UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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quarta-feira, 27 de julho de 2016

Estudos sobre Trem de Alta Velocidade são apresentados na EPL

Transportes sobre trilhos

Em reunião realizada com a diretoria da EPL no dia 7 de junho, o diretor-geral da CRCC no Brasil, Zhao Jianping, ressaltou a importância da região para o PIB do Brasil e o papel do país na economia global.

EPL
foto-ilustração/arquivo
Com o objetivo de dar continuidade ao projeto de implantação do Trem de Alta Velocidade no Brasil, representantes da China Railway Construction Corporation (CRCC) se reuniram com a diretoria da EPL para mais uma debate sobre o tema.
Dessa vez, a proposta elaborada pelos chineses também foi apresentada para os secretários do Programa de Parcerias de Investimentos, Adalberto Vasconcelos e Marcelo Allain, bem como para representantes da Valec e do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil.
Para Adalberto Vasconcelos, o projeto apresentado pela empresa chinesa ainda precisa ser aprofundado para que se tenha um melhor embasamento sobre a rentabilidade e viabilidade do empreendimento.
O gerente de passageiros da EPL, Roberto David, expôs aos participantes da reunião um breve histórico do projeto e medidas tomadas pela EPL após o adiamento da licitação em 2012, como o aprimoramento da base de dados e estudos para melhoria do traçado.
Para o diretor-presidente da EPL, Eduardo de Castro, a EPL tem plenas condições de estar à frente do projeto. “A EPL já tem um trabalho de qualidade sendo desenvolvido e com certeza pode contribuir para que o projeto esteja de acordo com as necessidades e anseios do Governo Federal”, disse.

Histórico
Em reunião realizada com a diretoria da EPL no dia 7 de junho, o diretor-geral da CRCC no Brasil, Zhao Jianping, ressaltou a importância da região para o PIB do Brasil e o papel do país na economia global.
“O trecho contempla duas das cidades mais populosas da América Latina. O Trem de Alta Velocidade Rio de Janeiro – Campinas é um dos mais viáveis do mundo”, afirmou.
Na ocasião, Eduardo de Castro sugeriu um termo de cooperação técnica entre as duas empresas com a finalidade de aprimorar o desenvolvimento do projeto.
Fonte - EPL  26/07/2016

quinta-feira, 23 de abril de 2015

TAV SP- Rio,projeto não foi abandonado diz Temer

Transportes sobre trilhos

Foi a resposta dada pelo vice-presidente da República, Michel Temer, durante um encontro com empresários organizado pela agência espanhola de notícias EFE e a consultoria KPMG, em Madri, nesta quinta-feira.

Valor Econômico
foto - ilustração
O projeto de trem de alta velocidade entre São Paulo e Rio de Janeiro não foi abandonado pelo governo e, talvez, venha a ser retomado após o ajuste fiscal. Foi a resposta dada pelo vice-presidente da República, Michel Temer, durante um encontro com empresários organizado pela agência espanhola de notícias EFE e a consultoria KPMG, em Madri, nesta quinta-feira.
O governo fez várias tentativas de licitação, sem sucesso. Em 2013, o Palácio do Planalto estimava que o custo da obra ficaria em R$ 34 bilhões, enquanto analistas do setor privado previam algo próximo de R$ 50 bilhões.
Segundo Temer, o projeto do TAV foi adiado, “mas não saiu do objetivo” do governo e “talvez venha a ser retomado até o fim do ano”. Mas logo depois foi mais prudente. “Vamos ver depois do ajuste fiscal.”
Fonte - Revista Ferroviária  23/04/2015

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

EPL retoma estudos para a construção do TAV

Transportes sobre trilhos

A EPL, presidida pelo engenheiro Josias Cavalcante, já tem quase prontos os termos de um edital para contratar estudos que vão trazer novas estimativas de demanda de passageiros e reavaliar o traçado do TAV. Para isso, haverá a necessidade de um intenso trabalho de campo, como a realização de sondagens geológicas.

Valor Econômico
foto - ilustração
A Empresa de Planejamento e Logística (EPL) retomou discretamente os estudos para a construção do trem de alta velocidade. O projeto de ligação ferroviária entre Rio, São Paulo e Campinas havia praticamente desaparecido desde que a presidente Dilma Rousseff decidiu suspender, em cima da hora, o leilão marcado para agosto de 2013. Era terceira tentativa fracassada de licitação.
Como os estudos ficaram desatualizados, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou uma revisão geral dos números considerados no projeto, caso o governo tenha a intenção de tirá-lo novamente da gaveta. A EPL, presidida pelo engenheiro Josias Cavalcante, já tem quase prontos os termos de um edital para contratar estudos que vão trazer novas estimativas de demanda de passageiros e reavaliar o traçado do TAV. Para isso, haverá a necessidade de um intenso trabalho de campo, como a realização de sondagens geológicas.
Antes de lançar uma concorrência pública, no entanto, a estatal aguarda uma decisão política do governo sobre a continuidade do projeto. O que se quer é evitar toda a novela em torno dos preparativos de uma megaconcessão e nova desistência no fim do processo.
Da última vez, Dilma optou por adiar indefinidamente o leilão, apesar de pelo menos um consórcio internacional ter garantido a apresentação de uma proposta: os franceses da Alstom e da SNCF. Os consórcios da Espanha e da Alemanha confirmaram interesse, mas pediram mais prazo para a elaboração de suas ofertas. Em meio às denúncias de um cartel nas obras de metrôs, o governo decidiu não fazer a licitação com apenas um concorrente.
Agora, porém, o trem de alta velocidade tem apoio bem mais limitado na Esplanada dos Ministérios. O maior entusiasta do projeto era o economista Bernardo Figueiredo, que deixou a EPL. Quem também defendia o projeto era o ex-ministro dos Transportes, Paulo Passos, que saiu do governo. Outros setores têm visão mais crítica do empreendimento.
Na época do adiamento, cogitou-se a possibilidade de aproveitar para fazer avanços no projeto executivo do trem-bala e no licenciamento ambiental, mas quase nada andou desde então. De volta à estaca zero, o projeto terá novas estimativas sobre a demanda de passageiros em relação às preparadas pela consultoria britânica Halcrow em 2009. O projeto atual prevê oito estações: aeroporto de Viracopos, Campinas, São Paulo, aeroporto de Guarulhos, São José dos Campos, Volta Redonda-Resende, aeroporto do Galeão e Rio de Janeiro.
Fonte - Revista Ferroviária  08/01/2015

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

TAV permanece na "linha de projetos" da União

Transportes sobre trilhos ( TAV)

Valor Econômico
foto - ilustração
O ministro dos Transportes, , disse ontem que o Trem de Alta Velocidade (TAV), que interligará as cidades de Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas, continua na "linha de projetos" do governo que precisam sair do papel.
"O trem de alta velocidade está nos projetos. Como este ano só tivemos um interessado em participar da licitação, o governo achou por bem adiar o processo de licitação que escolheria a tecnologia a ser usada na operação", disse Borges, em audiência pública Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados.
O ministro afirmou que somente a Alstom se interessou em participar da licitação que seria realizada em setembro deste ano. Desde a gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governo tem tentado licitar o projeto, que já acumula diversos adiamentos.
Durante a audiência, o ministro frisou ainda ser um "adepto" da adoção do modelo de trem de alta velocidade no Brasil. Do contrário, disse ele, a ligação das cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo terão que contar com novas alternativas de aeroportos e rodovias de alta capacidade para garantir o atendimento da demanda futura de fluxo de passageiros.
Borges questionou o fato de outros países como China, Espanha, França Alemanha, Japão e Coreia do Sul contarem com trens de alta velocidade em operação e o Brasil não. "Acho que é um avanço tecnológico para o Brasil. Temos que pensar grande, pensar no futuro", ressaltou.
Segundo estudos do governo, o trem-bala terá investimentos de R$ 35,6 bilhões, a preços de 2008. Após sucessivos adiamentos, o modelo de licitação passou por adaptações que levaram o leilão ser dividido em duas etapas.
Na primeira fase será escolhida a empresa detentora da tecnologia, que vai operar o trem por 40 anos, ficando responsável pelo investimento de R$ 8,7 bilhões. Em seguida, será feita a segunda etapa do leilão para a escolha das empresas que realizarão obras de infraestrutura (pontes, viadutos, túneis e via permanente), que consumirá R$ 26,9 bilhões, a preços de 2008.
Fonte - Revista Ferroviária  12/12/2013

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Com TAV no papel, setor ferroviário aposta nos trens regionais

Transportes sobre trilhos

Agência Efe
foto - ilustração
Com o projeto do governo brasileiro do Trem de Alta Velocidade (TAV ou trem-bala) ainda no papel, o setor da indústria ferroviária aposta no desenvolvimento dos trens regionais, após anos de baixo investimento em infraestrutura.
"Sofremos um atraso em infraestrutura ferroviária desde as décadas 80 e 90, quando era destinado 1,8 % do PIB (Produto Interno Bruto) da época", disse a Agência Efe Vicente Abate, presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer) na abertura da 16ª feira de negócios Business on Rail.
Na última década, disse Abate, o setor começou a dar sinais de recuperação porque se demonstrou que "em mobilidade urbana o transporte ferroviário é mais rentável e prioritário".
E destacou que com o projeto de trem-bala adiado, o "desafio de integração" pode ser resolvido com os trens regionais de maneira "rápida e econômica" e inclusive com uma maior capacidade para o transporte de cargas.
O presidente do conselho da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), Ângelo Baptista, tem opinião semelhante. Diante de um trem-bala "distante", o desenvolvimento ferroviário se coloca na "agenda de prioridades" do país.
Para Baptista, o leilão para o TAV, adiado por um ano deve demora ainda mais, pois em 2014 o país terá Copa do Mundo e eleições presidenciais.
Para o presidente-executivo da ANTF, Rodrigo Vilaça, os investimentos em logística e infraestrutura poderão "projetar ao país" em termos de competitividade industrial e exportadora.
Um dos 21 países participantes da Business on Rail é a Espanha, que considera "prioritário" o mercado ferroviário brasileiro.
De acordo com o diretor da Associação Ferroviária Espanhola (Mafex), Pedro Fortea, desde 2004, quando a entidade começou a participar da feira, o "Brasil representa muitas oportunidades para empresas espanholas".
Os projetos de ampliação do metrô na região metropolitana de São Paulo são uma das grandes apostas da Espanha, "independente do futuro ou não dos trens de alta velocidade", ressaltou Fortea.
O Programa Estadual de Transporte (PET), vigente durante os próximos 25 anos, é um dos mais ambiciosos projetos do governo federal, e tem verba estimada de US$ 72 bilhões para ferrovias e estradas.
Em transporte metropolitano, o programa de infraestruturas prevê a construção de vários sistemas de metrô, trem e monotrilho nas principais cidades do país, entre eles o trem-bala, ligando São Paulo e Rio de Janeiro.
A Abifer calcula que o setor ferroviário brasileiro movimentará R$ 70 bilhões por ano entre os próximo cinco e dez anos.
A Business on Rail, principal feira do setor na América do Sul, começou hoje com a participação de 250 expositores de 21 países e vai até na quinta-feira no ExpoCenter Norte de São Paulo. A estimativa é que 10 mil visitantes passem por lá.
Os países participantes desta edição são: Alemanha, Argentina, Áustria, Bélgica, Canadá, China, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Itália, Japão, Malásia, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Tcheca, Rússia e Suíça.
Fonte  - Revista Ferroviária  05/11/2013

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Governo mantém TAV no PAC, apesar de leilão adiado

Transportes |Sobre trilhos

Valor Econômico
foto - ilustração
Apesar de o leilão do trem de alta velocidade (TAV) ter sido adiado e não haver nova previsão de data para a concorrência, o empreendimento continua recebendo selo verde no balanço recém-divulgado do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Isso indica que o governo não desistiu de licitá-lo, mas a única "providência" descrita no balanço para o trem-bala Rio-São Paulo-Campinas é a "continuidade da execução do projeto de engenharia".
"O projeto é necessário ao país, tem viabilidade técnico-econômica e vamos adquirir tecnologia", disse o ministro dos Transportes, César Borges, ao ser questionado sobre as razões de o TAV ter sido classificado como "adequado" no novo balanço. "Sem ele, como vamos atender à demanda entre as cidades? Fazendo novos aeroportos? Como vamos ligar Viracopos com a capital (de São Paulo)?", questionou Borges. Ele mesmo respondeu: "Só com o trem de alta velocidade. Temos convicção de que o projeto é necessário ao país".
Fonte - Revista Ferroviária  18/10/2013

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Governo mantém previsão para tirar o TAV do papel

Trem de Alta velocidade

Valor Econômico
foto - ilustração

O governo federal adiou, no início de agosto, a primeira etapa do leilão do Trem de Alta Velocidade (TAV), um moderno - e controverso - projeto que prevê o transporte de passageiros entre as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas. O leilão, agendado para 19 de setembro, teve seu adiamento confirmado antes mesmo da entrega das propostas, em 16 de agosto, e deve demorar pelo menos um ano para ocorrer. A explicação do ministro dos Transportes, César Borges, é que a postergação ocorreu a pedido dos prováveis participantes, que pediram mais tempo para organizar os consórcios e estruturar suas propostas.
Anunciado em 2007, o projeto da primeira linha de alta velocidade na América Latina, que percorreria um trajeto de 511 quilômetros entre as três cidades e com uma demanda de 100 milhões de passageiros/ano em 2044, é cercado de polêmica. O alto custo envolvido - R$ 36 bilhões, segundo estimativa de setembro de 2008, a maior parte saindo dos cofres públicos -, a falta de um projeto executivo que garanta a viabilidade econômica e operacional da obra e mesmo a aposta em investir em um projeto considerado por muitos especialistas como não prioritário em termos logísticos são os motivos mais apontados pelas vozes contrárias ao TAV.
Para Paulo Fleury, presidente do Instituto Ilos, o projeto do TAV é descabido sob o ponto de vista de investimento de logística. "Primeiro pela falta de prioridade real. Segundo, porque ainda não se sabe exatamente quanto vai custar. Sem o estudo detalhado de engenharia, o preço final da obra pode dobrar com os níveis de erros que existem em projetos desse tipo", afirma.
Ao Valor, o diretor da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), subordinada ao Ministério dos Transportes, Hélio Mauro França, afirma que o novo adiamento não muda a previsão de entrada do trem-bala em operação, em 2020. "A data continua mantida. O adiamento não prejudica a implantação do projeto. Ao contrário, traz consigo uma perspectiva de competição mais agressiva e acirrada". A maior urgência é elaborar um projeto executivo que inclui todo o aparato que engloba a instalação de um trem de alta velocidade, desde o traçado da via, as obras de engenharia, sistema de eletrificação, sinalização, telecomunicações, oficinas de manutenção, centros de controle operacional e sistemas de energização nas linhas de transmissão.
Fonte - Revista Ferroviária  30/09/2013

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Por uma ponte ferroviária

TAV -Trem de alta velocidade

foto ilustração - Tav  Ferrari
“Melhor do que escolher uma tecnologia e um fornecedor para o trem de alta velocidade brasileiro seria
contar com vários operadores, como acontece em linhas de ônibus ou avião, para que entrem em competição e busquem cada um atrair os passageiros pela qualidade do serviço”. A sugestão vem de alguém que entende do assunto: do diretor de Alta Velocidade da União Internacional das Ferrovias, Ignacio Barron.
Ele diz que trens de alta velocidade variam muito pouco, e pouco influenciam na infraestrutura. “É igual a avião: quando eu entro num avião, não olho o fabricante nem o tipo de aparelho. E muita gente faz a mesma coisa. O que me interessa, como passageiros, é o conforto, o serviço, a pontualidade e a segurança. Por que a ligação Rio-São Paulo-Campinas não pode funcionar como a Ponte Aérea?
Barron acredita que um leilão assim organizado seria capaz de atrair as operadoras aéreas e rodoviárias que hoje fazem Rio-São Paulo – e não colocá-las em campo adverso: “a operadora que ganhar vai comprar seus trens, assim como compra seus aviões ou seus ônibus, e operá-los da melhor maneira”.
Fonte - Revista Ferroviária  12/09/2013

terça-feira, 11 de junho de 2013

TAV - RIO / SP Japoneses na disputa

Japoneses na disputa pelo TAV

O Estado de S. Paulo
A três meses da publicação do edital que revelará oficialmente as regras para assumir o projeto do Trem de Alta Velocidade (TAV) que ligará Campinas, São Paulo e Rio, a japonesa Hitachi deu início a uma
Foto - ilustração
campanha para mostrar que entende do assunto. "A gente não pode chegar lá mais rápido?", pergunta um dos anúncios da empresa em mídia impressa, fazendo referência ao compromisso com "sistemas de transporte eficientes".
A companhia, que se considera a líder mundial nesse segmento, integra um dos consórcios que disputarão a licitação. Ela entra no negócio com o fornecimento do trem e com a gestão do sistema de transporte e passageiros. Ao lado dela estão as também japonesas Mitsui, Toshiba e Mitsubishi Heavy Industries.
O projeto é uma das apostas da empresa para colocar em prática um ambicioso plano de expansão no País: até 2015, ela pretende quadruplicar o faturamento no Brasil para US$ 1,5 bilhão.
O diretor-presidente da Hitachi no Brasil, Toshiro Iwayama, diz que a empresa já conversa com o governo sobre o trem-bala há três anos. "Eu praticamente tenho um passe para ir a Brasília." A empresa aguarda o edital para avaliar os detalhes do projeto, mas já vê que há "coisinhas" a serem consertadas. O retorno financeiro prometido, por enquanto, não parece ser alto.
A Hitachi já faz a gestão de sistemas de transporte e passageiros no Japão e no Reino Unido. No Brasil, a empresa tem trens em São Paulo (CPTM), Porto Alegre e no Rio. Os japoneses também se prepararam para participar da licitação da Linha 18 do Metrô de São Paulo, prevista para o mês que vem.
Fonte - Revista Ferroviária 10/06/2013

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Dilma anuncia TAV em Paris

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Dilma Rousseff discursa durante 81ª Assembleia Geral da UIC

A presidente Dilma Rousseff anunciou na manhã desta quarta-feira (12/12) que o edital da primeira fase do projeto do TAV brasileiro será publicado nesta quinta-feira (13/12). O anúncio foi feito durante na abertura da 81ª Assembleia Geral da UIC, em Paris. Em seu discurso, a presidente justificou a ausência do dirigente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, que ficou no Brasil cuidando do lançamento do edital.
Durante o evento, Guilherme Quintella, Chairman da UIC (International Union of Railways) na America Latina, fez um discurso parafraseando o ex-presidente Washington Luís, dizendo que “governar é abrir caminhos”. A UIC está completando 90 anos de existência.
A abertura da assembleia da UIC contou com a participação dos ministros da Fazenda, Guido Mantega; das Relações Exteriores, Antonio Patriota; da Defesa, Celso Amorim; do presidente do BNDES, Luciano Coutinho; da presidente da Petrobras, Graça Foster; do presidente da RZD, Vladimir Yakunin, próximo presidente da UIC; membros da UIC e representantes do setor ferroviário mundial.
A primeira etapa do projeto do TAV prevê a contratação do consórcio que será responsável pela operação e pela tecnologia da linha de alta velocidade que ligará Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas.

Fonte - Revista Ferroviária  12/12/2012

terça-feira, 27 de novembro de 2012

ANTT: experiência em trem-bala deve ser, agora, de 5 anos

Foto - Ilustração
Diário do Grande ABC – 26/11/2012

O primeiro relatório publicado nesta segunda-feira pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) sobre a consulta pública do edital do trem-bala que ligará Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro confirma que a exigência de experiência na operação de trens de alta velocidade cairá de 10 para cinco anos.
A confirmação da mudança se deu em resposta a um questionamento realizado por meio eletrônico - cuja autoria não foi publicada pela ANTT -, que apontou que a limitação original excluía a possibilidade de participação da tecnologia MagLev chinesa no leilão, visto que sua operação comercial se iniciou em janeiro de 2004, em Xangai. Um grupo coreano já havia feito o mesmo questionamento.
No entanto, a exigência de comprovação de operação segura deve manter os chineses fora da operação do projeto brasileiro, já que o operador da tecnologia MagLev registrou um acidente com vítimas fatais nos últimos cinco anos. No dia 23 de julho de 2011, mais de 30 passageiros faleceram e quase 200 ficaram feridos em uma colisão entre dois trens da companhia chinesa. Ainda assim, a tecnologia poderá ser utilizada no Brasil, desde que operada por outro grupo.
Diário do Grande ABC – 26/11/2012
Fonte - São Paulo Trem Jeito ( SINFERP ) 26/11/2012

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Consórcios querem participar de mais de uma etapa do TAV

Valor Econômico
Foto ilustração
A Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) avaliará se vai permitir que as empresas do consórcio vencedor da primeira etapa da licitação do trem-bala possam participar também das próximas etapas, que incluem a elaboração do projeto executivo e a construção da infraestrutura ferroviária.
Essa foi uma demanda apresentada pelo diretor de mercados internacionais da Ferrovie Italiane, Giovanni Rocca, durante a audiência pública para discutir as minutas do edital de concessão do trem-bala, referente à primeira etapa d processo: operação, manutenção do sistema e transferência de tecnologia.
Roberto Dias David, representante da ANTT, explicou que atualmente o texto impede que as empresas pertencentes ao consórcio vencedor da primeira fase e as companhias subcontratadas por estas participem das próximas etapas, mas que o pedido será avaliado. As subcontratadas, segundo ele, são empresas que não fazem parte do consórcio e que terão sua experiência usada para preencher os requisitos exigidos de participação no edital, como tempo de prestação de serviço.
David disse ainda que o governo estuda como serão feitas as outras duas etapas do processo de implantação do trem-bala que vai ligar Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro. “As demais etapas do projeto de implantação ainda não têm definição [de data] para apresentação”, mas por enquanto o governo se compromete a realizá-las [projeto executivo e construção da infraestrutura].
O representante da ANTT explicou que essas demais fases dependem do resultado da primeira, que definirá a tecnologia a ser usada na implantação do trem-bala. “Sem isso, não é possível fazer o projeto executivo”, que deverá considerar também túneis, pontes e viadutos.
O representante da empresa italiana informou que a Ferrovie opera cerca de mil quilômetros de linhas de alta velocidade em seu país, e que em dois anos terá mais um trecho de 200 quilômetros em funcionamento. Segundo ele, a companhia comprou 50 trens de alta velocidade que chegam a 360 km/h. As unidades serão fabricadas pela Bombardier e outras empresas.
Empresários pedem datas mais precisas
Empresários que participaram da audiência pública sobre o edital do trem-bala pediram que prazos estabelecidos pelo governo sejam mais específicos para que os interessados na licitação possam calcular melhor os custos e financiamentos, disse Herbert Resende, diretor da área de infraestrutura da Indra, companhia espanhola no Brasil. Ele citou como exemplo o prazo de conclusão da primeira parte da infraestrutura, estabelecido para 2016.
Roberto Dias David, representante da ANTT, afirmou que as datas são “para dar uma ideia” e que o órgão vai avaliar a proposta de colocar prazos mais precisos.
Representantes do consócio japonês interessado no trem-bala disseram que o grupo, que inclui empresas como Hitachi, Mitsubishi e Toshiba, deve apresentar sugestões ao edital de uma só vez numa data futura.
A ANTT explicou que as propostas apresentadas na audiência pública serão avaliadas e, se aceitas, modificarão o edital de licitação de operação do trem-bala, previsto para ser publicado em 31 de outubro.
Mais seis audiências serão realizadas até 21 de setembro. Todas nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. A sessão desta terça-feira ocorreu em Brasília (DF).

Fonte - Revista Ferroviária 11/09/2012 

sábado, 11 de agosto de 2012

Governo assume todo o risco do trem-bala


Para tentar concretizar o trem-bala, o governo cedeu e ficará responsável por todo o risco do negócio. Como contrapartida, exigirá transferência tecnológica e comprovação de experiência, o que deixará a disputa mais acirrada entre Europa e Japão. A presidente Dilma Rousseff quer tirar o projeto da gaveta "o mais rápido possível". Nem que, para isso, seja preciso remodelar o projeto.
O risco do negócio será do governo, como já era no modelo anterior, incluindo o risco de demanda (o operador só vai pagar pelo uso da infraestrutura a partir de um certo ponto), os ambientais, de desapropriação e de engenharia.
"Hoje, passar o risco para a iniciativa privada é uma coisa muito cara. É mais negócio assumir o risco do que pagar o dobro", justificou Bernardo Figueiredo, ex-diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), nomeado por Dilma como diretor-presidente da Etav, estatal constituída na última quarta-feira e que será sócia compulsória do vencedor do leilão.
O trem que ligará Campinas a São Paulo e Rio de Janeiro está previsto no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e deve entrar também na rodada de novas concessões que o governo anunciará na semana que vem.
Com investimentos previstos em R$ 33,2 bilhões, o governo não quer errar na preparação do edital para evitar que empresas pouco experientes vençam, como aconteceu com os aeroportos. "Temos preocupação para não ocorrer o que aconteceu onde esse cuidado não foi tomado", disse Figueiredo. Para isso, fará um balanço do volume de acidentes das interessadas: "Queremos grupos que têm história de operação, que possam demonstrar que conhecem profundamente aquilo e que tenham um serviço bem feito."
Com este perfil, tornam-se fortes concorrentes Japão, França, Alemanha, Espanha, Itália, Coreia e China. "Não haverá um número grande de interessados, mas será uma disputa muito acirrada", previu. Como atração, o governo decidiu criar uma regra em que um concorrente que detenha a tecnologia dividida com outros grupos possa habilitar mais participantes na concorrência, mas resguardará por contrato a garantia de transferência de know-how.
Tecnologia. "Queremos que o coração do pacote tecnológico tenha mais compromisso com o projeto, mas haverá flexibilidade." Na primeira tentativa de concretizar o trem-bala, os investidores foram perdendo o interesse, em especial os coreanos. "A gente achava que tinha um projeto que era um bom negócio, mas os empresários não quiseram correr riscos", disse.
Com a nova postura do Estado, assumindo maior responsabilidade, a expectativa é que o interesse ressurja. "Eu nunca vi a nossa presidente desistir de uma coisa que ela ache que é importante", disse. "Não está na nossa agenda a possibilidade de não fazer. Eu trabalho só com a alternativa 'fazer'. "Apesar da associação entre setor público e iniciativa privada, o modelo atual não é uma clássica Parceria Público-Privada (PPP). "Não podemos desprezar nenhuma ferramenta. Se a PPP se transformar no melhor instrumento, ela pode ser usada", afirmou.
Com a constituição da Etav, o presidente pretende entregar o projeto no fim de 2013 para que a obra comece no ano seguinte e esteja terminada em 2019. "É possível antecipar. Minha missão é fazer o TAV entrar em operação o mais cedo possível."
Além do papel de investidor e da escolha do sócio, o outro desafio da Etav passa pelo "caminho crítico" da construção da ferrovia por onde vão circular os trens. O terceiro é convencer a sociedade de que o projeto não é "estapafúrdio" ou "experimental". "Nossa proposta é ousada, pois queremos o TAV sustentável economicamente", disse, lembrando que isso não ocorre nos demais países.

MSN – Célia Froufe / Fonte - São Paulo Trem Jeito 11/08/2012