UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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terça-feira, 20 de agosto de 2019

Indústria paulista fecha 3,5 mil postos de trabalho em julho

Economia  👷

No acumulado do ano, o saldo também se mostra negativo (-1 mil vagas). Feito o ajuste, houve recuo de 0,26% no mês. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (16/08) pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

Portogente
foto - ilustração/arquivo
A indústria paulista contabilizou saldo negativo nos postos de trabalho em julho. Foram fechadas 3,5 mil vagas na comparação com junho, na série sem ajuste sazonal. No acumulado do ano, o saldo também se mostra negativo (-1 mil vagas). Feito o ajuste, houve recuo de 0,26% no mês. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (16/08) pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).
"Esta redução já era esperada para o mês de julho conforme havia sido sinalizado pela pesquisa Sensor. O avanço na agenda das reformas pode dar fôlego ao crescimento da economia, gerando emprego no setor industrial", diz José Ricardo Roriz, 2º vice-presidente da Fiesp e do Ciesp.

Desempenho por setores
Entre os setores acompanhados pela pesquisa, 41% apresentaram variações negativas, com 9 demitindo, 8 contratando e 5 permanecendo estáveis.
Os principais destaques negativos ficaram por conta de veículos automotores, reboques e carroceria (-2.163), couro e calçados (-966) e produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (-565).
No campo positivo ficaram, principalmente, confecção de artigos do vestuário e acessórios (499); produtos farmoquímicos e farmacêuticos (349) e celulose, papel e produtos de papel (305).
A pesquisa apura também a situação de emprego para as grandes regiões do estado de São Paulo e em 37 Diretorias Regionais do Ciesp. Por grande região, a variação em julho recuou na Grande São Paulo (inclusive ABCD) (-0,23%), no ABCD (-0,67%) e no Interior (-0,09%).
Entre as 37 diretorias regionais, 51% apresentaram resultados negativos.
Nas 13 que apontaram altas, destaque por conta de Botucatu (1,05%), com geração de 350 vagas, influenciada por confecção e artigos do vestuário (5,05%), e veículos automotores e autopeças (0,55%); e por Ribeirão Preto (0,60%), com a criação de 400 postos de trabalho, por máquinas e equipamentos (4,51%) e produtos alimentícios (0,35%).
Já das 19 negativas, destaque para São Bernardo do Campo (-1,54%), com o fechamento de 1.050 vagas, por veículos automotores e autopeças (-1,91%) e produtos de borracha e plástico (-10,61%), e Osasco (-1,09%), com o encerramento de 700 vagas, influenciado pelos setores de produtos de borracha e plástico (-1,6%) e confecções e artigos do vestuário (-5,15%).
Para conferir os dados regionais, acesse: www.ciesp.com.br/pesquisas/niveldeemprego/
Fonte - Portogente  19/08/2018

quarta-feira, 7 de março de 2018

Bem-vindo de volta ao século XVIII

Ponto de Vista  🔍

A alta carga tributária, o excesso de burocracia, os juros elevados, o alto custo da energia, o baixo nível de investimento em inovação e a falta de investimentos em infraestrutura, influenciam na falta de competitividade dos produtos nacionais no mercado externo.

Portogente
foto - ilustração/Pinterest
"A falta de competitividade dos produtos nacionais no mercado externo, que se tem acentuado nos últimos tempos, deve-se a uma série de fatores. Entre eles, estão a alta carga tributária, o excesso de burocracia, os juros elevados, o alto custo da energia, o baixo nível de investimento em inovação e a falta de investimentos em infraestrutura, especialmente nos últimos 15 anos." Essa é a avaliação do presidente da Fiorde Logística Internacional, Milton Lourenço, em recente artigo.
Para ele, é difícil estabelecer qual desses fatores mais contribui para a perda de competitividade da economia nacional, todavia, salienta: "O baixo nível de investimento em infraestrutura está entre os principais." Para tanto, prossegue na crítica, "basta ver que hoje o País só investe 2,2% do seu Produto Interno Bruto (PIB) em infraestrutura, quando o mínimo deveria ser 5,5%, embora o setor privado tenha interesse em investir, apesar das dificuldades de financiamento".
Ele defende como prioridade uma "reforma do atual sistema tributário", que, segundo Lourenço, imobiliza o capital de giro sem qualquer remuneração, onera o custo de produção de industrializados, reduz a sua competitividade, inviabilizando a sua exportação, ao mesmo tempo em que estimula e até mesmo obriga a exportação de mercadorias sob a forma de commodities, sem agregação de valor e sem geração de empregos. O empresário é taxativo na sua avaliação ácida: "E, enfim, condena o País a voltar a ser mero fornecedor de matérias-primas como no século XVIII, à época do B rasil colônia."
Fonte - Portogente  07/03/2018

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Privatizações x engenharia brasileira

Privatizações  🏭

Em Brasília, em reunião da Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento na Câmara dos Deputados,o seu coordenador, o engenheiro e deputado federal Ronaldo Lessa (PDT-AL), concluiu que o programa de privatizações em questão, representa um ataque à engenharia e ameaça a soberania nacional.

Portogente
Com informações da FNE
foto - ilustração
O programa de privatizações anunciado em agosto último pelo Governo Temer esteve em pauta no dia 19 de setembro último, na mesa-diretora da Câmara dos Deputados, em Brasília, em reunião da Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento. Segundo resume seu coordenador, o engenheiro e deputado federal Ronaldo Lessa (PDT-AL), conclusão é de que o pacote em questão representa ataque à engenharia e ameaça a soberania nacional.
Foi dada ênfase à pretensão de desnacionalizar a Eletrobras, proposta sobre a qual a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) já divulgou nota em oposição à privatização. Além dessa companhia, o pacote inclui 14 aeroportos, 15 terminais portuários, rodovias, 11 lotes de linhas de transmissão e mesmo a Casa da Moeda. Ao todo, são 57 projetos de venda de empresas e parcerias público-privadas. 
Gerson Tertuliano, da federação, destacou à reunião a preocupação da entidade com “o desmonte da engenharia nacional”, sua perda de mercado e protagonismo na discussão de questões fundamentais à profissão e à sociedade. Ele lembrou o contrassenso de a Companhia Energética de Goiás (Celg), por exemplo, ter sido vendida a uma empresa estatal italiana (Enel). A companhia foi privatizada em fevereiro de 2017, também sob resistência da federação, do Sindicato dos Engenheiros no Estado e outras entidades de trabalhadores. “Os próprios deputados questionaram: estatal estrangeira pode então?”, completou o diretor.
Como lembrou Lessa, os técnicos não foram ouvidos sobre o tema pelo governo federal, tampouco o Congresso Nacional. “Ninguém nos consultou, o que não é aceitável quando se trata de infraestrutura e desenvolvimento. O PIB não se sustenta sem engenharia”, afirmou Lessa. E foi categórico: “Não podemos entregar setores estratégicos a empresas privadas, sobretudo estrangeiras. O controle da geração de energia, caso da Eletrobras, deve ficar nas mãos do Estado brasileiro.” Para fazer frente à entrega do patrimônio público, sem critérios e sem discussão com a sociedade, o deputado apontou as duas resoluções do encontro em Brasília: que o Confea se manifeste publicamente a respeito e a realização de uma sessão pública no Plenário do Legislativo que reúna as diversas frentes parlamentares, imprensa, instituições e sociedade “para debater o assunto e exigir um marco regulatório”. “Cobramos uma nota dura do conselho, em repúdio ao sucateamento, perda de conteúdo nacional e privatização sem limites, que representam ataque à soberania do País”, ratificou Tertuliano.
Fonte - Portogente  25/09/2017

domingo, 3 de setembro de 2017

Governador Rui Costa visita maior porto marítimo do norte da China

Política  🚢

O porto de Tianjin é o maior porto do norte da China e tem capacidade de lidar com 550 milhões de toneladas de carga e 14,50 milhões de contêineres. O equipamento foi construído em uma área total de 100 quilômetros quadrados.

Da Redação
foto - GOV.BAHIA
Na manhã deste domingo (3) na China (noite de sábado no horário de Brasília), o governador Rui Costa se deslocou de trem da capital chinesa para a cidade de Tianjin, um importante centro de comércio internacional, para conhecer o porto da cidade e fazer uma visita ao governo local.
O porto de Tianjin é o maior porto do norte da China e tem capacidade de lidar com 550 milhões de toneladas de carga e 14,50 milhões de contêineres. O equipamento foi construído em uma área total de 100 quilômetros quadrados.
Em julho deste ano, o governador assinou em Salvador um memorando de entendimento com o Governo de Tianjin. O documento visa promover cooperação nas mais diversas áreas, como o comércio e a indústria. Também em julho deste ano, a comitiva do Governo de Tianjin, além de passar por Salvador, foi a Ilhéus para conhecer a Zona de Processamento de Exportação e demonstrou interesse em estreitar as relações bilaterais.
Integram a comitiva do Governo da Bahia os secretários estaduais Fábio Vilas-Boas (Saúde), Bruno Dauster (Casa Civil), Jaques Wagner (Desenvolvimento Econômico), Walter Pinheiro (Educação), o presidente da Bahiafarma, Ronaldo Dias, e a assessora de Relações Internacionais, Fernanda Régis.
Com informações da Secom Ba.  02/09/2017

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Brasil não quer crescer?

Economia  $

Os juros altos que inviabilizam a iniciativa privada, o setor produtivo. O colapso nas finanças públicas com a menor taxa de investimentos desde a Segunda Guerra Mundial. A União vai investir apenas R$ 0,33 para cada R$ 100 do PIB (Produto Interno Bruto); todos os estados e municípios juntos vão investir o equivalente a R$ 1,22 para cada R$ 100 do PIB. Por outro lado, o governo, com recursos do Tesouro, repassará ao setor financeiro rentista 11% do PIB.

Portogente
foto - ilustração
Em recente atividade, na capital paulista, a confederação (CNTU) que reúne engenheiros, odontologistas, nutricionistas, farmacêuticos e economistas colocou em debate um tema crucial ao Brasil: que país queremos e precisamos rumo ao Bicentenário da Independência, em 2022. A entidade reuniu especialistas e o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes. Para esse, o Brasil, hoje, não quer crescer: “Os juros altos que inviabilizam a iniciativa privada, o setor produtivo. O colapso nas finanças públicas com a menor taxa de investimentos desde a Segunda Guerra Mundial. A União vai investir apenas R$ 0,33 para cada R$ 100 do PIB (Produto Interno Bruto); todos os estados e municípios juntos vão investir o equivalente a R$ 1,22 para cada R$ 100 do PIB. Por outro lado, o governo, com recursos do Tesouro, repassará ao setor financeiro rentista 11% do PIB. E, por fim, enfrentamos uma interdição que deriva de uma prostração ideológica, vendida como ciência boa, que adotou o neoliberalismo que introduz o mito do laissez-faire, do estado mínimo; aquele que diz que o mercado, funcionando livremente, teria a capacidade de resolver a equação do desenvolvimento do País.” E completou: “Não há experiência humana, nem teórica nem empírica, que sustente o desenvolvimento apenas pelo espontaneísmo individualista das forças do mercado.”
Para ele, o Brasil abriu mão de projetos econômicos estruturais, como políticas industriais e de comércio exterior; de ciência e tecnologia aplicada à inovação e ao desenvolvimento econômico; de infraestrutura que desconsidere o ano fiscal para considerar que os custos de transferência são inerência à competitividade sistêmica da economia. “Isso significa dizer que não fazemos a manutenção regular de uma rodovia para economizar U$ 10 mil por ano para cinco anos depois gastarmos mais de U$ 70 mil para recuperá-la”, lamentou. Da mesma forma, prosseguiu Ciro Gomes, o País “abriu mão de verticalizar o seu mercado de oligais e hoje exportamos óleo bruto barato e importamos derivados de petróleo em dólar”.
A estagnação nacional, segundo ele, começa a partir da década de 1980. Desde então, observou Ciro Gomes, valendo-se, mais uma vez, da comparação entre o Brasil e a China: “Não conseguimos aumentar a nossa participação no comércio exterior dos 1% verificados há 37 anos; por outro lado, os chineses têm 12,5% de participação, podendo chegar a 20% nos próximos anos.” Tal cenário, que ainda inclui uma média de crescimento econômico nacional de 2% ao ano, mostra, afirmou, que “temos um grave problema de projeto modular, estrutural”.
Para ele, não é retórica dizer que o “Brasil tem que se decidir a crescer. Hoje a nossa decisão é de não crescer”. De forma contundente, o ex-governador cearense disse que o único caminho para a retomada do crescimento é a reindustrialização. “A participação da indústria brasileira na riqueza brasileira, hoje, que já foi de 30% nos anos 1980, é de apenas 8%, o equivalente ao que era em 1910.” Com esse perfil, lamentou, “vamos virar apenas exportadores de commodities, que jamais pagarão – ainda que sejamos extraordinários em volume e competitividade na soja, no milho, no petróleo, minérios etc. – celulares, eletroeletrônicos, informática, novos materiais supercondutores, tecnologias ligadas ao moderno modo de vida”.
Fonte - Portogente   21/08/2017

terça-feira, 4 de julho de 2017

Distribuição de veículos tem queda de 3% em junho

Economia  🚗

No primeiro semestre de 2017, foram emplacadas 1.505.453 unidades ante 1.592.711 no mesmo período de 2016, o que representou uma queda de 5,48% para todos os setores somados.Segundo a Fenabrave

Flávia Albuquerque
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração/arquivo
O setor de distribuição de veículos (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros) teve retração de 3% em junho na comparação com maio, com a distribuição de 277.194 unidades ante 285.757 no mês anterior. Na comparação com junho de 2016, o setor teve alta de 5,15%, de acordo com balanço mensal divulgado hoje (4) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).
No primeiro semestre de 2017, foram emplacadas 1.505.453 unidades ante 1.592.711 no mesmo período de 2016, o que representou uma queda de 5,48% para todos os setores somados.
Segundo a Fenabrave, os segmentos de automóveis e comerciais leves, somados, ficaram praticamente estáveis, com leve queda de 0,47% em junho em relação ao mês anterior. Foram emplacadas 189.229 unidades, contra 190.122 em maio de 2017. Se comparado com junho do ano passado (166.416 unidades), o resultado aponta alta de 13,71%. No acumulado do ano, esses segmentos cresceram 4,25%. Foram comercializadas 991.475 unidades no 1º semestre de 2017, contra 951.098 no mesmo período de 2016.
Para o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Jr., apesar do mês de junho ter tido um dia útil a menos que maio (21contra 22), o crescimento da média diária, em 4,5% para automóveis e comerciais leves, que chegou a 9 mil unidades emplacadas, praticamente, anulou este efeito. “O mês de junho mostrou-se bastante agitado politicamente, gerando, inclusive, uma pequena queda nos índices de confiança de curto prazo. Porém, isso não afetou a tendência de melhora, resultando num encerramento de primeiro semestre positivo em 4,25%”, declarou.
Diante dos dados de junho, a entidade revisou suas projeções para o ano de 2017 e acredita que o setor deve ter queda de -1,6% neste ano para todos os segmentos. Para os segmentos de automóveis e comerciais leves, a expectativa é de alta de 4,3%. Para caminhões e ônibus, deve ocorrer retração de 10,2% (-11,5% para caminhões, -5,5% para ônibus e -7,1% para implementos rodoviários). O segmento de motocicletas deverá cair 13,5%.
Fonte - Agência Brasil  04/07/2017

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Produção cai e indústria enfrenta dificuldades para sair da recessão

Economia  📉

Segundo a Sondagem Industrial, divulgada hoje (24) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o setor ainda encontra dificuldades para superar a "recessão econômica" enfrentada pelo país.O emprego e o nível de utilização da capacidade instalada também recuaram no mês passado e os empresários estão menos otimistas em relação a emprego, demanda, exportações e compra de matéria-prima.

Andreia Verdélio
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração
Depois da leve recuperação registrada em março, a produção da indústria brasileira voltou a cair em abril. Segundo a Sondagem Industrial, divulgada hoje (24) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o setor ainda encontra dificuldades para superar a "recessão econômica" enfrentada pelo país.
O emprego e o nível de utilização da capacidade instalada também recuaram no mês passado e os empresários estão menos otimistas em relação a emprego, demanda, exportações e compra de matéria-prima. O indicador de evolução da produção caiu para 41,6 pontos, o de número de empregados ficou em 47 pontos e o de utilização da capacidade instalada, em relação ao usual, diminuiu pra 36,6 pontos.
Os indicadores da pesquisa variam de zero a 100 pontos. Quando estão abaixo de 50 pontos revelam queda. e acima de 50, crescimento.
O estudo destaca que os feriados são responsáveis por parte das quedas registradas no mês. Abril teve 17 dias úteis, ante 23 dias de março. "Embora seja comum uma diminuição da atividade entre os meses de março e abril, a queda registrada em 2017 foi mais intensa do que a usual", diz o estudo.

Expectativa dos empresários
Segundo a CNI, o fraco desempenho reduziu o otimismo dos empresários e a perspectiva é de mais demissões na indústria. Em maio, o indicador de expectativa sobre o número de empregados caiu para 48,7 pontos e continua abaixo da linha divisória dos 50 pontos, que separa o otimismo do pessimismo. Embora estejam acima dos 50 pontos, os indicadores de expectativas para os próximos seis meses sobre a demanda, a quantidade exportada e a compra de matérias-primas recuaram um pouco.
“Sem grandes perspectivas de melhora no cenário econômico, os empresários continuam pouco dispostos a investir”, diz a confederação.
O índice de intenção de investimentos para os próximos seis meses ficou em 46,6 pontos em maio, uma queda de 0,4 ponto na comparação com abril. "Apesar do aumento de 7,2 pontos na comparação com o ano passado, as intenções de investir seguem baixas", afirma a pesquisa.
Fonte - Agência Brasil  24/05/2017

terça-feira, 21 de março de 2017

Aniversário da Lava Jato com 1,1 mil da PF na "Carne Fraca"

Ponto de Vista  🔍

Aniversário da Lava Jato com 1,1 mil da PF na "Carne Fraca". Porque... a carne é fraca Até sexta-feira, 17, o Brasil era o maior exportador de carnes do mundo. Entre bovinos, aves e suínos, vendeu US$ 14 bilhões para mais de 160 países, em 2016.Nesta segunda-feira, 20, União Europeia, China, Coreia do Sul e Chile, suspenderam a importação de carnes do Brasil. Na sexta-feira, a Polícia Federal lançou a operação "Carne Fraca". A PF investiga 21 empresas. Entre elas, as gigantes BRF e JBS.


Bob Fernandes





segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Repúdio ao desemprego nas grandes obras paradas

Ponto de Vista  🔍

O facão, ao cortar os empregos, faz desaparecer também os grandes canteiros e os grandes empreendimentos. É bomba arrasa-quarteirão.O desemprego campeia, as grandes empresas baqueiam e os canteiros são fechados.

João Guilherme Vargas Netto-Portogente
foto - ilustração
No quadro enlouquecedor das demissões o que sobra, depois da liquidação de milhares de empregos, são as grandes empresas, onde o facão cortou, mas não as destruiu como faz com as outras, as pequenas e médias.
Assim acontece na indústria, no comércio e nos serviços, mas não acontece na construção civil e nas grandes obras públicas.
Nestes setores o facão, ao cortar os empregos, faz desaparecer também os grandes canteiros e os grandes empreendimentos. É bomba arrasa-quarteirão.
Exatamente por conta disso os índices de desemprego saltam por degraus bem altos na construção civil, afetando poderosamente os indicadores gerais.
Se a construção civil e a construção pesada são, nas vacas gordas, umas das maiores portas de entrada para o mundo do trabalho formalizado, com investimentos públicos e privados e crédito direcionado, o inverso acontece nas vacas magras, sem obras públicas, sem investimentos privados e com escassez de crédito e de recursos estatais. O desemprego campeia, as grandes empresas baqueiam e os canteiros são fechados.
Portanto, as direções sindicais da construção civil e da construção pesada têm uma responsabilidade acrescida na luta contra o desemprego e contra as demissões nos quatros eixos da ação sindical: de resistência, produtivista, das campanhas salariais e do atendimento às dificuldades dos trabalhadores.
O movimento sindical na construção pode e deve, como contribuição maior à luta geral, organizar com enorme repercussão positiva a ocupação simbólica, um abraço ou um rolê nas grandes obras paradas, demonstrando para a sociedade a irracionalidade da situação e a necessidade urgente da retomada dessas obras, estancando o desperdício que a sua paralisação acarreta. Um mapa das grandes obras paradas, nas cidades ou no interior, pode ser um guia para organizar essas lutas de imensa visibilidade.
Estas foram uma ideia forte e uma tática de luta propostas pelas direções sindicais dos trabalhadores da construção – municipais, estaduais, nacionais e internacionais – no recente seminário de planejamento de lutas em 2017, organizado pela Feticom-SP (federação estadual dos trabalhadores em construção e mobiliário), em Mongaguá.
*João Guilherme Vargas Netto é analista político e consultor sindical
Fonte - Portogente 30/01/2017

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Produção industrial no Brasil cai em 11 dos 14 locais pesquisados

Economia

No acumulado de 12 meses, 13 estados tiveram queda, com destaque para Espírito Santo (-21,2%), e dois registraram aumento: Pará (7,8%) e Mato Grosso (0,1%).Outros áreas com recuo na produção foram Rio Grande do Sul (-1%), Espírito Santo (-0,6%), Ceará (-0,3%) e Bahia (-0,3%).

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil
Arquivo/Agência Brasil
A produção industrial recuou em 11 dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na passagem de setembro para outubro deste ano, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional. A maior queda foi em Minas Gerais (-7,6%).
Outros locais que tiveram uma redução mais acentuada do que a média nacional (-1,1%) foram Pará (-4,2%), Goiás (-3%), Amazonas (-2,5%), São Paulo (-2,4%), Santa Catarina (-2,1%) e Região Nordeste (-1,2%).Outros áreas com recuo na produção foram Rio Grande do Sul (-1%), Espírito Santo (-0,6%), Ceará (-0,3%) e Bahia (-0,3%).
Apenas três estados tiveram aumento na produção industrial: Rio de Janeiro (3,4%), Paraná (2,7%) e Pernambuco (1,5%).

Redução em 13 locais
Nos demais tipos de comparação, o IBGE também analisa o desempenho da indústria em Mato Grosso. Na comparação com outubro de 2015, 13 locais tiveram queda, com destaque para Mato Grosso, com redução de 21,6%. Apenas dois locais acusaram alta: Rio de Janeiro (5,7%) e Pará (2,4%).
No acumulado do ano, 14 locais tiveram queda, com destaque para o Espírito Santo (-21,6%). Apenas o estado do Pará teve alta (9,3%). No acumulado de 12 meses, 13 estados tiveram queda, com destaque para Espírito Santo (-21,2%), e dois registraram aumento: Pará (7,8%) e Mato Grosso (0,1%).
Fonte - Agência Brasil  09/12/2016

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Produção e emprego na indústria mantêm queda em outubro

Economia $

“A produção industrial, que costuma crescer em outubro, manteve o ritmo de queda do mês anterior e segue muito baixa, provocando elevada ociosidade no setor”, destacou a pesquisa. O índice de utilização da capacidade instalada caiu um ponto percentual em outubro na comparação com setembro e ficou em 65%. 

Da Agência Brasil
foto - Ag.Brasil
A produção e o emprego continuam caindo na indústria brasileira. Os índices de evolução da produção e de emprego ficaram em 45,8 pontos em outubro, segundo a Sondagem Industrial da Indústria, divulgada hoje (21) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Os indicadores variam de 0 a 100 pontos. Índices abaixo de 50 pontos revelam queda da produção e do emprego. O fraco desempenho do setor está levando empresários a reverem a estimativa.
“A produção industrial, que costuma crescer em outubro, manteve o ritmo de queda do mês anterior e segue muito baixa, provocando elevada ociosidade no setor”, destacou a pesquisa. O índice de utilização da capacidade instalada caiu um ponto percentual em outubro na comparação com setembro e ficou em 65%. A pesquisa mostra ainda que os estoques estão dentro do planejado pelos empresários. O indicador de estoque efetivo em relação ao planejado ficou em 50,6 pontos, próximo da linha divisória dos 50 pontos.
O baixo volume de produção piorou as expectativas dos empresários industriais para os próximos seis meses. Os indicadores de expectativas de demanda, compra de matérias-primas, exportações e número de empregados ficaram abaixo dos 50 pontos em novembro. O número demonstra que os empresários esperam redução da demanda, das exportações, das compras de matérias-primas e dos empregos nos próximos seis meses.
A falta de perspectiva de recuperação no curto prazo reduziu a disposição de os industriais fazerem investimentos. O índice de intenção de investimentos ficou em 43,9 pontos em novembro. Mesmo com alta de 3,1 pontos em relação a outubro de 2015, o valor está 3,7 pontos inferior à média histórica, de 47,6 pontos para o mês.
A pesquisa foi feita entre 1º e 11 de novembro com 2.371 empresas industriais em todo o país. Desse total, 979 são pequenas, 862 são médias e 530 são de grande porte.
Fonte - Agência Brasil  21/11/2016

quarta-feira, 9 de março de 2016

Produção industrial inicia 2016 com alta em oito locais

Economia

Outros seis locais tiveram avanços neste tipo de comparação: Bahia (2,6%), Rio Grande do Sul (2,5%), Ceará (2,4%), Paraná (2,2%), Região Nordeste (1,5%) e São Paulo (1,1%).

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração
A produção industrial cresceu em oito dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na passagem de dezembro de 2015 para janeiro. As principais altas foram registradas em Santa Catarina (3,7%) e no Pará (3,3%), de acordo com dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional.
Outros seis locais tiveram avanços neste tipo de comparação: Bahia (2,6%), Rio Grande do Sul (2,5%), Ceará (2,4%), Paraná (2,2%), Região Nordeste (1,5%) e São Paulo (1,1%). Seis estados tiveram queda na produção, apesar do avanço da média nacional, de 0,4%: Pernambuco, Amazonas e Espírito Santo (os três com recuo de 2,1%), Rio de Janeiro (com decréscimo de 1,5%), Goiás e Minas Gerais (ambos com queda de 1%).
Na comparação com janeiro de 2015, 12 dos 15 locais pesquisados tiveram queda na produção, sendo as mais intensas verificadas no Amazonas (-30,9%), Pernambuco (-29,4%) e Espírito Santo (-26,3%). Apenas três estados tiveram alta: Pará (10,5%), Bahia (10,3%) e Mato Grosso (9,3%).
No acumulado de 12 meses, houve queda também em 12 dos 15 locais pesquisados, com destaque para Amazonas (-18,4%), São Paulo (-11,7%) e Rio Grande do Sul (-11,3%). Três estados tiveram aumento da produção: Mato Grosso (4,8%), Pará (4%) e Espírito Santo (0,6%).
Fonte - Agência Brasil  09/03/2016

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Energias renováveis representam terceira onda de desenvolvimento da Bahia

Economia

Terceiro maior produtor de energia eólica do Brasil, a Bahia já contabiliza R$ 22,7 bilhões em investimentos no setor de energias renováveis. Em eólica são R$ 18,5 bilhões em 186 usinas, com 4,5 GW de potência, distribuídas em 22 municípios do semiárido. Quanto à solar, são mais R$ 4,2 bilhões para 32 empreendimentos em cinco municípios e 893 MW de potência.

Da Redação
foto - ilustração
Durante a abertura do VII Fórum Nacional Eólico/Carta dos Ventos, que acontece em Salvador, o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jorge Hereda, afirmou que “guardadas as proporções, as energias renováveis representam a terceira grande onda de crescimento econômico da Bahia. A primeira, na década de 1970, com a petroquímica. A segunda, nos anos 1980, com a indústria automobilística, e a atual, com o agravante de promover a desconcentração industrial e a inclusão social, levando riqueza para o interior e as populações pobres”.
Terceiro maior produtor de energia eólica do Brasil, a Bahia já contabiliza R$ 22,7 bilhões em investimentos no setor de energias renováveis. Em eólica são R$ 18,5 bilhões em 186 usinas, com 4,5 GW de potência, distribuídas em 22 municípios do semiárido. Quanto à solar, são mais R$ 4,2 bilhões para 32 empreendimentos em cinco municípios e 893 MW de potência. Em consonância com o que disse o diretor do Operador Nacional do Sistema Elétrico, Saulo Cisneros, o secretário também defendeu maior participação dos bancos do Nordeste (BNB), do Brasil (BB) e dos privados no financiamento das energias renováveis.
Também participaram da solenidade de abertura do evento, na noite de terça-feira (24), os secretários de Mineração, Petróleo e Energias Renováveis do Piauí, Luiz Coelho, e de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte, Otomar Cardoso Junior; a presidenta da Abeólica, Elbia Gannoum, e o diretor-geral do Centro de Estratégias em Recurso Naturais (Cerne), Jean Paul Prates.
A edição 2015 do Fórum Nacional Eólico tem como foco a expansão dos parques eólicos e o novo mapa da geração eólica no Brasil. Ele reúne anualmente governos e empreendedores que analisam e atualizam a Carta dos Ventos, um documento de intenções e pleitos ao redor do qual gravitam as principais questões estratégicas para o pleno desenvolvimento do setor eólico.
“A energia eólica no Brasil prosperou além das mais otimistas projeções e se consolidou com uma fonte de grande relevância na matriz energética nacional. Em maio deste ano, o País passou a marca de 6 mil MW em usinas eólicas instaladas e conectadas à rede nacional. Bahia, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Ceará são estados com mais de mil MW instalados e um extraordinário crescimento se projeta para o Piauí e o Maranhão”, disse Prates.
O evento - que termina nesta quarta-feira (25), na sede do Senai/Cimatec, na Avenida Orlando Gomes, com a divulgação da Carta dos Ventos - vai discutir ainda os temas ‘Desenvolvimento Científico e Tecnológico’,’Financiamento, captação de recursos e project finance’, ‘Estruturação de projetos em energia eólica’ e ‘A evolução do mapa da geração eólica no Brasil. Investimentos, perspectivas e players’.
Com informações da Secom Ba.  25/11/2015

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Confiança da indústria no Brasil avança 2,3% em outubro, diz FGV

Economia

“A alta do Índice de Expectativas em outubro é um resultado favorável, mas que deve ser interpretado como uma sinalização de atenuação, no quarto trimestre, dos números negativos que vêm retratando a evolução da produção e do emprego do setor desde o início do ano”, disse o superintendente adjunto para ciclos econômicos da Ibre, Aloisio Campelo Jr.

Flávia Albuquerque 
Repórter da Agência Brasil
Ag.Brasil
O Índice de Confiança da Indústria (ICI), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação GetulioVargas (FGV), avançou 2,3% em outubro, ao passar de 66 para 67,5 pontos, tornando-se segundo menor da série histórica. O resultado foi determinado pela alta de 8,9% do Índice de Expectativas (IE), para 69,7 pontos, após atingir o mínimo histórico de 64 pontos no mês anterior. Já o Índice da Situação Atual (ISA) recuou 4%, para 65,2 pontos, atingindo o mínimo da série.
“A alta do Índice de Expectativas em outubro é um resultado favorável, mas que deve ser interpretado como uma sinalização de atenuação, no quarto trimestre, dos números negativos que vêm retratando a evolução da produção e do emprego do setor desde o início do ano”, disse o superintendente adjunto para ciclos econômicos da Ibre, Aloisio Campelo Jr.
A proporção de empresas prevendo aumento do pessoal ocupado cresceu de 6,1% para 7,8%, enquanto a parcela das que projetam redução passou de 34,5% para 24,9%. O item foi o que mais contribuiu para a evolução do IE em outubro.
A proporção de empresas com estoques excessivos aumentou de 22% para 24,5%, o maior patamar desde julho de 2003 (25,7%): foi o indicador que exerceu a maior influência na diminuição do ISA. A parcela de empresas com estoques insuficientes diminuiu de 1,3% para 0,3% do total.
O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) apresentou relativa estabilidade em outubro, ao aumentar 0,2 ponto percentual, de 76,5% para 76,7%.
“Em relação aos seis meses seguintes [computados a partir de outubro], as expectativas continuam piorando, indicando que o setor [industrial] continua pessimista em relação à perspectiva de uma melhora contínua do ambiente dos negócios”, acrescentou Aloisio Campelo Jr.
Fonte - Agência Brasil  28/10/2015

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Estaleiro Atlântico Sul deve entregar mais dois navios em 2015

Economia

Navio Marcílio Dias foi batizado em cerimônia com a presença da presidente Dilma,o presidente do EAS, Harro Ricardo Schlorke Burmann, disse durante a cerimônia que o cronograma da empresa prevê a entrega de outros dois navios ainda em 2015.

Diário de Pernambuco
Com informações de André Clemente

O primeiro petroleiro produzido pelo Estaleiro Atlântico Sul (EAS), o João Cândido, sofreu um atraso de quase dois anos na entrega. Mas desde aquele 25 de maio de 2012, o ritmo de produção ganhou mais velocidade. Foram entregues outros quatro navios: Zumbi dos Palmares, Dragão do Mar, Henrique Dias e André Rebouças. O último - que leva o nome do militar baiano que se engajou na campanha abolicionista e ajudou a criar, na década de 1880, a Sociedade Brasileira Contra a Escravidão, ao lado de Joaquim Nabuco e José do Patrocínio - foi entregue à Transpetro nesta quinta-feira (14). Durante a cerimônia, que contou com a presença de Dilma Rousseff, o presidente do EAS, Harro Ricardo Schlorke Burmann, disse que o cronograma da empresa prevê a entrega de outros dois navios ainda em 2015.
"Temos metas ambiciosas para este ano. Em agosto, planejamos entregar o Marcílio Dias, batizado hoje, e mais outro em dezembro, que é o sétimo navio e que já está em construção no dique seco, ressaltou. Burmann também acrescentou que processo de construção tem buscado nível de aprendizagem contínua. "O André Rebouças foi construído com cerca de 4 milhões de horas/homem, metade do tempo dos primeiros navios. A previsão é que os navios de número nove e dez, com metade do tempo de trabalho do que se produz hoje."
Em dezembro, durante a entrega do Henrique Dias, o EAS divulgou nota afirmando que o André Rebouças é o projeto mais completo até o momento do estaleiro, já que foi empregada integralmente a tecnologia de construção e montagem por megablocos. “O uso desse processo permite ganhos como redução do tempo de construção e incremento da qualidade no acabamento da embarcação. Graças a essa inovação tecnológica de 'acabamento avançado'”. O André Rebouças tem as mesmas dimensões dos outros quatro navios que já tinham sido entregues pelo estaleiro pernambucano: 274,2 metros de comprimento, 48 metros de largura e porte bruto de 157,7 mil toneladas.
O presidente da Transpetro, Cláudio Campos, destacou o nível de qualidade dos navios produzidos do EAS. "Para nós, que somos os contratantes, percebemos que o programa de renovação da frota está no caminho certo", comentou. Um quadro diferente do observado em 2012. Logo após receber o João Cândido, a Transpetro anunciou que o Atlântico Sul seria multado em R$ 3,6 milhões pelo atraso em 20 meses na entrega do petroleiro. As más notícias não pararam por aí. Na ocasião, o então presidente da Transpetro, Sergio Machado, afirmou que os contratos de compra e venda dos navios assinados junto ao EAS estavam suspensos.
O acordo foi sustado porque o estaleiro não estava conseguindo cumprir o cronograma de entregas e estava inadimplente com o contrato porque estava sem parceiro tecnológico. Em março de 2012, a coreana Samsung anunciou a saída do negócio, onde detinha 6% de participação e era parceira técnica. Os problemas foram sendo resolvidos aos poucos, depois que o EAS anunciou o novo parceiro tecnológico: a japonesa IHI Marine.
Mas a vida do EAS está longe de ser um mar de rosas. Recentemente, o estaleiro demitiu mais de mil trabalhadores, depois de suspender contratos com a Sete Brasil, empresa criada pelo governo federal para comprar navios-sonda de estaleiros do Brasil para alugar à Petrobras, mas que não estava repassando pagamentos por estar sendo investigada por corrupção na Operação Lava-Jato. Foram seis sondas suspensas. Nenhuma havia sido entregue, em um contrato de US$ 6 billhões. Há uma mobilização para viabilizar os empréstimos para que os contratos sejam revisados, mas serão menores.
Fonte - Diário de Pernambuco  14/05/2015

terça-feira, 10 de março de 2015

Produção industrial cresce em sete estados de dezembro para janeiro

Economia

A maior alta foi observada no estado de Pernambuco (13,5%), de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional, divulgada hoje (10).

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
A produção industrial cresceu em sete dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na passagem de dezembro do ano passado para janeiro deste ano. A maior alta foi observada no estado de Pernambuco (13,5%), de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional, divulgada hoje (10).
Em São Paulo, estado mais industrializado do país, o crescimento foi 7,1%. Outros locais com aumento na produção foram Minas Gerais (6,5%), Goiás (4,4%), Espírito Santo (4,3%) e Santa Catarina (2,4%). Com um crescimento abaixo da média nacional (2%), aparece o Rio de Janeiro, com variação de apenas 0,2%.
Por outro lado, sete locais tiveram queda na produção: Bahia (-10,1%), Paraná (-5,6%), Rio Grande do Sul (-2,9%), Amazonas (-2,3%), Ceará (-2%), Região Nordeste (-1,9%) e Pará (-0,9%).
Na comparação de janeiro deste ano com o mesmo período do ano passado, houve queda em 11 dos 15 locais pesquisados (Mato Grosso também entra nesse tipo de comparação). As maiores quedas foram registradas no Amazonas (-12,4%), na Bahia (-12,1%), no Paraná (-12%) e Rio Grande do Sul (-11,3%). Dos quatro locais onde houve alta, o destaque ficou com o Espírito Santo (18,2%).
No acumulado de 12 meses, também houve queda em 11 locais, com destaque para o Paraná (-6,6%) e São Paulo (-6,2%). Houve crescimento em quatro locais, entre eles o Pará, com alta de 8,7%.
Fonte - Agência Brasil  10/03/2015

quarta-feira, 4 de março de 2015

Produção industrial interrompe sequência de queda e fecha janeiro em alta de 2%

Economia

Os dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) foram divulgados hoje (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil 
Apesar da recuperação em janeiro, a taxa acumulada
 nos últimos 12 meses
Marcelo Camargo/Agência Brasil
A produção industrial brasileira cresceu 2% em janeiro deste ano na comparação com dezembro de 2014. O avanço interrompeu a sequência de dois meses consecutivos de queda no resultado: -3,2% em dezembro e -1,1% em novembro, na série livre de influência sazonal.
Os dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) foram divulgados hoje (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e, apesar da recuperação em janeiro, a taxa acumulada nos últimos 12 meses (indicador anualizado) continua negativa (-3,5%), mantendo a trajetória de queda iniciada em março de 2014 (-2%) e assinalou o resultado negativo mais intenso desde janeiro de 2010 (-4,8%).
A queda acumulada de novembro a dezembro de 2014 ficou em 4,3% e ainda encontra-se 8,9% abaixo do nível recorde alcançado em junho de 2013. Na série sem ajuste sazonal, na comparação com janeiro do ano passado, a produção industrial apontou redução de 5,2% em janeiro de 2015, a 11ª taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação.
Fonte - Agência Brasil  04/03/2015

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Nova fábrica amplia cadeia produtiva de energia eólica na Bahia

Economia

Durante a solenidade de inauguração da planta, Rui Costa anunciou que fará parcerias com a TEN destinada a projetos para investimentos no pacto pela educação com o propósito de melhorar o ensino em escolas e cursos profissionalizantes da rede estadual, formando mão de obra para a indústria.

Secom
foto - ilustração
Bahia - Com a inauguração da fábrica da Torres Eólicas do Nordeste (TEN), nesta sexta-feira (30) em Jacobina, no centro-norte do estado, a Bahia consolida a posição de mercado gerador e produtor de equipamentos para parques de energia eólica. Inaugurada com a presença do governador Rui Costa, a unidade tem capacidade para produzir, por ano, 200 torres de aço destinadas a aerogeradores, gerando 850 empregos diretos e indiretos. No total, sete fábricas de componentes para o setor já operam no estado.
“É um investimento muito importante para Jacobina e para a Bahia. Deus nos presenteou com ventos de melhores perfis e volume do país e isso propicia que o estado receba muitos projetos no setor de energia eólica, a exemplo de fábricas como essa”, disse Rui Costa. A planta da TEN fica na Serra do Tombador, próximo aos parques eólicos instalados na região. Foram investidos 30 milhões de euros por meio de uma joint venture entre o grupo francês Alstom e a construtora Andrade Gutierrez.

Pacto pela educação
Durante a solenidade de inauguração da planta, Rui Costa anunciou que fará parcerias com a TEN destinada a projetos para investimentos no pacto pela educação com o propósito de melhorar o ensino em escolas e cursos profissionalizantes da rede estadual, formando mão de obra para a indústria.
“Vamos estimular as empresas que investem na cadeia da energia eólica para entrar no pacto pela educação, adotando escolas, no que fomos atendidos prontamente pela TEN para melhorar a qualidade do ensino na região, direcionando cursos técnicos profissionalizantes da rede estadual par fornecer mão de obra qualificada para essa indústria, inclusive garantindo o primeiro estágio dos estudantes”, afirmou Rui.
Ele disse também que trabalha para tornar mais rápidos os licenciamentos de projetos eólicos. “Vamos conversar com o governo federal para priorizar os novos leilões de linhas de alta tensão aqui no estado para garantir as linhas necessárias para a transmissão da energia gerada nas torres”, explicou

Investimentos
Além da Alstom, que possui uma fábrica de aerogeradores em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), estão em operação na Bahia as espanholas Gamesa (caixa de rotor) e Acciona (cubos eólicos), indústrias brasileiras Tecsis (pás e aerogeradores) e Torrebras, que recentemente anunciou a ampliação de 200 para 300 torres eólicas/ano na unidade baiana, representando R$ 47,5 milhões e 125 novos empregos.
A Bahia é o único estado brasileiro a ter mais de quatro GW contratados distribuídos em 165 empreendimentos. A expectativa para 2015 é que o estado supere a marca de um GW em operação. O vento será a maior fonte de eletricidade da matriz energética baiana até o ano de 2020, caso os projetos de energia eólica contratados este ano se equipararem aos de hidrelétricas em funcionamento.
Com investimentos de R$ 3,4 bilhões, a Bahia concentra a maior parte dos parques de energia eólica e solar a serem instalados no país, a partir deste ano, com previsão de entrar em operação em 2017. O estado foi o principal destaque do penúltimo leilão de energia, realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), no final de outubro de 2014. Dos 62 projetos vencedores, 30 serão instalados em solo baiano (14 solares e 16 eólicos). Juntos, eles serão responsáveis pela geração de 773,1 MW.
Fonte - Secom Ba. 30/01/2015

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Faturamento da indústria avança 3,1% em outubro

Economia

A alta é a quarta consecutiva, mas não foi suficiente para reverter o quadro negativo de janeiro a outubro, período em que há queda de 1,7% ante os mesmos meses de 2013. Na comparação com outubro do ano passado, há alta no faturamento, de 1,3%. 

Mariana Branco 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
O faturamento da indústria cresceu 3,1% em outubro ante setembro. A alta é a quarta consecutiva, mas não foi suficiente para reverter o quadro negativo de janeiro a outubro, período em que há queda de 1,7% ante os mesmos meses de 2013. Na comparação com outubro do ano passado, há alta no faturamento, de 1,3%. Os dados estão na pesquisa Indicadores Industriais, divulgada hoje (2) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
As horas trabalhadas e a utilização da capacidade registraram queda. As horas trabalhadas caíram 0,3% ante setembro deste ano e 4,9% na comparação com outubro de 2013. Já a utilização da capacidade instalada, que ficou em 80,6% em outubro, está 0,5 ponto percentual menor na comparação com setembro e 1,7 ponto percentual inferior à registrada em outubro do ano passado. Como resultado da atividade fraca, o emprego no setor recuou, caindo 0,1% comparado com setembro e 2,8% ante outubro de 2013.
O levantamento mostrou ainda que, apesar da atividade e emprego em queda, houve crescimento da massa salarial real de setembro para outubro, de 0,7%. Na média acumulada de janeiro a outubro também houve alta, de 2,4%, ante igual período em 2013.
O rendimento médio real, por sua vez, cresceu 0,7% entre setembro e outubro e 2,7% no acumulado do ano. Segundo a CNI, “o resultado mostra certa inércia nos reajustes dos salários da indústria, que seguem avançando em termos reais (…) Tal comportamento tende a pressionar os custos com pessoal e, consequentemente, dificultar a recuperação do setor”.
Fonte - Agência Brasil  02/12/2014

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Entidades dão voto de confiança à Dilma

Transportes sobre trilhos

 "Acreditamos nos projetos do Governo Federal para o crescimento do setor metroferroviário, principalmente naqueles voltados para a renovação da frota", frisou o presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), Vicente Abate, durante a cerimônia de abertura da NT Expo - 17ª Negócios nos Trilhos.

RF
foto - ilustração
As entidades representativas do segmento metroferroviário depositam confiança na próxima gestão da presidenta Dilma Rousseff, reeleita recentemente. "Acreditamos nos projetos do Governo Federal para o crescimento do setor metroferroviário, principalmente naqueles voltados para a renovação da frota", frisou o presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), Vicente Abate, durante a cerimônia de abertura da NT Expo - 17ª Negócios nos Trilhos.
José Antonio Fernandes Martins, presidente do Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (Simefre), falou em união. "Nós estamos saindo de um ano eleitoral, no qual o país ficou dividido. Os empresários estão sem confiança no governo e isso impactou na projeção do PIB. A presidenta garantiu que ampliará o diálogo com os empresários para acelerar o crescimento. Este é o caminho. Precisamos de união e diminuir os conflitos. A NT é uma prova do que nós, iniciativa privada, podemos oferecer ao País", afirmou.
O presidente executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), Gustavo Bambini, também demonstrou otimismo. "Estamos em um momento em que aquele sonho de se construir um futuro melhor para o desenvolvimento das ferrovias está se tornando realidade", disse. O representante da Associação Latinoamericana de Ferrovias (ALAF), Jean Pejo, acredita que o momento permite até pensar em uma integração continental: "Queremos a união e interligação entre os países do Cone Sul e a NT Expo é o ambiente propício para fomentar esta discussão", disse.
Fonte - Revista Ferroviária  12/11/2014