UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

A sonegação fiscal destrói o Brasil

Ponto de Vista 🔍

O número da sonegação normalmente apresentado pela Procuradoria da Fazenda Nacional está entre 400 e 500 bilhões de reais. Recentemente vem se falando em 900 bilhões de reais.Estudos divulgados no exterior em relação a países em desenvolvimento mencionam outro problema, mas correlacionado: um fluxo anual de 900 bilhões de dólares de capital ilícito para o exterior decorrente de corrupção, propinas, tráfico de drogas etc.

Marcos de Aguiar Villas-Bôas - Portogente
foto - ilustração/arquivo
A sonegação de tributos tem a proeza de, ao mesmo tempo, destruir a situação fiscal de um país e aumentar muito a desigualdade, levando a problemas econômicos variados.
O número da sonegação normalmente apresentado pela Procuradoria da Fazenda Nacional está entre 400 e 500 bilhões de reais. Recentemente vem se falando em 900 bilhões de reais.
Estudos divulgados no exterior em relação a países em desenvolvimento mencionam outro problema, mas correlacionado: um fluxo anual de 900 bilhões de dólares de capital ilícito para o exterior decorrente de corrupção, propinas, tráfico de drogas etc.
Independentemente do número exato, o fato é que 100 bilhões de reais em tributos sonegados todo ano, um valor crível, ainda que não completamente suficiente, seriam cruciais para tirar o Brasil da crise fiscal e solucionar boa parte dos problemas de infraestrutura por meio de investimento público.
É muito difícil calcular a sonegação, pois é preciso separá-la do que é planejamento tributário e do que é simplesmente discordância de interpretação. Cada problema deve ser atacado de uma forma específica.
O fisco brasileiro faz, por exemplo, pouca ideia de quanto representaria o valor somado de sonegação de cada uma das muitas milhares de pequenas empresas, boa parte delas sequer fiscalizada, pois a tributação, assim como o País, é muito extensa e complicada. Não é possível resolver o problema da extensão, mas o da tributação sim, sem dúvida.
Como o processo tributário brasileiro leva anos a fio, muito dinheiro a receber dos contribuintes fica nele represado, especialmente no Judiciário, de modo que esse problema se soma ao da sonegação para afundar a arrecadação.
Uma primeira necessidade evidente da política tributária brasileira é simplificar o sistema, reduzindo tributos e obrigações acessórias.
Uma segunda necessidade é a reforma tanto dos fiscos e dos órgãos administrativos quanto do Judiciário. Os órgãos administrativos paritários de julgamento, modelo não encontrado em nenhum outro país do mundo, precisam ser todos reformulados com urgência, pois são seios de corrupção e de julgamentos sem imparcialidade.
O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), alvo da Operação Zelotes da Polícia Federal, que teve mais um conselheiro preso alguns meses atrás e cuja Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi encerrada sem qualquer consequência por pressão de grandes empresários, é o exemplo mais evidente de ineficiência, parcialidade e corrupção. Precisa de intervenção urgente.
Tão ou mais grave, no entanto, é o tratamento que se dá aos sonegadores no Brasil, que não correm o risco de serem presos, pois basta pagarem os valores sonegados após o crime ser descoberto. É como se um ladrão de banco, após ser pego, ficasse livre por devolver o dinheiro. É inexplicável.
Conforme demonstrado por um histórico das leis em texto anterior, isso acontece, sobretudo, porque o legislador brasileiro nunca se interessou em punir de forma séria e severa a sonegação. Além de extinguir a punibilidade do crime pelo pagamento, é possível suspendê-la ao longo do processo administrativo e por outros meios.
Ademais, a pena de 2 a 5 anos de prisão, quase nunca aplicada, não permite condenação em regime fechado se o réu for primário. Assim, aquele que arromba a porta de alguém e furta um bem no valor de 100 reais está sujeito a pena de 2 a 8 anos, mas aquele que sonega 100 milhões de reais está sujeito a pena de 2 a 5 anos, sendo que, se pagar, fica livre.
Além de acabar com a possibilidade de extinguir a punição pelo pagamento dos tributos, é preciso elevar a pena máxima do crime para pelo menos 8 anos, que permite a prisão em regime fechado mesmo do réu primário. Na Alemanha, por exemplo, a pena máxima é 10 anos.
Não é preciso ser um grande especialista para concluir que, se não há punição criminal, o ilícito deixa de ser visto pela sociedade como crime. Daí porque, se quase todo mundo sonega e se ninguém é preso, por que alguém vai pagar tributo no Brasil? Como se sabe, o senso social e de cumprimento de regras não é exatamente o forte do brasileiro.
Se o risco de sonegar tributos, ficando com muito mais dinheiro, é apenas financeiro e há chance de o fisco sequer perceber isso dentro do prazo de cinco anos, os incentivos para que se sonegue são muito maiores. Após os cinco anos, passada a exigibilidade do tributo, também não há punibilidade do crime.
De quebra, o Estado acostumou mal o cidadão com programas de pagamento de débitos tributários com anistias consideráveis de multas e juros (ex. Refis). Se é possível sonegar sem ser preso; se há chances de não ser pego; e, se pego, ainda é possível pagar os tributos sonegados quase sem multa e juros; para que alguém vai pagar tributos no prazo?
Estudos estrangeiros (em PDF) variados demonstram que, sem punição adequada, a tendência é que se sonegue muito mais, especialmente em países nos quais o retorno dado pelo Estado é considerado pequeno.
A tributação brasileira, de cima a baixo, é um conjunto de impropérios baseados em visões de extremo curto prazo, desinformadas e focadas no benefício das elites. O tratamento brando com a sonegação é uma forma de o Estado permitir que o mais rico não pague muitos tributos, afundando em regressividade um sistema que já é regressivo pelo seu próprio desenho. Está tudo errado. É um caos.
Os países desenvolvidos estão avançando com regras complexas de transparência financeira, cooperação internacional etc., mas o Brasil não consegue fazer o seu mínimo dever de casa para obrigar quem deve a pagar os tributos. Em vez disso, segue o caminho mais fácil, apesar de grosseiro e provado errado ao longo da história, cortando despesas que ajudam a reduzir a desigualdade.
A sonegação acontece em mais de 90% por aqueles que estão entre os 10% mais ricos do País, sobretudo pelo 1%. Bem mais da metade da população é de crianças, adolescentes e outros sem renda, juntamente com os beneficiados pelo Bolsa Família e recebedores do salário mínimo.
Os empregados e servidores públicos, com qualquer remuneração, têm seu imposto retido na fonte, apesar das inúmeras artimanhas usadas para pagar valores extras sem tributação, sobretudo no caso dos que ganham mais, como amplamente tem se noticiado em relação aos juízes.
Por conta da isenção dos dividendos, muitos criam empresas para receberem remuneração tributada como pessoa jurídica no regime favorecido do Simples e depois distribuir dividendos sem tributação.
Deste modo, os erros grosseiros do Brasil no trato da sonegação e no próprio desenho da tributação causam um resultado caótico não somente para os cofres, como para a distribuição de riqueza e renda, provocando uma imensa desigualdade socioeconômica, que se traduz em falta de demanda agregada, em pobreza e, portanto, em pouca produtividade e violência.
É curioso que, no Brasil, apesar da gravidade do tema da sonegação, praticamente não se escreva sobre ele. Ela é tão alta que distorce completamente o número da carga tributária. Se houvesse sonegação menor, seria possível perceber que a carga brasileira é muito maior, porém não se consegue arrecadar porque as políticas são todas mal desenhadas.
Com uma sonegação menor, além de, como dito, resolver o déficit fiscal e investir, seria possível reduzir tributos sobre o consumo, diminuindo a regressividade da tributação e o valor de bens e serviços, fazendo o acesso ao consumo mais fácil, o que geraria crescimento.
Quando se estuda com seriedade as melhores teorias e práticas internacionais, percebe-se que os problemas brasileiros são, em sua maioria, muito claros e alguns até fáceis de resolver.
O problema é que boa parte da elite econômica e política brasileira é gananciosa, “curto prazista” e completamente cega por ideologias fajutas, como a neoliberal, o que prejudica a ela mesma. Termina trocando o desenvolvimento brasileiro pela sua ânsia de se beneficiar em curto prazo, gerando inúmeros malefícios para si. É preciso salvar a elite brasileira dela própria.
*Marcos de Aguiar Villas-Bôas, doutor pela PUC-SP, mestre pela UFBA, é conselheiro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais do Ministério da Fazenda e pesquisador independente na Harvard Law School e no Massachusetts Institute of Technology/ Revista Carta Capital
Fonte - Portogente  18/11/2016 

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Receita líquida de vendas da indústria cresce 9% em 2012, diz IBGE

Economia

Brasil fechou 2012 com 328,7 mil empreendimentos no segmento industrial, diz IBGE

Vitor Abdala 
Repórter da Agência Brasil 
Arquivo/Agência Brasil
O Brasil fechou 2012 com 328,7 mil empreendimentos no segmento industrial – número 5% maior do que o registrado no ano anterior. A receita líquida de vendas da indústria avançou 9% no período e chegou a R$ 2,41 trilhões. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Anual (PIA) de 2012, divulgados hoje (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“O aumento da receita reflete aumento da produção e das vendas nesse período”, disse o analista do IBGE Denis Oliveira. “Houve aumento nas vendas dos 15 principais produtos da indústria”.
Em 2012, o óleo diesel foi o principal produto da indústria nacional, ao ultrapassar o minério de ferro (que havia liderado as vendas em 2011) e representar 2,9% das vendas. “Houve aumento da demanda interna pelo combustível”, explica Denis.
Em seguida, aparecem os automóveis, jipes e camionetas para passageiros, que representaram 2,5% das vendas da indústria. O minério de ferro ficou na terceira posição do ranking, ao responder por 2,4% do total das vendas.
O custo e despesa das indústrias ficou em R$ 2,5 trilhões. Os gastos com matérias-primas representaram 41,3% dos custos da indústria, enquanto os gastos com pessoal responderam por 14,4%.
Fonte - Agência Brasil  03/09/2014

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Receita do setor de serviços cresce 5,7% em junho

Economia

Na comparação de junho deste ano com o mesmo período do ano passado, os serviços prestados às famílias tiveram um crescimento de 11,2%, com destaque para o segmento de alojamento e alimentação (12,1%).

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
A receita nominal do setor de serviços cresceu 5,7% em junho deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. Essa é a menor taxa de crescimento da série histórica, iniciada em janeiro de 2012, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em maio, a taxa havia sido 6,6%. A receita acumula alta de 7,4% neste ano e de 8% no período de 12 meses.
Na comparação de junho deste ano com o mesmo período do ano passado, os serviços prestados às famílias tiveram um crescimento de 11,2%, com destaque para o segmento de alojamento e alimentação (12,1%).
As demais atividades tiveram os seguintes crescimentos: serviços profissionais, administrativos e complementares (7,3%), serviços de informação e comunicação (5,7%), transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (4,6%) e outros serviços (1,2%).
Entre as 21 unidades da Federação que tiveram alta na receita nominal dos serviços, o destaque foi o Distrito Federal, com crescimento de 18,7%. Além disso, seis estados tiveram queda na receita, principalmente Roraima (-7,7%).
Fonte - Agência Brasil  19/08/2014

domingo, 4 de maio de 2014

Endividamento de 18 estados e do DF cai em três anos

Economia

De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), a dívida consolidada líquida considera o que o ente público deve menos o que tem direito a receber.

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil

Apesar de ter recorrido a empréstimos nos últimos anos para investimentos, a maioria das unidades da Federação conseguiu manter o endividamento sob controle. Segundo levantamento da Agência Brasil, a proporção da dívida consolidada líquida (DCL) em relação à que a receita corrente líquida (RCL) caiu em 18 estados e no Distrito Federal (DF) entre 2010 e 2013.
De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), a dívida consolidada líquida considera o que o ente público deve menos o que tem direito a receber. A receita corrente líquida leva em conta a arrecadação com impostos e contribuições menos o que os estados são obrigados a repassar aos municípios.
Três vezes por ano, os estados e o DF enviam ao Tesouro Nacional o Relatório de Gestão Fiscal, documento que avalia o cumprimento de metas e parâmetros determinados pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Até o início de maio, somente seis estados não haviam enviado as informações completas sobre 2013. O Amapá, o Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Rondônia e Sergipe informaram a situação até agosto do ano passado. O Piauí, até abril.
Segundo os relatórios, no Distrito Federal e em 18 estados – Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pará, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo – a proporção entre a DCL e a RCL caiu. As maiores quedas, na ordem, foram registradas em Goiás, Mato Grosso, no Paraná e no Maranhão.
Em contrapartida, a proporção subiu em oito estados – Acre, Ceará, Espírito Santo, Pernambuco, Minas Gerais, Roraima, Sergipe e Tocantins. Lideram as altas Roraima, Sergipe, o Acre e Pernambuco, nessa ordem. No Ceará, em Minas Gerais e no Espírito Santo, o percentual subiu, mas ficou perto da estabilidade.
A principal causa para o controle do endividamento dos estados está no crescimento da arrecadação. Apesar de o valor monetário da soma das dívidas consolidadas dos estados ter aumentado 22,3% entre o fim de 2010 e o final de 2013, a soma das receitas correntes líquidas aumentou 33,8% no mesmo período.
Nos últimos anos, os estados passaram a se endividar mais porque o Tesouro Nacional autorizou os governos estaduais a contrair mais empréstimos no sistema financeiro para destinar a investimentos. Além disso, em 2012, o governo criou o Proinvest, que forneceu R$ 20 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para obras de infraestrutura nos estados.
Os financiamentos tiveram como objetivo estimular a economia dos governos regionais em meio ao baixo crescimento. O Tesouro Nacional controla o endividamento das unidades da Federação por meio do Programa de Ajuste Fiscal (PAF), que estabelece o cumprimento de metas fiscais pelos governos de 24 estados e do DF em troca de autorização para operações de crédito. Somente o Amapá e o Tocantins não estão no PAF.
Mesmo nos casos em que o endividamento aumentou, quase nenhum estado se aproximou do limite de 200% da proporção entre a DCL e a RCL. A exceção é o Rio Grande do Sul, cujo endividamento fechou 2013 em 208,6% No entanto, o índice para o governo gaúcho está caindo continuamente há vários anos e está dentro do cronograma de reenquadramento estabelecido por uma resolução do Senado em 2011.
Fonte - Agência Brasil  04/05/2014

terça-feira, 18 de março de 2014

Receita do setor de serviços varia 9,3% em um ano, diz IBGE

Economia

O maior crescimento foi registrado nos serviços prestados às famílias, que cresceram 12,1% e tiveram peso de 9,6% na taxa geral. O maior impacto continua sendo o do setor de transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, que responde por 34,4% da taxa nacional e avançou 10,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior, com altas em todos os seus componentes: 9,8% no transporte terrestre, 18,3% no aquaviário, 16,3% no aéreo e 8,6% na armazenagem, serviços auxiliares de transporte e correio.

Vinícius Lisboa, repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
A receita do setor de serviços começou o ano de 2014 com crescimento de 9,3% em relação a janeiro de 2013, divulgou hoje (18) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa representa aumento de 1 ponto percentual em relação a dezembro, que teve o valor revisado para 8,3%.
O maior crescimento foi registrado nos serviços prestados às famílias, que cresceram 12,1% e tiveram peso de 9,6% na taxa geral. O maior impacto continua sendo o do setor de transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, que responde por 34,4% da taxa nacional e avançou 10,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior, com altas em todos os seus componentes: 9,8% no transporte terrestre, 18,3% no aquaviário, 16,3% no aéreo e 8,6% na armazenagem, serviços auxiliares de transporte e correio.
Os serviços de informação e comunicação também aumentaram a participação na taxa geral em janeiro, mês em que participaram com 32,3% da variação. Esse tipo de serviço teve receita 7% maior no primeiro mês de 2014. Os serviços profissionais, administrativos e complementares tiveram variação anual de 8,1%, e o item outros serviços variou 6,2%.
Todas as unidades da Federação tiveram alta na receita dos serviços, com destaque para o Distrito Federal, onde o crescimento chegou a 19,1%. Goiás (17,8%) e Paraíba (17%) também cresceram de forma mais acentuada e em Mato Grosso (0,6%) e no Pará (1,4%) as altas foram menores.
Com variação de 11,2%, São Paulo respondeu por 52,6% do resultado nacional, ou 4,9 pontos percentuais dos 9,3% de crescimento brasileiro. O Rio de Janeiro, que cresceu 8,2%, teve a segunda maior participação, com 12,8%.
O Distrito Federal liderou o crescimento dos sertores de serviços profissionais, administrativos e complementares, de transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio e de outros serviços. No caso dos serviços prestados às famílias, o maior crescimento foi no Espírito Santo, com 21,4%, e nos serviços de informação e comunicação, Goiás cresceu mais, com variação de 27,7%.
Fonte - Agência Brasil  18/03/2014

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Receita do setor de serviços cresce 8,5% no país em 2013

Economia

"A principal influência para esse crescimento veio dos serviços de alojamento e alimentação, que cresceram 10,6%. Os demais segmentos analisados pela pesquisa também tiveram crescimento: serviços profissionais, administrativos e complementares (8,1%), serviços de informação e comunicação (6,9%) e outros serviços (5,9%)."


Vitor Abdala 
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
A receita do setor de serviços fechou 2013 com um crescimento nominal de 8,5%. O segmento de transportes, serviços auxiliares de transporte e correios foi o que mais cresceu no período, com alta de 10,8% na comparação com 2012, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada hoje (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Entre os destaques do segmento de transportes estão os transportes aquaviário (com alta de 18%) e aéreo (16,8%). Os transportes terrestres tiveram aumento de 10,7%.
Outro segmento que se destacou em 2013 foram os serviços prestados às famílias, que tiveram alta de 10,2%. A principal influência para esse crescimento veio dos serviços de alojamento e alimentação, que cresceram 10,6%.
Os demais segmentos analisados pela pesquisa também tiveram crescimento: serviços profissionais, administrativos e complementares (8,1%), serviços de informação e comunicação (6,9%) e outros serviços (5,9%).
Na comparação do mês de dezembro de 2013 com o mesmo período do ano anterior, o setor de serviços cresceu 8,4%, também com destaque para os serviços de transportes (11,5%) e os prestados às famílias (9,5%).
Entre os estados, os maiores crescimentos no ano foram observados em Mato Grosso (20,4%), no Distrito Federal (15,7%), Ceará (13%) e Tocantins (13%). Em dezembro, os destaques foram o Distrito Federal (25,1%), Santa Catarina (12,6%) e Rondônia (12,5%).
Fonte - Agência Brasil  19/02/2014

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Vendas no comércio têm sexta alta consecutiva

Economia

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O comércio varejista teve crescimento de 0,9% no volume de vendas de julho para agosto e registrou a sexta alta consecutiva. Além disso, houve aumento de 1,2% na receita nominal de julho para agosto. Os dados, da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), foram divulgados hoje (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Entre os oito setores analisados pelo IBGE, seis tiveram alta no volume de vendas em agosto na comparação com julho. O destaque ficou com o segmento de equipamento e material para escritório, informática e comunicação, com crescimento de 7,6%. Também tiveram alta os artigos farmacêuticos, médicos e perfumaria (1,1%), livros, jornais e papelaria (0,9%), móveis e eletrodomésticos (0,8%), supermercados e comércio de alimentos (0,6%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,1%).
Apenas dois setores tiveram queda no volume de vendas de julho para agosto: tecidos, vestuário e calçados (1%) e combustíveis e lubrificantes (0,7%).
O comércio varejista ampliado, que também considera os setores de veículos e peças e de material de construção, teve um crescimento menor: 0,6%. Os veículos, motos, partes e peças registraram aumento de 2,6% no volume de vendas, enquanto os materiais de construção tiveram alta de 0,8%.
Na comparação com agosto de 2012, o varejo teve alta de 6,2% no volume de vendas e de 13,6% na receita nominal. No acumulado do ano, o comércio varejista teve crescimentos de 3,8% no volume e 11,9% na receita. Em 12 meses, o varejo acumula altas de 5,1% no volume e 12,2% na receita.
Fonte - Agência Brasil  15/10/2013

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Sonegômetro mostra que calote aos cofres públicos passa de R$ 304 bilhões

Economia


Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil 

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Brasília – O calote aos cofres públicos passou de R$ 304 bilhões, mostra o placar online da sonegação fiscal no Brasil, instalado hoje (25) perto do Congresso Nacional. Segundo o Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz), o valor daria para construir 10.566.231 postos de saúde equipados. O leitor que quiser consultar a ferramenta em tempo real e ver alguns exemplos do prejuízo que o país tem deve acessar o endereço ( www.sonegometro.com )  na internet.
Segundo os procuradores, se o Sonegômetro fosse um estado brasileiro, e o valor sonegado fosse colocado como seu Produto Interno Bruto (PIB), estaria em quarto lugar no ranking, perdendo apenas para São Paulo (R$ 1,248 trilhão), Rio de Janeiro (R$ 407 bilhões) e Minas Gerais (R$ 351 bilhões).
O Sinprofaz destaca que não é só o volume do prejuízo que importa, mas a relação direta entre sonegação fiscal e corrupção. Por isso, a categoria considera importante esclarecer a população sobre o problema. A ação faz parte da Campanha Nacional da Justiça Fiscal "Quanto custa o Brasil pra você?", criada pela entidade em 2009.
O valor estimado de sonegação tributária é superior a tudo que foi arrecadado em 2011 de Imposto de Renda (R$ 278,3 bilhões). Para chegar ao índice de sonegação, o estudo selecionou tributos que correspondem ao 87,4% do total da arrecadação tributária no Brasil, entre eles os impostos de Renda, sobre Produtos Industrializados (IPI), sobre Operações Financeiras (IOF) e ,sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS); as contribuições ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e sobre o Lucro Líquido (CSLL), além do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Para os procuradores, existem duas situações: em uma delas, encontra-se a grande maioria dos cidadãos, que precisa trabalhar até quatro meses por ano só para pagar impostos. Na outra, "muito bem camuflada" está uma minoria que se beneficia das diversas brechas da legislação tributária, do sucateamento da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), fazendo fortuna e alimentando os caixas da corrupção, da lavagem de dinheiro e do crime organizado, explicam os procuradores.
“Indiferente e acomodado, o governo prefere repassar a conta para o cidadão, que suporta uma das maiores cargas tributárias do mundo”, destaca o Sinprofaz. O secretário adjunto da Receita Federal, Luiz Fernando Teixeira Nunes, no entanto, garante que existe um esforço, pelo menos por parte do Fisco, para mudar tal realidade. “Não trabalho com esses números, que são do âmbito da Procuradoria da Fazenda Nacional, uma fase seguinte da cobrança dos créditos tributários. A visão da Receita Federal, sim, é que nós aperfeiçoamos os instrumentos de cobranças aos grandes contribuintes”, disse Nunes.
O secretário lembrou que foram criadas delegacias especializadas e preparadas para trabalhar com os grandes contribuintes para combater a sonegação. “Então, há, sim, cobrança de impostos dos assalariados, da classe média, mas também foram aperfeiçoados os instrumentos de cobrança em relação aos grande contribuintes.”
Luiz Fernando Nunes lembrou que o Fisco tem pessoas treinadas e capacitadas, que procuram atuar firmemente em relação a esses contribuintes. “Há delegacias especializadas no Rio de Janeiro e em São Paulo apenas para trabalhar com os chamados grandes contribuintes."
Fonte - Agência Brasil  25/09/2013

terça-feira, 23 de julho de 2013

A Receita notificou Globo 776 vezes em dois anos......

Estarrecedor: Receita notificou Globo 776 vezes em dois anos!


Do Tijolaço
A matéria assinada por Amaury Ribeiro e Rodrigo Lopes no jornal Hoje em Dia, de Minas, que circulará na manhã de hoje – e que foi antecipada pelo Viomundo, de Luiz Carlos Azenha é de deixar escandalizados mesmo aqueles que sabem que a Globo é uma máquina de fraude.
A empresa dos Marinho recebeu 776 notificações da Receita Federal nos últimos dois anos, segundo a reportagem. Ou mais de 11 notificações por semana.
Extrapola qualquer situação aceitável, quando uma empresa recebe uma, duas, uma dúzia que seja, de notificações fiscais, compreensìveis dentro de uma atividade comercial.
776 notificações em dois anos só podem ocorrer quando há uma máquina de sonegação, montada para elidir, escapar e fraudar obrigações tributárias.
Mais: a empresa se vale da holding Globopar para deixar “limpas” as subsidiárias que recolhem mais dinheiro público na forma de publicidade oficial, que não pode, por lei, ser contratada em veículos que estão inadimplentes com o Tesouro.
E o Ministério Público está estarrecido porque Miguel do Rosário publicou a representação de um fiscal da Receita pedindo uma ação penal contra a Globo por sonegar R$ 615 milhões!
Os doutores do “persecutio criminis” estão muito ocupados procurando uma brecha para processar os blogueiros que revelam isso, porque sabem que estão em situação confortável por termos uma imprensa canalha que silencia diante disso e que os protege quando se trata de condenar sua inação – não, meus doutos senhores, os senhores não vão vão me pegar por uma palavra, porque este é meu ofìcio, como defender o povo é, ou deveria ser, o seu – diante da condestável do podre capitalismo brasileiro, a Imperatriz do Jardim Botânico.
Perdoem-me os leitores se escrevo com indignação, mas é que falta indignação neste país.
Dependesse ne nossas instituições e Rupert Murdoch receberia aqui rapapés e títulos honoríficos.
Leiam o post de Luìs Carlos Azenha. - http://www.viomundo.com.br/denuncias/amaury-ribeiro-jr-e-rodrigo-lopes-globo-tem-bens-bloqueados.html
É de despertar o nojo cívico em qualquer um que ache que a lei é para todos e que as instituições deste país são republicanas.
Fonte - Do Blog Tijolaço  23/07/2013