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segunda-feira, 28 de março de 2016

Entidades pedem que Brasil acelere obrigatoriedade do ESC - Controle Eletrônico de Estabilidade

Carros/Tecnologia  🚗

O sistema é considerado uma das inovações mais importantes em segurança veicular, equivalente ao cinto. Ele age para corrigir a trajetória do veículo em situações de risco, como curvas fechadas e pista escorregadia, 

Natália Pianegonda - Ag.CNT
foto - ilustração/arquivo
Entidades de defesa dos consumidores querem que o governo brasileiro antecipe a obrigatoriedade do ESC (Controle Eletrônico de Estabilidade, na sigla em inglês) para todos os veículos novos para 2018. Por enquanto, uma resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) prevê a exigência da tecnologia somente a partir de 2022.
O sistema é considerado uma das inovações mais importantes em segurança veicular, equivalente ao cinto. Ele age para corrigir a trajetória do veículo em situações de risco, como curvas fechadas e pista escorregadia, impedindo que o motorista perca o controle do carro. A ONU (Organização das Nações Unidas) recomenda a exigência do Controle Eletrônico de Estabilidade como uma das medidas fundamentais para alcançar a meta da Década Mundial de Ação pela Segurança no Trânsito, de diminuir em 50% a quantidade de mortos em acidentes até 2020, em comparação com 2010.
“Essa é uma ferramenta fundamental para melhorar a segurança, que é um direito do consumidor”, diz o diretor do Programa Global de Justiça e Proteção do Consumidor da Consumers International, uma federação mundial de organizações de consumidores, Antonino Serra Cambaceres. Segundo ele, a estimativa é que o ESC amplie o custo de fabricação do veículo entre US$ 50 e US$ 100. Na opinião de Cambaceres, esse é um “custo marginal”, especialmente considerando os benefícios. “Hoje, no Brasil, há carros que têm o sistema, mas são os mais caros. Os mais populares não têm. E é importante que esse tema de segurança e de salvar vidas não seja uma questão de quem pode pagar por isso. Tem que ser para todos”, reforça.
No dia 23 de março, a Proteste Associação de Consumidores e a Consumers International realizaram testes com veículos equipados e não equipados com o dispositivo. No primeiro teste, um piloto profissional fez um desvio de emergência a 70 km/h com o veículo sem o Controle Eletrônico de Estabilidade. A roda chegou a levantar do chão, e o condutor teve dificuldade para controlar e retomar a rota, diante do risco de capotamento. No segundo teste, foi provocada uma instabilidade no carro equipado com a tecnologia, para avaliar o comportamento. O ESC se mostrou essencial e o motorista não teve problemas em manter a direção.
Dados do Global NCAP (Programa Global de Avaliação de Carros Novos) apontam que, no mundo, 63% dos veículos já têm a tecnologia, enquanto no Brasil o sistema está implantado apenas em 9% da frota. Estudos indicam que, desde 1995, pelo menos 188,5 mil acidentes com ferimentos foram evitados e mais de 6,1 mil vidas foram salvas na Europa, onde a tecnologia já é obrigatória. Para se ter uma ideia, hoje 88% dos veículos europeus possuem o controle eletrônico de estabilidade. Na América do Norte, o índice chega a 96%.
Segundo o Ministério das Cidades, ao qual está ligado o Contran, “as datas estabelecidas pelo Contran em sua resolução servem para que a indústria automotiva se adapte às novas exigências”. O órgão diz, ainda, que optou por tornar obrigatório o ESC, inicialmente, para veículos leves, mas que há estudos em andamento para ampliar a adoção do dispositivo para outras categorias de veículos.
Fonte - Agência CNT de Notícias  28/03/2016

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Apenas 9% da frota de veículos do Brasil tem controle de estabilidade

Trânsito

Obrigatoriedade do sistema é apontada pela ONU como uma das principais medidas para garantir segurança veicular.O chamado ESC é considerado uma das inovações mais importantes em segurança automotiva.

Natália Pianegonda Agência CNT
foto - Divulgação/Citröen
Enquanto, no mundo, a estimativa é que 63% da frota de veículos tenha o controle eletrônico de estabilidade, no Brasil o índice é de 9%. O chamado ESC é considerado uma das inovações mais importantes em segurança automotiva. Ele age para garantir que o motorista tenha controle do carro em situações de risco, como curvas fechadas e pisos escorregadios, por exemplo. Os dados são do Global NCAP, sigla em inglês para Programa Global de Avaliação de Carros Novos, que visa estimular a fabricação de veículos mais seguros em todo o mundo.
A obrigatoriedade do sistema na fabricação dos carros, ônibus e caminhões é uma das sete medidas consideradas essenciais pela ONU (Organização das Nações Unidas) para aumentar a segurança veicular e, assim, reduzir a quantidade de mortos e feridos no trânsito.
Conforme o Global NCAP, desde 1995, pelo menos 188,5 mil acidentes com ferimentos foram evitados e mais de 6,1 mil vidas foram salvas na Europa, onde a tecnologia é obrigatória. Para se ter uma ideia, hoje 88% dos veículos europeus possuem o controle eletrônico de estabilidade. Na América do Norte, o índice chega a 96%.
Para a organização, o Brasil precisa tornar a tecnologia item de fábrica para todos os modelos. A meta é que 59% da frota do país esteja equipada com o ESC até 2021, se aproximando, assim, do Japão (que deve chegar a 90% nos próximos anos), da Europa (94% até 2021) e da América do Norte (98% até 2021). Mas a obrigatoriedade do uso da tecnologia na indústria automotiva brasileira ainda está em discussão pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito).
A partir de 2016, o Latin NCAP, Programa de Avaliação de Carros Novos para a América Latina, que testa a segurança dos modelos comercializados nesta região do mundo, somente dará a avaliação máxima – cinco estrelas – para os modelos que tiverem o ESC.

Frenagem automática de emergência
Outra tecnologia apontada pela ONU como uma das principais para reduzir o número de mortes no trânsito é o sistema AEB, sigla em inglês para frenagem automática de emergência. Ele possui um sistema de monitoramento com radares, câmeras ou sensores óticos para detectar a proximidade de outros veículos e pedestres. A tecnologia faz o carro reduzir a velocidade caso o motorista não responda a uma situação iminente de colisão ou atropelamento. A estimativa do Global NCAP é que o AEB reduza em 35% os danos causados em um acidente de trânsito.
Fonte - Agência CNT de Notícias  24/11/2015