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sábado, 4 de junho de 2016

Museu do Índio - Sem reforma prometida o prédio segue abandonado ao lado do Maracanã

Cultura

O local foi alvo de disputa no início de 2013 quando o governo do estado do Rio anunciou a intenção de derrubar o prédio para construção do Complexo do Maracanã, que receberia partidas da Copa de 2014.Um grupo de indígenas que ocupava o prédio desde 2006 – e deu ao museu o nome de Aldeia Maracanã – se recusou a deixar o local e duas determinações de reintegração de posse foram cumpridas pela Polícia Militar, uma em março de 2013 e outra em dezembro.

Vinícius Lisboa
Repórter da Agência Brasil
Tânia Rego/Agência Brasil
A pouco mais de dois meses do início dos Jogos Olímpicos, o Museu do Índio – próximo ao estádio do Maracanã – é um retrato do abandono. A promessa de transformar o local em um Centro de Referência da Cultura Indígena a tempo das disputas olímpicas ficou só no papel e líderes indígenas que moravam no prédio desde 2006 criticam a falta de interesse do Poder Público de resolver o problema.
O local foi alvo de disputa no início de 2013 quando o governo do estado do Rio anunciou a intenção de derrubar o prédio para construção do Complexo do Maracanã, que receberia partidas da Copa de 2014.
Um grupo de indígenas que ocupava o prédio desde 2006 – e deu ao museu o nome de Aldeia Maracanã – se recusou a deixar o local e duas determinações de reintegração de posse foram cumpridas pela Polícia Militar, uma em março de 2013 e outra em dezembro.

Tânia Rego/Arquivo/Agência Brasil
À época, o cacique Carlos Tukano preferiu apostar no diálogo para deixar a ocupação da Aldeia Maracanã - e recebeu críticas de outros indígenas por isso. O líder aceitou sair do prédio antes da primeira reintegração de posse. Meses depois, leu o decreto assinado pelo então governador Sérgio Cabral de que a antiga sede do Museu do Índio voltaria a ser destinada à cultura
indígena. Por fim, marcou no calendário a data de abril de 2016 como a que voltaria a usar o espaço, a tempo de divulgar a tradição indígena brasileira para o público da Olimpíada e da Paralimpíada.
O prazo se esgotou e o Centro de Referência da Cultura Indígena prometido não tem projeto básico ou executivo, etapas anteriores ao início da restauração. Segundo a Casa Civil do governo do estado do Rio de Janeiro, a responsabilidade de custear a reforma do prédio estava a cargo do consórcio que assumiu a concessão do Maracanã. O contrato que previa essa obrigação, no entanto, está sendo renegociado, e, enquanto não houver uma definição, não haverá novidades para o prédio.
"Ficamos escondidos na Copa do Mundo. E, com a chegada das Olimpíadas, vão ser mostradas mais uma vez para o Brasil e para o mundo as ruínas do Museu do Índio, onde éramos para estar recebendo visitantes de 200 países. Está ficando vergonhoso para o governo, e muito mais para nós", diz Tukano, que se sente constrangido. "Fico passando de mentiroso, o cacique Tukano mentiroso".
Depois de saírem do Museu do Índio, os ocupantes que entraram em acordo com o governo do estado moraram por cerca de um ano e meio em contêineres na Colônia Curupaiti, em Jacarepaguá. Em junho de 2014, se mudaram para um condomínio do Minha Casa, Minha Vida, no centro do Rio. Essa mudança, conta Tukano, forçou a uma mudança de cultura do grupo que, acostumado à convivência coletiva desde 2006, quando iniciaram a ocupação e passaram a receber visitantes de diversas aldeias do país, passaram a ficar mais isolados.
"Ficamos isolados. Aqui é muito restrito. Não temos espaços como no Maracanã e no Curupaiti. Não temos espaço para fazer nosso trabalho e receber pessoas que vêm nos visitar e que acreditam na cultura indígena".

Renegociação com Consórcio Maracanã
O pesquisador afirma ter uma "visão realista" de que o governo do estado não vai destinar os recursos ao prédio enquanto houver crise na saúde e atraso de pagamentos.
"Não há resignação. Infelizmente, essa realidade brasileira de crise absoluta se estabeleceu contra o processo de restauro", lamenta Lotar, que agora busca junto ao Poder Público ao menos a limpeza do prédio, que continua coberto de tapumes e sujo, ao lado do palco da abertura dos Jogos.
"Queria pelo menos conseguir, de algum órgão do governo do estado, que se faça uma limpeza, uma faxina. Pelo menos tirar aquela sujeira e impedir que o principal palco das Olimpíadas esteja poluído visualmente e moralmente por aqueles escombros."

Grupo divergente
Durante a disputa pelo espaço em 2013, um grupo de indígenas que ocupava a Aldeia Maracanã não fez acordo com o governo do estado e foi retirado à força pela Polícia Militar, que realizou duas operações para desocupar o local - uma em março e outra em dezembro de 2013.
No segundo embate, o indígena Urutau Guajajara ficou 48 horas em cima de uma árvore para resistir às tentativas do governo estadual de esvaziar o prédio, que tinha voltado a ser ocupado cerca de cinco meses depois da primeira reintegração. Ele afirma que até hoje o grupo volta ao prédio para fazer rituais e danças de diversas etnias sob um pé de jenipapo que fica no terreno.
"Quem acreditou nisso [na reforma prometida] foi um grupo", diz. "A gente sabia que não iam construir, porque o capital não quer o indígena ali, o movimento social", completa, defendendo que o consórcio privado responsável pela gestão pelo Maracanã seja o responsável pela reforma. O grupo afirma ainda que move uma ação na Justiça para recuperar a posse e do imóvel.
"O nosso objetivo é voltar para a aldeia", afirma Guajajara, que avalia que a mobilização indígena teve bons frutos. "Foi revolucionário. É uma referência nacional e outros movimentos se espalharam. Trouxe a questão dos indígenas no contexto urbano e não havia pesquisa nesse sentido".
Fonte - Agência Brasil   04/06/2016

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Em São Paulo PM entra em escola ocupada por estudantes desde a última quinta-feira

Educação

Os estudantes protestam contra a falta de merenda e denúncias de corrupção nos contratos da alimentação escolar. Os jovens se recusam a deixar o local. Vários se sentaram no chão e gritam palavras de ordem contra a operação policial.

Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil

imagem/Ag.Brasil
A Polícia Militar entrou há pouco no Centro Paula Souza, ocupado por estudantes desde a última quinta-feira (28), para permitir o acesso dos funcionários ao local. Na noite de ontem (1º), a Justiça de São Paulo concedeu liminar para a reintegração de posse do prédio, onde funciona o órgão responsável por administrar o ensino técnico em todo estado.
Os estudantes protestam contra a falta de merenda e denúncias de corrupção nos contratos da alimentação escolar. Os jovens se recusam a deixar o local. Vários se sentaram no chão e gritam palavras de ordem contra a operação policial.
Os policiais passaram o prédio em revista e tiraram os jovens que estavam nos andares superiores do edifício. Os ocupantes permanecem, no entanto, no saguão do prédio fazendo frente a um pelotão armado com escudos e cassetetes.
A ação da PM está sendo acompanhada pelo secretário da Segurança Pública do Estado, Alexandre de Moraes.
Fonte - Agência Brasil  02/05/2016

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Segunda maior ocupação da América Latina será convertida em moradia popular

Habitação

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Habitação, o prédio, comprado pela prefeitura, passará por reforma para ser convertido em moradia. A permanência dos atuais ocupantes no edifício dependerá da modalidade do projeto a ser implementado, que ainda vai ser definido.

Fernanda Cruz
Repórter da Agência Brasil
Arquivo/Agência Brasil
A segunda maior ocupação vertical da América Latina, onde vivem 378 famílias, será transformada em moradia popular. O acordo firmado entre a prefeitura de São Paulo e proprietários do prédio, localizado na Avenida Prestes Maia, 911, no centro da cidade, garante também a extinção do processo de reintegração de posse. O edifício estava abandonado desde o início da década de 80.
Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Habitação, o prédio, comprado pela prefeitura, passará por reforma para ser convertido em moradia. A permanência dos atuais ocupantes no edifício dependerá da modalidade do projeto a ser implementado, que ainda vai ser definido.
Juliana Avanci, advogada das famílias pelo Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos, organização não governamental (ONG) que mantém convênio com a Defensoria Pública, explicou que, no caso de um financiamento pelo Programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades, as famílias seriam selecionadas pelo próprio movimento de moradia e pagariam valor correspondente a 5% da renda mensal, durante cinco anos.
De acordo com Juliana, a negociação com um dos proprietários, Jorge Nacle Hamuche, foi feita durante audiência determinada pelo juiz Rogério Aguiar Munhoz Soares, da 15ª Vara Cível. Hamuche pedia R$ 27 milhões pelo imóvel, mas a prefeitura disponibilizou R$ 14,6 milhões em juízo. Em contrapartida, o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) do imóvel não era pago desde 1986, acumulando dívida de R$ 9,1 milhões. Assim, a prefeitura optou por perdoar o débito e fechar o acordo de desapropriação.
Para a advogada, alguns fatores pesaram durante a negociação: a atuação do juiz, que não se mostrou disposto a fazer cumprir uma reintegração de posse de grandes proporções; o fato de o imóvel sofrer constante depreciação no preço por estar ocupado; a dívida do IPTU e a falta de comprovação da propriedade do prédio.
Juliana informou que a prefeitura deve expedir em 60 dias a certidão negativa de débito de IPTU e os donos do prédio deverão apresentar a comprovação de propriedade em cartório. “Nisso, eles vão ter problema. Eles arremataram [o prédio] num leilão de falência e não registraram isso, não registraram a carta de arrematação no cartório, porque tem que pagar o imposto de transferência. Ele [donos] queriam que a prefeitura assumisse esse custo, mas a prefeitura foi irredutível em não gastar mais um centavo com isso”, disse Juliana.
Procurado hoje (20) pela reportagem, o proprietário Jorge Nacle Hamuche não quis comentar o assunto, mas informou que concederá entrevista amanhã (21).

Histórico
Construído na década de 60 para abrigar uma tecelagem, o edifício foi abandonado no início dos anos 80. A primeira ocupação ocorreu em 2002, mas, cinco anos depois, os moradores foram removidos. Naquela época, a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) atendeu 150 famílias, que se mudaram para um empreendimento em Itaquera, na zona leste. Outras 150 famílias aceitaram receber a bolsa-aluguel da prefeitura por seis meses, renováveis por mais seis.
Após a desocupação, o imóvel ficou um ano e meio vazio, até ser reocupado. Leia mais na reportagem especial Vida em Ocupação. - http://www.ebc.com.br/vidaemocupacao -
Fonte - Agência Brasil  20/10/2015

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Edifício ocupado vai de cortiço em ruínas a vencedor de prêmio internacional

Direitos Humanos

Abandonado ainda em fase de construção, o Edifício União, localizado na Rua Solon, 934, foi ocupado na década de 80 e chegou a abrigar, em seus oito andares, 72 famílias,no início do movimento de ocupação havia moradores até no poço do elevador.A história do Edifício começou a mudar em 2003 quando a professora de sociologia Maria Ruth Amaral de Sampaio,ex-diretora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, encontrou o prédio em uma caminhada pelo bairro onde morava. 


Fernanda Cruz 
Repórter da Agência Brasil
Marcelo Camargo/Agência Brasil
A ocupação de um edifício abandonado no bairro do Bom Retiro, região central da capital paulista, é um dos raros casos de sucesso na área do direito à moradia.
Abandonado ainda em fase de construção, o Edifício União, localizado na Rua Solon, 934, foi ocupado na década de 80 e chegou a abrigar, em seus oito andares, 72 famílias, quase o dobro da capacidade máxima. No início do movimento de ocupação, havia moradores até no poço do elevador. Com o excesso de peso e as estruturas fragilizadas, o imóvel corria risco de desabamento.
Há 26 anos no edifício, a assistente de departamento jurídico Rosemeire Mori, 50 anos, conta que um antigo zelador do prédio vendia os espaços para as famílias que iam chegando. “Muitos não pagaram nada, outros pagaram valores variados. Aos poucos, foi enchendo até o oitavo andar”, diz.
Sem paredes divisórias, os oito andares eram grandes vãos-livres. Quem chegava ao local começava a construir apartamentos e quartinhos, conforme a necessidade. As condições de vida eram precárias, com muito lixo e entulho. “O pessoal que já estava morando embaixo, em vez de jogar o lixo para baixo, ia levando para cima [andares superiores]. Sem contar que tinha muita madeira da própria construção”, lembra Rosemeire.
Não havia energia elétrica, água e rede de esgoto. “Para tomar banho, tinha de ir para a varanda, o único lugar que a gente conseguiu puxar água. Tinha que tomar bem abaixadinha para o pessoal no ponto de ônibus em frente não me ver”, conta Rosemeire.

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Moradora do Edifício União há 26 anos, Rosemeire Mori comemora a conquista do usucapião coletivo
Os primeiros pontos de energia eram clandestinos. “Era um fiozinho ligado direto do poste para cá e esse fiozinho puxava vários fios, um para cada apartamento. Quase todo dia estourava o transformador no poste, os vizinhos vinham aqui xingar a gente. Desligava a luz da rua, daqui a pouco, um morador eletricista ia lá e ligava de novo. E assim foi durante alguns anos. Os vizinhos querendo matar a gente”, relata.
Segundo a cabeleireira Marlene Aparecida da Silva, 51 anos, moradora do Edifício União há 25 anos, a aparência de cortiço despertava o preconceito da polícia. “Tudo o que acontecia de ruim no bairro do Bom Retiro, a polícia vinha aqui”, lembra.
Há 26 anos no prédio, o maranhense Antônio Francisco de Lima, 61 anos, diz que nos anos iniciais havia muita confusão. “Era briga o tempo todo", relata. Ele conta que várias pessoas chegaram no local com documentos falsos alegando serem donos do prédio. "Isso foi um alvoroço, mas fomos no cartório e descobrimos que [os papeis] não eram verdadeiros", lembra.
Antônio diz que arrumava seus pertences toda semana, com medo de ser despejado. "Mas eu dizia, só vou no último caminhão, acreditávamos que íamos ser donos daqui", afirma.

Marcelo Camargo/Agência Brasil
No passado, prédio era ocupado por usuário de drogas e prostitutas, lembra Antônio Francisco de Lima
Com três filhos pequenos e recém-separada do marido, a paranaense Rosemeire diz que chegou no Edifício União com apenas um colchão e uma sacola de roupas. Aos poucos, o entrosamento com os vizinhos mostrou-se fundamental para a sua permanência, já que eles a ajudavam a cuidar das crianças enquanto ela trabalhava.
A escola da Legião da Boa Vontade, uma entidade filantrópica próxima ao prédio, também foi essencial ao aceitar a matrícula da maioria das crianças moradoras da ocupação, em período integral. “Era uma tranquilidade para os pais poder sair de manhã e voltar à noite sabendo que os filhos estavam bem cuidados. Isso segurou muito a gente aqui, porque se a gente muda daqui, onde ia por nossos filhos para estudar? Quem ia cuidar deles para a gente trabalhar?”, lembra. Hoje, os filhos de Rosemeire estão na faculdade.

Recomeço
A história do Edifício União começou a mudar em 2003 quando a professora de sociologia Maria Ruth Amaral de Sampaio, ex-diretora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (USP), encontrou o prédio, em uma caminhada pelo bairro onde morava. O local virou o principal objeto de estudo do doutorado da pesquisadora.
O primeiro passo foi diminuir a quantidade de moradores – quando Maria Ruth chegou havia 64 famílias – para reduzir o risco de desmoronamento. Depois de várias conversas, a socióloga percebeu que algumas famílias gostariam de voltar aos seus estados de origem, no Norte e Nordeste do país. Foi firmado um acordo com a prefeitura que ofereceu dinheiro da passagem para que pudessem retornar.
Também havia casos de pessoas que perturbavam a ordem no local. “Para começar, tinha lá dentro tráfico de drogas, prostituição e, no meio disso, tinha famílias decentes, trabalhadoras. Eu fiz uma reunião e justamente as pessoas que eram as mais preocupantes do prédio aceitaram o dinheiro para ir embora. Eram 64 e ficaram 42, que moram lá até hoje”, lembra a socióloga.
Foi necessário refazer os pilares do andar térreo, que estavam corroídos, e ameaçavam as estruturas. Maria Ruth levou engenheiros e estudantes da Escola Politécnica da USP que orientaram os moradores nessa reforma. “Durante um ano, nos fins de semana, os engenheiros treinavam os moradores. Como era só fim de semana, esse projeto durou bastante tempo”, lembra a professora.
Para garantir a segurança estrutural do prédio, o oitavo andar foi demolido. O Instituto de Pesquisas Tecnológicas da USP havia recomendado a derrubada com urgência de uma parte do andar, que ameaçava ruir – o que foi feito pelos próprios moradores. “Eles fizeram essa reforma lá em cima, tinha uma parede mole, nós fomos tirando tijolo por tijolo, para não ter o risco de cair do outro lado. Fizemos uma limpeza geral. Descemos tudo o que tinha de lixo, deu uns quatro ou cinco caminhões de entulho, restos de madeira”, lembra Rosemeire.

Usucapião coletivo
Apesar de toda a ajuda que receberam e melhoria nas condições de vida no Edifício União, um fantasma ainda assombrava aquelas famílias: a reintegração de posse. “A gente sempre teve essa preocupação. E se a gente arruma tudo, reboca, faz um monte de coisa e daqui a pouco vem o juiz e a gente vai pra rua. A prioridade, antes da reforma, sempre foi o documento”, lembra Rosemeire.
Os moradores buscaram ajuda no Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos. Os advogados ingressaram na Justiça, em 2002, com o primeiro pedido de usucapião (o direito à posse de um imóvel pelo uso prolongado) para cada uma das famílias. Esse direito é concedido com mais garantia quando os ocupantes fazem melhorias no local e o Edifício União se enquadrava no requisito. Segundo os advogados do Gaspar Garcia, o antigo proprietário do imóvel morreu, sem deixar herdeiros.
As famílias criaram uma comissão com o objetivo de regularizar as dívidas do imóvel, como o da energia elétrica. A professora Maria Ruth colaborou com a doação das caixas de luz, e os moradores fizeram uma arrecadação para contratar um eletricista que estruturasse a parte elétrica e permitisse que cada morador tivesse sua própria conta de luz.
Os moradores foram ainda mais longe e quitaram os débitos atrasados, desde a década de 80, do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) – a dívida total foi parcelada e, atualmente, faltam 34 parcelas para quitação. As contas de água também foram regularizadas.
Em 2005, o Centro Gaspar Garcia entrou com o segundo pedido de usucapião, mas dessa vez coletivo, em nome de todos os moradores. Para alívio das famílias, dez anos depois, em 19 de janeiro deste ano, a Justiça determinou o usucapião coletivo – o único caso para um prédio inteiro no país, de acordo com Thiago.
Em 2008, o projeto venceu o prêmio Deutsche Bank Urban Age Award, oferecido pela London School of Economics and Political Science, que celebra soluções criativas e programas que beneficiam comunidades e residentes locais em ambientes urbanos. O Edifício União concorreu com 133 projetos e venceu o prêmio de US$ 100 mil.
A quantia continua depositada em uma conta bancária e será usada na reforma do próprio imóvel – a comissão de moradores ainda não decidiu se usará o dinheiro para consertar as escadas, melhorar a fachada ou instalar elevadores.
Fonte - Agência Brasil  08/09/2015

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Pessoal ocupado na indústria cresceu 1,7% entre 2011 e 2012

Economia

A pesquisa mostrou ainda que os gastos com pessoal no segmento industrial subiram de R$ 318,9 bilhões para R$ 353,5 bilhões, ou seja, 10,8%.

Vitor Abdala 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
O número de trabalhadores empregados na indústria cresceu 1,7% entre os anos 2011 e 2012, segundo dados da Pesquisa Industrial Anual (PIA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados hoje (3). O total de ocupados na indústria chegou a 8,78 milhões em 2012.
Apesar disso, o número médio de empregados por empresa caiu de 28 para 27 no período, já que cresceu o número de empresas cresceu em proporção maior que a de empregos (5%). “Não houve tanta demanda [por trabalhador] quanto no ano anterior. Isso fez com que a média de empregos por empresa caísse um pouco de 2011 para 2012”, disse o analista do IBGE, Denis Oliveira.
A pesquisa mostrou ainda que os gastos com pessoal no segmento industrial subiram de R$ 318,9 bilhões para R$ 353,5 bilhões, ou seja, 10,8%. Os gastos com pessoal representaram 14,4% dos custos da indústria, ligeiramente abaixo do que representavam em 2011 (14,5%).
Fonte - Agência Brasil  03/09/2014

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Taxa de desemprego mantém-se praticamente estável em junho

Economia

A taxa de desemprego passou de 10,9% em maio para 10,8% em junho.
O nível de ocupação também registrou estabilidade no mês de junho. Foram criados 25 mil postos de trabalho, número superior ao de pessoas que ingressaram no mercado de trabalho, que foram 11 mil trabalhadores.

Fernanda Cruz
Repórter da Agência Brasil 
O rendimento médio do trabalhador ocupado chegou
 a R$ 1.725 em junho, o que representa queda de 0,9%
em relação a maio.-Arquivo/Agência Brasil
A taxa de desemprego no país manteve-se praticamente estável no mês de junho, segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). No mês passado, o total de desempregados era 2,25 milhões, cerca de 14 mil pessoas a menos que em maio. A taxa de desemprego passou de 10,9% em maio para 10,8% em junho.
O nível de ocupação também registrou estabilidade no mês de junho. Foram criados 25 mil postos de trabalho, número superior ao de pessoas que ingressaram no mercado de trabalho, que foram 11 mil trabalhadores. O total de ocupados foi estimado em 18,6 milhões de pessoas e a população economicamente ativa, 20,8 milhões de pessoas.
Na comparação por regiões metropolitanas, Salvador registrou a maior taxa de desemprego em junho, 18,2% ante 17,5% em maio. Recife contabilizou 12,9% de desempregados em junho, ante 12,8% no mês anterior. Em São Paulo, a taxa de desempregados foi 11,3% em junho ante 11,4% em maio.
Em Belo Horizonte, a taxa de desemprego foi 7,8% em junho e no mês anterior era 8,1%. Fortaleza apresentou taxa de 7,4% de desemprego, alta de um ponto percentual em relação a maio. Porto Alegre registrou 5,7% de taxa de desemprego em junho, ante 6,2% em maio.
Alexandre Loloian, coordenador técnico do Seade, destaca o desempenho do nível de ocupação no comércio na região metropolitana de São Paulo, que caiu 1,4% em junho em relação a maio, ou seja, 22 mil postos de trabalho foram eliminados.
“O desempenho do comércio no primeiro semestre está abaixo, mas a tendência é que isso se eleve. Tradicionalmente, o segundo semestre, no caso do comércio, é de recuperação do nível de atividade”, avalia. Segundo ele, é provável que esse resultado ruim em São Paulo esteja relacionado à Copa, já que a substituição do turismo de negócio pelo da Copa foi prejudicial para o segmento.
Em todo o país, o rendimento médio do trabalhador com alguma ocupação chegou a R$ 1.725 em junho, o que significa uma queda de 0,9% na comparação com maio. No caso dos funcionários assalariados, o valor foi R$ 1.728 - redução de 1,2% em relação a maio.
Fonte - Agência Brasil  30/07/2014

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Salvador tem a segunda maior ocupação hoteleira durante os jogos da Copa 2014

Salvador

Na primeira etapa do campeonato, os jogos realizados na Fonte Nova trouxeram à capital baiana as torcidas da Espanha, Holanda, Alemanha, Portugal, Suíça, França, Bósnia e Irã.
Além dos hotéis, os turistas estrangeiros movimentaram bares, restaurantes, lojas e prestadores de serviço, fortalecendo os negócios e a economia da capital baiana.

TB
foto - ilustração
Encerrada a fase de grupos da Copa do Mundo, a ocupação hoteleira nas cidades-sede dos jogos foi de cerca de 90% nos dias de jogos e na véspera deles. Os dados são do Fórum de Operadores Hoteleiros (FOHB).
No período entre 11 e 18 de junho, que correspondeu aos primeiros jogos da fase de grupos da Copa do Mundo, a média geral de ocupação hoteleira nas 12 cidades-sede, segundo a FOHB, foi de 80%, com os maiores índices ficando no Rio de Janeiro (92%) e Salvador (90%).
Na primeira etapa do campeonato, os jogos realizados na Fonte Nova trouxeram à capital baiana as torcidas da Espanha, Holanda, Alemanha, Portugal, Suíça, França, Bósnia e Irã.
Além dos hotéis, os turistas estrangeiros movimentaram bares, restaurantes, lojas e prestadores de serviço, fortalecendo os negócios e a economia da capital baiana.
O secretário do Turismo da Bahia, Pedro Galvão, afirma que a chamada ‘invasão’ estrangeira é muito bem-vinda: “Os jogos na Arena Fonte Nova trouxeram brasileiros e turistas de diversas nacionalidades, que incrementam a economia local e oferecem a perspectiva de crescimento futuro deste setor”, disse.
Carismáticos holandeses e simpáticos costa-riquenhos já começaram a chegar a Salvador para o jogo que acontece na Arena Fonte Nova, neste sábado (5). A Secretaria do Turismo mantém guias no Serviço de Atendimento ao Turista, instalado em pontos estratégicos da capital baiana (aeroporto, porto, hotéis, Terreiro de Jesus e Barra, dentre outros).
O Disque Bahia Turismo funciona 24h (71 3103-3103), além de aplicativos que podem ser acessados por smartphones, na palma da mão. “Objetivo é assegurar a todos uma boa estada, aliando elevados níveis de profissionalismo ao jeito acolhedor do baiano de receber o visitante”, finaliza Pedro Galvão.
Fonte - Tribuna da Bahia  03/07/2014

terça-feira, 17 de junho de 2014

Ocupação dos hotéis passa de 90%

Copa no Brasil

Ocupação dos hotéis no Rio passa de 90% nos primeiros dias da Copa - A estimativa para o dia 13 de julho - dia da partida final da Copa é que a ocupação nos hotéis da cidade deve ultrapassar 98%.

Akemi Nitahara
Repórter da Agência Brasil 

O Rio de Janeiro fez apenas um jogo da Copa do Mundo, mas a cidade tem recebido grande número de turistas. A média de ocupação da rede hoteleira passou de 90% nos primeiros dias do torneio, chegando a 97,08% nos hoteis cinco estrelas. A estimativa para o dia 13 de julho - dia da partida final da Copa é que a ocupação nos hotéis da cidade deve ultrapassar 98%.
Na Fifa Fan Fest montada nas areias da Praia de Copacabana, na zona sul, recebeu mais de 120 mil pessoas nos quatro primeiros dias de funcionamento. Na estreia do Brasil contra a Croácia, na quinta-feira(12) reuniu 20.249 torcedores. Na sexta-feira, (13), foram assistir às três partidas 23.700 pessoas. Os quatro jogos do sábado (14) tiveram 35.420 expectadores e no domingo (15), dia do jogo Argentina e Bósnia, o Estádio do Maracanã recebeu 41.830 pessoas. Nos quatro dias, mais de 1.700 profissionais de imprensa também passaram pela Fan Fest.
Os dados foram divulgados hoje (17) pela Secretaria Municipal de Turismo. Os postos fixos de informações turísticas da Riotur fizeram 15.845 atendimentos entre os dias 9 e 15 de junho, sendo 75,5% de estrangeiros, o que corresponde ao dobro da média nesta época do ano. Os 17 postos temporários atenderam 18.555 pessoas entre 2 e 15 de junho, sendo 4.690 no metrô, 4.900 no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão-Antonio Carlos Jobim, 4.200 no Maracanã, 2.520 em Ipanema e 2.240 no sistema de ônibus Expresso BRT.
Os agentes de informações turísticas fizeram 820 atendimentos por dia, num total de 11.480, com destaque para o Centro, Urca e Lapa. Já foram distribuídos 404,5 mil mapas da cidade, 150 mil guias do Rio, 120 mil folders Guia do Espectador e 3 mil kits de imprensa. Colombianos, argentinos e chilenos são os que mais buscam informações.
Entre os dias 8 e 15 de junho, o Cristo Redentor recebeu mais de 50 mil visitantes, a metade acessou o monumento via Trem do Corcovado. No Pão de Açúcar, foram 5 mil pessoas por dia. Os números representam aumento de 75% em relação à semana anterior.
O projeto gratuito de visitas guiadas a pé contou com 212 pessoas nos walking tours de Ipanema, Copacabana e Centro, com público de brasileiros, argentinos, chilenos, franceses, canadenses, australianos, croatas, alemães, espanhóis, iranianos, venezuelanos, americanos, suíços, colombianos e ingleses.
Além de sete jogos da Copa do Mundo, incluindo a final, a capital fluminense vai ser sede do Centro de Mídia Internacional (International Broadcast Center), Centro Aberto de Mídia, Central de Árbitros e do Quartel-General da Federação Internacional de Futebol.
Fonte - Agência Brasil  17/06/2014

domingo, 23 de março de 2014

Reunião vai definir ocupação de comunidades no Rio

Segurança 

Nesse sábado (22), o porta-voz da PM, tenente-coronel Cláudio Costa, em vídeo, relatou as operações policiais que estão sendo feitas desde a noite da última sexta-feira (21) na capital fluminense.

Douglas Corrêa 
Repórter da Agência Brasil 
Ag.Brasil
Uma reunião nesta segunda-feira (24), às 10h, no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) definirá as ações que serão implementadas pela segurança pública do Rio no combate ao crime organizado, com a ocupação por tempo indeterminado, de várias comunidades do Rio, dominadas por facção criminosa que tem orquestrado os ataques às bases de unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).
No encontro, será definido o esquema de ocupação das comunidades. Vão participar da reunião o governador Sérgio Cabral; o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo; o chefe do Estado-Maior conjunto das Forças Armadas, general José Carlos de Nardi; o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, além do comandante-geral da Polícia Militar (PM), coronel Luís Castro de Menezes, e o chefe de Polícia Civil, delegado Fernando Veloso.
Nesse sábado (22), o porta-voz da PM, tenente-coronel Cláudio Costa, em vídeo, relatou as operações policiais que estão sendo feitas desde a noite da última sexta-feira (21) na capital fluminense.
Ele disse que as comunidades do Parque União e Nova Holanda, no conjunto de favelas da Maré, Complexo de Manguinhos, e os morros do Juramento e Juramentinho, em Vicente de Carvalho, Para Pedro, no bairro de Colégio, e Chapadão, em Costa Barros, ficarão ocupadas por tempo indeterminado.
Segundo o tenente-coronel Cláudio Costa, essas comunidades estão dominadas por uma determinada facção criminosa que vem atacando as unidades de Polícia Pacificadora e que o governo não irá recuar na política de pacificação. Ele convocou a população a "ajudar no combate aos criminosos por meio de denúncias sobre localização de bandidos, armas e drogas".
Fonte - Agência Brasil  23/03/2014

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Taxa de desemprego no país recua pelo segundo mês consecutivo

Economia

Fernanda Cruz
Repórter da Agência Brasil

São Paulo - A taxa de desemprego no mês de setembro ficou em 10,3%, índice inferior aos 10,6% registrados em agosto, segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O total de desempregados ficou em 2.313 mil, 42 mil a menos que no mês anterior.
O nível de ocupação teve pequeno aumento de 0,7% em setembro na comparação com agosto. Foram criados 132 mil postos de trabalhos, número maior do que o de pessoas que entraram no mercado de trabalho (89 mil). O total de ocupados foi estimado em 20.040 mil, e a População Economicamente Ativa (PEA) registrou 22.354 mil pessoas.
Nas sete regiões metropolitanas onde a pesquisa é feita, houve crescimento em Belo Horizonte (de 6,9% para 7,2%) e Recife (14,2% para 14,5%). Houve redução em Salvador (18,2% para 17,8%), São Paulo (10,4% para 10%), no Distrito Federal (12,3% para 12%), em Porto Alegre (6,5% para 6,2%) e Fortaleza (7,9% para 7,7%).
Fonte - Agência Brasil  30/10/2013

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Controle do uso de espaço público em Salvador gera polêmica

Cidade


Margarida Neide | Ag. A TARDE
No largo de Santana, no Rio Vermelho, um estabelecimento já foi notificado

Priscila Machado
A fiscalização do uso do espaço público por bares e restaurantes, realizada pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), nos últimos dias 14 e 15, na Barra e no Rio Vermelho, tem gerado polêmica e apreensão entre comerciantes e consumidores.
Tirson Maltez, 65, dono de um bar no Campo Grande, é um dos que contestam a operação. "Essa ação vai afetar o turismo, além de piorar a crise que os restaurantes vêm enfrentando. Na Europa, é comum ocupar as ruas destinadas ao lazer com mesas e cadeiras", argumenta.
Para a administradora Luciana Dias, 32, as mesas não atrapalham as pessoas, porque são colocadas no final da tarde e em locais de lazer. Já o presidente do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Salvador (BHRS), Sílvio Pessoa, elogia a operação. Segundo ele, é preciso fiscalizar toda a cidade, inclusive estabelecimentos informais e irregulares.
A secretária de Ordem Pública, Rosemma Maluf, defende que o objetivo da ação municipal é disciplinar o uso do espaço público para facilitar a acessibilidade do pedestre. "O espaço é de todos, não pertence apenas aos empresários", salienta.
Segundo ela, a operação pode causar estranhamento devido à falta de fiscalização na gestão passada, mas as vistorias são fundamentais.
Foto: Margarida Neide | Ag. A TARDE
Na Mouraria, mesas e cadeiras ocupam calçada 

Outras ações - Entre os próximos dias 26 e 30, novas fiscalizações serão realizadas pela Semop. Os alvos das próximas ações serão Centro Histórico, Comércio e Lagoa do Abaeté, em Itapuã.
Segundo a secretária, constantemente o órgão municipal recebe reclamação de moradores sobre a ocupação indevida de ruas e calçadas. A Ribeira é o bairro campeão em reclamação, tanto de poluição sonora como visual.
"Esse bairro é uma zona de conflito permanente por ser, ao mesmo tempo, empresarial e comercial. O nosso papel é conciliar interesses opostos para proporcionar bem-estar à população", diz.
Nas últimas operações, houve 71 apreensões de materiais irregulares. Victor Souza, 34, gerente do Bar e Restaurante Santa Maria Pita e Nina, no Rio Vermelho, reclama da falta de diálogo entre fiscais e comerciantes.
"Eles chegaram aqui e levaram 5 mesas e 20 cadeiras, sem ao menos nos comunicar", conta. Segundo ele, em momento algum, o órgão fez uma comunicação verbal para, em seguida, apreender. Outro ponto comercial notificado no Rio Vermelho foi o Acarajé da Regina.
Já na Barra, foram advertidos os bares Oásis do Porto, Habeas Corpus, a lanchonete Bom Sabor e o restaurante Macau Chinês.
A ação é realizada com base no Decreto Municipal 12.105/ 1998, que dispõe sobre o respeito, pelos estabelecimentos, de faixa de pelo menos um metro de largura, entre o meio-fio e a área de acesso, para circulação de pedestres.
Dispõe, ainda, que o limite de mesas emitido no Documento de Arrecadação Municipal (DAM), atualizado anualmente pelos comerciantes, deve ser respeitado.
Fonte - A Tarde  23/08/2013

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

PEDESTRES E OS CONSTANTES RISCOS DAS CALÇADAS

Cidade


Pedestres continuam arriscando a vida ao contornarem obra que invade calçada

TB
Foto: Francisco Galvão
A reportagem da Tribuna da Bahia testemunhou na manhã desse domingo (18/8) até que ponto uma obra na Rua Sergipe, no bairro da Pituba, invade a calçada e gera riscos à população. A equipe observou a aflição e o medo de um pai, quando tentava passar no local acompanhado de quatro filhos. Os gêmeos, de seis meses de vida, estavam em seus carrinhos, e o pai se desdobrava para caminhar no meio da pista e garantir a segurança dos outros dois filhos, até que a calçada voltasse a existir.
Morando no bairro há cerca de dois anos, o engenheiro catarinense Alber de Ranier, 55 anos, se mostrou indignado com a situação. “Essa construção é um atentado violento ao poder público pelo fato de o mesmo ser responsável pela fiscalização. Cadê os governantes dessa cidade? Essa obra é um absurdo”, afirmou Ramier. Ele acrescentou que muitas vezes evita sair de casa com os filhos, principalmente os bebês, já que as calçadas estão em má conservação e muitas vezes, estão sendo utilizadas como estacionamentos para carros.
Para conseguir caminhar no local da obra, os pedestres precisam fazer um verdadeiro malabarismo entre os carros. Muitos são obrigados a caminhar no meio da rua. “Fico imaginando as dificuldades que os idosos encontram para passar neste local. Essa obra tem que ser demolida. O pior vai acontecer se outras pessoas passarem a copiar e começar a fazer o mesmo em outros locais. A qualquer momento aqui pode ocorrer um atropelo com morte”, desabafou Ranier.
A construção que toma uma parte da calçada da Rua Sergipe foi denunciada no mês de julho pela Tribuna. Na ocasião, a Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo (Sucom), informou que a obra havia sido embargada pelos fiscais por apresentar alvará em desacordo com as modificações que estão sendo realizadas. Trata-se de uma reforma e a licença apresentada foi de reparos gerais – destinada a alterações de menor complexidade dos imóveis, como troca de piso, de telhado, pintura, e que pode ser retirada pela internet. Os fiscais ainda notificaram para regularização da licença e para retirada dos tapumes.
Já a situação do passeio, entretanto, a Sucom informou que será objeto de estudos. Para isso, foi determinado o levantamento do histórico do imóvel, desde sua implantação, para que uma solução seja estudada.
Denunciada pela Tribuna, a obra na Rua Sergipe (Pituba) que invade a calçada está na mira da prefeitura. Questionado nesse domingo (18/8) pela reportagem, o secretário Municipal de Urbanismo e Transporte, José Carlos Aleluia, argumentou que por ter licença e esta ter sido dada em governos passados, a prefeitura precisa de autorização judicial para tomar alguma atitude. O gestor garantiu que a questão está em análise e a intenção é viabilizar a reconstrução da calçada.
“O passeio deve ser a primeira prioridade de uma cidade. Depois vem as ruas e as construções”, defendeu. Para José Carlos Aleluia, tanto o píer da Ribeira quanto a ocupação da calçada na Pituba coloca o interesse privado em detrimento das necessidades da população. “Toda obra irregular ou que vier a ser feita (chocando com a legislação) nesta administração vai ter o mesmo tratamento (da do píer da Ribeira)”, completou.
O puxadinho na rua Sergipe foi revelado pelo jornal na edição de 29 de julho. No dia seguinte, uma equipe da Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo (Sucom) esteve no local. Constatou que a obra inclui mudanças em desacordo com o alvará, embargando o serviço. Começou também a estudar as origens do problema na calçada. “Espero que tirem logo esse ‘puxadinho’ de cima da calçada. Não é possível que seja autorizada uma obra assim”, afirmou a moradora do bairro, Cláudia Oliveira, na ocasião.
A reportagem do jornal persistiu no tema e, na edição do último dia 14, mostrou que obras sem autorização ou que descumprem as determinações do alvará são mais comuns do que pode se imaginar – a cada cinco intervenções na cidade, quatro têm alguma irregularidade. A Sucom se ressente da falta de fiscais – o órgão conta com 60, quando estima serem necessários em torno de 320. Até então, a superitendência havia realizado 6.323 vistorias, contabilizando 4.075 infrações.
Fonte - Tribuna da Bahia 19/08/2013

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Recém-eleito, presidente da CPI dos Ônibus no RJ diz que não renuncia


Da Agência Brasil
Rio de Janeiro – O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Ônibus da Câmara de Vereadores do Rio, Chiquinho Brazão (PMDB), afirmou que não vai renunciar ao cargo, que assumiu na manhã de hoje (9). A saída de Brazão da presidência da CPI é uma das reivindicações dos manifestantes que ocuparam, nesta manhã, o plenário da Casa. Eles querem que a presidência da CPI fique com o vereador Eliomar Coelho (PSOL), autor da proposta.
Brazão anunciou sua decisão de continuar no cargo após encontro com vereadores e quatro manifestantes. No encontro, o Brazão e o relator da comissão, Professor Uóston (PMDB), disseram que nunca foram contra a proposta, embora não tenham assinado o requerimento para criação da CPI.
O primeiro ato da CPI dos Ônibus será terça-feira (13), com a convocação do ex e do atual secretário de Transportes do Rio, Alexandre Sansão e Carlos Roberto Osório. Na reunião, serão discutidos os limites e insuficiências nos contratos firmados em 2010 entre a prefeitura do Rio e as empresas de ônibus que circulam no município.

O presidente da Câmara de Vereadores, Jorge Felippe (PMDB), informou que muitos manifestantes foram impedidos de entrar porque queriam ter acesso à Casa sem se identificar. “A orientação dada à segurança da Câmara foi permitir a entrada das pessoas, dentro das limitações do salão nobre. Quando começou a identificação, muitas ficaram ansiosas e queriam entrar sem se identificar." De acordo com Felippe, isso obrigou a segurança a fechar as portas para impedir a entrada de pessoas sem prévia identificação. "Resultou nesses contratempos. A Câmara Municipal do Rio de Janeiro não comporta isso [o número de pessoas que queria entrar]”, afirmou.
Sobre a reunião em que foi escolhido o presidente da CPI, Jorge Felippe disse que foi rápida, pois a votação foi entre apenas cinco vereadores. “A reunião da CPI tinha o propósito de escolher o relator e o presidente. Feita a votação e escolhidos os dois, acabou a razão da reunião. Na opinião de vocês [manifestantes], o mais qualificado é o vereador Eliomar Coelho. Mas não foi assim que a comissão, democraticamente, foi escolhida. Cumpriram-se os ritos previstos na legislação", ressaltou o presidente da Câmara Municiapal.
O educador Pedro Rajão, que estava entre os manifestantes, confirmou que a vontade do povo era a eleição de Eliomar Coelho, que propôs a CPI, enquanto os eleitos nem assinaram documento para sua aprovação. “O Brazão, que foi eleito presidente, e o Uóston, que foi eleito relator, eram contra, eles não assinaram pela aprovação da CPI dos Ônibus. E agora eles são o presidente e o relator. Somos a favor da revogação da presidência dessa CPI pelo Brazão", disse Rajão. Para ele, a comissão tem de ser presidida pelo autor do pedido de criação da CPI, que atendeu às demandas populares. "Eliomar é o autor, e nós queremos que ele seja o presidente.”
O diretor da Associação dos Estudantes Secundaristas do Rio de Janeiro (Aerj), Rafael Almeida, informou que no dia 22 haverá novo protesto contra a composição da CPI. “A luta do povo vai continuar. E não adianta falar algumas coisas, apertar as nossas mãos e ir embora. Queremos saber onde está cada centavo que é investido pelo povo. Neste momento, o transporte público é fundamental. Vamos embora, infelizmente, mas temos certeza de que a luta vai continuar e de que teremos nossas pautas garantidas.”
A ocupação do plenário da Câmara Municipal começou logo após a eleição do presidente e do relator da CPI dos Ônibus. A Polícia Militar acompanha a manifestação.
Fonte - Agência Brasil  09/08/2013

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Força Nacional começa a atuar em Sidrolândia

Força Nacional começa a atuar em Sidrolândia amanhã

Luciano Nascimento
Enviado especial
Sidrolândia – Os 110 homens da Força Nacional começam a atuar na manhã desta sexta-feira (7) em Sidrolândia, localizada a 70 quilômetros de Campo Grande (MS). O local tem sido palco de conflitos entre índios terenas e fazendeiros que resultaram na morte de um índio, na última quinta-feira (30), durante tentativa de retirada dos terenas que ocupavam a Fazenda Buriti.
A participação foi acertada no final da tarde desta quinta-feira (6), após reunião do comando da Força Nacional com um grupo de 50 lideranças dos índios terenas que desde o dia 15 ocupam quatro fazendas na região. Também participaram da reunião representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai), do Ministério Público Federal, da Polícia Federal e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
“Vamos fazer um trabalho de pacificação e de polícia comunitária e a partir de amanhã estaremos fazendo este patrulhamento”, disse o comandante da operação da Força Nacional em Sidrolândia, major Luiz Alves. A previsão é que a operação tenha início por volta das 7h (horário de Mato Grosso do Sul, 8h em Brasília), caso a logística necessária para a ação seja assegurada pelo governo do estado. A operação da Força Nacional foi chamada Unati Vapeia Neun - Paz no Campo.
A portaria autorizando a presença da Força Nacional na região foi publicada hoje no Diário Oficial da União. Ela também determina a presença da força no município de Aquidauana (MS). O efetivo ficará na região por 180 dias, podendo permanecer mais tempo, caso haja pedido do governador do estado, André Puccinelli (PMDB-MS). De acordo com Alves, a intenção da Força Nacional é garantir a segurança de índios e fazendeiros e promover a pacificação. “A Força Nacional não está aqui para fazer reintegração de posse, só pacificação”, reiterou.
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Fonte - Agência Brasil  06/06/2013

VEJA TAMBÉM     A Força Nacional começa a atuar amanhã em Sidrolândia MS

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Salário médio do brasileiro aumentou 2,4% de 2010 para 2011

A média mensal ficou em R$ 1.792,61 (3,3 salários mínimos), em termos reais.Os dados fazem parte das Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (Cempre) 2011, divulgadas pelo IBGE. Os maiores salários médios foram identificados no Distrito Federal (6,3 salários mínimos), Rio de Janeiro (3,9 salários mínimos), em São Paulo e no Amapá (3,8 salários mínimos), e em Roraima (3,3 salários mínimos)

Flávia Villela
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O salário médio mensal do brasileiro aumentou 2,4%, em termos reais, entre 2010 e 2011, ficando em R$ 1.792,61 (3,3 salários mínimos). Já o total de salários e outras remunerações aumentou 8%. Os dados fazem parte das Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (Cempre) 2011, divulgada hoje (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os maiores salários médios foram identificados no Distrito Federal (6,3 salários mínimos), Rio de Janeiro (3,9 salários mínimos), em São Paulo e no Amapá (3,8 salários mínimos), e em Roraima (3,3 salários mínimos). As menores participações ficaram no Ceará (2,3 salários mínimos), em Alagoas, na Paraíba e no Piauí (2,4 salários mínimos). O levantamento considerou o valor médio anual do salário mínimo de R$ 510, em 2010, e de R$ 544, em 2011.
Regionalmente, o Sul e o Sudeste, além do Distrito Federal, apresentaram os maiores valores reais, no período de 2008 a 2011, enquanto as regiões Norte e Nordeste apresentaram os menores valores. Apesar disso, o crescimento do salário real foi mais elevado nas capitais das regiões Norte e do Nordeste do país e mais baixo no Distrito Federal e nas capitais da Região Sudeste.
O estudo mostra também que as empresas ativas no país em 2011 possuíam 5,6 milhões de unidades locais (51,9%) na Região Sudeste, que concentrava também 51% das pessoas ocupadas e 55,5% dos salários e outras remunerações. A Região Nordeste ficou na segunda colocação em pessoal ocupado total (17,9%) e, em salários e outras remunerações, em terceiro lugar (14,1%). A Região Sul foi a segunda quanto ao número de unidades locais (21,3%) e em salários e outras remunerações (15,6%).
Ainda segundo o IBGE, entre 2008 e 2011, os salários médios mensais cresceram 8,7%, em termos reais e o pessoal assalariado passou de 38,4 milhões para 45,2 milhões; foram gerados 6,8 milhões de novos vínculos empregatícios, dos quais quase a metade (46,8%) ocorreu em três seções, com destaque para o comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (21,8%). Construção representou 13,2% e atividades administrativas e serviços complementares, 11,8%.
Fonte - Agência Brasil  24/05/2013