UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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sábado, 30 de janeiro de 2016

Geração de energia eólica deve continuar crescendo nos próximos anos

Energia eólica

Investimentos na matriz eólica contribuem para a geração de energia limpa.A estimativa do governo, que consta no Plano Decenal de Expansão de Energia, é que em 2024 o parque eólico brasileiro deverá responder por 11,5% de toda a energia gerada pelo país.

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil

Arquivo/Agência Brasil
A capacidade de geração de energia eólica no Brasil deverá passar dos atuais 8,7 mil megawatts (MW) para 24 mil MW nos próximos oito anos. A estimativa do governo, que consta no Plano Decenal de Expansão de Energia, é que em 2024 o parque eólico brasileiro deverá responder por 11,5% de toda a energia gerada pelo país. Até o fim de 2016, a capacidade instalada deve chegar a 11 mil MW, segundo projeções da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeolica).
A energia produzida com a força dos ventos é a que apresenta o maior crescimento no país. Entre novembro de 2014 e novembro de 2015 a capacidade instalada do setor cresceu 56,9% em relação aos 12 meses anteriores, de acordo com o Ministério de Minas e Energia. No ano passado, foram inauguradas mais de 100 usinas eólicas no país, com investimentos de R$ 19,2 bilhões. Atualmente, existem 349 usinas eólicas instaladas no Brasil, a maioria na região Nordeste.
“A energia eólica no Brasil é algo razoavelmente novo e essa indústria foi sendo construída com bases muito sólidas porque temos um recurso eólico muito bom no Brasil, um dos melhores do mundo e, ao entender e saber explorar esse recurso nós colocamos a eólica em uma situação de vantagem comparativa e competitiva muito grande”, diz a presidente da Abeeolica, Elbia Gannoum.
Para a coordenadora da campanha de Energias Renováveis do Greenpeace, Larissa Rodrigues, o panorama para a expansão da capacidade de geração desta energia no país é otimista, especialmente levando em conta que o desenvolvimento do setor aconteceu com maior força na última década. No entanto, ela avalia que a meta de alcançar 24 mil MW de capacidade instalada em 2024 ainda é tímida. “Quando você pega o que já está instalado hoje e o que está sendo construído, o que sobra não é muita coisa. Pelo que estamos vendo hoje, para 2024 poderíamos ter muito mais”, diz.

Transmissão
O escoamento da energia produzida pelas usinas eólicas foi um problema para os primeiros parques construídos, que ficaram prontos sem ter um sistema de transmissão concluído para levar a energia a outras regiões. Segundo a Abeeolica, isso aconteceu porque houve um desencontro entre os cronogramas de obras das usinas de geração de energia e das de linhas de transmissão.
“Hoje não tem mais aquele atraso e os próximos [projetos] tendem a não atrasar mais, porque o modelo é outro”, diz a presidente da Abeeolica. Desde 2013, os editais para a contratação de energia eólica condicionam a compra de energia desse tipo de fonte à garantia de conexão junto à rede de transmissão.
A entidade estima que cerca de 300 MW de capacidade instalada em 14 parque eólicos do Rio Grande do Norte e da Bahia estejam com problemas de conexão à linhas de transmissão. “Esse percentual não é relevante, é menos de 5% do total”, avalia Elbia.
Para o Greenpeace, o escoamento da energia é o principal gargalo para a expansão das eólicas no país. Larissa Rodrigues diz que o atrelamento da contratação à garantia de linhas de transmissão prejudica o setor. “No fundo, isso é muito ruim para a indústria eólica, porque quem faz a usina não é o mesmo agente que faz a linha de transmissão, são coisas completamente separadas no setor elétrico”, avalia.

Custo
O custo de geração da usina eólica, que era um entrave para o crescimento do setor há alguns anos, já não é mais obstáculo. Atualmente, ela é a segunda fonte de energia mais barata, atrás da energia hidrelétrica. “A eólica já chegou no seu grau máximo de competitividade, quando se tornou a segunda energia mais barata do Brasil em 2011”, diz Elbia.
Segundo ela, atualmente cerca de 70% dos equipamentos utilizados na geração de energia eólica no Brasil são produzidos no país. “Ao construir essa cadeia produtiva somando ao recurso dos ventos, nós temos um potencial eólico disponível para atender as necessidades do Brasil”
Para a representante do Greenpeace, o debate sobre o custo da energia eólica atualmente é um mito, pois com o avanço da indústria o setor se tornou competitivo. “Há 10 anos quando se falava em energia eólica no país era uma coisa de maluco, ninguém acreditava. Hoje em dia só se fala nisso”, avalia Larissa Rodrigues.

Papel social
O presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim, destaca que, além dos benefícios para a redução dos gases do efeito estufa, a expansão da energia eólica cumpre também um papel social. Isso porque pequenos proprietários arrendam parte de suas terras para colocar os aerogeradores e ganham uma renda extra por isso.
“A forte expansão da geração eólica no país é um elemento importante para o Brasil atingir a meta acordada na COP 21 para redução dos gases do efeito estufa. Além do benefício ao planeta, por menos emissões, tem ainda o benefício local, não apenas pela redução da poluição regional, mas também pelo benefício social ligado à renda que é gerada por essa atividade, que vem sendo desenvolvida geralmente em áreas mais pobres do Brasil”, avalia Tolmasquim.
Segundo estimativas da Abeeolica, cada família que arrenda suas terras para a instalação de aerogeradores ganha cerca de R$ 2,3 mil por mês e o no ano passado foram pagos cerca de R$ 5,5 milhões por mês em arrendamentos.
Os parques instalados atualmente possuem cerca de 87,5 mil hectares arrendados e 3% destas áreas são ocupadas com os equipamentos eólicos. O restante pode ser utilizado para agricultura, pecuária, piscicultura entre outras atividades.
Fonte - Agência Brasil  30/01/2016

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Numero de viagens no Metrô cresce 3 vezes mais que expansão da rede

Transportes sobre trilhos

Dados oficiais indicam que, nesse intervalo, a malha do Metrô aumentou 5,5% (de 74,3 km, em 2011, para 78,4 km, em 2014), e a quantidade de usuários subiu 14,5%, de 1,138 bilhão para 1,304 bilhão. 

Estado de S. Paulo
foto - ilustração
SÃO PAULO - O número de passageiros transportados no Metrô de São Paulo cresceu quase três vezes mais do que a ampliação da rede nos últimos quatro anos. Dados oficiais indicam que, nesse intervalo, a malha do Metrô aumentou 5,5% (de 74,3 km, em 2011, para 78,4 km, em 2014), e a quantidade de usuários subiu 14,5%, de 1,138 bilhão para 1,304 bilhão. No caso dos trens, a diferença é ainda maior.
Segundo estatísticas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), se ao longo de 2011 foram transportados, ao todo, 700 milhões de passageiros pelas seis linhas do sistema, no ano passado o número foi 18,8% maior, atingindo a marca de 832 milhões de usuários. Ao mesmo tempo, a rede aumentou 2,5% - alcançando 260,8 km - e ganhou três estações. O Metrô, por sua vez, registrou a abertura de quatro paradas entre o fim de 2011 e o mês passado.
O designer Richard Batista, de 29 anos, usa o Metrô e a CPTM diariamente há cinco anos. Morador da região do Tucuruvi, na zona norte da capital paulista, ele trabalha em uma empresa na Barra Funda, na zona oeste. “Está tão cheio que já testemunhei até pessoas se batendo no meio do corredor do trem.” Ele conta que observa mais lotação excessiva até em horários fora dos picos.
Diretor da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), Rogério Belda, explica que esse fenômeno é esperado. “Está muito mais cheio nos horários de pico e fora deles também, como no almoço, pois as pessoas têm feito outras coisas. O perfil de São Paulo é de metrópole”, afirma Belda.
Questionado se a extensão da rede é adequada para o tamanho da cidade, o especialista diz que “nunca foi” e que o Metrô começou a ser construído tarde (em 1968). “As administrações ora dão recursos, mais incentivos, ora menos.”
O superintendente da ANTP, Luiz Carlos Mantovani Néspoli, afirma que a própria expansão da rede nos últimos anos, com a inauguração da Linha 4-Amarela em 2010, por exemplo, atraiu mais demanda. “Cria-se atrativos novos, trazendo novas áreas de interesse.”
Em sua avaliação, a expansão da rede, nos próximos anos, não deve tornar o Metrô e a CPTM menos superlotados. “Você ainda tem nas zonas leste e sul grande volume de moradia e pouquíssimos empregos, que ainda estão concentrados nas áreas centrais. É preciso contar com uma rede de corredores de ônibus maior.”
Estações. Embora tenha perdido uma parte de seus passageiros, a Estação Sé, conexão entre as Linhas 1-Azul e 3-Vermelha no centro da capital paulista, continua na liderança de paradas mais cheias do Metrô. No ano passado, houve uma média de 537 mil usuários por dia naquele ponto, ante 545 mil dois anos atrás.
Na segunda colocação, está Palmeiras-Barra Funda, na Linha 3-Vermelha, na zona oeste. Por ali, passaram, diariamente, cerca de 220 mil usuários, 10 mil a mais do que em 2013. Na terceira colocação, com 198 mil passageiros transportados, está a Estação Paraíso, que teve média 194 mil passageiros diários no ano retrasado.
Fonte - Revista Ferroviária 23/01/2015

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Faturamento da indústria avança 3,1% em outubro

Economia

A alta é a quarta consecutiva, mas não foi suficiente para reverter o quadro negativo de janeiro a outubro, período em que há queda de 1,7% ante os mesmos meses de 2013. Na comparação com outubro do ano passado, há alta no faturamento, de 1,3%. 

Mariana Branco 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
O faturamento da indústria cresceu 3,1% em outubro ante setembro. A alta é a quarta consecutiva, mas não foi suficiente para reverter o quadro negativo de janeiro a outubro, período em que há queda de 1,7% ante os mesmos meses de 2013. Na comparação com outubro do ano passado, há alta no faturamento, de 1,3%. Os dados estão na pesquisa Indicadores Industriais, divulgada hoje (2) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
As horas trabalhadas e a utilização da capacidade registraram queda. As horas trabalhadas caíram 0,3% ante setembro deste ano e 4,9% na comparação com outubro de 2013. Já a utilização da capacidade instalada, que ficou em 80,6% em outubro, está 0,5 ponto percentual menor na comparação com setembro e 1,7 ponto percentual inferior à registrada em outubro do ano passado. Como resultado da atividade fraca, o emprego no setor recuou, caindo 0,1% comparado com setembro e 2,8% ante outubro de 2013.
O levantamento mostrou ainda que, apesar da atividade e emprego em queda, houve crescimento da massa salarial real de setembro para outubro, de 0,7%. Na média acumulada de janeiro a outubro também houve alta, de 2,4%, ante igual período em 2013.
O rendimento médio real, por sua vez, cresceu 0,7% entre setembro e outubro e 2,7% no acumulado do ano. Segundo a CNI, “o resultado mostra certa inércia nos reajustes dos salários da indústria, que seguem avançando em termos reais (…) Tal comportamento tende a pressionar os custos com pessoal e, consequentemente, dificultar a recuperação do setor”.
Fonte - Agência Brasil  02/12/2014

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Produção de petróleo cresce 12,6% em setembro deste ano

Economia

A média diária da produção da camada pré-sal ficou em 533,3 mil barris de petróleo. O óleo foi produzido a partir de 35 poços nos campos de Lula, Jubarte, Sapinhoá, Baleia Azul, Baleia Franca e Barracuda, entre outros.

Vitor Abdala 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
A produção de petróleo no país em setembro deste ano cresceu 12,6% na comparação com o mesmo período do ano passado. De acordo com dados divulgados hoje (4) pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), foram produzidos 2,36 milhões de barris de óleo por dia em setembro, volume também superior (1,4%) a agosto deste ano.
A média diária da produção da camada pré-sal ficou em 533,3 mil barris de petróleo. O óleo foi produzido a partir de 35 poços nos campos de Lula, Jubarte, Sapinhoá, Baleia Azul, Baleia Franca e Barracuda, entre outros.
Já a produção média diária de gás natural no país chegou a 88,9 milhões de metros cúbicos, dos quais 18,3 milhões vieram da camada pré-sal. Houve um aumento de 13,8% em relação a setembro de 2013 e uma queda de 2,2% na comparação com agosto. O aproveitamento do gás extraído ficou em 95,6%, o que significa que 4 milhões de metros cúbicos foram queimados e lançados na atmosfera sem transformar-se em energia.
O campeão de produção de petróleo foi o Campo de Roncador, na Bacia de Campos, com uma média diária de 299 mil barris por dia. Já o Campo de Lula, na Bacia de Santos, foi o maior produtor de gás natural: 8 milhões de metros cúbicos diários. A Petrobras respondeu por 91,5% da produção nacional de petróleo e gás.
Fonte - Agência Brasil   04/11/2014

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Atividade econômica cresce 1,5% em julho, maior aumento mensal desde 2008

Economia

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado (ajustado para o período) teve crescimento de 1,5%, em julho. 

Kelly Oliveira 
Repórter da Agência Brasil
Marcello Casal / Agência Brasil
A atividade econômica apresentou crescimento em julho, depois de dois meses seguidos de retração. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado (ajustado para o período) teve crescimento de 1,5%, em julho. Em junho, a queda ficou em 1,51% e, em maio, em 0,46%, de acordo com os dados revisados divulgados hoje (12) pelo BC. Esse foi o maior crescimento mensal desde junho de 2008 (3,32%).
Em relação a julho de 2013, houve expansão de 5,28%, de acordo os dados sem ajustes para o período.
De janeiro a julho, a atividade econômica ficou praticamente estável, com crescimento de 0,07%. Em 12 meses encerrados em julho, a expansão ficou em 1,14% (dado ajustado para o período).
O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária.
Fonte - Agência Brasil 12/09/2014

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Receita líquida de vendas da indústria cresce 9% em 2012, diz IBGE

Economia

Brasil fechou 2012 com 328,7 mil empreendimentos no segmento industrial, diz IBGE

Vitor Abdala 
Repórter da Agência Brasil 
Arquivo/Agência Brasil
O Brasil fechou 2012 com 328,7 mil empreendimentos no segmento industrial – número 5% maior do que o registrado no ano anterior. A receita líquida de vendas da indústria avançou 9% no período e chegou a R$ 2,41 trilhões. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Anual (PIA) de 2012, divulgados hoje (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“O aumento da receita reflete aumento da produção e das vendas nesse período”, disse o analista do IBGE Denis Oliveira. “Houve aumento nas vendas dos 15 principais produtos da indústria”.
Em 2012, o óleo diesel foi o principal produto da indústria nacional, ao ultrapassar o minério de ferro (que havia liderado as vendas em 2011) e representar 2,9% das vendas. “Houve aumento da demanda interna pelo combustível”, explica Denis.
Em seguida, aparecem os automóveis, jipes e camionetas para passageiros, que representaram 2,5% das vendas da indústria. O minério de ferro ficou na terceira posição do ranking, ao responder por 2,4% do total das vendas.
O custo e despesa das indústrias ficou em R$ 2,5 trilhões. Os gastos com matérias-primas representaram 41,3% dos custos da indústria, enquanto os gastos com pessoal responderam por 14,4%.
Fonte - Agência Brasil  03/09/2014

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Produção industrial cresce 0,7% em julho

Economia

O avanço de junho para julho foi motivado por altas nos bens de consumo duráveis (20,3%) – máquinas e equipamentos usados no setor produtivo (16,7%) – e bens de consumo semi e não duráveis (0,7%).

Vitor Abdala 
Repórter da Agência Brasil 
Arquivo/Agência Brasil
A produção industrial brasileira cresceu 0,7% na passagem de junho para julho. É a primeira alta depois de cinco meses de queda, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados hoje (2).
Na comparação de julho deste ano com julho do ano passado, no entanto, a produção industrial teve queda de 3,6%. Recuos também foram registrados nos acumulados do ano (-2,8%) e dos últimos 12 meses (-1,2%).
O avanço de junho para julho foi motivado por altas nos bens de consumo duráveis (20,3%) – máquinas e equipamentos usados no setor produtivo (16,7%) – e bens de consumo semi e não duráveis (0,7%).
Vinte dos 24 setores da indústria pesquisados tiveram crescimento na produção. Os principais impactos positivos vieram dos equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (44,1%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (8,5%).
O segmento equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos teve a maior alta da série histórica, iniciada em 2002, e interrompeu uma trajetória de quatro meses de quedas (que acumulou perda de 38,1%). Já os veículos automotores superaram queda de 18,1%, acumulada nos meses de maio e junho.
Outros setores que tiveram contribuição importante para o crescimento da produção industrial foram outros equipamentos de transporte (31,3%), máquinas e equipamentos (7%), máquinas e materiais elétricos (13,1%), outros produtos químicos (2,4%), além de vestuário e acessórios (8,6%).
Por outro lado, uma queda de 6,3% no segmento de produtos alimentícios impediu que a indústria tivesse um desempenho melhor. Outro setor que contribuiu negativamente foi o de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,6%).
Fonte - Agência Brasil  02/09/2014

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Número de indenizações do seguro obrigatório de veículos cresce 14% no ano

Transito

O maior número de indenizações (113.996) foi na Região Nordeste, com registros de garantias por morte, invalidez permanente e reembolsos de despesas médicas e hospitalares. A informação é ainda mais relevante, porque a região tem a terceira maior frota do país. O Sudeste, que tem o maior número de veículos do Brasil, ficou em segundo lugar, com 89.466 indenizações pagas no primeiro semestre.

Cristina Indio do Brasil
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
O Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (Dpvat) pagou, no primeiro semestre deste ano, 340.539 indenizações, o que significa crescimento de 14% comparado a igual período do ano passado. Do total, foram 259.845 indenizações por invalidez permanente, uma elevação de 21%, de acordo com a Seguradora Líder-Dpvat, administradora do seguro no país, que divulgou os dados nesta segunda-feira (25).
O maior número de indenizações (113.996) foi na Região Nordeste, com registros de garantias por morte, invalidez permanente e reembolsos de despesas médicas e hospitalares. A informação é ainda mais relevante, porque a região tem a terceira maior frota do país. O Sudeste, que tem o maior número de veículos do Brasil, ficou em segundo lugar, com 89.466 indenizações pagas no primeiro semestre.
O número de mortes caiu 13% em relação aos seis primeiros meses de 2013. A Região Sudeste registrou 37% do total, seguida da Região Nordeste, com 29% das indenizações por morte.
Os acidentes envolvendo motocicletas representaram 75% (256.387) de todas as indenizações pagas, apesar de corresponderem a apenas 27% da frota nacional de veículos. Os automóveis, que representam aproximadamente 60% da frota, foram responsáveis por 23% dos benefícios pagos (67.906).
Na avaliação do diretor-presidente da Seguradora Líder-Dpvat, Ricardo Xavier, o crescimento do número de indenizações indica que o brasileiro está conhecendo melhor seus direitos e fazendo os pedidos de seguro Dpvat. Mas, apesar da redução das mortes, o trânsito brasileiro ainda requer muita atenção dos órgãos públicos e privados. “Um ponto que deve servir de observação e política pública é o real aumento de acidentes de trânsito no país, principalmente os que envolvem motocicletas”, disse.
Ricardo Xavier destacou que o processo de recebimento do seguro, pelas vítimas de trânsito, é simples, gratuito e não precisa de intermediário para dar entrada no pedido de indenização. “Para ter acesso ao benefício, basta apresentar os documentos no ponto de atendimento escolhido, no prazo de três anos, a contar da data da ocorrência do acidente. Em caso de dúvidas, dispomos de um site com a relação dos locais de atendimento e os documentos necessários para solicitar cada tipo de indenização”, informou.
De acordo com a seguradora, o pagamento da indenização é feito em conta-corrente ou poupança, da vítima ou de seus beneficiários, em até 30 dias após a apresentação da documentação necessária. O valor da indenização é R$ 13,5 mil no caso de morte, de até R$ 13,5 mil para invalidez permanente - variando conforme o caso - e até R$ 2,7 mil para reembolso de despesas médicas e hospitalares comprovadas.
Os recursos do seguro Dpvat são recolhidos do pagamento anual dos proprietários de veículos. Do total arrecadado, 45% são repassados ao Ministério da Saúde para custeio do atendimento médico-hospitalar às vítimas de acidentes de trânsito em todo país 5% vão para o Departamento Nacional de Trânsito aplicar nos programas destinados à educação e prevenção de acidentes de trânsito e 50% são para o pagamento das indenizações.
Fonte - Agência Brasil  25/08/2014 

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Receita do setor de serviços cresce 5,7% em junho

Economia

Na comparação de junho deste ano com o mesmo período do ano passado, os serviços prestados às famílias tiveram um crescimento de 11,2%, com destaque para o segmento de alojamento e alimentação (12,1%).

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
A receita nominal do setor de serviços cresceu 5,7% em junho deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. Essa é a menor taxa de crescimento da série histórica, iniciada em janeiro de 2012, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em maio, a taxa havia sido 6,6%. A receita acumula alta de 7,4% neste ano e de 8% no período de 12 meses.
Na comparação de junho deste ano com o mesmo período do ano passado, os serviços prestados às famílias tiveram um crescimento de 11,2%, com destaque para o segmento de alojamento e alimentação (12,1%).
As demais atividades tiveram os seguintes crescimentos: serviços profissionais, administrativos e complementares (7,3%), serviços de informação e comunicação (5,7%), transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (4,6%) e outros serviços (1,2%).
Entre as 21 unidades da Federação que tiveram alta na receita nominal dos serviços, o destaque foi o Distrito Federal, com crescimento de 18,7%. Além disso, seis estados tiveram queda na receita, principalmente Roraima (-7,7%).
Fonte - Agência Brasil  19/08/2014

sexta-feira, 14 de março de 2014

Atividade econômica cresce 1,26% em janeiro, informa BC

Economia

Na comparação com janeiro de 2013, o crescimento ficou em 0,93%, de acordo com dados sem ajustes, uma vez que a comparação é entre períodos iguais. Em 12 meses encerrados em janeiro, a expansão ficou em 2,29%.

Kelly Oliveira 
Repórter da Agência Brasil 
Atividade econômica volta a crescer
Arquivo Agência Brasil
A atividade econômica iniciou o ano com crescimento. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado (ajustado para o período) apresentou expansão de 1,26% em janeiro, comparado com o mês anterior.
Na comparação com janeiro de 2013, o crescimento ficou em 0,93%, de acordo com dados sem ajustes, uma vez que a comparação é entre períodos iguais. Em 12 meses encerrados em janeiro, a expansão ficou em 2,29%.
O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária.
No último dia 12, o presidente do BC, Alexandre Tombini, disse a investidores que oritmo de crescimento em 2014 deve se manter em patamar próximo ao do ano passado. Tombini acrescentou que “o crescimento em 2013 foi marcado por uma alteração na composição da demanda, com ampliação dos investimentos e moderação do consumo das famílias”.
Tombini também argumentou que o “avanço do investimento, especialmente em logística e infraestrutura, somado a esforços de qualificação da mão de obra, deve-se traduzir em ganhos de produtividade para a economia brasileira”. No ano passado, a economia brasileira (Produto Interno Bruto - PIB) cresceu 2,3%, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Fonte - Agência Brasil  14/03/2014

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Cresce incidência de doenças crônicas entre índios do Xingu

Meio Ambiente


Se em 1965 doenças como malária, infecções respiratórias e diarreia eram as principais causas de morte de índios no Parque Indígena do Xingu, em Mato Grosso, hoje a doença de maior incidência entre eles é a hipertensão arterial

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – Se em 1965 doenças como a malária, as infecções respiratórias e a diarreia eram as principais causas de morte de índios no Parque Indígena do Xingu, em Mato Grosso, hoje a doença de maior incidência entre eles é a hipertensão arterial. É o que mostra pesquisa coordenada pelo Departamento de Medicina Preventiva da Escola Paulista de Medicina, da Universidade Federal de São Paulo, com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado e do Projeto Xingu.
Atualmente, a malária está sob controle. Embora as doenças infecciosas e parasitárias ainda sejam relevantes em termos de mortalidade, são os males crônicos não transmissíveis, como a hipertensão, a intolerância à glicose e a dislipidemia, que mais cresceram nos últimos anos entre os índios da região.
Para essa pesquisa foram entrevistados e examinados 179 índios khisêdjês, moradores da área central do Parque do Xingu, no período de 2010 a 2011. A análise dos resultados mostrou a prevalência de hipertensão arterial (10,3% do total) em ambos os sexos, sendo que 18,7% das mulheres e 53% dos homens apresentaram níveis de pressão arterial preocupantes.
A intolerância à glicose foi identificada em 30,5% das mulheres e em 17% dos homens. A dislipidemia (aumento anormal da taxa de lipídios no sangue) apareceu em 84,4% dos participantes dos dois sexos.
Em entrevista à Agência Brasil, a pesquisadora Suely Godoy Agostinho Gimeno, coordenadora do estudo Perfil Nutricional e Metabólico dos Indígenas Khisêdjê, disse que algumas alterações estão sendo constatadas, principalmente nos últimos 15 anos. Na pesquisa anterior, divulgada pelo grupo no começo de 2000 e feita com os mesmos índios, a doença mais relevante era a dislipidemia. “Era impressionante a proporção [de dislipidemia]. Muito maior que nos estudos que se faz com população não indígena”, disse ela.
Naquela ocasião, informou a pesquisadora, a incidência de hipertensão ainda era baixa ou rara nessa população. Mas agora a hipertensão e a intolerância à glicose cresceram entre os índios, embora a incidência ainda seja menor quando comparada ao restante da população brasileira.
De acordo com Suely, entre os fatores que explicam essa transformação está a maior proximidade com os centros urbanos e a intensificação do contato com a sociedade não indígena; o aumento do número de indígenas que exercem atividade profissional remunerada e que assim, segundo ela, “deixam de pescar e de caçar e, com isso, reduzem suas atividades físicas”; e o maior acesso a produtos e bens de consumo, como alimentos industrializados, eletroeletrônicos e motor de barcos.
O quadro atual tem preocupado os pesquisadores, uma vez que o controle dessas doenças requer condições que nem sempre estão disponíveis nas aldeias. “Isso tem causado várias preocupações e por muitas razões. Primeiro, porque muitas dessas doenças requerem condições que nas aldeias são difíceis de serem alcançadas. Um exemplo é um indígena diabético que necessita de insulina. A insulina precisa ser guardada em geladeira. E na aldeia, em geral, não se dispõe de energia elétrica. A necessidade de refrigeração, nesse caso, é o tempo todo”, observou.
Outro problema, destacou Suely, é que é preciso o controle de horário para tomar os medicamentos e para o controle regular da glicemia e da pressão arterial, que nem sempre estão disponíveis nas aldeias. “Além disso, são situações novas para eles. O aprendizado para controlar e manipular não são simples. A forma como eles percebem a doença é diferente de nós, não indígenas. É um trabalho de longo prazo”, acrescentou.
Outro resultado que chamou a atenção dos pesquisadores é que muitos dos índios estão com excesso de peso (sobrepeso ou obesidade), o que ocorre em 36% do total de mulheres e 56,8% dos homens. “Atribuímos isso [o excesso de peso] não à obesidade propriamente dita, mas ao fato de que os indicadores que utilizamos para avaliar o excesso de peso não são adequados, uma vez que eles têm uma quantidade de músculos muito maior que os não indígenas”, disse a pesquisadora.
Para evitar situações como essa, segundo Suely, o fundamental seria estimular a manutenção do modo de vida dos indígenas. “Para isso, eles dependem da terra, do rio, do seu território. Manter as terras indígenas e garantir o território é fundamental”, disse ela.
Fonte - Agência Brasil   20/10/2013

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Rendimento real do trabalhador cresce 5,8% em 2012, segundo a Pnad

Brasil

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração

Rio de Janeiro – O rendimento médio mensal do trabalhador brasileiro chegou a R$ 1.507 em 2012, um ganho real de 5,8% em relação aos R$ 1.425 de 2011 reajustados pela inflação. Os números constam da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2012, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada hoje (27).
Entre as regiões brasileiras, o Centro-Oeste apresentou aumento de 4,8% em relação a 2011 e registrou a maior média de rendimentos de trabalho (R$ 1.803). O Nordeste manteve-se com os piores rendimentos (R$ 1.044), apesar de ter sido a região com maior aumento no período (8,1%).
A Região Norte teve o menor aumento (2,1%) e anotou média de rendimentos de R$ 1.192. O Sul registrou a mesma taxa de crescimento nacional (5,8%) e o rendimento médio chegou a R$ 1.639, enquanto os rendimentos do Sudeste subiram 6% e alcançaram R$ 1.707.
O Índice de Gini do rendimento, que mede a disparidade entre os diferentes estratos de rendimentos de trabalho, apresentou uma redução de 0,003 ponto, ao passar de 0,501 para 0,498. Isso mostra que as pessoas com rendimento mais baixo tiveram ganhos relativamente superiores aos de renda mais alta.
“Diferentemente do que aconteceu em anos anteriores (2006 a 2011), em que o Gini caía porque aumentava muito o rendimento nas classes de rendimento mais baixo, dessa vez a gente registrou aumento também no topo, das pessoas que têm rendimento mais alto. O [aumento no] rendimento superior fez com que o Gini não variasse tanto”, disse a coordenadora da pesquisa, Maria Lúcia Vieira.
Entre as categorias de emprego, importantes ganhos foram observados no trabalho doméstico com carteira assinada (10,8%) e sem carteira (8,4%). Apesar disso, ambos continuam recebendo os piores rendimentos: R$ 811 (para os com carteira) e R$ 491 (para os sem carteira). Os militares e estatutários tiveram os menores ganhos (0,9%), mas continuam recebendo os maiores rendimentos médios (R$ 2.439).
Fonte - Agência Brasil  27/09/2013

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Economia brasileira cresce mais que norte-americana

Economia

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil
Economia brasileira cresce 1,5% no segundo trimestre, aponta IBGE
EBC
Rio de Janeiro – O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 1,5% no segundo trimestre deste ano em relação ao trimestre anterior. A taxa é superior à observada em países como os Estados Unidos (0,6%), Reino Unido (0,6%), Alemanha (0,7%) e França (0,5%).
O crescimento brasileiro também foi superior ao de Portugal (1,1%), da Coreia do Sul (1,1%), do Japão (0,6%) e da União Europeia (0,3%). Países como a Espanha (-0,1%), Itália (-0,2%), Holanda (-0,2%) e México (-0,7%) tiveram queda no PIB no segundo trimestre deste ano em relação ao trimestre anterior.
Já na comparação com os países que formam o Brics – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o crescimento brasileiro de 3,3% do segundo trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado foi maior do que o observado na África do Sul (1,2%) e na Rússia (2%). A China teve crescimento de 7,5% e a Índia, de 4,4%.
Fonte - Agência Brasil 30/08/2013

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Energia produzida no sistema elétrico nacional cresce 4,5% em julho


Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A carga de energia elétrica produzida no Sistema Interligado Nacional (SIN) em julho deste ano foi 4,5% superior à registrada no mesmo período do ano passado. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a carga de 61 mil megawatts (MW) médios de julho também foi 1,3% superior a junho deste ano.
O maior aumento entre julho de 2012 e julho deste ano foi observado no Subsistema Norte (17,4%), que pode ser explicado pela entrada da capital amazonense, Manaus, no SIN. Crescimentos acima da média nacional também foram registrados nos subsistemas Sul (6,4%) e Nordeste (6,2%). O subsistema Sudeste/Centro-Oeste, que responde por quase 60% da carga nacional, teve alta de 2,1%.
O pico de energia gerada pelo SIN em julho foi 72.423 MW, abaixo do recorde histórico de 78.032 MW de fevereiro deste ano. No subsistema Norte, foi registrado recorde histórico de 5.827 MW em julho.
Fonte - Agência Brasil  05/08/2013