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terça-feira, 13 de agosto de 2019

Manifestantes voltam às ruas em defesa de mais recursos para educação

Educação  📖

Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), há atos agendados em ao menos 170 cidades dos 26 estados, além do Distrito Federal. A manifestação nacional é uma continuidade da mobilização de maio, organizada em defesa da manutenção das verbas para o ensino superior. Para a União Nacional dos Estudantes (UNE), os contingenciamentos anunciados pelo governo afetam não só o ensino superior, mas também a educação básica, o ensino médio e programas de alfabetização.

Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Convocados por entidades sindicais e movimentos estudantis, professores, técnico-administrativos e estudantes participam hoje (13), em várias cidades do país, de atos contra o contingenciamento de recursos da educação, em defesa da autonomia das universidades públicas e contra a reforma da Previdência.
Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), há atos agendados em ao menos 170 cidades dos 26 estados, além do Distrito Federal. A manifestação nacional é uma continuidade da mobilização de maio, organizada em defesa da manutenção das verbas para o ensino superior. Para a União Nacional dos Estudantes (UNE), os contingenciamentos anunciados pelo governo afetam não só o ensino superior, mas também a educação básica, o ensino médio e programas de alfabetização.
De acordo com a UNE, os protestos também são contra a proposta do Ministério da Educação (MEC) de instaurar o programa Future-se, que, segundo a pasta, busca o fortalecimento da autonomia administrativa, financeira e da gestão das universidades e institutos federais. Para as entidades sindicais e movimentos estudantis, o projeto transfere atribuições dos governos para o mercado.

Distrito Federal
Um pequeno grupo de manifestantes começou o dia fechando parte da Rodovia DF-075, também conhecida como Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB), que liga o centro da capital federal a outras regiões administrativas no sentido de Goiânia. Portando faixas e cartazes com palavras de ordem contra o bloqueio de verbas para a educação, o grupo queimou pneus, interrompendo parcialmente o tráfego de veículos.
Pouco antes das 9h, profissionais da educação, estudantes, sindicalistas e outros manifestantes começaram a se concentrar no Conjunto Cultural da República, na Esplanada dos Ministérios. Devido à concentração de pessoas, três faixas do Eixo Monumental tiveram que ser bloqueadas ao tráfego de veículos enquanto os manifestantes caminhavam em direção ao Congresso Nacional. A certa altura, participantes da 1ª Marcha das Mulheres Indígenas, que também protestavam na Esplanada dos Ministérios, uniram-se ao ato.
A Secretaria de Educação do Distrito Federal não suspendeu as aulas nas quase 700 escolas públicas da rede de ensino, mas ainda aguarda informações das coordenações regionais para fazer um balanço do impacto dos atos. “A pasta terá o balanço no decorrer do dia e reitera que as aulas não ministradas durante a paralisação deverão ser repostas, em datas a serem definidas pelas direções das escolas, ainda neste semestre, garantindo o cumprimento dos 100 dias letivos por semestre”, informou a secretaria, em nota.
Principal instituição universitária da capital, a Universidade de Brasília (UnB) suspendeu as atividades. A paralisação dos docentes foi aprovada em assembleia geral realizada ontem (12), pela associação que representa a categoria, mas a adesão efetiva caberá a cada professor.

Pernambuco
No Recife, embora a Universidade Federal de Pernambuco não tenha suspendido as aulas, professores e técnicos de vários departamentos dos três campi (Recife, Caruaru e Vitória de Santo Antão) da instituição aderiram ao movimento e não compareceram ao trabalho. Alunos de outras instituições, como o Instituto Federal, também não tiveram aulas. Um grande ato está agendado para as 14h, na Rua da Aurora, em frente ao Ginásio Pernambucano. Além da capital, manifestações foram agendadas em, pelo menos, outras quatro cidades do estado: Arco Verde, Caruaru, Garanhuns e Petrolina, de acordo com a CNTE.

Bahia
Em Salvador, manifestantes se reuniram no Largo do Campo Grande, de onde saíram em caminhada até a Praça Castro Alves. Expondo faixas e cartazes, o grupo pediu mais investimentos em educação. No mesmo horário (10h), uma manifestação semelhante ocorria em Feira de Santana.

Ceará
Em Fortaleza, os manifestantes se concentraram na Praça da Gentilândia, no bairro Benfica. Participam professores, estudantes e outros trabalhadores da educação. Segundo a Central Única dos Trabalhadores (CUT), ao menos 12 cidades cearenses devem sediar alguma atividade alusiva à mobilização ao longo do dia, entre elas Juazeiro do Norte, Sobral e Itapipoca.
Fonte - Agência Brasil  13/08/2019

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Greve Geral: Central dos Sindicatos Brasileiros espera barrar Reforma Trabalhista

Política  👀

Trabalhadores, centrais sindicais e movimentos sociais de 23 estados e o Distrito Federal realizam desde as primeiras horas desta sexta-feira (30) uma nova manifestação pelo país, como a Greve Geral ocorrida em Abril e a Marcha em Brasília em Maio, em protesto contra as reformas trabalhista e previdenciária, em tramitação no Congresso Nacional.

Sputnik
Sputnik - divulgação/CSB
Para as centrais sindicais, as reformas são consideradas com as maiores ameaças aos direitos dos cidadãos brasileiros e à organização do movimento sindical desde a promulgação da Constituição Federal de 1988. A organização vem acompanhando com atenção a realização dos atos em todo o Brasil durante o dia.
Em entrevista exclusiva para a Sputnik Brasil, o Presidente Nacional da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Antonio Neto, fez um balanço da manifestação e os próximos passos do movimento, especialmente com foco na votação da Reforma Trabalhista.
"Apesar da pressão sendo feita [contra] — em alguns estados a justiça do trabalho deu liminar para empresas, tentando impedir a mobilização dos trabalhadores — a gente viu uma grande adesão em vários estados", comemorou o sindicalista.
"Naqueles estados, nos quais os transportes não aderiram, a adesão foi um pouco menor. O dia foi marcado mais por manifestações, paradas, atos em estradas, como tivemos aqui em São Paulo, nas principais acessos à cidade", disse Antonio Neto.
Segundo o presidente da CSB, a multa aos trabalhadores do setor de transporte de diversas capitais seria muito expressiva. Levando em consideração que a votação da reforma trabalhista no senado foi adiada para a semana que vem, os sindicatos do setor decidiram poupar os esforços para realizar atos mais expressivos na ocasião das discussões no legislativo, na esperança de mudar o voto de uma parte dos senadores.
De todo modo, o sindicalista comemorou a expressividade da greve nos estados do Paraná e de Minas Gerais. Além disso, grandes manifestações são aguardadas no Rio de Janeiro e no centro de São Paulo.
"Já conseguimos virar grandes votos no senado, e essas manifestações no Brasil todo também devem repercutir na mudança de alguns votos", disse Neto, que prometeu alerta do movimento sindicalista "antes, durante e depois" da votação no senado.
Fonte - Sputnik  30/06/2017

terça-feira, 10 de maio de 2016

Manifestações tomam estradas de todo o país para tentar barrar o golpe

Política

Povo nas ruas.Estradas de todo o país estão sendo bloqueadas nesta terça-feira (10) por manifestações contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

Sputnik
Antônio Cruz/Ag.Brasil
Avenidas da Região Metropolitana de São Paulo, como a pista expressa Marginal Pinheiros (sentido Rodovia Castello Branco, perto da Ponte João Dias), foram interditadas.
A Marginal Tietê também foi bloqueada entre as pontes Tatuapé e Aricanduva, segundo reporta o G1, no sentido Ayrton Senna.
A Polícia Militar usou bombas de gás e balas de borracha para dispersar os manifestantes.
​Quem ia para o Aeroporto de Internacional de Guarulhos também encontrou manifestações e bloqueios a partir da Dutra.

Sputnik
​Ainda em São Paulo, manifestantes bloquearam as duas pistas da Avenida 23 de maio, no centro da cidade, e atearam fogo a pneus.
​Em Minas Gerais, os manifestantes em defesa da democracia bloquearam com árvores e pneus as BRs-135, em Buenópolis, e 251, em Padre Carvalho, com a participação do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra e dos Geraizeiros.
A Rodovia Rio-Santos também foi interditada na altura de Itaguaí (RJ), causando um congestionamento de 4 km. A Via Dutra também foi ocupada, mas, segundo o Centro de Operações da prefeitura do Rio, foi rapidamente liberada.
​Em Curitiba, balões em formato de coração são vistos no calçadão da Rua XV de Novembro, em Curitiba, com as frases “#ficaquerida” e “este não será o país do ódio”.
​Em Pernambuco, as manifestações bloquearam a BR-101 Sul.​Em Natal, manifestantes resistem na Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Sputn
​Em Natal, manifestantes resistem na Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
​Também são registrados protestos na Paraíba, no Espírito Santo, Bahia, Rio Grande do Sul, Ceará, Piauí, Maranhão e Amazonas.

Sputnik
Os protestos seguem em todo o país, com a adesão de professores da rede pública, trabalhadores sem-terra e servidores públicos, entre outros setores da sociedade, bem como com a ampla participação da Frente Brasil Popular e da Central Única dos Trabalhadores (CUT
Movimentos sociais bloquearam estradas do município de Alegrete RS contra o golpe
Fonte - Sputnik  10/05/2016

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Movimentos sociais realizam protestos contra impeachment em diversas cidades do país

Política

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e do Movimento de Luta nos Bairros e Favelas (MLB), que também compõem a Povo Sem Medo, promovem nesta quinta-feira (28) uma série de protestos contra o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff e a possível ascensão do vice Michel Temer à Presidência.

Sputnik
Sputnik
Através de sua página oficial, o MTST prometeu bloquear 30 rodovias em nove estados do país. A mobilização acontece em denuncia o 'golpe' em curso no país e pela dos direitos sociais, que, de acordo com a entidade, estão ameaçados pela agenda de retrocessos apresentada pelo atual vice Michel Temer, caso este assuma a presidência.
"Esse é um primeiro recado que a gente está mandando para o Temer e o Cunha" – afirmou o coordenador do MTST Zelidio Barbosa Lima, em entrevista à Agência Brasil de Fato.
A maior parte das manifestações aconteceu cedo pela manhã em São Paulo, muitas vindo a terminar antes mesmo das 9h. Muitas vias foram bloqueadas, inclusive, com queima de pneus na pista.
A Polícia Militar de São Paulo informou que, apesar dos transtornos à população, as manifestações seguem pacíficas. Apesar disso, houve casos de uso de balas de borracha e bombas de gás lacrimogênio contra manifestantes contra um ato do MSTS e do Povo Sem Medo.
​“O nosso objetivo é dizer não ao golpe e defender o direito à moradia” – explicou em entrevista à Agência Brasil Naidê Barreto, uma das coordenadoras do MTST, à frente do ato que durou cerca de uma hora esta manhã em uma grande na zona sul de São Paulo.
Outras cidade do país, no entanto, também registram atos contra o impeachment. Em Porto Alegre, integrantes do MTST se uniram ao Movimento Brasil Livre e a moradores da ocupação Lanceiros Negros, para protesto contra o 'golpe' e pelo direito à moradia.
Em Goiânia (GO), perto de Aparecida, por volta das 8h, mais de 50 sem teto organizados pelo MTST também bloquearam a BR 153.
Fonte - Sputnik  28/04/2016





NOTÍCIA DE RODAPÉ

Protestos contra impeachment bloqueiam avenidas e rodovias em São Paulo

Sputinik
Agência Estado / Luiz Claudio Barbosa - Sputnik
Protestos organizados pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) contra o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff bloquearam nesta quinta-feira (28) diversas vias da cidade de São Paulo.
Moradores da capital, principalmente da zona sul da cidade, enfrentam grandes engarrafamentos e dificuldades para chegar ao trabalho e outros destinos. Diversas vias da cidade chegaram a ser bloqueadas nos dois sentidos, com manifestantes ateando fogo em objetos colocados no asfalto.
Alguns dos protestos já acabaram, mas os congestionamentos na cidade ainda são grandes.
Através de sua página ofical na internet, o MTST informa que a ação visa o bloqueio de 30 rodovias em nove estados do país, como Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Fonte  - Sputnik  28/04/2016

quinta-feira, 31 de março de 2016

Manifestantes de todo o país se reúnem em Brasília em defesa de Dilma

Política

Entidades sindicais, movimentos sociais e partidos políticos participam da Jornada Nacional pela Democracia e contra o impeachment. Representante da Central Única dos Trabalhadores (CUT) na Frente Brasil Popular, Janeslei Aparecida de Albuquerque diz que haverá atos em todos os estados e em centenas de cidades do interior. “Brasília, por ser a capital do país, é fundamental para dar visibilidade à nossa insatisfação com o golpe que está sendo aplicado contra o Brasil.

Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil

Wilson Dias/Agência Brasil
Manifestantes de todo o Brasil se concentram, desde o início da tarde, no Estádio Nacional Mané Garrincha em um ato em defesa da democracia e contrário ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Os manifestantes já deram início a uma caminhada que seguirá até o Congresso Nacional.
Representante da Central Única dos Trabalhadores (CUT) na Frente Brasil Popular, Janeslei Aparecida de Albuquerque diz que haverá atos em todos os estados e em centenas de cidades do interior. “Brasília, por ser a capital do país, é fundamental para dar visibilidade à nossa insatisfação com o golpe que está sendo aplicado contra o Brasil. Motivo pelo qual entre 700 e mil ônibus vieram para cá, vindos de todos os estados brasileiros”, disse à Agência Brasil.
“O que queremos é barrar esse golpe porque sem crime de responsabilidade esse impeachment é golpe. Em relação às pedaladas, trata-se de remanejamento de recursos públicos. Algo que é feito por todos governos nas esferas federal, estadual e municipal. Portanto nada tem a ver com qualquer desvio de recursos", disse a representante da CUT.
"Está muito claro para cada vez mais pessoas que o que acontece é que quem perdeu a eleição não tem espírito republicano nem democrático. Este é o papel histórico de entidades como a Fiesp [Federação das Indústrias do Estado de São Paulo], entidade que sempre agiu contra a classe trabalhadora, arrancando sangue e a mais-valia e sem dar retorno justo ao trabalho”, disse a sindicalista.

Pedro Peduzzi/Agência Brasil
Palavras de ordem
Brasília - A trabalhadora rural Cristiane Rocha Oliveira viajou três dias, do Piauí até Brasília, para comparecer à manifestação na Esplanada dos Ministérios e dizer que Dilma é bastante popular no interior do Brasil

As palavras de ordem dos líderes do movimento, que falavam ao microfone em sete carros de som que estavam no estacionamento do estádio, ecoavam também nas vozes das milhares de pessoas concentradas, entre elas, a trabalhadora rural Cristiane Rocha Oliveira, 33 anos. Ela passou três dias viajando desde Piripiri (PI) até Brasília, em um ônibus com 48 pessoas. “A gente está cansado das mentiras que vimos na televisão, e viemos até aqui para mostrar que em muitos lugares do país a Dilma é bastante popular pelo muito que fez para melhorar a vida da gente”, disse ela à Agência Brasil.
“Desde que o Lula foi presidente, muita coisa boa aconteceu na minha cidade, principalmente nas escolas. A vida melhorou 100%. A alimentação, a saúde. Há três meses consegui a minha casa [pelo Programa Minha Casa Minha Vida] e parei de pagar aluguel. A Dilma trata o pobre como ninguém antes tratava, e gastar com pobre é um gasto mais digno do que o gasto com o rico, porque é a gente quem precisa”, disse.

Pedro Peduzzi/Agência Brasil
Brasília - O cadeirante Marco Borges foi à manifestação a favor do governo Dilma Rousseff. Ele tem medo de que o Brasil esteja correndo o risco de viver uma nova ditadura

As dificuldades de locomoção do cadeirante Marco Borges, 58 anos, não o desanimaram a embarcar em uma viagem de 650 quilômetros - distância entre Santana (BA) e Brasília.
“Vale o sacrifício porque minha missão é ajudar a defender a democracia de meu país. Democracia que foi conquistada com muito custo após 1964. O mundo mudou e os tipos de ditaduras também. Agora nosso risco é o de viver uma ditadura judiciária respaldada por uma mídia pra lá de comprometida. É um absurdo a Dilma, que nem investigada é, ser refém de uma pessoa comprovadamente corrupta como o Eduardo Cunha”, disse o aposentado.
“E não podemos aceitar que o [Michel] Temer se torne o principal e mais importante personagem de nosso país, quando ele só está na vice-presidência graças à Dilma. Ele deveria ajudá-la, e não golpeá-la”, acrescentou o cadeirante que veio acompanhado de um grupo de 50 pessoas. “O Luz para Todos levou a nossa cidade também o acesso à internet. Isso deixou nossa cidade mais bem informada e consciente de que o Brasil é muito diferente.”


Pedro Peduzzi/Agência Brasil
Direitos sociais
Brasília - O operador de trator Salvador Gregório viajou de Coromandel, Minas Gerais, e disse ser grato a Dilma por ela ter respeito aos pobres 

Operador de trator, Salvador Gregório, 52 anos, viajou mais de 400 quilômetros vindo de Coromandel (MG) na companhia da esposa, que não quis se identificar. “Estão querendo tirar nossa presidenta e a gente não aceita”, disse. “Vou lhe falar uma coisa: o que o Lula, e depois ela, fizeram para a gente ninguém nunca fez. Em primeiro lugar, eles nos respeitam. Tratam pobre que nem rico. Melhorou a renda lá de casa e a gente espera que isso continue porque a gente precisa ter uma terrinha e parar de pagar aluguel”.
O coordenador da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee), José Carlos Padilha Arêas, diz que a luta para garantir e dar estabilidade ao governo Dilma tem por objetivo a continuidade dos avanços dos direitos sociais dos brasileiros. “Estão usando a crise mundial pela qual passa o capitalismo para prejudicar o Brasil, a exemplo do que fizeram com a Grécia. Esse projeto que o Temer já vem propagandeando, chamado de Ponte para o Futuro, é também um golpe contra os avanços sociais no Brasil”, argumentou.

Pedro Peduzzi/Agência Brasil
Brasília - A economista Clara Sanchez viajou do Rio a Brasília para protestar contra o impeachment de Dilma Rousseff

A economista Clara Sanchez, 28 anos, veio do Rio de Janeiro “para mostrar ao mundo que os brasileiros estão cientes de que a democracia está sob risco, caso o impeachment seja aprovado”.
A escolha por participar das manifestações em Brasília se deve ao fato de, pela proximidade com o Congresso Nacional, a capital facilitar um contato direto com os parlamentares que traçarão o destino do país. “Quero dizer a eles que não será fácil dar esse golpe. Nós temos capacidade de mobilização e vamos mostrar o quão irresponsável seria a deposição de uma presidenta”, disse.

Pelo Brasil
Há atos programados em pelo menos 17 estados, além do Distrito Federal.
Em São Paulo, os manifestantes do ato em defesa da democracia e contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff ocupam a Praça da Sé e a rua lateral da catedral. Quatro carros de som levam líderes de movimentos sociais e de sindicatos que se revezam nos discursos.
O ato reúne entidades como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), da União da Juventude Socialista, da Central de Movimentos Populares, de diversos sindicatos, entre outros.
No Rio de Janeiro, os manifestantes se reuniram no Largo da Carioca, no centro do Rio. Na avaliação do presidente da Federação das Associações de Favelas do Estado do Rio de Janeiro (Faferj), Rossino Castro Diniz, a camada mais pobre do país, beneficiária dos principais programas sociais do governo, como Bolsa Família e Minha Casa Minha Vida, é contrária à tentativa de impedimento da presidenta Dilma.
Em Salvador, o ato começou no início da tarde, na região de Campo Grande. Na capital cearense, a concentração dos manifestantes ocorreu na Praça da Bandeira.
Fonte - Agência Brasil  31/03/2016