Mostrando postagens com marcador Acidentes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Acidentes. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Problemas de sinalização agravam acidentes com trens em Curitiba

Ferrovias   🚄

Muito além do barulho causado pelo passar dos vagões, é na coexistência de carros e trens que reside a maior preocupação no trânsito em vários bairros de Curitiba.Segundo a legislação brasileira, a sinalização ferroviária é obrigatória. As chamadas passagens em nível devem ser indicadas com faixas no chão, placas e sinais luminosos. Em alguns casos, cancelas e alertas sonoros também podem ser instalados para evitar acidentes.

Gazeta do Povo
cavok.com
O acidente envolvendo um carro e um trem na região do Cabral na última terça-feira (03) reacendeu a velha discussão a falta de segurança nas regiões próximas à linha férrea. Muito além do barulho causado pelo passar dos vagões, é na coexistência de carros e trens que reside a maior preocupação no trânsito em vários bairros de Curitiba.
E esse não é um problema exclusivo da cidade. Dados da Associação Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) apontam que, entre janeiro e outubro de 2017, foram 60 acidentes ferroviários no Paraná. Na capital, já foram seis casos registrados — incluindo com um óbito, no bairro Uberaba.
Em maio, duas ocorrências no mesmo dia comprovam que acidentes com trens são realmente mais comuns do que se imagina. Ambos os casos envolvendo carros e composições – os chamados abalroamentos – aconteceram em cruzamentos de Pinhais, na RMC, no último mês de maio.
E quem passa por situações assim não esquece. Em 2003, o taxista Maximiliano José teve o carro arrastado enquanto cruzava a linha férrea em Piraquara. O automóvel no qual ele estava morreu sobre os trilhos e ele teve que sair às pressas do veículo junto com a filha. “Foi o tempo exato de saltar pra fora do carro em meio ao som da buzina do trem e dos gritos da minha filha”, relembra. Segundo ele, o carro foi arrastado por cerca de 10 metros e foi completamente destruído.

Problemas de sinalização
Segundo a legislação brasileira, a sinalização ferroviária é obrigatória. As chamadas passagens em nível devem ser indicadas com faixas no chão, placas e sinais luminosos. Em alguns casos, cancelas e alertas sonoros também podem ser instalados para evitar acidentes.
O problema é que, na prática, essa sinalização não funciona tão bem assim. Por falta de manutenção, a indicação se torna confusa e muitos motoristas acabam se arriscando. Um exemplo é a esquina das ruas Marechal Deodoro e Padre Germano Mayer, no Alto da XV, onde as luzes vermelhas piscam sem parar, dando a entender que o trem pode passar a qualquer momento. Situação semelhante acontece em trechos próximos, como na Rua Francisco Alves Guimarães.
Já a algumas quadras de distância, na esquina das ruas Fernandes de Barros e Conselheiro Carrão, essa iluminação está sempre desligada. Na mesma região, na Rua Jaime Balão, um carro foi atingido por um trem no último mês de setembro após o alerta sonoro não ter funcionado. A motorista só percebeu a aproximação dos vagões quando viu a locomotiva vindo em sua direção.

Velho problema
A discussão de soluções para o problema vai desde a instalação de cancelas antes do acesso aos trilhos, até a construção de um anel ferroviário que desvie a malha do perímetro urbano. Na Câmara Municipal de Curitiba os debates têm ultrapassado a questão da segurança, chegando também a abordar outros fatores como o barulho das composições, e o incômodo causado pela passagem dos trens em determinadas horas do dia.
Ao todo, mais de 15 propostas relativas ao tema já foram apresentadas nos últimos 10 anos. A mais recente é de maio deste ano, na qual o vereador Jairo Marcelino (PSD) propôs que a passagem dos trens pela cidade fosse permitida somente após as 9h, devido ao barulho. A questão segue em discussão e a empresa responsável pela exploração ferroviária no Paraná, Rumo (antiga ALL), mantém a circulação irrestrita.
Instalação de cancelas e limite de horário para passagens de trens pela cidade estão entre as propostas em discussão.
Por meio de nota, a companhia informa que tem seguido todas as normas vigentes e que “procura causar o menor impacto possível à população”. A empresa reforça que é obrigação legal da administração pública, por meio dos órgãos ou entidades de trânsito, implantar, manter e operar o sistema de sinalização, os dispositivos e os equipamentos de controle viário; que a ferrovia é sempre preferencial; e que deixar de parar o veículo antes de transpor linha férrea é infração gravíssima, prevista em lei e sujeito a multa.
Quanto à instalação de cancelas para segurança, a Rumo afirmou que é feita “de acordo com estudos realizados individualmente em cada passagem em nível, que determinam se há necessidade do dispositivo”. A empresa salienta que as cancelas não são consideradas uma forma de sinalização totalmente segura e que já propôs ao município a formação de um comitê para discutir o assunto.
Já a prefeitura de Curitiba afirmou que a Superintendência de Trânsito de Curitiba tem debatido a questão com a Rumo e que realizou uma reunião na semana passada para tratar do assunto e discutir alterações nas sinalizações das passagens de nível, levando em conta o aumento do fluxo de carros e de trens pela cidade, registrado nos últimos anos.
A partir daí, segundo a administração municipal, a intenção é firmar um novo convênio entre as partes. A Superintendência de Trânsito orienta o motorista a parar o veículo em todo o cruzamento com a linha férrea e olhar para ambos os lados para se certificar de que não há nenhuma composição de vagões se aproximando, antes de atravessá-la.
Fonte - Revista Ferroviária  09/10/2017

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Em dois meses, vias marginais de São Paulo têm 223 acidentes com vítimas

Trânsito  🚗

Desde o dia 25 de janeiro, as velocidades máximas foram reajustadas de 70 quilômetros por hora (km/h) para 90 km/h na pista expressa, de 60 km/h para 70km/h na pista central, e de 50 km/h para 60 km/h na pista local.Nos primeiros 30 dias dos novos limites de velocidade ocorreram 106 acidentes com vítima, com uma morte.

Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/arquivo
Após o aumento dos limites de velocidade nas vias marginais da capital paulista, foram registrados 223 acidentes com vítimas em dois meses. Segundo o balanço da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), foram 117 ocorrências de 24 de fevereiro a 26 de março, sendo que 93 envolveram motos. Foram registradas duas mortes no período. Nos primeiros 30 dias dos novos limites de velocidade ocorreram 106 acidentes com vítima, com uma morte.
Desde o dia 25 de janeiro, as velocidades máximas foram reajustadas de 70 quilômetros por hora (km/h) para 90 km/h na pista expressa, de 60 km/h para 70km/h na pista central, e de 50 km/h para 60 km/h na pista local. A exceção é a faixa direita da pista local, mais perto da calçada, que permaneceu com limite de 50 km/h. Trafegam pelas marginais Tietê e Pinheiros 1,2 milhão de veículos por dia. A prefeitura não disponibilizou os dados do mesmo período do ano passado para que se possa comparar se houve redução, aumento ou se o número de acidentes se manteve após a medida. Segundo o órgão, essa análise será feita após três meses da implantação dos novos limites.
O aumento das velocidades foi acompanhado por um programa de conscientização dos condutores e reforço nas equipes da CET que atuam nas vias. “Com o aumento de 67% no contingente, mais ocorrências nas marginais passaram a ser atendidas. Hoje, um agente leva em média 10 minutos para chegar em uma ocorrência”, destaca o comunicado da companhia.
A prefeitura de São Paulo havia reduzido as velocidades máximas permitidas não só nas marginais, como em diversas ruas e avenidas da cidade, como parte de um programa de segurança no trânsito da gestão do ex-prefeito, Fernando Haddad.
A CET divulgou, em outubro passado, um balanço que mostrou queda de 52% no número de acidentes fatais nas marginais Tietê e Pinheiros, durante o primeiro ano de implantação da medida. De julho de 2014 a junho de 2015, foram registrados 64 acidentes com mortes. De julho de 2015 a junho de 2016, ocorreram 31.
Fonte - Agência Brasil  04/04/2017

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Brasil gasta mais de R$ 50 bilhões por ano com acidentes de trânsito,alerta ONG

Trânsito  🚗

ONG alerta que Brasil gasta mais de R$ 50 bilhões por ano com acidentes de trânsito.Números apresentados para sensibilizar sociedade e gestores marcam o Dia Mundial em Memória das Vítimas do Trânsito.E essa conta alta não para aí. O Brasil perdeu com a violência no trânsito em 2014 (último ano com os dados consolidados de mortes no trânsito pelo SUS), 56 bilhões de reais

Mariana Czerwonka.
Portal do Trânsito

Portal do Trânsito
Em tempos de recessão, com recursos cada vez mais escassos, sobretudo no setor público, imagine se o Brasil pudesse construir 28 mil escolas de Educação Básica, a um custo de R$ 2 milhões cada unidade? Cada estado poderia comemorar mais de 1037 escolas para os cidadãos. E se o Governo Federal, em reposta a crise crônica no sistema de saúde, pudesse anunciar recursos par a construção de 1800 novos hospitais para o país, custando R$ 30 milhões cada – o que daria mais de 66 hospitais por estado computando-se os 26 estados e o Distrito Federal? Tudo isso poderia ser realidade se a violência no trânsito não “sequestrasse” todo ano esses recursos para pagar os custos das mortes e tratamentos das vítimas e sequelados nas vias.
E essa conta alta não para aí. O Brasil perdeu com a violência no trânsito em 2014 (último ano com os dados consolidados de mortes no trânsito pelo SUS), 56 bilhões de reais, o correspondente a todo o repasse de recursos do Governo Federal para a região Norte (sete estados: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins), mais estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Se considerarmos os últimos 5 anos de dados disponíveis, esse montante chegaria a quase 250 bilhões de reais, o equivalente a: 125 mil escolas, ou mais de 8 mil hospitais.
Os números de mortes por acidente de trânsito no país são preocupantes e nos levam a crer que o país dificilmente atingirá a meta de redução do número de mortes estabelecida no contexto da Década Mundial de Ações para a Segurança Viária. O gráfico a seguir mostra a evolução no número de mortes no país de acordo com os dados oficiais do Ministério da Saúde.


Desse total de mortes, em 2014, por exemplo (ano com informações mais recentes disponíveis), cerca de 1/3 concentra-se em apenas 3 estados brasileiros: São Paulo (7032), Minas Gerais (4396) e Paraná (3076). Há de se ponderar, no entanto, que estes também são os estados que concentram parcela significativa da população e frota no Brasil. Ao analisarmos índices de acidentes, percebe-se que a situação é muito mais crítica nos estados do Piauí (taxa de mortes por 10 veículos igual a 13,62), do Maranhão (taxa de mortes por 10 veículos igual a 13,19) e de Alagoas (taxa de mortes por 10 veículos igual a 12,33).
Esse conjunto de dados que revela a dimensão dos prejuízos com a violência no trânsito no Brasil é o principal alerta que o OBSERVATÓRIO Nacional de Segurança Viária, em conjunto com o SindSeg-SP, traz à sociedade para marcar o Dia Mundial das Vítimas de Acidentes de Trânsito, que será lembrado no próximo dia 20 deste mês, terceiro domingo de novembro, em todo o mundo. Dados detalhados para o estado de São Paulo mostram a evolução das mortes no gráfico que segue.


A data foi instituída em 1993 pela Road Peace,
uma organização do Reino Unido, em prol das vítimas de acidentes rodoviários; e, em 2005, adotada pela ONU – Organização das Nações Unidas – para mobilizar países de todo o mundo para lembrar essas vítimas e também conscientizar sobre os prejuízos de toda ordem com os acidentes rodoviários. De acordo com a ONU, mais de 1,3 milhão de pessoas morrem em acidentes de trânsito por ano, em todo o mundo.
Com a proposta de sensibilizar a sociedade para esse enorme problema, o OBSERVATÓRIO ainda levantou mais comparativos para reflexão nesta data. A cada minuto no país, uma pessoa fica com sequelas permanentes, resultantes dos acidentes nas vias e rodovias do país. Os inválidos permanentes, de acordo com dados do DPVAT , foram quase 600 mil cidadãos só em 2014. O gráfico a seguir mostra a evolução do número de pagamentos de indenizações do Seguro DPVAT por invalidez permanente em acidente de trânsito.


Probabilidade de mortes nas vias
Outros paralelos também podem ser feitos com esses prejuízos. Em tempos de intenso uso das redes sociais, tendo o país 99 milhões de usuários do facebook, nos próximos cinco anos (2016-2021), seis dos seus amigos do facebook perderão a vida; ou serão sequelados de forma permanente; ou, ainda, sofrerão com a perda de alguém para a violência no trânsito. Essa conta foi feita considerando que cada pessoa tenha 200 amigos no facebook. Se forem 300 amigos, seriam 9 vítimas. 400 amigos, 12 vítimas. 500 amigos, 15 vítimas. Só pra caso queiram complementar.
Com esse apanhado de dados, o OBSERVATÓRIO quer alertar a sociedade que o somos todos vítimas da violência no trânsito; e a conta a pagar por isso é muito alta. De acordo com o presidente, José Aurélio Ramalho, há uma penalização em série com a violência no trânsito: somos punidos com as perdas das vidas, com as perdas emocionais, com os prejuízos/custos dos acidentes. “Perde a sociedade, perde a saúde, perde a educação, perdem os programas sociais que poderiam ver os prejuízos no trânsito serem transformados em investimentos para as mais diversas necessidade da população brasileira”.
Para engrossar a lista de comparações, Ramalho cita que tudo que o Brasil gasta, por exemplo, com o Bolsa Família, poderia ser triplicado, se os R$ 56 bilhões de gastos com a violência no trânsito fossem usados nesta área”.
Ele esclarece que a adoção dessa ação, que tem como slogan “Somos todos vítimas”, no Dia Mundial das Vítimas de Acidentes de Trânsito, inclusive com a mesma hashtag, busca quantificar as enormes perdas do trânsito para toda a nação. Os esforços para essa conscientização vão estar focados nesta primeira etapa do trabalho na imprensa em geral e nas mídias sociais, sites, facebook e twitter. O objetivo é ressaltar esses comparativos, comprovando que a prevenção não é só economia, mas fonte de recursos para outros investimentos.
Os reflexos negativos dos acidentes, lembra Ramalho, não afetam apenas as famílias dos vitimados, mas toda a sociedade (por isso, o #somostodosvítimas). Os acidentes precisam deixar de ser vistos como fatalidade e, sim, como ocorrências que podem (e devem) ser evitadas. “O trânsito no Brasil está doente. E todos nós temos de nos envolver na busca de outro cenário, ou seja, na cura para este mal”, ilustra.
As informações são do Observatório Nacional de Segurança Viária
Fonte - Portal do Trânsito

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Cidade de São Paulo registra menor número de mortes no trânsito desde 1979

Transito

No ano passado, houve 992 vítimas fatais em 953 ocorrências. O total de mortes caiu 20,3% em relação a 2014 e 34,1% em um período de dez anos, de acordo com o Relatório Anual de Acidentes da CET.A queda do número de mortes foi um resultado muito significativo,segundo a CET,levando-se em conta que o número de acidentes fatais vinha reduzindo entre 2008 e 2013, mas teve um aumento de 7,3% em 2014.

Camila Boehm
Repórter da Agência Brasil

arquivo/Ag.Brasil
Em 2015, a cidade de São Paulo teve o menor número de mortes decorrentes de acidentes de trânsito desde 1979, quando a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) começou a registrar os números no Instituto Médico-Legal (IML). No ano passado, houve 992 vítimas fatais em 953 ocorrências. O total de mortes caiu 20,3% em relação a 2014 e 34,1% em um período de dez anos, de acordo com o Relatório Anual de Acidentes da CET.
Os pedestres representaram 42% do total de mortos, com 419 óbitos, seguidos pelos motociclistas (com 370 mortes, ou 37,3% do total) e por motoristas e passageiros (172 vítimas, ou 17,3%). “Apesar de a frota de automóveis ser seis vezes maior que a de motos, o número de motociclistas mortos foi o dobro dos motoristas e passageiros”, informou a CET, em nota.
A queda do número de mortes foi um resultado muito significativo,segundo a CET,levando-se em conta que o número de acidentes fatais vinha reduzindo entre 2008 e 2013, mas teve um aumento de 7,3% em 2014.
Nos últimos dez anos, as mortes por tipo de usuário tiveram queda em quase todos os grupos: o recuo foi 44% entre os pedestres; 46,1% entre motoristas e passageiros e 66,7% entre ciclistas. A exceção são os motociclistas, cujo número de óbitos subiu 7,2%.

Total de acidentes
No total, foram registrados 20.260 acidentes de trânsito com vítimas na cidade em 2015, com 24.260 vítimas. Um quarto das ocorrências foram atropelamentos, chegando a 4.904 casos. Os 15.356 restantes foram classificados como acidentes com vítimas nos veículos. Do total das 953 ocorrências fatais, 407 foram atropelamentos, o que significa 42,7%.
O número de acidentes com vítimas teve redução de 14% em 2015, em comparação ao ano anterior. O percentual de redução foi aproximadamente o mesmo tanto para os atropelamentos – de 5.771 para 4.904 casos – quanto para as ocorrências com vítimas nos veículos – de 17.776 para 15.356.
Os mais de 20 mil acidentes registrados no ano passado tiveram a participação de 33.728 veículos, sendo 16.149 automóveis (47,9% do total), 12.412 motocicletas (36,8%), 2.587 ônibus (7,7%), 643 caminhões (1,9%) e 601 bicicletas (1,8%). Na comparação anual dos acidentes, houve queda nas ocorrências com todos os tipos de veículos em relação a 2014.
“A evolução do índice de mortes por 100 mil habitantes mostra que as previsões feitas pela CET de redução gradativa nas ocorrências fatais de 50% em dez anos – meta preconizada pela ONU [Organização das Nações Unidas] – vêm sendo cumpridas com sucesso. As projeções feitas apontavam que o número de mortes para cada 100 mil habitantes, em 2015, seria de 8,4. O valor medido no ano passado, no entanto, foi 8,26”, disse a CET, em nota.
Fonte - Agência Brasil  26/08/2016

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Salvador contabiliza 700 acidentes com ônibus em seis meses

Transporte/Ônibus 

Entre janeiro e junho, de acordo com as estatísticas do órgão, 700 ocorrências com coletivos foram contabilizadas - o que representa quase quatro (3,8) acidentes por dia. -Para o especialista em segurança viária Eduardo Biavati, esse tipo de caso é motivado pela cobrança que condutores recebem para apresentar resultados. 

Yuri Silva  - A Tarde
foto - Lucas Melo/Ag A TARDE
No primeiro semestre deste ano, Salvador registrou uma média mensal de 116 acidentes envolvendo ônibus do transporte urbano, segundo dados divulgados pela Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob). Entre janeiro e junho, de acordo com as estatísticas do órgão, 700 ocorrências com coletivos foram contabilizadas - o que representa quase quatro (3,8) acidentes por dia.
O número representa uma redução de 31,6% em relação ao mesmo período do ano anterior (quando foram registradas 1.024 ocorrências) e de 49,7% em relação a 2014 (1.392 acidentes do tipo). No entanto, o Sindicato dos Rodoviários da Bahia ainda o considera alto.
O decréscimo ano a ano, comemorado pela Semob, também é visto com cautela por motoristas, cobradores e usuários. Além disso, do total de 700 acidentes, 130 deixaram pessoas feridas e cinco provocaram mortes.
Para o diretor de comunicação do sindicato da categoria, Daniel Mota, a pressão sofrida pelos trabalhadores - constantemente vítimas de assaltos e ônibus incendiados - é um dos motivos para falhas humanas que causam acidentes. Segundo Mota, a difícil mobilidade urbana também contribui para os erros.
"A categoria está sobre um barril de pólvora", ilustra o sindicalista. "Nós temos que lidar com o estresse diário, ônibus queimados, assassinatos que acontecem nos veículos e quase sempre voltamos a trabalhar no dia seguinte", afirma ele, criticando a falta de acompanhamento psicológico dos condutores.
Os passageiros, por sua vez, também correm riscos. A prova disso é o aposentado Getúlio dos Santos, 66 anos, vítima de um acidente na via exclusiva de ônibus na Estação Iguatemi.
Era abril de 2013 e Getúlio não imaginava que entraria para uma estatística. Sentado nas cadeiras próximas à janela de um coletivo da antiga empresa BTU, ele foi um dos principais atingidos por outro ônibus, este da também extinta União. De recordação, ficou com 60 pontos no lado direito do rosto e as marcas de duas cirurgias feitas por causa de fraturas. Deu sorte, ele admite. Naquele dia, quatro pessoas morreram na hora e outra mais tarde, após receber atendimento.
"Eu seria a sexta morte, na ordem cronológica", conta o aposentado. "Foi uma pancada muito violenta. Fiquei deformado. Não sei se o motorista estava em alta velocidade, porque eu estava distraído", relembra.

Explicação
Para o especialista em segurança viária Eduardo Biavati, esse tipo de caso é motivado pela cobrança que condutores recebem para apresentar resultados. Segundo Biavati, a melhoria dos sistemas de transporte - como as que aconteceram em Salvador após a licitação das linhas de ônibus pode significar, do outro lado, menos segurança.
"A redução dos tempos médios de viagem nas cidades brasileiras nos últimos anos é positivo para os passageiros, mas isso cria uma pressão para que os motoristas garantam a eficiência do serviço, porque eles estão cada vez mais monitorados por tecnologias", explica o especialista.
O secretário de Mobilidade de Salvador, Fábio Mota, afirma que a redução tem a ver com a capacitação que, segundo ele, os trabalhadores rodoviários vêm recebendo das empresas. Apesar de reconhecer o número elevado de acidentes, ele defende que a tendência de redução deve permanecer nos próximos anos. "Isso é resultado que estamos colhendo por, na licitação das linhas de ônibus, exigirmos da empresa cursos de reciclagem para a categoria", afirma Mota.
O motorista Adilson Carvalho, 38 anos, que roda na linha Pernambués-Pituba, defende que outras pessoas atrapalham o trabalho dos condutores no trânsito, enquanto passageiros reclamam da alta velocidade praticada pelos rodoviários. "Praticamos direção defensiva todo dia, porque, às vezes, o passageiro quer descer antes do ponto e o mototaxista faz uma ultrapassagem errada", afirma ele.
Já o vigilante Ivanilson Moreira, 44, conta que, por causa da correria comum no trânsito, fica apreensivo quando precisa pegar ônibus. "É normal a gente estar no ônibus e o motorista freiar bruscamente porque está correndo", relata.
Fonte - A Tarde  11/07/2016

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Índice de mortes por acidentes de trânsito cai 30,7% na capital paulista

Trânsito

A maior redução ocorreu entre os pedestres, que sofreram 18 acidentes fatais a menos em outubro de 2015, quando foram registradas 26 mortes contra 44 em 2014. A frota da capital aumentou em 70 mil veículos entre julho e outubro de 2015, mas, no período, foi verificada redução de 8% nos índices de mortes por 10 mil veículos.Conforme a pesquisa, houve queda de 21,2% no número de mortes em acidentes de trânsito na capital entre janeiro e outubro de 2015. 

Flávia Albuquerque 
Repórter da Agência Brasil
Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil
A quantidade de mortes por acidentes de trânsito nas ruas de São Paulo caiu 30,7 % em outubro de 2015, em comparação com o mesmo mês de 2014, de acordo com estudo feito pela Secretaria Municipal de Transportes. Segundo o levantamento, o número de mortes passou de 101 para 70.
A maior redução ocorreu entre os pedestres, que sofreram 18 acidentes fatais a menos em outubro de 2015, quando foram registradas 26 mortes contra 44 em 2014. Entre os motociclistas, foram 28 mortes em outubro deste ano e 40 no mesmo mês do ano passado.
Conforme a pesquisa, houve queda de 21,2% no número de mortes em acidentes de trânsito na capital entre janeiro e outubro de 2015. Nesse período, foram registradas 829 mortes, 223 a menos que as 1.052 de 2014.
Também houve registro de queda no indicador de mortes no trânsito para cada 100 mil habitantes. A redução chegou a 17,8% em outubro de 2015 na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Ainda que, segundo o Detran, a frota da capital tenha aumentado em 70 mil veículos entre julho e outubro de 2015, também foi verificada redução de 8% nos índices de mortes por 10 mil veículos. Somente em outubro, comparado com o mesmo mês do ano anterior, o índice caiu 20,3 %.
De acordo com a secretaria, a quantidade de mortes de pedestres começou a cair com a implantação, em julho de 2015, da redução da velocidade máxima. Nos índices de julho, agosto, setembro e outubro de 2015 foi mantida a tendência de queda com registro, respectivamente, de 39, 35, 28 e 26 acidentes fatais envolvendo pedestres. Em outubro de 2014 morreram 44 pedestres. No mesmo mês de 2015, foram 26 mortes.
Na comparação entre janeiro e outubro de 2015 com o mesmo período do ano passado, a queda de mortes de pedestres chegou a 22,8%. A redução dos acidentes fatais com motociclistas, motoristas e passageiros e ciclistas atingiu 18,8%, 18,3% e 36,6%. Os dados são explicados pela expansão da malha cicloviária da cidade, que hoje tem 373,6 quilômetros. Desde julho de 2014, foram abertos 277 quilômetros de ciclovias.
Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Transportes informou que, caso seja mantido o ritmo de queda, a cidade de São Paulo poderá atingir a meta da Organização das Nações Unidas (ONU) para segurança no trânsito antes do tempo estabelecido.
O objetivo do governo paulistano é não ultrapassar seis mortes a cada 100 mil habitantes por ano. "Hoje, o índice da cidade é de 8,82. Em 2012, era de 12”, acrescentou a nota da secretaria.
Fonte - Agência  Brasil  04/01/2016

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Em dez anos o número de acidentes em rodovias cresceu 50% no Brasil

Transito

O País registrou um aumento de 50,3% no número acidentes em rodovias federais. As mortes cresceram 34,5% e a quantidade de feridos, 50%. A boa notícia, se é que pode ser chamada assim, é que desde 2010,o número vem caindo (8,5%), na contramão do crescimento da frota,

Mariana Czerwonka
Portal do Trânsito

Dados do relatório Acidentes de trânsito nas rodovias federais brasileiras, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base nos números da Polícia Rodoviária Federal (PRF) foram apresentados ontem e mostram um pouco mais do cenário do trânsito no Brasil.Nos últimos dez anos, o País registrou um aumento de 50,3% no número acidentes em rodovias federais. As mortes cresceram 34,5% e a quantidade de feridos, 50%. A boa notícia, se é que pode ser chamada assim, é que desde 2010, o número vem caindo (8,5%), na contramão do crescimento da frota, coincidindo com o início das operações da PRF concentradas nos trechos mais críticos.
Aproximadamente oito mil pessoas perderam a vida e cerca de 100 mil ficaram feridos, em 169 mil acidentes registrados pela PRF em 2014, com fortes impactos sobre o orçamento público e a renda das famílias atingidas. A análise mostra que, nesse período, ocorreram, em média, 463 acidentes por dia, envolvendo 301 mil veículos e 23 mortos - uma média de 1,78 veículos por ocorrência. Segundo o relatório 32% dos acidentes tiveram como causa a desatenção do motorista.
Minas Gerais apresentou o maior número de acidentes e mortos. Foram 21,8 mil, enquanto o estado do Amazonas registrou o menor, com 168.

Tipo de acidentes
Apesar dos automóveis estarem envolvidos na maior parte dos acidentes nas rodovias, aqueles envolvendo motocicletas são proporcionalmente mais letais. Eles respondem por cerca de 18% do total, mas em termos de mortes, respondem por 30% do total e 40% de todas as lesões graves.
As colisões frontais e atropelamentos são tipos de acidentes que apresentam baixa ocorrência (6,5% do total de acidentes), mas respondem por quase metade das mortes nas rodovias federais. Além disso, a desatenção dos motoristas, ingestão de bebidas alcoólicas e desrespeito às regras de trânsito são as causas mais frequentes dos acidentes com fatalidade, indicando a necessidade de realização de campanhas educativas permanentes.
A falta de experiência também é uma das causas de acidentes em rodovias. Márcia Pontes que é educadora de trânsito escreve em seu "Blog Aprendendo a Dirigir" que um dos principais erros dos motoristas recém-habilitados é pegar a rodovia, sem ainda dominar o carro direito na cidade. ”Se o condutor ainda não domina os pedais do carro, não deve enfrentar a estrada. Rodovia tem aquela representação de velocidade, de que não precisa trocar muito de marcha, mas é ilusão. Até o momento em que se pega um engarrafamento, um desvio, um acidente que deixa o trânsito lento e tem que enfrentar ladeiras, paradas em inclinação de pontes e viadutos; ter que andar em marchas baixas sem deixar o carro morrer com um caminhão gigante atrás do carro tomando toda a imagem dos seus retrovisores. Será que o condutor inexperiente saberá o que fazer nessa hora?”, pergunta Pontes.

Custos
Além dos traumas causados às vítimas e familiares, os acidentes de trânsito representam altos custos monetários para a sociedade. Com base na metodologia desenvolvida anteriormente pelo Ipea em conjunto com a Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) e o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), foram atualizados os cálculos de custos dos acidentes de trânsito nas rodovias federais para a base de acidentes dos anos de 2007, 2010 e 2014.
Os cerca de 170 mil acidentes de trânsito ocorridos nas rodovias federais brasileiras em 2014 geraram um custo para sociedade de R$ 12,3 bilhões. Destes, 64,7% estavam associados às vitimas dos acidentes, como cuidados com a saúde e perda de produção devido às lesões ou morte, e 34,7% aos veículos, como danos materiais e perda de cargas, além dos procedimentos de remoção dos veículos acidentados.
Estima-se que o custo dos acidentes nas rodovias estaduais e municipais, em 2014, teria sido algo entre R$ 24,8 e R$ 30,5 bilhões. Em termos globais, pode-se estimar em cerca de R$ 40 bilhões de reais por ano o custo que a sociedade tem com os acidentes de transito em todas as rodovias brasileiras.

Para dirigir com segurança em rodovias
Para dirigir com segurança em rodovias, é necessário seguir algumas dicas. A primeira delas é revisar o veículo antes da viagem. “Luzes, freios, óleo do motor e suspensão são itens que devem ser revisados periodicamente, principalmente antes das viagens”, diz Celso Alves Mariano, especialista em trânsito e diretor do Portal.
Planejar itinerários, paradas para abastecimento e descanso, também devem fazer parte da rotina. “Prefira sempre viajar de dia, é mais seguro. Aos primeiros sinais de cansaço, o ideal é parar em lugar seguro para relaxar”, alerta o especialista.
A sinalização e legislação também devem ser respeitadas. “Não descuidar da sinalização, não parar na pista, não transitar no acostamento e respeitar os limites de velocidade são dicas importantes que devem ser seguidas por todos”, conclui Mariano.
Fonte - Portal do Trânsito  24/09/2015 

sábado, 11 de julho de 2015

Congresso tratará dos problemas e prevenção de acidentes de trânsito

Trânsito

Palestrantes de renome internacional irão tratar dos problemas e da prevenção em relação a acidentes de trânsito e estradas do Brasil.Os organizadores do evento pretendem também envolver a comunidade, com ações sociais, 

Mariana Czerwonka
Portal do Trânsito
Marta Rossi, da Rossi e Zarzanello, que está organizando
o Congresso, o diretor do Denatran, Alberto Angerami,
presidente do evento Juarez Molinari e o chefe de gabinete do
 Denatran, Ronaldo Camargo
O 11º Congresso Brasileiro Sobre Acidentes e Medicina de Tráfego ocorrerá de 9 a 13 de setembro de 2015, no Wish Serrano Resort, em Gramado (RS).
Palestrantes de renome internacional irão tratar dos problemas e da prevenção em relação a acidentes de trânsito e estradas do Brasil.
Os organizadores do evento pretendem também envolver a comunidade, com ações sociais, buscando sempre uma maior conscientização. “A participação dos alunos das escolas de Gramado é muito importante”, afirma o presidente do evento Juarez Molinari.
Desde a sua fundação, em1980, aAssociação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) congrega os especialistas em Medicina de Tráfego desenvolvendo ações, estudos e pesquisas visando à prevenção de acidentes decorrentes da mobilidade humana, procurando evitá-los ou mitigar a dor por eles provocada. Por isso, a importância da realização de reuniões de caráter científico, tais como congressos, simpósios e cursos de atualização.
Uma cidade onde o pedestre coloca o pé na faixa de segurança e os motoristas imediatamente param os veículos. Sem nenhum semáforo no município, os cruzamentos de maior movimento são ordenados apenas por rotatórias floridas. Assim é Gramado, no Rio Grande do Sul. E esse é apenas um dos motivos pela escolha deste acolhedor município da Serra Gaúcha para receber o 11º Congresso Brasileiro Sobre Acidentes e Medicina de Tráfego.
Além da disciplina do trânsito, Gramado é reconhecida por sua infraestrutura hoteleira e gastronômica, além de espaços bem equipados para a realização de eventos de todos os portes. E o que dizer do comércio, bastante variado e repleto de produtos que são a cara da cidade, como o chocolate, o couro, o tricô e o artesanato, sem esquecer dos produtos coloniais - preparados com carinho pelos agricultores do município.
A realização do 11º Congresso Brasileiro Sobre Acidentes e Medicina de Tráfego é da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego e organização da Rossi e Zorzanello Feiras e Empreendimentos. A agência oficial é a Brocker Turismo. Informações pelo telefone (54) 3282.5400 ou, ainda, pelo e-mail brocker@brockerturismo.com.br.
Fonte - Portal do Trânsito  11/07/2015

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Dois acidentes com BRT no sistema Transoeste deixam 150 feridos na manhã de hoje

BRT

Dois acidentes com o BRT Transoeste deixam 150 feridos nesta manhã - Um dos ônibus teria perdido o freio e provocado a colisão, relata passageiro. O acidente ocorreu na Avenida das Américas, na zona oeste do Rio. Um deles com dois ônibus articulados, na altura da estação CTEx, em que cerca de 120 pessoas ficaram levemente feridas.

O Globo 
Da redação 
Acidentes entre ônibus do BRT hoje cedo, no Rio créditos:
 Carlos Eduardo Cardoso /Agência O Dia
Rio - Pelo menos 150 pessoas ficaram feridas nos dois acidentes envolvendo quatro ônibus do BRT Transoeste na manhã desta terça-feira (13), informou o jornal O Globo, em matéria assinada por Elaine Neves e Ana Cláudia Costa.
O acidente ocorreu na Avenida das Américas, na zona oeste do Rio. Um deles com dois ônibus articulados, na altura da estação CTEx, em que cerca de 120 pessoas ficaram levemente feridas. Minutos depois, outro acidente, também com dois ônibus, aconteceu na altura da estação Pontal, deixando 30 feridos. Bombeiros dos quartéis de Guaratiba e Barra da Tijuca foram acionados para prestar atendimentos aos passageiros. Grande parte das vítimas foi encaminhada para o hospital municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca.

Veículo sem freios
Passageiros que estavam nos ônibus do BRT disseram que o coletivo que bateu na traseira do outro veículo teria perdido o freio. Segundo a diarista Rose Aguiar, o primeiro ônibus parou no sinal da estação, e o motorista discutia com alguém no celular. Nesse momento, o coletivo que vinha atrás teria tentado parar, mas não conseguiu. Ainda de acordo com a passageira, já no hospital, o motorista do ônibus de trás teria dito que o veículo estava sem freio, até mostrando fotos do pedal do freio quebrado.
De acordo com o consórcio, um coletivo foi disponibilizado para levar os feridos porque ambulâncias não davam conta para socorrer todas as vítimas.
Fonte - Mobilize  13/01/2015

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Queda de 44% de acidentes graves nas rodovias federais durante o Ano Novo

Transito

Rodovias federais apresentam queda de 44% de acidentes graves durante o Ano Novo.A operação da PRF registrou 53 acidentes nas rodovias federais que cortam o Ceará, sendo 9 deles graves.Ao todo, 53 acidentes foram registrados nas BRs durante o período de Ano Novo

DN
FOTO: NATINHO RODRIGUES
Assim como nas CEs, as BRs que cortam o Ceará também apresentaram queda no número de acidentes durante o período de Ano Novo. Em relação a 2013, o índice de acidentes graves (aqueles que resultam em, ao menos, um ferido grave ou um óbito) apontou uma diminuição de 44 %, informou a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Entre o último sábado (27) e a última quinta-feira (1º), a operação da PRF registrou 53 acidentes nas rodovias federais que cortam o Ceará, sendo 9 deles graves, o que resultou em 3 pessoas mortas e 43 feridas. Em 2013, no entanto, aconteceram 56 acidentes, sendo 16 graves. Tais ocorrências resultaram 7 mortos e 40 feridos.
No que diz respeito ao número total de acidentes, houve uma redução de apenas 5%(de 56 para 53). Em relação aos acidentes graves, no entanto, houve maior queda, reduzindo 44% (de 16 para 9). Já a taxa de mortalidade caiu 57%, de 7 mortes em 2013 para 3 em 2014.
A operação da PRF registrou, também, 59 autuações e 5 prisões pela Lei Seca, o que corresponde a 1 condutor autuado a cada 32 testes de alcoolemia realizados. Um total de 1.828 autos de infração foram lavrados, sendo 270 deles por ultrapassagens proibidas. 95 veículos com alguma irregularidade foram recolhidos.
Em comparação ao período de Natal, a movimentação nas rodovias federais foi mais tranquila. No feriado natalino foram registrados 67 acidentes, com 45 feridos e 5 mortos.Participaram da operação, ao todo, 250 policiais rodoviários federais, com a utilização 25 viaturas, 30 etilômetros (bafômetros) e 5 radares móveis. A Operação Integrada Rodovida, que envolve a União, estados e municípios, só será finalizada após o Carnaval.
Fonte - Diário do Nordeste  02/01/2015

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Índice de acidentes nas rodovias federais registra queda no feriado de Natal

Transito

Segundo a Polícia Rodoviária Federal, de 20 a 25 deste mês, houve 17% menos acidentes nas rodovias federais do país do que no mesmo período do ano passado.Apesar de altos, os números apresentados pela PRF demonstram uma diminuição bastante satisfatória em alguns dos índices relativos a acidentes nas rodovias do país.

Pedro Peduzzi 
Repórter da Agência Brasil 
José Cruz/Agência Brasil
Balanço divulgado hoje (26) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) informa que, entre os dias 20 e 25 de dezembro, feriado prolongado de Natal, houve 183 mortes e 2.224 feridos nos 3.258 acidentes registrados nas estradas brasileiras. Apesar de altos, os números apresentados pela PRF demonstram uma diminuição bastante satisfatória em alguns dos índices relativos a acidentes nas rodovias do país.
A começar pelo número total de acidentes (3.258), 17% inferior ao índice registrado no mesmo período do ano passado. Destes, 282 foram classificados como graves – número 51% inferior ao de 2013. Já o número de feridos (2.224) mostra que houve redução de 20%, na comparação com o mesmo período de 2013.
De acordo com a PRF, a queda nos índices ocorreu principalmente devido à Operação Rodovida, que vem sendo implementada pelo órgão desde o início de dezembro. Foram feitas ao todo 127 mil fiscalizações nas estradas brasileiras. Apesar de todo o esforço, há ainda, segundo a PRF, muitos condutores que não foram sensibilizados sobre suas responsabilidades no trânsito. Prova disso é que, no período, a cada 63 testes de alcoolemia feitos pelo órgão, um condutor foi flagrado dirigindo sob influência de álcool. Isso resultou na retirada de circulação de 569 condutores embriagados.
O Distrito Federal (DF) também registrou queda nos índices de acidentes nas sete rodovias que cortam a capital do país (BRs 020, 040, 050, 060, 070, 080 e 251). Nesta unidade federativa,houve duas mortes, além de 59 feridos nos 67 acidentes registrados, seis deles considerados graves. A PRF informa que esses números representam queda de 80% no índice de óbitos; de 26% no de feridos; de 17% no de acidentes e de 54% no índice relativo a acidentes graves.
No DF, a maior parte dos acidentes foi na BR-020 (saída para o Nordeste) e na BR-040 (saída para o Sul e o Sudeste). Entre os dias 20 e 25 de dezembro, a unidade da PRF fez, na região, cerca de 1,2 mil fiscalizações e ações nos pontos considerados críticos. Foram flagrados 14 condutores dirigindo sob a influência de álcool. Cinco deles foram presos.
Fonte - Agência Brasil  26/12/2014

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Países devem trabalhar em conjunto para humanizar o trânsito, diz especialista

Trânsito

“Sabemos porque as pessoas perdem as vidas no trânsito, no mundo inteiro: por falta de capacidade institucional dos países, estradas malcuidadas, falta de decisão política e de conhecimento por parte dos motoristas, além do baixo nível de campanhas educativas.

Ivan Richard -Ag.Brasil
foto - ilustração
As mortes provocadas por acidentes de trânsito não têm provocado no mundo a reação necessária para a adoção de medidas que reduzam os números de vítimas, disse hoje (13) o comissário de Segurança Rodoviária Global da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Saul Bilingsley, que participa de seminário internacional sobre segurança viária, promovido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Brasília.
“Sabemos porque as pessoas perdem as vidas no trânsito, no mundo inteiro: por falta de capacidade institucional dos países, estradas malcuidadas, falta de decisão política e de conhecimento por parte dos motoristas, além do baixo nível de campanhas educativas. Isso vem de uma razão apenas, que é a falta de vontade política para tratar o tema”, disse Bilingsley ao apresentar ações de uma fundação da FIA que atua com a problemática das mortes do trânsito.
A policiais e servidores da PRF, Bilingsley disse que a redução das vítimas dos acidentes de trânsito em todo o mundo passam pela troca de informações e políticas entre os países, que devem fazer campanhas semelhantes às adotadas para combater doenças como aids e malária. “Em relação aos acidente, poderemos ter uma redução bastante grande, de 50%, até 2030, se tivermos o comprometimento de todos os países”, ressaltou.
O diretor executivo do Conselho Nacional de Segurança Rodoviária da Austrália, Soames Job, destacou que a segurança nas estradas pode e deve ser administrada. Ao citar experiências adotadas em seu país, que reduziram os acidentes de trânsito, Job enfatizou que, assim como na construção civil, em que os operários são obrigados a usar equipamentos de segurança, os motoristas têm que ser “obrigados” a seguir as leis de trânsito.
“Obrigamos a utilização de equipamentos de segurança [na construção civil], e mesmo que a pessoa tropece [no alto de uma obra], o trabalhador sobreviverá. O mesmo temos que fazer no trânsito”, comparou. Ele disse que para o Brasil reduzir as vítimas de trânsito precisa investir no controle centralizado das operações de trânsito, elevação dos valores da multas, rigor da fiscalização e um sistema confiável de dados.
“Os sistemas de dados são extremamente importantes, e as decisões têm que ser baseadas em evidências- um sistema de dados para saber sobre tudo o que está acontecendo. Temos que administrar todas as vias, não parte delas, e isso exige cooperação entre os responsáveis pelas estradas. Isso faz com que possamos reconhecer e tratar os pontos mais críticos e direcionar ações”, aconselhou.
De acordo com a diretora-geral da PRF, Maria Alice Nascimento, a intenção do seminário é trocar experiências com outros países para aperfeiçoar as ações de segurança no Brasil. “Trouxemos palestrantes, com apoio do Banco Mundial, da Espanha e da Austrália, e estamos vendo situações em que eles já trabalham em seus países, focadas na questão da segurança viária, que, com certeza, vai colaborar com a nossa realidade”, disse ela.
“É um desafio para todos os países a redução de acidentes violentos no trânsito. O Brasil tem feito muito nessa área, temos conseguido reduzir, ano a ano, o número de acidentes, devido a um trabalho conjugado entre as polícias rodoviárias federal e estaduais, e outros órgãos públicos. Trocar experiência, falar o que tem de bom por aqui [no Brasil] e receber as informações do que é feito lá fora é sempre muito importante”, acrescentou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.
Fonte - Agencia Brasil  13/11/2014

Piso de viaduto em Salvador coloca em risco a vida de pedestres há 5 meses

Salvador

De acordo com o Sindicato dos Engenheiros e Arquitetos da Bahia (Sinaenco) todos os 26 viadutos existentes na cidade precisam de reparos urgentes. O estudo, intitulado Prazo de Validade Vencido, foi feito em 2006, durante a gestão do então prefeito João Henrique (PSL). Segundo o órgão, mesmo com o aviso sendo feito há cerca de oito anos, até o momento, nada foi feito.
Os buracos no piso são um convite ao acidente


Chayenne Guerreiro - TB
Os buracos no piso são um convite ao acidente
Foto - Francisco Galvão
Quem passa pelo viaduto São Raimundo, na Rua Direita da Piedade, já se acostumou a se equilibrar entre os desníveis da calçada. No local, o cenário é o pior possível: placas soltas, piso quebrado e fios descobertos. A sensação de abandono é tanta que moradores do local chegaram a pendurar um cartaz exigindo que fosse tomada uma providência sobre o assunto.
“Não adianta vocês tirarem foto, eu mesmo já encaminhei fotos como essa pra prefeitura diversas vezes e nada foi feito”, gritou um pedestre que avistou a equipe da TB trabalhando no local.
De acordo com um morador da área, Hélio Alves, a situação já se estende há mais de cinco meses. “Eu sempre falo sobre esse viaduto. Ele pode causar acidentes com deficientes físicos, idosos, crianças. As placas estão soltas, com buracos enormes, o viaduto está nessa situação há uns cinco meses,” conta.
Se para um pedestre passar pelo local requer cuidado e atenção, para um cadeirante se torna uma situação impossível. “Procuro vir o mínimo possível para esse lado da cidade, mas quando preciso, ando no canto da pista. É impossível ir por cima da calçada do viaduto, tem muitos buracos, se a roda da minha cadeira fica presa em alguma delas, corro o risco de me machucar”, diz a estudante Luiza Campos.
De acordo com o Sindicato dos Engenheiros e Arquitetos da Bahia (Sinaenco) todos os 26 viadutos existentes na cidade precisam de reparos urgentes. O estudo, intitulado Prazo de Validade Vencido, foi feito em 2006, durante a gestão do então prefeito João Henrique (PSL). Segundo o órgão, mesmo com o aviso sendo feito há cerca de oito anos, até o momento, nada foi feito.
A equipe da Tribuna da Bahia entrou em contato com a Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal), que informou, em nota, que a Prefeitura do Salvador, através da órgão, recuperou diversos viadutos no primeiro semestre deste ano.
No caso do viaduto da Piedade, a Desal informou ainda que a SUCOP - Superintendência de Conservação e Obras Públicas - vai mandar uma equipe ao local hoje para fazer uma vistoria e avaliar a situação - quantas placas deverão ser substituídas - para tomar as providências necessárias.
Ainda de acordo com o órgão, foi realizada manutenção total do viaduto da Piedade nos meses de maio e junho, para a Copa do Mundo Fifa, com substituição de placas e pintura.
Fonte - Tribuna da Bahia  13/11/2014

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Acidentes e ônibus quebrado congestionam trânsito em Salvador

Salvador

Salvador travada na manhã dessa quarta feira (5) em virtude de acidentes em vários locais da cidade

A Tarde
Da Redenção 
Magno Brandão De Castro‎ - FB
O trânsito está congestionado em vários pontos de Salvador na manhã desta quarta-feira, 5. De acordo com a Superintendência de Trânsito e Transporte (Transalvador), o engarrafamento é reflexo de acidentes e veículos quebrados.
Um micro-ônibus bateu em um poste na avenida Juracy Magalhães, deixando um ferido. A pista ficou suja de óleo e vidro, o que dificultou a circulação no local. Foi realizada limpeza da via, mas o congestionamento ainda atinge outras regiões de Salvador.
Um carro e um ônibus colidiram na Orla na altura do Aeroclube, sentido Pituba. Um ônibus também quebrou na Cardeal da Silva.
Por conta dessas ocorrências, os motoristas enfrentam retenção na Paralela, ACM, Magalhães Neto, Bonocô, Costa Azul e Juracy Magalhães.
Fonte - A Tarde  05/11/2014

terça-feira, 16 de setembro de 2014

SuperVia realiza simulado de acidente em passagem em nível

Transportes sobre trilhos

A SuperVia opera oito ramais e, em uma extensão de 270 quilômetros, conta com 40 passagens oficiais (sinalizadas com avisos sonoro e visual)

Revista Ferroviária

A SuperVia, em parceria com a Prefeitura de São João de Meriti (RJ), realizou um simulado de acidente envolvendo um trem e um ônibus na passagem em nível próxima à estação Pavuna/São João de Meriti, no ramal Belford Roxo. A ação é parte da Campanha de Segurança nas Passagens em Nível, realizada pela concessionária desde 2012, com o objetivo alertar e conscientizar motoristas e pedestres sobre as normas de circulação em locais cortados pela linha férrea. A ocasião também marcou o treinamento de mais de 400 funcionários de órgãos como Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e agentes de trânsito da Guarda Municipal de São João de Meriti responsáveis por prestar o atendimento adequado nesse tipo de situação. O simulado teve duração de uma hora e meia e contou ainda com a participação de 40 voluntários.
A atividade envolveu as áreas de Segurança, Via Permanente, Sinalização, Segurança do Tráfego, Segurança do Trabalho da SuperVia. Durante o simulado foram distribuídos ainda 10 mil panfletos educativos para moradores e pedestres da região explicando as regras de trânsito e alertando sobre a importância de respeitar a sinalização.
A passagem em nível da estação Pavuna/São João de Meriti é uma das mais movimentadas do sistema ferroviário por estar situada na região Central do município. Estima-se que, em um período de 12 horas, passam pelo local mais de 50 mil pessoas e 20 mil veículos (caminhões com carga, ônibus, automóveis e motocicletas). Por determinação interna de segurança do tráfego, a circulação dos trens nestes pontos ocorre em velocidade de 30 km/h ao invés dos 80 km/h. A imprudência é o principal motivador de atropelamentos e colisões com veículos, colocando em risco a vida de pedestres, passageiros e funcionários da empresa.
“Segurança é um valor inegociável para SuperVia e precisamos estar sempre atentos para prestar o melhor serviço ao nosso passageiro. A atuação junto aos pedestres e motoristas é fundamental para alertarmos a população sobre a importância de se respeitar o Código de Transito Brasileiro. Se as pessoas seguirem a orientação pare, olhe e escute conseguiremos zerar as estatísticas de acidentes”, explica João Gouveia, diretor de Operações da SuperVia.
A SuperVia opera oito ramais e, em uma extensão de 270 quilômetros, conta com 40 passagens oficiais (sinalizadas com avisos sonoro e visual). No entanto, a concessionária estima que existam até 150 passagens clandestinas ao longo da via. Em um trabalho de monitoramento, são fechadas, em média, quatro por mês, porém ao final do mesmo período, ao menos três destas passagens irregulares são reabertas. Por isso, a SuperVia considera indispensável o isolamento completo da área restrita à circulação de trens. Para mudar esse cenário, a concessionária negocia com os governos Federal e Estadual a implantação do projeto “Segurança da Via”, cujo objetivo é realizar a segregação total da linha férrea, com a construção de muros, passarelas e viadutos. A implantação dessa iniciativa depende do poder público, pois envolve soluções urbanísticas de acessibilidade, desapropriações e programas sociais.
Fonte - STEFZS  16/09/2014

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Número de indenizações do seguro obrigatório de veículos cresce 14% no ano

Transito

O maior número de indenizações (113.996) foi na Região Nordeste, com registros de garantias por morte, invalidez permanente e reembolsos de despesas médicas e hospitalares. A informação é ainda mais relevante, porque a região tem a terceira maior frota do país. O Sudeste, que tem o maior número de veículos do Brasil, ficou em segundo lugar, com 89.466 indenizações pagas no primeiro semestre.

Cristina Indio do Brasil
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
O Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (Dpvat) pagou, no primeiro semestre deste ano, 340.539 indenizações, o que significa crescimento de 14% comparado a igual período do ano passado. Do total, foram 259.845 indenizações por invalidez permanente, uma elevação de 21%, de acordo com a Seguradora Líder-Dpvat, administradora do seguro no país, que divulgou os dados nesta segunda-feira (25).
O maior número de indenizações (113.996) foi na Região Nordeste, com registros de garantias por morte, invalidez permanente e reembolsos de despesas médicas e hospitalares. A informação é ainda mais relevante, porque a região tem a terceira maior frota do país. O Sudeste, que tem o maior número de veículos do Brasil, ficou em segundo lugar, com 89.466 indenizações pagas no primeiro semestre.
O número de mortes caiu 13% em relação aos seis primeiros meses de 2013. A Região Sudeste registrou 37% do total, seguida da Região Nordeste, com 29% das indenizações por morte.
Os acidentes envolvendo motocicletas representaram 75% (256.387) de todas as indenizações pagas, apesar de corresponderem a apenas 27% da frota nacional de veículos. Os automóveis, que representam aproximadamente 60% da frota, foram responsáveis por 23% dos benefícios pagos (67.906).
Na avaliação do diretor-presidente da Seguradora Líder-Dpvat, Ricardo Xavier, o crescimento do número de indenizações indica que o brasileiro está conhecendo melhor seus direitos e fazendo os pedidos de seguro Dpvat. Mas, apesar da redução das mortes, o trânsito brasileiro ainda requer muita atenção dos órgãos públicos e privados. “Um ponto que deve servir de observação e política pública é o real aumento de acidentes de trânsito no país, principalmente os que envolvem motocicletas”, disse.
Ricardo Xavier destacou que o processo de recebimento do seguro, pelas vítimas de trânsito, é simples, gratuito e não precisa de intermediário para dar entrada no pedido de indenização. “Para ter acesso ao benefício, basta apresentar os documentos no ponto de atendimento escolhido, no prazo de três anos, a contar da data da ocorrência do acidente. Em caso de dúvidas, dispomos de um site com a relação dos locais de atendimento e os documentos necessários para solicitar cada tipo de indenização”, informou.
De acordo com a seguradora, o pagamento da indenização é feito em conta-corrente ou poupança, da vítima ou de seus beneficiários, em até 30 dias após a apresentação da documentação necessária. O valor da indenização é R$ 13,5 mil no caso de morte, de até R$ 13,5 mil para invalidez permanente - variando conforme o caso - e até R$ 2,7 mil para reembolso de despesas médicas e hospitalares comprovadas.
Os recursos do seguro Dpvat são recolhidos do pagamento anual dos proprietários de veículos. Do total arrecadado, 45% são repassados ao Ministério da Saúde para custeio do atendimento médico-hospitalar às vítimas de acidentes de trânsito em todo país 5% vão para o Departamento Nacional de Trânsito aplicar nos programas destinados à educação e prevenção de acidentes de trânsito e 50% são para o pagamento das indenizações.
Fonte - Agência Brasil  25/08/2014 

domingo, 17 de agosto de 2014

Mais de 500 mil pessoas morreram no trânsito de 2003 a 2012, diz UFRJ

Trânsito

Mais de 500 mil pessoas morreram no trânsito de 2003 a 2012, diz UFRJ - O levantamento começa no ano de 2003, com o registro de 34,7 mil mortes no trânsito, e constata um crescimento de quase 100% até 2007....

Vinícius Lisboa 
Repórter da Agência Brasil 
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Acidentes de trânsito deixaram mais de 536 mil mortos no Brasil em dez anos, contabilizou uma pesquisa do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ). A principal base de dados utilizada foi a da Seguradora Líder Dpvat, responsável pelo pagamento do Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (Dpvat).
O levantamento começa no ano de 2003, com o registro de 34,7 mil mortes no trânsito, e constata um crescimento de quase 100% até 2007, ano em que é atingido o pico de 66,8 mil mortes. O número de vítimas cai até 50,7 mil de 2008 a 2010 e volta a subir nos anos seguintes, encerrando 2012 em 60,7 mil. Na conclusão, a pesquisa menciona que em 2013 houve novo recuo, para 54 mil.
"É um número assustador de mortos, mas ninguém dá a menor bola para isso. As pessoas acham que faz parte da vida, mas é uma cidade de grande porte que faleceu nos últimos dez anos", destaca o professor de engenharia de transporte da Coppe, Paulo Cézar Ribeiro, o responsável pela pesquisa.
O banco de dados do Dpvat mostra ainda um número de quase 2 milhões de feridos nos acidentes, com o pico de 447 mil em 2012. A pesquisa usa ainda a proporção de acidentes/mortos e acidentes/feridos, do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), para estimar que, no período, foram registrados 13 milhões de acidentes, sendo 8,1 milhões sem vítimas.
A pesquisa, também, tenta fazer um levantamento do prejuízo que essas mortes causam por perda da força de trabalho, cuidados médicos, manutenção das estradas e outros ônus, mas esbarra na falta de dados sobre as circunstâncias dos acidentes. O estudo estima que cada morte no trânsito em área urbana custe R$ 232,9 mil, menos que a metade do custo das que ocorrem em rodovias, que somam R$ 576,2 mil. Como, segundo Ribeiro, não há como definir quais ocorreram em quais áreas, o estudo propõe que, num cenário em que todos se deram em áreas urbanas, o custo soma R$ 236 bilhões, e, no cenário oposto, o valor chegue a R$ 772 bilhões. A média, então, ficaria acima dos R$ 500 milhões.
O professor responsável pela pesquisa defende que é preciso estudar esses acidentes para que se possa enfrentar esse cenário: "Ninguém apoia acidentes de trânsito. Todo mundo é contra, mas as pessoas continuam dirigindo perigosamente e construindo vias ruins. É preciso mapear. Cada acidente tem que ser analisado, para definir se o motorista foi imprudente, se a estrada é perigosa, se a velocidade máxima está alta".
A pesquisa, também, traz dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), que comparam as mortes registradas no Brasil com os outros países. Enquanto aqui há 19,9 mortos no trânsito para cada 100 mil habitantes, outros países registram números bem menores, como Estados Unidos (12,3), Finlândia (6,5), China (5,1) e Reino Unido (2,86). A pesquisa afirma que, se a OMS usasse os números do Dpvat, a proporção subiria para 30,9 em 2012.
Fonte - Agência Brasil  17/08/2014

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Ministério Público pede desarquivamento de Ação contra ALL

Notícias ferroviárias

Deve ser com base nessa decisão, e também nos últimos fatos que evidenciaram a necessidade de medidas para evitar mais acidentes envolvendo os trens da ALL, que o Ministério Público de Jales está solicitando o desarquivamento da ação.

A Tribuna/Regiao Noroeste

Jales - Os graves acidentes envolvendo os trens da América Latina Logística-ALL, que resultaram, nos últimos dias, na morte de duas pessoas, uma em Jales e outra em Estrela D`Oeste, levaram a Promotoria de Justiça de Jales a emitir uma Nota de Esclarecimento ao Público, onde, entre outras coisas, informa que está solicitando o desarquivamento de uma ação civil pública ajuizada em 2008, na qual o Ministério Público pede providências para limitar a circulação e manobras dos trens da empresa na zona urbana de Jales.
Na ocasião, o MP local levou em consideração os históricos transtornos causados à cidade, decorrentes da poluição sonora e do risco à vida dos munícipes, para ajuizar – através do promotor de justiça, André Luís de Souza – a ação civil pública que objetivava equacionar os graves problemas causados pela ALL à população urbana. Entre outras coisas, o promotor pedia a retirada da linha férrea do perímetro urbano de Jales, com a realização de obras para mudança do contorno ferroviário.
A ação pedia, ainda, no caso de os trilhos continuarem no mesmo lugar, que fosse providenciada a devida sinalização em passagens de níveis, com a colocação de cancelas e sinalizações de solo e verticais, com o objetivo de evitar riscos à segurança e à vida dos munícipes. Julgada em junho de 2009, pelo juiz da 3ª Vara Judicial de Jales, José Geraldo Nóbrega Curitiba, a ação e todos os pedidos feitos através dela, foram considerados improcedentes.
De acordo com a sentença, “a existência da ferrovia no local em que se encontra, representa fato consumado anterior mesmo à instalação do município de Jales, anterior também à criação de sua zona urbana e ao próprio plano diretor da cidade”. O juiz ressaltou, à época, que “a hipótese não revela estar presente o perigo de grave lesão a ordem, a saúde ou a segurança dos munícipes, não se mostrando razoável, em primeira análise, a suspensão ou restrição das atividades daquelas ferrovias no município de Jales”.
Curitiba considerou, também, que o Ministério Público não teria legitimidade processual para propor pedidos relativos à sinalização e isolamento de passeios, ao longo do perímetro urbano da ferrovia. Inconformado com o entendimento de Curitiba, o Ministério Público interpôs recurso junto ao TJ-SP, o qual foi julgado improvido (rejeitado). Apesar de confirmar a improcedência da ação, o TJ-SP fez algumas ressalvas à sentença de Curitiba, deixando claro que a questão de segurança e sinalização do trânsito de veículos e pessoas deve ser uma preocupação permanente da autoridade de trânsito e da Prefeitura Municipal.
Além disso, o relator do recurso, desembargador Torres de Carvalho, contrariando o entendimento de Curitiba – que baseou sua tese em precedente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais - reconheceu a legitimidade do Ministério Público para propor a ação. “O precedente citado pelo juiz foi revisto pelo Superior Tribunal de Justiça, que reformou a decisão (do TJ-MG) para reconhecer a legitimidade ativa do Ministério Público...”, escreveu o relator.
Deve ser com base nessa decisão, e também nos últimos fatos que evidenciaram a necessidade de medidas para evitar mais acidentes envolvendo os trens da ALL, que o Ministério Público de Jales está solicitando o desarquivamento da ação.
Fonte - STEFZS  17/07/2014

terça-feira, 15 de julho de 2014

Pegar um elevador está virando uma aventura cada vez mais arriscada

Salvador

As quedas de elevadores estão cada vez mais comuns na capital baiana - Além da quebra constante dos equipamentos, que fazem com que as pessoas tenham que subir vários andares a pé, questões como a paralisação dos elevadores enquanto ainda estão sendo utilizados, preocupa quem precisa fazer uso dos mesmos diariamente.

Chayenne Guerrero - TB
Foto: Romildo de Jesus / Tribuna da Bahia
Um dos maiores riscos que se corre ao utilizar um desses estabelecimentos, é pegar um elevador com problemas de manutenção. Além da quebra constante dos equipamentos, que fazem com que as pessoas tenham que subir vários andares a pé, questões como a paralisação dos elevadores enquanto ainda estão sendo utilizados, preocupa quem precisa fazer uso dos mesmos diariamente.
Em casos extremos, a falta de manutenção ou um simples descuido pode colocar em risco a vida de quem utiliza os serviços. As quedas de elevadores estão cada vez mais comuns na capital baiana. Só em 2013 ocorreram 48 acidentes no Estado, 19 a mais que o ano anterior, quando foram computadas 29 quedas.
A aposentada Maria Conceição Araújo sentiu na pele durante 25 anos, os prejuízos causados pela falta de manutenção do equipamento, enquanto trabalhava no prédio do Instituto da Previdência, no bairro de Nazaré.
“Há alguns anos o que hoje é a Previdência, antes funcionava um hospital. Quando eu precisava atender uma emergência no térreo tinha que descer correndo do terceiro andar. Às vezes tinha mulheres em trabalho de parto, e nós tínhamos que descer e subir, imagine fazer uma grávida, pronta para dar a luz, subir vários lances de escada? E mesmo depois de tanto tempo a situação continua parecida. Em uma das visitas que eu fiz aqui, o elevador estava quebrado. Dei sorte que meu compromisso era no primeiro andar,” conta a aposentada.
Em janeiro deste ano um operário caiu de uma altura equivalente a duas lajes, no poço do elevador de uma obra e sofreu escoriações. A falta de manutenção ou um simples descuido pode ocasionar uma tragédia, como a que ocorreu em março deste ano. A jovem Valdiceia de Jesus Pereira, de 36 anos, caiu no poço do elevador de serviço do Shopping Itaigara e faleceu.
O maior número de acidentes fatais ocorre por desatenção dos usuários de elevadores, no momento que abrem a porta do andar sem que o equipamento tenha chegado. Se a porta abrir e a pessoa perder o equilíbrio ou entrar achando que a cabina está no andar, cairá no poço e, dependendo do andar que estiver, poderá sofrer um acidente grave ou fatal.
Outro tipo de acidente grave, quando há falha do equipamento, no momento que pessoas tentam abrir a porta do andar, quando o elevador já está partindo, no intuito de fazê-lo parar. Se a porta abrir e a pessoa tentar entrar, poderá ser guilhotinada pela movimentação da cabina.
De acordo com o gerente de filial da Atlas, rede de elevadores, Paulo Eduardo Carnelof, os elevadores ainda são considerados meios de transporte seguros “Basta que haja uma manutenção adequada. O recomendado é que pelo menos uma vez por mês seja feita uma vistoria com ajuste de lubrificação, e segurança,” explica.
Ainda segundo Carnelof, os elevadores têm prazo de validade. “Quando um aparelho chega aos 20 anos de uso é quando se deve começar a fazer uma modernização. Tanto estética quanto tecnológica. Afinal, os recursos de segurança usados naquela época de instalação do aparelho, já não valem mais,” relata o gerente.
Em nota, a Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom), informou que o encargo pelas vistorias dos elevadores de uso comercial e particular, são do síndico do prédio e da empresa responsável pelos equipamentos. Mas que, em caso de risco para o cidadão, a denúncia pode ser feita a Sucom através do número: 2201-6900.
Fonte - Tribuna da Bahia  15/07/2014

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Passagens de nível das linhas férreas são alvo de investigações em Bauru

São Paulo

Moradores reclamam de cancelas quebradas e sinalização precária. Quatro inquéritos estão sendo acompanhados e podem virar ação civil.

 G1

A falta de segurança nas passagens de nível é uma reclamação antiga dos moradores de Bauru (SP). Na última terça-feira (10), um carro foi atingido por um trem na Avenida Comendador José da Silva Marta. Em vários pontos, o motorista precisa redobrar a atenção já que a sinalização é precária e as cancelas estão quebradas.
Entre as queixas dos usuários está a Avenida Daniel Pacífico. Os motoristas precisam redobrar a atenção quando o trem passa já que não há sempre alguém para avisar a sinalização é precária. No cruzamento da Rua São Sebastião, no Jardim do Grama, os moradores também precisam ficar de olho nos trilhos.
Em alguns trechos os moradores criaram um caminho alternativo por conta própria, o que aumenta o perigo. Segundo a Polícia Militar, enquanto o impasse não é resolvido cabe aos pedestres e os motoristas redobrarem a atenção ao passar por esses locais. “Há placas de sinalização colocadas pela Emdurb nos trechos. Então, o motorista deve estar atento e evitar a travessia perigosa”, diz o subtenente da PM Silvo, Carlos, Rossi.

Investigação
Por ser rota de passagem de trens, o município virou alvo de investigações do Ministério Público Federal (MPF) que acompanha, dentre outros assuntos, a manutenção dos trilhos, a preservação da linha férrea e a adequada sinalização nas cidades em que há trechos urbanos da ferrovia.
No MPF de Bauru, estão em andamento quatro inquéritos civis públicos que vem sendo analisados pelo procurador da República André Libonati. Se comprovada a responsabilidade dos envolvidos em entre eles, a empresa América Latina Logística (ALL), responsável pela linha férrea, uma ação civil publica poderá ser proposta e julgada pela Justiça Federal.
Fonte - STEFZS  15/06/2014