UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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quarta-feira, 24 de maio de 2017

Produção cai e indústria enfrenta dificuldades para sair da recessão

Economia  📉

Segundo a Sondagem Industrial, divulgada hoje (24) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o setor ainda encontra dificuldades para superar a "recessão econômica" enfrentada pelo país.O emprego e o nível de utilização da capacidade instalada também recuaram no mês passado e os empresários estão menos otimistas em relação a emprego, demanda, exportações e compra de matéria-prima.

Andreia Verdélio
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração
Depois da leve recuperação registrada em março, a produção da indústria brasileira voltou a cair em abril. Segundo a Sondagem Industrial, divulgada hoje (24) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o setor ainda encontra dificuldades para superar a "recessão econômica" enfrentada pelo país.
O emprego e o nível de utilização da capacidade instalada também recuaram no mês passado e os empresários estão menos otimistas em relação a emprego, demanda, exportações e compra de matéria-prima. O indicador de evolução da produção caiu para 41,6 pontos, o de número de empregados ficou em 47 pontos e o de utilização da capacidade instalada, em relação ao usual, diminuiu pra 36,6 pontos.
Os indicadores da pesquisa variam de zero a 100 pontos. Quando estão abaixo de 50 pontos revelam queda. e acima de 50, crescimento.
O estudo destaca que os feriados são responsáveis por parte das quedas registradas no mês. Abril teve 17 dias úteis, ante 23 dias de março. "Embora seja comum uma diminuição da atividade entre os meses de março e abril, a queda registrada em 2017 foi mais intensa do que a usual", diz o estudo.

Expectativa dos empresários
Segundo a CNI, o fraco desempenho reduziu o otimismo dos empresários e a perspectiva é de mais demissões na indústria. Em maio, o indicador de expectativa sobre o número de empregados caiu para 48,7 pontos e continua abaixo da linha divisória dos 50 pontos, que separa o otimismo do pessimismo. Embora estejam acima dos 50 pontos, os indicadores de expectativas para os próximos seis meses sobre a demanda, a quantidade exportada e a compra de matérias-primas recuaram um pouco.
“Sem grandes perspectivas de melhora no cenário econômico, os empresários continuam pouco dispostos a investir”, diz a confederação.
O índice de intenção de investimentos para os próximos seis meses ficou em 46,6 pontos em maio, uma queda de 0,4 ponto na comparação com abril. "Apesar do aumento de 7,2 pontos na comparação com o ano passado, as intenções de investir seguem baixas", afirma a pesquisa.
Fonte - Agência Brasil  24/05/2017

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Usuário passa sufoco para desbloquear o Salvador Card

Salvador

Os usuários do Salvador Card que tiveram o cartão bloqueado na última sexta-feira, 3, devido a uma falha no sistema, enfrentaram dificuldades ao tentar resolver o problema. - Nesta terça, centenas de pessoas aguardam por atendimento nos postos localizados no Iguatemi, Comércio e Estação da Lapa.

Luiza Cadidé - A Tarde
Joá Souza | Ag. A TARDE
No posto da Av. Antônio Carlos Magalhães também foi grande a irritação dos que buscaram atendimento
Os usuários do Salvador Card que tiveram o cartão bloqueado na última sexta-feira, 3, devido a uma falha no sistema, enfrentaram dificuldades ao tentar resolver o problema.
Nesta terça, centenas de pessoas aguardam por atendimento nos postos localizados no Iguatemi, Comércio e Estação da Lapa. Na segunda, 6, parte delas relatou ter esperado mais de duas horas para resolver a situação.
"Cheguei aqui (no Comércio) às 13h e até agora (15h desta segunda) não consegui resolver o problema. Estou com receio de atrasar no trabalho", contou o promotor de vendas Daniel Lima.
Segundo Lima, no Posto do Comércio, a falta de funcionários para orientar os usuários levou à desorganização das filas, provocando indignação nos usuários e uma pequena manifestação que precisou ser contida por policiais militares.
No posto do Iguatemi, a situação era semelhante. Duas filas divididas entre usuários do vale transporte (destinado a empresas) e estudantes se estendiam para fora da unidade de atendimento.
As duas atendentes do posto, deslocadas para ajudar os usuários nas filas, não conseguiam atender à demanda, ocasionando mais desorganização, com pessoas entrando em filas erradas.
No posto da Estação da Lapa, a situação estava mais tranquila. A auxiliar de telemarketing Juliana Raquel Santos, de 30 anos, esperou cerca de 40 minutos para ser atendida. De acordo com ela, o problema detectado na sexta causou constrangimento. "Tiveram que pagar a passagem do ônibus para mim. Passei uma vergonha", disse.
A gerente de comercialização e atendimento do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Setps), Cátia Azevedo, conta que cerca de mil pessoas foram atendidas desde o dia 3, para desbloquear o cartão. Porém não soube informar quantos foram prejudicados.

Ressarcimento
Sobre o ressarcimento àqueles que precisaram pagar pela passagem de ônibus, Cátia explica como prosseguir: "Um relatório mostra as pessoas que tentaram usar o cartão, mas foram impedidas pelo bloqueio. Este usuário deve ir a um dos postos para desbloquear e pedir o reembolso, que pode ser em créditos ou em dinheiro".
A gerente disse que os três postos funcionam até as 20h, mas o horário pode ser estendido para suprir a demanda dos prejudicados.
Fonte - A Tarde  07/10/2014

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Amazônia: geografia dificulta opção pelo modal ferroviário

Amazônia

A alternativa de substituição pelo modal ferroviário, solução proposta pelos ambientalistas para a ligação entre Manaus e Porto Velho, que atravessa um parque nacional e uma reserva indígena, encontra resistência no custo inicial e nas dificuldades geográficas para a implantação do projeto.

Valor Econômico
foto - ilustração
A construção e até a reforma de rodovias de acesso às localidades mais remotas da Amazônia, que garantam o suporte logístico essencial à economia, esbarram quase sempre em dois obstáculos equivalentes ao tamanho da região: a preservação ambiental e a segurança das populações indígenas. A alternativa de substituição pelo modal ferroviário, solução proposta pelos ambientalistas para a ligação entre Manaus e Porto Velho, que atravessa um parque nacional e uma reserva indígena, encontra resistência no custo inicial e nas dificuldades geográficas para a implantação do projeto.
O óbvio, que é o transporte hidroviário, dependeria de investimentos em portos de carga, terminais de passageiros e até em sistemas de sinalização que demarquem as hidrovias. O modal aéreo oferece perspectivas, mas, de acordo com especialistas, enfrenta restrições de capacidade e custo operacional em um país com aviação regional subdesenvolvida.
As prioridades um, dois, três e quatro deveriam ser a hidrovia. Só depois se poderia pensar em ferrovias em eixos estratégicos com menos impacto ambiental que a rodovia, que abre muito espaço para a grilagem e a exploração das madeireiras, diz Virgílio Vianna, superintendente da Fundação Amazônia Sustentável. Quando se fala de rodovias, os impactos são muito grandes, mas mesmo as ferrovias são obras complicadas de serem implantadas, afirma José Hélio Fernandes, presidente da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC).
foto - ilustração
O desenvolvimento sustentável preconiza um tripé: econômico, social e ambiental. Qualquer um dos três que se sobreponha ao outro desfaz o equilíbrio. Hoje a Amazônia não está integrada ao Brasil. Sob a ótica da infraestrutura, mal chegou ao século 20, diz o doutor em engenharia de transportes Augusto Rocha.
Para muito além do debate ambiental, a interiorização de rodovias é considerada importante para o desenvolvimento econômico da região. A criação de uma rota alternativa multimodal até a ferrovia Norte-Sul em Tocantins poderia representar uma economia de até 30% no frete e serviria para o escoamento da produção de soja das fronteiras agrícolas até os portos do Pará e do Maranhão.
A recuperação da BR-230, a Rodovia Transamazônica, com mais de 4 mil quilômetros, ligando as cidades de Cabedelo, na Paraíba, a Lábrea, no Amazonas, é defendida por Augusto Rocha desde que adotado um modelo de gestão ambiental. As obras da BR-319, entre Manaus e Porto Velho, estão paradas à espera de licenciamento ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), de acordo com o portal do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
A conclusão do asfaltamento dos 3.467 quilômetros da BR-163, que liga Tenente Portela, no Rio Grande do Sul, a Santarém, no Pará, pode reduzir em dois ou três dias o percurso entre Manaus e São Paulo e permitir que parte da soja do Centro-Oeste não precise descer para os portos da região Sul para ser embarcada para o mercado exterior.
A construção de aeroportos nas microrregiões do Amazonas, com a utilização de pistas no rio para hidroaviões e pistas em solo para aviões convencionais, com pelo menos um terminal de cada tipo em todas as microrregiões do Estado, seria um esforço importante para a integração regional. A ideia é que as calhas dos rios maiores tivessem também um aeroporto a cada 600 quilômetros para permitir a presença de tráfego aéreo para os Estados mais desenvolvidos.
A construção da segunda pista do Aeroporto Eduardo Gomes seria importante para garantir a movimentação caso uma aeronave enfrente problemas mecânicos na única pista que hoje existe no terminal.
O problema logístico é muito sério na Amazônia, diz Virgílio Vianna, da Fundação da Amazônia Sustentável. A multimodalidade de transportes é o que ainda dá suporte ao escoamento da produção da região, mas é importante conciliar alternativas ambientais e economicamente satisfatórias, diz Fernandes, da NTC.
Há uma equação dúbia quando se trata da Amazônia: por um lado se quer desenvolvimento, mas todos com um mínimo de consciência desejam também a preservação da floresta. O desafio é conseguir as duas coisas e o desenvolvimento sustentável parece ser um bom caminho para superar o dilema, diz o professor Rocha.
Fonte - Revista Ferroviária  21/08/2014

quarta-feira, 12 de março de 2014

Passageiros de trens enfrentam dificuldades na manhã de hoje em São Paulo

Trens de SP

Por volta das 10h, usuários da estação Pinheiros, na zona oeste da cidade, ainda se amontoavam para embarcar nas composições lotadas, que circulavam em via única. No lado contrário da plataforma, funcionários da CPTM trabalhavam no reparo de cabos de energia. Alguns passageiros sentam nas escadas e corredores enquanto aguardam o embarque.

Fernanda Cruz 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
A falha no sistema de energia da Linha 9 – Esmeralda, da Companhia de Trens Metropolitanos (CPTM), que liga a zona sul da capital paulista à zona oeste e à cidade de Osasco, provoca lotação nas plataformas desde às 7h10 da manhã de hoje (12). Por volta das 10h, usuários da estação Pinheiros, na zona oeste da cidade, ainda se amontoavam para embarcar nas composições lotadas, que circulavam em via única. No lado contrário da plataforma, funcionários da CPTM trabalhavam no reparo de cabos de energia. Alguns passageiros sentam nas escadas e corredores enquanto aguardam o embarque.
Ana Cristina fereira, de 19 anos, não conseguiu chegar a tempo no primeiro dia de trabalho como atendente de telemarketing. Ela saiu de casa, no bairro do Grajaú, a primeira estação da Linha 9, no extremo sul da capital, às 7h, com destino à Praça República, na região central. Três horas depois, Ana ainda estava na Estação Pinheiros.
Após quatro horas de espera, Rodrigo Felipe da Silva, de 23 anos, auxiliar comercial, perdeu a paciência e desistiu de tentar embarcar. Ela saiu às 6h de Osasco, na Grande São Paulo, em direção ao Brooklin, na zona sul. “Não compensa se matar para entrar no trem e ficar espremido como sardinha em lata”, desabafou.
Segundo a CPTM, o serviço foi parcialmente reestabelecido, por volta das 7h50, e a São Paulo Transporte (SPTrans), responsável pelo transporte coletivo na cidade, disponibilizou 40 ônibus do Plano de Apoio entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência (Paese), para atender os usuários dos trens.
Fonte - Agência Brasil  12/03/2014

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Calçadas de Salvador um problema para os pedestres

Cidade
Postes, buracos e falta de espaço atrapalham pedestres
Falta de espaço para circulação nos passeios é um desafio enfrentado pela população 
Há trechos da orla em que o espaço da calçada mal permite que o pedestre caminhe


Foto: Reginaldo Ipê
Calçadas de Salvador têm até postes

Rayllana Lima
Como se enfrentar a buraqueira pelas calçadas de Salvador já não causasse transtornos suficientes, o soteropolitano é obrigado a desviar de postes localizados bem no meio das calçadas para chegar ao local de destino. É o que vem acontecendo na Avenida Otávio Mangabeira.
Na calçada da boate Night Club, localizada entre o restaurante Paraíso da Carne do Sol e o Hotel Nacional INN, pedestres precisam disputar espaço com um poste e, em casos extremos, passar pelas vias dos carros, colocando as próprias vidas em risco. A equipe da Tribuna da Bahia esteve no local e testemunhou o transtorno que o pedestre enfrenta ao passar pelo passeio, ao lado da boate.
Carolina Nascimento, 25 anos, moradora da Rua Fernando de Noronha – rua que também dá acesso à boate –, costuma passar quase todos os dias pelo local para visitar a tia e reclama da situação. “É visível que a boate toma um pequeno espaço da calçada, mas o que atrapalha mesmo é o poste que fica bem no meio. Os magrinhos podem até passar encolhidinhos, quase se encostando à parede da boate. Mas as pessoas cheiinhas,como eu, têm que desviar e invadir a pista. Isso é muito perigoso, colocamos nossa vida em risco porque os carros passam em alta velocidade”, desabafou a estudante.
A estudante também se diz insatisfeita com a estrutura do passeio. “As pessoas ainda têm que desviar dos buracos da calçada. O concreto está todo destruído. Se não prestar atenção, a pessoa corre até o risco de tropeçar ou cair em um dos buracos e torcer o tornozelo”, reclamou.
A equipe de reportagem deste jornal tentou entrar em contato com a Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo (Sucom), mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.
Na Avenida Magalhães Neto, sentido Iguatemi, a situação da ausência de espaço na calçada à direita também é visível. Há trecho em que apenas o poste ocupa toda a largura do passeio.
Fonte - Tribuna da Bahia  09/09/2013