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terça-feira, 18 de junho de 2019

Tecnologia impactando trânsito e economia

Transito/Ponto de Vista  🚗

O Brasil é o quinto país no mundo com maior taxa de acidentes de trânsito. Entre 2010 e 2016, foram mais de 300 mil mortes e 2,5 milhões de inválidos permanentes, dos quais metade está na faixa entre 18 e 34 anos. Além das mortes e sequelas em decorrência dos ferimentos, essas ocorrências impactam diretamente a economia nacional.

Sheila Borges* - Portogente
foto - ilustração/arquivo
Todos os dias nos deparamos com notícias sobre tragédias no trânsito. No mundo todo, o número de vítimas fatais nas vias tem aumentado. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2009, por exemplo, foram contabilizados mais de 1,2 milhão de óbitos, e no ano passado o registro foi de 1,35 milhão.
O Brasil é o quinto país no mundo com maior taxa de acidentes de trânsito. Entre 2010 e 2016, foram mais de 300 mil mortes e 2,5 milhões de inválidos permanentes, dos quais metade está na faixa entre 18 e 34 anos. Além das mortes e sequelas em decorrência dos ferimentos, essas ocorrências impactam diretamente a economia nacional. Afinal, os gastos públicos com atendimento médico, aposentadorias por invalidez e pensões por óbito chegam a R$ 52 bilhões, com impacto anual total de R$ 199 bilhões – o equivalente a mais de 3% do PIB.
Em meio a tantos fatores negativos, o que pode ser feito para mudar este cenário? Transformar a cultura do brasileiro no trânsito é a resposta mais simples. Porém, para que essa adequação aconteça é necessário considerar três pontos: educação, campanhas preventivas regulares e fiscalização. Em comum, todos esses elementos podem se apoiar em recursos tecnológicos.

Tripé
A melhor alternativa para a diminuição de acidentes nas vias é a educação, que deve estar presente em todas as etapas da vida do cidadão. Primeiro, o tema trânsito poderia ser inserido de forma transversal em escolas do ensino médio, assim, a tecnologia teria papel importante com simuladores de direção promovendo a experiência de condução nas vias em um ambiente seguro, e até por meio de plataformas digitais que proporcionam mais dinamismo e interatividade às aulas. Considerando que a geração atual é muito mais conectada e ligada à tecnologia que as anteriores, seria um acerto. Desta forma, os adolescentes seriam estimulados a pensarem em soluções relacionadas ao tráfego e mobilidade, gerando debates em casa, fazendo com que os pais reflitam sobre as boas práticas ao dirigir e, de quebra, também estariam mais preparados para encarar as aulas em CFCs para obtenção de CNH – passando novamente pela experiência em simuladores, antes das aulas práticas. Além da segurança pelo fato de estarem em ambiente controlado, esta prática traria mais preparo aos futuros condutores.
Paralelamente, é fundamental que haja um calendário de ações e campanhas efetivas online e offline. O ideal é que atividades preventivas ocorram regularmente com o intuito de causar uma mudança no comportamento das pessoas e não de forma reativa como são realizadas hoje. Já a fiscalização poderia atuar com mais rigidez, pois nos últimos anos este ato tem ajudado a inibir os infratores. O maior exemplo é a aplicação da Lei Seca, que com auxílio do aparelho de bafômetro, em 10 anos ajudou a reduzir significativamente a quantidade de acidentes decorrentes da combinação álcool e direção. Dados do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), indicam que houve redução em mais de 14% do número de óbitos por acidentes de trânsito no país. Em 2008, o registro foi de 38.273 óbitos e, em 2017, o índice caiu para 32.615 casos . Novamente, a tecnologia foi determinante - quando aplicada de forma conjunta nas blitzes.
Conectar esses três pontos seria importante para uma mudança de comportamento a todos os envolvidos no trânsito, sendo que os impactos positivos não atingiram somente a redução de acidentes e óbitos, como também a economia brasileira.
*Sheila Borges é diretora da ProSimulador
Fonte - Portogente  18/06/2019

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Lombofaixa: dispositivo de sucesso, que pode desaparecer

Mobilidade/Trânsito  🚗 x 👪

Meli Malatesta (blog Pé de Igualdade) critica resolução do Contran que traz regras restritivas às faixas elevadas, dispositivo que garante a travessia segura de pedestres. E surpreende mais uma vez porque já tivemos outras determinações recentemente, como a que instituiu multa a pedestres e ciclistas, desconsiderando a realidade urbana brasileira, que deixa muito a desejar no atendimento aos mínimos direitos destes cidadãos quanto ao uso dos espaços públicos destinados à mobilidade.

Meli Malatesta - Mobilize
créditos - Visão Oeste/Carapicuíba
Com surpresa constatamos que mais uma surpreendente resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), a de nº 738, publicada no último dia 6 de setembro, cria uma série de restrições para o uso da faixa elevada, ou lombofaixa como é conhecida popularmente.
E surpreende mais uma vez porque já tivemos outras determinações recentemente, como a que instituiu multa a pedestres e ciclistas, desconsiderando a realidade urbana brasileira, que deixa muito a desejar no atendimento aos mínimos direitos destes cidadãos quanto ao uso dos espaços públicos destinados à mobilidade.
Para começar, vamos resgatar um pouco da história da faixa elevada, que surgiu como um dispositivo no desenho urbano voltado para o “acalmamento” do tráfego, ou traffic calming. Juntamente com outros dispositivos, como o avanço de calçada (alargamento da calçada para reduzir a extensão de via a ser atravessada pelo pedestre), o refúgio (uma ilha situada no eixo da via, que permite ao pedestre administrar melhor a brecha veicular para realizar a travessia em casos de vias de mão dupla ou muito largas) e as chicanas (o redesenho da pista criando traçado sinuoso que obriga à redução da velocidade veicular), a faixa elevada é, como o próprio nome indica, a elevação da pista veicular nos locais de travessia dos pedestres, na mesma altura da calçada.
Com este formato ela consolida o conceito de total prioridade do pedestre na travessia, ao proporcionar a continuidade do plano da calçada. Ao mesmo tempo obriga o condutor a reduzir a velocidade de seu veículo, por partir do mesmo princípio do redutor de velocidade conhecido como lombada, ou “guarda deitado”, como também é chamado.
Cada vez mais numerosas nas cidades brasileiras, juntamente com os demais princípios do tráfego acalmado, as intervenções na via utilizando faixas elevadas foram sendo implantadas e cadastradas no Contran como projetos pilotos. Até que em 2014 foram finalmente oficializadas como dispositivo de travessia, por meio da Resolução nº 495 do Contran.
Essa resolução, além de estabelecer normas relativas à dimensão e sinalização da faixa elevada, estabeleceu critérios para sua utilização, regulamentando a velocidade veicular máxima de 40 km/h. Os impedimentos à sua utilização limitavam-se aos seguintes quesitos: curva ou interferência que comprometa a visibilidade, rampas superiores a 6%, salvo se justificada pelo órgão de trânsito local, pista não pavimentada e não existência de calçadas (Art. 4º e 5º Resolução 495/2014).
A nova resolução que invalida a anteriormente citada tem como ponto positivo a preocupação com aspectos de drenagem e especificações mais detalhadas do projeto da faixa elevada, resultado do desempenho das já implantadas. Entretanto, como aspecto preocupante, ela institui uma série de novas restrições ao uso de um dispositivo que tem se mostrado tão eficiente para apoiar com segurança a travessia dos pedestres.
Muitos dos incisos do Art 5º criam uma série de impeditivos e dificuldades que, além de inibirem o uso da faixa elevada em futuras situações, ameaçam a existência de uma série de dispositivos deste tipo já implantados e que tem se mostrado com bom desempenho, sem registro de acidentes veiculares e atropelamentos. Como exemplo citamos os seguintes:
III – em via rural, exceto quando apresentar características de via urbana: em muitas cidades brasileiras vias rurais são itinerários de transporte coletivo ou tem ao longo de seu traçado a existência de pólos de viagens a pé como escolas rurais ou outros pontos de interesse sem que por este motivo se tornem urbanas;
V – em via com faixa ou pista exclusiva para ônibus: cabe lembrar que as redes de transporte coletivo são alimentadas pelas redes de mobilidade a pé, ou seja, o usuário do transporte coletivo, o passageiro, é antes e depois de terminar sua viagem de ônibus, u pedestre que necessita realizar travessias destas vias;
VIII – em curva ou situação com interferências visuais que impossibilitem a visibilidade do dispositivo à distância: há vários casos implantados nesta situação e que não ofereceram até o momento risco de acidentes, até porque a faixa elevada é uma lombada muito suave. O cumprimento do disposto neste inciso poderá desviar a localização da travessia elevada do local de continuidade do trajeto a pé e, portanto, o local onde o pedestre deseja atravessar, ocasionando sua rejeição e desrespeito.
IX – em locais desprovidos de iluminação pública ou específica: o cumprimento desta exigência poderá deixar locais de interesse desprovidos de faixa elevada, mesmo considerando o tipo de material que é utilizado para a pintura da faixa e a obrigatoriedade de uso do farol no período noturno pelo condutor. Neste caso então também não se sinaliza com faixa de travessia normal?
XI – defronte à guia rebaixada para entrada e saída de veículos: é muito complicado o convívio com este impeditivo porque a regulamentação de rebaixamento de guia para saída do lote privado é estabelecida geralmente pelos códigos de obras dos municípios (alguns nem tem) e é mais do que sabido que se extrapola no rebaixo da guia defronte aos lotes com os mais variados usos e pelos mais variados motivos. Os postos de gasolina e outros tipos de estabelecimentos comerciais confirmam a prática.
Além destes mencionados há outros (incisos IV, VI, XII), que, por depender de estudos de engenharia de tráfego, colocam a mercê da tecnologia de trânsito a maior ou menor boa vontade em garantir a prioridade do pedestre garantida pela legislação de trânsito (CTB) e pela PNMU (Lei Federal de Mobilidade Urbana).

Fluidez ou segurança?
Assim teremos que tentar salvar nossos locais seguros de travessia, proporcionados pelas faixas elevadas já implantadas nas cidades brasileiras. Temos como prazo o dia 30 de junho do próximo ano, dado pelo Contran, para os municípios se adequarem às normas propostas pela nova resolução. Ou sonharmos com saudades das ótimas intervenções de proteção de travessia, que nunca causaram maiores problemas quanto à ocorrência de acidentes veiculares e atropelamentos, e que foram suprimidas.
Ao que tudo indica, as dificuldades criadas para a adoção de um dispositivo tão eficaz para a Rede da Mobilidade a Pé, como a faixa elevada, só faz sentido porque certamente compromete a fluidez do fluxo veicular que “não pode ser prejudicado”. Até o quanto e quando não sabemos. Só testemunhamos, dia após dia, cidades brasileiras que tanto privilegiam o automóvel cada vez mais paradas...
Fonte - Mobilize  12/09/2018

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Governo investe menos de 18% do dinheiro para segurança e educação de trânsito

Trânsito  🚗 🚌 🚚  🚲

Dos R$ 5,42 bilhões de receitas destinadas entre 2013 e 2017 às ações de segurança e educação de trânsito, apenas R$ 964,29 milhões foram efetivamente aplicados (17,7%). As ações de educação para a cidadania no trânsito ficaram com apenas R$ 19,4 milhões, ou seja, 2% do valor investido nos últimos cinco anos. 

Portogente
foto - ilustração/Pregopontocom
O Fundo Nacional de Segurança e Educação de Trânsito (Funset) teve disponíveis para investir, entre 2013 e 2017, R$ 5,42 bilhões de receitas destinadas às ações de segurança e educação de trânsito. Porém, apenas R$ 964,29 milhões foram efetivamente aplicados (17,7%). As ações de educação para a cidadania no trânsito ficaram com apenas R$ 19,4 milhões, ou seja, 2% do valor investido nos últimos cinco anos. Esses dados estão no boletim Economia em Foco da Confederação Nacional do Transporte (CNT) do mês de julho.
Durante o mesmo período, os acidentes registrados nas rodovias federais policiadas custaram ao Brasil R$ 34,24 bilhões. “A situação expõe uma completa falta de atenção a um dos principais instrumentos de política pública com capacidade de reduzir a quantidade de acidentes envolvendo veículos automotores no país por meio da mudança de comportamento dos condutores”, afirma o presidente da CNT, Clésio Andrade.
O fundo tem como principais receitas o repasse de 5,0% do valor das multas de trânsito aplicadas e 5,0% da arrecadação do seguro Dpvat (Danos pessoais causados por veículos automotores de vias terrestres). Juntas, elas responderam por 69,9% das receitas vinculadas ao FUNSET em 2017.
Outro estudo da CNT indica como a sinalização tem impacto na segurança viária. Em Acidentes Rodoviários e a Infraestrutura, divulgado pela CNT em junho desse ano, entre os fatores que determinam a ocorrência de um acidente estão o humano e o social. Esses são fatores contribuem para a ocorrência de acidentes com vítimas nas rodovias brasileiras. Por isso, ações de informação e de educação de trânsito são importantes para reduzir os acidentes.
Os resultados do estudo evidenciam que a sinalização é o fator mais relevante para à segurança viária. Os trechos que possuem sinalização classificada como péssima, têm, em média, 10,7 mortes por cada 100 acidentes, índice 2 vezes maior do que nos trechos em que a sinalização é considerada ótima.
O estudo também mostra que em locais com placas totalmente legíveis, o número de mortos por 100 acidentes é de 7,1, contra 20,7 nos trechos em que as placas estão classificadas como ilegíveis, ou seja, o risco quase 3 vezes maior.
O Estudo Acidentes Rodoviários e a Infraestrutura mostra que a frota brasileira de veículos cresceu 95,6% entre 2007 e 2017, contra uma ampliação de apenas 11,3% da malha rodoviária federal. O aumento da frota, associado às condições inadequadas da infraestrutura rodoviária existente, potencializou a ocorrência de acidentes e de óbitos. Já em países mais desenvolvidos, apesar do crescimento das frotas, o número de acidentes caiu.
Fonte - Portogente  25/07/2018

sexta-feira, 30 de março de 2018

Brasil mantém altos índices de acidentes no trânsito

Trânsito  🚗

Vários estudos apontam o uso de bebida alcoólica como uma das causas principais dos acidentes no trânsito.Além da tragédia, essas mortes e acidentes geram um custo anual de R$ 19,3 bilhões, valor superior ao Produto Interno Bruto (PIB) de 11 capitais brasileiras.

Redação Portogente
foto - ilustração/Pregopontocom
Em 2017 foram pagas 2.614 indenizações referentes a acidentes de trânsito durante o final de semana prolongado de Páscoa. Durante a Semana Santa, os estados nordestinos foram responsáveis por 33% das indenizações.
No mesmo período, Polícia Rodoviária registrou 1.091 acidentes, 82 mortos e 1.107 feridos nas rodovias federais. Cerca de 40% dos óbitos se deram na viagem de retorno, no último dia do feriadão.
Apesar dos números representarem uma redução de 16% no número de acidentes, 13% nos feridos e 1% no número de mortos em comparação com 2016, o Brasil está longe de poder comemorar, pois ocupa o quinto lugar no ranking de países com maior índice de acidentes no trânsito.
Além da tragédia, essas mortes e acidentes geram um custo anual de R$ 19,3 bilhões, valor superior ao Produto Interno Bruto (PIB) de 11 capitais brasileiras.
Vários estudos apontam o uso de bebida alcoólica como uma das causas principais dos acidentes no trânsito. No final do ano passado, foi sancionada a uma lei que aumentou dois a quatro anos para cinco a oito anos de reclusão ao condutor de veículo sob efeito de álcool ou outras drogas (Lei 13.546/17).
Fonte - Portogente  30/03/2018

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Reduzir mortes no trânsito

Trânsito  🚗

Uma das metas estabelecidas pelos objetivos de desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU) é a de redução das mortes à metade até 2020.Estudos revelam que o custo social de acidentes de trânsito chega R$ 30 bilhões por ano.

Portogente
foto - ilustração/arquivo
Em 2015 morreram, no Brasil, cerca de 38 mil pessoas em acidentes de trânsito, conforme dados oficiais. Uma das metas estabelecidas pelos objetivos de desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU) é a de redução das mortes à metade até 2020.
Estudos revelam que o custo social de acidentes de trânsito chega R$ 30 bilhões por ano. Em reunião na Câmara Federal para discutir sugestões sobre segurança e legislação relacionadas ao trânsito, o coordenador-geral do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Francisco Garronce, disse que muitos acidentados não são registrados como vítimas do trânsito: “Ninguém vai querer embarcar num avião sabendo que todo dia está caindo um avião e matando cem pessoas. Mas todos os dias o trânsito brasileiro mata mais do que cem. Nós criamos um filtro como se isso fosse normal".
Garronce lamentou que o Brasil ainda não tenha aderido ao WP29 (Working Party 29), um grupo de trabalho da ONU que hoje conta com 62 países e discute a evolução das regulamentações dos itens de segurança dos veículos.
Fonte - Portogente  10/11/2017

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Começa hoje a Semana Nacional de Trânsito 2017 em todo País

Trânsito  🚕 🚌 🚲 👫

Prevista pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a Semana Nacional de Trânsito tem a finalidade de conscientizar a sociedade, com vistas à internalização de valores que contribuam para a criação de um ambiente favorável ao atendimento de seu compromisso com a “valorização da vida” focando o desenvolvimento de valores, posturas e atitudes, no sentido de garantir o direito de ir e vir dos cidadãos.

Mariana Czerwonka - Portal do Trânsito
foto - ilustração
A Semana Nacional de Trânsito é comemorada anualmente entre os dias 18 e 25 de setembro. Este ano o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) definiu como tema a ser trabalhado pelos órgãos do Sistema Nacional de Trânsito e pela comunidade “Minha escolha faz a diferença no trânsito”, tema que acompanha a evolução das ações de campanha de educação de trânsito do Denatran de anos anteriores, e acompanha as ações da “Década Mundial de Ações Para a Segurança do Trânsito – 2011/2020”. A principal finalidade, segundo o Contran, é conscientizar o cidadão de sua responsabilidade no trânsito, valorizando ações do cotidiano e visando a participação de todos para o alcance da segurança viária.“No trânsito, boas atitudes entre condutores e pedestres têm o poder de promover o respeito e a cidadania. É essencial saber agir corretamente frente às diversas situações do dia a dia no trânsito, reconhecendo e alterando maus hábitos e posturas negativas”, explica Celso Alves Mariano, especialista em trânsito e diretor do Portal.
Prevista pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a Semana Nacional de Trânsito tem a finalidade de conscientizar a sociedade, com vistas à internalização de valores que contribuam para a criação de um ambiente favorável ao atendimento de seu compromisso com a “valorização da vida” focando o desenvolvimento de valores, posturas e atitudes, no sentido de garantir o direito de ir e vir dos cidadãos. “Quem convive diariamente no trânsito precisa empenhar-se para proporcionar um ambiente de qualidade e, mais do que exigir dos outros, deve comprometer-se a fazer a sua parte”, diz Mariano.

Ações
De acordo com o Contran, diferente de anos anteriores em que o tema era trabalhado apenas em setembro, a campanha deverá se estender por todo ano de 2017.
“Não basta trabalhar o tema apenas durante uma semana, é muito importante que a abordagem se estenda durante todo o ano, contribuindo para uma efetiva mudança de comportamento da população”, finaliza Mariano.
No Portal do Trânsito você poderá acompanhar a programação da Semana Nacional de Trânsito nas principais capitais brasileiras.
Fonte - Portal do Transito  18/09/2017

terça-feira, 20 de junho de 2017

Cinco motivos para respeitar os limites de velocidade das vias

Transito  🚗 🚥

No Brasil, os limites de velocidade estabelecidos são: 30 Km/h nas vias locais, 40 Km/h nas vias coletoras, 60 Km/h nas vias arteriais e 80 Km/h nas vias de trânsito rápido. Já nas rodovias de pista dupla, 110 Km/h para automóveis, camionetas e motocicletas, 90 Km/h para os demais veículos. Nas rodovias com pista simples, 100km/h para automóveis, camionetas e motocicletas e 90 Km/h para os demais veículos.

Mariana Czerwonka
Portal do Trânsito
foto - ilustração
No mundo inteiro, os acidentes de trânsito matam mais que conflitos armados e catástrofes ambientais. Falta de atenção está em primeiro lugar entre as causas de acidentes, juntamente com o excesso de velocidade, não manter a distância segura do carro da frente, ingestão de bebidas alcoólicas, desobediência à sinalização e ultrapassagem indevida.
Porém, a infração por excesso de velocidade é considerada uma das principais causas de acidentes graves, além de ser uma das mais cometidas pelos motoristas em todo o País. Deve-se levar em consideração que para cada tipo de via há uma velocidade máxima permitida, definida pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Dependendo do fluxo e do tipo de veículos que circulam no local, das características da pista e do movimento de pedestres.
No Brasil, os limites de velocidade estabelecidos são: 30 Km/h nas vias locais, 40 Km/h nas vias coletoras, 60 Km/h nas vias arteriais e 80 Km/h nas vias de trânsito rápido. Já nas rodovias de pista dupla, 110 Km/h para automóveis, camionetas e motocicletas, 90 Km/h para os demais veículos. Nas rodovias com pista simples, 100km/h para automóveis, camionetas e motocicletas e 90 Km/h para os demais veículos.

O Detran/MS listou cinco bons motivos para respeitar os limites de velocidade.

Tempo de reação
O cérebro demora pelo menos 1 segundo para reagir diante de um novo estímulo. A 80km/h, em pista seca, o carro percorre 22 metros neste tempo, antes de o motorista pisar no freio.

Frenagem controlada

Abusar da velocidade é precisar de mais tempo e espaço para frenagens. Ainda a 80 km/h, depois de acionado a freio, são mais 30 metros até o carro parar.

Evitar acidentes
Circular dentro da velocidade permitida na via ajuda a evitar acidentes justamente pelo controle das reações do motorista diante de obstáculos ou riscos.

Multas
Abusar do acelerador dói no bolso. Pode custar entre R$130,16 e R$880,41, dependendo da porcentagem da velocidade excedida.

Lugar certo
As ruas da cidade não são lugar para corridas de carro. Apressadinhos podem acelerar em competições especialmente organizadas para a prática.
As informações são do Detran/MS
Fonte - Portal do Trânsito  20/06/2017

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Redução da velocidade é tema de campanha mundial

Trânsito  🚗

Em uma das ações da Semana, a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) convidou diversos especialistas para responderem dúvidas frequentes sobre os perigos e consequências da velocidade excessiva no trânsito.

Mariana Czerwonka - Portal do Trânsito
foto - ilustração
O apelo é mundial: reduzir a velocidade para salvar vidas. Esse foi o tema da 4ª Semana Mundial das Nações Unidas sobre Segurança no Trânsito, que mostra novamente o alerta da Organização Mundial da Saúde do quanto às lesões e mortes no trânsito impactam nos sistemas de saúde pública.
Etienne Krug, diretor de Prevenção da Violência, Lesões e Incapacitações da OMS, explica que, quanto maior a velocidade, maior a probabilidade mortes no trânsito. “Se um veículo anda a 50 km/h e toca em um pedestre, a probabilidade de morte vai ser de 20%”, afirma. No entanto, se a velocidade de uma via for de 80 km/h, a probabilidade de óbito acaba triplicando (quase 60%). “É por isso que dedicamos a Semana das Nações Unidas sobre Segurança no Trânsito à velocidade, porque é tempo de agir e sabemos o que temos que fazer”, comenta Krug.
Em uma das ações da Semana, a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) convidou diversos especialistas para responderem dúvidas frequentes sobre os perigos e consequências da velocidade excessiva no trânsito. Dentre eles, o especialista em trânsito e diretor do Portal do Trânsito, Celso Alves Mariano, o representante da OPAS/OMS no Brasil, Joaquín Molina, o professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (UnB) David Duarte Lima, além do sociólogo Eduardo Biavatti, entre outros.
*Celso Mariano, que tem uma vasta experiência com educação para o trânsito, falou sobre o papel do instrutor de trânsito e do CFC nesta luta. “Na formação de condutores está uma oportunidade especial de entender a relação entre velocidade e segurança”, explicou o especialista.
A Semana das Nações Unidas é uma oportunidade única de advocacy, que contribui para atingir as metas 3.6 e 11.2 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ambas relacionadas à segurança viária. Por ocasião da Semana, a OMS lançou também a publicação “Save LIVES: a road safety technical package”, que detalha 22 medidas fundamentais baseadas em evidências consideradas mais prováveis de ter impacto nas mortes e lesões no trânsito, incluindo um item relacionado à gestão da velocidade.
Fonte - Portal do Trânsito  15/05/2017

*Assista o depoimento na íntegra.

domingo, 14 de maio de 2017

Especialistas combatem mito de que redução da velocidade aumenta trânsito em entrevista à ONU

Trânsito  🚗

Uma das questões levantadas pelos entrevistados é o impacto das lesões e mortes no trânsito sobre os sistemas de saúde pública. “Isso drena recursos que poderiam estar sendo utilizados em muitas outras áreas necessitadas”, aponta o representante da OPAS no Brasil, Joaquín Molina. Segundo o dirigente, as mortes e a quantidade de pessoas feridas também têm consequências em outras áreas, como a previdência social.

Revista Amazônia
foto - ilustração/Pregopontocom
No marco da 4ª Semana Mundial das Nações Unidas sobre Segurança no Trânsito, lembra do dia 8 a 14 de maio, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) convidou especialistas para esclarecerem dúvidas frequentes sobre os perigos da velocidade excessiva dos automóveis. As respostas estão disponíveis em vídeos curtos publicados na página da agência da ONU no Facebook e no YouTube.
Uma das questões levantadas pelos entrevistados é o impacto das lesões e mortes no trânsito sobre os sistemas de saúde pública. “Isso drena recursos que poderiam estar sendo utilizados em muitas outras áreas necessitadas”, aponta o representante da OPAS no Brasil, Joaquín Molina. Segundo o dirigente, as mortes e a quantidade de pessoas feridas também têm consequências em outras áreas, como a previdência social.
David Duarte Lima, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (UnB), explica que a ideia de aumentar a velocidade para ganhar tempo não passa de uma ilusão.
“Foi feita uma experiência na Alemanha, com dois motoristas, e para um foi dito: ‘Olha, corra o máximo que você puder’ e para o outro, ‘Dirija na velocidade da via, se adapte às normas de segurança’. O motorista rápido e intrépido freou muito mais, correu muito mais risco e ganhou apenas 3% do tempo. É um ganho absolutamente irrisório”, afirma.
Na mesma linha, a coordenadora de Segurança Viária da WRI Brasil, Marta Obelheiro, ressalta que, muitas vezes, a redução da velocidade esbarra na “ideia equivocada” de que pode haver aumento no tempo de congestionamentos.
“Isso não acontece. Na Austrália, por exemplo, a velocidade foi reduzida de 60 km/h para 50 km/h e essa redução foi associada a um aumento dos tempos médios de viagem de apenas 9 segundos por deslocamento, ao mesmo tempo em que evitou quase 3 mil acidentes com vítimas por ano. Ou seja, as cidades podem reduzir os limites de velocidade sem aumentar os congestionamentos”, explica.
Etienne Krug, diretor de Prevenção de Violência, Lesões e Incapacitações da Organização Mundial da Saúde (OMS), explica que, quanto maior a velocidade, maior a probabilidade de lesões e mortes no trânsito. “Se um veículo anda a 50 km/h e toca em um pedestre, a probabilidade de morte vai ser de 20%”, afirma. No entanto, se a velocidade de uma via for de 80 km/h, a probabilidade de óbito acaba triplicando — chegando a quase 60%.
“É por isso que dedicamos a Semana das Nações Unidas sobre Segurança no Trânsito à velocidade, porque é tempo de agir e sabemos o que temos que fazer”, comenta Krug.
O coordenador-geral de educação do Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN) do Brasil, Francisco Garonce, desmistifica também a crença de que existe uma “indústria da multa” no país e no mundo. “É uma grande mentira. Até porque, para que essa ‘indústria’ sobreviva, você precisa cometer infrações”, argumentou. Para Garonce, seguindo a legislação e os limites de velocidade, as pessoas podem tornar o trânsito mais seguro e salvar milhares de vidas.
Victor Pavarino, consultor sobre segurança no trânsito da OPAS no Brasil, ressalta que a fiscalização é importante, mas deve vir acompanhada de outras medidas de gestão da velocidade. O especialista lembra que as medidas da OPAS incluem a modificação das vias com elementos de moderação do tráfego e o uso de tecnologias para ajudar motoristas a controlar a velocidade com que se deslocam.
Fonte - Revista Amazônia  14/05/2017

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

2017 chegando: em velocidade?

Mobilidade/Ponto de Vista  🚗

Analisada de per si, como variável isolada, evidências indicam que há uma correlação, direta, entre velocidade de veículos, número de acidentes e acidentados, e gravidade de danos (humanos e materiais): esses tendem a ser menores quanto menor a velocidade (ao menos na faixa de velocidades usuais)!

Por Frederico Bussinger *- Portogente
foto - ilustração/arquivo
"Viver é perigoso. Muito perigoso!" [Guimarães Rosa], ''Viver é perigoso? Então, com sua licença!
Não tenho medo.Nasci assim, encantada pela vida..." [Clarice Lispector]

Analisada de per si, como variável isolada, evidências indicam que há uma correlação, direta, entre velocidade de veículos, número de acidentes e acidentados, e gravidade de danos (humanos e materiais): esses tendem a ser menores quanto menor a velocidade (ao menos na faixa de velocidades usuais)!
Em meio a tantos “conteúdos” opinativos, dois artigos do meticuloso Mario Garcia (01, 02) fornece, didaticamente, uma profusão de dados, correlaciona variáveis, ensaia análises e propõe conclusões que ele, modesta e responsavelmente, caracteriza como ”até certo ponto superficiais”. E sugere um roteiro para que o conhecimento do tema seja aprofundado.
Mas, infelizmente, é pouco provável que esse (rico e sério) material tenha muita utilidade nas discussões que deverão ser re-acesas se e quando entrarem em vigor as novas (velhas) velocidades nas avenidas Marginais paulistanas (plano ”Marginal Segura”); anunciadas pelo futuro Prefeito João Dória. O condicional fica por conta do imponderável; resultante de manifestações/iniciativas/ações do MP, de “especialistas” e de entidades/movimentos que se já se manifestaram contrários ao plano.


A medida é paulistana; mas a repercussão deve ser nacional... como também ocorreu quando começou a recente onda reducionista.
A verdade é que, já de algum tempo, velocidades máximas de circulação em ruas, avenidas e estradas deixaram de ser algo apenas técnico, de trânsito e/ou da exclusiva competência/responsabilidade das autoridades públicas. Elas agora integram o rol das suspeitas de desvios de governantes (“indústria de multas”) e/ou, em muitos casos, uma senha para distinguir o ser social do ser individualista; o moderno do ultrapassado; a esquerda da direita; o bem do mal. Talvez, até, um traço do (sonhado) “homem novo”.
Daí, porque, a expectativa é que todos tenhamos posição a respeito. Daí porque, também, defesas tão enfáticas. Apaixonadas, mesmo.
“Uma vida não tem preço!” é o leitmotiv da redução de velocidades.
Alguma dúvida em relação ao princípio? Alguma divergência? Aliás, é justamente isso que nos ensina Jesus ao propor, em parábola, o cuidado especial com a ovelha que se perdeu (ante as outras 99: Lucas 15: 3-7).
Difícil entender-se, assim, o porquê outras condições/variáveis, que também contribuem para as estatísticas de acidentes e acidentados no trânsito (na circulação, de uma forma mais ampla!), não mereçam discussões tão enfáticas, defesas tão apaixonadas, tanto empenho e espaços na mídia como o que faz jus o tema da redução das velocidades máximas!
Por que, p.ex., a circulação de ambulantes entre veículos e travessia de pedestres nas expressas das Marginais ficam em segundo (3º; 4º...) plano? Por que ainda tantos acidentes envolvendo condutores alcoolizados e drogados? Travessias fora da faixa; com semáforos fechados (veículos e pedestres); ultrapassagens em locais proibidos; ziguezagues; calçadas que impõem circulação de pedestres nas vias; etc; etc; não seriam dignos de maior atenção?
E, principalmente, a possibilidade de circulação de motos (e bicicletas) nos “corredores” entre carros, ônibus e caminhões; nas ruas, avenidas e estradas. Muitas vezes ziguezagueando e em velocidades bem superiores às permitidas (talvez pela dificuldade de serem detectadas).
O Código de Trânsito Brasileiro – CTB, aprovado pelo Congresso Nacional em 1997, até proibiu tal prática; alinhando-se às normas de trânsito da maioria dos países (recente e polêmica experiência na Califórnia - 01, 02 - é uma exceção). O art. 56 dispõe (dispunha?): "É proibida ao condutor de motocicletas, motonetas e ciclomotores a passagem entre veículos de filas adjacentes ou entre a calçada e veículos de fila adjacente a ela".
Tal dispositivo (entre vários outros), todavia, foi vetado sob a seguinte justificativa: "Ao proibir o condutor de motocicletas e motonetas a passagem entre veículos de filas adjacentes, o dispositivo restringe sobre maneira [sic!] a utilização desse tipo de veículo que, em todo o mundo, é largamente utilizado como forma de garantir maior agilidade de deslocamento. Ademais, a segurança dos motoristas está, em maior escala, relacionada aos quesitos de velocidade, de prudência e de utilização dos equipamentos de segurança obrigatórios, os quais encontram no Código limitações e padrões rígidos para todos os tipos de veículos motorizados. Importante também ressaltar que, pelo disposto no art. 57 do Código, a restrição fica mantida para os ciclomotores, uma vez que, em função de suas limitações de velocidade e de estrutura, poderiam estar expostos a maior risco de acidente nessas situações.” (Mensagem nº 1.056/97).
O que dizer dessa justificativa à luz do “uma vida não tem preço!”? A derrubada do veto não caberia ser priorizado no Programa Brasileiro da “Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2011-2020” da ONU (02)? Por que, neste caso, “especialistas”, entidades/movimentos e imprensa não invocam paradigmas estrangeiros? Em tempo: a pertinência do veto nunca foi pacificada (01, 02).
Certamente pode-se antever uma tenaz oposição dos proprietários/condutores das, hoje, 24,7 milhões (SET/2016) de motos (eram 9,4 milhões em 2006: crescimento de 163% em uma década!). Particularmente dos motofretistas; atualmente imprescindíveis para o funcionamento da economia e da vida das metrópoles. Seria por tal conveniência que, apesar da importância, esse tema fica em plano secundário (mesmo entre “especialistas” e dirigentes de entidades/movimentos)?
De qualquer forma, fica aqui como mais uma sugestão para os sinceros; para aqueles que não desejam apenas acompanhar a moda, fazer um discurso “politicamente correto”, e/ou “estar-bem-na-foto”. Também para a Comissão da ANTP que estuda/sistematiza propostas para alterações do CTB.

Entretanto, como é certo que o debate inevitavelmente prosseguirá, quatro outras observações/sugestões:
1) “Aumentar a velocidade traz riscos?” (ou alguma variação deste enunciado) é uma pergunta frequente da imprensa.
o O pressuposto (equivocado!) é que há um ambiente, um mundo, um cenário onde existe risco e outro não.
o Seria muito importante que “especialistas”, quando entrevistados, começassem por esclarecer (algo que raramente acontece!) que riscos já existem. Sempre existem! Inexoravelmente existem!
o A discussão é, pois, apenas de grau: se uma dada decisão aumenta o risco, ou o diminui (ao invés de “trazer”, ou “criar” o risco).
o Aliás, seria bom que jornalistas também se apropriassem desse conceito; aplicável não apenas ao trânsito urbano. Quando mais não fosse, para ajudar a calibrar expectativas (variável também importante dos processos decisórios).

2) Na verdade, entenderíamos melhor o fenômeno, e as medidas/ações provavelmente seriam mais eficazes, se acidentes de trânsito fossem tratados/analisados probabilisticamente (e não deterministicamente; como normalmente o fazem os opinativos!).
o A propósito, Leonard Mlodinow trata saborosamente do tema em “O andar do bêbado: como o acaso determina nossas vidas” (01, 02, 03, 04): apesar do título, um best-seller muito sério!

3) Há poucos dias, numa entrevista em uma das principais emissoras da Capital, um dirigente de importante entidade militante no setor (obviamente atacando o “Marginal Segura”!) disse algo mais ou menos assim: “Mas ele (o prefeito) só está aumentando a velocidade por ser um compromisso de campanha!”.
o Muito possivelmente não é voz isolada!
o Por isso não pode/deve passar despercebido: nossa democracia é tão incipiente, quer-se que nossas eleições sejam tão desmoralizadas, que uma tal manifestação é verbalizada e ouvida como se fosse algo muito natural. Na prática, e independentemente do mérito, corroborando os (tão criticados) “estelionatos eleitorais”.
o Evidentemente que governantes podem mudar de posição (aliás, a imprensa reporta que Dória já o fez diversas vezes): política é feita no dia a dia; não apenas nos processos eleitorais. Por isso ajuda pouco à consolidação de nossas instituições a desqualificação de compromissos eleitorais!
o E ainda vale lembrar: esse foi um compromisso explícito. De uma campanha vitoriosa. E em 1º turno.
o Assim, ainda que de outros tempos e em outro contexto, caberia parodiar o motorista-Eriberto (que impulsionou o impeachment do Collor - 1992) em sua singela, mas demolidora, resposta ao (“tropa-de-choque”) Roberto Jefferson; quando procurou desqualificar suas motivações: “Ué; o senhor acha isso pouco?”

4) Last, but not least: as autoridades e a engenharia de trânsito são cobradas (por nós todos; incluindo “especialistas”, dirigentes de entidades/movimentos e imprensa!) também por fluidez.
o Encontrar soluções de compromisso entre segurança e fluidez é sua (difícil!) missão.
o Ou se está propondo velocidades máximas ZERO na expectativa que, assim, acidentes e acidentados sejam também zerados?
Seria muito bom se avançássemos no sentido de análises mais fundamentadas; de debates mais qualificados; de práticas democráticas mais avançadas: a definição das velocidades máximas no viário de SP pode ser um bom laboratório.
*Consultor. Foi presidente da Companhia Docas de São Sebastião (CDSS), SPTrans, CPTM e Confea. Diretor da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), do Departamento Hidroviário de SP e do Metrô de SP. Presidiu também o Conselho de Administração da CET/SP, SPTrans, Codesa (Porto de Vitória), RFFSA, CNTU e Comitê de Estadualizações da CBTU. Coordenador do GT de Transportes da Política Estadual de Mudanças Climáticas (PEMC-SP). Membro da Comissão Diretora do Programa Nacional de Desestatização e do Conselho Fiscal da Eletrobrás.
Fonte - Portogente - 30/12/2016

sábado, 24 de dezembro de 2016

Velocidade menor em vias marginais traz mais segurança, dizem especialistas

Trânsito 🚗

Para dois especialistas em transportes e trânsito, a volta do limite de velocidade para até 90 quilômetros por hora (km/h) nas pistas expressas e de 60 km/h nas pistas locais, a partir de 25 de janeiro, não é adequada.A elevação do limite foi promessa de campanha do prefeito eleito João Dória. A prefeitura havia reduzido as máximas permitidas não só nas marginais, mas também em diversas ruas e avenidas da cidade, como parte de um programa de segurança no trânsito.

Flávia Albuquerque
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração
A mudança da velocidade permitida nas marginais Tietê e Pinheiros, anunciada nesta semana pelo futuro secretário municipal de Transportes, Sérgio Avelleda, já vem gerando polêmica na cidade de São Paulo.
Para dois especialistas em transportes e trânsito, a volta do limite de velocidade para até 90 quilômetros por hora (km/h) nas pistas expressas e de 60 km/h nas pistas locais, a partir de 25 de janeiro, não é adequada.
A elevação do limite foi promessa de campanha do prefeito eleito João Dória. A prefeitura havia reduzido as máximas permitidas não só nas marginais, mas também em diversas ruas e avenidas da cidade, como parte de um programa de segurança no trânsito.
Para compensar a elevação do limite, a nova administração municipal pretende desenvolver outras medidas. Entre elas está o limite de 50 km/h apenas para a faixa da direita das pistas locais, onde são feitas as conversões e circularam ônibus.
De acordo com o engenheiro, mestre em transportes pela Universidade de São Paulo (USP), Sérgio Ejzemberg, a pista expressa em vias urbanas não pode ter velocidade maior de 80 km sem estudo técnico que comprove sua viabilidade, já que o Código Nacional de Trânsito recomenda para esse tipo de via o limite de 80 km.
“Se vai sair do padrão nacional tem que estar bem fundamentado por estudos minuciosos e isso não foi tornado público. É temerário, porque a geometria das marginais não é segura para 90 km, porque essa é uma velocidade de rodovias, onde, quando há saída, deve haver sinalização dois quilômetros antes, o que não é o caso das marginais com saídas a cada 200 metros”.
Segundo Ejzemberg, no caso da pista local, que é plana, reta, com poucas curvas, sem semáforos e de sentido único, a velocidade estabelecida atualmente em 50 km é baixa e não adequada para a pista, onde o ideal seria de 60 km.
“A marginal não tem risco de colisão frontal. Ao colocar 50 km, há uma redução da capacidade média do fluxo de tráfego cai para perto de 40 km por hora porque ninguém anda no máximo, existe diferença entre velocidade marcada e a real então a velocidade média do pelotão vai ser pouco mais de 40 km e assim há perda de capacidade de pelo menos 10%. Provoca aumento da intensidade dos congestionamentos”.
Para a pista da direita em vias de múltiplas o tráfego não pode ser feito em velocidade máxima, de acordo com o Código Nacional de Trânsito, configurando infração grave. Portanto é necessário andar junto à faixa da calçada, reduzindo a velocidade.
Na avaliação do superintendente da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), Luiz Carlos Néspoli, a velocidade depende dos aspectos geométricos da via, como curvatura, inclinação e da função dessa via no meio urbano. Ele disse que é preciso levar em conta a política de redução de acidentes e a velocidade como instrumento dessa política.
“Mesmo que se tenha uma velocidade de projeto definida pela geometria da via, a autoridade do poder público como política segurança viária pode ter uma política de velocidades menores. As marginais de São Paulo são confusas e complexas porque ligam a cidade às estradas e os bairros”.
Néspoli disse ainda que é importante lembrar que, nas marginais, principalmente na Tietê, há entrelaçamento de pistas, o que exige faixas de desaceleração para que ao sair de uma pista para outra seja possível se encaixar em outra faixa.
“A grande maioria dessas faixas não tem a dimensão correta para que se faça essa acomodação. É uma via que tem condições geométricas e físicas desfavoráveis para velocidade muito alta. É preciso analisar todas as entradas, acessos, pontes para chegar a uma velocidade segura. É melhor para redução de acidentes utilizar velocidades menores.”
Balanço da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), divulgado em outubro, mostra que houve queda de 52% no número de acidentes fatais nas marginais Tietê e Pinheiros durante o primeiro ano de implantação da redução de velocidade nas duas vias. De julho de 2014 a junho de 2015, foram registrados 64 acidentes com mortes. De julho de 2015 a junho de 2016, ocorreram enquanto 31.
A queda foi influenciada principalmente pela redução dos atropelamentos com mortes, que passaram de 24 ocorrências – de julho de 2014 a junho de 2015 – para apenas uma ocorrência no período equivalente até 2016, redução de 95,8%. Já os acidentes com mortes envolvendo veículos caíram de 40 para 30 ocorrências, diminuição de 25%.
Fonte - Agência Brasil  24/12/2016

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Movimentos pedem ao MP manutenção da velocidade reduzida em vias de São Paulo

Trânsito 🚗

Desde o ano passado, a prefeitura vem reduzindo as velocidades permitidas em avenidas e ruas da cidade. As mudanças que tiveram mais impacto e visibilidade foram as feitas nas marginais Pinheiros e Tietê.

Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Grupos de ativistas em mobilidade entregaram um documento pedindo ao Ministério Público de São Paulo que seja mantida a política de redução da velocidade máxima nas vias da capital paulista. Assinam o dossiê a Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade), a Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo (Cidadeapé), o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e os movimentos Bike é Legal, Bike Zona Sul e Sampapé.
Desde o ano passado, a prefeitura vem reduzindo as velocidades permitidas em avenidas e ruas da cidade. As mudanças que tiveram mais impacto e visibilidade foram as feitas nas marginais Pinheiros e Tietê.
Em julho de 2015, a velocidade máxima permitida para os carros nas pistas expressas das marginais foi reduzida de 90 quilômetros por hora (km/h) para 70 km/h. Para os caminhões, o limite diminuiu de 70 km/h para 60 km/h. Na pista local da Marginal Pinheiros, a velocidade permitida passou de 70 km/h para 50 km/h. Na faixa central da Tietê, caiu de 70 km/h para 60 km/h.

Aumento das velocidades
Durante a campanha, o prefeito eleito João Dória apresentou como proposta a revisão da redução dos limites, especialmente nas marginais. “Nas marginais passam 3,5 milhões de pessoas todos os dias. Muitas dessas pessoas que passam ali todos os dias dependem dessas vias para sobreviver, com o transporte de mercadorias e pessoas. Não faz sentido você ter uma velocidade reduzida em vias expressas”, disse Dória em sabatina na TV Brasil em parceria com o jornal El País.
As entidades pedem que a nova gestão municipal dialogue com a sociedade civil antes de fazer alterações nessa política. "Estamos buscando todas as vias de diálogo com a nova gestão para dar visibilidade às pessoas mais vulneráveis no trânsito, mas vemos que não temos mais opções. Por isso, protocolamos os documentos, para mostrar que existe uma demanda contrária à volta das altas velocidades", enfatizou Ana Carolina Nunes, representante do Cidadeapé.
No dossiê entregue ontem (19) ao Ministério Público pelas sete entidades são apresentados os dados e marcos legais que embasam a diminuição da velocidade nas vias.

Redução de acidentes

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) divulgou em outubro um balanço que mostrou uma queda de 52% no número de acidentes com mortes nas marginais Tietê e Pinheiros durante o primeiro ano da implantação da redução de velocidade nas duas vias. De julho de 2014 a junho de 2015, foram registrados 64 acidentes com mortes. De julho de 2015 a junho de 2016, ocorreram 31.
A queda foi influenciada principalmente pela redução dos atropelamentos com mortes, que passaram de 24 ocorrências – de julho de 2014 a junho de 2015 – para apenas uma ocorrência no período de julho de 2015 a junho de 2016, redução de 95,8%. Já os acidentes com mortes envolvendo veículos caíram de 40 para 30 ocorrências, diminuição de 25%.
Entre os números apresentados pelas entidades está o de ciclistas e pedestres que passam pelas vias e estariam sujeitos a acidentes. Na Marginal Pinheiros, na altura da Ponte Cidade Universitária, calcula-se que 140 pessoas andem de bicicleta, das 7h às 8h, e 1,6 mil a pé, das 18h às 19h. Na Marginal Tietê, na altura da Ponte da Freguesia do Ó, foram contabilizados 90 ciclistas, das 18h às 19h, e 130 pedestres no mesmo horário.
Fonte - Agência Brasil  20/12/2016

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Estatísticas mostram queda de acidentes em vias que tiveram redução de velocidade

Trânsito 🚗

A cidade de São Paulo é um caso emblemático. Apesar de toda crítica pela decisão, depois de um ano de velocidade reduzida nas Marginais Pinheiros e Tietê, o número de acidentes com vítimas (mortas ou feridas) caiu 37,5% nas vias, de acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Mariana Czerwonka
Portal do Trânsito

foto - ilustração/Plus Google
Muitos não acreditaram, foram contra a implementação e reclamam até hoje, mas os resultados em várias cidades que tiveram o limite de velocidade reduzido em determinadas vias é surpreendente. “A redução e o controle de velocidade são as ferramentas ideais para reduzir congestionamentos, acidentes e ainda poluir menos”, afirma Celso Alves Mariano, especialista em trânsito e diretor do Portal.
A cidade de São Paulo é um caso emblemático. Apesar de toda crítica pela decisão, depois de um ano de velocidade reduzida nas Marginais Pinheiros e Tietê, o número de acidentes com vítimas (mortas ou feridas) caiu 37,5% nas vias, de acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).
Em Curitiba, onde essa medida também foi implantada, a região da chamada Área Calma, com limite de 40 km/h, seguiu a mesma tendência e teve uma queda de 32,54% no total de atendimentos de acidentes no local e de 24,21% no total dos registros de acidentes do que nos 11 meses anteriores à implantação do projeto, segundo dados do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) para o projeto Vida no Trânsito.
Não é só no Brasil que há exemplos bem sucedidos, também é o caso de Londres, cidade que, segundo estudos, conseguiu reduzir em 40% o número de mortos e feridos graves em acidentes de trânsito. A conquista se deve à implementação do limite de 32 km/h em ruas e avenidas estratégicas da capital inglesa, que começou a ser implantado nos primeiros anos do mandato do ex-prefeito Boris Johnson.

Organização Mundial de Saúde

Essa medida não é um fato isolado. Existem vários estudos internacionais que comprovam a eficácia da redução dos limites de velocidade. Segundo relatório pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), medidas de prevenção como adotar limites máximos de velocidade em vias urbanas inferiores ou iguais a 50 quilômetros por hora, entre outras, são essenciais para reverter o crescente número de mortes por lesões causadas no trânsito.

Nós do Trânsito
No terceiro programa da série “Nós do trânsito”, o Doutor em História Rodrigo Santos e o Especialista Celso Mariano analisaram a redução de limite de velocidade das vias de grandes cidades e promoveram um grande debate em torno do assunto.
“Nós como cidadãos não devemos apenas acatar uma regra, mas sim questioná-la e entendê-la. Nosso objetivo, nesse programa, foi explicar os motivos técnicos que levam os gestores a implementar essa medida e como ela funciona”, explica Mariano.
Fonte - Portal do Trânsito  13/12/2016

Nós do Trânsito


sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Multa por não utilizar farol baixo durante o dia está valendo novamente

Trânsito

A decisão liminar proferida pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região permite a penalização do motorista quando o farol de um veículo estiver desligado.A decisão judicial aponta como “sinalização” os informes que “permitem ao motorista identificar que a via se classifica como rodovia”, especialmente aquelas que atravessam áreas urbanas.

Mariana Czerwonka
Portal do Trânsito

foto - ilustração/arquivo
Os órgãos de trânsito podem retomar, desde que haja sinalização nas rodovias, a fiscalização do cumprimento da Lei dos faróis, suspensa desde setembro. A decisão liminar proferida pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região permite a penalização do motorista quando o farol de um veículo estiver desligado. A infração média dá multa de R$ 85,13, com acréscimo de 4 pontos na CNH.
A decisão foi assinada pelo desembargador federal Carlos Moreira Alves e comunicada pela Procuradoria Regional da União da 1ª Região ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) nesta quarta-feira (19). Em nota, o Ministério das Cidades ressaltou que a medida está “condicionada à existência de sinalização nas rodovias” e que deverá ser cumprida “até que haja novo pronunciamento judicial sobre a matéria”.
A decisão judicial aponta como “sinalização” os informes que “permitem ao motorista identificar que a via se classifica como rodovia”, especialmente aquelas que atravessam áreas urbanas.
A Lei 13.290/2016, conhecida como “Lei do Farol Baixo”, estava com sua aplicação suspensa desde o dia 2 do mês passado por decisão da Justiça Federal em Brasília.

Segurança
A medida tem como objetivo aumentar a segurança nas estradas. Em países norte-americanos e europeus, a adoção desta prática já salvou muitas vidas, segundo estudos do NHTSA (Administração Nacional de Segurança de Tráfego em Rodovias) e da EuroNCAP (programa europeu de avaliação de carros). O órgão norte-americano afirma que o uso de farol baixo ligado durante o dia reduz em 12% os acidentes envolvendo pedestres e ciclistas e em 5% as colisões entre veículos.
No Canadá, pesquisas comprovaram que, nas retas, os faróis acesos são perceptíveis a até três quilômetros de distância e, a partir de então, o governo passou a exigir que os veículos sejam equipados com sistema que aciona os faróis assim que o carro é ligado.
Além disso, estudos mostram que os faróis ligados durante o dia aumentam em 60% a percepção visual periférica do pedestre o que diminui o número de atropelamentos.
Conforme a Polícia Rodoviária Federal, a norma é clara quando fala em “farol baixo”, e não farolete, farol de milha ou farol de neblina, por isso, esses não podem ser utilizados. Já, o Denatran definiu que será possível a utilização da DRL (sigla em inglês para Daytime Running Light) em substituição ao farol baixo durante o dia. De acordo com o órgão, o DRL é voltado para a dianteira do veículo a fim de torná-lo mais facilmente visível quando em circulação durante o período do dia. “O seu objetivo é, portanto, exatamente a intenção da Lei nº 13.290/16”, diz o despacho nº 476/2016, da Coordenação Geral de Infraestrutura de Trânsito (CGIT) do Departamento.
Segundo especialistas, essa simples atitude pode evitar acidentes. “Muitas colisões e atropelamentos ocorrem por falta de visibilidade a longa e média distâncias. O farol ligado colabora para aumentar a visibilidade do veículo em mais de três quilômetros”, explica Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito.Fonte - Portal do Trânsito  20/10/2016

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Cidades mais seguras no trânsito, propõe a Abramet

Trânsito

Precisamos acelerar essa trajetória para alcançarmos o objetivo proposto pela Organização das Nações Unidas (ONU),de reduzir em 50% o número de mortes no nosso trânsito até 2020.Para tal,precisamos de uma mudança radical da cultura para mobilidade,não só do motorista, mas também do nosso pedestre,dos governantes e de toda a cúpula dirigente do nosso país.Faz-se necessária a execução do Código de Trânsito Brasileiro que data de 1997,quando determina a “Educação de Trânsito” nas escolas.Até hoje,vários itens desse código não foram colocados em prática.O diagnóstico é da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet).

Portogente
foto - ilustração/arquivo
Segundo a entidade, educação continuada, formação de condutores, campanhas permanentes, policiamento ostensivo, participação ativa da sociedade, a fiscalização e a punição parecem abandonadas. Apesar das multas, infratores reclamam, mas não mudam seu comportamento. "Velocidade, bebida, drogas, fadiga, sono e desatenções continuam fazendo parte do ranking causador de nossos tristes acidentes", aponta.
A associação afirma que o Brasil necessita de uma imunização em curto prazo e na qual a fiscalização e a punição precisam ser severas: "Em longo prazo, atuando na mudança da cultura já na Pré-escola, aos cinco anos de idade, com educação de trânsito onde serão ensinados às crianças os perigos da “máquina sobre rodas”: para que serve, como fazer bom uso, sinalização de trânsito, evoluindo com leis, resoluções, até chegar ao curso secundário, onde dentro da Física, Química e Biologia seriam passados conhecimentos das ações de forças exercidas sobre o veículo, de doenças causadas pelo trânsito e mesmo pelo transporte de produtos perigosos. Por que derrapam, por que capotam, efeitos do ruído, da vibração, consequências dos gases, vapores, poeiras e fuligem sobre o homem e meio ambiente. A necessidade real de utilização de equipamentos de segurança e tantas outras coisas que amadureceriam nosso jovem e, ao fim de 13 anos, teríamos novos cidadãos, conscientes, responsáveis, conhecendo os limites da máquina sobre rodas, o respeito mútuo e a própria vida."
Aos 18 anos, prossegue a Abramet, como cidadãos diferenciados, fariam um Curso de Formação de Condutores (CFC) com treinamento em simuladores, onde todas as adversidades seriam ensaiadas e sairiam dali para uma pista própria, para colocar em prática todo o aprendizado: de dia, de noite, na área urbana, pista molhada, desviar de obstáculo a 80 km/h, frear com freios comum e ABS, no sol, na chuva, neblina e por aí em diante.
E finaliza: "Estamos convictos de que, dessa forma, atingiremos o objetivo reduzindo de maneira substancial a epidemia que hoje faz parte do nosso dia a dia. Certamente, estaríamos imunizando nossa população e erradicando um mal sistemático em nossas cidades."
Fonte - Portogente  26/09/2016

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Justiça mantém suspensão de lei que obriga motoristas a acender farol em rodovia

Trânsito

No dia 2 de setembro, o juiz Renato Borelli, da 20ª Vara Federal em Brasília, aceitou pedido liminar da Associação Nacional de Proteção Mútua aos Proprietários de Veículos Automotores (ADPVA) e entendeu que os condutores não podem ser penalizados pela falta de sinalização sobre a localização exata das rodovias.

André Richter
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração/arquivo
A Justiça Federal em Brasília negou hoje (16) recurso da Advocacia-Geral da União (AGU) e decidiu manter a suspensão da Lei 13.290/2016, conhecida como “Lei do Farol Baixo”, que obrigava condutores de todo o país a acender o farol do veículo durante o dia em rodovias.
No dia 2 de setembro, o juiz Renato Borelli, da 20ª Vara Federal em Brasília, aceitou pedido liminar da Associação Nacional de Proteção Mútua aos Proprietários de Veículos Automotores (ADPVA) e entendeu que os condutores não podem ser penalizados pela falta de sinalização sobre a localização exata das rodovias.
Na ação, a associação citou o caso específico de Brasília, onde existem várias rodovias dentro do perímetro urbano. “Em cidades como Brasília, exemplificativamente, as ruas, avenidas, vias, estradas e rodovias penetram o perímetro urbano e se entrelaçam. Absolutamente impossível, mesmo para os que bem conhecem a capital da República, identificar quando começa uma via e termina uma rodovia estadual, de modo a se ter certeza quando exigível o farol acesso e quando dispensável", disse a entidade.
A lei foi sancionada pelo presidente interino Michel Temer no dia 24 de maio. A mudança teve origem em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Rubens Bueno (PPS-PR) e foi aprovada pelo Senado em abril. A multa para quem descumprisse a regra, considerada infração média, era R$ 85,13, com a perda de quatro pontos na carteira de habilitação.
O objetivo da medida foi aumentar a segurança nas estradas, reduzindo o número de acidentes frontais. Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), estudos indicam que a presença de luzes acesas reduz entre 5% e 10% o número de colisões entre veículos durante o dia.
Fonte - Agência Brasil  16/09/2016

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

OMS sugere limite de velocidade de 50 km/h em vias urbanas

Trânsito

Para reverter essa tendência, a organização pede que os países melhorem suas legislações sobre o tema.O Brasil aparece com a terceira maior taxa de mortalidade no trânsito das Américas (25 para cada 100 mil habitantes), empatado com a Bolívia e atrás de Belize e República Dominicana. A taxa média regional é de 15,9 para cada 100 mil habitantes.

Revista Amazônia
foto - ilustração
As mortes por lesões causadas no trânsito aumentaram 3% nas Américas entre 2010 e 2013, segundo relatório publicado nesta semana (13) pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS). Para reverter essa tendência, a organização pede que os países melhorem suas legislações sobre o tema.
O documento afirmou que, em geral, os países da região não fizeram o suficiente para executar medidas de prevenção, que incluem adotar limites máximos de velocidade em vias urbanas inferiores ou iguais a 50 quilômetros por hora; tornar obrigatório o uso do cinto de segurança por todos os passageiros do veículo; limitar a concentração de álcool no sangue em 0,05g/dl; tornar obrigatório o uso de capacetes por todos os ocupantes de motocicletas, assim como o uso de sistemas de retenção para crianças.
O relatório dá um panorama da situação de segurança no trânsito em 31 países e territórios do continente americano com base nos dados disponíveis. Segundo o documento, mais de 154 mil pessoas morreram devido a lesões relacionadas ao trânsito nas Américas em 2013, número que representa quase 12% de todas as mortes relacionadas ao trânsito no mundo. Acidentes dessa natureza são a principal causa de morte entre jovens com idade entre 15 e 29 anos, particularmente entre homens (73%), apontou.
O Brasil aparece com a terceira maior taxa de mortalidade no trânsito das Américas (25 para cada 100 mil habitantes), empatado com a Bolívia e atrás de Belize e República Dominicana. A taxa média regional é de 15,9 para cada 100 mil habitantes.
“Os acidentes no trânsito provocam muitas lesões e mortes evitáveis e geram um fardo pesado para os sistemas de saúde”, afirmou Carissa Etienne, diretora da OPAS. “A aplicação firme e coerente das leis de trânsito e as campanhas de sensibilização do público são fundamentais para reduzir esse fardo e salvar vidas”, acrescentou.
O relatório da agência da ONU mostrou ainda que 29 países e territórios das Américas têm algum tipo de lei nacional sobre o uso do cinto de segurança, mas apenas 19 possuem leis que exigem seu uso por todos os ocupantes do automóvel. Além disso, seis países têm leis nacionais sobre condução sob os efeitos do álcool, com um limite máximo de concentração de álcool de 0,05g/dl ou menos, bem como limites de 0,02g/dl ou menos para condutores jovens ou principiantes.
O documento mostrou também que 17 países e territórios têm leis nacionais que estabelecem a velocidade máxima de 50 km/h em áreas urbanas e 13 possuem leis que dão poderes às autoridades locais para reduzir ainda mais os limites de velocidade. Apenas cinco países são exemplos de melhores práticas, com leis que cumprem ambos os critérios.
Somente dez países e territórios têm leis nacionais sobre a obrigatoriedade do uso de capacete para condutores e passageiros em todos os tipos de motocicletas e para todos os tipos de potência de motor; e que exigem que o capacete esteja ajustado corretamente e cumpra as normas internacionais de segurança. Treze países e territórios têm leis nacionais vigentes sobre o uso de dispositivos de retenção para crianças em todos os veículos, dependendo da idade, peso ou altura, e restringem o uso do banco dianteiro para crianças, de acordo com idade ou altura.

Maior índice de mortes está entre pedestres
O documento mostrou que os pedestres representaram 22% de todas as mortes no trânsito entre 2010 e 2013 nas Américas, enquanto os motociclistas, 20% e os ciclistas, 3%.
As mortes entre motociclistas foram as que mais cresceram na região no período analisado, passando de 15% para 20%. No entanto, se forem analisadas as sub-regiões, quase metade (47%) das mortes causadas pelo trânsito nos países do Caribe de língua espanhola (Cuba e República Dominicana) aconteceram entre motociclistas. O aumento estaria associado ao crescimento da frota de motocicletas do hemisfério, que quase duplicou entre 2007 e 2013, passando de 6% para 11%.
“A aceleração da urbanização, a necessidade de se mover rapidamente e o crescimento econômico em alguns países têm contribuído para o fato de que as pessoas que antes caminhavam agora estão utilizando motocicletas”, disse Eugênia Rodrigues, assessora regional em Segurança do Trânsito da OPAS/OMS.
“Uma oferta de transporte público seguro, acessível e sustentável e uma boa infraestrutura com calçadas, semáforos e travessias é essencial para proteger a saúde e aumentar os níveis de atividade física da população”, considerou.

Década de Ação pela Segurança no Trânsito
A Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2011-2020 insta os países a executarem as medidas identificadas em nível internacional para tornar suas vias mais seguras. A OPAS/OMS monitora o progresso por meio de seu relatório regional, enquanto a OMS monitora a situação mundial por meio de sua série Relatório Global sobre o Estado da Segurança Viária.
Em setembro de 2015, os chefes de Estado que participaram da Assembleia Geral das Nações Unidas adotaram os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), que incluem uma meta (3.6) para reduzir pela metade o número global de mortes e lesões no trânsito até 2020. “Enquanto tem se alcançado progresso nos últimos anos, muito mais precisa ser feito para executar medidas urgentes e salvar mais vidas”, observou Etienne.
A OPAS/OMS trabalha com os países das Américas para avançar na consecução dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável relacionados à segurança no trânsito, assim como na aplicação de seu Plano de Ação de Segurança do Trânsito (2012-2017) e dos compromissos da Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2011-2020.
Nesse sentido, a Organização desenvolve ações destinadas a fortalecer o papel do setor de saúde na segurança no trânsito, fornecendo assessoramento para a adoção e aplicação de boas leis de trânsito e também para a adoção de estratégias de segurança no trânsito que podem salvar vidas.

Principais dados sobre segurança no trânsito
Com o aumento da velocidade média nas vias urbanas, há também um aumento na probabilidade de acidentes e na gravidade de suas consequências, em especial para os pedestres, ciclistas e motociclistas, disse a organização.
Segundo a OMS, um pedestre tem menos de 20% de probabilidade de morrer se atropelado por um automóvel que circula a menos de 50 quilômetros por hora, mas quase 60% de possibilidade de morrer se atropelado a 80 quilômetros por hora.
Além disso, dirigir sob influência do álcool também aumenta a possibilidade de acidente e de que este termine em morte ou lesão grave. Condutores jovens ou iniciantes correm um risco muito maior de sofrer um acidente de trânsito por conduzir sob efeito de álcool que condutores com mais experiência, disse a organização.
O relatório também apontou que o uso de capacete pode reduzir em quase 40% o risco de morte e em 70% o risco de lesões graves, enquanto utilizar o cinto de segurança reduz o risco de morte entre os condutores e passageiros dos bancos dianteiros entre 45% a 50% e o risco de lesões leves e graves entre 20% a 45%, respectivamente. No que diz respeito aos passageiros dos bancos traseiros, o uso do cinto de segurança reduz o número de mortes e de lesões graves em 25%, enquanto a redução de lesões leves pode chegar a até 75%.
Já a utilização de sistemas de retenção para crianças reduz a probabilidade de um acidente fatal em cerca de 90% no caso de bebês e entre 54% e 80% no caso de crianças pequenas. Além disso, as crianças viajam com mais segurança na parte traseira do veículo.
Fonte - Revista Amazônia  14/09/2016

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Cidade de São Paulo registra menor número de mortes no trânsito desde 1979

Transito

No ano passado, houve 992 vítimas fatais em 953 ocorrências. O total de mortes caiu 20,3% em relação a 2014 e 34,1% em um período de dez anos, de acordo com o Relatório Anual de Acidentes da CET.A queda do número de mortes foi um resultado muito significativo,segundo a CET,levando-se em conta que o número de acidentes fatais vinha reduzindo entre 2008 e 2013, mas teve um aumento de 7,3% em 2014.

Camila Boehm
Repórter da Agência Brasil

arquivo/Ag.Brasil
Em 2015, a cidade de São Paulo teve o menor número de mortes decorrentes de acidentes de trânsito desde 1979, quando a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) começou a registrar os números no Instituto Médico-Legal (IML). No ano passado, houve 992 vítimas fatais em 953 ocorrências. O total de mortes caiu 20,3% em relação a 2014 e 34,1% em um período de dez anos, de acordo com o Relatório Anual de Acidentes da CET.
Os pedestres representaram 42% do total de mortos, com 419 óbitos, seguidos pelos motociclistas (com 370 mortes, ou 37,3% do total) e por motoristas e passageiros (172 vítimas, ou 17,3%). “Apesar de a frota de automóveis ser seis vezes maior que a de motos, o número de motociclistas mortos foi o dobro dos motoristas e passageiros”, informou a CET, em nota.
A queda do número de mortes foi um resultado muito significativo,segundo a CET,levando-se em conta que o número de acidentes fatais vinha reduzindo entre 2008 e 2013, mas teve um aumento de 7,3% em 2014.
Nos últimos dez anos, as mortes por tipo de usuário tiveram queda em quase todos os grupos: o recuo foi 44% entre os pedestres; 46,1% entre motoristas e passageiros e 66,7% entre ciclistas. A exceção são os motociclistas, cujo número de óbitos subiu 7,2%.

Total de acidentes
No total, foram registrados 20.260 acidentes de trânsito com vítimas na cidade em 2015, com 24.260 vítimas. Um quarto das ocorrências foram atropelamentos, chegando a 4.904 casos. Os 15.356 restantes foram classificados como acidentes com vítimas nos veículos. Do total das 953 ocorrências fatais, 407 foram atropelamentos, o que significa 42,7%.
O número de acidentes com vítimas teve redução de 14% em 2015, em comparação ao ano anterior. O percentual de redução foi aproximadamente o mesmo tanto para os atropelamentos – de 5.771 para 4.904 casos – quanto para as ocorrências com vítimas nos veículos – de 17.776 para 15.356.
Os mais de 20 mil acidentes registrados no ano passado tiveram a participação de 33.728 veículos, sendo 16.149 automóveis (47,9% do total), 12.412 motocicletas (36,8%), 2.587 ônibus (7,7%), 643 caminhões (1,9%) e 601 bicicletas (1,8%). Na comparação anual dos acidentes, houve queda nas ocorrências com todos os tipos de veículos em relação a 2014.
“A evolução do índice de mortes por 100 mil habitantes mostra que as previsões feitas pela CET de redução gradativa nas ocorrências fatais de 50% em dez anos – meta preconizada pela ONU [Organização das Nações Unidas] – vêm sendo cumpridas com sucesso. As projeções feitas apontavam que o número de mortes para cada 100 mil habitantes, em 2015, seria de 8,4. O valor medido no ano passado, no entanto, foi 8,26”, disse a CET, em nota.
Fonte - Agência Brasil  26/08/2016

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Colisões frontais caem 36% no primeiro mês em vigor da lei do farol baixo nas rodovias

Trânsito

O balanço foi divulgado nesta sexta-feira (12).Para a PRF, ainda é cedo para atribuir a queda nas estatísticas à nova legislação. Apesar disso, o assessor nacional de comunicação do órgão, Diego Brandão, analisa que é um indicativo do impacto positivo da medida: “um mês é um período curto para fazer uma inferência tão concreta, mas é um indício.  

Natália Pianegonda
Agência CNT de Notícias

foto - José Cruz/ABr - 12/08/2016
No primeiro mês de vigência da lei que obriga que, durante o dia, motoristas trafeguem com o farol baixo aceso em rodovias, a PRF (Polícia Rodoviária Federal) registrou queda de 36% nas colisões frontais em BRs. Entre 8 de julho, quando a norma entrou em vigor, e 8 de agosto de 2016, foram 117 acidentes desse tipo, contra 183 do mesmo período de 2015. O balanço foi divulgado nesta sexta-feira (12).
Para a PRF, ainda é cedo para atribuir a queda nas estatísticas à nova legislação. Apesar disso, o assessor nacional de comunicação do órgão, Diego Brandão, analisa que é um indicativo do impacto positivo da medida: “um mês é um período curto para fazer uma inferência tão concreta, mas é um indício. A simples mudança da legislação, lógico, não vai mudar esse cenário. Tem fiscalização, educação para o trânsito, reengenharia. Tudo faz com que a gente tenha uma mudança. Mas é uma tendência”. Segundo Brandão, manter o farol aceso melhora a visibilidade e, com isso, há aumento na segurança. “Acreditamos que essa inovação de legislação é importante, porque há um reflexo direto em visibilidade, e qualquer coisa que ajude na redução de acidentes é válido”, analisa.
As colisões frontais são o tipo de acidente mais grave, pois causam, proporcionalmente, o maior número de óbitos em rodovias federais. Nos acidentes registrados entre 8 de julho e 8 de agosto, 39 pessoas morreram e 67 ficaram gravemente feridas, respectivamente 56% e 41% menos que no mesmo período do ano passado, quando houve 88 óbitos e 113 feridos graves.
Os números também apontam redução de 34% nos atropelamentos: 86 registrados em 2016, contra 131 de 2015, considerando apenas os acidentes ocorridos durante o dia em BRs. Nesses atropelamentos, houve queda no número de mortos - 10 óbitos em 2016 e 16 em 2015 - e de feridos graves - 43 feridos graves em 2016 e 63 em 2015.

Mais de quatro mil multas por dia
Na média, a PRF flagrou mais de quatro mil motoristas por dia desrespeitando a regra no primeiro mês de vigência da lei. Entre os dias 8 de julho e 8 de agosto, foram emitidos 124.180 autos de infração.
O descumprimento da lei federal é considerado infração média, com quatro pontos na carteira de habilitação e multa de R$ 85,13. A partir de novembro, o valor passará para R$ 130,16.
Goiás, Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina foram os estados com mais flagrantes de motoristas conduzindo durante o dia com os faróis apagados. Em Goiás, foram 14,6 mil multas; no Paraná, foram registrados 12,9 mil flagrantes; em Minas, 12,6 mil; no Rio, a PRF contabilizou 11,1 mil infrações; em Santa Catarina, 10,7 mil condutores foram autuados.
Fonte - Agência CNT de Notícias 

segunda-feira, 28 de março de 2016

Entidades pedem que Brasil acelere obrigatoriedade do ESC - Controle Eletrônico de Estabilidade

Carros/Tecnologia  🚗

O sistema é considerado uma das inovações mais importantes em segurança veicular, equivalente ao cinto. Ele age para corrigir a trajetória do veículo em situações de risco, como curvas fechadas e pista escorregadia, 

Natália Pianegonda - Ag.CNT
foto - ilustração/arquivo
Entidades de defesa dos consumidores querem que o governo brasileiro antecipe a obrigatoriedade do ESC (Controle Eletrônico de Estabilidade, na sigla em inglês) para todos os veículos novos para 2018. Por enquanto, uma resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) prevê a exigência da tecnologia somente a partir de 2022.
O sistema é considerado uma das inovações mais importantes em segurança veicular, equivalente ao cinto. Ele age para corrigir a trajetória do veículo em situações de risco, como curvas fechadas e pista escorregadia, impedindo que o motorista perca o controle do carro. A ONU (Organização das Nações Unidas) recomenda a exigência do Controle Eletrônico de Estabilidade como uma das medidas fundamentais para alcançar a meta da Década Mundial de Ação pela Segurança no Trânsito, de diminuir em 50% a quantidade de mortos em acidentes até 2020, em comparação com 2010.
“Essa é uma ferramenta fundamental para melhorar a segurança, que é um direito do consumidor”, diz o diretor do Programa Global de Justiça e Proteção do Consumidor da Consumers International, uma federação mundial de organizações de consumidores, Antonino Serra Cambaceres. Segundo ele, a estimativa é que o ESC amplie o custo de fabricação do veículo entre US$ 50 e US$ 100. Na opinião de Cambaceres, esse é um “custo marginal”, especialmente considerando os benefícios. “Hoje, no Brasil, há carros que têm o sistema, mas são os mais caros. Os mais populares não têm. E é importante que esse tema de segurança e de salvar vidas não seja uma questão de quem pode pagar por isso. Tem que ser para todos”, reforça.
No dia 23 de março, a Proteste Associação de Consumidores e a Consumers International realizaram testes com veículos equipados e não equipados com o dispositivo. No primeiro teste, um piloto profissional fez um desvio de emergência a 70 km/h com o veículo sem o Controle Eletrônico de Estabilidade. A roda chegou a levantar do chão, e o condutor teve dificuldade para controlar e retomar a rota, diante do risco de capotamento. No segundo teste, foi provocada uma instabilidade no carro equipado com a tecnologia, para avaliar o comportamento. O ESC se mostrou essencial e o motorista não teve problemas em manter a direção.
Dados do Global NCAP (Programa Global de Avaliação de Carros Novos) apontam que, no mundo, 63% dos veículos já têm a tecnologia, enquanto no Brasil o sistema está implantado apenas em 9% da frota. Estudos indicam que, desde 1995, pelo menos 188,5 mil acidentes com ferimentos foram evitados e mais de 6,1 mil vidas foram salvas na Europa, onde a tecnologia já é obrigatória. Para se ter uma ideia, hoje 88% dos veículos europeus possuem o controle eletrônico de estabilidade. Na América do Norte, o índice chega a 96%.
Segundo o Ministério das Cidades, ao qual está ligado o Contran, “as datas estabelecidas pelo Contran em sua resolução servem para que a indústria automotiva se adapte às novas exigências”. O órgão diz, ainda, que optou por tornar obrigatório o ESC, inicialmente, para veículos leves, mas que há estudos em andamento para ampliar a adoção do dispositivo para outras categorias de veículos.
Fonte - Agência CNT de Notícias  28/03/2016