UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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terça-feira, 28 de julho de 2020

Metroviários de São Paulo suspenderam a greve programada para hoje

Curtas/Transportes sobre trilhos  🚇

O Sindicato dos Metroviários  de São Paulo decidiu na madrugada desta terça-feira(28) suspender a greve nas 4 linhas do Metrô que deveria ser iniciada nas primeiras horas da manhã. Em uma nova assembleia virtual, os metroviários decidiram pela suspensão, após serem informados por telefone pelo  secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, da retomada das negociações. Os metroviários haviam decidido em assembleia anterior pela paralisação,das linhas,  1)Azul, 2)Verde, 3)Vermelha e 15)Prata do Metrô, todas estatais. As Linhas do Metrô iniciaram a sua operação integral a partir das 7h30 da manhã.As linhas 4) Amarela e 5) Lilás não sofreram interrupção.

foto - ilustração/arquivo

segunda-feira, 27 de julho de 2020

Metroviários de São Paulo ameaçam iniciar uma greve na terça (28),depois de cortes nos salários

Curtas/Transportes sobre trilhos  🚇

Em reunião realizada na sexta(24),os metroviários de São Paulo,exceto as linhas 4 Amarela e 5 Lilás decidiram paralisar suas atividades a partir da terça(28).A greve dos metroviários deverá acontecer caso aconteça uma recusa do Metrô de São Paulo em apresentar uma nova proposta relativo ao acordo da categoria.Nesta segunda(27),deverá acontecer no TRT(Tribunal Regional do Trabalho)  uma nova proposta de acordo a ser debatida pela categoria em assembleia na mesma data.Se a nova proposta apresentada não for aceita,ou se a mesma não acontecer,a greve terá início a partir da 0h de terça(28).Os metroviários tentaram junto a diretoria do Metrô,prorrogar o acordo coletivo que terminaria no dia 30/04,durante o período da pandemia devido ao coronavírus, mas a proposta não foi aceita.

foto - ilustração/Pregopontocom

sábado, 27 de outubro de 2018

Dia Nacional do Metroviário – 26 de outubro

Transportes sobre trilhos  🚇

Com um dia nacional dedicado para celebrar esta importante função (26 de outubro – Dia Nacional do Metroviário), a CCR Metrô Bahia conta um pouco da história daqueles que dedicam sua vida a melhorar a mobilidade dos baianos, levando e trazendo passageiros pelos 33km das linhas 1 e 2. Ao todo, 134 profissionais da concessionária se revezam nas cabines de operação dos trens, e outros 1.342 funcionários participam das demais etapas de funcionamento do sistema metroviário de Salvador e Lauro de Freitas.

CCR
Divulgação/CCR
Os mais de 350 mil passageiros que circulam pelas estações de metrô de Salvador cruzam diariamente com uma equipe de trabalhadores que, embora poucos vejam, fazem toda a diferença no funcionamento e na qualidade dos serviços oferecidos para a nossa população: eles são os metroviários. Aqueles que fazem os trens andarem, realizam manutenções preventivas e lidam diretamente com os clientes vendendo bilhetes, passando informações e garantindo a segurança de todos que passam pelas estações.
Com um dia nacional dedicado para celebrar esta importante função (26 de outubro – Dia Nacional do Metroviário), a CCR Metrô Bahia conta um pouco da história daqueles que dedicam sua vida a melhorar a mobilidade dos baianos, levando e trazendo passageiros pelos 33km das linhas 1 e 2. Ao todo, 134 profissionais da concessionária se revezam nas cabines de operação dos trens, e outros 1.342 funcionários participam das demais etapas de funcionamento do sistema metroviário de Salvador e Lauro de Freitas.
Apaixonado por trens desde jovem, o operador da CCR Metrô Bahia, José Fernando Galvão Lima, de 60 anos, iniciou sua carreira como maquinista no subúrbio de Salvador, em 1988, e nunca mais deixou de lado a vida nos trilhos. Há cinco anos, com a chegada do metrô em Salvador, Fernando passou a fazer parte da primeira turma de operadores de trem da cidade, e hoje, além e conduzir, auxilia as novas gerações nos treinamentos. “Os trens fazem parte da minha vida. Trabalho com prazer e faço questão de passar aos novos profissionais parte da minha experiência. E enquanto for útil para os passageiros, espero continuar aqui”, diz Fernando, que não hesita ao ser questionado sobre a principal dica para os operadores mais jovens: “É preciso encarar o trabalho com muita seriedade e comprometimento, pois essa é uma profissão para a vida toda”.
E quem pensa que o trabalho de metroviário não combina com vaidade, ainda não teve a oportunidade de cruzar com a operadora de trem, Rachel Priscila Borges. Com 33 anos e mãe de um menino de 14 anos, Rachel se orgulha em fazer parte das muitas representantes femininas que ocupam as cabines do metrô de Salvador. Funcionária da CCR Metrô Bahia há quase três anos, sua função era de atendimento ao público, mas sempre de olho na oportunidade de crescer na empresa e conduzir passageiros em cima dos trilhos. “As mulheres que operam trens demonstram a força feminina. Estudei para participar de um processo seletivo interno, passei e hoje tenho muito orgulho em representar as mulheres em uma profissão forte como essa. Um desafio que venci e hoje realizo com muita dedicação”, afirma a operadora, que divide seu tempo de folga entre os estudos, na faculdade de letras, a maternidade e não deixa de se cuidar.
Nos trilhos, Rachel chama a atenção pela vaidade e pelo sorriso no rosto. “Muitas pessoas me esperam na última estação para conversar e tirar fotos. Principalmente mulheres, que levam mensagens de incentivo dizendo que represento a categoria e que se orgulham de onde cheguei”, finaliza.
Operando em duas linhas, com 33 km de extensão, 20 estações e 7 terminais de integração com ônibus, o sistema metroviário de Salvador e Lauro de Freitas foi o que mais cresceu no país nos últimos anos, gerando cerca de oito mil empregos no auge das obras. Quando concluído, alcançará o posto de terceiro maior metrô do Brasil. Em 2017, todo o sistema metroviário conquistou a certificação de qualidade ISO 9001. O contrato de concessão da CCR Metrô Bahia prevê ainda a expansão da Linha 1 até Águas Claras/Cajazeiras e, da Linha 2, até Lauro de Freitas, totalizando 42 km de extensão, 23 estações e 10 terminais de ônibus integrados.
Fonte - CCR Metrô Bahia  26/10/2018

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Metroviários de Brasília entram em greve nesta quinta-feira

Transportes sobre trilhos  🚇

Eles reivindicam um reajuste salarial de 8,41%, tendo como referência o Índice Nacional de Preços ao Consumidor, que mede a variação dos preços da cesta de compras de famílias com renda de até cinco salários mínimos.

Letycia Bond
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração/arquivo
Os funcionários do metrô do Distrito Federal, que transporta, diariamente, uma média de 150 mil passageiros, iniciaram, na manhã de hoje (9), uma greve por período indeterminado. Eles reivindicam um reajuste salarial de 8,41%, tendo como referência o Índice Nacional de Preços ao Consumidor, que mede a variação dos preços da cesta de compras de famílias com renda de até cinco salários mínimos.
Os metroviários também pedem que 621 candidatos aprovados no último concurso sejam convocados. O processo seletivo ocorreu em 2016 e teve sua validade estendida até o final de 2018.
Em nota, além de destacar perdas salariais acumuladas por três anos, o sindicato da categoria declarou que tem arcado com "um alto preço pela corrupção e desgoverno, sem contar com as recentes mudanças nas leis trabalhistas".
Uma decisão judicial estabeleceu que o metrô deve funcionar hoje com 90% de sua capacidade nos horários de pico (das 6h às 10h e de 16h30 as 20h30), podendo reduzir para 60% nos demais horários.
A Justiça também determinou que o metrô deve circular normalmente, com 100% de sua capacidade, no período de 8h30 as 19h do próximo domingo (12), dia de aplicação de provas do Exame Nacional do Ensino Médio. A multa fixada para o caso de descumprimento é R$ 100 mil por dia.
O metrô conecta Brasília às regiões administrativas de Ceilândia e Samambaia, passando pela Asa Sul, Setor Policial Sul, Estrada Parque Indústria e Abastecimento, Guará, Park Way, Águas Claras e Taguatinga.
Fonte - Agência Brasil  09/11/2017

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Grande Recife amanhece sem ônibus nas ruas no dia de greve geral

Greve Geral 🚌

O Sindicato dos Rodoviários de Pernambuco manteve a decisão de paralisar as atividades, apesar de a Justiça do Trabalho ter determinado, nesta quinta-feira, que a categoria mantivesse a circulação de 50% dos ônibus nos horários de pico e 30% no restante do dia.

Diário de Pernambuco
foto - Milena Semann/DN
No dia de greve geral contra as reformas trabalhistas e da Previdência Social, a Região Metropolitana do Recife amanhece sem ônibus nas ruas. O Sindicato dos Rodoviários de Pernambuco manteve a decisão de paralisar as atividades, apesar de a Justiça do Trabalho ter determinado, nesta quinta-feira, que a categoria mantivesse a circulação de 50% dos ônibus nos horários de pico e 30% no restante do dia. O descumprimento poderá acarretar em multa de R$ 100 mil.
Na terça-feira passada, o Grande Recife Consórcio de Transportes já havia feito a mesma recomendação à categoria: "O Grande Recife esclarece que foi informado pela imprensa quanto à paralisação dos rodoviários prevista para esta sexta-feira (28). Diante disso, encaminhou um ofício ao Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Pernambuco (Urbana/PE) solicitando a adoção de medidas legais e adequadas no sentido de garantir a circulação de 50% dos serviços de transporte público no horário de maior movimento de usuários, das 5h às 9h e das 16h às 20h, e 30% nos demais horários, a fim de evitar transtornos e prejuízos à população", informou o consórcio por nota.
Sobre a determinação, o presidente da Urbana-PE, Fernando Bandeira, informou que o sindicato das empresas "fará de tudo para cumprir a determinação". Na visão dele, o órgão estadual acertou ao determinar a circulação de pelo menos metade dos ônibus nos horários de pico. "O transporte não pode parar por completo. Existe uma obrigação legal para não deixar serviços essenciais pararem totalmente. Nesse caso, vamos agir de duas maneiras. Primeiro, vamos conscientizar nossos funcionários. Outra medida que vamos tomar é acionar os nossos advogados para ver quais medidas são cabíveis", pontuou.
Na segunda-feira passada, o Sindicato dos Rodoviários de Pernambuco aderiu à greve geral convocada pela Central Única dos Trabalhadores. "Nós tomamos uma decisão apoiada pelos trabalhadores. No dia 28, essa greve geral vai ter o apoio dos rodoviários. Nós precisamos pressionar e só pressionamos nas ruas, parando e deixando o estado sem transporte. Não vai ter transporte", disse o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Benilson Custódio, após a assembleia, na tarde dessa segunda-feira, na Avenida Guararapes. Nesta terça, ele informou que não recebeu o ofício do Grande Recife. "A categoria decidiu parar e, até agora, não recebi nenhuma notificação. Vou aguardar até amanhã para poder me posicionar sobre essa determinação", afirmou.

Metrô
Os metroviários também deflagraram adesão ao movimento paredista desta sexta em assembleia nesta terça-feira, às 18h, na Estação Central do Recife. "Toda a categoria, isto é, metroviários das áreas de manutenção, administrativo e operação, estava representada na assembleia e decidiu pela paralisação total nesta sexta. Também faremos um ato público para a população sobre os efeitos danosos das reformas do Governo Temer", afirmou o diretor de Comunicação do Sindicato dos Metroviários de Pernambuco, Levi Arruda.
Fonte - Diário de Pernambuco  28/04/2017

terça-feira, 25 de abril de 2017

Metroviários de Recife aderem à greve geral desta sexta

Transportes/Paralisações 🚌 🚇

Toda a categoria, isto é, metroviários das áreas de manutenção, administrativo e operação, estava representada na assembleia e decidiu pela paralisação total nesta sexta. Também faremos um ato público para a população sobre os efeitos danosos das reformas do Governo Temer", afirmou o diretor de Comunicação do Sindicato dos Metroviários de Pernambuco, Levi Arruda.

Diário de Pernambuco
foto - ilustração
Os metroviários deflagraram adesão à greve geral desta sexta-feira (28) em assembleia na noite desta terça-feira, na Estação Central do Recife. De acordo com o Sindicato dos Metroviários de Pernambuco, não haverá serviço de metrô nesta sexta. A greve geral é contra as reformas da Previdência, Trabalhista e sanção do projeto de terceirização do Governo Temer.
"Toda a categoria, isto é, metroviários das áreas de manutenção, administrativo e operação, estava representada na assembleia e decidiu pela paralisação total nesta sexta. Também faremos um ato público para a população sobre os efeitos danosos das reformas do Governo Temer", afirmou o diretor de Comunicação do Sindicato dos Metroviários de Pernambuco, Levi Arruda.

Ônibus
O Sindicato dos Rodoviários de Pernambuco também aderiu à greve geral convocada pela Central Única dos Trabalhadores. "Nós tomamos uma decisão apoiada pelos trabalhadores. No dia 28, essa greve geral vai ter o apoio dos rodoviários. Nós precisamos pressionar e só pressionamos nas ruas, parando e deixando o estado sem transporte. Não vai ter transporte", disse o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Benilson Custódio.
Nesta terça, o Grande Recife Consórcio de Transportes determinou que os rodoviários da Região Metropolitana do Recife (RMR) terão que garantir a circulação de pelo menos 50% da frota de ônibus nos horários de pico (das 5h às 9h e das 16h às 20h) nesta sexta-feira. De acordo com a determinação do Grande Recife Consórcio de Transportes, 30% da frota deve estar nas ruas nos demais horários.
Fonte - Diário de Pernambuco  25/04/2017

terça-feira, 14 de março de 2017

Metroviários prometem greve geral em BH e transporte pode parar na próxima quarta

Transportes sobre trilhos  🚇

A decisão foi tomada em assembleia geral da categoria. Na quarta, também está prevista uma passeata pelas ruas da cidade.

Portal Hoje em Dia - RF
foto - ilustração/arquivo
Os metroviários de Belo Horizonte anunciaram greve para a próxima quarta-feira (15), aderindo ao movimento nacional contra a Reforma da Previdência, quando diversos movimentos sociais prometem manifestações e paralisações em várias partes do Brasil.
A decisão foi tomada em assembleia geral da categoria. Na quarta, também está prevista uma passeata pelas ruas da cidade.
A assessoria de comunicação da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) informou que vai cobrar o cumprimento da escala reduzida, conforme estabelecido em lei.
Fonte - Revista Ferroviária  13/03/2017

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Metroviários de Pernambuco decidem amanhã se aderem à greve geral nesta sexta-feira

Greves 🚇

O Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindmetro-PE) realiza, nesta terça-feira, uma assembleia geral às 18h, no pátio da Estação Central do Metrô do Recife. A categoria vai decidir em votação se vai ou não aderir à greve geral convocada pelas centrais sindicais para próxima sexta-feira, dia 25 de novembro.

Diário de Pernambuco
foto - ilustração/arquivo
O Dia Unificado de Protestos e Paralisações é realizado pelos trabalhadores ligados à CUT (Central Única dos Trabalhadores), UGT (União Geral dos Trabalhadores), Nova Central Sindical, Força Sindical, Intersindical, CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), CSP-Conlutas e CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil). Na quarta-feira passada, os dirigentes sindicais reuniram-se em São Paulo e deliberaram os quatro eixos da mobilização: em defesa da saúde e educação (contra a PEC 55 e a Reforma do Ensino Médio); em defesa dos direitos dos trabalhadores ( contra a Reforma Trabalhista); em defesa da aposentadoria (contra a Reforma da Previdência) e em defesa do emprego (redução da jornada de trabalho sem redução salarial).
Dia 11 - No dia 11 deste mês, Dia Nacional de Mobilização contra a PEC 55 foram realizadas em Pernambuco diversas manifestações contra a medida, que prevê a limitação dos investimentos em saúde, educação e assistência social por 20 anos e que já está em tramitação no Senado.
Na ocasião, o Sindicato dos Metroviários realizou um ato na Estação Recife. O protesto, que não paralisou as atividades do transporte, também teve o objetivo de enunciar as condições de trabalho dos profissionais. De acordo com o dirigente de comunicação do Sindicato, Levi Arruda, a classe quis apontar "os desmantos da CBTU, que agora se agravam com a PEC 55". O dirigente ainda ressaltou sua preocupação com a possível aprovação da PEC dos Gastos, que afetaria diretamente o serviço, uma vez que a Metrorec é de responsabilidade federal. "O metrô do Recife já opera na iminência de um colapso. Imagine o que será se passarmos 20 anos sem investimentos", disse. Os metroviários planejam, ainda hoje, uma caminhada até o Marco Zero. A categoria também reinvidica, entre as demandas específicas, políticas eficazes de segurança nas estações e no metrô. "Queremos apenas que sejam contratados os rapazes e as moças que passaram no concurso", afirmou Risolene Nascimento, Vice-presidente do Sindmetro, em protesto contra a demora na convocação de aprovados em concurso público realizado em 2014.
Os motoristas de ônibus da Região Metropolitana do Recife também participaram da mobilização e paralisaram as atividades em alguns terminais entre as 4h e 8h. O ato também pediu por maior investimento na segurança. De acordo com o sindicato da categoria, apenas em 2016 o Grande Recife já contabilizava mais de 1.600 casos de assaltos a ônibus. Desta vez, o Sindicato dos Rodoviários ainda não sabe se vai paralisar as atividades. De acordo com o presidente Benilson Custódio, uma reunião da diretoria vai ser realizada esta semana para definir se a classe vai aderir à convocação.
Vias e rodovias - No Recife, manifestantes fecharam o cruzamento da Avenida Cruz Cabugá, em Santo Amaro, impedindo a passagem dos veículos durante parte da manhã. Com faixas e cartazes, eles chamaram a atenção da população para a perda de direitos proposta pela PEC. Os manifestantes também atearam fogo na pista.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), foram realizadas interdições na BR-408, em Aliança e Paudalho; na BR-232 em Jaboatão dos Guararapes (Santo Aleixo), Caruaru e Bonança; e na BR-101, em Goiana. Houve também registro de protestos na BR-104, em Caruaru, na BR-428, em Santa Maria da Boa Vista e no quilômetro 263 da BR 232, em Arcoverde. Na BR-101, nas proximidades do Hospital das Clínicas, manifestantes fecharam a pista com pedaços de pau, madeira e pneus e atearam fogo, impedido a passagem dos veículos. O congestionamento chegou a mais de cinco quilômetros de extensão. A rotatória em frente à reitoria da UFPE também foi fechada. Na Avenida Sul, o trânsito também foi interditado nas duas vias, na altura da estação largo da paz, com queima de pneus e faixas contra a PEC 55.
Fonte - Diário de Pernambuco  21/11/2016

terça-feira, 31 de maio de 2016

Metroviários de São Paulo sem acordo podem entrar em greve amanhã

Transportes sobre trilhos

Os trabalhadores, representados pelo Sindicato dos Metroviários, pedem reposição de 10,82% além de 6,59% de aumento real. Na reunião de hoje, o Metrô ofereceu aos trabalhadores o índice sugerido pelo Ministério Público do Trabalho na audiência passada, de 10,03% de reajuste referente à inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe). 

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Após mais de três horas de reunião, terminou sem acordo a audiência de conciliação entre sindicatos e representantes do Metrô de São Paulo, realizada na tarde de hoje (31) no Tribunal Regional do Trabalho da 2a Região (TRT-2).
Os trabalhadores, representados pelo Sindicato dos Metroviários, pedem reposição de 10,82% além de 6,59% de aumento real. Na reunião de hoje, o Metrô ofereceu aos trabalhadores o índice sugerido pelo Ministério Público do Trabalho na audiência passada, de 10,03% de reajuste referente à inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe). No entanto, ofereceu o reajuste de forma parcelada: metade seria paga agora em maio e, o restante, em novembro, o que foi rejeitado pelos metroviários.
Durante a reunião, foi proposto que o Metrô pagasse imediatamente os 7,5% de reajuste que a companhia tinha oferecido na audiência passada, deixando o restante, 2,53% para novembro. A companhia relutou. O tribunal permitiu, então, que a companhia desse, até as 18h30 de hoje, a resposta aos metroviários, momentos antes do início da assembleia na qual a categoria deve decidir se aceita essa proposta ou se entra em greve a partir de amanhã (1º).
"Até agora, não houve acordo. A empresa fez uma proposta que, na nossa opinião, continua bem ruim. Eles propuseram pagar a inflação do período (10,03%) pelo IPC da Fipe em duas parcelas, ou seja, você recebe a inflação do que já ocorreu e joga ainda para o futuro. É muito ruim uma proposta dessas. Além disso, nosso acordo coletivo teve o que chamamos de 'vários bodes', que eles põem para depois tirar, para dizer que são bonzinhos e mantiveram a redução do nosso 13º [salário], porque temos uma antecipação disso em janeiro, na metade do valor, e eles continuam insistindo em retirar essa antecipação", disse o presidente do sindicato, Altino de Melo Prazeres Júnior.
Caso os trabalhadores decidam, em assembleia, deflagrar a greve a partir de amanhã, o tribunal determinou o funcionamento de pelo menos 80% do serviço nos horários de pico e de 60% nos demais horários, sob pena de multa diária de R$ 100 mil.
Segundo Altino, os trabalhadores não tinham intenção de deflagrar a greve. "Não gostaríamos de fazer a greve, nem de pagar multa nenhuma, mas trabalhamos no mundo real. Não há como cumprir essas metas porque isso não cumprimos nem normalmente: para começar há vários trens parados no Metrô sem funcionários. Queria que o Metrô colocasse esses trens para funcionar para dar os 80%. Propusemos a catraca livre [mas não houve acordo]", acrescentou o sindicalista.
De acordo com o relator, desembargador Willy Santilli, a audiência ocorreu de forma positiva, embora não tenha havido acordo. "Todos foram educados, cooperativos, mas houve um conflito de interesse", disse Santilli.
Para o desembargador, não há como impedir que uma greve da categoria seja deflagrada. "A sociedade democrática tem que conviver com a greve. O mundo inteiro faz isso. Vivemos em uma sociedade democrática e temos que conviver com isso. A greve causa prejuízo para todo mundo. Para a empresa, para o trabalhador e para a população, mas é um instrumento fundamental para as pessoas conseguirem modificar suas vidas", disse Santilli aos jornalistas.
Ninguém do Metrô falou com jornalistas após a audiência.
Fonte - Agência Brasil  31/05/2016

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Metroviários de São Paulo podem entrar em greve na terça (24)

Transportes sobre trilhos

A entidade fez críticas ao governo estadual. “O Metrô se recusa a negociar com os trabalhadores, por isso uma ampla mobilização denunciando os ataques do governo Alckmin que não negocia com os trabalhadores”, informou a categoria por meio de nota.

Viatrolebus
foto - ilustração
O sindicato dos Metroviários de São Paulo aprovaram em assembleia realizada nesta quinta-feira, 19 de Maio, o estado de greve, com a possibilidade de paralisação total no próximo dia 24, terça-feira, com duração de 24 horas. O grupo reivindica reajuste salarial.
A entidade fez críticas ao governo estadual. “O Metrô se recusa a negociar com os trabalhadores, por isso uma ampla mobilização denunciando os ataques do governo Alckmin que não negocia com os trabalhadores”, informou a categoria por meio de nota.
Os metroviários pedem 10,82% de reposição de inflação mais 6,59% de aumento real; Vale Alimentação de R$ 487,27 e Vale-Refeição de R$ 34,33.
Caso os trabalhadores decidam pela greve, as Linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha, 5-lilás e 15-Prata seriam afetadas. A linha 4-Amarela operaria normalmente já que é administrada pela iniciativa privada. Cerca de 3,5 milhões de passageiros podem ser afetados.
Uma assembleia está marcada para a segunda-feira, 23 de Maio, entre os metroviários para decisão final sobre a paralisação.

Greve na CPTM
Os ferroviários da CPTM devem decidir também no dia 23, sobre uma eventual paralisação no dia seguinte, mesma data marcada pelos metroviários. A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos ofereceu reajuste de 10,44%. A categoria pede 11,08%.
Fonte - Viatrolebus  20/05/2016

domingo, 8 de maio de 2016

Paralisação do metrô de Recife atingiu quase 100 mil usuários

Transportes sobre trilhos

Segundo o presidente do Sindicato dos Metroviários do Recife, Diogo Morais, a insegurança no Metrô do Recife foi agravada pela saída dos policiais ferroviários federais de suas funções e pelas brigas de torcidas.Ao todo, 1,9 mil trabalhadores fazem parte da categoria.

Diário de Pernambuco
foto - ilustração
O metrô do Recife deve voltar a operar normalmente a partir das 5h desta segunda-feira (9), após passar todo o domingo (8) fechado em virtude do jogo entre Santa Cruz e Sport. A expectativa é de que quase 100 mil pessoas deixaram de ser atendidas pelo modal durante o período de paralisação.
A decisão foi tomada na última sexta-feira (6) numa forma de protesto contra a falta de segurança no sistema, agravada por atos de vandalismo e violência nos trens e estações em dias de jogos. Treze trens da Linha Centro e 7 trens da Linha Sul estão sem circular neste domingo
Segundo o presidente do Sindicato dos Metroviários do Recife, Diogo Morais, a insegurança no Metrô do Recife foi agravada pela saída dos policiais ferroviários federais de suas funções e pelas brigas de torcidas.Ao todo, 1,9 mil trabalhadores fazem parte da categoria.
"É uma luta nossa para resolver um problema que afeta a sociedade como um todo. Queremos resguardar a integridade física dos funcionários, da população e do patrimônio público. Sempre que há atos de vandalismo em dias de jogos, a consequência no dia seguinte é a redução da frota de trens", disse Diogo.

Nova paralisação
Na próxima terça-feira (10) os metroviários vão parar novamente, em apoio a uma ação da Central Única de Trabalhadores (CUT) em todo o Brasil em protesto contra o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Fonte - Diário de Pernambuco  08/05/2016

sábado, 7 de maio de 2016

Metroviários de Recife param em protesto neste domingo por falta de segurança

Transportes sobre trilhos

Treze trens da Linha Centro e 7 trens da Linha Sul ficarão sem circular. No total, 1930 trabalhadores fazem parte da categoria. Segundo o presidente do Sindicato dos Metroviários do Recife, Diogo Morais, a insegurança no Metrô do Recife foi agravada pela saída dos policiais ferroviários federais de suas funções e pelas brigas de torcidas. 

Diario de Pernambuco
foto - ilustração
Quem for usuário do metrô vai ter de procurar outro meio de transporte neste domingo. Os metroviários do Recife vão cruzar os braços em protesto contra a falta de segurança no sistema, agravada por atos de vandalismo e violência nos trens e estações em dia de jogos. Sport e Santa Cruz farão, a partir das 16h, a final do campeonato pernambucano.
Treze trens da Linha Centro e 7 trens da Linha Sul ficarão sem circular. No total, 1930 trabalhadores fazem parte da categoria. Segundo o presidente do Sindicato dos Metroviários do Recife, Diogo Morais, a insegurança no Metrô do Recife foi agravada pela saída dos policiais ferroviários federais de suas funções e pelas brigas de torcidas.
"É uma luta nossa para resolver um problema que afeta a sociedade como um todo. Queremos resguardar a integridade física dos funcionários, da população e do patrimônio público. Sempre que há atos de vandalismo em dias de jogos, a consequência no dia seguinte é a redução da frota de trens."
A decisão de parar no dia da "Final das Multidões" foi tomada durante assembleia da categoria na noite dessa sexta-feira. Na próxima terça-feira, dia 10, os metroviários vão parar novamente, em apoio a uma ação da Central Única de Trabalhadores (CUT) em todo o Brasil em protesto contra o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Alternativa
Os torcedores que quiserem ir à Ilha do Retiro de transporte público terão, a partir das 13h, dez ônibus a disposição. Os coletivos estarão distribuídos nos Terminais Integrados de Afogados (quatro), da PE-15 (cinco) e no Terminal de Rio Doce (um). Para voltar para casa, 13 ônibus sairão do Terminal Integrado Joana Bezerra.
Fonte - Diário de Pernambuco  07/05/2016

sábado, 16 de abril de 2016

Metroviários de Brasília decidem paralisar atividades no domingo

Transportes sobre trilhos

Diante da paralisação, um plano alternativo será posto em prática pelo Metrô-DF para que os trens circulem.De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários do Distrito Federal, a paralisação de 24 horas foi aprovada ontem (16) em assembleia geral.

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Metroviários do Distrito Federal decidiram paralisar as atividades amanhã (17), dia de votação do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários do Distrito Federal, a paralisação de 24 horas foi aprovada ontem (16) em assembleia geral.
“Um dos motivos da paralisação é a enorme falta de empregados pela qual o Metrô-DF passa, mesmo com mais de 800 aprovados aguardando convocação. A este motivo se soma a falta de segurança que existe no sistema metroviário atualmente, que tem resultado em inúmeros incidentes”, informou o sindicato.
Ainda de acordo com o comunicado, a previsão feita pelo sindicato é que, amanhã, a situação na capital será crítica em razão de possíveis confrontos entre grupos pró e contra o impeachment de Dilma, o que poderá resultar em vandalismos, saques e depredações. “A categoria metroviária teve a coragem que deveria partir do Metrô-DF de não realizar uma operação em condições críticas, colocando em risco a vida de seus empregados e usuários”, destacou a nota.
A assessoria de imprensa do Metrô-DF informou que já há um plano alternativo para atender à população diante do anúncio de paralisação por parte dos metroviários. A estratégia inclui ações como a diminuição de estações em funcionamento e a liberação de catracas, caso haja necessidade.
O órgão garantiu que o metrô vai funcionar amanhã, das 11h às 23h, sendo que, a partir das 20h, apenas a estação central ficará aberta para embarque e desembarque. Depois desse horário, as demais estações funcionarão somente para desembarque de passageiros.
Fonte - Agência Brasil  16/04/2016

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Recife,Metrô e ônibus param se houver vandalismo

Mobilidade

Os metroviários deram prazo até as 15h de hoje para a Secretaria de Defesa Social apresentar um plano de segurança para os dois jogos do dia: Sport e Coruripe, na Ilha, às 19h, e Náutico e Serra Talhada, na Arena, às 21h20. 

DP
Foto: Sindmetro-PE/Reprodução 
Recife - O vandalismo no transporte público em dias de jogos também ameaça o funcionamento do serviço no carnaval. Ontem, metroviários e rodoviários decidiram que linhas onde estiverem ocorrendo atos de vandalismo serão interrompidas.
Os metroviários deram prazo até as 15h de hoje para a Secretaria de Defesa Social apresentar um plano de segurança para os dois jogos do dia: Sport e Coruripe, na Ilha, às 19h, e Náutico e Serra Talhada, na Arena, às 21h20. O Sindicato dos Rodoviários aguardará até duas horas antes dos jogos para verificar se as linhas estarão em segurança.
Outra preocupação é em relação ao carnaval, sobretudo o Galo. O superintendente do metrô, Bartolomeu Carvalho, disse que o esquema de segurança será o mesmo de anos anteriores. “Haverá juizado e delegacia na estação e o policiamento é reforçado.”
Fonte - Diário de Pernambuco  11/02/2015

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Justiça do Trabalho determina reintegração de metroviários demitidos em greve

São Paulo

O juiz Thiago Melosi Sória discordou da argumentação de que a empresa demitiu por vandalismo e não pela greve.

Flávia Albuquerque 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração

A Justiça do Trabalho 2ª Região concedeu liminar, ontem (27), para a reintegração de dez metroviários demitidos pelo Metrô após a última greve da categoria, em junho deste ano. A empresa será notificada oficialmente sobre a decisão na próxima segunda-feira. O juiz Thiago Melosi Sória discordou da argumentação de que a empresa demitiu por vandalismo e não pela greve.
“Analisando o vídeo que registrou a conduta dos substituídos na Estação Tatuapé, em 5 de junho de 2014, vejo que, embora os trabalhadores estivessem na plataforma, não aparecem impedindo o fechamento das portas do trem. As testemunhas mencionadas (pela empresa) [...], além de não identificarem os praticantes, disseram que não houve violência ou dano” disse o juiz em sua decisão provisória.
Os metroviários que serão reintegrados são Alex Santana, Camila Ribeiro Lisboa, Fábio José Bosco, Isaac Souza de Miranda, João da Silva, Marcelino de Paula, Marcelo Alves de Oliveira, Marcelo Xavier Bovo, Raimundo Borges Cordeiro de Almeida Filho e Raquel Barbosa Amorim.
A assessoria de imprensa do Metrô disse que a empresa só irá se manifestar após receber a notificação da Justiça.
Fonte - Agência Brasil  28/08/2014

terça-feira, 17 de junho de 2014

O legado positivo de uma greve desastrada, por Peter Alouche

Opinião 

"Não vou entrar no mérito das razões da greve. Isto é um assunto dos metroviários que ainda são funcionários da Empresa e do Sindicato que deve saber o que faz." - Quero falar de um legado muito positivo que uma greve dessas, por mais desastrada que seja, pode deixar para nosso Metrô...

Eng. Peter Alouche 
Consultor e ex-metroviário

Não vou falar das extremas dificuldades que enfrentaram os paulistanos e os pobres turistas da COPA, nestes cinco dias de greve do Metrô, com o fechamento da maioria das estações, provocando o maior congestionamento da história da Cidade deixando-a bloqueada. Não vou citar a impossibilidade de muitos trabalhadores de chegarem a seu trabalho, da velha senhora chegar à sua consulta médica, nem da mãe desesperada levar seu filho ao pronto-socorro. Tudo isso é sabido e infinitamente lamentável. Como são lastimáveis as consequências negativas em termos econômicos para São Paulo e para o País. Também isso é muito sabido. Também não vou entrar no mérito das razões da greve. Isto é um assunto dos metroviários que ainda são funcionários da Empresa e do Sindicato que deve saber o que faz.
Quero falar de um legado muito positivo que uma greve dessas, por mais desastrada que seja, pode deixar para nosso Metrô... Constatar, uma vez a greve terminada, o sorriso do usuário entrando na estação aberta como se fosse retornar à sua casa, onde por alguns dias ficou impedido de penetrar... Compartilhar da alegria do trabalhador que, mesmo levando uma ou duas horas para chegar a seu trabalho, acha que está sendo premiado por um transporte ideal... Como é bom e reconfortante sentir o amor que tem a população por seu Metrô !
Quero falar também de um legado mais político e técnico. Uma greve dessas acaba de vez com discussões de urbanistas, até famosos, que defendiam e ainda defendem a tese absurda de que Metrô é solução de transporte de país rico e que países “em desenvolvimento” teriam que se contentar com o transporte de superfície, porque ônibus seria a solução ideal e suficiente para o transporte de massa de grandes metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro. Não esqueço dessa disputa iniciada na década de 80 por Jaime Lerner, ex-prefeito de Curitiba e Enrique Peñalosa, ex-prefeito de Bogotá, que pregaram essas ideias em muitos foros nacionais (inclusive em São Paulo) e internacionais (inclusive UITP) prejudicando muito o financiamento de projetos metroferroviários porque contaminaram inclusive teses de bancos de desenvolvimento como o Banco Mundial.
Lembro, como se fosse hoje a declaração de Jaime Lerner: “há cidades que ficam esperando pelo metrô, como quem espera Godot. Nos anos 1970 cogitamos construir Metrô, mas os Metrôs são muito caros. A falta de recursos é a mãe da criatividade. Iniciamos a implantação dos corredores de ônibus. O transporte do futuro é de superfície...”. Ou então a afirmação taxativa de Enrique Peñalosa, no Congresso Internacional da UITP em Madrí: “Os ônibus permanecerão os únicos modos possíveis para se prover um transporte público para a maioria da população das cidades de países em desenvolvimento. Os metrôs têm custo muito alto. Nenhum metrô num país em desenvolvimento custou menos que US$ 100 milhões por quilômetro, um investimento duvidoso em cidades onde muitos não têm esgoto, escolas ou acesso a parques”.
Não resta dúvida que o sistema de ônibus é importante, para não dizer vital, para qualquer cidade, de grande ou médio porte. É o único transporte público que consegue chegar até o mais longínquo canto da cidade, servindo bairros pobres ou ricos, densos ou ermos, um verdadeiro transporte porta a porta. Os corredores de BRT também são muito importantes em grandes avenidas, para fazer fluir o transporte público por ônibus, com rapidez e qualidade. Mas daí a dizer que ônibus substitui metrô, é subestimar a inteligência de qualquer planejador de transporte. Ônibus é alimentador do Metrô.
A greve do Metrô de São Paulo mostrou definitivamente que o transporte de massa das grandes metrópoles é certamente o Metrô, custe ele o que custar, porque só ele consegue levar numa única faixa, um milhão de usuários por dia. Mas a greve teve outros legados positivos. Começou a reverter, pelo menos temporariamente, a atitude “negativista” que tinha a população em relação à superlotação do metrô e às “falhas operacionais” que tem apresentado nosso sistema, principalmente nas horas de pico.
Há também um recado particular, muito positivo, endereçado aos funcionários do nosso Metrô, principalmente aos que não viveram, como eu vivi, a implantação das primeiras linhas: A importância gigantesca de seu trabalho e a sua imensa responsabilidade face à população que eles servem. Fico revoltado, às vezes, com alguns metroviários, inclusive ex-colegas meus (Graças a Deus muito poucos), quando às vezes os encontro por acaso e ao chamar-lhes a sua atenção sobre coisas no meu ponto de vista erradas que percebo no sistema, na implantação ou no planejamento das novas linhas. Muitas vezes eles me respondem: “Isto não é problema meu. Não é da minha responsabilidade”. É da sua responsabilidade sim senhor. Ser Metroviário, como eu concebo, não é uma simples profissão. É um sacerdócio, a serviço da população e da Cidade. E quem não assim o vê, deveria ir procurar outro trabalho de menor responsabilidade social.
Fonte - São Paulo Trem Jeito  17/06/2014

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Greve dos metroviários: duas das cinco linhas do Metrô de SP operam normalmente

São Paulo

Os metroviários pedem um reajuste de 16%, mas até o momento o governo oferece 8,7%. “Iniciamos pedindo 35%, que é a inflação dos últimos 12 meses [7,5%] e os três anos de produtividade, calculado pelo Dieese, pelo aumento dos usuários do metrô”, explicou o secretário-geral do Sindicato dos Metroviários, Alex Fernandes.

Camila Maciel
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Duas das cinco linhas do Metrô de São Paulo estão funcionando normalmente na manhã de hoje (5), apesar da greve dos metroviários, informou a companhia. As demais linhas operam parcialmente. Segundo o Sindicato dos Metroviários, a circulação parcial está sendo possível porque supervisores foram convocados para operar os trens. O sindicato também avalia, no entanto, que isso pode colocar em risco a segurança dos passageiros, pois os supervisores não estão preparados para desempenhar a atividade. A companhia Metrô de São Paulo informou, no entanto, que a operação está sendo feita por trabalhadores que não aderiram ao movimento.
Os metroviários pedem um reajuste de 16%, mas até o momento o governo oferece 8,7%. “Iniciamos pedindo 35%, que é a inflação dos últimos 12 meses [7,5%] e os três anos de produtividade, calculado pelo Dieese, pelo aumento dos usuários do metrô”, explicou o secretário-geral do Sindicato dos Metroviários, Alex Fernandes. Ele destacou que a categoria reduziu a proposta para 16%, considerando apenas a produtividade de um ano, mas que ainda assim, não houve avanço na negociação.
A Linha 4 – Amarela, que liga bairros da zona oeste ao centro, é administrada pela Via Quatro, por meio do regime de concessão e por isso não houve paralisação. Os trens da Linha 5 – Lilás, que ligam bairros da zona sul, também circulam em todas as estações. A Linha 1 – Azul, que opera da zona norte à zona sul, funciona entre as estações Ana Rosa e Luz. A Linha 2 – Verde, que vai da zona oeste à sul, opera entre as estações Ana Rosa e Clínicas. Os trens da Linha 3 – Vermelha, que servem aos moradores da zona leste, circulam apenas entre as estações Bresser e Santa Cecília, o que representa menos de um terço do itinerário.
Fernandes declarou que a adesão chega a 98% da categoria e só não é completa, porque supervisores assumiram as atividades. “Quem votou na assembleia pela paralisação, está de braços cruzados”, apontou. Ele destacou que, até o momento, não houve tentativa de negociação por parte do governo estadual. “O que temos é uma audiência no TRT [Tribunal Regional do Trabalho]. Desde a semana passada, a empresa já provocou a Justiça. A categoria não quer negociar com a amarra do tribunal”, criticou.
O TRT determinou que o sistema de transporte opere 100% no horário de pico (das 6h às 9h e das 16h às 19h). Ou seja, que garanta o funcionamento total no horário de maior movimento das linhas, e o funcionamento de 70% nos demais horários, sob risco de multa diária de R$ 100 mil. O sindicato informou que o cumprimento da decisão judicial vai ser debatido entre os trabalhadores em assembleia prevista para as 17h de hoje na sede do sindicato, no Tatuapé.
O fechamento de estações do metrô prejudicou o funcionamento da Linha 11 da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Na estação Corinthians – Itaquera, houve tumulto porque os passageiros que pegariam o trem foram impedidos de entrar. A CPTM informou que às 7h40 as portas foram abertas e a linha circula normalmente. A companhia estendeu a operação da Linha 7, que vai até a Barra Funda, na região central, até o Brás. As transferências entre metrô e trem ocorrem nas estações Santo Amaro, Pinheiros, Brás e Luz.
A São Paulo Transportes (SPTrans), empresa municipal responsável pela operação dos ônibus, reforçou a frota das linhas que operam com destino às estações de metrô. Além disso, criou três linhas especiais para atender os passageiros que pegariam a Linha 3 – Vermelha, na zona leste.
Fonte - Agência Brasil  05/06/2014

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Funcionários do Metrô de São Paulo decretam estado de greve

São Paulo

Sindicato diz que não haverá paralisação antes do dia 27. Entidade representa trabalhadores das linhas 1, 2, 3 e 5 da capital paulista.

G1 - SP

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo – que representa funcionários do Metrô nas linhas 1, 2, 3 e 5 da capital paulista – decretou estado de greve na noite desta terça-feira (20). Isso ainda não significa que haverá paralisação da categoria.
Por enquanto, só foram suspensas as Operações Plataforma, Embarque Melhor e Embarque Preferencial. A partir desta quinta (22), parte dos funcionários deve passar a trabalhar sem o uniforme do Metrô e usar coletes da campanha salarial.
Desde o início do mês, o sindicato e o Metrô negociam um reajuste de salários – a data-base da categoria é em 1º de maio. Até o momento, ainda não houve um acordo, e por isso o estado de greve foi aprovado em assembleia nesta terça. As negociações continuam e a próxima assembleia será no dia 27. Antes disso, o sindicato promete não fazer nenhuma paralisação.
O sindicato pede 35,47% de reajuste (7,95% de Inflação + 25,5% de aumento real), reajuste de 13,25% para o Vale Refeição, valor de Vale Alimentação de R$ 379,80 (atualmente o valor é de R$ 247,69), plano de carreira da GMT e GOP, Metrus Saúde para aposentados, reposição do quadro de funcionários e PR Igualitária. De acordo com os metrôviários, após cinco reuniões de negociação apenas dizendo não às reivindicações, a empresa ofereceu apenas 5,20% de reajuste.
Caso as negociações salariais não cheguem a um acordo, os metroviários não descartam entrar em greve nas próximas semanas. Por isso, existe a possibilidade de uma paralisação durante a Copa do Mundo.
O Metrô informou que “está aberto ao diálogo” para chegar a um acordo com os funcionários e que “confia no bom senso da categoria” para que os usuários não sejam prejudicados.
Fonte - STEFZS  22/05/2014

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Metroviários fazem passeata no centro de São Paulo por aumento salarial

São Paulo

Os metroviários fizeram uma manifestação em frente ao Hotel Marabá, onde foram feitas as reuniões para negociação salarial, e saíram em passeata, passando pela Câmara Municipal em direção à Secretaria dos Transportes Metropolitanos, também no centro da cidade, para tentar uma conversa com o secretário, Jurandir Fernandes.

Flávia Albuquerque 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
Os funcionários do Metrô participam hoje (15) de um ato na região central da cidade para chamar a atenção para reivindicações que foram negadas pela empresa nas três reuniões feitas durante o período de campanha salarial da categoria. De acordo com o Sindicato dos Metroviários de São Paulo, são cerca de 9.500 trabalhadores com data-base em 1º de maio.
Os metroviários fizeram uma manifestação em frente ao Hotel Marabá, onde foram feitas as reuniões para negociação salarial, e saíram em passeata, passando pela Câmara Municipal em direção à Secretaria dos Transportes Metropolitanos, também no centro da cidade, para tentar uma conversa com o secretário, Jurandir Fernandes.
Segundo informações do sindicato, o objetivo é negociar diretamente com o governo estadual, devido à falta de avanços durantes as conversas com os representantes da empresa.
Os trabalhadores reivindicam 35,47% de reajuste salarial (7,95% referentes a perdas salariais mais 25,5% de aumento real por produtividade), equiparação salarial, 36 horas semanais, reposição do quadro de funcionários e fim da privatização e da terceirização.
Fonte - Agência Brasil  15/05/2014

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Sindicato pede mais investimentos no metrô de São Paulo

Metrô de SP

O ato, que começou no Vale do Anhangabaú e terminou em frente à Secretaria Estadual de Transportes, lembrou ainda a pane ocorrida na semana passada na Linha 3 - Vermelha do metrô.

Daniel Mello 
Repórter da Agência Brasil 
foto - pregopontocom
O Sindicato dos Metroviários de São Paulo fez hoje (13) uma manifestação no centro da capital pedindo mais investimentos no transporte público. O ato, que começou no Vale do Anhangabaú e terminou em frente à Secretaria Estadual de Transportes, lembrou ainda a pane ocorrida na semana passada na Linha 3 - Vermelha do metrô.
Terça-feira (4) da semana passada, houve tumulto depois de falha em uma das composições da linha. Usuários acionaram botões de emergência e desceram na via, provocando depredações e confronto com a Polícia Militar, dentro das estações.
Para o presidente do sindicato, Altino de Melo Prazeres, os problemas enfrentados na ocasião, bem como outras falhas, estão relacionados a reformas mal-executadas nas composições. “Tem a ver com a frota K, que é uma reforma muito mal-feita, e está relacionada com o propinoduto. Tanto é que o Ministério Público (MP) está exigindo a devolução aos cofres públicos de R$ 800 milhões”, disse ele, em referência à investigação aberta pelo MP para apurar denúncias de fraude nas licitações do transporte público.
Os contratos para reforma de 98 trens foram suspensos pelo Metrô, a pedido do Ministério Público, que vê indícios de fraude nos termos assinados em 2008 e 2009. Segundo o órgão, o prejuízo é estimado em R$ 800 milhões, em valores não atualizados. O MP apura ainda indícios de má execução nos serviços já finalizados.
O governador Geraldo Alckmin atribuiu os problemas da semana passada a uma possível sabotagem do sistema. “Eu não acredito que essas coisas sejam de geração espontânea. Acho que precisa ser investigado com seriedade”, disse ele à época.
A militante do Movimento Passe Livre Monique Felix contesta a visão do governador. Para ela, o tumulto do dia 4 foi apenas uma exacerbação de fatos cotidianos no transporte público paulistano. “Diariamente esses trens dão problema. A população tem que quebrar os vidros e sair à via para não morrer sufocada dentro dos trens. O que aconteceu no dia 4 foi uma auto-organização da população de São Paulo, que tem se organizado para lutar por um transporte diferente”, disse.
Altino Prazeres pediu a contratação de mais funcionários para segurança, operação e manutenção do metrô como solução mais imediata para a saturação do sistema. Ele ressaltou ainda a importância da revisão dos serviços realizados, que estão sob investigação do MP. “Nós queremos que essa reforma seja revista imediatamente, paga por essas empresas que não cumpriram o papel que deveriam cumprir. As reformas estão dando muito problema, como nessa frota K”.
Fonte - Agência Brasil  13/02/2014