UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA
UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM,EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA
Mostrando postagens com marcador minha casa minha vida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador minha casa minha vida. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 14 de fevereiro de 2023

Lula assina medida provisória que retoma o Minha Casa, Minha Vida

Habitação 🏠

A cerimônia aconteceu após a entrega de dois conjuntos habitacionais em Santo Amaro da Purificação, com um total de 684 apartamentos. Ao todo, foram entregues, de forma simultânea, 2,7 mil unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida que tiveram as obras paralisadas em nove municípios de seis estados brasileiros. Os conjuntos habitacionais entregues em Santo Amaro haviam sido inicialmente contratados em 2013. Segundo a presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Rita Serrano, as obras dos apartamentos chegaram a ficar 94% concluídas em 2016, mas foram abandonadas pelos governos seguintes.

Por Daniel Melo  - Agência Brasil
Foto - Joédson Alves/Ag.Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou hoje (14) a medida provisória que determina a retomada do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. Devem ser entregues 2 milhões de unidades habitacionais até 2026. A cerimônia aconteceu após a entrega de dois conjuntos habitacionais em Santo Amaro da Purificação, com um total de 684 apartamentos. O novo programa retorna com a Faixa 1, que agora é voltada para famílias com renda de até R$ 2.640. Anteriormente, a renda exigida era de R$ 1.800. Nos últimos quatro anos, a população com essa faixa de renda foi excluída do programa. A ideia é de que até 50% das unidades financiadas e subsidiadas sejam destinadas a esse público. O subsídio oferecido a famílias dessa faixa de renda varia de 85% a 95%. Outra novidade é que o programa beneficiará famílias em situação de rua. Também haverá a possiblidade de locação social.
Em seu discurso, Lula disse que escolheu o município do Recôncavo Baiano para cerimônia pelo seu simbolismo. A cidade tem um diverso patrimônio artístico e cultural, que incluí igrejas de valor histórico e terreiros com grande representatividade social. O município também é conhecido por ser terra natal dos cantores Caetano Veloso e Maria Bethânia. “Eu vim aqui porque aqui eu tive uma amiga extraordinária. Não era famosa, não era cantora. Mas era uma mulher por quem eu tive um respeito profundo, que era a mãe de todos aqueles que ficaram famosos, a Dona Canô”, disse em referência a mãe de Caetano e Bethânia. “Várias vezes que eu vim aqui eu fui na casa da Dona Canô porque ela representava, na minha opinião, uma inteligência rara do povo baiano”, acrescentou sobre a matriarca que morreu aos 105 anos de idade em 2012.

Retomada de obras
Ao todo, foram entregues, de forma simultânea, 2,7 mil unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida que tiveram as obras paralisadas em nove municípios de seis estados brasileiros. Os conjuntos habitacionais entregues em Santo Amaro haviam sido inicialmente contratados em 2013. Segundo a presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Rita Serrano, as obras dos apartamentos chegaram a ficar 94% concluídas em 2016, mas foram abandonadas pelos governos seguintes. Com isso, os imóveis precisaram ser reformados antes de serem repassadas às famílias beneficiadas. O Ministério das Cidades informou que fez uma série de esforços nos últimos 30 dias para garantir que as obras paralisadas do Minha Casa, Minha Vida fossem entregues. A pilha de processos que chegou no último mês à mesa da coordenadora de Habitação da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social de Santo Amaro, Maria da Purificação Ribeiro, confirma isso. Ela conta que esperou, durante todo o ano passado, que os processos fossem enviados pela Caixa Econômica Federal e agora tem que se desdobrar para dar conta da demanda. O presidente Lula disse que, a partir de agora, terá como uma das prioridades retomar obras que ficaram paradas nos governos anteriores.

“A partir de hoje eu vou começar a viajar o Brasil com meus ministros. Vou visitar as cidades, visitar estradas. E vamos fazer com que todas as obras que estão paralisadas voltem a ser construídas”, disse.

Esse processo irá, segundo o presidente, ajudar a impulsionar a economia do país. “Só no campo da educação nós temos mais de 4 mil obras paradas. Ao todo, são 14,8 mil obras paradas. E a gente vai começar a tocar todas elas para que esse país volte a caminhar, a rodar, a girar e produzir crescimento econômico”, enfatizou.
Fonte - Agência Brasil  14/02/2023

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Bahia - Governo do Estado entrega 600 unidades habitacionais em Cajazeiras

Habitação  🏠

O novo empreendimento é composto por 600 unidades habitacionais, dispostos em 30 edifícios com 20 apartamentos cada. As unidades são dotadas de sala, dois quartos, sanitário e cozinha com área de serviço conjugada. O Residencial também conta com infraestrutura completa, parque infantil, paisagismo e todo sistema de distribuição de água, esgoto e energia instalado.

Da Redação
foto -  Iamara Andrade/ Sedurx
A alegria pelo recebimento das chaves da casa própria estava estampada no rosto dos beneficiados pelo programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), que na manhã desta quarta-feira (20), receberam as chaves das novas residências. O conjunto habitacional Residencial Colina Solar, no bairro de Cajazeiras V, em Salvador, contempla cerca de 2400 pessoas.
O novo empreendimento é composto por 600 unidades habitacionais, dispostos em 30 edifícios com 20 apartamentos cada. As unidades são dotadas de sala, dois quartos, sanitário e cozinha com área de serviço conjugada. O Residencial também conta com infraestrutura completa, parque infantil, paisagismo e todo sistema de distribuição de água, esgoto e energia instalado.
Representando o governador Rui Costa na cerimônia de entrega das chaves, Bruno Dauster, chefe da Casa Civil, destacou o avanço conjunto do governo da Bahia na questão habitacional somado à mobilidade. “No momento em que vocês estão se mudando para esse novo lar, estamos prestes a lançar o Tramo 3 do metrô de Salvador, extensão da linha 1, que seguirá de Pirajá até Águas Claras/Cajazeiras, possibilitando à população da região o acesso a um transporte moderno, de qualidade e seguro”, afirmou Dauster.
O conjunto habitacional, que teve investimento superior a R$40 milhões, foi construído por meio do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), com recursos provenientes do PAC. As famílias contempladas foram remanejadas de três obras em execução pela Diretoria de Obras Estruturantes (ampliação das avenidas Gal Costa e 29 de Março, macrodrenagem do Rio Jaguaribe/Mangabeira) e duas obras em execução pela Diretoria de Habitação (macrodrenagem do Dique do Cabrito e Programa de Contenção de Encostas).
Segundo o superintendente de habitação da Sedur, Gabriel Nunes, o Colina Solar é empreendimento especial porque atende às famílias de diversas comunidades que foram afetadas pelas obras de mobilidade, que moravam em condições precárias ou em áreas que sofriam frequentes inundações ou risco de desabamento.
“O residencial está em uma área muito bem localizada, que tem transporte público e que futuramente abrigará ainda uma creche e um posto de saúde para atender essas famílias”, destaca.
“Estou muito feliz de começar o próximo ano nessa nova morada. Me alegra ver minhas filhas podendo brincar nessa estrutura com toda segurança e tranquilidade ”, diz Jutaí Rabelo, um dos beneficiários que vivia em área de risco.
Com informações da Secom BA  20/12/2017

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Trabalho social com famílias do Minha Casa, Minha Vida

Desenvolvimento Urbano  🏠

A assinatura da ordem de serviço para o início do projeto será nesta terça-feira (31), às 15h, no auditório da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur).O Pós-ocupação será desenvolvido entre as famílias de seis residenciais. São eles: Fazenda Grande 15-A, Fazenda Grande 15-B, Fazenda Grande 15-L, Fazenda Grande 15-M, Fazenda Grande 8-B e Assis Valente.

Da Redação
divulgação/Sedur Ba.
Mais de 1700 famílias serão atendidas pelo projeto Trabalho Pós-ocupação do programa Minha Casa, Minha Vida, em Salvador. A assinatura da ordem de serviço para o início do projeto será nesta terça-feira (31), às 15h, no auditório da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur).
O Pós-ocupação será desenvolvido entre as famílias de seis residenciais. São eles: Fazenda Grande 15-A, Fazenda Grande 15-B, Fazenda Grande 15-L, Fazenda Grande 15-M, Fazenda Grande 8-B e Assis Valente.
O projeto prevê várias ações, divididas em três eixos de atuação. Durante nove meses, essas famílias irão ser capacitadas em ações de mobilização organizacional e fortalecimento social; educação ambiental e patrimonial, além de desenvolvimento socioeconômico.

Avaliação
Maria Rosa Vieira, da coordenação de monitoramento e avaliação da Diretoria de Planejamento Habitacional, ressalta a importância do Trabalho Pós-ocupação.
“Esse projeto fortalece o vínculo entre as famílias que habitam o mesmo residencial. Elas têm origens diferentes, oriundas de bairros diversos e precisam desta adaptação”, disse Maria Rosa Vieira.
A Superintendência de Habitação, da Sedur, já conta com resultado exitoso de outra experiência do Trabalho Pós-ocupação do Minha Casa, Minha Vida. O projeto está sendo finalizado no residencial Recanto Cajueiro, em Mata Escura. Lá cerca de 400 famílias estão sendo beneficiadas pela iniciativa.
Com informações da Sedur Ba.  29/05/2017

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Mais 460 famílias recebem casa própria em Teixeira de Freitas (BA)

Habitação                                

O governador Rui Costa, entre outras autoridades, esteve no local na manhã desta sexta-feira (14) para a entrega das chaves aos futuros moradores. "O sonho da casa própria é o sonho de muitas famílias que, a partir de agora, passam a ter mais conforto, mais segurança, inclusive, emocional. Pois quem mora de aluguel sabe do sufoco, da dificuldade de pagar o aluguel quando perde o emprego, corre o risco de ir para o olho da rua e ficar sem um lar para dar aos seus filhos.

Da Redação
foto - Mateus Pereira/GOVBA
Três décadas e um sonho que parecia impossível: Sair do aluguel e pagar a prestação da casa própria. Aos 62 anos, o desejo da empregada doméstica Tereza Ribeiro acaba de se tornar realidade. Ela é uma dos 460 moradores de Teixeira de Freitas, no extremo sul da Bahia, que foram contempladas com uma unidade habitacional do Residencial Antônio Costa Filho, construído no bairro Colina Verde, por meio do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). "Há 30 anos que eu pago o aluguel com os meus braços, trabalhando em casa de família. Estou muito feliz e agradecida a todos que me deram essa força", disse, emocionada.
O governador Rui Costa, entre outras autoridades, esteve no local na manhã desta sexta-feira (14) para a entrega das chaves aos futuros moradores. "O sonho da casa própria é o sonho de muitas famílias que, a partir de agora, passam a ter mais conforto, mais segurança, inclusive, emocional. Pois quem mora de aluguel sabe do sufoco, da dificuldade de pagar o aluguel quando perde o emprego, corre o risco de ir para o olho da rua e ficar sem um lar para dar aos seus filhos. A entrega de casas é o evento que mais me emociona. Porque significa uma nova vida para milhares de famílias", revelou Rui.

foto - Mateus Pereira/GOVBA
Durante a visita, o governador ressaltou que a Bahia tem se destacado como um dos estados que mais construiu moradias do Minha Casa, Minha Vida. "Aqui em Teixeira de Freitas, nós vamos para mais de três mil casas com as que serão entregues em dezembro". Até o momento, já foram erguidas cerca de 2,3 mil casas pelo MCMV no município, e outras mil moradias estão sendo construídas. Em toda a Bahia, já foram contratadas aproximadamente 300 mil unidades habitacionais.
Com redes de água, esgoto e energia elétrica, o residencial também dispõe de áreas de lazer com quiosque, parque infantil e quadra de esportes. Quem também está ansioso para viver no novo lar é Aivo Miranda, 53. Aposentado há 20 anos por invalidez, ele vai morar com o filho no residencial. "Só espero coisa boa. Que sejamos felizes e nada de ruim aconteça comigo e meu filho".
Durante 3 anos e meio, cerca de 300 trabalhadores da construção civil passaram pela obra e desempenharam diferentes funções. O servente prático, Eduardo Moraes, 28, é um deles. De acordo com o profissional, "ver a obra tomar forma e agora entregar para a população, com 460 famílias sendo beneficiadas, é gratificante".

Policlínica
Antes de entregar as chaves da casa própria o governador Rui Costa visitou o canteiro de obras, em Teixeira de Freitas, onde está sendo construída a primeira das 28 policlínicas do estado. Com 31 especialidades médicas, na unidade de saúde também serão realizados exames laboratoriais, por meio do Lacen. A unidade de Teixeira de Freitas vai contemplar moradores de 13 municípios da região. Conforme o engenheiro responsável pela obra, Rubens Carvalho, cerca de 90 trabalhadores, entre diretos e indiretos, estão no canteiro de obras. De acordo com ele, a obra deve ficar pronta entre os meses de fevereiro e março do ano que vem. "Estamos com aproximadamente 45% de avanço físico".
Com informações da Secom Ba.  14/10/2016

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Mais 999 moradias são entregues em Salvador

 Habitação

Os residenciais Ceasa I e II, localizados na Estrada do Bom Sucesso (CIA-Aeroporto), receberam investimento total de R$ 53 milhões e vão beneficiar cerca quatro mil pessoas. Os imóveis são destinados a famílias enquadradas na faixa 1 do programa, a de menor poder aquisitivo.“Esse programa já beneficiou 12 milhões de brasileiros que não teriam condições de comprar sua casa se não fosse pelo Minha Casa Minha Vida.

Da Redação
foto - Manu Dias/Gvo.Ba
Mais 999 unidades habitacionais construídas por meio do programa Minha Casa, Minha Vida foram entregues pelo governador Rui Costa nesta sexta-feira (17), em Salvador. Os residenciais Ceasa I e II, localizados na Estrada do Bom Sucesso (CIA-Aeroporto), receberam investimento total de R$ 53 milhões e vão beneficiar cerca quatro mil pessoas. Os imóveis são destinados a famílias enquadradas na faixa 1 do programa, a de menor poder aquisitivo.
Os novos proprietários foram parabenizados pelo governador. “Esse programa já beneficiou 12 milhões de brasileiros que não teriam condições de comprar sua casa se não fosse pelo Minha Casa Minha Vida. Eu acredito que esse programa não é apenas habitacional, mas social, porque cada um aqui vai pagar apenas uma parte da casa. O restante quem paga é o governo federal, com o imposto que o povo brasileiro paga.”, destacou Rui.
São baianos como Maria Ednalva nos Santos, que possui deficiência nos braços. Com cinco filhos, ela comemora a mudança para a casa própria, um sonho que só pôde realizar através do Minha Casa Minha Vida. "Depois que me separei, fui morar de favor no fundo da casa de minha mãe, com meus cinco filhos. Tenho 15 netos e alguns moram comigo também. Hoje é a realização de um sonho. Eu chorei até no dia da vistoria na porta de minha casa. Estou tão alegre que não sei nem como descrever".
Mais de 301 mil habitações foram contratadas na Bahia, somadas as três faixas do Minha Casa, Minha Vida, sendo 67% delas voltadas para famílias de baixa renda. Somente em Salvador foram 17.863 unidades contratadas. Dessas, mais de 12,5 mil já foram entregues e cerca de 4,3 mil estão em execução.
Com informações da Secom Ba. 17/06/2016 

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Manifestantes resistem a sair de prédio da Presidência da República em São Paulo

Manifestações

Militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) ocuparam a entrada do prédio onde funciona o escritório da Presidência da República, na Avenida Paulista.Segundo Simone Silva, uma das coordenadoras do movimento, a ideia é que eles acampem e permaneçam no local até que o governo retroceda e entregue as moradias previstas no programa Minha Casa Minha Vida.

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

Rovena Rosa/Agência Brasil
Manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) ocupam, desde as 14h30 de hoje (1), o prédio da Presidência da República, na Avenida Paulista, esquina com a Rua Augusta, na capital paulista. Eles disseram que protestam contra a suspensão de parte do programa Minha Casa, Minha Vida pelo governo federal.
Segundo Simone Silva, uma das coordenadoras do movimento, a ideia é que eles acampem e permaneçam no local até que o governo retroceda e entregue as moradias previstas no programa Minha Casa Minha Vida. “Já tinha sido assinado, estava tudo correto com relação às moradias que já estavam com projeto e, uma semana após o golpe, o presidente interino Michel Temer revogou tudo isso. São lutas que estamos fazendo há 11 anos e, em uma semana, ele acabou com tudo e com o sonho dessas famílias. As famílias vieram aqui hoje e estão dispostas a acampar e a permanecer aqui até ele devolver o que é nosso por direito”, disse ela à Agência Brasil.
Até este momento, segundo Simone, os manifestantes aguardam ser chamados para conversar com representantes do governo federal, o que ainda não ocorreu. O MTST estima a presença de 3,5 mil pessoas no ato. A Polícia Militar ainda não deu estimativa sobre o número de manifestantes.
Parte dos manifestantes ocupam o hall do prédio da prédio com bandeiras do movimento e gritam “Fora Temer” e “MTST a luta é para valer”, “Aqui está o povo sem medo de lutar”, entre outros. Mensagens contra Temer foram fixadas com papéis e também pichadas na frente do prédio.
Há uma grande quantidade de pessoas também do lado de fora, ocupando a calçada em frente ao prédio da presidência, além de três faixas da Avenida Paulista, sentido Paraíso. Apenas uma faixa, sentido Paraíso, está liberada para a passagem de carros e ônibus. No outro sentido, Consolação, a Paulista segue liberada.
Segundo Simone, as pessoas também protestam contra a violência da Polícia Militar que utilizou bombas de gás e jatos de água para dispersar a manifestação em frente à casa de Temer, em Pinheiros, no dia 22 de maio. “Na outra semana, em que acampamos em frente a casa dele [Temer], pacificamente, fomos retirados de lá com balas, bombas, gás de pimenta e jatos de água e resistimos até o momento em que o Choque veio para cima, e não havia mais como deixar aquelas famílias lá correndo risco. Então, recuamos. Mas viemos aqui hoje com mais força, pessoas com mais disposição a ficar e não vamos aceitar esse retrocesso que está acontecendo no país”.
Procurado pela Agência Brasil, o Ministério das Cidades informou que não vai se pronunciar sobre o ato, mas reiterou que o programa Minha Casa, Minha Vida será mantido.
Fonte - Agência Brasil  01/06/2016

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

300 famílias recebem a casa própria em Guanambi (Ba)

Habitação

No último sábado (30) cerca 1,2 mil pessoas de Guanambi foram diretamente beneficiadas com a entrega de 300 unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida no Loteamento Gurungas.Também foi inaugurada e entregue a via de acesso do condomínio, onde já vivem outras 900 famílias.

Da Redação
foto - Mateus pereira/Gov.Ba
Cerca 1,2 mil pessoas de Guanambi foram diretamente beneficiadas com a entrega de 300 unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida no Loteamento Gurungas, no último sábado (30). "É a entrega do que, talvez, seja o maior sonho de um pai, de uma mãe, de uma avó, que é ter a casa própria da família. Quem morava até o dia de hoje de aluguel, ou de favor, ou em áreas de risco, e agora tem a sua casa, sabe o que isso significa", destacou o governador Rui Costa. Também foi inaugurada e entregue a via de acesso do condomínio, onde já vivem outras 900 famílias.
Jaqueline de Jesus, 21 anos, recebeu das mãos de Rui Costa as chaves do apartamento, que tem sala, dois quartos, cozinha e banheiro. “Era algo impossível de se imaginar para uma pessoa de família pobre como eu. Faço serviços gerais e, com os R$ 310 por mês que estou economizando ao deixar de pagar aluguel, vou poder investir em outro sonho, que é ter o meu salão de beleza e também no futuro da minha filha”, comemorou.

Regularização fundiária
Mais seis mil famílias de produtores rurais tiveram os títulos de propriedade de suas terras emitidos, por meio do convênio assinado pelo governador, também neste sábado. O acordo firmado com o Consórcio de Desenvolvimento Sustentável do Alto Sertão representa um investimento do Estado de aproximadamente R$ 1,57 milhão. “Este convênio tem o objetivo de regularizar e dar o título de terra para seis mil agricultores rurais, que, a partir daí, poderão ter acesso a crédito e a programas produtivos”, destacou Rui.
O secretário de Desenvolvimento Rural (SDR), Jerônimo Rodrigues, explicou que 13 municípios subscrevem o convênio para que os seis mil títulos sejam emitidos em um prazo de aproximadamente um ano. “Rui também entregou aqui em Guanambi dois carros para uma cooperativa, um para transporte de produção e insumos, outro para a prestação de assistência técnica. O governador tem orientado para que a gente amplie o número de gente com títulos de terra e que a gente ajude a melhorar a produção e a comercialização da agricultura familiar”.
O presidente da Cooperativa de Assessoria Técnica e Educacional para o Desenvolvimento da Agricultura Familiar (Cootraf), Edgar Filho, disse que a instituição atende mais de 50 municípios. “Esses veículos vão beneficiar mais de cinco mil agricultores familiares, que terão assistência técnica e poderão escoar sua produção. Temos casos clássicos de agricultores assistidos pela Cootraf que tinham renda per capita de R$ 70 e hoje chega a mais de R$ 1 mil”.
A produtora Leonira Teixeira da Trindade tem 72 anos e nasceu nas terras onde mora até hoje, na zona rural de Guanambi. Ela, que recebeu o título de propriedade de sua terra, conta que acabou de plantar feijão, aproveitando as chuvas que caíram na região. “Agora tenho a felicidade de ter a garantia da minha terra. Eu não sou casada, não tive filhos, não sabia o que iria acontecer com minha terra. Agora já sei que quem decide o que fazer com ela sou eu”.
Com informações da Sedur Ba.  01/02/2016

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Segunda maior ocupação da América Latina será convertida em moradia popular

Habitação

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Habitação, o prédio, comprado pela prefeitura, passará por reforma para ser convertido em moradia. A permanência dos atuais ocupantes no edifício dependerá da modalidade do projeto a ser implementado, que ainda vai ser definido.

Fernanda Cruz
Repórter da Agência Brasil
Arquivo/Agência Brasil
A segunda maior ocupação vertical da América Latina, onde vivem 378 famílias, será transformada em moradia popular. O acordo firmado entre a prefeitura de São Paulo e proprietários do prédio, localizado na Avenida Prestes Maia, 911, no centro da cidade, garante também a extinção do processo de reintegração de posse. O edifício estava abandonado desde o início da década de 80.
Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Habitação, o prédio, comprado pela prefeitura, passará por reforma para ser convertido em moradia. A permanência dos atuais ocupantes no edifício dependerá da modalidade do projeto a ser implementado, que ainda vai ser definido.
Juliana Avanci, advogada das famílias pelo Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos, organização não governamental (ONG) que mantém convênio com a Defensoria Pública, explicou que, no caso de um financiamento pelo Programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades, as famílias seriam selecionadas pelo próprio movimento de moradia e pagariam valor correspondente a 5% da renda mensal, durante cinco anos.
De acordo com Juliana, a negociação com um dos proprietários, Jorge Nacle Hamuche, foi feita durante audiência determinada pelo juiz Rogério Aguiar Munhoz Soares, da 15ª Vara Cível. Hamuche pedia R$ 27 milhões pelo imóvel, mas a prefeitura disponibilizou R$ 14,6 milhões em juízo. Em contrapartida, o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) do imóvel não era pago desde 1986, acumulando dívida de R$ 9,1 milhões. Assim, a prefeitura optou por perdoar o débito e fechar o acordo de desapropriação.
Para a advogada, alguns fatores pesaram durante a negociação: a atuação do juiz, que não se mostrou disposto a fazer cumprir uma reintegração de posse de grandes proporções; o fato de o imóvel sofrer constante depreciação no preço por estar ocupado; a dívida do IPTU e a falta de comprovação da propriedade do prédio.
Juliana informou que a prefeitura deve expedir em 60 dias a certidão negativa de débito de IPTU e os donos do prédio deverão apresentar a comprovação de propriedade em cartório. “Nisso, eles vão ter problema. Eles arremataram [o prédio] num leilão de falência e não registraram isso, não registraram a carta de arrematação no cartório, porque tem que pagar o imposto de transferência. Ele [donos] queriam que a prefeitura assumisse esse custo, mas a prefeitura foi irredutível em não gastar mais um centavo com isso”, disse Juliana.
Procurado hoje (20) pela reportagem, o proprietário Jorge Nacle Hamuche não quis comentar o assunto, mas informou que concederá entrevista amanhã (21).

Histórico
Construído na década de 60 para abrigar uma tecelagem, o edifício foi abandonado no início dos anos 80. A primeira ocupação ocorreu em 2002, mas, cinco anos depois, os moradores foram removidos. Naquela época, a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) atendeu 150 famílias, que se mudaram para um empreendimento em Itaquera, na zona leste. Outras 150 famílias aceitaram receber a bolsa-aluguel da prefeitura por seis meses, renováveis por mais seis.
Após a desocupação, o imóvel ficou um ano e meio vazio, até ser reocupado. Leia mais na reportagem especial Vida em Ocupação. - http://www.ebc.com.br/vidaemocupacao -
Fonte - Agência Brasil  20/10/2015

Sedur leva metrô e “Minha Casa” sustentável para Semana de Ciência e Tecnologia

Ciência e Tecnologia

A Sedur terá um stand para apresentar à população a tecnologia envolvida no metrô de Salvador (Ba) e na construção de empreendimentos do programa Minha Casa, Minha Vida,na 12ª edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, realizada pela Secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia, que acontece entre os dias 22 e 25 de outubro, no Senai/Cinematec.

Da Redação

A Secretária estadual de Desenvolvimento Urbano (Sedur) está presente na 12ª edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, realizada pela Secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia, que acontece entre os dias 22 e 25 de outubro, no Senai/Cinematec. A Sedur terá um stand para apresentar à população a tecnologia envolvida no metrô de Salvador e na construção de empreendimentos do programa Minha Casa, Minha Vida.
Há um ano e quatro meses em funcionamento e mais de dez milhões de usuários transportados, o metrô de Salvador já faz parte do dia a dia dos baianos. O modal, administrado pela CCR Metrô Bahia, terá destaque no stand da Sedur com a reprodução do Centro de Controle Operacional (CCO), que monitora e gerência os sistemas da via, dos trens e das estações. O monitoramento feito por mais de 300 câmeras que alimentam as telas do CCO com informações 24 horas por dia será reproduzido no stand, dando aos visitantes a possibilidade de conhecer a operação do metrô na capital baiana.
Através do empreendimento Protótipo CAJI - Lauro de Freitas, a Sedur junto ao Ministério das Cidades, em parceria com instituições nacionais e internacionais, vem implementando a Agenda Minha Casa + Sustentável na Bahia. A construção do empreendimento tem foco na melhoria da qualidade e na sustentabilidade urbana.
A construção do residencial leva em conta fatores socioambientais, como a melhor insolação e direção dos ventos, a valorização do espaço entre edifícios e dos caminhos dos pedestres. Além da incorporação de uso misto com um centro de comércio junto a uma praça, o uso de varandas como elemento de proteção de fachadas e a divisão do conjunto em quadras, além de outras especificidades.

‘Luz, Ciência e Vida’
A abertura da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia acontece no dia 22, às 19h, com a presença do secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Manoel Mendonça, do físico e pesquisador Marcelo Gleiser (Dartmouth College, USA), do físico Alberto Brum (AAAB), do diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), Saulo Carneiro, e outros pesquisadores.
Com o tema ‘Luz, Ciência e Vida’, o evento deste ano terá feiras de ciência, inovação e oportunidades, além de palestras com as temáticas cybersegurança no Brasil; transformando soluções em ganhos para a sociedade; a indústria de games no Brasil; energias renováveis na Bahia; e luz, som e espaço. Dois talk shows, com os temas 'A internet de tudo' e ‘Qual é a neura da ciência?', também fazem parte da programação.
Para conhecer a programação detalhada e mais informações confira o site da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia: http://www.secti.ba.gov.br/
Com informações da Sedur Ba.  19/10/2015

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Mais de 1,4 mil famílias de Juazeiro recebem casa própria

Habitação

Somente em Juazeiro, já foram entregues cerca de sete mil unidades do projeto, beneficiando mais de 27 mil pessoas. O novo empreendimento entregue na cidade faz parte do maior projeto habitacional do País e que já mudou a vida de mais de 2,3 milhões de famílias brasileiras.

Sedur
fotos - Mateus Pereira/GOVBA
Cerca de seis mil moradores de Juazeiro, no norte do estado, passam a morar em casa própria com a entrega de 1.480 unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida, na manhã desta sexta-feira (14), no Residencial Juazeiro I. A inauguração do condomínio e a passagem simbólica das chaves aos moradores foi realizada pela presidente Dilma Rousseff, acompanhada do governador Rui Costa, do ministro da Defesa, Jaques Wagner, do secretário de Desenvolvimento Urbano, Carlos Martins, e de outras autoridades.
Somente em Juazeiro, já foram entregues cerca de sete mil unidades do projeto, beneficiando mais de 27 mil pessoas. O novo empreendimento entregue na cidade faz parte do maior projeto habitacional do País e que já mudou a vida de mais de 2,3 milhões de famílias brasileiras. Durante a inauguração, Dilma Rousseff cumprimentou os futuros moradores do Residencial Juazeiro I e falou sobre o que essas casas representam para o País. “Esta entrega representa o quanto nós olhamos para a Bahia e para o Nordeste. O Brasil precisa que as famílias se sintam acolhidas e protegidas, porque quando as pessoas estão pagando o aluguel e em situações de vulnerabilidade ou em locais de risco, essas são as principais prejudicadas. Por isso é que dedicamos o dinheiro federal para melhorar a vida dos brasileiros necessitados, e isso beneficia o país inteiro. A construção das casas também movimenta a economia, gerando emprego e demanda por materiais que foram empregados nos imóveis, gerando renda também para a indústria”, destacou a presidente.
Para Rui Costa, a inauguração de empreendimentos do Minha Casa, Minha Vida é um dos projetos que mais o emociona e orgulha. Isso porque, segundo ele, a família vai deixar de pagar aluguel para pagar parcelas de cerca de R$ 25 para um imóvel que é próprio e que representa para muitos uma conquista de vida. “Esse não é só um programa habitacional, mas é também social, porque gera milhares de empregos desde a construção. Parte dessas casas é custeada pelo povo brasileiro, que paga seus impostos. Isso só é possível agora porque temos uma gestão que se preocupa e volta a atenção para quem mais precisa”, afirmou Rui Costa.

Empreendimento
Somente nos imóveis do residencial inaugurados nesta sexta em Juazeiro, localizados no bairro de Itaberaba, foram investidos R$ 88,8 milhões. Os recursos do Governo federal criaram uma estrutura não só de moradia, mas de acesso às casas com maior segurança e tranquilidade para os futuros moradores.
fotos - Mateus Pereira/GOVBA
Além de cada imóvel possuir dois quartos, banheiro, sala, cozinha e área de serviço, no entorno das casas foi criada toda uma infraestrutura de conforto para a população e que possibilita a chegada de transporte público. As ruas foram asfaltadas, a iluminação foi melhorada no local e áreas de lazer com quadras esportivas e parques infantis instaladas em diferentes pontos do conjunto habitacional. Entre os imóveis, 45 receberam adaptações para portadores de necessidades especiais.

Para o portador de deficiência mental, Emanuel da Silva, mais do que um sonho, a mudança para a casa própria significa a conquista de uma independência. No imóvel, ele vai morar com a companheira Bernardina, com quem se relaciona há 13 anos. “Esse é o melhor momento da minha vida. Eu, que antes morava na casa do meu pai, sempre pensei em juntar dinheiro para comprar terreno e construir uma casa, mas demoraria muito. Eu pulei essas etapas e hoje vim pegar minhas chaves. Estou muito feliz”.

Minha Casa, Minha Vida
Desde o lançamento do Programa Nacional de Habitação Popular Minha Casa, Minha Vida, na Bahia, em 2009, foram contratadas 187.407 habitações, com a entrega de 153,9 mil casas, beneficiando mais de 615 mil pessoas. No Brasil, a primeira fase do programa viabilizou a construção de mais de um milhão de moradias. A segunda etapa, lançada em 2011, tinha como previsão a contratação de duas milhões de habitações, até 2014. Essa meta já foi atingida e a soma das unidades contratadas nas duas fases do programa é de mais de 3,8 milhões de habitações.
Fonte - Sedur Ba. 14/08/2015

terça-feira, 7 de julho de 2015

Mais de 900 famílias recebem casa própria em Feira de Santana (Ba)

Habitação

Com a entrega nesta terça-feira (7) dos residenciais Reserva do Parque e Vida Nova Aviário IV, pelo Programa Minha Casa Minha Vida,mais 936 famílias de Feira de Santana foram beneficiadas e passam a morar em casa própria.

Sedur
foto - Manu Dias/Secom
Mais 936 famílias de Feira de Santana passam a morar em casa própria, com a entrega nesta terça-feira (7) dos residenciais Reserva do Parque e Vida Nova Aviário IV, pelo Programa Minha Casa, Minha Vida. Durante a solenidade, o secretário de Desenvolvimento Urbano, Carlos Martins, representou o governador Rui Costa, que não conseguiu chegar à cidade, por causa da chuva.
Carlos Martins destacou a importância do Minha Casa, Minha Vida para a população baiana, especialmente para a parcela mais carente. “É uma melhoria fundamental na qualidade de vida das pessoas. Hoje estão sendo beneficiadas 3,7 mil pessoas com mais de 900 unidades habitacionais. É um projeto de altíssima qualidade, com infraestrutura, com lazer. É um projeto que nos engrandece muito. Não existe nada mais gratificante do que ter seu teto. A habitação é o futuro do nosso país. Tivemos dois presidentes que fizeram pelas pessoas que mais precisam. Mesmo com a crise, Dilma mantém esse programa em funcionamento. Cuidem desses imóveis porque eles são de vocês. Essa é uma data muito importante para vocês”.

foto - Manu Dias/Secom
Cada unidade possui dois quartos, área de circulação, sala, banheiro, cozinha e área de serviço, com piso cerâmico em todos os ambientes. Atendendo às exigências de qualidade do programa, os residenciais são equipados com infraestrutura completa, pavimentação, redes de água, esgotamento sanitário, drenagem, energia elétrica e disponibilidade de acesso ao transporte público.
Selma dos Santos, 40 anos, é viúva e deficiente física. Ela morava com duas filhas em uma casa, que é da sua mãe, e recebeu um apartamento completamente mobiliado. “”Estou muito feliz com essa casa. Saí da casa de outra pessoa para agora ter minha própria casa. Quando eu saí de casa hoje, tinha bacias e baldes para todo lado, porque o telhado está pingando com a chuva. A casa também não tem fundo, nem janelas, só a porta da frente. A nova, agora, tem janela em todos os quartos, tem ventilação, minha filha não vai mais para o hospital com problema de respiração. Vai ser tudo muito lindo. Vai ser não, já está sendo”, comemorou Selma.

foto - Manu Dias/Secom
O superintendente regional interino da Caixa Econômica Federal, Gilberto Bastos, informou que Feira de Santana já foi contemplada com 36 mil unidades do Minha Casa, Minha Vida – quase 20 mil só para a população mais carente. “Com o Minha Casa, Minha Vida 3, Feira será ainda mais beneficiada. A Bahia se mantém na frente porque as parcerias são encontradas facilmente no estado. O Governo do Estado, por exemplo, junto ao governo federal, solicita mais imóveis, cede terras na região metropolitana, o que é uma dificuldade muito grande, por isso a Bahia se destaca”.
Fonte - Sedur  07/07/2015

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Minha Casa, Minha Vida deve cumprir meta de 3,75 milhões de moradias em 2014

Politica

O total de unidades habitacionais contratadas corresponde a 98,8% da meta do programa até o fim de 2014. “Alcançaremos 100% da meta agora em dezembro, com a contratação de 3,75 milhões de casas”, calculou a ministra do Planejamento, Miriam Belchior.

Luana Lourenço e Pedro Peduzzi
Repórteres da Agência Brasil
Conjunto Habitacional Zilda Arns, do Programa
Minha Casa,Minha Vida, em construção no Rio de janeiro

Imagem de Arquivo/Agência Brasil
O programa habitacional Minha Casa, Minha Vida contratou 3,7 milhões de moradias e entregou 1,87 milhão de unidades até novembro, segundo o 11º Balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) divulgados hoje (11) pelo governo.
O total de unidades habitacionais contratadas corresponde a 98,8% da meta do programa até o fim de 2014. “Alcançaremos 100% da meta agora em dezembro, com a contratação de 3,75 milhões de casas”, calculou a ministra do Planejamento, Miriam Belchior.
De acordo com o governo, o Minha Casa, Minha Vida já beneficiou mais de 7 milhões de pessoas. Os empreendimentos concluídos pelo programa, até agora, geraram 1,2 milhão de empregos, e as obras em execução deverão empregar mais 1,7 milhão de trabalhadores.
Para o financiamento habitacional, o total de recursos contratados chegou a R$ 360 bilhões para compra, reforma ou construção de mais moradias, beneficiando R$ 1,9 milhão de famílias, de acordo com os números do balanço.
No eixo urbanização de assentamentos precários, o governo diz que R$ 33,5 bilhões em recursos foram contratados. Desse total, R$ 12,7 bilhões na segunda etapa do programa (2011-2014). Nesse período, 487 ações foram concluídas. Entre as obras com andamento adequado, com previsão de conclusão até 2015, estão as ações de urbanização integrada do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, e da Comunidade de Heliópolis, em São Paulo.
Fonte - Agência Brasil  11/12/2014

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Programa Minha Casa Minha Vida já beneficiou meio milhão de pessoas na Bahia

Habitação

O governador Jaques Wagner, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e o presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Jorge Hereda, participam da inauguração de quatro empreendimentos no Condomínio Lagoa Azul, no bairro Campinhos, em Vitória da Conquista, no sudoeste estado.

TB
foto - ilustração
Desde seu lançamento, em 2009, o Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), do Governo Federal em parceria com Estados e Municípios, já realizou o sonho da casa própria de mais de meio milhão de pessoas na Bahia. Na manhã desta sexta-feira (10), o número de beneficiados vai aumentar. Cerca de cinco mil baianos vão receber moradias por meio do programa.
O governador Jaques Wagner, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e o presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Jorge Hereda, participam da inauguração de quatro empreendimentos no Condomínio Lagoa Azul, no bairro Campinhos, em Vitória da Conquista, no sudoeste estado. Na ocasião, serão entregues os residenciais Lagoa Azul 1, 2 e 3, em Campinhos, com investimento de R$ 57,4 milhões, além do residencial Margarida, no bairro Jatobá, este com recursos que totalizam R$ 19,2 milhões.
Os empreendimentos contam com dois quartos, sala, banheiro, área de serviço, cozinha, centro comunitário, quadra de futebol, parque infantil e áreas verdes. Mil e duzentas novas unidades habitacionais vão contemplar famílias com renda de até R$ 1,6 mil.
Com a aquisição, Vitória da Conquista vai passar a ser beneficiada com vinte empreendimentos do Minha Casa, Minha Vida. Mais dois residenciais estão sendo construídos no município. Ao todo, 8,3 mil novas unidades habitacionais vão beneficiar os conquistenses até o final de 2014.

Faixas de benefício
O Programa Minha Casa, Minha Vida é dividido em três faixas de beneficiários. Elas são instruções normativas do Ministério das Cidades para conceder o benefício da casa própria a pessoas com baixo poder aquisitivo. A Faixa 1 contempla pessoas com renda de até R$1,6 mil, a Faixa 2, por sua vez, pessoas com renda de R$ 1,6 mil até seis salários mínimos. A Faixa 3 é oferecida para o cidadão que tiver uma renda de seis até 10 salários mínimos.
Principal mecanismo de incentivo à produção habitacional do país, o programa Minha, Casa Minha Vida já entregou 128.747 unidades habitacionais à população baiana, em aproximadamente cinco anos. Por causa do número de habitantes, Salvador foi a cidade da Bahia que mais foi contemplada. Cerca de vinte mil moradias foram construídas e entregues na capital. Das outras 107.355 casas que ainda estão em construção em todo o estado, quatro mil devem ser inauguradas até o final deste ano, beneficiando inclusive Salvador.
“É um programa fantástico sob todos os pontos de vista. Conseguimos levar moradias dignas, de qualidade, para as pessoas. A diminuição gradativa do déficit habitacional, levantando em conta que antes do Minha Casa, Minha Vida, esse déficit vinha crescendo em volume razoável. Agora, ele chegou em um momento de estagnação. Além isso, nos fortalecemos na geração de emprego e renda. Milhares de pessoas foram contratadas pela Indústria da Construção Civil para a construção dessas unidades habitacionais”, explica Marco Aurélio Cohim, superintendente de habitação da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur).
Fonte - Tribuna da Bahia 10/10/2014

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Governo da Bahia entrega quase mil unidades do Minha Casa Minha Vida em Feira

Habitação

Os imóveis dos quatro residenciais Asa Branca I, II, II e IV, localizados no bairro de mesmo nome, realizam o sonho da casa própria de cerca de quatro mil feirenses.

TB
Foto: Divulgação
Mais 992 novas unidades habitacionais do Programa Minha Casa Minha Vida, que receberam investimentos no valor de R$ 56,5 milhões dos governos federal e estadual, foram entregues nesta sexta-feira (5) em Feira de Santana, município a 107 quilômetros de Salvador.
Os imóveis dos quatro residenciais Asa Branca I, II, II e IV, localizados no bairro de mesmo nome, realizam o sonho da casa própria de cerca de quatro mil feirenses.
A cerimônia de entrega das unidades teve a presença do ministro das Cidades, Gilberto Occhi, que se disse orgulhoso em entregar mais casas na segunda maior cidade baiana, e do governador Jaques Wagner, que enfatizou a importância das novas moradias para as famílias.
"Considero que esse é o maior programa social do mundo, porque a obra fez outras famílias felizes pela manutenção de seus empregos. Trabalharam mais de 1.200 operários diretos, que sustentaram suas famílias com a construção desses imóveis. É uma rede de benfeitorias que vai além das pessoas que recebem a casa própria", afirmou Wagner.
Fonte - Tribuna da Bahia  05/09/2014

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Minha Casa Minha Vida na Região Norte: Madeira é Bom!

Sustentabilidade

O déficit habitacional nesta região varia de 500 mil a 5 milhões de unidades, considerando o período 2014-2030. Os instrumentos federais criaram o ambiente institucional adequado para o desenvolvimento de um projeto de geração de créditos de carbono florestal e de construção civil, previsto no IPCC2006. 

Eder Zanetti, Eng Florestal, Dr.

A Portaria 318/2014 do Ministério das Cidades e a Portaria ICMBIO 27/2014 prevêem o emprego de Madeira Morta e Produtos Florestais Madeireiros para o Programa Minha Casa Minha Vida na Região Norte. O déficit habitacional nesta região varia de 500 mil a 5 milhões de unidades, considerando o período 2014-2030. Os instrumentos federais criaram o ambiente institucional adequado para o desenvolvimento de um projeto de geração de créditos de carbono florestal e de construção civil, previsto no IPCC2006. Esta atividade de projeto pode ser incluída nas metas de redução de emissões voluntárias do Brasil, no âmbito das ações para combate ao desmatamento e degradação florestal na Amazônia Brasileira, REDD e REDD+. No total a inclusão das atividades de projeto de construção de casas populares de madeira do PMCMV pode gerar 40milhões a 400 milhões tCO2e de redução de emissões GEE, correspondendo de7 a 70% da meta brasileira para o setor na Amazônia. Para efetivar este potencial é necessário implantar uma metodologia MRV adequada para gestão de carbono ao longo da cadeia produtiva de casas de madeira na região, e desenvolver um Documento de Projeto de carbono de Programa de Atividades.
Com o objetivo de reduzir as emissões globais de GEE, a UNFCCC busca incluir os projetos de gestão florestal e aumento dos estoques florestais como novas formas de aumentar a renda nas florestas tropicais, o chamado REDD = Redução do Desmatamento e da Degradação Florestal (conserva o Carbono) e REDD + = Aumento da cobertura florestal, conservação e Manejo Florestal Sustentável (aumenta o Carbono) e os Produtos Florestais Madeireiros - PFM. De acordo com a FAO, o Desmatamento representa “mudanças no uso da terra com diminuição da cobertura de copa das árvores para menos de 10% em cada ha, enquanto a Degradação pode ser traduzida como mudanças entre as classes de florestas (por exemplo, de “fechada” para “aberta”), que afetam negativamente o talhão ou sítio e, em particular, diminuem a sua capacidade produtiva. O IPCC2006, guia com diretrizes para elaboração de inventários de carbono para os diferentes setores, dedica o capítulo 4 para o setor AFOLU (Agricultura, Florestas e Outros Usos da Terra), que inclui a contabilização da Madeira Morta e dos Produtos Florestais Madeireiros. No guia do IPCC2006 a Madeira Morta – MM é todo tipo de galhos, folhas, raízes, árvores mortas e outros tipo de biomassa que não está inclída na serrapilheira ou nos solos. Já os Produtos Florestais Madeireiros – PFM são todo material lenhoso que deixa os limites geográficos da atividade de projeto – outros materiais que permanecem dentro dos limites geográficos devem ser considerados como Madeira Morta – MM. Desta forma, a madeira utilizada dentro dos limites geográficos para energia, cercas, móveis, construções, sinalização e outras aplicações, deve ser contabilizada como MM para fins de determinação do sequestro e estoque de carbono das áreas florestais, incluindo aquelas sem plano de manejo florestal. Nas áreas que possuem plano de manejo florestal sustentável a regra é a mesma para a MM, e as exportações e importações de madeira em toras, vigas, lenha e outros usos também devem ser contabilizadas como PFM.
As questões metodológicas relacionadas com os projetos no nível da UNFCCC, determinaram alguns aspectos básicos para a implantação de atividades, incluindo: Estimativas e Monitoramento; Metodologia consistente e robusta e; Aplicabilidade da metodologia de acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas - IPCC.
Os limites geográficos da atividade de projeto vão determinar a sua contabilização como MM ou PFM. As atividades de projeto REDD incorporam a Madeira Morta como forma de garantir consistência e robustez nas estimativas e monitoramento de acordo com o IPCC2006. No limite geográfico da atividade de projeto em uma determinada floresta, por exemplo uma Unidade de Conservação Federal no Brasil, a Madeira Morta inclui a biomassa empregada para uso no interior da área (cercas, residências etc). Em nível regional a MM deve ser contabilizada como atuando junto aos vetores de pressão, assim como mantendo a contribuição regional da biomassa utilizada dentros dos limites geográficos considerados. Da mesma forma que nas atividades REDD, nos projetos de REDD+ a nível local, regional e nacional, a MM aumenta a contribuição para o desempenho do combate ao desmatamento e degradação florestal. Entretanto, no caso de REDD+ é possível ainda incluir estratégias para aumentar o consumo de PFM de madeira tropical para enfrentar os vetores de pressão e melhorar a contribuição das Unidades de Conservação Federal brasileiras de mitigar o fenômeno das mudanças climáticas globais. REDD+ é, por definição, nacional, o que fortalece uma estratégia voltada para uso de madeira tropical como forma de reduzir emissões do desmatamento e degradação florestal no Brasil.
O Programa Minha Casa Minha Vida é um programa do Governo Federal do Brasil, que produz unidades habitacionais que depois de concluídas são vendidas às famílias . Participam do programa o Ministério das Cidades, a Caixa Econômica Federal, as Instituições Financeiras Oficiais Federais, o Distrito Federal, os Estados e Municípios e as Empresas de Construção Civil. O Ministério das Cidades é responsável por estabelecer diretrizes, fixar regras e condições, definir a distribuição de recursos entre as Unidades da Federação, além de acompanhar e avaliar o desempenho do Programa.
A Portaria 318/2014 do Ministério das Cidades, Dispõe sobre o uso de madeira nas construções e reformas de habitações no âmbito do Programa Nacional de Habitação Rural – PNHR, integrante do Programa Minha Casa, Minha Vida – PMCMV. A Portaria autoriza a construção de habitações de madeira, inicialmente na região Norte, para o Grupo de Renda 1 (agricultores familiares, indígenas, ribeirinhos etc). A madeira de quase 50 espécies florestais que pode ser utilizada nas construções (de acordo com a especificação) tem de ser de origem sustentada, e pode ser retirada do interior dos limites geográficos das Unidades de Conservação Federais. A Portaria ICMBIO no. 27/2014 dispensa a madeira utilizada para cumprir a Portaria 318/2014 oriunda das UCs de apresentar plano de manejo florestal sustentável. Para a Reserva Legal e madeira que irá transitar entre UCs e para as demais áreas com floresta nativa, incluindo a madeira comprada no mercado, é necessário apresentar o documento de origem florestal, com as autorizações de exploração e nota fiscal.
O Brasil adotou metas voluntárias de redução para o período 2012-2020, com foco no combate ao desmatamento. A redução das emissões dos gases do Efeito Estufa tem sido uma grande preocupação mundial diante das mudanças climáticas e um aumento de desastres ambientais. Entre os setores industriais que estão relacionados a estes impactos está o da construção civil, hoje apontado como um grande emissor, especialmente o dióxido de carbono (CO2). Para cada 1 m3 de biomassa florestal tropical nativa do Brasil, são gerados cerca de 0,14 m3 de Produtos Florestais Madeireiros – PFM, de uso final.
Na colheita, uma grande parte do carbono na biomassa aérea arbórea é transferida para os produtos florestais madeireiros e estará disponibilizada em uma das categorias de produtos florestais. O volume de biomassa nas áreas florestais é utilizado como ponto de partida para estimativa do carbono nos produtos florestais, empregando fatores de conversão específicos para a produção de toras para cada destinação específica. Estimativas relacionadas à base de produtos florestais estão disponíveis sob a forma de quantidades entregues às plantas industriais ou em termos da produção dessas plantas. São toras industriais ou produtos florestais madeireiros primários (tábuas, pranchas, painéis ou papel). A disposição do carbono nesses produtos, ao longo dos anos, é estimada em função de outros parâmetros, que indicam a quantidade de carbono que permanece “em uso” e aquela que é destinada a aterros. A inclusão da reciclagem nas estimativas de carbono dos produtos florestais depende da disponibilidade de informações.
As estimativas da contribuição dos produtos florestais, em termos de Carbono, utilizam variáveis genéricas, incluindo (i) o estoque de produtos florestais da colheita doméstica e importações (tCO2e / ano); (ii) as variações anuais nos estoques de carbono em produtos florestais produzidos a partir de madeira colhida no país, incluindo as variações anuais no estoque de carbono de produtos florestais madeireiros exportados (tCO2e / ano); (iii) as importações anuais de todos os tipos de madeira e papel (tCO2e / ano); (iv) as exportações anuais de todos os tipos de madeira e papel (tCO2e / ano); e (v) a colheita anual para produtos madeireiros (tCO2e / ano). O grau de perda de produtos sólidos e papel, em um ano determinado, são especificados através de uma constante de perda (k), que por conveniência, é expressa em termos de meia-vida em serviço, em anos. A meia-vida em serviço é o número de anos necessário para que metade do material mude de ambiente, que pode ser, por exemplo, de uma casa para o aterro sanitário, dentro daquele setor, no qual ele se encontra estocado. Produção, importação e exportação de madeira sólida e papel, são convertidos de m3 ou t, para tCO2e. Para realizar as estimativas durante o ano, o método utiliza os dados de incremento (Consumo = Produção Doméstica + Importações – Exportações).
Globalmente, as florestas estocam cerca de 8,4 bilhões tCO2e, e são capazes de seqüestrar outras 3,7 bilhões tCO2e / ano, enquanto estima-se que 4,2 a 20 bilhões tCO2e estejam estocadas em produtos florestais madeireiros. A produção mundial de de madeira, inclui toras industriais de 1,5 bilhão m3 / ano, que correspondem a 1,1 bilhão tCO2e / ano (WGCCFP, 2004), sendo 420 milhões m3 de madeira serrada e 220 milhões m3 em painéis e compensados - representando 20% do total em produtos florestais de longos períodos de vida, que seqüestram e estocam perto de 200 milhões tCO2e / ano.
O volume de 3,4 bilhões m3 de madeira colhida globalmente todo ano é equivalente a apenas 20% do crescimento total (17 bilhões m3). Muito do que é colhido é utilizado para queima direta e ineficiente, como lenha. O aumento no uso desta biomassa retirada das florestas e também dos níveis de colheita teria um profundo efeito positivo para o clima global. Com o uso de mais 2 bilhões m3 / ano de madeira industrial seria possível reduzir de 14 a 31% das emissões da produção de cimento e aço e de 12 a 19% do consumo de combustíveis fósseis com o uso dos resíduos das cadeias de produção industrial para produção de energia limpa. Com o manejo florestal sustentado e intensificado mais CO2 é sequestrado e estocado evitando emissões de materiais e produzindo energia limpa do que é perdido na colheita. E os estoques colhidos são renovados. O Brasil tem de longe o maior estoque e crescimento de madeiras “duras”, que tem alta durabilidade e perspectivas de maior tempo de vida útil, fazendo dessas florestas importantes fornecedoras de Produtos Florestais Madeireiros – PFM, que estocam carbono por vários anos.
A Convenção Quadro das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas – UNFCCC foi estabelecida com o objetivo de analisar do ponto de vista técnico, científico, sócio-econômico e político soluções tecnológicas que possam ser utilizadas em todo o mundo, para conter o aumento de CO2. Desta forma é fundamental que as tecnologias que estão sendo transferidas dos países desenvolvidos para os países em desenvolvimento, dentro dos objetivos de adaptação e mitigação das mudanças climáticas globais causadas pelo homem, sejam utilizáveis em curto, médio e longo termo pelas populações locais. Estas tecnologias devem contribuir para implantar uma forma de desenvolvimento que seja sustentável do ponto de vista econômico, social e ambiental. Tecnologias que contribuam para aumentar a atividade econômica com inclusão social e conservam a qualidade ambiental.
A utilização racional da biodiversidade florestal da Amazônia brasileira, através do cultivo de espécies madeireiras com técnicas silviculturais contemporâneas é fundamental para garantir sua conservação. O consumo de MM e PFM para construção de casas populares garante um consumo mais intenso. De um lado as plantações florestais de espécies nativas garantem um aumento do nível de colheita, enquanto na outra ponta as construções asseguram mercados para a madeira. Ao longo da pré-história, Idade Antiga, Idade Média, Idade Moderna e Idade Contemporânea as árvores e as florestas sofreram modificações. As modificações incluem deriva continental, glaciações e inter-glaciações, meteoritos, tempestades, pragas, animais e o relacionamento com o homem. Inicialmente eram 27 mil árvores disponíveis para cada habitante todas naturais, e na atualidade as 370 árvores por habitante existentes são em grande parte representadas por plantações florestais (43) e florestas semi-naturais (75), que praticamente não existiam na idade Moderna. O investimento para criar um posto de trabalho no setor florestal é de U$ 600, enquanto são necessários U$ 17 mil para gerar apenas um emprego urbano no Brasil (IPEA, 1999). O desenvolvimento de plantações florestais de espécies diversificadas é essencial para garantir a criação de novos postos de trabalho, a geração de renda e conservação da biodiversidade florestal, deve ser observada uma ampliação muito grande no número de espécies florestais plantadas no Brasil, ao longo das próximas décadas.
Na Europa e nos Estados Unidos o cultivo e consumo de espécies florestais nativas para uso industrial é histórico e responsável pelo aumento da produtividade e dos estoques florestais. A seleção de indivíduos, coleta de sementes, produção de mudas, plantios planejados, fertilização, irrigação, melhoramento e modificação genética levaram os estoques das florestas européias de 100 m3/ha no séc XVIII para mais de 300 m3 / ha no séc XX. Os estoques nos EUA para os cultivos nativos no Sul da Flórida chegam a 450 m3 / ha, partindo dos mesmos 100 m3 / ha.No Brasil o mesmo tem sido verificado para uma série de espécies florestais madeireiras, tanto introduzidas (Pinus sp, Eucalyptus sp etc) como nativas (Araucaria angustifolia, Schizolobium amazonicum etc).O que se observa é uma reação biológica das florestas aos tratamentos silviculturais, que determinam aumento da produtividade a curto e longo termo. A substituição da regeneração natural pela plantação de florestas, aumenta a produtividade. Somados, os efeitos da prática silvicultural moderna elevam o volume da colheita. A utilização intensiva e extensiva das florestas, através de manejo florestal sustentável com base científica, aumenta o volume médio de espécies comerciais estocadas por unidade de área, e também aumenta os incrementos anuais. No mundo, cerca de ¾ das plantações florestais são com espécies nativas dos países. Países com importantes reservas florestais naturais, como o Canadá e a Rússia, coordenam ações em microrregiões de ocorrência de espécies, as Zonas Ecológicas de Ocorrência, ou Ecoregiões (NRC, 2008). Na América do Norte a proporção de espécies introduzidas é de menos de 5%, enquanto na América do Sul menos de 5% são de espécies locais. Somente na Oceania vamos ter uma proporção de pouco mais de 20% de espécies nativas plantadas, na África (60%), na Ásia (70%) e na Europa (90%).
Nas regiões com maior consumo de madeira no mundo, a cobertura florestal aumentou nos últimos 25 anos, como na Europa, China e Índia, enquanto nas regiões com menor consumo, como na África, América Latina e Ásia-Pacífico, o desmatamento tem sido a regra no mesmo período. É o consumo de produtos florestais, principalmente madeira industrial de valor comercial, que contribui para manter e aumentar as áreas cobertas com florestas.
Para o PMCMV e PNHR na Região Norte, o uso da madeira tropical de origem sustentada para construção em substituição, ou como alternativa, ao emprego de cimento e ferro, a tecnologia silvicultural para aumentar produtividade de espécies madeireiras nativas, a expertise do comércio em todos os níveis (marketing, Treinamento & Capacitação, redes de distribuição, certificações etc), industrial (painéis reconstituídos, madeira líquida etc) e recursos financeiros adequados (Green Bonds, Fundo Verde etc) são fundamentais. Os créditos de carbono para o setor de indústria envolvendo as atividades de construção civil com uso de madeira irão contribuir para organizar uma estratégia nacional de redução de emissões GEE. Para obter reconhecimento internacional e garantir a contribuição para as metas nacionais, esta estratégia nacional deve estar alinhada com as demandas técnicas e institucionais da UNFCCC.
Somente a área de florestas existente na Amazônia é capaz, em regime de manejo sustentado, de possibilitar a ampliação da participação do setor florestal dos atuais 4,5% do PIB para mais de 7%, o que equivaleria a um valor anual de receita superior a US$ 43 bilhões. Os serviços ecossistêmicos na região foram estimados em US$ 4 trilhões / ano.
Apesar da aparente vantagem competitiva com relação a disponibilidade de biomassa florestal, o Brasil apresenta um consumo moderado de produtos florestais, enquanto todos os vizinhos na América do Sul e Central, apresentam consumos mínimos. Normalmente, os países em desenvolvimento expandem seu consumo pela ampliação da produção de plantações, que tem baixos custos de trabalho e melhorias técnicas, gerenciais e tecnológicas, sendo sistematicamente promovidas nos mercados, com suporte institucional e político
A gestão sustentável dos recursos naturais dos ecossistemas brasileiros depende de inversão tecnológica. Com investimentos em desenvolvimento de tecnologias silviculturais apropriadas, os produtos florestais nacionais podem ter alta competitividade na economia verde. A diversidade, produtividade e qualidade das madeiras tropicais brasileiras, cultivada seguindo tecnologias silviculturais modernas, podem colocar o setor florestal brasileiro de espécies nativas entre os maiores do mundo. A contribuição das madeiras brasileiras para o cultivo da biodiversidade das espécies florestais é um resultado direto do incentivo dos consumidores. Oferecer produtos florestais de qualidade ambiental é uma necessidade. A regulamentação nacional precisa incentivar o uso e consumo de madeira nativa de origem sustentada, como forma de garantir a sustentabilidade do cultivo da biodiversidade florestal.
Aumentar o carbono seqüestrado pelas florestas e nos produtos florestais, é o mesmo que reduzir emissões, e representa uma oportunidade significativa para o setor privado, para ensejar ações voluntárias e também no mercado internacional de Carbono. O valor dos créditos de carbono registrados pode fornecer renda para os proprietários, dar suporte ao desenvolvimento do setor rural e facilitar o manejo florestal sustentado. As madeiras produzidas para garantir suprimento industrial de origem sustentada podem receber pagamentos voltados para melhorar o desempenho tecnológico da silvicultura, indústria, comércio e renda do setor florestal tropical. Quando a madeira tropical utilizada na sociedade é de origem sustentada, aumenta o sequestro e estoque de carbono das áreas florestais.
O Brasil possui o maior estoque de madeiras duras do planeta. Algumas das madeiras duras tropicais brasileiras têm características que as tornam terapêuticas, confortáveis, charmosas assim como imunes ao ataque de fungos e insetos. As madeiras duras brasileiras, assim como as macias e leves possuem uma diversidade de qualidades difícil de ser encontrada em outras árvores do mundo. Estas qualidades únicas são vantagens competitivas que podem ser utilizadas para realçar a importância do consumo de madeira tropical para garantir a conservação da biodiversidade da Amazônia. Com o consumo incentivado e crescente, os proprietários rurais dispõe de mercados para justificar os investimentos necessários para o cultivo das espécies florestais madeireiras nativas da Amazônia Brasileira. O uso de manejo florestal adaptativo, de estratégias regionais de implantação de bancos de biodiversidade de espécies florestais nativas e de agregação de valor pelo uso de indústrias modernas (MDF, HDF etc), aumenta as chances de inclusão social e, com ela, a sustentabilidade da atividade no longo termo.
No setor de construção, estima-se que hoje o Brasil tenha um déficit habitacional de 8 a 10 milhões de moradias, e um crescimento com relação direta com o crescimento populacional. Empregando um volume de madeira de 5 m3 / habitação, chegamos a uma estimativa de demanda de até 50 milhões m3 de madeira, apenas para cobrir o déficit - que representam um volume total de quase 25 milhões tCO2e somente no estoque de PFM. O uso de madeira em substituição a outros materiais, pode gerar ainda mais créditos de carbono, pelas emissões reduzidas. Em um estudo realizado pela comparação entre um modelo de casa tradicional, de 52 m2, construído pela Companhia de Habitação do Paraná – COHAPAR e identificada como “casa tipo R1 e R1A – CF52”, e o modelo construído pelo Laboratório de Produtos Florestais do Ministério do Meio Ambiente – LPF/MMA, chamado de “habitação popular em madeira”, também de 52 m2, foi obtido o total de emissões de GEE.
A habitação de interesse popular do modelo da Companhia de Habitação do Paraná - COHAPAR de 52 m2, já utiliza um total de 5,8 m3 de PFM – o mais elevado volume para este modelo de moradia popular no Brasil – e este modelo foi avaliado comparativamente com modelo desenvolvido pelo Laboratório de Produtos Florestais do Ministério do Meio Ambiente - LPF/MMA que emprega 9,2 m3 de PFM. A economia em termos de emissões de GEE resultou do aumento no uso da ordem de mais de 50% de PFM. Por isso, o estoque de carbono retido é maior em 1,7 tCO2eq / casa. Por conta do menor uso de materiais com alta demanda energética na sua cadeia produtiva, o total de emissões associadas é menor em 10,4 tCO2eq / casa para a LPF/MMA. No total, são 12,1 tCO2e de emissões por unidade habitacional a menos associadas as casas de madeira. Este valor é incorporado aos inventários nacionais e as metas voluntárias como PFM associado a atividade de projeto de construção civil do setor indústria. Ao longo da cadeia produtiva da casa de madeira, o impacto total estimado foi de 83 tCO2e reduzidas. As 71 tCO2e da cadeia produtiva envolvem atividades de projeto REDD e REDD+ do setor AFOLU. A contribuição de ambos é valida para atingir as metas brasileiras para a Amazônia, de redução de desmatamento.
Para a Amazônia brasileira a portaria 318/2014 vai contribuir para atender um déficit habitacional de 500 mil a 5 milhões de unidades, considerando o período 2014-2030. O emprego de madeira tropical de origem sustentada no PNHR e PMCMV pode gerar um impacto de redução de emissões GEE que varia de 41 a 400 milhões tCO2e, correspondendo a algo como de 7 a 70% da meta brasileira, que é de 564 milhões tCO2e (2012-2020). Os PFM na construção civil representam uma redução de emissões GEE de 6 a 60 milhões tCO2e, enquanto a MM das atividades de projeto REDD e REDD+ representa de 35 a 350 milhões tCO2e, de 6 a 60% da meta brasileira. Uma região em expansão e importante reserva de recursos naturais para o desenvolvimento sustentável brasileiro, o uso de madeira industrial na Amazônia Brasileira pode ser ainda mais significativo para melhorar o desempenho da região Norte no futuro próximo.
“Tackle Climate Change: Use Wood” é um programa do Parlamento Europeu, para fortalecer o uso da madeira pela sociedade como forma de combater o acumulo de CO2 na atmosfera. O programa Francês “de Bois-Construction-Environment”, o Inglês “Wood for Good”, o Holandês do “Centrum Hout”, o Dinamarquês da “Trae Information”, o Finlandês “Puuinfo”, o “Wood Forum” da Bélgica, o “Viver Con Madera” da Espanha, o “Wood Naturaly Better” da Austrália e “Promo Legno” da Aústria e Itália são apenas alguns exemplos de redes nacionas, binacionais e multilaterais para promoção do uso da madeira como forma de mitigar as mudanças climáticas globais.
A “International Wood Culture Society” é uma organização sem fins lucrativos, não governamental internacional formada por entusiasta da madeira, dedicados a pesquisa, educação e promoção da cultura da madeira. A IWCS advoga por uma convivência harmoniosa entre as pessoas e a natureza, explora o valor do uso da madeira de uma perspectiva cultural e fornece uma plataforma para o estudo da cultura da madeira, encorajando a sua prática e promoção. A IWCS estabelecu o dia 21 de março como o Dia Mundia da Madeira, uma data para disseminar o valor que a madeira agrega ao dia a dia das pessoas. A IWCS, assim como a portaria 318/2014 e o PMCMC e PNHR, promove o conceito de que a “Madeira é Bom!”
Fonte - Revista Amazônia  30/07/2014

domingo, 29 de junho de 2014

Índios que saíram da Aldeia Maracanã vão trocar contêineres por apartamentos

Direitos humanos

O grupo é o que aceitou a proposta do governo do estado de sair da ocupação do antigo Museu do Índio antes da reintegração de posse, no ano passado. Eles chegaram a negociar a construção de uma aldeia na colônia, o que não se concretizou.

Vinícius Lisboa 
Repórter da Agência Brasil 
O cacique Carlos Tucano afirmou que o grupo
 foi vitorioso, mas teme a mudança para
os costumes dos índios - Tânia Rêgo/Agência Brasil
Os índios que estão há um ano e quatro meses morando em contêineres na Colônia Curupaiti, na zona oeste, esperando por uma habitação definitiva, acertam os últimos detalhes para se mudarem em julho para seu próximo endereço: um prédio do Programa Minha Casa, Minha Vida no centro do Rio. O grupo é o que aceitou a proposta do governo do estado de sair da ocupação do antigo Museu do Índio antes da reintegração de posse, no ano passado. Eles chegaram a negociar a construção de uma aldeia na colônia, o que não se concretizou. Ainda se acostumando à ideia da moradia verticalizada, os índios cobram as promessas feitas pelo Poder Público e fazem planos para continuar a divulgar sua cultura.
O cacique Carlos Tucano afirmou que o grupo foi vitorioso, porque o governo do estado decidiu não demolir o antigo Museu do Índio e decretou em dezembro do ano passado que no local será implantado o Centro de Referência da Cultura dos Povos Indígenas. "O prédio ter ficado de pé é um sinal de que a gente avançou. Nosso centro de referência vai ficar ao lado do estádio mais importante do mundo. Acreditamos estará pronto até abril de 2016. Espero que, depois da Copa, não nos esqueçam", disse .
No momento, a Secretaria de Estado de Cultura está licitando a contratação do projeto de arquitetura e restauração do prédio. Só depois de finalizado o projeto será possível prever uma data de conclusão do trabalho, embora o objetivo seja iniciar as obras no ano que vem, segundo a secretaria.
Tucano foi, na última terça-feira (24), assinar o contrato para oficializar o financiamento. Morar em um prédio não era o que o cacique esperava quando saiu da ocupação, mas ele conta que o grupo aceitou para ter uma garantia: "Ano que vem pode haver mudança de governo e eles podem continuar mantendo a gente aqui ou não. Com esses apartamentos, temos algo certo".
Para o cacique, o tamanho do apartamento, de 47 metros quadrados e dois quartos, não será problema para ele e as duas filhas, uma de 24 e outra de 19 anos, mas ele considera que pode ser um obstáculo para um costume que o grupo cultiva desde que morava no prédio vizinho ao estádio, o de receber familiares e índios que estão de passagem pela cidade: "Para isso, ele não vai funcionar tão bem, mas já é melhor do que esses contêineres". No mês de abril deste ano, por exemplo, quando muitos participaram de atividades culturais na cidade ligadas ao Dia do Índio, o número de moradores no abrigo provisório passou de 100.
Os índios vão ocupar um dos 48 blocos de apartamentos de cinco andares que já estão prontos e terão as chaves entregues em uma cerimônia com a presidenta Dilma Rousseff prevista para amanhã (30). No total, são 22 moradias, segundo o cacique, que serão entregues a membros do grupo que ocupava o antigo Museu do Índio. A mudança dos cerca de 5 mil moradores do conjunto vai ocorrer a partir da segunda quinzena de julho. Os índios fazem parte da parcela de 35% dos beneficiados que foram indicados pela Defensoria Pública do estado. A maior parte das 998 unidades (65%) será ocupada por famílias de cinco comunidades afetadas pelas chuvas de 2010 e cadastradas pela prefeitura do Rio.
Apesar de se despedirem do ambiente arborizado da Colônia Curupaiti, em Jacarepaguá, onde portadores de hanseníase ficaram em regime de isolamento até 1980, os índios já veem algumas vantagens na mudança, como escapar do calor dos contêineres: "Sofremos com o calor neste ano. Era o que matava a gente. Tinha que tomar banho toda hora para aguentar", diz Tucano.
A educadora, escritora e artista plástica
 Vângri Kaingáng quer ficar no Rio para continuar
 divulgando sua cultura -  Tânia Rêgo/Agência Brasil
Desde que foram realojados para o local atual, os contêineres foram trocados uma vez, em fevereiro deste ano, e a mudança das instalações elétricas queimou quatro ventiladores, agravando o problema do calor. O que mais prejudicou o dia a dia dos índios, no entanto, foi a distância do centro: "Fazemos apresentações e palestras em escolas, vendemos nosso artesanato em feiras e na praia. Aqui, ficamos muito longe. Ficamos escondidos", conta o líder, sob as bandeirinhas do Brasil que enfeitam o abrigo provisório durante a Copa do Mundo: "Acompanhamos tudo por essa televisão. Vemos os gastos da Copa e nos indignamos, mas torcemos para o Brasil", diz o cacique, apontando para uma TV de 14 polegadas, cercada de cadeiras de plástico.
A educadora, escritora e artista plástica Vângri Kaingáng, mãe do menino Siritari Katir, de 3 meses, conta que foi à aldeia de sua família, no Rio Grande do Sul, para o bebê nascer junto à sua família. De volta à Colônia Curupaiti e preparando a mudança para o apartamento, ela se preocupa com a infância do filho: "Eu tive uma infância muito livre e, se eu ver que morar em apartamento vai prejudicar meu filho, vou ter que mandá-lo para a minha aldeia. Na nossa cultura, são os avós que ensinam a língua aos netos, e minha mãe já falou que eu posso levá-lo para lá quando parar de amamentar. Se eu fui feliz e vivi minhas tradições, não tenho o direito de tirar isso dele", contou, enquanto amamentava o menino, dentro de um dos contêineres. "Não é o que a gente queria, mas é melhor do que morar como sardinha em lata".
Autora de quatro livros infantojuvenis, ela se divide entre a vontade de voltar para a aldeia e a de continuar no Rio: "Por mim, eu ficava lá com o meu filho, mas aqui está a minha luta para a divulgação da nossa cultura. Eu dediquei anos da minha vida só para isso". Um dos seus sonhos é ajudar a desmistificar a imagem dos povos indígenas: "As pessoas não aceitam que o índio pode ser articulado e falar melhor do que elas. Não aceitam que ele possa ter um bom padrão de vida e continuar sendo índio. Quinhentos anos depois, ainda acham que só temos que ficar na mata pelados. Quando me perguntam se sou índia mesmo, respondo na minha língua".
Ganhando a vida vendendo instrumentos de sopro - uma mistura de flauta e apito de bambu - por R$ 5 ou R$ 10, Pacari Pataxó, de 31 anos, planeja terminar o ensino médio agora que vai voltar a morar perto do centro. O objetivo é cursar engenharia florestal e voltar para a sua aldeia, que fica no Parque Nacional Monte Pascoal, primeira faixa de terra avistada pelos portugueses quando chegaram à América. "Antes, havia a ideia de que os índios brigavam muito. Aqui mostramos que é possível a união, e que a briga tem que ser por demarcações,pela nossa cultura, por saúde e educação nas aldeias".
Fonte - Agência Brasil  29/06/2014