UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA
UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM,EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA
Mostrando postagens com marcador conteúdo nacional. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador conteúdo nacional. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Desindustrialização nacional

Ponto de Vista  🔍

O efeito desse processo é o encolhimento dos investimentos produtivos nacionais, o aumento do desemprego entre trabalhadores qualificados e engenheiros, a perda de receita fiscal que acompanha o fraco dinamismo econômico e de competitividade junto ao mercado externo, dado que a ausência de conteúdo local também desestimula os processos de pesquisa e inovação, além de um rastilho de obras paradas e capacidade ociosa como já observamos em alguns setores e regiões do País."

Portogente
foto - ilustração
Em entrevista aos engenheiros de São Paulo, o professor de ciência política e economia da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), William Nozaki, se disse preocupado com as medidas econômicas do governo atual. Para o docente, elas são quase uma "sentença de morte" para o País.
Nozaki argumenta que "a política de conteúdo nacional é vital ao desenvolvimento industrial e tecnológico de qualquer país que pretenda robustecer seu mercado interno e fortalecer sua posição no mercado externo". Por isso, adverte, sem o conteúdo local praticado pela Petrobras, por exemplo, o que já se percebe é o enfraquecimento das indústrias de óleo e gás, naval, metalúrgica, química, civil e da engenharia pesada.
Ele diz: "O efeito desse processo é o encolhimento dos investimentos produtivos nacionais, o aumento do desemprego entre trabalhadores qualificados e engenheiros, a perda de receita fiscal que acompanha o fraco dinamismo econômico e de competitividade junto ao mercado externo, dado que a ausência de conteúdo local também desestimula os processos de pesquisa e inovação, além de um rastilho de obras paradas e capacidade ociosa como já observamos em alguns setores e regiões do País."
Nozaki não tem dúvida de que "a combinação entre desinvestimentos das empresas estatais, redução dos índices de conteúdo local para empresas nacionais, aumento da renúncia fiscal para empresas estrangeiras, liberação da entrada de equipamentos produzidos fora do País e a flexibilização do registro de engenheiros estrangeiros conformam um cenário acelerado de desindustrialização nacional".
A pergunta que fica é: por que o Brasil está abrindo mão do desenvolvimento, do conhecimento científico, da competitividade e da soberania?
Fonte - Portogente  13/12/2017

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Petrobras contra o Brasil?

Economia  👷

A Petrobras não quer mais contratar empresas e trabalhadores brasileiros, mesmo contrariando regras e contratos vigentes e legítimos. A petroleira chega ao cúmulo do absurdo ao afirmar que a obrigação de cumprimento do conteúdo local não é dela, mas, sim, das empresas que ela contrata.

Portogente
foto - ilustração
O presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), Ariovaldo Rocha, recorreu, na última semana, contra decisão que autorizou o prosseguimento do processo licitatório para o Campo de Libra e indeferiu o pedido de tutela de urgência para a suspensão do certame licitatório para o Campo de Sépia. A entidade entende que os magistrados foram induzidos a erro ao não garantir a suspensão de licitações ilegais, enquanto os pedidos de waiver apresentados pela Petrobras estão sendo analisados pela agência reguladora (ANP).
A decisão referente ao Campo de Libra permite a realização da licitação, mas impede a assinatura de qualquer contrato pela petroleira – o que demonstra a necessidade de resguardar o evidente interesse público envolvido. Tal decisão se baseou fundamentalmente no inédito pedido da ANP de acesso ao resultado de uma nova licitação realizada pela Petrobras. A licitação sem a cotação de fornecedores brasileiros e sem o conteúdo local, como pretende a Petrobras e suas sócias, é ilegal e inadequada, critica Rocha.

“A Petrobras não quer mais contratar empresas e trabalhadores brasileiros, mesmo contrariando regras e contratos vigentes e legítimos. A petroleira chega ao cúmulo do absurdo ao afirmar que a obrigação de cumprimento do conteúdo local não é dela, mas, sim, das empresas que ela contrata. Ora, os contratos assinados pela petroleira com a União são claros: cabe a ela, enquanto operadora do Campo, garantir a inclusão de fornecedores brasileiros entre as empresas convidadas a apresentar proposta e incluir os índices de conteúdo local contratados nos seus editais de contratação de bens e serviços”, lamenta o presidente do Sinaval.
Fonte - Portogente  13/04/2017

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Em defesa da engenharia nacional e do conteúdo local

Economia  👷

Realizado nesta terça-feira (9/02) em Brasília,a segunda reunião da Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional,contou com a presença de diversos parlamentares e lideranças da área produtiva e tecnológica, entre as ações prioritárias, o encontro apontou a necessidade de barrar iniciativa que coloque em risco a garantia de conteúdo local no próximo leilão da Petrobras.

Portogente
foto - ilustração
“O que nos une é um projeto de Brasil.” Assim o deputado federal Ronaldo Lessa (PDT-AL) resume a ampla e variada representação durante a segunda reunião da Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional, à qual coordena. Realizado nesta terça-feira (9/02) em Brasília, com a presença de diversos parlamentares e lideranças da área produtiva e tecnológica, entre as ações prioritárias, o encontro apontou a necessidade de barrar iniciativa que coloque em risco a garantia de conteúdo local no próximo leilão da Petrobras.
Nessa linha, entre três requerimentos aprovados, um deles é para realização de audiência pública com o propósito de debater sobre empresas convidadas pela empresa para construção da unidade de processamento de gás natural do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Os outros dois permitem instalar audiências para debater sobre obras inacabadas e a malha ferroviária brasileira, esta última programada para começo de março e com o subsídio de um documento entregue a Lessa pela diretora da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) Clarice Soraggi. Já o Sindicato dos Engenheiros no Rio Grande do Sul (Senge-RS) passou às mãos do parlamentar documento sobre a Lei de Licitações (8.666/1990), cujas mudanças encontram-se em discussão no Congresso Nacional.
Já à abertura, Murilo Pinheiro, presidente dessa entidade e do SEESP, expressou a preocupação central durante o ensejo, ao ler o Manifesto à Nação brasileira. No documento, a posição clara da engenharia: “Representamos aqui o conjunto de empresas instaladas no País, sem distinção entre o capital nacional e o estrangeiro. Não temos medo da competição. Não podemos, todavia, concordar com a exclusão sistemática das nossas empresas de processos licitatórios, como pode ocorrer na reativação das obras do Comperj, para a qual a Petrobras convidou apenas empresas estrangeiras, a menos que venham elas a operar no Brasil, gerar empregos e contratar máquinas e equipamentos fabricados aqui.”
A busca por deixar de fora as companhias brasileiras soma-se a outros projetos considerados deletérios ao desenvolvimento nacional (confira reportagem em https://goo.gl/CEuTWx). “Acompanhamos o anúncio de uma série de medidas que parecem colocar em jogo o modelo pelo qual o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) funciona e financia o desenvolvimento nacional. Por exemplo, no comitê relativo ao conteúdo local, o representante dessa instituição e o da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) perderam o direito a voto”, afirmou o diretor da Associação dos Funcionários do BNDES Arthur Koblitz.
Os participantes pretendem fazer gestões para impedir que decisões sejam tomadas a toque de caixa, por esse comitê do governo federal, o qual faz parte do Programa de Estímulo à Competitividade da Cadeia Produtiva, ao Desenvolvimento e ao Aprimoramento de Fornecedores do Setor de Petróleo e Gás Natural (Pedefor).
À audiência, o presidente do Clube de Engenharia, Pedro Celestino, salientou que o movimento em defesa do conteúdo local e da engenharia nacional conseguiu adiar a próxima reunião do comitê para dia 16. “Temos que mobilizar o que for possível para um novo adiamento. A Noruega é rica em petróleo, exige conteúdo local na exploração da riqueza do Mar do Norte e hoje tem um dos mais elevados Índices de Desenvolvimento Humano. A Nigéria, com sua riqueza extraída pelos grandes fornecedores de petróleo dos Estados Unidos, sem um projeto de desenvolvimento, tem 70% da população abaixo da linha da pobreza. O que estamos discutindo é se teremos o modelo Noruega ou Nigéria”, enfatizou. Presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco), José Roberto Bernasconi, lembrou que a China não permite o estabelecimento em seu território de nenhum conglomerado estrangeiro se não for mediante parceria para transferência de tecnologia. “Os Estados Unidos e o Canadá fazem isso. Não podemos deixar que nossa capacidade instalada seja desmontada, fazendo o saneamento financeiro da Petrobras e os acordos de leniência às empresas aqui instaladas necessários.” Na mesma linha, Arthur De Almeida Jr., da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas (Abimaq), colocou que o que está em debate é se “a Petrobras faz parte do projeto nacional ou não”. Leonardo Urpia, diretor da Federação Única dos Petroleiros (FUP), destacou que propostas na contramão da defesa do conteúdo local, com desinvestimento e ingresso indiscriminado de empresas internacionais, vão retirar empregos e prejudicar o desenvolvimento.
A senadora Lídice da Mata (PSB-BA) foi enfática: “Não podemos conviver com uma situação em que a engenharia esteja posta em risco, como está agora. Temos centenas de profissionais qualificados e empresas que precisam passar para o País as tecnologias desenvolvidas por nossas inteligências. Também queremos valorizar as mulheres que integram a engenharia nacional e reconhecer sua participação na área de ciência e tecnologia. Coloco-me à disposição nessa batalha. Na disputa pela exploração do petróleo no mundo, não podemos permitir que as empresas brasileiras sejam afastadas.”
Excelente. Assim Murilo classificou a reunião, destacando: “Mostra o acerto da criação da frente e do apoio irrestrito da FNE a essa iniciativa. Continuamos o trabalho agora tendo como prioridade a discussão sobre o conteúdo local para os próximos leilões da Petrobras.” A próxima reunião em Brasília está prevista para meados de março. 
(Por Soraya Misleh/Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo)
Fonte - Portogente  13/02/2017

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Parente, o serpente

Ponto de Vista  🔍

Engenharia é fator estratégico para o desenvolvimento nacional mas,a prevalecer a ideologia interessada,o Brasil também se privará de fontes decisivas de progresso.A contratação de transnacionais transfere para o exterior todas as atividades de pesquisa pura e aplicada,de inovação tecnológica e de projetos.Isso fará com que equipes de engenharia,que hoje atuam no País,sejam drasticamente reduzidas e dispersadas e eliminará o impulso futuro para formação de mais engenheiros e de avanço tecnológico e produtivo.

Por Artur Araújo* - Portogente
foto - ilustração
Pedro Parente, presidente da Petrobrás, publicou panfleto em um periódico. É boa uma de suas afirmações: “(...) a Petrobras defende uma política de conteúdo local que ajude a indústria a ser competitiva globalmente e está disposta a contribuir para isso. A política precisa incentivar a inovação, as parcerias, a produção com qualidade, custos e prazos adequados. (...) Esta é a verdadeira escolha: entre o ranço ideológico, que a poucos beneficia, e a dignidade e o bem-estar que um novo emprego pode proporcionar a milhões de brasileiros e a suas famílias.”
Só que ao longo do texto – ironicamente intitulado “Ranço ideológico e vida real” – o objetivo real de Parente vai se revelando em sinuosos movimentos. Ele nos conta, por exemplo, que “a exigência de um conteúdo local muito acima da capacidade da indústria impôs prejuízo significativo ao governo e ao setor. Quem diz isso não é a Petrobras, mas o Tribunal de Contas da União, que em auditoria recente concluiu que ‘existe um alto custo da política, em função da baixa competitividade da indústria nacional’”. Em bom português, isso é cascata.
Nem é necessário lembrar do efeito desastroso do real artificialmente valorizado (para “ancorar a inflação”), cenário que já liquida boa parte da competitividade de quem gera empregos, paga impostos e reinveste no Brasil. Juros internos absurdamente superiores aos internacionais são fator negativo mais do que conhecido. Parente sabe muito bem disso, mas sofre de amnésia interessada.
E mesmo com toda essa desvantagem competitiva de largada, há, sim, capacidade tecnológica e preços competitivos de fornecedores nacionais de construção pesada; de máquinas & equipamentos; de construção, manutenção, reparos e suporte navais, além de uma enorme gama de bens e serviços correlatos. Só não fala disso quem – por ranço ideológico, acobertamento da vida real e interesses econômicos ocultos – finge que não vê e não quer que ninguém mais veja.
As empresas que estão instaladas de fato no Brasil (pouco importa se seu controle acionário é de brasileiros ou não) não só permitem a geração e absorção local de tecnologia, como reduzem a pressão em nosso balanço de pagamentos (menos royalties a se enviar para o exterior) e são essenciais para a sustentação de uma extensa cadeia de “subfornecedores” locais de insumos, componentes e projetos.
Engenharia é fator estratégico para o desenvolvimento nacional mas,a prevalecer a ideologia interessada,o Brasil também se privará de fontes decisivas de progresso.
A contratação de transnacionais transfere para o exterior todas as atividades de pesquisa pura e aplicada, de inovação tecnológica e de projetos. Isso fará com que equipes de engenharia, que hoje atuam no País, sejam drasticamente reduzidas e dispersadas e eliminará o impulso futuro para formação de mais engenheiros e de avanço tecnológico e produtivo.
Entidades nacionais dos engenheiros (sindicatos, federações, sistema Confea/Creas, associações profissionais) e de representação empresarial (Abimaq, Sinaenco, Sinicon, Abemi, Sobena, entre outras), cientes da gravidade do cenário, vêm se articulando para contestar e tentar reverter essa trava ao nosso desenvolvimento.
Fatos tão relevantes quanto estes estão propositalmente ausentes do texto de Parente.
O auge do cinismo é atingido quando o presidente da Petrobrás saca duas “histórias de interesse humano”. Escolhe a dedo duas empresas instaladas no Brasil há décadas e que, portanto, são fornecedoras nacionais. Faz de conta que é a elas que se refere a crítica à nova política da Petrobrás, política que privilegia empresas transnacionais que desenvolvem tecnologia, projetam, fabricam, pagam impostos, geram empregos e investem fora do Brasil, em detrimento das que aqui operam, com maioria de capital brasileiro ou não.
As histórias de vida dos dois trabalhadores – da Schlumberger e da WEG –, que ele relata em clima emocional, é realmente meritória e entusiasma. E é essa a vida real que Parente quer encerrar. A reorientação que ele quer dar às compras da Petrobrás impedirá que muitas outras empresas instaladas no Brasil se viabilizem. E que muitos outros Adires e Ademires contribuam com suas famílias e com nosso país.
O ranço ideológico guia Parente: quer desmontar tudo que possa ser instrumento de autonomia brasileira. A vida real que ele nos propõe é o atraso: sermos meros entregadores de óleo bruto e deixar que todos os efeitos positivos da cadeia produtiva do setor de petróleo & gás vazem para as sedes dos conglomerados transnacionais que tanto o atraem.
Esse é o bote da serpente.
*Artur Araújo é consultor do projeto "Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento" , da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e em gestão pública e privada.
Fonte - Portogente  07/02/2017

sábado, 18 de junho de 2016

TV Brasil é a emissora que mais exibe filmes nacionais,diz Ancine

#DeVozAoBrasil

Ao todo, de acordo com o levantamento, a TV Brasil veiculou 120 títulos nacionais, enquanto a Globo reproduziu 87 e a TV Cultura, 55. O SBT não veiculou nenhum longa nacional durante todo o ano passado. Já Band e Record, respectivamente, veicularam um e três filmes brasileiros.

Ivan Richard
Repórteres da Agência Brasil

imagem/Ag.Brasil
O monitoramento anual da grade de programação da TV aberta do país, feito pela Agência Nacional do Cinema (Ancine), mostra que em 2015 a TV Brasil foi a emissora que exibiu o maior número de longas-metragens nacionais, seguida da Rede Globo e da TV Cultura.
Ao todo, de acordo com o levantamento, a TV Brasil veiculou 120 títulos nacionais, enquanto a Globo reproduziu 87 e a TV Cultura, 55. O SBT não veiculou nenhum longa nacional durante todo o ano passado. Já Band e Record, respectivamente, veicularam um e três filmes brasileiros.
O Informe de Acompanhamento do Mercado da TV Aberta, divulgado ontem (17), verificou a veiculação de 2.082 longas-metragens na grade de programação da TV aberta em 2015. Desse total, foram 384 exibições de 262 obras brasileiras e 1.698 veiculações de filmes estrangeiras. O número corresponde a 18,4% e 81,6% de participação, respectivamente. O SBT veiculou 177 filmes estrangeiros. A CNT, a TV Gazeta e a Rede TV! não veicularam longas-metragens de qualquer origem durante o ano passado.
A pesquisa dividiu a programação das emissoras em cinco categorias: entretenimento, informação, educação, publicidade e outros.
Por outro lado, o monitoramento msotra que o conteúdo veiculado na TV aberta, como um todo, é de origem majoritariamente brasileiro, com 83,3% do total da programação. De 2014 a 2015, o levantamento registrou crescimento da ocupação da grade com programação nacional na TV Brasil (11%), além de ligeiro crescimento na CNT (2,1%), na Record (1,7%) e na Rede TV! (0,7%).
O Informe de Acompanhamento do Mercado de TV Aberta fez o monitoramento da programação das redes de televisão Band, CNT, Globo, Record, RedeTV!, SBT, TV Brasil, TV Cultura e TV Gazeta. Os dados compilados referem-se a conteúdos veiculados na cidade de São Paulo, onde está sediada a maior parte das emissoras que comandam a rede no país.

Educação
Em relação à veiculação de conteúdos educativos, a TV Brasil também se destaca na pesquisa. A categoria ocupa 10,8% na grade de programação. Em seguida aparece a TV Cultura, com 9,6%. As emissoras de TV aberta, no geral, destinaram apenas 2,8% da grade de programação para conteúdo educativo. Por outro lado, o entretenimento, como tradicionalmente a pesquisa mostra, ocupou o maior tempo da programação, com quase 50% de tudo que foi veiculado nas TVs abertas.
“No que tange especificamente à educação, categoria a que menos se atribuiu destinação de tempo na programação, observa-se que esteve totalmente ausente nas grades da Record e do SBT, e foi inferior a 1% a veiculação desse conteúdo na Band, na CNT e na Rede TV!. Apresenta-se no patamar de 1,5% a participação da categoria na TV Gazeta, e como 2,3% na veiculação do conteúdo na Globo”, informa a pesquisa.
A categorias outros – que inclui, especialmente, o conteúdo religioso (21,4%), informação (20,6%), e publicidade (5,9%) completam os segmentos de conteúdos exibidos da TV aberta.

Religião
O monitoramento feito pela Ancine mostra ainda que houve ampliação significativa da veiculação do conteúdo religioso na grade de programação da TV aberta. O conteúdo atingiu 21,1% da programação total. “Integrante da categoria outros e líder histórico de ocupação da grade, o gênero ultrapassa a marca de um quinto do tempo total de veiculação de programas pelas emissoras em 2015”, diz a pesquisa.
Logo após aparecem os telejornais, integrantes da categoria informação, com 14,6% de ocupação na grade de programação, seguidos das séries (11,6%), classificadas de entretenimento. Juntos, os gêneros religioso e telejornal ocupam 35,7% do tempo, ou seja, mais de um terço de ocupação da grade, entre 31 itens considerados na classificação da programação.
O levantamento mostra que houve “taxa de crescimento vertiginoso” de 89,85% da veiculação de conteúdo religioso na grade de programação da CNT.
Fonte - Agência Brasil  18/06/2016