UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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quarta-feira, 6 de abril de 2016

MPF requer que ALL conclua obras de segurança em 180 dias

Ferrovias

A recomendação inclui trabalhos de manutenção da via férrea e adequação de passagens de nível. O MPF pediu ainda a conclusão da passagem em desnível para pedestres no pátio da FEPASA, em Jales, onde há alto risco de acidentes fatais. Relatório da ANTT - Agência Nacional de Transportes Terrestres, no local, informa que pessoas se arriscam frequentemente ao passar por baixo das composições estacionadas. 

A Tribuna

MPF quer obras de manutenção da via férrea e adequação de passagens de nível. Em 2014 duas pessoas morreram atropeladas na linha férrea em Jales
A ALL – América Latina Logística Malha Paulista S.A, empresa que administra as ferrovias da região, e cidades de Jales, Fernandópolis Meridiano, Urânia, Santa Salete e Três Fronteiras, deverão concluir em até 180 dias, todas as obras necessárias para garantir segurança e o bom funcionamento da ferrovia que corta os referidos municípios. O requerimento foi feito pelo Ministério Público Federal em Jales.
A recomendação inclui trabalhos de manutenção da via férrea e adequação de passagens de nível. O MPF pediu ainda a conclusão da passagem em desnível para pedestres no pátio da FEPASA, em Jales, onde há alto risco de acidentes fatais. Relatório da ANTT - Agência Nacional de Transportes Terrestres, no local, informa que pessoas se arriscam frequentemente ao passar por baixo das composições estacionadas.
Em 2014, foram registrados dois acidentes graves nas proximidades do pátio. Duas pessoas morreram atropeladas.
O Ministério Público Federal requer ainda que o tráfego de trens em áreas urbanas fique restrito ao período entre as 7 e 22 horas e que sua velocidade máxima não ultrapasse 20 km/h nestes trechos.
Com relação ao ruído produzido pelas buzinas das locomotivas, foi solicitado que seja adequado aos parâmetros estabelecidos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) nas regiões habitadas. O barulho é alvo de reclamações por parte dos moradores que vivem próximo à linha férrea.
Os pedidos fazem parte de manifestação do procurador da República Carlos Alberto dos Rios Junior para que seja restabelecido o andamento da ação civil pública ajuizada pelo MPF em 2012, restaurando-se os efeitos da decisão liminar proferida pela Justiça Federal.
O procedimento visava a garantir a segurança da população, dos trabalhadores e do meio ambiente em relação à ferrovia administrada pela ALL nos municípios da Subseção Judiciária de Jales, mas foi interrompido há cerca de três anos, em audiência judicial de conciliação. Nesta ocasião, por acordo entre as partes, foi constituído um grupo de trabalho para discutir os pedidos da ação.

Municípios e concessionárias não concluíram obras
O MPF constatou, após reunião realizada no segundo semestre de 2015, que os objetivos do GT foram apenas parcialmente alcançados. Municípios e a concessionária, apesar de terem realizado os estudos sobre as intervenções necessárias em cada trecho, não concluíram as obras. Em três anos, as Prefeituras sequer apresentaram o cronograma dos trabalhos a serem executados. A ALL vem executando os serviços, mas em ritmo insatisfatório, como no caso do pátio de Jales. As intervenções para a manutenção da via férrea, como a substituição de dormentes e de trilhos muito desgastados, também não foram finalizadas pela empresa.
O MPF solicita que a ANTT fiscalize o andamento das obras e as condições de segurança e trafegabilidade de todos os trechos da ferrovia. A União também deverá apurar se a ALL honrou suas obrigações e, na hipótese de descumprimento, decretar a caducidade da concessão do transporte ferroviário de cargas. Em caso de decisão favorável da Justiça Federal, a multa requerida pelo MPF para os réus que não concretizarem as medidas determinadas é de R$ 20 mil por dia.
Fonte - STEFZS  05/04/2016

terça-feira, 22 de março de 2016

Empresa abandona vagões com carga e fica a um passo de desativar ferrovia

Logística

De acordo com a publicação, 36 vagões carregados de aço estão parados em Bauru (SP), outros 70 vagões em Três Lagoas e mais 11 em Corumbá. Os três carregamentos de produtos siderúrgicos saíram de Bauru para Corumbá.Na portaria da ANTT publicada no Diário da União, a agência afirma que o transporte foi interrompido e estabelece o prazo de 20 dias para que seja entregue ao destino.

Campo Grande News
foto - ilustração
A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) obrigou, por meio de medida cautelar, que a Rumo ALL cumpra com as regras definidas em contrato e atenda a Arcelor Mittal, com o transporte de 10 mil toneladas de aço e outros 117 vagões carregados que estão parados nos trilhos.
Na portaria publicada no Diário da União, a agência afirma que o transporte foi interrompido e estabelece prazo para que seja entregue ao destino. Ainda determina que o material seja levado dentro das condições e tarifas estabelecidas no contrato firmado entre a Arcelor Mittal e a Rumo ALL.
De acordo com a publicação, 36 vagões carregados de aço estão parados em Bauru (SP), outros 70 vagões em Três Lagoas e mais 11 em Corumbá. Os três carregamentos de produtos siderúrgicos saíram de Bauru para Corumbá. A empresa tem 20 dias para fazer essa mercadoria chegar ao destino.
A empresa também deve fazer o transporte de outras 10 mil toneladas de aço nos próximos 40 dias. Se não cumprir a medida cautelar, a Rumo ALL será multada e caso se recuse apagá-la, sofrerá medidas extrajudiciais e judiciais. Apesar de publicada, a empresa pode recorrer dessa decisão da ANTT.

Fim concretizado

Se romper o contrato com a Arcelor Mittal, a Rumo ALL estará oficializando o fim das atividades da ferrovia em Mato Grosso do Sul, já que atualmente além destes, ela só trabalha com outros dois contratos. O da Fibria, na exportação de celulose de Três Lagoas (MS) para Santos (SP) e da Vale, das minas de Corumbá até Porto Esperança.
Para tentar evitar que a situação ocorra, o governo do Estado intercedeu junto as duas partes e defende, por meio de nota, que os contratos sejam mantidos, pois este é o único que mantém a ferrovia operando em todo seu trecho e é fundamental para o Estado.
No ano passado, diante das denúncias de que a ferrovia estava sendo desativada, o governo estadual procurou a Rumo ALL e se propôs a realizar um estudo sobre o potencial de cargas para a ferrovia, que foi feito e mostrou que há sim demanda de empresas.
Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck, o que falta para reativar a ferrovia no Estado é investimento por parte da Rumo ALL. "O estudo que fizemos indicam a viabilidade da ferrovia, mas temos que ter investimentos e preços de tarifa competitivas, abaixo do custo de transporte rodoviário".
Ele afirma que a não continuidade deste contrato com a Arcelor Mittal significa a desativação da ferrovia, que trará muitos prejuízos não só para a empresa como para todo o Estado. A Arcelor Mittal é uma grande exportadora de aço e depende do transporte ferroviário para se manter competitiva no mercado.
Para o Estado, a desativação da ferrovia é muito ruim, já que este é um modal importante para o transporte de produtos e influencia muito na tomada de decisões estratégicas de empresas que pretendem se instalar por aqui. "Para nós é fundamental essa operação. A Rumo ALL tem que se posicionar em relação aos investimentos", destaca Jaime.

Dois lados
Em nota a Arcelor Mittal disse que a decisão da ANTT é consequência de um processo administrativo que cobra o cumprimento do contrato com a Rumo ALL, em vigência desde março de 2011, para atender clientes da Bolívia.
A empresa ainda afirma que o contrato foi "interrompido de forma unilateral pela concessionária desde novembro de 2015". E por fim, destaca que "mantém um diálogo de alto nível com a ALL para que encontre uma solução definitiva para a questão".
Por sua vez, a concessionária esclarece que o transporte de cargas não foi interrompido, e que o contrato com a Arcelor Mittal Brasil foi encerrado no dia 28 de fevereiro. "As partes mantêm tratativas visando a possível renovação deste contrato".
Fonte - Revista Ferroviária  21/03/2016

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Governo do MS e Rumo ALL criam Pacto pelo Desenvolvimento ferroviário

Ferrovias

O pacto foi firmado pelo governador Reinaldo Azambuja e pelo presidente da Rumo ALL, Julio Fontana, durante reunião realizada em São Paulo nesta quinta-feira (11), que também contou com a presença do secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck. O objetivo do acordo é avaliar as melhores alternativas sociais e econômicas para a manutenção e possível ampliação da rede ferroviária que atende o estado.

Correio de Corumbá
foto - ilustração
O Governo do Mato Grosso do Sul e a Rumo ALL anunciaram nesta quinta-feira (11) a criação de um Pacto pelo Desenvolvimento da rede ferroviária. O acordo levará à formação de um grupo de trabalho interdisciplinar para elaborar plano de viabilidade para o desenvolvimento do modal ferroviário que atenda as demandas do Estado.
O pacto foi firmado pelo governador Reinaldo Azambuja e pelo presidente da Rumo ALL, Julio Fontana, durante reunião realizada em São Paulo nesta quinta-feira (11), que também contou com a presença do secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck. O objetivo do acordo é avaliar as melhores alternativas sociais e econômicas para a manutenção e possível ampliação da rede ferroviária que atende o estado.
O governador viu com otimismo as alternativas de investimentos ferroviários no Estado. "O Governo do Estado vai liderar uma força-tarefa entre setores da iniciativa privada para otimizar investimentos no Mato Grosso do Sul. Vamos trabalhar duro para realizar a vocação do Estado de ser um importante polo de logística do país", disse Azambuja.
Além do governo estadual e da empresa, serão convidados para participar desse grupo de trabalho integrantes dos órgãos reguladores do transporte ferroviário, dos órgãos ambientais e os grupos econômicos com demanda potencial ferroviária no Estado. O grupo interdisciplinar terá 60 dias para apresentar suas propostas em um "master plan logístico" para o Estado de Mato Grosso do Sul, atendendo as demandas de curto a longo prazo.
"Avançamos na direção de um cenário positivo e promissor para o Estado do Mato Grosso do Sul", afirmou Julio Fontana, após a reunião com o governador Reinaldo Azambuja. "Vamos estudar todas as possibilidades para aumentar o volume de carga ferroviária na região, desenvolvendo as potencialidades do Estado. Mas, sempre atuando com segurança para os trabalhadores e para as comunidades, que é a marca da nossa gestão desde a fusão entre as duas empresas em abril deste ano", disse o presidente da Rumo ALL.
Entre as alternativas que serão avaliadas para o Estado de Mato Grosso do Sul está a construção de um novo ramal da Ferronorte, em bitola larga, no trecho entre Aparecida do Taboado (MS) e Três Lagoas (MS). E se conectando a esse ramal será estudada a transformação da Novoeste entre Três Lagoas (MS) e Campo Grande (MS) - de bitola métrica para bitola larga-, possibilitando o transporte de trens de 120 vagões de forma eficiente e produtiva no corredor Campo Grande - Porto de Santos.

Operação
Na reunião, representantes da Rumo ALL explicaram ao governador que a malha Novoeste continua em operação. Houve apenas uma redução do transporte de produtos perigosos no fluxo entre Paulínia e Campo Grande. Segundo Julio Fontana, este tipo de transporte, como combustíveis, foi suspenso uma vez que a via não oferece condições mínimas de segurança, com riscos à comunidade lindeira e ao meio ambiente. Ele ressaltou ao governador que não houve qualquer alteração nos fluxos da região de Corumbá e de Três Lagoas até Santos.

Bancada
Ainda durante o encontro com o presidente da Rumo ALL, o governador Reinaldo Azambuja revelou que vai se encontrar os oito deputados federais e três senadores sul-mato-grossenses para uma nova reunião com Julio Fontana.
"Vou convidar a bancada federal, provavelmente no próximo dia 22 de junho, para um encontro com o presidente da Rumo ALL, para que eles também apresentem aos deputados e senadores o pacto discutido hoje", finalizou o governador.(Com informações da Assessoria de Comunicação da Rumo ALL)
Fonte - Revista Ferroviária  12/06/2015

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Deputado pede interferência da União para impedir fim de ferrovia em MS

Ferrovias

Nesta semana, a empresa Rumo/ALL, que obtém a concessão da linha férrea em Mato Grosso do Sul, sinalizou o fechamento da unidade de produção em Campo Grande e o fim da circulação do trecho Corumbá-Bauru (antiga Noroeste do Brasil) até o próximo dia 22. Apenas o trecho que corresponde a Corumbá e Três Lagoas deve permanecer funcionando.

Correio de Corumbá
foto - ilustração
O anúncio de desativação da antiga Ferrovia Noroeste do Brasil em Mato Grosso do Sul pode prejudicar o desenvolvimento econômico do Estado, afirmou o deputado Eduardo Rocha (PMDB). O parlamentar cobrou providências do Governo Federal para que o trecho Corumbá-Bauru continue ativo.
Nesta semana, a empresa Rumo/ALL, que obtém a concessão da linha férrea em Mato Grosso do Sul, sinalizou o fechamento da unidade de produção em Campo Grande e o fim da circulação do trecho Corumbá-Bauru (antiga Noroeste do Brasil) até o próximo dia 22. Apenas o trecho que corresponde a Corumbá e Três Lagoas deve permanecer funcionando.
Para o deputado Eduardo Rocha, a perda da ferrovia representa prejuízos para o setor econômico. "Fechar a ferrovia neste momento em que existe a previsão de investimentos em duas fábricas de celulose do Estado é muito ruim para o desenvolvimento porque o trecho é muito importante para o escoamento da produção", ressaltou o parlamentar que pediu a interferência da União na questão. "O Governo Federal não pode permitir que a ferrovia que trouxe tanto desenvolvimento para Mato Grosso do Sul acabar", completou.
Em Corumbá, a linha férrea é utilizada para transporte de minério de ferro para exportação e ainda de acordo com o Sindicato dos Ferroviários, foram demitidos no último dia 12 cerca de 100 dos 536 trabalhadores que fazem parte do setor no Estado.
Fonte - Revista Ferroviária  20/05/2015

quinta-feira, 19 de março de 2015

Ferrovia barateia escoamento de biodiesel de MT

Ferrovias

Com o terminal de Rondonópolis, todo o biodiesel de Mato Grosso que até agora chegava a Paulínia em caminhões deverá seguir em vagões. Com isso, a empresa espera ampliar significativamente o volume total de biocombustíveis que movimenta por ferrovias no ciclo 2015/16, que terá início em abril.

Valor Econômico
foto - ilustração/portaldotrem
Segundo maior produtor de biodiesel do país, Mato Grosso agora tem estrutura para escoar sua oferta atual por ferrovia até a refinaria de Paulínia, em São Paulo. A Raízen, joint venture entre Cosan e Shell, inaugurou ontem um terminal ferroviário de combustíveis no município de Rondonópolis que, em larga medida, terá justamente essa finalidade. O projeto gerou expectativa no Estado pela redução de custos que promete garantir na comparação com a utilização de rodovias.
O transporte do biodiesel puro (B-100) de Rondonópolis a Paulínia será realizado nos mesmos vagões que agora poderão levar gasolina e diesel da cidade paulista até o polo agrícola mato-grossense. Por caminhão, são cerca de 2 mil quilômetros. Nas contas da Raízen, essa otimização do transporte, com a ocupação dos vagões ferroviários na ida e na volta, possibilitará um ganho de eficiência de 27% na distribuição de combustíveis na região, segundo Leonardo Pontes, diretor-executivo de logística da empresa. E boa parte desse ganho virá da redução dos fretes.
A Raízen, cujo faturamento anual supera R$ 50 bilhões, começou a transportar biocombustíveis por trilhos em 2013, com o transporte de biodiesel de Esteio (RS) até Araucária (PR). Na base de distribuição ferroviária da empresa em Alto Taquari (MT), o uso do modal para o escoamento de biocombustíveis entrou em escala comercial em 2014, puxado pelo etanol produzido no sul de Goiás - tanto na usina própria da companhia, localizada em Jataí, como em outras unidades da região.
Com o terminal de Rondonópolis, todo o biodiesel de Mato Grosso que até agora chegava a Paulínia em caminhões deverá seguir em vagões. Com isso, a empresa espera ampliar significativamente o volume total de biocombustíveis que movimenta por ferrovias no ciclo 2015/16, que terá início em abril.
A área de distribuição de combustíveis da Raízen projeta que deverá movimentar no mercado interno 3,8 bilhões de litros de etanol e outros 700 milhões de litros de biodiesel nesta temporada 2014/15, que terminará no dia 31 deste mês. Do total de 4,5 bilhões de litros, 20% serão escoados por trilhos, disse Pontes. "Com Rondonópolis, esse percentual vai dobrar", previu.
A maior parte do biodiesel de Mato Grosso é produzido em um raio de cinco a dez quilômetros do novo terminal da Raízen em Rondonópolis, construído às margens da malha da América Latina Logística (ALL) - agora também controlada pela Cosan por meio da subsidiária Rumo Logística.
Segundo dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em 2014 o Brasil produziu 3,4 bilhões de litros de biodiesel e Mato Grosso representou 18% desse volume (611 milhões de litros). Aproximadamente 400 milhões de litros vieram de unidades de processamento localizadas em Rondonópolis, incluindo as das multinacionais americanas ADM (161 milhões de litros) e Bunge (115 milhões de litros) e a da asiática Noble (116 milhões).
É difícil saber como o ganho de eficiência calculado pela Raízen em 27% vai se distribuir ao longo da cadeia produtiva. Mas, conforme o diretor de logística da empresa, o novo terminal tende a mudar o patamar de competitividade de Mato Grosso em biodiesel em relação a seu maior "concorrente", o Rio Grande do Sul.
Do total de 700 milhões de litros que a Raízen movimentará em biodiesel no ciclo 2014/15 em todo o Brasil, em torno de 50% virão de Mato Grosso e 40% de fábricas gaúchas. "A projeção é que o biodiesel mato-grossense amplie sua participação em 10 pontos percentuais nos próximos cinco anos, pois é aqui que está a maior produção de soja do país e os maiores potenciais de crescimento na fabricação de biodiesel", afirmou Pontes.
Em 2015/16, segundo ele, a Raízen deverá movimentar 830 milhões de litros de biodiesel no Brasil, em virtude do aumento do percentual de biodiesel no diesel - de 5% para 7%, em vigor desde o último trimestre do ano passado - e também desse crescimento de "market share".
Desde sua implementação no país, há quase dez anos, o mercado de biodiesel é regulado pelos leilões da ANP, que define os volumes a serem adquiridos a cada bimestre e estabelece os limites para os preços de comercialização. Mas Leonardo Gadotti Filho, vice-presidente de Logística, Distribuição e Trading da Raízen, não tem dúvidas de que esse mercado vai mudar um dia no Brasil.
"E, quando isso acontecer, o diferencial será a logística", afirmou Gadotti. Atualmente, o biodiesel B-100 pode ser adquirido apenas por uma distribuidora de combustível, que o mistura, na proporção permitida, no diesel que é distribuído no país. "Quando o mercado se abrir, poderemos movimentar volumes bem maiores do produto, uma vez que atuaremos também como trading de biodiesel", disse o executivo.
Fonte - Revista Ferroviária  19/03/2015

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Cade julga hoje fusão de R$ 11 bi entre ALL e Rumo

Logística

O estabelecimento, por parte do Cade, de "remédios" que evitem atos anticoncorrenciais por parte de ALL-Rumo é visto como certo por terceiros interessados. A dúvida é o tamanho dessas medidas, que podem incluir apenas estabelecimento de normas comportamentais ou também estruturais, como venda de ativos.

Valor Econômico
foto - ilustração
O julgamento da fusão entre o grupo de concessões de ferrovias América Latina Logística (ALL) e a Rumo (companhia do grupo Cosan), marcado para hoje pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), é acompanhado de perto por pelo menos 16 empresas e entidades preocupadas com os efeitos que a operação pode acarretar - principalmente para o fluxo de exportação de commodities. As partes estão confiantes que a operação será aprovada, embora condicionantes sejam esperados.
O estabelecimento, por parte do Cade, de "remédios" que evitem atos anticoncorrenciais por parte de ALL-Rumo é visto como certo por terceiros interessados. A dúvida é o tamanho dessas medidas, que podem incluir apenas estabelecimento de normas comportamentais ou também estruturais, como venda de ativos.
Vários interessados pedem que a ALL-Rumo seja obrigada a se desfazer de terminais em Santos. Atualmente, o grupo ALL detém participação de 10% no TGG (grãos), de 20% no Termag (fertilizantes) e de 50% no TXXXIX (grãos). Já o grupo Cosan possui, por meio da Rumo, dois terminais próprios para movimentação de açúcar em Santos.
O principal temor entre os terceiros interessados no processo é o poder operacional que a ALL-Rumo pode alcançar. Ao operar terminais concentradores de carga no interior, terminais de transbordo para a ferrovia, os trilhos em si e os terminais portuários. Um dos receios é que a empresa "force" os clientes a usarem toda a cadeia logística da companhia - e não apenas a ferrovia, por exemplo.
Em análise sobre a concentração, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) identificou uma sobreposição horizontal que ocorreria na movimentação de armazenagem no Porto de Santos. A ANTT recomendou, todavia, a aprovação da operação. "A ANTT não afasta integralmente a potencialidade de efeitos anticompetitivos decorrentes da operação, porém entende que as ferramentas regulatórias existentes seriam suficientes para coibir eventuais condutas abusivas", diz a agência nos autos. A ANTT defende ainda poder de arbitrar eventuais conflitos entre usuários e ferrovia.
Mas as demais empresas e entidades interessadas na movimentação de cargas por ferrovias são fortemente céticas em relação à capacidade de a ANTT fiscalizar o comportamento da ALL e Rumo. A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), por exemplo, argumentou que a regulação do setor não impede efeitos anticompetitivos. Alegou ainda que poderá haver fechamento de mercado e elevação dos custos dos rivais a partir das integrações verticais.
Entre os terceiros interessados no processo, há quem tenha até pedido o impedimento da fusão - como é o caso da produtora de celulose Eldorado, que teme a elevação de tarifas nas ferrovias. A Ipiranga aponta possibilidade de o grupo Cosan "explorar posição monopolista garantida pela infraestrutura ferroviária da ALL, afetando negativamente tanto o mercado de serviços ferroviários quanto o de distribuição de combustíveis". Para a Agrovia, o negócio "criará dificuldades" para acessos aos terminais portuários. A VLI se preocupa com o acesso ao porto de Santos e a Fibria teme redução de sua carga na ferrovia.
Os integrantes do G7 (Federação das Indústrias do Estado do Paraná, Federação do Comércio do Paraná, Federação e Organização das Cooperativas do Paraná, Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná, Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná e Associação Comercial do Paraná) não chegam a apontar problemas específicos, mas lembram que o cenário logístico no país é de limitações da capacidade das ferrovias.
A fusão cria uma gigante logística com valor de R$ 11 bilhões, de acordo com avaliação elaborada na época do acordo de fusão.
A Cosan, que será a maior acionista da empresa a ser formada, informou, em nota, que "todas as questões apresentadas pelas partes interessadas nesse processo foram amplamente debatidas, nos últimos sete meses, no Cade" e que somente se manifestará sobre após a decisão final do órgão.
Fonte - Revista Ferroviária  11/02/2015

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Abiove defende condicionantes para aprovação da fusão entre ALL e Rumo

Economia

Em entrevista coletiva convocada em São Paulo, dois dias antes de o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) analisar o processo de fusão, a Abiove criticou a tentativa de verticalização da ALL-Rumo, alegando que promoverá a concentração ferroviária e portuária na principal rota de escoamento do agronegócio do país.

Valor Econômico
foto - ilustração
A Abiove, associação que reúne as indústrias de óleos vegetais no país, reforçou ontem o pedido para que uma eventual fusão da companhia de ferrovias América Latina Logística (ALL) e a Rumo (empresa de logística controlada pela Cosan) tenha como condicionantes a venda de terminais portuários dessas empresas a terceiros e a proibição de participação em novas licitações para arrendamento e concessões de terminais em Santos.
Em entrevista coletiva convocada em São Paulo, dois dias antes de o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) analisar o processo de fusão, a Abiove criticou a tentativa de verticalização da ALL-Rumo, alegando que promoverá a concentração ferroviária e portuária na principal rota de escoamento do agronegócio do país.
"Vai ser uma empresa com poder de mercado tão absurdo que colocará todos como reféns", afirmou Carlo Lovatelli, presidente da Abiove. "A ferrovia deixará de ser um negócio independente e ANTT [Agência Nacional de Transportes Terrestres] não terá instrumentos adequados para fiscalizar."
Para a entidade, todo o processo de escoamento para exportação da safra estaria amarrado à nova companhia. As perdas seriam em duas frentes: preferência do transporte de açúcar em detrimento de grãos (a Cosan atua no setor sucroalcooleiro) e redirecionamento das cargas para os terminais próprios da Rumo, alimentando o que a Abiove tem chamado de "ciclo de discriminação" do usuário. Em ambas as situações, as tarifas pagas em frete pelo produtor tenderiam a subir.
Com a prerrogativa da escolha, informa a Abiove, a Cosan poderá, por exemplo, não só privilegiar cargas suas, como ganhar com taxas de elevação portuária e penalidades por embarque fora do período contratual em seus terminais. "Vai mudar a lógica empresarial. O objetivo do grupo Cosan Logística passa a ser a maximização dos ganhos agregados, não importando mais se oriundos do transporte ferroviário, armazenagem ou elevação portuária", diz Daniel Furlan Amaral, economista da Abiove. Em outras palavras, tradings e empresas menores do agronegócio ficarão "nas mãos" da companhia resultante da fusão.
Amaral afirma que cerca de 30% do valor da soja no porto de Santos representa custo de frete, nos períodos de pico de escoamento da safra, e que 25% da carga de grãos e açúcar é transportada por trens.
As associadas da Abiove, entre elas tradings multinacionais como Bunge, Cargill, ADM e Dreyfuss, respondem pela grande parte da carga de granéis (caso de soja e milho) transportada pela ALL.
A convocação da Abiove mostra a preocupação do setor não só pela proximidade do julgamento da fusão - marcado para amanhã, seis meses depois de ser protocolado - mas pela possibilidade de acordo para aprovação sinalizado pelo órgão. Várias empresas também manifestaram preocupações com um desfecho favorável pelo Cade, entre elas Ipiranga, Fibria, Petrobras Distribuidora, VLI, Copersucar.
Questionada sobre o que faria no caso da aprovação da fusão, a Abiove não soube responder. A Cosan disse que vai se manifestar somente após a decisão do Cade.
Fonte - Revista Ferroviária  10/02/2015

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Cade marca data para julgar fusão entre ALL e Rumo e ações disparam

Economia

No mercado, a reação dos investidores foi positiva. As ações da ALL, que vinham registrando cotações historicamente baixas, registraram ontem a maior alta em mais de seis anos. Mas o acordo é visto com ceticismo por impugnantes que estão pedindo medidas mais duras ao Cade.

Valor Econômico
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Mais de seis meses após ser protocolada no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a proposta de fusão entre a companhia de ferrovias América Latina Logística (ALL) e a Rumo (empresa de logística controlada pela Cosan) finalmente tem uma data para ser julgada pelo órgão antitruste. O ato de concentração entrou na pauta do dia 11 de fevereiro (próxima quarta-feira) e o fato despertou euforia entre os investidores. Um acordo está sendo negociado entre Cade e representantes da Rumo, mas o desfecho ainda é dúvida para o mercado e para as mais de 16 empresas e entidades que temem a operação.
O Valor apurou que a tendência do Tribunal do Cade é a de analisar um acordo pelo qual a Rumo e a ALL se comprometam a não discriminar o acesso à ferrovia por outras empresas. Os detalhes do termo a ser assinado pelas empresas e pelo órgão antitruste ainda estão em discussão.
"Nós trabalhamos muito desde o parecer no sentido de atender as preocupações da Superintendência-Geral do Cade e de dar tranquilidade ao mercado no sentido de que não haverá discriminação", afirmou Juliano Maranhão, advogado da Cosan. Segundo ele, o objetivo da operação é aumentar a capacidade da ferrovia para atender mais empresas em diversos mercados.
No mercado, a reação dos investidores foi positiva. As ações da ALL, que vinham registrando cotações historicamente baixas, registraram ontem a maior alta em mais de seis anos. Subiram 23,6%, para R$ 4,50 e figuraram como a maior alta do Ibovespa. Já as da Cosan Logística (fora do índice) subiram 28,9%, a R$ 2,72. O principal índice da bolsa fechou em queda de 0,14%, para 49.234 pontos.
Mas o acordo é visto com ceticismo por impugnantes que estão pedindo medidas mais duras ao Cade. Segundo eles, o órgão está focando a sua decisão na imposição de medidas comportamentais sobre a ALL e a Rumo - mas o necessário seriam medidas estruturais, como a venda de ativos.
Várias empresas e entidades já manifestaram ao Cade preocupações sobre a fusão. Entre as companhias, estão Agrovia, Ipiranga, Fibria, Eldorado, Petrobras Distribuidora, VLI e Copersucar. A VLI, por exemplo, teme que a operação "gere incentivos para a discriminação de empresas no acesso competitivo às infraestruturas essenciais do Complexo Portuário de Santos". Já a Copersucar manifestou preocupação "em relação à garantia de condições isonômicas de competição para o acesso de terceiros à malha ferroviária e aos terminais portuários de Santos". Foram sugeridos ao Cade como "remédios" desde a venda de ativos até o impedimento da fusão.
Responsável por um sexto das exportações brasileiras de soja e milho, o que significa US$ 35,5 bilhões anuais, as associadas da Abiove defendem que o Cade determine a venda de ativos da Rumo no porto de Santos. "Esse processo de fusão vai fazer com que a rumo detenha 100% da ferrovia e o interesse econômico sobre 45% da capacidade de embarque de granéis vegetais em Santos, que é o principal porto da América Latina", afirmou o presidente da Associação, Carlo Lovatelli. "Nós reputamos como imprescindível a venda de terminais portuários do grupo Cosan para terceiros", completou.
Em dezembro, a Superintendência-Geral do Cade já havia impugnado (se oposto) à operação, alegando que seria necessária a imposição de condições para garantir que concorrentes da Rumo no setor sucroalcooleiro e empresas de outros segmentos da economia, como produtores de soja, milho e farelo, tivessem acesso ao sistema de escoamento de mercadorias da ALL. A Rumo é do grupo Cosan, um dos líderes na produção do setor sucroalcooleiro do país.
Pela operação proposta, as ações da ALL serão incorporadas pela Rumo. Os atuais acionistas da ALL terão 63,5% do capital da nova companhia. Os da Rumo (Cosan, TPG e Gávea) terão os 36,5% restantes. Com isso, a Cosan passará a indicar a maioria dos membros do Conselho de Administração da nova companhia.
Os atuais acionistas da Rumo e os integrantes do atual acordo de acionistas da ALL (BNDESPar, BRZ, Previ, Funcef, Riccardo Arduini, Júlia Dória Antônia Koranyi Arduini e GMI) comprometeram-se a eleger os membros da nova companhia, com até 17 membros, na primeira eleição após a incorporação. Um membro será necessariamente indicado pelo BNDESPar. Um pode ser indicado pela TPG; um pela Gávea; nove pela Cosan; e seis pelos demais signatários do acordo de acionistas da ALL. A Cosan, portanto, será a maior acionista indireta da ALL.
Fonte - Revista Ferroviária  06/02/2015

sábado, 31 de janeiro de 2015

Justiça manda ALL reativar ramal Santos-Cajati

Ferrovias

A liminar determinou ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que em 30 dias aponte as pendências para a concessão de licença ambiental para as obras.A decisão, divulgada nesta sexta-feira (30), foi dada pela Justiça Federal de Santos em ação movida pelo Ministério Público Federal.

Estadão Conteúdo/Redação Folha Vitória

Sorocaba - A America Latina Logística (ALL) deverá apresentar em 90 dias um plano para recuperar o ramal ferroviário entre Santos, no litoral paulista, e a cidade de Cajati, no Vale do Ribeira, região sul do Estado de São Paulo.
A decisão, divulgada nesta sexta-feira (30), foi dada pela Justiça Federal de Santos em ação movida pelo Ministério Público Federal. O ramal está desativado desde 2002 e a linha férrea sofreu grande deterioração. A ferrovia é a única que se estende ao Vale do Ribeira.
De acordo com a sentença, o plano de recuperação deve atender a diretrizes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e garantir à malha condições de operação no mínimo similares às existentes quando a ferrovia foi objeto de concessão.
A liminar determinou ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que em 30 dias aponte as pendências para a concessão de licença ambiental para as obras. As exigências deverão ser atendidas em igual prazo pela concessionária.
Construído há 100 anos, o ramal passa por várias cidades do litoral, como Itanhaém e Peruíbe, e segue até Cajati numa extensão de 214 quilômetros. As obras de recuperação da linha incluem recomposição de taludes, drenagem, reposição de trilhos e troca de dormentes.
A ferrovia já transportou passageiros, mas o atual foco é o transporte de cargas, especialmente minérios. A ALL informou que aguarda o termo de referência do Ibama sobre os estudos ambientais necessários para dar início às obras de recuperação do trecho.
Fonte - STEFZS  31/01/2015

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Locomotiva é resgatada para restauração e uso

Transportes sobre trilhos

Essa máquina, fabricada nos EUA pela American Locomotive Company, é uma importante locomotiva diesel de primeira geração, que veio para substituir as antigas locomotivas a vapor na época

Maria Teresa Costa - iG Paulista
Locomotiva recebeu a cor vermelha quando atuou pela ALL
Locomotiva recebeu a cor vermelha quando atuou pela ALL
Foto: Divulgação
Uma locomotiva de 1958 movida a diesel será resgatada amanhã em uma empresa em Paulínia para ser restaurada e passará a integrar o acervo de locomotivas da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), entidade que opera o trem turístico entre Campinas e Jaguariúna. Com a chegada da máquina, a frota de locomotivas passa a contar com 23 equipamentos, incluindo os movidos a vapor (maria-fumaça),diesel mecânica e diesel elétrica. Emseis meses, segundo o diretor da ABPF, Hélio Gazetta Filho, a locomotiva começará a circular no trecho turístico.
Essa máquina, fabricada nos EUA pela American Locomotive Company, é uma importante locomotiva diesel de primeira geração, que veio para substituir as antigas locomotivas a vapor na época. Ela é uma das duas remanescentes de dez máquinas a diesel adquiridas pela Companhia Paulista de Estrada de Ferro e que circularam nos ramais de bitola métrica até 1968 na região de São Carlos. Elas iam até Dourado, Novo Horizonte e também no ramal de Bebedouro a Olímpia.

Transferência A partir de 1968, quando a Paulista fechou os trechos operados em bitola métrica, as locomotivas foram transferidas para a Companhia Mogiana de Estrada de Ferro e passaram a circular na região de Campinas. A outra locomotiva remanescente do período, recuperada, pertence a uma empresa e opera no porto do Guarujá. As outras oito do lote são sucatas, sem condições de recuperação, e estão no pátio de Campinas.
A máquina é de número 3505 e foi, por muitos anos, locomotiva de manobra das oficinas de Campinas. Com o fechamento das oficinas, ela foi transferida para as oficinas de Sorocaba e nos últimos dois anos estava inoperante por problemas mecânicos e guardada nas oficinas da ALL em Mairinque.

Cor originalCedida à ABPF pelo Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit), ela foi transportada até Paulínia e ficou sob guarda da empresa ANX, de onde vai ser carregada em carreta especial esta semana e levada à estação Carlos Gomes. Originariamente a máquina era azul, cor da Paulista, e foi pintada de vermelho pela ALL, cor desta empresa. Nas oficinas da ABPF ela retornará ao azul original.
Essa locomotiva vai ajudar as marias-fumaças a puxar os trens grandes e também nos períodos de seca ou de muita chuva. No período de chuva, a lenha fica úmida e demora a queimar para ferver a água que formará o vapor necessário para mover as marias-fumaças. Nos períodos de seca, a ideia é que ela faça a força necessária para puxar os trens, evitando a necessidade de queimar muita lenha e prevenir, assim, a formação de fagulhas que poderão provocar incêndio nas margens do trecho por onde circula o trem entre Campinas e Jaguariúna.

AcervoABPF tem, em Campinas, o maior acervo de marias-fumaças da América Latina (são 12 locomotivas a vapor restauradas e mais quatro a espera de recuperação e 60 carros e vagões) graças ao trabalho de garimpagem realizado pelos associados. São ex-ferroviários e apaixonados por trens que dedicam parte de seu tempo a recolher preciosidades históricas abandonadas em pátios desativados.
Sem isso, um importante acervo histórico estaria distribuído pelo país correndo o risco de ser corroído pela ferrugem ou virar sucata. Emprocesso de inventariança, a Rede Ferroviária Federal S.A., proprietária de todo o material das ferrovias desativadas, está leiloando tudo o que não entrou no processo de privatização. As marias-fumaças estão sendo salvas graças ao convênio que a ABPF tem com a RFFSA.

CessãoPor ele, a entidade tem a cessão, em comodato por 99 anos, desses equipamentos, desde que restaure e mantenha a “frota” conservada.
A restauração tem produzido resultados importantes, como a de uma locomotiva a vapor que pertenceu à Companhia Paulista de Estrada de Ferro e que por mais de 40 anos ficou abandonada. Há também um bagageiro em madeira restaurado pelos voluntários, que pertenceu à Estrada de Ferro Noroeste do Brasil: era o carro-correio. Da mesma empresa, uma maria-fumaça também foi restaurada e circula nos finais de semana, levando turistas saudosos para uma viagem no tempo, no trecho de 24 quilômetros entre Campinas e Jaguariúna. Mais novo integrante do acervo, o carro americano foi fabricado em 1951 pela The Budd Company para a Estrada de Ferro Sorocabana.
Fonte - Correio RAC.com  05/01/2015

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Chegada da ferrovia impulsiona indicadores socioeconômicos nas cidade de MT

Ferrovias

Além de favorecer o desenvolvimento e a logística do Mato Grosso, empresas contribuem fortemente para a economia fiscal do país, do estado e também do município. A cidade abriga hoje o maior terminal ferroviário de cargas da América Latina, o Complexo Intermodal de Rondonópolis (CIR), reflete um novo impulso socioeconômico para a região....

Cenário MT

Considerada uma das mais promissoras cidades da região Centro Oeste, com o segundo maior PIB (Produto Interno Bruto) mato-grossense, Rondonópolis completou, no dia 10 de dezembro, 61 anos de emancipação. A cidade abriga hoje o maior terminal ferroviário de cargas da América Latina. Inaugurado há pouco mais de um ano, o Complexo Intermodal de Rondonópolis (CIR), que ainda segue em expansão, reflete um novo impulso socioeconômico para a região, com geração de emprego, renda, qualificação de mão-de-obra e melhora no escoamento da produção do estado.
Somente em 2014, o terminal da América Latina Logística (ALL) gerou cerca 300 empregos diretos e mais de mil empregos indiretos. De acordo com o gerente de Terminais da ALL em Mato Grosso, Ivandro Paim, atualmente, 56% do quadro de colaboradores da companhia vieram transferidos de outras cidades e o restante foi contratado no município. “Mesmo trazendo colaboradores de outras localidades, onde a ALL tem base, a empresa abre espaço e investe na formação e qualificação de mão-de-obra local”, ressaltou.
Além da ALL, já opera no CIR a subsidiária Brado, pioneira no transporte ferroviário de contêineres, e a esmagadora de soja Noble. Já é prevista também a instalação de outras empresas no complexo nos próximos anos, o que deve ampliar ainda mais as oportunidades de trabalho.
O economista e professor na Universidade de Cuiabá (Unic), Alexsandro Silva, explica que o ciclo de investimentos iniciado após a instalação de um terminal de cargas com o porte do CIR, traz melhorias para diversos setores do município. Segundo ele, a vinda de profissionais com suas famílias de outras cidades, contribui diretamente para a movimentação da economia local por representar maior consumo por produtos e serviços. “Desde o imobiliário a outros setores, há um aumento significativo na demanda”, explicou.
Outro setor que tem se preparado nos últimos anos para receber esse novo momento, de acordo com o economista, é o da educação. Escolas de ensino profissionalizante e faculdades vêm ampliando o número de cursos e quantidades de vagas para preparar o maior número possível de profissionais para os postos de trabalho que serão gerados. “Um exemplo disso é o curso de Engenharia de Produção, disponível em dois turnos e com alta demanda nas duas maiores faculdades particulares da cidade”, comentou.
Silva também destaca a atração de outros grandes empreendimentos que optam pela cidade, influenciados pelo potencial de crescimento que o município oferece. “Outras grandes empresas, de variados setores, são influenciadas pelas promessas do grande crescimento que Rondonópolis deverá apresentar nos próximos anos, apontando a cidade como um bom lugar para investir”, frisou.
Além de favorecer o desenvolvimento e a logística do Mato Grosso, Silva lembra que essas empresas contribuem fortemente para a economia fiscal do país, do estado e também do município. “Quando se eleva o nível da atividade econômica todos ganham, inclusive o governo, que arrecada mais em tributos. Ampliando a capacidade do Estado e dos Municípios aumenta-se os investimentos em melhorias dos serviços públicos como saúde, educação, segurança, habitação e lazer, por exemplo. Rondonópolis certamente se beneficiará muito com isso”, concluiu.
Fonte - STEFZS  01/01/2015

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Passeio de trem comemora os 104 anos da Estação Ferroviária de Livramento

Memória da Ferrovia

Evento acontece no próximo dia 19 e percorrerá 20 km de ferrovia.Para comemorar a data, será realizado um passeio de trem com passageiros promovido pela América Latina Logística (ALL), Prefeitura Municipal de Sant’Ana do Livramento, Vinícola Almadén, Associação Brasileira da Preservação Ambiental (ABPF) e Giordani Turismo.

Portal Maxpress

Há 104 anos era inaugurada a Estação Ferroviária de Sant’Ana do Livramento, um dos principais centros de desenvolvimento da economia gaúcha em toda a sua história. Para comemorar a data, será realizado um passeio de trem com passageiros promovido pela América Latina Logística (ALL), Prefeitura Municipal de Sant’Ana do Livramento, Vinícola Almadén, Associação Brasileira da Preservação Ambiental (ABPF) e Giordani Turismo.
Serão duas viagens, num total de 20 quilômetros cada trajeto, partindo da Estação Cultura, antigo prédio da estação férrea reformado em 2012 pelo Instituto ALL de Educação e Cultura, com patrocínio da América Latina Logística por meio da Lei Rouanet. O trem, com 140 passageiros, começa sua viagem no dia 19/12, às 11h, em direção a Palomas, e retorna a Livramento às 15h30. O segundo passeio começa às 16h do mesmo dia, finalizando às 19h30.
Antes, às 10h30, haverá uma solenidade para autoridades e convidados na sala Miguel Angelo Evangelista Jorge, Gerente de Relações Institucionais e Aduaneiras da ALL no RS, que dá nome ao espaço devido à sua longa relação com a estação e com a ferrovia em Livramento.

Serviço
O que: Passeio de trem de passageiros
Onde: Estação Cultura (Sant’Ana do Livramento) – local de partida
Quando: 19/12 (sexta-feira), a partir das 10h30
Quem: promovido pela América Latina Logística (ALL), Prefeitura Municipal de Sant’Ana do Livramento, Vinícola Almadén, Associação Brasileira da Preservação Ambiental (ABPF) e Giordani Turismo.

Sobre a estação de Livramento
A estação de Sant’Ana do Livramento foi inaugurada em 1910 como ponta do ramal entre Cacequi e a cidade, localizada na fronteira com a cidade uruguaia de Rivera. Em 1912, foi inaugurado o tráfego mútuo entre Livramento e Rivera, fazendo com que os trens pudessem ligar o Rio de Janeiro e São Paulo a Montevidéu e, dali, a Buenos Aires. No final dos anos 1970, este último ramal foi erradicado e, Livramento hoje, liga-se apenas com Cacequi e com as ferrovias uruguaias.

Sobre a Estação Cultura
A centenária estação férrea, hoje administrada pela Prefeitura Municipal, oferece ao público um Museu Ferroviário e sala de cinema. Aprovada pelo Ministério da Cultura (Minc), a iniciativa do Instituto ALL de Educação e Cultura ocorreu através da Lei Rouanet, em parceria firmada com a Prefeitura Municipal e apoio dos patrocinadores ALL, Banco Safra e Bentec Móveis.
Com o objetivo de preservar o patrimônio histórico e incentivar a cultura, o projeto mantém duas programações. A primeira consiste no Cine Estação Instituto ALL, uma sala de cinema adaptada a pessoas com deficiência. A outra é o Projeto Memória Ferroviária. No local, o público pode conferir uma mostra permanente de fotografias que resgatam a história férrea local e regional.
Para mais informações sobre o Instituto ALL, acesse: institutoall.com.br/sobre-o-iall/
Fonte - STEFZS  15/12/2014



terça-feira, 9 de dezembro de 2014

ALL / Rumo - Parecer de superintendência do Cade vai contra união

Logística

A proposta de fusão da ALL com Rumo a envolve a formação de uma gigante do setor de logística no Brasil avaliada em cerca de 11 bilhões de reais. A proposta de fusão da ALL com Rumo a envolve a formação de uma gigante do setor de logística no Brasil avaliada em cerca de 11 bilhões de reais.

Reuters 

São Paulo - O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) informou nesta terça-feira que a superintendência-geral do órgão de defesa da competição identificou preocupações concorrenciais sobre a fusão entre a transportadora ferroviária ALL e a Rumo Logística, do grupo de infraestrutura e energia Cosan.
Com isso, a superintendência impugnou a operação que prevê a incorporação da ALL pela Rumo perante o tribunal do Cade.
A proposta de fusão da ALL com Rumo a envolve a formação de uma gigante do setor de logística no Brasil avaliada em cerca de 11 bilhões de reais.
A ALL é a maior operadora ferroviária do Brasil. A Rumo, do grupo Cosan, atua no mercado de serviços de logística multimodal para exportação de açúcar pelo Porto de Santos.
Após consultar o mercado sobre a operação, a superintendência-geral concluiu em parecer que a união pode gerar riscos de limitação de acesso à infraestrutura da nova empresa, assim como práticas discriminatórias em relação aos demais usuários, apesar dos potenciais efeitos benéficos em termos de ampliação da capacidade ferroviária.
O parecer destaca que a Cosan, controladora da nova empresa, utilizaria a ferrovia para transporte de carga própria e que a companhia fruto da união entre ALL e Rumo deteria o controle de toda a cadeia logística de exportação de granéis vegetais pelo Porto de Santos (SP).
"Nesse contexto, a empresa tem evidente capacidade de adotar condutas que coloquem em desvantagem rivais atuantes nas mais diversas etapas dessa cadeia", diz o parecer.
A superintendência pondera que eventuais estratégias discriminatórias, possivelmente difíceis de detectar, poderiam criar dificuldades de funcionamento e aumento de custos para concorrentes em setores fundamentais da economia, como a exportação de commodities agrícolas, a distribuição de combustíveis e a prestação de serviços logísticos.
Além disso, considera que a operação vai contra o novo modelo proposto para as próximas concessões ferroviárias, que propõe a separação entre o detentor da infraestrutura e o prestador de serviço de transporte ferroviário.
Com o fim da fase de análise do caso no âmbito da superintendência do Cade, o tribunal do órgão tomará uma decisão final sobre a aprovação ou reprovação do acordo e sobre a adoção de eventuais condições a serem atendidas pelas companhias para afastar preocupações concorrenciais.
A recomendação da superintendência saiu depois que o Cade reprovou a compra do grupo latino-americano produtor de PVC e soda Solvay Indupa pela Braskem, em meados de novembro.
Em comunicados enviados ao mercado, a ALL e a Cosan Logística disseram que o parecer publicado pela superintendência não é vinculante e que "seguirão buscando uma solução negociada junto ao tribunal do Cade".
As decisões do tribunal podem ser aplicadas unilateralmente ou mediante acordo com as companhias, disse o Cade. O conselheiro Gilvandro Araújo será relator do caso.
O Cade tem prazo de 240 dias após a notificação do ato de concentração, ocorrida em 21 de julho, para tomar uma decisão final, prorrogáveis por mais 90 dias.
No início de novembro, a Cosan Logística havia informado que recebeu aprovação da Agência Nacional de Transportes (ANTT) para o negócio, mas que o Cade declarou a incorporação como "complexa", determinando a realização de diligências para aprofundar análise sobre operação.
No parecer, a superintendência cita manifestação de uma empresa contrária à fusão, que afirma que "diversas práticas já estariam ocorrendo e poderiam ser agravadas com a alteração de incentivos decorrentes da operação". Entre as práticas citadas no relatório estão "preferência de vagões próprios em detrimento de cargas de terceiros, alteração de programação de carregamento nos terminais, descumprimento de prazos e corte de programação".
Além disso, o parecer cita que "vários terceiros consultados" ressaltam que discriminação pode ocorrer em "tarifas acessórias de carregamento, descarregamento, manobra e armazenagem", que não são reguladas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Terceiros interessados
Dezesseis companhias e entidades ingressaram como terceiras interessadas no processo no Cade, expressando preocupações por conta do eventual domínio da Cosan na contratação de espaços da ferrovia da ALL.
Em documento entregue ao Cade, entidades do Paraná como a Fecomércio, por exemplo, pediram que fossem incorporados "critérios de limitação da ocupação de capacidade por grupo econômico, especialmente com subsidiárias dos controladores" nos trechos em que a demanda supere a oferta.
Outra companhia que demonstrou preocupações sobre a eventual fusão foi a Fibria, cuja celulose produzida em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, é transportada até o Porto de Santos por ferrovias da ALL. Em documento entregue ao Cade, a Fibria disse temer que a nova empresa tenda a privilegiar sua própria rentabilidade, em detrimento dos contratos em vigor com outras companhias.
Apesar da notícia já esperada ter sido considerada negativa por participantes do mercado, os papéis da ALL e da Cosan Log avançavam na Bovespa nesta sessão, liderando as altas do Ibovespa, na contramão da tendência geral.
Na véspera, data do parecer da superintendência que foi divulgado nesta terça-feira, a ação da ALL caiu 4,88 por cento e a da Cosan Log recuou 7,22 por cento.
Fonte - STEFZS  09/12/2014

sábado, 8 de novembro de 2014

Cetesb multa em R$ 100 mil empresa responsável por trens que bateram

Ferrovias

Penalidade se deu por conta de vazamento de 8 mil litros de óleo diesel. Choque entre trens ocorreu no dia 31 de outubro em Cubatão, SP.

G1

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) multou a América Latina Logística (ALL) em R$ 100 mil, por conta do vazamento de cerca de 8 mil litros de óleo diesel para o sistema de galeria de águas pluviais na Avenida Tancredo Neves, em Cubatão (SP). A penalidade se deu também pelo derramamento de milho na área de mangue e pelos incômodos à população. Os danos foram provocados depois que dois trens se chocaram no local, no dia 31 de outubro.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Sorocabana, o trem que colidiu contra o que se encontrava parado estava acima da velocidade permitida no trecho, que é de 25 km/h.
De acordo com a MRS Logística, responsável pelo trecho ferroviário, o tráfego de trens já foi liberado. Profissionais especializados em acidentes de várias partes do País trabalharam na área da colisão.
Em nota, a ALL, responsável pelos trens, informa que cinco vagões foram afetados e que está apoiando a MRS Logística para averiguar as causas da ocorrência e tomar as providências necessárias. A responsável pelo trecho esclarece que uma análise inicial dos registros de sinalização e de comunicação no trecho indicou que não houve qualquer anomalia no sistema de controle de tráfego ou na via férrea. A empresa seguirá investigando.
A ALL também afirma que cumpre rigorosamente a legislação trabalhista vigente, e que as jornadas de trabalho de ambos os maquinistas envolvidos na ocorrência estavam de acordo com as normas regulamentares. A empresa acrescenta, ainda, que realiza manutenções periódicas em suas locomotivas e vagões, garantindo condições adequadas de circulação dos ativos.

Acidente
A colisão entre dois trens aconteceu por volta das 7h45 do dia 31 de outubro e causou o derramamento de milho e açúcar na pista e na linha férrea, além de óleo diese. Uma das composições saiu do trilho e colidiu com uma outra que estava parada. Um maquinista foi encaminhado em estado de choque para o Pronto Socorro da cidade e não corre risco de morte.
Com o forte impacto da batida, um dos vagões acabou indo parar no meio da rua e atingiu um veículo de passeio que passava pelo local. Já outro carro foi acertado pelos fios da rede elétrica que caíram após a colisão.
Houve vazamento de cerca de 8 mil litros de óleo diesel, causado por um rompimento no tanque de combustível de uma das locomotivas. O óleo atingiu o sistema de drenagem de águas pluviais da Avenida Tancredo Neves, responsável por recolher a água da chuva e levá-la para uma galeria subterrânea. A ALL acionou caminhões para para fazer a remoção desse óleo diesel, para evitar a contaminação outras partes das galerias e rios e também um incêndio ou explosão.
Os dois lados da avenida foram interditados após o acidente. Agentes da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) confirmaram que pelo menos 2 mil usuários do bairro ficaram sem energia elétrica às 14h.
Fonte - STEFZS  08/11/2014

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Cade pode limitar uso da rede da ALL pela Cosan

Logistica

Uma das possibilidades em análise pelo Cade é limitar, nas ferrovias da ALL, as cotas de transporte de produtos para Cosan e Raízen (esta, uma joint venture da Cosan com a Shell). Atualmente, a Rumo usa cerca de 30% da capacidade da ferrovia. A limitação a esse percentual evitaria que a Rumo ocupasse novos espaços nos trilhos que são objeto de disputa por outras companhias (que precisam escoar suas produções).

Valor Econômico
foto - ilustração
No mesmo dia, os executivos envolvidos no processo de fusão entre o grupo de ferrovias América Latina Logística (ALL) e a Rumo (empresa de transportes do grupo Cosan) receberam uma boa notícia e outra nem tanto. Enquanto a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou o negócio, a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) declarou que o acordo é um caso "complexo". Já estão em estudo as restrições que podem ser impostas ao acordo.
Uma das possibilidades em análise pelo Cade é limitar, nas ferrovias da ALL, as cotas de transporte de produtos para Cosan e Raízen (esta, uma joint venture da Cosan com a Shell). Atualmente, a Rumo usa cerca de 30% da capacidade da ferrovia. A limitação a esse percentual evitaria que a Rumo ocupasse novos espaços nos trilhos que são objeto de disputa por outras companhias (que precisam escoar suas produções).
A declaração do caso como complexo foi publicada ontem no "Diário Oficial da União". Com isso, o Cade pode aprofundar a análise e estender o prazo final por 90 dias - até junho do ano que vem. O negócio será levado a julgamento no Tribunal do órgão antitruste, onde só deve ser aprovado sob condições. Cabe aos conselheiros definir quais serão as restrições.
Um dos temores do Cade é que concorrentes da Rumo sofram discriminação nos contratos de transporte nos trilhos da ALL. Para evitar isso, eles podem limitar o espaço da Rumo na ferrovia. Mas isso não seria suficiente. Segundo técnicos do órgão, seriam necessárias medidas adicionais para evitar qualquer tipo de discriminação. O Cade quer evitar, por exemplo, casos de venda casada. Isso ocorreria se uma companhia que contratasse o sistema de transporte da ALL também fosse obrigada a usar o sistema portuário da empresa. O órgão quer garantias de que essa prática não acontecerá.
Enquanto ALL e Rumo fazem reuniões no Cade em busca de uma solução, concorrentes das empresas também estão sendo ouvidos. Ao todo, há mais de 12 impugnantes, entre companhias e associações contrárias à aprovação.
No despacho que foi publicado no "Diário Oficial", a Superintendência determinou ainda que seja feito "o aprofundamento da análise das condições competitivas nos mercados envolvidos", que a ANTT seja ouvida sobre a regulação do mercado e que as empresas apresentem as eficiências decorrentes da fusão.
Para os diretores da ALL, a declaração de complexidade é considerada "natural". "É algo normal por esse ambiente ter muita visibilidade. Isso acontece com muita frequência em diversos 'deals' [negócios]. O Cade passa a ter a opção de estender [o prazo], mas é algo muito procedimental e é natural", disse Rodrigo Campos, diretor financeiro e de relações com investidores da ALL. Ele falou durante teleconferência sobre os resultados do terceiro trimestre.
Na teleconferência, analistas perguntaram sobre uma possível imposição de venda de ativos. Campos minimizou. "Não acho que tenha relação [entre a medida do Cade e uma possível imposição de restrições]. A complexidade está muito ligada à análise de todas as coisas que têm envolvidas no 'deal'. Quanto à restrição, isso é um processo que tem que ser discutido. Mas entendemos que a fusão melhora a infraestrutura, aumenta a capacidade, reduz gargalos... Então você sai da fusão com um cenário muito melhor para todos os segmentos que usam a ferrovia".
O presidente da ALL, Alexandre Santoro, também comentou o negócio. "Estamos bem próximos, fazendo muita reunião no Cade. Agora, [o trabalho] é dar seguimento aos esclarecimentos e mostrar as evoluções e os benefícios que [a fusão] vai trazer à infraestrutura e [mostrar] que [o negócio] não coloca em risco nada em relação à competição", afirmou o executivo. "Ao contrário. Abrimos mais opções, atendemos mais gente e mais produtores. Estamos bem confiantes e agora é continuar trabalhando junto ao Cade para conseguirmos a provação o mais rápido possível", disse o presidente.
Apesar da medida do Cade, o mercado preferiu reagir positivamente à aprovação da ANTT ao acordo. A ação da ALL subiu 4,12% (a R$ 6,82) e foi a maior alta do Ibovespa ontem, enquanto o principal índice da bolsa caiu 1,26%. Procurada, a Cosan informou por meio da assessoria de imprensa que a complexidade foi declarada pelo Cade porque a operação envolve diferentes mercados. "É um ato processual previsto na regulamentação, já aplicado em diversos casos", informou a empresa, em nota.
Fonte - Revista Ferroviária  06/11/2014

Fusão entre ALL e Rumo é aprovada pela ANTT

Logística

ANTT aprova fusão entre ALL e Rumo - A operação aprovada pela ANTT consiste na incorporação das ações da ALL pela Rumo, o que resultará em uma nova companhia.

O Estado de S. Paulo
foto - ilustração
Ao contrário do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que decidiu aprofundar a análise da incorporação da América Latina Logística (ALL) pela Rumo Logística Operadora Multimodal antes de concluir pela aprovação ou impugnação do negócio, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) já aprovou a fusão entre as duas companhias, conforme resolução publicada no Diário Oficial da União (DOU).
Pelo documento, a agência também aprova acordos de acionistas a serem firmados entre a Cosan, controladora da Rumo, e o BNDESPar, e a Cosan, GIF Rumo FIP e TPG VI FIP.
O órgão ainda dispensa a ALL da limitação, direta ou indireta, de participação máxima de 20% no seu capital votante, da obrigação de manter registro de companhia aberta e da obrigação de submeter à prévia anuência qualquer alteração em seu Estatuto Social.
Além disso, com a aprovação, a Rumo fica obrigada a submeter à anuência prévia da ANTT qualquer alteração ou celebração de acordos de acionistas.
A operação aprovada pela ANTT consiste na incorporação das ações da ALL pela Rumo, o que resultará em uma nova companhia. Depois de obtida também a aprovação do Cade, serão atribuídas aos atuais acionistas da ALL ações representativas de 63,5% do capital da nova empresa, permanecendo os atuais acionistas (Cosan, TPG e Gávea) com um total de 36,5% do capital da nova companhia.
De acordo com os termos do acordo, a Cosan será responsável por indicar a maioria dos conselheiros da companhia combinada. A ALL deverá submeter a proposta à deliberação de seu conselho de administração em até 40 dias.
Sendo a proposta aprovada, o conselho da ALL deverá então convocar a assembleia geral, que será realizada em até 30 dias, para votar a respeito da incorporação de ações.
A associação entre as companhias está sujeita a determinadas condições precedentes, entre elas, a Rumo deverá obter seu registro de companhia aberta e, simultaneamente à operação, ingressar no Novo Mercado da BM&FBovespa, além de obter também todas as aprovações societárias e de terceiros necessárias.

Cade
Conforme despacho publicado nesta quarta-feira, 5, no DOU, o Cade decidiu aprofundar a análise do acordo de incorporação de ações da ALL pela Rumo. No documento, o órgão antitruste declara o ato de concentração entre as empresas "complexo" e determina a realização de novas diligências sobre o caso.
Para avaliar melhor a operação, o Cade vai agora focar o aprofundamento da análise das condições competitivas nos mercados envolvidos, solicitar manifestação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) sobre questões pertinentes a regulação e dados de mercado e ainda requerer apresentação das eficiências decorrentes da operação.
Com isso, a Superintendência-Geral do órgão poderá, se for o caso, pedir prorrogação do prazo de avaliação do negócio, anunciado em fevereiro deste ano pelas empresas.
Fonte - STEFZS  05/11/2014

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Estatal teme consequências de fusão da ALL

Infraestrutura

Petrobras Distribuidora - braço da estatal voltado ao comércio e à distribuição de derivados de petróleo - afirmou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que a fusão criaria dificuldades na operação de cargas e concederia à Cosan uma posição de "predominância" na infraestrutura da ALL e que isso pode ocasionar preços maiores a concorrentes da Cosan.

Valor Econômico

A fusão entre o grupo de concessões de ferrovias América Latina Logística (ALL) e a Rumo (empresa de transportes do grupo de origem sucroalcooleira Cosan) despertou a contestação de mais uma empresa. Depois de Odebrecht e Eldorado (do grupo J&F) demonstrarem preocupações com o negócio pelos possíveis efeitos operacionais no escoamento de cargas por trilhos, agora é a Petrobras quem teme a operação.
Conforme apurou o Valor, a Petrobras Distribuidora - braço da estatal voltado ao comércio e à distribuição de derivados de petróleo - afirmou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que a fusão criaria dificuldades na operação de cargas e concederia à Cosan uma posição de "predominância" na infraestrutura da ALL e que isso pode ocasionar preços maiores a concorrentes da Cosan.
Além disso, a estatal afirma que a ALL não tem vagões suficientes para atender toda a demanda das distribuidoras de combustíveis. Por isso, diz se preocupar com o direcionamento do material para uso da Cosan em detrimento de outras empresas. A Petrobras teme as vantagens que a Cosan teria e o aumento de custos para concorrentes, que poderiam ter que usar as rodovias (mais caras).
A distribuidora também receia que a Cosan tenha informações privilegiadas sobre preços de produtos (já que as notas fiscais devem acompanhar a carga) e estratégias de concorrentes, além de dados sobre volumes, clientes e fornecedores.
Empresas como a Eldorado também manifestaram preocupação ao Cade. A produtora de celulose chegou a pedir a reprovação da fusão ou a imposição de restrições. A Odebrecht Ambiental disse que os mercados de açúcar de etanol serão afetados de maneira "severa" pelo negócio.
Fonte - Revista Ferroviária  03/11/2014

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Fusão entre ALL e Cosan cria temor entre indústrias

Logistica

Uma assembleia dos acionistas da ALL ainda deve ser convocada em até 30 dias para avaliar a incorporação de ações - Caso aprovada, a associação também precisa ser avaliada pelo (CADE), pela (ANTT), bem como por outros órgãos da administração pública cujas autorizações prévias são necessárias.

Valor Econômico
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O conselho de administração da América Latina Logística (ALL) deu sinal verde para que a empresa se associe à Rumo Logística Operadora Multimodal, administrada pela Cosan. A proposta havia sido encaminhada em 24 de fevereiro e foi aprovada no dia 15 deste mês. Acontece que o grupo Odebrecht e a produtora de celulose Eldorado manifestaram preocupação, já que a Odebrecht utliza a malha da ALL para escoamento, e contou que há falta de vagões, assim, a fusão pode ser dominadora.
A Eldorado vai além e diz temer que a Cosan, no futuro, force os clientes a usarem não só a ferrovia, mas toda a cadeia logística resultante da fusão entre ALL e Rumo — o que poderia englobar transporte de cargas oriundas de regiões produtoras, uso de unidades de transbordo de cargas para vagões, as ferrovias em si e terminais portuários no litoral. Outro temor é que haja tarifas maiores praticadas, para que a ferrovia priorize cargas do grupo Cosan.
A Cosan é a maior produtora e exportadora de açúcar e etanol do Brasil.
Uma assembleia dos acionistas da ALL ainda deve ser convocada em até 30 dias para avaliar a incorporação de ações. Pela proposta, a Rumo deve ficar com 36,5% das ações da companhia resultante da união, enquanto a ALL com outros 63,5%.
Caso aprovada, a associação também precisa ser avaliada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), bem como por outros órgãos da administração pública cujas autorizações prévias são necessárias.
Produtores rurais veem a fusão com desconfiança e argumentam que ela pode refletir na perda de espaço para os grãos nos vagões dos trens da ALL. Em Mato Grosso, seguiram em direção aos portos pelos trens 14 milhões de toneladas de soja e milho no último ano.
Em manifestação apresentada ao Cade ainda em fevereiro deste ano, a Associação dos Produtores de Soja e Milho do país (Aprosoja Brasil) diz que “haveria o risco de que o controle da logística ferroviária fosse utilizado não só para dominar o mercado de açúcar, como também de toda a exportação agrícola, particularmente da soja e do milho”.
Segundo a entidade, com o açúcar concorrendo com outros itens agropecuários, como a soja e o milho, cada tonelada transportada pela concessionária ALL de um produto representaria uma tonelada a menos de outros produtos.
Fonte - STEFZS  28/10/2014

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Cosan fará cisão da área de logística em outubro

Logistica

A criação da Cosan Logística é um passo do grupo para incorporar a América Latina Logística (ALL), de ferrovias.A empresa pretende que, já na data prevista, sejam iniciadas as negociações da nova companhia em bolsa. 

Valor Econômico  
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O grupo de origem sucroalcooleira Cosan informou ontem que entrou com pedido de registro de companhia aberta da Cosan Logística na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A criação da empresa faz parte do processo de cisão do grupo, modelo previsto para entrar em vigor em 1º de outubro.
A empresa pretende que, já na data prevista, sejam iniciadas as negociações da nova companhia em bolsa. "A Cosan Logística, resultante da cisão, será uma companhia aberta, listada na BM&FBovespa no segmento 'Novo Mercado'", informou a empresa, ressaltando que o modelo ainda precisa de aprovação em assembleia geral extraordinária de acionistas.
A criação da Cosan Logística é um passo do grupo para incorporar a América Latina Logística (ALL), de ferrovias. A ALL está em processo de fusão com a Rumo, controlada da Cosan. De acordo com os planos da diretoria do grupo, o investidor da Cosan vai passar a ter em mãos a participação em dois papéis: na Cosan (que, conforme disseram diretores anteriormente, passará a se chamar Cosan Energia) e na Cosan Logística (a ser criada). Mas quanto o acionista receberá de cada papel ainda dependem de cálculos.
Segundo os diretores, a cisão serve para que o mercado tenha mais clareza ao investir nos negócios da companhia. A Cosan Logística surge com um único ativo: a participação na Rumo, companhia avaliada em R$ 4 bilhões que possui terminais no interior e no litoral paulista. Os planos é que a Rumo seja fundida com a ALL (com valor de quase R$ 7 bilhões) depois da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Para a Cosan, a aprovação do Cade ocorrerá no fim deste ano ou no começo do ano que vem. Segundo os executivos, há preocupação com o ritmo do órgão antitruste. "Nossa preocupação é com prazos. Porque vemos uma necessidade premente de se fazer coisas na companhia. Dada a nova lei [do Cade, que impede junção das operações antes da aprovação], a gente não pode fazer nada. Tem que esperar", disse o vice-presidente de finanças e diretor de relações com investidores da Cosan, Marcelo Martins, em teleconferência ontem com jornalistas. O Cade tem 330 dias, no total, para avaliar a questão.
Empresas e entidades, como por exemplo a distribuidora de combustíveis Ipiranga, já manifestaram preocupação com a fusão no órgão, mas os diretores minimizaram a questão. "A gente já esperava que essas peças entrassem no Cade, porque nesta semana o prazo para as manifestações se encerram. Por ser uma companhia com grande presença geográfica, [a ALL] tem muitas partes interessadas e é legítimo que elas se manifestem", afirmou Martins.
"A gente está tranquilo a respeito disso isso. Estamos nesse momento revisando [as petições] para ver se tem algo novo", afirmou. Segundo ele, a fusão é simples do ponto de vista da concorrência. "Na nossa opinião, é uma fusão tecnicamente simples do ponto de vista concorrencial. Porque já se parte de um monopólio legal, estabelecido por lei e regulado para se manter economicamente correto. Não tem um aumento de concentração no que ela [a ALL] faz", afirmou.
Ainda de acordo com Martins, uma nova revisão das orientações de resultado poderá vir após a listagem da Cosan Logística em bolsa. "Fizemos uma revisão na Raízen Energia com relação à cana moída [bem como de volumes] e optamos por não fazer outras revisões no trimestre porque estaremos, a partir de 1º de outubro, com duas empresas listadas, a Cosan S.A. e a Cosan Logística", disse o executivo já na teleconferência com analistas.
Conforme Martins, "será mais adequado trabalhar no novo 'guidance' [meta] com o número já quebrado por segmento de negócio ou por empresa". Para a Rumo, a previsão de resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) em 2014 será atualizada, segundo a companhia.
Em relação à Cosan Lubrificantes, o executivo adiantou que é possível que a previsão para o Ebitda anual seja revista para baixo. "Os resultados do segundo semestre devem mostrar recuperação bastante forte em relação ao resultado que tem sido visto até agora, [mas] o guidance de Ebitda pode ser revisto para esse negócio."
De acordo com o presidente da Cosan, Marcos Lutz, tanto o mercado quanto as margens desse negócio se contraíram muito no segundo trimestre. "Vemos alguma reação neste mês, mas é difícil projetar uma recuperação total em relação ao orçamento do ponto de vista de Ebitda. É um negócio que sofreu muito neste trimestre", enfatizou.
De abril a junho, a área de lubrificantes registrou Ebitda de R$ 21 milhões, frente a R$ 40 milhões um ano antes. Para o acumulado do ano, a meta atual é de Ebitda entre R$ 140 milhões e R$ 170 milhões.
Fonte - STEFZS  18/08/2014

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Ferrovia que corta Votuporanga é motivo de preocupação a moradores

Ferrovias

Lei municipal limita parada de composições na área urbana em 10 minutos. Moradores reclamam que vagões bloqueiam passagem.- Dezenas de vagões no meio do caminho e a pressa faz a auxiliar de limpeza Vanessa da Silva Melo se arriscar passando debaixo do trem. “Teve dia de parar dois trens seguidos e tive de passar debaixo de um e o outro começar a andar e eu ficar no meio dos dois”, afirma Vanessa.

G1

A malha ferroviária que corta a região noroeste paulista é uma preocupação constante em várias cidades. Em Votuporanga (SP), os moradores reclamam que as composições chegam a ficar paradas mais de uma hora, impedindo a passagem. Com isso, muitos se arriscam passando entre os vagões.
Dezenas de vagões no meio do caminho e a pressa faz a auxiliar de limpeza Vanessa da Silva Melo se arriscar passando debaixo do trem. “Teve dia de parar dois trens seguidos e tive de passar debaixo de um e o outro começar a andar e eu ficar no meio dos dois”, afirma Vanessa.
Para os moradores que vivem perto do pátio de manobras da ALL, América Latina Logística, em Votuporanga, a situação já virou rotina. Há 14 anos no bairro, a aposentada Maria Isabel Pena Silva perdeu as contas de quantas vezes fez a travessia perigosa para chegar do outro lado. “Muitas pessoas passam, inclusive eu, que preciso cruzar a ferrovia para ir para a cidade”, diz Maria Isabel.
Uma lei municipal de 2009 limita a parada de composições na área urbana em dez minutos, mas segundo os moradores ela não vem sendo cumprida como deveria. Quem mora perto do local e precisa atravessar a ferrovia todos os dias diz que é raro encontrar a passagem livre e, às vezes, os vagões ficam parados por mais de uma hora.
Outro assunto está tirando o sono dos moradores. Recentemente, a ALL, responsável pela ferrovia, começou a construir um muro de contenção, para isolar o pátio de manobras. A preocupação é que o cruzamento mais usado seja bloqueado. A alternativa é uma passagem que fica a cerca de dois quilômetros e segundo os moradores também apresenta riscos à segurança. “É preciso construir uma passarela, iria ajudar bastante, uma passarela bem feita, em um ponto certo e com iluminação”, afirma a dona de casa Roseli Rodrigues de Vergílio.
Segundo a ALL, ainda não foi definido se as passagens usadas pelos moradores serão bloqueadas. A concessionária disse ainda que a responsabilidade da construção de uma passarela é do município. A prefeitura de Votuporanga informou que não existe nenhum projeto para essa obra e disse que não tinha conhecimento das paradas acima do tempo permitido das composições e que vai notificar a empresa.
Fonte - STEFZS  28/07/2014