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quarta-feira, 19 de setembro de 2018

InnoTrans 2018: a digitalização chegou aos trilhos

Transportes sobre trilhos/Tecnologia  🚅  🚇

O tema digitalização foi destacado pelas autoridades que estiveram presentes na cerimônia de abertura da InnoTrans 2018, que aconteceu ontem (dia 18), em Berlim. O desenvolvimento de plataformas para análise de Big Data no setor ferroviário de passageiros é a aposta da Siemens. A empresa levou para a InnoTrans 2018 os mais recentes projetos desenvolvidos nessa área. Entre eles, a Estação Digital, um sistema de gerenciamento de operações que tem o objetivo de melhorar a experiência do usuário e fornecer informações valiosas para o aperfeiçoamento e otimização do transporte e redução de custos das operadoras.

Revista Ferroviária
Foto - ilustração/Railly News
Como a inovação digital vai transformar o futuro da mobilidade? A resposta está nos estandes da InnoTrans 2018, onde empresas apresentam uma série de tecnologias que prometem colocar de vez o setor ferroviário no universo da digitalização. Aplicativos para smartphones que transformam a experiência de mobilidade dos passageiros, recursos baseados em big data para gerar informações inteligentes sobre os usuários de transporte sobre trilhos, janelas de trens touch-screen e conectividade all time são algumas novidades apresentadas pelas empresas na feira.
O tema digitalização foi destacado pelas autoridades que estiveram presentes na cerimônia de abertura da InnoTrans 2018, que aconteceu ontem (dia 18), em Berlim. O ministro federal dos Transportes da Alemanha, Andreas Scheuer (CSU), referiu-se à InnoTrans como “Innovation Trans”.
"A Alemanha precisa das ferrovias para poder atingir seus objetivos climáticos", disse ele, referindo-se também à questão da sustentabilidade e redução de emissão de poluentes, outro assunto em pauta no evento. A digitalização também faz parte desse processo de tornar a ferrovia mais sustentável , segundo Scheuer, "por meio do uso de aplicativos, da manutenção preditiva dos trilhos e do material rodante com o auxílio de tecnologias digitais".

Nos estandes
O desenvolvimento de plataformas para análise de Big Data no setor ferroviário de passageiros é a aposta da Siemens. A empresa levou para a InnoTrans 2018 os mais recentes projetos desenvolvidos nessa área. Entre eles, a Estação Digital, um sistema de gerenciamento de operações que tem o objetivo de melhorar a experiência do usuário e fornecer informações valiosas para o aperfeiçoamento e otimização do transporte e redução de custos das operadoras.
"Esse sistema tem como diferencial a disponibilização de dados que permitem desenvolver estratégias para otimização de energia e segurança das estações, além de aumentar a capacidade de previsão do fluxo de passageiros e garantir a conectividade de usuários dentro e fora das estações", comentou Alexander Spyra, Head de Vendas e Sistemas de Gerenciamento para Comunicação Ferroviária da Siemens.
A Siemens também desenvolveu em parceria com startups um aplicativo voltado para intermodalidade. O app fornece ao passageiro todas as etapas pré e pós-viagem, como o planejamento de trajeto, incluindo a opção de diversos meios de transporte, busca pelo melhor preço, compra de bilhete e validação por meio de QR Code (assim como acontece no transporte aéreo) e informações sobre a viagem. A ferramenta, disse o diretor, já esta sendo utilizada por 100 milhões de pessoas no mundo, na Europa, EUA e Oriente Médio.
"Para assegurar que os sistemas de transporte público permaneçam como uma alternativa viável no futuro, os operadores devem oferecer mobilidade integrada aos viajantes. A chave para a viagem intermodal reside na combinação perfeita de várias tipos de transporte, infraestrutura confiável e participação ativa dos passageiros nas operações", ressaltou o Head de Vendas da Siemens, Geert Vanbeveren.

Fibra de carbono
O lançamento do trem de metro Cetrovo levou o publico ao estande da CRRC. O modelo é o primeiro do mundo a ser fabricado com fibra carbono, assim como as aeronaves mais recentes. Segundo executivos da chinesa, o material proporciona redução de 13% do peso da composição. A velocidade máxima que o trem pode atingir é de 140 km por hora. As janelas do trem com telas sensíveis ao toque também são novidade. “Como um iPad gigante, eles podem ser usados para reservar ingressos, os passageiros podem até navegar na internet. Alternativamente, os operadores de trem podem usar a tela para exibir informações de entretenimento ou passageiro ”, explicaram os gerentes do grupo, que admitem: o preço do novo modelo pode ser de duas a três vezes mais caro do que o do modelo tradicional. A novidade chamou a atenção do diretor de Operações do Metro de São Paulo, Milton Gioia, que quis conhecer de perto a composição. "Ainda vamos demorar a ver esse trem circulando no Brasil, ate porque existe apenas uma empresa que oferece esse tipo de composição. Mas não tenho duvida de que esse e o futuro do transporte sobre trilhos", disse.
Fonte - Revista Ferroviária  19/09/2018

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Trens, trilhos e outros equipamentos do VLT de Cuiabá ficarão com o Estado

Transportes sobre trilhos  🚄

Na terça-feira (5), foi publicado o ato de rescisão unilateral do contrato, estimado inicialmente em R$ 1,4 bilhão, por supostas irregularidades cometidas pelo Consórcio VLT, contratado na gestão do ex-governador Silval Barbosa. O material, a exemplo de todo e qualquer componente já pago pela gestão estadual, será usado pela nova empresa a ser contratada para a conclusão das obras de implantação do metrô de superfície.

Gazeta Digital - RF
foto - ilustração/arquivo
Os trens, trilhos e equipamentos para sinalização e operação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) pertencem ao Estado de Mato Grosso. O material, a exemplo de todo e qualquer componente já pago pela gestão estadual, será usado pela nova empresa a ser contratada para a conclusão das obras de implantação do metrô de superfície.
Nesta terça-feira (5), foi publicado o ato de rescisão unilateral do contrato, estimado inicialmente em R$ 1,4 bilhão, por supostas irregularidades cometidas pelo Consórcio VLT, contratado na gestão do ex-governador Silval Barbosa. O consórcio ainda não foi notificado oficialmente do rompimento.
De acordo com o procurador Carlos Perlin, tudo aquilo pelo qual o Estado já pagou, como por exemplo as 40 composições e todo o chamado material rodante, não pertencem mais ao consórcio construtor.
“Vão surgir algumas questões neste sentido, como, por exemplo, qual a situação do que está parcialmente concluído. Para delimitar bem esta questão, o parecer e a rescisão determinaram que fosse feita a medição rescisória. Ela é a última medição que vai aferir o que está feito, o que não está, quanto foi cumprido de cada etapa. Mas o que está pronto, até porque já foi pago, pertence ao Estado de Mato Grosso”.
O trabalho de medição de toda a obra, segundo Perlin, será executado por técnicos da Secretaria de Estado de Cidades (Secid), pasta que havia assumido a condução do contrato com o Consórcio VLT. “A gente estima que demore entre um a dois meses para a conclusão deste trabalho, por conta da complexidade da obra, do tamanho dela”.
Uma situação curiosa que poderá surgir, mesmo após a retomada das obras, é a possibilidade de contratação de uma das empresas que fazem parte do consórcio, a espanhola CAF, responsável pela montagem dos veículos e desenvolvimento do sistema de operação.
“A CAF é a fabricante do trem e só ela tem a expertise para tocar. Pode ser que, futuramente, em uma fase anterior à operação, seja necessário contratar a CAF para fazer a manutenção dos trens, uma vez que, como fabricante, só ela teria este conhecimento técnico”.
Outra questão a ser enfrentada trata dos valores a serem pagos ou recebidos pelo Estado, por conta das três medições que não foram quitadas desde 2014 e das indenizações que ainda estão sob análise. Conforme Perlin, quatro pontos impactam estes custos. “O primeiro deles é a multa, de R$ 147 milhões, o equivalente a 10% do total do contrato”.
Um outro ponto trata de alterações de cláusulas do contrato em relação ao que previa o edital. Em apenas uma delas, o consórcio teria obtido, segundo o procurador, um ganho de R$ 11,5 milhões. “O edital previa que o consórcio ressarcisse o Estado dos ganhos que poderiam ser auferidos nos adiantamentos e isso foi excluído no contrato”.
Já o terceiro fator trata do orçamento-base, elaborado pelo Estado quando fez a contratação do consórcio. Por fim, terá impacto nos valores, o débito que o governo tem com o consórcio, tanto de medições quanto de atualizações, como a variação cambial dos materiais importados.
Fonte - Revista Ferroviária  06/12/2017

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

CBTU-BH realiza manutenção de trilhos neste domingo

Transportes sobre trilhos  🚇

Em razão da atividade programada, o intervalo entre as viagens do metrô poderá variar entre 20 e 25 minutos, somente durante a execução dos trabalhos. Tão logo seja concluída a tarefa serão retomados os intervalos habituais de domingo.

CBTU
Divulgação/CBTU
A CBTU Belo Horizonte realiza trabalhos de manutenção de trilhos entre as estações Horto Florestal e Minas Shopping, neste domingo, 1º de outubro, de 7h às 18h.
Em razão da atividade programada, o intervalo entre as viagens do metrô poderá variar entre 20 e 25 minutos, somente durante a execução dos trabalhos. Tão logo seja concluída a tarefa serão retomados os intervalos habituais de domingo.
A manutenção de trilhos é fundamental para garantir a segurança dos cerca de 60 milhões de passageiros que utilizam o metrô anualmente, bem como para permitir o cumprimento regular dos itinerários programados para os trens, que totaliza cerca de 90 mil viagens a cada ano.
Com informações da CBTU  29/09/2017

terça-feira, 14 de junho de 2016

Trem falha em SP e passageiros caminham sobre trilhos

Transportes sobre trilhos

Uma composição, que viajava no sentido Francisco Morato-Luz, no centro, travou antes de chegar à estação Jaraguá, na zona oeste. Os passageiros precisaram desembarcar e caminhar sobre os trilhos.

Fernanda Cruz
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração
O trem da linha 7-Rubi, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), apresentou falha às 7h de hoje (14). Uma composição, que viajava no sentido Francisco Morato-Luz, no centro, travou antes de chegar à estação Jaraguá, na zona oeste. Os passageiros precisaram desembarcar e caminhar sobre os trilhos.
Segundo a assessoria de imprensa da CPTM, os usuários foram levados a uma outra composição e o problema foi resolvido. Porém, os trens continuavam, às 9h, trafegando em velocidade reduzida. As causas da falha no sistema serão investigadas.
Fonte - Agência Brasil  14/06/2016

sábado, 16 de janeiro de 2016

Prorrogada mais uma vez conclusão da inventariança da extinta RFFSA

Ferrovias

Trabalhos devem ser encerrados até o final de 2016.A nova data para conclusão dos trabalhos é 31 de dezembro de 2016, segundo portaria publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (15). Esta é a 9ª vez que o prazo é prorrogado, desde 2008. 

Natália Pianegonda Agência CNT
Foto -Divulgação/AGU
O Ministério dos Transportes decidiu prorrogar, mais uma vez, o prazo para conclusão dos trabalhos de inventariança da extinta RFFSA (Rede Ferroviária Federal S.A.). A nova data para conclusão dos trabalhos é 31 de dezembro de 2016, segundo portaria publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (15). Esta é a 9ª vez que o prazo é prorrogado, desde 2008.
A inventariança foi regulamentada por um decreto publicado em 2007, dez anos depois da privatização da malha ferroviária brasileira. Conforme o relatório de atividades mais recente, do terceiro trimestre de 2015, 94,2% do trabalho está concluído.
A RFFSA foi criada em 1957 e operou por 40 anos. Em 1992 foi incluída no Programa Nacional de Desestatização, o que ocorreu entre 1996 e 1998. A liquidação da empresa iniciou em 1999. Os ativos operacionais, que incluem infraestrutura, locomotivas e vagões, por exemplo, foram arrendados às concessionárias operadoras das ferrovias. Os não operacionais e o pagamento de passivos ficaram sob responsabilidade do governo federal.
O processo de inventário dos bens, direitos e obrigações da extinta empresa é realizado sob coordenação do Ministério dos Transportes, mas envolve outros órgãos do governo federal.
O encerramento definitivo das atividades da RFFSA foi incluído como uma das medidas do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) em 2007, com previsão orçamentária de R$ 452 milhões, dos quais R$ 300 milhões foram para a criação do Fundo Contingente, criado para garantir a quitação de eventuais passivos da extinta Rede. Até então, a RFFSA gerava uma despesa de custeio de R$ 187 milhões por ano à União.
Fonte - Agência CNT de Notícias 15/01/2016

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

CBTU Belo Horizonte investe na revitalização de trilhos

Transportes sobre trilhos

Durante todo o mês de dezembro a CBTU Belo Horizonte vem realizando o esmerilhamento para reperfilamento dos trilhos da Linha 1 (Eldorado-Vilarinho), ao longo dos 56,2 km de via comercial do metrô. O investimento da Companhia na recuperação dos trilhos é de cerca de R$ 2,1 milhões.

CBTU
CBTU
As madrugadas de manutenção no sistema metroviário de Belo Horizonte têm uma nova atividade. Durante todo o mês de dezembro a CBTU Belo Horizonte vem realizando o esmerilhamento para reperfilamento dos trilhos da Linha 1 (Eldorado-Vilarinho), ao longo dos 56,2 km de via comercial do metrô. O investimento da Companhia na recuperação dos trilhos é de cerca de R$ 2,1 milhões.
Segundo o coordenador de Via Permanente e Edificações, Reinaldo Eustáquio de Araújo, o serviço é fundamental para manter a integridade dos trilhos e a segurança da operação. “As deformações que acontecem, naturalmente, no sistema ferroviário em razão do contato roda-trilho e do peso transportado acabam por danificar a pista de rolamento. Esse trabalho é essencial para melhorar a dinâmica de giro dos rodeiros sobre a via, preservando a vida útil natural estimada para os elementos da via permanente e do material rodante, além de proporcionar segurança aos milhares de usuários do metrô”, explica o coordenador.
O trem esmerilhador trabalha pesado para restaurar a geometria original dos trilhos, retirando camadas de material fadigado e diminuindo os pontos de atrito. Os serviços serão executados ao longo dos 56,2 km de trilhos da Linha 1, o que corresponde às vias 1 (Eldorado/Vilarinho) e 2, (Vilarinho/Eldorado). A CBTU espera concluir todo o trabalho até a próxima quinta-feira (31/12).
Fonte - CBTU  30/12/2015

CBTU

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

A importância de integrar tecnologias no trânsito

Mobilidade

O transporte coletivo será o principal meio de deslocamento e quem comprar uma passagem poderá fazer um trecho de ônibus, outro no metrô e terminar a viagem em uma unidade de alugueis de carro, por exemplo.

Mariana Czerwonka
Portal do Trânsito/Por Ricardo Simões*

Estudos apontam que em 30 anos é possível que o trânsito, como conhecemos hoje, seja completamente extinto. Em um futuro próximo, será possível imaginar uma integração maior dos diversos modais no transporte urbano com as vias. O transporte coletivo será o principal meio de deslocamento e quem comprar uma passagem poderá fazer um trecho de ônibus, outro no metrô e terminar a viagem em uma unidade de alugueis de carro, por exemplo.
Se fosse possível fazer uma fotografia do trânsito do futuro, provavelmente, a imagem teria alguma forma híbrida entre transporte público e veículos particulares. Já há algumas iniciativas nos dois sentidos: carros como forma de serviço e também a integração entre veículo próprio e o transporte público, que faz parte do conceito Dual Mode Vehicle;(Sendo desenvolvido em Copenhague na Dinamarca) ha ou então o próprio veículo sendo parte do transporte público, como um vagão dentro de um grande sistema de trens ou metrôs. O certo é que as diversas formas de veículos existentes, tenderão a convergir para um modelo de convivência mais harmoniosa em prol da melhoria da qualidade de vida nas cidades.
Além disso, problemas como engarrafamentos e acidentes de trânsito serão minimizados através de planos de mobilidade mais maduros. O automóvel, por exemplo, apesar de um componente muito importante no trânsito, não será o principal. É provável que as cidades sejam transformadas, à medida do tempo, com a adoção dos novos modelos de deslocamento, mais silenciosos, menos poluentes, mais econômicos e sustentáveis.
Diversas tecnologias estão sendo desenvolvidas para diminuir e até extinguir os problemas de trânsito tão comuns nas metrópoles do mundo. As novas técnicas tornarão as cidades mais inteligentes e ajudarão as metrópoles a vencer problemas não só de trânsito, mas também de segurança e urbanismo. Os centros de controle, carros inteligentes e a automatização da condução são exemplos do que estará presente para o trânsito do futuro.
Neste contexto, a fiscalização das condutas continuaria tendo seu valor. No entanto, com o maior controle dos veículos através do IOT (Internet of Things) – que permite a interligação de objetos do mundo real com o mundo virtual por meio de sensores – e outras tecnologias, os modelos de fiscalização passem a ser preventivos ao invés de punitivos/corretivos. Com a sinergia entre os modelos de veículos do futuro, a integração entre os modais e meios de transporte público talvez tenhamos uma transformação mais efetiva do comportamento do cidadão.
É natural que, para sua entrada em nosso dia a dia, tais iniciativas dependam de estudos mais profundos e aprimoramento. No entanto, é fato a necessidade de toda uma infraestrutura conceitual e de integração, desenhada através de protocolos e padrões para que se possa extrair o melhor dessa diversidade de tecnologias. Para isso, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), através de seu grupo de estudos - CEE-127, que trata dos Sistemas Inteligentes de Transporte (ITS) – ações de gestão de trânsito que integram diferentes tecnologias para controle e melhoria da mobilidade –, trabalha no intuito de consolidar os parâmetros mínimos de interoperabilidade e funcionamento de todo o escopo que compreende o tema ITS.
* Ricardo Simões é gerente de produtos da Perkons e membro da Comissão de Estudos de ITS da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)
Fonte - Portal do Trânsito  27?10/2015

sábado, 13 de dezembro de 2014

Consórcio retira trilhos de viaduto do VLT de Cuiabá para evitar furto

Cuiabá

O material estava exposto em elevado da MT-040 há dez meses, quando foi deixado pela empresa para ser instalado 

Mídia News
Reportagem de Karine Miranda
Foto: Edson Rodrigues/Secopa |
Os trilhos do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), que estavam sobre o viaduto da MT-040, na região do Coxipó, foram removidos do local pelo Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande, após denúncia de moradores de que as armações de ferro usadas para fixar os trilhos estariam sendo visada por assaltantes.
O material seria implantado na faixa central do elevado, que integra o Eixo 2 da via permanente do VLT (Coxipó-Centro), e estava exposto no viaduto há, pelo menos, dez meses.
Segundo a assessoria do Consórcio, a retirada do material ocorreu na semana passada, após informações de moradores das imediações de que pessoas rondavam o viaduto à espera de uma oportunidade para furtar as armações de ferro.
Ainda segundo Consórcio, havia seguranças para realizar a vigilância, contudo, devido a suspeita, tanto o trilho quando as armações de ferro foram encaminhados para o Centro de Manutenção e Controle do VLT, em Várzea Grande.

Demora na instalação
A instalação deveria ocorrer após o Consórcio concluir as obras de drenagem e as pistas marginais do viaduto e da rotatória.
Contudo, o material não foi instalado devido a polêmica com o viaduto da UFMT, quando houveram diversas reclamações sobre a colocação dos trilhos sem a previsão de uso, segundo o Consórcio.
Isso porque as obras do eixo 2 do VLT, sentido Centro-Coxipó, estão paradas há meses, desde que o consórcio optou por priorizar os serviços no eixo 1 sentido Aeroporto-CPA, mais precisamente na Avenida da FEB, em Várzea Grande.

Obras do VLT
Até o momento, apenas o viaduto de 445 metros de extensão da MT-040, inaugurado em fevereiro de 2013, e o viaduto da UFMT, com 428 metros, inaugurado em dezembro de 2013, foram concluídos na região do Coxipó.
A paralisação das obras no Coxipó, inclusive, fez com que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) determinasse à Secretaria Extraordinária (Secopa) que entregasse, até o final deste ano, o cronograma referente à conclusão das etapas de obras do VLT.
A medida foi tomada para garantir que as obras sejam concluídas em 2015, visto que o modal deveria ser entregue em março passado.
Na ocasião, um aditivo foi firmado entre as partes, dando prazo para término da obra em dezembro.
Até o momento, a secretaria ainda não entregou o cronograma.

VLT
O projeto do VLT está orçado em R$ 1,477 bilhão ao Governo do Estado, sendo que, desse total, pelo menos R$ 896 milhões já foram destinados à aquisição do material rodante, como os trilhos e os carros.
Ao todo, serão instalados 22,2 km de trilhos nos dois eixos, por onde devem circular os 40 composições do VLT – formados por sete carros cada um.
Além dos trilhos e implantação do modal, o projeto prevê a execução de estações e terminais, bem como de obras de arte (pontes, trincheiras e viadutos) ao longo dos dois eixos.
Fonte - STEFZS 13/12/2014

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

VLI recebe em Divinópolis máquina que amplia vida útil das linhas férreas

Ferrovias

Locomotiva esmerilhadora de trilhos também reduz custos operacionais. Tecnologia americana de última geração é única no Brasil, diz empresa.

G1
Por Ricardo Welbert

A maior oficina ferroviária da América Latina, em Divinópolis, recebeu um reforço de peso: uma locomotiva esmerilhadora de trilhos. Fabricada nos Estados Unidos, a tecnologia custou R$ 28 milhões e serve para ampliar a vida útil das linhas férreas e reduzir custos operacionais.
Com o atrito causado pelo contato com as rodas dos trens, os trilhos de ferro ficam desgastados. Após cerca de cinco anos sem manutenção, as peças podem se romper e causar descarrilamento de composição - o que gera prejuízo à empresa, aos clientes e ainda coloca operários em risco. "Antes era preciso que homens percorressem a linha férrea e virassem a parte desgastada dos trilhos para baixo, permitindo que pelos cinco anos seguintes o outro lado fosse gasto. Agora, basta passar a esmerilhadora nas partes desgastadas. Isso vai aumentar em cerca de dez anos a vida útil do trilho, que é o insumo mais caro do negócio ferroviário", explicou Fernando Adriano Pinto, gerente de manutenção e operações de máquinas de via da Valor Logística Integrada (VLI).
Ainda segundo ele, a máquina foi fabricada este ano e é a esmerilhadora de trilhos mais moderna em operação na América Latina. O equipamento completo pesa 222.800 toneladas, tem 4,10 metros altura, 3,20m de largura, 66m de comprimento e chega à velocidade de 60 quilômetros por hora. Foi comprado no primeiro semestre do ano. Em junho chegou ao porto de Vila Velha, no Espírito Santo. Desde então, percorreu 39 quilômetros de linha-férrea no Centro-Oeste mineiro.
Com o investimento, a companhia pretende diminuir as interdições por fraturas de trilhos e aumentar a disponibilidade das vias para a circulação dos trens. "Os trabalhos com essa esmerilhadora também acarretam redução no consumo de combustível das locomotivas porque trilhos devidamente esmerilhados diminuem o atrito com as rodas e o motor pode fazer menos força para o deslocamento", explicou o gerente de engenharia ferroviária da VLI, João Silva Júnior.
Dos 1.200 funcionários da empresa em Divinópolis, apenas sete foram selecionados para operar a esmerilhadora. Dimas Fernandes Maciel é um deles. Quando a máquina está em funcionamento ele fica do lado de fora orientando quem está na cabine. "Observo as condições do trilho e verifico se o equipamento está esmerilhando de acordo com o padrão escolhido", contou.
Quando estão em operação, os esmeris ficam escondidos por uma camada de borracha instalada nas laterais do vagão esmerilhador. "Sai muita faísca e essa proteção impede o lançamento de fagulhas", explicou.
Do lado de dentro a locomotiva é equipada com ar condicionado, televisão e até uma cozinha, onde as equipes fazem refeições. No vagão principal fica o "cérebro" da máquina. Tudo é digital. Monitores mostram o mapa da ferrovia. O software de operação oferece 25 padrões de trabalho, escolhidos a partir do uso de sensores que fazem leituras dos trilhos. Câmeras instaladas na frente e na traseira do trem mostram ao maquinista tudo o que se passa na linha.
De acordo com Dimas, esmerilhar mil metros de trilhos demora, em média, 40 minutos. A máquina é a mais moderna da categoria a operar no Brasil. "Foi fabricada este ano e entrou em operação poucos meses depois. Trata-se de um equipamento com alta tecnologia embarcada, onde é possível gerenciar, por exemplo, a pressão exercida pela locomotiva sobre os trilhos", explicou.
A previsão da empresa é esmerilhar 600 quilômetros de linha férrea em 2015. A partir de outubro do mesmo ano, a máquina deverá operar com 100% da capacidade.
Fonte - STEFZS  17/11/2014

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Navio com trilhos da Fiol chega no sul da Bahia

Ferrovias

A previsão é que a operação de desembarque do material seja concluído em 48 horas.-Até abril de 2015, a Espanha deve enviar 53 mil toneladas de trilhos para a Fiol....

A Tarde
Da Redação
Divulgação | Amanda Oliveira | GOVBA
Um navio com o segundo lote com trilhos da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) chegou nesta quarta-feira, 24, no Porto de Ilhéus, no sul da Bahia. São 6.616 peças que saíram de barco do Puerto de Gijón, na Espanha, para o interior baiano. A previsão é que a operação de desembarque do material seja concluído em 48 horas. Até abril de 2015, a Espanha deve enviar 53 mil toneladas de trilhos para a Fiol, que também vai trazer 93 toneladas da China.
A Fiol terá 1.527 quilômetros de extensão, ligando Figueirópolis, no estado do Tocantins, ao Porto Sul de Ilhéus. A ferrovia deve começar a funcionar em 2016, de acordo com o governo baiano. A obra é estimada em R$ 6 bilhões.
Fonte - A Tarde  24/09/2014

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

VI Brasil nos Trilhos começa hoje (20/08), em Brasília

Transportes sobre trilhos

O evento terá como tema este ano a “Agenda 2020: Desafios e Oportunidades – Cargas e Passageiros” e será palco de encontro entre autoridades governamentais, executivos, acadêmicos, parlamentares, fornecedores, transportadores e operadores logísticos.

RF
foto montagem - ilustração
Começa hoje (20/08), em Brasília, a sexta edição do Brasil nos Trilhos, promovido pela Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF) e pela Associação Nacional dos Transportadores sobre Trilhos (ANPTrilhos).
O evento terá como tema este ano a “Agenda 2020: Desafios e Oportunidades – Cargas e Passageiros” e será palco de encontro entre autoridades governamentais, executivos, acadêmicos, parlamentares, fornecedores, transportadores e operadores logísticos.
Hoje, primeiro dia do evento, a programação traz debates técnicos. Serão quatro salas, que tratarão dos temas Segurança, Assuntos Jurídicos, Suprimentos e Mobilidade Urbana, além do Painel Internacional, que apresentará referências internacionais no transporte de carga e de passageiros.
Além disso, a ANTF entregará o Prêmio ANTF de Jornalismo, que conta com as categorias Televisão, Rádio, Revista Impressa, Jornal Impresso e Site.
A Revista Ferroviária recebe o prêmio na categoria Revista Impressa, com a reportagem 14 horas a bordo, realizada pela jornalista Mariana Neves, editora da revista à época. Nesse Diário de Bordo, a repórter percorreu 569 quilômetros pela Estrada de Ferro Vitória a Minas, entre o Pátio Costa Lacerda, em Santa Bárbara (MG), e o porto de Tubarão, em Vitória (ES). O texto premiado foi publicado na edição da RF Abril-Maio de 2013.
O evento continua amanhã (21/08), quando está previsto o seminário principal, no qual serão apresentados temas de cunho político e econômico, palestras sobre a visão do governo sobre o setor metroferroviário nacional, além da palestra de um dos candidatos à presidência da república.

Clique no link e confira a programação completa:
http://www.otmeditora.com.br/brasilnostrilhos/index.php/textos/programacao.html
Fonte - Revista Ferroviária 20/08/2014

domingo, 17 de agosto de 2014

Ferrovia de Integração Oeste-Leste começa a receber os primeiros trilhos

Ferrovias

São mais de 3 mil barras de trilhos num total de mais de 2 mil toneladas.-As barras pesam ao todo 2.185 toneladas (cerca de 720 quilos cada uma).

Agência CNT de Notícias 
Adicionar legenda
O primeiro carregamento, composto de 3.031 barras de trilhos de origem espanhola que foram comprados pela Valec para utilização na Fiol (Ferrovia de Integração Oeste-Leste), começou a ser entregue na terça-feira (12) na obra da ferrovia.
As barras pesam ao todo 2.185 toneladas (cerca de 720 quilos cada uma). Do total, 500 toneladas estão sendo descarregadas ao lado do eixo da ferrovia em Jequié (lote 2) e outras 1.685 toneladas em Brumado (lote 4). O trabalho de descarregamento deve durar toda a semana.
Os trilhos chegaram na semana passada ao Porto de Ilhéus, no sul da Bahia. São esperados mais 11 navios do mesmo fornecedor desse carregamento e, a partir de setembro, uma fabricante chinesa também passará a entregar trilhos no Brasil.
No trecho de 1022 quilômetros entre Ilhéus e Caetité, a Fiol atinge o nível de 50,06% de obras realizadas até o momento. A chegada dos trilhos garante a continuidade do ritmo normal da construção que deve ser concluída nesse trecho até dezembro de 2015.

Projeto total
Devido à importância econômica para a região, o primeiro trecho da Fiol (Ilhéus-Caetité) foi incluído no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do governo federal. A capacidade inicial da ferrovia é transportar aproximadamente 40 milhões de toneladas ao ano por sentido, entre grãos, minérios, combustíveis e carga geral, destinadas aos mercados interno e externo.
No âmbito do Sistema Ferroviário Nacional, o qual tem a Ferrovia Norte-Sul (FNS) como estruturadora, posteriormente, ocorrerá a interligação dessa com a Fiol, o que ampliará as possibilidades de escoamento da produção agrícola e de mineração e incentivará novos investimentos e aumento da produção.
Com informações da Valec - Ana Rita Gondim
Fonte - STEFZS  17/08/2014

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Chegam os primeiros 3 mil trilhos a serem usados na Ferrovia Oeste-Leste

Ferrovias

As peças são de origem espanhola e pesam cerca de 750 quilos cada uma. - São 3.027 peças de origem espanhola, pesando cerca de 750 quilos cada uma, totalizando 2.185 toneladas de trilhos destinados ao Lote 4 da Fiol, em Caetité.

TB
Foto: Alberto Coutinho
O primeiro lote de trilhos que farão parte da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) chegou ao Porto de Ilhéus e está sendo armazenado na Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), nesta segunda-feira (4/8).
São 3.027 peças de origem espanhola, pesando cerca de 750 quilos cada uma, totalizando 2.185 toneladas de trilhos destinados ao Lote 4 da Fiol, em Caetité.
O presidente da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A, José Lúcio Lima Machado, destacou que todos os contratos para o fornecimento de trilhos estão assinados. “Entre agosto de 2014 e agosto de 2015, teremos recebido um total de 234.790 toneladas de trilhos destinados à Fiol e à Ferrovia Norte-Sul (FNS).”
Para o diretor de engenharia da Valec, Mário Rodrigues Júnior, “a chegada dos trilhos elimina um gargalo para a condução do avanço físico e cumprimento do cronograma, permitindo o desenvolvimento de uma sequência executiva das obras”.
De acordo com Rodrigues, a próxima remessa de trilhos da Ferrovia de Integração Oeste-Leste está prevista para acontecer em meados de setembro. Serão aproximadamente 6 mil toneladas destinadas aos lotes 2, 3 e 4 da Fiol.
Ainda segundo o diretor, a Extensão Sul da FNS também deverá receber, neste mês de agosto, o primeiro lote de trilhos fornecidos por uma fabricante chinesa. “Nossa expectativa é de que 10,6 mil toneladas de trilhos destinados à Extensão Sul cheguem ao Porto de Santos no dia 20 deste mês”.
Fonte - Tribuna da Bahia  04/08/2014

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Mulher cai no trilho do metrô e interrompe tráfego por dez minutos

Rio de Janeiro

Acidente no metrô do rio causa interrupção no  tráfego da linha 01 por dez minutos

Vitor Abdala 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
Uma mulher caiu na manhã de hoje (4) no trilho do metrô da Linha 1 do Rio de Janeiro e interrompeu o tráfego de trens entre as estações Botafogo e General Osório, na zona sul da cidade. O acidente ocorreu por volta das 7h14 e a interrupção do tráfego durou apenas dez minutos.
O tráfego nas outras estações chegou a ser prejudicado, provocando atrasos, mas segundo a assessoria de imprensa da concessionária Metrô Rio, tudo já foi normalizado. O Metrô Rio não quis divulgar as circunstâncias da queda (se ela caiu, se jogou ou foi empurrada) e nem o estado de saúde da vítima.
Fonte - Agência Brasil  04/08/2014

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Ferrovia Norte-Sul: Empreiteira prevê trilhos para setembro

Ferrovias

Construção da ponte sobre o Rio Grande avança e viaduto na Euclides da Cunha (foto) já tem fundações - As obras de terraplenagem avançam em meio aos canaviais que dominam o cenário regional, cortando os territórios dos municípios de Ouroeste, Guarani d´Oeste, Populina e Fernandópolis 

Jornal Tá Na Mão/Região Noroeste

Fernandópolis - As obras de construção da Ferrovia Norte-Sul avançam pela região e já atingem 65% do cronograma, segundo estimativa feita pela empreiteira Triunfo Iesa Infraestrutura (Tiisa) responsável pelo lote 5, que vai do Rio Arantes, em Minas Gerais, até Estrela d´Oeste em nossa região, numa extensão de 141,9 quilômetros. A chegada dos trilhos à região está prevista para setembro.
Em nota ao jornal Tá na Mão, a empresa informa que o trecho de Minas Gerais está finalizado e que está em andamento a construção da ponte ferroviária sobre o Rio Grande , com 600 metros de comprimento sobre cinco pilares cujas bases ficarão submersas. A obra terá vão navegáveis – que permitirão a passagem das balsas que passam pela hidrovia. De acordo com a nota, 14,2% da obra foram executados, o que inclui os serviços de infraestrutura (fundações) e mesoestrutura (pilares). A previsão de conclusão, segundo a Tiisa, é março de 2015.
Outra obra de arte de grande porte já em construção é o viaduto sobre a Rodovia Euclides da Cunha em Estrela d´Oeste, a um quilômetro da divisa com Fernandópolis. A empreiteira Verissimo trabalha na conclusão das fundações do viaduto e diz que aguarda a liberação do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) para construção das fundações do pilar no vão central da rodovia.
As obras de terraplenagem avançam em meio aos canaviais que dominam o cenário regional, cortando os territórios dos municípios de Ouroeste, Guarani d´Oeste, Populina e Fernandópolis . Entre Arabá e Estrela d´Oeste, várias obras de arte de menor porte estão em construção. A partir de setembro, diz a nota da Tiisa, terá início a construção da infraestrutura de ferrovia, ou seja, a colocação dos trilhos. O prazo previsto para a conclusão total da obra é Maio de 2015, conclui a nota.
Em Estrela d´Oeste, a Ferrovia Norte Sul se conectará com a Ferrovia EF – 364, operada pela América Latina Logística (ALL), de modo a permitir acesso ao Porto de Santos. O investimento previsto no PAC é de R$ 3,38 bilhões.
Fonte - STEFZS  09/07/2014

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Trilhos da Linha 4 do Metrô/RJ já estão sendo instalados

Transportes sobre trilhos

Colocação deve chegar à plataforma da Estação São Conrado até o início de 2015 -  Os trilhos, que possuem 18 metros de comprimento e pesam mais de uma tonelada, estão sendo soldados em grupos de quatro e levados para o local onde vão ficar posicionados, já sobre os dormentes (peças de concreto colocadas transversalmente debaixo dos trilhos). 

Correio do Brasil 

O primeiro túnel aberto pela Linha 4 do Metrô, que vai ligar a Barra da Tijuca a São Conrado e tem cinco quilômetros de extensão, já conta com 400 metros de trilhos novos. De origem espanhola, as estruturas vieram de navio e chegaram ao Rio em fevereiro. Os trilhos, que possuem 18 metros de comprimento e pesam mais de uma tonelada, estão sendo soldados em grupos de quatro e levados para o local onde vão ficar posicionados, já sobre os dormentes (peças de concreto colocadas transversalmente debaixo dos trilhos). A previsão é de que a cada semana sejam colocados 300 metros de trilhos novos no túnel, que é o maior entre estações metroviárias do mundo escavado sob rocha.
- Já instalamos 400 metros de trilhos entre São Conrado e Barra, e a previsão é de que a cada semana 300 novos metros sejam instalados para o funcionamento completo da Linha 4 em 2016. A Linha 4 emprega cerca de 8 mil funcionários e vai atender a 300 mil pessoas por dia – disse o subsecretário de Projetos Especiais da Secretaria da Casa Civil, Rodrigo Vieira.
Até o início de 2015, a colocação dos trilhos deve ser concluída na via 1, chegando à plataforma da Estação São Conrado. Em seguida, começa o trabalho na via 2 (sentido Barra da Tijuca). Ao todo, da Barra até São Conrado, serão mais de 1.100 trilhos.​
Nesta primeira etapa, até a instalação completa dos trilhos na via 1 (sentido São Conrado), os operários trabalham a partir da metade do túnel em duas direções: Barra da Tijuca e São Conrado. Enquanto fazem a concretagem da via permanente, ainda constroem as passarelas de emergência e as canaletas para os cabos do sistema.

Mais de 300 mil pessoas usarão a Linha 4 do Metrô todos os dias
A Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro (Barra da Tijuca-Ipanema) vai transportar, a partir de 2016, mais de 300 mil pessoas por dia e retirar das ruas cerca de 2 mil veículos por hora/pico. Com a nova linha, o passageiro poderá utilizar todo o sistema metroviário da cidade com uma única tarifa. Serão seis estações (Jardim Oceânico, São Conrado, Gávea, Antero de Quental, Jardim de Alah e Nossa Senhora da Paz) e aproximadamente 16 quilômetros de extensão. A Linha 4 do Metrô entrará em operação no primeiro semestre de 2016, após passar por uma fase de testes. Será possível ir da Barra a Ipanema em 15 minutos e, da Barra ao Centro, em 34 minutos.
Fonte - STEFZS   12/06/2014

terça-feira, 13 de maio de 2014

PETER ALOUCHE - Um “pai da matéria” quando o assunto é METRÔ

Transportes sobre trilhos

Incansável defensor do transporte sobre trilhos, há mais de 40 anos Alouche vem acompanhando o Metrô como ativo colaborador de primeira hora, desde antes mesmo de serem fincadas as primeiras estacas, na década de 1970.

Revista Engenharia - 619
Peter Alouche
País de origem, Egito; berço cultural, França; razões do coração, Brasil; sua paixão, o Metrô de São Paulo. O perfil é de um cidadão do mundo. E é assim que gosta de se definir o engenheiro eletricista e consultor de transportes Peter Ludwig Alouche. Trazido ao Brasil pelos pais aos 12 anos de idade, ainda que dominando fluentemente o idioma árabe, ele mantém o forte sotaque adquirido sob uma profunda influência vinculada à cultura francesa. É formado também em literatura francesa.
Incansável defensor do transporte sobre trilhos, há mais de 40 anos Alouche vem acompanhando o Metrô como ativo colaborador de primeira hora, desde antes mesmo de serem fincadas as primeiras estacas, na década de 1970. Nessa época ele lecionava a disciplina de linhas de transmissão no Mackenzie e na FAAP, quando foi chamado para assumir a responsabilidade do sistema elétrico do metropolitano, logo no início daquela obra gigantesca. Depois assumiu os testes dos equipamentos da Linha Norte-Sul.
A partir daí ele pôde se familiarizar rapidamente com todos os demais segmentos da engenharia metroviária, sendo então incluído na equipe de “concepção dos sistemas”, que na época ficou conhecida como “a equipe dos sete sábios”. Uma carreira de êxitos, que foi evoluindo até chegar a representante técnico da companhia em diversas entidades internacionais, como a União Internacional de Transportes Públicos (UITP). “Desde o começo, me apaixonei pelo Metrô e o Metrô por mim”, afirma emocionado, tanto que, em 2003, compôs um texto de cordel – “Encontro no Metrô” –, um conto de Natal premiado num concurso nacional de literatura de cordel e que acaba de ser lançado em música, interpretado pelos repentistas Sebastião Marinho e Andorinha. E sua própria trajetória é descrita nos versos de um cordel, “A História de Peter Alouche ou A Miragem do Destino”, de autoria do cearense Antônio Klévisson Viana.
Coube a Alouche também a iniciativa pioneira de escrever artigos na grande imprensa sugerindo a adoção de obras de arte dentro das estações. Ele não se mostra preocupado com as notícias dando conta, de alguns anos para cá, da superlotação do metrô. A seu ver, é prova de que o investimento era necessário e teve pleno retorno. “O entrave é apenas temporário, até que toda a rede esteja implantada. Na verdade o nosso metrô está pagando um preço alto pelo seu absoluto sucesso.”
Alouche conta que tudo começou há 50 anos. “Foi um trabalho pioneiro que se iniciou antes mesmo de começarmos as fundações da primeira linha, um trabalho executado por uma equipe coesa, de gente brilhante, que viajou pelo mundo para aprender, selecionar e conhecer o novo, as tecnologias de última geração. Isso nos possibilitou perfilar o nosso metrô entre os melhores do mundo.”
Assim, prossegue Alouche, “a solução para a superlotação está em continuar investindo não só no metrô, mas em sintonia com o sistema de ônibus e trens – obedecendo, porém, aos critérios que nortearam a implantação da primeira linha, que sempre ‘olhava’ para a cidade. Ela foi concebida dentro de uma visão democrática, focando-se nos anseios da população, mediante debates com os cidadãos, audiências públicas de bairro em bairro e com o acompanhamento, durante a construção, das respectivas comunidades. As informações eram fornecidas pari passu à população. Quantas vezes eu não fui visitar entidades técnicas e escolas, para explicar, debater e receber sugestões. Durante esses encontros tudo era discutido e, se necessário alguma modificação, esta era levada aos técnicos para análise. Tudo na maior humildade.”
Mas olhando para o futuro, Alouche não deixa de demonstrar certa preocupação quando se depara com o noticiário dos jornais, indicando uma grande frequência de falhas no sistema. “Essas falhas são normais em tecnologias ou equipamentos novos, quando em testes de aceitação, mas não com o passageiro a bordo, nem em horário de pico”. Ele lembra que no início da implantação do Metrô, os testes – que na época ele mesmo coordenou – eram exaustivos; o equipamento não entrava em serviço sem ser submetido a provas que às vezes levavam meses. Hoje Alouche constata que mal se acaba de construir ou instalar um equipamento, já se tem que inaugurar, “porque tudo é para ontem”.
Por outro lado, lamenta que algumas empresas de engenharia ligadas ao setor não tenham dado continuidade a um processo de aprimoramento tecnológico e qualitativo. “Hoje, em grande parte, apenas se copia o que já foi feito no passado, sem atualização.” Outro motivo de preocupação é o que vem acontecendo, de alguns anos para cá, nas escolhas tecnológicas e no direcionamento dos projetos, tanto em nível macro – de linhas –, quanto em nível micro – de sistemas e equipamentos. “Toda tecnologia tem sua aplicação certa e adequada. O grande problema é utilizar-se uma tecnologia, mesmo boa, no lugar errado, sem se estudar com profundidade se é a mais adequada naquele ambiente. No meio urbano, por exemplo, é vital analisar a demanda a ser servida, atual e futura, para não implantar uma tecnologia de saturação rápida. É preciso se preocupar não só com o custo de implantação, mas também com o da manutenção e renovação. Finalmente, é necessário ficar atento ao que a população realmente quer, senão haverá rejeição, como houve com o minhocão e com o fura-fila”.
Ele também atribui algumas dificuldades atuais do Metrô ao fato de que durante muitos anos, nas décadas de 1980 e 1990, houve uma redução nos investimentos. “O setor metroferroviário como um todo passou no Brasil por um período de estagnação. As empresas de engenharia começaram a se desinteressar, os técnicos deixaram de se atualizar e o Metrô perdeu muitos de seus valores. Com a retomada vertiginosa dos investimentos não houve tempo para preparar adequadamente as equipes em número suficiente, tanto dentro quanto fora da empresa.”
Mas Alouche continua otimista. “Graças ao patrimônio técnico e humano acumulado no Metrô e fora dele, tenho certeza que será possível enfrentar o crescimento desordenado e caótico de São Paulo e de sua demanda gigantesca em transporte. Com a expansão e integração de todos os modais de transporte da metrópole, conciliando metrô, corredores de ônibus, trem renovado, sistemas de VLTs e monotrilhos em operação, com cada tecnologia implantada adequadamente na sua faixa certa de capacidade, São Paulo poderá resolver seu drama de mobilidade.”
E como amante absoluto do Metrô – afinal ele foi um dia apelidado no jornal da empresa de “o patrimônio da companhia” –, conclui Alouche que “o transporte metroviário se apresenta certamente como a alternativa mais adequada para os corredores estruturadores da malha de transporte”.
Fonte - ABIFER 13/05/2014

domingo, 4 de maio de 2014

Valec autoriza fornecimento de trilhos para Ferrovia Norte-Sul

Ferrovias

Empresa ainda homologou licitação para compra de trilhos com objetivo de atender trecho de 1.022 quilômetros da Ferrovia Oeste-Leste

Portal Brasil
Ministério dos Transportes
foto - ilustração
A Valec Engenharia emitiu ordem de fornecimento de 10 mil toneladas de trilhos para a Ferrovia Norte-Sul (FNS), localizada entre Goiás e São Paulo, após receber as apólices de garantia do consórcio vencedor, formado pela fabricante chinesa Pangang e seu representante local, o escritório RMC.
O prazo para a entrega dos primeiros trilhos - de um total de 95,4 mil toneladas do contrato - é de 90 dias, a contar do último dia 25, data da ordem de fornecimento. A chegada dos trilhos vai garantir a continuidade do ritmo normal das obras da Ferrovia Norte-Sul. Os lotes adquiridos pelo consórcio tem como destino o trecho que liga a cidade de Ouro Verde (GO) a Estrela D'Oeste (SP), com 681 quilômetros de extensão.
O montante das garantias soma R$ 20,1 milhões, sendo R$ 6,7 milhões para cada um dos três lotes contratados. O valor é correspondente a 5% do total do contrato de R$ 402,4 milhões para fornecer 95,4 mil toneladas de trilhos para a Norte-Sul.

Mais um trecho
Quando totalmente concluída, a Ferrovia Norte-Sul (FNS) terá a extensão de 4.155,6 km e cortará os estados do Pará, Maranhão, Tocantins, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A ferrovia, que servirá como espinha dorsal do país, foi concebida sob o propósito de ampliar e integrar o sistema ferroviário brasileiro.
O trecho de 855 km de Palmas (TO) a Anápolis (GO) está em fase final de construção. Já o trecho Açailândia (MA) - Palmas (TO) possui 719 km, subconcedido à Vale S.A em 2007, está em operação. E o trecho que liga Barcarena (PA) a Açailândia (MA) de 480 km aguarda data para licitação. Ele é parte integrante do Programa de Investimentos em Logística (PIL), do governo federal.
Além de estabelecer alternativas mais econômicas para os fluxos de carga para o mercado consumidor, a FNS será capaz de induzir a ocupação econômica do cerrado brasileiro, favorecer a multimodalidade, conectar a malha ferroviária brasileira, promover uma logística exportadora competitiva, de modo a possibilitar o acesso a portos de grande capacidade, e incentivar investimentos que irão incrementar a produção, induzir processos produtivos modernos e promover a industrialização.
Assim, dentre os benefícios esperados estão a redução dos custos de comercialização no mercado interno, o melhoramento do desempenho econômico de toda a malha ferroviária, aumento da competitividade dos produtos brasileiros no exterior, incentivos dos investimentos, modernização e produção agrícola e incremento da renda e distribuição da riqueza nacional.

Ferrovia Oeste-Leste
A empresa ainda homologou a licitação o fornecimento, descarga e nacionalização de 147.056 toneladas de trilhos para atender a Ferrovia Oeste-Leste (FIOL), no trecho de 1.022 km compreendido entre Ilhéus (BA) e Barreiras (BA). A previsão é que os primeiros trilhos cheguem ao Porto de Ilhéus em agosto, ou seja, três meses após a emissão da Ordem de Fornecimento, como previsto em edital.0
No trecho entre Ilhéus e Caetité, a FIOL atinge o nível de 37% de obras realizadas até o momento. A chegada dos trilhos garante a continuidade do ritmo normal da construção que deve ser concluída em dezembro de 2015. No outro trecho, entre Caetité e Barreiras, recentemente liberado pelo Tribunal de Contas, a Valec se prepara para retomar as obras ainda neste semestre. Assim, não há mais qualquer impedimento legal ou físico para a execução da ferrovia.

FERROVIA SIM

Transportes sobre trilhos

Por que não seguimos o exemplo de outras cidades? Os grandes países da Europa já disseram sim a ferrovia. E nas últimas décadas as principais cidades europeias estão deixando o carro cada vez mais em segundo plano.

*Vicente Vuolo
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É inacreditável que hoje, com tantos recursos e tecnologias disponíveis, não exista um Plano Nacional Ferroviário para as cidades brasileiras. O trem, transporte ecologicamente mais correto, tem sido substituído ao longo do último século, pelo automóvel que polui e entope as nossas cidades, mas que impulsionou a indústria do petróleo e fez algumas das maiores fortunas do mundo.
Quais são as consequências da implantação dessa opção de transporte para a população? É evidente que o carro traz a poluição, gasto exorbitante de combustível, aumento dos acidentes e mortes no trânsito, engarrafamentos, stress e perda de tempo para o trabalho. Além disso, o carro é uma opção própria de uma sociedade que opta pelo individualismo. Essa foi a tendência do século passado. Neste século a tendência será outra, pelo menos em muitos países desenvolvidos.
Por que não seguimos o exemplo de outras cidades? Os grandes países da Europa já disseram sim a ferrovia. E nas últimas décadas as principais cidades europeias estão deixando o carro cada vez mais em segundo plano. Sem precisar comparar com os países mais ricos, que cada vez mais investem em ferrovias, levamos nossos olhos para Portugal, país irmão. Em Lisboa, os bondes elétricos ocupam o espaço das ruas com destaque, que ainda tem um metrô eficiente e combina tudo com trens intermunicipais de alta eficiência, conforto e rapidez. A cidade do Porto, do mesmo porte de Florianópolis, possui 60 quilômetros de linhas férreas em superfície e nove quilômetros subterrâneas. Pequim tem hoje 442 quilômetros de linhas de metrô enquanto a Cidade do México tem 200 quilômetros.
Até quando assistiremos este descalabro em nossas cidades? De acordo com dados do IPEA, no subsídio a automóveis, táxis e motos, o Brasil gasta a cada ano entre R$ 10,7 bilhões e R$ 24,3 bilhões - ou 86% de todos os subsídios das três esferas de governo. Sobra para o transporte público apenas 14% ou R% 2 bilhões. É sem dúvida, um grande incentivo para aumentar os engarrafamentos nas médias e grandes cidades e, com isso, gastar cada vez mais em duplicações de ruas, avenidas, túneis e viadutos. Tudo pelo automóvel. Ao final desta década, várias de nossas capitais vão parar, ficarão engarrafadas. Ao final da próxima, todas as cidades brasileiras de médio porte estarão inviabilizadas, se o modelo atual não for alterado.
O espaço público deve pertencer a toda a população, que na sua ampla maioria, não tem dinheiro para comprar um automóvel. O que existe é uma inversão de prioridades. Essa ordem precisa ser alterada. Ciclovias e linhas de trem - de superfície que são mais baratos - precisam ser criadas e ampliadas. O coletivo tem que prevalecer sobre o individual.
Pensar nas crianças, num mundo melhor, é governar como estadista. É se preocupar com as futuras gerações, onde o verde prevaleça sobre o concreto, as ciclovias ao invés dos carros, os trens e bondes elétricos substituindo o ônibus a diesel, num mundo onde as pessoas se confraternizem diariamente nas ruas, longe do individualismo do automóvel. Pensar coletivamente é trabalhar com ética! E ética é o cimento do desenvolvimento.
Cuiabá sempre teve o seu Rio como cartão postal, a fartura do peixe e o verde dos mangueirais. Se destruirmos essas riquezas, destruiremos o futuro dos nossos filhos e netos. A qualidade de vida da população depende de mobilidade urbana, de espaços públicos, de bons hospitais e escolas. E o trem é a melhor opção de transporte para o deslocamento de toda a comunidade.
Felizmente, o VLT chegou. E os que criticam hoje, com certeza irão aplaudir amanhã esse transporte mais rápido, econômico, seguro e ecologicamente correto. Vamos caminhar nessa direção, na luta cada vez mais por um transporte público eficiente. Não devemos parar. Temos que integrar vários tipos de transporte, com passagens mais baratas e que possam ser utilizadas por uma ou duas horas. Além disso, o transporte e toda infraestrutura a ele ligada devem estar integrados à preservação urbanística e do meio-ambiente. Isso é que é modernidade. O carro é sinal de atraso, de coisa passada. Ferrovia, sim!
* Vicente Vuolo é cientista político e analista legislativo do Senado Federal.
Fonte - Diário de Cuiabá  03/05/2014

sábado, 12 de abril de 2014

Consórcio VLT executa via permanente na Avenida do CPA

Transportes sobre trilhos

Para garantir a celeridade nos serviços, o Consórcio VLT implantará turnos diurno e noturno nessa frente de obras, onde serão feitos o complemento da terraplenagem e a execução dos dutos e caixas de energia/telecomunicação, para posterior instalação dos trilhos. O material utilizado, que inclui trilhos, Q-tracks, pórticos de posicionamento, ferragens e formas, já está estocado em Várzea Grande e será transportado em etapas para o local.

Mato Grosso Notícias
foto - ilustração
O Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande dá sequência às atividades relacionadas à via permanente e inicia uma nova frente de serviço em Cuiabá. O trecho entre o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT) e da Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-MT), na Avenida Historiador Rubens de Mendonça, será o primeiro a ser trabalhado.
Para garantir a celeridade nos serviços, o Consórcio VLT implantará turnos diurno e noturno nessa frente de obras, onde serão feitos o complemento da terraplenagem e a execução dos dutos e caixas de energia/telecomunicação, para posterior instalação dos trilhos. O material utilizado, que inclui trilhos, Q-tracks, pórticos de posicionamento, ferragens e formas, já está estocado em Várzea Grande e será transportado em etapas para o local.
Também está programado o início das atividades em um segundo trecho na avenida do CPA, também para a via permanente, entre os viadutos da Miguel Sutil e da Sefaz. Os tapumes serão colocados para delimitar a área e propiciar o começo das atividades com segurança.
O processo construtivo é composto por remoção do canteiro central, escavações, terraplenagem, compactação do solo, execução dos dutos e caixas de energia/telecomunicação, para então iniciar a instalação dos trilhos, cuja etapa envolve mão de obra especializada.
Os retornos existentes na avenida serão mantidos neste período das obras.
A obra – A via permanente será instalada no canteiro central das avenidas que compõem o trajeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Em Várzea Grande ela será construída nas avenidas João Ponce de Arruda e FEB. Em Cuiabá, nas avenidas XV de Novembro, Tenente Coronel Duarte, Historiador Rubens de Mendonça, Coronel Escolástico e Fernando Corrêa da Costa.
A via terá oito metros de largura, por onde os trens vão circular em duas vias (fluxo e contrafluxo). Também compõe a via permanente a rede aérea de alimentação energética do VLT (catenárias). As atividades referentes a esta estrutura estão sendo realizadas simultaneamente às civis, na fase de fundação.
A via permanente já foi instalada no viaduto ferroviário do Aeroporto, em Várzea Grande, e está em execução no viaduto da UFMT, em Cuiabá. Uma parte dos materiais foi levada para o viaduto da MT-040, e em breve será aberta uma nova frente dessa atividade em Várzea Grande. Ao todo, cerca de 50 trabalhadores, cuja mão de obra é especializada em instalação de trilhos, executam essa atividade.
Outras atividades na Avenida do CPA – O Consórcio VLT trabalha também na remoção das interferências do canteiro central da avenida. Nas calçadas está sendo construída a nova infraestrutura que vai receber os cabos de fibra ótica das operadoras de telecomunicação. Atualmente os trabalhos se concentram no trecho entre o viaduto da Sefaz e o Terminal do CPA. Essas atividades estão sendo realizadas por etapas e não há necessidade de intervenções significativas no trânsito, apenas a delimitação da área onde os trabalhos são executados.
Fonte - ABIFER  12/04/2014