irão aproveitar os quatro dias do festival. As mudanças dizem respeito ao trânsito, tráfego de veículos, aos locais destinados a estacionamento, além das linhas disponíveis do transporte público e às modificações de horários dos mesmos.
Os profissionais da STT (agentes de fiscalização, supervisores, gerentes operacionais e diretores de trânsito e transporte) poderão, a qualquer tempo, alterar e/ou afixar sinalização vertical e temporária, realizando bloqueios, com vistas ao atendimento da melhor operacionalidade do trânsito e do transporte durante o evento, desde que observadas as demais normas de trânsito e transporte vigentes.
A base de apoio da STT ficará instalada no Posto de Informações Turísticas Nidinho. Os canais de comunicação com o órgão são: Central de operações e informações (180), para problemas no trânsito ou no transporte público; e Ouvidoria (3622-7788), para críticas, sugestões e denúncias.

Transporte
Desde o dia 29/3 (sexta-feira), a partir das 8h, o fim de linha, localizado no Terminal de Transbordo Professora Célia Campos, será desativado. O ponto de embarque e desembarque de passageiros será montado provisoriamente na Rua S, em frente à loja de material de construção, atrás do Posto de Informações Turísticas Nidinho, localizado na entrada principal de Arembepe. O ponto de ônibus só será reativado no local de origem, na madrugada de terça-feira (2/4).
Os ônibus do Transporte Público Coletivo, oriundos da BA-099, sentido Praça Isaac Marambaia (terminal de ônibus), terá seu ponto final modificado de acordo com o início da programação para a Rua S, marginal à BA-099, devendo seguir as orientações dos agentes da autoridade de trânsito no local, quanto ao embarque e desembarque de passageiros.
A Rua S será destina ao estoque dos ônibus intermunicipais e municipais. Os lados esquerdo e direito da via serão destinados à circulação. A mesma passa a ter sentido único de circulação (sentido da Rua Campinas à Rua Direta de Arembepe). A Rua S será área de uso exclusivo do transporte público coletivo, sendo proibida a circulação e estacionamento de outros veículos motorizados não autorizados.
Será permitido o acesso local de moradores, caso precisem acessar as garagens de seus domicílios ou lojas comerciais. A circulação dos ônibus será com entrada pela BA-099, acesso pela Rua Campinas (via marginal da rodovia), Rua S e saída pela Rua Travessa T, Rua U, acessando a BA-099.

No que diz respeito ao transporte público coletivo e aos referidos horários, o serviço será realizado da seguinte forma:
Cooperunião - (Arempebe x Sede e vice versa): primeiro horário às 5h, saindo de Arembepe/ último horário às 21h, com destino à Sede. Veículos saindo a cada 30 minutos.
-Cidade das Águas (Arembepe x Dias d’Ávila via Camaçari): primeiro horário 6h/ último horário 17h40, com horário extra às 4h e 5h. Veículos saindo a cada 20 minutos.
-BTM (Arembepe x Estação Mussurunga: primeiro horário 4h/ último horário 23h). Durante o dia, a saída de veículos será a cada 20 minutos. A partir da 18h e até 23h, a saída será a cada 30 minutos.
Transporte público individual: táxi terá área de embarque e desembarque de passageiros localizada na Rua Direta de Arembepe, no ponto de ônibus após a Escola Municipal Giltônia Pereira de Souza, reservando-se nove vagas. Mototáxi terá área de embarque e desembarque de passageiros localizada na Rua Direta de Arembepe, no recuo logo após o Posto de Informações Turísticas Nidinho, reservando-se 20 vagas.
Transporte por aplicativo: o transporte por aplicativo terá área de embarque e desembarque de passageiros localizados na Rua S, no recuo localizado entre o Restaurante Comida Caseira até a loja de materiais de construção, reservando-se duas vagas. As Diretorias Técnicas de Trânsito e de Transporte (DTT/DTP) poderão adotar medidas emergenciais, voltadas a garantir uma melhor circulação dos veículos nas imediações, através de seus agentes, disciplinando e orientando o trânsito de veículos e pedestres, com vistas à garantia da segurança viária.
Fica determinantemente proibida a utilização de qualquer veículo motorizado, de tração humana ou animal (carro de som, bicicleta com som, motocicleta com som, minitrio, trio-elétrico, “fubica”, “paredão” e outros) utilizando-se equipamento de som em volume e frequência não autorizados pelo poder público municipal e/ou autoridade de trânsito do município nas vias supramencionadas e suas imediações.
Operação de carga e descarga: só será permitida a operação de carga e descarga de mercadorias no circuito e imediações do evento até as 15h, antes do início das restrições previstas. Os veículos que se encontrarem realizando operação de carga e descarga nas vias do circuito e imediações do evento deverão encerrá-las e sair do local, imediatamente, ao fim do prazo.
Durante os quatro dias do festival, o efetivo operacional da STT irá trabalhar durante 24 horas, em equipes divididas por escala. Outra parte da equipe estará atuando na sede, nos terminais de Integração Sede e Orla (TISO) e Rodoviário.

Divulgação/Pref. de Camaçari
Trânsito
Ficará proibido o trânsito de veículos motorizados e/ou de tração animal na Rua Direta de Arembepe – trecho a partir da interseção com a Estrada do Coco (Rodovia BA-099) até a Praça das Amendoeiras – durante a concentração, o cortejo religioso e o desfile dos blocos e das agremiações carnavalescas nos dias que seguem o evento.
Estacionamento: no que diz respeito aos locais onde será proibido estacionar durante o evento estão as ruas Direta de Arembepe e da Glória, em ambos os lados da via; ruas Guilherme Machado e Terceiro Arraial de Arembepe no entorno do Terminal de Transbordo Professora Célia Campos; rua Nivalda que dá acesso à Caraúna; ruas Lídia Coelho, Manoel Coelho, S e das Palmeiras, em ambos os lados; nas ruas Arraial de Arembepe e do Piruí, no trecho do Hotel Tubarão, até o Tempero do Aye; no entorno das praças dos Coqueiros e das Amendoeiras; na Travessa Manoel Coelho, no trecho do Banco Bradesco; e na Rua Guilherme Machado, ficando a frente do Colégio Municipal Lídia Coelho Pinto reservado exclusivamente para o estacionamento dos veículos a serviço e de uso dos servidores da STT.
Fica proibido o estacionamento de veículos de pequeno porte nas áreas destinadas ao transporte público, devidamente autorizado, conforme sinalização implantada.
Ficam reservadas, exclusivamente, cinco vagas de estacionamento para veículos transportando idosos e pessoas com deficiência, com a utilização da devida credencial, na via Direta de Arembepe, próximo ao antigo módulo policial.
Bloqueios: haverá bloqueio total da via, com prismas de concreto (gelo baiano), na interseção da 4ª Travessa Leopoldo Coelho com a Rua Direta de Arembepe e interseção da Travessa Leopoldo Coelho com a Rua Direta de Arembepe. Haverá bloqueio parcial da via, com gelo baiano, na Rua Nivalda (lado direito) e na 2ª Rua da Caraúna (lado direito), sentido a Rua Direta de Arembepe.
Interdição e reaberturas: os horários dessas intervenções nas vias, durante a realização do evento, serão de responsabilidade da STT, através dos seus prepostos, cujas previsões de início e término são as seguintes: sexta-feira (29/3), fechamento previsto para as 9h e reabertura às 3h de sábado (30/3); sábado (30/3), fechamento previsto para às 11h e reabertura às 4h de domingo (31/3); domingo (31/3), fechamento previsto para às 10h e reabertura às 4h de segunda-feira (1º/4); segunda-feira (1º/4), fechamento previsto para às 12h e reabertura às 3h de terça-feira (2/4). Esses horários se aplicam a todas as vias nas imediações do evento, conforme sinalizações instaladas no local.
Opções de tráfego: veículos, em geral, com destino as praças dos Coqueiros e das Amendoeiras: ônibus, caminhões e carretas, oriundos da BA-099 sentido Praça das Amendoeiras e dos Coqueiros, deverão adentrar pela Rua Nivalda ou Rua das Bromélias, acessando a Rua da Caraúna para seguir a indicação da sinalização temporária e/ou orientação dos agentes da autoridade de trânsito. A orientação também serve para automóveis, motocicletas, motoneta e ciclomotores oriundos da BA-099, sentido às praças das Amendoeiras e dos Coqueiros: deverão adentrar pela Rua Nivalda ou Rua das Bromélias, acessando a Rua da Caraúna.
Com informações da Prefeitura de Camaçari  28/03/2019

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Investir em malha viária não vai diminuir congestionamentos em grandes cidades

Mobilidade 🚕 🚌 🚇 🚲 👫

Segundo o estudo, realizado em cem cidades, o nível de congestionamento mundial é mais intensamente ocasionado nas grandes cidades (com mais de 800 mil habitantes) e megacidades (que têm mais de 10 milhões de pessoas) do que nas menores. Na América Latina, dez cidades são citadas com alto acúmulo de tráfego, sendo quatro no Brasil: Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba. 

Portogente
foto - ilustração/Pregopontocom
A taxa global de congestionamento do tráfego rodoviário tem aumentado continuamente nas áreas urbanas em todo o mundo e as chances de diminui-lo com melhorias incrementais no trânsito são baixas. É o que revela a 3ª edição da pesquisa The Future of Mobility, divulgada em 2018 pela consultoria americana em mobilidade Arthur D. Little em parceria com International Association of Public Transport (uITP).
Segundo o estudo, realizado em cem cidades, o nível de congestionamento mundial é mais intensamente ocasionado nas grandes cidades (com mais de 800 mil habitantes) e megacidades (que têm mais de 10 milhões de pessoas) do que nas menores. Na América Latina, dez cidades são citadas com alto acúmulo de tráfego, sendo quatro no Brasil: Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba. A pesquisa concluiu ainda que, em países com PIB (Produto Interno Bruto) igual ou acima do nível emergente, a proporção de veículos por quilômetro e o comprimento total da malha viária cresce no mesmo ritmo, impedindo que haja diminuição no volume de tráfego.
Para o coordenador do curso de Gestão do Trânsito e Mobilidade do Centro Universitário Uninter, Gerson Luiz Buczenko, essas conclusões revelam que a expansão rodoviária já não resulta em efeitos práticos para o descongestionamento das cidades. “As cidades têm limite de absorção. Não adianta investir em capacidade se o volume de veículos nas ruas também aumenta. Foi o que aconteceu na Europa”. Segundo Buczenko, o trânsito ficou tão difícil no continente europeu que individualmente foram surgindo iniciativas de mobilidade urbana e aumento do uso de transportes alternativos, como bicicletas e caronas solidárias.

“Mudar o trânsito exigirá romper com as velhas práticas”
Nos próximos 30 anos, a demanda global de passageiros mais do que dobrará nos grandes centros urbanos, chegando a 120 bilhões de passageiros por quilômetro até 2050, de acordo com a pesquisa realizada pelo International Transport Forum Outlook (2017). O aumento, explica o coordenador do curso de Gestão do Trânsito e Mobilidade, está relacionado à expectativa do aumento da renda per capita nos países emergentes. “Esse aumento gera um efeito positivo na economia, levando à aquisição de veículos de uso privado, mas negativo em termos de mobilidade”, avalia.
Para Buczenko, é preciso adotar soluções alternativas como incentivo por meio de políticas públicas da chamada “carona solidária”, mais investimento em transporte coletivo de alta velocidade, além de incentivo fiscal para redução de veículos emissores de CO2. “Por enquanto, são medidas consideradas marginais na América Latina, mas vemos com o exemplo da Europa que essas ações se tornarão obrigatórias para que as cidades existam”. Não à toa, a Holanda estipulou até 2030 o prazo para banimento total de veículos movidos a petróleo e diesel. No mesmo caminho, seguem a Noruega (2035), França e Reino Unido (2040).
Fonte - Portogente  06/02/2019

Gestão do Trânsito e Mobilidade
A partir de 2019, o Centro Universitário Internacional Uninter passa a oferecer o curso de graduação Gestão do Trânsito e Mobilidade, na modalidade a distância. Com duração de dois anos, o curso lança um olhar diferenciado para a constituição do centro urbano, na perspectiva dos direitos humanos, sem perder de vista a importância da relação do ser humano com o meio em que vive. As inscrições vão até 18/02 pelo site uninter.com ou pelo telefone 0800 702 0500.


quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Lombofaixa: dispositivo de sucesso, que pode desaparecer

Mobilidade/Trânsito  🚗 x 👪

Meli Malatesta (blog Pé de Igualdade) critica resolução do Contran que traz regras restritivas às faixas elevadas, dispositivo que garante a travessia segura de pedestres. E surpreende mais uma vez porque já tivemos outras determinações recentemente, como a que instituiu multa a pedestres e ciclistas, desconsiderando a realidade urbana brasileira, que deixa muito a desejar no atendimento aos mínimos direitos destes cidadãos quanto ao uso dos espaços públicos destinados à mobilidade.

Meli Malatesta - Mobilize
créditos - Visão Oeste/Carapicuíba
Com surpresa constatamos que mais uma surpreendente resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), a de nº 738, publicada no último dia 6 de setembro, cria uma série de restrições para o uso da faixa elevada, ou lombofaixa como é conhecida popularmente.
E surpreende mais uma vez porque já tivemos outras determinações recentemente, como a que instituiu multa a pedestres e ciclistas, desconsiderando a realidade urbana brasileira, que deixa muito a desejar no atendimento aos mínimos direitos destes cidadãos quanto ao uso dos espaços públicos destinados à mobilidade.
Para começar, vamos resgatar um pouco da história da faixa elevada, que surgiu como um dispositivo no desenho urbano voltado para o “acalmamento” do tráfego, ou traffic calming. Juntamente com outros dispositivos, como o avanço de calçada (alargamento da calçada para reduzir a extensão de via a ser atravessada pelo pedestre), o refúgio (uma ilha situada no eixo da via, que permite ao pedestre administrar melhor a brecha veicular para realizar a travessia em casos de vias de mão dupla ou muito largas) e as chicanas (o redesenho da pista criando traçado sinuoso que obriga à redução da velocidade veicular), a faixa elevada é, como o próprio nome indica, a elevação da pista veicular nos locais de travessia dos pedestres, na mesma altura da calçada.
Com este formato ela consolida o conceito de total prioridade do pedestre na travessia, ao proporcionar a continuidade do plano da calçada. Ao mesmo tempo obriga o condutor a reduzir a velocidade de seu veículo, por partir do mesmo princípio do redutor de velocidade conhecido como lombada, ou “guarda deitado”, como também é chamado.
Cada vez mais numerosas nas cidades brasileiras, juntamente com os demais princípios do tráfego acalmado, as intervenções na via utilizando faixas elevadas foram sendo implantadas e cadastradas no Contran como projetos pilotos. Até que em 2014 foram finalmente oficializadas como dispositivo de travessia, por meio da Resolução nº 495 do Contran.
Essa resolução, além de estabelecer normas relativas à dimensão e sinalização da faixa elevada, estabeleceu critérios para sua utilização, regulamentando a velocidade veicular máxima de 40 km/h. Os impedimentos à sua utilização limitavam-se aos seguintes quesitos: curva ou interferência que comprometa a visibilidade, rampas superiores a 6%, salvo se justificada pelo órgão de trânsito local, pista não pavimentada e não existência de calçadas (Art. 4º e 5º Resolução 495/2014).
A nova resolução que invalida a anteriormente citada tem como ponto positivo a preocupação com aspectos de drenagem e especificações mais detalhadas do projeto da faixa elevada, resultado do desempenho das já implantadas. Entretanto, como aspecto preocupante, ela institui uma série de novas restrições ao uso de um dispositivo que tem se mostrado tão eficiente para apoiar com segurança a travessia dos pedestres.
Muitos dos incisos do Art 5º criam uma série de impeditivos e dificuldades que, além de inibirem o uso da faixa elevada em futuras situações, ameaçam a existência de uma série de dispositivos deste tipo já implantados e que tem se mostrado com bom desempenho, sem registro de acidentes veiculares e atropelamentos. Como exemplo citamos os seguintes:
III – em via rural, exceto quando apresentar características de via urbana: em muitas cidades brasileiras vias rurais são itinerários de transporte coletivo ou tem ao longo de seu traçado a existência de pólos de viagens a pé como escolas rurais ou outros pontos de interesse sem que por este motivo se tornem urbanas;
V – em via com faixa ou pista exclusiva para ônibus: cabe lembrar que as redes de transporte coletivo são alimentadas pelas redes de mobilidade a pé, ou seja, o usuário do transporte coletivo, o passageiro, é antes e depois de terminar sua viagem de ônibus, u pedestre que necessita realizar travessias destas vias;
VIII – em curva ou situação com interferências visuais que impossibilitem a visibilidade do dispositivo à distância: há vários casos implantados nesta situação e que não ofereceram até o momento risco de acidentes, até porque a faixa elevada é uma lombada muito suave. O cumprimento do disposto neste inciso poderá desviar a localização da travessia elevada do local de continuidade do trajeto a pé e, portanto, o local onde o pedestre deseja atravessar, ocasionando sua rejeição e desrespeito.
IX – em locais desprovidos de iluminação pública ou específica: o cumprimento desta exigência poderá deixar locais de interesse desprovidos de faixa elevada, mesmo considerando o tipo de material que é utilizado para a pintura da faixa e a obrigatoriedade de uso do farol no período noturno pelo condutor. Neste caso então também não se sinaliza com faixa de travessia normal?
XI – defronte à guia rebaixada para entrada e saída de veículos: é muito complicado o convívio com este impeditivo porque a regulamentação de rebaixamento de guia para saída do lote privado é estabelecida geralmente pelos códigos de obras dos municípios (alguns nem tem) e é mais do que sabido que se extrapola no rebaixo da guia defronte aos lotes com os mais variados usos e pelos mais variados motivos. Os postos de gasolina e outros tipos de estabelecimentos comerciais confirmam a prática.
Além destes mencionados há outros (incisos IV, VI, XII), que, por depender de estudos de engenharia de tráfego, colocam a mercê da tecnologia de trânsito a maior ou menor boa vontade em garantir a prioridade do pedestre garantida pela legislação de trânsito (CTB) e pela PNMU (Lei Federal de Mobilidade Urbana).

Fluidez ou segurança?
Assim teremos que tentar salvar nossos locais seguros de travessia, proporcionados pelas faixas elevadas já implantadas nas cidades brasileiras. Temos como prazo o dia 30 de junho do próximo ano, dado pelo Contran, para os municípios se adequarem às normas propostas pela nova resolução. Ou sonharmos com saudades das ótimas intervenções de proteção de travessia, que nunca causaram maiores problemas quanto à ocorrência de acidentes veiculares e atropelamentos, e que foram suprimidas.
Ao que tudo indica, as dificuldades criadas para a adoção de um dispositivo tão eficaz para a Rede da Mobilidade a Pé, como a faixa elevada, só faz sentido porque certamente compromete a fluidez do fluxo veicular que “não pode ser prejudicado”. Até o quanto e quando não sabemos. Só testemunhamos, dia após dia, cidades brasileiras que tanto privilegiam o automóvel cada vez mais paradas...
Fonte - Mobilize  12/09/2018

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Governo investe menos de 18% do dinheiro para segurança e educação de trânsito

Trânsito  🚗 🚌 🚚  🚲

Dos R$ 5,42 bilhões de receitas destinadas entre 2013 e 2017 às ações de segurança e educação de trânsito, apenas R$ 964,29 milhões foram efetivamente aplicados (17,7%). As ações de educação para a cidadania no trânsito ficaram com apenas R$ 19,4 milhões, ou seja, 2% do valor investido nos últimos cinco anos. 

Portogente
foto - ilustração/Pregopontocom
O Fundo Nacional de Segurança e Educação de Trânsito (Funset) teve disponíveis para investir, entre 2013 e 2017, R$ 5,42 bilhões de receitas destinadas às ações de segurança e educação de trânsito. Porém, apenas R$ 964,29 milhões foram efetivamente aplicados (17,7%). As ações de educação para a cidadania no trânsito ficaram com apenas R$ 19,4 milhões, ou seja, 2% do valor investido nos últimos cinco anos. Esses dados estão no boletim Economia em Foco da Confederação Nacional do Transporte (CNT) do mês de julho.
Durante o mesmo período, os acidentes registrados nas rodovias federais policiadas custaram ao Brasil R$ 34,24 bilhões. “A situação expõe uma completa falta de atenção a um dos principais instrumentos de política pública com capacidade de reduzir a quantidade de acidentes envolvendo veículos automotores no país por meio da mudança de comportamento dos condutores”, afirma o presidente da CNT, Clésio Andrade.
O fundo tem como principais receitas o repasse de 5,0% do valor das multas de trânsito aplicadas e 5,0% da arrecadação do seguro Dpvat (Danos pessoais causados por veículos automotores de vias terrestres). Juntas, elas responderam por 69,9% das receitas vinculadas ao FUNSET em 2017.
Outro estudo da CNT indica como a sinalização tem impacto na segurança viária. Em Acidentes Rodoviários e a Infraestrutura, divulgado pela CNT em junho desse ano, entre os fatores que determinam a ocorrência de um acidente estão o humano e o social. Esses são fatores contribuem para a ocorrência de acidentes com vítimas nas rodovias brasileiras. Por isso, ações de informação e de educação de trânsito são importantes para reduzir os acidentes.
Os resultados do estudo evidenciam que a sinalização é o fator mais relevante para à segurança viária. Os trechos que possuem sinalização classificada como péssima, têm, em média, 10,7 mortes por cada 100 acidentes, índice 2 vezes maior do que nos trechos em que a sinalização é considerada ótima.
O estudo também mostra que em locais com placas totalmente legíveis, o número de mortos por 100 acidentes é de 7,1, contra 20,7 nos trechos em que as placas estão classificadas como ilegíveis, ou seja, o risco quase 3 vezes maior.
O Estudo Acidentes Rodoviários e a Infraestrutura mostra que a frota brasileira de veículos cresceu 95,6% entre 2007 e 2017, contra uma ampliação de apenas 11,3% da malha rodoviária federal. O aumento da frota, associado às condições inadequadas da infraestrutura rodoviária existente, potencializou a ocorrência de acidentes e de óbitos. Já em países mais desenvolvidos, apesar do crescimento das frotas, o número de acidentes caiu.
Fonte - Portogente  25/07/2018

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Trechos da Avenida Tancredo Neves serão interditados para implantação de passarela

Mobilidade   🚗

Na sexta-feira, os motoristas que trafegarem pela Avenida Tancredo Neves, no sentido Aeroporto, devem entrar na via marginal em frente ao Makro, contornar o shopping e retornar para a Avenida Paralela. Já no domingo, os veículos que estiverem nas vias principal e marginal da avenida - em frente ao Salvador Shopping - para pegar a Ligação Iguatemi Paralela (LIP), deverão fazer o retorno no Viaduto Luís Eduardo Magalhães e seguir no sentido Centro.

Da Redação
Divulgação/CCR
A CCR Metrô Bahia informa que, nesta sexta-feira (8) e domingo (10), das 22h às 05h, irá interditar trechos da Avenida Tancredo Neves para implantação de nova passarela de acesso ao Salvador Shopping e ao bairro de Pernambués. Na sexta-feira, os motoristas que trafegarem pela Avenida Tancredo Neves, no sentido Aeroporto, devem entrar na via marginal em frente ao Makro, contornar o shopping e retornar para a Avenida Paralela. Já no domingo, os veículos que estiverem nas vias principal e marginal da avenida - em frente ao Salvador Shopping - para pegar a Ligação Iguatemi Paralela (LIP), deverão fazer o retorno no Viaduto Luís Eduardo Magalhães e seguir no sentido Centro. Os locais serão sinalizados e contarão com agentes de trânsito para orientar os condutores. A nova passarela está prevista para ser entregue até o final deste primeiro semestre e vai contar com rampas, piso tátil e corrimões.

Data: 8/06/2018
Horário: 22h às 05h
Operação: Interdição da via principal da Avenida Tancredo Neves em frente ao Makro, sentido Aeroporto;
Desvio: Motoristas devem entrar na via marginal em frente ao supermercado, contornar o Salvador Shopping e retornar para a Avenida Paralela;

Data: 10/06/2018
Horário: 22h às 05h
Operação: Interdição das vias principal e marginal da Avenida Tancredo Neves em frente ao Salvador Shopping, sentido Centro;
Desvio: Condutores devem fazer o retorno no Viaduto da Luís Eduardo Magalhães para seguir no sentido Centro
Com informações da CCR Metrô Bahia  08/06/2018

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Poluição em São Paulo cai pela metade com paralisação de caminhoneiros

Meio ambiente   🚗 🚚  🚗  🚚

Medição da Cetesb encontra grande redução no monóxido de carbono.O Sistema de Informações de Qualidade do Ar, da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), observou que a queda no tráfego, portanto menos veículos em circulação, levou à diminuição pela metade da poluição atmosférica.

Da Agência Brasil
Antônio Cruz/ABr
Apesar dos impactos negativos causados pela paralisação dos caminhoneiros, houve pelo menos um aspecto positivo: a greve reduziu os efeitos da poluição na cidade de São Paulo.
O Sistema de Informações de Qualidade do Ar, da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), observou que a queda no tráfego, portanto menos veículos em circulação, levou à diminuição pela metade da poluição atmosférica.
Ao participar do evento “Diálogos Interdisciplinares sobre Governança Ambiental da Macrometrópole paulista”, o diretor do Instituto de Estudos Avançados (IEA-USP), Paulo Saldiva, revelou os dados.
“Houve uma redução de 50% da poluição na capital paulista. Esse é um episódio raro e vamos estudar suas consequências na saúde pública. Quem sabe, essas evidências quantitativas sirvam de argumento para a criação de políticas públicas”, disse Saldiva.

Qualidade do ar

Na tarde de segunda-feira (28), por exemplo quando os caminhoneiros ainda estavam paralisados, a qualidade do ar na capital paulista era considerada boa em todas as estações de medição e para todos os poluentes analisados, algo difícil de ser registrado.
No último dia 21, os caminhoneiros deflagraram a paralisação, bloqueando rodovias e impedindo o transporte de mercadorias e produtos. Como consequência, houve voos cancelados, supermercados não fizeram reposição de produtos, a frota de ônibus foi reduzida em todo o país, assim como postos de gasolina pararam de funcionar por falta de combustível. As ruas da cidade de São Paulo desengarrafaram.
De acordo com a comparação dos dados diários sobre poluição atmosférica medidos pela Cetesb, os índices de poluição aumentaram quando houve a liberação do rodízio, seguido de uma forte queda após a falta de combustível e a redução de carros e a frota de ônibus nas ruas.

Índices de poluição
Saldiva comparou os dados relativos aos índices de monóxido de carbono (CO), dióxido de nitrogênio (N2O) e partículas inaláveis na atmosfera. Os três índices, diretamente ligados à liberação da queima de combustíveis, são historicamente mais altos às segundas-feiras e sextas-feiras, quando há mais trânsito na cidade, e diminuem nos fins de semana.
A equipe de pesquisadores teve a oportunidade de medir a poluição de São Paulo em uma outra experiência rara: a greve dos metroviários em maio de 2017. Naquela época, no entanto, a poluição atmosférica dobrou.
A estimativa, desta vez, é que com a redução de carros e ônibus na rua, evite-se, pelo menos, seis mortes por dia na capital paulista. “Só teremos essa resposta mais para frente, com os cálculos prontos”, disse Saldiva.
Fonte - Agência Brasil  30/05/18

terça-feira, 22 de maio de 2018

Nós Somos o Trânsito – Maio Amarelo

Transportes sobre trilhos  🚄  🚇

A notória densidade urbana demanda, com urgência, a busca por um planejamento de transporte que priorize a harmonia e a agilidade no deslocamento de pessoas e de bens, com eficiência, qualidade e, principalmente, segurança, visando reduzir o alto contingente diário de mortos e feridos graves no trânsito.

APTrilhos*
Dotar as cidades de uma rede eficiente de mobilidade é um dos grandes desafios dos centros urbanos brasileiros. O deslocamento de pessoas em busca de bens, serviços, oportunidades de qualificação, empregos e lazer, acarreta, nas diversas capitais e regiões metropolitanas, bolsões com grandes concentrações populacionais.
A notória densidade urbana demanda, com urgência, a busca por um planejamento de transporte que priorize a harmonia e a agilidade no deslocamento de pessoas e de bens, com eficiência, qualidade e, principalmente, segurança, visando reduzir o alto contingente diário de mortos e feridos graves no trânsito.
A 5ª edição do Movimento Maio Amarelo chega com um tema que fomenta a discussão em busca de soluções que possam unir todos os atores envolvidos nesta árdua tarefa. A ANPTrilhos, que representa os operadores metroferroviários brasileiros e seus mais de 10,8 milhões de passageiros diários, acredita que esta solução passa, necessariamente, pela eficiência e integração dos diversos sistemas de transporte, sejam eles individuais ou coletivos.
Dentre as estratégias para a melhoria e o aperfeiçoamento da mobilidade, as iniciativas públicas e privadas deveriam voltar sua atenção para o gerenciamento e integração do transporte de massa. Só com a criação de verdadeiros corredores estratégicos, de alta capacidade e dotados de uma adequada integração com os demais modos, se pode dotar as cidades de uma verdadeira rede eficiente de transporte, garantindo a agilidade e segurança dos deslocamentos.
Os sistemas de transporte de passageiros sobre trilhos estão dando a sua contribuição diária para a redução do número de acidentes e preservação da vida humana, promovendo o transporte de forma segura e eficiente. Além disso, por serem sistemas de alta capacidade de transporte, os sistemas sobre trilhos contribuem ainda com a retirada de mais de 1,1 milhão de carros e 16 mil ônibus diários das ruas, nas cidades onde estão implantados. Sem congestionamentos e acidentes e com grande benefício ambiental, os trilhos urbanos proporcionam rapidez nos deslocamentos e reduzem os tempos de viagens dos cidadãos.
Nesse sentido, a ANPTrilhos reafirma o seu apoio ao Movimento Maio Amarelo continuando com sua missão de desenvolver o modal sobre trilhos, porém trabalhando sempre para promover a integração e intermodalidade com todos os demais meios de transporte.
*Roberta Marchesi é Superintendente da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos)
Fonte - Abifer  22/05/2018

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Salvador é terceira capital com maior tempo em congestionamento

Trânsito  🚗🚗🚗🚕🚌

De acordo com a pesquisa, as viagens em Salvador nos horários de pico levam, em média 71% a mais de tempo do que aquelas em situação de tráfego livre. Segundo a pesquisa, as viagens em Salvador nos horários de pico levam, em média 71% a mais de tempo do que aquelas em situação de tráfego livre.

A Tarde
foto - ilustração/Pregopontocom
Salvador apareceu como a terceira capital brasileira que apresenta o maior tempo de congestionamento, segundo o Índice 99 de Tempo de Viagem.
A pesquisa é feita pelo aplicativo de transporte 99. Os dados apontam a capital baiana atrás somente de Recife e Porto Alegre, respectivamente. As maiores metrópoles do país, São Paulo e Rio de Janeiro, ocupam a quarta e quinta colocações.
De acordo com a pesquisa, as viagens em Salvador nos horários de pico levam, em média 71% a mais de tempo do que aquelas em situação de tráfego livre. Segundo a pesquisa, as viagens em Salvador nos horários de pico levam, em média 71% a mais de tempo do que aquelas em situação de tráfego livre.
O levantamento foi realizado durante o período de 1 de outubro a 31 de dezembro de 2017, com base nas corridas de táxis e 99Pop, carros particulares da empresa, nas 10 maiores capitais brasileiras, de acordo com dados do IBGE 2010.
Fonte - A Tarde  04/04/2018


sexta-feira, 30 de março de 2018

Brasil mantém altos índices de acidentes no trânsito

Trânsito  🚗

Vários estudos apontam o uso de bebida alcoólica como uma das causas principais dos acidentes no trânsito.Além da tragédia, essas mortes e acidentes geram um custo anual de R$ 19,3 bilhões, valor superior ao Produto Interno Bruto (PIB) de 11 capitais brasileiras.

Redação Portogente
foto - ilustração/Pregopontocom
Em 2017 foram pagas 2.614 indenizações referentes a acidentes de trânsito durante o final de semana prolongado de Páscoa. Durante a Semana Santa, os estados nordestinos foram responsáveis por 33% das indenizações.
No mesmo período, Polícia Rodoviária registrou 1.091 acidentes, 82 mortos e 1.107 feridos nas rodovias federais. Cerca de 40% dos óbitos se deram na viagem de retorno, no último dia do feriadão.
Apesar dos números representarem uma redução de 16% no número de acidentes, 13% nos feridos e 1% no número de mortos em comparação com 2016, o Brasil está longe de poder comemorar, pois ocupa o quinto lugar no ranking de países com maior índice de acidentes no trânsito.
Além da tragédia, essas mortes e acidentes geram um custo anual de R$ 19,3 bilhões, valor superior ao Produto Interno Bruto (PIB) de 11 capitais brasileiras.
Vários estudos apontam o uso de bebida alcoólica como uma das causas principais dos acidentes no trânsito. No final do ano passado, foi sancionada a uma lei que aumentou dois a quatro anos para cinco a oito anos de reclusão ao condutor de veículo sob efeito de álcool ou outras drogas (Lei 13.546/17).
Fonte - Portogente  30/03/2018

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Maceió supera meta da ONU para redução de mortes no trânsito

Transito  🚗

A proposta foi reduzir pela metade o número de mortes em acidentes de trânsito. A capital alagoana já obteve uma redução de 74,5%, resultado superior à meta estabelecida, e antes do prazo estabelecido, que seria 2020.

Da Redação
divulgação - Ascom/ SMTT
A cidade de Maceió foi a primeira capital do Brasil a bater a meta pactuada em 2010, no Plano Global com a “Década de Ação pela Segurança no Trânsito (2011-2020)”, pela Organização das Nações Unidas (ONU). A proposta foi reduzir pela metade o número de mortes em acidentes de trânsito. A capital alagoana já obteve uma redução de 74,5%, resultado superior à meta estabelecida, e antes do prazo estabelecido, que seria 2020.
A Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) informa que a meta foi alcançada com ações preventivas, de combate aos principais fatores causadores desses acontecimentos. “Orientar os motoristas quanto à conduta correta na hora de dirigir ajuda a prevenir acidentes. Por isso, a equipe de Educação de Trânsito vem realizando o trabalho de prevenção com ações educativas durante todo o ano”, afirma o gestor do órgão, Antonio Moura.
Durante a campanha “Maio Amarelo” de 2017, a SMTT de Maceió se destacou pelas iniciativas realizadas durante o mês proposto para conscientização no trânsito. Em junho do ano passado, o Observatório Nacional de Segurança Viária concedeu medalha de destaque na campanha nacional ao órgão gestor do trânsito em Maceió. A diretora de Educação no Trânsito da SMTT, Juliana Normande, recebeu a honraria em solenidade realizada no auditório da Fundação Telefônica, em São Paulo.
“Nós fizemos um investimento muito grande em palestras educativas em empresas, obras, faculdades, blitz educativa também, e são essas ações olho no olho que fazem a diferença. Procuramos sempre trabalhar com as estatísticas para atender ao público que, naquele momento, está mais carente desse serviço de educação” afirma a diretora, que está à frente da equipe de Educação de Trânsito desde 2013.
As blitze da SMTT também têm como objetivo prevenir acidentes. A fiscalização também é um ato de prevenção, já que os motoristas que estiverem cometendo irregularidades no trânsito e apresentando má conduta serão advertidos, segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
Além da prevenção, a SMTT também atua na fiscalização, responsabilizando os autores de infrações no trânsito. “As equipes de fiscalização de trânsito vêm notificando os condutores que andam com a habilitação vencida e veículos em mau estado de conservação, além de fiscalizar as cinquentinhas, que geralmente são conduzidas por pessoas sem habilitação e sem o equipamento de segurança”, explica o assessor técnico de trânsito da SMTT, Wanderson Freitas.

Fiscalização eletrônica
foto - Ascom/SMTT

Um dos fatores que contribuíram para a redução do número de mortes em acidentes de trânsito foi a instalação de fiscalização eletrônica em 2016 na capital alagoana. Os equipamentos, desligados desde dezembro de 2017 por determinação judicial, fiscalizavam, entre outras infrações, o excesso de velocidade em algumas das principais vias de Maceió.
Essa política de controle da velocidade de circulação de veículos é utilizada com sucesso em cidades desenvolvidas do Brasil, com o intuito de reduzir o número e a gravidade dos acidentes no trânsito. O excesso de velocidade aumenta a probabilidade de acidente, a gravidade dos ferimentos e o risco de vítimas fatais, seja em atropelamentos ou em colisões.
Com a instalação dos radares, o número de infrações diminuiu e o controle de velocidade foi feito em lugares considerados focos de acidentes, como as Avenidas Fernandes Lima e a Menino Marcelo.
“Ultrapassar a meta e ser a primeira capital do país a fazê-lo nos deixa, além de felizes, animados para prosseguir o nosso trabalho, tanto de educação de trânsito como nas fiscalizações também, para que nós possamos continuar a ter números tão expressivos quanto este das reduções”, comemora Antônio Moura.
Com informações da SMTT/Prefeitura de Maceió  29/01/2018

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Novos serviços de mobilidade nas cidades

Mobilidade  🚌 🚇  🚲

A forma como as pessoas vivem e se movem nas cidades está mudando. O fato de que as empresas em todas as regiões do mundo estão desenvolvendo novos aplicativos e serviços de mobilidade reflete o fato de que os moradores urbanos em todos os lugares querem e precisam de opções de transporte mais convenientes, flexíveis e econômicas ", disse Shannon Bouton, diretor de Operações do McKinsey Center for Business and Environment e um dos principais pesquisadores deste estudo.

Portogente
foto - ilustração/ônibus autônomo EZ10
Novos serviços de mobilidade poderiam melhorar a vida de todos os habitantes urbanos, de acordo com a mais recente pesquisa da Coalition for Urban Transitions. Ela conclui que a aplicação de diferentes tipos de novos serviços de mobilidade - miniônibus elétricos sob demanda, passeios compartilhados subsidiados e planejamento de rotas e aplicativos de passagens - podem tornar o transporte público mais acessível, acessível e sustentável, se integrados de forma adequada aos sistemas de trânsito em massa.
"Nossa pesquisa mostra que as cidades podem recuperar os investimentos em novas tecnologias e modos de transporte em períodos de tempo relativamente curtos, muitas vezes menos de cinco anos", disse Elaine Trimble, diretora do Centro Global de Ciências da Competência da Siemens, pesquisadora principal do estudo. "E os benefícios econômicos de longo prazo dos investimentos, como a redução do congestionamento pagariam dividendos por anos ".
Londres, Cidade do México e São Francisco foram escolhidos como locais para as modelagens de mobilidade, mas o relatório Connected Urban Growth também mostra que, globalmente mais de 70 cidades já estão em parceria com novos serviços de mobilidade privada e abordando os desafios dos sistemas de trânsito público, mas poucas estão no Sul Global. Mais da metade das novas empresas de mobilidade se enquadram na categoria de mobilidade compartilhada (por exemplo, trânsito em massa e compartilhamento de bicicletas). Empresas locais em todas as regiões do mundo estão desenvolvendo aplicativos de mobilidade compartilhada. Nos Estados Unidos, existem 500 agências de trânsito que oferecem acesso aberto aos seus dados de trânsito, ajudando os consumidores a planejar suas viagens com mais facilidade, mas apenas 17 também permitem que os usuários adquiram bilhetes usando aplicativos móveis.
"A forma como as pessoas vivem e se movem nas cidades está mudando. O fato de que as empresas em todas as regiões do mundo estão desenvolvendo novos aplicativos e serviços de mobilidade reflete o fato de que os moradores urbanos em todos os lugares querem e precisam de opções de transporte mais convenientes, flexíveis e econômicas ", disse Shannon Bouton, diretor de Operações do McKinsey Center for Business and Environment e um dos principais pesquisadores deste estudo.
A Coalition for Urban Transitions está encorajando as cidades a considerar a forma como os novos serviços de mobilidade podem melhorar os sistemas de transporte público e convidando os formuladores de políticas urbanas a compartilhar mais dados, a investir em infra-estruturas de transporte de massa e incentivar pilotos e parcerias, entre outras recomendações.
"A nova mobilidade é certamente emocionante, mas onde ela pode ser combinada de forma mais efetiva e alavancada com as opções de transporte público existentes, o seu potencial pode ser verdadeiramente transformador", acrescenta Diego Canales, pesquisador principal, associado ao WRI Ross Center for Sustainable Cities. "Existe uma oportunidade real para as cidades de todo o mundo colaborarem com novas mobilidades para criar transportes mais acessíveis, convenientes e ambientalmente amigáveis ​​para todos".
Fonte - Portogente  06/11/2017

sábado, 28 de outubro de 2017

Ciclistas fazem atos em 17 cidades para lembrar vítimas da violência no trânsito

Ciclismo  🚲

A atividade foi uma edição especial da “Bicicletada”, evento que reúne ciclistas para pedalar em diversas cidades. A iniciativa se multiplicou em mais 16 cidades brasileiras, como Aracaju, Campo Grande, Florianópolis, Fortaleza, Manaus e São Paulo. Nesses outros locais, a homenagem foi dedicada a Raul e a outras vítimas do trânsito.

Jonas Valente
Repórter da Agência Brasil
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Com balões e mensagens, cerca de 200 ciclistas se concentraram em frente à Biblioteca Nacional, no centro de Brasília, no fim da tarde de hoje (27), para homenagear vítimas da violência do trânsito. “Aqui é um espaço livre, horizontal, para o ciclista vir do jeito que ele quiser. Aqui é um espaço de debate para você falar o que você quiser, como o Raul defendia e fazia”, falou em um megafone um dos participantes, sem se identificar.
O “Raul” em questão era Raul Aragão, ciclista morto após ser atropelado em Brasília no último dia 22, aos 24 anos. O rapaz era ativista da causa e participava de diversos projetos, entre eles o Bike Anjo, voltado a ajudar pessoas com dificuldades para pedalar. Raul foi o homenageado do ato, que seguiu pelas ruas de Brasília até o local do atropelamento, onde uma bicicleta foi colocada para lembrar a vítima e o incidente. As cinzas do ciclista foram despejadas juntamente a uma muda de árvore que foi plantada.
A atividade foi uma edição especial da “Bicicletada”, evento que reúne ciclistas para pedalar em diversas cidades. A iniciativa se multiplicou em mais 16 cidades brasileiras, como Aracaju, Campo Grande, Florianópolis, Fortaleza, Manaus e São Paulo. Nesses outros locais, a homenagem foi dedicada a Raul e a outras vítimas do trânsito.
Somente nos últimos dias, dois adolescentes foram atropelados em São Paulo, uma pessoa na Bahia e outra em Fortaleza. Segundo dados do Ministério da Saúde relativos a 2014, 1.357 ciclistas foram mortos em decorrência da violência no trânsito naquele ano. Estatísticas também do MS, mas referentes a 2016, apontaram 11.741 ciclistas internados no Sistema Único de Saúde por esse mesmo tipo de ocorrência.

Velocidade
Uma das reivindicações dos presentes e de organizações do setor é a redução da velocidade média nas cidades. A Organização Mundial da Saúde recomenda que o máximo nas vias urbanas seja de 50 km/h. Segundo Bruno Leite, coordenador da ONG Rodas da Paz, essa mudança traria benefícios não somente aos ciclistas.
“Se houver um acidente, a chance de morte é menor, o motorista tem mais possibilidade de frear. Você aumenta o número de carros na via, vai ter mais pessoas chegando ao ponto de destino no mesmo intervalo de tempo. Esse trânsito com velocidade menor pode ser compartilhado de maneira mais segura”, defende.
Em Brasília, por exemplo, há ruas em que o limite é 80 km/h. A ONG Rodas da Paz e outros movimentos envolvidos com a temática da mobilidade urbana já solicitaram ao Governo do Distrito Federal (GDF) a alteração dos limites, mas ainda não há posição da administração da capital neste sentido.
Em São Paulo, a redução dos limites em determinadas vias gerou polêmicas, sendo defendida por especialistas e organizações da área de mobilidade urbana e questionada por motoristas e pela gestão do prefeito João Dória, que aumentou a velocidade das vias expressas.

Ciclovias
Outra medida importante apontada pelos ativistas é a disponibilização de espaços nas cidades para o trânsito de ciclistas, como ciclovias e ciclofaixas. De acordo com Renata Florentino, pesquisadora do tema e integrante da ONG Rodas da Paz, nenhuma das cidades brasileiras pode ser considerada “ciclável”, termo adotado para os municípios em que pelo menos 25% da sua malha viária são adaptados para esse meio de transporte. “No Brasil, está melhorando bastante, mas há ainda uma disputa do espaço viário, com a resistência de classes mais altas que não querem ciclovias nos seus bairros, como ocorreu em São Paulo”, pontua.
Em Brasília, informa a pesquisadora, há 400 quilômetros de ciclovias, mas essa quantidade corresponde apenas a 3% do total da malha viária. Gabriel Magno, um dos ciclistas presentes ao ato, sofre os efeitos dessa situação diariamente. Da sua casa, no bairro Jardins Mangueiral, até o centro da capita,l são 18 quilômetros. “Para vir para o Plano Piloto [nome dado à região central da cidade], há vários trechos sem ciclovia. Preciso ir para a rua, [pedalar] junto aos carros. E estes momentos são sempre de tensão. Não há espaço reservado, você divide com carro e ônibus. Além disso, há a falta de cultura dos motoristas de conviverem com o diferente na rua”.

Penalização de ciclistas
No mesmo dia em que as bicicletadas tomaram das ruas de 17 cidades brasileiras, foi oficializada a norma do Conselho Nacional de Trânsito regulamentando as punições a pedestres e ciclistas previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O Artigo 255, por exemplo, define como violação pedalar em uma área não destinada a esse fim.
Na avaliação de Rafael Barros, ativista participante da manifestação em Brasília, em que pese o reconhecimento de deveres de pedestres e ciclistas, é preciso observar as possibilidades de respeito a essas obrigações.
“Não que o ciclista ou que o pedestre não tenha que respeitar a lei de trânsito, mas tem que haver também as condições para que eles façam isso. Em Brasília, por exemplo, temos péssimas calçadas. Como alguém vai caminhar se ela não existe? Se a capital tivesse malha cicloviária bem estruturada, caminháveis, aí faria um pouco mais de sentido”, pondera.
Fonte - Agência Brasil  27/10/2017