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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Transporte por contêineres se torna solução para desenho logístico

Logística

Graças a baixos índices de acidentes operacionais e alta disponibilidade dos ativos, os contêineres se tornaram uma medida que facilita as operações em portos, no Brasil e no mundo inteiro.

RF
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O transporte ferroviário por contêineres tem apresentado um custo entre 15% e 20% abaixo dos praticados em soluções com base rodoviária. Graças a baixos índices de acidentes operacionais e alta disponibilidade dos ativos, os contêineres se tornaram uma medida que facilita as operações em portos, no Brasil e no mundo inteiro.
A exemplo disso, o transporte por contêineres da MRS obteve um aumento de 34% nos primeiros dez meses deste ano, comparado ao mesmo período de 2014. A empresa acredita que a diversificação dos clientes e a sofisticação das cargas, são fatores decisivos para o aumento de sua produtividade.
Em alguns segmentos, a empresa obteve índices expressivos.  Os produtos automotivos, por exemplo, cresceram em 50%, em termos de volumes de transporte conteinerizado, chegou em 2015 a 11.132 TEUs contra 7.449, no ano passado. No transporte de bobinas de alumínio, a expansão foi de 26,82% (1.078 TEUs em 2015 contra 850 TEUs, em 2014). Contudo, o segmento de Papel e Celulose, que obteve a taxa mais expressiva, de 5.678 TEUs para 12.146 TEUs no comparativo entre os meses de janeiro a outubro de 2014 e 2015, o que corresponde a um aumento de 113,91%.
Fonte - Revista Ferroviária   10/12/2015

sábado, 19 de setembro de 2015

Obras de logística de projeto da Vale avançam alheias à baixa cotação do minério

Infraestrutura

Engenheiros e operários dão de ombros para a situação dos preços do minério, que despencaram a uma mínima histórica poucos meses atrás, em grande parte devido à crescente oferta global de grandes mineradoras como a própria Vale e suas rivais australianas BHP e Rio Tinto.A Vale trabalha intensamente também no interior, para começar a produzir no segundo semestre de 2016 minério de alta qualidade em uma nova mina no sudeste do Pará....

Reuters
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É difícil olhar para os lados nos canteiros de obras da Vale em seu terminal marítimo em São Luís (MA) e não ver dezenas de trabalhadores, máquinas e caminhões circulando e trabalhando em ritmo frenético, num gigantesco esforço para concluir a obra que vai começar a colocar mais 90 milhões de toneladas de minério de ferro por ano no mercado global já a partir do ano que vem.
Engenheiros e operários dão de ombros para a situação dos preços do minério, que despencaram a uma mínima histórica poucos meses atrás, em grande parte devido à crescente oferta global de grandes mineradoras como a própria Vale e suas rivais australianas BHP e Rio Tinto.
"Estamos seguindo um planejamento muito maduro. Não tem nenhuma diretriz para acelerar ou atrasar", disse o diretor de Implantação de Projetos Logística Norte, Adriano Mansk, responsável pelas obras, que acompanhou a reportagem da Reuters em uma visita às novas áreas do terminal marítimo de Ponta da Madeira, na capital maranhense.
A Vale trabalha intensamente também no interior, para começar a produzir no segundo semestre de 2016 minério de alta qualidade em uma nova mina no sudeste do Pará, o projeto S11D, que fica no principal polo produtor Carajás, de onde extraiu 120 milhões de toneladas no ano passado.
Para a nova produção chegar aos compradores no exterior, é preciso construir um novo ramal ferroviário de 100 quilômetros e duplicar gradualmente 570 quilômetros já existentes da Estrada de Ferro Carajás, rumo a São Luís.
No porto, está sendo feita uma ampliação das instalações em terra, como oficinas para os trens, mais equipamentos para descarregar as composições e novos pátios para armazenar minério.
Dentro do mar, em um píer que está a 1.800 metros da costa, sob influência de fortes correntes de maré, a Vale também trabalha em uma estrutura gigantesca, um novo berço para atracar e carregar os navios Valemax, os maiores mineraleiros do mundo, com capacidade para transportar 400 mil toneladas de minério em uma única viagem.
O levantamento mais recente da companhia, ao qual a Reuters teve acesso, mostra que até 31 de julho as obras de expansão da retroárea do terminal marítimo já estavam 60,1 por cento concluídas, enquanto o novo berço de atracação estava 58 por cento concluído.
A Vale prevê investir cerca de 17 bilhões de dólares para as obras de mina, usina de beneficiamento de minério, logística e porto.
Segundo Mansk, os recursos têm sido repassados para a obra dentro do cronograma.
Com a conclusão das obras, o terminal de Ponta da Madeira terá capacidade para embarcar 230 milhões de toneladas de minério por ano. A título de comparação, a produção em 2014 da Vale, a maior produtora global da commodity, atingiu 320 milhões de toneladas.
A obra que integra o projeto mais ambicioso de expansão da história da companhia receberia nesta sexta-feira o presidente-executivo da mineradora, Murilo Ferreira, que visita frequentemente o local, segundo relatos de funcionários da empresa, que se preparavam para recebê-lo.

"Pitstop" de Trens
Quando o projeto S11D estiver produzindo com capacidade total, o que está previsto, para 2018, os desafios para transportar o minério por centenas de quilômetros, do interior do Pará até o porto, serão ainda maiores do que a operação atual.
A Vale está aproveitando as obras de expansão para melhorar todo seu sistema de manutenção dos trens. Quase 11 mil vagões são usados atualmente para transporte de produtos na Estrada de Ferro Carajás.
À medida que a produção for aumentando, crescerá também o número de vagões em circulação, tornando o processo de troca de peças uma tarefa ainda mais complexa.
Atualmente, gasta-se cerca de meia hora manejando a composição para conseguir retirar dela um único par de vagões e encaminhá-lo à manutenção.
Operários trabalham à todo vapor para entregar até dezembro deste ano uma nova oficina, do tamanho de vários ginásios esportivos, onde o processo de troca de rodas e eixos será totalmente reformulado.
Ao invés de retirar o vagão com defeito da composição, o trem inteiro entrará na oficina --instalada à beira da linha de saída do terminal. A unidade com defeito para sobre um equipamento especial subterrâneo por onde o sistema de rodas é desencaixado e substituído por um novo.
O trem anda mais alguns metros e outro jogo de rodas pode ser rapidamente substituído, num trabalho em série que vai gerar grande economia de tempo na operação dos trens.
"Se eu ficasse com o modelo antigo, precisaria de uma frota muito maior (para operar com a nova capacidade adicional)", descreveu Mansk.
Já na oficina de locomotivas, o sistema lembra o de um "pitstop" de Fórmula 1.
A máquina é abastecida e o volume de combustível é informado automaticamente à sala de controle da ferrovia. Enquanto isso, funcionários aproveitam para simultaneamente a analisar itens de segurança e fazer pequenos reparos.
E locomotiva parada para reabastecer não significa que o minério deixou de ser transportado.
A máquina passa por manutenção e abastecimento enquanto um sistema automático se encarrega de puxar e virar os vagões, descarregando o minério.
Também a nova oficina de locomotivas deve ficar pronta em dezembro.

Correntes de maré
Um dos grande diferenciais do terminal marítimo em São Luís é seu calado natural.
O novo píer 4, que já tem um berço funcionando e vai ganhar outro, para atender à nova capacidade, pode receber facilmente os gigantes Valemax devido à sua profundidade de pelo menos 25 metros.
Contudo, as obras ocorrem em um local não abrigado das correntes marítimas, que são muito fortes na região devido ao grande deslocamento de água provocado pela variação das marés, que pode chegar a impressionantes sete metros em poucas horas.
Olhando-se do alto do píer 4, em um momento de movimento de maré, a água do mar mais parece um rio caudaloso do que um local tranquilo para atracar um navio.
Por isso, as embarcações só se movimentam ali nos momentos de maré cheia ou vazia, em que as correntes são praticamente nulas.
O grande desafio dos engenheiros foi criar um sistema que mantenha os navios bem firmes junto ao cais durante as correntes mais fortes.
A Vale está instalando no novo berço um sistema que vai muito além da simples amarração da embarcação. São grandes polias, com cabos e aço, motores e sensores eletrônicos, que tensionam e destensionam as amarrações automaticamente.
São obras pesadas e novas tecnologias que permitirão à Vale dar mais um golpe na batalha de titãs travada entre as grandes mineradoras do mundo que buscam garantir espaço em um mercado cada vez mais disputado.
Fonte - ABIFER  18/09/2015

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Público prestigia audiência sobre a ferrovia Rio-Vitória

Ferrovias

Mais de 240 pessoas participaram do evento e registraram 27 manifestações escritas e orais.A última sessão presencial será realizada em Brasília (DF), no dia 28/7.

Antt - RF
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Campos dos Goytacazes (RJ) recebeu, hoje (17/7), a terceira sessão presencial da Audiência Pública nº 005/2015, promovida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), com o objetivo de colher contribuições dos interessados para aprimorar os estudos técnicos voltados para nova concessão ferroviária: trecho entre os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. O projeto é integrante da segunda etapa do Programa de Investimentos em Logística (PIL) do governo federal.
Mais de 240 pessoas participaram do evento e registraram 27 manifestações escritas e orais.
A última sessão presencial será realizada em Brasília (DF), no dia 28/7.
Contribuições podem ser encaminhadas por escrito até as 18h do dia 31/7/2015, por meio de formulário eletrônico, que está disponível, junto a todas as informações específicas sobre os procedimentos da audiência, no site pilferrovias.antt.gov.br. Esclarecimentos adicionais poderão ser obtidos pelo e-mail ap005_2015@antt.gov.br.

Rio-Vitória – No dia 9/6, o governo federal apresentou a segunda etapa do PIL, com o anúncio de investimentos de R$ 86,4 bilhões para o setor ferroviário. Desse total, estão previstos R$ 7,8 bilhões para a construção da ferrovia Rio-Vitória. Com 572 quilômetros de extensão, a ferrovia é importante para a economia do país. Seu traçado referencial atravessa 25 municípios e visa proporcionar o acesso ferroviário aos portos localizados nos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, o que possibilitará conexão com os mercados europeu e asiático.
Fonte - Revista Ferroviária  20/07/2015

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Cade pode limitar uso da rede da ALL pela Cosan

Logistica

Uma das possibilidades em análise pelo Cade é limitar, nas ferrovias da ALL, as cotas de transporte de produtos para Cosan e Raízen (esta, uma joint venture da Cosan com a Shell). Atualmente, a Rumo usa cerca de 30% da capacidade da ferrovia. A limitação a esse percentual evitaria que a Rumo ocupasse novos espaços nos trilhos que são objeto de disputa por outras companhias (que precisam escoar suas produções).

Valor Econômico
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No mesmo dia, os executivos envolvidos no processo de fusão entre o grupo de ferrovias América Latina Logística (ALL) e a Rumo (empresa de transportes do grupo Cosan) receberam uma boa notícia e outra nem tanto. Enquanto a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou o negócio, a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) declarou que o acordo é um caso "complexo". Já estão em estudo as restrições que podem ser impostas ao acordo.
Uma das possibilidades em análise pelo Cade é limitar, nas ferrovias da ALL, as cotas de transporte de produtos para Cosan e Raízen (esta, uma joint venture da Cosan com a Shell). Atualmente, a Rumo usa cerca de 30% da capacidade da ferrovia. A limitação a esse percentual evitaria que a Rumo ocupasse novos espaços nos trilhos que são objeto de disputa por outras companhias (que precisam escoar suas produções).
A declaração do caso como complexo foi publicada ontem no "Diário Oficial da União". Com isso, o Cade pode aprofundar a análise e estender o prazo final por 90 dias - até junho do ano que vem. O negócio será levado a julgamento no Tribunal do órgão antitruste, onde só deve ser aprovado sob condições. Cabe aos conselheiros definir quais serão as restrições.
Um dos temores do Cade é que concorrentes da Rumo sofram discriminação nos contratos de transporte nos trilhos da ALL. Para evitar isso, eles podem limitar o espaço da Rumo na ferrovia. Mas isso não seria suficiente. Segundo técnicos do órgão, seriam necessárias medidas adicionais para evitar qualquer tipo de discriminação. O Cade quer evitar, por exemplo, casos de venda casada. Isso ocorreria se uma companhia que contratasse o sistema de transporte da ALL também fosse obrigada a usar o sistema portuário da empresa. O órgão quer garantias de que essa prática não acontecerá.
Enquanto ALL e Rumo fazem reuniões no Cade em busca de uma solução, concorrentes das empresas também estão sendo ouvidos. Ao todo, há mais de 12 impugnantes, entre companhias e associações contrárias à aprovação.
No despacho que foi publicado no "Diário Oficial", a Superintendência determinou ainda que seja feito "o aprofundamento da análise das condições competitivas nos mercados envolvidos", que a ANTT seja ouvida sobre a regulação do mercado e que as empresas apresentem as eficiências decorrentes da fusão.
Para os diretores da ALL, a declaração de complexidade é considerada "natural". "É algo normal por esse ambiente ter muita visibilidade. Isso acontece com muita frequência em diversos 'deals' [negócios]. O Cade passa a ter a opção de estender [o prazo], mas é algo muito procedimental e é natural", disse Rodrigo Campos, diretor financeiro e de relações com investidores da ALL. Ele falou durante teleconferência sobre os resultados do terceiro trimestre.
Na teleconferência, analistas perguntaram sobre uma possível imposição de venda de ativos. Campos minimizou. "Não acho que tenha relação [entre a medida do Cade e uma possível imposição de restrições]. A complexidade está muito ligada à análise de todas as coisas que têm envolvidas no 'deal'. Quanto à restrição, isso é um processo que tem que ser discutido. Mas entendemos que a fusão melhora a infraestrutura, aumenta a capacidade, reduz gargalos... Então você sai da fusão com um cenário muito melhor para todos os segmentos que usam a ferrovia".
O presidente da ALL, Alexandre Santoro, também comentou o negócio. "Estamos bem próximos, fazendo muita reunião no Cade. Agora, [o trabalho] é dar seguimento aos esclarecimentos e mostrar as evoluções e os benefícios que [a fusão] vai trazer à infraestrutura e [mostrar] que [o negócio] não coloca em risco nada em relação à competição", afirmou o executivo. "Ao contrário. Abrimos mais opções, atendemos mais gente e mais produtores. Estamos bem confiantes e agora é continuar trabalhando junto ao Cade para conseguirmos a provação o mais rápido possível", disse o presidente.
Apesar da medida do Cade, o mercado preferiu reagir positivamente à aprovação da ANTT ao acordo. A ação da ALL subiu 4,12% (a R$ 6,82) e foi a maior alta do Ibovespa ontem, enquanto o principal índice da bolsa caiu 1,26%. Procurada, a Cosan informou por meio da assessoria de imprensa que a complexidade foi declarada pelo Cade porque a operação envolve diferentes mercados. "É um ato processual previsto na regulamentação, já aplicado em diversos casos", informou a empresa, em nota.
Fonte - Revista Ferroviária  06/11/2014

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Cosan fará cisão da área de logística em outubro

Logistica

A criação da Cosan Logística é um passo do grupo para incorporar a América Latina Logística (ALL), de ferrovias.A empresa pretende que, já na data prevista, sejam iniciadas as negociações da nova companhia em bolsa. 

Valor Econômico  
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O grupo de origem sucroalcooleira Cosan informou ontem que entrou com pedido de registro de companhia aberta da Cosan Logística na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A criação da empresa faz parte do processo de cisão do grupo, modelo previsto para entrar em vigor em 1º de outubro.
A empresa pretende que, já na data prevista, sejam iniciadas as negociações da nova companhia em bolsa. "A Cosan Logística, resultante da cisão, será uma companhia aberta, listada na BM&FBovespa no segmento 'Novo Mercado'", informou a empresa, ressaltando que o modelo ainda precisa de aprovação em assembleia geral extraordinária de acionistas.
A criação da Cosan Logística é um passo do grupo para incorporar a América Latina Logística (ALL), de ferrovias. A ALL está em processo de fusão com a Rumo, controlada da Cosan. De acordo com os planos da diretoria do grupo, o investidor da Cosan vai passar a ter em mãos a participação em dois papéis: na Cosan (que, conforme disseram diretores anteriormente, passará a se chamar Cosan Energia) e na Cosan Logística (a ser criada). Mas quanto o acionista receberá de cada papel ainda dependem de cálculos.
Segundo os diretores, a cisão serve para que o mercado tenha mais clareza ao investir nos negócios da companhia. A Cosan Logística surge com um único ativo: a participação na Rumo, companhia avaliada em R$ 4 bilhões que possui terminais no interior e no litoral paulista. Os planos é que a Rumo seja fundida com a ALL (com valor de quase R$ 7 bilhões) depois da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Para a Cosan, a aprovação do Cade ocorrerá no fim deste ano ou no começo do ano que vem. Segundo os executivos, há preocupação com o ritmo do órgão antitruste. "Nossa preocupação é com prazos. Porque vemos uma necessidade premente de se fazer coisas na companhia. Dada a nova lei [do Cade, que impede junção das operações antes da aprovação], a gente não pode fazer nada. Tem que esperar", disse o vice-presidente de finanças e diretor de relações com investidores da Cosan, Marcelo Martins, em teleconferência ontem com jornalistas. O Cade tem 330 dias, no total, para avaliar a questão.
Empresas e entidades, como por exemplo a distribuidora de combustíveis Ipiranga, já manifestaram preocupação com a fusão no órgão, mas os diretores minimizaram a questão. "A gente já esperava que essas peças entrassem no Cade, porque nesta semana o prazo para as manifestações se encerram. Por ser uma companhia com grande presença geográfica, [a ALL] tem muitas partes interessadas e é legítimo que elas se manifestem", afirmou Martins.
"A gente está tranquilo a respeito disso isso. Estamos nesse momento revisando [as petições] para ver se tem algo novo", afirmou. Segundo ele, a fusão é simples do ponto de vista da concorrência. "Na nossa opinião, é uma fusão tecnicamente simples do ponto de vista concorrencial. Porque já se parte de um monopólio legal, estabelecido por lei e regulado para se manter economicamente correto. Não tem um aumento de concentração no que ela [a ALL] faz", afirmou.
Ainda de acordo com Martins, uma nova revisão das orientações de resultado poderá vir após a listagem da Cosan Logística em bolsa. "Fizemos uma revisão na Raízen Energia com relação à cana moída [bem como de volumes] e optamos por não fazer outras revisões no trimestre porque estaremos, a partir de 1º de outubro, com duas empresas listadas, a Cosan S.A. e a Cosan Logística", disse o executivo já na teleconferência com analistas.
Conforme Martins, "será mais adequado trabalhar no novo 'guidance' [meta] com o número já quebrado por segmento de negócio ou por empresa". Para a Rumo, a previsão de resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) em 2014 será atualizada, segundo a companhia.
Em relação à Cosan Lubrificantes, o executivo adiantou que é possível que a previsão para o Ebitda anual seja revista para baixo. "Os resultados do segundo semestre devem mostrar recuperação bastante forte em relação ao resultado que tem sido visto até agora, [mas] o guidance de Ebitda pode ser revisto para esse negócio."
De acordo com o presidente da Cosan, Marcos Lutz, tanto o mercado quanto as margens desse negócio se contraíram muito no segundo trimestre. "Vemos alguma reação neste mês, mas é difícil projetar uma recuperação total em relação ao orçamento do ponto de vista de Ebitda. É um negócio que sofreu muito neste trimestre", enfatizou.
De abril a junho, a área de lubrificantes registrou Ebitda de R$ 21 milhões, frente a R$ 40 milhões um ano antes. Para o acumulado do ano, a meta atual é de Ebitda entre R$ 140 milhões e R$ 170 milhões.
Fonte - STEFZS  18/08/2014

terça-feira, 27 de maio de 2014

Logistica e o Futuro multimodal

Logistica 

Nos próximos anos, a multimodalidade será uma tendência crescente, o que exigirá do governo um melhor planejamento sobre o crescimento de cada um dos modais e maior parceira entre o poder público e a iniciativa privada.

Valor Econômico
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A desequilibrada matriz de transportes brasileira, em que as rodovias escoam 60% dos produtos fabricados no país, mesmo em distâncias em que o modal é pouco competitivo, tem feito a indústria e o agronegócio buscarem alternativas para transportar seus produtos. Navegação de cabotagem, hidrovias e ampliação do uso das ferrovias têm ganho espaço, enquanto o setor rodoviário passa por aumento de legislação e alta de custos, com a extinção da carta-frete e a nova lei dos caminhoneiros. Nos próximos anos, a multimodalidade será uma tendência crescente, o que exigirá do governo um melhor planejamento sobre o crescimento de cada um dos modais e maior parceira entre o poder público e a iniciativa privada.
Recentemente, a Bunge, uma gigante do agronegócio, inaugurou uma nova rota de exportação, com a abertura de terminais portuários nas cidades paraenses de Miritituba e Barcarena, o que possibilita o uso da hidrovia Tapajós-Amazonas. A navegação pelo rio eliminará mais de três mil viagens de caminhões por mês, que antes levavam os grãos do Centro-Oeste aos portos do Sul e Sudeste. "Há muito tempo, a empresa vislumbrava uma grande oportunidade nessa nova rota. Entretanto, apenas após o anúncio de que a BR-163 sairia do papel, a construção do complexo portuário se tornou viável", diz Martus Tavares, vice-presidente de assuntos corporativos da Bunge Brasil. No primeiro ano de operação o complexo terá capacidade de escoamento de até 2,5 milhões de toneladas de grãos. "Considerando que a BR-163 esteja totalmente asfaltada, é esperada redução de mais de 20% no tempo total da viagem", afirma. Há potencial para dobrar o volume transportado e chegar a cerca de quatro milhões de toneladas.
Outra opção que ganha espaço é a navegação de cabotagem, que tem crescido dois dígitos nos últimos cinco anos. "O maior potencial está na conversão das cargas do modal rodoviário para a cabotagem ", observa Vital Jorge Lopes, presidente da Log-In. A empresa inaugurou, na segunda semana de maio, uma nova operação de serviço para atendimento às cargas produzidas no polo industrial de Manaus, que permitirá que os navios atendam aos mercados de São Paulo e região no mesmo tempo de viagem do transporte rodoviário, cerca de dez dias. Antes, o transporte entre Manaus e Santos levava 14 dias. "Temos espaço para escoar algumas cargas pela cabotagem, com um frete que pode ser 25% a 30% mais barato", relata Vital Jorge Lopes, presidente da empresa.
O maior potencial de atração dessa nova rota expressa está na indústria de eletrodomésticos e eletrônica no polo industrial de Manaus. O serviço também vai conectar os portos de Fortaleza, Suape e Salvador, de olho na instalação de um polo petroquímico no Nordeste e na abertura de fábricas de montadoras na região.
As ferrovias, tradicional meio de escoamento de minério de ferro, estão sendo mais utilizadas pelo agronegócio e por cargas industrializadas. O Terminal Portuário de Paranaguá (TCP) está concluindo um investimento de R$ 365 milhões, iniciado em 2011. Cerca de R$ 180 milhões foram direcionados à compra de novos equipamentos e R$ 185 milhões para novas obras, incluindo um novo cais de atracação, que fará a capacidade pular de 1,2 milhão de TEUs (contêineres de 20 pés) para 1,5 milhão de TEUs. A demanda atual está em cerca de 800 mil TEUs por ano. Com a duplicação do ramal ferroviário, cerca de 15% das cargas vêm pelos trilhos ao terminal. Há dois anos, eram menos de 5%.
Essa maior eficiência logística chega a trazer economias de 20% a 30% para a carteira diversificada de clientes do TCP. A expectativa é de aumentar o transporte ferroviário no terminal nos próximos anos, chegando a 30%. "Somos o segundo maior terminal de contêiner do Brasil e estamos de olho no crescimento do mercado e da tendência de concentração de operações em cinco ou seis terminais no Brasil" diz Luiz Antonio Alves, presidente do terminal.
Um dos celeiros da produção de grãos, o Mato Grosso analisa a diversificação do transporte da produção voltada para a exportação. "Da soja que vai para o porto de Santos, que representou 58% das exportações da última safra, mais da metade faz o transporte intermodal com um trecho de Sorriso (MT) a Rondonópolis (MT) de rodovia e um trecho de ferrovia, partindo de Rondonópolis e chegando a Santos. E a outra parte vai só por rodovias", diz Rui Prado presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato).
Os grãos com destino aos portos de Manaus e Santarém, no Norte, que representaram 13% dos embarques, também são enviados por meio do transporte intermodal com um trecho de rodovia de Sapazal (MT) a Porto-Velho (RO) e um trecho de hidrovia de Porto Velho-RO até Manaus e Santarém.
Principal meio de distribuição das cargas no país, o setor rodoviário deverá manter sua posição de destaque nas próximas décadas. A novidade é a retomada das concessões pelo governo federal. Em 2013, foram licitados cinco lotes de rodovias, que somam 4,2 mil quilômetros e irão contemplar R$ 28 bilhões de investimentos ao longo dos 30 anos de duração. Para os próximos meses, o governo pretende licitar outros cinco lotes de rodovias, cuja extensão soma 2,6 mil quilômetros, dos quais 2.282 km terão de ser duplicados. Os investimentos previstos são de R$ 17,8 bilhões. O avanço privado deverá melhorar as condições desses trechos, que incluem rodovias-tronco que fazem a ligação entre portos do Sudeste e áreas de grande produção agrícola no Centro-Oeste.
"Os trechos concedidos ano passado são rotas de alto valor adicionado com importante peso na economia, com destaque para o transporte de grãos", afirma Paulo Resende, coordenador de logística da Fundação Dom Cabral (FDC). "Apesar da demora na decisão de conceder, as licitações são um fato importante para melhorar a competitividade, mas é essencial ver que o ganho de eficiência será de médio a longo prazo", afirma Bruno Batista, diretor-executivo da CNT.
O modal rodoviário tem passado por mudanças com a adoção da lei dos caminhoneiros e a extinção da carta-frete. Interessada em ampliar sua participação em uma cadeia de valor bilionária, a Ticket Car adquiriu ano passado participação majoritária na Repom, que, por sua vez, observa de perto o promissor mercado surgido com a extinção da carta-frete. O documento era usado pelo caminhoneiro para destacar as cargas que leva em suas viagens e mostrar o pagamento dos impostos dos produtos transportados. Para substituir a carta-frete, foram criados cartões que permitem aos embarcadores e transportadoras carregar o valor do frete diretamente na solução. A Repom ainda oferece outros produtos, como seguro de vida e assistência de reboque pelo país.

Logística tem custo elevado
Os custos logísticos voltaram a crescer no Brasil e chegaram a 11,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012, após recuo em 2010 (10,6%) e 2008 (10,9%). O porcentual significa um retorno ao patamar de 2006, segundo pesquisa do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos). Parte desse problema é a dependência do modal rodoviário, que responde por cerca de 60% das cargas transportadas no Brasil e tem sofrido com alta de custos, sejam de combustíveis, sejam trabalhistas.
Menos de 15% dos 1,7 milhão de quilômetros de rodovias são pavimentados. Deficiências no pavimento elevam em 25% o custo operacional do transportador no país. As regiões Sul e Sudeste apresentam as melhores condições de asfalto, com custos de 19% e 21%, respectivamente. Já o Norte apresenta o pior: 39,5%.
"Por conta da baixa penetração do modal ferroviário e hidroviário, as rodovias são sobrecarregadas, sendo meio de transporte inclusive de grãos, como a soja, que não são economicamente viáveis nesse modal, porque é necessário um grande volume de caminhões para chegar aos portos, o que acarreta filas", avalia Bruno Batista, diretor executivo da Confederação Nacional dos Transportes (CNT). Segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), 53% dos grãos são escoados por rodovias aos portos, outros 36% pelas ferrovias e 12% por hidrovias.
O governo está buscando reverter esse quadro. Além da retomada das concessões rodoviárias, trabalha na criação de um modelo de concessões ferroviárias. Nos últimos dias, as reuniões com empresários têm sido intensas. O governo prevê a construção de 16 trechos ferroviários, num total de 11,5 mil km de linhas férreas e investimento da ordem de R$ 91 bilhões. Do valor total, R$ 56 bilhões devem ser investidos nos primeiros cinco anos e R$ 35 bilhões ao longo de 30 anos.
Outra parte do trabalho do governo é a retomada do planejamento, com a criação da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), criada em 2012, nos moldes da Empresa de Pesquisas Energéticas (EPE). Uma das frentes é o Plano Nacional de Logística Integrada, cujo objetivo é identificar as necessidades e oportunidades da matriz no curto, médio e longo prazo. Nele estará contida uma ampla pesquisa de origem e destino das cargas, com dados coletados em 200 pontos no Brasil e baseada em mais de um milhão de entrevistas realizadas em três etapas. "Isso está em estágio avançado", afirma o presidente da EPL, Paulo Sérgio Passos. Com a matriz de origem e destino em mãos, pode-se planejar ações ao longo dos próximos 20, 30 anos no setor.
Esse banco de dados contribui também para a simulação de pré-viabilidade de algumas iniciativas. "Alguns modais irão se adensar ao longo dos próximos anos, o que fará o planejamento ganhar ainda mais relevância, já que deverá haver uma maior integração entre os diferentes modais", destaca Passos.
No fim do ano passado, o Ministério dos Transportes concluiu o Plano Hidroviário Estratégico, que pretende ampliar o transporte por hidrovias como forma de buscar alternativas de escoamento principalmente da produção agrícola. O estudo, financiado pelo Banco Mundial, tem a meta de viabilizar o aumento do transporte de carga dos atuais 25 milhões para 120 milhões de toneladas de carga até 2031.
Fonte - Revista Ferroviária  27/05/2014

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Ferrovias da Bahia não serão desativadas

Ferrovias

Correio da Bahia
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A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) irá receber uma audiência pública nesta terça-feira (10), às 9h30, na Comissão de Infraestrutura. Temas como a desativação de trechos ferroviários da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) e o projeto de uma nova ferrovia serão debatidos, assim como a resolução da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que autorizou devolução do trecho de 1760 km, concedido há 17 anos para a FCA.
Participarão da audiência parlamentares prefeitos dos municípios cortados pela ferrovia, sindicalistas, representantes da ANTT e do Ministério dos Transportes.
Na última sexta-feira (6), após reunião de quase duas horas, o governador Jaques Wagner revelou que possui a garantia da presidente Dilma Rousseff de que os trechos ferroviários no Estado não serão desativados. Além disso, a cidade de Alagoinhas não será excluída do Programa de Investimento em Logística (PIL) do governo federal.
"Não existe nenhuma hipótese de desativar a ferrovia, nem retirar trilhos. Tenho o compromisso da presidente da República. É um processo de retomada e não de desativação. A garantia que eu tenho é que não haverá desmobilização enquanto não tivermos uma nova ferrovia. O governo federal precisa dizer agora quem assume o trecho", afirmou.
O assunto ainda será discutido em encontro com o Ministro dos Transportes, Cesar Borges e o diretor-presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), nesta segunda-feira (9), em Brasília.
Fonte - Revista Ferroviária 09/09/2013