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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

China cria oficialmente fabricante de TAV

Internacional

A fusão da CNR e CSR foi anunciada em 30 de outubro de 2014.O novo conglomerado estreou nas bolsas de Shanghai e Hong Kong em 8 de junho. O preço da ação de classe A ficou em 13,23 yuans (US$ 2,08) nesta segunda-feira.

China Radio Internacional - RF
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O estabelecimento da fabricante chinesa de trem de alta velocidade Companhia CRRC foi oficialmente anunciado nesta segunda-feira.
Sob aprovação do Conselho de Estado, o gabinete chinês, as duas ex-gigantes China North Railway (CNR) e China South Railway (CSR) se uniram para formar a CRRC.
A fusão da CNR e CSR foi anunciada em 30 de outubro de 2014.
O novo conglomerado estreou nas bolsas de Shanghai e Hong Kong em 8 de junho. O preço da ação de classe A ficou em 13,23 yuans (US$ 2,08) nesta segunda-feira.
Cui Dianguo, presidente da CRRC, disse que a companhia ajudará a acelerar a fabricação de equipamentos de ponta na China e a reforma das estatais.
O gerente-geral Liu Hualong afirmou que a CRRC visa tornar-se um grupo de investimento líder mundial com produção de ponta e operações diversificadas de capital.
Fonte - Revista Ferroviária  29/09/2015

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Fabricas de trens na China,CNR e CSR,juntam-se para formar a gigante mundial CRRC

Transportes sobre trilhos/Internacional

A fusão de duas grandes empresas chinesas fabricantes de trens,a CNR e CSR,deu origem a uma gigante mundial denominada CRRC com sede em Pequim e com 175 700 funcionários

Railway Gazette
Railway Gazette
Foi  oficialmente concretizada no dia 1 de Junho,a fusão entre as duas grandes empresas fabricantes de trens da China, a CNR Corp e CSR Corp. originando a CRRC Corp Ltd.
A nova empresa CRRC,herdou todos os negócios e ativos da CNR e da CSR, que  tinham uma quota superior a 90% do mercado na China. CRRC se coloca agora como o 'maior fabricante em grande escala de trens no mundo',com o portfólio mais completo e tecnologia avançada.'A empresa com sede em Pequim conta com um quadro de 175 700 funcionários.
Sob o acordo de fusão cada ação CNR foi trocada por 1.1 ações de CSR, com a empresa pós-fusão em seguida denominada como CRRC. O capital social subscrito de CRRC é de 27 yuan 289m, compreendendo 22 918 milhões de ações A e 4 371 milhões de ações H cada uma das ações com valor nominal de 1 yuan. A negociação das ações H na bolsa de valores de Hong Kong foi suspensa em 07 de maio, enquanto a fusão era concluída, e devera retornar ao mercado no dia 8 de junho.
Na primeira reunião do conselho em 1 de Junho, o ex-presidente CNR Cui Dianguo foi eleito Presidente do CRRC,o Ex-Presidente da CSR Zheng Changhong e Presidente Liu Hualong tornaram-se vice-presidentes, e o ex-presidente Xi Guohua da CNR foi nomeado Presidente.
Fonte - Railway Gazette  02/06/2015

Tradução e adaptação de texto - Pregopontocom

Original Text http://www.railwaygazette.com/news/business/single-view/view/chinese-rolling-stock-manufacturers-merge-to-form-crrc-corp.html

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Cade julga hoje fusão de R$ 11 bi entre ALL e Rumo

Logística

O estabelecimento, por parte do Cade, de "remédios" que evitem atos anticoncorrenciais por parte de ALL-Rumo é visto como certo por terceiros interessados. A dúvida é o tamanho dessas medidas, que podem incluir apenas estabelecimento de normas comportamentais ou também estruturais, como venda de ativos.

Valor Econômico
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O julgamento da fusão entre o grupo de concessões de ferrovias América Latina Logística (ALL) e a Rumo (companhia do grupo Cosan), marcado para hoje pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), é acompanhado de perto por pelo menos 16 empresas e entidades preocupadas com os efeitos que a operação pode acarretar - principalmente para o fluxo de exportação de commodities. As partes estão confiantes que a operação será aprovada, embora condicionantes sejam esperados.
O estabelecimento, por parte do Cade, de "remédios" que evitem atos anticoncorrenciais por parte de ALL-Rumo é visto como certo por terceiros interessados. A dúvida é o tamanho dessas medidas, que podem incluir apenas estabelecimento de normas comportamentais ou também estruturais, como venda de ativos.
Vários interessados pedem que a ALL-Rumo seja obrigada a se desfazer de terminais em Santos. Atualmente, o grupo ALL detém participação de 10% no TGG (grãos), de 20% no Termag (fertilizantes) e de 50% no TXXXIX (grãos). Já o grupo Cosan possui, por meio da Rumo, dois terminais próprios para movimentação de açúcar em Santos.
O principal temor entre os terceiros interessados no processo é o poder operacional que a ALL-Rumo pode alcançar. Ao operar terminais concentradores de carga no interior, terminais de transbordo para a ferrovia, os trilhos em si e os terminais portuários. Um dos receios é que a empresa "force" os clientes a usarem toda a cadeia logística da companhia - e não apenas a ferrovia, por exemplo.
Em análise sobre a concentração, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) identificou uma sobreposição horizontal que ocorreria na movimentação de armazenagem no Porto de Santos. A ANTT recomendou, todavia, a aprovação da operação. "A ANTT não afasta integralmente a potencialidade de efeitos anticompetitivos decorrentes da operação, porém entende que as ferramentas regulatórias existentes seriam suficientes para coibir eventuais condutas abusivas", diz a agência nos autos. A ANTT defende ainda poder de arbitrar eventuais conflitos entre usuários e ferrovia.
Mas as demais empresas e entidades interessadas na movimentação de cargas por ferrovias são fortemente céticas em relação à capacidade de a ANTT fiscalizar o comportamento da ALL e Rumo. A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), por exemplo, argumentou que a regulação do setor não impede efeitos anticompetitivos. Alegou ainda que poderá haver fechamento de mercado e elevação dos custos dos rivais a partir das integrações verticais.
Entre os terceiros interessados no processo, há quem tenha até pedido o impedimento da fusão - como é o caso da produtora de celulose Eldorado, que teme a elevação de tarifas nas ferrovias. A Ipiranga aponta possibilidade de o grupo Cosan "explorar posição monopolista garantida pela infraestrutura ferroviária da ALL, afetando negativamente tanto o mercado de serviços ferroviários quanto o de distribuição de combustíveis". Para a Agrovia, o negócio "criará dificuldades" para acessos aos terminais portuários. A VLI se preocupa com o acesso ao porto de Santos e a Fibria teme redução de sua carga na ferrovia.
Os integrantes do G7 (Federação das Indústrias do Estado do Paraná, Federação do Comércio do Paraná, Federação e Organização das Cooperativas do Paraná, Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná, Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná e Associação Comercial do Paraná) não chegam a apontar problemas específicos, mas lembram que o cenário logístico no país é de limitações da capacidade das ferrovias.
A fusão cria uma gigante logística com valor de R$ 11 bilhões, de acordo com avaliação elaborada na época do acordo de fusão.
A Cosan, que será a maior acionista da empresa a ser formada, informou, em nota, que "todas as questões apresentadas pelas partes interessadas nesse processo foram amplamente debatidas, nos últimos sete meses, no Cade" e que somente se manifestará sobre após a decisão final do órgão.
Fonte - Revista Ferroviária  11/02/2015

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Abiove defende condicionantes para aprovação da fusão entre ALL e Rumo

Economia

Em entrevista coletiva convocada em São Paulo, dois dias antes de o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) analisar o processo de fusão, a Abiove criticou a tentativa de verticalização da ALL-Rumo, alegando que promoverá a concentração ferroviária e portuária na principal rota de escoamento do agronegócio do país.

Valor Econômico
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A Abiove, associação que reúne as indústrias de óleos vegetais no país, reforçou ontem o pedido para que uma eventual fusão da companhia de ferrovias América Latina Logística (ALL) e a Rumo (empresa de logística controlada pela Cosan) tenha como condicionantes a venda de terminais portuários dessas empresas a terceiros e a proibição de participação em novas licitações para arrendamento e concessões de terminais em Santos.
Em entrevista coletiva convocada em São Paulo, dois dias antes de o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) analisar o processo de fusão, a Abiove criticou a tentativa de verticalização da ALL-Rumo, alegando que promoverá a concentração ferroviária e portuária na principal rota de escoamento do agronegócio do país.
"Vai ser uma empresa com poder de mercado tão absurdo que colocará todos como reféns", afirmou Carlo Lovatelli, presidente da Abiove. "A ferrovia deixará de ser um negócio independente e ANTT [Agência Nacional de Transportes Terrestres] não terá instrumentos adequados para fiscalizar."
Para a entidade, todo o processo de escoamento para exportação da safra estaria amarrado à nova companhia. As perdas seriam em duas frentes: preferência do transporte de açúcar em detrimento de grãos (a Cosan atua no setor sucroalcooleiro) e redirecionamento das cargas para os terminais próprios da Rumo, alimentando o que a Abiove tem chamado de "ciclo de discriminação" do usuário. Em ambas as situações, as tarifas pagas em frete pelo produtor tenderiam a subir.
Com a prerrogativa da escolha, informa a Abiove, a Cosan poderá, por exemplo, não só privilegiar cargas suas, como ganhar com taxas de elevação portuária e penalidades por embarque fora do período contratual em seus terminais. "Vai mudar a lógica empresarial. O objetivo do grupo Cosan Logística passa a ser a maximização dos ganhos agregados, não importando mais se oriundos do transporte ferroviário, armazenagem ou elevação portuária", diz Daniel Furlan Amaral, economista da Abiove. Em outras palavras, tradings e empresas menores do agronegócio ficarão "nas mãos" da companhia resultante da fusão.
Amaral afirma que cerca de 30% do valor da soja no porto de Santos representa custo de frete, nos períodos de pico de escoamento da safra, e que 25% da carga de grãos e açúcar é transportada por trens.
As associadas da Abiove, entre elas tradings multinacionais como Bunge, Cargill, ADM e Dreyfuss, respondem pela grande parte da carga de granéis (caso de soja e milho) transportada pela ALL.
A convocação da Abiove mostra a preocupação do setor não só pela proximidade do julgamento da fusão - marcado para amanhã, seis meses depois de ser protocolado - mas pela possibilidade de acordo para aprovação sinalizado pelo órgão. Várias empresas também manifestaram preocupações com um desfecho favorável pelo Cade, entre elas Ipiranga, Fibria, Petrobras Distribuidora, VLI, Copersucar.
Questionada sobre o que faria no caso da aprovação da fusão, a Abiove não soube responder. A Cosan disse que vai se manifestar somente após a decisão do Cade.
Fonte - Revista Ferroviária  10/02/2015

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Cade marca data para julgar fusão entre ALL e Rumo e ações disparam

Economia

No mercado, a reação dos investidores foi positiva. As ações da ALL, que vinham registrando cotações historicamente baixas, registraram ontem a maior alta em mais de seis anos. Mas o acordo é visto com ceticismo por impugnantes que estão pedindo medidas mais duras ao Cade.

Valor Econômico
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Mais de seis meses após ser protocolada no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a proposta de fusão entre a companhia de ferrovias América Latina Logística (ALL) e a Rumo (empresa de logística controlada pela Cosan) finalmente tem uma data para ser julgada pelo órgão antitruste. O ato de concentração entrou na pauta do dia 11 de fevereiro (próxima quarta-feira) e o fato despertou euforia entre os investidores. Um acordo está sendo negociado entre Cade e representantes da Rumo, mas o desfecho ainda é dúvida para o mercado e para as mais de 16 empresas e entidades que temem a operação.
O Valor apurou que a tendência do Tribunal do Cade é a de analisar um acordo pelo qual a Rumo e a ALL se comprometam a não discriminar o acesso à ferrovia por outras empresas. Os detalhes do termo a ser assinado pelas empresas e pelo órgão antitruste ainda estão em discussão.
"Nós trabalhamos muito desde o parecer no sentido de atender as preocupações da Superintendência-Geral do Cade e de dar tranquilidade ao mercado no sentido de que não haverá discriminação", afirmou Juliano Maranhão, advogado da Cosan. Segundo ele, o objetivo da operação é aumentar a capacidade da ferrovia para atender mais empresas em diversos mercados.
No mercado, a reação dos investidores foi positiva. As ações da ALL, que vinham registrando cotações historicamente baixas, registraram ontem a maior alta em mais de seis anos. Subiram 23,6%, para R$ 4,50 e figuraram como a maior alta do Ibovespa. Já as da Cosan Logística (fora do índice) subiram 28,9%, a R$ 2,72. O principal índice da bolsa fechou em queda de 0,14%, para 49.234 pontos.
Mas o acordo é visto com ceticismo por impugnantes que estão pedindo medidas mais duras ao Cade. Segundo eles, o órgão está focando a sua decisão na imposição de medidas comportamentais sobre a ALL e a Rumo - mas o necessário seriam medidas estruturais, como a venda de ativos.
Várias empresas e entidades já manifestaram ao Cade preocupações sobre a fusão. Entre as companhias, estão Agrovia, Ipiranga, Fibria, Eldorado, Petrobras Distribuidora, VLI e Copersucar. A VLI, por exemplo, teme que a operação "gere incentivos para a discriminação de empresas no acesso competitivo às infraestruturas essenciais do Complexo Portuário de Santos". Já a Copersucar manifestou preocupação "em relação à garantia de condições isonômicas de competição para o acesso de terceiros à malha ferroviária e aos terminais portuários de Santos". Foram sugeridos ao Cade como "remédios" desde a venda de ativos até o impedimento da fusão.
Responsável por um sexto das exportações brasileiras de soja e milho, o que significa US$ 35,5 bilhões anuais, as associadas da Abiove defendem que o Cade determine a venda de ativos da Rumo no porto de Santos. "Esse processo de fusão vai fazer com que a rumo detenha 100% da ferrovia e o interesse econômico sobre 45% da capacidade de embarque de granéis vegetais em Santos, que é o principal porto da América Latina", afirmou o presidente da Associação, Carlo Lovatelli. "Nós reputamos como imprescindível a venda de terminais portuários do grupo Cosan para terceiros", completou.
Em dezembro, a Superintendência-Geral do Cade já havia impugnado (se oposto) à operação, alegando que seria necessária a imposição de condições para garantir que concorrentes da Rumo no setor sucroalcooleiro e empresas de outros segmentos da economia, como produtores de soja, milho e farelo, tivessem acesso ao sistema de escoamento de mercadorias da ALL. A Rumo é do grupo Cosan, um dos líderes na produção do setor sucroalcooleiro do país.
Pela operação proposta, as ações da ALL serão incorporadas pela Rumo. Os atuais acionistas da ALL terão 63,5% do capital da nova companhia. Os da Rumo (Cosan, TPG e Gávea) terão os 36,5% restantes. Com isso, a Cosan passará a indicar a maioria dos membros do Conselho de Administração da nova companhia.
Os atuais acionistas da Rumo e os integrantes do atual acordo de acionistas da ALL (BNDESPar, BRZ, Previ, Funcef, Riccardo Arduini, Júlia Dória Antônia Koranyi Arduini e GMI) comprometeram-se a eleger os membros da nova companhia, com até 17 membros, na primeira eleição após a incorporação. Um membro será necessariamente indicado pelo BNDESPar. Um pode ser indicado pela TPG; um pela Gávea; nove pela Cosan; e seis pelos demais signatários do acordo de acionistas da ALL. A Cosan, portanto, será a maior acionista indireta da ALL.
Fonte - Revista Ferroviária  06/02/2015

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

ALL / Rumo - Parecer de superintendência do Cade vai contra união

Logística

A proposta de fusão da ALL com Rumo a envolve a formação de uma gigante do setor de logística no Brasil avaliada em cerca de 11 bilhões de reais. A proposta de fusão da ALL com Rumo a envolve a formação de uma gigante do setor de logística no Brasil avaliada em cerca de 11 bilhões de reais.

Reuters 

São Paulo - O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) informou nesta terça-feira que a superintendência-geral do órgão de defesa da competição identificou preocupações concorrenciais sobre a fusão entre a transportadora ferroviária ALL e a Rumo Logística, do grupo de infraestrutura e energia Cosan.
Com isso, a superintendência impugnou a operação que prevê a incorporação da ALL pela Rumo perante o tribunal do Cade.
A proposta de fusão da ALL com Rumo a envolve a formação de uma gigante do setor de logística no Brasil avaliada em cerca de 11 bilhões de reais.
A ALL é a maior operadora ferroviária do Brasil. A Rumo, do grupo Cosan, atua no mercado de serviços de logística multimodal para exportação de açúcar pelo Porto de Santos.
Após consultar o mercado sobre a operação, a superintendência-geral concluiu em parecer que a união pode gerar riscos de limitação de acesso à infraestrutura da nova empresa, assim como práticas discriminatórias em relação aos demais usuários, apesar dos potenciais efeitos benéficos em termos de ampliação da capacidade ferroviária.
O parecer destaca que a Cosan, controladora da nova empresa, utilizaria a ferrovia para transporte de carga própria e que a companhia fruto da união entre ALL e Rumo deteria o controle de toda a cadeia logística de exportação de granéis vegetais pelo Porto de Santos (SP).
"Nesse contexto, a empresa tem evidente capacidade de adotar condutas que coloquem em desvantagem rivais atuantes nas mais diversas etapas dessa cadeia", diz o parecer.
A superintendência pondera que eventuais estratégias discriminatórias, possivelmente difíceis de detectar, poderiam criar dificuldades de funcionamento e aumento de custos para concorrentes em setores fundamentais da economia, como a exportação de commodities agrícolas, a distribuição de combustíveis e a prestação de serviços logísticos.
Além disso, considera que a operação vai contra o novo modelo proposto para as próximas concessões ferroviárias, que propõe a separação entre o detentor da infraestrutura e o prestador de serviço de transporte ferroviário.
Com o fim da fase de análise do caso no âmbito da superintendência do Cade, o tribunal do órgão tomará uma decisão final sobre a aprovação ou reprovação do acordo e sobre a adoção de eventuais condições a serem atendidas pelas companhias para afastar preocupações concorrenciais.
A recomendação da superintendência saiu depois que o Cade reprovou a compra do grupo latino-americano produtor de PVC e soda Solvay Indupa pela Braskem, em meados de novembro.
Em comunicados enviados ao mercado, a ALL e a Cosan Logística disseram que o parecer publicado pela superintendência não é vinculante e que "seguirão buscando uma solução negociada junto ao tribunal do Cade".
As decisões do tribunal podem ser aplicadas unilateralmente ou mediante acordo com as companhias, disse o Cade. O conselheiro Gilvandro Araújo será relator do caso.
O Cade tem prazo de 240 dias após a notificação do ato de concentração, ocorrida em 21 de julho, para tomar uma decisão final, prorrogáveis por mais 90 dias.
No início de novembro, a Cosan Logística havia informado que recebeu aprovação da Agência Nacional de Transportes (ANTT) para o negócio, mas que o Cade declarou a incorporação como "complexa", determinando a realização de diligências para aprofundar análise sobre operação.
No parecer, a superintendência cita manifestação de uma empresa contrária à fusão, que afirma que "diversas práticas já estariam ocorrendo e poderiam ser agravadas com a alteração de incentivos decorrentes da operação". Entre as práticas citadas no relatório estão "preferência de vagões próprios em detrimento de cargas de terceiros, alteração de programação de carregamento nos terminais, descumprimento de prazos e corte de programação".
Além disso, o parecer cita que "vários terceiros consultados" ressaltam que discriminação pode ocorrer em "tarifas acessórias de carregamento, descarregamento, manobra e armazenagem", que não são reguladas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Terceiros interessados
Dezesseis companhias e entidades ingressaram como terceiras interessadas no processo no Cade, expressando preocupações por conta do eventual domínio da Cosan na contratação de espaços da ferrovia da ALL.
Em documento entregue ao Cade, entidades do Paraná como a Fecomércio, por exemplo, pediram que fossem incorporados "critérios de limitação da ocupação de capacidade por grupo econômico, especialmente com subsidiárias dos controladores" nos trechos em que a demanda supere a oferta.
Outra companhia que demonstrou preocupações sobre a eventual fusão foi a Fibria, cuja celulose produzida em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, é transportada até o Porto de Santos por ferrovias da ALL. Em documento entregue ao Cade, a Fibria disse temer que a nova empresa tenda a privilegiar sua própria rentabilidade, em detrimento dos contratos em vigor com outras companhias.
Apesar da notícia já esperada ter sido considerada negativa por participantes do mercado, os papéis da ALL e da Cosan Log avançavam na Bovespa nesta sessão, liderando as altas do Ibovespa, na contramão da tendência geral.
Na véspera, data do parecer da superintendência que foi divulgado nesta terça-feira, a ação da ALL caiu 4,88 por cento e a da Cosan Log recuou 7,22 por cento.
Fonte - STEFZS  09/12/2014

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Cade pode limitar uso da rede da ALL pela Cosan

Logistica

Uma das possibilidades em análise pelo Cade é limitar, nas ferrovias da ALL, as cotas de transporte de produtos para Cosan e Raízen (esta, uma joint venture da Cosan com a Shell). Atualmente, a Rumo usa cerca de 30% da capacidade da ferrovia. A limitação a esse percentual evitaria que a Rumo ocupasse novos espaços nos trilhos que são objeto de disputa por outras companhias (que precisam escoar suas produções).

Valor Econômico
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No mesmo dia, os executivos envolvidos no processo de fusão entre o grupo de ferrovias América Latina Logística (ALL) e a Rumo (empresa de transportes do grupo Cosan) receberam uma boa notícia e outra nem tanto. Enquanto a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou o negócio, a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) declarou que o acordo é um caso "complexo". Já estão em estudo as restrições que podem ser impostas ao acordo.
Uma das possibilidades em análise pelo Cade é limitar, nas ferrovias da ALL, as cotas de transporte de produtos para Cosan e Raízen (esta, uma joint venture da Cosan com a Shell). Atualmente, a Rumo usa cerca de 30% da capacidade da ferrovia. A limitação a esse percentual evitaria que a Rumo ocupasse novos espaços nos trilhos que são objeto de disputa por outras companhias (que precisam escoar suas produções).
A declaração do caso como complexo foi publicada ontem no "Diário Oficial da União". Com isso, o Cade pode aprofundar a análise e estender o prazo final por 90 dias - até junho do ano que vem. O negócio será levado a julgamento no Tribunal do órgão antitruste, onde só deve ser aprovado sob condições. Cabe aos conselheiros definir quais serão as restrições.
Um dos temores do Cade é que concorrentes da Rumo sofram discriminação nos contratos de transporte nos trilhos da ALL. Para evitar isso, eles podem limitar o espaço da Rumo na ferrovia. Mas isso não seria suficiente. Segundo técnicos do órgão, seriam necessárias medidas adicionais para evitar qualquer tipo de discriminação. O Cade quer evitar, por exemplo, casos de venda casada. Isso ocorreria se uma companhia que contratasse o sistema de transporte da ALL também fosse obrigada a usar o sistema portuário da empresa. O órgão quer garantias de que essa prática não acontecerá.
Enquanto ALL e Rumo fazem reuniões no Cade em busca de uma solução, concorrentes das empresas também estão sendo ouvidos. Ao todo, há mais de 12 impugnantes, entre companhias e associações contrárias à aprovação.
No despacho que foi publicado no "Diário Oficial", a Superintendência determinou ainda que seja feito "o aprofundamento da análise das condições competitivas nos mercados envolvidos", que a ANTT seja ouvida sobre a regulação do mercado e que as empresas apresentem as eficiências decorrentes da fusão.
Para os diretores da ALL, a declaração de complexidade é considerada "natural". "É algo normal por esse ambiente ter muita visibilidade. Isso acontece com muita frequência em diversos 'deals' [negócios]. O Cade passa a ter a opção de estender [o prazo], mas é algo muito procedimental e é natural", disse Rodrigo Campos, diretor financeiro e de relações com investidores da ALL. Ele falou durante teleconferência sobre os resultados do terceiro trimestre.
Na teleconferência, analistas perguntaram sobre uma possível imposição de venda de ativos. Campos minimizou. "Não acho que tenha relação [entre a medida do Cade e uma possível imposição de restrições]. A complexidade está muito ligada à análise de todas as coisas que têm envolvidas no 'deal'. Quanto à restrição, isso é um processo que tem que ser discutido. Mas entendemos que a fusão melhora a infraestrutura, aumenta a capacidade, reduz gargalos... Então você sai da fusão com um cenário muito melhor para todos os segmentos que usam a ferrovia".
O presidente da ALL, Alexandre Santoro, também comentou o negócio. "Estamos bem próximos, fazendo muita reunião no Cade. Agora, [o trabalho] é dar seguimento aos esclarecimentos e mostrar as evoluções e os benefícios que [a fusão] vai trazer à infraestrutura e [mostrar] que [o negócio] não coloca em risco nada em relação à competição", afirmou o executivo. "Ao contrário. Abrimos mais opções, atendemos mais gente e mais produtores. Estamos bem confiantes e agora é continuar trabalhando junto ao Cade para conseguirmos a provação o mais rápido possível", disse o presidente.
Apesar da medida do Cade, o mercado preferiu reagir positivamente à aprovação da ANTT ao acordo. A ação da ALL subiu 4,12% (a R$ 6,82) e foi a maior alta do Ibovespa ontem, enquanto o principal índice da bolsa caiu 1,26%. Procurada, a Cosan informou por meio da assessoria de imprensa que a complexidade foi declarada pelo Cade porque a operação envolve diferentes mercados. "É um ato processual previsto na regulamentação, já aplicado em diversos casos", informou a empresa, em nota.
Fonte - Revista Ferroviária  06/11/2014

Fusão entre ALL e Rumo é aprovada pela ANTT

Logística

ANTT aprova fusão entre ALL e Rumo - A operação aprovada pela ANTT consiste na incorporação das ações da ALL pela Rumo, o que resultará em uma nova companhia.

O Estado de S. Paulo
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Ao contrário do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que decidiu aprofundar a análise da incorporação da América Latina Logística (ALL) pela Rumo Logística Operadora Multimodal antes de concluir pela aprovação ou impugnação do negócio, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) já aprovou a fusão entre as duas companhias, conforme resolução publicada no Diário Oficial da União (DOU).
Pelo documento, a agência também aprova acordos de acionistas a serem firmados entre a Cosan, controladora da Rumo, e o BNDESPar, e a Cosan, GIF Rumo FIP e TPG VI FIP.
O órgão ainda dispensa a ALL da limitação, direta ou indireta, de participação máxima de 20% no seu capital votante, da obrigação de manter registro de companhia aberta e da obrigação de submeter à prévia anuência qualquer alteração em seu Estatuto Social.
Além disso, com a aprovação, a Rumo fica obrigada a submeter à anuência prévia da ANTT qualquer alteração ou celebração de acordos de acionistas.
A operação aprovada pela ANTT consiste na incorporação das ações da ALL pela Rumo, o que resultará em uma nova companhia. Depois de obtida também a aprovação do Cade, serão atribuídas aos atuais acionistas da ALL ações representativas de 63,5% do capital da nova empresa, permanecendo os atuais acionistas (Cosan, TPG e Gávea) com um total de 36,5% do capital da nova companhia.
De acordo com os termos do acordo, a Cosan será responsável por indicar a maioria dos conselheiros da companhia combinada. A ALL deverá submeter a proposta à deliberação de seu conselho de administração em até 40 dias.
Sendo a proposta aprovada, o conselho da ALL deverá então convocar a assembleia geral, que será realizada em até 30 dias, para votar a respeito da incorporação de ações.
A associação entre as companhias está sujeita a determinadas condições precedentes, entre elas, a Rumo deverá obter seu registro de companhia aberta e, simultaneamente à operação, ingressar no Novo Mercado da BM&FBovespa, além de obter também todas as aprovações societárias e de terceiros necessárias.

Cade
Conforme despacho publicado nesta quarta-feira, 5, no DOU, o Cade decidiu aprofundar a análise do acordo de incorporação de ações da ALL pela Rumo. No documento, o órgão antitruste declara o ato de concentração entre as empresas "complexo" e determina a realização de novas diligências sobre o caso.
Para avaliar melhor a operação, o Cade vai agora focar o aprofundamento da análise das condições competitivas nos mercados envolvidos, solicitar manifestação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) sobre questões pertinentes a regulação e dados de mercado e ainda requerer apresentação das eficiências decorrentes da operação.
Com isso, a Superintendência-Geral do órgão poderá, se for o caso, pedir prorrogação do prazo de avaliação do negócio, anunciado em fevereiro deste ano pelas empresas.
Fonte - STEFZS  05/11/2014

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Estatal teme consequências de fusão da ALL

Infraestrutura

Petrobras Distribuidora - braço da estatal voltado ao comércio e à distribuição de derivados de petróleo - afirmou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que a fusão criaria dificuldades na operação de cargas e concederia à Cosan uma posição de "predominância" na infraestrutura da ALL e que isso pode ocasionar preços maiores a concorrentes da Cosan.

Valor Econômico

A fusão entre o grupo de concessões de ferrovias América Latina Logística (ALL) e a Rumo (empresa de transportes do grupo de origem sucroalcooleira Cosan) despertou a contestação de mais uma empresa. Depois de Odebrecht e Eldorado (do grupo J&F) demonstrarem preocupações com o negócio pelos possíveis efeitos operacionais no escoamento de cargas por trilhos, agora é a Petrobras quem teme a operação.
Conforme apurou o Valor, a Petrobras Distribuidora - braço da estatal voltado ao comércio e à distribuição de derivados de petróleo - afirmou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que a fusão criaria dificuldades na operação de cargas e concederia à Cosan uma posição de "predominância" na infraestrutura da ALL e que isso pode ocasionar preços maiores a concorrentes da Cosan.
Além disso, a estatal afirma que a ALL não tem vagões suficientes para atender toda a demanda das distribuidoras de combustíveis. Por isso, diz se preocupar com o direcionamento do material para uso da Cosan em detrimento de outras empresas. A Petrobras teme as vantagens que a Cosan teria e o aumento de custos para concorrentes, que poderiam ter que usar as rodovias (mais caras).
A distribuidora também receia que a Cosan tenha informações privilegiadas sobre preços de produtos (já que as notas fiscais devem acompanhar a carga) e estratégias de concorrentes, além de dados sobre volumes, clientes e fornecedores.
Empresas como a Eldorado também manifestaram preocupação ao Cade. A produtora de celulose chegou a pedir a reprovação da fusão ou a imposição de restrições. A Odebrecht Ambiental disse que os mercados de açúcar de etanol serão afetados de maneira "severa" pelo negócio.
Fonte - Revista Ferroviária  03/11/2014

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Fusão entre ALL e Cosan cria temor entre indústrias

Logistica

Uma assembleia dos acionistas da ALL ainda deve ser convocada em até 30 dias para avaliar a incorporação de ações - Caso aprovada, a associação também precisa ser avaliada pelo (CADE), pela (ANTT), bem como por outros órgãos da administração pública cujas autorizações prévias são necessárias.

Valor Econômico
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O conselho de administração da América Latina Logística (ALL) deu sinal verde para que a empresa se associe à Rumo Logística Operadora Multimodal, administrada pela Cosan. A proposta havia sido encaminhada em 24 de fevereiro e foi aprovada no dia 15 deste mês. Acontece que o grupo Odebrecht e a produtora de celulose Eldorado manifestaram preocupação, já que a Odebrecht utliza a malha da ALL para escoamento, e contou que há falta de vagões, assim, a fusão pode ser dominadora.
A Eldorado vai além e diz temer que a Cosan, no futuro, force os clientes a usarem não só a ferrovia, mas toda a cadeia logística resultante da fusão entre ALL e Rumo — o que poderia englobar transporte de cargas oriundas de regiões produtoras, uso de unidades de transbordo de cargas para vagões, as ferrovias em si e terminais portuários no litoral. Outro temor é que haja tarifas maiores praticadas, para que a ferrovia priorize cargas do grupo Cosan.
A Cosan é a maior produtora e exportadora de açúcar e etanol do Brasil.
Uma assembleia dos acionistas da ALL ainda deve ser convocada em até 30 dias para avaliar a incorporação de ações. Pela proposta, a Rumo deve ficar com 36,5% das ações da companhia resultante da união, enquanto a ALL com outros 63,5%.
Caso aprovada, a associação também precisa ser avaliada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), bem como por outros órgãos da administração pública cujas autorizações prévias são necessárias.
Produtores rurais veem a fusão com desconfiança e argumentam que ela pode refletir na perda de espaço para os grãos nos vagões dos trens da ALL. Em Mato Grosso, seguiram em direção aos portos pelos trens 14 milhões de toneladas de soja e milho no último ano.
Em manifestação apresentada ao Cade ainda em fevereiro deste ano, a Associação dos Produtores de Soja e Milho do país (Aprosoja Brasil) diz que “haveria o risco de que o controle da logística ferroviária fosse utilizado não só para dominar o mercado de açúcar, como também de toda a exportação agrícola, particularmente da soja e do milho”.
Segundo a entidade, com o açúcar concorrendo com outros itens agropecuários, como a soja e o milho, cada tonelada transportada pela concessionária ALL de um produto representaria uma tonelada a menos de outros produtos.
Fonte - STEFZS  28/10/2014

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Cosan fará cisão da área de logística em outubro

Logistica

A criação da Cosan Logística é um passo do grupo para incorporar a América Latina Logística (ALL), de ferrovias.A empresa pretende que, já na data prevista, sejam iniciadas as negociações da nova companhia em bolsa. 

Valor Econômico  
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O grupo de origem sucroalcooleira Cosan informou ontem que entrou com pedido de registro de companhia aberta da Cosan Logística na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A criação da empresa faz parte do processo de cisão do grupo, modelo previsto para entrar em vigor em 1º de outubro.
A empresa pretende que, já na data prevista, sejam iniciadas as negociações da nova companhia em bolsa. "A Cosan Logística, resultante da cisão, será uma companhia aberta, listada na BM&FBovespa no segmento 'Novo Mercado'", informou a empresa, ressaltando que o modelo ainda precisa de aprovação em assembleia geral extraordinária de acionistas.
A criação da Cosan Logística é um passo do grupo para incorporar a América Latina Logística (ALL), de ferrovias. A ALL está em processo de fusão com a Rumo, controlada da Cosan. De acordo com os planos da diretoria do grupo, o investidor da Cosan vai passar a ter em mãos a participação em dois papéis: na Cosan (que, conforme disseram diretores anteriormente, passará a se chamar Cosan Energia) e na Cosan Logística (a ser criada). Mas quanto o acionista receberá de cada papel ainda dependem de cálculos.
Segundo os diretores, a cisão serve para que o mercado tenha mais clareza ao investir nos negócios da companhia. A Cosan Logística surge com um único ativo: a participação na Rumo, companhia avaliada em R$ 4 bilhões que possui terminais no interior e no litoral paulista. Os planos é que a Rumo seja fundida com a ALL (com valor de quase R$ 7 bilhões) depois da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Para a Cosan, a aprovação do Cade ocorrerá no fim deste ano ou no começo do ano que vem. Segundo os executivos, há preocupação com o ritmo do órgão antitruste. "Nossa preocupação é com prazos. Porque vemos uma necessidade premente de se fazer coisas na companhia. Dada a nova lei [do Cade, que impede junção das operações antes da aprovação], a gente não pode fazer nada. Tem que esperar", disse o vice-presidente de finanças e diretor de relações com investidores da Cosan, Marcelo Martins, em teleconferência ontem com jornalistas. O Cade tem 330 dias, no total, para avaliar a questão.
Empresas e entidades, como por exemplo a distribuidora de combustíveis Ipiranga, já manifestaram preocupação com a fusão no órgão, mas os diretores minimizaram a questão. "A gente já esperava que essas peças entrassem no Cade, porque nesta semana o prazo para as manifestações se encerram. Por ser uma companhia com grande presença geográfica, [a ALL] tem muitas partes interessadas e é legítimo que elas se manifestem", afirmou Martins.
"A gente está tranquilo a respeito disso isso. Estamos nesse momento revisando [as petições] para ver se tem algo novo", afirmou. Segundo ele, a fusão é simples do ponto de vista da concorrência. "Na nossa opinião, é uma fusão tecnicamente simples do ponto de vista concorrencial. Porque já se parte de um monopólio legal, estabelecido por lei e regulado para se manter economicamente correto. Não tem um aumento de concentração no que ela [a ALL] faz", afirmou.
Ainda de acordo com Martins, uma nova revisão das orientações de resultado poderá vir após a listagem da Cosan Logística em bolsa. "Fizemos uma revisão na Raízen Energia com relação à cana moída [bem como de volumes] e optamos por não fazer outras revisões no trimestre porque estaremos, a partir de 1º de outubro, com duas empresas listadas, a Cosan S.A. e a Cosan Logística", disse o executivo já na teleconferência com analistas.
Conforme Martins, "será mais adequado trabalhar no novo 'guidance' [meta] com o número já quebrado por segmento de negócio ou por empresa". Para a Rumo, a previsão de resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) em 2014 será atualizada, segundo a companhia.
Em relação à Cosan Lubrificantes, o executivo adiantou que é possível que a previsão para o Ebitda anual seja revista para baixo. "Os resultados do segundo semestre devem mostrar recuperação bastante forte em relação ao resultado que tem sido visto até agora, [mas] o guidance de Ebitda pode ser revisto para esse negócio."
De acordo com o presidente da Cosan, Marcos Lutz, tanto o mercado quanto as margens desse negócio se contraíram muito no segundo trimestre. "Vemos alguma reação neste mês, mas é difícil projetar uma recuperação total em relação ao orçamento do ponto de vista de Ebitda. É um negócio que sofreu muito neste trimestre", enfatizou.
De abril a junho, a área de lubrificantes registrou Ebitda de R$ 21 milhões, frente a R$ 40 milhões um ano antes. Para o acumulado do ano, a meta atual é de Ebitda entre R$ 140 milhões e R$ 170 milhões.
Fonte - STEFZS  18/08/2014

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

A VIVO, A TIM E A GVT.

Economia

As únicas nações que escapam disso, dessa verdadeira escravidão digital, são aquelas que mantiveram suas próprias telecoms - grandes companhias de telecomunicações - nas mãos do estado, como fez a China, por exemplo, dona da maior empresa de telecomunicações do mundo, condição da qual o Brasil abdicou ao esquartejar e vender, majoritária e criminosamente a estrangeiros, a área de prestação de serviços da Telebras, no final dos anos 1990.

Mauro Santaiana
Mauro Santayana
(Hoje em Dia) - Disposta a consolidar, a ferro e fogo, seu controle sobre o mercado brasileiro de telecomunicações, a Telefónica da Espanha, dona da Vivo, volta agora sua cobiça para a GVT.
Segundo anunciado pela imprensa europeia, a empresa ofereceu ontem à Vivendi francesa, pouco mais de 20 bilhões de reais pelas operações da GVT no Brasil.
Antes, já tentara tomar, indiretamente, parte do controle da TIM, com a compra de participação acionária em sua matriz. As ligações entre a Telefónica e a Telecom Itália, que estaria também interessada na compra da GVT, são apenas a ponta do iceberg do mercado mundial de telecomunicações: um negócio gigantesco, no qual meia dúzia de sujeitos, donos de meia dúzia de grandes empresas privadas, explora centenas de milhões de consumidores, levando dinheiro, a cada vez que eles usam um telefone fixo, um computador, um celular ou uma televisão.
As únicas nações que escapam disso, dessa verdadeira escravidão digital, são aquelas que mantiveram suas próprias telecoms - grandes companhias de telecomunicações - nas mãos do estado, como fez a China, por exemplo, dona da maior empresa de telecomunicações do mundo, condição da qual o Brasil abdicou ao esquartejar e vender, majoritária e criminosamente a estrangeiros, a área de prestação de serviços da Telebras, no final dos anos 1990.
A Telefónica ganhou, líquidos, no primeiro semestre de 2014, dois bilhões e seiscentos e cinquenta milhões de reais no Brasil, triplicando, entre abril e junho, os lucros do primeiro trimestre, que foram de 660 milhões de reais. Além dos bilhões que envia todos os anos para a Espanha, a empresa, que deve centenas de milhões de reais ao BNDES, ainda cobra “juros” sobre o capital de sua subsidiária brasileira, que pelo que se prevê, chegarão, em 2015, a quase 100 milhões de euros.
É preciso lembrar ao CADE – Conselho Administrativo de Defesa Econômica, ao Congresso, à imprensa e à sociedade, que, na área de telecomunicações, o que o Brasil precisa não é de uma situação de virtual cartel, com grandes empresas estrangeiras controlando cada vez mais nosso mercado, mas de novos concorrentes, que possam oferecer serviços melhores e a um custo menor para um público que já paga, por péssimos serviços, segundo organizações internacionais, das maiores tarifas de telefonia celular do mundo.
No Brasil, o que precisávamos, desde o início, era de uma empresa privada 100% nacional que pudesse fazer isso, ou que a TELEBRAS tivesse sido mantida no mercado para fazer frente aos espanhóis, italianos e mexicanos que para aqui vieram na década de noventa.
A compra da GVT pela Telefónica, caso seja concretizada, evidenciará duas coisas: a irresponsável entrega do mercado nacional para uma empresa estrangeira, e a total inexistência, no Brasil, de uma política de defesa da concorrência digna desse nome.
Fonte - Blog Mauro Santayana  06/08/2014

terça-feira, 24 de junho de 2014

Credores da Cosan aprovam cisão do grupo

Economia

A proposta é fazer uma cisão dos negócios com a formação de uma segunda empresa, a Cosan Logística. - A aprovação por parte dos bondholders ocorreu dentro do prazo original estipulado pela companhia

A Tarde On Line 
Por Mônica Scaramuzzo | Agência Estado
Os bondholders (detentores de títulos de dívidas) do grupo Cosan aprovaram na quarta-feira passada a cisão da companhia em duas - Cosan Energia e Cosan Logística. Essa aprovação foi considerada a última etapa antes de a proposta ser levada aos acionistas da companhia, que deverão aprovar a transação em assembleia no segundo semestre, segundo fontes familiarizadas com a operação.
A aprovação por parte dos bondholders ocorreu dentro do prazo original estipulado pela companhia, que foi assessorada pelos bancos Bank of America Merrill Lynch, Morgan Stanley, Itaú, Bradesco e BTG.
O anúncio de proposta de cisão foi feito dia 24 de fevereiro, mesmo dia que o grupo fundado pelo empresário Rubens Ometto Silveira Mello oficializou a proposta de incorporação da América Latina Logística por sua empresa controlada, a Rumo Logística.
Na estrutura atual da companhia a Cosan SA detém todos os ativos do grupo. A proposta é fazer uma cisão dos negócios com a formação de uma segunda empresa, a Cosan Logística. Se aprovada, a Cosan SA ficará responsável pelos ativos de energia, que incluem a Raízen Energia e Combustíveis (joint venture entre o grupo de Rubens Ometto e Shell), Cosan Lubrificantes e Radar (territórios agrícolas).
A segunda empresa, a Cosan Logística, terá a Rumo, que é o ativo de logística do grupo. Quando a Rumo se fundir com a ALL - o processo está em análise pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestre) -, a nova companhia terá abaixo a Rumo-ALL.
Cada acionista da Cosan SA terá depois dessa cisão uma ação da Cosan Energia e uma ação da Cosan Logística.

Bolsa
A Rumo Logística terá seu capital aberto, mas a companhia não será uma empresa listada. Esse processo vai ocorrer para que a Rumo possa incorporar a ALL, caso o Cade e a ANTT aprovem a transação. Hoje, a ALL tem suas ações negociadas em bolsa. No futuro, a nova companhia criada a partir da fusão entre as duas empresas terá seus papéis na Bolsa.
Criada em 2008, a Rumo foi concebida para fazer o transporte de cargas agrícolas. Junto com a operação da ALL, a nova companhia aumentará o escopo dos negócios, com ampliação da prestação de serviço. A ALL, com cerca de 12 mil quilômetros de malha ferroviária, é responsável por mais de 50% do escoamento de soja do País.
À época do anúncio da cisão, executivos da Cosan informaram que a divisão do grupo em empresas com ativos separados daria melhor clareza aos investidores sobre qual companhia apostar na Bolsa, uma vez que os negócios são diferentes.

Simplificação
O grupo não pretende fazer a cisão da Cosan Limited. Essa companhia passará a ter ações de duas empresas.
A simplificação de reestruturação de capital da Ltd, que tem sido cogitada há alguns meses pelo controlador da Cosan, ainda é uma possibilidade, mas não tem prazo para ocorrer. Quando e se acontecer, os acionistas da holding terão a opção de converter seus papéis das duas empresas abaixo dela. Procurada, a Cosan não comenta o assunto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte - STEFZS  24/06/2014

sexta-feira, 20 de junho de 2014

GE melhora oferta pela Alstom e propõe 3 joint ventures

Economia

A proposta melhorada foi feita no mesmo dia que o presidente da GE, Jeff Immelt, encontrou-se com autoridades francesas em uma pressão final para completar a compra da maior parte dos negócios de energia da Alstom.

O Estado de S. Paulo /RF
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A General Electric apresentou ontem nova oferta pelo negócio de energia do grupo francês Alstom, que inclui a formação de joint ventures (em que cada empresa fica com 50%) em redes e energia renovável e uma aliança global nuclear.
A proposta melhorada foi feita no mesmo dia que o presidente da GE, Jeff Immelt, encontrou-se com autoridades francesas em uma pressão final para completar a compra da maior parte dos negócios de energia da Alstom.
A GE também ofereceu seu negócio de sinalização ferroviária para a Alstom, o que fortaleceria o negócio de transporte da empresa francesa, fabricante do trem de alta velocidade francês TGV. As duas empresas assinaram um memorando de entendimento para formar uma "aliança global" em transporte, informou o grupo.
Preço. De acordo com Immelt, o preço da proposta será ajustado para refletir a venda das operações de sinalização ferroviária e as joint ventures, mas não revelou qual seria o novo valor. Com a proposta de alianças, o valor em dinheiro será reduzido, mas o executivo salientou que o valor da Alstom na oferta permanece em 12,35 bilhões. Segundo ele, a avaliação das alianças propostas "ainda estão sendo finalizadas".
A GE acrescentou que a aliança nuclear que dará 50% de participação a cada uma das empresas terá uma participação do governo francês em ações preferenciais com poder de veto e outros direitos de governança sobre questões relacionadas à segurança e tecnologia de usinas nucleares.
O conselho da Alstom se posicionará até segunda-feira entre a oferta da GE e a proposta da rival da Siemens e da japonesa Mitsubishi Heavy Industries (MHI), de 14,2 bilhões.
As duas propostas são de naturezas muito diferentes: enquanto a Siemens levaria apenas o braço de turbinas a gás da Alstom e a MHI levaria participações minoritárias em outras atividades de energia, a GE quer toda a unidade de energia, que inclui energia térmica, energia renovável e unidades de redes, responsáveis por 70% da receita da Alstom.
Durante conferência com investidores na Alemanha, o presidente da Alstom, Patrick Kron, disse que a Siemens poderia "sonhar" com a troca de ativos com a empresa francesa, mas que uma decisão cabe aos acionistas. "Eles querem as nossas atividades de gás... E nós devemos ter o seu negócio de transporte... Bem, eles estão autorizados a sonhar", disse Kron.
Fonte - Revista Ferroviária 20/06/2014

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Siemens prepara proposta para comprar Alstom

Internacional

Christophe de Maistre, que comanda a Siemens France, elogiou a proposta da empresa alemã de incorporar suas operações no setor ferroviário na Alstom, bem como a quantia não especificada de dinheiro em troca de ativos do grupo francês fabricantes de turbinas.
De Maistre disse que isso criaria duas "campeãs europeias de alcance mundial". 

Financial Times
Valor Econômico
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A Siemens anunciou que está preparando a apresentação de uma proposta oficial de compra da Alstom, ao mesmo tempo em que pressiona o parlamento francês para que aceite sua ideia de criar duas "campeãs" europeias em geração de energia e transporte ferroviário, e derrotar a proposta concorrente da General Electric.
Executivos da GE e da Siemens vêm mantendo conversações a portas fechadas com ministros franceses há semanas, mas ontem revezaram-se publicamente em defesa de seus planos no que diz respeito à Alstom perante uma comissão parlamentar francesa.
Christophe de Maistre, que comanda a Siemens France, elogiou a proposta da empresa alemã de incorporar suas operações no setor ferroviário na Alstom, bem como a quantia não especificada de dinheiro em troca de ativos do grupo francês fabricantes de turbinas.
De Maistre disse que isso criaria duas "campeãs europeias de alcance mundial". Mas ele disse que a Siemens não tomará uma decisão apressada e que apresentará uma proposta final até 16 de Junho, o mais tardar.
Em comentários preparados para apresentação à comissão, Jeff Immelt, presidente-executivo da GE, disse a Patrick Kron, principal executivo da Alstom, que a companhia americana contactou a francesa sobre o negócio porque "ele sabe que o sucesso de longo prazo no setor de eletricidade exige escala e recursos maiores do que a Alstom tem à sua disposição". Ele acrescentou que uma empresa combinada GE-Alstom no setor de energia teria mais força e diversidade de tecnologias, e melhores condições de competir, especialmente nas economias emergentes, que deverão ter forte crescimento na demanda por eletricidade.
De acordo com seus comentários, Immelt disse que a França teria maior influência no setor energético mundial se o negócio com a GE for aprovado, bem como mais sedes de tomada de decisões e de gastos com P&D.
Ele concluiu: "A Alstom não será absorvida pela GE; em vez disso, as operações combinadas serão um verdadeiro líder de poder mundial com sede em França".
Sob pressão dos ministros franceses, a GE já prorrogou o prazo para a Alstom entrar em conversações exclusivas até 23 de junho. A Siemens poderia fazer uma oferta formal no fim desta semana, segundo uma pessoa próxima às negociações.
A GE é amplamente considerada como favorita na disputa pela Alstom, uma vez que conta com o apoio de Kron e ofereceu concessões em questões de importância vital para as autoridades francesas, entre elas a manutenção de postos de trabalho e a delicada questão das operações no setor nuclear.
A Siemens, em meio a uma revisão estratégica sob seu novo executivo-chefe, Joe Kaeser, ainda precisa convencer investidores e funcionários dos méritos de aliar-se à Alstom. Kaeser também defronta-se com obstáculos antitruste.
De Maistre deixou claro que a Siemens está avaliando os riscos legais e financeiros para estabelecer o valor justo da Alstom, que está sendo investigada por corrupção no Reino Unido, EUA e Brasil.
A Siemens considera sua proposta envolvendo o setor ferroviário como um trunfo na disputa pela Alstom, pois argumenta que a GE não explicou como ativos da Alstom no setor de transportes competiriam com concorrentes chineses de maior porte.
"Se é um bom ou mau negócio para os acionistas [da Siemens] dependerá, em última análise, de preço e execução", disse Henning Gebhardt, diretor de departamento na DWS.
Fonte - Revista Ferroviária  28/05/2014

segunda-feira, 12 de maio de 2014

ALL vê potencial de grandes sinergias em fusão com Rumo

Logística

Proposta feita pela Rumo em fevereiro para incorporar a ALL foi aprovada pelos acionistas da empresa ferroviária na última quinta-feira

Exame
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São Paulo - A empresa de ferrovias ALL vê um potencial de grandes sinergias na fusão com a Rumo Logística, empresa da Cosan, com melhor produtividade nas ferrovias e em terminais portuários, segundo o diretor de relações com investidores da companhia, Rodrigo Campos.
A proposta feita pela Rumo em fevereiro para incorporar a ALL foi aprovada pelos acionistas da empresa ferroviária na quinta-feira, após ter recebido o crivo do Conselho de Administração em meados de abril.
Para se concretizar, porém, a operação ainda requer o aval de órgãos como a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
"Hoje a Rumo tem um terminal (portuário) grande em Santos que é muito focado em açúcar. A gente sabe que o pico da safra do grão é na entressafra do açúcar", disse Campos em encontro com analistas promovido pela Apimec, acrescentando que o terminal poderia ser usado para grãos.
O executivo também considerou que a união deve deixar as empresas mais fortes para discutir alternativas que levem a concessões de ferrovias.
No entanto, Campos ressaltou que a fusão só terá início após a aprovação do Cade, que tem cerca de 330 dias para avaliar a operação. Ele disse que as companhias devem agora formar comitês independentes para formular o processo de unificação.
O executivo também minimizou possíveis preocupações do Cade sobre concorrência.
"Nosso negócio tem característica diferente. Não é negócio onde a gente (ALL e Rumo) disputa o mesmo cliente. A preocupação tende a estar mais no livre acesso a ferrovias. Mas a combinação adiciona eficiência ao sistema. No final, vai ter mais pra todo mundo", afirmou.
Agentes de outros setores como a fabricante de celulose Fibria demonstraram preocupação com a fusão, com receio de que a nova empresa favoreceria o transporte de açúcar em detrimento de outros produtos.
Campos afirmou que as empresas irão trabalhar para que outros setores tenham melhor compreensão da operação, considerando que não haverá prejudicados.
A fusão deverá criar uma gigante do setor de logística e colocar fim a um litígio entre as empresas sobre o cumprimento de contratos de transporte de açúcar.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Fusão ALL- Rumo deve ser definida hoje

Ferrovias

A Rumo encaminhou a proposta para a ALL no dia 24 de fevereiro. O objetivo é combinar as atividades da ALL com a Rumo, mediante a incorporação das ações de emissão da ALL pela Rumo.

RF

Termina hoje (15/04) o prazo estipulado pela Cosan para que os acionistas controladores da ALL se manifestem sobre a proposta de união com a Rumo. Segundo a Cosan, até a manhã desta terça-feira a ALL não havia dado resposta sobre a fusão.
A Rumo encaminhou a proposta para a ALL no dia 24 de fevereiro. O objetivo é combinar as atividades da ALL com a Rumo, mediante a incorporação das ações de emissão da ALL pela Rumo. Segundo comunicado das empresas na data em questão, caso a união seja confirmada os acionistas da ALL passarão a deter 63,5% da nova companhia e os acionistas da Rumo terão participação de 36,5%.
A Cosan já possui uma parceria com a ALL, através da própria Rumo, para o transporte de açúcar do interior de São Paulo até o porto de Santos.
Fonte - Revista Ferroviária  15/04/2014

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Devo não nego, e não pago nem quando puder

Economia

Receita cobra dívida de R$ 18,7 bilhões do banco Itaú 

Jornal do Brasil
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O banco Itaú informou nesta segunda-feira que foi autuado pela Receita Federal na semana passada por uma dívida de R$ 18,7 bilhões referentes a impostos que não foram pagos por conta da fusão com o Unibanco, em 2008. A cobrança se deve a operação contábil da fusão e, segundo o próprio banco, a Receita aplicou uma multa de R$ 11,845 bilhões, relativo ao Imposto de Renda, e R$ 6,8 bilhões em Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), acrescidos de multa e juros.
No comunicado, o Itaú informa que vai recorrer junto ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais e que considera remoto o risco de perda na cobrança. O banco ressalta ainda que a fusão feita em 2008 foi aprovada pelos acionistas das instituições e sancionada, posteriormente, pelas autoridades competentes.
O Itaú alega, conforme a nota divulgada no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que as operações realizadas em 2008 foram legítimas, “no estrito cumprimento dos requisitos normativos, e que continuará tomando todas as medidas necessárias à defesa de seus interesses e de seus acionistas".
O banco ressalta ainda que a operação na forma sugerida pela Receita não encontra respaldo nas normas aplicáveis às instituições financeiras.
Fonte - Jornal do Brasil  03/02/2014

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Rumo e ALL confirmam negociação

Ferrovias

RF
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A Cosan, controladora da Rumo Logística Operadora Multimodal, e a ALL emitiram comunicados ao mercado financeiro informando que estão negociando uma fusão entre a ALL e Rumo. Na semana passada, a imprensa noticiou a possível fusão entre a Rumo e a ALL.
Em seu comunicado, na noite de segunda-feira (13/01), a Cosan declarou que “tem mantido tratativas preliminares com a ALL sobre uma possível combinação de suas atividades sem que qualquer proposta tenha sido formalizada até o momento”. A empresa reafirma no aviso que encerrou suas tratativas para entrar no bloco de controle da ALL em 14 de agosto de 2013.
Já a ALL anunciou, na terça-feira de manhã (14/01), que reitera que “avalia soluções alternativas para a sua disputa judicial/arbitral com a Rumo Logística Operadora Multimodal S.A. (Rumo), sem que se possa antever, no presente momento, o resultado das mesmas, sendo um eventual arranjo societário com a Rumo apenas uma das potenciais alternativas, dentre outras possíveis, ainda em discussão entre as partes”.
A conversa sobre a possibilidade iniciou com as negociações para o fim da briga sobre o contrato de transporte de açúcar que a ALL tem com a Rumo, que não tem sido cumprido e resultado em determinações da ANTT e questões judiciais. Em setembro, foi publicado no Diário Oficial da União uma portaria da ANTT determinando que a ALL restabelecesse imediatamente a prestação do serviço de transporte de cargas por ferrovia da Rumo.
O acordo entre a ALL e a Rumo é para o transporte de açúcar do interior de São Paulo até o porto de Santos. A ideia do projeto da Rumo é ganhar eficiência logística no transporte do açúcar e com isso tirar os caminhões das estradas, gerando reduções de emissões de gás carbônico (CO2) . Esse é o primeiro investimento privado em ferrovia a ser executado no modelo semelhante ao que o Governo Federal anunciou no Programa de Investimentos em Logística (PIL).
O acordo contempla investimentos, por parte do grupo que atua no ramo sucroalcooleiro, de infraestrutura e energia, para a duplicação da linha da ALL de Itirapina a Santos, em andamento; terminais e compra de 50 locomotivas e 929 vagões. A ALL é a responsável é transporte e também utiliza os ativos da Rumo para transportar outras cargas – pelo contrato, ela paga aluguel por esse uso.
Fonte - Revista Ferroviária  14/01/2014

Cade aprova fusão entre Oi e Portugal Telecom

Economia

Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil
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Brasília – O Diário Oficial da União traz hoje (14) despacho do Conselho Administrativo de Defesa Econômica que aprova sem restrições a fusão entre a operadora Oi e a Portugal Telecom (PT), que será chamada de CorpCo e controlará as atividades das duas empresas no Brasil e no mundo.
O documento do Cade indica que a nova operadora de telecomunicações vai atuar em países de língua portuguesa. A aliança estratégica já tinha sido anunciada em 2011 e, então, aprovada pelo conselho.
O Cade também entende que a fusão não vai trazer problemas concorrenciais no Brasil. Para isso, foi necessário que a Portugal Telecom abrisse mão da participação acionária que tinha na operadora Vivo. Além do mais, os técnicos do conselho lembram que a PT atua no Brasil indiretamente, por meio da operadora Oi.
No documento, o coordenador-geral substituto de Análise Antitruste, Paulo Vinícius Ribeiro de Oliveira, registra que, se forem mantidas as condições previamente consideradas pelo Cade, não haverá prejuízo ao ambiente concorrencial.
Fonte - Agência Brasil  14/01/2014