UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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sábado, 28 de maio de 2016

Avenida Orlando Gomes terá etapas 1 e 2 entregues em junho

Mobilidade

A via compreende um dos principais trechos do complexo viário da Linha Vermelha.O complexo viário terá no total 12 km de extensão e ligará Paripe,a nova configuração da avenida foi projetada para atender à implantação um corredor com faixa exclusiva de ônibus.

Da Redação
foto - Secom Ba
Em fase final de construção,o trecho da avenida Orlando Gomes entre Piatã e Av. Paralela,ganha nova estrutura para atender às demandas de fluxo do tráfego. A via compreende um dos principais trechos do complexo viário da Linha Vermelha.
De acordo com o diretor de obras da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), Sérgio Silva, as etapas 1 e 2 têm previsão de entrega para junho próximo. A nova configuração da avenida foi projetada para atender à implantação de um corredor com faixa exclusiva de ônibus.
Silva explica que os usuários do transporte coletivo serão os principais beneficiários da nova avenida. "A Linha Vermelha é, principalmente, uma via de apoio ao sistema público de transporte, para melhorar a locomoção dos usuários de ônibus", diz o gestor.
O complexo viário terá no total 12 km de extensão e ligará Paripe, no subúrbio ferroviário, a Piatã, na orla. A linha visa beneficiar vários bairros dos arredores, como Mussurunga, Bairro da Paz, Jardim Nova Esperança, Cajazeiras e Trobogy.
Com informações de A Tarde  28/05/2016

domingo, 17 de abril de 2016

Ato em defesa de Dilma reúne funkeiros e militantes na orla de Copacabana

Política

Jovens de comunidades localizadas no entorno de Copacabana, entre as quais as comunidades do Pavão-Pavãozinho, Cantagalo, Morro dos Cabritos, Ladeira dos Tabajaras, Chapéu Mangueira e Rocinha, Vidigal e moradores da Baixada Fluminense e da zona norte da capital também participaram do evento.“A ideia é defender a democracia. Eleição, só em 2018. Nós temos que lutar para preservar o mandato da presidenta Dilma. 

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Tânia Rêgo
Mais de 20 funkeiros se revezaram hoje (17) com representantes de movimentos sociais, artistas e magistrados no palco montado na Avenida Atlântica, em Copacabana, zona sul da cidade, em manifestação contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff.
“É o funk contra o golpe”, disse Rômulo Costa, fundador da produtora de funk Furacão 2000 e idealizador do ato, acatado pela Frente Brasil Popular e pela Central Única dos Trabalhadores, regional Rio de Janeiro (CUT-RJ). O presidente da CUT-RJ, Marcelo Rodrigues, começou a convocar a militância no último dia 14.
Jovens de comunidades localizadas no entorno de Copacabana, entre as quais as comunidades do Pavão-Pavãozinho, Cantagalo, Morro dos Cabritos, Ladeira dos Tabajaras, Chapéu Mangueira e Rocinha, Vidigal e moradores da Baixada Fluminense e da zona norte da capital também participaram do evento.
“A ideia é defender a democracia. Eleição, só em 2018. Nós temos que lutar para preservar o mandato da presidenta Dilma. O Temer [vice-presidente Michel Temer] não nos representa, nem o Eduardo Cunha [presidente da Câmara Federal]”, disse Rômulo.
A concentração começou às 9h, na altura do Posto 3, na Rua Hilário de Gouvea, e seguiu até o Leme, onde ocorreu a dispersão. Essa foi a primeira vez que a Furacão 2000 se apresentou na Praia de Copacabana para mobilizar a população contra o impedimento da presidenta da República.

Policiamento
Cerca de 800 policiais militares de vários batalhões vão garantir, durante todo o dia, na orla de Copacabana, a segurança de frequentadores da praia e manifestantes pró e contra oimpeachment.. À tarde, com concentração no Posto 6, haverá manifestação a favor do impedimento, convocada pelo Movimento Brasil Livre Vem Pra Rua. A dispersão está prevista para as 19h, no Posto 3.
A “defesa da democracia”, segundo o professor do ensino técnico José Antonio Ribas, foi a tônica do ato em defesa de Dilma. O desempregado do setor naval Paulo Cardoso, que vive atualmente como ambulante, manifestou apoio à presidenta e ao PT. “Sou eleitor de Lula desde 1989, porque ele é a favor das minorias”.
De acordo com o coronel Cândido Silva, comandante do 1º Comando de Policiamento de Área, não foi necessário montar nenhuma barreira policial desde a areia até a calçada. “O isolamento será feito pelos próprios policiais mobilizados”, disse.
O chefe do Estado-Maior da PM, coronel Lima Freire, informou que, depois das 19h, a grande massa de policiamento será desfeita, permanecendo na Praia de Copacabana somente os militares que fazem a segurança normal das ruas. Lima disse que será garantido o ir e vir das pessoas que participam dos atos, inclusive para assistir à votação, na Câmara dos Deputados, nos telões montados pelo Movimento Vem Pra Rua, da oposição, desde que permaneçam na areia. “O que não pode haver é a interdição da via”, afirmou o chefe da PM.

Rio de Janeiro - Manifestação contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff na Praia de Copacabana (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Tânia Rêgo
Democracia
A professora universitária Andréia Ayres fez questão de demonstrar seu apoio ao estado democrático de direito. O analista de sistemas Luiz Felipe Lacerda reforçou o coro contra o golpe, afirmando que o importante é garantir a vontade popular. “Não podem passar por cima da vontade do povo. Este é o governo que o povo escolheu”.
O jornalista Bernardo Lessa disse que o processo contra Dilma Rousseff é ilegal. Segundo ele, os argumentos usados pela oposição são “frágeis e inconsistentes”. O turismólogo Elzário Júnior, cuja profissão foi reconhecida recentemente, destacou que o governo Dilma é "corajoso" e que defende os interesses populares, o petróleo e o pré-sal, o que o capital internacional não admite”.
Para o estudante Nikolas Zanette, mestrando em geografia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o ambiente em Copacabana foi ideal para fazer pesquisas para sua tese sobre a Praia de Copacabana, cujas variadas ocupações ele considera emblemáticas no Rio de Janeiro. “A gente precisa fazer leituras mais refinadas sobre quem são esses públicos que fazem o exercício da democracia”. Isso é importante para se efetuar uma leitura fiel do atual momento político brasileiro, completou.
O relações internacionais Erick Memória também mostrou seu apoio ao governo “que foi democraticamente eleito”. Memória afiançou que a presidenta Dilma “não cometeu nenhum crime, enquanto o Cunha (Eduardo Cunha, presidente da Câmara Federal) é réu até na Suíça”.

Ato pacífico
A manifestação contra o impeachment terminou sem incidentes. Os restaurantes, quiosques e bares na praia e em ruas adjacentes ficaram repletos, assim como a praia, sob forte calor e céu azul. Grupos de policiais militares ficaram a postos em cada esquina das ruas que cortam a Avenida Atlântica, durante o ato.
De acordo com operadores da CET-Rio, o ato transcorreu sem conflitos, em um clima pacífico e familiar. Os organizadores da manifestação estimaram em 50 mil os participantes contra oimpeachment. Por norma adotada desde janeiro deste ano, a Polícia Militar não divulga estimativas sobre número de pessoas em manifestações populares, informou o chefe do Estado-Maior da PM, coronel Lima Freire.
Fonte - Agência Brasil  17/04/2016

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Restos de demolição trazem riscos para banhistas em Stella Maris

Cidade

O trecho onde está o entulho oriundo da demolição das barracas fica próximo ao Gran Hotel Stella Maris.Quem costuma ir ao local tem que conviver com pedaços de concreto, blocos e madeira das antigas construções na areia.

Luan Santos - A Tarde
Raul Spinassé l Ag. A TARDE
Salvador-As barracas de praia de Salvador foram demolidas há quase cinco anos. No entanto, resquícios delas permanecem nas areias de Stella Maris e representam riscos para banhistas e frequentadores.
Quem costuma ir ao local tem que conviver com pedaços de concreto, blocos e madeira das antigas construções na areia. O trecho da praia que contém o entulho fica próximo ao Gran Hotel Stella Maris.
Banhistas reclamam da morosidade da prefeitura em retirar os restos de construção e dizem que tiram a beleza natural da praia.
Barraqueiros também se queixam e contam que já presenciaram acidentes causados pelos materiais.
O engenheiro elétrico Gilson Reis, 34 anos, e a estudante Geise Maia Reis, 26, por exemplo, contam que temem levar a pequena Giovana, 3, filha do casal, para brincar nesse trecho.
"Tem que ficar de olho o tempo inteiro. Quando a maré sobe, o mar leva alguns pedaços de concreto que ficam espalhados e cobertos pela areia", diz Geise.
Gilson, morador de Stella Maris, costuma frequentar a praia e relata que o entulho costuma aparecer durante o verão. "Na maior parte do tempo, fica coberto. Quando a maré fica mais forte, esses materiais ficam mais visíveis", explica.
Banhistas e barraqueiros relatam que casos de pessoas que se cortam com os materiais são comuns. Geise já presenciou acidentes, pois os materiais são pontiagudos e cortantes. "Como o mar leva pedaços, algumas pessoas se machucam, pois não veem", afirma.

Resposta
O órgão responsável pela derrubada das barracas, que começou em 2010, foi a antiga Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município, hoje Secretaria Municipal de Urbanismo (Sucom).
Em nota, o órgão informou que "enviará uma equipe para fazer inspeção no local, nesta terça-feira, 3, e, caso seja verificado que há entulhos por conta da demolição das barracas, será feita a autorização para a retirada".
O texto consta ainda que "não houve nenhuma denúncia na Sucom sobre resquícios deixados nas praias por conta da demolição. Esta é a primeira vez chega à Secretaria uma reclamação sobre o assunto, e serão tomadas as medidas cabíveis".

Limpeza
Barraqueiros que atuam no local e não quiseram ser identificados contaram que muitos banhistas evitam ir ao trecho por conta dos restos das construções.
Eles dizem que já fizeram diversas queixas à Empresa de Limpeza Urbana do Salvador (Limpurb), órgão responsável pela limpeza das praias, "mas os agentes só retiram os pedaços menores", segundo relatou um barraqueiro.
A Limpurb, por sua vez, informou que o material remanescente é muito pesado, composto por "colunas enormes, que não podem ser retiradas pelos agentes de limpeza das praias".
No local, é possível encontrar pedaços de diversos tamanhos. Os que mais chamam a atenção são os de concreto, que, além de maiores, ficam mais visíveis.
"Esse trecho da praia ficou muito feio, porque eles deixaram esse entulho, que, além de tudo, que representa risco à saúde. Gostava daqui quando tinham as barracas, mas agora vou para outros pontos de Stella Maris", conta o turista carioca Leonardo Matos, 42.
Fonte - A Tarde  03/02/2015

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Concreto encobre coqueiral de Piatã

Meio ambiente

Para o escritor Luiz Afonso Costa, o projeto desrespeita a vegetação local. Frequentador da região, ele aponta que o coqueiral, que considera o santuário da praia, está sendo invadido pelo concreto. "Será intenção dos projetistas do município conferirem padrão Miami aos nossos ecossistemas naturais?", questiona.

Priscila Machado - A Tarde
Fernando Vivas l Ag. A TARDE
Salvador - Aos poucos a vegetação da praia de Piatã está sendo substituída por cimento. Alguns coqueiros não resistiram à pressão das máquinas e caíram. No espaço, que tem de 10 a 12 mil metros quadrados, será construída uma área de convivência com restaurante, quiosques, praça, ciclovia e estacionamento.
A intervenção faz parte da requalificação da Orla de Salvador, feita pela prefeitura, com investimento total de R$ 111,6 milhões.
Para o escritor Luiz Afonso Costa, o projeto desrespeita a vegetação local. Frequentador da região, ele aponta que o coqueiral, que considera o santuário da praia, está sendo invadido pelo concreto. "Será intenção dos projetistas do município conferirem padrão Miami aos nossos ecossistemas naturais?", questiona.
Uma das organizadoras da Lavagem de Itapuã, Leonice Gomes, 56, defende a opinião do escritor. "Itapuã e Piatã são bairros históricos, conhecidos pelas belezas naturais. na medida em que os coqueirais são cobertos com cimento, o paisagismo nativo é destruído" disse.
Segundo engenheiros da construtora BSM, responsável pela intervenção em Piatã, a praça, que ocupa uma área de 6 a 8 mil metros quadrados, suprimiu apenas parte da areia e gramado da praia, mas não ultrapassou o limite estabelecido pela prefeitura.
Diante da reclamação dos moradores, a promotora e coordenadora do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente e Urbanismo (Ceama), Cristina Graça, disse que vai solicitar informações à prefeitura.
"As restingas são protegidas pelo código florestal e pela legislação estadual como áreas de preservação permanente e devem permanecer protegidas", completou.

Prazo
O secretário municipal de Infraestrutura e Defesa Civil, Paulo Fontana, reconhece que a obra toma parte da área verde, mas diz que a intervenção é necessária para a construção do espaço de lazer. "Qualquer obra feita em área verde toma parte da vegetação. A praia de Piatã não poderia continuar mal organizada como estava. Infelizmente não podemos agradar a todos", disse.
Ainda conforme o secretário, a vegetação de restinga entre as praias de Piatã e Placafor será preservada. As obras de Piatã iniciaram em agosto e devem ser finalizadas em junho. Estão sendo investidos R$ 12 milhões.
*Colaborou Yuri Silva
Fonte - A Tarde  30/01/2015

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Inaugurada hoje a nova Via Paralela/Curralinho - Salvador

Bahia

O Governador da Bahia JW inaugurou hoje (22) pela manhã a nova via que liga a Av. Paralela ao Curralinho, Centro de Convenções e Stiep. Também assinou no local a ordem de serviço para a construção de 1.800 habitacionais do Programa Minha Casa Minha Vida

Da Redação
foto - Pregopontocom
Uma nova via ligando a Av. Paralela ao Centro de Convenções/Stiep foi inaugurada na manhã de hoje (22) quarta feira. O ato contou com a presença do governador Jaques Wagner e várias autoridades do Estado.
A ligação é composta por duas vias,com duas faixas de trânsito em cada uma delas, no total de dois quilômetros de extensão. A ligação será mais uma alternativa para os veículos que atualmente transitam pelos pelos bairros do Imbuí e Boca do Rio saindo da Paralela para a orla e vice e versa.
A obra faz parte do Programa Mobilidade Salvador, que já contou com um investimento de R$ 8 bilhões, incluindo a via de ligação entregue nesta quarta-feira, além da alça de ligação da Avenida Luís Eduardo com a BR 324, do Complexo Viário Imbuí-Narandiba, e das marginas na Avenida Paralela. As obras foram realizadas pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Urbano da Bahia (Sedur).
Com essa nova opção de trajeto espera-se uma diminuição nos engarrafamentos diários no bairro do Imbuí,Boca do Rio e Av.Jorge Amado

foto - Pregopontocom
O Governador JW assinou também no local durante o evento de inauguração da nova via,uma ordem de serviço para a construção de mais 1.880 unidades habitacionais, por meio do Programa Minha Casa Minha Vida. As unidades farão parte do Residencial Margarida, localizado no KM 12 da BA-526, na Estrada Cia Aeroporto, em Salvador.O custo total das obras estimado em R$ 126,3 milhões tera investimentos dos governos federal e estadual.
Pegropontocom 22/10/2014



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foto - Pregopontocom
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sexta-feira, 28 de março de 2014

Estado vai requalificar trecho da orla de Salvador

Salvador

Segundo o secretário da Casa Civil e pré-candidato ao governo do estado, Rui Costa, que só fica no cargo até o próximo dia 31, o projeto será feito em duas etapas.
O trecho que ficou com o estado é o do Bahia (antiga sede do clube) até a saída da Orlando Gomes. Prevê requalificação completa: viária e da borda da praia, onde a pista deixa de ser junto à praia. Aquela área servirá para ocupação urbana, um calçadão para atividades de lazer.

Anderson Sotero
foto - a tarde
O trecho da orla entre a Boca do Rio e as imediações da saída da avenida Orlando Gomes será requalificado pelo governo do estado a um custo de
R$ 380 milhões. O anúncio foi feito ontem pelo governador Jaques Wagner durante apresentação do plano de mobilidade para Salvador, no Centro de Convenções da Bahia.
O chefe do Executivo estadual disse que estava 'batalhando' com a presidente Dilma Rousseff o valor. "Eu não sabia, mas acabei de receber a confirmação de que a presidente bateu o martelo, e nós vamos investir mais R$ 380 milhões na requalificação da orla", disse Wagner.
Segundo o secretário da Casa Civil e pré-candidato ao governo do estado, Rui Costa, que só fica no cargo até o próximo dia 31, o projeto será feito em duas etapas. Atualmente, a orla da capital baiana já é alvo de um projeto de requalificação da prefeitura.
"O trecho que ficou com o estado é o do Bahia (antiga sede do clube) até a saída da Orlando Gomes. Prevê requalificação completa: viária e da borda da praia, onde a pista deixa de ser junto à praia. Aquela área servirá para ocupação urbana, um calçadão para atividades de lazer. E a pista vem para dentro abrindo toda aquela borda ali para estacionamento, comércio e lazer para a população", adiantou o secretário.
Procurada pela reportagem, a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado (Conder) informou, por meio de sua assessoria, que não poderia tornar público detalhes do projeto de requalificação porque "ainda não há definição da verba". No entanto, o governador destacou durante o evento que o dinheiro será federal.
Fonte -  A Tarde  28/03/2014

sexta-feira, 14 de março de 2014

Moradores de Vilas são contra intervenções em calçadão

Urbanismo

A administração quer se antecipar à ação que corre na 13ª Vara da Justiça Federal, que prevê a derrubada de barracas na faixa de areia, alargar o calçadão, de 2,5 metros para até cinco metros, e implantar ciclovia e quiosques.

Davi Lemos 
Franco Adailton
Marco Aurélio Martins | Ag. A TARDE
Calçadão será ampliado e barracas da região estarão com os dias contados, segundo a prefeitura
Moradores de Vilas do Atlântico, loteamento na cidade de Lauro de Freitas (Grande Salvador), temem ter parte dos imóveis desapropriados, bem como o aumento da insegurança no local, após anúncio de intervenção da prefeitura na orla do município.
A administração quer se antecipar à ação que corre na 13ª Vara da Justiça Federal, que prevê a derrubada de barracas na faixa de areia, alargar o calçadão, de 2,5 metros para até cinco metros, e implantar ciclovia e quiosques.
Estão previstas, ainda, a troca de pedras portuguesas por um piso que permita a prática de caminhada ou cooper e melhorias na iluminação.
Presidente da recém-criada Associação de Moradores de Lauro de Freitas (Amova), a médica Janaína Ribeiro diz que a entidade é contra a intervenção.
Para ela, a modificação da orla aumentará o fluxo de pessoas e isto pode elevar os índices de violência no local. "Há uma lei que rege Vilas e um acordo firmado com a União. Tudo o que for feito contrário a isso é ilegal. Queremos que Vilas continue sendo um local com poucas construções à beira-mar. Para nós, menos, neste caso, é mais", defende a dirigente.
"Criamos uma associação para ter acesso a informações às quais já temos direito como cidadãos", ela acrescentou.

Praias feias
O prefeito de Lauro de Freitas, Márcio Paiva, justifica a intervenção."A Justiça diz que as barracas serão derrubadas. Para não ocorrer o mesmo que em Salvador e Ipitanga, onde as praias ficaram feias, tentamos nos antecipar". Segundo ele, "pedimos uma autorização para intervir em uma área que pertence à União". O projeto apresentado à 13ª Vara deve ser, conforme o prefeito, encaminhado à Superintendência do Patrimônio da União (SPU).
Mas para Janaína Ribeiro, Vilas do Atlântico é uma área que vem sofrendo nos últimos anos. Ela diz que mudanças foram feitas sem respeito a um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com a União quando o loteamento foi criado, tampouco à lei municipal 928/1999. "Houve quebra de gabarito, derrubada de guaritas e retirada do símbolo de Vilas sem que se buscasse a posição dos moradores", reclama Janaína.
Segundo a presidente da associação de moradores, no TAC fica claro que os donos de imóveis na orla de Vilas tornam-se permissionários de uma faixa da praia, onde, por outro lado, não podem realizar construções.
"O que devemos fazer é manter o gramado e coqueiros. Não podemos construir. E cumprimos isso". Segundo Janaína, a Amova representa ao menos 500 moradores do loteamento de Lauro de Freitas.
A TARDE  entrou em contato com a Associação dos Barraqueiros de Vilas do Atlântico, que ficou de enviar posicionamento, mas não o fez até o fechamento desta edição.

"Reação natural"
Para o prefeito de Lauro de Freitas, Márcio Paiva, a reação de uma parcela dos moradores é "natural, como ocorre em qualquer mudança. Vamos tomar decisões com base no interesse coletivo da cidade, mesmo que sejam apolíticas e atinjam os interesses de quem mora na frente da praia".
O projeto da prefeitura ainda não tem prazo para início de execução. A TARDE procurou a 13ª Vara da Justiça Federal, cujo juiz Carlos D'Ávila é o responsável pelos processos no litoral do Estado, mas secretaria do órgão informou que o magistrado não se pronunciaria.
Segundo a assessoria de comunicação do Ministério Público Federal (MPF), autor da ação para retirada das barracas, não houve novas movimentações no processo.
A assessoria da Superintendência do Patrimônio da União (SPU) na Bahia alegou não ter autorização de Brasília, para se pronunciar.
Fonte - A Tarde 14/03/2014

domingo, 19 de janeiro de 2014

Barraqueiros em Salvador protestam contra apreensão de equipamentos

Cidade

Marcos Almeida | Cidadão Repórter
A queima de pneus durante protesto gerou grande nuvem de fumaça

A Tarde
Da Redação
Cerca de 100 barraqueiros que trabalham na orla de Salvador realizaram uma manifestação na manhã deste domingo, 19, por volta de 9h40, em Piatã. De acordo com informações de um morador, eles bloquearam os dois sentidos da pista e atearam fogo a banheiros químicos no local. As chamas causaram uma extensa nuvem de fumaça, que pode ser vista de outras regiões do bairro.
Utilizando apitos e cartazes, o grupo protestava contra uma ação da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) realizada neste sábado, 18, quando foram apreendidos 340 equipamentos utilizados pelos trabalhadores, como freezers, churrasqueiras, sombreiros, cadeiras e materiais cortantes.
A ação fez parte da Operação Verão, encabeçada por 40 agentes de fiscalização da Semop, 20 guardas municipais, dez policiais militares e equipes da Superintendência de TRânsito e Transporte do Salvador (Transalvador). O objetivo é vistoriar a atividade entre as praias do Porto da Barra e Piatã, para identificar a utilização dos equipamentos por barraqueiros que não estão regularizados na prefeitura.
Apenas 200 profissionais possuem a autorização para exercer a atividade nas praias de Salvador. Este número foi determinado pela Justiça Federal , que inclui ainda a padronização de tendas para os profissionais credenciados.
Por conta da manifestação, que durou aproximadamente uma hora, o trânsito ficou completamente parado nos dois sentidos da via. Agentes da Polícia Militar e da Guarda Municipal foram deslocados para a região e conseguiram conter o protesto, liberando a via e contendo as chamas.
Fonte - A Tarde  19/01/2014

sábado, 28 de setembro de 2013

Mudança no trânsito: falta de informação congestiona Barra

Cidade

Divulgação | Transalvador

Confira mapa com mudanças na Barra

Flávia Faria
A Tarde
Os motoristas que trafegam na Barra neste sábado, 28, reclamam de falta de informação no primeiro dia de mudança do tráfego no bairro. Sem saber que caminho seguir, os condutores pedem orientação aos agentes de trânsito que estão no local.
As placas de sinalização informam que o fluxo de veículos foi alterado, mas não indica o roteiro que deve ser seguido. Desorientados, os motoristas enfrentam congestionamento nos dois sentidos: Ladeira da Barra e Ondina.
Os condutores não são so únicos que estão "perdidos" diante das modificações. Usuários do transporte urbano também dizem que não sabem em que ponto o ônibus vai parar e que trajeto vai seguir. O roteiro de 76 linhas de ônibus foi modificado por conta das obras de requalificação da orla.
O corretor de imóveis, Alessandro Matos, que mora no bairro, é um dos insatisfeitos. "É um desrespeito aos moradores. Sou a favor do projeto (de requalificação da orla), mas sem a mudança radical do trânsito".
Por conta das obras na orla está suspensa a mão dupla da Rua Barão de Itapuã, sentido Farol da Barra, até o Barracenter. As ruas Marquês de Caravelas e Afonso Celso só pode ser acessada pela orla, sendo que a última é sentido único
Fonte - A Tarde 28/09/2013

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Revitalização da Barra consumira 45% do valor destinado à toda orla da cidade

Cidade

Revitalização da Barra consome 45% do valor destinado à orla

Divulgação | Agecom Salvador
Revitalização vai do Porto da Barra até o Barra Center

Teo Henrique
O projeto de revitalização da Barra, previsto para começar no mês que vem, custará R$ 50 milhões, quase metade do valor destinado à requalificação da orla de Salvador, R$ 111,6 milhões. O dinheiro será investido em paisagismo, iluminação, além da implantação de piso compartilhado para veículos e pedestres. Haverá também espaços definidos para prática de ciclismo, caminhada, piso tátil para pessoas com deficiências, quiosques para informações turísticas e venda de água de côco e acarajé. Os recursos são do Governo Federal, através do Prodetur, e da Prefeitura.
Como acontece em outras cidades do mundo como Buenos Aires, na Argentina, Santiago, no Chile, e algumas cidades do Estados Unidos e Europa, a nova Barra, do Porto da Barra até o Barra Center, vai se transformar numa espécie de praça. O piso especial que será implantado vai nivelar rua e calçada, dessa forma, pedestres e veículos vão compartilhar o mesmo espaço.

A assessoria da Casa Civil não soube informar como funcionará a logística para os próximos carnavais, festa que acontece no local, durante e depois da revitalização. A conclusão da obra deve acontecer em maio de 2014. O projeto será apresentado aos moradores do bairro pelo prefeito ACM Neto e o chefe da Casa Civil, Albérico Mascarenhas, a partir das 18h30, na Associação Atlética da Bahia.
"Essa apresentação já aconteceu na Ribeira, quando fomos até a comunidade mostrar como o projeto foi formatado e recebemos sugestões. Nosso objetivo é que toda intervenção proposta pela Prefeitura seja primeiro apresentada à comunidade que será impactada para que suas sugestões sejam incorporadas", afirma o chefe da Casa Civil.
A revitalização também prevê intervenções nas ruas Marques de Leão, Barão de Sergy e Barão de Itapuã, além da implantação de dutos subterrâneos de serviços, como rede elétrica e telefonia.
O projeto completo vai revitalizar São Thomé de Paripe, Tubarão, Ribeira, Barra, Jardim de Alah/Armação, Rio Vermelho, Boca do Rio, Piatã e Itapuã. Com a divisão em nove trechos, as intervenções tem previsão de conclusão em maio de 2014 com a promessa de implantação de 50 mil m² de novas calçadas, 6 quilômetros de ciclovias, 10 quilômetros com nova iluminação pública, além de quadras, praças e restaurantes.
Fonte - A Tarde 20/08/2013

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Empreendimento em Ondina ocupa área pública

Costa España instala redes de esgoto na praia; Moradores da região estão revoltados

Empreendimento em Ondina ocupa área pública
Bahia Notícias 
O empreendimento Costa España, construído no terreno que abrigava o antigo Clube Espanhol, no bairro de Ondina, em Salvador, invadiu uma área da praia Lagamar, utilizada por banhistas das comunidades do Calabar, Roça da Sabina e São Lázaro. Construída através de uma incorporação da construtora OAS em parceria com a Gafisa, Cosbat e Novapex, a obra cercou parte da área, que é pública, para utilizar como espaço do empreendimento e ainda construiu, a céu aberto, várias redes de esgotos que começaram a despejar dejetos à beira mar. Os residentes prometem protestos por conta das irregularidades apontadas no empreendimento, que tem previsão de Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 200 milhões.
Fonte - Bahia Notícias 26/07/2013


segunda-feira, 22 de julho de 2013

Pescadores lutam por melhorias nas colônias

Pescadores lutam para melhorar colônias

Lúcio Távora | Ag. A TARDE
Luan Santos
Colônia de Itapuã, com 1,2 mil pescadores e 32 barcos grandes, enfrenta problemas como falta de segu
Simpáticos, conversadores, criativos e exímios contadores de histórias, os cerca de seis mil pescadores das quatro colônias de Salvador enfrentam atualmente uma série de dificuldades cotidianas para continuar a exercer esta antiga e tradicional atividade da cultura baiana.
Estrutura física deficiente, embarcações antigas e precárias, e a poluição marítima são alguns problemas apontados por pescadores, de Itapuã ao subúrbio ferroviário.
A Bahia tem cerca de 126 mil pescadores, que produzem 115 mil toneladas de pescado por ano.
A equipe de reportagem do A TARDE visitou as quatro colônias - Itapuã, Rio Vermelho, subúrbio e Itapagipe - na última semana. Os pescadores contaram que se consideram "desassistidos".
Entre as principais reclamações estão carência de linhas de crédito para adquirir novos equipamentos e reformar embarcações e sedes e a falta de programas de capacitação.
Segundo o ministro interino da Pesca e Aquicultura, Átila Maia, o governo federal criou linhas de crédito para pequenos e grandes produtores.
Como principal exemplo, ele cita o Plano Safra da Pesca, lançado no ano passado, que vai disponibilizar cerca de R$ 4,1 bilhões até 2014 em linhas de créditos, "para atender a todos os segmentos".
Os financiamentos vão de R$ 1 mil até R$ 60 mil, a depender do projeto apresentado pelo pescador.
"Nossa meta é investir nos pequenos e grandes produtores e, a longo prazo, produzir 20 milhões de toneladas de pescado por ano", ressalta Maia. A produção atual do Brasil é de 1,2 milhões de toneladas.
A Prefeitura de Salvador informou que a reforma das sedes das colônias de pescadores, desde as centrais (Itapuã, Rio Vermelho, Plataforma e Paripe) até as demais agremiações (como Boca do Rio e São João do Cabrito), estão inclusas no projeto de requalificação da orla marítima.
A administração municipal comunicou, ainda, que está elaborando um programa para oferecer capacitação a esses profissionais.
Inverno - Além dos problemas estruturais e financeiros enfrentados diariamente, os pescadores sofrem ainda mais no inverno, quando as chuvas e ventos fortes são frequentes.
"Ganhamos, em média, um salário mínimo por mês (R$ 678). No inverno, diminui para cerca de R$ 400", lamenta o diretor da colônia de Itapuã Francisco Brito.
Nas colônias do subúrbio ferroviário (sede em Paripe) e Itapagipe (sede em Plataforma), os barcos quebrados são um problema apontado pelas lideranças locais.
"O barco fica encostado porque o pescador não tem condição de consertar, aí não pode ir para o mar, fica dependendo do barco de colegas", revela o presidente da colônia de Itapagipe, Carlos Alberto Pereira.
Fonte - A Tarde  22/07/2013

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Estacionamento a R$ 10 na orla é motivo de queixa

Raíza Tourinho

Fernando Amorim | Ag. A TARDE
Cobrança espanta a clientela, segundo comerciantes

Nem os 37° C registrados em alguns termômetros da cidade neste domingo, 10, foram suficientes para encher as praias distantes do circuito Barra-Ondina. O esvaziamento na orla fora do chamado Circuito Dodô é atribuído por muitos a um outro motivo além da precária infraestrutura: desde o início do Carnaval, estacionar entre o Jardim de Alah e Itapuã está mais caro: R$ 10, pelo período de até 12 h.
De acordo com a Secretaria Municipal de Urbanismo e Transporte (Semut), a portaria que estabelece a cobrança foi publicada em caráter emergencial devido ao alto fluxo de turistas na cidade. O valor será cobrado exclusivamente durante o período da festa. Em seguida, um estudo deverá reordenar a implantação das zonas de estacionamento em toda a cidade.
Há comerciantes que reclamaram do valor da cobrança, que estaria afastando os clientes. "O movimento caiu completamente. Ninguém para mais aqui", diz o vendedor de cocos Charlan Almeida. Além desta cobrança temporária, a ausência de estrutura adequada nas praias é outro motivo de queixa. São bem poucos os sanitários químicos na orla e os (também poucos) banheiros fixos embaixo dos mirantes estão degradados. "Que imundície!", espantou-se a turista Leonora Oliveira, 45 anos, ao tentar entrar no único sanitário encontrado aberto, no mirante da Praia do Corsário.
Sem água, deteriorado e exalando forte mau cheiro, foi logo recusado pela dona de casa. "Não tem condições", afirmou. O sanitário feminino a que A TARDE teve acesso foi fechado devido à intensa sujeira no interior, segundo usuários. Uma banhista teve que pedir aos salva-vidas para utilizar o banheiro exclusivo deles (e por eles lavado momentos antes).
"Antigamente tinha quem limpasse", disse um salva-vidas. Ele e seus colegas reclamam da precária estrutura dos mirantes: as escadas estão enferrujadas e com degraus faltando. Eles temem pela falta de segurança em geral: "Temos que ficar aqui embaixo ou, quando está muito cheio, na beira da praia. Sem o mirante, a visibilidade é bem reduzida", afirma Carlos dos Santos.
Os piores - Na profissão há 32 anos, diz só ter visto os mirantes serem pintados. "Todos estão no mesmo estilo. Mas os de Jaguaribe e Jardim de Alah são os piores".
Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Serviços Públicos, os sanitários foram desativados para reforma e vândalos os teriam arrombado para fazer suas necessidades fisiológicas no chão.
Fonte - A Tarde 10/02/2013