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quarta-feira, 24 de julho de 2024

Eve revela primeiro protótipo do eVTOL em escala real

Transportes aéreos - eVTOL  ✈ 

A aeronave, que foi produzida na unidade da Embraer em Gavião Peixoto, foi revelada durante a 45ª edição do Farnborough Airshow.  Além da apresentação de seu protótipo, a Eve também anunciou a conclusão da seleção de fornecedores primários para sua aeronave.

Embraer/EVE
Foto divulgação - Embraer/EVE
A Eve Air Mobility ("Eve") (NYSE: EVEX; EVEXW), fabricante de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (“eVTOL”) e fornecedora global de serviços para a mobilidade aérea urbana, anunciou hoje um marco fundamental da montagem de seu primeiro protótipo do eVTOL em escala real. A aeronave, que foi produzida na unidade da Embraer em Gavião Peixoto, foi revelada durante a 45ª edição do Farnborough Airshow. "Com dedicação e competência extraordinárias, nossa equipe de engenheiros conseguiu montar com sucesso nosso primeiro protótipo em escala real", disse Johann Bordais, CEO da Eve. "Esse é um passo importante que reforça o nosso compromisso com a segurança, acessibilidade e inovação. Agora, devemos focar na preparação de uma rigorosa bateria de testes, mas vamos além da criação de uma aeronave - estamos desenvolvendo um ecossistema completo de soluções para modelar o futuro da indústria de Mobilidade Aérea Avançada." Além da apresentação de seu protótipo, a Eve também anunciou a conclusão da seleção de fornecedores primários para sua aeronave. À medida que a empresa avança para a próxima etapa de desenvolvimento, o protótipo embarca em uma série de campanhas de testes. Esses testes têm como objetivo avaliar cuidadosamente todos os aspectos operacionais e de desempenho da aeronave, desde suas capacidades de voo até seus recursos de segurança. As informações obtidas terão um papel crucial no aprimoramento do design e funcionalidade da aeronave. "Esta fase intensiva de testes marca o início do próximo passo fundamental em nossa jornada", afirmou Bordais. "Ela garante que nosso eVTOL atenda aos altos padrões e expectativas que estabelecemos para desempenho e segurança." A Eve, em parceria com a Embraer - a terceira maior fabricante de aeronaves do mundo - utiliza os 55 anos de experiência da empresa em desenvolvimento, design e certificação de aeronaves para aprimorar seu eVTOL. Além disso, os clientes terão o benefício de acessar uma rede global já estabelecida de centros de atendimento e suporte, fundamental para garantir operações seguras, eficientes e confiáveis. Com cartas de intenção para 2,900 eVTOLs, a aeronave da Eve utiliza uma configuração de decolagem e cruzeiro (Lift + Cruise) com rotores dedicados para o voo vertical e asas fixas para voar em cruzeiro, sem a necessidade de componentes para a transição durante o voo. O conceito mais recente inclui um propulsor elétrico alimentado por motores elétricos duplos que proporcionam redundância de propulsão, garantindo alto desempenho e segurança. Além de oferecer diversas vantagens, como baixo custo operacional, menos peças, estruturas e sistemas otimizados, foi desenvolvido para oferecer eficiência de empuxo com baixo ruído. Paralelamente, a Eve continua desenvolvendo um amplo portfólio de soluções agnósticas, incluindo o Vector, um software único de Gerenciamento de Tráfego Aéreo Urbano para otimizar e expandir as operações de Mobilidade Aérea Urbana em todo o mundo.
Fonte - Embraer/EVE 21/07/2024

segunda-feira, 29 de março de 2021

Embraer apresenta protótipo de carro voador elétrico

Mobilidade & Tecnologia  🚙 ✈

O projeto faz parte da Eve Urban Air Mobility Solutions, dedicada a desenvolver o ecossistema de mobilidade aérea urbana. 

Ludmilla Souza 
Repórter da Agência Brasil 
Foto - Divulgação/Embraer
A Embraer apresentou pela primeira vez em voo o seu novo carro voador elétrico. O protótipo em tamanho reduzido decolou da sede da Embraer em Gavião Peixoto (SP) na quarta-feira (24). O projeto faz parte da Eve Urban Air Mobility Solutions, dedicada a desenvolver o ecossistema de mobilidade aérea urbana. A empresa vem desenvolvendo um portfólio de soluções para preparar o mercado, incluindo a certificação do veículo elétrico de decolagem e pouso vertical (eVTOL) e a criação de soluções de gestão de tráfego aéreo urbano.

Detalhamento
O projeto de eVTOL da Embraer conta com dez hélices, sendo oito na horizontal e duas na vertical e se parece com um drone grande, porém, com o objetivo de transportar passageiros. No início, o veículo deverá ter no comando um piloto, mas a intenção do projeto é que, no futuro, o voo seja totalmente autônomo.
Fonte - Agência Brasil  29/03/2021

sexta-feira, 29 de maio de 2020

Após fracasso com a Boeing, Embraer entra no radar de China, Índia e Rússia, dizem fontes

Aviação  ✈

Fabricantes de aeronaves estão sondando a companhia brasileira Embraer semanas depois que a estadunidense Boeing abandonou os planos para uma união histórica da aviação comercial, informaram à mídia pessoas familiarizadas com o assunto.

Sputink
foto - ilustração/arquivo
A Boeing interrompeu os planos de comprar 80% da unidade comercial da Embraer em abril, encerrando uma mudança planejada no ramo dos jatos regionais, em um movimento semelhante ao feito pela Airbus em 2018, ao comprar a mesmo setor da canadense Bombardier.
A fabricante de aviões estatal chinesa COMAC manifestou interesse informal em cooperação com a terceira maior fabricante de jatos do mundo, revelaram duas fontes à agência Reuters. A companhia russa de aeronaves Irkut também explorou a questão, disseram outros dois, apesar de a empresa negar qualquer interesse atual.
A Índia, outra potência aeroespacial em ascensão focada principalmente na defesa, mas com um enorme mercado civil, transmitiu informalmente interesse ao nível do governo enquanto estudava o assunto, destacaram outras fontes.
Isso coloca o destino da Embraer no centro do chamado grupo de nações BRICS, com cada uma das estratégias aeroespaciais aprimoradas, à medida que a Airbus e a Boeing enfrentam a crise do novo coronavírus.
Nenhuma das partes citadas admitiu interesse na negociação, tampouco quis tecer comentários.

Concorrência com Boeing e Airbus
Tanto a COMAC quanto a Irkut estão desenvolvendo aeronaves para competir diretamente com a Airbus e a Boeing no movimentado mercado de 150 assentos. Os planos da China são considerados os mais avançados.
Um acordo com a Embraer acrescentaria recursos de engenharia e suporte global, mas também entraria em conflito com jatos regionais menores e comercialmente menos bem-sucedidos desenvolvidos pelos dois países.
Uma fonte da indústria russa disse que a principal controladora do Irkut, a Rostec, está se concentrando no MS-21 existente, projetado para competir com as aeronaves regionais da Airbus e Boeing, e o Superjet.
Embora tenha investido pesadamente em peças e manutenção, a Índia é o pretendente menos visível no setor aeroespacial comercial, com nenhum projeto ativo além de um jato de 14 lugares chamado SARAS.
Mas a Índia tem um requisito potencial para o desenvolvimento de um jato regional de 80 a 90 lugares - uma categoria ocupada pela Embraer - para o projeto UDAN, assinado pelo primeiro-ministro Narendra Modi, para expandir os serviços aéreos para pequenas cidades.
A Embraer também é vista como uma chance única de reequilibrar as ambições aeroespaciais da Índia contra a rival estratégica China.
Fonte - Sputnik   29/05/2020

domingo, 26 de abril de 2020

Boeing desiste de parceria com a Embraer

Aviação 

O acordo previa a formação de uma joint venture com 80% de participação da Boeing e 20% da Embraer. Segundo a empresa, a Embraer não cumpriu algumas obrigações contratuais previstas para terminar o negócio.Ontem (24), era a data limite para realizar a rescisão.

Luciano Nascimento
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração/arquivo
A Boeing informou hoje (25) que desistiu da parceria com a Embraer, anunciada em 2018. O acordo previa a formação de uma joint venture com 80% de participação da Boeing e 20% da Embraer. Segundo a empresa, a Embraer não cumpriu algumas obrigações contratuais previstas para terminar o negócio.
Ontem (24), era a data limite para realizar a rescisão. Pelo acordo de parceria, a nova empresa seria composta pelo negócio de aviação comercial da Embraer e também para desenvolver novos mercados para o avião cargueiro KC-390, rebatizado de C-390 Millenium.
“A Boeing trabalhou diligentemente nos últimos dois anos para concluir a transação com a Embraer. Há vários meses temos mantido negociações produtivas a respeito de condições do contrato que não foram atendidas, mas em última instância, essas negociações não foram bem-sucedidas. O objetivo de todos nós era resolver as pendências até a data de rescisão inicial, o que não aconteceu”, disse o presidente da Boeing para a parceria com a Embraer, Marc Allen.
A nota diz ainda que as duas empresas irão manter o contrato vigente relativo à comercialização e manutenção conjunta da aeronave militar C-390 Millenium assinado em 2012 e ampliado em 2016.
Fonte - Agência Brasil  25/04/2020

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Embraer entrega primeiro avião multimissão KC-390 à Força Aérea Brasileira

Defesa/Tecnologia 

Projeto conjunto da FAB com a Embraer, o KC-390 foi desenvolvido para estabelecer novos padrões de eficiência e produtividade na sua categoria, apresentando ao mesmo tempo o menor custo do ciclo de vida do mercado. O programa representa um avanço significativo em termos de tecnologia e inovação para a indústria aeronáutica brasileira e um salto operacional para a aviação de transporte da FAB. Em 2014, a FAB assinou pedido firme para 28 aeronaves KC-390 e suporte logístico inicial. A Embraer tem realizado treinamentos teóricos e práticos junto às equipes da FAB para o início das operações da aeronave.

Portogente
foto - ilustração/arquivo
A Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) entregou, nesta quarta-feira (4/09), à Força Aérea Brasileira (FAB) o primeiro avião de transporte multimissão KC-390 em cerimônia realizada na Base Aérea de Anápolis, em Goiás, dando início aos preparativos para a entrada da aeronave em serviço na FAB, onde será operada pelo Primeiro Grupo de Transporte de Tropa (1° GTT).
Projeto conjunto da FAB com a Embraer, o KC-390 foi desenvolvido para estabelecer novos padrões de eficiência e produtividade na sua categoria, apresentando ao mesmo tempo o menor custo do ciclo de vida do mercado. O programa representa um avanço significativo em termos de tecnologia e inovação para a indústria aeronáutica brasileira e um salto operacional para a aviação de transporte da FAB. Em 2014, a FAB assinou pedido firme para 28 aeronaves KC-390 e suporte logístico inicial. Os aviões são produzidos na fábrica de Gavião Peixoto, em São Paulo.
O KC-390 recebeu o Certificado de Tipo da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em 2018, quando atingiu a Capacidade Inicial de Operação (Initial Operational Capability – IOC), assegurando, assim, as condições necessárias para o início da operação da aeronave. “A incorporação do KC-390 na Força Aérea Brasileira é um marco na aviação militar. Sua modernidade trará uma implementação e aperfeiçoamento na doutrina de emprego desse vetor multimissão, contribuindo sobremaneira para o cumprimento da missão de controlar, defender e integrar os 22 milhões de quilômetros quadrados sob nossa responsabilidade”, afirmou o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez.
“A entrada em serviço do KC-390 na FAB representa um marco importante para o programa e certamente aumentará o crescente interesse internacional por essa aeronave, consolidando o caminho para novas vendas”, disse Jackson Schneider, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança. “Temos certeza de que o KC-390, além de cumprir com excelência as missões requeridas pela nossa Força Aérea, terá um impacto econômico positivo na criação de empregos e novos investimentos no Brasil, assim como nas exportações de alto valor agregado.”
Com o objetivo de maximizar a disponibilidade operacional da frota de aeronaves KC-390 no cumprimento das respectivas missões, a FAB e a unidade de Serviços & Suporte da Embraer assinaram um abrangente contrato de suporte e serviços, com vigência de cinco anos. Pelo acordo, a TechCare, portfólio de soluções da Embraer, ficará responsável pelo suporte logístico e de engenharia, controle de manutenção, reparo de componentes, equipe de apoio para entrada em serviço, fornecimento de materiais e um módulo adicional que inclui análises estruturais, desenvolvimento de boletins de manutenção e pintura de aeronaves, entre outros serviços.
O KC-390, que também foi adquirido recentemente pelo Governo de Portugal, é capaz de realizar diversas missões, incluindo apoio humanitário, evacuação médica, busca e salvamento, combate a incêndios florestais e capacidades superiores de transporte e lançamento de carga e tropas, além de reabastecimento em voo.
Equipado com dois motores turbofan International Aero Engines V2500, aviônicos de última geração, uma rampa traseira e um avançado sistema de movimentação de carga, o KC-390 pode transportar até 26 toneladas a uma velocidade máxima de 470 nós (870 km/h), com capacidade de operar em ambientes austeros, incluindo pistas não pavimentadas ou danificadas. A aeronave pode transportar tropas, paletes, veículos blindados e helicópteros.
O desempenho do KC-390 se beneficia de um moderno sistema de controle fly-by-wire com tecnologia integrada que diminui a carga de trabalho da tripulação e aumenta a segurança de sua operação. Além disso, o KC-390 pode reabastecer outras aeronaves em voo, com a instalação de tanques internos de combustível removíveis. A aeronave também pode ser reabastecida em voo, proporcionando maior flexibilidade para missões mais longas. Um sistema avançado de autodefesa aumenta a capacidade de sobrevivência da aeronave em ambientes hostis.
Fonte - Portogente  05/09/2019

domingo, 21 de julho de 2019

KC-390 - A maior aeronave militar feita no Brasil entra em fase final de testes

Defesa 

Desenvolvido pela Embraer Defesa e Segurança, o KC-390 poderá atuar em diversos cenários e em pistas não preparadas. Após o término da fase de testes, ele poderá cumprir missões de transporte de cargas e tropa, lançamento de paraquedistas, reabastecimento em voo, apoio a missões humanitárias, combate a incêndios florestais, busca e salvamento e evacuação aeromédica. Sua velocidade máxima é de 870 km/h.

Agência Brasil
foto - ilustração/arquivo
A Força Aérea Brasileira (FAB) está em fase final de testes do KC-390, a maior aeronave militar já desenvolvida e produzida no Brasil. Robusta, a aeronave lembra o clássico C-130 Hércules, avião militar de transporte de tropas e cargas. Mas o KC-390 foi desenvolvido para atender demandas acima das já cumpridas pelo Hércules.
Desenvolvido pela Embraer Defesa e Segurança, o KC-390 poderá atuar em diversos cenários e em pistas não preparadas. Após o término da fase de testes, ele poderá cumprir missões de transporte de cargas e tropa, lançamento de paraquedistas, reabastecimento em voo, apoio a missões humanitárias, combate a incêndios florestais, busca e salvamento e evacuação aeromédica. Sua velocidade máxima é de 870 km/h.
Sua capacidade de transporte é um capítulo à parte. São 18,5 metros de comprimento, 3,45 metros de largura e 2,95 metros de altura reservados ao transporte de até 23 toneladas de cargas. O KC-390 pode receber blindados, peças de artilharia, equipamentos de grandes dimensões, armamentos e até outras aeronaves.
O KC-390 tem autonomia de voo de 2.730 quilômetros de distância com a carga máxima. A elevada autonomia de voo será um trunfo em missões de busca. Sem carga, o avião pode percorrer 5.958 km de distância.
De acordo com a FAB, 28 unidades estão encomendadas para compor a frota. As duas primeiras serão entregues ainda este ano e ficarão em uma base em Anápolis. Antes, porém, as unidades passam por uma inspeção, para garantir que seus equipamentos estão aptos ao pleno funcionamento. No espírito da multifuncionalidade da aeronave, foram escolhidos pilotos de diferentes especialidades, como transporte, caça e patrulha.
“A proposta é que possamos agregar os conhecimentos das aviações e consolidá-los à doutrina da aeronave para que ela esteja preparada para executar as ações que a Força Aérea Brasileira precisar”, disse o Major Aviador Carlos Vagner Veiga, um dos selecionados para atuar na operação do KC-390, em entrevista à FAB.
Fonte - Agência Brasil  20/07/2019

quarta-feira, 29 de maio de 2019

Novo paradigma de tráfego aéreo para a mobilidade aérea urbana

Tecnologia 

Em parceria com dezenas de controladores de tráfego aéreo, acadêmicos, pilotos e especialistas do setor, a subsidiária de negócios disruptivos da Embraer, publicou o “FlightPlan 2030”, um white paper que propõe uma visão baseada em procedimentos para um novo paradigma de gerenciamento de tráfego aéreo para o futuro da indústria de mobilidade aérea urbana.

Portogente
divulgação/Portogente
A EmbraerX apoia o desenvolvimento de um ecossistema colaborativo que permite que as pessoas imaginem um mundo em que os veículos elétricos de decolagem e pouso vertical (eVTOL) farão parte do dia a dia. Em parceria com dezenas de controladores de tráfego aéreo, acadêmicos, pilotos e especialistas do setor, a subsidiária de negócios disruptivos da Embraer, publicou o “FlightPlan 2030”, um white paper que propõe uma visão baseada em procedimentos para um novo paradigma de gerenciamento de tráfego aéreo para o futuro da indústria de mobilidade aérea urbana.
“A mobilidade aérea urbana evoluirá para se tornar um meio de transporte significativo na próxima década e exigirá um ecossistema verdadeiramente colaborativo”, ressalta Antonio Campello, Presidente e CEO da EmbraerX. “Nosso conceito de Gerenciamento de Tráfego Aéreo Urbano (UATM, na sigla em inglês) garante acesso equitativo e seguro ao espaço aéreo urbano para um amplo espectro de aeronaves, incluindo helicópteros convencionais, aeronaves de asa fixa e eVTOLs. O FlightPlan 2030 apresenta o que acreditamos ser os primeiros passos necessários em direção às capacidades autônomas.”
Essa visão é baseada na tecnologia existente da Atech, uma empresa do grupo Embraer que desenvolve os sistemas de controle de tráfego aéreo usados ​​em múltiplos países ao redor do mundo. Este projeto também envolveu a colaboração da Harris Corporation, uma líder em tecnologia para Gerenciamento de Tráfego Aéreo (conhecida pela sigla em inglês ATM) para o FAA (órgão regulador do espaço aéreo e da aviação civil nos Estados Unidos) e fornecedora global de sistemas que atendem às demandas da próxima geração de viagens aéreas.
“Como integrador de sistemas e fornecedor de tecnologia para várias agências brasileiras de defesa e de outros países, pudemos visualizar um ecossistema dinâmico de tecnologias com foco na manutenção da segurança, proteção e confiabilidade de que todos nós dependemos”, comenta Edson Mallaco, CEO da Atech. “As bases para este serviço disruptivo já estão disponíveis em muitos dos sistemas modernos de espaço aéreo atualmente em implementação em todo o mundo. No entanto, todas as soluções devem ser adaptadas às necessidades da comunidade local, e nossa visão colaborativa foi desenvolvida para garantir uma ampla participação das partes interessadas.”
O conceito de UATM é projetado para examinar as maneiras pelas quais uma solução dedicada de controle de tráfego aéreo para a indústria de mobilidade aérea urbana pode coordenar e interagir com agências convencionais de Controle de Tráfego Aéreo (ATC - Air Traffic Control) e Gerenciamento de Tráfego Não-Tripulado (UTM - Unmanned Traffic Management) para drones. O documento propõe uma nova abordagem para o gerenciamento de grandes volumes de aeronaves em um sistema que possa operar com segurança e eficiência em espaços aéreos densos e de baixa altitude.
A combinação de desenvolvimento do eVTOL com a proposta do UATM cria uma posição única para a EmbraerX liderar de maneira responsável o crescimento do novo ecossistema de mobilidade aérea urbana, capacitando pessoas e comunidades ao longo do caminho. A EmbraerX faz parte do Uber Elevate Network, uma rede que acredita que o transporte aéreo sob demanda tem o potencial de transformar radicalmente a mobilidade urbana, melhorando a qualidade de vida de milhões de pessoas em todo o mundo.
Fonte - Portogente  29/05/2019

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Vender Embraer para a Boeing fere soberania nacional, diz sindicalista

Aviação/Política 

A Boeing está disposta a pagar US$ 3,8 bilhões por 80% de uma joint-venture com a Embraer criada para operar no segmento de aviação comercial. A área de Defesa da Embraer continuaria como exclusividade da companhia nacional.A medida, contudo, pode sufocar o setor, já que os recursos da aviação comercial respondem pela maior parte do faturamento da ex-estatal brasileira. 

Sputnik
foto - ilustração/aruivo
A empresa brasileira Embraer e a estadunidense Boeing estão tentando fechar um acordo de compra desde o final de 2017. O governo Michel Temer disse que autorizaria a venda somente após as eleições, para não contaminar a disputa eleitoral.
A Boeing está disposta a pagar US$ 3,8 bilhões por 80% de uma joint-venture com a Embraer criada para operar no segmento de aviação comercial. A área de Defesa da Embraer continuaria como exclusividade da companhia nacional.
A medida, contudo, pode sufocar o setor, já que os recursos da aviação comercial respondem pela maior parte do faturamento da ex-estatal brasileira. Em 2016, a divisão de aviação comercial e executiva representou 85% do lucro líquido de R$ 21,43 bilhões da Embraer.
Para Hebert Claros, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e funcionário da empresa, a venda da Embraer representa um "ataque à soberania nacional".
"Nós não estamos tratando de qualquer empresa, a Embraer não fabrica qualquer tipo de produto. Ela fabrica aviões, é um produto de alto valor agregado, de alto valor tecnológico e estratégico para um país, nenhum outro país da América Latina faz aviões como a Embraer. Nós achamos que deixar uma empresa desse tamanho na mão dos americanos é perigoso para a soberania do próprio país", disse o diretor.
Outro ponto levantado pelo diretor do sindicato é que a Embraer ficaria totalmente refém dos rumos da política externa dos Estados Unidos.
"A Boeing tem total controle sobre o conselho administrativo. A Embraer só teria poder de voz, nem poder de voto ela teria. Nossa preocupação é que se amanhã, em uma possível guerra comercial, a Boeing achar que não vale mais a pena investir no Brasil, ela simplesmente pode escolher fechar a fábrica", explicou.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) promoveu uma audiência pública na semana passada em São José dos Campos, para discutir a possibilidade de demissões com a fusão da Embraer e da Boeing. Segundo estimativa do MPT, o negócio pode levar ao fechamento de cerca de 26 mil vagas diretas e indiretas ligadas à planta da empresa brasileira.
As demissões resultariam da transferência da produção de aeronaves para outros países. Hebert Claros estima que para cada emprego da Embraer são gerados de 7 a 9 empregos indiretos.
"Fica mais claro o que o sindicato tem alertado, de que não é uma joint venture, é uma entrega da Embraer. O sindicato vai encaminhar como proposta para os trabalhadores a mobilização direta para defender os empregos", completou.
O Governo Federal detém a chamada "Golden Share", ou ação de classe especial. Com ela, o Palácio do Planalto pode vetar alterações na Embraer em sete casos, como transferência do controle acionário e possíveis negócios que comprometam os programas militares do Brasil.
Fonte - Sputnik  26/09/2018

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Engenheiros contra venda da Embraer

Ponto de Vista 

A anunciada joint venture, em memorando publicado em 5 de julho último, a ser formada pela Embraer e a norte-americana Boeing, não pode ser tratada como uma mera transação comercial entre empresas. Não obstante conste do documento a exclusão dos setores de defesa & segurança e de jatos executivos da negociação, esses segmentos, quase sempre, são dependentes dos resultados econômicos do setor comercial para sua manutenção – a Embraer detém 46% do mercado mundial de aeronaves de até 130 lugares, com demanda assegurada prevista até 2033.

Portogente

Nesta semana, o Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo, que representa mais de 200 mil profissionais, publicou nota oficial contra a compra da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) pela norte-americana Boeing.

Confira a nota a seguir:
"Os setores empresariais e os brasileiros comprometidos com a engenharia, o desenvolvimento tecnológico e a soberania nacional encontram-se diante do grande desafio de enfrentar a desnacionalização da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer).
A anunciada joint venture, em memorando publicado em 5 de julho último, a ser formada pela Embraer e a norte-americana Boeing, não pode ser tratada como uma mera transação comercial entre empresas. Não obstante conste do documento a exclusão dos setores de defesa & segurança e de jatos executivos da negociação, esses segmentos, quase sempre, são dependentes dos resultados econômicos do setor comercial para sua manutenção – a Embraer detém 46% do mercado mundial de aeronaves de até 130 lugares, com demanda assegurada prevista até 2033. Um mercado em que detém amplo domínio, desde o projeto, desenvolvimento tecnológico, fabricação à comercialização do produto.
Trata-se do estratégico polo aeroespacial brasileiro. Resultado de décadas de investimentos, sobretudo governamentais, em P&D, constitui-se no setor vital para a defesa nacional, que abrange além da Embraer Defesa & Segurança, a Savis (desenvolvimento e produção de radares para rede de vigilância de fronteiras), a Visona (responsável pelo Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações) e a Atech (projetos militares, controle do tráfego aéreo e ao reator do submarino nuclear).
A desnacionalização da Embraer é um golpe mortal para o desenvolvimento tecnológico nacional. Um setor que conta com um corpo funcional altamente especializado, cujos conhecimentos e desenvolvimento de alta tecnologia colocaram a empresa no patamar que ocupa no mercado. A empresa americana passará a incorporar todo esse patrimônio, inclusive o acervo das inovações técnicas estratégicas e desenvolvidas para a área de defesa aplicados aos projetos comerciais da Embraer.
A Embraer emprega 18 mil funcionários, entre os quais 4.200 engenheiros. Além da ausência de garantia de que os postos de trabalho serão preservados, cerca de 70 empresas fornecedoras, também especializadas e que empregam outros 5 mil trabalhadores, serão comprometidas e correm o risco de encerrar suas atividades.
Diante da gravidade e importância do que representa essa transação lesiva aos interesses do Brasil, é imperativo que nos mobilizemos e promovamos um amplo debate na sociedade, que envolva os candidatos à Presidência da República, exigindo que a União exerça a prerrogativa que dispõe de golden share e da participação acionária do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para impedir esse golpe na engenharia e na soberania nacionais."
Fonte - Portogente  31/08/2018

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Venda da Embraer: voando com o inimigo

Ponto de Vista 

A joint venture que garantirá o controle de 80% da área comercial pela Boeing é um mau negócio ao País. Essa é a opinião de Murilo Pinheiro, presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), corroborada por diversos especialistas.Pelo acordo, a norte-americana Boeing vai pagar US$ 3,8 bilhões para ficar com 80% do controle da joint venture, que terá atuação exclusiva na área de aviação comercial. Pelos termos anunciados, a Embraer manteria o controle das áreas militar e de aviação executiva.

Portogente
foto - ilustração/arquivo
O anúncio de um acordo entre a Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) e a norte-americana Boeing para criar uma nova empresa (joint venture) com operações em comum foi criticado, nesta quarta-feira (1º/08) em comissão geral no Plenário da Câmara dos Deputados. A joint venture que garantirá o controle de 80% da área comercial pela Boeing é um mau negócio ao País. Essa é a opinião de Murilo Pinheiro, presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), corroborada por diversos especialistas.
O deputado Flavinho (PSC-SP), que propôs o debate e reside em São José dos Campos – cidade sede da Embraer –, demonstrou preocupação com a manutenção dos empregos, o futuro da empresa e a soberania nacional. “Precisamos ter transparência na negociação e informações corretas para formar uma opinião. Hoje, com tudo o que ouvi, penso que não seria bom para os trabalhadores e nem para o Brasil”, disse.
Pelo acordo, a norte-americana Boeing vai pagar US$ 3,8 bilhões para ficar com 80% do controle da joint venture, que terá atuação exclusiva na área de aviação comercial. Pelos termos anunciados, a Embraer manteria o controle das áreas militar e de aviação executiva.
Durante o debate, o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Herbert Claros, disse que não há garantias de que a nova empresa vai preservar empregos e direitos dos 13 mil trabalhadores da Embraer. Segundo ele, as demissões já estão ocorrendo. “Antes mesmo do negócio ser firmado, os sindicatos já registraram 300 demissões”, disse.
Para Claros, separar a área de aviação comercial das áreas de defesa e de aviação executiva, em vez de criar uma salvaguarda nacional, poderá decretar o fim da empresa. “Se deixar o setor de defesa nas mãos da Boeing é visto como um risco à segurança nacional, também é uma ameaça à soberania deixar a Embraer dividida e sem caixa para fazer investimentos nos sistemas de defesa do País”, alertou.
Para o professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) Marco Aurélio Cabral Pinto. “Não é questão de preço, garantias ou taxas. A Boeing se confunde com o Departamento de Estado norte-americano. É uma gigante em setor que se beneficia do aumento da instabilidade política no mundo. O governo brasileiro pode e deve contrapor rol variado e extenso de exigências. Estas devem permitir o desenvolvimento de uma indústria aeroespacial no Brasil integrada, exportadora e com crescente autonomia tecnológica. A questão dos empregos depende disso”, enfatiza ele.
* Com informações da Agência Câmara e da FNE
Fonte - Portogente  03/08/2018

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Voo espetacular da Embraer

Transporte aéreo

Com traços de um helicóptero e movido a energia elétrica, a visão do projeto é o novo paradigma de mobilidade urbana em curso. Sob a ótica energética, acrescenta aplicação à experiência da volta ao mundo em um avião movido à eletricidade, gerada por bateria solar.

Portogente

A Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), ainda brasileira, fez um novo voo espetacular. Anunciou um projeto nos Estados Unidos, no dia 8 de maio último, de um veículo voador elétrico para transporte urbano, denominado eVTOL. O projeto está sendo desenvolvido para a Uber. O prazo de implantação previsto é 2020.
Com traços de um helicóptero e movido a energia elétrica, a visão do projeto é o novo paradigma de mobilidade urbana em curso. Sob a ótica energética, acrescenta aplicação à experiência da volta ao mundo em um avião movido à eletricidade, gerada por bateria solar.
A mudança de combustível por eletricidade se constitui um avanço na tecnologia verde, quando realizada na navegação aérea. Com certeza novos projetos surgirão.
Além do sucesso tecnológico, eVTOL se junta a outros projetos que confirmam o êxito da Embraer. Quem conhece Ozires Silva, idealizador da companhia nacional, sabe que o orgulho que sente da sua obra é também um desafio para fazer muito mais ainda. Por isso, sempre irradiando tanto entusiasmo.
Fonte - Portogente  14/05/2018

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Embraer: uma polêmica no ar

Ponto de Vista 

A notícia de que a Embraer pode ser vendida para uma empresa dos Estados Unidos acendeu um rastilho de pólvora. O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região já enviou carta ao presidente Michel Temer, cobrando um posicionamento oficial e contrário a qualquer tipo de transação que represente a transferência de controle acionário da Embraer à norte-americana Boeing.

Portogente
foto - ilustração/arquivo
O ano de 2018 já inicia com uma polêmica que promete ganhar os céus do País. A notícia de que a Embraer pode ser vendida para uma empresa dos Estados Unidos acendeu um rastilho de pólvora. O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região já enviou carta ao presidente Michel Temer, cobrando um posicionamento oficial e contrário a qualquer tipo de transação que represente a transferência de controle acionário da Embraer à norte-americana Boeing.
A entidade promete fazer uma campanha nacional contra essa venda - é ver para crer. E por sua reestatização, é ver para crer mais ainda.
Segundo o sindicato, a venda da Embraer, total ou parcial, representa a entrega de uma empresa estratégica para o País e de um patrimônio público que vem sendo construído há 48 anos pelos trabalhadores brasileiros.
Desde 1999, o sindicato diz que vem denunciando o processo de desnacionalização iniciado pela Embraer. Na época, um consórcio francês liderado pelas empresas Aérospatiale Matra, Dassault Aviation, Thomson-CSF e Snecma tinha a intenção de comprar 20% das ações da Embraer. Os planos não se concretizaram porque o governo se posicionou contra.
É incrível como alguns sindicatos ainda cismam viver de aparências. Será mesmo que os metalúrgicos da fábrica da Embraer realmente estão mobilizados e conscientizados em defesa da empresa e contra a venda, e mais ainda pela sua reestatização? Será que vai rolar essa tal campanha nacional?
Ou, mais uma vez, se perderá o "bonde da história"? E isso não significa apoiar ou não a venda da Embraer, trata-se apenas de mostrar que a atuação política de qualquer segmento social precisa ter como base verdades.
Fonte - Portogente  03/01/2018

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Bahia inicia pesquisas tecnológicas para a indústria aeronáutica

Tecnologia  ✈

Para a realização das pesquisas, Senai Cimatec e Embraer oficializaram uma parceria tecnológica que envolve três projetos a serem desenvolvidos na sede da instituição, somando investimentos de mais de R$ 8,2 milhões. O laboratório está implantado em um espaço onde funciona, por exemplo, o segundo maior supercomputador da América Latina e onde já são realizadas pesquisas no setor automotivo.

Da Redação
foto - Paula Fróes/GOVBA
A indústria baiana inicia pesquisas no segmento aeronáutico com a inauguração, nesta terça-feira (29), do Laboratório de Pesquisas Aeronáuticas implantado na sede do Senai Cimatec, em Salvador. Para a realização das pesquisas, Senai Cimatec e Embraer oficializaram uma parceria tecnológica que envolve três projetos a serem desenvolvidos na sede da instituição, somando investimentos de mais de R$ 8,2 milhões. Participaram da solenidade o governador em exercício e secretário do Planejamento do Estado, João Leão, e o secretário da Ciência, Tecnologia e Inovação, Vivaldo Mendonça.
De acordo com Leão, o novo laboratório é apenas um embrião do que pode acontecer na Bahia. “Nós queremos que esse centro de tecnologia atraia empresas como a Embraer. Há poucos dias também trouxemos outra empresa de tecnologia e produção de medicamentos, porque fizemos um convênio com o Ministério da Saúde, para produzirmos os mais avançados remédios do mundo. Tudo isso está sendo criado e produzido no Senai Cimatec”.
O laboratório está implantado em um espaço onde funciona, por exemplo, o segundo maior supercomputador da América Latina e onde já são realizadas pesquisas no setor automotivo. O secretário da Ciência e Tecnologia ressalta a importância do novo segmento. “Esse acordo de cooperação fortalece o ecossistema de ciência, tecnologia e inovação da Bahia. A Embraer é uma empresa de atuação mundial e traz para a nossa rede a possibilidade de formar profissionais e soluções tecnológicas. O Governo do Estado vai estar atuando na consolidação dessa parceria como estratégia de desenvolvimento para todo o estado”.

Qualificação técnica
Para o diretor de tecnologia da Embraer, Daniel Moczydlower, no âmbito da indústria aeronáutica, o ponto mais difícil e demorado é exatamente o da qualificação técnica e da competência das pessoas. “E isso a gente tem visto acontecer com muito sucesso aqui na Bahia. Em centros de excelência como o Senai Cimatec de Salvador, desafios tecnológicos que são comuns a várias indústrias são resolvidos em colaboração. Aqui existe um polo que tem a vocação para ser um resolvedor de problemas tecnológicos de interesses a múltiplas indústrias, inclusive a aeronáutica".
O diretor destaca também que a unidade do Senai Cimatec da Bahia se diferencia pelas áreas em que escolheu aprofundar no conhecimento. “São exemplos a manufatura avançada e eficiente e as tecnologias de sensoriamento. São nichos que o Senai Cimatec se especializou e que tem uma conexão muito importante para o futuro que nós da Embraer enxergamos para a indústria da aeronáutica”.
Aluno de análise e desenvolvimento de sistemas do Senai Cimatec, Rosalvo Matos Neto faz estágio no Laboratório de Pesquisas Aeronáuticas. “Estou vendo um novo mundo e como este conhecimento se aplica ao que estou estudando. Eu não conhecia nada de aviação, Aprendemos sobre materiais e estamos tendo uma grande experiência no laboratório”, afirma.

Projetos que serão desenvolvidos no Laboratório de Pesquisas Aeronáuticas:
SHM-RA
O Projeto SHM-RA é baseado em realidade aumentada e tem como objetivo desenvolver um sistema composto de software versão beta integrado a dispositivo(s) de hardware que possibilite a localização de componentes, durante o processo de manutenção, e de eventos, durante ensaios estruturais Full-Scale Fatigue Test (FSFT), através da sinalização de pontos referenciados em ambiente relevante simulado (CDP).
Com os resultados do projeto SHM-RA haverá um aumento da agilidade na localização de eventos nas plataformas estruturais que estão sob ensaio de fadiga. Além disso, haverá uma redução significativa do entendimento das ações que já foram feitas e das que necessitarão ser realizadas, devido às informações estarem sendo apresentadas conjuntamente através de realidade aumentada.

Projeto eSRM
O Projeto eSRM visa desenvolver uma solução de software versão beta, testado em ambiente relevante, capaz de realizar análise de reparos em estruturas de compósitos, integrado à ferramenta de software de análise estrutural de danos e reparos (e-SRM Composites). Possui características inovadoras, pois a análise estrutural dos reparos colados para material composto através da combinação de métodos analíticos e modelo de elementos finitos são técnicas não aplicadas pelos softwares comerciais.
Outro aspecto importante é a geração de ferramentas de engenharia leves com resultados objetivos capazes de serem utilizadas por engenheiros em suas estações de trabalho, possibilitando a realização de análises rápidas e especificas para danos ou reparos.

Smartfasteners
A indústria aeronáutica demanda cada vez mais técnicas de inspeção e monitoramento mais eficientes e acuradas, proporcionando planos de manutenção mais mais seguros e menos custosos. Entre as abordagens em destaque atualmente está o Monitoramento da Saúde Estrutural (SHM – Structural Health Monitoring). Este projeto consiste na aplicação de uma técnica de SHM associada a juntas estruturais – tecnologia inexistente no país – que são embarcados em juntas estruturais, mais especificamente ao redor de prendedores, para monitorar o surgimento e propagação de danos nesta região. O objetivo é propor a redução de custos com manutenção, porém, mantendo os altos níveis de segurança exigidos no setor aeronáutico.
Com informações da Secom Ba.  29/08/2017

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Portugal negocia e planeja comprar 5 aviões KC-390 de 'dupla função' da Embraer

Internacional  

Hoje (27), as autoridades portuguesas aprovaram o início das conversações com a empresa brasileira Embraer com o fim de comprar 5 aviões militares para serem utilizadas, além da atividade militar, no combate a incêndios, sendo que o país tem sido alvo de fortes calamidades nesse respeito nos últimos anos.

Sputnik
foto - ilustração/arquivo
Particularmente, a resolução do Conselho de Ministros, divulgada na publicação oficial Diário da República, fala de "até cinco aeronaves KC-390, com opção de mais uma", além das instalações de logística necessárias e um simulador de voo para ser usado durante treinamentos.
"Assim, reforçam-se as atuais capacidades de transporte aéreo, de busca e salvamento, evacuações sanitárias e apoio a cidadãos nacionais, nomeadamente entre o Continente e os Arquipélagos", ressalta o respectivo documento.
A resolução frisa também que, com esta aquisição, o país satisfaz duas necessidades ao mesmo tempo, ou seja, as ligadas ao campo militar e as relacionadas ao combate aos incêndios florestais que costumam devorar várias regiões lusitanas.
Além disso, a entidade frisa que tal compra corresponde aos "interesses essenciais de segurança" portugueses, sendo que os respectivos aviões garantirão a transportação aérea "estratégica e tática" das Forças Armadas do país, inclusive no âmbito de missões.
De acordo com o documento oficial, quem dirige as negociações pela parte portuguesa é o ministro da Defesa. Entretanto, se comunica que o titular da pasta está atualmente considerando a oportunidade de suspender a modernização dos aviões americanos C-130H que estão em serviço da Força Aérea Portuguesa hoje em dia.
Fonte - Sputnik  27/07/2017

quarta-feira, 28 de junho de 2017

O mundo no Brasil; o Brasil fora do mundo

Ponto de Vista   🔍

O engenheiro Ozires Silva, um dos criadores da Embraer, afirmou: "O mundo está presente no Brasil; nosso País, entretanto, não está no mundo inteiro.O engenheiro cobra atitudes no País: "(...) da nossa parte, de dizer que nós somos os responsáveis pelo nosso país, e não transferi-la para os políticos, que devem obedecer a nós - e não o contrário".

Portogente
foto - ilustração/KC390
Em recente evento em Porto Alegre (RS), o engenheiro Ozires Silva, um dos criadores da Embraer, afirmou: "O mundo está presente no Brasil; nosso País, entretanto, não está no mundo inteiro. Isto não é uma crítica, é um pedido de atenção à oportunidade." Ele destacou a importância da criação de tecnologia e produção de inovações por parte do empresariado brasileiro. E acrescentou que a criação de produtos com alto valor agregado - ao contrário do Brasil, que vende commodities baratas e compra tecnologia cara - é a saída para "uma conta que não fecha".
Por outro lado, ensinou: "Não é suficiente fazer um belo trabalho de engenharia. Se você for a alguma universidade, vai encontrar tecnologias espetaculares. Se não forem levadas ao mercado, porém, não têm valor algum."
O engenheiro cobra atitudes no País: "(...) da nossa parte, de dizer que nós somos os responsáveis pelo nosso país, e não transferi-la para os políticos, que devem obedecer a nós - e não o contrário". E ironiza a situação nacional envolvida em várias denúncias de escândalos de corrupção envolvendo empresas, governos e políticos: "Essa crise é nossa? Eu diria que não. É do governo. E ele está nos impondo essa crise a ferro e fogo. Quantas pessoas deixaram de se alimentar, de ter emprego, de levar as crianças para a escola?".
Todavia, Ozires Silva diz: "Quem tem culpa são as pessoas que encontraram oportunidade fora dos comportamentos éticos que precisamos ter em nossa sociedade. As pessoas têm que ser punidas. Agora mesmo a Odebrecht foi proibida de fazer negócios na Colômbia. É intolerável fazer uma coisa dessa natureza. Veja, por exemplo, se o governo coreano fala mal da Samsung. Houve corrupção recentemente descoberta. E a empresa continua produzindo e vendendo."
Fonte - Portogente  28/06/2017

domingo, 11 de junho de 2017

'KC-390 é o mais avançado avião cargueiro médio do mundo', diz especialista

Tecnologia   ✈

“O KC-390 é o estado da arte. Dentre os aviões cargueiros de todo mundo, ele é considerado como o mais avançado. Ele é um modelo essencialmente brasileiro e é muito interessante. Foi inicialmente desenvolvido pela engenharia de projetos da Embraer e, depois disso, ganhou uma série de modificações e modificações pelo Comando Tecnológico da Força Aérea e então voltou para a Embraer que fez outras modificações”.

Sputnik
foto - ilustração
O governo de Portugal está encomendando à Embraer a compra de, pelo menos, cinco aviões cargueiros KC-390 para modernizar sua frota de aviões de transporte de carga. Além dos aviões, o governo português, autorizado pelo Conselho de Ministros, também quer um simulador de vôo (fullflight Simulator CAT D) para ser instalado e operado no Brasil.
Com esta compra – que, no total, poderá ser de até seis aviões – Portugal poderá gastar até 600 milhões de euros, o que deverá exigir uma reengenharia financeira por parte do governo português para que o Ministério da Defesa arque com estes custos.
Não está descartada, segundo a imprensa lusitana, a possibilidade de haver um remanejamento de verbas entre os ministérios, de modo a que a compra dos aviões brasileiros seja efetuada.
Para Roberto Godoy, especialista em armamentos e questões de Defesa, o governo de Portugal agiu acertadamente com a decisão de adquirir os aviões KC-390 que, gradativamente, irão substituir os Hércules C-130, chamados de “velhinhos”.
“O KC-390 é o estado da arte. Dentre os aviões cargueiros de todo mundo, ele é considerado como o mais avançado. Ele é um modelo essencialmente brasileiro e é muito interessante. Foi inicialmente desenvolvido pela engenharia de projetos da Embraer e, depois disso, ganhou uma série de modificações e modificações pelo Comando Tecnológico da Força Aérea e então voltou para a Embraer que fez outras modificações”.
De acordo com o especialista, a aeronave em nada lembra o projeto original e isso representaria “o grande mérito da Embraer: farejar o momento certo para encontrar a demanda certa no ponto certo”.
“Foi assim com o Bandeirante (que hoje ainda voa nos Estados Unidos, mas não voa mais no Brasil), com os Tucanos, com os Lear Jet, e agora com os KC-390. A Embraer tem-se portado desta forma desde os anos 70 quando começou com seus primeiros modelos (justamente os Bandeirantes) e assim vem sendo até hoje com o KC-390, um cargueiro médio que tem capacidade para transportar até 23 toneladas (o que não é pouca coisa), é ágil, veloz, tem boa autonomia, tecnologia de ponta e que está chegando ao mercado internacional. O que faltava era um primeiro cliente. E este primeiro cliente surgiu com o interesse de Portugal por este avião.”


Diferenças

Em relação às diferenças entre o KC-390 e os Hércules C-130, Roberto Godoy explicou que o segundo é maior, já que foi projetado pela Lockheed. À época, era comum fazer uma aeronave maior para aumentar o volume de carga de transporte. Contudo, hoje em dia a concepção de projeto de engenharia para aviões do gênero é outra.
“Pode-se otimizá-lo e fazer com que ele tenha um rendimento melhor dentro de uma fuselagem que não precisa ser imensa. Mas esta diferença entre os dois aviões é muito sutil e muito pequena”, comentou, sem se esquecer de mencionar que, “em termos de eletrônica de bordo, a do KC-390 é muito mais sofisticada do que a do Hércules C-130”.
“Além disso, ele é um jato puro, o que lhe permite desenvolver velocidades de até 900 km/h. E o KC-390 é dotado de um sistema de motorização e de equipamentos que lhe permite aterrisar nos mais diversos tipos de terrenos. Como se não bastasse, o KC-390 pode ser adaptado para qualquer tipo de transporte (hospitais de campanha, por exemplo), e esta letra K que ele ganhou em sua denominação (antes era apenas C-390), significa que ele também pode ser utilizado como avião-tanque. Ou seja, avião para reabastecimento de outros aviões. É, enfim, um avião multiuso ou, como se diz na linguagem da aviação, é um avião de múltiplo emprego”, concluiu God
Fonte - Sputinik  10/06/2017

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Uber e Embraer juntas vão criar conceito de carros voadores

Tecnologia  ✈

A empresa, gigante mundial do serviço de transporte compartilhado, anunciou uma série de parcerias para fabricar veículos "de decolagem e pouso vertical" (VTOL, na sigla em inglês), e desenvolver redes que disponibilizem estes carros para passageiros, em um sistema apelidado de 'Uber Elevate'.

Ag.France Presse - DP
Uber Elevate
Em parceria com empresas da indústria aeroespacial, como a brasileira Embraer, o Uber anunciou nesta terça-feira o plano de construir e disponibilizar sistemas de carros voadores para transportar pessoas nas cidades, com o objetivo de apresentar projetos demonstrativos em 2020.
A empresa, gigante mundial do serviço de transporte compartilhado, anunciou uma série de parcerias para fabricar veículos "de decolagem e pouso vertical" (VTOL, na sigla em inglês), e desenvolver redes que disponibilizem estes carros para passageiros, em um sistema apelidado de 'Uber Elevate'.
As cidades-parceiras que trabalham com a Uber neste projeto são Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e Dallas-Fort Worth, no Texas.
"A meta destas parcerias é desenvolver uma nova rede VTOL sob demanda para habilitar clientes no futuro a conseguir, com o apertar de um botão, um voo de alta velocidade nas cidades e arredores", anunciou o Uber em um comunicado.
O anúncio foi feito durante uma conferência celebrada na região de Dallas com parceiros do projeto.
"O que começou como uma simples pergunta, 'por que eu não posso apertar o botão e conseguir um carro?' virou, para o Uber, uma busca apaixonada pelo pináculo da mobilidade urbana, a redução do congestionamento e da poluição dos transportes, devolvendo o tempo às pessoas, liberando imóveis dedicados a vagas de estacionamento e fornecendo acesso à mobilidade em todos os cantos de uma cidade", disse o chefe de produtos do Uber, Jeff Holden.
"A aviação urbana é o próximo passo natural para o Uber nesta busca, e é por isso que estamos trabalhando para transformar em realidade o 'aperte um botão, consiga um voo'", prosseguiu.
O objetivo do Uber é obter a primeira rede de demonstração em Dubai para a Exposição Mundial de 2020 nesta cidade e outro projeto-piloto em Dallas no mesmo ano, antes de "operações em larga escala" na região do Texas em 2023.
O anúncio foi feito um dia depois de a startup dedicada ao 'carro voador', Kitty Hawk, do Vale do Silício, apoiada pelo cofundador do Google, Larry Page, divulgar um vídeo de seu protótipo aéreo e anunciar planos para apresentar uma "máquina voadora pessoal" este ano.
Os planos do Uber parecem mais ambiciosos e incluem parcerias com a americana Bell Helicopter, a fabricante brasileira de aeronaves Embraer e a eslovena Pipistrel para produzir máquinas voadoras para operações urbanas de curta distância.
"A rede Elevate, do Uber, é uma oportunidade animadora para a Bell Helicopter ajudar a transformar a forma como as cidades deslocam pessoas e produtos no futuro", disse o presidente e diretor-executivo da Bell, Mitch Snyder, em um comunicado.
O CEO da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva, enalteceu a "oportunidade única de complementar o conhecimento do transporte aéreo de uma companhia de transporte terrestre visionária e revolucionária".
O plano do Uber também incluir realizar parcerias para a criação de "vertiportos" para veículos voadores decolarem e pousarem verticalmente. Espera-se que os veículos sejam majoritariamente elétricos.
Fonte - Diário de Pernambuco  26/04/2017

terça-feira, 7 de março de 2017

Embraer apresenta o E195-E2, o jato comercial de nova geração mais eficiente no mundo

Aviação comercial  ✈

O E195-E2 tem potencial de mudar significativamente o perfil de frota das companhias aéreas em todo o mundo. Tendo custo por viagem 20% menor e custo por assento similar ao de aviões maiores, o E195-E2 torna-se o avião ideal tanto para crescimento de empresas regionais como complementação de frota de empresas de baixo custo e de linhas principais”

Da Redação
Embraer
A Embraer apresentou nesta terça-feira, em cerimônia realizada na unidade da Empresa em São José dos Campos, a maior aeronave da segunda geração da família de E-Jets e também o mais eficiente avião comercial do mundo para rotas domésticas: o E195-E2. Com voo inaugural previsto para os próximos meses, o jato deverá entrar em serviço no primeiro semestre de 2019.
“O E195-E2 tem potencial de mudar significativamente o perfil de frota das companhias aéreas em todo o mundo. Tendo custo por viagem 20% menor e custo por assento similar ao de aviões maiores.
Embraer/YouTube
O E195-E2 tem três fileiras a mais de assentos quando comparado ao E195 da atual geração, podendo ser configurado com 120 lugares em duas classes de serviço, ou até 146 em classe única. A aeronave também tem aumento significativo de alcance, de mais de 800 quilômetros (450 milhas náuticas), o que possibilitará viagens de até 4.500 quilômetros (2.450 milhas náuticas) de distância.
A aeronave tem uma asa desenvolvida especialmente para o modelo, com o maioralongamento entre jatos de corredor único, aumentando a eficiência de consumo de combustível. Além de uma especificação mais equilibrada, a Embraer usou toda a experiência de mais 17 milhões de horas voadas nos E-Jets atuais, com uma frota de mais 1.300 unidades, para chegar a um projeto de otimização para o E2. Por exemplo, sendo concebido com uma combinação inteligente de materiais, o E195-E2 consegue ter capacidade de transportar 10% mais passageiros que o concorrente direto e ainda assim ter o mesmo peso.
“Introduzimos na comprovada plataforma de E-Jets todas as novas tecnologias que agregam valor aos clientes. Um exemplo é a quarta geração de fly-by-wire que permitiu a redução de 20% da área da empenagem, minimizando o arrasto e o peso,” explica Luís Carlos Affonso, Vice-Presidente de Operações, Embraer Aviação Comercial. “O avião terá uma economia de até 24% de consumo e 20% nos custos de manutenção por assento quando comparado ao atual E195. Parte dessa economia será atingida pela nova tecnologia de motores, mas o grande diferencial competitivo do E195-E2 está na otimização da estrutura e dos seus vários sistemas.”
A Embraer vai utilizar dois aviões na campanha de certificação do E195-E2. O primeiro protótipo será utilizado nos ensaios de aerodinâmica e desempenho, enquanto o segundo avião, que também deve realizar o voo inaugural até o fim deste ano, será empregado na validação de tarefas de manutenção e de interior.
Com informações da Embraer  07/03/2017


quinta-feira, 13 de outubro de 2016

O voo baixo da Embraer

Ponto de Vista

A Embraer,fabricante de aviões comerciais,executivos,agrícolas e militares,iniciou mais um plano de demissão voluntária (PDV),terminado em 11 de outubro último,na sua unidade matriz,em São José dos Campos,Interior Paulista.Segundo a companhia,o PDV faz parte do ajuste das operações da empresa e está voltado apenas para engenheiros,secretários e técnicos de nível médio, funções que representam aproximadamente 50% dos empregados.

Portogente
Portogente
Ao mesmo tempo em que abre e mantém fábricas no exterior, a Embraer, fabricante de aviões comerciais, executivos, agrícolas e militares, iniciou mais um plano de demissão voluntária (PDV), terminado em 11 de outubro último, na sua unidade matriz, em São José dos Campos, Interior Paulista. Hoje um conglomerado transnacional brasileiro, a empresa foi privatizada em 7 de dezembro de 1994.
Segundo a companhia, o PDV faz parte do ajuste das operações da empresa e está voltado apenas para engenheiros, secretários e técnicos de nível médio, funções que representam aproximadamente 50% dos empregados.
Os empregados que tiverem a adesão ao PDV confirmada serão desligados a partir do dia 17. Eles receberão indenização adicional proporcional ao tempo de empresa (40% do salário nominal por ano de empresa), com garantia de dois salários nominais brutos; o pagamento de seis meses do plano de saúde e odontológico para o empregado e seus dependentes; apoio e orientação para o processo de transição de carreira ou de aposentadoria.
Em agosto também deste ano, a Embraer já havia realizado um plano de demissão voluntária que desligou 1.470 funcionários. Interessante que no site oficial da companhia (www.embraer.com.br) está destacado, como forma de slogan: "Nossa gente é o que nos faz voar." E onde se pode ler: "Nosso maior valor é a alegria, a paixão e o comprometimento de nossa gente. Todos buscam dar o melhor de si, pois sabemos que, juntos, conquistamos a excelência. Pessoas felizes, competentes, valorizadas, realizadas e comprometidas com que fazem. Pessoas que trabalham em equipe e agem com integridade, coerência, respeito e confiança mútua.​"
Fonte - Portogente  13/10/2016

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Desligamentos na Embraer mostram gravidade do mercado de trabalho no país,diz sindicato

Economia

A Embraer concluiu na quinta-feira, 5, o prazo de adesão ao Programa de Demissão Voluntária (PDV), que foi assinado por 1.470 trabalhadores, quase a metade formada por metalúrgicos. O total equivale a pouco mais de 10% da força de trabalho da empresa, que pretende economizar US$ 200 milhões por ano com as dispensas.

Sputnik
Sputnik
Os funcionários que aderiram ao PDV vão receber um abono equivalente a 40% do salário nominal proporcional ao tempo na empresa, seis meses de plano de saúde e odontológico e apoio em programas de palestras e workshops de qualificação. Além da sede em São José dos Campos (SP), a empresa tem fábricas em Taubaté, Sorocaba, Botucatu e Gavião Peixoto, todas em São Paulo. A Embraer anunciou também que vai conceder férias coletivas a partir de outubro para o pessoal das fábricas instaladas no Brasil. A medida é justificada pela empresa pela necessidade de adequar a produção à desaceleração da demanda. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, as férias coletivas englobam funcionários dos setores de aviação executiva e comercial. Na executiva, o período vai de 24 de outubro a 22 de novembro, enquanto na comercial, o período será de 7 de novembro a 6 de dezembro.
No último trimestre, a Embraer contabiliza prejuízo de R$ 337,3 milhões, após um resultado positivo de R$ 399,6 milhões obtidos em igual período do ano passado. Com o corte nas estimativas de entrega de aviões comerciais, a previsão de receitas líquidas neste ano baixou para algo em torno de US$ 1,7 bilhão, ante previsão anterior de quase US$ 1,9 bilhão.
Para o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Herbert Claros, o total de pessoas que aderiu ao PDV reflete a gravidade da situação do emprego no país. "São 1.470 famílias no mês de outubro desempregadas, com benefícios que vão receber, mas que sabemos que não substituem o fundamental, que é o emprego do trabalhador. São US$ 200 milhões que ela (Embraer) quer economizar. Somos contra exatamente por isso. Esse valor que ela quer economizar é o mesmo que ela provisionou para pagar um caso de corrupção em que ela está sendo acusada (a venda de aviões SuperTucanos à República Dominicana). Como uma entidade que defende os trabalhadores, não podemos ser favoráveis que a empresa jogue nas costas dos trabalhadores um problema administrativo dela." Claros diz que a expectativa dos trabalhadores é de mudança neste cenário, mas admite que o cenário à frente é de muitas dificuldades. "Estamos muito preocupados porque o governo está usando esse discurso de crise e situação de emprego para fazer reforma trabalhista e previdenciária. Somos contrários a esse discurso que precisa flexibilizar e gerar empregos. A situação da economia do país foi causada pelo próprio governo e pelas empresas que sugaram todo o patrimônio público nos últimos períodos, exploraram os trabalhadores, sustentaram sua matrizes e agora têm outras prioridades", diz o sindicalista, lembrando que os metalúrgicos do Estado de São Paulo estão se articulando com os de outros estados para convocar uma greve geral da categoria no próximo dia 29. A situação da Embraer é um dos muitos casos que reflete a crise que a indústria brasileira enfrenta desde o início do ano, na construção civil, nas montadoras de veículos e em praticamente todos os demais setores. Levantamento realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) revela que a indústria paulista fechou 11 mil postos de trabalho só em agosto, um recuo de 0,4% em relação a julho. A federação prevê que de janeiro até dezembro serão fechadas 165 mil vagas no estado, que se somarão as 235 mil fechadas no ano passado. Conforme a pesquisa, dos 22 setores industriais 16 (73%) registraram queda do nível de emprego, com destaque para produtos de metal, produtos alimentícios e produtos de borracha e de material plástico. Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), a Fiesp projeta queda de 3% neste ano e alta de 0,9% para 2017.
Fonte - Sputnik  16/09/2016