UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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sábado, 9 de julho de 2016

Homenagem marca três anos do programa Mais Médicos na Bahia

Saúde

A Bahia se destaca como um dos estados que recebeu mais médicos do programa desde o seu lançamento, entre eles, os cubanos, que na manhã deste sábado (9), foram especialmente homenageados em cerimônia com a presença do governador Rui Costa.

Da Redação
foto - Amanda Oliveira/Gov.Ba
Em julho de 2013, o governo federal criou o Programa Mais Médicos, pensado para ampliar a cobertura na assistência à saúde em todo o País, inclusive com a participação de profissionais estrangeiros. A Bahia se destaca como um dos estados que recebeu mais médicos do programa desde o seu lançamento, entre eles, os cubanos, que na manhã deste sábado (9), foram especialmente homenageados em cerimônia com a presença do governador Rui Costa.
O evento promovido pelo Governo do Estado, por meio das secretarias de Relações Institucionais (Serin) e da Saúde (Sesab), aconteceu no Instituto Anísio Teixeira (IAT), em Salvador, e teve a participação também de secretários estaduais, da cônsul cubana para o Nordeste, Laura Pujol, médicos do programa, outras autoridades políticas e representantes da sociedade civil.
Na Bahia, 1.064 dos 1.432 médicos do programa que atendem no estado são cubanos, o que representa 74% do total. O governador agradeceu e destacou a atuação do profissionais e sua importância, que vai além da ampliação na assistência médica. "Queria agradecer a todo o povo cubano por essa ajuda que dá aos brasileiros e baianos. É uma ajuda que vai além da Medicina. O mais médicos tem o objetivo de garantir o atendimento médico principalmente para as camadas menos assistidas de nossa população, mas é também uma grande mudança cultural e de humanização do atendimento que nosso povo está vivendo".
De acordo com o secretário estadual da Saúde, Fábio Vilas-Boas, a expansão e democratização no acesso à saúde são marcas do Mais Médicos. "Antes desse programa, nós tínhamos dificuldade para levar a assistência médica aos rincões mais distantes do interior, inclusive em comunidades indígenas. A partir de então, temos a possibilidade de garantir a presença de um médico durante maior parte do dia e da semana em diversos municípios".
Atualmente, o Mais Médicos está presente em 368 municípios baianos, seja na zona urbana ou rural. O número expressivo contribuiu para a Bahia alcançar a cobertura de 72,02% da Estratégia de Saúde da Família, com um total de 3.380 equipes atuando. Estima-se que este quantitativo realize cobertura assistencial de cinco milhões de habitantes, com 687.360 atendimentos por mês.
Em cada município, os médicos são fiscalizados pelo gestor municipal e supervisores acadêmicos para que cumpram 40 horas de trabalho, integrada com ensino e serviço. A nível nacional, o programa conta com mais de 18 mil médicos distribuídos em 4.058 cidades brasileiras. Os intercambistas estrangeiros têm visto temporário por três anos, que pode ser prorrogado por mais três, caso haja permanência no Mais Médicos.
Para a cônsul cubana, além da maior cobertura no atendimento, vale destacar também a forma como os médicos estrangeiros foram recebidos pelas comunidades. "É um resultado muito positivo e temos um retorno da população, que se mostra muito satisfeita. Temos testemunhado o excelente relacionamento que existe entre nossos médicos, as equipes técnicas e a comunidade".
Com informações da Seco Ba. 09/07/2017 

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Mais Médicos é catalisador de um novo modelo de atenção médica, diz consultor da OPAS/OMS

Saúde

O programa Mais Médicos é uma experiência “grandiosa e ousada política e tecnicamente”, sendo catalisador de um novo modelo de atenção à população, disse durante evento em Fortaleza (CE) Julio Suarez, consultor da representação da OPAS/OMS no Brasil.O programa Mais Médicos foi criado em 2013 pelo governo federal. 

Revista Amazônia
foto - Araquém Alcântara
O programa Mais Médicos é uma experiência “grandiosa e ousada política e tecnicamente”, sendo catalisador de um novo modelo de atenção à população, disse durante evento em Fortaleza (CE) Julio Suarez, consultor da representação da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) no Brasil.
As declarações foram feitas na quarta-feira (1) no 32º Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, durante a mesa redonda “Experiências municipais inovadoras na implementação do Programa Mais Médicos”, coordenada pela OPAS/OMS.
O consultor da OPAS no Brasil apresentou na ocasião a experiência do Mais Médicos em Curitiba (PR), município que apresenta uma série de desigualdades sociais.
“Curitiba tem o 10º melhor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Brasil, mas é um município desigual”, disse. “A Secretaria Municipal de Saúde tinha dificuldades em fixar médicos nas áreas mais pobres. Por isso, o Mais Médicos chegou”.
De acordo com o pesquisador, foram feitas 24 entrevistas com profissionais de saúde do município e visitas às unidades básicas dos bairros de Sabará, São Miguel e Salvador Allende. De acordo com a pesquisa, um dos resultados do programa foi o fortalecimento da atenção básica dentro do Sistema Único de Saúde (SUS) e também a melhoria e a humanização do atendimento ao usuário.
“O Mais Médicos no Brasil é uma experiência muito grandiosa e ousada política e tecnicamente. O programa foi um catalisador de um novo modelo de atenção”, disse. Suarez também reforçou a importância da cooperação que garante a atuação de médicos cubanos no país.
O evento em Fortaleza ocorre até sábado (4), com a participação de cerca de 4 mil gestores da saúde de todo o país.

Exemplos de Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte
Já o coordenador do mestrado profissional em atenção primária à saúde da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Carlos Eduardo Campos, apresentou aos gestores da saúde o exemplo da capital carioca.
Ele lembrou que a população da cidade, principalmente nas áreas mais pobres, estava desacostumada a ter assistência médica e, com a vinda dos médicos do programa, viram sua realidade mudar.
“O compromisso e a ética dos médicos chamaram a atenção da população. Eles trabalham muito, atendem até o último paciente.”
Experiências da atenção básica de saúde de municípios de maior vulnerabilidade e menor porte do Rio Grande do Norte também foram expostas por Ângelo Roncalli, professor do programa de pós-graduação de saúde coletiva da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
“O primeiro impacto do programa é no próprio processo de trabalho, no cotidiano. A chegada do médico traz a perspectiva do verdadeiro trabalho em equipe. Todo trabalhador de saúde é sempre coletivo”, afirmou.
“Também observamos o fortalecimento da atenção primária de saúde. (…) Existe uma fala comum de que existe a saúde antes do Mais Médicos e depois do Mais Médicos”, acrescentou.
Renato Tasca, coordenador do Mais Médicos na OPAS/OMS, ressaltou a importância da análise do programa como política pública nas perspectivas locais, o que gera conhecimento e novas formas de enxergar a realidade.
Na opinião de Tasca, o programa tem contribuído para a redução das desigualdades no Brasil. “O Mais Médicos é um grande viabilizador, criador de condições favoráveis. Entretanto, está na capacidade do gestor, das equipes, aproveitar esse potencial e fazer que isso viabilize mudanças”, disse.
Criado em 2013 pelo governo federal, o Mais Médicos tem o objetivo de suprir a carência desses profissionais nos municípios do interior e nas periferias das grandes cidades do Brasil.
A representação da OPAS/OMS no Brasil colabora com a iniciativa, intermediando a vinda de médicos de Cuba para atuar em postos de saúde do país. Com o Mais Médicos, foi possível preencher 18.240 vagas em 4.058 municípios e 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). Dessas, 11.429 foram ocupadas por profissionais cubanos.
Fonte - Revista Amazônia  02/06/2016

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Novas inscrições para o Mais Médicos começam amanhã

Saúde

O processo seletivo será para reposição de vagas que serão abertas com o fim do ciclo de um ano, no qual cerca de 2.300 profissionais atuam, e também para o preenchimento de cerca de 300 vagas que são abertas normalmente a cada três meses com a desistência de médicos, por exemplo, por passarem em residência médica ou aceitarem ofertas de emprego.

Aline Leal 
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Começam amanhã (12) e vão até sexta-feira (15) as inscrições para ingresso de profissionais no Programa Mais Médicos. O Ministério da Saúde estima que serão abertas cerca de 2.600 vagas.
O número de postos será calculado quando os municípios que já participam do programa confirmarem se ainda precisam dos profissionais. O prazo para a manifestação dos municípios também vai de 12 a 15 deste mês.
O processo seletivo será para reposição de vagas que serão abertas com o fim do ciclo de um ano, no qual cerca de 2.300 profissionais atuam, e também para o preenchimento de cerca de 300 vagas que são abertas normalmente a cada três meses com a desistência de médicos, por exemplo, por passarem em residência médica ou aceitarem ofertas de emprego.
Os clínicos que estão fechando o ciclo de um ano este mês poderão continuar no programa por mais três anos, sem sair do município onde já trabalham. “O esperado é que a maioria desses profissionais saia agora em janeiro, já que se inscreveram para ganhar pontuação na residência médica ”, disse, em entrevista a jornalistas, o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Hêider Pinto.
Desde o ano passado, o Ministério da Saúde permite que o candidato, no momento da inscrição, opte pela modalidade que prevê atuação por um ano e ganho de pontuação adicional de 10% em provas de residência, ou pela permanência no município por três anos, com ajuda de custo.
Como sempre, as vagas serão abertas primeiro para médicos com registro nos conselhos regionais de Medicina brasileiros. Caso esses profissionais não preencham todos os postos, os brasileiros formados no exterior terão oportunidade de concorrer. Por último, profissionais estrangeiros porão ficar com as vagas restantes.
No dia 25 deste mês, o Ministério da Saúde publicará edital com as cidades com vagas abertas pela desistência de profissionais. Os inscritos poderão escolher os municípios entre os dias 25 e 27.
De forma geral, a taxa de desistência do programa é de 5% dos médicos por ano. Segundo Hêider Pinto, quando o foco está nos médicos brasileiros, a taxa sobe para 13%, o que ele considera um bom número, se comparado a uma pesquisa que indica uma taxa de 50% dos médicos do serviço público de forma geral.
D acordo com o secretário, a tendência é que os municípios maiores passem a contratar profissionais com meios próprios, diminuindo a demanda do programa. Porém, Pinto diz não imaginar que os provimentos pelo programa acabem antes de 2020.
Hoje o Mais Médicos conta com 18.240 médicos em 4.058 municípios e 34 distritos sanitários indígenas especiais. O programa foi criado em 2013 para levar médicos a localidades carentes desses profissionais.
Fonte - Agência Brasil  11/01/2016

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Em 2015, Mais Médicos ocupa todas as vagas abertas com brasileiros pela 1ª vez

Saúde

No começo deste ano, além da opção existente desde o início do programa, na qual o clínico atende por três anos na atenção básica do local para onde for designado, o Ministério da Saúde adicionou uma segunda alternativa para profissionais registrados no Brasil, em que ele passa apenas um ano clinicando e recebe ao final um bônus de 10% nas notas de concursos para ingresso em residências médicas.

Aline Leal
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
Depois de muita polêmica envolvendo a contratação de profissionais cubanos para o Mais Médicos, em 2015 o programa conseguiu atrair um número maior de clínicos com registro nos Conselhos Regionais de Medicina (CRM) brasileiros. Enquanto 79% dos médicos que entraram no programa de julho de 2013 a dezembro de 2014 são cooperados cubanos, todos os que entraram em 2015 são brasileiros.
No começo deste ano, além da opção existente desde o início do programa, na qual o clínico atende por três anos na atenção básica do local para onde for designado, o Ministério da Saúde adicionou uma segunda alternativa para profissionais registrados no Brasil, em que ele passa apenas um ano clinicando e recebe ao final um bônus de 10% nas notas de concursos para ingresso em residências médicas.
Foi este bônus o que atraiu Bruna da Silva a entrar no programa. Formada há cinco anos, a médica quer fazer residência em anestesiologia e acredita que 10% a mais na nota ajudarão a atingir este objetivo.
Bruna foi designada para trabalhar na cidade pernambucana de João Alfredo, que tem 32 mil habitantes e fica a cerca de 100 quilômetros da cidade onde ela morava, a capital Recife. “A estrutura não é a melhor, o consultório é pequeno, abafado, não tem janela, nem ar-condicionado, mas mesmo assim a gente consegue resolver a vida de muitos pacientes e evitar que eles procurem o hospital”.
Como na maioria dos postos de atenção básica, hipertensão e diabetes são as maiores demandas do posto onde Bruna trabalha. “A equipe é muito boa e agora os pacientes estão deixando de ir ao hospital por problemas que podem ser resolvidos nos postos, como controle de diabetes, de hipertensão, entre outros”.

Divergências
Desde o início do programa, em 2013, os editais sempre abrem chamadas primeiramente para médicos com registro no Brasil, em seguida para os brasileiros formados no exterior. As vagas restantes, que até 2014 acabavam sendo a maioria, são ocupadas por profissionais da cooperação entre Brasil e Cuba, intermediada pela Organização Mundial da Saúde.
A grande divergência entre entidades médicas e governo com relação à iniciativa é que, enquanto a legislação brasileira exige registro nos CRMs para que os médicos possam atuar no país, a Lei 12.871, que institui o Mais Médicos, dispensa este documento de pessoas formadas fora do país para atuação exclusiva no programa. Desta forma, a maioria dos profissionais do Mais Médicos clinicam sem registro. Além disso, os médicos cubanos recebem pagamento pelo governo cubano, que fica com uma parte do dinheiro, algo que também tem a reprovação das entidades.

Aumento nas consultas
Com a mudança feita em janeiro de 2015, foram abertas 4.146 vagas, das quais 92% foram preenchidos por profissionais com registro no Brasil e 8% por médicos brasileiros formados fora do país e sem registro. A cada três meses o governo abre editais para repor vagas, caso haja desistências.
Criado em 2013, o Mais Médicos paga uma bolsa-formação a médicos para que eles atendam na atenção básica de regiões carentes. Médicos que se inscrevem individualmente ganham pouco mais de R$10 mil, já os cubanos recebem menos, pois parte do dinheiro fica com o governo cubano. Hoje 18.240 profissionais clinicam pelo programa. A porcentagem de cubanos ainda é a maior, são 69% dos bolsistas.
De acordo com dados da Rede Observatório do Programa Mais Médicos, nos municípios onde os médicos da iniciativa trabalham, o número de consultas aumentou 33%, enquanto nos demais municípios o crescimento foi 15%. Nos municípios do programa, entre 2013 e 2014, o número de internações caiu 4% a mais que nas demais cidades.
A rede é formada por 14 instituições, incluindo 11 universidades federais, e fez a análise sobre os dados do período de janeiro de 2013 a janeiro de 2015 com pesquisadores observadores nas cinco regiões do País.
Fonte - Agência Brasil  30/12/2015

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Governo anuncia criação de 3 mil vagas de residência para o Mais Médicos

Saúde

O anúncio foi feito durante cerimônia de comemoração de dois anos do Programa Mais Médicos, no Palácio do Planalto. As bolsas serão financiadas pelos ministérios da Saúde e da Educação.Criado em 2013 para levar médicos a regiões distantes, em dois anos o programa contratou 18.240 médicos para trabalhar em 4.058 municípios e cerca de 30 distritos indígenas.

Luana Lourenço
e Marieta Cazarré 
Repórteres da Agência Brasil
Tânia Rêgo/Agência Brasil
O governo anunciou hoje (4) a criação de três mil vagas de residência médica, sendo a maioria oferecidas a estudantes das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Setenta e cinco por cento das bolsas serão destinadas à formação de especialistas em medicina geral de família e de comunidade. O anúncio foi feito durante cerimônia de comemoração de dois anos do Programa Mais Médicos, no Palácio do Planalto. As bolsas serão financiadas pelos ministérios da Saúde e da Educação.
A meta do governo é criar, até 2018, 11,5 mil novas vagas de graduação em medicina e 12,4 mil vagas de residência para formação de médicos em áreas prioritárias para o Sistema Único de Saúde (SUS). Com o anúncio de hoje, o programa chega a 62% da meta de novas vagas de residência.
Também foi anunciada hoje a contratação de 880 professores para lecionar nas universidades federais que abriram novas vagas nos cursos de medicina ou criaram faculdades na área, após a criação do programa.
Um decreto assinado pela presidenta Dilma Rousseff durante a cerimônia vai regulamentar o Cadastro Nacional de Especialistas, com informações de médicos de todo o país. O objetivo, segundo o Ministério da Saúde, é melhorar o planejamento para distribuição de especialistas pelo país.

Balanço
Criado em 2013 para levar médicos a regiões distantes e periferias, o programa foi alvo de polêmica e resistência dos profissionais de saúde, principalmente pela possibilidade de contratação de médicos estrangeiros. Em dois anos, de acordo com o Ministério da Saúde, 18.240 médicos foram contratados para trabalhar em 4.058 municípios e cerca de 30 distritos indígenas, beneficiando um total de 63 milhões de pessoas.
Na avaliação do ministro da Saúde, Arthur Chioro, o programa reverteu um déficit histórico de atenção à saúde em algumas áreas do país. “Ao longo de 27 anos do SUS, o atendimento estava comprometido pois não tínhamos médicos para o atendimento básico. Hoje temos o direito à atenção básica garantido a todos os brasileiros e brasileiras”, comparou. “É um programa que veio para mudar a qualidade [do atendimento] e o acesso da população brasileira à saúde”, acrescentou.
Pesquisa encomendada pelo ministério ao Grupo de Opinião Pública da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) mostra que a nota média dos usuários para o programa é nove. De acordo com o levantamento, a maioria dos pacientes beneficiados pelo programa são mulheres (80%), com filhos e renda de até dois salários-mínimos. Cerca de 40% recebem o Bolsa Família.
Em um relatório de avaliação dos dois anos do Mais Médicos, o Tribunal de Contas da União (TCU) reconheceu avanços, mas apontou falhas na execução do programa. Para o TCU, foram detectadas falhas na distribuição dos médicos e 26% dos municípios carentes ainda não foram atendidos pelo Mais Médicos.
Os profissionais inscritos no programa recebem R$ 10,5 mil por mês, pagos pelo governo federal.
Fonte - Agência Brasil  04/08/2015

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Usuários do Mais Médicos dão nota nove ao programa, aponta pesquisa

Saúde

Os dados apontam que 84% não tiveram dificuldades de entendimento e que apenas 2% sentiram muita dificuldade.Para Helcimara Telles, coordenadora da pesquisa, o que faz com que o programa seja bem avaliado é o atendimento médico.

Aline Leal* 
Repórter da Agência Brasil
Médicos cubanos desembarcam no aeroporto de Brasília
em outubro de 2013 - Arquivo/Agência Brasil
Pesquisa mostra que usuários do Mais Médicos dão nota nove, em uma escala de zero a 10, como nota média para o programa.O levantamento, feito pelo Grupo de Opinião Pública da Universidade Federal de Minas Gerais, mostra que 54% dos usuários entrevistados dão nota 10 ao programa, criado em 2013 para levar médicos a regiões carentes.
Encomendado pelo Ministério da Saúde, o estudo aponta que, diferentemente do que os que são contra o programa pensavam, a maioria dos pacientes atendidos pelos médicos estrangeiros não sentiu dificuldades na comunicação. Os dados apontam que 84% não tiveram dificuldades de entendimento e que apenas 2% sentiram muita dificuldade.
Para Helcimara Telles, coordenadora da pesquisa, o que faz com que o programa seja bem avaliado é o atendimento médico. ”Mesmo que a infraestrutura da Unidade Básica de Saúde não seja muito boa, mesmo que faltem coisas, quando o atendimento médico é bom isso repercute bem na avaliação do programa”, defende a pesquisadora. Para a coordenadora, essa satisfação pode estar ligada à experiência dos médicos, já que 63% dos profissionais têm mais de dez anos de experiência, a maioria na atenção básica.
O perfil do usuário mostra que a maioria (80%) dos pacientes são mulheres, com filhos, renda de até dois salários mínimos e que 40% recebem bolsa família. “Isso mostra que o programa está atendendo o público alvo”, explica Helcimara.
Como desafios principais apontados pelos usuários, o levantamento destaca as dificuldades no acesso aos medicamentos, na marcação de consultas e na demora para receber o atendimento. Além disso, os pacientes também reclamam que não conseguem ser atendidos pelo mesmo profissional, o que dificulta o acompanhamento do histórico de saúde.
Comparando com o período anterior à chegada dos médicos do programa, 84% acham que o atendimento melhorou muito, 83% apontam melhora na duração da consulta e 81% acreditam que o profissional conhece mais os problemas de saúde do que os médicos anteriores.
Os resultados da pesquisa foram apresentados durante o 11º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, em Goiânia. As entrevistas foram feitas em Unidades Básicas de Saúde de 700 municípios de todas as regiões do país entre 17 de novembro e 23 de dezembro de 2014. A margem de erro é 1%.
Para a doutora em saúde pública e professora do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Lígia Bahia, o programa cumpriu um papel importante no atendimento em áreas carentes. “Ele não muda a estrutura do sistema público de saúde, mas ele foi capaz de levar assistência a uma parcela da população que não tinha”.
Ela destaca que os médicos cubanos são muito experientes e bons e que isso pode ter levado à avaliação tão positiva dos pacientes. No entanto, Lígia contesta o modelo de dar uma nota ao programa. “Uma nota resumo não é um método adequado para uma pesquisa de satisfação do usuário. Para mim, uma nota nove não quer dizer nem que o sistema é excelente e nem que não funciona.”, defende,
*A repórter viajou a convite da Associação Brasileira de Saúde Coletiva – Abrasco
Fonte - Agência Brasil  31/07/2015

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Brasileiros preencheram este ano 92% das vagas do Mais Médicos

Saúde

Ao todo, a pasta autorizou 4.146 vagas em 1.294 municípios e 12 distritos indígenas. As 286 vagas que não foram preenchidas serão oferecidas a médicos brasileiros, a partir de amanhã, com formação no exterior. Grande parte dos municípios com vagas restantes está na Região Norte.

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil 
Chioro divulga o resultado dos municípios contemplados
por brasileiro no Mais Médicos-Elza Fiuza/Agência Brasil
Profissionais brasileiros preencheram 92% das vagas autorizadas pelo Programa Mais Médicos para 2015, totalizando 3.830 profissionais em 1.208 municípios e seis Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei). Os números foram divulgados hoje (9) pelo Ministério da Saúde.
Ao todo, a pasta autorizou 4.146 vagas em 1.294 municípios e 12 distritos indígenas. As 286 vagas que não foram preenchidas serão oferecidas a médicos brasileiros, a partir de amanhã, com formação no exterior. Grande parte dos municípios com vagas restantes está na Região Norte.
De acordo com o balanço, 46% dos médicos brasileiros que assumiram uma vaga são homens e 54%, mulheres. Mais da metade (55%) têm entre 26 e 30 anos. Além disso, 78% dos participantes são solteiros e 51% já têm experiência em programas de saúde da família.
A maioria dos profissionais (68%) optou pelo benefício da pontuação de 10% nas provas de residência médica, caso tenha conceito satisfatório durante os 12 meses de atuação no programa.
Na Região Norte, das 1.799 vagas autorizadas, 1.726 foram preenchidas. No Sudeste, os números são 329 e 314, respectivamente. No Centro-Oeste, 396 vagas foram autorizadas e 370, preenchidas, enquanto no Sul, os números são 520 e 476, respectivamente.
O Norte foi a única região do país que teve menos de 90% das vagas preenchidas. Das 409 autorizadas, 283 foram ocupadas (69%).
Até o ano passado, 14.462 profissionais foram enviados a 3.785 municípios, beneficiando 50 milhões de pessoas. A previsão do governo é que, com os novos números, o programa alcance 18.247 médicos em 4.058 municípios, atendendo a aproximadamente 63 milhões de pessoas.
Para o ministro da Saúde, Arthur Chioro, os dados são "extremamente" positivos. "É uma nova realidade que esperamos que seja a realidade do programa nos próximos anos até que no futuro consigamos ter de fato um programa preenchido por médicos brasileiros."
Chioro considera provável que o programa não chegue à terceira etapa, onde são abertas vagas para médicos intercambistas individuais. Segundo ele, é menos provável a instituição da quarta etapa, quando são convocados médicos cubanos por meio do termo de cooperação com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).
"O programa já começa a produzir os resultados esperados no sentido de ampliar a oferta de médicos", disse Chioro. "Estamos dando um passo significativo para poder garantir a toda a população brasileira o direito à atenção básica na saúde."
Pesquisa encomendada pela pasta à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) mostra que 93% dos profissionais do Mais Médicos se sentem satisfeitos com sua participação no programa. O estudo mostra que 90% dos entrevistados disseram que indicariam o programa a outros médicos.
Fonte - Agência Brasil  09/04/2015

quinta-feira, 19 de março de 2015

Forças Armadas vão prestar apoio logístico em ações do Programa Mais Médicos

Mais Médicos

O texto estabelece que comandantes da Marinha e do Exército acionem os meios logísticos necessários para a recepção, a hospedagem, o transporte urbano e a distribuição dos médicos intercambistas e supervisores nos municípios.

Paula Laboissière 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
O ministro da Defesa, Jaques Wagner, autorizou o emprego das Forças Armadas em apoio logístico ao Programa Mais Médicos do governo federal. A decisão foi publicada hoje (19) no Diário Oficial da União e atende a uma determinação da presidenta Dilma Rousseff.
O texto estabelece que comandantes da Marinha e do Exército acionem os meios logísticos necessários para a recepção, a hospedagem, o transporte urbano e a distribuição dos médicos intercambistas e supervisores nos municípios.
Um oficial deverá ser designado para promover a ligação com os órgãos governamentais. Os comandantes deverão informar ao Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas as necessidades financeiras exigidas para o apoio ao programa.
De acordo com a publicação, o comandante da Aeronáutica deverá acionar meios logísticos (pessoal e material) necessários para o transporte aéreo de médicos intercambistas e supervisores.
O Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas deverá promover a ligação e a coordenação com as demais autoridades envolvidas no programa e acompanhar a execução das ações de apoio, mantendo o ministro informado sobre as principais tarefas executadas.
O Programa Mais Médicos faz parte de um pacto de melhoria do atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde e prevê a convocação de profissionais para atuar na atenção básica de municípios com maior vulnerabilidade social.
Fonte - Agência Brasil  19/03/2015

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Mais Médicos faz um ano com boa cobertura na Bahia

Mais Médicos

O médico português Raul Ramalho atende no subúrbio da capital baiana. - Nesta quinta-feira, 25, completa-se exatamente um ano que a comunidade de Nova Constituinte, localizada no bairro de Periperi (subúrbio ferroviário), estreou o programa no estado.

Franco Adailton - A Tarde
Luciano da Matta | Ag. A TARDE
Setembro marca o primeiro aniversário da chegada à Bahia dos profissionais estrangeiros para atuar pelo programa Mais Médicos. Nesta quinta-feira, 25, completa-se exatamente um ano que a comunidade de Nova Constituinte, localizada no bairro de Periperi (subúrbio ferroviário), estreou o programa no estado.
Nesse intervalo, a quantidade de médicos do programa na Bahia saltou de 144 para 1.408 profissionais, segundo o titular da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), Washington Couto. Faltam 69 para atingir a meta de 1.477 médicos solicitados ao Governo Federal.
Inicialmente, 63 dos 417 municípios baianos haviam sido contemplados com os profissionais do programa.
O quadro atual é de 380 cidades com, pelo menos, um profissional do Mais Médicos, de acordo com informações do secretário.
Quando aderiu ao programa, Salvador possuía apenas seis médicos, em setembro do ano passado. Atualmente, 75 profissionais da política pública federal atuam nas unidades básicas de saúde da capital, segundo informações da Secretaria Municipal da Saúde (SMS).
Do total de médicos pelo programa, em Salvador, 37 são cubanos, 32 são brasileiros e seis são intercambistas internacionais (brasileiros com diploma de outro país e estrangeiros), também conforme a SMS.

Nova Constituinte
Para atuar na Unidade de Saúde da Família (USF) de Nova Constituinte foram designados o português Raul dos Reis Ramalho, 67 anos, e o angolano Francisco Manuel Pegado, 53, que, depois de um ano, continuam a atender aos moradores da comunidade.
Quem antes era atendido por técnicos de enfermagem e enfermeiros, como a dona de casa Sandra Passos, 39 anos, comemora a permanência dos estrangeiros na comunidade pobre, que se destacava na capital devido aos alarmantes índices de violência.
Vizinha da unidade de saúde há dez anos, Sandra diz entregar o filho, uma criança de 10 anos, com frequência aos cuidados dos estrangeiros. "Antes deles, não havia médico. Vez ou outra aparecia um, mas não ficava. Temos uma relação muito boa com eles", comemora a mulher.
Para a moradora local Maria Aparecida, 58, que é hipertensa, a atenção à saúde "melhorou muito" em Nova Constituinte. "Hoje, a gente tem acompanhamento médico. Não precisamos mais correr para uma emergência lotada", afirma.
Diabético, o mecânico Roberto Silva, 44, ressalta também não haver a necessidade de esperar por horas para ser atendido. "As consultas são marcadas. Claro que há um pouco de espera, mas não perdemos uma manhã ou uma tarde inteira", destaca o mecânico.

Aproximação
Formado pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, em Salvador, entre 1976 e 1983, o médico português Raul Ramalho conta que, no intervalo de um ano, um dos maiores desafios dele foi conquistar a confiança dos moradores da comunidade de Nova Constituinte.
Na unidade do bairro, Ramalho atua como clínico geral, mas possui especialidade em cirurgia maxilofacial e, nas primeiras experiências na Bahia, já atuou nas Obras Sociais Irmã Dulce (Osid), no Instituto de Perinatologia da Bahia (Iperba) e no Hospital Santa Izabel.
"Em um ano no programa, para mim, o resultado tem sido positivo", iniciou Ramalho, que prosseguiu: "Alcançamos não só o objetivo de conquistar a confiança da comunidade, assim como conseguimos implantar uma filosofia nos pacientes de que eles também são responsáveis pela manutenção da própria saúde".
Fonte - A Tarde  24/09/2014

terça-feira, 1 de abril de 2014

Governo lança quinto edital do Programa Mais Médicos

Saúde

De acordo com a publicação, as inscrições começam às 8h de hoje e vão até as 18h do dia 3 de abril e podem ser feitas por meio do endereço eletrônico do programa na internet.

Paula Laboissière 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
O Ministério da Saúde lançou hoje (1º) o quinto edital do Programa Mais Médicos. O documento, publicado no Diário Oficial da União, torna público o chamamento de profissionais formados em instituições de ensino superior brasileiras e estrangeiras (com diploma revalidado no Brasil).
De acordo com a publicação, as inscrições começam às 8h de hoje e vão até as 18h do dia 3 de abril e podem ser feitas por meio do endereço eletrônico do programa na internet.
Também hoje, às 14h, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, fala sobre a nova etapa do programa. Na ocasião, segundo a pasta, serão divulgadas medidas com foco em municípios de alta vulnerabilidade.
Dados do governo indicam que o Mais Médicos encerrou a quarta etapa de seleção com um total de 13.235 médicos alocados em mais de 4 mil municípios brasileiros.
Fonte -  Agência Brasil   01/04/2014

quinta-feira, 20 de março de 2014

Dilma:número de profissionais no Mais Médicos vai chegar a 13,2 mil até abril

Saúde

“Vamos chegar em abril ofertando os 13.225 médicos conforme havíamos nos comprometido. Pelos critérios da Organização Mundial da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) isso significa aumentar a cobertura para 46 milhões de pessoas”, disse a presidenta.... 

Luana Lourenço 
Repórter da Agência Brasil 

Médicos estrangeiros desembarcam no Brasil para atuar no Mais Médicos Arquivo/Agência Brasil
A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (20) que o Programa Mais Médicos vai contar com 13.225 médicos atuando em todo país até abril, atendendo à demanda apresentada pelos municípios quando o programa foi lançado, em julho de 2013.
“Vamos chegar em abril ofertando os 13.225 médicos conforme havíamos nos comprometido. Pelos critérios da Organização Mundial da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) isso significa aumentar a cobertura para 46 milhões de pessoas”, disse a presidenta, em discurso em Belém, no Pará, onde anunciou recursos para investimentos em mobilidade urbana.
O Pará, segundo Dilma, receberá 537 médicos. A presidenta defendeu o programa e disse que os resultados têm mostrado que o governo acertou na estratégia ao levar profissionais, inclusive estrangeiros, para municípios do interior e das periferias das grandes cidades.
“Sabia que ia ter muita crítica, mas tinha certeza que o povo brasileiro ia saber que estávamos no caminho certo. Tenho muito orgulho do Mais Médicos”, disse a presidenta. “É impossível dar saúde de qualidade se você não tem o médico no posto de saúde”, acrescentou.
Fonte - Agência Brasil  20/03/2014

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Governo anuncia aumento no salário de cubanos do Mais Médicos

Mais Médicos

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, anuncia reajuste salarial para os cubanos que fazem parte do Mais Médicos
O salário dos cubanos, atualmente, consiste em US$ 400, pagos pelo governo brasileiro, e US$ 600, pagos pelo governo cubano e retidos em uma conta no país. O aumento anunciado pela pasta, portanto, é US$ 245, sendo que o valor total, a partir de agora, será pago no Brasil.

Paula Laboissière 
Repórter da Agência Brasil 
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, anunciou hoje (28) um reajuste salarial de 25% para os profissionais cubanos que trabalham no Brasil por meio do Programa Mais Médicos. A partir de março, eles vão passar a receber US$ 1.245.
O salário dos cubanos, atualmente, consiste em US$ 400, pagos pelo governo brasileiro, e US$ 600, pagos pelo governo cubano e retidos em uma conta no país. O aumento anunciado pela pasta, portanto, é US$ 245, sendo que o valor total, a partir de agora, será pago no Brasil.
Fabio Rodrigues Pozzebom Arquivo Agência Brasil

Segundo Chioro, a negociação com a Organização Panamericana de Saúde (Opas) e com o governo cubano para estabelecer o reajuste salarial já estava em andamento quando ele assumiu o comando da pasta, no início do mês de fevereiro. Houve, de acordo com o ministro, uma determinação da presidenta Dilma Rousseff para que o valor pago aos profissionais cubanos fosse revisto.
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, anuncia reajuste salarial para os cubanos que fazem parte do Mais MédicosFabio Rodrigues Pozzebom
Chioro fez questão de ressaltar que não houve aumento dos valores repassados pelo governo brasileiro pela cooperação internacional. “Não vamos gastar um centavo a mais. Vamos continuar pagando o mesmo valor”, disse. O que houve, segundo ele, foi uma alteração nos valores acordados no contrato com o governo cubano.
Chioro rebateu a ideia de que o anúncio do reajuste seria uma resposta à pressão de médicos cubanos como Ramona Rodríguez, que abandonou o programa. “Não há, da nossa parte, nenhuma questão que envolva diretamente pressão dos próprios médicos cubanos, muito menos daquela profissional. Não é o que nos mobiliza. O que nos mobiliza é a necessidade de aprimorar.”
Atualmente, 7,4 mil médicos cubanos atuam no Brasil por meio do Mais Médicos.
Fonte - Agência Brasil  28/02/2014

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

RAMONA E O DEM

Mais médicos

A cubana alegou que tomou a decisão de procurar o DEM, ao sentir-se traída por “descobrir” que no Brasil profissionais de outras nacionalidades estavam recebendo 10 mil reais por mês enquanto, para os cubanos, o salário seria de mil dólares, 400 pagos no Brasil e 600 depositados em Cuba. 
É difícil acreditar que Ramona tenha sido particularmente escolhida pelo governo de Havana, para ser “enganada”, entre centenas de médicos cubanos que estão trabalhando no Brasil.


Mauro Santayana

(JB) - A médica Ramona Matos Rodriguez, cubana contratada por uma organização ligada a seu governo, para prestar serviços no Brasil no programa Mais Médicos no município paraense de Pacajá, “fugiu” de seu posto e “refugiou-se” no gabinete da liderança do DEM, na Câmara dos Deputados.
A cubana alegou que tomou a decisão de procurar o DEM, ao sentir-se traída por “descobrir” que no Brasil profissionais de outras nacionalidades estavam recebendo 10 mil reais por mês enquanto, para os cubanos, o salário seria de mil dólares, 400 pagos no Brasil e 600 depositados em Cuba.
É difícil acreditar que Ramona tenha sido particularmente escolhida pelo governo de Havana, para ser “enganada”, entre centenas de médicos cubanos que estão trabalhando no Brasil. Assim como é perfeitamente compreensível que, vinda de um país socialista, na qual teve acesso, durante toda a sua formação, a educação fornecida pelo Estado, do berço à universidade (foto), Ramona seja chamada a devolver ao povo cubano a parte maior do que recebe para que esse dinheiro seja aplicado na educação, saúde e melhora da condição de vida de outros cubanos, que vivem em uma nação que sofre, há décadas, os efeitos do boicote econômico norte-americano. E na qual, apesar disso - ao contrário do Brasil - não se encontra uma criança sem alimento ou dormindo na rua.
Se no Brasil houvesse esse tipo de mentalidade, ou uma espécie de serviço social obrigatório, que permitisse que jovens formandos, especialmente aqueles que estudaram em escolas e universidades públicas, devolvessem um pouco do que a sociedade brasileira lhes possibilitou, atendendo pessoas e comunidades carentes, quem sabe não teríamos casos de médicos pedindo para serem acordados no final de seu plantão em hospitais públicos, ou fazendo uso de falsas impressões digitais de silicone, para simular presença em postos de saúde.
O Conselho Federal de Medicina pode estar dando um tiro no pé ao apoiar o caso Ramona.
Ao dizer que gostaria de fazer o Revalida e ficar no Brasil, e, ao mesmo tempo, pedir um visto para os Estados Unidos, Ramona Sanchez mostra claramente qual é seu objetivo.
A intenção, longe de qualquer altruísmo político, é trocar os desafios e dificuldades da pequena Pacajá, no interior do Pará, pelas praias e a badalação da comunidade anticastrista de Miami, onde será incensada e receberá as benesses daqueles que a maioria de seus compatriotas chamam, pejorativamente, de “gusanos”.
Longe de inviabilizar ou prejudicar o Programa Mais Médicos, o Conselho Federal de Medicina e outras organizações médicas nacionais podem estar dando um tiro no pé ao apoiar e transformar em uma bandeira o caso Ramona.
Ao tomar essa atitude, o CFM pode estar incentivando dezenas, centenas de médicos cubanos a copiarem Ramona fazendo com que passem a concorrer, com residência e Revalida, com médicos brasileiros, não apenas no interior mas também nos grandes centros.
Afinal, o DEM já deixou claro — em aberta convocação — que suas portas estão abertas para qualquer médico cubano que queira “desertar”.
A sorte do Conselho Federal de Medicina e dos “democratas” é que, dos 5.378 médicos cubanos que estão no Brasil, só dois, ou 0,038 %, tiveram, até agora, a cara de pau e a falta de caráter de tomar essa atitude.
Fonte - Do Blog de Mauro Santayana  11/02/2014

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Perseguição aos médicos cubanos continua

Saúde

Paciente poderia morrer se não recebesse atendimento

Jornal do Brasil
foto - ilustração
Um paciente em estado grave foi atendido por um médico cubano, do programa Mais Médicos, porque o plantonista que deveria estar no Hospital de Candiota (RS) não tinha comparecido ao trabalho. Por esse atendimento, o médico cubano está sendo acusado pelo Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Sul e pelo Conselho Regional de Medicina de cometer uma “grave” irregularidade e pedirão o descredenciamento do profissional que salvou uma vida.Com essa atitude, as entidades representativas dos médicos na região de Campanha, onde o fato ocorreu, relegaram o paciente a uma mera formalidade de trabalho.
Os representantes do Conselho Regional e do Sindicato dos Médicos alegam que o cubano não poderia fazer nenhum tipo de atendimento a pacientes em hospitais porque a atuação dos profissionais do Mais Médicos se limita aos atendimentos ambulatoriais. Nos casos em que há risco de morte, por esse entendimento, o paciente deve morrer ao invés de ser atendido.
De acordo com a administração do Hospital de Candiota, a decisão de chamar o médico cubano foi tomada pelo gerente administrativo do hospital por conta do não comparecimento ao trabalho do médico plantonista. Segundo o diretor técnico do hospital, Alexandre Davila, o médico cubano solicitado para fazer o atendimento de emergência não prestou nenhum outro tipo de atendimento no hospital. Sua atuação se restringiu a esse caso devido a ausência do médico que trabalha no hospital.
De acordo com a prefeitura de Candiota, a assistência prestada pelo médico cubano foi autorizada pela Secretaria de Saúde do município porque o paciente se encontrava numa situação de vida ou morte. O prefeito de Candiota, Luiz Carlos Folador, afirmou que o município cumpre todas leis e normas, mas não pode ser conivente com uma postura que coloca me risco a vida das pessoas. “A lei da vida, a lei dos direitos humanos, estão acima de todas as outras”, disse ele.
Fonte - Jornal do Brasil  03/02/2014

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Médicos cubanos desembarcam hoje em Fortaleza

Saude

Paula Laboissière 
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Cerca de 125 médicos cubanos desembarcam hoje (29) no Aeroporto Internacional de Fortaleza. O voo está previsto para chegar às 16h30. Os profissionais fazem parte do terceiro ciclo do Programa Mais Médicos. Até o final da semana, 2 mil cubanos estarão em solo brasileiro para começar as aulas do módulo de acolhimento e avaliação do programa.
De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde, a previsão é que um grupo de cerca de 200 médicos cubanos desembarque no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, amanhã (30), às 2h. Na sexta-feira (31), outro grupo de 200 médicos também deve chegar de madrugada.
A expectativa do governo é que os profissionais cubanos comecem a atuar em municípios brasileiros em março, junto com os demais estrangeiros participantes do terceiro ciclo do Mais Médicos. Além dos 2 mil cubanos, 891 médicos selecionados por meio de inscrições individuais devem participar da terceira fase do programa.
Atualmente, em todo o país, 6.658 profissionais atuam pelo Mais Médicos em 2.166 cidades e em 28 distritos indígenas. A meta do ministério é preencher 13 mil postos até o fim de março.
Fonte - Agência Brasil  29/01/2014

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Saúde lança quarto edital do Programa Mais Médicos

Saúde

O documento, publicado no Diário Oficial da União, torna público o chamamento de profissionais formados em instituições de ensino superior brasileiras e estrangeiras (com diploma revalidado no Brasil) e define regras para a transferência de médicos do Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab) para o Mais Médico....

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil


Brasília – O Ministério da Saúde lançou hoje (17) o quarto edital do Programa Mais Médicos. O documento, publicado no Diário Oficial da União, torna público o chamamento de profissionais formados em instituições de ensino superior brasileiras e estrangeiras (com diploma revalidado no Brasil) e define regras para a transferência de médicos do Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab) para o Mais Médicos.
O anúncio de que a transferência entre profissionais de ambos os programas seria possível foi feito pela pasta no início do mês. Para pedir a migração, o médico deverá permanecer no município em que trabalha e estar em dia com todas as atividades de ensino e serviço, incluindo a frequência obrigatória na especialização.
Ainda de acordo com o ministério, o profissional ficará submetido à legislação do programa em que optou atuar. O período para a manifestação de interesse na transferência vai de 2 a 4 de fevereiro.
Fonte - Agência Brasil 17/01/2014

sábado, 4 de janeiro de 2014

Nova etapa do Programa Mais Médicos começa em fevereiro

Saúde

A terceira etapa de contratação será iniciada no mês que vem com os profissionais brasileiros e, em março, com os estrangeiros. Segundo o Ministério da Saúde, a meta é chegar a 13 mil médicos. Atualmente o programa conta com 6.658 profissionais, atendendo a 23 milhões de brasileiros...

Cristina Indio do Brasil
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - A terceira etapa de contratação do Programa Mais Médicos será iniciada no mês que vem com os profissionais brasileiros e, em março, com os estrangeiros. Segundo o Ministério da Saúde, a meta é atingir 13 mil médicos. Atualmente o programa conta com 6.658 profissionais, atendendo a 23 milhões de brasileiros.
Os locais onde os médicos irão trabalhar ainda não foram escolhidos. O ministério pretende contemplar municípios que não receberam profissionais do programa lançado pelo governo federal em julho de 2013.
No estado do Rio, foram beneficiadas 765,9 mil pessoas em 23 municípios, entre eles Duque de Caxias, Belford Roxo e Mesquita, na Baixada Fluminense; Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, Petrópolis na região serrana, e a cidade do Rio. No estado, 222 profissionais fazem parte do programa, sendo 198 estrangeiros.
Na capital, trabalham 70 médicos. O maior número está nas zonas oeste (34) e norte (31). A maior parte dos 68 estrangeiros é cubana. Há ainda uma espanhola, um argentino e uma peruana. Todos atendem em unidades básicas de saúde e em clínicas da Família próximas às comunidades, e são monitorados pelos coordenadores das unidades.
Na avaliação da Secretaria Municipal de Saúde, como os médicos cubanos tinham o costume de atender em clínicas da Família de Cuba, eles se adaptaram muito bem ao trabalho no Brasil e a resposta dos pacientes é positiva.
A Bahia é o estado que recebeu mais profissionais (787). Na sequência, vêm os estados de São Paulo (588), do Ceará (572) e do Maranhão (445), onde, segundo o Ministério da Saúde, há o menor índice de médicos por mil habitantes do país (0,5).
Fonte - Agência Brasil  04/01/2014

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Força de Lula e Dilma no interior está longe de ser só o “Bolsa Família”

Cidadania


Fernando Brito
Brizola contava, volta e meia, seu diálogo com o líder da independência de Moçambique, Samora Machel, quando perguntou-lhe quantos eram, afinal, os moçambicanos, já que havia incerteza quanto à população do país.
Machel disse-lhe: bem, os das cidades sabemos. Os outros são como os elefantes: só os vemos quando saem da selva.
O Brasil das metrópoles – imenso – não conhece mais o Brasil das pequenas cidades, dos sertões e matas, que é imenso também.
Tornaram-se escondidos e seguiam esquecidos.
A ausência do poder público federal – nas grandes cidades, município e estado suprem, em parte este vácuo – deixou fora do processo de modernização da vida do país.
Os governos Lula e Dilma impulsionaram as parcerias diretas com os mais de 5.500 municípios brasileiros.
90% deles têm menos de 50 mil habitantes e, somados, reúnem um terço da população brasileira.
Em entrevista publicada hoje no Estadão, o cientista político Vitor Marchetti diz que é um erro atribuir a popularidade de ambos, nas pequenas cidades – os famosos “grotões” – ao Bolsa- Família.
Para ele, é “pouco verdadeiro atribuir ao Bolsa Família o avanço que o PT teve em regiões mais pobres, em municípios pequenos e médios do interior do País.”

- O que tem impacto eleitoral é um conjunto de políticas públicas que começaram a ser adotadas no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que são focadas em regiões onde a presença do Estado sempre foi muito fraca, como o Norte e o Nordeste do País. Falam do Bolsa Família mas esquecem do Luz Para Todos, que leva energia elétrica para o sertão nordestino, para as regiões mais esquecidas da região Norte. Esse programa é um exemplo do movimento que intensificou a presença do governo federal nas regiões mais carentes. O fenômeno político importante a ser analisado no momento é esse: o gigantesco aumento das parcerias do governo federal feitas diretamente com os municípios. Isso aconteceu porque os municípios tinham assumido várias prerrogativas que não tinham condições de cumprir. (…) Os municípios assumiram a responsabilidade, entre outras coisas, pela construção de creches e os serviços básicos de saúde. Mas eles não têm condições para isso. O que o Lula fez, então? Intensificou as alianças do governo federal com os municípios. O repasse direto de recursos federais para eles, nas áreas da saúde e educação, aumentou muito. Quase todos os municípios estão construindo creches atualmente, mas quem verificar com atenção a origem dos recursos irá constatar, quase invariavelmente, que provêm de algum programa específico do governo federal para o setor. Eles revelam o quanto o governo federal pegou atalhos para se tornar mais presente na vida do cidadão, no seu cotidiano. Isso aconteceu principalmente em municípios do Norte e Nordeste.

O Brasil “invisível” começou a ser visto, e é isto que o conservadorismo brasileiro não vê.
Num país com a nossa extensão e complexidade, o Governo Federal não pode ser apenas o gestor da macropolítica ou da macroeconomia, como querem os tecnocratas e mero repassador de recursos para os municípios.
Tem de fazê-lo, mas, ao mesmo tempo, tem de ser o indutor da aplicação destes recursos, direcionando-os de forma exclusiva, com contrapartidas administrativas e direcionamento de projetos.
O “Mais Médicos” é um dos muitos exemplos de programas operacionalizados pelas prefeituras, com recursos federais, e regras definidas.
Do contrário, a simples descentralização de recursos e da administração será, como sempre foi, um mero processo de cooptação de chefes políticos locais.
Fonte - Tijolaço  25/12/2013

sábado, 30 de novembro de 2013

Cubanos embarcam para estados onde irão atuar pelo Mais Médicos

Saúde


Os 3 mil cubanos que vieram participar da segunda etapa do Programa Mais Médicos começaram a embarcar para as capitais dos estados onde atuarão. Eles partiram de Brasília, Fortaleza, Vitória, Belo Horizonte e São Paulo, onde participaram do módulo de acolhimento e avaliação. O ministro da Saúde acompanhou o embarque de um grupo para Rio Branco...

Aline Valcarenghi
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Os 3 mil médicos cubanos que vieram participar da segunda etapa do Programa Mais Médicos começaram hoje (30) a embarcar para as capitais dos estados onde irão atuar. Eles partiram de Brasília, Fortaleza, Vitória, Belo Horizonte e de São Paulo, onde participaram do módulo de acolhimento e avaliação por três semanas. Os médicos ainda passarão alguns dias na capital do estado onde atuarão para se familiarizar com os hospitais e clínicas especializados. De acordo com o Ministério da Saúde, eles começam a trabalhar no dia 9 de dezembro.
Em Brasília, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acompanhou o embarque de um grupo de profissionais para Rio Branco (AC). De acordo com ele, até 31 de dezembro profissionais do Mais Médicos chegarão a todos os municípios da Amazônia Legal e do Semiárido nordestino que fizeram a solicitação.
Atualmente, cerca de 3.600 profissionais estão atendendo pelo programa, sendo 819 brasileiros e 2.845 estrangeiros. Esses médicos estão em 1.098 municípios e 19 distritos indígenas, a maioria deles no Norte e Nordeste.
Segundo o ministro, a expectativa é que todos os municípios tenham recebido os 13 mil médicos previstos pelo programa até março de 2014. Até o fim de dezembro, mais de 6,6 mil médicos atuarão no país, o que representa impacto na assistência em atenção básica de mais de 22,7 milhões de pessoas.
As inscrições para a terceira etapa do Mais Médicos foram abertas na última quinta-feira (28). Os interessados devem se inscrever no site " maismedicos.saude.gov.br ". Para formados no Brasil, a inscrição vai até 9 de dezembro. Médicos com registro profissional em outros países devem anexar ao formulário os documentos validados pelos consulados até o dia 13. Estarão disponíveis para o preenchimento de vagas nesta etapa todos os municípios que ainda não receberam nenhum profissional do programa.
Fonte - Agência Brasil 30/11/2013

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Mais Médicos atenderá toda a Amazônia e o Semiárido até o fim de dezembro

Saúde

Fernanda Cruz
Repórter da Agência Brasil


São Paulo - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou hoje (29), que o Programa Mais Médicos chegará a todos os municípios da Amazônia Legal e do Semiárido nordestino que fizeram a solicitação de profissionais até o último dia do ano.
De acordo com o ministro, a expectativa é que todos os municípios tenham recebido os 13 mil médicos previstos pelo programa até março do próximo ano. Até o final de dezembro, mais de 6,6 mil médicos atuarão no país. “Teremos a oferta de médicos brasileiros que se formam no final deste ano”, disse ele. As inscrições para a terceira etapa do Mais Médicos foram abertas ontem (28).
Sobre o levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado hoje (29), que identificou uma desigualdade regional acentuada na distribuição de médicos pelo país, Padilha disse que apesar de a média de profissionais do Sudeste ter ficado dentro da ideal, isso não se traduz em distribuição igualitária de médicos entre as comunidades. O Ministério da Saúde recomenda a proporção de 2,5 médicos por mil habitantes e apenas o Sudeste atingiu essa meta, com 2,61.
“São Paulo tem grande número de pessoas concentradas na periferia das metrópoles”, disse ele. Isso explica o fato de São Paulo ter sido o estado que mais recebeu médicos na segunda etapa do programa. “O estado de São Paulo foi o que mais pediu médicos, foram 2,5 mil”, completou Padilha.
Fonte - Agência Brasil  29/11/2013