UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Cai o movimento nos trens de passageiros da China após epidemia de coronavírus

Transportes sobre trilhos  🚅

No dia 8 de fevereiro, a estatal ferroviária chinesa CR, transportou 127 milhões de passageiros, uma queda de 85,4%. Em relação a previsão de transportar 200 milhões de passageiros em 9 de fevereiro, a queda foi de 82,2% em relação ao ano anterior.

Da Redação
foto - ilustração/arquivo
A empresa ferroviária estatal, China Railway(CR), transportou 127 milhões de passageiros em 8 de fevereiro,e esperava transportar 200 milhões de passageiros em 9 de fevereiro. Em Pequim, a estação Oeste registrou uma redução de 92,1% na demanda de partida,e uma queda de 74,9% nas chegadas,enquanto na estação Sul as reduções foram de 93,1% e 81,5%, respectivamente. Em Xangai as duas principais estações tiveram uma redução  semelhante  nas viagens.
A estatal chinesa tomou providências para impedir a propagação do coronavírus. A ferrovia está reduzindo o retorno dos passageiros após o feriado, distribuindo os passageiros pelos trens de maneira mais igual  para evitar uma maior aproximação entre eles, reduzindo a quantidade de pessoas nos trens em cerca de 50%.
A CR aumentou quantidade de ar renovado em todas as composições com ar-condicionado, com a renovação da ventilação ocorrendo nos trens a cada 5 a 10 minutos. A limpeza e desinfecção dos filtros de ar condicionado e dos trens foram intensificadas.
Os serviços entre a China e o Vietnã foram suspensos e também os serviços internacionais de passageiros na Mongólia .
Pregopontocom  10/02/2020

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

SuperVia retira 40 trens chineses de operação

Transportes sobre trilhos   🚄


Segundo a concessionária, desde setembro de 2016 vêm sendo detectados problemas de projetos, em especial na caixa de tração dos trens.Com isso, a chinesa CRRC iniciou o processo de análise técnica, identificando a necessidade de substituição do tipo de peça. Desde novembro de 2018, então, um recall foi feito pela fabricante até que em junho de 2019, em vistorias, novas falhas foram identificadas e a CRRC, então, suspendeu o retrabalho malsucedido até que encontre uma nova medida para solução.

Revista Ferroviária
divulgação/Revista Ferroviária
Quarenta trens chineses foram retirados de operação na SuperVia a partir dessa segunda-feira (dia 18), atendendo a uma recomendação da própria fabricante das composições, a CRRC. Segundo a concessionária, desde setembro de 2016 vêm sendo detectados problemas de projetos, em especial na caixa de tração dos trens.
Com isso, a chinesa CRRC iniciou o processo de análise técnica, identificando a necessidade de substituição do tipo de peça. Desde novembro de 2018, então, um recall foi feito pela fabricante até que em junho de 2019, em vistorias, novas falhas foram identificadas e a CRRC, então, suspendeu o retrabalho malsucedido até que encontre uma nova medida para solução. Por estar ainda em período de garantia, a manutenção das referidas caixas de tração é responsabilidade do Consórcio CRRC, de acordo com contrato firmado entre os chineses e o Estado, diz em nota a SuperVia.
Os trens fazem parte do segundo lote de entregas do consórcio chinês à SuperVia, que aconteceram entre 2014 e 2016. Ao todo, a frota da concessionária conta com 100 trens chineses (o primeiro lote foi entregue em 2012 também pelo consórcio), com quatro carros cada. A frota total da SuperVia é de 207 TUEs e 828 carros, segundo o último levantamento feito pela Revista Ferroviária e publicado na edição Setembro-Outubro deste ano (Clique Aqui ).
Procurada, a CRRC ainda não deu retorno. A entrega dos trens à SuperVia foi feita pela China Northern Locomotive & Rolling Stock Industry Corporation (CNR). Em 2015, a CNR e a China South Locomotive and Rolling Stock Industry se fundiram, levando à criação da CRRC (China Railway Rolling Stock Corporation). Além da SuperVia, a CNR foi a responsável pela entrega de 34 novos trens para o MetrôRio, incluindo 15 para a Linha 4 em 2012/2013.

Veja as notas da SuperVia na íntegra:Lamentamos informar que, para garantir a sua segurança e atendendo à recomendação da fabricante CRRC (consórcio chinês), 40 trens chineses serão retirados de circulação a partir de amanhã (18/11). Com isso, mediante a indisponibilidade parcial da frota, precisaremos ajustar nossa operação, buscando a continuidade da prestação do serviço com segurança e o mínimo de impactos possível. Veja o que muda:
- Aumento dos intervalos nos ramais Santa Cruz e Japeri - Aumento dos intervalos no trecho entre Gramacho e Saracuruna - Algumas viagens do ramal Deodoro serão realizadas em trens de quatro carros

Os trens chineses (2º lote), fabricados pelo Consórcio CRRC, foram comprados pelo Estado do Rio de Janeiro e entregues para operação entre 2014 e 2016.
Em setembro de 2016, foram detectados problemas de projetos, em especial na caixa de tração (engrenagem que transmite energia do motor para eixo e rodas) e os responsáveis comunicados. Com isso, a chinesa CRRC iniciou o processo de análise técnica, identificando a necessidade de substituição do tipo de peça. Desde novembro de 2018, então, um recall foi feito pela fabricante até que em junho de 2019, em vistorias, novas falhas foram identificadas e a CRRC, então, suspendeu o retrabalho malsucedido até que encontre uma nova medida para solução.
Por estar ainda em período de garantia, a manutenção das referidas caixas de tração é responsabilidade do Consórcio CRRC, de acordo com contrato firmado entre os chineses e o Estado.
Além de acionar o plano de contingência junto ao Centro de Operações da Prefeitura do Rio (COR) e Concessionárias de transporte, a SuperVia está reforçando o efetivo de apoio nas estações e ramais impactados, assim como nos canais de atendimento aos passageiros.

Informações SuperVia - balanço da operação da manhã desta segunda-feira (18/11)
A SuperVia informa que o plano de contingência estabelecido nessa segunda-feira (18/11) para diminuir o impacto da retirada de 40 trens chineses (fabricados pelo consórcio CRRC) na operação conseguiu minimizar os efeitos sobre os passageiros. A concessionária antecipou para 5h o início do pico de operação, que ocorre normalmente próximo às 6h, possibilitando a diluição do fluxo de passageiros no começo da manhã. Além disso, disponibilizou o máximo possível de composições no sentido do fluxo (da Baixada Fluminense, Zona Oeste e Zona Norte para a Central do Brasil).
Não houve registro de superlotação ou de outras intercorrências relacionadas à redução da frota no sistema. Desde o início da operação até às 9h de hoje, a concessionária registrou a queda de 13.492 passageiros (6,4%) em relação a uma segunda-feira comum. A SuperVia lamenta os transtornos e reforça que está mobilizada para adequar a operação da melhor forma, buscando impactar o mínimo possível a rotina dos passageiros. A empresa espera uma solução rápida pela CRRC, fornecedora chinês, que permita que o serviço seja normalizado brevemente.
Desde ontem, a concessionária mantém avisos em suas redes sociais, no site, nas plataformas e junto à imprensa para comunicar a ampliação dos intervalos nos ramais Japeri e Santa Cruz, no trecho Gramacho/Saracuruna e na alteração de trens de oito para quatro carros no ramal Deodoro. Em 12h, o comunicado feito pela SuperVia no Facebook alcançou mais de 1 milhão de pessoas. Ao longo da manhã o sistema de áudio dos trens e das estações também informou sobre a situação e equipes de Posso Ajudar foram distribuídas pelas estações dos ramais impactados.

Entenda o caso:
A SuperVia enviou comunicados frequentes sobre o fato aos fabricantes desde 2016. Como medida paliativa, as empresas fornecedoras promoveram um recall da peça, mas a solução apresentada não alcançou o resultado esperado e não resolveu o problema. As caixas de tração ainda estão na garantia. A concessionária sempre disponibilizou uma equipe adicional para apoiar os trabalhos de manutenção pela CRRC, fornecedora chinesa das composições. A SuperVia e o poder concedente (Governo do Estado) estão atuando de forma contundente junto aos fornecedores para que o serviço retorne à normalidade o mais rápido possível.
Fonte - Revista Ferroviária  18/11/2018

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Expansão ferroviária chinesa mostra eficiência do Estado como motor do desenvolvimento

Transportes sobre trilhos  🚅

A China investiu 801 bilhões de yuans (cerca de 123 bilhões de dólares) em projetos ferroviários e pôs em operação 3,03 mil quilômetros de novas vias ferroviárias em 2017, superando suas metas anuais de investimento de 800 bilhões de yuans e 2,1 mil quilômetros de novas ferrovias, de acordo com a Corporação de Ferrovias da China.

Carta Maior
foto - ilustração/arquivo
A China cumpriu suas metas anuais de aumento do investimento ferroviário em 2017 uma vez que as autoridades continuaram promovendo a construção de vias ferroviárias.
A China investiu 801 bilhões de yuans (cerca de 123 bilhões de dólares) em projetos ferroviários e pôs em operação 3,03 mil quilômetros de novas vias ferroviárias em 2017, superando suas metas anuais de investimento de 800 bilhões de yuans e 2,1 mil quilômetros de novas ferrovias, de acordo com a Corporação de Ferrovias da China.
Até o fim de 2017, a quilometragem total de vias ferroviárias em operação da China chegou a 127 mil quilômetros. As ferrovias de alta velocidade chegaram a 25 mil quilômetros, em comparação com os 22 mil quilômetros no fim de 2016.
O crescimento dos projetos de construção ferroviária teve lugar em um momento em que o país está sofrendo a constante desaceleração do crescimento do investimento em ativos fixos.
Nos primeiros 11 meses de 2017, o investimento em ativos fixos cresceu 7,2% anualmente, menos que o 8,3% registrado no mesmo período de 2016.
A China investirá com firmeza em desenvolvimento do transporte este ano, o mesmo nível que em 2017, disse o ministro de Transporte Li Xiaopeng no fim de dezembro, ao se referir à principal meta de transporte para 2018.
Nos próximos três anos, o transporte terá um maior papel para erradicar a pobreza e obter um desenvolvimento mais ecológico e seguro, de acordo com Li.

Trens de alta velocidade em 2025
As ferrovias de alta velocidade da China somarão 38 mil quilômetros até 2025, ante os 25 mil no final de 2017, disse o operador ferroviário.
As ferrovias do tipo em operação no país respondiam por 66,3% do total mundial no final de 2017, disse Lu Dongfu, gerente-geral da China Railway Corporation.
O operador pretende construir 4 mil quilômetros de trilhos este ano, 3,5 mil dos quais serão de alta velocidade.
A rede ferroviária do país atingirá 175 mil quilômetros até 2025, comparadas com 127 mil no final do ano passado.
Em 2017, um total de 3,04 bilhões de viagens de passageiros foi feito de trem, aumento de 9,6% em termos anuais. Mais de 56% das viagens foram feitas nas ferrovias de alta velocidade.
Cerca de 70% das passagens são vendidas online e mais de 70% dos negócios de cargas são realizados online.
A velocidade mais alta dos trens-bala aumentou para 350 km/h, quando os trens-bala Fuxing (“rejuvenescimento”) começaram operação entre Beijing e Shanghai em 21 de setembro de 2017.
O Fuxing representa uma melhora significativa dos trens-bala anteriores conhecidos como Hexie (“harmonia”). Completamente projetado e fabricado na China, o Fuxing tem mais espaço e é mais eficiente em energia, com uma vida útil mais longa e uma confiabilidade melhor.
No ano passado, 3,6 mil viagens de trens de carga foram feitas entre a China e as cidades europeias, ultrapassando os seis anos anteriores juntos, disse Lu.
Fonte - Revista Ferroviária  03/01/2018

quinta-feira, 21 de julho de 2016

CRRC Dalian apresenta os novos trens do Metrô de Lagos na Nigéria

Transportes sobre trilhos  🚇

A Lagos Metropolitan Area,responsável pela administração de transportes,celebrou um contrato de US $ 14·7m, para aquisição de 15 composições da CRRC Dalian em janeiro de 2015, com opção para mais 14.Os novos trens terão 4 carros e alimentação elétrica por terceiro trilho.

Da Redação
Railway Gazette
A fábrica chinesa CRRC Dalian apresentou o seu primeiro trem de metrô para  Lagos na Nigéria.O conjunto do Tipo B é baseado no projeto para  Linha 2 do  metro de Tianjin,com uma composição de quatro carros,em vez dos seis.
A Lagos Metropolitan Area,responsável pela administração de transportes local,celebrou um contrato de  US $ 14·7m, para aquisição de 15 composições da CRRC Dalian em janeiro de 2015, com opção para mais 14. Este contrato substituiu um plano anterior para carros usados do metrô de Toronto,que iriam operar metrô da cidade.
Os trens são de de aço-bodied,tem dois carros motores e dois carros reboques,capazes de atingir uma velocidade máxima de 100 Km / h,embora a velocidade operacional máxima de serviço será de 80 km / h.O sistema de alimentação elétrica dos trens será através de terceiro trilho.
Os trens deverão operar nos 27 km da Linha Azul, com 13 estações entre Okokomaiko e Marina. As composições ficarão estacionadas em um pátio no terminal ocidental do Okokomaiko.
Com informações da Railway Gazette 21/07/2016

terça-feira, 12 de abril de 2016

SuperVia coloca mais quatro (4) trens novos em operação

Transportes sobre trilhos

Dos 100 novos trens comprados pelo Governo do Estado, 94 estão circulando. Os trens chineses contam com passagem interna entre os carros, sistema que não permite a abertura de portas durante as viagens, circuito interno de câmeras, bagageiro e painéis de LED. 

Manchete Online - RJ
foto - ilustração
Mais quatro novos trens entraram em operação nesta segunda-feira (11). As composições irão circular em esquema de operação assistida, no horário de menor movimento, e, depois, serão inseridas à grade regular do sistema ferroviário.
Dos 100 novos trens comprados pelo Governo do Estado, 94 estão circulando. Os trens chineses contam com passagem interna entre os carros, sistema que não permite a abertura de portas durante as viagens, circuito interno de câmeras, bagageiro e painéis de LED. Além das composições, a SuperVia antecipou a compra de 20 trens nacionais, todos em circulação desde o ano passado.
A SuperVia está preparada para atender ao possível aumento da demanda de passageiros em seus deslocamentos para o Centro do Rio em função de mais uma etapa de interdições na Avenida Brasil para obras do corredor BRT Transbrasil.
A concessionária opera com toda a sua capacidade com a oferta de 2,1 milhões de lugares em 1.200 viagens. O fluxo de passageiros nas estações é monitorado diretamente do Centro de Controle Operacional da empresa, e trens extras poderão ser disponibilizados de acordo com a necessidade de cada ramal.
Na manhã desta segunda-feira, o funcionamento das estações e a circulação dos trens em todos os ramais seguem dentro dos horários previstos.
Fonte - ANPTrilhos  12/04/2016

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Chineses encaram filas de 100 mil pessoas para tomar trem no Ano Novo

Internacional

Múltiplos portais de notícias na China publicam hoje que os viajantes em Cantão, província sulina do país onde fica grande parte das indústrias, tiveram que esperar até dez horas de pé à intempérie, com temperaturas de 9 a 11 graus, devido aos atrasos registrados em pelo menos 32 trens pela neve no norte da China

EFE
foto - ilustração/24hu
A neve e o frio que afetam grande parte da China colapsaram as estações de trem próximo ao Ano Novo no país, fazendo com que a população enfrente filas de mais de 100 mil pessoas em Cantão, no sul do país, pelos atrasos dos comboios.
Fotografias de enormes filas na entrada da estação ocupam as manchetes dos principais jornais e sites, que já dedicam uma cobertura especial à entrada do ano do macaco na próxima segunda-feira, 8 de fevereiro, segundo marca o calendário lunar.
Múltiplos portais de notícias na China publicam hoje que os viajantes em Cantão, província sulina do país onde fica grande parte das indústrias, tiveram que esperar até dez horas de pé à intempérie, com temperaturas de 9 a 11 graus, devido aos atrasos registrados em pelo menos 32 trens pela neve no norte da China e pelo frio em províncias do centro e leste do país que chegaram a congelar algumas vias.
Uma equipe de 2.600 guardas de segurança foi deslocada ao enclave, segundo informaram as autoridades.
Alguns trabalhadores, muitos deles empregados de fábricas, foram à estação inclusive dois dias antes de sua viagem, já que nesta época as filas são uma estampa comum em qualquer meio de transporte, pois o Ano Novo chinês é considerado o maior êxodo do mundo.
Em um período de 40 dias que se prolonga desde 24 de janeiro a 3 de março, são esperadasr 2,9 bilhões de viagens de trem, com cerca de 100 milhões de passageiros a mais que no ano anterior.
Para muitos cidadãos chineses, o Ano Novo lunar é a única época do ano na qual voltam para casa, e geralmente conseguir um bilhete de trem é tarefa difícil. 
Fonte - ABIFER  02/02/2016

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Mais trens novos entram em operação na linha 4 do MetrôRio

Transportes sobre trilhos

Agora, durante o horário de maior movimento no sistema, quando o MetrôRio opera com a frota completa de trens, os passageiros das Linhas 1 e 2 contam com os trens mais modernos, montados na China, na grade operacional.

MetrôRio
foto - ilustração
Nesta segunda-feira, 19/10, entram em operação o 11º e o 12º dos 15 trens da Linha 4. Montados na China, as composições possuem seis carros, capacidade para 1.800 pessoas, ar-condicionado, passagem interna entre carros, painéis de LED com sistema informatizado de comunicação e câmeras de monitoramento interno. Três novos trens ainda seguem em fase de testes. O projeto é o mesmo das 19 composições que operam no MetrôRio desde 2012.
Agora, durante o horário de maior movimento no sistema, quando o MetrôRio opera com a frota completa de trens, os passageiros das Linhas 1 e 2 contam com os trens mais modernos, montados na China, na grade operacional.
Em paralelo, o MetrôRio segue com o projeto de revitalização dos primeiros trens do metrô. Quatro composições, que passaram por revisão nos sistemas elétrico, de ar-condicionado, de portas e de propulsões, além de manutenções preventivas e corretivas e processos de pintura, estão operando no sistema.
Fonte - ANPTrilhos  20/10/2015

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Chega a Argentina o 1º trem DMU (CNR) para Belgrano Sur

Transportes sobre trilhos

Chega a Argentina o 1º dos 27 trens DMU fabricados na China pela CNR que irá operar na rede de trens suburbanos Belgrano Sur.De acordo com o Ministro do Interior e Transportes F.Randazzo, as novas composições estarão operando "em 45 dias".

Railway Gazette
foto - Railway Gazette
O Ministro do Interior e Transporte da Argentina,Florencio Randazzo,visitou no dia 7 de julho o Porto de Buenos Aires para inspecionar o primeiro dos 27 DMU com três carros,encomendados à CNR da China para a rede de trens suburbanos Belgrano Sur.De acordo com Randazzo,as novas composições estarão operando "em 45 dias".
Paralelamente a aquisição da nova frota, Randazzo disse que o governo esta realizando um programa abrangente de reformas da
via férrea com bitola de 1 mm que atende os subúrbios do sudoeste de Buenos Aires incluindo todas as suas 28 estações.
"Estamos fazendo progressos no cumprimento de todos os compromissos que assumimos", disse Randazzo.
Fonte - Railway Gazette  08/07/2015

Tradução e adaptação de texto - Pregopontocom

Original text - http://www.railwaygazette.com/news/passenger/single-view/view/first-belgrano-sur-dmus-arrive.html

foto - Railway Gazette
foto - Railway Gazette



quarta-feira, 3 de junho de 2015

Fabricas de trens na China,CNR e CSR,juntam-se para formar a gigante mundial CRRC

Transportes sobre trilhos/Internacional

A fusão de duas grandes empresas chinesas fabricantes de trens,a CNR e CSR,deu origem a uma gigante mundial denominada CRRC com sede em Pequim e com 175 700 funcionários

Railway Gazette
Railway Gazette
Foi  oficialmente concretizada no dia 1 de Junho,a fusão entre as duas grandes empresas fabricantes de trens da China, a CNR Corp e CSR Corp. originando a CRRC Corp Ltd.
A nova empresa CRRC,herdou todos os negócios e ativos da CNR e da CSR, que  tinham uma quota superior a 90% do mercado na China. CRRC se coloca agora como o 'maior fabricante em grande escala de trens no mundo',com o portfólio mais completo e tecnologia avançada.'A empresa com sede em Pequim conta com um quadro de 175 700 funcionários.
Sob o acordo de fusão cada ação CNR foi trocada por 1.1 ações de CSR, com a empresa pós-fusão em seguida denominada como CRRC. O capital social subscrito de CRRC é de 27 yuan 289m, compreendendo 22 918 milhões de ações A e 4 371 milhões de ações H cada uma das ações com valor nominal de 1 yuan. A negociação das ações H na bolsa de valores de Hong Kong foi suspensa em 07 de maio, enquanto a fusão era concluída, e devera retornar ao mercado no dia 8 de junho.
Na primeira reunião do conselho em 1 de Junho, o ex-presidente CNR Cui Dianguo foi eleito Presidente do CRRC,o Ex-Presidente da CSR Zheng Changhong e Presidente Liu Hualong tornaram-se vice-presidentes, e o ex-presidente Xi Guohua da CNR foi nomeado Presidente.
Fonte - Railway Gazette  02/06/2015

Tradução e adaptação de texto - Pregopontocom

Original Text - http://www.railwaygazette.com/news/business/single-view/view/chinese-rolling-stock-manufacturers-merge-to-form-crrc-corp.html

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

China investe US$ 130 bilhões em ferrovias em 2014

Internacional

A China acelerou o desenvolvimento das ferrovias tanto em termos de dimensão quanto em intensidade, para atender às metas anuais de 2014. No início do ano passado, o país prometeu investir 800 bilhões de yuans (US$ 128 bilhões), colocar em operação 7 mil quilômetros em linhas novas e dar início a 64 projetos ferroviários.

China Radio International 
Adicionar legenda
China -  Em 2014 a China investiu 809 bilhões de yuans (US$ 130 bilhões) na infraestrutura ferroviária e pôs em operação uma extensão recorde de 8.427 quilômetros, anunciou na quinta-feira a Companhia de Ferrovia da China (CFC).
No início do ano passado, o país prometeu investir 800 bilhões de yuans (US$ 128 bilhões), colocar em operação 7 mil quilômetros em linhas novas e dar início a 64 projetos ferroviários.
"A China acelerou o desenvolvimento das ferrovias tanto em termos de dimensão quanto em intensidade, para atender às metas anuais de 2014. A situação continua em 2015", disse Sheng Guangzu, gerente-geral da CFC.
Seis anos após o lançamento da primeira ferrovia de alta velocidade do país, a China tinha, em 2014, uma rede de trem de 112 mil quilômetros de extensão, na qual 16 mil quilômetros eram de alta velocidade, possuindo assim a maior malha ferroviária desse tipo no mundo.
Estima-se que as ferrovias de alta velocidade chegarão a 18 mil quilômetros no final deste ano.
Também em 2014 as ferrovias da China registraram um aumento no número de passageiros. A rede toda transportou 2,32 bilhões de pessoas no ano passado, 12% a mais que em 2013, revelou a CFC.

Fonte: China Radio International

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Novos trens da SuperVia entram em operação

Transportes sobre trilhos

SuperVia coloca em operação quatro novos trens.-Durante uma semana, as composições circulam em operação assistida para análise das equipes técnicas sobre o desempenho dos trens antes que eles sejam inseridos à grade regular do sistema ferroviário.

RF
foto - ilustração
Rio - A SuperVia iniciou a operação assistida de mais dois trens chineses adquiridos pelo Governo do Estado, chegando ao total de 24 composições do segundo lote em circulação. Desde o início do ano, são quatro novos trens circulando nos trilhos da concessionária, que juntos oferecem 4.800 lugares refrigerados aos passageiros por viagem. Durante uma semana, as composições circulam em operação assistida para análise das equipes técnicas sobre o desempenho dos trens antes que eles sejam inseridos à grade regular do sistema ferroviário. A previsão é que outras 46 composições novas entrem em circulação ainda este ano, quando se completa o total de 70 trens encomendados pelo Governo. O processo de renovação da frota da SuperVia segue em ritmo acelerado e, desde 2011, 49 trens antigos foram aposentados, dando lugar aos modelos de última geração.
Os trens chineses contam com passagem interna entre os carros, sistema que não permite a abertura de portas durante as viagens, circuito interno de câmera, bagageiro e painéis de LED. Em 2016, o processo de renovação da frota será concluído e os passageiros do trem do Rio contarão apenas com composições refrigeradas e a idade média da frota terá reduzido de 25 para 15 anos.
Fonte - Revista Ferroviária  21/01/2015

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Rio de Jneiro recebe trens e barca comprados na China por R$ 293 milhões

Mobilidade

A barca, que irá operar na linha Praça XV-Araribóia, tem capacidade para dois mil passageiros,os quatro novos trens, poderão transportar até 1,2 mil passageiros em cada viagem e possuem ar-condicionado, passagem interna entre os vagões, sistema que não permite a abertura das portas durante as viagens,A previsão é que, dentro de 60 dias, barca e trens já estejam circulando.

Agência Brasil

Rio de Janeiro - A cidade do Rio de Janeiro recebeu seguna-feira (22), quatro trens e uma barca, denominada Pão de Açúcar, comprados na China pelo governo estadual, por R$ 293 milhões, para reforçar o transporte público na capital fluminense.
O governador do estado Luiz Fernando Pezão destacou a importância das novas aquisições para a cidade, pois "há mais de 50 anos que não se comprava uma barca nova”.
A barca, que irá operar na linha Praça XV-Araribóia, tem capacidade para dois mil passageiros e, segundo a concessionária do serviço, é apenas a primeira de um total de oito novas embarcações que estarão em funcionamento até junho de 2015.
A nova embarcação, de dois andares, possui dupla proa e é equipada com ar-condicionado, janelas panorâmicas, bicicletário, espaço para cadeirantes e possibilidade de embarque e desembarque simultâneo.
Já os quatro novos trens, poderão transportar até 1,2 mil passageiros em cada viagem e possuem ar-condicionado, passagem interna entre os vagões, sistema que não permite a abertura das portas durante as viagens, sistema interno de segurança, mais iluminação e maior espaço interno.
Segundo a Secretaria de Estado de Transportes (Setrans), de 100 trens chineses comprados pelo estado, 50 já estão em circulação e fazem o transporte de 48 mil pessoas diariamente.
Por e-mail, o presidente da SuperVia, Carlos José Cunha, afirmou que o processo de renovação do sistema ferroviário do Rio de Janeiro é irreversível, contínuo e fundamental para os passageiros.
Fonte - STEFZS  24/12/2014

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

China atesta própria força por meio do domínio ferroviário

Transportes sobre trilhos 

Com uma fórmula de tecnologia avançada e baixos preços, não parece haver lugar que resista à força da China no campo ferroviário. Raras são as semanas que o país não anuncia algum tipo de acordo, tais como substituir as arcaicas locomotivas do metrô de Boston ou enviar trens à Malásia.

EFE
foto - ilustração
A China, que possui a maior rede de trens de alta velocidade do mundo, decidiu explorar seu poder no setor ferroviário através de inúmeros projetos internacionais, que autenticam o país como potência mundial.
Com uma fórmula de tecnologia avançada e baixos preços, não parece haver lugar que resista à força da China no campo ferroviário. Raras são as semanas que o país não anuncia algum tipo de acordo, tais como substituir as arcaicas locomotivas do metrô de Boston ou enviar trens à Malásia.
Foi assinado no final do mês passado um contrato milionário entre a China Railway Construction Corp e a Nigéria para construir uma linha ferroviária unindo Lagos, a capital econômica nigeriana, a Calabar - maior contrato feito por uma empresa chinesa no exterior.
No entanto, este megaprojeto foi rapidamente ofuscado em função da divulgação feita por um jornal chinês sobre Pequim estar negociando com a Índia a possibilidade de construir a primeira ferrovia de alta velocidade entre as cidades de Nova Deli e Chennai.
Consolidado como o país com a maior rede de trens de alta velocidade do mundo, a China também completou há meses uma linha ferroviária em Angola (que comprou 45% de sua produção petrolífera em 2013), e anunciou pouco antes que construirá uma via entre a capital do Quênia, Nairóbi, e Mombaça.
Ao finalizar em 2018 o corredor que substituirá o centenário Lunatic Express, mencionado em clássicos de Hemingway e Kapuscinsky, Pequim planeja estendê-lo a Uganda, Ruanda, Burundi e Sudão do Sul, um projeto que pretende mostrar que o 'sonho Africano' não se limita a um safari em busca de matérias-primas.
Aparentemente Pequim começa a modificar as regras após países africanos denunciarem em algumas ocasiões que a China transferia suas políticas trabalhistas exploratórias, tais como a baixa contratação de mão de obra local.
'Em algumas áreas as normas de trabalho chinesas já alcançaram padrões internacionais, por isso muitas pessoas estão mais dispostas a trabalhar para eles', disse à Agência Efe Eric Joshua, jornalista e produtor de cinema da Zâmbia.
No entanto, o país, que se beneficia destas construções em função do fato de proverem acesso a matérias-primas e agilizarem sua distribuição, permanece enfrentando críticas e receio de alguns países.
Recentemente, o presidente mexicano revogou uma licitação que havia sido concedida ao consórcio estatal chinês CRC para construir o primeiro trem de alta velocidade no país norte-americano em função de suspeitas sobre a transparência da competição.
A polêmica decisão coincidiu com a visita do presidente Enrique Peña Nieto à China por ocasião da cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, que aconteceu nos dias 10 e 11 de novembro, e representou uma crise diplomática entre México e China.
Enquanto o governo de Xi Jinping faz planos para impulsionar uma dupla 'Rota da Seda', terrestre e marítima, que dê um novo ar às rotas comerciais com a Ásia ocidental e do sul, os projetos chineses na América são percebidos, em algumas circunstâncias, como uma tentativa de fazer frente aos dos Estados Unidos na região Ásia-Pacífico.
Entre projetos colossais, a ideia da China, de unir as costas do Pacífico e do Atlântico através de uma linha ferroviária Peru-Brasil, recebe destaque, recebeu, inclusive, o beneplácito do presidente peruano, Ollana Humala, em sua visita a Pequim pela cúpula da Apec.
Projetos como a linha interoceânica, com a qual a China defende os seus interesses comerciais, diversifica as importações e espera reduzir os custos de transporte.
'Aparentemente o governo do presidente Xi Jinping reforçou a ênfase no desenvolvimento de infraestrutura', disse à Efe Alice Ekman, pesquisadora responsável pela China no Instituto Francês de Relações Internacionais (IFRI).
Alice acrescenta que estas construções 'são um dos eixos da estratégia de internacionalização da China e de suas grandes empresas estatais para diversificar a distribuição de energia'.
Este processo não tem previsão de recuo: um dos planos mais extravagantes de Pequim é construir uma linha de trem submarina sob o estreito de Bering, para unir a Sibéria ao Alasca e também conectar a China aos EUA.
Os dois maiores fabricantes de trens do país (China CNR Corp e CSR Corp), especialistas em trens de alta velocidade, estudam uma fusão, o que criaria um gigante no setor.
'A sabedoria chinesa para construir uma economia mundial aberta cresce a cada dia', se vangloriou recentemente um editorial da agência de notícias 'Xinhua'.
Fonte - Revista Ferroviária  14/12/2014

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Mais dois trens chineses entram em operação na SuperVia

Transportes sobre trilhos

Após uma semana em circulação no ramal Deodoro das 10h às 15h, os trens devem estar prontos para trafegar em todos os ramais da concessionária.

RF
foto-ilustração/rj.gov
Dois novos trens entram hoje (04/12) em operação assistida na carioca SuperVia. A empresa chega assim à marca de 20 trens novos inseridos à frota neste ano. Após uma semana em circulação no ramal Deodoro das 10h às 15h, os trens devem estar prontos para trafegar em todos os ramais da concessionária. A previsão da concessionária é de que até o final do mês mais quatro composições entrem em circulação.
Em 2016, o processo de renovação da frota deve ser concluído. Desde 2011, 48 trens antigos foram aposentados, dando lugar aos novos modelos. Os trens chineses contam com passagem interna entre os carros, sistema que não permite a abertura de portas durante as viagens, circuito interno de câmera, painéis de LED, ar-condicionado e capacidade para transportar 1.200 passageiros.
Fonte - Revista Ferroviária  04/12/2014

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Trens-bala made in China ganham espaço no mercado global

Transportes sobre trilhos

Empresas europeias precisam desenvolver estratégias para manter competitividade, afirmam especialistas - Quando, há mais de uma década, a China decidiu expandir a malha ferroviária para trens de alta velocidade, conectando a nação de norte a sul e de leste a oeste, o país não tinha nenhuma base de produção industrial capaz de executar esse imenso projeto.  

Portal Terra Brasil 

Antes conhecida como centro de manufatura de produtos de baixa tecnologia e pelo uso de mão de obra pouco qualificada, aos poucos a China caminha no sentido de se tornar uma exportadora de bens de alta tecnologia. E o setor que mais representa essa mudança é o ferroviário.
Quando, há mais de uma década, a China decidiu expandir a malha ferroviária para trens de alta velocidade, conectando a nação de norte a sul e de leste a oeste, o país não tinha nenhuma base de produção industrial capaz de executar esse imenso projeto. Os trens teriam que ser importados de companhias estrangeiras, como a alemã Siemens, a japonesa Kawasaki e a francesa Alstom.
Hoje, entretanto, as companhias ferroviárias chinesas já dominam a tecnologia para construir os trens e procuram mercados no exterior para comercializar seus produtos, competindo, assim, com empresas já estabelecidas no segmento. Recentemente, a China South Locomotive and Rolling Stock (CSR), a maior fabricante de trens do país, assinou um contrato de venda de seis trens-bala com a empresa ferroviária nacional da Macedônia.
O negócio foi fechado na sequência de outros acordos entre a China e países do Leste Europeu, como a Romênia e a Hungria, para construir ferrovias para trens de alta velocidade. A China também está promovendo sua infraestrutura e tecnologia ferroviária de alta velocidade em outros países da Ásia e da África.

De compradora a produtora
Esses negócios são apoiados numa grande quantidade de investimentos. O país investiu cerca de US$ 500 bilhões na infraestrutura de sua malha ferroviária de alta velocidade. Apesar de denúncias de corrupção e de um acidente fatal em 2011 – que matou 40 pessoas, chocando o público e resultando numa breve desaceleração da expansão da malha ferroviária – o ritmo de negócios aumentou desde então. Atualmente, a China tem mais de 11 mil quilômetros de trilhos exclusivos para trens de alta velocidade, refletindo o desejo de Pequim de impulsionar as atividades econômicas do país por meio da alocação de recursos em projetos de infraestrutura.
Inicialmente, a China comprou trens e equipamentos de empresas estrangeiras, mas, mais tarde, seus engenheiros redesenharam os projetos das máquinas e conseguiram construir seus próprios modelos capazes de atingir uma velocidade de até 350 a 400 quilômetros por hora. A mudança causou dor de cabeça para empresas como a Siemens e a Alstom, que esperavam lucrar com a expansão chinesa.
O que alguns chamam de cópia de tecnologias estrangeiras, Pequim classifica como um trajeto de "introdução, digestão, absorção e reinovação". Adquirir o acesso à tecnologia através de joint ventures e compartilhar acordos é uma "prática amplamente seguida mundo afora, e duvido que seja uma abordagem exclusivamente chinesa", afirma Thomas König, especialista em China do Conselho Europeu de Relações Internacionais.

Competitividade internacional
Além disso, a expansão da malha ferroviária de alta velocidade resultou num declínio dos custos de produção para os fabricantes chineses, tornando-os mais competitivos do que concorrentes alemães e franceses, por exemplo. Entretanto, a questão da competitividade não se limita a esse mercado. De acordo com Nicola Casarini, especialista em Ásia do Instituto de Estudos de Segurança da União Europeia, "a Europa está perdendo competitividade perante a China à medida que mais e mais produtos chineses competem com os europeus".
Analistas também argumentam que, ao contrário de empresas como a Siemens, as companhias ferroviárias chinesas – que são estatais – têm a vantagem injusta da garantia da infusão de capital público para aumentar a produção. König afirma que a China "identificou, logo no início, o potencial do mercado e agora está tirando o máximo disso". Na tentativa de aumentar seu impacto sobre mercados europeus, Pequim conseguiu "fechar acordos com países que foram duramente atingidos pela crise do euro ou que estão procurando maneiras para incentivar o crescimento de suas economias", diz.
O especialista acrescenta que a China é amplamente percebida como uma "alternativa relativamente livre de problemas em relação aos processos burocráticos muitas vezes nada atraentes da União Europeia". König aponta, porém, que não deve haver razão para que as companhias europeias fiquem para trás, considerando que a indústria chinesa está apenas no início de uma ascensão significativa.

Mercado promissor
O rápido crescimento populacional e a migração para mercados emergentes devem impulsionar a demanda por trens de alta velocidade nas próximas duas décadas. De fato, muitos países como Rússia, Índia e Brasil estão discutindo seus projetos de trens-bala. Nas economias desenvolvidas, onde tecnologia e registros de segurança comprovados são fatores importantes, as empresas europeias continuarão a ter uma grande parcela do mercado.
Fonte - STEFZS  10/07/2014

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

TAV chinês tem duas vezes mais passageiros que avião

Trem de Alta Velocidade (TAV)

The New York Times
foto - ilustração
Quatro anos atrás, quando foi inaugurada, a estação do serviço de trens de alta velocidade em Changsha costumava ficar quase deserta.
Mas isso é passado. Hoje, quase todos os trens lotam, ainda que partam para cidades de todo o país em intervalos de poucos minutos. Longas filas serpenteiam diante dos guichês de compra de passagens e um ambicioso programa de construção deve em breve quase duplicar o tamanho dessa estação de 16 plataformas.
Apenas cinco anos depois da inauguração do sistema chinês de trens de alta velocidade, ele está transportando duas vezes mais passageiros por mês que as companhias de aviação do país.
Com o tráfego crescendo em 28% ao ano já há alguns anos, a rede ferroviária de alta velocidade da China no começo do ano que vem transportará mais passageiros ao mês do que os 54 milhões transportados pelas companhias de aviação norte-americanas em voos domésticos.
Li Xiaohung, operária em uma fábrica de sapatos, percorre a rota de 690 quilômetros entre Guangzhou, onde vive, e Changsha, onde visita a filha, uma vez por mês. Li costumava ver a filha apenas uma vez por ano, porque a viagem durava um dia inteiro. Agora, faz o percurso em duas horas e 19 minutos.
O sistema de trens de alta velocidade chinês se tornou uma história de sucesso inesperada. Especialistas em transportes e economistas o mencionam como um dos motivos para o crescimento continuado da China quando outras economias em desenvolvimento estão rateando. Mas isso não deixou de ter seus custos: alto endividamento, muita gente desapropriada e um acidente fatal.
O julgamento de dois antigos funcionários de primeiro escalão do Ministério das Ferrovias, acusados de corrupção, algumas semanas atrás, revelou aspectos desfavoráveis das concorrências que decidiram sobre a concessão das linhas ferroviárias.
Mais Produtivos
As linhas ferroviárias de alta velocidade sem dúvida transformaram o país, muitas vezes de modo inesperado.
Um estudo do Banco Mundial mostrou que as cidades conectadas às ferrovias de alta velocidade (mais de cem já são) tendem a apresentar maior crescimento na produtividade de trabalhadores.
O avanço da produtividade ocorre quando empresas se veem a poucas horas de viagem de dezenas de milhões de potenciais consumidores, funcionários e rivais.
"O que vemos é uma mudança na maneira pela qual as companhias fazem negócios", diz Gerald Ollivier, especialista do Banco Mundial.
Fonte  - Revista Ferroviária  24/10/2013

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Gleisi vai à China em busca de investimentos em ferrovias

Ferrovias

Valor Econômico
foto - ilustração
A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, viaja hoje para a China com a missão de atrair investimentos para o programa de concessões de ferrovias. Durante audiência no Palácio do Planalto, dia 16, o embaixador da China no Brasil, Li Jinzhang, convidou a ministra da Casa Civil a apresentar o Programa de Investimentos em Logística ao governo chinês e demonstrou particular interesse nas concessões de ferrovias. Gleisi deve retornar ao Brasil no dia 28.
Segundo dados do governo, o Programa de Investimentos em Logística prevê, para o setor ferroviário, aportes de R$ 91,1 bilhões na construção, ou melhoria, de 10 mil quilômetros de linhas ao longo de 35 anos, sendo R$ 56 bilhões durante os primeiros cinco anos. O objetivo é que o país tenha uma rede ferroviária ampla e integrada, que permita estabelecer cadeias de suprimentos competitivas. O governo pretende acionar os bancos públicos para financiar as obras.
Fonte - Revista Ferroviária  23/08/2013