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domingo, 17 de agosto de 2014

Ferrovia de Integração Oeste-Leste começa a receber os primeiros trilhos

Ferrovias

São mais de 3 mil barras de trilhos num total de mais de 2 mil toneladas.-As barras pesam ao todo 2.185 toneladas (cerca de 720 quilos cada uma).

Agência CNT de Notícias 
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O primeiro carregamento, composto de 3.031 barras de trilhos de origem espanhola que foram comprados pela Valec para utilização na Fiol (Ferrovia de Integração Oeste-Leste), começou a ser entregue na terça-feira (12) na obra da ferrovia.
As barras pesam ao todo 2.185 toneladas (cerca de 720 quilos cada uma). Do total, 500 toneladas estão sendo descarregadas ao lado do eixo da ferrovia em Jequié (lote 2) e outras 1.685 toneladas em Brumado (lote 4). O trabalho de descarregamento deve durar toda a semana.
Os trilhos chegaram na semana passada ao Porto de Ilhéus, no sul da Bahia. São esperados mais 11 navios do mesmo fornecedor desse carregamento e, a partir de setembro, uma fabricante chinesa também passará a entregar trilhos no Brasil.
No trecho de 1022 quilômetros entre Ilhéus e Caetité, a Fiol atinge o nível de 50,06% de obras realizadas até o momento. A chegada dos trilhos garante a continuidade do ritmo normal da construção que deve ser concluída nesse trecho até dezembro de 2015.

Projeto total
Devido à importância econômica para a região, o primeiro trecho da Fiol (Ilhéus-Caetité) foi incluído no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do governo federal. A capacidade inicial da ferrovia é transportar aproximadamente 40 milhões de toneladas ao ano por sentido, entre grãos, minérios, combustíveis e carga geral, destinadas aos mercados interno e externo.
No âmbito do Sistema Ferroviário Nacional, o qual tem a Ferrovia Norte-Sul (FNS) como estruturadora, posteriormente, ocorrerá a interligação dessa com a Fiol, o que ampliará as possibilidades de escoamento da produção agrícola e de mineração e incentivará novos investimentos e aumento da produção.
Com informações da Valec - Ana Rita Gondim
Fonte - STEFZS  17/08/2014

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

FIOL: Obras de Caetité a Ilhéus estão a todo vapor

VALEC
foto ilustração - gazetadoserrado
Vista do alto, a obra da FIOL (Ferrovia de Integração Oeste-Leste) não é apenas mais um projeto. O trabalho de terraplenagem já revela com clareza o traçado real de uma das ferrovias mais importantes do País. A longa via aberta no semiárido baiano atravessa, em ritmo acelerado, toda a distância entre as cidades de Caetité e Ilhéus.
O Ministro dos Transportes, César Borges, e o Presidente da Valec, Josias Sampaio Cavalcante Júnior, acompanhados de diretores da empresa, sobrevoaram de helicóptero cada metro dos 537 km da ferrovia. O objetivo foi o de conhecer os avanços, identificar os gargalos e cobrar das construtoras o máximo empenho.
Durante a vistoria, realizada na última sexta-feira, os representantes das construtoras apresentaram um balanço do que foi feito e um cronograma de ações em que se comprometeram a concluir a obra até dezembro de 2014, prazo estabelecido pelo governo.
Em entrevista à imprensa local, o ministro César Borges ressaltou o resultado do empenho do ministério e da Valec em superar os desafios da obra. Ele também se mostrou otimista após analisar os dados de desempenho e o cronograma de cada trecho. “Hoje você vê obra plena. O trecho da FIOL de Caetité [lote 4] até aqui [lote 1] já emprega 7.100 pessoas e isso é muito bom pra Bahia”, afirmou.
Pico de produção
Todo o seguimento Caetité - Ilhéus se encontra em execução, com nível de desempenho mensal seguindo o cronograma físico planejado. A obra se aproxima dos 20% de avanço físico realizado, enquanto se prepara para as próximas fases de construção, como, por exemplo, a colocação de dormentes.
No lote 3, o mais avançado (40% do físico executado), a fábrica de dormentes produziu, deste o início do ano, 72 mil unidades das 215 mil necessárias para cobrir a distância entre Tanhaçu e Manuel Vitorino. Os outros lotes (1, 2 e 4) também contam com fábricas instaladas e em funcionamento.
O lote mais preocupante era o lote 1, entre Figueirópolis e Ilhéus, com 125 km de extensão. A obra ficou parada deste o fim do ano passado, devido às questões judiciais entre a Valec e consórcio contratado, depois que a Delta deixou o empreendimento. Em junho, a Valec assinou um acordo com a nova líder do Consórcio (SPA), que retomou as obras e se comprometeu a atingir o nível máximo de produção nos próximos cinco meses.
O ministro confia que, agora, o trecho que já conta com 500 funcionários, vai contratar mais e recuperar o tempo perdido. “O resultado hoje é muito bom. Eu estive aqui em maio e não havia nada, mas hoje a gente chega e já é uma outra esperança.”, afirmou César Borges.
Vocação
A vocação maior do trecho entre Caetité e Ilhéus é o minério, atualmente exportado pelo Porto de Tubarão, no Espírito Santo, numa viagem feita por veículos pesados que percorrem quase 1.100 km de rodovia. Com a implantação da FIOL, serão reduzidos os custos logísticos como também o trajeto percorrido.
Na região, já foram detectadas reservas de 4 bilhões de toneladas de ferro, além de outros produtos minerais.
Fonte - ABIFER  07/08/2013

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Fiol tem só um trecho em construção

Valor Econômico - 05/12/2012 -

Foto ilustração - agenciat 1.com
A construção da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) anda em ritmo lento. O trecho entre Ilhéus e Caetité, na Bahia, com 536 quilômetros de extensão e custo estimado em R$ 2,4 bilhões, é o único em construção. O trecho seguinte, de Caetité a Barreiras, apesar de ter sido contratado em diferentes lotes, ainda não foi iniciado em função de pendências com o Tribunal de Contas da União (TCU) e com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
No total, a Fiol foi projetada para ter 1,5 mil quilômetros de extensão, chegando a Figueirópolis (TO), onde se interligará com a Ferrovia Norte-Sul (FNS). A via é considerada importante para o transporte de grãos e minério e permitirá interligar quatro Estados a dois portos: Ilhéus  - e Itaqui (MA). Os investimentos totais previstos somam R$ 4,2 bilhões. Os contratos do primeiro trecho foram assinados em 2010, mas diversos problemas atrasaram a construção da obra.
Josias Cavalcante, presidente da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias, responsável pelo projeto, disse que o nível de execução do primeiro trecho da Fiol chega a 12%. Uma fonte que conhece a obra disse que o percentual não significa que 12% dos 536 quilômetros estejam prontos, mas sim que 12% de todos os serviços, incluindo terraplenagem e colocação de trilhos, foram realizados. A previsão da Valec agora é concluir esse primeiro trecho da Fiol em julho de 2014.
Cavalcante acredita que agora será possível cumprir o novo cronograma. O que paralisou as obras, segundo ele, foram questões ambientais. "O Ibama suspendeu a licença [ambiental] parcialmente", disse o executivo. Outro problema é que nem todo o trecho havia sido desapropriado. O TCU também apontou falhas. "Nenhuma empresa queria mobilizar muitas máquinas porque sabia que tinha fazendas em que ela [a empreiteira] não iria poder passar. Esses obstáculos foram vencidos, temos condições de deslanchar com a obra."
Na Ferrovia Norte-Sul, outro projeto da Valec de difícil execução, a previsão é concluir o trecho entre Palmas (TO) e Anápolis (GO) em setembro de 2013. "O trecho está praticamente pronto, mas os contratos não foram suficientes para terminar todas as obras." Cavalcante informou que estão em andamento quatro licitações, no total de R$ 375 milhões, para a parte final da obra.
Os serviços incluem cinco quilômetros de trilhos até o porto seco de Anápolis, obras no pátio ferroviário do município, cruzamentos, obras de contenção, plantio de grama e outros complementos que fazem parte do tratamento ambiental. A expectativa é que, quando a obra puder ser inaugurada, o arcabouço jurídico do novo modelo esteja pronto para que esse trecho da ferrovia seja o primeiro a ser usado pelos operadores interessados, no modelo de livre acesso.
Fonte - Revista Ferroviária  05/12/2012