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quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Cuba abre operação de ferrovias para empresas estrangeiras

Transportes sobre trilhos  🚄🚃🚃🚃

Atualmente Cuba está implementando vários projetos para modernizar suas ferrovias até 2030, com o financiamento do governo e apoio de fontes russas e francesas. A ferrovia nacional Unión de Ferrocarriles de Cuba opera em torno de 4.500 km de linhas, enquanto outros 7.000 km pertencem a empresas agrícolas e industriais.

Railway Gazette
An electrified 150 km route links Habana
with Hershey and Matanzas / Railway Gazette
A legislação publicada no Diário Oficial do país em 21 de agosto permite que as ferrovias sejam operadas por empresas estrangeiras pela primeira vez em 60 anos.
Atualmente Cuba está implementando vários projetos para modernizar suas ferrovias até 2030, com o financiamento do governo e apoio de fontes russas e francesas. A ferrovia nacional Unión de Ferrocarriles de Cuba opera em torno de 4.500 km de linhas, enquanto outros 7.000 km pertencem a empresas agrícolas e industriais.
Em 21 de setembro de 2017, um contrato de € 1 9 bilhões para recuperação e modernização das ferrovias foi assinado pela subsidiária ferroviária nacional com a empresa russa RZD International, e a Transmashholding anunciou a assinatura de um contrato de € 135 milhões para fornecer 28 DMUs(Unidades Múltiplas Diesel) com ar condicionado e quatro carros, até 2021
Em julho deste ano,Cuba e o governo francês anunciaram planos para um acordo de desenvolvimento ferroviário de 40 milhões de euros.
Fonte - Railway Gazette  30/08/2018

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Desindustrialização nacional

Ponto de Vista  🔍

O efeito desse processo é o encolhimento dos investimentos produtivos nacionais, o aumento do desemprego entre trabalhadores qualificados e engenheiros, a perda de receita fiscal que acompanha o fraco dinamismo econômico e de competitividade junto ao mercado externo, dado que a ausência de conteúdo local também desestimula os processos de pesquisa e inovação, além de um rastilho de obras paradas e capacidade ociosa como já observamos em alguns setores e regiões do País."

Portogente
foto - ilustração
Em entrevista aos engenheiros de São Paulo, o professor de ciência política e economia da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), William Nozaki, se disse preocupado com as medidas econômicas do governo atual. Para o docente, elas são quase uma "sentença de morte" para o País.
Nozaki argumenta que "a política de conteúdo nacional é vital ao desenvolvimento industrial e tecnológico de qualquer país que pretenda robustecer seu mercado interno e fortalecer sua posição no mercado externo". Por isso, adverte, sem o conteúdo local praticado pela Petrobras, por exemplo, o que já se percebe é o enfraquecimento das indústrias de óleo e gás, naval, metalúrgica, química, civil e da engenharia pesada.
Ele diz: "O efeito desse processo é o encolhimento dos investimentos produtivos nacionais, o aumento do desemprego entre trabalhadores qualificados e engenheiros, a perda de receita fiscal que acompanha o fraco dinamismo econômico e de competitividade junto ao mercado externo, dado que a ausência de conteúdo local também desestimula os processos de pesquisa e inovação, além de um rastilho de obras paradas e capacidade ociosa como já observamos em alguns setores e regiões do País."
Nozaki não tem dúvida de que "a combinação entre desinvestimentos das empresas estatais, redução dos índices de conteúdo local para empresas nacionais, aumento da renúncia fiscal para empresas estrangeiras, liberação da entrada de equipamentos produzidos fora do País e a flexibilização do registro de engenheiros estrangeiros conformam um cenário acelerado de desindustrialização nacional".
A pergunta que fica é: por que o Brasil está abrindo mão do desenvolvimento, do conhecimento científico, da competitividade e da soberania?
Fonte - Portogente  13/12/2017

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Parente, o serpente

Ponto de Vista  🔍

Engenharia é fator estratégico para o desenvolvimento nacional mas,a prevalecer a ideologia interessada,o Brasil também se privará de fontes decisivas de progresso.A contratação de transnacionais transfere para o exterior todas as atividades de pesquisa pura e aplicada,de inovação tecnológica e de projetos.Isso fará com que equipes de engenharia,que hoje atuam no País,sejam drasticamente reduzidas e dispersadas e eliminará o impulso futuro para formação de mais engenheiros e de avanço tecnológico e produtivo.

Por Artur Araújo* - Portogente
foto - ilustração
Pedro Parente, presidente da Petrobrás, publicou panfleto em um periódico. É boa uma de suas afirmações: “(...) a Petrobras defende uma política de conteúdo local que ajude a indústria a ser competitiva globalmente e está disposta a contribuir para isso. A política precisa incentivar a inovação, as parcerias, a produção com qualidade, custos e prazos adequados. (...) Esta é a verdadeira escolha: entre o ranço ideológico, que a poucos beneficia, e a dignidade e o bem-estar que um novo emprego pode proporcionar a milhões de brasileiros e a suas famílias.”
Só que ao longo do texto – ironicamente intitulado “Ranço ideológico e vida real” – o objetivo real de Parente vai se revelando em sinuosos movimentos. Ele nos conta, por exemplo, que “a exigência de um conteúdo local muito acima da capacidade da indústria impôs prejuízo significativo ao governo e ao setor. Quem diz isso não é a Petrobras, mas o Tribunal de Contas da União, que em auditoria recente concluiu que ‘existe um alto custo da política, em função da baixa competitividade da indústria nacional’”. Em bom português, isso é cascata.
Nem é necessário lembrar do efeito desastroso do real artificialmente valorizado (para “ancorar a inflação”), cenário que já liquida boa parte da competitividade de quem gera empregos, paga impostos e reinveste no Brasil. Juros internos absurdamente superiores aos internacionais são fator negativo mais do que conhecido. Parente sabe muito bem disso, mas sofre de amnésia interessada.
E mesmo com toda essa desvantagem competitiva de largada, há, sim, capacidade tecnológica e preços competitivos de fornecedores nacionais de construção pesada; de máquinas & equipamentos; de construção, manutenção, reparos e suporte navais, além de uma enorme gama de bens e serviços correlatos. Só não fala disso quem – por ranço ideológico, acobertamento da vida real e interesses econômicos ocultos – finge que não vê e não quer que ninguém mais veja.
As empresas que estão instaladas de fato no Brasil (pouco importa se seu controle acionário é de brasileiros ou não) não só permitem a geração e absorção local de tecnologia, como reduzem a pressão em nosso balanço de pagamentos (menos royalties a se enviar para o exterior) e são essenciais para a sustentação de uma extensa cadeia de “subfornecedores” locais de insumos, componentes e projetos.
Engenharia é fator estratégico para o desenvolvimento nacional mas,a prevalecer a ideologia interessada,o Brasil também se privará de fontes decisivas de progresso.
A contratação de transnacionais transfere para o exterior todas as atividades de pesquisa pura e aplicada, de inovação tecnológica e de projetos. Isso fará com que equipes de engenharia, que hoje atuam no País, sejam drasticamente reduzidas e dispersadas e eliminará o impulso futuro para formação de mais engenheiros e de avanço tecnológico e produtivo.
Entidades nacionais dos engenheiros (sindicatos, federações, sistema Confea/Creas, associações profissionais) e de representação empresarial (Abimaq, Sinaenco, Sinicon, Abemi, Sobena, entre outras), cientes da gravidade do cenário, vêm se articulando para contestar e tentar reverter essa trava ao nosso desenvolvimento.
Fatos tão relevantes quanto estes estão propositalmente ausentes do texto de Parente.
O auge do cinismo é atingido quando o presidente da Petrobrás saca duas “histórias de interesse humano”. Escolhe a dedo duas empresas instaladas no Brasil há décadas e que, portanto, são fornecedoras nacionais. Faz de conta que é a elas que se refere a crítica à nova política da Petrobrás, política que privilegia empresas transnacionais que desenvolvem tecnologia, projetam, fabricam, pagam impostos, geram empregos e investem fora do Brasil, em detrimento das que aqui operam, com maioria de capital brasileiro ou não.
As histórias de vida dos dois trabalhadores – da Schlumberger e da WEG –, que ele relata em clima emocional, é realmente meritória e entusiasma. E é essa a vida real que Parente quer encerrar. A reorientação que ele quer dar às compras da Petrobrás impedirá que muitas outras empresas instaladas no Brasil se viabilizem. E que muitos outros Adires e Ademires contribuam com suas famílias e com nosso país.
O ranço ideológico guia Parente: quer desmontar tudo que possa ser instrumento de autonomia brasileira. A vida real que ele nos propõe é o atraso: sermos meros entregadores de óleo bruto e deixar que todos os efeitos positivos da cadeia produtiva do setor de petróleo & gás vazem para as sedes dos conglomerados transnacionais que tanto o atraem.
Esse é o bote da serpente.
*Artur Araújo é consultor do projeto "Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento" , da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e em gestão pública e privada.
Fonte - Portogente  07/02/2017

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Desenvolvimento e Petrobras

Desenvolvimento  ⛽

Diversas entidades se reúnem nesta segunda-feira (23/01),na capital paulista.Em pauta:a retomada do desenvolvimento,com ênfase na indústria,e o caso da licitação aberta pela Petrobras apenas para empresas estrangeiras para a construção de unidade do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), alijando do processo as empresas nacionais.

Portogente
foto - ilustração/arquivo
A Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e diversas entidades, como o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), o Clube de Engenharia, a Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) e os sindicatos nacionais da indústria da Construção Pesada (Sinicon) e de empresas de consultoria (Sinaenco) e a Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) se reúnem nesta segunda-feira (23/01), na capital paulista. Em pauta: a retomada do desenvolvimento, com ênfase na indústria, e o caso da licitação aberta pela Petrobras apenas para empresas estrangeiras para a construção de unidade do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj),alijando do processo as empresas nacionais.
O encontro contará também com a participação do presidente da Frente Parlamentar Mista da Engenharia,Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional, deputado federal Ronaldo Lessa (PDT-AL), que já se posicionou contrário ao certame da petrolífera: "Uma empresa brasileira tem que ficar de joelhos para uma firma internacional para poder entrar e trabalhar no seu próprio país, esse é um precedente perigoso politicamente e uma política antinacionalista.”

Brasileiros alijados
A licitação da Petrobras diz respeito à retomada das obras da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) no Comperj, em Itaboraí. Em nota publicada em seu site, a Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet) lamenta que “o otimismo e a expectativa em torno da UPGN, que seria a única obra prevista para o Plano de Investimentos 2015-2019, parecem submergir depois das incertezas do ano passado”. E continua: “E há uma razão forte para isso: a Petrobras acaba de enviar convites para 30 empresas estrangeiras participarem da licitação.Ao mesmo tempo em que se comemora a possível retomada, há também a decepção por nenhuma empresa brasileira ter sido convidada para participar do processo. Se elas participarem deste empreendimento, terão que se associar às empresas internacionais.”
Fonte - Portogente  23/01/2017

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

É duvidoso que Brasil preserve o direito ao seu petróleo'

Economia

O analista da empresa IFC Markets, Dmitry Lukashov, disse ao serviço russo da Rádio Sputnik que é duvidoso que o Brasil mantenha o direito ao seu próprio petróleo. Ele afirmou que era muito provável que depois da saída da ex-presidenta Dilma Rousseff as empresas estrangeiras recebessem acesso à plataforma continental com poços de petróleo no Brasil.

Sputnik
foto - ilustração/arquivo
As petrolíferas internacionais prestaram muita atenção à plataforma continental brasileira quando o parlamento do país aprovou a lei que permite aos investidores estrangeiros explorar poços de petróleo no pré-sal.
Na semana passada, o Congresso Nacional do Brasil votou a lei que derruba a norma que obrigava a estatal Petrobras,a ter um participação de 30% em projetos de extração de petróleo na plataforma continental.
O analista da empresa IFC Markets, Dmitry Lukashov, disse ao serviço russo da Rádio Sputnik que é duvidoso que o Brasil mantenha o direito ao seu próprio petróleo. Ele afirmou que era muito provável que depois da saída da ex-presidenta Dilma Rousseff as empresas estrangeiras recebessem acesso à plataforma continental com poços de petróleo no Brasil. "O Brasil dispunha de forma independente do seu petróleo desde 1997, quando a Petrobras recebeu o direito às jazidas. Pelos vistos, eles irão explorar estas jazidas em regime de concessão e pagar impostos para o orçamento brasileiro", afirmou.
Na sua opinião, talvez toda a indústria petrolífera do Brasil possa ficar nas mãos de empresas estrangeiras.
"Isso está na lógica do impeachment, da saída da presidenta Rousseff que representava o Partido dos Trabalhadores. Agora outras forças chegaram ao poder e consideram que é preciso explorar os poços de petróleo em conjunto com empresas estrangeiras. Penso que é uma decisão política ligada à mudança de governo e de presidente", disse Lukashov. Entretanto, o especialista sublinhou que as empresas russas não participarão de uma projetada concessão. A Petrobras explora cerca de 93% do petróleo brasileiro, mas há a presença de empresas estrangeiras, em particular, de três empresas – Chevron, Shell e Statoil – que produzem 1-3% do petróleo do Brasil. "As empresas russas praticamente não estão presentes [no mercado brasileiro]. É mais provável que estas três empresas tenham mais oportunidades de receber parte da concessão de produção de petróleo", disse.
Quanto ao destino da Petrobras, Lukashov disse que não ele é claro. A empresa tem uma dívida de $125 bilhões e planeja receber cerca de $40 bilhões por estes poços de petróleo. O preço das suas ações cresce de forma dinâmica. "Pode ser que um pacote de ações seja privatizado,isso não se exclui."
Lukashov disse que a grande dívida da Petrobras é explicada pela queda do preço do petróleo no mercado global. A empresa queria explorar a plataforma continental de forma independente, mas o plano de trabalhos não previa um preço tão baixo e a empresa teve de pedir empréstimos.
Fonte - Sputnik  12/10/2016

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Lava Jato poupou as estrangeiras

Política

As empreiteiras brasileiras acusadas de prática de suborno estão proibidas de firmar contrato com a Petrobras.As empresas estrangeiras Jurong, Keppel Fels, Saipem, Samsung e Mitsui não receberam visitas policiais para busca e apreensão nas filiais que todas têm no Brasil. Nem sofreram medida alguma por serem, como as brasileiras, acionadoras de corrupção e pagadoras de subornos. E continuam liberadas para fazer contratos com a Petrobras.

Janio de Freitas
É jornalista.Artigo publicado,originalmente,
no jornal Folha de S.Paulo - Portogente
foto - ilustração
Uma busca preliminar no que sucedeu desde a "Operação Juízo Final", criada há um ano para a prisão de dirigentes de empreiteiras, faz mais do que surpreender. E, dadas as indagações que suscita, clama por uma reflexão sobre as características não difundidas da Lava Jato e seus efeitos presentes e futuros.
Menos de uma semana depois daquela decisão que elevou o juiz Sergio Moro às culminâncias do prestígio, dava-se outro fato determinante na Lava Jato. Ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco assinava, em 19 de novembro, o acordo de delação premiada. Sua advogada era Beatriz Catta Preta, que mais tarde abandonaria os seus clientes, invocando ameaças recebidas. Ela e um batalhão de 14 procuradores e delegados da Polícia Federal assinaram o acordo.
Catta Preta já conduzira acordo semelhante para Julio Camargo. Sem vínculo com a Petrobras, esse lobista chegou a uma posição de destaque no noticiário da Lava Jato a partir da confissão de que ganhou muito dinheiro fazendo, em transações com dirigentes da estatal, a intermediação para as contratações da coreana Samsung e da japonesa Mitsui.
Mas Barusco foi o mais prolífico. Aqui mesmo, e quando seu nome mal fora citado, saiu a informação de que era o mais temido não só pelos já implicados, por estar com a vida pendente de um câncer. Foi dele a promessa de devolver quase U$ 100 milhões. Dinheiro de suborno recebido das maiores empreiteiras brasileiras. Mas não só. Além do que recebeu como gerente da Petrobras, depois Barusco foi subornado como diretor de uma empresa, a Sete Brasil, constituída para a produção de sondas destinadas ao pré-sal. Os estaleiros Jurong e Keppel Fels, de Cingapura, lhe pagaram alto pela obtenção e pelo valor das respectivas contratações.
Para não ficar só nas empreiteiras do Brasil e em grupos asiáticos, uma subornadora europeia enfeita a lista: um dos mais recentes delatores premiados, João Antonio Bernardi, descreveu subornos milionários de dirigentes da Petrobras para a contratação da italiana Saipem.
Decorrido um ano da Juízo Final, Ricardo Pessoa, dono da UTC, foi o mais noticiado dos dirigentes de empreiteiras brasileiras presos pela PF, com suas idas e vindas em torno da delação premiada. Dentre esses executivos, já há condenados a penas altas, como Sergio Mendes, da Mendes Júnior, com recente sentença de 19 anos. Em síntese, quem dentre eles não se dobrou à delação premiada, ou já está condenado, ou aguarda sentença em processo criminal por corrupção ativa, via suborno —e outras possíveis acusações em cada caso.
Nenhum dos dirigentes das empresas estrangeiras que pagaram suborno foi preso. Nem teve sua casa visitada pela PF para busca e apreensão de documentos. Nenhum está ou foi submetido a processo por suborno. Só os intermediários passaram por busca e apreensão. Como nos crimes de morte em que o matador e o intermediário são presos, mas o mandante não é incomodado. O Brasil conhece bem este tipo de critério.
As empreiteiras brasileiras acusadas de prática de suborno estão proibidas de firmar contrato com a Petrobras. O que tem implicações múltiplas também para a própria Petrobras.
As empresas estrangeiras Jurong, Keppel Fels, Saipem, Samsung e Mitsui não receberam visitas policiais para busca e apreensão nas filiais que todas têm no Brasil. Nem sofreram medida alguma por serem, como as brasileiras, acionadoras de corrupção e pagadoras de subornos. E continuam liberadas para fazer contratos com a Petrobras.
A diferenciação de tratamentos suscita inúmeras indagações, das quais a primeira pode ser esta: o objetivo da Lava Jato, e tudo o que a partir daí se irradia para o país todo, não era a corrupção, e só a corrupção?
Ah, sim, uma das cinco estrangeiras praticantes de corrupção, a Mitsui, ficou liberada para se tornar até sócia da Petrobras na Gaspetro. É o que acaba de fazer.
Fonte - Portogente  12/11/2015

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Estados Unidos reforçam interesse no setor ferroviário brasileiro

Infraestrutura

A Georgetown Rail Equipment Company desenvolve diversas soluções de tecnologia e equipamentos que auxiliam os processos de diagnósticos e manutenção de vias de composições ferroviárias e suas estruturas.

Redação Portogente

Duas importantes entidades do setor ferroviário norte-americano, a REMSA (Railway Engineering-Maintenance Suppliers Association), representante de empresas e profissionais de manutenção de vias, e o RSI (Railway Supply Institute Inc), que reúne a cadeia de fornecedores da indústria ferroviária, estarão juntas de outras sete companhias especializadas em soluções, tecnologia e equipamentos no pavilhão Estados Unidos durante a NT Expo - 17ª Negócios nos Trilhos, que acontece de 11 a 13 de novembro, no Expo Center Norte, em São Paulo. Este ano, a REMSA e o RSI foram os responsáveis por trazer ao parque de exposições as novidades e oportunidades americanas.
Segundo o gerente do evento, Renan Joel, a participação de empresas norte-americanas no evento é de extrema importância uma vez que o país é referência em eficiência ferroviária de carga, com a rede mais extensa do mundo, com mais de 225 mil quilômetros e participação de 43% na matriz de transporte local. “A expertise da indústria norte-americana é notória e as empresas percebem no mercado brasileiro uma oportunidade concreta de realizar negócios e contribuir com o desenvolvimento da ferrovia brasileira”, diz.
Empresas - Em 2014, o setor ferroviário norte-americano será representado pelas empresas AIC Rail, Georgetown Rail Equipment Company, Koppers Inc., Motive Equipment Inc., Nordco, TTCI (Transportation Technology Center, Inc), e Whitmore Rail. A seguir, um breve apanhado da especialidade de cada uma:
A AIC Rail é especialista em fornece soluções em coleta de dados, softwares e estações de medição para oficinas de rodas e de reparação. Uma das soluções que a empresa apresentará na feira é a Railcar Integrated Maintenance Suite, que otimiza o recebimento de carros a serem reparados, a seleção de peças e todo o processo de manutenção, facilitando a operação para as empresas que prestam esse tipo de serviços.
A Georgetown Rail Equipment Company desenvolve diversas soluções de tecnologia e equipamentos que auxiliam os processos de diagnósticos e manutenção de vias de composições ferroviárias e suas estruturas.
Já a divisão de produtos e serviços para ferrovias da Koppers é uma das mais importantes fornecedoras de madeira tratada e concreto para o setor e a empresa trará seu portfólio de produtos e serviços para a feira.
No segmento de locomotivas, destaque para a Motive Equipment Inc., que comercializa equipamentos e serviços para controle climático de locomotivas.
A Whitmore Rail leva sua experiência de mais de 121 anos oferecendo soluções em respiradores, óleos e lubrificantes para chaves de via e trechos em curvas, especificamente desenvolvidos para o aumento da eficiência da composição ferroviária.
A NT Expo contará também com a presença da Nordco, uma das mais antigas fornecedoras do setor, com expertise em máquinas para manutenção de trilhos.
Fonte - STEFZS  27/10/2014