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quarta-feira, 28 de junho de 2017

O mundo no Brasil; o Brasil fora do mundo

Ponto de Vista   🔍

O engenheiro Ozires Silva, um dos criadores da Embraer, afirmou: "O mundo está presente no Brasil; nosso País, entretanto, não está no mundo inteiro.O engenheiro cobra atitudes no País: "(...) da nossa parte, de dizer que nós somos os responsáveis pelo nosso país, e não transferi-la para os políticos, que devem obedecer a nós - e não o contrário".

Portogente
foto - ilustração/KC390
Em recente evento em Porto Alegre (RS), o engenheiro Ozires Silva, um dos criadores da Embraer, afirmou: "O mundo está presente no Brasil; nosso País, entretanto, não está no mundo inteiro. Isto não é uma crítica, é um pedido de atenção à oportunidade." Ele destacou a importância da criação de tecnologia e produção de inovações por parte do empresariado brasileiro. E acrescentou que a criação de produtos com alto valor agregado - ao contrário do Brasil, que vende commodities baratas e compra tecnologia cara - é a saída para "uma conta que não fecha".
Por outro lado, ensinou: "Não é suficiente fazer um belo trabalho de engenharia. Se você for a alguma universidade, vai encontrar tecnologias espetaculares. Se não forem levadas ao mercado, porém, não têm valor algum."
O engenheiro cobra atitudes no País: "(...) da nossa parte, de dizer que nós somos os responsáveis pelo nosso país, e não transferi-la para os políticos, que devem obedecer a nós - e não o contrário". E ironiza a situação nacional envolvida em várias denúncias de escândalos de corrupção envolvendo empresas, governos e políticos: "Essa crise é nossa? Eu diria que não. É do governo. E ele está nos impondo essa crise a ferro e fogo. Quantas pessoas deixaram de se alimentar, de ter emprego, de levar as crianças para a escola?".
Todavia, Ozires Silva diz: "Quem tem culpa são as pessoas que encontraram oportunidade fora dos comportamentos éticos que precisamos ter em nossa sociedade. As pessoas têm que ser punidas. Agora mesmo a Odebrecht foi proibida de fazer negócios na Colômbia. É intolerável fazer uma coisa dessa natureza. Veja, por exemplo, se o governo coreano fala mal da Samsung. Houve corrupção recentemente descoberta. E a empresa continua produzindo e vendendo."
Fonte - Portogente  28/06/2017

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Brasil é maior que a crise

Ponto de Vista 🔍

O vice-presidente da Associações dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), Fernando Siqueira, acredita que o Brasil é maior que a crise e saberá superar os desafios colocados.Ildo Sauer, ex-diretor da companhia de 2003 a 2008 e professor do Instituto de Engenharia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEA-USP), define como um "crime" o que estão fazendo com a Petrobras e defende: "O Brasil não pode desperdiçar o papel da Petrobras e do pré-sal na disputa geopolítica em escala global." 


Portogente
foto - ilustração
Reunidos em seminário na última segunda-feira (19), na capital paulista, lideranças nacionais dos engenheiros e entidades empresariais discutiram a defesa intransigente da Petrobras e da engenharia brasileira, seriamente atingidas por "uma lavagem cerebral" em curso no Brasil, tendo como "pano de fundo" a crise econômica propriamente dita e as diversas investigações de desmandos na petrolífera e outras grandes empresas. O vice-presidente da Associações dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), Fernando Siqueira, acredita que o Brasil é maior que a crise e saberá superar os desafios colocados.
Ildo Sauer, ex-diretor da companhia de 2003 a 2008 e professor do Instituto de Engenharia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEA-USP), define como um "crime" o que estão fazendo com a Petrobras e defende: "O Brasil não pode desperdiçar o papel da Petrobras e do pré-sal na disputa geopolítica em escala global." Ainda de acordo com ele, o que se vê hoje no País é a destruição de toda a sua base produtiva, “e no centro desse desastre todo está a desvalorização da Petrobras, alguns colocando que a empresa é um lixo. Um crime sem dúvida nenhuma o que fazem com ela. A Petrobras precisa ser defendida, ela pode garantir um futuro soberano e digno para o País”.
Siqueira, para mostrar o que está em jogo com a desmoralização da Petrobras, falou sobre a conjuntura internacional do petróleo, observando que o combustível “é a fonte mais eficiente de energia, fácil de extrair, transportar e utilizar e responsável por 92% do transporte mundial de pessoas e produtos”. E foi taxativo: “Ele foi e ainda é o pivô de todas as guerras.” O petróleo é ainda matéria-prima de mais de três mil produtos petroquímicos e está presente em mais de 85% de bens de uso comum do nosso dia a dia, explicou.
Para ele, a sociedade brasileira precisa entender o que está em jogo nessa questão sob pena de comprometer o futuro do País. Ele exemplificou, citando o caso da Noruega que, até a década de 1970, era o segundo país mais pobre da Europa. Mas, a partir da descoberta de petróleo no Mar do Norte, o governo norueguês criou a Statoil e se tornou o país mais desenvolvido do mundo, com o melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) nos últimos cinco anos. “E ainda tem uma reserva de oito bilhões de barris, um Fundo Soberano de 900 bilhões de euros para quando acabar o petróleo, manter a qualidade de vida”, apresentou o vice da Apaet. Por outro, prosseguiu, os países que entregaram seu petróleo para multinacionais estão na miséria, são os casos de Gabão, Nigéria, Angola, Iraque e outros. Siqueira advertiu que o Brasil pode tomar o caminho do segundo grupo se não preservar a Petrobras, o modelo de partilha na exploração do pré-sal, não investir em educação, saúde e na indústria nacional com a política do conteúdo local. Para tanto, entre outras ações, ele defende a participação da sociedade nas definições das políticas para exploração do petróleo.
Fonte - Portogente  21/06/2017

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Engenharia Unida pelo País

Ponto de Vista   👷

Desta vez, apontamos o documento que o Clube da Engenharia lançou em repúdio ao desmonte da economia brasileira, apontando a urgência de uma proposta de desenvolvimento que gere emprego e que "retire dessa situação calamitosa de depressão econômica, com um número crescente de empreendimentos comerciais e fabris fechados em todo o território nacional".

Portogente
foto - ilustração/arquivo
A engenharia brasileira vem se reunindo e unindo esforços em defesa do desenvolvimento do País. São frequentes as reuniões e encontros desses profissionais com o intuito de apresentar propostas objetivas para a retomada do crescimento brasileiro. Desta vez, apontamos o documento que o Clube da Engenharia lançou em repúdio ao desmonte da economia brasileira, apontando a urgência de uma proposta de desenvolvimento que gere emprego e que "retire dessa situação calamitosa de depressão econômica, com um número crescente de empreendimentos comerciais e fabris fechados em todo o território nacional". No dia 9 de fevereiro, a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) lançou o manifesto "À Nação Brasileira".
O Clube observa: "O movimento em defesa da Petrobras não é um movimento xenófobo, que se contrapõe à participação das empresas estrangeiras, desde que se comprometam com a geração de emprego e tecnologia e que paguem impostos aqui. O Brasil caminhará para uma convulsão social se não houver a compreensão de que é importante entender o Petróleo como garantia do desenvolvimento e da soberania."
Fonte - Portogente  17/02/2017

VEJA TAMBÉM - Em defesa da engenharia nacional e do conteúdo local

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Em defesa da engenharia nacional e do conteúdo local

Economia  👷

Realizado nesta terça-feira (9/02) em Brasília,a segunda reunião da Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional,contou com a presença de diversos parlamentares e lideranças da área produtiva e tecnológica, entre as ações prioritárias, o encontro apontou a necessidade de barrar iniciativa que coloque em risco a garantia de conteúdo local no próximo leilão da Petrobras.

Portogente
foto - ilustração
“O que nos une é um projeto de Brasil.” Assim o deputado federal Ronaldo Lessa (PDT-AL) resume a ampla e variada representação durante a segunda reunião da Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional, à qual coordena. Realizado nesta terça-feira (9/02) em Brasília, com a presença de diversos parlamentares e lideranças da área produtiva e tecnológica, entre as ações prioritárias, o encontro apontou a necessidade de barrar iniciativa que coloque em risco a garantia de conteúdo local no próximo leilão da Petrobras.
Nessa linha, entre três requerimentos aprovados, um deles é para realização de audiência pública com o propósito de debater sobre empresas convidadas pela empresa para construção da unidade de processamento de gás natural do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Os outros dois permitem instalar audiências para debater sobre obras inacabadas e a malha ferroviária brasileira, esta última programada para começo de março e com o subsídio de um documento entregue a Lessa pela diretora da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) Clarice Soraggi. Já o Sindicato dos Engenheiros no Rio Grande do Sul (Senge-RS) passou às mãos do parlamentar documento sobre a Lei de Licitações (8.666/1990), cujas mudanças encontram-se em discussão no Congresso Nacional.
Já à abertura, Murilo Pinheiro, presidente dessa entidade e do SEESP, expressou a preocupação central durante o ensejo, ao ler o Manifesto à Nação brasileira. No documento, a posição clara da engenharia: “Representamos aqui o conjunto de empresas instaladas no País, sem distinção entre o capital nacional e o estrangeiro. Não temos medo da competição. Não podemos, todavia, concordar com a exclusão sistemática das nossas empresas de processos licitatórios, como pode ocorrer na reativação das obras do Comperj, para a qual a Petrobras convidou apenas empresas estrangeiras, a menos que venham elas a operar no Brasil, gerar empregos e contratar máquinas e equipamentos fabricados aqui.”
A busca por deixar de fora as companhias brasileiras soma-se a outros projetos considerados deletérios ao desenvolvimento nacional (confira reportagem em https://goo.gl/CEuTWx). “Acompanhamos o anúncio de uma série de medidas que parecem colocar em jogo o modelo pelo qual o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) funciona e financia o desenvolvimento nacional. Por exemplo, no comitê relativo ao conteúdo local, o representante dessa instituição e o da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) perderam o direito a voto”, afirmou o diretor da Associação dos Funcionários do BNDES Arthur Koblitz.
Os participantes pretendem fazer gestões para impedir que decisões sejam tomadas a toque de caixa, por esse comitê do governo federal, o qual faz parte do Programa de Estímulo à Competitividade da Cadeia Produtiva, ao Desenvolvimento e ao Aprimoramento de Fornecedores do Setor de Petróleo e Gás Natural (Pedefor).
À audiência, o presidente do Clube de Engenharia, Pedro Celestino, salientou que o movimento em defesa do conteúdo local e da engenharia nacional conseguiu adiar a próxima reunião do comitê para dia 16. “Temos que mobilizar o que for possível para um novo adiamento. A Noruega é rica em petróleo, exige conteúdo local na exploração da riqueza do Mar do Norte e hoje tem um dos mais elevados Índices de Desenvolvimento Humano. A Nigéria, com sua riqueza extraída pelos grandes fornecedores de petróleo dos Estados Unidos, sem um projeto de desenvolvimento, tem 70% da população abaixo da linha da pobreza. O que estamos discutindo é se teremos o modelo Noruega ou Nigéria”, enfatizou. Presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco), José Roberto Bernasconi, lembrou que a China não permite o estabelecimento em seu território de nenhum conglomerado estrangeiro se não for mediante parceria para transferência de tecnologia. “Os Estados Unidos e o Canadá fazem isso. Não podemos deixar que nossa capacidade instalada seja desmontada, fazendo o saneamento financeiro da Petrobras e os acordos de leniência às empresas aqui instaladas necessários.” Na mesma linha, Arthur De Almeida Jr., da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas (Abimaq), colocou que o que está em debate é se “a Petrobras faz parte do projeto nacional ou não”. Leonardo Urpia, diretor da Federação Única dos Petroleiros (FUP), destacou que propostas na contramão da defesa do conteúdo local, com desinvestimento e ingresso indiscriminado de empresas internacionais, vão retirar empregos e prejudicar o desenvolvimento.
A senadora Lídice da Mata (PSB-BA) foi enfática: “Não podemos conviver com uma situação em que a engenharia esteja posta em risco, como está agora. Temos centenas de profissionais qualificados e empresas que precisam passar para o País as tecnologias desenvolvidas por nossas inteligências. Também queremos valorizar as mulheres que integram a engenharia nacional e reconhecer sua participação na área de ciência e tecnologia. Coloco-me à disposição nessa batalha. Na disputa pela exploração do petróleo no mundo, não podemos permitir que as empresas brasileiras sejam afastadas.”
Excelente. Assim Murilo classificou a reunião, destacando: “Mostra o acerto da criação da frente e do apoio irrestrito da FNE a essa iniciativa. Continuamos o trabalho agora tendo como prioridade a discussão sobre o conteúdo local para os próximos leilões da Petrobras.” A próxima reunião em Brasília está prevista para meados de março. 
(Por Soraya Misleh/Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo)
Fonte - Portogente  13/02/2017

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Engenharia brasileira na maior crise da história

Ponto de Vista  🔍

Empresas de reconhecida capacidade técnica,com expressiva contribuição em obras e serviços para nossa engenharia,encontram-se paralisadas diante dos processos jurídicos a que estão respondendo. Os profissionais,em especial seus engenheiros,são demitidos aos milhares,as obras são suspensas, como as obras do COMPERJ,Angra III,nosso submarino a propulsão nuclear,a refinaria Abreu e Lima no Nordeste, a transposição do São Francisco e muitos outros.

Pedro Celestino - Portogente
foto - ilustração
A engenharia brasileira vive a maior crise de sua história. Empresas de reconhecida capacidade técnica, com expressiva contribuição em obras e serviços para nossa engenharia, encontram-se paralisadas diante dos processos jurídicos a que estão respondendo. Os profissionais, em especial seus engenheiros, são demitidos aos milhares, as obras são suspensas, enquanto se espera para ver até que ponto essas empresas serão atingidas pelas acusações da Lava Jato.
Estão interrompidos empreendimentos de porte, alguns já em estágio avançado de execução, como as obras do COMPERJ, Angra III, nosso submarino a propulsão nuclear, a refinaria Abreu e Lima no Nordeste, a transposição do São Francisco e muitos outros. Os prejuízos já chegam a dezenas de bilhões de reais e o desemprego por milhões de trabalhadores.
Os recursos recuperados com grande alarde, como resultado das corrupções descobertas, são uma fração dos prejuízos causados pela interrupção das obras. Para onde está o Brasil sendo conduzido? Que país vai sobrar ao final desses processos? Assiste-se à destruição de nossas maiores empresas de engenharia. Diante dos desmandos que houve nessas empresas, exigimos que os responsáveis por eles sejam processados, e os culpados condenados, mas não aceitamos a destruição das empresas de engenharia e o fim de empregos de nossos engenheiros e demais trabalhadores.
É necessário resistir ao desmonte em curso. Todos os setores da economia para os quais o mercado interno é decisivo devem ser chamados a participar dessa resistência.
No quadro geral do desmonte, nos últimos dias foi noticiado que a Petrobras está convidando apenas empresas estrangeiras para licitação da retomada das obras no COMPERJ, num total de 30 empresas. O lançamento do COMPERJ há alguns anos abrira muitas oportunidades de trabalho e o otimismo inundou o interior do Estado do Rio. Houve um deslocamento maciço de empresas e trabalhadores para o entorno de Itaboraí, verdadeiro renascimento da região. Com os processos da Lava Jato, obras já adiantadas foram paralisadas, empresas ficaram sem serviço, trabalhadores foram demitidos. A região está abandonada e virou um deserto e as obras já realizadas se deterioram.
O que está sendo feito no Brasil com nossas empresas de engenharia não está ocorrendo em outros países. Quando foi reconhecido que a Volkswagen fraudara dados de poluição de seus carros, foi aplicada altíssima multa, dirigentes da empresa foram demitidos e presos.
Entretanto, nenhum carro deixou de ser produzido e nenhum trabalhador perdeu seu emprego. A Alemanha sabe preservar suas riquezas. A Volkswagen é uma riqueza da Alemanha. No Brasil o comportamento tem sido o oposto. Prendem-se dirigentes, suspendem-se as obras, impede-se que essas empresas participem de outras licitações e trabalhadores são demitidos aos milhares. Destrói-se um patrimônio nacional constituído por empresas formadas ao longo de décadas e detentoras de importante acervo tecnológico e equipes de profissionais experientes.
O momento é grave. Para superá-lo é urgente construir uma grande aliança da qual participem os engenheiros, os trabalhadores em geral, as empresas compromissadas com a geração de emprego, o movimento sindical que está sentindo a perda de direitos conquistados desde a década de 1930, além de universidades e centros tecnológicos.
O Clube de Engenharia convoca todas as entidades ligadas à engenharia a participarem da resistência ao processo de sucateamento de nossas empresas, que estão sendo vendidas na bacia das almas, no pico da maior crise em décadas.
A retomada do desenvolvimento precisa se dar fortalecendo-se as empresas e os profissionais de engenharia, sem que haja perda de direitos há muito conquistados. Os bancos e demais setores rentistas, que vivem dos elevados juros sobre nossa dívida pública, não podem continuar hegemonizando nossa economia e enfraquecendo o setor produtivo, grande gerador de empregos.
*Pedro Celestino é engenheiro civil especializado em transportes, formado pela PUC-RIO, presidente da Icoplan (Internacional de Consultoria e Planejamento S.A.) e membro da diretoria do Clube de Engenharia.
Fonte - Portogente  02/02/2017