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sexta-feira, 11 de abril de 2025

Conheça a linha Vermelha de Salvador-Ba - Mobilidade

Mobilidade 🚇 🚄 🚍 🚘

O Corredor Transversal II (Linha Vermelha) é uma ligação viária entre a BR-324, no bairro de Águas Claras, e a Orla Atlântica de Piatã, passando pelas Avs.Orlando Gomes 29 de Março.

Da Redação
foto - ilustração/Conder Ba
Concebidos para realizar a integração com a linha 2 do Metrô de Salvador, os corredores transversais
contam com pista dupla e três faixas por sentido para o tráfego urbano, além de ciclovias, passeios e urbanização. O conjunto de intervenções combinam modais de transporte complementares, transformando a Linha Vermelha (Corredor Transversal II) na primeira ligação viária entre a BR-324, no bairro de Águas Claras, e a Orla Atlântica de Piatã, com a duplicação da Av. Orlando Gomes e Implantação da Av. 29 de Março. A Linha vermelha é um sistema viário que liga a Av. Otávio Mangabeira (Orla) à BR-324,conectando também as áreas do Miolo e do Subúrbio Ferroviário, passando pela Av. Orlando Gomes, Av. Luís Viana Filho, Baixo do Rio Jaguaribe e Av. Regional. Pista dupla - 13 km de vias com 3 faixas em cada sentido, sendo 1 faixa exclusiva para o transporte coletivo; 6 viadutos e cinco pontes; 4 km de canal; Ciclovias e passeios em toda a extensão; Canteiro central; Urbanização e paisagismo. As obras foram projetadas e realizadas pelo Gov. do Estado da Bahia através da Conder.
Pregopontocom 11/04/2025


sábado, 25 de março de 2023

Governo da Bahia entrega conclusão de Linha Azul e novo trecho da Avenida 29 de Março, em Salvador

Mobilidade Urbana 🚍 🚗 

Completamente finalizada, com a conclusão da duplicação da Avenida Gal Costa e a requalificação do trecho até a BR-324,foi entregue pelo governador Jerônimo Rodrigues, na manhã desta segunda-feira (20),uma das obras de mobilidade mais importantes da história de Salvador, a Linha Azul.

Da Redação
foto - Manu Dias/GOVBA
Uma das obras de mobilidade mais importantes da história de Salvador, a Linha Azul foi entregue pelo governador Jerônimo Rodrigues, na manhã desta segunda-feira (20), completamente finalizada, com a conclusão da duplicação da Avenida Gal Costa e a requalificação do trecho até a BR-324. Com aproximadamente 12 quilômetros de extensão, o sistema viário contempla uma pista dupla, com três faixas de tráfego, em cada sentido, incluindo um corredor exclusivo para ônibus, além de viadutos, elevados e túneis duplos. Na ocasião, o governador também entregou um novo trecho da Avenida 29 de Março. Conforme o governador Jerônimo Rodrigues, a entrega dos novos trechos das avenidas vai beneficiar todos os moradores da capital, uma vez que elas conectam dois polos da cidade e facilitam o deslocamento viário. “Essa entrega que estamos realizando hoje qualifica a área urbana de Salvador, qualifica a mobilidade dentro da cidade e valoriza quem mora nessa região cortada por essas duas vias. Também há a valorização da habitação, pois aqui, com certeza, será vetor de desenvolvimento econômico, com a abertura de comércio de bares e de restaurantes. Naturalmente, quem mora dentro dos bairros terá mais facilidade de chegar ao metrô, de chegar aeroporto e à rodoviária”, disse. As obras da Linha Azul receberam mais de R$ 648 milhões em investimentos, com o objetivo de conectar de forma pioneira o Subúrbio Ferroviário à Orla de Salvador, com integração entre as avenidas Pinto de Aguiar e Gal Costa, que foi duplicada; e a ligação entre os bairros de Pirajá e Lobato. A intervenção também contou com serviços de urbanização, paisagismo, sinalização viária, implantação de semáforos e iluminação pública, ajudando a valorizar a região. Para quem utiliza a via todos os dias, como a doméstica Maria dos Reis, a mudança trouxe mais qualidade de vida. “Eu moro na região do Lobato e trabalho em uma casa em Piatã, e antes era muito ruim pra chegar, um percurso muito longo e desconfortável. Agora, chego em cerca de 40 minutos, é uma maravilha. Além do trabalho, uso a via todo final de semana para curtir minha praia, em Jaguaribe. Antes, quem morava no subúrbio nem pensava em fazer esse percurso, pela distância”.


fotos - Manu Dias/GOVBA

Linha Vermelha
O novo trecho da Avenida 29 de Março entregue pelo governador liga Cajazeiras ao bairro de Águas Claras, e faz parte da quarta etapa da Linha Vermelha, interligando a Via Regional até a BR-324, passando pelos bairros de Cajazeiras IV, V e VIII, Castelo Branco e Águas Claras. Com investimento de R$ 114,8 milhões, o trecho conta com aproximadamente 2,6 quilômetros de extensão, duas pistas, com três faixas de tráfego cada, microdrenagem, paisagismo, ciclovia, passeio, sinalização, iluminação LED e faixa exclusiva para BRT, além de obras complementares que incluem escadarias, rampas de acesso e a melhoria de um campo de futebol.

Desenvolvimento urbano
Durante o evento de entrega das avenidas, Jerônimo assinou ainda ordem de serviço autorizando a Conder, empresa vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), a realizar a drenagem da ligação da Avenida 29 de Março à região de Cajazeiras. Acompanharam o governador durante a agenda o vice-governador, Geraldo Júnior; e os titulares da Sedur, Jusmari Oliveira; e da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Davidson Magalhães.
Com informações do Portal Oficial do Governo do Estado da Bahia 25/03/2023

quinta-feira, 3 de novembro de 2022

CCR propõe VLT entre Salvador e Simões Filho

Transportes sobre trilhos  🚇

Uma extensão do Metrô de Salvador por meio de um Veículo Leve Sobre Trilhos – VLT foi apresentado ao Governo do Estado. A análise e projeto é da concessionária CCR Metrô Bahia, e o VLT ligaria o bairro de Piatã, em Salvador, a São Luiz, no município de Simões Filho.

ViaTrolebus - Renato Lobo 
Foto - ilustração/VLT de Lyon - Pregopontocom
Uma extensão do Metrô de Salvador por meio de um Veículo Leve Sobre Trilhos – VLT foi apresentado ao Governo do Estado. A análise e projeto é da concessionária CCR Metrô Bahia, e o VLT ligaria o bairro de Piatã, em Salvador, a São Luiz, no município de Simões Filho. De acordo com o site Bahia Notícias, seriam 20,4 km de extensão, seguindo pelos corredores da Avenida 29 de Março, Orlando Gomes e a BA-528 (Estrada do Derba) – conjunto de avenidas conhecido com o Linha Vermelha. O novo sistema seria integrado ao metrô e ao monotrilho (VLT). De acordo com a publicação, o trem leve deverá contar com 20 paradas e poderá impactar 530 mil habitantes do Subúrbio, do Miolo e da Orla de Salvador. A implantação seria dividida em duas etapas. A primeira entre a futura Rodoviária, em Águas Claras, e a Praia de Piatã. O segundo – que dependeria da duplicação da BA-528 – seria entre Águas Claras e São Luiz. O VLT teria 27 trens, com capacidade para transportar 400 passageiros cada. Ao site da Bahia, a CCR disse que, em conjunto com o poder concedente, “sempre avalia o impacto da mobilidade urbana na região metropolitana de Salvador onde há potencial integração com o metrô”.
Fonte - ViaTrolebus 22/08/2022

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Governo do Estado (BA)entrega trecho da Avenida 29 de Março que liga Paralela à Estrada Velha do Aeroporto

Mobilidade 🚌 🚗 🚲

O trecho compreende a implantação da Avenida 29 de Março, na parte que liga a Avenida Paralela à Aliomar Baleeiro, mais conhecida como Estrada Velha do Aeroporto. Somente nesta parte da obra foram investidos mais de R$ 78 milhões.Essa etapa oferece acessibilidade a todas as comunidades aqui do entorno, como Boca da Mata, Fazenda Grande, Cajazeiras, entre outras.

Da Redação
foto -  Daniel Puyol/GOVBA
O Governo do Estado entregou mais uma obra de mobilidade na capital baiana, na manhã desta sexta-feira (23). O ato de abertura da via que faz parte da Linha Vermelha foi realizado pelo governador Rui Costa. O trecho compreende a implantação da Avenida 29 de Março, na parte que liga a Avenida Paralela à Aliomar Baleeiro, mais conhecida como Estrada Velha do Aeroporto. Somente nesta parte da obra foram investidos mais de R$ 78 milhões.
“Essa etapa oferece acessibilidade a todas as comunidades aqui do entorno, como Boca da Mata, Fazenda Grande, Cajazeiras, entre outras. Em março, vamos entregar a próxima etapa, que é a conexão com a Via Regional, que vai possibilitar a trafegabilidade de pessoas entre a BR-324 e a Paralela, e vice-versa”, explicou o governador.
Ainda de acordo com Rui Costa, esta é a primeira vez, na história de Salvador, que se corta, transversalmente, a cidade. “O que o Governo planejou para a capital transforma a mobilidade da cidade. Além do metrô, essas duas vias estruturantes, batizadas de Linha Azul e Linha Vermelha, que garantem o acesso da Orla até o Subúrbio, figuram como um grande avanço para os baianos”, destacou.
Segundo o diretor de obras estruturantes da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado (Conder), Sérgio Silva, nesta sexta-feira estão sendo entregues quatro quilômetros de obras viárias. “Hoje entregamos a ligação da Avenida Paralela com a Estrada Velha do Aeroporto, composta por três pontilhões, um viaduto e totalmente iluminada com tecnologia LED. Essa é mais uma ação do Governo do Estado que dá continuidade ao trabalho para fazer as via alimentadoras do metrô”.
A Avenida 29 de Março integra a Linha Vermelha, que foi projetada para ligar a orla de Salvador à BR-324, no trecho próximo a Águas Claras, com um investimento total de R$ 581,5 milhões. O trecho da via entregue conta com pista dupla, sendo três faixas de tráfego por sentido e uma delas com capacidade para operar o sistema BRT. Também foram instalados passeio com acessibilidade, ciclovia, iluminação em LED, sinalização horizontal e vertical e paisagismo em toda a extensão da via. Outros serviços complementares, como a macrodrenagem do Rio Jaguaribe, também foram realizados.
O secretário da Casa Civil, Bruno Dauster, destacou que a obra melhora o acesso de moradores de bairros vizinhos da obra, como Nova Brasília, Alphaville II, Fazenda Grande, entre outros. “É uma redução de tempo e melhoria na acessibilidade a um dos bairros mais importantes da cidade de Salvador, que é Cajazeiras. É mais um passo na instalação das vias transversais que, sem dúvidas, são o maior impacto para a mobilidade, além da implantação do transporte de massas sobre trilho”.
Com informações da Secom BA  23/11/2018

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Obras da Linha Vermelha ligando a Orla Marítima a BR-324 estão em plena execução

Infraestrutura viária   🚧

Três etapas do empreendimento já foram concluídas e entregues à população, contemplando a duplicação da Avenida Orlando Gomes, a construção dos viadutos sobre a Avenida Paralela, nas imediações do bairro da Paz, e o novo sistema viário Águas Claras x BR-324. 

Da Redação
divulgação/Sedur Ba
As obras de implantação da Linha Vermelha, corredor transversal que fará a ligação da Orla Marítima (Piatã) com a BR-324, estão em plena execução pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder).
Três etapas do empreendimento já foram concluídas e entregues à população, contemplando a duplicação da Avenida Orlando Gomes, a construção dos viadutos sobre a Avenida Paralela, nas imediações do bairro da Paz, e o novo sistema viário Águas Claras x BR-324.
Atualmente estão em execução os serviços de construção da Avenida 29 de Março, entre a Avenida Paralela e a Via Regional, incluindo pavimentação e terraplanagem em alguns trechos, que acabam sendo prejudicados nos períodos mais chuvosos.
Com informações da Secom Ba  27/06/2017

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Tráfego na 2ª etapa da Linha Vermelha será liberado nesta madrugada

Infraestrutura urbana

A data foi escolhida para garantir que a adaptação dos motoristas às novas rotas ocorra sem transtornos, em um dia de pouca circulação de veículos na região.O sistema é formado por uma via marginal à BR-324, que também estará liberada a partir desta quarta (7), e um viaduto sobre a Rua Celika Nogueira.

Da redação
foto - Secom
Os motoristas poderão utilizar seis novas rotas de tráfego a partir da madrugada desta quarta-feira (7), feriado da Independência do Brasil, quando a segunda etapa da Linha Vermelha estará liberada para o trânsito. A data foi escolhida para garantir que a adaptação dos motoristas às novas rotas ocorra sem transtornos, em um dia de pouca circulação de veículos na região.
Inaugurado pelo governador Rui Costa no último domingo (4), o novo sistema viário beneficia quem mora e trafega por Águas Claras e outras milhares de pessoas que utilizam, diariamente, a BR-324. Também são facilitados os acessos ao bairro de Cajazeiras, à Via Regional e à BA-528 (Estrada do Derba).
O sistema é formado por uma via marginal à BR-324, que também estará liberada a partir desta quarta (7), e um viaduto sobre a Rua Celika Nogueira. O complexo possui ainda alças de acesso à BR-324, totalizando 4,2 quilômetros de novas vias, além de uma pista apta a operar o BRT.
Com investimentos de R$ 50 milhões, o sistema viário busca desafogar o trânsito de uma das partes mais movimentadas da capital. A expectativa é que essa área da cidade se transforme em um grande ponto de integração dos diferentes modais de transporte. Será construída na região a nova Estação Rodoviária de Salvador e uma estação de metrô, a partir da expansão da Linha 1, além do terminal de integração metropolitano e urbano.
Com informações da Secom Ba.  06/09/2016 

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Segunda etapa da Linha Vermelha será ponto de integração de transporte em Salvador

Infraestrutura Urbana

Na região também será construída a nova Estação Rodoviária de Salvador e uma estação de metrô, a partir da expansão da Linha 1, além do terminal de integração metropolitano e urbano.A licitação para a ampliação da Linha 1 do metrô até Águas Claras-Cajazeiras foi lançada no dia 13 de agosto.  

Da Redação
imagem - YouTube
A segunda etapa da Linha Vermelha (BR-Águas Claras), a ser inaugurada pelo governador Rui Costa neste domingo (4), às 9h, será ponto de integração de diferentes modais de transporte da capital baiana. Na região também será construída a nova Estação Rodoviária de Salvador e uma estação de metrô, a partir da expansão da Linha 1, além do terminal de integração metropolitano e urbano.
“Portanto, irá gerar uma maior valorização de Águas Claras, Cajazeiras e adjacências, tanto imobiliária quanto econômica, propiciando o surgimento de novos empreendimentos e, consequentemente, gerando mais emprego e renda para a população", explica o secretário de Desenvolvimento Urbano, Carlos Martins.
A licitação para a ampliação da Linha 1 do metrô até Águas Claras-Cajazeiras foi lançada no dia 13 de agosto. O Tramo 3 será implantado pelo lado esquerdo da BR-324, no sentido Salvador - Feira de Santana, tendo início no KM-622, em Pirajá, e final no KM-616, próximo ao viaduto de Águas Claras.
O governo estadual desenvolveu estudos para integrar o Tramo 3 aos novos projetos de transporte público na capital, como os sistemas BRT das Avenidas 29 de Março e Gal Costa e o VLT da região do Subúrbio Ferroviário, bem como a futura Rodoviária de Salvador.
Com informações da Secom Ba. 02/09/2016

sábado, 28 de maio de 2016

Avenida Orlando Gomes terá etapas 1 e 2 entregues em junho

Mobilidade

A via compreende um dos principais trechos do complexo viário da Linha Vermelha.O complexo viário terá no total 12 km de extensão e ligará Paripe,a nova configuração da avenida foi projetada para atender à implantação um corredor com faixa exclusiva de ônibus.

Da Redação
foto - Secom Ba
Em fase final de construção,o trecho da avenida Orlando Gomes entre Piatã e Av. Paralela,ganha nova estrutura para atender às demandas de fluxo do tráfego. A via compreende um dos principais trechos do complexo viário da Linha Vermelha.
De acordo com o diretor de obras da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), Sérgio Silva, as etapas 1 e 2 têm previsão de entrega para junho próximo. A nova configuração da avenida foi projetada para atender à implantação de um corredor com faixa exclusiva de ônibus.
Silva explica que os usuários do transporte coletivo serão os principais beneficiários da nova avenida. "A Linha Vermelha é, principalmente, uma via de apoio ao sistema público de transporte, para melhorar a locomoção dos usuários de ônibus", diz o gestor.
O complexo viário terá no total 12 km de extensão e ligará Paripe, no subúrbio ferroviário, a Piatã, na orla. A linha visa beneficiar vários bairros dos arredores, como Mussurunga, Bairro da Paz, Jardim Nova Esperança, Cajazeiras e Trobogy.
Com informações de A Tarde  28/05/2016

domingo, 27 de março de 2016

Governo do Estado (BA) investe na ampliação melhoria e modernização do sistema viário de Salvador

Mobilidade

A maior obra viária em curso atualmente na Bahia é a construção das linhas Azul e Vermelha, que ligarão o Subúrbio Ferroviário à Orla Atlântica. Os novos itinerários vão abrir uma infinidade de possibilidades de empregos para a população do Subúrbio.A Linha Vermelha, formada pelas avenidas Orlando Gomes, em ampliação, e a 29 de Março, em construção, terá 20 quilômetros. 

Da Redação
foto - Manu Dias/Gov.Ba.
A primeira capital do Brasil completa 467 anos com mais de três milhões de habitantes circulando pela cidade. Segundo dados do Detran, são aproximadamente 900 mil veículos, entre carros de passeio, ônibus, motos e caminhões. Quem dirige há mais de dez anos não tem dúvida: o trânsito não é mais o mesmo. Na contramão do que acontece nas grandes cidades, a circulação está ficando mais fácil, com o primeiro conjunto planejado de obras estruturantes de mobilidade da história de Salvador.
O professor Carlos Amorim ainda encontra dificuldades para trafegar na capital baiana, mas confirma o avanço dos últimos anos. “O trânsito tem melhorado efetivamente, estava muito parado e com as últimas obras melhorou bastante”. Segundo a analista técnica do Detran, Maria Guadalupe Uzeda, “a partir do momento em que são oferecidas novas vias de acesso, a tendência é cada vez maior do trânsito ser diluído e a população possa se deslocar com facilidade”.
A solução para o trânsito passa pela Via Expressa, que tirou os caminhões da Avenida Bonocô. Com a nova via, o Porto de Salvador, que movimentou mais de 4 milhões de toneladas de cargas e 180 mil containers em 2015, passou a ser o primeiro do Brasil a ter uma ligação direta com uma rodovia. Caminhoneiro há 10 anos, Eliseu Wilson comemora. “Era complicado, a gente vinha pela Bonocô, pegava engarrafamento, transitava entre os carros pequenos, demorava até duas horas para chegar aqui [ao Porto]. Hoje, dá para fazer em cinco minutos”.

Complexos Dois de Julho e do Imbuí
Em 2008, o Complexo Viário Dois de Julho, em frente ao Aeroporto Internacional de Salvador, no limite com Lauro de Freitas, já indicava um projeto de grandes proporções para a capital. Outra intervenção semelhante foi o Complexo Viário do Imbuí, entregue em 2014 e que mudou completamente a rotina de quem vive ou trabalha na região.
Com o Complexo do Imbuí, o técnico em informática Tiago Bittencourt ganhou tempo. “Melhorou muito. Eu saia do serviço e demorava até 40 minutos para chegar ao retorno que vai para o Costa Azul. Hoje, em menos de 10 minutos já estou lá, pela Estrada do Curralinho”.

Do Subúrbio à Orla Atlântica
A maior obra viária em curso atualmente na Bahia é a construção das linhas Azul e Vermelha, que ligarão o Subúrbio Ferroviário à Orla Atlântica. Os novos itinerários vão abrir uma infinidade de possibilidades de empregos para a população do Subúrbio.
A Linha Vermelha, formada pelas avenidas Orlando Gomes, em ampliação, e a 29 de Março, em construção, terá 20 quilômetros. A duplicação da Avenida Pinto de Aguiar foi o primeiro grande passo para a construção da Linha Azul, que terá 13 quilômetros e vai ligar Patamares ao Lobato.
Os alunos da Universidade Católica do Salvador (UCSal), em Pituaçu, já sentem a diferença, como Daniel Souza, que cursa Educação Física. “Eu venho da [Avenida] São Rafael para cá, mas demorava muito tempo. Estava sempre engarrafado, tinha acidentes e a pista era estreita. Hoje, mesmo fazendo o retorno no Centro Administrativo [da Bahia], eu ganho tempo porque o trânsito está sempre livre. Melhorou mesmo”.
Na última quinta-feira (24), a BR-324, na região de Pirajá, ganhou um viaduto e duas alças de acesso como parte da implantação da Linha Azul.

foto - Mateus Pereira/Gov.Ba.
Avenida Paralela será outra Via Expressa
Outra intervenção muito esperada pelos baianos é a transformação da Avenida Paralela em uma Via Expressa. “Com a implantação do metrô, que já está em andamento, o Governo do Estado devolve para a cidade a Avenida Paralela do jeito que ela foi pensada, como ela deveria ser. No plano diretor da cidade, tem a Paralela como uma via expressa, sem semáforo, sem retorno e sem postos de gasolina no canteiro central”, explica a superintendente de Mobilidade da Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Estado, Grace Gomes.
A superintendente ressalta que a Paralela é uma avenida de cunho metropolitano, que faz a ligação do centro de Salvador à região metropolitana, no sentido da orla atlântica, mas perdeu essa função ao longo tempo. “O acesso ao tráfego na Paralela e às vias marginais será feito pelos viadutos. A obra do metrô vem facilitar isso. Do início da Paralela, na região da Tancredo Neves, até Pituaçu, onde já construímos os viadutos, não existem mais semáforos; então o trânsito é livre. Os semáforos começam a surgir após o Viaduto Dona Canô”.
Com informações da Secom Ba.  27/03/2016

domingo, 5 de abril de 2015

Duplicação da Avenida Orlando Gomes será entregue ainda este ano

Mobilidade

A intervenção integra o projeto dos corredores transversais, que deverá ser finalizado no segundo semestre de 2017 e tem investimento de R$ 1,3 bilhão.Ainda este ano outras duas intervenções que fazem parte deste conjunto também devem ser entregues: o complexo de viadutos da avenida Orlando Gomes e a ligação entre a BR-324 e a via Regional.

Luan Santos - A Tarde
Vista aérea da obra já adiantada dos viadutos
 que estão sendo construídos sobre a avenida Paralela

Ag. A TARDE
A duplicação da avenida Orlando Gomes deverá ser concluída até o final deste ano, segundo estimativa da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder). Em obras desde o ano passado, a via passará a ter pista dupla com três faixas em cada sentido (sendo uma delas voltada para BRT), ciclovia e passeio.
A intervenção integra o projeto dos corredores transversais, que deverá ser finalizado no segundo semestre de 2017 e tem investimento de R$ 1,3 bilhão.
Ainda este ano outras duas intervenções que fazem parte deste conjunto também devem ser entregues: o complexo de viadutos da avenida Orlando Gomes e a ligação entre a BR-324 e a via Regional.
A TARDE visitou as obras dos dois corredores na última quinta-feira, 2, acompanhado do diretor de obras estruturantes da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado (Conder), Sérgio Silva.
Cerca de 1.500 operários estão trabalhando nas intervenções, que vão desde a duplicação das avenidas Orlando Gomes e Gal Costa até a construção de 10,7 quilômetros de vias, com a avenida 29 de Março (que terá 9,2 km) e a ligação Pirajá-Lobato (1,5 km).
"Com os corredores entregues, a estimativa é que o tempo percorrido entre a orla atlântica e o subúrbio seja entre dez e 15 minutos, no máximo", ressalta Silva. Quando estiverem prontos, os dois corredores ligarão a orla ao subúrbio ferroviário. Inicialmente, chamados de corredores transversais I (Patamares ao Lobato) e II (Piatã a Paripe), estes conjuntos de vias foram recentemente nomeadas pelo governo do estado com as cores da bandeira da Bahia. Agora, são chamadas de linhas Azul e Vermelha, respectivamente.
A Linha Azul - que passa pelas avenidas Pinto de Aguiar e Gal Costa, e pela ligação Lobato-Pirajá - está com 12% de obras concluídas. A Linha Vermelha - que segue as avenidas Orlando Gomes e 29 de Março até encontrar a BA-528 - está mais avançada, com 25% das intervenções realizadas [veja mapa abaixo].

Duplicação
O primeiro trecho pronto foi a duplicação da avenida Pinto de Aguiar, entregue em setembro do ano passado. Na linha Azul, as obras estão acontecendo na avenida Gal Costa, que está sendo duplicada, e na implantação da ligação Pirajá-Lobato.
Na avenida Gal Costa, ainda está em andamento a implantação do canal do rio Pituaçu. Esta linha terá, ao total, 12,7 km, onde estarão distribuídos dez viadutos e quatro túneis duplos. Um dos túneis é o que vai ligar as avenidas Pinto de Aguiar e Gal Costa.
Sérgio Silva conta que está sendo feita uma "cortina de preparação" para o início da perfuração do túnel.
Já a ligação Pirajá-Lobato terá 1,5 km, mas vai contar com sete viadutos e quatro túneis.
Silva diz que os túneis vão evitar que sejam feitas mais desapropriações. Um deles vai passar por baixo da estrada de Campinas, em Pirajá. Outro, vai ligar a nova via à avenida Suburbana.

Av. 29 de Março
Na Linha Vermelha, que terá 12 km de extensão com seis viadutos, as obras de início da avenida 29 de Março também já foram iniciadas com serviços de terraplanagem. Ela passará pelo vale do rio Jaguaribe e alcançará a via Regional.
Silva pontua que os serviços de terraplanagem estão sendo priorizados em todas as etapas do projeto. "Estamos aproveitando o período que antecede as chuvas para adiantar ao máximo. Com chuva, não conseguimos nem trabalhar", explica o diretor da Conder.
Ao longo da nova avenida, serão feitas ligações laterais para áreas habitadas e vias próximas, a exemplo do Alphaville e a Estrada Velha do Aeroporto.
Silva conta que a experiência da avenida Pinto de Aguiar está sendo utilizada como modelo para as intervenções nas demais vias.

Corredores
Sérgio Silva ressalta que uma das grandes vantagens do projeto dos corredores transversais é que serão integrados a outros modais de transporte de Salvador, sejam aqueles que estão operando ou outros que estão em fase de implantação.
No encontro entre as avenidas Orlando Gomes e Paralela será construída uma estação de ônibus, para ser integrada à linha 2 do metrô. "O usuário vai poder usar o BRT e pegar o metrô na Paralela, e vice-versa", diz.
No subúrbio, o final da Linha Azul, no Lobato, fica a cerca de 500 metros da estação de trem. "Uma linha integradora de ônibus poderá levar e trazer os passageiros entre o VLT (veículo leve sobre trilho) e o BRT. Vai ser um ganho muito grande para quem usa o transporte público", afirma Sérgio Silva.

Dificuldades

Entre as dificuldades para a realização das obras está a continuidade do trânsito nos locais das intervenções. "Como não podemos parar o trânsito, é preciso promover a segurança tanto para trabalhadores quanto para condutores", frisa.
Além disso, há pontos em que há redes internas, como no túnel que vai ligar as avenidas Pinto de Aguiar e Gal Costa. "São 17 metros abaixo da Av. Paralela. Tivemos que fazer um estudo para observar as redes da Bahiagás, elétricas e de telecomunicações para iniciar as obras. Essas interferências, por vezes, exigem tempo", afirma.
Outra intervenção que compõe este conjunto é a ligação da BR-324 à via Regional, que já está com o serviço de terraplanagem em andamento e deverá ser entregue em 2015. Segundo Silva, esta ligação vai acabar com o congestionamento causado pelo viaduto de Águas Claras. "As pessoas vão poder acessar a ligação e, em poucos minutos, chegar à via Regional", prevê.
Quem passa pela BR-324 no sentido Feira de Santana, principalmente nos horários de pico, costuma enfrentar congestionamentos por conta deste trecho.
Fonte - A Tarde  05/04/2015

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Obras de mobilidade vão mudar vida de moradores do subúrbio de Salvador, diz secretário

Mobilidade

“As obras da Linha Azul e Linha Vermelha vão mudar a vida das pessoas que vivem nessas localidade gerando mais celeridade para que essas pessoas cheguem ao trabalho ou a outros locais em dias de folga”, explicou Martins.

Sedur
O apresentador Almir Santana entrevista
 o secretário estadual  de Desenvolvimento
 Urbano, Carlos Martins
Bahia - A melhoria substancial na qualidade de vida das pessoas que moram na região do Subúrbio Ferroviário foi apontada pelo secretário estadual de Desenvolvimento Urbano (Sedur), Carlos Martins, como um dos principais ganhos com as obras de mobilidade urbana que estão em curso em Salvador.
O secretário concedeu, na manhã de hoje, uma entrevista para TV Baiana, emissora afiliada da TV Cultura. “As obras da Linha Azul e Linha Vermelha vão mudar a vida das pessoas que vivem nessas localidade gerando mais celeridade para que essas pessoas cheguem ao trabalho ou a outros locais em dias de folga”, explicou Martins.
A Linha Azul é formada pelas avenidas Pinto de Aguiar e a Gal Costa. Com investimento de R$ 647 milhões e 12,7 km de extensão, a via ligará o bairro de Patamares, na orla atlântica, ao bairro do Lobato, no subúrbio ferroviário. Já a Linha Vermelha é formada pelas avenidas Orlando Gomes, em obras de ampliação, e 29 de Março, em obras de construção, ligando o bairro de Paripe até Piatã. . Além disso, está em processo de licitação a obra do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que substituirá os antigos trens do subúrbio. “Atualmente, o sistema de trens atende até 15 mil pessoas com o VLT esse número deve chegar a 50 mil”, apontou.
O secretário lembrou ainda das obras do metrô de Salvador que seguem em ritmo acelerado. No próximo dia 9, será entregue a Estação Bom Juá. Em junho, é a vez de a Estação Pirajá iniciar a operação para população. Com a entrega dessas duas estações, a Linha 1 do metrô será completamente concluída.“Todas essas obras de mobilidade estão com recursos garantidos para finalização”, garantiu Martins. Ele citou ainda o investimento do estado em obras para contenção de encostas. O projeto prevê a construção de 98 obras de contenção com investimento na casa de R$156 milhões. “Nós analisamos os pontos mais críticos da cidade e vamos fazer essas obras”, finalizou o secretário.
Fonte - Ascom Sedur  01/04/2015

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Sindicato pede mais investimentos no metrô de São Paulo

Metrô de SP

O ato, que começou no Vale do Anhangabaú e terminou em frente à Secretaria Estadual de Transportes, lembrou ainda a pane ocorrida na semana passada na Linha 3 - Vermelha do metrô.

Daniel Mello 
Repórter da Agência Brasil 
foto - pregopontocom
O Sindicato dos Metroviários de São Paulo fez hoje (13) uma manifestação no centro da capital pedindo mais investimentos no transporte público. O ato, que começou no Vale do Anhangabaú e terminou em frente à Secretaria Estadual de Transportes, lembrou ainda a pane ocorrida na semana passada na Linha 3 - Vermelha do metrô.
Terça-feira (4) da semana passada, houve tumulto depois de falha em uma das composições da linha. Usuários acionaram botões de emergência e desceram na via, provocando depredações e confronto com a Polícia Militar, dentro das estações.
Para o presidente do sindicato, Altino de Melo Prazeres, os problemas enfrentados na ocasião, bem como outras falhas, estão relacionados a reformas mal-executadas nas composições. “Tem a ver com a frota K, que é uma reforma muito mal-feita, e está relacionada com o propinoduto. Tanto é que o Ministério Público (MP) está exigindo a devolução aos cofres públicos de R$ 800 milhões”, disse ele, em referência à investigação aberta pelo MP para apurar denúncias de fraude nas licitações do transporte público.
Os contratos para reforma de 98 trens foram suspensos pelo Metrô, a pedido do Ministério Público, que vê indícios de fraude nos termos assinados em 2008 e 2009. Segundo o órgão, o prejuízo é estimado em R$ 800 milhões, em valores não atualizados. O MP apura ainda indícios de má execução nos serviços já finalizados.
O governador Geraldo Alckmin atribuiu os problemas da semana passada a uma possível sabotagem do sistema. “Eu não acredito que essas coisas sejam de geração espontânea. Acho que precisa ser investigado com seriedade”, disse ele à época.
A militante do Movimento Passe Livre Monique Felix contesta a visão do governador. Para ela, o tumulto do dia 4 foi apenas uma exacerbação de fatos cotidianos no transporte público paulistano. “Diariamente esses trens dão problema. A população tem que quebrar os vidros e sair à via para não morrer sufocada dentro dos trens. O que aconteceu no dia 4 foi uma auto-organização da população de São Paulo, que tem se organizado para lutar por um transporte diferente”, disse.
Altino Prazeres pediu a contratação de mais funcionários para segurança, operação e manutenção do metrô como solução mais imediata para a saturação do sistema. Ele ressaltou ainda a importância da revisão dos serviços realizados, que estão sob investigação do MP. “Nós queremos que essa reforma seja revista imediatamente, paga por essas empresas que não cumpriram o papel que deveriam cumprir. As reformas estão dando muito problema, como nessa frota K”.
Fonte - Agência Brasil  13/02/2014

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Despreparo do Metrô de São Paulo

Metrô de SP

Situação tanto mais lastimável por ser este, reconhecidamente, o meio que presta os melhores serviços. A pane ocorrida no final da tarde de terça-feira na Linha 3-Vermelha causou sérios transtornos para os passageiros....

O Estado de São Paulo

Como se não bastassem os muitos problemas com que já se debatem os vários meios de transporte coletivo da capital paulista, a existência de mais um - e de peso - acaba de ficar evidente: o despreparo do Metrô para lidar com os acidentes que se vêm repetindo em suas linhas. Situação tanto mais lastimável por ser este, reconhecidamente, o meio que presta os melhores serviços. A pane ocorrida no final da tarde de terça-feira na Linha 3-Vermelha causou sérios transtornos para os passageiros e por pouco os conflitos entre eles e os seguranças da empresa não levaram a consequências ainda piores.
O problema começou com a falha nas portas de um dos trens daquela linha, que acarretou sucessivas paralisações que afetaram 10 das suas 18 estações. O serviço ficou interrompido nesse trecho por um dos períodos mais longos na história de casos desse tipo. Foram 5 horas - das 18h19 até as 23h22. Essa demora, a superlotação e o calor se combinaram para agravar a situação. Espremidos, sem ar condicionado e sem saber por quanto tempo deveriam esperar para que a falha fosse reparada e os trens voltassem a circular, muitos passageiros perderam a paciência.
Acionaram os botões de emergência para abrir as portas dos vagões e a grande maioria - neles ficaram apenas os que, enfraquecidos, não tinham condições de reagir - saiu para os corredores estreitos aos lados dos trilhos, em direção à estação mais próxima. Ao longo da linha afetada, foram milhares os que fizeram isso, apesar dos riscos para sua segurança.
Os relatos colhidos pela reportagem mostram cenas de pânico, de desespero, de pessoas chorando, passando mal por causa do calor sufocante, principalmente idosos, mulheres e crianças. "Uma moça passando mal dentro do trem queria sair. Mas um segurança queria fechar a porta de qualquer jeito. Só que o povo não deixou", conta uma passageira. Ela viu um jovem ser agarrado pelo pescoço pelos seguranças. "Aí o pessoal partiu para cima dos seguranças, que foram dando cacetadas." Esse relato resume o que houve.
Em vez de acalmados - como seria de esperar, pois eram eles as vítimas, que haviam acabado de passar por momentos difíceis -, os passageiros foram agredidos pelos seguranças. Revoltados, revidaram e destruíram parte dos equipamentos da Estação Sé e danificaram os trens ali parados.
Um episódio lastimável, sob todos os aspectos, que mostra o despreparo do Metrô - a começar pelo seu serviço de segurança - para enfrentar situações como essa. E o pior é que, em vez de reconhecer o erro - primeiro passo para corrigi-lo -, as autoridades estaduais estão buscando desculpas para justificar o injustificável. O secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, denunciou imediatamente a ação de "grupos organizados". Um pouco - mas só um pouco - mais prudente, o governador Geraldo Alckmin falou na ação de um grupo de vândalos e não descartou a possibilidade de ter havido "sabotagem", ressalvando, porém, que o caso deve ser "investigado com seriedade".
Mesmo que a sabotagem e a ação de grupos organizados, levantadas apressadamente, se confirmassem - e nada indica que tal vá acontecer -, isso não justificaria o descontrole da segurança, que tratou com violência os passageiros. Também não se poderia alegar como atenuante o fato de o Metrô estar operando no limite de sua capacidade.
É verdade que isso ocorre e que uma das suas consequências é a repetição cada vez mais frequente de panes no sistema. Mas essa é uma realidade com a qual o Metrô terá de conviver por um bom tempo, pois a expansão da rede é muito mais lenta do que o aumento da sua procura pelos passageiros, pela qualidade do serviço que presta, mesmo superlotado.
Essa é uma realidade para a qual o Metrô - está se vendo - precisa se preparar melhor. Se as panes são inevitáveis nessa fase, é preciso saber lidar com suas consequências. As vítimas delas são os passageiros, que por isso não podem ser tratados com truculência.
Fonte - São Paulo Trem Jeito  08/02/2014

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Dois dias após paralisação, Linha 3 do Metrô SP tem nova falha em horário de pico

Metrô de SP

Sem reclamar, hein?... Povo ingrato...
Ocorrência no Brás afetou circulação de trens por todo o ramal.


Bruno Ribeiro e Caio do Val
O Estado de São Paulo 
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SÃO PAULO - Uma falha na tração de um trem às 17h55 perto da Estação Brás, na Linha 3-Vermelha do Metrô de São Paulo, faz as composições circularem com velocidade reduzida nesse ramal no fim da tarde desta quinta-feira, 6. Diversos passageiros têm reclamado pelo Twitter de grande tempo de espera para conseguir embarcar nos trens em pleno horário de pico.
A ocorrência foi dois dias depois da paralisação que fechou dez das 18 estações da Linha 3-Vermelha por mais de cinco horas. Segundo alguns passageiros, leva-se até 20 minutos para conseguir embarcar em um trem. De acordo com o Sindicato dos Metroviários, a falha ocorreu no trem H67. A assessoria de imprensa do Metrô foi questionada, mas não confirmou esse dado.
Ainda segundo o sindicato, outro trem, o K07, também teve problemas na tração na região da Estação Sé. O Metrô soltou um comunicado informando que às 18h46 a Linha 3 estava em "processo de normalização".
Na Estação Palmeiras-Barra Funda, havia controle de entrada dos passageiros. Uma pessoa relatou que o sistema de som pedia para os passageiros utilizarem o serviço da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que estava sobrecarregado.
O problema foi perto da Estação Brás. Um trem teve falhas na tração e teve que ir em velocidade reduzida até a parada, onde os passageiros desembarcaram. A situação começou às 17h55 e só foi "normalizada" (ou seja, o trem rebocado), segundo o Metrô, às 18h13. Contudo, ainda havia impacto na Linha 3 inteira.
Até as 18h58, passageiros reclamavam da situação anormal da operação dos trens na Linha 3-Vermelha.
Fonte - São Paulo Trem Jeito  06/02/2014

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Idosos e grávidas se recusam a sair de trens no metrô de SP e esperam cerca de 5 h

Metrô de SP

Folha de São Paulo 

Em meio ao tumulto na linha 3-vermelha do metrô, centenas de passageiros decidiram resistir à tentativa dos seguranças de esvaziar as estações República e Sé e permaneceram por quase cinco horas dentro dos trens.
Entre eles, havia idosos, grávidas, pessoas com dificuldade de locomoção e com crianças de colo, que preferiram aguardar a migrar para os ônibus, e passageiros que se recusavam a sair em protesto contra a confusão.
"Não há previsão de retorno, deixem a composição", era a mensagem transmitida insistentemente e em vão pelo sistema de som.
"Eu não saio daqui, quero meu dinheiro de volta", gritava um passageiro na Sé.
Grávida de nove meses, Carolina Alcântara, 26, que dará à luz uma menina até domingo, era uma das cerca de 200 pessoas que aguardavam dentro de um trem parado na estação República, às 22h.
Entre esperar num ambiente sem água, banheiro e ar-condicionado ou pegar três ônibus para casa, em Aricanduva (zona leste), ela preferiu a primeira opção.
"Falaram [os seguranças da estação] para a gente que iam chamar a PM para jogar bomba de gás", disse ela.
Fonte - São Paulo Trem Jeito  05/02/2014

Após falha, passageiros descem na via e param metrô em São Paulo

Metrô de SP 

Folha de São Paulo 
Passageiros caminham, pelo túnel
A circulação de trens na linha 3-vermelha do metrô de São Paulo foi paralisada na noite desta terça-feira em decorrência de uma falha em uma composição na estação República (centro). As estações ficaram lotadas e pessoas passaram mal. A operação no sentido Itaquera estava suspensa, e ao menos duas estações foram fechadas.
O problema começou com a falha em uma porta na estação República, o que fez as composições trafegar com velocidade reduzida. Com isso, os passageiros de um trem acionaram o botão de emergência e desceram na via por volta das 18h50, entre as estações Marechal Deodoro e Santa Cecília.
"O metrô ficou parado um tempão antes de sair e depois ficou travado e com as portas fechadas na Marechal Deodoro. Pessoas acionaram a emergência e seguiram a pé até a próxima estação. Quem não desceu chegou aqui na Santa Cecília às 19h20", disse a estudante Thais Almeida, 20, que seguia para a universidade, localizada no Carrão, na zona leste.
Segundo o Metrô, a circulação teve que ser interrompida por conta das pessoas na via, até as 19h24, quando elas foram retiradas e a circulação retomada.
Às 20h, porém, a assessoria da empresa afirmou que o tráfego voltou a ser suspenso por conta de uma ocorrência na estação Sé, mas não tinha detalhes do que era.
A reportagem da Folha presenciou passageiros quebrando os vidros de menos uma composição na Sé. Já na estação Santa Cecília, em menos de dez minutos, a reportagem viu cinco pessoas passando mal, entre elas, duas desmaiadas, no interior da estação Santa Cecília.
As pessoas são resgatadas pelos próprios passageiros, que disseram que os levariam até a Santa Casa. O acesso à estação está liberado, por uma passagem ao lado das catracas. Havia, por volta das 20h30, duas composições paradas na estação Santa Cecília, ambas com todas as portas abertas.
Centenas de pessoas chegavam a pé pelos túneis, vindas das estações República e Marechal Deodoro. Ariane Henrique caminhou pelos túneis do metrô entre as estações Marechal Deodoro e Santa Cecília e saiu direto na rua por uma saída de emergência.
Com o tumulto, ônibus que partem do Terminal Santa Cecília, ao lado da estação, estão saindo lotados.
Fonte - São Paulo Trem Jeito  04/02/2014

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Falha no metrô de São Paulo provoca filas em estações da zona leste

Transportes sobre trilhos

Fernanda Cruz
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
Passageiros da zona leste da capital paulista que usam o metrô para chegar ao trabalho enfrentam longas filas nesta manhã, principalmente nas estações Guilhermina-Esperança e Artur Alvim. O problema foi causado por uma falha operacional em um dos trens da Linha 3-Vermelha, entre as 6h20 e as 7h.
Segundo o Metrô, a operação dos trens, que está em processo de normalização, passou a ser feita em velocidade reduzida. Com isso, as estações ficaram lotadas e com longas filas. Muitos usuários tiveram que optar pelos ônibus.
O metrô é o principal meio de transporte dos moradores da zona leste, região mais populosa da capital. Em dias úteis, embarcam, em média, cerca de 1,1 milhão de passageiros apenas na Linha 3-Vermelha.
Fonte - Agência Brasil  03/02/2014

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Frota reformada do metrô de SP coloca em risco integridade

Transportes sobre tilhos

Rádio CBN
foto - ilustração

Um levantamento obtido com exclusividade pela Rádio CBN mostrou que os trens da frota K, que circulam pela linha 3-Vermelha, apresentaram ao longo de 30 dias quase 700 falhas técnicas.
Portas que se abrem com o trem em movimento, sistema de freios ineficiente, um descarrilamento e até um incêndio. Todos esses problemas aconteceram com trens da frota K. As composições viraram o pesadelo dos condutores do metrô.
Funcionários que concordaram em denunciar os problemas testemunhados todos os dias desde que tivessem a identidade preservada relatam o que acontece:
“Quando eu vejo que é a frota K já fico com receio de pegar o trem para operar. Você não consegue imaginar o que pode acontecer durante a circulação e você que está no comando é que vai ter que tentar resolver alguma situação emergencial”, conta um deles. Já outro profissional desabafa: “Você não sabe se sai de Itaquera e chega em Barra Funda ou se (o trem) vai parar no meio do caminho.”
O diretor de Operações do Metrô de SP, Mario Fioratti, minimiza a gravidade dos incidentes. Segundo ele, as composições reformadas estão em fase de adaptação e, por isso, acabam tendo mais problemas. Fioratti garante que os trens da frota K são seguros. “Os trens da frota K têm atendido plenamente ao conforto dos usuários e à segurança. Não há absolutamente nenhuma restrição.”
No entanto, para os funcionários, o número de falhas e a gravidade delas são a prova de que existe risco: “O trem andar devagar é o menor dos riscos que o usuário corre. Há risco de ele (o trem) abrir porta para o lado oposto. Então é indiscutível que há risco para quem está usando e para quem está operando o trem”.
Fonte - Revista Ferroviária   06/12/2013

domingo, 3 de março de 2013

Polícia ocupa conjunto de favelas no Rio sem tiros

Ag. Brasil
Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – As forças de segurança estaduais e federais ocuparam hoje (3), sem realizar disparos, o conjunto de favelas do Caju e da Barreira do Vasco, na zona norte do Rio, entre duas das principais vias de acesso à cidade: a Avenida Brasil e a Linha Vermelha. Com o apoio de blindados da Marinha, da Polícia Militar e de helicópteros, um efetivo de 1.400 policiais militares, civis, fuzileiros navais e policiais rodoviários federais entraram por volta das 5h nas comunidades.
Foram apreendidos munições, carregadores, nove rádios comunicadores, 120 vidros de lança-perfume, dois cadernos com anotações do tráfico.
Ag. Brasil

A ação foi pacífica, sem resistência de criminosos, e durou aproximadamente 25 minutos. Já nas primeiras horas da manhã, os moradores começaram a circular pelas ruas e o comércio abriu normalmente. Porém, as pessoas ainda evitam falar com a imprensa, com medo de represálias dos traficantes que dominavam o local.
O assessor de relações públicas do Batalhão de Choque, capitão Alexandre Lima Ramos, considerou a operação bem-sucedida. “Chegamos de madrugada e o ambiente que encontramos foi bem tranquilo. Mas estamos sempre preparados para enfrentar situações de perigo e o objetivo é minimizar o risco para a população que aqui reside”.
As duas comunidades fazem parte do complexo de favelas da Maré, que será ocupado dentro dos próximos meses. A Maré é dominada por duas facções criminosas e por um grupo de milícia, localizada das vias de acesso entre o centro do Rio e o Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão. A ocupação faz parte do plano do governo de pacificar todas as favelas no entorno dos locais onde ocorrerao jogos da Copa de 2014 e competições das Olimpíadas de 2016.
As bandeiras do Brasil e do Rio de Janeiro foram hasteadas hoje, às 10h20, na quadra do Conjunto Esperança do Parque Alegria, área do Caju, marcando assim o domínio das forças de segurança no conjunto de favelas.
Fonte - Agência Brasil  03/03/2013