UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Quinto dia de greve deixa Paris sem transporte público e congestionada

Internacional  🚌 🚄  🚇

Ligações com outros países são prejudicadas.De acordo com as autoridades, há 620 quilômetros de filas de automóveis nos acessos a Paris, um volume que já não se registrava há cinco anos.Dezenas de milhares de pessoas que habitualmente utilizam os ônibus e metrô optaram por usar o carro particular para ir trabalhar.

Por RTP*/Ag.Brasil
REUTERS/Christian Hartmann - Ag.Brasil
Os acessos a Paris estão hoje (9) muito complicados devido ao quinto dia de greve contra a reforma das aposentadorias e que afeta, sobretudo, a rede de transportes.
De acordo com as autoridades, há 620 quilômetros de filas de automóveis nos acessos a Paris, um volume que já não se registrava há cinco anos.
Dezenas de milhares de pessoas que habitualmente utilizam os ônibus e metrô optaram por usar o carro particular para ir trabalhar. A chuva que atinge a capital francesa agrava a situação.
Hoje, a nível nacional, estão circulando apenas 20% dos trens de alta velocidade (TGV), assim como as ligações ferroviárias nos arredores de Paris. As ligações regionais estão limitadas a 30% e são muito poucos os trens que fazem percursos internacionais.
Estão suspensas as ligações entre França e Itália. A ligação Paris/Londres está afetada.
É possível que a greve prossiga por conta das tensões entre os sindicatos e o governo do presidente Emmanuel Macron, que se reúne hoje à tarde para analisar os efeitos da paralisação.
*(emissora pública de televisão de Portugal)
Fonte - Agência Brasil  09/12/2019

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Paris enfrenta greve geral que pode atingir outras cidades da França

Internacional  🚌 🚄  🚇 🚧

Metrô, ônibus e lojas não funcionam. Há risco de confrontos. Determinados a forçar o governo a abandonar os planos, trabalhadores dos transportes ferroviários e aéreos, professores, pessoal hospitalar e outras categorias paralisaram as atividades.As redes de transportes em Paris e outras cidades francesas estão fortemente afetadas pelo movimento.

Por RTP*
Agência Brasil
Sem transporte público, franceses usam bicicletas
para se deslocar em Paris /REUTERS - Gonzalo Fuentes
Uma greve geral, hoje (5), na França, contra as novas medidas sobre as aposentadorias ameaça paralisar vários setores. Determinados a forçar o governo a abandonar os planos, trabalhadores dos transportes ferroviários e aéreos, professores, pessoal hospitalar e outras categorias paralisaram as atividades.
As redes de transportes em Paris e outras cidades francesas estão fortemente afetadas pelo movimento.
Paris, nesta quinta-feira, parece uma capital diferente, disse um jornalista. "Parece um domingo, uma vez que 90% dos trens do Metrô e 80% dos ônibus estão parados” acrescentou. A paralisação é sentida, ainda, nos aeroportos e no recolhimento de lixo pela cidade.
Com o argumento de que quer tornar a economia francesa mais competitiva, o presidente Emmanuel Macron pretende avançar com uma série de cortes nos gastos públicos. Em particular, quer simplificar o sistema de aposentadorias.
Macron argumenta que o atual sistema é injusto e muito dispendioso. A reforma proposta pelo governo tenciona substituir os 42 regimes de pensões que existem atualmente por um sistema por pontos e põe fim a direitos laborais, principalmente, dos funcionários do Metrô de Paris.
Em todo o país estão convocadas 245 manifestações para hoje. Há a possibilidade de confrontos entre grupos violentos e a polícia. O comércio foi aconselhado a fechar.
*RTP (emissora pública de televisão de Portugal)
Fonte - Agência Brasil  05/12/2019

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Que assim seja!

Ponto de Vista  🔍

Com o peso e a importância cresce a responsabilidade dos trabalhadores e do movimento sindical.O Brasil que trabalha, parando no dia 14, dará um recado muito claro de repúdio ao fim das aposentadorias e à deforma da Previdência.O sucesso da greve que será medido por sua efetividade e abrangência ficará patente quando se constatar que o Brasil parou. 

João Guilherme Vargas Netto - Portogente 
foto - ilustração/arquivo
O turbilhão que agita os mundos jurídico e político brasileiros faz crescer o peso e a importância da greve geral do dia 14 de junho.
Com o peso e a importância cresce a responsabilidade dos trabalhadores e do movimento sindical.
O Brasil que trabalha, parando no dia 14, dará um recado muito claro de repúdio ao fim das aposentadorias e à deforma da Previdência.
Nestes dias que precedem a greve todos os esforços devem ser feitos para que tenha sucesso.
Bandeiraços nas ruas, coleta de assinaturas do abaixo-assinado, assembleias nos locais de trabalho, reuniões para organização da jornada, feitura e distribuição de materiais e esforço para difundir nas mídias grandes e nas mídias sociais a palavra de ordem da greve e sua motivação preenchem os dias que nos separam da sexta-feira.
O sucesso da greve que será medido por sua efetividade e abrangência ficará patente quando se constatar que o Brasil parou. Parou o transporte público, pararam os bancos, pararam as escolas, as empresas pararam.
Depois deste berro que no silêncio das cidades será mais ouvido os trabalhadores e o movimento sindical demonstrarão sua relevância e aumentarão sua influência nas discussões congressuais sobre a deforma com peso renovado.
Levando-se em conta as experiências dos dias 15, 26 e 30 de maio, com manifestações maciças e ordeiras e a quase passividade (até agora) do governo e dos empresários, pode-se prever no dia 14 uma jornada forte e pacífica. Que assim seja.
*João Guilherme Vargas Netto é analista político e consultor sindical
Fonte - Portogente  13/06/2019

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Greve Geral: Central dos Sindicatos Brasileiros espera barrar Reforma Trabalhista

Política  👀

Trabalhadores, centrais sindicais e movimentos sociais de 23 estados e o Distrito Federal realizam desde as primeiras horas desta sexta-feira (30) uma nova manifestação pelo país, como a Greve Geral ocorrida em Abril e a Marcha em Brasília em Maio, em protesto contra as reformas trabalhista e previdenciária, em tramitação no Congresso Nacional.

Sputnik
Sputnik - divulgação/CSB
Para as centrais sindicais, as reformas são consideradas com as maiores ameaças aos direitos dos cidadãos brasileiros e à organização do movimento sindical desde a promulgação da Constituição Federal de 1988. A organização vem acompanhando com atenção a realização dos atos em todo o Brasil durante o dia.
Em entrevista exclusiva para a Sputnik Brasil, o Presidente Nacional da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Antonio Neto, fez um balanço da manifestação e os próximos passos do movimento, especialmente com foco na votação da Reforma Trabalhista.
"Apesar da pressão sendo feita [contra] — em alguns estados a justiça do trabalho deu liminar para empresas, tentando impedir a mobilização dos trabalhadores — a gente viu uma grande adesão em vários estados", comemorou o sindicalista.
"Naqueles estados, nos quais os transportes não aderiram, a adesão foi um pouco menor. O dia foi marcado mais por manifestações, paradas, atos em estradas, como tivemos aqui em São Paulo, nas principais acessos à cidade", disse Antonio Neto.
Segundo o presidente da CSB, a multa aos trabalhadores do setor de transporte de diversas capitais seria muito expressiva. Levando em consideração que a votação da reforma trabalhista no senado foi adiada para a semana que vem, os sindicatos do setor decidiram poupar os esforços para realizar atos mais expressivos na ocasião das discussões no legislativo, na esperança de mudar o voto de uma parte dos senadores.
De todo modo, o sindicalista comemorou a expressividade da greve nos estados do Paraná e de Minas Gerais. Além disso, grandes manifestações são aguardadas no Rio de Janeiro e no centro de São Paulo.
"Já conseguimos virar grandes votos no senado, e essas manifestações no Brasil todo também devem repercutir na mudança de alguns votos", disse Neto, que prometeu alerta do movimento sindicalista "antes, durante e depois" da votação no senado.
Fonte - Sputnik  30/06/2017

Bloqueios e atos de protesto marcam greve contra reformas do governo federal

Política  👀

As centrais sindicais e movimentos sociais convocaram uma greve geral para hoje. O governo federal argumenta que as reformas são necessárias para o ajuste fiscal das contas públicas, retomada do crescimento da economia e geração de empregos. 

Da Agência Brasil
foto - ilustração
Em diversas cidades do país foram registrado bloqueios de vias e atos de protesto contra as reformas da Previdência e trabalhista. As centrais sindicais e movimentos sociais convocaram uma greve geral para hoje. O governo federal argumenta que as reformas são necessárias para o ajuste fiscal das contas públicas, retomada do crescimento da economia e geração de empregos.

São Paulo
Na capital paulista, ônibus e metrô estão funcionando, pois os rodoviários e metroviários não aderiram à greve. No começo da manhã, manifestantes bloquearam parcialmente vias da cidade, como Avenida Washington Luís, e pontos de rodovias entre elas a Rodovia Régis Bittencourt, próximos à entrada da capital paulista. De acordo com a prefeitura, o trânsito flui normalmente.
Pouco antes das 8h, manifestantes ocuparam o saguão do Aeroporto de Congonhas e promoveram um ato de protesto. Não foram registrados atrasos nos embarques e desembarques de passageiros por causa da manifestação.
Segundo a Central Única dos Trabalhadores (CUT), bancários, professores, petroleiros e profissionais da saúde devem aderir à greve.

Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro, as estações do metrô, barcas, trens urbanos, Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e ônibus funcionam normalmente. O mesmo ocorre nos aeroportos Santos Dumont, na região central da cidade, e no Aeroporto Internacional do Rio/Galeão, na Ilha do Governador. As agências bancárias da Caixa Econômica e do Banco do Brasil estão fechadas. Os caixas eletrônicos estão funcionando.
Manifestantes bloquearam vias e rodovias. A cidade está em estágio de atenção, desde as 6h20, por causa dos bloqueios e retenção no trânsito, o que significa que um ou mais incidentes estão atrapalhando a mobilidade em uma região.
No momento, manifestantes se concentram na Rua Pinheiro Machado, altura do Palácio Guanabara, sede do governo estadual, e também na Rua das Laranjeiras. O ato é acompanhado pela Polícia Militar, mas não provoca problemas no trânsito. As vias estão liberadas ao tráfego de veículos. Há também interdição parcial na Avenida Rodrigues Alves, zona portuária do Rio, em frente ao Hospital dos Servidores do Estado.
O tráfego está normal na Avenida Brasil, que teve problemas no trânsito pela manhã devido a interdições provocadas por manifestantes. A Avenida Brasil é a principal via expressa do Rio, ligando a zona portuária da cidade às zonas norte e oeste, e faz confluência com as rodovias Presidente Dutra e Rio Juiz de Fora.
Está previsto um ato no centro do Rio no fim do dia. O prefeito Marcelo Crivella avalia que a cidade está operando dentro da normalidade.

Distrito Federal
Os ônibus e trens do metrô estão parados. A Justiça Federal determinou que, no mínimo, 30% da frota dos dois meios de transporte sejam mantidos em circulação. Se a medida não for cumprida, será aplicada multa de R$ 2 milhões para cada sindicato.
As agências bancárias também estão fechadas e só terminais de autoatendimento funcionam.
A Esplanada dos Ministérios está fechada para circulação de veículos. A interdição começa na Rodoviária do Plano Piloto, sentido Palácio do Planalto.
Policiais militares montaram cordões de revista nos acessos de pedestres à área para impedir a entrada de manifestantes com paus, pedras, barras de ferro ou qualquer material que possa ser usado como arma.
Além de 2.600 policiais militares na área central da cidade, 400 homens da Força Nacional estão, desde as 5h, fazendo a segurança patrimonial dos ministérios. Na greve geral de 28 de abril, vários prédios foram alvo de vandalismo. A operação seguirá até o fim da manifestação, que têm expectativa de público, segundo a Polícia Militar, de 5 mil pessoas.

Sergipe
Na capital e região metropolitana, 40 categorias aderiram à greve geral, segundo centrais sindicais. O comércio funciona normalmente no centro de Aracaju (SE), mas os mercados municipais não abriram.
Três pessoas foram detidas no início da manhã. De acordo com a Polícia Militar, eles se preparavam para fechar a ponte que liga Aracaju à cidade de Nossa Senhora do Socorro, na região metropolitana. Com os manifestantes foram apreendidos cerca de 20 pneus e três litros de gasolina.
Será realizada uma caminhada no centro da capital.

Pernambuco
Apesar de não aderirem oficialmente à greve geral, os rodoviários realizaram uma manifestação no centro do Recife, estacionando os ônibus em uma das principais avenidas da cidade, o que afetou o trânsito. Já os metroviários paralisaram totalmente as atividades e apenas a linha centro do metrô está funcionando somente nos horários de pico.
Foram registrados bloqueios em rodovias e vias na região metropolitana, como o acesso ao município de Jaboatão dos Guararapes.

Paraná
Adesão dos trabalhadores é parcial em Curitiba. Motoristas e cobradores de ônibus e garis estão trabalhando. Os petroleiros aderiram parcialmente à greve. A categoria manteve a paralisação até as 9h e, depois, iniciou o trabalho.
Já os bancários, vigilantes e profissionais da educação estão em greve. O Hospital de Clínicas, ligado à Universidade Federal do Paraná, está fechado. Estão previstos atos de mobilização durante a tarde.

Minas Gerais
Em Belo Horizonte, os professores e os metroviários aderiram ao movimento de paralisação. Na capital mineira, as estações do metrô estão fechadas.
Já a adesão dos bancários e profissionais de saúde é parcial. De acordo com o sindicato dos bancários do estado, algumas agências bancárias irão abrir com quadro de funcionários reduzido.
Manifestantes fizeram pela manhã atos de protesto no centro da cidade, e chegaram a interditar algumas vias. O trânsito já está liberado.

Acre
Em Boa Vista, manifestantes bloquearam duas das principais avenidas da cidade, que foram liberadas às 9h, quando os manifestantes se dirigiram em carreata para o centro cívico da capital.
Hoje foi decretado ponto facultativo pelo governo estadual e municipal por causa do feriado municipal de São Pedro, que foi ontem (29). Com isso, os serviços públicos não foram afetados pela greve.
Fonte - Agência Brasil  30/06/2017

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Grande Recife amanhece sem ônibus nas ruas no dia de greve geral

Greve Geral 🚌

O Sindicato dos Rodoviários de Pernambuco manteve a decisão de paralisar as atividades, apesar de a Justiça do Trabalho ter determinado, nesta quinta-feira, que a categoria mantivesse a circulação de 50% dos ônibus nos horários de pico e 30% no restante do dia.

Diário de Pernambuco
foto - Milena Semann/DN
No dia de greve geral contra as reformas trabalhistas e da Previdência Social, a Região Metropolitana do Recife amanhece sem ônibus nas ruas. O Sindicato dos Rodoviários de Pernambuco manteve a decisão de paralisar as atividades, apesar de a Justiça do Trabalho ter determinado, nesta quinta-feira, que a categoria mantivesse a circulação de 50% dos ônibus nos horários de pico e 30% no restante do dia. O descumprimento poderá acarretar em multa de R$ 100 mil.
Na terça-feira passada, o Grande Recife Consórcio de Transportes já havia feito a mesma recomendação à categoria: "O Grande Recife esclarece que foi informado pela imprensa quanto à paralisação dos rodoviários prevista para esta sexta-feira (28). Diante disso, encaminhou um ofício ao Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Pernambuco (Urbana/PE) solicitando a adoção de medidas legais e adequadas no sentido de garantir a circulação de 50% dos serviços de transporte público no horário de maior movimento de usuários, das 5h às 9h e das 16h às 20h, e 30% nos demais horários, a fim de evitar transtornos e prejuízos à população", informou o consórcio por nota.
Sobre a determinação, o presidente da Urbana-PE, Fernando Bandeira, informou que o sindicato das empresas "fará de tudo para cumprir a determinação". Na visão dele, o órgão estadual acertou ao determinar a circulação de pelo menos metade dos ônibus nos horários de pico. "O transporte não pode parar por completo. Existe uma obrigação legal para não deixar serviços essenciais pararem totalmente. Nesse caso, vamos agir de duas maneiras. Primeiro, vamos conscientizar nossos funcionários. Outra medida que vamos tomar é acionar os nossos advogados para ver quais medidas são cabíveis", pontuou.
Na segunda-feira passada, o Sindicato dos Rodoviários de Pernambuco aderiu à greve geral convocada pela Central Única dos Trabalhadores. "Nós tomamos uma decisão apoiada pelos trabalhadores. No dia 28, essa greve geral vai ter o apoio dos rodoviários. Nós precisamos pressionar e só pressionamos nas ruas, parando e deixando o estado sem transporte. Não vai ter transporte", disse o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Benilson Custódio, após a assembleia, na tarde dessa segunda-feira, na Avenida Guararapes. Nesta terça, ele informou que não recebeu o ofício do Grande Recife. "A categoria decidiu parar e, até agora, não recebi nenhuma notificação. Vou aguardar até amanhã para poder me posicionar sobre essa determinação", afirmou.

Metrô
Os metroviários também deflagraram adesão ao movimento paredista desta sexta em assembleia nesta terça-feira, às 18h, na Estação Central do Recife. "Toda a categoria, isto é, metroviários das áreas de manutenção, administrativo e operação, estava representada na assembleia e decidiu pela paralisação total nesta sexta. Também faremos um ato público para a população sobre os efeitos danosos das reformas do Governo Temer", afirmou o diretor de Comunicação do Sindicato dos Metroviários de Pernambuco, Levi Arruda.
Fonte - Diário de Pernambuco  28/04/2017

Trabalhadores de várias categorias param hoje em todo o país

Greve Geral  👷

Convocada por centrais sindicais e movimentos sociais, a greve geral marcada para hoje (28) em protesto contra as reformas trabalhista e da Previdência, que tramitam no Congresso Nacional, e a Lei da Terceirização deve ter a adesão de diversas categorias profissionais, que realizaram assembleias nos últimos dias e decidiram pela paralisação em várias cidades do país. A maioria atua nos serviços de transporte coletivo, aeroportos e escolas.

Da Agência Brasil
foto - ilustração
A greve de um dia foi convocada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Intersindical, Central e Sindical Popular (CSP/Conlutas), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Força Sindical, Nova Central, Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) e Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB).

Distrito Federal
Pelo menos 21 sindicatos que representam trabalhadores de diversas atividades aprovaram, em assembleia, apoio à greve geral. De acordo com a CUT-DF, cruzarão os braços os rodoviários, metroviários, bancários, professores da rede pública e privada, servidores administrativos do governo do Distrito Federal e do Departamento de Trânsito (Detran), além de técnicos e professores da Universidade de Brasília (UnB).
Também vão aderir vigilantes, trabalhadores do setor de hotéis, bares e restaurantes, servidores da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), da Companhia Energética de Brasília (CEB), do Ministério Público da União e das cidades do Entorno do DF, como Formosa, Águas Lindas e Valparaíso, além dos trabalhadores do ramo financeiro, como os de transporte de valores.
Apesar de os sindicatos, não terem marcado oficialmente atos, em virtude da paralisação dos transportes públicos, está prevista uma manifestação, às 11h, no gramado central da Esplanada dos Ministérios.

São Paulo
Ao menos 15 categorias informaram que vão parar no estado, entre elas os metroviários (com exceção da Linha Amarela), ferroviários (Linhas 7, 10, 11 e 12 da CPTM não funcionarão); professores da rede pública estadual, municipal e particular, bancários de São Paulo, Osasco e região; servidores municipais, trabalhadores da Saúde e Previdência do estado e metalúrgicos do ABC.
Também vão parar os rodoviários de São Paulo, Guarulhos (paralisação de 24 horas com contingente de 30% da frota), Santos, Campinas, Sorocaba e região; petroleiros das refinarias de Paulínia (Replan), Capuava (Recap) de São José dos Campos e Cubatão; portuários de Santos; e os funcionários dos Correios, que decretaram greve nacional por tempo indeterminado.
Aeroviários paulistas decidiram pela adesão à greve geral a partir das 5h. A paralisação envolve funcionários das empresas aéreas que atuam no check-in, como auxiliar de serviços gerais, mecânicos de pista, despachante de voo, entre outros cargos, do Aeroporto de Guarulhos.
Por conta da paralisação, as companhias Avianca, Gol e Latam informaram, em nota, que os voos poderão registrar atrasos e cancelamentos em rotas domésticas e internacionais.
Na noite dessa quinta -feira, os aeronautas (pilotos e comissários) anunciaram que não vão aderir à greve. De acordo com o sindicato, a decisão foi confirmada em assembleia em Brasília, Campinas, no Rio de Janeiro, em São Paulo e Porto Alegre.
Segundo nota divulgada pelo sindicato da categoria, a orientação é "encerrar movimentações para qualquer tipo de paralisação próxima", uma vez que foram retiradas da proposta de reforma trabalhista pontos que prejudicavam a categoria. "A categoria foi excluída do artigo que permite a contratação por meio de contrato de trabalho intermitente. Desta forma, não haverá a possibilidade de pilotos e comissários serem convocados para trabalhar de forma esporádica, recebendo apenas por trabalho realizado. Isso afetaria diretamente a segurança de voo", disse a entidade.
Trabalhadores do Porto de Santos também aprovaram em assembleia a participação na greve geral.

Rio de Janeiro
Os funcionários do metrô e os motoristas e cobradores de ônibus vão parar nas primeiras horas de hoje (28), assim como professores das escolas públicas e particulares, policiais civis, militares, federais; servidores da Justiça Federal e da Trabalhista; radialistas; petroleiros; carteiros e aeroviários.
A Secretaria Estadual de Transportes informou que os sistemas de metrô, trens, barcas e ônibus intermunicipais funcionarão normalmente, mas que há planos de contingência. A concessionária do serviço ferroviário no estado e a MetrôRio, que administra o metrô da cidade, informaram que vão monitorar a demanda de passageiros para reforçar a operação, caso haja necessidade.
Segundo as empresas municipais de ônibus, que operam por meio da Rio ônibus, o trabalhador que não comparecer será considerado ausente e estará sujeito às punições previstas na legislação trabalhista. A concessionária do VLT Carioca informou que o Veículo Leve sobre Trilhos terá operação normal nas linhas 1 e 2 .
As secretarias estadual e municipal de Educação informaram que as escolas abrirão normalmente. Os profissionais que faltarem terão o ponto cortado. O Colégio Federal Pedro II enviou nota informando que será ponto facultativo e que não vai descontar o dia de quem não for trabalhar.

Minas Gerais
No estado, ao menos 14 categorias decidiram em assembleia aderir à greve geral convocada pelas centrais sindicais. Aderiram à greve: rodoviários, metroviários, professores das redes pública e privada, servidores públicos, profissionais da saúde, trabalhadores dos Correios, eletricitários, bancários, psicólogos, economistas, jornalistas, radialistas, petroleiros e aeroportuários, entre outros. A maior mobilização ocorrerá em Belo Horizonte, onde está previsto um ato nas ruas do centro a partir das 9h.
Os professores das escolas municipais de Belo Horizonte aprovaram uma greve de dois dias, que começou ontem (27). Professores e servidores da Universidade Federal de Minas Gerais também decidiram cruzar os braços, assim como os das universidades federais de Juiz de Fora, de Viçosa e de Uberlândia. Segundo o Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais, docentes de mais de 30 escolas e universidades particulares da capital não irão trabalhar, entre elas, a Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas Gerais.
Bancários de diversos municípios também aprovaram a adesão, e as agências devem ficar fechadas em Juiz de Fora, Patos de Minas, Ipatinga, Uberaba, Cataguases, Divinópolis e Teófilo Otoni, além de Belo Horizonte.
No caso da saúde, algumas unidades vão funcionar com escala mínima. De acordo com o Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde), é o caso do Hospital de Pronto-Socorro João XXIII e dos hospitais Júlia Kubistchek e Odete Valadares.
O Tribunal Regional do Trabalho (TRT-MG) concedeu liminar à Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) determinando que 80% dos trens circulem nos horários de pico e 60% nos demais horários. O sindicato será multado em R$ 250 mil caso descumpra a decisão. O Sindicato dos Metroviários diz que a paralisação deve ser geral.
O TRT-MG declarou feriado o dia de hoje no órgão, suspendendo as audiências e os prazos que venceriam na data, que serão prorrogados para o primeiro dia útil seguinte.
A BH Airport, concessionária do Aeroporto Internacional de Confins, informou que os serviços serão oferecidos normalmente, mas recomenda que os passageiros informem-se previamente com as companhias aéreas sobre a situação de seus voos.

Bahia
Na Bahia, pelo menos seis categorias profissionais pretendem suspender as atividades. Os rodoviários em Salvador iniciaram a paralisação à meia-noite. As agências bancárias estarão fechadas. Como segunda-feira (1º) é feriado, os serviços internos serão retomados a partir da terça-feira (2).
Professores das redes estadual e municipal vão aderir à greve geral. Os médicos estaduais também informaram que vão suspender os atendimentos eletivos (como consultas). Os serviços de urgência e de emergência serão mantidos. Os petroleiros vão parar, assim como os servidores municipais, da Justiça e do Ministério Público Estadual.
A prefeitura de Salvador informou que os servidores que faltarem “sem justificativa para a ausência terão o ponto cortado” e que os funcionários que forem trabalhar poderão usar serviços de táxis sem custo, nos horários de início e fim de expediente.
No Aeroporto Internacional de Salvador, aeronautas (pilotos e comissários de voo) anunciaram adesão ao movimento, e voos poderão ser cancelados ou remarcados. A Associação Brasileira das Empresas Aéreas orienta os passageiros com viagem marcada para que entrem em contato com a empresa aérea e se informem sobre possíveis cancelamentos e remarcações.

Ceará
Pelo menos 21 cidades terão paralisações e atos. Várias categorias anunciaram adesão à greve geral, a exemplo dos profissionais da educação, da construção civil e do transporte público. Os servidores do Judiciário também informaram que participarão da greve.
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social reforçará o número de policiais militares em praças, nos terminais de integração do transporte coletivo e nas principais avenidas. A Autarquia Municipal de Trânsito vai atuar na organização do fluxo de veículos nos locais onde houver manifestações.

Pernambuco
Policiais civis, federais, rodoviários federais, agentes penitenciários e guardas municipais do Recife e dos municípios de Camaragibe e Ipojuca, região metropolitana do Recife devem aderir à greve geral.
No setor público, vão parar servidores da Assembleia Legislativa e do Ministério Público de Pernambuco, professores e servidores da Universidade de Pernambuco e auditores fiscais da Secretaria da Fazenda do estado.
Professores e profissionais das redes estadual, municipal e privada de educação de todo o estado também aderiram ao movimento. Houve adesão ainda de metalúrgicos, petroleiros, químicos, indústria naval, construção pesada, bancários e comerciários. Segundo a Central Única dos Trabalhadores (CUT), categorias como psicólogos, farmacêuticos, odontologistas, porteiros, técnicos de enfermagem, enfermeiros e condutores de ambulância aprovaram, em assembleia, a greve.
Quanto ao funcionamento dos ônibus e do metrô, a desembargadora Gisane Barbosa de Araújo, do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT), determinou que 50% da frota circule nos horários de pico e 30% nos demais períodos. Foi estabelecida multa de R$ 100 mil caso haja descumprimento. O Sindicato dos Rodoviários de Pernambuco informou que a paralisação está mantida.
Fonte - Agência Brasil  28/04/2017

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Pilotos e comissários ameaçam aderir à greve geral no dia 28

Greve Geral  ✈ 

Pilotos e comissários de bordo ameaçam paralisar suas atividades nesta sexta-feira, 28, durante greve geral convocada por sindicatos e movimentos sociais de todo o país. A informação é do presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (Fentac), Sérgio Dias, em entrevista à Sputnik.

Sputnik
foto - ilustração/arquivo
O dirigente disse que o pessoal que trabalha em terra (aeroviários) e os aeroportuários, como as equipes de manutenção e os que trabalham na infraestrutura dos aeroportos, já decidiram cruzar os braços, enquanto pilotos e comissários de bordo decidem a adesão em assembleias nesta quinta-feira. A categoria já aprovara anteriormente a decretação do estado de greve. A paralisação ganhou considerável reforço nesta quarta-feira, depois que o Sindicato dos Aeroviários de Guarulhos pediu a colaboração do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST)) para fechar os dois principais aeroportos do país, o de Guarulhos e o de Congonhas. O aeroporto internacional tem mais de 700 pousos e decolagens por dia, enquanto em Congonhas são quase 500. 
A assembleia de pilotos e comissários desta quinta-feira também vai discutir diversos pontos que estão sendo criticados na reforma trabalhista aprovada na Comissão da Câmara e que agora segue para votação em plenário. Vários pontos estão sendo considerados prejudiciais, como a proposta que legaliza turnos de 12 horas trabalhadas por 36 de descanso e o fim de legislações específicas, como a da categoria de aeronautas.
"Essa reforma aborda vários pontos que nos preocupam, como o trabalho intermitente, quando um tripulante pode ser destacado para trabalhar em determinada época do ano. Quando em alta ele trabalharia, enquanto na baixa estação ele ficaria desempregado. Com isso você não tem como planejar a sua vida, a questão profissional e social", diz Dias.
O presidente da Fentac aponta ainda outra questão preocupante para a categoria: a idade mínima de 65 anos para homens na reforma da Previdência, o que inviabilizaria a carreira de pilotos internacionais, que não podem mais voar ao chegar a essa idade. Para evitar essas mudanças, os aeronautas estão elaborando algumas propostas de emenda para garantir uma condição mínima de trabalho para esses profissionais que têm a responsabilidade de conduzir passageiros e cargas.
"Além da reforma trabalhista, a previdenciária também nos atinge de forma bastante cruel. Como pilotos e comissários tendem a ingressar com uma idade não muito tenra — eles precisam de aplicação nos estudos — você não tem o tempo dos 49 anos exigidos de contribuição e chegar aos 65 para receber a integralidade dessa aposentadoria. Estamos colocando que, ao chegar aos 65, eles tenham a integralidade da aposentadoria", observa Dias.
Fonte - Sputnik  26/04/2017

terça-feira, 25 de abril de 2017

Metroviários de Recife aderem à greve geral desta sexta

Transportes/Paralisações 🚌 🚇

Toda a categoria, isto é, metroviários das áreas de manutenção, administrativo e operação, estava representada na assembleia e decidiu pela paralisação total nesta sexta. Também faremos um ato público para a população sobre os efeitos danosos das reformas do Governo Temer", afirmou o diretor de Comunicação do Sindicato dos Metroviários de Pernambuco, Levi Arruda.

Diário de Pernambuco
foto - ilustração
Os metroviários deflagraram adesão à greve geral desta sexta-feira (28) em assembleia na noite desta terça-feira, na Estação Central do Recife. De acordo com o Sindicato dos Metroviários de Pernambuco, não haverá serviço de metrô nesta sexta. A greve geral é contra as reformas da Previdência, Trabalhista e sanção do projeto de terceirização do Governo Temer.
"Toda a categoria, isto é, metroviários das áreas de manutenção, administrativo e operação, estava representada na assembleia e decidiu pela paralisação total nesta sexta. Também faremos um ato público para a população sobre os efeitos danosos das reformas do Governo Temer", afirmou o diretor de Comunicação do Sindicato dos Metroviários de Pernambuco, Levi Arruda.

Ônibus
O Sindicato dos Rodoviários de Pernambuco também aderiu à greve geral convocada pela Central Única dos Trabalhadores. "Nós tomamos uma decisão apoiada pelos trabalhadores. No dia 28, essa greve geral vai ter o apoio dos rodoviários. Nós precisamos pressionar e só pressionamos nas ruas, parando e deixando o estado sem transporte. Não vai ter transporte", disse o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Benilson Custódio.
Nesta terça, o Grande Recife Consórcio de Transportes determinou que os rodoviários da Região Metropolitana do Recife (RMR) terão que garantir a circulação de pelo menos 50% da frota de ônibus nos horários de pico (das 5h às 9h e das 16h às 20h) nesta sexta-feira. De acordo com a determinação do Grande Recife Consórcio de Transportes, 30% da frota deve estar nas ruas nos demais horários.
Fonte - Diário de Pernambuco  25/04/2017

Rodoviários bancários e professores anunciam paralisação de 24h na sexta (28)

Política  👀

De acordo com o Fábio Primo, vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários, a categoria definiu em assembleia nesta segunda, 24, que a paralisação começará a partir da 0h do dia 28. A intenção é que os trabalhadores cruzem os braços por 24h. "A orientação nacional é de greve durante toda a sexta, mas seguindo as normas da lei de greve. Por isso, teremos apenas 30% do efetivo transitando pela cidade", explicou Primo.

Paula Pitta - A Tarde
foto - ilustração
Centrais sindicais estão anunciando uma greve geral em todo país na próxima sexta-feira, 28, contra as reformas propostas pelo presidente Michel Temer (PMDB), principalmente a previdenciária. Em Salvador, algumas categorias já confirmaram a participação no movimento, como os rodoviários e os bancários, que vão parar por 24 horas.
De acordo com o Fábio Primo, vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários, a categoria definiu em assembleia nesta segunda, 24, que a paralisação começará a partir da 0h do dia 28. A intenção é que os trabalhadores cruzem os braços por 24h. "A orientação nacional é de greve durante toda a sexta, mas seguindo as normas da lei de greve. Por isso, teremos apenas 30% do efetivo transitando pela cidade", explicou Primo.
Os professores da rede pública municipal e estadual também vão participar da mobilização, segundo Marilene Betros, coordenadora da APLB. Assim como fizeram no dia 15 de março, os docentes das escolas particulares devem seguir ao lado dos colegas da rede pública.
O coordenador do Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinproba), Francisco Pedro de Oliveira Júnior, explica que os trabalhadores fizeram uma assembleia no último dia 19, aprovando a participação. Contudo, apesar da definição dos professores, a paralisação de fato da categoria depende da suspensão das aulas em cada escola e a orientação do sindicato patronal (Sinepe) é que os colégios funcionem normalmente.
"Professores de algumas escolas já sinalizaram que as instituições vão paralisar, mas ainda não temos como confirmar. No último movimento, tivemos a participação de 64 escolas no estado. Esperamos que pelo menos essas paralisem", explicou Francisco Pedro.

Comércio
Os comerciários também vão participar da greve geral, mas nem todas as regiões da cidade devem ser afetadas. De acordo com o presidente do Sindicato dos Comerciários de Salvador, Jaelson Dourado, a entidade pretende se concentrar em frente à Casa Itália, no Centro da cidade, de onde vai seguir para a avenida Sete, fechando as lojas da região.
Por enquanto, não estão previstos piquetes nos shoppings de Salvador. "No primeiro momento não vamos fazer, mas, se o movimento criar força, podemos ocupar os shoppings", disse.
Apesar de aderir ao movimento, o sindicado dos frentistas não pretende impedir o acesso dos trabalhadores nos postos de combustível. "Vamos participar da greve, mas não tem deliberação para fazer piquete. Até porque o problema não é empresariado, e sim a condução política e econômica do país", defendeu o secretário do Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Combustíveis e Derivados da Bahia (Sinposba), Antônio Manoel Ferreira.
Outra categoria que será representada na paralisação, mas sem cruzar os braços, é a de policiais civis. O secretário do sindicato da categoria (Sinpoc), Bernardino Gayoso, explicou que a mobilização terá a participação apenas dos trabalhadores de folga para não afetar os serviços nas delegacias. "Quem estiver de folga vai participar de todos os atos. Também vamos panfletar nas delegacias, mas vamos cumprir o plantão", antecipou.

Ferroviários e petroleiros
Já os ferroviários e petroleiros pretendem fazer atos mais contundentes. O presidente do Sindiferro, Paulino Rodrigues, disse que a categoria vai parar durante 24 horas o serviço da Companhia de Transporte da Bahia (CTB), que opera os trens entre a Calçada e o subúrbio de Salvador. Com isso, cerca de 10 mil passageiros ficarão sem o transporte nesta sexta.
Já o Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindpetro), além de aprovar a paralisação na sexta, organiza um ato em frente ao edifício sede da Petrobras em Salvador, no Itaigara. A concentração deve começar a partir das 7 horas. À noite, a categoria volta a se reunir no Largo de Santana, no Rio Vermelho, para discutir a mobilização.

Assembleias
Os vigilantes vão fazer assembleia para chegar a uma definição. A discussão deve acontecer na quarta, 26, e na quinta, 27, mas Jeferson Fernandes, secretário do Sindivigilantes, antecipa que a tendência também é de paralisação de 24 horas.
O Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos da Bahia (Sincotelba) agendou uma assembleia para esta quarta, 26, às 18 horas, no Comércio, para definir se a categoria vai aderir ao movimento.

Greve geral

Ao contrário das outras paralisações de 24 horas promovidas contra as reformas de Temer, o movimento desta sexta em Salvador não tem atos agendados para a manhã. Algumas categorias isoladamente organizam ações no início do dia, mas de forma geral os trabalhadores de todos os setores só devem se reunir a partir das 15 horas, no Campo Grande. Portanto, o turno matutino deve servir para as entidades mobilizarem seus filiados.
Contudo, a rotina na cidade deve ser afetada pela manhã, por conta dos serviços paralisados, como bancos, trens e escolas.
A greve geral é organizada em todo país pela Frente Brasil Popular e tem apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB). Eles protestam contra o corte de direitos trabalhistas, terceirização e reforma previdenciária.
O representante dos professores particulares, Francisco Pedro, explica que as mudanças no texto da reforma da Previdência para tentar atender a algumas categorias, como professores e policiais, não é suficiente.
"As propostas não afetam apenas os professores, ferem a todos trabalhadores. Já teve a aprovação da terceirização e outras propostas estão por ser aprovadas. Isso é o que há de pior para todos trabalhadores", afirmou.
Fonte - A Tarde  24/04/2017

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Nossa força

Ponto de Vista  🔍

A “deforma” previdenciária levou um tiro certeiro da CNBB que denunciou a falta de clareza e de lisura do governo sobre os números e os problemas da Previdência.A própria aprovação e promulgação da famigerada lei da terceirização irrestrita fez cair a ficha para milhões de jovens trabalhadores. A avidez dos empresários e a desfaçatez de seus anúncios mascaram a insegurança jurídica e excitam os ânimos.

João Guilherme Vargas Netto* - Portogente
João G.Vargas Netto/Portogente
De hoje até o dia 28 o que se deve fazer é preparar com cuidado e empenho o sucesso daquela jornada, sem divisões, sem vacilações, sem confusões.
A conjuntura tem evoluído favoravelmente à nossa resistência e obrigado o governo a anúncios sucessivos de concessões e mudanças nas “deformas”.
Até a ameaça intempestiva de que na “deforma” trabalhista seria suprimido o imposto sindical teve que ser desmentida pelo próprio presidente da República, preocupado pelos efeitos desta provocação.
A “deforma” previdenciária levou um tiro certeiro da CNBB que denunciou a falta de clareza e de lisura do governo sobre os números e os problemas da Previdência.
A própria aprovação e promulgação da famigerada lei da terceirização irrestrita fez cair a ficha para milhões de jovens trabalhadores. A avidez dos empresários e a desfaçatez de seus anúncios mascaram a insegurança jurídica e excitam os ânimos.
Em cada cidade brasileira, sob o impulso do movimento sindical e dos movimentos sociais, pratica-se o esquenta para o dia 28. São milhares de pequenos atos significativos, além de propaganda e denúncias públicas. Cada sindicato prepara-se, a seu modo, para a grande data. Os prédios sindicais são ornamentados com faixas e cartazes e todos os serviços sindicais – com especial atenção à comunicação – são acionados e preparados para o grande dia.
As jornadas anteriores, do dia 15 e do dia 31 de março, foram dois grandes testes nos quais se demonstrou a relevância do movimento sindical e dos movimentos sociais e a vontade de se manifestar da população.
Para nossos adversários o clima não está ameno, pelo contrário, é um período de ventos e tempestades; o primeiro grande efeito das últimas delações é a completa paralisia na condução das “deformas”. O que já não era sólido desmancha-se ainda mais no ar.
É preciso que mantenhamos nosso rumo unitário e nosso empenho mobilizador. A força demonstrada no dia 28 de abril será nossa força no futuro.
*João Guilherme Vargas Netto, analista político e consultor sindical
Fonte - Portogente  19/04/2017

terça-feira, 11 de abril de 2017

Mobilizações definem o futuro

Ponto de Vista  🔍

Este processo social de resistência vai se avolumando com as diferentes iniciativas de esquenta apontando para o êxito da jornada.Com o acúmulo das iniciativas a verdadeira definição do protesto vai se afirmando paulatinamente; as consciências vão se esclarecendo, as possibilidades vão se concretizando e as estruturas se organizam.

João Guilherme Vargas Netto* - Portogente
foto - ilustração/arquivo
Três semanas antes do 28 de abril os esforços prioritários do movimento sindical e dos movimentos sociais são a preparação da greve, garantindo as maiores mobilizações populares contra as “deformas”.
Este processo social de resistência vai se avolumando com as diferentes iniciativas de esquenta apontando para o êxito da jornada.
Dois processos simultâneos dão conta, sob dois aspectos, dessa evolução.
O primeiro deles é o desenvolvimento semântico do nome que se dá ao 28 de abril. Coexistem as expressões “greve geral”, “greve nacional”, “greve”, “greve com manifestações”, “paralisações” e “dia nacional de mobilizações”. Com o acúmulo das iniciativas a verdadeira definição do protesto vai se afirmando paulatinamente; as consciências vão se esclarecendo, as possibilidades vão se concretizando e as estruturas se organizam. O nome virá como consequência.
Outro aspecto, importantíssimo para a definição do que deve ser garantido, é a forma dos protestos do dia 28. Se a greve geral for efetiva – principalmente nas fábricas e locais de trabalho e nos transportes públicos – podemos ter como modelo a data histórica da greve do 21 de julho de 1983 quando, nas palavras de Joaquim dos Santos Andrade, os operários de São Paulo transformaram a quinta-feira de trabalho em um domingo sereno, tal o efeito das paralisações. Em paralelo podem coexistir no dia 28 em diferentes cidades as greves localizadas e manifestações maciças ou passeatas nos logradouros tradicionais. As direções devem extrair as lições da recente greve dos trabalhadores argentinos, apesar do quase bloqueio midiático sobre ela.
De qualquer maneira, desde que se mantenha o empenho unitário mobilizatório, o nome será consagrado pela jornada e seu formato será definido – na semana que precede o protesto – pelas direções sindicais e sociais unidas.
Um dos efeitos já atestados do impulso para o dia 28 é a dança de posições e de recuos do governo sobre suas “deformas”, em especial a “deforma previdenciária”. Os deputados, alvoroçados, começam a sentir a pressão de seus nomes e retratos sendo divulgados aos milhares. Imaginem só o pandemônio que se instalará com o êxito da jornada de 28 de abril, que gritará, a plenos pulmões, “nenhum direito a menos”.
*João Guilherme Vargas Netto, consultor político
Fonte - Portogente   11/04/2017

quarta-feira, 15 de março de 2017

Manifestantes protestam em Salvador contra reformas da Previdência e trabalhista

Política  👀

Em Salvador, os manifestantes se reuniram em frente a um shopping center, na região do Iguatemi, onde protestam contra as propostas enviadas pelo governo federal ao Congresso Nacional.Segundo o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) na Bahia, Cedro Silva, o protesto é uma forma de os trabalhadores resistirem à proposta e ao projeto de lei da terceirização.

Sayonara Moreno
Correspondente da Agência Brasil
imagem - Facebook/Walter Takemoto
Desde o início do dia de hoje (15), trabalhadores de diversas categorias sindicais, integrantes de movimentos sociais e estudantes realizam um ato pelo Dia Nacional de Luta Contra as Reformas da Previdência e Trabalhista. Em Salvador, os manifestantes se reuniram em frente a um shopping center, na região do Iguatemi, onde protestam contra as propostas enviadas pelo governo federal ao Congresso Nacional.
De acordo com a Polícia Militar, cerca de 9 mil pessoas participam do ato composto, em sua maioria, por bancários e profissionais da educação. Segundo o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) na Bahia, Cedro Silva, o protesto é uma forma de os trabalhadores resistirem à proposta e ao projeto de lei da terceirização.
“Não vamos permitir que milhões de trabalhadores e trabalhadoras sejam prejudicados com essa reforma porque o povo não foi consultado. Nós não vamos aceitar que essa reforma seja aprovada, porque é um retrocesso para o país”, argumenta o líder sindicalista.
A diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB Sindicato), Elza Melo, explica que o objetivo “não é somente chamar a atenção no dia de hoje”.
“Esta luta é coletiva e solidária, do povo brasileiro contra esse governo que quer retirar os direitos dos trabalhadores. Não aceitaremos isso. A nossa luta vai continuar. Vamos realizar atos públicos nos próximos dias até derrotar essa proposta. Hoje, a educação parou completamente na Bahia tanto escolas privadas quanto as públicas”, disse a dirigente.
Elza Mello contou que, na capital baiana, diversas escolas estão sem atividades nesta quarta-feira (15). Algumas unidades paralisaram as atividades somente hoje. Há ainda escolas que vão manter a paralisação por dez dias. Segundo a APLB, escolas de 390 municípios do estado participam do dia de luta.
Para a parte da tarde, os manifestantes devem fazer uma caminhada para protestar contra as reformas.
Fonte - Agência Brasil  15/03/2017

O Brasil parado: Protestos contra reforma da Previdência varrem todo o país

Política  👷

Várias cidades brasileiras amanheceram no completo caos no início desta quarta-feira, 15, dia de paralisação geral convocada por centrais sindicais em todo o país.De norte ao sul, escolas (públicas e particulares), universidades, centros de saúde, transporte público e vários outros serviços ficaram sem funcionar como medida de repúdio à reforma na previdência, que pretende aumentar o tempo mínimo de contribuição e idade para quem vai se aposentar. 

Sputnik
foto - ilustração
Paralisação geral convocada pelos sindicatos de várias categorias afetou serviços públicos e particulares em várias capitais brasileiras. Sem transporte público, São Paulo, por exemplo, chegou a registrar o maior engarrafamento do ano: 200 quilômetros congestionados.
Várias cidades brasileiras amanheceram no completo caos no início desta quarta-feira, 15, dia de paralisação geral convocada por centrais sindicais em todo o país.
De norte ao sul, escolas (públicas e particulares), universidades, centros de saúde, transporte público e vários outros serviços ficaram sem funcionar como medida de repúdio à reforma na previdência, que pretende aumentar o tempo mínimo de contribuição e idade para quem vai se aposentar. Em vários pontos, os manifestantes fecharam rodovias exigindo o cancelamento da tramitação do projeto.

Confira as consequências em alguns estados:

Distrito Federal
A sede do Ministério da Fazenda foi ocupada nesta madrugada por sem-terra. Além disso, a Esplanada dos Ministérios foi tomada por cerca de 10 mil manifestantes, de acordo com a Polícia. Professores do estado iniciaram greve por tempo indeterminado nesta quarta.

Espírito Santo
Palco de uma caótica greve militar no início deste ano, o Espírito Santo mais uma vez registra paralisação de policiais. A União dos Policiais do Brasil protesta em frente a Assembleia Legislativa capixaba, congestionando várias vias da capital do estado, Vitória.

Mato Grosso
Vários segmentos públicos pararam as atividades, incluindo 30% agentes penitenciários e 100% dos professores de acordo com o sindicatos das categorias. Não foram reportados bloqueios até o momento.

Minas Gerais
As estações de metrô na cidade de Belo Horizonte ficarão fechadas ao longo de todo o dia. Mais de 20 escolas particulares e toda a rede de ensino municipal e estadual pararam. Hospitais públicos e UPAs funcionam com presença mínima de trabalhadores (30%). As rodovias BR-381 (uma das mais importantes do estado), BR-262 e BR-116 foram interditadas por manifestantes. Bancos e agências dos Correios não abriram em algumas cidades do interior.

Rio de Janeiro
Manifestações por toda a zona sul do Rio de Janeiro deixaram o trânsito complicado na capital fluminense. A Intersindical Portuária Sindical interditou a Avenida Brasil, causando transtornos para quem saía para trabalhar. O metrô funciona normalmente e os ônibus, apesar de terem ameaçado iniciar paralisação ontem, também circulam. Agentes penitenciários também cruzaram os braços em Bangu, impedindo a visita aos presos.

São Paulo
Com funcionamento parcial do metrô (algumas estações estão desativadas) e sem nenhum ônibus circulando até as 9h da manhã, São Paulo registrou um dos seus maiores engarrafamentos: foram 200 quilômetros de lentidão em toda a cidade. A situação foi tão caótica que a prefeitura abriu mão do rodízio de carros ao longo de todo o dia. Escolas foram fechadas nas cidades de Campinas, São José do Rio Preto, Araçatuba, Itapetinga, Piracicaba, Capicavi, São Pedro e Limeira. Carteiros também estão de greve no Vale do Paraíba.
Fonte - Sputnik  15/03/2017

terça-feira, 14 de março de 2017

Metroviários prometem greve geral em BH e transporte pode parar na próxima quarta

Transportes sobre trilhos  🚇

A decisão foi tomada em assembleia geral da categoria. Na quarta, também está prevista uma passeata pelas ruas da cidade.

Portal Hoje em Dia - RF
foto - ilustração/arquivo
Os metroviários de Belo Horizonte anunciaram greve para a próxima quarta-feira (15), aderindo ao movimento nacional contra a Reforma da Previdência, quando diversos movimentos sociais prometem manifestações e paralisações em várias partes do Brasil.
A decisão foi tomada em assembleia geral da categoria. Na quarta, também está prevista uma passeata pelas ruas da cidade.
A assessoria de comunicação da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) informou que vai cobrar o cumprimento da escala reduzida, conforme estabelecido em lei.
Fonte - Revista Ferroviária  13/03/2017

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Metroviários de Pernambuco decidem amanhã se aderem à greve geral nesta sexta-feira

Greves 🚇

O Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindmetro-PE) realiza, nesta terça-feira, uma assembleia geral às 18h, no pátio da Estação Central do Metrô do Recife. A categoria vai decidir em votação se vai ou não aderir à greve geral convocada pelas centrais sindicais para próxima sexta-feira, dia 25 de novembro.

Diário de Pernambuco
foto - ilustração/arquivo
O Dia Unificado de Protestos e Paralisações é realizado pelos trabalhadores ligados à CUT (Central Única dos Trabalhadores), UGT (União Geral dos Trabalhadores), Nova Central Sindical, Força Sindical, Intersindical, CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), CSP-Conlutas e CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil). Na quarta-feira passada, os dirigentes sindicais reuniram-se em São Paulo e deliberaram os quatro eixos da mobilização: em defesa da saúde e educação (contra a PEC 55 e a Reforma do Ensino Médio); em defesa dos direitos dos trabalhadores ( contra a Reforma Trabalhista); em defesa da aposentadoria (contra a Reforma da Previdência) e em defesa do emprego (redução da jornada de trabalho sem redução salarial).
Dia 11 - No dia 11 deste mês, Dia Nacional de Mobilização contra a PEC 55 foram realizadas em Pernambuco diversas manifestações contra a medida, que prevê a limitação dos investimentos em saúde, educação e assistência social por 20 anos e que já está em tramitação no Senado.
Na ocasião, o Sindicato dos Metroviários realizou um ato na Estação Recife. O protesto, que não paralisou as atividades do transporte, também teve o objetivo de enunciar as condições de trabalho dos profissionais. De acordo com o dirigente de comunicação do Sindicato, Levi Arruda, a classe quis apontar "os desmantos da CBTU, que agora se agravam com a PEC 55". O dirigente ainda ressaltou sua preocupação com a possível aprovação da PEC dos Gastos, que afetaria diretamente o serviço, uma vez que a Metrorec é de responsabilidade federal. "O metrô do Recife já opera na iminência de um colapso. Imagine o que será se passarmos 20 anos sem investimentos", disse. Os metroviários planejam, ainda hoje, uma caminhada até o Marco Zero. A categoria também reinvidica, entre as demandas específicas, políticas eficazes de segurança nas estações e no metrô. "Queremos apenas que sejam contratados os rapazes e as moças que passaram no concurso", afirmou Risolene Nascimento, Vice-presidente do Sindmetro, em protesto contra a demora na convocação de aprovados em concurso público realizado em 2014.
Os motoristas de ônibus da Região Metropolitana do Recife também participaram da mobilização e paralisaram as atividades em alguns terminais entre as 4h e 8h. O ato também pediu por maior investimento na segurança. De acordo com o sindicato da categoria, apenas em 2016 o Grande Recife já contabilizava mais de 1.600 casos de assaltos a ônibus. Desta vez, o Sindicato dos Rodoviários ainda não sabe se vai paralisar as atividades. De acordo com o presidente Benilson Custódio, uma reunião da diretoria vai ser realizada esta semana para definir se a classe vai aderir à convocação.
Vias e rodovias - No Recife, manifestantes fecharam o cruzamento da Avenida Cruz Cabugá, em Santo Amaro, impedindo a passagem dos veículos durante parte da manhã. Com faixas e cartazes, eles chamaram a atenção da população para a perda de direitos proposta pela PEC. Os manifestantes também atearam fogo na pista.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), foram realizadas interdições na BR-408, em Aliança e Paudalho; na BR-232 em Jaboatão dos Guararapes (Santo Aleixo), Caruaru e Bonança; e na BR-101, em Goiana. Houve também registro de protestos na BR-104, em Caruaru, na BR-428, em Santa Maria da Boa Vista e no quilômetro 263 da BR 232, em Arcoverde. Na BR-101, nas proximidades do Hospital das Clínicas, manifestantes fecharam a pista com pedaços de pau, madeira e pneus e atearam fogo, impedido a passagem dos veículos. O congestionamento chegou a mais de cinco quilômetros de extensão. A rotatória em frente à reitoria da UFPE também foi fechada. Na Avenida Sul, o trânsito também foi interditado nas duas vias, na altura da estação largo da paz, com queima de pneus e faixas contra a PEC 55.
Fonte - Diário de Pernambuco  21/11/2016

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Rodoviários confirmam paralisação na sexta-feira em Salvador

Notícias

Em Salvador, a paralisação acontece a partir das 3h30 por tempo indeterminado. Já os ônibus que circulam pela RMS vão parar das 4h às 8h.De acordo com o diretor de imprensa do Sindicato dos Rodoviários da Bahia, Daniel Mota, a paralisação em Salvador será, inicialmente, por tempo indeterminado.

A Tarde
foto - ilustração/arquivo
Os rodoviários decidiram, após assembleia, que vão suspender as atividades nas primeiras horas da manhã dessa sexta-feira (11) na capital baiana e na região metropolitana de Salvador (RMS). As mobilizações são por conta da greve geral contra a PEC 241 e o governo Temer, marcada para acontecer neste dia em todo o país.
Em Salvador, a paralisação acontece a partir das 3h30 por tempo indeterminado. Já os ônibus que circulam pela RMS vão parar das 4h às 8h.
De acordo com o diretor de imprensa do Sindicato dos Rodoviários da Bahia, Daniel Mota, a paralisação em Salvador será, inicialmente, por tempo indeterminado. "Posso confirmar que essa greve é por nossa solidariedade em relação à greve geral. Ainda não decidimos o critério do tempo, então, por enquanto, é por tempo indeterminado", disse.
Já o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviários Metropolitanos (Sindmetro) disse que a expectativa é que os ônibus voltem a circular a partir das 8h, desde que seja seguro para os motoristas. Caso contrário, a paralisação pode se estender. As greves em Salvador e RMS são independentes.
O secretário municipal de transporte, Fabio Motta, disse que as três empresas serão notificadas caso os carros não saiam das garagens pela manhã.

Metrô e trens
A assessoria de comunicação da CCR, empresa que administra o metrô de Salvador, informou que o metrô funcionará normalmente. Não haverá paralisação nas obras da linha 2.
O sindicato dos ferroviários anunciou que vai suspender as atividades até as 10h. Até lá, micro-ônibus farão o trajeto pela Avenida Suburbana.

Mais categorias
Os bancários também vão aderir à greve geral, mas até o meio-dia, quando as agências deverão funcionar normalmente. Policiais civis planejaram uma manifestação pela manhã, mas as delegacias permanecerão abertas durante todo o dia. A rede pública de ensino também vai parar. Instituições municipais vão repor as aulas no dia 19 de novembro. As estaduais ainda não se pronunciaram sobre reposições.
As prefeituras-bairro, assim como o comércio, devem funcionar normalmente.
Fonte - A Tarde  10/11/2016

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Greve geral de 24 horas tem manifestações em 15 cidades na Argentina

Internacional

A greve geral de 24 horas convocada pela Confederação dos Trabalhadores do Estado (ATE) contra as políticas econômica e social do governo do presidente Maurício Macri reuniu nesta quinta-feira, 11, dezenas de milhares de pessoas que foram às ruas em 15 províncias na Argentina.

Sputnik
Sputnik
Além de em Buenos Aires, as manifestações deste quinta-feira ocorreram ocorreram em Salta, Santa Cruz, San juan, Catamarca, Rio Negro, Tucumán, Chaco, Formosa, Corrientes, La Pampa, Esquel, Neuquén, Chubut, Jujuy e Mendoza.
As manifestações contaram com a participação de nove organizações ligadas à educação que integram a Frente Nacional Docente. Além de pedir a reincorporação dos trabalhadores demitidos na iniciativa privada e de servidores, os protestos repudiam também os tarifaços de serviços públicos que vêm sendo anunciados pela nova administração desde o início do ano.
Em alguns casos, as tarifas já aumentaram cerca de 300%, como no caso da energia elétrica, mas outros reajustes substantivos têm sido anunciados também nas contas de gás e no preço da gasolina, além da redução de diversos programas de assistência social criados à época da presidente Cristina Kirchner. Dados da Universidade Católica apontam aumento dos níveis de pobreza, que chegaram a 34,5% da população apenas entre janeiro e março deste ano.
Afora os tarifaços, a inflação tem tirado o sono dos argentinos. Ainda sem ter retomado um índice oficial de inflação nesses sete meses — a atual administração afirma que o índice divulgado pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec) eram manipulados para baixo durante as gestões de Cristina Kirchner —, as referências de estimativas privadas calculam a alta do custo de vida em 43,6% desde janeiro. Só em maio, a inflação teria aumentado 3,5%, conforme o indicador do Congresso, baseado em pesquisas de consultorias econômicas.
Os líderes sindicais dizem que o discurso de Macri para justificar as demissões no serviço público lembram em muito os feitos à época pelo então presidente Fernando Collor no Brasil, que se tornou famoso pela cruzada contra os "marajás". Na Argentina, Macri não tem poupado críticas aos chamados "inhoques", os servidores que ganham e não trabalham. A ATE acusa a imprensa de mentir sobre a real situação dos trabalhadores do Estado.
"Recebemos a notícia com muita indignação (de que mais de 40% dos servidores argentinos ganham sem trabalhar), porque este governo mente. O governo quer construir seu próprio relato para poder justificar o injustificável e preparar novas demissões", disse Hugo Godoy, secretário-geral da ATE, e um dos principais organizadores das manifestações nesta quinta-feira.
Segundo cálculos preliminares dos sindicalistas, desde que Macri assumiu a presidência em dezembro do ano passado, cerca de mil pessoas são demitidas por dia. Por outro lado, os sindicalistas denunciam que, ao contrário da maioria esmagadora da população, órgãos e setores próximos ao novo governo vêm sendo beneficiados por aumentos salariais. Segundo Godoy, níveis gerenciais têm recebido aumentos de salários de até cinco vezes, como no caso da Superintendência de Seguros, ligada ao Ministério da Fazenda, a cargo do ministro Alfonso Prat Gay, um dos mais próximos colaboradores de Macri. Na superintendência, há notícias de salários que receberam aumentos de até 100 mil pesos.
Fonte - Sputnik  11/08/2016