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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Estados Unidos reforçam interesse no setor ferroviário brasileiro

Infraestrutura

A Georgetown Rail Equipment Company desenvolve diversas soluções de tecnologia e equipamentos que auxiliam os processos de diagnósticos e manutenção de vias de composições ferroviárias e suas estruturas.

Redação Portogente

Duas importantes entidades do setor ferroviário norte-americano, a REMSA (Railway Engineering-Maintenance Suppliers Association), representante de empresas e profissionais de manutenção de vias, e o RSI (Railway Supply Institute Inc), que reúne a cadeia de fornecedores da indústria ferroviária, estarão juntas de outras sete companhias especializadas em soluções, tecnologia e equipamentos no pavilhão Estados Unidos durante a NT Expo - 17ª Negócios nos Trilhos, que acontece de 11 a 13 de novembro, no Expo Center Norte, em São Paulo. Este ano, a REMSA e o RSI foram os responsáveis por trazer ao parque de exposições as novidades e oportunidades americanas.
Segundo o gerente do evento, Renan Joel, a participação de empresas norte-americanas no evento é de extrema importância uma vez que o país é referência em eficiência ferroviária de carga, com a rede mais extensa do mundo, com mais de 225 mil quilômetros e participação de 43% na matriz de transporte local. “A expertise da indústria norte-americana é notória e as empresas percebem no mercado brasileiro uma oportunidade concreta de realizar negócios e contribuir com o desenvolvimento da ferrovia brasileira”, diz.
Empresas - Em 2014, o setor ferroviário norte-americano será representado pelas empresas AIC Rail, Georgetown Rail Equipment Company, Koppers Inc., Motive Equipment Inc., Nordco, TTCI (Transportation Technology Center, Inc), e Whitmore Rail. A seguir, um breve apanhado da especialidade de cada uma:
A AIC Rail é especialista em fornece soluções em coleta de dados, softwares e estações de medição para oficinas de rodas e de reparação. Uma das soluções que a empresa apresentará na feira é a Railcar Integrated Maintenance Suite, que otimiza o recebimento de carros a serem reparados, a seleção de peças e todo o processo de manutenção, facilitando a operação para as empresas que prestam esse tipo de serviços.
A Georgetown Rail Equipment Company desenvolve diversas soluções de tecnologia e equipamentos que auxiliam os processos de diagnósticos e manutenção de vias de composições ferroviárias e suas estruturas.
Já a divisão de produtos e serviços para ferrovias da Koppers é uma das mais importantes fornecedoras de madeira tratada e concreto para o setor e a empresa trará seu portfólio de produtos e serviços para a feira.
No segmento de locomotivas, destaque para a Motive Equipment Inc., que comercializa equipamentos e serviços para controle climático de locomotivas.
A Whitmore Rail leva sua experiência de mais de 121 anos oferecendo soluções em respiradores, óleos e lubrificantes para chaves de via e trechos em curvas, especificamente desenvolvidos para o aumento da eficiência da composição ferroviária.
A NT Expo contará também com a presença da Nordco, uma das mais antigas fornecedoras do setor, com expertise em máquinas para manutenção de trilhos.
Fonte - STEFZS  27/10/2014

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Ferrovias tentam recuperar atraso

Transportes sobre trilhos

Estudo feito pela associação aponta que a movimentação de cargas pelas concessionárias de ferrovias foi 1,8% maior em 2013 em comparação com o ano anterior.

Valor Econômico/Abifer
foto - ilustração
Depois de décadas paralisado, o setor ferroviário engata a primeira e acelera para compensar o atraso. Os sinais indicam que as promessas serão cumpridas nos prazos. Os 11 mil quilômetros de construção e melhoramento de ferrovias previstos pelo Programa de Investimentos em Logística (PIL) devem entrar em operação comercial em 2022. As obras, que envolvem 12 ferrovias, estão sendo tocadas com investimentos de R$ 99,6 bilhões. A confiança de que os prazos serão cumpridos foi anunciada pela Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga (Anut) durante o painel Expansão do Modal Ferroviário, no seminário Semana da Infraestrutura, realizado pela Fiesp, entre os dias 19 e 22 de maio.
Nos últimos dois anos, a malha ferroviária brasileira recebeu investimentos de R$ 4,67 bilhões para a modernização do sistema e é esperado que os concessionários manterão um patamar de investimentos de R$ 5 bilhões por ano. "O entendimento dos nossos concessionários é de que o investimento vai continuar entre R$ 5 bilhões e R$ 5,5 bilhões. É uma declaração notória de que o setor continua acreditando nas ações que vêm pela frente", afirmou Rodrigo Vilaça, presidente-executivo da Associação Nacional dos Transportes Ferroviários (ANTF).
Estudo feito pela associação aponta que a movimentação de cargas pelas concessionárias de ferrovias foi 1,8% maior em 2013 em comparação com o ano anterior. O volume transportado também aumentou de 481 milhões de toneladas úteis para 490 milhões no mesmo período. "Os principais produtos transportados foram minério de ferro e carvão, com 75,71% da movimentação, seguidos pelo agronegócio, responsável por 14,86% do volume movimentado", acrescenta. Outro dado apontado pela associação e que embasa a corrida do setor está focado na produção ferroviária que, embora registrando apenas um ligeiro aumento, fechou 2013 positivo, passando de 297,8 bilhões de toneladas por quilômetro útil (TKU) em 2012 para 301 bilhões de TKU no ano passado. "A movimentação de cargas cresceu 93,4% tomando como base 1997 em comparação ao ano passado e, no mesmo período, os investimentos foram de apenas R$ 39,7 bilhões", diz. Pelas contas de Vilaça, o setor ferroviário gastou, em média, R$ 3,5 bilhões por ano em concessões, arrendamento, investimentos e tributos ao longo dos últimos 16 anos.
Para Luiz Henrique Baldez, presidente da Anut, que também participou do painel, os consumidores de transporte de carga sobre ferrovia estão otimistas e acreditam que dentro de oito anos a radiografia da ferrovia mostrará um grande avanço. Em 2014 deve ser iniciado o processo licitatório, com os primeiros contratos dos trechos a serem construídos, que devem ser iniciados apenas no ano que vem. A conclusão ainda demora. "Os planos do programa de investimentos só vão existir fisicamente nos anos 2020. Não tem como fazer uma ferrovia de 2 mil quilômetros em dois, três anos", afirmou.
Para o ano que vem são esperados avanços nos passos técnicos e institucionais após a realização e aprovação do marco regulatório em 2014. Com a aprovação de órgãos regulatórios e assinatura dos contratos de concessão em 2015, as obras devem começar no ano seguinte, com duração prevista entre três e quatro anos. "Este é um tempo médio que o setor privado constrói ferrovias deste porte", afirmou. Baldez também sugeriu a adoção mais efetiva de revisão dos tetos tarifários para os usuários do setor por meio dos marcos regulatórios. "A revisão tarifária tem de ser um processo com o qual a gente se acostume", afirmou. "Também estou propondo que nós usuários participemos do processo de fiscalização da ANTT porque são os usuários que sabem onde o calo está doendo", acrescentou.
O presidente da Anut aproveitou a oportunidade para apontar deficiências do setor logístico no Brasil e criticar os órgãos governamentais que, do seu ponto de vista, são inoperantes. "Não se tem claro qual a missão de cada órgão, de cada agência reguladora. Nesse momento, o que o país precisa é se organizar. É necessários minimizar os riscos para o empresariado que faz investimentos de longo prazo. Queremos mais capacidade ofertada ao mercado para atender as necessidades do setor", declarou. O executivo entende que 2014 será um ano de preparação de toda base e processos regulatórios para viabilizar a operação dos novos trechos em 2022. "É preciso que a agenda regulatória prioritária esteja fechada até o final deste ano para não termos problemas", acrescentou.
O economista Bernardo Figueiredo afirmou que não há mais dúvida entre os diversos setores econômicos e autoridades do governo de que o país precisa de ferrovias. O que falta definir é para que o país precisa recuperar e ampliar sua malha ferroviária. "Agora tem que discutir o seguinte: estou fazendo ferrovia para quê? Às vezes se discutem modelos e se esquece por que está fazendo", disse. "O país precisa de ferrovia integrada". Para Figueiredo, que foi presidente da Empresa de Planejamento Logístico (EPL), "não adianta construir uma cortina de fumaça cheia de estatística e valor de investimento ou ficar tentando defender projetos inconsistentes. Temos que admitir o seguinte: não temos ferrovia nesse país". "O que temos não serve. Se tirar o minério das estatísticas, não sobra nada", completou. Do seu ponto de vista, uma licitação de ferrovia depende muito mais de um bom projeto do que da efetivação do marco regulatório. "É fato que o marco regulatório faz uma licitação andar. Mas o que conta mesmo é um projeto. Esse é o gargalo que temos de superar primeiro: nossa capacidade de produzir bons projetos", afirmou.
Alex Trevizan, gerente de Operações da Vale c Engenharia, Construções e Ferrovias SA, e que também participou do debate, acrescentou que hoje "o governo vê a Norte/Sul como uma ferrovia estruturadora à medida que ligará o país de ponta a ponta dando opções de portos para os usuários". "À medida que aumenta a concorrência o preço da tarifa diminui". resumiu.
Fonte - STEFZS  30/30/2014

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Com TAV no papel, setor ferroviário aposta nos trens regionais

Transportes sobre trilhos

Agência Efe
foto - ilustração
Com o projeto do governo brasileiro do Trem de Alta Velocidade (TAV ou trem-bala) ainda no papel, o setor da indústria ferroviária aposta no desenvolvimento dos trens regionais, após anos de baixo investimento em infraestrutura.
"Sofremos um atraso em infraestrutura ferroviária desde as décadas 80 e 90, quando era destinado 1,8 % do PIB (Produto Interno Bruto) da época", disse a Agência Efe Vicente Abate, presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer) na abertura da 16ª feira de negócios Business on Rail.
Na última década, disse Abate, o setor começou a dar sinais de recuperação porque se demonstrou que "em mobilidade urbana o transporte ferroviário é mais rentável e prioritário".
E destacou que com o projeto de trem-bala adiado, o "desafio de integração" pode ser resolvido com os trens regionais de maneira "rápida e econômica" e inclusive com uma maior capacidade para o transporte de cargas.
O presidente do conselho da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), Ângelo Baptista, tem opinião semelhante. Diante de um trem-bala "distante", o desenvolvimento ferroviário se coloca na "agenda de prioridades" do país.
Para Baptista, o leilão para o TAV, adiado por um ano deve demora ainda mais, pois em 2014 o país terá Copa do Mundo e eleições presidenciais.
Para o presidente-executivo da ANTF, Rodrigo Vilaça, os investimentos em logística e infraestrutura poderão "projetar ao país" em termos de competitividade industrial e exportadora.
Um dos 21 países participantes da Business on Rail é a Espanha, que considera "prioritário" o mercado ferroviário brasileiro.
De acordo com o diretor da Associação Ferroviária Espanhola (Mafex), Pedro Fortea, desde 2004, quando a entidade começou a participar da feira, o "Brasil representa muitas oportunidades para empresas espanholas".
Os projetos de ampliação do metrô na região metropolitana de São Paulo são uma das grandes apostas da Espanha, "independente do futuro ou não dos trens de alta velocidade", ressaltou Fortea.
O Programa Estadual de Transporte (PET), vigente durante os próximos 25 anos, é um dos mais ambiciosos projetos do governo federal, e tem verba estimada de US$ 72 bilhões para ferrovias e estradas.
Em transporte metropolitano, o programa de infraestruturas prevê a construção de vários sistemas de metrô, trem e monotrilho nas principais cidades do país, entre eles o trem-bala, ligando São Paulo e Rio de Janeiro.
A Abifer calcula que o setor ferroviário brasileiro movimentará R$ 70 bilhões por ano entre os próximo cinco e dez anos.
A Business on Rail, principal feira do setor na América do Sul, começou hoje com a participação de 250 expositores de 21 países e vai até na quinta-feira no ExpoCenter Norte de São Paulo. A estimativa é que 10 mil visitantes passem por lá.
Os países participantes desta edição são: Alemanha, Argentina, Áustria, Bélgica, Canadá, China, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Itália, Japão, Malásia, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Tcheca, Rússia e Suíça.
Fonte  - Revista Ferroviária  05/11/2013