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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Locomotiva é resgatada para restauração e uso

Transportes sobre trilhos

Essa máquina, fabricada nos EUA pela American Locomotive Company, é uma importante locomotiva diesel de primeira geração, que veio para substituir as antigas locomotivas a vapor na época

Maria Teresa Costa - iG Paulista
Locomotiva recebeu a cor vermelha quando atuou pela ALL
Locomotiva recebeu a cor vermelha quando atuou pela ALL
Foto: Divulgação
Uma locomotiva de 1958 movida a diesel será resgatada amanhã em uma empresa em Paulínia para ser restaurada e passará a integrar o acervo de locomotivas da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), entidade que opera o trem turístico entre Campinas e Jaguariúna. Com a chegada da máquina, a frota de locomotivas passa a contar com 23 equipamentos, incluindo os movidos a vapor (maria-fumaça),diesel mecânica e diesel elétrica. Emseis meses, segundo o diretor da ABPF, Hélio Gazetta Filho, a locomotiva começará a circular no trecho turístico.
Essa máquina, fabricada nos EUA pela American Locomotive Company, é uma importante locomotiva diesel de primeira geração, que veio para substituir as antigas locomotivas a vapor na época. Ela é uma das duas remanescentes de dez máquinas a diesel adquiridas pela Companhia Paulista de Estrada de Ferro e que circularam nos ramais de bitola métrica até 1968 na região de São Carlos. Elas iam até Dourado, Novo Horizonte e também no ramal de Bebedouro a Olímpia.

Transferência A partir de 1968, quando a Paulista fechou os trechos operados em bitola métrica, as locomotivas foram transferidas para a Companhia Mogiana de Estrada de Ferro e passaram a circular na região de Campinas. A outra locomotiva remanescente do período, recuperada, pertence a uma empresa e opera no porto do Guarujá. As outras oito do lote são sucatas, sem condições de recuperação, e estão no pátio de Campinas.
A máquina é de número 3505 e foi, por muitos anos, locomotiva de manobra das oficinas de Campinas. Com o fechamento das oficinas, ela foi transferida para as oficinas de Sorocaba e nos últimos dois anos estava inoperante por problemas mecânicos e guardada nas oficinas da ALL em Mairinque.

Cor originalCedida à ABPF pelo Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit), ela foi transportada até Paulínia e ficou sob guarda da empresa ANX, de onde vai ser carregada em carreta especial esta semana e levada à estação Carlos Gomes. Originariamente a máquina era azul, cor da Paulista, e foi pintada de vermelho pela ALL, cor desta empresa. Nas oficinas da ABPF ela retornará ao azul original.
Essa locomotiva vai ajudar as marias-fumaças a puxar os trens grandes e também nos períodos de seca ou de muita chuva. No período de chuva, a lenha fica úmida e demora a queimar para ferver a água que formará o vapor necessário para mover as marias-fumaças. Nos períodos de seca, a ideia é que ela faça a força necessária para puxar os trens, evitando a necessidade de queimar muita lenha e prevenir, assim, a formação de fagulhas que poderão provocar incêndio nas margens do trecho por onde circula o trem entre Campinas e Jaguariúna.

AcervoABPF tem, em Campinas, o maior acervo de marias-fumaças da América Latina (são 12 locomotivas a vapor restauradas e mais quatro a espera de recuperação e 60 carros e vagões) graças ao trabalho de garimpagem realizado pelos associados. São ex-ferroviários e apaixonados por trens que dedicam parte de seu tempo a recolher preciosidades históricas abandonadas em pátios desativados.
Sem isso, um importante acervo histórico estaria distribuído pelo país correndo o risco de ser corroído pela ferrugem ou virar sucata. Emprocesso de inventariança, a Rede Ferroviária Federal S.A., proprietária de todo o material das ferrovias desativadas, está leiloando tudo o que não entrou no processo de privatização. As marias-fumaças estão sendo salvas graças ao convênio que a ABPF tem com a RFFSA.

CessãoPor ele, a entidade tem a cessão, em comodato por 99 anos, desses equipamentos, desde que restaure e mantenha a “frota” conservada.
A restauração tem produzido resultados importantes, como a de uma locomotiva a vapor que pertenceu à Companhia Paulista de Estrada de Ferro e que por mais de 40 anos ficou abandonada. Há também um bagageiro em madeira restaurado pelos voluntários, que pertenceu à Estrada de Ferro Noroeste do Brasil: era o carro-correio. Da mesma empresa, uma maria-fumaça também foi restaurada e circula nos finais de semana, levando turistas saudosos para uma viagem no tempo, no trecho de 24 quilômetros entre Campinas e Jaguariúna. Mais novo integrante do acervo, o carro americano foi fabricado em 1951 pela The Budd Company para a Estrada de Ferro Sorocabana.
Fonte - Correio RAC.com  05/01/2015

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Brasil e Rússia querem intensificar negócios em US$ 10 bilhões

Internacional

Da Agência Lusa
foto - ilustração
Moscou - O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, e o chanceler brasileiro, Luiz Alberto Figueiredo, reuniram-se hoje (20) para discutir as relações bilaterais e aprofundar a "associação estratégica" entre os dois países.
"O Brasil é o nosso maior parceiro comercial na América Latina. Ambos, planejamos cumprir os acordos dos [nossos] presidentes para aumentar em um futuro próximo o volume de vendas até US$ 10 bilhões", disse Lavrov.
O chefe da diplomacia russa referia-se aos objetivos definidos pelo presidente russo Vladimir Putin e pela presidenta Dilma Rousseff durante uma reunião no Kremlin em dezembro do ano passado. As trocas comerciais entre 2005 e 2008 subiram, um crescimento que diminuiu com a crise, mas tornou a aumentar em 2011.
O ministro russo destacou o nível de colaboração entre os dois países em matérias como defesa, ciência, desporto e espaço. Ele informou que a Rússia e o Brasil assinaram uma declaração em que se comprometem "a não ser os primeiros a lançar armamento para o espaço".
Os ministros abordaram também o polêmico programa nuclear iraniano e o conflito na Síria. Lavrov destacou a contribuição do Brasil "na busca de caminhos para reduzir as tensões em torno dessa questão".
Figueiredo agradeceu a Lavrov pelo "seu papel na resolução do conflito sírio". Os ministros comentaram, também, o problema da espionagem americana, tema sensível para o Brasil que reagiu com indignação às notícias de que Washington teria feito escutas nos telefones e no correio eletrônico de Dilma Rousseff.
"A nossa tarefa é garantir a proteção dos direitos humanos fundamentais como o direito à intimidade", disse Figueiredo. O ministro russo, por sua vez, defendeu a aplicação de regras de "comportamento comum no ciberespaço" e recordou que Moscou propõe "aceitar obrigações de não interferir nas vidas privadas dos cidadãos".
Luiz Alberto Figueiredo exprimiu a sua satisfação pela decisão da Justiça russa de conceder a liberdade sob fiança à ativista do Greenpeace Ana Paula Maciel, detida com mais 30 ecologistas na Rússia.
"Estou muito contente com a coincidência de ter sabido da decisão do tribunal quando cheguei à Rússia", destacou o ministro brasileiro, numa referência à medida acordada ontem pelo Tribunal de São Petersburgo sobre o caso do Arctic Sunrise, o barco do Greenpeace envolvido em um protesto contra a exploração de petróleo no Ártico, no dia 19 de setembro.
Fonte - Agência Brasil  20/11/2013