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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Sindicato pede mais investimentos no metrô de São Paulo

Metrô de SP

O ato, que começou no Vale do Anhangabaú e terminou em frente à Secretaria Estadual de Transportes, lembrou ainda a pane ocorrida na semana passada na Linha 3 - Vermelha do metrô.

Daniel Mello 
Repórter da Agência Brasil 
foto - pregopontocom
O Sindicato dos Metroviários de São Paulo fez hoje (13) uma manifestação no centro da capital pedindo mais investimentos no transporte público. O ato, que começou no Vale do Anhangabaú e terminou em frente à Secretaria Estadual de Transportes, lembrou ainda a pane ocorrida na semana passada na Linha 3 - Vermelha do metrô.
Terça-feira (4) da semana passada, houve tumulto depois de falha em uma das composições da linha. Usuários acionaram botões de emergência e desceram na via, provocando depredações e confronto com a Polícia Militar, dentro das estações.
Para o presidente do sindicato, Altino de Melo Prazeres, os problemas enfrentados na ocasião, bem como outras falhas, estão relacionados a reformas mal-executadas nas composições. “Tem a ver com a frota K, que é uma reforma muito mal-feita, e está relacionada com o propinoduto. Tanto é que o Ministério Público (MP) está exigindo a devolução aos cofres públicos de R$ 800 milhões”, disse ele, em referência à investigação aberta pelo MP para apurar denúncias de fraude nas licitações do transporte público.
Os contratos para reforma de 98 trens foram suspensos pelo Metrô, a pedido do Ministério Público, que vê indícios de fraude nos termos assinados em 2008 e 2009. Segundo o órgão, o prejuízo é estimado em R$ 800 milhões, em valores não atualizados. O MP apura ainda indícios de má execução nos serviços já finalizados.
O governador Geraldo Alckmin atribuiu os problemas da semana passada a uma possível sabotagem do sistema. “Eu não acredito que essas coisas sejam de geração espontânea. Acho que precisa ser investigado com seriedade”, disse ele à época.
A militante do Movimento Passe Livre Monique Felix contesta a visão do governador. Para ela, o tumulto do dia 4 foi apenas uma exacerbação de fatos cotidianos no transporte público paulistano. “Diariamente esses trens dão problema. A população tem que quebrar os vidros e sair à via para não morrer sufocada dentro dos trens. O que aconteceu no dia 4 foi uma auto-organização da população de São Paulo, que tem se organizado para lutar por um transporte diferente”, disse.
Altino Prazeres pediu a contratação de mais funcionários para segurança, operação e manutenção do metrô como solução mais imediata para a saturação do sistema. Ele ressaltou ainda a importância da revisão dos serviços realizados, que estão sob investigação do MP. “Nós queremos que essa reforma seja revista imediatamente, paga por essas empresas que não cumpriram o papel que deveriam cumprir. As reformas estão dando muito problema, como nessa frota K”.
Fonte - Agência Brasil  13/02/2014

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Dois dias após paralisação, Linha 3 do Metrô SP tem nova falha em horário de pico

Metrô de SP

Sem reclamar, hein?... Povo ingrato...
Ocorrência no Brás afetou circulação de trens por todo o ramal.


Bruno Ribeiro e Caio do Val
O Estado de São Paulo 
Adicionar legenda
SÃO PAULO - Uma falha na tração de um trem às 17h55 perto da Estação Brás, na Linha 3-Vermelha do Metrô de São Paulo, faz as composições circularem com velocidade reduzida nesse ramal no fim da tarde desta quinta-feira, 6. Diversos passageiros têm reclamado pelo Twitter de grande tempo de espera para conseguir embarcar nos trens em pleno horário de pico.
A ocorrência foi dois dias depois da paralisação que fechou dez das 18 estações da Linha 3-Vermelha por mais de cinco horas. Segundo alguns passageiros, leva-se até 20 minutos para conseguir embarcar em um trem. De acordo com o Sindicato dos Metroviários, a falha ocorreu no trem H67. A assessoria de imprensa do Metrô foi questionada, mas não confirmou esse dado.
Ainda segundo o sindicato, outro trem, o K07, também teve problemas na tração na região da Estação Sé. O Metrô soltou um comunicado informando que às 18h46 a Linha 3 estava em "processo de normalização".
Na Estação Palmeiras-Barra Funda, havia controle de entrada dos passageiros. Uma pessoa relatou que o sistema de som pedia para os passageiros utilizarem o serviço da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que estava sobrecarregado.
O problema foi perto da Estação Brás. Um trem teve falhas na tração e teve que ir em velocidade reduzida até a parada, onde os passageiros desembarcaram. A situação começou às 17h55 e só foi "normalizada" (ou seja, o trem rebocado), segundo o Metrô, às 18h13. Contudo, ainda havia impacto na Linha 3 inteira.
Até as 18h58, passageiros reclamavam da situação anormal da operação dos trens na Linha 3-Vermelha.
Fonte - São Paulo Trem Jeito  06/02/2014

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Falha no metrô de São Paulo provoca filas em estações da zona leste

Transportes sobre trilhos

Fernanda Cruz
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
Passageiros da zona leste da capital paulista que usam o metrô para chegar ao trabalho enfrentam longas filas nesta manhã, principalmente nas estações Guilhermina-Esperança e Artur Alvim. O problema foi causado por uma falha operacional em um dos trens da Linha 3-Vermelha, entre as 6h20 e as 7h.
Segundo o Metrô, a operação dos trens, que está em processo de normalização, passou a ser feita em velocidade reduzida. Com isso, as estações ficaram lotadas e com longas filas. Muitos usuários tiveram que optar pelos ônibus.
O metrô é o principal meio de transporte dos moradores da zona leste, região mais populosa da capital. Em dias úteis, embarcam, em média, cerca de 1,1 milhão de passageiros apenas na Linha 3-Vermelha.
Fonte - Agência Brasil  03/02/2014

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Dilma assina contrato para implantação da Linha 3 do metrô em Niterói

Política 

Em lançamento de metrô em São Gonçalo, Dilma é aplaudida e Cabral é vaiado
Governador do Rio ironizou: "Apesar de o prefeito organizar protestos, estamos investindo aqui

Jornal do Brasil
Claudia Freitas

Em solenidade em São Gonçalo, a presidenta Dilma Rousseff assinou, na manhã desta quarta-feira (11), um contrato com o governo do Estado do Rio de financiamento para a implantação da Linha 3 do metrô. O governador Sérgio Cabral, que participou do evento, foi vaiado durante seu discurso, e rebateu: "Apesar de o prefeito de São Gonçalo estar organizando protestos contra o governo do Estado, estamos investindo aqui", disse, referindo-se a Neilton Mulim, do PR.
Em determinado momento de seu discurso, quando Cabral citou a ex-prefeita Aparecida Panisset referindo-se ao início do projeto da construção da linha 3, novamente foi intensamente vaiado. O ex-secretário de Obras de São Gonçalo e atual deputado estadual, Márcio Panisset (PDT-RJ), também foi intensamente vaiado. "Neilton, você tem que treinar sua turma para ser mais educada", ironizou Cabral, mais uma vez se referindo ao atual prefeito.
Por sua vez, a presidenta Dilma reforçou em seu discurso a importância da parceria entre os governos federal, do estado e prefeituras. "Na hora de governar, tem que haver cooperação. O governo governa, não disputa. Independentemente de partido, há o interesse da população", destacou.
A solenidade aconteceu no dia seguinte à aprovação na Alerj de projeto de lei que veta o uso de máscaras em manifestações. Um grupo com cerca de 10 integrantes ocupou a frente do Clube Mauá, em São Gonçalo, onde aconteceu o evento, com faixas de protesto: "O povo tem que continuar usando máscaras. Quem tem que tirar são os corruptos". Um dos manifestantes, vestido de gorila, usou um megafone para gritar palavras de ordem.
O governador Sérgio Cabral ressaltou em seu discurso a importância dos investimentos em São Gonçalo, que segundo ele representou 70% total dos votos do estado em favor da sua administração, somente no primeiro turno das últimas eleições. Cabral, em meio às vaias, enumerou os feitos da sua gestão direcionadas para a região, entre eles as cifras de milhões investidos em um Posto do Poupa Tempo, mais um bilhão em rede de água e esgoto e o Programa Renda Melhor, que atende a mais de 30 mil famílias do município.
Ao citar a antiga parceria do governo estadual com a ex-prefeita Aparecida Panisset (PDT), que trouxe melhorias para São Gonçalo, Cabral foi novamente vaiado e deixou o palanque aos gritos dos manifestantes: "União, União, tira o Cabral e o Pezão". 
Com cartaz, moradores agradecem pelo
programa mais Médicos
Mais Médicos
Durante o evento, Dilma destacou ainda do programa Mais Médicos, enfatizando a importância de levar profissionais de saúde aos locais mais carentes. "Em Ipanema e Leblon não faltam médicos, mas sabemos que aqui falta", disse.
Ela destacou que criou o programa porque ouviu a demanda da população. Em discurso, Dilma disse que é obrigação de um governo conhecer as necessidades do povo.
“O governo não pode ser surdo. Um governo tem de ouvir muito. E, além de ouvir, sabemos que o Brasil tem um problema sério na área da saúde. Por isso, nós fizemos o Mais Médicos”, disse a presidenta. Ela foi aplaudida ao final do seu discurso, e deixou o palanque ao som de "Olê, olê, olá, Dilma, Dilma."
Dilma anuncia outras melhorias para o Rio
A presidente Dilma Rousseff abriu o seu discurso enfocando os avanços do governo federal, como a diminuição do desequilíbrio social e os índices de desemprego, que segundo ela são passos importantes. "Mas precisamos avançar ainda mais, em direção a tudo que podemos ser", completou. Dilma elogiou o capacidade que os governos estaduais têm de atuar em parceria com as suas prefeituras e em sintonia com o governo federal. "No Rio, a parceria foi vitoriosa e mudou a vida da população. O trabalho combinado faz as coisas acontecerem e é o que o governo federal está fazendo, é o que estamos fazendo aqui, estamos compartilhando com os governadores e prefeitos, porque governo coopera e não disputa, como pode naturalmente acontecer durante um período eleitoral. Eu sou presidente de todos", disse Dilma.
Pela primeira vez em São Gonçalo, a presidente da República lembrou que a visita dela aconteceu às vésperas do aniversário do município, 22 de setembro, e trouxe para a população um presente significativo: a Linha 3 do metrô. Dilma garantiu que a segunda fase do empreendimento já é uma realidade e vai chegar até o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), localizado a poucos metros do Clube Mauá. A região metropolitana de Niterói terá total atenção do governo federal, segundo Dilma. Ela ressaltou três números que na sua avaliação representam os investimentos destinados ao local: o tamanho do investimento na fase do projeto, R$2,57 bilhões, que mostra o seu potencial produtivo; os 22 quilômetros de extensão da obra, que vai transformar a mobilidade urbana em São Gonçalo, permitindo as pessoas que tenham acesso ao transporte de primeiro mundo e as 1,8 mil pessoas que serão beneficiadas com o projeto, ganhando mais tempo para ficar com suas famílias. "A mobilidade urbana compõe aqueles cinco pactos que fiz com os governantes, prefeitos, movimentos sociais e com o Congresso", disse.
Além da Linha 3, Dilma Rousseff anunciou também outras mudanças para a cidade do Rio. O município de São Gonçalo vai ganhar também o sistema viário, com corredor expresso, o município de Duque de Caxias será beneficiado com um BRT, no trecho Gramacho e Imbariê e um VLT (Ve ligando Santa Cruz da Serra e o Centro e mais a construção de corredores expressos para os ônibus. Nova Iguaçu também está na lista de investimentos e vai receber dois corredores expressos e as obras de conclusão da sua via expressa, a Via Light, que liga a Baixada Fluminense ao Rio.
Com relação à concepção de transporte no Brasil, Dilma disse que o país "tinha um pensamento muito errado". Nas décadas de 80 e 90, existia a teoria nacional de que o país não era grande o suficiente para investir em transportes de primeiro mundo, como o metrô, monotrilho, BRT e VLT. "A gente só tinha ônibus. Estamos correndo atrás do prejuízo e mudando esse pensamento e aqui em São Gonçalo os avanços devem chegar logo, porque é uma região de alto índice populacional e o erro deve ser corrigido logo, antes que fique grande demais", comentou a presidente.
Obras
A Linha 3 do metrô vai ligar as cidades de São Gonçalo e Niterói, na região metropolitana. O projeto custará mais de R$ 2 bilhões. A União deverá arcar com dois terços desse total, enquanto o governo fluminense será responsável pelo restante.
Inicialmente, a linha terá 14 estações distribuídas em 22 quilômetros e que deverão receber 600 mil passageiros, reduzindo em 40 minutos o tempo de travessia. Em um segundo momento, o trajeto deverá ser estendido até o município de Itaboraí, onde está sendo construído o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), um projeto bilionário da Petrobras.
A nova linha, no sistema monotrilho, tem seu início de obras previsto para dezembro, com termino em três anos.
O prefeito Neilton Mulim destacou que a obra da Linha 3 é um sonho esperado e um marco para a melhoria da mobilidade urbana em São Gonçalo. Os investimentos fazem parte do Plano de Mobilidade Urbana do governo federal.
Fonte -  Jornal do Brasil  11/09/2013

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Financiamento da Linha 3 do metrô do Rio será assinado no dia 11

Mobilidade

Vinícius Lisboa
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Rio de Janeiro - A presidenta Dilma Rousseff e o governador do Rio, Sérgio Cabral, devem firmar, no próximo dia 11, o contrato de financiamento da Linha 3 do metrô, que ligará os municípios de Niterói e São Gonçalo, na região metropolitana. Cabral informou hoje (5) que a União ficará responsável por dois terços do projeto, e o estado arcará com o restante.
O projeto inclui 14 estações em 22 quilômetros de extensão e deve ser estendido até Itaboraí, em um segundo momento. "Será muito importante para o povo de Niterói e São Gonçalo, uma conquista do leste metropolitano", destacou o governador.
A Linha 3 do metrô receberá investimentos do Plano de Mobilidade Urbana, uma das ações do governo federal em resposta às manifestações de junho, que tinham entre suas principais demandas a melhoria das condições de transporte. O custo do projeto é R$ 2 bilhões, já que o governo do estado optou pelo monotrilho para reduzir os custos.
Cabral também se manifestou sobre os transtornos que os usuários dos trens da SuperVia têm enfrentado nos últimos dias. As paralisações do serviço têm causado horas de atraso nas viagens e obrigado passageiros a descer das composições e caminhar pelos trilhos. O governador lembrou que houve muitas melhoras na Supervia desde 2007, quando assumiu o governo do Rio no primeiro mandato e culpou governos anteriores pelos problemas: "Infelizmente, foram muitos anos de canibalização, sem que se comprasse um trem, sem manutenção. Um abandono completo. Chegamos a ter 90 mil usuários por dia na Supervia. A população estava abandonando o trem. Hoje, temos 600 mil. A situação é outra, mas ainda está muito longe do ideal".
Segundo Cabral, até abril do ano que vem, toda a frota da SuperVia estará renovada. Ele reconheceu que metade das composições que circula hoje é "muito antiga".
Fonte - Agência Brasil  05/09/2013