UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

ESPAÇOS URBANOS e a fobia do isolamento

Cidades

Espaços Urbanos
Frei Betto
Adital


Restam nas cidades brasileiras poucas casas erguidas antes de 1930. A especulação imobiliária, associada à nossa insensibilidade à preservação da memória histórica, derrubou-as.
Observe esses detalhes: casas antigas têm a porta de entrada colada na calçada. Tempo em que havia quintais e os moradores punham cadeiras na calçada para um dedo de prosa à hora do crepúsculo. A sala de visitas, e mesmo quartos, davam diretamente para a rua, já que quase não havia ruído exterior.
Aos poucos, as casas recuaram das calçadas. Trocou-se o quintal da parte de trás pelo jardim na parte da frente. O ruído de bondes, ônibus, caminhões, exigiu sala na ala posterior e quartos nos fundos.
Ainda morei em casa de esquina rodeada de jardim. O muro baixo era um detalhe estético. Criança, eu preferia saltá-lo que atravessar o portão.
A explosão urbana e sua violência desfiguraram o casario. Agora, com seus muros altos e grades intransponíveis, as casas escondem a "cara”. Muitas adotam perfil penitenciário: cercas eletrificadas, câmeras de vigilância, portões acionados por controle remoto etc. Algumas têm até guaritas e holofotes para clarear a calçada quando alguém transita ali.
Os prédios verticalizaram os moradores e, na medida do possível, abriram espaços para eles evitarem ao máximo transitarem neste lugar "perigoso” chamado rua. Assim, surgiram edifícios de luxo dotados de piscina, academia de ginástica, playground, churrasqueira, salão de festa etc.
Havia, contudo, um inconveniente para os moradores imbuídos da síndrome de agorafobia ou dromofobia: teriam que sair à rua para se abastecer. Percorrer armazéns, mercearias, quitandas, lojas.
O supermercado engoliu quase tudo isso ao concentrar em um único espaço tudo que se necessita para o lar, de alimentação a produtos de limpeza. Com a vantagem de as mercadorias ficarem expostas à mão do freguês e sem ninguém a exigir que seja rápido na escolha.
Não combinava, porém, o supermercado dispor de prateleiras de joias, sapatos e roupas. Criou-se, então, o shopping center, onde se embute todo tipo de comércio, de supermercado (dotado de verduras frescas) a artefatos de pesca, incluindo lanchonetes, restaurantes e salas de cinema e espetáculos.
Agora surge um novo conceito: o Atoll, um super shopping (71 mil metros quadrados) erguido próximo à cidade francesa de Angers. Todo ele é "ecologicamente correto”. Nenhuma logomarca em sua carcaça de alumínio. Nada de poluição visual.
Além de 60 lojas e 12 restaurantes, o Atoll abriga academias de ginástica, salão de beleza, playground, parques com fontes, árvores e alamedas ajardinadas. Enquanto os pais fazem compras, as crianças brincam em grandes módulos ou assistem a DVDs sob os cuidados de funcionários especializados.
A filosofia de marketing do Atoll é simples: saia de sua casa apertada, do estresse familiar, e ingresse no Jardim do Éden do consumismo, onde você desfrutará de requinte, espaço verde, atenção de elegantes recepcionistas. Em suma, o Atoll vende algo mais que produtos materiais: a ilusão de que o consumidor se iguala em status àqueles que têm alto poder aquisitivo.
Ora, como em sociedade de classes sonhos e ambições são socializados, mas não o acesso real a eles, o Atoll oferece um lounge a quem gasta pelo menos 1.500 euros, onde o consumidor tem acesso gratuito a internet, bebidas, revistas e jornais, máquinas de café expresso e até fraldário.
Pelo andar da carruagem, não ficarei surpreso se os shoppings do futuro oferecerem serviço de hotelaria, permitindo que o consumidor, abraçado a seu individualismo, se livre do convívio familiar.
[Frei Betto é escritor, autor de "O que a vida me ensinou” (Saraiva), entre outros livros].
Fonte - Adtal  12/09/2013

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Calçadas de Salvador um problema para os pedestres

Cidade
Postes, buracos e falta de espaço atrapalham pedestres
Falta de espaço para circulação nos passeios é um desafio enfrentado pela população 
Há trechos da orla em que o espaço da calçada mal permite que o pedestre caminhe


Foto: Reginaldo Ipê
Calçadas de Salvador têm até postes

Rayllana Lima
Como se enfrentar a buraqueira pelas calçadas de Salvador já não causasse transtornos suficientes, o soteropolitano é obrigado a desviar de postes localizados bem no meio das calçadas para chegar ao local de destino. É o que vem acontecendo na Avenida Otávio Mangabeira.
Na calçada da boate Night Club, localizada entre o restaurante Paraíso da Carne do Sol e o Hotel Nacional INN, pedestres precisam disputar espaço com um poste e, em casos extremos, passar pelas vias dos carros, colocando as próprias vidas em risco. A equipe da Tribuna da Bahia esteve no local e testemunhou o transtorno que o pedestre enfrenta ao passar pelo passeio, ao lado da boate.
Carolina Nascimento, 25 anos, moradora da Rua Fernando de Noronha – rua que também dá acesso à boate –, costuma passar quase todos os dias pelo local para visitar a tia e reclama da situação. “É visível que a boate toma um pequeno espaço da calçada, mas o que atrapalha mesmo é o poste que fica bem no meio. Os magrinhos podem até passar encolhidinhos, quase se encostando à parede da boate. Mas as pessoas cheiinhas,como eu, têm que desviar e invadir a pista. Isso é muito perigoso, colocamos nossa vida em risco porque os carros passam em alta velocidade”, desabafou a estudante.
A estudante também se diz insatisfeita com a estrutura do passeio. “As pessoas ainda têm que desviar dos buracos da calçada. O concreto está todo destruído. Se não prestar atenção, a pessoa corre até o risco de tropeçar ou cair em um dos buracos e torcer o tornozelo”, reclamou.
A equipe de reportagem deste jornal tentou entrar em contato com a Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo (Sucom), mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.
Na Avenida Magalhães Neto, sentido Iguatemi, a situação da ausência de espaço na calçada à direita também é visível. Há trecho em que apenas o poste ocupa toda a largura do passeio.
Fonte - Tribuna da Bahia  09/09/2013

domingo, 25 de agosto de 2013

CIDADE PARA PESSOAS

Espaços Públicos

Espaços públicos reservados e compartilhados democraticamente para a circulação de pessoas nas cidades,devem ser criados e priorizados em função do bem estar de todos,garantindo prioritariamente o direito  as pessoas utilizarem e circularem nesses espaços com segurança,conforto e liberdade,criando-se dessa maneira uma relação harmonica,a partir do uso de um "conceito urbano humanístico",entre as pessoas e as cidades,proporcionando uma melhor convivência,elevando a qualidade de vida da população e tornando as cidades mais sustentáveis.
Pregopontocom




















































































































































































































Acervo Pregopontocom

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Revitalização da Barra consumira 45% do valor destinado à toda orla da cidade

Cidade

Revitalização da Barra consome 45% do valor destinado à orla

Divulgação | Agecom Salvador
Revitalização vai do Porto da Barra até o Barra Center

Teo Henrique
O projeto de revitalização da Barra, previsto para começar no mês que vem, custará R$ 50 milhões, quase metade do valor destinado à requalificação da orla de Salvador, R$ 111,6 milhões. O dinheiro será investido em paisagismo, iluminação, além da implantação de piso compartilhado para veículos e pedestres. Haverá também espaços definidos para prática de ciclismo, caminhada, piso tátil para pessoas com deficiências, quiosques para informações turísticas e venda de água de côco e acarajé. Os recursos são do Governo Federal, através do Prodetur, e da Prefeitura.
Como acontece em outras cidades do mundo como Buenos Aires, na Argentina, Santiago, no Chile, e algumas cidades do Estados Unidos e Europa, a nova Barra, do Porto da Barra até o Barra Center, vai se transformar numa espécie de praça. O piso especial que será implantado vai nivelar rua e calçada, dessa forma, pedestres e veículos vão compartilhar o mesmo espaço.

A assessoria da Casa Civil não soube informar como funcionará a logística para os próximos carnavais, festa que acontece no local, durante e depois da revitalização. A conclusão da obra deve acontecer em maio de 2014. O projeto será apresentado aos moradores do bairro pelo prefeito ACM Neto e o chefe da Casa Civil, Albérico Mascarenhas, a partir das 18h30, na Associação Atlética da Bahia.
"Essa apresentação já aconteceu na Ribeira, quando fomos até a comunidade mostrar como o projeto foi formatado e recebemos sugestões. Nosso objetivo é que toda intervenção proposta pela Prefeitura seja primeiro apresentada à comunidade que será impactada para que suas sugestões sejam incorporadas", afirma o chefe da Casa Civil.
A revitalização também prevê intervenções nas ruas Marques de Leão, Barão de Sergy e Barão de Itapuã, além da implantação de dutos subterrâneos de serviços, como rede elétrica e telefonia.
O projeto completo vai revitalizar São Thomé de Paripe, Tubarão, Ribeira, Barra, Jardim de Alah/Armação, Rio Vermelho, Boca do Rio, Piatã e Itapuã. Com a divisão em nove trechos, as intervenções tem previsão de conclusão em maio de 2014 com a promessa de implantação de 50 mil m² de novas calçadas, 6 quilômetros de ciclovias, 10 quilômetros com nova iluminação pública, além de quadras, praças e restaurantes.
Fonte - A Tarde 20/08/2013

domingo, 10 de fevereiro de 2013

CARROS...NÃO HÁ MAIS ESPAÇOS

Falta de vagas atrapalha motoristas das grandes cidades brasileiras



Esta cada vez mais difícil encontrar uma vaga para parar o carro nas grades cidades. Os problemas são muitos: falta de espaço, desrespeito à lei, flanelinhas...uma verdadeira missão impossível, como mostram os repórteres do Domingo Espetacular por todo o Brasil.
R7.com 10/02/2013