UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA
UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM,EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA
Mostrando postagens com marcador salários. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador salários. Mostrar todas as postagens

domingo, 31 de dezembro de 2017

Justiça penhora arrecadação dos ônibus do Rio para pagar salários atrasados

Transportes  🚌

O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Urbano (Sintraurb) diz que os funcionários de várias empresas de ônibus cariocas estão com salários atrasados e não receberam até agora o 13º salário.

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/arquivo
O plantão Judiciário do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT1) determinou a penhora de toda arrecadação deste domingo (31) das empresas de ônibus da cidade do Rio para o pagamento de salários e benefícios atrasados de funcionários das companhias. A decisão foi tomada pelo desembargador Gustavo Tadeu Alkmim.
O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Urbano (Sintraurb) diz que os funcionários de várias empresas de ônibus cariocas estão com salários atrasados e não receberam até agora o 13º salário.
Os trabalhadores já haviam, inclusive, decidido fazer uma greve hoje. A paralisação, no entanto, fora suspensa por decisão do desembargador Evandro Pereira Valadão Lopes, também do plantão Judiciário.
Evandro Lopes considerou a realização da greve abusiva, pois foi marcada para ocorrer justamente durante a festa da virada de ano, quando milhões de pessoas se deslocam para Copacabana.
A Agência Brasil entrou em contato com a assessoria do RioÔnibus, o sindicato das empresas de ônibus do Rio de Janeiro, mas até a publicação desta reportagem não obteve resposta.
Fonte - Agência Brasil 31/12/2017

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

A quinta coluna

Ponto de Vista 🔎

O movimento sindical dos trabalhadores sofre hoje,como Madri na Guerra Civil,o assédio de quatro poderosas colunas que o atacam.Na Guerra Civil Espanhola quando quatro colunas em armas cercaram os republicanos em Madri e o general franquista que as comandava disse que contava também com uma quinta coluna,dentro de Madri.Era a coluna dos traidores.

João Guilherme Vargas Netto - Portogente
foto - ilustração/arquivo
A expressão vem da Guerra Civil Espanhola quando quatro colunas em armas cercaram os republicanos em Madri e o general franquista que as comandava disse que contava também com uma quinta coluna, dentro de Madri. Era a coluna dos traidores.
O movimento sindical dos trabalhadores sofre hoje, como Madri na Guerra Civil, o assédio de quatro poderosas colunas que o atacam.

A primeira coluna é o patronato que, amparado na recessão, demite e corta salários.

A segunda coluna é o poder executivo que pretende impor limites aos gastos públicos e sociais (incluindo a limitação do salário mínimo) e prepara uma feroz reforma da Previdência Pública.

A terceira coluna se agrupa no Congresso Nacional onde proliferam propostas antagônicas aos trabalhadores e ao movimento sindical baseadas na correlação de forças que é francamente desfavorável à resistência, quanto mais a qualquer avanço.

A quarta coluna tem seu comando em ministros do STF que pode impor, com seu ativismo renovado, derrotas sérias aos trabalhadores e ao movimento sindical em assuntos tão relevantes quanto à terceirização ou à predominância do legislado sobre o negociado. Por incrível que possa parecer, o presidente do TST declarou publicamente que o próprio conceito histórico de justiça do trabalho como justiça para desiguais merece ser revisto, confundindo essa especialização do direito que tomou vulto com a criação da OIT em 1919 e constituiu-se, no Brasil, em Justiça do Trabalho, em 1934 (artigo 122 da Constituição Federão de então) com o direito do contrato mercantil, como era vigente antes da I Guerra Mundial.

E a quinta coluna ? Esta seria materializada por nossa desunião com dirigentes sindicais de peso assumindo posições oportunistas que, no fim das contas, jogariam contra o movimento comum de resistência dos trabalhadores, reforçando com sua desorientação propositada qualquer uma das quatro outras colunas agressoras ou mesmo todas elas.
*João Guilherme Vargas Netto é analista político e consultor sindical
Fonte - Portogente  14/11/2016

terça-feira, 13 de setembro de 2016

O fundo do quadro

Ponto de Vista

Os dados são impressionantes. Com a retração da economia o desemprego se avoluma; a ele se associa o alto número de acordos salariais com resultados inferiores à inflação ou parcelados. Contaminando ainda mais o ambiente sofre-se um repique inflacionário.No momento devido, o fundo do quadro passará à frente da tela.

João Guilherme Vargas Netto - Portogente
foto - ilustração/arquivo
Não se levando em conta os mirabolantes episódios da vida política e muito menos as desenxabidas campanhas eleitorais municipais, devemos concentrar nossa atenção no fundo do quadro, ou seja, na recessão e seus efeitos contra os trabalhadores e na resistência que eles, por meio do seu movimento sindical, oferecem a ela.
Os dados são impressionantes. Com a retração da economia o desemprego se avoluma; a ele se associa o alto número de acordos salariais com resultados inferiores à inflação ou parcelados. Contaminando ainda mais o ambiente sofre-se um repique inflacionário.
Nestas condições, o colchão social que vinha sendo o amortecedor da crise para os trabalhadores e suas famílias, se esgarça. As condições de sobrevivência à crise foram bem retratadas na série de reportagens de Cássia Almeida e Marcelo Corrêa em O Globo. As matérias dão conta de três coisas: a criatividade defensiva, a precariedade das soluções e o esgotamento das alternativas.
A resistência do movimento sindical – que vai muito além da resistência passiva – procura garantir unidade de ação, organização de campanhas salariais fortes e apresentação de alternativas.
É este tripé funcional – unidade, organização e alternativa – que define hoje a qualidade da luta dos trabalhadores e definirá amanhã, frente às agressões aos direitos, a quantidade e o peso das manifestações.
Por tudo isso, deve-se valorizar a iniciativa inédita dos sindicatos de metalúrgicos filiados a todas as centrais ao lançarem uma ação conjunta em defesa dos direitos trabalhistas e da aposentadoria e contra o desemprego e a terceirização, cujo primeiro passo será a paralisação no dia 29 de setembro, uma quinta-feira.
No momento devido, o fundo do quadro passará à frente da tela.
*João Guilherme Vargas Netto é consultor sindical e analista político
Fonte - Portogente  13/09/2016

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Servidores do Itamaraty fazem protesto em frente ao Planalto

Notícias

De acordo com a oficial de chancelaria e integrante da comissão de negociação Cristina Guelfi, desde 2008 grande parte das carreiras típicas de Estado passaram a ter remunerações por meio de subsídios, obtendo inclusive reajustes de 40% em alguns casos.

Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
 
Cerca de cem servidores do Ministério das Relações Exteriores participaram de uma manifestação em frente ao Palácio do Planalto para pedir reajuste de 52,96% até 2019 para todas as carreiras do órgão. O percentual considera a defasagem salarial acumulada desde 2008.
De acordo com a oficial de chancelaria e integrante da comissão de negociação Cristina Guelfi, desde 2008 grande parte das carreiras típicas de Estado passaram a ter remunerações por meio de subsídios, obtendo inclusive reajustes de 40% em alguns casos.
“Estamos todos nos sentindo desprestigiados porque outras carreiras de Estado, como as da Polícia Federal (PF), Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e de ministérios como o do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e o do Planejamento tiveram aumento bem maior que os nossos”, disse a representante dos servidores do Itamaraty. “Além disso, enquanto os diplomatas ganham [salário inicial] entre R$ 15 mil e R$ 21 mil, os demais servidores de nível superior da área administrativa recebem salários iniciais entre R$ 7 mil a R$ 10 mil”, acrescentou.
Segundo ela, as expectativas de apoio do ministro das Relações Exteriores, José Serra, têm sido frustradas. “Ele é um ministro forte e poderoso, mas não apoia nosso pleito de equiparação salarial às demais carreiras correlatas. A pergunta que queremos fazer é: por que só o Itamaraty ficou de fora e não teve esses aumentos?”.
A servidora explica que a preocupação em não conseguir as reivindicações fica maior em função do ajuste fiscal que está sendo implantado pelo governo. “Esse contexto de ajuste fiscal coloca em risco nossas demandas. Ainda mais porque o governo tem colocado a culpa [das dificuldades financeiras pela qual passa] nos servidores”.
Contatado pela Agência Brasil, o Palácio do Planalto informou que, por enquanto, não se pronunciará sobre as demandas apresentadas pela categoria. O Ministério das Relações Exteriores também não comentou a manifestação dos servidores.
Fonte - Agência Brasil  09/09/2016

sexta-feira, 8 de julho de 2016

A lógica do ajuste de Temer

Ponto de Vista

As propostas de reformas do governo Michel Temer (PMDB) reorientam a atuação do Estado para os interesses do mercado e atacam os três principais pilares do Estado de Bem-Estar: a Previdência e a Assistência Social, a Educação e a Saúde universais.A ideia da reforma da previdência, por exemplo, além da intenção de retirar ou retardar o usufruto de direitos, com o propósito de gerar superávit primário, tem por objetivo criar as condições para favorecer a previdência privada, beneficiando duplamente o sistema financeiro.


Antônio Augusto de Queiroz*
foto - ilustração
Ou as forças progressistas se unem para enfrentar esse novo ataque aos direitos sociais, ao patrimônio público e ao interesse nacional ou teremos enormes retrocessos civilizatórios. Os direitos sociais são como pasta de dente: quando sai do tubo dificilmente volta!
As propostas de reformas do governo Michel Temer (PMDB) reorientam a atuação do Estado para os interesses do mercado e atacam os três principais pilares do Estado de Bem-Estar: a Previdência e a Assistência Social, a Educação e a Saúde universais.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/16, que trata do regime fiscal, atribui aos gastos sociais (educação, saúde, previdência) e à despesa com o funcionalismo a responsabilidade pelo problema fiscal do País, ignorando solenemente os gastos governamentais com juros e amortizações, os verdadeiros responsáveis pelo déficit público.
A ideia da reforma da previdência, por exemplo, além da intenção de retirar ou retardar o usufruto de direitos, com o propósito de gerar superávit primário, tem por objetivo criar as condições para favorecer a previdência privada, beneficiando duplamente o sistema financeiro.
A prioridade governamental conferida aos projetos de prevalência do negociado sobre o legislado e da terceirização e pejotização, inclusive na atividade-fim das empresas, em nome da melhoria do ambiente de negócios, na verdade pretende o desmonte do Direito do Trabalho.
O programa de privatização, que incluirá a venda de empresas da União ou participação destas em outras empresas do setor privado, especialmente as vinculadas ao sistema financeiro, Petrobras e Eletrobras, se somará às empresas estaduais que, por força da negociação da dívida, serão repassadas à União a fim de que esta as aliene, passando à iniciativa privada tudo quanto for possível, nas palavras do presidente Temer.
O discurso oficial é de diminuição dos gastos do Estado, mas na verdade o que vão fazer é colocar o orçamento público a serviço do mercado, promovendo a maior transferência de riqueza da sociedade para o sistema financeiro. O que está em jogo, portanto, não é a redução da intervenção do Estado na economia, mas a sua apropriação plena pelo mercado.
A proposta “Ponte para o Futuro” constitui-se na quarta tentativa das forças conservadoras e neoliberais de desmontar o Estado de Bem-Estar no Brasil: a primeira foi com o “Centrão” na Assembleia Nacional Constituinte; a segunda foi durante a revisão constitucional de 1993/94, basta ver o conteúdo dos 81 pareceres de então propondo mudanças na Constituição Federal; a terceira aconteceu nos governos FHC; e esta agora no governo Temer.
Ou as forças progressistas se unem para enfrentar esse novo ataque aos direitos sociais, ao patrimônio público e ao interesse nacional ou teremos enormes retrocessos civilizatórios. Os direitos sociais são como pasta de dente: quando sai do tubo dificilmente volta!
*Antônio Augusto de Queiroz, jornalista, analista político e diretor de Documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap)
Fonte - Portogente  08/07/2016

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Paralisação afeta milhões de passageiros do metrô de Londres

Transportes sobre trilhos

Os representantes do metrô de Londres, o mais antigo do mundo, disseram que as composições ficarão paradas o dia todo por causa da paralisação. A greve acontece em resultado de uma discórdia em relação aos planos de novos serviços noturnos.

Reuters - Correio do Brasil

Uma paralisação de 24 horas de funcionários e condutores do metrô travou a capital britânica nesta quinta-feira e fez milhões de londrinos passarem apuros para chegar ao trabalho.
Os representantes do metrô de Londres, o mais antigo do mundo, disseram que as composições ficarão paradas o dia todo por causa da paralisação. A greve acontece em resultado de uma discórdia em relação aos planos de novos serviços noturnos.
Os usuários que normalmente usam os trens subterrâneos tiveram que caminhar, usar bicicletas, disputar táxis ou se espremer em ônibus lotados. Muitos simplesmente ficaram em casa.
O ‘tube’, como o metrô é conhecido localmente, transporta quatro milhões de passageiros por dia, e mais de 535 trens operam nos horários de pico. Os representantes de transporte da cidade afirmaram ter aumentado os serviços de balsas e acionado 200 ônibus adicionais para lidar com o aumento da demanda.
Mas enormes filas nos pontos de ônibus serpenteavam pelas ruas nas proximidades das principais estações de metrô da capital.
Membros de quatro sindicatos de metroviários que representam funcionários que vão de condutores a gerentes se juntaram à paralisação, insatisfeitos com os salários e os termos oferecidos pelo metrô londrino para implementar o serviço 24 horas nos finais de semana em algumas linhas, que deve estrear em setembro.
O prefeito de Londres, Boris Johnson, afirmou que a ação é política, acusando os sindicatos de não terem interesse em fazer um acordo.
Fonte - Correio do Brasil  09/07/2015

terça-feira, 17 de março de 2015

Mais de 80% dos manifestantes de domingo votaram em Aécio,segundo Datafolha

Política

Segundo o Datafolha mais de 80% dos manifestantes de domingo votaram em Aécio.Na diferença entre os dois protestos,nos dias 13 e 15, destacam-se a renda dos manifestantes e a avaliação em relação ao governo federal. Enquanto na sexta, 12% declararam receber mais de 10 salários mínimos; no domingo, 41% disseram ter renda maior que 10 salários.Sobre a aprovação de Dilma, no domingo, o governo era desaprovado por 96% do público. Na sexta, por 26% dos presentes. 

Por Redação-CB
Com Revista Forum
47% dos manifestantes reclamavam da corrupção
durante os atos do dia 15
No último domingo, 210 mil pessoas estiveram na Avenida Paulista, segundo o Datafolha. Na noite do mesmo dia, o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Miguel Rossetto, afirmou que quem tinha ido às ruas não havia votado em Dilma Rousseff. Nesta terça-feira, o instituto divulgou uma pesquisa sobre o perfil dos manifestantes e quais eram suas reivindicações. Segundo o levantamento, 82% dos que estavam na Paulista disseram ter votado em Aécio Neves no segundo turno das eleições do ano passado, comprovando o que Rossetto disse.
Além de declararem voto no tucano, os manifestantes responderam que o principal motivo que os levaram às ruas foi a corrupção (47%). Em seguida, as razões foram pelo impeachment de Dilma (27%), contra o PT (20%) e contra os políticos (14%). Outro fato interessante é que a grande maioria dos que foram à Paulista (74%) participavam de um protesto pela primeira vez na vida.
O Datafolha fez também um perfil do público que protestou na sexta-feira na avenida Paulista. Ao contrário do domingo, na sexta, 71% disseram que votaram em Dilma no segundo turno. As reivindicações são bem diferentes e não se limitam à corrupção e ao antipetismo.
No dia 13, 25% foram protestar contra perda de direitos trabalhistas, 22% por aumento aos professores, 20% por reforma política e 18% em defesa da Petrobras.
Ainda como diferença entre os dois protestos destacam-se a renda dos manifestantes e a avaliação em relação ao governo federal. Enquanto na sexta, 12% declararam receber mais de 10 salários mínimos; no domingo, 41% disseram ter renda maior que 10 salários.
Sobre a aprovação de Dilma, no domingo, o governo era desaprovado por 96% do público. Na sexta, por 26% dos presentes.
O único ponto em comum é a avaliação negativa do Congresso Nacional: ruim ou péssimo para 61% dos que marcharam na sexta, e 77% entre os manifestantes do domingo.
Fonte - Correio do Brasil  17/03/2015

domingo, 12 de outubro de 2014

Dez coisas que o Brasil vai perder se eleger Aécio Neves

Política

Os mais jovens de hoje não têm uma noção muito precisa do que significa 'perder direitos'. Entraram na maturidade 'ganhando direitos e posições', como o emprego, por exemplo

Por Flávio Aguiar, para a RBA
Porto de Cabedelo, litoral paraibano.
Polo nordestino revitalizado por políticas públicas em infraestrutura

©PARAIBATOTAL
Quem hoje tem 25 anos tinha 13 em 2002, quando Lula foi eleito pela primeira vez Presidente da República. Quem tem 18, tinha 6 naquela ocasião. Os eleitores entre estas idades viveram os oito anos do mandato do FHC como adolescentes ou como crianças. Não têm uma noção muito precisa, para dizer o mínimo, do que significa “perder direitos” ou “posições”. Entraram na maturidade “ganhando direitos e posições”, como o emprego, por exemplo.
Pode parecer hoje que tudo vai continuar assim, independentemente de quem estiver no Palácio do Planalto, no Ministério da Fazenda e no Banco Central. Mas não é bem assim. Aqui está uma lista do que o Brasil vai perder caso Aécio Neves seja eleito presidente, com Armínio Fraga como seu braço direito na economia.

1) Empregos – Aécio e Armínio costumam falar coisas vagas, imprecisas. Mas nisto Armínio foi muito claro: mais desemprego não faria mal ao país. Por quê? Porque na visão deste tipo de economista o desemprego ajuda a comprimir os salários para baixo, e isto torna o Brasil “mais competitivo”. Ou seja, eles pensam no modelo que está devastando as economias europeias, levando-as à recessão prolongada e atingido sobretudo os mais jovens.

2) Melhores salários – Esqueça qualquer política de valorização do salário mínimo, dos salários em geral, das pensões e aposentadorias, da participação dos assalariados na renda nacional. As políticas sociais serão reduzidas, no mínimo. Tudo isto, que hoje faz o Brasil ser considerado um sucesso internacional, é condenável do ponto de vista desta visão econômica ortodoxa.

3) Poder aquisitivo – Em consequência, o poder aquisitivo da população é rebaixado. A economia entra em recessão para quem tem menos, embora possa até “melhorar” para quem já tem mais. É como o tipo de política que os conservadores estão mantendo e anunciando o aprofundamento na Inglaterra: compressão dos créditos e da disponibilidade monetária e de ajuda social (como para comprar a casa própria, por exemplo) para os mais pobres (pronunciamento do chanceler econômico inglês, George Osborne, que pode ser lido no The Guardian). Tudo em nome da “austeridade”.
Sim: “austeridade” para quem já leva uma vida austera; abono para quem já desfruta de uma vida abonada.

4) Investimentos produtivos – A prometida e esperada política de juros elevados se destina a favorecer e manipular a especulação com os títulos da dívida pública. Assim foi no governo FHC (que também "desfrutou" de uma altíssima taxa de desemprego, por exemplo, 25% em Salvador, atingindo também sobretudo os mais jovens).
Portanto, o ideal deste tipo de economia é tornar o Brasil atraente para os capitais especulativos – aqueles que se volatilizam e vão embora assim que surge a menor contrariedade ou aparecem praças mais atraentes. Como aconteceu na Irlanda, na Islândia, em Chipre e outros países que se tornaram momentaneamente as meninas dos olhos deste tipo de especulação.
Já os investimentos em setores produtivos exigem um controle e uma orientação dada pelo Estado e sinalizada (apoiada e garantida) pelos bancos públicos, justamente o setor que o tipo de política prevista por Aécio e Armínio quer restringir e coibir.

5) Infraestrutura – Esqueça. Este tipo de investimento, absolutamente necessário para garantir a dinâmica da economia e da vida brasileiras depende desta capacidade de garantir sua continuidade e orientação pelo setor público.
O Brasil necessita de estradas, portos, aeroportos, rede ferroviária, transporte urbano, saneamento, hidrovias, energia, revitalização do seu setor industrial. Isto só é possível se houver um projeto claro para o país, se o país for um projeto, e de longo prazo. Para visões como as de Aécio e Armínio, o Brasil não é um projeto: é uma praça, um mercado a ser explorado.

6) Mobilidade – Este foi um dos grandes temas das manifestações de junho. Sem investimentos adequados em infraestrutura, não vai haver melhor transporte nem melhor circulação urbana, nada disso. Mas “mobilidade” não significa apenas transporte: significa também mobilidade social, investimento em educação, em acesso a ela, à universidade, programas de apoio a ela em todos os níveis simultaneamente. Se o programa dos candidatos Aécio e Armínio preveem a diminuição do poder de intervenção do Estado, adeus tais investimentos.

7) Reforma política – Que reforma política poderá fazer um partido cuja aliança histórica principal foi com o DEM, ex-PFL, o velho coronelismo travestido de liberalismo, que manietava o Nordeste quase inteiro. Aliás, este é um tema interessante: para um certo tipo de pensamento preconceituoso, nordestino não sabe votar quando passa a votar em frentes populares; quando votava no PFL, era a gema das eleições brasileiras.

8) Luta contra a corrupção - Quem precisa de total autonomia não é o Banco Central, mas sim a Polícia Federal, como tem acontecido nos últimos anos. Nunca a Polícia Federal foi tão ativa em levantamentos de casos de corrupção, e os chamados crimes do colarinho branco.
Já nos tempos de FHC a dinâmica da PF era muito menor, vivíamos sob o programa do “Engavetador Geral da República”, lembra-se? Aliás, o número de CPIs engavetadas pelas maiorias do PSDB e seus aliados em São Paulo e Minas é inigualável.

9) Segurança – Se você acha que aumentar a segurança é baixar a idade penal, pode tirar, ou pôr o cavalo da ou na chuva. Aumento de segurança se consegue com políticas de pleno emprego, educação, reforma das polícias militares e estaduais, tudo aquilo que empodera e revê os padrões policiais do país. Nosso sistema carcerário e judicial precisa de reformas profundas. Já temos as chamadas universidades do crime nas penitenciárias, para adultos. Com os mais jovens, vamos criar também as escolas médias para a criminalidade.

10) Soberania – O Brasil é um dos únicos países que tem relações diplomáticas com todos os países da ONU. Sua aposta em fóruns multilaterais e na diversificação de sua política externa tem dado resultados muito bons para om país, ajudando a dinamizar relações comerciais e portanto a impulsionar nossa economia num momento de recessão mundial.
A visão do PSDB acusa a política externa de nosso país de ser “ideologizada”, mas “ideologizada” será a deles, que querem arrefecer o Mercosul e a integração com os BRICS em nome de “se reaproximar” – leia-se, nos reatrelar de modo subalterno – àquilo que de mais recessivo existe hoje no mundo – as políticas periclitantes dos EUA e da Zona do Euro, nos reintegrando a um clima ideológico herdeiro dos tempos da Guerra Fria.
O ideal do PSDB, declarado por FHC quando assumiu a presidência, era “o fim da era Vargas”. Sim, mas não para diante, porém para trás, em direção à República Velha, coronelícia (aliança do PSDB com o antigo PFL, hoje DEM, e seus antigos “currais eleitorais” no Nordeste, em Santa Catarina etc.).
Este ideal esteve presente desde antes, quando FHC literalmente presidiu a reforma monetária. O nome da nossa moeda passou a ser o “real”. Aparentemente uma palavra forte, cheia de “realidade”. Mas na verdade uma evocação da moeda dos tempos da República Oligárquica, do Império, que de tão desgastada que foi ao longo do tempo tornou-se o popular “milréis”, “mil reais”.
Mas é verdade que hoje o ideal do PSDB não é, de fato, tornar o Brasil um país apenas agrário-exportador, como era nos tempos da República Velha. Tornou-se o ideal de um país importador: importador da especulação financeira, da recessão, da subserviência programada. Se conseguirem impor suas políticas, vão de novo quebrar o país, como já aconteceu em 2000/2002.
Hoje o Brasil não é mais devedor, mas credor do FMI e da União Europeia. Nem é monitorado. Embora o Brasil não seja membro efetivo, mas convidado, da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, seu programa de luta contra a corrupção foi tão elogiado pela ONU que o levou a presidir a comissão temática da OCDE a respeito. O Brasil hoje não é mais parte da problemática, mas da “solucionática”.
É tudo isto que o Brasil perderá, se o candidato Aécio e seu cardeal econômico, Armínio Fraga, forem sufragados.
Fonte - Rede Brasil Atual ( RBA)  12/10/2014

domingo, 28 de setembro de 2014

Números contradizem onda de pessimismo com economia no Brasil

Economia

A atividade econômica caiu nos países em desenvolvimento e a China passou a mostrar seu poder econômico - A partir de 2007/2008, as economias desenvolvidas provocaram a mais grave crise do capitalismo desde 1929 -  O Brasil permaneceu em pé, garantindo empregos, preservando salários e políticas sociais, bem como protegendo e incentivando a atividade produtiva. 

Por Redação - CB
Com Vermelho 
Adicionar legenda
Há algum tempo, dados e declarações que procuram demonstrar que há no Brasil grande crise e descontrole da economia ganharam destaque.
A vida não anda fácil no mundo e no Brasil, é verdade. A partir de 2007/2008, as economias desenvolvidas provocaram a mais grave crise do capitalismo desde 1929. “A grande recessão”, segundo economistas, trouxe aos países desenvolvidos alto desemprego, arrocho salarial, perda de direitos e da proteção social como remédio para a crise.
A atividade econômica caiu nos países em desenvolvimento e a China passou a mostrar seu poder econômico. Com políticas anticíclicas, o Brasil permaneceu em pé, garantindo empregos, preservando salários e políticas sociais, bem como protegendo e incentivando a atividade produtiva. É muito difícil enfrentar essa crise. Há acertos e erros que fazem parte do risco de quem governa e decide diante de tantas incertezas.
O Brasil enfrenta inúmeros desafios de curto prazo: a pressão dos preços internacionais de alimentos; a severa seca, a mais grave dos últimos 60 anos, que comprometeu a safra agrícola, elevando preços de insumos, alimentos e energia elétrica; a Copa do Mundo, que reduziu a quantidade de dias úteis, com impacto sobre a atividade econômica; a desvalorização do Real (R$ 1,6 para R$ 2,3 por dólar), que ajuda a proteger a indústria, mas tem impactos sobre preços; a queda na receita fiscal do governo; a redução na venda de manufaturados para a Argentina; a China ganhando espaço comercial na América Latina e no nosso mercado interno; a enorme pressão dos rentistas pelo aumento dos juros, entre outros.
Apesar disso, os números da atual conjuntura evidenciam que ainda estamos em pé, senão vejamos:
No primeiro semestre de 2014, houve aumento salarial em 93% das Convenções Coletivas, com ganhos reais entre 1% e 3%;
O preço da cesta básica caiu nas 18 capitais pesquisadas pelo Dieese, entre julho e agosto (-7,69% a -0,48%).
O Índice do Custo de Vida do Dieese, na cidade de São Paulo, variou 0,68% em julho e 0,02% em agosto, arrefecendo.
O mercado de trabalho formal criou mais de 100 mil postos de trabalho em agosto.
O comércio calcula que serão criadas mais de 135 mil vagas no final do ano.
O BC estimou a variação positiva do PIB para julho em 1,5% e indicou trajetória de queda da inflação.
A atividade produtiva da indústria cresceu 0,7% em julho.
A ciência dos números é insubstituível para dar qualidade ao debate público e apoiar um olhar criterioso sobre a dinâmica da realidade. O desafio é correlacionar as informações para produzir o conhecimento e compreender o movimento do real.
Fonte - Correio do Brasil  28/09/2014

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Rodoviários querem reajuste de quase 3 vezes a inflação e ameaçam com greve

Salvador

Em nota, o presidente do sindicato, Hélio Ferreira,informou que espera uma postura mais flexível dos patrões com a intermediação da SRTE. Ele garantiu também que a greve ainda está indefinida e que só deve acontecer depois que esgotar todas as possibilidades de diálogo.
Enquanto isso, mais um dia de protesto dos rodoviários complicou o trânsito de Salvador, ontem. 

Maíra Côrtes -TB
Foto: Romildo de Jesus/Tribuna da Bahia
A reunião entre os rodoviários e a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) foi antecipada para esta quinta-feira (8/5), às 14h, na sede do órgão, nas Mercês. Em nota, o presidente do sindicato, Hélio Ferreira,informou que espera uma postura mais flexível dos patrões com a intermediação da SRTE. Ele garantiu também que a greve ainda está indefinida e que só deve acontecer depois que esgotar todas as possibilidades de diálogo.
Enquanto isso, mais um dia de protesto dos rodoviários complicou o trânsito de Salvador, ontem. Centenas de veículos de diversas empresas circularam em fila indiana pelo centro da cidade em direção à sede da Transalvador. Enfileirados e usando apenas a faixa da direita, o protesto congestionou diversos pontos da cidade no final da tarde dessa quarta-feira (7).
Por volta das 17h, na região do Dique do Tororó, uma imensa fila de ônibus, se formou. Eram veículos vazios ou com poucos passageiros. “Tem muita gente que já desceu desde o Vale de Nazaré e veio andando. Eu entendo a necessidade deles, mas, por causa disso, muita gente acaba pagando o preço”, disse a estudante Carla Vasconcelos.
A categoria reivindica o retorno às negociações da proposta apresentada para o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Setps). Eles querem reajuste salarial de 15%, aumento no valor do ticket refeição para R$ 20, redução da jornada de trabalho de oito para seis horas, além de gratuidade na passagem de rodoviários aposentados.
Em entrevista à Tribuna, no início da semana, o diretor do Setps, Daniel Castro, foi incisivo ao dizer que não vai negociar itens que ele classificou como “absurdos”.
“Podemos negociar o reajuste salarial. Mas não temos como atender as outras pautas. Juntas, elas somam mais de 60% de aumento, o que torna a negociação inviável”, declarou Castro.
Fonte - Tribuna da Bahia  08/05/2014

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Protesto de PMs em Pernambuco deve reunir mais de seis mil pessoas

Pernambuco

Caravanas de todo o estado estão a caminho do Recife para engrossar a manifestação, com destaque para os municípios de Caruaru, Petrolina, Cabrobó e Arcoverde, além da Região Metropolitana do Recife (RMR)

DP
foto - ilustração
Mais de seis mil pessoas são esperadas, na tarde desta sexta-feira, no protesto realizado
por policiais militares e bombeiros de Pernambuco. De acordo com os organizadores da passeata, caravanas de todo o estado estão a caminho do Recife para engrossar a manifestação, com destaque para os municípios de Caruaru, Petrolina, Cabrobó e Arcoverde, além da Região Metropolitana do Recife (RMR).
A concentração começa às 13h30, ao lado do Quartel do Derby e do Memorial de Medicina. De lá, o grupo seguirá em passeata até a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), onde deve ser recebida por uma comissão de deputados.
De acordo com o soldado Joel Aurino do Carmo, um dos líderes do movimento, o ato por melhores salários e condições de trabalho para a categoria não é organizado pela Associação de Cabos e Soldados, uma vez que a diretioria teria sido afastada após suspeita de fraudes na última eleição. Ainda segundo ele, uma comissão independente quer retomar as negociações com o governo do estado.
Entre as reivindicações, o aumento dos salários dos motoristas de R$ 83,00 para R$ 400,00 ( que seria equivalente aos outros servidores estaduais); aumento no valor do vale refeição de R$ 150,00 para R$ 300,00; ajustes do Plano de Cargos e Carreiras e aumento salarial de 25% para os agentes administrativos, 45% para os agentes operacionais e 50% para os agentes da polícia especializada.
Fonte - Diário de Pernambuco  25/04/2014

quarta-feira, 12 de março de 2014

A ofensiva contra o salário mínimo

Economia

A direita neoliberal alega que o aumento real do mínimo compromete as metas fiscais do governo e os cofres de muitos estados e municípios. O movimento sindical não compartilha a mesma visão, pois entende de forma crítica que os problemas fiscais do setor público no Brasil, em todas as esferas, decorrem dos encargos financeiros com juros da dívida interna e não da pressão dos gastos correntes.

Por Adilson Araújo*
No sítio da CTB
foto - ilustração
Está em curso por esses dias uma feroz campanha movida pelas forças conservadoras contra a política de valorização do Salário Mínimo, que prevê o reajuste anual do piso com base na inflação (INPC) mais um aumento real equivalente à evolução do PIB. O objetivo da direita neoliberal é acabar com este tipo de correção, suprimindo o aumento real.
A valorização é assegurada pela Lei 12382, que vale até 2015. Convém lembrar que a nova política de reajuste do salário mínimo foi conquistada pelas centrais sindicais por meio da mobilização das bases e da negociação com o governo Lula, com quem foi fechado um acordo que devia prevalecer até 2023. É este objetivo que está agora em questão.
A direita neoliberal alega que o aumento real do mínimo compromete as metas fiscais do governo e os cofres de muitos estados e municípios. O movimento sindical não compartilha a mesma visão, pois entende de forma crítica que os problemas fiscais do setor público no Brasil, em todas as esferas, decorrem dos encargos financeiros com juros da dívida interna e não da pressão dos gastos correntes.
Ao longo dos últimos anos, desde que foi instituída em 2011, a política de valorização resultou num aumento acumulado de 72,3% no valor do salário mínimo, o que significa relevantes benefícios para cerca de 48 milhões de trabalhadores e trabalhadoras brasileiras, boa parte (em torno de 19 milhões) gozando da aposentadoria.
Em sintonia com outros programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, e com a redução drástica do desemprego, a valorização do mínimo teve a virtude de ressuscitar o mercado interno brasileiro, ampliando o consumo das massas, especialmente das famílias mais pobres. Foi isto que sustentou o comércio e estimulou as atividades produtivas, impedindo que o país fosse arrastado para o pântano da recessão pela crise econômica internacional.
Cabe destacar o aquecimento das atividades nos pequenos municípios que têm suas economias movidas pelo consumo dos aposentados. Provou-se que a valorização do trabalho é uma poderosa fonte de crescimento econômico e desenvolvimento nacional, ao contrário do que imaginam os neoliberais, que advogam o caminho do arrocho, corte de gastos públicos e flexibilização ou supressão de direitos sociais.
Apesar dos avanços, o valor real dos salários e, especialmente do mínimo, ainda é muito baixo no Brasil e está bem distante do piso previsto na Constituição, capaz de satisfazer as necessidades elementares do trabalhador e sua família, estimado neste ano pelo Dieese em R$ 2.784,22.
A classe trabalhadora não vai abrir mão da política de valorização do mínimo, as centrais estão unificadas nesta luta, apoiando o Projeto de Lei do senador Inácio Arruda (PCdoB/CE), que estende até 2019 as regras atuais do reajuste, assegurando aumento real anual. Será preciso muita mobilização e unidade para aprová-lo. A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) não medirá esforços na luta para manter e aperfeiçoar a política de valorização do mínimo e defender um novo projeto nacional de desenvolvimento fundado na soberania, democracia e valorização do trabalho.
* Adílson Araújo é presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil).
Fonte - Blog do Miro ( Altamiro Borges)  12/02/2014

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Salários, bens e serviços impulsionaram arrecadação recorde

Economia

Conforme os dados apresentados pela Receita Federal, o desempenho das receitas administradas pelo fisco federal aumentou 0,91%, com acréscimo de R$ 1,06 bilhão em comparação ao mesmo período do ano passado, já com o ajuste do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em valores globais foram arrecadados R$ 117,13 bilhões ante R$ 116,07 bilhões comparando-se os meses de janeiro de 2014 e de 2013.

Daniel Lima 
Repórter da Agência Brasil 

A arrecadação de R$ 123,667 bilhões em janeiro deste ano, a maior da história, anunciada hoje pela Receita Federal, foi impulsionada pelas vendas de bens e serviços, que aumentaram 2,87% em comparação ao mesmo período de 2013.
Houve ainda, indicou a Receita, crescimento da massa salarial de 10,37% e do valor em dólar das exportações de 8,27%. O fator negativo foi a produção industrial, que registrou queda de 2,31%.
Conforme os dados apresentados pela Receita Federal, o desempenho das receitas administradas pelo fisco federal aumentou 0,91%, com acréscimo de R$ 1,06 bilhão em comparação ao mesmo período do ano passado, já com o ajuste do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em valores globais foram arrecadados R$ 117,13 bilhões ante R$ 116,07 bilhões comparando-se os meses de janeiro de 2014 e de 2013.
A Receita Previdenciária, com R$ 28,71 bilhões, teve um acréscimo de 4,26% na arrecadação das receitas administradas. O item representa um variação de 110,52% na participação total da arrecadação. Já o Imposto de Renda do rendimento do trabalho, com R$ 9,58 bilhões, cresceu 5,6%, e o Imposto sobre Importações - somado ao Imposto sobre Produtos Industrializados-Vinculado -, cresceu 8,22%, chegando a R$ 4,76 bilhões.
O Imposto de Renda de rendimentos de residentes do exterior cresceu 12,69%, passando a R$ 2,21 bilhões, e o Imposto de Renda sobre Rendimentos de Capital ficou em R$ 3,37 bilhões, com crescimento de 6,88%. O Imposto sobre Produtos Industrializados, sem o registro vinculado, cresceu 10,89%, chegando a R$ 1,33 bilhão.
Em contrapartida, houve queda nos seguintes tributos: Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), equivalente a -7,5%; Cofins/PIS-Pasep (-4%); Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), ambos com queda correspondente -5,46%. As demais receitas administradas cresceram 36,18%. A Cofins (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social) incide sobre as pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são equiparadas pela legislação do Imposto de Renda, inclusive as empresas públicas.
O coordenador de Previsão e Análise da Receita Federal, Raimundo Elói de Carvalho, disse que a redução da receita da Cofins/PIS-Pasep foi resultado da combinação dos seguintes fatores: redução da Cofins e do PIS incidentes sobre as exportações, em razão de compensações tributárias e da diminição da base de cálculo aprovada pela Lei 12.865/2013. Pela Lei 12.865/2013 a União foi autorizada a conceder subvenção extraordinária aos produtores fornecedores independentes de cana-de-açúcar afetados por condições climáticas adversas durante a safra 2011/2012 na Região Nordeste.
Fonte - Agência Brasil  25/02/2014

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Ministério da Fazenda abre vagas com salário de R$3.423,82

Utilidade Pública

A Tarde
Da Redação
foto - ilustração
Seguem até 16 de fevereiro as inscrições para o concurso público do Ministério da Fazenda, abertas nesta segunda-feira, 3. São oferecidas 1.026 vagas para técnico administrativo, sendo 66 voltadas para pessoas com deficiência.
As vagas são distribuídas em 25 estados brasileiros, incluindo a Bahia, e destinadas a candidatos que tenham concluído o ensino médio.
O salário oferecido é de R$3.423,82, com carga horária de 40h semanais. As inscrições custam R$ 62 e devem ser feitas pelo site do Ministério da Fazenda.
( http://www.esaf.fazenda.gov.br/concursos_publicos/novos-e-inscricoes-abertas/assistente-tecnico-administrativo-ata )
Fonte - A Tarde  03/02/2014

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Ministro Toffoli nega recurso e mantém veto a salários do Senado acima do teto

Nacional

foto - ilustração
O ministro do Supremo Tribunal Federal Antonio Dias Toffoli indeferiu o pedido de liminar feito pelo Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo (Sindilegis) para que os funcionários do Senado que receberam salários acima do teto do funcionalismo público não precisassem devolver o dinheiro pago a mais. Toffoli entendeu que não há risco de lesão grave e de difícil reparação para os servidores do Senado, enquanto aguardam o julgamento do mérito da ação na qual pedem revisão da decisão do TCU....

Mariana Jungmann
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O ministro do Supremo Tribunal Federal Antonio Dias Toffoli indeferiu o pedido de liminar feito pelo Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo (Sindilegis) para que os funcionários do Senado que receberam salários acima do teto do funcionalismo público não precisassem devolver o dinheiro pago a mais.
O sindicato acionou o Supremo depois que o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou o corte dos salários que extrapolassem o teto constitucional e a devolução dos valores recebidos a mais. Assim que a decisão foi proferida, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), repassou a ordem para que ela fosse cumprida pela diretoria-geral, o que fez com que o Sindilegis entrasse com o mandato de segurança.
O ministro Toffoli entendeu que não há risco de lesão grave e de difícil reparação para os servidores do Senado, enquanto aguardam o julgamento do mérito da ação na qual pedem revisão da decisão do TCU. Na opinião do ministro, há sim o risco inverso, de que os cofres públicos sejam lesados, caso o pagamento continue ocorrendo enquanto o assunto não é esgotado no Supremo.
O Sindilegis alega que os pagamentos de horas extras e pelo exercício de funções comissionadas não devem contar para o teto constitucional, bem como as verbas de natureza alimentar. Além disso, o sindicato reclama que outras decisões semelhantes do TCU para corte de salários acima do teto constitucional de funcionários da Câmara dos Deputados não incluíram a devolução dos valores recebidos a mais.
O teto do funcionalismo público obedece a limite equivalente aos salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal, que atualmente é R$ 28.059,028. No entanto, alguns funcionários do Legislativo acabam ganhando muito acima desse valor por acumularem verbas e benefícios ao salário.
Fonte - Agência Brasil  31/12/2013


                                       assista o vídeo
                                     EBC

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Senado: TCU manda suspender salários acima do teto

Brasil


O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que o Senado interrompa o pagamento de salários acima
do teto constitucional (R$ 28.059,29) e que servidores que ganham além desse valor devolvam as quantias recebidas a mais nos últimos cinco anos

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou hoje (25) que o Senado interrompa o pagamento de salários acima do teto constitucional (R$ 28.059,29) e que servidores que ganham além desse valor devolvam as quantias recebidas a mais nos últimos cinco anos. Os servidores ainda podem recorrer da decisão no próprio TCU e, posteriormente, no Supremo Tribunal Federal (STF).
A auditoria do tribunal identificou 464 servidores com salários acima do teto (superior ao de um ministro do STF) no Senado. Segundo o presidente do Tribunal, ministro Augusto Nardes, terão que ser devolvidos R$ 200 milhões relativos aos valores pagos a mais nos últimos cinco anos.
“O Brasil precisava fazer isso há muito tempo. Não podemos continuar com salários diferenciados, pessoas ganhando salários de marajás e pessoas recebendo salário mínimo”, disse. Nardes informou que amanhã (26) levará a decisão para o presidente do Senado, Renan Calheiros.
O relator da matéria, ministro Raimundo Carreiro, defendeu que os valores a mais foram recebidos de boa-fé, portanto, não precisariam ser devolvidos. No entanto, a maioria dos ministros acompanhou o posicionamento do ministro Walton Alencar, que argumentou que os recursos teriam que ser devolvidos aos cofres públicos porque os pagamentos foram irregulares.
No dia 14 de agosto, o TCU determinou que a Câmara dos Deputados interrompa o pagamento dos salários dos servidores que recebem acima do teto. No entanto, os ministros determinaram que os servidores não teriam que devolver os valores recebidos a mais. Uma auditoria identificou na folha de pagamentos da Câmara um total de 1,1 mil funcionários com remunerações a mais.
Segundo Nardes, a estimativa de economia com os salários que deixarão de ser pagos na Câmara e no Senado é R$ 3,3 bilhões em cinco anos.
Fonte - Agência Brasil   25/09/2013

domingo, 8 de setembro de 2013

Proposta para reforma trabalhista divide opiniões no Brasil

Economia


Apontada pelo Fórum Econômico Mundial como uma das medidas para melhorar a competitividade - a medida divide opiniões. Entre os economistas, parte diz que o mercado de trabalho já é flexível. Para outros, o custo trabalhista afeta a produtividade das empresas

Recomendação para Brasil fazer a reforma trabalhista divide opiniões
Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Apontada pelo Fórum Econômico Mundial como uma das medidas necessárias para o Brasil melhorar a competitividade, a liberalização do mercado de trabalho divide opiniões. Especialistas divergem sobre a necessidade de o país flexibilizar salários e demissões, ações defendidas pelo Relatório de Competitividade Global de 2013–2014.
Em entrevista à Agência Brasil, Benat Bilbao, economista sênior do Fórum Econômico Mundial e um dos autores do relatório, defendeu que o país reduza os encargos trabalhistas, facilite as demissões e torne os salários mais compatíveis com a produtividade do empregado. Segundo ele, a reforma trabalhista é um dos principais desafios que o Brasil precisa enfrentar à medida que o alto preço de bens primários e os juros baixos deixaram de impulsionar a economia doméstica.
O diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Ganz Lúcio, discorda da avaliação. Ele diz que o diagnóstico do Fórum Econômico Mundial está errado e reflete um desconhecimento em relação à realidade do Brasil. “O mercado de trabalho brasileiro é flexível, com rotatividade média de 40% [40% dos trabalhadores trocam de emprego em um ano] e grande informalidade. Uma forma de melhorar a produtividade seria reduzir a informalidade e a rotatividade”, alega.
O economista do Dieese questiona os fatores que determinam a competitividade de um país. Ele ressalta que, na Alemanha, quarta colocada no ranking, os salários são cinco vezes maiores que no Brasil e existem dificuldades para demitir um empregado. “A Alemanha é um país com mercado interno forte, renda alta e que investe em inovação e tecnologia. Daí vem a produtividade deles, não da precarização do mercado de trabalho”, destaca.
Para Ganz Lúcio, o Brasil deve atuar em outras frentes para aumentar a competitividade da economia, como melhorar a qualidade das instituições e investir em educação e em tecnologia. Essas recomendações também foram sugeridas ao Brasil no relatório do Fórum Econômico Mundial.
O diretor do Dieese reconhece que a produtividade da economia brasileira caiu nos últimos anos, mas não por causa de perda de competitividade e, sim, pela queda da demanda provocada pelo baixo crescimento econômico. “Isso está relacionado ao próprio conceito de produtividade, que é volume produzido por tempo trabalhado. A produção cresceu menos, mas os empresários não demitiram. Daí uma queda meramente conjuntural”, diz.
Pesquisador da Fundação Getulio Vargas (FGV) especializado em mercado de trabalho, Rodrigo Leandro de Moura tem opinião diferente. Ele acredita que, apesar de o Brasil ainda estar em pleno emprego, a reforma trabalhista é necessária para dinamizar a economia do país. “Tanto o custo de admissão, como de treinamento e de demissão do empregado, é alto no Brasil. Isso limita a competitividade das empresas”, comenta.
Moura, no entanto, diz que o país deve remodelar o sistema tributário, investir em infraestrutura e melhorar as instituições antes de flexibilizar o sistema de trabalho. “Como a economia está em pleno emprego, qualquer reforma no mercado de trabalho agora enfrentaria grande resistência e o país deixaria de avançar em outros pontos necessários para aumentar a competitividade”, observa.
Divulgado na última terça-feira (3), o Relatório de Competitividade Global de 2013–2014 classificou o Brasil em 56º lugar entre 148 países analisados no ranking de competitividade internacional. O país caiu oito posições em relação ao ano passado. O Fórum Econômico Mundial atribuiu a queda à piora de indicadores macroeconômicos, ao aperto no crédito e, principalmente, à falta de reformas estruturais.
Fundado por acadêmicos e executivos de empresas, o Fórum Econômico Mundial é uma organização sem fins lucrativos que tem o objetivo de melhorar o ambiente de negócios e debater os principais problemas do mundo. Todos os anos, a organização promove um encontro em Davos, nos Alpes Suíços, que reúne líderes mundiais, empresários, intelectuais e jornalistas.
Fonte - Agência Brasil  08/09/2013

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Renda per capita da família brasileira cresce 3% ao ano em uma década

De 2001 a 2011, a renda passou de R$ 591 para R$ 783. Para a classe média, o ritmo de crescimento superou os 4% ao ano, com valor (R$ 576) 50% acima do registrado dez anos antes (R$ 382). Os dados estão na quarta edição do estudo Vozes da Nova Classe Média, divulgado em São Paulo pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República

Marli Moreira
EBC
Repórter da Agência Brasil
São Paulo – A renda per capita das famílias brasileiras aumentou 3% ao ano, em uma década (2001 e 2011), passando de R$ 591 para R$ 783. Para o segmento da classe média, o ritmo de crescimento para superou os 4% ao ano, com valor (R$ 576) 50% acima do registrado dez anos antes (R$ 382). Os dados estão na quarta edição do estudo Vozes da Nova Classe Média, divulgado hoje (5), em São Paulo, pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República.
Em 95 páginas, o documento traz no prefácio um artigo do ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, no qual ele destaca que só no período de 2004 a 2011, foram gerados no país 2,095 milhões de empregos, indicando taxa média de crescimento de 5,8% ao ano. Os dados citados pelo ministro são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
O Vozes da Nova Classe Média salienta que o aumento da renda per capita se deve em parte às novas oportunidades de trabalho e também à “crescente generosidade das transferências públicas”. Em 2011, a renda per capita alcançava R$ 591 por mês, valor que subiu para R$ 78, em 2011.
De acordo com o estudo, o número de postos de trabalho cresceu 20% no período com ampliação de 16 milhões de vagas, passando de 76 milhões em 2001 para 92 milhões em 2011, o que consequentemente levou a uma queda na taxa de desemprego. Como a população em idade ativa também aumentou em velocidade semelhante à de ofertas de emprego, em 19%, a taxa de ocupação ficou estável em 60%.
A maioria das novas oportunidades no mercado de trabalho foram para assalariados, tanto em empresas públicas quanto no setor privado. Neste último, o número de assalariados aumentou 38%. Paralelamente, houve uma melhoria das condições de contratação com a expansão do emprego formal. Dos 16 milhões de empregos abertos na década analisada, 13 milhões foram com carteira assinada. A quantidade dos assalariados sem carteira diminuiu em quase um milhão.
Houve alta de 24% na remuneração média dos trabalhadores, o equivalente a aumento anual de 2%. Para a classe média, o valor subiu 31% ou quase 3% ao ano. Essa ascensão é atribuída à melhoria na capacitação e mudanças na qualidade dos postos de trabalho. Houve crescimento de 27% no nível de escolaridade, com o número de anos de estudo saltando de 6,7 para 8,5 anos.
Apesar dessas melhorias, o levantamento mostra que ainda é alta a rotatividade no mercado de trabalho brasileiro. Em média 40% dos trabalhadores mudam de emprego a cada ano e essa troca ocorre, principalmente, entre os que têm baixa qualificação e recebem até dois salários mínimos.
O levantamento indica que 54% da força de trabalho é formada por pessoas com renda de classe média, o que totaliza 47 milhões de pessoas. Mais da metade deste contingente ou 55% atuam no setor privado. Dos novos trabalhadores que ingressaram na classe média, 19 milhões (67%) também estão no setor privado.
Fonte - Agência Brasil  05/08/2013

quinta-feira, 4 de julho de 2013

GREVE DOS RODOVIÁRIOS em Recife pode causar demissões

Urbana-PE alerta para possíveis demissões dos rodoviários; TRT6 diz que exoneração é por justa causa

Rebeca Silva 
Diário de Pernambuco
A Estação Recife está bem tumultuada nesta manhã, com muita gente e empurra-empurra por conta da falta de ônibus de integração. Foto: Tato Rocha/Divulgação
 -
foto - diáriodepernambuco
A greve dos rodoviários entrou, nesta quinta-feira (04), no seu quarto dia e, segundo a categoria, seguirá por tempo indeterminado. "Queremos 20% de reajuste, ticket alimentação de R$ 350, a anulação das multas e a não punição dos trabalhadores que participam da paralisação. A greve só acabará quando a classe patronal aceitar todos os itens", afirmou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Rodoviários, Patrício Magalhães. A decisão de manter a greve, entretanto, poderá acarretar em demissão por justa causa, informou o Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT6).
Na praça do Derby vários ônibus estão estacionados. Foto: Carolina Braga/Esp. DP/D.A Press -
foto - diáriodepernambuco
Segundo o sindicato, a informação de exonerações em massa não assustará os trabalhadores nem impedirá o movimento. "Dentro da nossa pauta de reivindicações já está prevista a não punição dos trabalhadores. Isso inclui as demissões", disse Magalhães. Para ele os trabalhadores estão resguardados. Mas de acordo com o presidente do TRT6, desembargador Ivanildo Andrade, os rodoviários que continuam em greve poderão ser demitidos por insubordinação. "A empresa está autorizada a demitir por insubordinação. Ele pode reclamar da decisão, mas isso terá que ser analisado", explicou.
Em nota, a classe patronal, representada pelas Empresas de Transportes de Passageiros no Estado (Urbana-PE), alertou para as possíveis demissões. Destacou ainda que já implementou várias medidas como a contratação imediata de substitutos para os faltosos, convidando os integrantes do cadastro reserva das empresas."Nós fizemos nosso trabalho de convocar os rodoviários à voltarem às atividades normais, mas eles não voltaram e poderão ser demitidos. Isso depende de cada empresa, mas deve acontecer", declarou Fernando Bandeira, presidente do grupo. Com relação ao anúncio de que os rodoviários abrirão as catracas e transportarão os passageiros sem cobrar passagem, a classe patronal reafirmou que o procedimento é ilegal e não será tolerado, podendo haver demissões.
Fonte - Diário de Pernambuco 04/07/2013

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Salário médio do brasileiro aumentou 2,4% de 2010 para 2011

A média mensal ficou em R$ 1.792,61 (3,3 salários mínimos), em termos reais.Os dados fazem parte das Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (Cempre) 2011, divulgadas pelo IBGE. Os maiores salários médios foram identificados no Distrito Federal (6,3 salários mínimos), Rio de Janeiro (3,9 salários mínimos), em São Paulo e no Amapá (3,8 salários mínimos), e em Roraima (3,3 salários mínimos)

Flávia Villela
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O salário médio mensal do brasileiro aumentou 2,4%, em termos reais, entre 2010 e 2011, ficando em R$ 1.792,61 (3,3 salários mínimos). Já o total de salários e outras remunerações aumentou 8%. Os dados fazem parte das Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (Cempre) 2011, divulgada hoje (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os maiores salários médios foram identificados no Distrito Federal (6,3 salários mínimos), Rio de Janeiro (3,9 salários mínimos), em São Paulo e no Amapá (3,8 salários mínimos), e em Roraima (3,3 salários mínimos). As menores participações ficaram no Ceará (2,3 salários mínimos), em Alagoas, na Paraíba e no Piauí (2,4 salários mínimos). O levantamento considerou o valor médio anual do salário mínimo de R$ 510, em 2010, e de R$ 544, em 2011.
Regionalmente, o Sul e o Sudeste, além do Distrito Federal, apresentaram os maiores valores reais, no período de 2008 a 2011, enquanto as regiões Norte e Nordeste apresentaram os menores valores. Apesar disso, o crescimento do salário real foi mais elevado nas capitais das regiões Norte e do Nordeste do país e mais baixo no Distrito Federal e nas capitais da Região Sudeste.
O estudo mostra também que as empresas ativas no país em 2011 possuíam 5,6 milhões de unidades locais (51,9%) na Região Sudeste, que concentrava também 51% das pessoas ocupadas e 55,5% dos salários e outras remunerações. A Região Nordeste ficou na segunda colocação em pessoal ocupado total (17,9%) e, em salários e outras remunerações, em terceiro lugar (14,1%). A Região Sul foi a segunda quanto ao número de unidades locais (21,3%) e em salários e outras remunerações (15,6%).
Ainda segundo o IBGE, entre 2008 e 2011, os salários médios mensais cresceram 8,7%, em termos reais e o pessoal assalariado passou de 38,4 milhões para 45,2 milhões; foram gerados 6,8 milhões de novos vínculos empregatícios, dos quais quase a metade (46,8%) ocorreu em três seções, com destaque para o comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (21,8%). Construção representou 13,2% e atividades administrativas e serviços complementares, 11,8%.
Fonte - Agência Brasil  24/05/2013