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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Marcha Federal contra governo de Macri toma conta das ruas de Buenos Aires

Internacional

Dezenas de milhares de pessoas chegam ao centro de Buenos Aires acompanhando a Marcha Federal, organizada pela Confederação de Trabalhadores da Argentina, que desde 31 de Agosto percorre várias partes do país, informou um dos seus organizadores à agência Sputnik.

Sputnik
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"Buenos Aires esta tomada por fileiras que estão entrando por lugares diferentes para chegar ao ponto de concentração", disse o secretário-geral da Confederação, Pablo Micheli.
Segundo ele, cerca de 100 mil pessoas se reunirão na histórica Plaza de Mayo, em frente à sede do governo, para participar da cerimônia de encerramento da campanha de rejeição às políticas de ajuste do presidente Mauricio Macri. A mobilização contou com a participação de organizações sociais e de direitos humanos, além de partidos políticos. "Esta mobilização não vai cair bem para Macri, porque ele vai perceber que os trabalhadores não querem empregos precários ou cortes salariais, nem a remoção de condições de trabalho favoráveis", acrescentou o secretário-geral.
Fonte - Sputnik  02/09/2016

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Greve geral de 24 horas tem manifestações em 15 cidades na Argentina

Internacional

A greve geral de 24 horas convocada pela Confederação dos Trabalhadores do Estado (ATE) contra as políticas econômica e social do governo do presidente Maurício Macri reuniu nesta quinta-feira, 11, dezenas de milhares de pessoas que foram às ruas em 15 províncias na Argentina.

Sputnik
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Além de em Buenos Aires, as manifestações deste quinta-feira ocorreram ocorreram em Salta, Santa Cruz, San juan, Catamarca, Rio Negro, Tucumán, Chaco, Formosa, Corrientes, La Pampa, Esquel, Neuquén, Chubut, Jujuy e Mendoza.
As manifestações contaram com a participação de nove organizações ligadas à educação que integram a Frente Nacional Docente. Além de pedir a reincorporação dos trabalhadores demitidos na iniciativa privada e de servidores, os protestos repudiam também os tarifaços de serviços públicos que vêm sendo anunciados pela nova administração desde o início do ano.
Em alguns casos, as tarifas já aumentaram cerca de 300%, como no caso da energia elétrica, mas outros reajustes substantivos têm sido anunciados também nas contas de gás e no preço da gasolina, além da redução de diversos programas de assistência social criados à época da presidente Cristina Kirchner. Dados da Universidade Católica apontam aumento dos níveis de pobreza, que chegaram a 34,5% da população apenas entre janeiro e março deste ano.
Afora os tarifaços, a inflação tem tirado o sono dos argentinos. Ainda sem ter retomado um índice oficial de inflação nesses sete meses — a atual administração afirma que o índice divulgado pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec) eram manipulados para baixo durante as gestões de Cristina Kirchner —, as referências de estimativas privadas calculam a alta do custo de vida em 43,6% desde janeiro. Só em maio, a inflação teria aumentado 3,5%, conforme o indicador do Congresso, baseado em pesquisas de consultorias econômicas.
Os líderes sindicais dizem que o discurso de Macri para justificar as demissões no serviço público lembram em muito os feitos à época pelo então presidente Fernando Collor no Brasil, que se tornou famoso pela cruzada contra os "marajás". Na Argentina, Macri não tem poupado críticas aos chamados "inhoques", os servidores que ganham e não trabalham. A ATE acusa a imprensa de mentir sobre a real situação dos trabalhadores do Estado.
"Recebemos a notícia com muita indignação (de que mais de 40% dos servidores argentinos ganham sem trabalhar), porque este governo mente. O governo quer construir seu próprio relato para poder justificar o injustificável e preparar novas demissões", disse Hugo Godoy, secretário-geral da ATE, e um dos principais organizadores das manifestações nesta quinta-feira.
Segundo cálculos preliminares dos sindicalistas, desde que Macri assumiu a presidência em dezembro do ano passado, cerca de mil pessoas são demitidas por dia. Por outro lado, os sindicalistas denunciam que, ao contrário da maioria esmagadora da população, órgãos e setores próximos ao novo governo vêm sendo beneficiados por aumentos salariais. Segundo Godoy, níveis gerenciais têm recebido aumentos de salários de até cinco vezes, como no caso da Superintendência de Seguros, ligada ao Ministério da Fazenda, a cargo do ministro Alfonso Prat Gay, um dos mais próximos colaboradores de Macri. Na superintendência, há notícias de salários que receberam aumentos de até 100 mil pesos.
Fonte - Sputnik  11/08/2016

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Milhares de argentinos vão às ruas em protesto contra política do Governo

Internacional

O Governo Macri enfrentou nesta quarta-feira, 24, um de seus maiores desafios, com a realização de protestos em Buenos Aires e por todo o país, não só com críticas às demissões nos setores público e privado mas também com relação à criminalização de manifestações sociais e aos reajustes de tarifas de serviços públicos e de aluguéis.

Sputnik
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A convocação de uma greve geral de 24 horas e de manifestações foi feita pela Associação dos Trabalhadores do Estado (ATE) e atendida em Buenos Aires, onde cerca de 50 mil pessoas chegaram a fechar importantes vias do centro, como as Avenidas 9 de Julio, Corrientes e Belgrano, segundo os organizadores.
Protestos contra as negociações feitas pelo Governo com os chamados “fundos abutres” em Nova York, as restrições à venda de minérios, a perseguição política e a prisão de líderes sindicais como a deputada do Parlasul, Milagro Sala, foram verificados também nas Províncias de La Pampa, Jujuy, Chaco, Rosario, La Rioja, Tucumán, Salta, Córdoba, Santa Cruz, Río Negro, Neuquén, Santa Fé, Mendoza e na Terra do Fogo.
O secretário-geral da ATE, Hugo Godoy, calcula que desde a posse do novo Governo mais de 20 mil argentinos perderam seus empregos, metade no serviço público. Os protestos, segundo ele, pedem o aumento imediato de salários, para fazer face aos aumentos de até 300% nas tarifas de gás e energia elétrica e aos aumentos de até 40% nos preços dos aluguéis.
As manifestações desta quarta-feira não registraram incidentes com a polícia, e contaram também com a participação de diversas organizações de defesa dos direitos humanos e sociais. Segundo os organizadores, praticamente todos os setores da economia estão sendo atingidos pelas demissões, em especial a construção civil, a metalurgia, os laboratórios farmacêuticos, o comércio, os frigoríficos, a mineração, a indústria têxtil e o setor de serviços.
Falando ao jornal “El País”, o ministro da Fazenda, Alfonso Prat-Gay, reforçou a ideia de que parte do aumento de 67% na folha de pagamento da União, das províncias e dos municípios, entre a crise de 2002 e 2014, se deveu a empregos dados a militantes kirchneristas: “Não vamos deixar a gordura militante, vamos contratar gente idônea e eliminar os ‘nhoques’ [como são chamados os servidores públicos no país que ganham sem trabalhar].”
Ainda segundo “El País”, os dados revelam a demissão de 26.676 funcionários públicos, sendo 16.697 municipais, 7.109 do Estado nacional e 2.870 das províncias.
Fonte - Sputnik  23/02/2016