UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Repúdio ao desemprego nas grandes obras paradas

Ponto de Vista  🔍

O facão, ao cortar os empregos, faz desaparecer também os grandes canteiros e os grandes empreendimentos. É bomba arrasa-quarteirão.O desemprego campeia, as grandes empresas baqueiam e os canteiros são fechados.

João Guilherme Vargas Netto-Portogente
foto - ilustração
No quadro enlouquecedor das demissões o que sobra, depois da liquidação de milhares de empregos, são as grandes empresas, onde o facão cortou, mas não as destruiu como faz com as outras, as pequenas e médias.
Assim acontece na indústria, no comércio e nos serviços, mas não acontece na construção civil e nas grandes obras públicas.
Nestes setores o facão, ao cortar os empregos, faz desaparecer também os grandes canteiros e os grandes empreendimentos. É bomba arrasa-quarteirão.
Exatamente por conta disso os índices de desemprego saltam por degraus bem altos na construção civil, afetando poderosamente os indicadores gerais.
Se a construção civil e a construção pesada são, nas vacas gordas, umas das maiores portas de entrada para o mundo do trabalho formalizado, com investimentos públicos e privados e crédito direcionado, o inverso acontece nas vacas magras, sem obras públicas, sem investimentos privados e com escassez de crédito e de recursos estatais. O desemprego campeia, as grandes empresas baqueiam e os canteiros são fechados.
Portanto, as direções sindicais da construção civil e da construção pesada têm uma responsabilidade acrescida na luta contra o desemprego e contra as demissões nos quatros eixos da ação sindical: de resistência, produtivista, das campanhas salariais e do atendimento às dificuldades dos trabalhadores.
O movimento sindical na construção pode e deve, como contribuição maior à luta geral, organizar com enorme repercussão positiva a ocupação simbólica, um abraço ou um rolê nas grandes obras paradas, demonstrando para a sociedade a irracionalidade da situação e a necessidade urgente da retomada dessas obras, estancando o desperdício que a sua paralisação acarreta. Um mapa das grandes obras paradas, nas cidades ou no interior, pode ser um guia para organizar essas lutas de imensa visibilidade.
Estas foram uma ideia forte e uma tática de luta propostas pelas direções sindicais dos trabalhadores da construção – municipais, estaduais, nacionais e internacionais – no recente seminário de planejamento de lutas em 2017, organizado pela Feticom-SP (federação estadual dos trabalhadores em construção e mobiliário), em Mongaguá.
*João Guilherme Vargas Netto é analista político e consultor sindical
Fonte - Portogente 30/01/2017

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

A quinta coluna

Ponto de Vista 🔎

O movimento sindical dos trabalhadores sofre hoje,como Madri na Guerra Civil,o assédio de quatro poderosas colunas que o atacam.Na Guerra Civil Espanhola quando quatro colunas em armas cercaram os republicanos em Madri e o general franquista que as comandava disse que contava também com uma quinta coluna,dentro de Madri.Era a coluna dos traidores.

João Guilherme Vargas Netto - Portogente
foto - ilustração/arquivo
A expressão vem da Guerra Civil Espanhola quando quatro colunas em armas cercaram os republicanos em Madri e o general franquista que as comandava disse que contava também com uma quinta coluna, dentro de Madri. Era a coluna dos traidores.
O movimento sindical dos trabalhadores sofre hoje, como Madri na Guerra Civil, o assédio de quatro poderosas colunas que o atacam.

A primeira coluna é o patronato que, amparado na recessão, demite e corta salários.

A segunda coluna é o poder executivo que pretende impor limites aos gastos públicos e sociais (incluindo a limitação do salário mínimo) e prepara uma feroz reforma da Previdência Pública.

A terceira coluna se agrupa no Congresso Nacional onde proliferam propostas antagônicas aos trabalhadores e ao movimento sindical baseadas na correlação de forças que é francamente desfavorável à resistência, quanto mais a qualquer avanço.

A quarta coluna tem seu comando em ministros do STF que pode impor, com seu ativismo renovado, derrotas sérias aos trabalhadores e ao movimento sindical em assuntos tão relevantes quanto à terceirização ou à predominância do legislado sobre o negociado. Por incrível que possa parecer, o presidente do TST declarou publicamente que o próprio conceito histórico de justiça do trabalho como justiça para desiguais merece ser revisto, confundindo essa especialização do direito que tomou vulto com a criação da OIT em 1919 e constituiu-se, no Brasil, em Justiça do Trabalho, em 1934 (artigo 122 da Constituição Federão de então) com o direito do contrato mercantil, como era vigente antes da I Guerra Mundial.

E a quinta coluna ? Esta seria materializada por nossa desunião com dirigentes sindicais de peso assumindo posições oportunistas que, no fim das contas, jogariam contra o movimento comum de resistência dos trabalhadores, reforçando com sua desorientação propositada qualquer uma das quatro outras colunas agressoras ou mesmo todas elas.
*João Guilherme Vargas Netto é analista político e consultor sindical
Fonte - Portogente  14/11/2016

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

O voo baixo da Embraer

Ponto de Vista

A Embraer,fabricante de aviões comerciais,executivos,agrícolas e militares,iniciou mais um plano de demissão voluntária (PDV),terminado em 11 de outubro último,na sua unidade matriz,em São José dos Campos,Interior Paulista.Segundo a companhia,o PDV faz parte do ajuste das operações da empresa e está voltado apenas para engenheiros,secretários e técnicos de nível médio, funções que representam aproximadamente 50% dos empregados.

Portogente
Portogente
Ao mesmo tempo em que abre e mantém fábricas no exterior, a Embraer, fabricante de aviões comerciais, executivos, agrícolas e militares, iniciou mais um plano de demissão voluntária (PDV), terminado em 11 de outubro último, na sua unidade matriz, em São José dos Campos, Interior Paulista. Hoje um conglomerado transnacional brasileiro, a empresa foi privatizada em 7 de dezembro de 1994.
Segundo a companhia, o PDV faz parte do ajuste das operações da empresa e está voltado apenas para engenheiros, secretários e técnicos de nível médio, funções que representam aproximadamente 50% dos empregados.
Os empregados que tiverem a adesão ao PDV confirmada serão desligados a partir do dia 17. Eles receberão indenização adicional proporcional ao tempo de empresa (40% do salário nominal por ano de empresa), com garantia de dois salários nominais brutos; o pagamento de seis meses do plano de saúde e odontológico para o empregado e seus dependentes; apoio e orientação para o processo de transição de carreira ou de aposentadoria.
Em agosto também deste ano, a Embraer já havia realizado um plano de demissão voluntária que desligou 1.470 funcionários. Interessante que no site oficial da companhia (www.embraer.com.br) está destacado, como forma de slogan: "Nossa gente é o que nos faz voar." E onde se pode ler: "Nosso maior valor é a alegria, a paixão e o comprometimento de nossa gente. Todos buscam dar o melhor de si, pois sabemos que, juntos, conquistamos a excelência. Pessoas felizes, competentes, valorizadas, realizadas e comprometidas com que fazem. Pessoas que trabalham em equipe e agem com integridade, coerência, respeito e confiança mútua.​"
Fonte - Portogente  13/10/2016

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Protesto de trabalhadores da Mercedes-Benz bloqueia a Via Anchieta

Protestos

Os manifestantes bloquearam a rodovia, próximo à fábrica da Mercedes, entre as 10h e as 10h40. Antes, eles caminharam pelas ruas da cidade, dialogando com a população e o comércio, que podem ser indiretamente prejudicados por uma possível demissão em massa.A fábrica suspendeu por tempo indeterminado a produção de caminhões e ônibus, na fábrica onde trabalham cerca de 9 mil pessoas.

Fernanda Cruz
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/cotidiano
Trabalhadores da Mercedes-Benz de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, fizeram ato hoje (18) em defesa de seus empregos, que bloqueou parcialmente a Via Anchieta, no sentido litoral paulista. Segundo a organização, 5 mil trabalhadores participaram da manifestação.
Os manifestantes bloquearam a rodovia, próximo à fábrica da Mercedes, entre as 10h e as 10h40. Antes, eles caminharam pelas ruas da cidade, dialogando com a população e o comércio, que podem ser indiretamente prejudicados por uma possível demissão em massa.
A fábrica suspendeu por tempo indeterminado a produção de caminhões e ônibus, na fábrica onde trabalham cerca de 9 mil pessoas. Esses funcionários estão em licença remunerada, mas a empresa já anunciou que existe um excedente de 2 mil empregados.
Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, alguns trabalhadores começaram a receber telegramas, desde o último domingo (14), avisando sobre o desligamento, mas ainda não há um número estimado de demitidos. “O pessoal aqui está sendo solidário na luta, porque se um colega é demitido, quem acaba assumindo o trabalho dele é quem fica”, disse o coordenador do Comitê Sindical dos Trabalhadores da Mercedes-Benz, Max Pinho.
De acordo com ele, representantes do sindicato se reuniram ontem (17) com a direção da empresa. “Dessa vez, ela alegou que não tem autorização da matriz na Alemanha para negociar com o sindicato. Então, a gente aprovou com os trabalhadores continuar a luta e fazer essa caminhada”, disse Max. O coordenador garantiu que o sindicato e os trabalhadores continuarão mobilizados durante esta semana, realizando atos diariamente para abrir a negociação com a empresa.
Em nota, a Mercedes-Benz informou que, desde segunda-feira (15), está concedendo licença remunerada a todos os colaboradores da fábrica de São Bernardo do Campo, com exceção daqueles que exercem atividades essenciais. A medida está sendo adotada em razão da drástica redução de vendas de veículos nos últimos anos, o que provocou um excedente de mais de 2,5 mil pessoas na unidade.
A empresa lembra que, desde 2014, vem adotando diversas medidas de flexibilidade e gestão de mão de obra para gerenciar o excedente de pessoal. "Além do Programa de Proteção ao Emprego, com estabilidade por um ano na unidade, também oferecemos lay-offs, folgas e licenças remuneradas, e diversos PDVs - programas com bons incentivos para desligamentos voluntários. O último PDV, no período de 1º de junho a 25 de julho, teve a adesão de cerca de 630 pessoas".
A Mercedes-Benz diz ainda, na nota, que diante de um cenário que tem se agravado cada vez mais, não tem outra alternativa a não ser a redução do quadro de pessoal da fábrica e acrescenta que continua em negociação com o Sindicato dos Trabalhadores para discutir o tema.
Fonte - Agência Brasil  18/08/2016

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

'O Globo' e 'O Estado de Minas' promovem demissões em massa

Notícias 

No jornal carioca, cerca de 160 trabalhadores perdera, o emprego.O Sindicato dos jornalistas do Rio de Janeiro publicou uma nota de repúdio às demissões na Infoglobo. "Hoje é um dia triste para o jornalismo brasileiro.

Jornal do Brasil
foto - ilustração
Rio - A Infoglobo, empresa que administra os meios de comunicação do Grupo Globo, demitiu nesta quinta-feira cerca de 160 pessoas. Dessas, 30 são jornalistas, alguns com larga experiência e vencedores de prêmios importantes. Entre os demitidos estão Fernanda Escóssia, ex-editora de "País"; os colunistas Jorge Luiz (Esporte), Artur Xexéo (Cultura); Agostinho Vieira (Meio Ambiente); e a ex-editora de "Rio", Angelina Nunes.
Estariam também entre os dispensados as repórteres Carla Alencastro, Isabela Bastos, Laura Antunes e Paula Autran, além dos diagramadores Claudio Rocha e Télio Navega.
O Sindicato dos jornalistas do Rio de Janeiro publicou uma nota de repúdio às demissões na Infoglobo. "Hoje é um dia triste para o jornalismo brasileiro. Otimização, revisão de processos, reestruturação. Eufemismos corporativos foram usados pela Infoglobo para justificar demissões em série de jornalistas de ‘O Globo’", disse o sindicato, reproduzindo ainda a resposta do jornal.
"Ao Sindicato, a empresa negou que esteja em crise e tratou as demissões como uma ‘medida de otimização após a revisão dos processos da empresa’. Essa revisão, ainda segundo a Infoglobo, ‘constatou que haviam diferentes unidades produzindo o mesmo tipo de trabalho’ e a necessidade de ‘um modelo de convergência’", afirmou o Sindicato.
A entidade afirma que tem uma reunião marcada com a empresa "para o início desta semana", e que pretende cobrar explicações. O Sindicato diz que seu setor jurídico analisa possíveis irregularidades cometidas pela empresa durante as demissões.

Demissões também no Estado de Minas
E O Estado de Minas, um dos principais veículos de comunicação de Minas Gerais, também promoveu nesta quarta-feira (7) um corte em seu quadro de funcionários. De acordo com o sindicato dos jornalistas do Estado, 11 jornalistas foram demitidos.
Segundo a entidade, os profissionais desligados tinham grande experiência profissional, sendo que alguns trabalhavam no jornal há décadas. Os cortes atingiram cinco editoriais, que perderam repórteres, editores, fotógrafos e um ilustrador. Uma secretária também foi demitida.
Em nota, o sindicato solidarizou-se com os demitidos e suas famílias e manifestou grande preocupação com os cortes, que "enfraquecem" o jornalismo mineiro".
A preocupação do Sindicato não se limita à perda do emprego desses jornalistas e fechamento de postos de trabalho, mas também pelas circunstâncias recentes que cercam a decisão da empresa. No final de 2014, num ato que teve grande repercussão, o mesmo jornal dispensou o então editor de Cultura João Paulo Cunha, que se recusou a ter seus artigos censurados". A entidade diz entender que o fortalecimento da profissão e da liberdade de imprensa passa pela produção de um jornalismo vigoroso, informativo e democrático, mas, ainda de acordo com ela, o jornal tem realizado "exatamente o oposto".
"A renovação urgente do jornalismo mineiro não pode prescindir de profissionais experientes como estes que acabam de ser dispensados. O Sindicato informa ainda aos dispensados que transmitirá orientações jurídicas a serem tomadas e em relação ao plano de saúde, que também foi motivo de litígio recente dos jornalistas com a empresa".
Kerison Lopes, presidente do sindicato, afirma que as demissões ocorrem em decorrência da crise financeira enfrentada pela publicação, que vai além dos problemas enfrentados pelos veículos impressos em todo o mundo.
Fonte - Jornal do Brasil  11/01/2015

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Ministério do Trabalho multa Metrô de São Paulo por demissão de grevistas

São Paulo

Com a multa, aplicada na última sexta-feira (13), a empresa tem 10 dias para apresentar a defesa. Segundo Bignani, não existem indícios que justifiquem a demissão por justa causa dos trabalhadores penalizados. “A empresa, unilateralmente, rompeu o contrato com esses 42 trabalhadores argumentando genericamente justa causa, indicando um artigo do código penal como argumentação.

Daniel Mello 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
O Ministério do Trabalho multou em R$ 8 mil o Metrô de São Paulo por prática antissindical. A empresa estadual demitiu 42 metroviários acusados de praticar atos de vandalismo durante a greve da categoria. A medida foi tomada após a Justiça do Trabalho considerar a paralisação abusiva e estipular uma multa, caso os funcionários continuassem com o movimento. “Ele [Metrô] foi autuado por ato antissindical por promover a dispensa de 42 trabalhadores diretamente envolvidos na greve, um dia depois da sentença do Tribunal Regional do Trabalho”, ressaltou o auditor fiscal da superintendência do ministério em São Paulo, Renato Bignani.
Com a multa, aplicada na última sexta-feira (13), a empresa tem 10 dias para apresentar a defesa. Segundo Bignani, não existem indícios que justifiquem a demissão por justa causa dos trabalhadores penalizados. “A empresa, unilateralmente, rompeu o contrato com esses 42 trabalhadores argumentando genericamente justa causa, indicando um artigo do código penal como argumentação. No entanto, não há processo penal contra nenhum desses trabalhadores”, destacou.
O auditor disse que a expectativa do ministério é que a companhia desista das dispensas. De acordo com ele, o Ministério Público do Trabalho também deve interceder em favor dos demitidos. “Nós vamos seguir com a fiscalização. A nossa expectativa é que a empresa se convença de ter se equivocado especificamente em relação a essas demissões. Nós estamos em nenhum momento discutindo a sentença ou o dissídio”, acrescentou Bignani enfatizando que o ministério entende que a atitude da empresa extrapolou a decisão judicial que determinou o fim da greve. O sindicato dos metroviários foi multado em R$ 900 mil pelos cinco dias de paralisação.
Em nota, o Metrô criticou a posição do Ministério do Trabalho. “Defender os demitidos é ignorar as ordens judiciais que declararam a greve abusiva. A posição do Ministério do Trabalho é um acinte ao Judiciário, ignora o sofrimento de 5 milhões de usuários do Metrô e contradiz inclusive a posição do ministro da Justiça, que defendeu a decisão judicial”, diz o comunicado.
Fonte - Agência Brasil  16/06/2014

sábado, 14 de junho de 2014

Metrô é autuado pelo Ministério do Trabalho pela demissão de 42 grevistas

São Paulo

Companhia do Metropolitano foi autuada, nesta sexta-feira (13), pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego por atitude antissindical após greve de cinco dias da categoria - O presidente do Metrô, Luiz Pacheco, chegou a aceitar a readmissão dos demitidos, mas Alckmin barrou

Por Redação RBA 
Adriama Spaca/folhapress
O Metrô de São Paulo foi autuado pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego nesta sexta-feira (13) por atitude antissindical, pela demissão de 42 grevistas, todos dirigentes ou delegados sindicais, após a paralisação de cinco dias movida pela categoria durante campanha salarial. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) ordenou as demissões e negou-se a dialogar sobre readmissões depois que a Justiça do Trabalho julgou a greve dos metroviários abusiva, decretou o desconto dos dias parados e não ofereceu garantia de emprego aos trabalhadores. Mesmo com a decisão judicial, o auditor fiscal do trabalho responsável pelo caso, Renato Bignami, discorda da sanção tomada pelo governo estadual.
"O Metrô tinha meios jurídicos para fazer valer a decisão do Tribunal Regional do Trabalho. Mandar embora 42 trabalhadores sem nem dizer qual o motivo da justa causa que está sendo alegada é abuso de direitos'', afirmou Bignami ao blog do jornalista Leonardo Sakamoto. "Uma greve é conflitiva por natureza. Não é correto a empresa se valer de seu poder hierárquico e mandar embora trabalhadores diretamente envolvidos na greve. Isso é aviltar os direitos dos trabalhadores'', concluiu.
O auto de infração afirma que a dispensa por justa causa de 42 trabalhadores e a decisão da Justiça do Trabalho, considerada excessivamente rigorosa por sindicalistas de todas as centrais sindicais, revela "contornos de desproporcionalidade" na relação entre trabalhadores e empregador. "O ato terminativo dos 42 contratos de trabalho por justa causa do empregados acabou, assim, aparentando uma medida de caráter persecutório que possui o condão da vingança ou perseguição à categoria, incabíveis neste momento de conflito", conclui o texto.
O impacto financeiro da manifestação do Ministério do Trabalho é mínimo, já que o valor da autuação é de apenas R$ 8 mil. Além disso, ainda cabe recurso. Ainda assim, é sinalização que o Ministério do Trabalho e Emprego vê as demissões como abusivas, o que pode reabrir a discussão sobre a legitimidade das demissões do Metrô de São Paulo e forçar Alckmin a dialogar sobre o assunto.
A greve dos metroviários de São Paulo começou no dia 5 de junho e foi suspensa na última quarta-feira (11). Ele reivindicavam um aumento de 12,2% e o governo estadual chegou a propor 8,7% – mesmo índice sugerido pelo Tribunal Regional do Trabalho. Os trabalhadores ameaçam parar novamente caso os 42 demitidos não sejam reintegrados sem sanções.
Fonte - Rede Brasil Atual  13/05/2014

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Bancos privados fecharam 5,8 mil postos de trabalho em 2013, aponta pesquisa

Economia

Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil
foto -ilustração
São Paulo – Os bancos privados fecharam 5,8 mil postos de trabalho nos primeiros sete meses do ano, segundo pesquisa divulgada hoje (23) pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf). Segundo o levantamento, as instituições financeiras dispensaram 23,5 mil funcionários no período e contrataram 17,7 mil. As demissões são, de acordo com a Contraf, uma forma de reduzir a média salarial dos empregados. O levantamento aponta que os dispensados recebiam em média R$ 4,5 mil, enquanto os admitidos ganham na média R$ 3 mil.
A pesquisa foi feita em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a partir de dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged) do Ministério do Trabalho. Para o diretor de Imprensa da Contraf, Ademir Wiederkehr, a redução de gastos com a folha de pagamentos é uma forma de maximizar os lucros das instituições. “Há uma concorrência muito forte entre os bancos e a questão do emprego é vista como custo. Assim como a rotatividade, ela é usada para reduzir custos para aumentar o lucro dos bancos”.
Com isso, Ademir diz que os trabalhadores que permanecem empregados acabam sendo sobrecarregados. “Os bancos tem reduzido postos de trabalho e sobrecarregado os bancários com metas, que nós chamamos de abusivas”, ressaltou. “O trabalhador está pagando a conta do corte de custos”. A Contraf pretende trazer a manutenção do emprego e a melhoria das condições de trabalho como pauta para a campanha salarial deste ano. “Nós queremos contratações, o fim das demissões, das metas abusivas e do assédio moral”, destacou Ademir.
*Procurada para comentar a pesquisa, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) não respondeu à Agência Brasil até o fechamento da matéria.
Fonte - Agência Brasil  23/08/2013

sábado, 6 de julho de 2013

Acabou a GREVE dos rodoviários em RECIFE

Superintendência Regional do Trabalho confirma fim da greve dos rodoviários



A Superintendência Regional do Trabalho (SRT-PE) confirmou o fim da greve dos rodoviários, deflagrada na última segunda-feira e que deixou milhares de usuários sem transporte público. As negociações entre patrões e os trabalhadores tiveram início ontem e se prolongaram pela madrugada. Eles retomaram a negociação hoje e no final desta manhã um acordo foi firmado. A categoria deve voltar imediatamente ao trabalho.


Cláudia Eloi
Diario de Pernambuco

Ficou acordado entre as partes que os grevistas não serão demitidos ou punidos, exceto aqueles que cometeram falta grave, previsto no artigo 482 da Consolidação da Lei do Trabalho (CLT). Também ficou definido que não haverá desconto dos dias parados. Quanto à multa imposta pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), o sindicato patronal e o dos trabalhadores se comprometeram a negociar posteriormente.
A reunião foi mediada pelo Superintendente Regional do Trabalho, André Luz Negromonte. Participaram do encontro o presidente do Sindicato dos Rodoviários de Pernambuco, Patrício Magalhães, além dos representantes da oposição dos rodoviários, ligados a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Jucelino Macedo e José Carlos de Santana Wellington e o presidente do Sindicato patronal, Luiz Fernando de Melo.
Fonte - Diário de Pernambuco  06/07/2013

quinta-feira, 4 de julho de 2013

GREVE DOS RODOVIÁRIOS em Recife pode causar demissões

Urbana-PE alerta para possíveis demissões dos rodoviários; TRT6 diz que exoneração é por justa causa

Rebeca Silva 
Diário de Pernambuco
A Estação Recife está bem tumultuada nesta manhã, com muita gente e empurra-empurra por conta da falta de ônibus de integração. Foto: Tato Rocha/Divulgação
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foto - diáriodepernambuco
A greve dos rodoviários entrou, nesta quinta-feira (04), no seu quarto dia e, segundo a categoria, seguirá por tempo indeterminado. "Queremos 20% de reajuste, ticket alimentação de R$ 350, a anulação das multas e a não punição dos trabalhadores que participam da paralisação. A greve só acabará quando a classe patronal aceitar todos os itens", afirmou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Rodoviários, Patrício Magalhães. A decisão de manter a greve, entretanto, poderá acarretar em demissão por justa causa, informou o Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT6).
Na praça do Derby vários ônibus estão estacionados. Foto: Carolina Braga/Esp. DP/D.A Press -
foto - diáriodepernambuco
Segundo o sindicato, a informação de exonerações em massa não assustará os trabalhadores nem impedirá o movimento. "Dentro da nossa pauta de reivindicações já está prevista a não punição dos trabalhadores. Isso inclui as demissões", disse Magalhães. Para ele os trabalhadores estão resguardados. Mas de acordo com o presidente do TRT6, desembargador Ivanildo Andrade, os rodoviários que continuam em greve poderão ser demitidos por insubordinação. "A empresa está autorizada a demitir por insubordinação. Ele pode reclamar da decisão, mas isso terá que ser analisado", explicou.
Em nota, a classe patronal, representada pelas Empresas de Transportes de Passageiros no Estado (Urbana-PE), alertou para as possíveis demissões. Destacou ainda que já implementou várias medidas como a contratação imediata de substitutos para os faltosos, convidando os integrantes do cadastro reserva das empresas."Nós fizemos nosso trabalho de convocar os rodoviários à voltarem às atividades normais, mas eles não voltaram e poderão ser demitidos. Isso depende de cada empresa, mas deve acontecer", declarou Fernando Bandeira, presidente do grupo. Com relação ao anúncio de que os rodoviários abrirão as catracas e transportarão os passageiros sem cobrar passagem, a classe patronal reafirmou que o procedimento é ilegal e não será tolerado, podendo haver demissões.
Fonte - Diário de Pernambuco 04/07/2013

sexta-feira, 15 de março de 2013

Justiça do Trabalho condena Gol a pagar R$ 1 milhão por demissões na Webjet

Flávia Villela
Repórter da Agência Brasil

Foto - ilustração
Rio de Janeiro - A companhia aérea Gol foi condenada a pagar R$ 1 milhão por dano moral coletivo pelas demissões em massa realizadas quando a empresa assumiu o controle, no fim do ano passado, da Webjet. A informação é do Ministério Público do Trabalho do estado do Rio de Janeiro (MPT-RJ), que moveu a ação civil pública contra a Gol.
A 23ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro determinou que a Gol faça a reintegração dos cerca de mil funcionários demitidos, sob multa diária de R$ 100, por trabalhador, caso não cumpra a determinação. Em caso de demissões a partir da sentença, a multa diária por trabalhador será R$ 1 mil. Como a sentença é de primeira instância, cabe recurso.
A Gol demitiu 850 funcionários da Webjet em novembro de 2012. Na época a empresa contava com 1,4 mil funcionários. Em 7 de dezembro de 2012, a Justiça do Trabalho concedeu liminar ao Ministério Público do Trabalho em ação civil pública pedindo a nulidade das dispensas e a reintegração dos profissionais demitidos em novembro. A ação também determinava negociação da empresa com os sindicatos das categorias. Em 27 de dezembro de 2012, a Gol reintegrou os profissionais. Tais ações foram mantidas daquela data até 1º de março, quando a empresa voltou a demitir 748 profissionais que haviam sido reintegrados. Em 6 de março, a Gol desligou 84 colaboradores do quadro administrativo em continuidade ao processo de encerramento das atividades.
Na ação civil pública, o MPT-RJ denunciou que a empresa não realizou negociação prévia com o sindicato da categoria, conforme determina o Tribunal Superior do Trabalho (TST), e que não cumpriu um dos termos de compromisso, o de manter os empregos dos funcionários da Webjet.
A assessoria de comunicação da Gol informou, em nota, que a companhia mantém seu posicionamento e recorrerá da decisão. A empresa afirma que cumpriu o primeiro termo da decisão de reintegração e que, após o término do prazo, a empresa deu início imediato ao envio de convites aos sindicatos das categorias envolvidas (aeronautas e aeroviários) para negociar condições compensatórias adicionais às obrigações garantidas por lei nos casos de desligamento.
Ainda segundo a Gol, atas assinadas pelos representantes da empresa e dos sindicatos atestam as tentativas de negociação e respectivas frustrações. “Todas as propostas apresentadas pela companhia foram rejeitadas. Tendo exauridas todas as tentativas, a companhia considerou as negociações encerradas e frustradas”, informou a empresa.
De acordo com a empresa, por se tratar de uma companhia aérea, a negociação prévia não ocorreu para que não houvesse interferência na segurança da atividade fim. “Aeronautas – tripulantes técnicos e comerciais – e profissionais de manutenção desempenham funções que estão diretamente ligadas à segurança de uma operação”, informa a nota.
A presidenta do Sindicato Nacional dos Aeroviários, Selma Balbino, disse que a proposta da Gol para os trabalhadores foi “indecente” e que por isso as reuniões foram frustradas. “Ela [Gol] ofereceu cinco meses de cesta básica, de plano de saúde e 20 dias de aviso prévio. Se posso ter meu salário completo, minha cesta básica, por meio de liminar, como vou aceitar essa proposta?”, argumentou, comemorando a decisão da Justiça. “No Brasil, o setor privado faz o que quer com o trabalhador e, com essa decisão, a Justiça do Trabalho está fazendo valer a lei, a convenção coletiva do trabalho.”
Fonte - Agência Brasil  14/03/2013

sábado, 24 de novembro de 2012

Gol anuncia fim da Webjet e desligamento de 850 funcionários

G1 – 23/11/2012


Primeira medida é a extinção das operações de voo. Companhia prevê que haverá aumento 'pontual' de custos.
A companhia aérea Gol anunciou na manhã desta sexta-feira (23) o início do processo de encerramento das atividades de sua controlada Webjet e a descontinuidade de sua marca.
De acordo com o presidente da companhia, Paulo Kakinoff, 850 funcionários, entre tripulação técnica, tripulação comercial e manutenção de aeronaves, serão desligados. Desse total, 143 são técnicos (comandantes e copilotos), 400 são de operação comercial e o restante é de profissionais do grupo de manutenção. A Webjet tinha um quadro de 1.500 funcionários. Uma parte será absorvida pela Gol.
"A primeira medida é a extinção das operações de voo", diz a empresa, em comunicado ao mercado. A Webjet possui aviões modelo Boeing 737-300, que, segundo a empresa, são de idade média elevada, alto consumo de combustível e defasagem tecnológica. Vinte aeronaves serão devolvidas até o final do primeiro semestre de 2013.
A Gol concluiu a compra da WebJet em outubro de 2011, por R$ 70 milhões, além de ter assumido dívidas de cerca de R$ 200 milhões.
Quanto aos clientes e passageiros da Webjet, todos deverão ser assistidos pela Gol, conforme informou a companhia e terão seus voos garantidos. "Nesse sentido, todas as providências necessárias serão tomadas."
Diante de todas essas mudanças, a companhia prevê que haverá aumento "pontual" de custos durante o quarto trimestre de 2012. "Tais medidas deverão resultar em uma operação mais eficiente a partir de 2013."
A Gol prevê uma redução da oferta doméstica entre 5% e 8% no primeiro semestre do próximo ano sobre o mesmo período do ano anterior.
As ações da Gol subiam 1,14% por volta das 13h20, cotadas a R$ 9,79. No mesmo instante, o Ibovespa tinha alta de 1,23%.
Para sindicato, demissões ampliam 'duopólio TAM e Gol'
O Sindicato Nacional dos Aeronautas afirmou ter ficado "surpresa com o anúncio das demissões em massa, pois em contatos com a Gol, nas últimas semanas, a direção da empresa falou que só realizaria demissões em último caso".
Para o sindicato, o processo de demissões "amplia o duopólio TAM e Gol, prejudicando trabalhadores e passageiros, levando ao aumento do valor das passagens e à piora dos serviços prestados pelas empresas aéreas".
“As empresas aéreas estão sufocando os trabalhadores. Ou elas fecham as portas de vez ou agem de uma forma correta", afirmou o presidente do sindicato, Gelson Fochesato, que não descarta a possibilidade de haver uma greve da categoria na primeira semana de dezembro.
MPT estuda possibilidade de atuar no caso
O procurador-geral do Trabalho, Luís Camargo, afirmou nesta sexta-feira que o Ministério Público do Trabalho (MPT) estuda a possibilidade de intervir no caso das 850 demissões anunciadas pela Gol. “O Tribunal Superior do Trabalho, no caso das 4 mil demissões da Embraer, deixou o indicativo de que demissões em massa não podem ser unilaterais, exigindo prévia negociação coletiva trabalhista", disse, em nota divulgada pelo MPT.
Para Luís Camargo, a demissão em massa da Gol é incongruente, pois a perspectiva para o setor é de crescimento. “É lamentável tomar conhecimento de que um processo de fusão de duas empresas de um setor tão importante e que conta com perspectivas de crescimento com os grandes eventos que estão por vir – a Copa do Mundo e as Olimpíadas – leve à demissão em massa.”
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), por sua vez, informou que está “monitorando e fiscalizando” a desativação da Webjet e que adotou a medida “para verificar se todos os passageiros da empresa [Webjet] estão sendo acomodados, conforme estabelecido pela regulamentação da Anac".
Histórico
A Gol concluiu a compra da WebJet em outubro de 2011, por R$ 70 milhões, além de ter assumido dívidas de cerca de R$ 200 milhões.
A aquisição foi aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em 10 de outubro último, condicionada ao cumprimento de um acordo para garantir um patamar de 85% de eficiência na operação dos slots do aeroporto de Santos Dumont, no Rio de Janeiro.
A Gol afirmou, após o aval do Cade ao negócio, que pretendia concluir a integração da malha da WebJet em dezembro, divulgando até o fim do ano um plano de sinergias que poderiam ser alcançadas.
As ações da Gol subiam 0,31% às 10h20, cotadas a R$ 9,71. No mesmo instante, o Ibovespa tinha variação negativa de 0,19%.
Demissões
Desde o início do ano, a Gol vem reduzindo seu quadro de funcionários, num processo de "racionalização de custos". De acordo com Kakinoff, no final do ano passado, a companhia contava com 20.500 funcionários. Hoje, são 17.000. A frota está da empresa está em 130 aeronaves.
Fonte - São Paulo Trem Jeito 23/11/2012