Mostrando postagens com marcador industria ferroviária. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador industria ferroviária. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Indústria ferroviária opera com ociosidade próxima de 90%

Transportes sobre trilhos/Economia  🚄

Com uma produção abaixo das expectativas iniciais, o setor trabalhou com ociosidade próximo a 90%. A expectativa é que a demanda em 2020 e 2021 seja melhor, o que será proporcionado por projetos que estão em fase de aprovação.De acordo com o presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), Vicente Abate, em 2019, foram fabricadas 34 locomotivas, volume que ficou abaixo da projeção inicial que era de 40 unidades, que já é bem pequeno frente à capacidade instalada.

Diário do Comercio
foto - ilustração/arquivo
A indústria ferroviária brasileira enfrentou, em 2019, um cenário negativo em função de baixos pedidos para as indústrias. Com uma produção abaixo das expectativas iniciais, o setor trabalhou com ociosidade próximo a 90%. A expectativa é que a demanda em 2020 e 2021 seja melhor, o que será proporcionado por projetos que estão em fase de aprovação. Minas Gerais, importante polo produtivo, também deve ter resultados mais favoráveis.
De acordo com o presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), Vicente Abate, em 2019, foram fabricadas 34 locomotivas, volume que ficou abaixo da projeção inicial que era de 40 unidades, que já é bem pequeno frente à capacidade instalada.
Em 2019, a ociosidade nas indústrias de locomotivas ficou em 86,4%. Duas empresas fabricantes, associadas à Abifer, estão instaladas em Minas Gerais, a Wabtec GE, em Contagem, e a Progress Rail, em Sete Lagoas.
"A produção de locomotivas em 2019 apresentou um volume muito baixo, já que a capacidade instalada é de 250 locomotivas por ano. Como não houve contratos em 2019 e esperamos ter em 2020, estimamos produzir 40 unidades este ano", disse Abate.
Em vagões, a capacidade instalada é de 12 mil unidades ao ano. Em 2019, estavam previstos a fabricação de 1.500 unidades e, no fechamento do ano, a fabricação ficou em menos de 1.000 unidades. Com a aprovação de contratos em 2019, para 2020, o reflexo já será sentido e a expectativa é alcançar entre 1.500 e 2.000 vagões.
"Depois de 2015, quando foram registrados bons volumes de todos os veículos, e com a recessão que se desenhava no País, as renovações não aconteceram. Por isso, estamos, hoje, com ociosidade dramática de 90% no setor, estamos praticamente parados. Se pagarmos a média dos últimos 10 anos, a ociosidade não fica muito diferente, girando em torno de 70% a 75%".
Projeções - Para 2020 as expectativas são mais favoráveis, porém, para as indústrias de Minas Gerais, que são fabricantes de locomotivas, a estimativa é que a demanda seja percebida em 2021.
"Há uma perspectiva, em 2020, que pelo menos de vagões de carga melhore. Em locomotivas, embora a renovação tenha acontecido, a locomotiva demanda maior tempo, cerca de 1 ano, então não se consegue fazer no próprio ano um pedido que possa ser entregue no mesmo exercício. Por isso, como não entraram pedidos em 2019, em 2020 ainda teremos um volume baixo, que ficará em 40 unidades, mas para 2021 haverá um expansão".
A expansão nas encomendas de locomotivas deve acontecer em função da aprovação pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para a renovação antecipada da malha de São Paulo, operada pela empresa Rumo, porém o reflexo será somente em reflexo para 2021.
De acordo com Abate, as próximas renovações já terão reflexos em Minas Gerais. Ele explica que três ferrovias cortam o Estado (a Ferrovia Vitória Minas, pertencente a Vale, a MRS e a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) da VLI Logística) e estão em processo de aprovação e apresentação de projetos no TCU.
Das três, a Vale já apresentou projeto no TCU, que está em período de completo de informações a serem feitas pela ANTT. A expectativa é que o processo seja concluído ainda no primeiro semestre de 2019. A MRS está com projeto para ingressar no TCU e o resultado é esperado para o segundo semestre de 2019. A FCA deve ingressar com projeto no TCU no segundo semestre deste ano e o resultado é esperado para o início de 2021.
"Nós estamos trabalhando com a expectativa positivas. Com as renovações acontecendo e o País crescendo economicamente, há tendência de o mercado melhorar", disse Abate
Fonte - Revista Ferroviária   31/01/2020

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Indústria ferroviária prevê queda na produção

Transportes sobre trilhos  🚄

A desaceleração dos investimentos em projetos de expansão da malha de transporte sobre trilhos decorrente da crise econômica, impactou nas encomendas por novos produtos às empresas desse segmento.E, por hora, não há indicativos de que a situação será melhor a partir de 2018 – apesar das expectativas de recuperação da economia. 

CNT - ANPTrilhos
foto - ilustração/arquivo
A indústria ferroviária brasileira projeta queda na produção para o ano de 2017, em comparação com 2016. A desaceleração dos investimentos em projetos de expansão da malha de transporte sobre trilhos decorrente da crise econômica, impactou nas encomendas por novos produtos às empresas desse segmento. Para este ano, a Abifer (Associação Brasileira da Indústria Ferroviária) estima que ficarão prontos 278 carros de passageiros, ante 473 de 2016, e 2.300 vagões, contra 3.903 do ano passado, o que significa uma redução aproximada de 40%.
E, por hora, não há indicativos de que a situação será melhor a partir de 2018 – apesar das expectativas de recuperação da economia. O presidente da entidade, Vicente Abate, explica que, no caso dos carros de passageiros, o prazo entre a encomenda e a entrega é de cerca de dois anos. “Para que pudéssemos ter um volume maior a partir do ano que vem, precisávamos de contratos a partir de 2016. Mas absolutamente nenhum foi assinado por cliente que estivesse encomendando algum item”, explica.
Para não paralisar totalmente a produção de carros de passageiros a partir de 2018, as empresas estão renegociando com os clientes os prazos de entrega de itens já contratados.
O cenário de incertezas se forma logo após a indústria ter recorde de produção. No ano passado, foram fabricados 473 carros de passageiros, contra 322 de 2015, o melhor desempenho já registrado.
Segundo Vicente Abate, a esperança do setor é que projetos de mobilidade relacionados ao transporte sobre trilhos que já estão contratados ou em execução avancem (são 245 quilômetros previstos para os próximos cinco anos) e que outros saiam do papel (há 25 projetos com potencial para contratação e início de obras até 2022, com 1.266 quilômetros de extensão, no total). Isso poderia melhorar os resultados no segmento.
Contudo, os sinais não são favoráveis: “a visão de hoje é menos otimista, porque não tem acontecido. O poder público está sem capacidade de investimento e novas contratações de encomendas de carros devem ficar paralisadas. E aí começa a prejudicar e haver movimento de perda de mão de obra”, complementa. O setor emprega diretamente quase 18 mil pessoas. De acordo com a Abifer, desde 2014, de dois mil a três mil postos foram cortados. Parte das demissões decorreu da crise e parte em razão de reestruturações internas de empresas que conseguiram melhorar a produtividade.
Atualmente, o Brasil dispõe de 1.034,4 quilômetros de malha para o transporte de passageiros sobre trilhos. Mas, para solucionar gargalos na mobilidade em grandes cidades, estima-se que é preciso aumentar a disponibilidade desses sistemas em cerca de 85% (850 quilômetros), conforme o estudo Transporte e Desenvolvimento: Transporte Metroferroviário de Passageiros, da CNT (Confederação Nacional do Transporte).
Para o transporte ferroviário de cargas, o segmento espera que se concretize a renovação antecipada de concessões, já anunciada pelo governo federal. Conforme a Abifer, se isso ocorrer ainda no primeiro semestre, a produção de vagões poderá alcançar três mil unidades neste ano. Do contrário, será mantida a previsão de cerca de 2.300, mesmo nível de 2013. No ano passado, foram entregues 3.903 unidades. Em 2015, foram 4.683.
A produção de locomotivas deve ficar estável, com 100 unidades em 2017.
Fonte - ANPTrilhos  17/04/2017

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Governo da França cria plano para manter industria ferroviária funcionando em Belfort

Transportes sobre trilhos

O plano.que visa manter em funcionamento a industria ferroviária e os empregos em Belfort,foi revelado pelo secretário de Estado francês para indústria Christophe Sirugue e pela Alstom.O plano foi desenvolvido após o anúncio da Alstom em 7 de Setembro,da sua intenção de encerrar a produção de locomotivas em sua planta de Belfort até o final de 2018,transferindo o trabalho de montagem para sua fábrica em Reichshoffen

Da Redação
foto - Railway Gazette
França - Esta no centro de um plano de resgate,um programa de diversificação de longo prazo para preservar a fabricação de veículos ferroviários e atividade industrial localizada em Belfort.O plano.que visa manter em funcionamento a industria ferroviária e os empregos locais,foi revelado pelo secretário de Estado francês para indústria Christophe Sirugue e pela Alstom.
O plano foi desenvolvido após o anúncio da Alstom em 7 de Setembro,da sua intenção de encerrar a produção de locomotivas em sua planta de Belfort até o final de 2018,transferindo o trabalho de montagem para sua fábrica em Reichshoffen,deixando apenas um pequeno negócio de manutenção em Belfort. Esse anúncio provocou uma reação furiosa de políticos locais e representantes sindicais,e levou a uma série de negociações entre a Alstom e o governo francês,com vista a manutenção dos empregos em Belfort.
A operadora ferroviária SNCF,já encomendou seis (06) TGVs para a linha entre Paris(França) e Milano(Itália) e mais 20 locomotivas para o trabalho de resgate e outras funções de suporte operacional.O governo francês também encomendou mais 15 TGVs (trens de alta velocidade Euroduplex) para uma linha intercidades (Bordeaux,Marseille,Toulouse e Perpignan).
A Alstom se compromete a investir € 30m em Belfort,onde trabalham mais de 400 pessoas,ao longo dos próximos dois anos para apoiar o desenvolvimento do "TGV do futuro",e uma nova locomotiva híbrida ou a diesel para operações de manobras,que seria bem adaptada às necessidades do mercado.
Este plano,que foi construído através de um diálogo entre todas as partes interessadas,trará soluções para a questão da carga de trabalho e perspectivas de longo prazo para o local,Belfort", disse o ministro das Finanças Michel Sapin.Ele se enquadra dentro de uma abordagem que visa defender e promover a indústria ferroviária francesa.
Com informações da Railway Gazette 05/10/2016

terça-feira, 5 de abril de 2016

Renovação da frota anima a indústria ferroviária

Economia

As operadoras estão investindo fortemente na ampliação e renovação das frotas. Outro ponto positivo para a indústria é que grande parte dom volume transportado, que pouco tempo atrás dependia apenas da carga das mineradoras, hoje atende a outros tipos de mercadoria, com destaque para o agronegócio. 

Valor Econômico
foto - ilustração
Depois de dois anos de bons resultados, a indústria de trens e locomotivas tem expectativa de atingir em 2016, pelo terceiro ano consecutivo, vendas igualmente animadoras, em contraste com o fraco nível de atividade econômica. Este desempenho se explica por características próprias deste tipo de indústria. Um novo projeto de uma única operadora, ou a renovação de frota de um só cliente, é capaz de dar um grande empurrão no volume de encomendas. Foi o que aconteceu em 2014 e 2015, e neste ano não será diferente.
As operadoras estão investindo fortemente na ampliação e renovação das frotas. Outro ponto positivo para a indústria é que grande parte dom volume transportado, que pouco tempo atrás dependia apenas da carga das mineradoras, hoje atende a outros tipos de mercadoria, com destaque para o agronegócio.
“Nosso setor tem ciclos mais amplos. O ano passado foi muito positivo e colhemos resultados de investimentos que nossos clientes vinham fazendo desde 2014”, destaca Rogério Mendonça, presidente da GE Transportation para a América Latina. Em 2015, o volume produzido foi 60% superior ao do ano anterior e a perspectiva para 2016 é crescer, no mínimo, entre 15% e 20%, o que significa até 80 unidades, projeta.
Segundo a Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (ABIFER), apesar do momento econômico turbulento, a indústria ferroviária continuará em alta. Esta perspectiva fortalece a meta de produzir 40 mil vagões na década 2010/2019. Há 15 anos o setor não tinha notícias tão positivas como no biênio 2014/2015. Nesses dois anos, foram colocados no mercado 4.703 e 4.683 vagões, respectivamente. “A indústria estava acostumada a uma verdadeira gangorra, com sucessivos picos e quebras bruscas nos pedidos em carteira”, afirma Vicente Abate, presidente da ABIFER. As locomotivas também seguem com demanda aquecida. Em 2015, o setor registrou recorde histórico ao atingir 129 unidades ante as 80 fabricadas em 2014, um acréscimo de 61,2%.
“Trabalhamos com a previsão de produzir mais de cem locomotivas em 2016, volume bastante alinhado com a expectativa para a década, ou seja, uma centena de locomotivas por ano”, afirma Abate. A projeção para os vagões também é otimista. “Serão quatro mil unidades fabricadas neste ano, número também alinhado à projeção para a década”. A receita de R$ 6,2 bilhões no ano passado supera em 10,7% os R$ 5,6 bilhões obtidos em 2014.
A Caterpillar, fabricante de locomotivas instalada em Sete Lagoas, Minas Gerais, fechou 2015 com o dobro da produção verificada no ano anterior. Para 2016, a companhia já tem encomendas fechadas, mas Carlos Roso, diretor da Progress Rail Services no Brasil, braço do setor ferroviário da companhia, diz que o volume deverá ficar um pouco abaixo. “Para este ano, a previsão é de retração da ordem de 20%, porém ainda será satisfatória”.
A Alstom – que encerrou suas atividades de geração e transmissão de energia elétrica e vendeu seus ativos nesta área para a General Electric – passou a focar no serviço de transporte ferroviário. “A Alstom é mais experiente em lidar com os tomadores de decisão no mercado de passageiros, enquanto a GE está mais habituada com ferrovias privadas. A GE vende produtos, enquanto a Alstom foca na venda de sistemas e serviços. Essa troca de experiências será essencial em um momento de grande competição no mercado”, diz Michel Boccaccio, presidente da Alstom no Brasil e vice-presidente sênior na América Latina.
Além das locomotivas, a GE também é responsável por oferecer assistência técnica e treinamento. “Aumentamos o conteúdo de suporte tecnológico, monitoramento remoto e capacitação digital dessas locomotivas”, diz Mendonça. “Assumimos a manutenção a assistência técnica dos clientes. Este é um mercado bastante interessante, até para equilibrar a receita em momentos de alta ou baixa demanda na indústria”.
A GE Transportation, líder global em fornecimento de tecnologia e de equipamentos ferroviários, inaugurou seu primeiro Centro de Monitoramento e Diagnóstico Remoto no Brasil, em Contagem, Minas Gerais. Através do sistema Locomotive Maintenance Suite (LMS), o novo centro será responsável por analisar os dados coletados por diversos sensores instalados na locomotiva, monitorar a “saúde” da frota e antecipar possíveis anomalias, possibilitando alertar as ferrovias para a correção do problema logo após a notificação.
O plano de renovação da frota – feito em 2014 pela ABIFER e pela Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF) e amplamente discutido com o governo – perdeu fôlego. “O plano não vingou, pelo menos por ora, por conta do possível ajuste fiscal”, diz Abate. Segundo o executivo, dos 110 mil vagões que compõem a frota brasileira, 40 mil já têm mais de 40 anos. Na mesma situação estão 1,4 mil das 3,2 mil locomotivas do país. “Não deveríamos perder esta oportunidade de transformar uma frota ineficiente em uma frota moderna, mais capaz e menos poluente”. Pelos seus cálculos, a antiga frota de 40 mil vagões seria trocada por 18 mil vagões modernos e as 1,4 mil locomotivas seriam substituídas por 600. 
Fonte - ABIFER   04/04/2016

quinta-feira, 31 de março de 2016

Empresas brasileiras buscam tecnologia e aprimoramento na InnoTrans 2016

Transportes sobre trilhos

“A InnoTrans é o evento mundial mais importante do setor metroferroviário. O SIMEFRE tem a oportunidade de apresentar no Pavilhão Brasileiro a sua organização e representatividade no mercado brasileiro. Além disso, a InnoTrans é uma excelente oportunidade de networking com entidades e empresas internacionais, trazendo para os seus associados as inovações tecnológicas apresentadas durante feira”, destaca Luiz Fernando Ferrari, Vice-Presidente do SIMEFRE.

ANPTrilhos
ANPTrilhos
A indústria e os operadores de transporte ferroviário de carga e passageiros do Brasil estão em constante busca por aprimoramento e inovações tecnológicas. E essa oportunidade é possível através da participação no Pavilhão Brasileiro “Brazil on Rails”, na InnoTrans, a maior feira metroferroviária do Mundo. O Pavilhão tem como objetivo explorar o potencial do mercado metroferroviário brasileiro frente aos negócios mundiais.
Desde a sua primeira edição, em 2010, o “Brazil on Rails” conta com o apoio de duas importantes entidades do setor metroferroviário brasileiro: Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (ABIFER) e Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (SIMEFRE).
“A InnoTrans é o evento mundial mais importante do setor metroferroviário. O SIMEFRE tem a oportunidade de apresentar no Pavilhão Brasileiro a sua organização e representatividade no mercado brasileiro. Além disso, a InnoTrans é uma excelente oportunidade de networking com entidades e empresas internacionais, trazendo para os seus associados as inovações tecnológicas apresentadas durante feira”, destaca Luiz Fernando Ferrari, Vice-Presidente do SIMEFRE.
O evento agrega também oportunidades para a indústria brasileira, através da divulgação do potencial de produção do Brasil.
“A feira proporciona aprendizado e troca de experiências fundamentais para que o setor ferroviário brasileiro cresça mais e mais. Não participamos da feira somente para absorver tecnologias e aplicar no Brasil, mas também para mostrar o que podemos oferecer e gerar oportunidades de negócios de exportação. Quanto mais conseguimos exportar, mais fortalecemos o mercado interno. Na medida em que a indústria consegue ganhar volume, escala, ela consegue reduzir custos e ganhar mais competitividade, tanto no mercado interno quanto externo”, explica o presidente da ABIFER, Vicente Abate.
Além da presença da ABIFER e do SIMEFRE, a comitiva brasileira que vai para Berlim já conta com a participação da Alstom, ANPTrilhos, Brasil Locomotivas, Confederação Nacional do Transporte (CNT), Conprem, Hidremec, Metrô-DF, MWL, Retesp e Perotti International.
Durante a InnoTrans, o grupo participará das Rodadas de Negócios e do Seminário para apresentação dos Planos de Negócios do Brasil, que serão exclusivos para participantes da delegação brasileira.

Sobre o Pavilhão Brasileiro e InnoTrans
A InnoTrans será realizada de 20 a 23 de setembro de 2016, em Berlim, na Alemanha. Na última edição, foram 28 pavilhões com mais de 2.700 expositores de 55 países e mais de 130 mil visitantes. O Projeto “Brazil on Rails” reuniu no Pavilhão Brasileiro mais de 30 empresas e 125 executivos.
Em paralelo aos pavilhões de estandes, que ocupam mais de 9 mil m², serão apresentados os lançamentos de veículos de transporte na plataforma da Messe Berlim, um pátio externo de exposição.
A InnoTrans é uma plataforma para networking entre fornecedores nacionais e internacionais e compradores dos setores de transporte ferroviário de carga e passageiros.
Com informações da ANPTrilhos  31/03/2016

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

A reconstrução da indústria ferroviária brasileira

Economia

Mas trens precisam de trilhos para rodar. O Brasil tem, atualmente, 30 mil km de ferrovias. 23 mil operacionais, mas apenas cerca de 10 mil com transporte realmente denso. Com todo o planejamento do Programa de Investimento em Logística (PIL), a expectativa é chegar a 34 mil km até 2025. Ainda é menos do que os 38 mil km que o país tinha na década de 70.

Jornal GGN
foto - ilustração
Depois de atingir seu auge na década de 70, a indústria ferroviária brasileira amargou duas décadas de desmanche. Nos anos 80, se retraiu fortemente. E nos anos 90 já praticamente não existia. Foi a partir dos anos 2000 que começou a ensaiar uma retomada.
Em 2003, o lançamento do Plano de Revitalização das Ferrovias sinalizou o interesse do setor público em priorizar a expansão da malha e a recuperação da indústria ferroviária. Foi mais ou menos na mesma época que começaram as exportações em massa de minério de ferro, que garantiram a demanda de transporte.
A partir daí, a indústria voltou a investir na criação de novas fábricas e ampliação e modernização das antigas. Entre isso e treinamento de mão de obra, foi investido R$ 1,5 bilhão de 2003 a 2013. Assim, a produção de vagões de carga e locomotivas voltou a crescer. E novas tecnologias puderam ser desenvolvidas em território nacional.
Mas trens precisam de trilhos para rodar. O Brasil tem, atualmente, 30 mil km de ferrovias. 23 mil operacionais, mas apenas cerca de 10 mil com transporte realmente denso. Com todo o planejamento do Programa de Investimento em Logística (PIL), a expectativa é chegar a 34 mil km até 2025. Ainda é menos do que os 38 mil km que o país tinha na década de 70.
O assunto foi abordado no 64º Fórum de Debates Brasilianas.org pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (ABIFER), Vicente Abate.
Ele falou sobre os desafios que as concessionárias e o poder público têm pela frente, apresentou as novas tecnologias desenvolvidas pela indústria nacional e comentou os planos de expansão tanto da malha de carga quanto de passageiros.

Como se organiza o segmento ferroviário no Brasil
“Nossa missão é fomentar o crescimento da indústria instalada no país. Ou seja, geração de emprego e renda para o brasileiro, incentivando a expansão do transporte ferroviário de carga e de passageiros. Nós somos 65 empresas, pequenas, médias e grandes, brasileiras e internacionais, que fazem a manufatura de produtos ferroviários e também a prestação de serviços de engenharia, de remanufatura, de modernização de equipamentos”.

O ressurgimento e o novo patamar do setor ferroviário nacional
“A concessão foi feita entre 96 e 98. No princípio, as concessionárias mais reformaram, tanto o material rodante quanto a via permanente. E começaram a comprar em massa a partir de 2003. Só para vocês terem uma ideia as concessionárias atuais investiram mais de R$ 44 bilhões de 96, 98 até agora, o que ensejou o crescimento da indústria ferroviária. Eu diria mais, o ressurgimento. Então, ampliamos e modernizamos instalações já existentes, fizemos novas fábricas, aplicamos novas tecnologias e treinamos nossa mão de obra. Com isso as nossas capacidades aumentaram. Hoje, nós podemos fazer anualmente 12 mil vagões de carga (na época eram três mil), mil carros de passageiros (na época eram 300) e 250 locomotivas (na época não se fabricava locomotivas potentes). E para o período atual, esse triênio 2014-2016, nós estaremos investindo ainda de R$ 400 a R$ 600 milhões”.

Inovações tecnológicas da indústria ferroviária brasileira
“Eu vou mostrar algumas inovações tecnológicas da nossa indústria, feita nos últimos tempos. Esse é um vagão gôndola de 150 toneladas, isso é peso bruto máximo, a tara dele é de 22, são 128 toneladas de carga útil. Em 1997, na época estatal, era 95 toneladas. Ou seja, nós temos um ganho no decorrer do tempo de 33 toneladas por vagão. Esse é um vagão para transporte de açúcar, da Rumo, é um vagão que os antigos carregavam 80 toneladas, esse carrega 100. Descarrega em apenas 1 minuto enquanto os antigos demoravam 45 minutos. E a nossa mais recente fabricação, projetada totalmente pela indústria nacional, é um vagão tri-articulado para transporte de granéis onde se inclui o próprio açúcar, grãos de soja, grãos de milho, farelo de soja. Esse vagão é na bitola métrica. Só para vocês saberem, a bitola é a distância entre eixos. Na bitola métrica, ela tem naturalmente menor capacidade do que a bitola larga. Aquele vagão da Rumo, na bitola larga carrega 100 toneladas. Esse na bitola métrica, pela concepção de tri-articulado, carrega 136 toneladas. Ou seja, nós estamos fazendo um avanço sensacional. E vamos fazer isso para a bitola larga, que vai carregar muito mais do que as 100, ou as próprias 136”.

Investimentos públicos e privados na expansão da malha ferroviária de carga
“Mostrada a indústria para vocês, eu vou falar um pouquinho da expansão da malha ferroviária de carga. Investimentos privados que estão em execução: a ligação da nova província mineral de Carajás até a Estrada de Ferro. É um plano de expansão da Vale, que vai se configurar entre 2016 e 2018. São investimentos de US$ 16 bilhões que a Vale está fazendo. Até dois, três, quatro anos atrás, ela estava produzindo 300 milhões, 305 milhões de toneladas por ano de minério. O ano passado já fez 312. A previsão para este ano é de 340 milhões. E em 2018 nós vamos ter, com essa nova província mineral, a Vale produzindo e fornecendo, basicamente para o mercado externo, 450 milhões de toneladas por ano. Do governo, são obras do PAC: Palmas-Anápolis 855 km já concluídos, Anápolis-Estrela 680 km previstos para 2016. E a FIOL, que está mais atrasada, dos 500 km até Caetité tem 40% mais ou menos já prontos. De Caetité até Barreiras é mínimo, não chega a 5%, de forma que a previsão é 2018”.

As promessas de investimentos da segunda fase do PIL
“E aí vem o PIL, o chamado PIL 2, que foi lançado agora, dia 9 de junho. E, efetivamente, no PIL 1 nós não tivemos absolutamente nada. Era um programa majestoso, de 11 mil km de ferrovias, entre novas e a serem modernizadas, R$ 100 bilhões de investimento e absolutamente não saiu nada. Só tinha um trecho, de Lucas do Rio Verde até Campinorte, já aprovado pelo TCU, que acabou não saindo também. O programa [PIL 2] é de R$ 198 bilhões, R$ 86 bilhões das ferrovias. O mais imediato, no nosso ver, são esses R$ 16 bilhões de novos investimentos das concessionárias atuais. Agora, a condição sine qua non é que as concessionárias atuais negociem com o governo a antecipação da renovação dos contratos de concessão. Eles vencem entre 2026 e 2028, tem dez anos, 12 anos para fazer investimentos. Ninguém vai fazer investimentos com tão curto período de maturação ou de amortização”.

A expansão da malha ferroviária de passageiros
“Para terminar, a malha de passageiros. O governo de São Paulo está aportando R$ 7 bilhões no metrô, na CPTM e na EMTU. São nove linhas, sendo cinco novas e quatro expansões, mais quase 100 km de ferrovias, 77 novas estações. No Rio de Janeiro, para as Olimpíadas, modernização das linhas atuais do metrô do Rio. Linhas 1 e 2, a nova Linha 4, que está também sendo construída de Ipanema até a Barra. Renovação de quatro linhas da SuperVia e o Porto Maravilha, que são seis linhas de VLT. O governo de São Paulo tem quatro projetos, que são chamados de trens intercidades. São quatro eixos desde o centro de São Paulo, em Água Branca, indo para Americana, para o Vale do Paraíba, Baixada Santista e Sorocaba. O primeiro trecho até Americana já era para ter saído o edital. Nós esperamos que no começo do ano, agora, de 2016, ele possa sair. A malha atual urbana é de apenas 1000 km. Com a expansão atual de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador vão fazer, em 2020, 1200 km. Há mais ou menos dois anos nós tínhamos a previsão de dobrar essa malha até 2020. Só que os projetos ficaram para trás, então, a gente está prevendo um acréscimo de 20%”.
Fonte - ABIFER  26/01/2016

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Indústria ferroviária aumenta faturamento

Economia

Faturamento em 2015 foi 6,2 bilhões de reais; 10,7% a mais que os R$ 5,6 bi registrados em 2014.O crescimento foi atribuído ao aumento no número de locomotivas produzidas, além do aumento no setor de serviços.

RF
foto - ilustração
A indústria ferroviária nacional registrou em 2015 faturamento de 6,2 bilhões de reais; valor que supera em 10,7% os R$ 5,6 bi registrados no ano anterior. A informação é da Abifer (Associação Brasileira da Indústria Ferroviária) e do Simefre (Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários), associações que representam juntas cerca de 110 empresas ou 90% do faturamento nacional para o setor. O crescimento foi atribuído ao aumento no número de locomotivas produzidas, além do aumento no setor de serviços.
Em 2015, foram produzidos no Brasil 4.683 vagões (75 destinados à exportação), 129 locomotivas (6 para exportação); e 322 carros de passageiros (78 para exportação). Os números estão abaixo dos registrados em 2014 para vagões e carros de passageiros (4.703 vagões e 374 carros de passageiros), mas superam — em 49 unidades — o número produzido de locomotivas, que em 2014 ficou em 80 máquinas. As 129 locomotivas produzidas em 2015, aliás, representam um recorde histórico, desde 1971.
Para 2016, há a expectativa da produção de mais 4.000 vagões (50 para exportação), 100 locomotivas (10 para exportação) e 473 carros de passageiros (72 para exportação). Apesar de um cenário aparentemente empolgante, principalmente em vista do período econômico brasileiro, a indústria se mantém cautelosa. “Nós temos que ter algum otimismo, mas tem que ser um otimismo cauteloso, pela situação do país.”, afirma Vicente Abate, presidente da Abifer e diretor do Simefre. “Nesses dois anos em que a economia do país de uma forma geral está com problemas, o setor não está. Então dá a impressão que a gente está ‘bombando’, mas não, a gente tem preocupação, porque mais um ano, 2016, que a gente vai sofrer com recessão de recursos, pode eventualmente nos afetar”, completa.
Em relação a 2016, a indústria depende de uma demanda que vem principalmente do setor público, especialmente nos carros de passageiros. Parte dos números projetados para 2016 são encomendas já em carteira, mas outra parte ainda precisa ser conseguida. “O que a gente está projetando são números bons ainda para o nosso mercado, mas são números que a gente vê preocupação; que eles possam se cumprir efetivamente, que tudo dê certo naquilo que a gente está imaginando e que, mais ainda no caso de [carros de] passageiros, comecem a surgir as licitações para poder cobrir anos posteriores, como 2017”, explica Abate.

Confira abaixo alguns números dos últimos anos:


Fonte - Revista Ferroviária  18/01/2016

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

A reconstrução da indústria ferroviária brasileira

Transportes sobre trilhos

Em 2003, o lançamento do Plano de Revitalização das Ferrovias sinalizou o interesse do setor público em priorizar a expansão da malha e a recuperação da indústria ferroviária. Foi mais ou menos na mesma época que começaram as exportações em massa de minério de ferro, que garantiram a demanda de transporte.

GGN 
foto - ilustração
Depois de atingir seu auge na década de 70, a indústria ferroviária brasileira amargou duas décadas de desmanche. Nos anos 80, se retraiu fortemente. E nos anos 90 já praticamente não existia. Foi a partir dos anos 2000 que começou a ensaiar uma retomada.
Em 2003, o lançamento do Plano de Revitalização das Ferrovias sinalizou o interesse do setor público em priorizar a expansão da malha e a recuperação da indústria ferroviária. Foi mais ou menos na mesma época que começaram as exportações em massa de minério de ferro, que garantiram a demanda de transporte.
A partir daí, a indústria voltou a investir na criação de novas fábricas e ampliação e modernização das antigas. Entre isso e treinamento de mão de obra, foi investido R$ 1,5 bilhão de 2003 a 2013. Assim, a produção de vagões de carga e locomotivas voltou a crescer. E novas tecnologias puderam ser desenvolvidas em território nacional.
Mas trens precisam de trilhos para rodar. O Brasil tem, atualmente, 30 mil km de ferrovias. 23 mil operacionais, mas apenas cerca de 10 mil com transporte realmente denso. Com todo o planejamento do Programa de Investimento em Logística (PIL), a expectativa é chegar a 34 mil km até 2025. Ainda é menos do que os 38 mil km que o país tinha na década de 70.
O assunto foi abordado no 64º Fórum de Debates Brasilianas.org pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (ABIFER), Vicente Abate.
Ele falou sobre os desafios que as concessionárias e o poder público têm pela frente, apresentou as novas tecnologias desenvolvidas pela indústria nacional e comentou os planos de expansão tanto da malha de carga quanto de passageiros.

Como se organiza o segmento ferroviário no Brasil
“Nossa missão é fomentar o crescimento da indústria instalada no país. Ou seja, geração de emprego e renda para o brasileiro, incentivando a expansão do transporte ferroviário de carga e de passageiros. Nós somos 65 empresas, pequenas, médias e grandes, brasileiras e internacionais, que fazem a manufatura de produtos ferroviários e também a prestação de serviços de engenharia, de remanufatura, de modernização de equipamentos”.

O ressurgimento e o novo patamar do setor ferroviário nacional
“A concessão foi feita entre 96 e 98. No princípio, as concessionárias mais reformaram, tanto o material rodante quanto a via permanente. E começaram a comprar em massa a partir de 2003. Só para vocês terem uma ideia as concessionárias atuais investiram mais de R$ 44 bilhões de 96, 98 até agora, o que ensejou o crescimento da indústria ferroviária. Eu diria mais, o ressurgimento. Então, ampliamos e modernizamos instalações já existentes, fizemos novas fábricas, aplicamos novas tecnologias e treinamos nossa mão de obra. Com isso as nossas capacidades aumentaram. Hoje, nós podemos fazer anualmente 12 mil vagões de carga (na época eram três mil), mil carros de passageiros (na época eram 300) e 250 locomotivas (na época não se fabricava locomotivas potentes). E para o período atual, esse triênio 2014-2016, nós estaremos investindo ainda de R$ 400 a R$ 600 milhões”.

Inovações tecnológicas da indústria ferroviária brasileira
“Eu vou mostrar algumas inovações tecnológicas da nossa indústria, feita nos últimos tempos. Esse é um vagão gôndola de 150 toneladas, isso é peso bruto máximo, a tara dele é de 22, são 128 toneladas de carga útil. Em 1997, na época estatal, era 95 toneladas. Ou seja, nós temos um ganho no decorrer do tempo de 33 toneladas por vagão. Esse é um vagão para transporte de açúcar, da Rumo, é um vagão que os antigos carregavam 80 toneladas, esse carrega 100. Descarrega em apenas 1 minuto enquanto os antigos demoravam 45 minutos. E a nossa mais recente fabricação, projetada totalmente pela indústria nacional, é um vagão tri-articulado para transporte de granéis onde se inclui o próprio açúcar, grãos de soja, grãos de milho, farelo de soja. Esse vagão é na bitola métrica. Só para vocês saberem, a bitola é a distância entre eixos. Na bitola métrica, ela tem naturalmente menor capacidade do que a bitola larga. Aquele vagão da Rumo, na bitola larga carrega 100 toneladas. Esse na bitola métrica, pela concepção de tri-articulado, carrega 136 toneladas. Ou seja, nós estamos fazendo um avanço sensacional. E vamos fazer isso para a bitola larga, que vai carregar muito mais do que as 100, ou as próprias 136”.

Investimentos públicos e privados na expansão da malha ferroviária de carga
“Mostrada a indústria para vocês, eu vou falar um pouquinho da expansão da malha ferroviária de carga. Investimentos privados que estão em execução: a ligação da nova província mineral de Carajás até a Estrada de Ferro. É um plano de expansão da Vale, que vai se configurar entre 2016 e 2018. São investimentos de US$ 16 bilhões que a Vale está fazendo. Até dois, três, quatro anos atrás, ela estava produzindo 300 milhões, 305 milhões de toneladas por ano de minério. O ano passado já fez 312. A previsão para este ano é de 340 milhões. E em 2018 nós vamos ter, com essa nova província mineral, a Vale produzindo e fornecendo, basicamente para o mercado externo, 450 milhões de toneladas por ano. Do governo, são obras do PAC: Palmas-Anápolis 855 km já concluídos, Anápolis-Estrela 680 km previstos para 2016. E a FIOL, que está mais atrasada, dos 500 km até Caetité tem 40% mais ou menos já prontos. De Caetité até Barreiras é mínimo, não chega a 5%, de forma que a previsão é 2018”.

As promessas de investimentos da segunda fase do PIL
“E aí vem o PIL, o chamado PIL 2, que foi lançado agora, dia 9 de junho. E, efetivamente, no PIL 1 nós não tivemos absolutamente nada. Era um programa majestoso, de 11 mil km de ferrovias, entre novas e a serem modernizadas, R$ 100 bilhões de investimento e absolutamente não saiu nada. Só tinha um trecho, de Lucas do Rio Verde até Campinorte, já aprovado pelo TCU, que acabou não saindo também. O programa [PIL 2] é de R$ 198 bilhões, R$ 86 bilhões das ferrovias. O mais imediato, no nosso ver, são esses R$ 16 bilhões de novos investimentos das concessionárias atuais. Agora, a condição sine qua non é que as concessionárias atuais negociem com o governo a antecipação da renovação dos contratos de concessão. Eles vencem entre 2026 e 2028, tem dez anos, 12 anos para fazer investimentos. Ninguém vai fazer investimentos com tão curto período de maturação ou de amortização”.

A expansão da malha ferroviária de passageiros
“Para terminar, a malha de passageiros. O governo de São Paulo está aportando R$ 7 bilhões no metrô, na CPTM e na EMTU. São nove linhas, sendo cinco novas e quatro expansões, mais quase 100 km de ferrovias, 77 novas estações. No Rio de Janeiro, para as Olimpíadas, modernização das linhas atuais do metrô do Rio. Linhas 1 e 2, a nova Linha 4, que está também sendo construída de Ipanema até a Barra. Renovação de quatro linhas da SuperVia e o Porto Maravilha, que são seis linhas de VLT. O governo de São Paulo tem quatro projetos, que são chamados de trens intercidades. São quatro eixos desde o centro de São Paulo, em Água Branca, indo para Americana, para o Vale do Paraíba, Baixada Santista e Sorocaba. O primeiro trecho até Americana já era para ter saído o edital. Nós esperamos que no começo do ano, agora, de 2016, ele possa sair. A malha atual urbana é de apenas 1000 km. Com a expansão atual de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador vão fazer, em 2020, 1200 km. Há mais ou menos dois anos nós tínhamos a previsão de dobrar essa malha até 2020. Só que os projetos ficaram para trás, então, a gente está prevendo um acréscimo de 20%”.
Fonte - ANPTrilhos   15/12/2015

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Caterpillar fechará 2015 com produção 100% maior

Economia

As informações são do diretor geral da Progress Rail Services (PRS) no Brasil, braço do setor ferroviário da Caterpillar, Carlos Roso. Segundo ele, as negociações e pedidos de novas locomotivas acontecem entre a empresa e, principalmente, a Valor da Logística Integrada (VLI), a Vale S/A e a América Latina Logística (ALL).

Diário do Comércio - RF
foto - ilustração/RF
A Caterpillar, fabricante de locomotivas instalada em Sete Lagoas (região Central), vai fechar este ano com o dobro da produção registrada em 2014. E para 2016 a empresa já tem encomendas para ocupar a fábrica de maneira “satisfatória”, mas abaixo do nível verificado neste exercício.
No entanto, o cenário no longo prazo não é dos mais promissores para a empresa, uma vez que a indústria ainda não tem pedidos para 2017, o que já deveria estar acontecendo devido ao longo ciclo de fabricação das máquinas.
As informações são do diretor geral da Progress Rail Services (PRS) no Brasil, braço do setor ferroviário da Caterpillar, Carlos Roso. Segundo ele, as negociações e pedidos de novas locomotivas acontecem entre a empresa e, principalmente, a Valor da Logística Integrada (VLI), a Vale S/A e a América Latina Logística (ALL).
“Neste ano devemos dobrar a produção em relação a 2014. E para 2016 já temos encomendas que deixarão a fábrica ocupada, não em um nível tão alto e abaixo do de 2015. Mas que dá para operar. Para 2017, porém, o cenário é preocupante porque já era hora de estarem entrando novos pedidos e isso não está acontecendo”, disse Roso.

Concessões
Diante disso, a Caterpillar deposita suas expectativas na tentativa do governo federal de acelerar as negociações com as atuais concessionárias do setor ferroviário para renovar e estender os prazos dos contratos de concessão, com o objetivo de garantir investimentos para os próximos anos.
Em contrapartida, os aportes desses players na malha já existente podem chegar até R$ 16 bilhões.
As negociações estão concentradas basicamente na ALL, na MRS Logística e na Ferrovia Centro Atlântica (FCA). A primeira, por exemplo, que detém a maior malha ferroviária do País, anunciou, após a fusão com a Rumo Logística (do grupo Cosan), uma proposta de investimento que soma R$ 7,4 bilhões, sendo que R$ 4,6 bilhões estariam condicionados à extensão contratual das suas concessões.
“Renovar as concessões é fundamental porque isso vai garantir os investimentos em melhorias das ferrovias, como está previsto nos contratos”, afirmou o diretor da Caterpillar. Esses aportes, entre ampliação da capacidade de tráfego, novos pátios, redução de interferências urbanas, novos ramais e sinalização, também incluem a ampliação da frota, o que seria bom para os negócios da fabricante de locomotivas instalada em Sete Lagoas.
Sobre os investimentos da Caterpillar na planta da região Central do Estado, Roso disse que a empresa está “discutindo algumas coisas”, que segue players como a VLI, Vale e ALL de perto e que acompanha o mercado. “Para o cenário de hoje, já fizemos aportes mais que suficientes”, completou o diretor.

Vendas
Ao longo deste ano, a Caterpillar concretizou a venda de 113 locomotivas para a VLI. Entre as máquinas já entregues estão cinco modelos de bitola métrica de oito eixos, os primeiros deste tipo no Brasil. Anteriormente, dois protótipos já tinham sido entregues.
Conforme já informado, a planta de Sete Lagoas foi montada para atender a América do Sul e o Brasil, sendo que o País representa cerca de 80% desse mercado. Além do modelo de oito eixos, também saíam das linhas de montagem outros dois modelos de locomotivas, com 60% de conteúdo nacional.
O primeiro é uma máquina diesel elétrica, de bitola larga e de corrente alternada com seis eixos. A outra é semelhante a primeira, mas com bitola métrica.
Porém, os novos modelos de oito eixos, de acordo com o diretor, devem ocupar a planta no próximo ano. Eles trazem um diferencial para a Caterpillar ganhar mercado, uma vez que consomem menos combustível e são capazes de reduzir em cerca de 50% a emissão de partículas em relação às máquinas mais antigas.
Além disso, duas locomotivas novas, como as negociadas com a VLI, são capazes de fazer o trabalho de três mais velhas, como as que comumente rodam atualmente nas ferrovias nacionais.
Fonte - Revista Ferroviária  03/12/2015

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Indústria Ferroviária mantém estabilidade

Economia

O presidente da ABIFER, Vicente Abate, e o primeiro vice-presidente da ABIFER, Luiz Fernando Ferrari, anunciaram os índices de produção da indústria ferroviária brasileira no encontro de fim de ano do SIMEFRE


AZM Comunicações e Eventos

Apesar do cenário econômico por que passa o País, o desempenho da indústria ferroviária em 2015 poderá ser considerado satisfatório. Entretanto, no segundo semestre houve uma queda nos volumes de fabricação, sinalizando certas dificuldades para 2016.
Carga – De acordo com o diretor do SIMEFRE, Vicente Abate, o volume de vagões de carga deverá ter um aumento de 18% em relação à previsão para o ano, com a entrega de 4.708 unidades em 2015, mesmo volume entregue em 2014. Nas locomotivas, o volume a ser entregue no ano deverá chegar a 110 unidades, 22% acima da previsão, superior também às 80 locomotivas entregues em 2014.
Passageiros – A entrega de veículos de passageiros sofreu uma redução de 20% em relação ao previsto, com um volume total de 337 unidades (carros de passageiros, monotrilhos e VLTs). Segundo o vice-presidente do SIMEFRE, Luiz Fernando Ferrari, o setor de veículos de passageiros está sendo afetado pela situação econômica, com reflexos já em 2015 pelo atraso em novas encomendas que, pela natureza e tipo de ciclo industrial, trará impactos na produção a partir de 2017. O ritmo de produção está sendo adequado ao novo volume esperado de encomendas.
Exportações – As exportações aumentaram no setor de veículos de passageiros, graças às encomendas para a África do Sul e Argentina, com uma entrega de 84 carros no ano contra 60 unidades em 2014. Houve um acréscimo também em vagões, com exportação de 75 unidades contra 10 em 2014. Já nas locomotivas, o volume foi de apenas 6 unidades em 2015, volume pouco acima do exportado em 2014. Os fabricantes de rodas e grampos de fixação continuaram com bons volumes de exportação, que tendem a evoluir em 2016 em função do câmbio favorável.
Investimentos e Faturamento - Na análise dos diretores do SIMEFRE, a indústria ferroviária nacional está plenamente capacitada para atender aos volumes previstos pelo mercado e terá sua capacidade aumentada com a instalação de novas unidades industriais em Taubaté/SP, pela Alstom, e em Araraquara/SP, pela Hyundai Rotem, Randon e Ibayo CLK. A expectativa é de fechar o ano de 2015 com um faturamento similar ao de 2014, de R$ 5,6 bilhões.
Incentivos – Num cenário em que alguns incentivos foram revistos pelo Governo, como a desoneração da folha de pagamentos e o aumento das taxas de juros para o PSI, o setor conseguiu a prorrogação do REPORTO e obteve o MODERNIZA BK do BNDES. "As indefinições ainda existentes na execução dos programas do PAC e do PIL, aliadas ao momento da economia brasileira, não nos permitem antever o bom desempenho que tivemos nos dois últimos anos, podendo haver uma ligeira diminuição nos volumes de veículos no próximo triênio, afetando inclusive a sua cadeia produtiva e a de materiais para via permanente", ressalta Ferrari.
Perspectivas – “Estimamos para 2016 uma produção e entrega de 4.000 vagões de carga ( 50 para exportação ), 100 locomotivas ( 10 para exportação ) e 473 carros de passageiros e VLTs ( 72 carros para exportação )”, sinaliza Abate.
Fonte - ABIFER 30/11/2015

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Indústria ferroviária se prepara para atender demanda

Transportes sobre trilhos

Mais de 230 marcas nacionais e internacionais aproveitarão a oportunidade para apresentar as últimas tendências e inovações em equipamentos, infraestrutura, serviços e manutenção para os mais de nove mil visitantes qualificados, interessados em realizar negócios com empresas fornecedoras da indústria férrea.

Da Redação
foto ilustração/Randon
Ativa, a indústria ferroviária tem mantido em 2015 o ritmo de lançamentos de soluções para o setor, que espera mais de R$ 6 bilhões de investimentos até dezembro e um faturamento de 5 a 10% maior que o obtido em 2014. Resultado da produção estimada em quatro mil novos vagões, 90 locomotivas e 420 carros de passeios, responsável por manter a cadeia de fornecedores com uma cartela real de pedidos. As novidades do mercado para o setor serão destaque no pavilhão de exposições da NT Expo - Negócios nos Trilhos, principal evento do setor metroferroviário da América do Sul, que acontece em novembro.
Mais de 230 marcas nacionais e internacionais aproveitarão a oportunidade para apresentar as últimas tendências e inovações em equipamentos, infraestrutura, serviços e manutenção para os mais de nove mil visitantes qualificados, interessados em realizar negócios com empresas fornecedoras da indústria férrea.
Uma das empresas que integra a lista é a Randon S.A. – Divisão Ferroviária, fornecedora de vagões desde 2004, que vai aproveitar o momento para estreitar ainda mais o relacionamento com seus clientes, evidenciando a tecnologia de ponta desenvolvida e utilizada para os modais ferroviário e metroviário de transporte de carga e de passageiros. A empresa já fabricou mais de sete mil unidades de vagões dos modelos hopper (graneleiro), gôndola, tanque, telescópico, sider e plataforma. “Apesar da conjuntura econômica brasileira adversa, o segmento ferroviário está ativo e a empresa está investindo no segmento”, concluiu o diretor de exportação e marketing, César Alencar Pissetti, observando que a Companhia tem investido fortemente em tecnologia neste setor para manter sua competitividade no mercado.
Público comprador - Para se ter uma ideia do crescimento da cadeia produtiva, o número de profissionais que visita a feira em busca de produtos e serviços chegou a 9023 em 2014, acréscimo de 25% nos últimos anos se comparado à 2010, quando o evento registrou a presença de 6.967 visitantes. “É um público altamente qualificado, com capacidade técnica e poder de decisão. É este fluxo que faz com que a NT Expo continue na vanguarda entre os eventos do setor como oportunidade ímpar para geração de negócios, networking e discussão de tendências. Nesta edição, esperamos novamente superar este números com crescimento o dos negócios”, aponta o gerente da feira, Renan Joel. Os operadores de cargas e passageiros respondem por mais de 25% da visitação e, na última edição, 66% dos visitantes participaram com o intuito de conhecer novos produtos, procurar novos parceiros e fechar novos negócios.
Com informações da ABIFER  02/10/2015

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

ABIFER comemora aumento de produção da indústria ferroviária em 2014

Economia

Vale destacar que a indústria brasileira fechou o ano de 2014 com o dobro de vagões fabricados em relação a 2013, em que foram entregues apenas 2.280 unidades. Ocorreu também um acréscimo de 70% na produção de carros de passageiros comparada às 219 unidades fabricadas em 2013, em linha com os elevados investimentos governamentais e privados na melhoria da mobilidade urbana.

ABIFER
foto - ilustração
A ABIFER (Associação Brasileira da Indústria Ferroviária) consolidou os volumes de produção de veículos da indústria ferroviária brasileira de 2014. O setor industrial produziu e entregou 4.703 vagões de carga, 374 carros de passageiros e 80 locomotivas. O faturamento total da indústria ferroviária, incluindo sua cadeia produtiva, ficou em R$ 5,6 bilhões, um crescimento de 24% em relação a 2013, que fechou em R$ 4,5 bilhões.
Vale destacar que a indústria brasileira fechou o ano de 2014 com o dobro de vagões fabricados em relação a 2013, em que foram entregues apenas 2.280 unidades. Ocorreu também um acréscimo de 70% na produção de carros de passageiros comparada às 219 unidades fabricadas em 2013, em linha com os elevados investimentos governamentais e privados na melhoria da mobilidade urbana. A fabricação de locomotivas se manteve estável frente às 83 unidades de 2013.
Para 2015, as projeções apontam para a produção e entrega de 4 mil vagões (75 para exportação), 420 carros de passageiros (90 para exportação) e 90 locomotivas (10 para exportação), com previsão de ligeiro aumento do faturamento. Para os próximos anos, o Programa de Renovação da Frota de Vagões e Locomotivas, a ampliação da malha ferroviária de cargas e a continuidade dos investimentos no setor de passageiros demandarão mais serviços para a indústria ferroviária instalada no Brasil.
“A indústria ferroviária brasileira continua investindo fortemente em toda a sua cadeia produtiva, tanto na aplicação de tecnologia de ponta e no treinamento de sua mão de obra, quanto na construção, expansão e modernização de suas fábricas. Os investimentos da indústria, previstos para o triênio 2014/2016, situam-se entre R$ 400 e R$ 600 milhões. A inovação tecnológica contida em todos os seus produtos tem colaborado para aumentar a produtividade e a competitividade de seus clientes”, afirma o presidente da ABIFER, Vicente Abate.
Fonte - ABIFER  09/02/2015

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Indústria ferroviária supera expectativas

Transportes sobre trilhos

Segundo Vicente Abate, presidente da ABIFER e diretor do SIMEFRE, os volumes de vagões de carga superaram as previsões mais otimistas.O mercado de carros de passageiros também foi positivo, explica o vice-presidente do SIMEFRE Luiz Fernando Ferrari. Foram entregues 320 carros até outubro, com previsão de fechar o ano em 394, superando em 23% a previsão de 320 carros para 2014

Abifer
AZM Comunicações e Eventos
foto - ilustração
O ano de 2014 foi um ano atípico em função da realização da Copa do Mundo e das eleições no País, eventos que, de certa forma, impactaram as atividades da indústria. Ainda assim, a indústria ferroviária teve um desempenho além das expectativas.
Carga - Segundo Vicente Abate, presidente da ABIFER e diretor do SIMEFRE, os volumes de vagões de carga superaram as previsões mais otimistas. Até outubro foram entregues 4.067 vagões e prevê-se um fechamento do ano em 4.500 vagões contra uma previsão de 3.500, representando um aumento de 28%. Comparado com 2013, o volume quase que dobrou, tendo em vista a base de comparação muito baixa, de 2.280 vagões.
Nas locomotivas, o desempenho foi acima do esperado, porém com um volume ainda muito baixo. Até outubro foram entregues 52 locomotivas, prevendo-se um total de 80 no ano, 33% acima da previsão de 60 locomotivas. Em relação a 2013 (83 locomotivas), o volume foi mantido.
Passageiros - O mercado de carros de passageiros também foi positivo, explica o vice-presidente do SIMEFRE Luiz Fernando Ferrari. Foram entregues 320 carros até outubro, com previsão de fechar o ano em 394, superando em 23% a previsão de 320 carros para 2014. Comparado a 2013, o aumento será de 80% em relação ao volume de 219 carros.
Via Permanente - O setor de materiais para Via Permanente teve um ano forte de fornecimento em função de compras governamentais para ferrovias de carga, bem como pelos investimentos da VALE na E. F. Carajás (renovação e duplicação da via) e da renovação de vias na E.F.V.M., VLI e MRS, cujos volumes serão mantidos para 2015.
Serviços - A indústria continua executando serviços de reparação e modernização de vagões, locomotivas e carros de passageiros, destacando-se um volume de 102 carros modernizados entregues à CMSP (Companhia do Metropolitano de São Paulo) dentro do programa de modernização da frota antiga das Linhas 1 e 3, que continuará no mesmo ritmo em 2015.
Exportações - As exportações de vagões e locomotivas em 2014 se mantiveram em volumes muito baixos, de 10 vagões (1 vagão em 2013) e 3 locomotivas (13 locomotivas em 2013). Já as exportações de carros de passageiros cresceram para 60 carros, contra os 20 em 2013. Os fabricantes de rodas, grampos de fixação e peças fundidas de truque e engate exportaram altos volumes em 2014.

Investimentos e Faturamento
Segundo os diretores do SIMEFRE a indústria ferroviária brasileira continua investindo fortemente em toda a sua cadeia produtiva, tanto na aplicação de tecnologia de ponta e no treinamento de sua mão de obra, quanto na expansão e modernização de suas fábricas e na construção de novas. Os investimentos previstos para 2014/2016 situam-se entre R$ 400 e R$ 600 milhões. A inovação tecnológica contida em todos os seus produtos tem colaborado para aumentar a produtividade e a competitividade de seus clientes.
"Esperamos fechar 2014 com um faturamento total de aproximadamente R$ 5,6 bilhões, com aumento de 24% em relação a 2013, que fechou em R$ 4,5 bilhões. Os volumes adicionais de veículos entregues foram responsáveis pelo crescimento acima do previsto", diz Abate.

Incentivos
O governo manteve os incentivos já concedidos anteriormente, como Desoneração da Folha de Pagamentos, PSI do BNDES e REINTEGRA. Entretanto, não se espera a manutenção dos financiamentos em condições tão competitivas para 2015. No setor de carga, espera-se que o Governo Federal implemente o Programa de Renovação da Frota de Vagões e Locomotivas, que dará sustentabilidade aos fabricantes destes veículos ao longo dos próximos dez anos.
Quanto à competitividade da indústria nacional, explica Ferrari, é importante que o setor tenha isonomia tributária em relação à indústria estrangeira, de qualquer país. "A indústria ferroviária instalada no Brasil é competitiva. Há, entretanto, outras variáveis que têm que ser levadas em consideração, como a valorização excessiva do Real e a instabilidade na flutuação do câmbio".
Ele explica que o País precisa aumentar sua produtividade, que depende em parte da própria indústria, e ela já está trabalhando neste sentido. Passa também por outras questões, como melhorias na infraestrutura de transporte e na burocracia excessiva.

2015
As previsões de elevados investimentos por parte das concessionárias ferroviárias de carga, assim como os esforços dos governos para melhoria da mobilidade urbana, continuam no foco para os próximos anos, ainda que se preveja um ano de mudanças em 2015, principalmente na área econômica.
A indústria ferroviária acredita nos resultados positivos destas mudanças e continua otimista, garante Vicente Abate. "Dessa forma, estimamos para 2015 uma produção e entrega de cerca de 4.000 vagões (75 para exportação), 90 locomotivas (10 para exportação) e 420 carros de passageiros (90 para exportação), levando a um faturamento ligeiramente superior ao de 2014".
Fonte - Revista Ferroviária  06/01/2015

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

China atesta própria força por meio do domínio ferroviário

Transportes sobre trilhos 

Com uma fórmula de tecnologia avançada e baixos preços, não parece haver lugar que resista à força da China no campo ferroviário. Raras são as semanas que o país não anuncia algum tipo de acordo, tais como substituir as arcaicas locomotivas do metrô de Boston ou enviar trens à Malásia.

EFE
foto - ilustração
A China, que possui a maior rede de trens de alta velocidade do mundo, decidiu explorar seu poder no setor ferroviário através de inúmeros projetos internacionais, que autenticam o país como potência mundial.
Com uma fórmula de tecnologia avançada e baixos preços, não parece haver lugar que resista à força da China no campo ferroviário. Raras são as semanas que o país não anuncia algum tipo de acordo, tais como substituir as arcaicas locomotivas do metrô de Boston ou enviar trens à Malásia.
Foi assinado no final do mês passado um contrato milionário entre a China Railway Construction Corp e a Nigéria para construir uma linha ferroviária unindo Lagos, a capital econômica nigeriana, a Calabar - maior contrato feito por uma empresa chinesa no exterior.
No entanto, este megaprojeto foi rapidamente ofuscado em função da divulgação feita por um jornal chinês sobre Pequim estar negociando com a Índia a possibilidade de construir a primeira ferrovia de alta velocidade entre as cidades de Nova Deli e Chennai.
Consolidado como o país com a maior rede de trens de alta velocidade do mundo, a China também completou há meses uma linha ferroviária em Angola (que comprou 45% de sua produção petrolífera em 2013), e anunciou pouco antes que construirá uma via entre a capital do Quênia, Nairóbi, e Mombaça.
Ao finalizar em 2018 o corredor que substituirá o centenário Lunatic Express, mencionado em clássicos de Hemingway e Kapuscinsky, Pequim planeja estendê-lo a Uganda, Ruanda, Burundi e Sudão do Sul, um projeto que pretende mostrar que o 'sonho Africano' não se limita a um safari em busca de matérias-primas.
Aparentemente Pequim começa a modificar as regras após países africanos denunciarem em algumas ocasiões que a China transferia suas políticas trabalhistas exploratórias, tais como a baixa contratação de mão de obra local.
'Em algumas áreas as normas de trabalho chinesas já alcançaram padrões internacionais, por isso muitas pessoas estão mais dispostas a trabalhar para eles', disse à Agência Efe Eric Joshua, jornalista e produtor de cinema da Zâmbia.
No entanto, o país, que se beneficia destas construções em função do fato de proverem acesso a matérias-primas e agilizarem sua distribuição, permanece enfrentando críticas e receio de alguns países.
Recentemente, o presidente mexicano revogou uma licitação que havia sido concedida ao consórcio estatal chinês CRC para construir o primeiro trem de alta velocidade no país norte-americano em função de suspeitas sobre a transparência da competição.
A polêmica decisão coincidiu com a visita do presidente Enrique Peña Nieto à China por ocasião da cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, que aconteceu nos dias 10 e 11 de novembro, e representou uma crise diplomática entre México e China.
Enquanto o governo de Xi Jinping faz planos para impulsionar uma dupla 'Rota da Seda', terrestre e marítima, que dê um novo ar às rotas comerciais com a Ásia ocidental e do sul, os projetos chineses na América são percebidos, em algumas circunstâncias, como uma tentativa de fazer frente aos dos Estados Unidos na região Ásia-Pacífico.
Entre projetos colossais, a ideia da China, de unir as costas do Pacífico e do Atlântico através de uma linha ferroviária Peru-Brasil, recebe destaque, recebeu, inclusive, o beneplácito do presidente peruano, Ollana Humala, em sua visita a Pequim pela cúpula da Apec.
Projetos como a linha interoceânica, com a qual a China defende os seus interesses comerciais, diversifica as importações e espera reduzir os custos de transporte.
'Aparentemente o governo do presidente Xi Jinping reforçou a ênfase no desenvolvimento de infraestrutura', disse à Efe Alice Ekman, pesquisadora responsável pela China no Instituto Francês de Relações Internacionais (IFRI).
Alice acrescenta que estas construções 'são um dos eixos da estratégia de internacionalização da China e de suas grandes empresas estatais para diversificar a distribuição de energia'.
Este processo não tem previsão de recuo: um dos planos mais extravagantes de Pequim é construir uma linha de trem submarina sob o estreito de Bering, para unir a Sibéria ao Alasca e também conectar a China aos EUA.
Os dois maiores fabricantes de trens do país (China CNR Corp e CSR Corp), especialistas em trens de alta velocidade, estudam uma fusão, o que criaria um gigante no setor.
'A sabedoria chinesa para construir uma economia mundial aberta cresce a cada dia', se vangloriou recentemente um editorial da agência de notícias 'Xinhua'.
Fonte - Revista Ferroviária  14/12/2014

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Simefre destaca o desempenho acima do esperado da indústria ferroviária

Economia

De acordo com o Sindicato, as previsões de investimentos elevados por parte das concessionárias ferroviárias de carga, assim como esforços do governo federal para melhoria da mobilidade urbana e as alterações na área econômica mantêm a indústria otimista para 2015, apesar da previsão de um ano difícil e de mudanças.

Agência Estado
foto - ilustração
A indústria ferroviária teve desempenho acima das expectativas em 2014, tanto em termos de carga quanto de passageiros, segundo dados do Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (Simefre). De acordo com o Sindicato, as previsões de investimentos elevados por parte das concessionárias ferroviárias de carga, assim como esforços do governo federal para melhoria da mobilidade urbana e as alterações na área econômica mantêm a indústria otimista para 2015, apesar da previsão de um ano difícil e de mudanças.
Até outubro deste ano, foram entregues 4.067 vagões, número que deve alcançar 4.500 vagões até o fim de 2014, ante previsão inicial de 3.500. Na comparação com 2013, quando foram entregues 2280 vagões, o volume quase dobrou. Nos primeiros dez meses de 2014, foram entregues 52 locomotivas, número considerado muito baixo, mas que deve chegar ao total de 80 no ano, mantendo o volume de 2013. O mercado de carros de passageiros entregou 320 carros até outubro, com previsão de fechar o ano em 394, o que representa alta de 80% em relação aos 219 carros entregues em 2013.
Segundo o Simefre, os investimentos previstos para os anos de 2014 a 2016 estão entre R$ 400 milhões e R$ 600 milhões. A entidade ressaltou que o governo manteve os incentivos já concedidos anteriormente, como a desoneração da folha de pagamentos e o Reintegra. No entanto, o sindicato não espera a manutenção dos financiamentos em condições tão competitivas para 2015 e torce para que o governo federal implemente o Programa de Renovação da Frota de Vagões e Locomotivas.
"A indústria ferroviária instalada no Brasil é competitiva. Há, entretanto, variáveis que têm que ser levadas em consideração, como a valorização excessiva do real e a instabilidade na flutuação do câmbio", apontou o vice-presidente do Simefre, Luiz Fernando Ferrari.

Perspectivas
O setor prevê mudanças para o próximo ano, principalmente em razão da nova equipe econômica da presidente Dilma Rousseff. "O ano de 2015 vai ser difícil, então é uma previsão bem realista repetir tanto no mercado interno, quanto no externo, o desempenho deste ano", afirmou César Pissetti, diretor comercial de ferrovias da Randon e vice-presidente do Simefre. A entidade estima para 2015 a produção e entrega de cerca de 4 mil vagões (75 para exportação), 90 locomotivas (10 para exportação) e 420 carros de passageiros (90 para exportação), com faturamento levemente superior ao de 2014.
Fonte - Revista Ferroviária  09/12/2014

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Petróleo, energia e logística puxam crescimento da GE no Brasil

Economia /Transportes sobre trilhos

"Vamos ter um ano recorde de negócios. Tudo indica que teremos um crescimento de dois dígitos neste ano e o dobro em relação a quatro anos atrás [US$ 2,3 bilhões]", afirmou ontem o presidente da companhia na América Latina, Reinaldo Garcia, ao Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor.

Valor Econômico
foto - ilustração
A GE prevê um crescimento de dois dígitos no volume de encomendas contratadas no Brasil em 2014, em relação ao ano passado, quando foram registrados US$ 4,2 bilhões em pedidos. O resultado será impulsionado pelo volume de negócios nas áreas de petróleo e gás natural, energia e de logística ferroviária.
"Vamos ter um ano recorde de negócios. Tudo indica que teremos um crescimento de dois dígitos neste ano e o dobro em relação a quatro anos atrás [US$ 2,3 bilhões]", afirmou ontem o presidente da companhia na América Latina, Reinaldo Garcia, ao Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor.
Segundo o executivo, a desaceleração da economia brasileira não vai alterar os planos da empresa para o país. "Nós sempre olhamos no longo prazo. E os fundamentos [econômicos] existem. As áreas de óleo e gás, de geração e distribuição de energia, de ferrovias e de portos ainda terão uma demanda muito grande", disse.
Questionado sobre uma possível redução no volume de negócios da Petrobras, principal contratante do setor de óleo e gás do Brasil, devido à investigação de um suposto esquema de corrupção na estatal, Garcia disse acreditar que esse processo é "temporário". Segundo ele, considerando a necessidade de projetos da Petrobras, a demanda da companhia por bens e serviços é muito elevada.
Devido à demanda aquecida na área de petróleo e gás, a GE decidiu dobrar, para US$ 500 milhões (cerca de R$ 1,2 bilhão), o volume de investimentos previstos no centro de pesquisas global inaugurado ontem, no Rio de Janeiro. Essa é a primeira unidade do tipo da companhia na América Latina.
O centro abrigará no total 400 pessoas. Hoje já trabalham no local 160 funcionários, dos quais 140 são pesquisadores. Entre eles, 90% são brasileiros.
O setor de óleo e gás será o carro-chefe do centro de pesquisas, respondendo por cerca de 50% das atividades. A área de logística e transporte responderá por cerca de 25%. E os 25% restantes serão distribuídos por diversas áreas, como sistemas inteligentes.
Um dos maiores desafios, segundo Garcia, será desenvolver tecnologias que compõem os sistemas de produção de óleo e gás para serem instaladas no fundo do mar. Esses equipamentos hoje são utilizados nas plataformas de produção na superfície.
Fonte - Revista Ferroviária   14/11/2014

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Minério de ferro e safra agrícola recorde devem aquecer encomendas no setor ferroviário

Economia

Segundo Noberto Fabris, diretor corporativo das Empresas Randon, o sistema ferroviário está muito fundamentado no setor agrícola. “Tivemos boas modificações no setor de cargas para grãos. A implantação de novas soluções proporcionaram agilidade às operações. Descargas que levavam cerca de 26 minutos, passaram a ser feitas em no máximo três minutos”, acrescenta.

RF
foto - ilustração
O minério de ferro e a soja lideram o número de contêineres transportados pelo modal ferroviário no País. De acordo com dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT), de 2006 a 2012, o transporte de minério de ferro teve um crescimento de 29% na movimentação de cargas por ferrovia, seguido pela soja (grão e farelo) com 7,43%. Este resultado refletiu positivamente nas fornecedoras do modal, que enxergaram uma oportunidade de oferecer ao setor ferroviário inovações em termos de composições, vagões, tanques e plataformas para contêineres.
Segundo Noberto Fabris, diretor corporativo das Empresas Randon, o sistema ferroviário está muito fundamentado no setor agrícola. “Tivemos boas modificações no setor de cargas para grãos. A implantação de novas soluções proporcionaram agilidade às operações. Descargas que levavam cerca de 26 minutos, passaram a ser feitas em no máximo três minutos”, acrescenta.
Planejamento da demanda - O diretor também destaca a necessidade de um maior estabilidade na sistemática da fabricação, já que antigamente as encomendas eram feitas em lote pelas concessionárias, o que interrompia o fluxo de abastecimento. “O desafio é manter a continuidade na produção por meio de um planejamento anual sem tantos altos e baixos”, diz Fabris, que aponta a importância de projetos e investimentos em infraestrutura e produtividade para favorecer a competitividade logística.
O Programa de Investimentos em Logística, do Governo Federal, é um exemplo, e prevê um novo modelo de concessão com 12 novos trechos ferroviários. O programa também pretende realizar intervenções em 10 mil quilômetros de ferrovias com investimento estimado em R$ 91 bilhões no decorrer dos próximos 25 anos. Estes avanços colaboraram no aquecimento da indústria de fornecimento, com a produção de equipamentos e ativos rodantes para o setor ferroviário. Segundo Noberto Fabris, a projeção de crescimento para a matriz do transporte está em torno de 25%. “Estamos em 2014 e já com muitas inovações. O ganho de produtividade foi o mais importante porque trouxe força para dentro da ferrovia e materiais diferenciados que auxiliam no transporte de carga”, comenta o diretor.
As soluções em peças e equipamentos da Randon e de outras empresas do setor para atender o modal ferroviário poderão ser conferidas durante a NT Expo - 17ª Negócios nos Trilhos, que acontece de 11 a 13 de novembro, em São Paulo.
Fonte - Revista Ferroviária  05/09/2014

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

BNDES estuda linha de crédito para aquisição de locomotivas e vagões

Economia

A expectativa das empresas é que o plano possa assegurar a produção de 9.000 vagões de carga e 300 locomotivas pela indústria em seis anos. Essa nova frota exigirá investimentos de R$ 5 bilhões, os quais dependem de incentivos governamentais para serem realizados.

Valor Econômico
foto - ilustração
Os fabricantes de vagões e locomotivas estão confiantes de ver aprovado ainda este ano, mesmo com as eleições, o Plano de Renovação da Frota Ferroviária, iniciativa que poderá contar com o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O banco estuda a criação de linha de financiamento para permitir que as concessionárias de ferrovias façam a renovação da frota em condições competitivas, apurou o Valor.
A expectativa das empresas é que o plano possa assegurar a produção de 9.000 vagões de carga e 300 locomotivas pela indústria em seis anos. Essa nova frota exigirá investimentos de R$ 5 bilhões, os quais dependem de incentivos governamentais para serem realizados.
Amanhã, representantes do setor privado e do governo se reúnem em Brasília para discutir o plano. A proposta foi apresentada há um ano pela Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), que reúne os fabricantes de material rodante, em parceria com a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), entidade das concessionárias. Um dos objetivos foi o de garantir "previsibilidade" nas encomendas junto à indústria, que tem sofrido com altas e baixas na demanda nos anos recentes.
Nos últimos 12 meses, a proposta passou por ajustes. O plano original previa a produção de 18.000 vagões e 600 locomotivas em seis anos. Mas a proposta exigiria o comprometimento de valores muito altos em incentivos fiscais, o que não é possível para o governo neste momento.
Na proposta feita ao governo, o setor privado apresentou sugestão de três tipos de incentivos. Um deles é o financiamento, via Programa de Sustentação do Investimento (PSI), operado pelo BNDES, com juros de TJLP mais 3% ao ano.
As empresas do setor também sugeriram a ampliação do benefício do Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Ampliação da Estrutura Portuária (Reporto) para atendimento de empresas que alugam vagões ferroviários, o chamado leasing operacional. E apresentaram proposta de reduzir o valor do arrendamento pago pelas concessionárias ao governo de forma proporcional à substituição de vagões e locomotivas.
Estimativa da Abifer indica que existem 40.700 vagões e 1.400 locomotivas, equipamentos com mais de 40 anos, que estão em poder das concessionárias. Esse material rodante foi herdado da antiga Rede Ferroviária Federal e pertence ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Ao fim da concessão, esse material precisará ser "revertido" ao governo.
Mas com o plano, em vez de devolver esses vagões e locomotivas, criam-se condições de troca nos seguintes termos: dois vagões antigos trocados por um novo e três locomotivas velhas substituídas por uma nova. Dessa forma, irá se garantir encomendas de 1.500 vagões e 50 locomotivas por ano junto aos fabricantes durante seis anos. O material antigo vai virar sucata.
Vicente Abate, presidente da Abifer, disse que o Plano de Renovação da Frota Ferroviária poderá ter uma segunda etapa, de mais seis anos, com números semelhantes aos da primeira fase. Abate afirmou que o plano, além de evitar oscilações na demanda, tem potencial de aumentar a produtividade nas concessionárias, o que poderá levar à redução de fretes. O executivo disse que também haverá espaço com o plano para o governo arrecadar mais impostos.
O Ministério do Desenvolvimento disse que as propostas apresentadas pelo setor privado estão em fase adiantada de discussão no governo. Todos os envolvidos - Ministério dos Transportes, BNDES, Abifer, ANTF e Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários (Simefre), além do Desenvolvimento - estão definindo parâmetros de incentivo e de exigências de contrapartidas. "Do ponto de vista técnico, falta o detalhamento de pontos relevantes para fins de cálculo do efeito fiscal e sua adequação, para posterior busca de consenso entre o governo para fins de minuta dos atos legais", disse o ministério em nota.
Um dos principais avanços em relação à proposta inicial do setor privado, segundo o ministério, foi o entendimento de que o governo não poderia criar novos estímulos sem que houvesse compromisso com aumento de produtividade no transporte ferroviário. Para o governo, também é importante combinar as necessidades de estímulo à produção industrial com uma política de transportes e logística que estimule investimentos crescentes e produtividade.
Ricardo Chuahy, presidente da AmstedMaxion, confia na aprovação do plano ainda este ano. Para ele, o plano dará previsibilidade à indústria ferroviária, incluindo a cadeia de fornecedores. Para o executivo, as concessionárias terão ganhos de produtividade e o governo poderá arrecadar volumes adicionais de impostos compensando os incentivos dados ao setor.
A AmstedMaxion é líder de mercado no Brasil, com participação de 67% no segmento de vagões ferroviários.
Cesar Alencar Pissetti, diretor de exportações e marketing da Randon, também considera a iniciativa importante. "O plano garante previsibilidade para a indústria e permite renovar a frota, o que é bom para o país." A GE Transportation acredita que o plano é fundamental para estimular o desenvolvimento e a estabilidade do setor.
Fonte - Revista Ferroviária  27/08/2014

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Locomotivas da GE perdem velocidade na lidrerança no Brasil

Economia

Companhia convive com queda das encomendas e risco de perder a liderança do setor para a Caterpillar - O aumento dos custos e a redução de encomendas tem custado caro à companhia. A GE Transportation está revendo seus investimentos. 

Insight Engenharia de Comunicação 

Pelo andar da locomotiva, não demora muito e a GE conseguirá uma proeza que até outro dia soava como inimaginável: perder a histórica liderança entre os fabricantes de equipamentos ferroviários no Brasil. Um a um, o gigantesco grupo norte-americano tem acumulado uma série de tropeços que podem lhe custar caro. De um lado dos trilhos, a sucessiva redução do volume e pedidos em carteira, que soma aproximadamente 20% nos últimos três anos; do outro, o aumento dos custos operacionais na fábrica de Contagem (MG).
A colisão entre estes dois comboios tem custado caro à companhia. A GE Transportation está revendo seus investimentos. O plano de expansão da fábrica mineira, o mais importante dos projetos, descarrilou. Os norte-americanos pretendiam atingir a marca de 120 vagões por ano. A produção de 2014, no entanto, não deve chegar a 50 unidades. Para este ano, o aporte de US$ 10 milhões, similar ao de 2013, está mantido. Mas, para 2015, a tendência é que a empresa baixe a cancela sobre seu caixa.
Enquanto a GE perde velocidade, a concorrência vem no seu encalço. A Caterpillar deverá entregar mais de 40 locomotivas ao longo de 2014. Um fato chama ainda mais a atenção: a companhia inaugurou sua fábrica de Sete Lagoas (MG) há apenas dois anos. Nessa toada, poderá assumir a dianteira do mercado brasileiro já em 2015. A posição da GE no mercado brasileiro é ameaçada também por grupos chineses que têm desembarcado no Brasil oferecendo locomotivas importadas a preços até 20% inferiores ao dos equipamentos nacionais. Na GE Transportation, havia a expectativa de que a queda de encomendas no mercado interno pudesse ser compensada por uma maior inserção internacional. No entanto, a promessa da matriz de alocar na subsidiária brasileira encomendas recebidas em outros países não se consumou, ao menos não na dimensão esperada. Os norte-americanos acenaram com pedidos provenientes de cinco países. Até agora, no entanto, a GE Transportation do Brasil vendeu locomotivas apenas para Colômbia e Moçambique. Procurada pelo RR, a GE não se pronunciou.
Para assinar o Relatório Reservado, acesse o www.relatorioreservado.cm.br ou entre em contato pelo número (21) 2526-7004
Leia o blog do Relatório Reservado no iG: http://www.blogrelatorioreservado.ig.com.br/
Assista também à TV RR no Youtube: http://www.youtube.com/user/tvrelatorioreservado
Fonte - STEFZS 23/07/2014



RF - Leia abaixo a nota enviada à Revista Ferroviária pela GE Transportation:

POSICIONAMENTO OFICIAL – GE TRANSPORTATION

A GE Transportation esclarece que, ao contrário das informações citadas no boletim de 14 de julho do Relatório Reservado, sua produção de locomotivas em 2014 se manterá em nível equivalente ao do ano passado. Já para 2015, as perspectivas são altamente promissoras, com expectativa de aumento de produção, sem considerar ainda os incrementos advindos do programa de substituição de máquinas antigas, ora em discussão com o governo federal, e a implementação dos projetos de novas ferrovias nos próximos anos. Cabe observar ainda que a GE não produz vagões, sendo estes números exclusivamente referentes à produção de locomotivas.
A GE esclarece também que o programa de investimentos da companhia, no valor de R$ 65 milhões e aprovado em 2011, se encontra em plena execução. As atividades contemplam o desenvolvimento de novos produtos e serviços, alterações no layout da planta industrial, construção de novo galpão para otimizar a produção e possibilitar a redução do fluxo da linha de montagem, implantação de células de reparos de painéis e diversificação do estoque de peças para garantir a operação ininterrupta de locomotivas em circulação, assim como assegurar ganhos de produtividade e eficiência contínuos que são comprovados pelos nossos clientes. Essas medidas têm garantido não somente a qualidade dos produtos mas também o pleno atendimento dos compromissos de entrega da companhia.
Essas demonstrações práticas da GE de confiança no Brasil reforçam a sua posição no mercado e estão ancoradas na certeza do desenvolvimento do setor ferroviário no País.
Por fim, a empresa se coloca à disposição do Relatório Reservado para prestar esclarecimentos.

Cordialmente,

GE Transportation

Atualizado em 25/07/2014