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quinta-feira, 23 de julho de 2015

Ferrovia Bioceânica poderá viabilizar a Fiol

Ferrovias

Com 1.527 km de extensão, a Fiol está desenhada para sair de Figueirópolis (TO), por onde já passa a Norte-Sul, e avançar pela Bahia até chegar a Ilhéus, no litoral. A avaliação é de que essa rota poderia substituir o plano de construir uma nova linha na região Sudeste, cortando Minas e o Estado do Rio, até chegar ao Porto do Açu

Diário de Pernambuco - RF
foto - ilustração
Depois de ser completamente ignorada pelo governo no novo pacote de concessões anunciado no mês passado, a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), que está em construção na Bahia, passou a ser analisada como uma alternativa para viabilizar o traçado da chamada "Ferrovia Bioceânica", projeto previsto para cortar o Brasil e o Peru, ligando por trilhos os oceânicos Atlântico e Pacífico.
O jornal "O Estado de S. Paulo" apurou que os chineses, principais interessados no projeto, pediram informações à estatal federal Valec sobre a construção da Fiol, seu traçado e a previsão de ligar sua malha à Ferrovia norte-sul.
Com 1.527 km de extensão, a Fiol está desenhada para sair de Figueirópolis (TO), por onde já passa a Norte-Sul, e avançar pela Bahia até chegar a Ilhéus, no litoral. A avaliação é de que essa rota poderia substituir o plano de construir uma nova linha na região Sudeste, cortando Minas e o Estado do Rio, até chegar ao Porto do Açu.
Há uma diferença crucial entre a Fiol e o traçado da região Sudeste previsto para a Bioceânica: a ferrovia baiana é uma obra real, um projeto que já consumiu R$ 3 bilhões dos cofres públicos. O problema é que, hoje, a ferrovia da Bahia está com sua viabilidade em xeque, por conta da crise econômica internacional, que jogou na lona o preço do minério de ferro.
Iniciada em 2010, a Fiol foi projetada para escoar o minério que passaria a ser extraído em grande escala em Caetité, na região central da Bahia. Além disso, da fronteira com o Tocantins sairia a produção agrícola daquele que já é o segundo maior polo de algodão do País, além da forte produção de soja. A queda no preço do minério de ferro, no entanto, levou o governo a simplesmente retirar o projeto de suas prioridades. Ironicamente agora é a Bioceânica, um projeto desacreditado por muitos especialistas e economistas, que poderia trazer uma nova "razão de ser" para a conclusão da Fiol.
Prevista para ser concluída em julho de 2013, a Fiol enfrenta hoje a redução no ritmo de obras - e até mesmo paralisação total - em seus lotes. Dos 1,5 mil km do traçado, os primeiros 500 km ainda não têm sequer data para serem licitados. No segundo bloco de 500 km, a execução física das obras é de apenas 6%. Nos últimos 500 km, que avançam até Ilhéus, são aproximadamente 60% de execução.
O grupo de engenheiros chineses enviado ao Brasil vai analisar todas as possibilidades. Nas últimas semanas, esse grupo percorreu, de carro, mais de 4 mil km, entre os municípios de Campinorte (GO), onde passa a Norte-Sul, até a cidade de Cruzeiro do Sul, no Acre, próximo à fronteira com o Peru. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte - Revista Ferroviária  23/07/2015

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Trilhos da Ferrovia Oeste-Leste começam a ser assentados

Ferrovias

De agosto de 2014 até 2 de fevereiro deste ano, cerca de 35 mil toneladas de trilhos chegaram ao Porto de Ilhéus e foram encaminhadas para os trechos em obras onde já começaram a ser assentados. Nove dos 13 lotes da ferrovia estão em território baiano.

A Tarde
foto - ilustração
As obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) já estão na fase de assentamento dos trilhos em alguns lotes, como nos municípios de Brumado e Tanhaçu. Com 1.527 quilômetros de extensão, a linha férrea ligará o Porto de Ilhéus e as cidades baianas de Caetité e Barreiras ao município de Figueirópolis, no estado do Tocantins.
De agosto de 2014 até 2 de fevereiro deste ano, cerca de 35 mil toneladas de trilhos chegaram ao Porto de Ilhéus e foram encaminhadas para os trechos em obras onde já começaram a ser assentados. Nove dos 13 lotes da ferrovia estão em território baiano.
De acordo com o gerente regional da Valec Engenharias, Construções e Ferrovias S/A, Rodrigo Caires, responsável pelos lotes 3 (Tanhaçu) e 4 (Brumado) da Fiol, cerca de 75% da obra dos dois lotes já está concluída. "A previsão é fazer 20 quilômetros por mês, portanto, o prazo de conclusão dos lotes 3 e 4 é em dezembro de 2015", afirmou Rodrigo.
O lote 3 possui 115 quilômetros e, atualmente, gera 730 empregos diretos. Já o lote 4, tem 177 quilômetros e tem 1,6 mil pessoas, entre técnicos, soldadores, fiscais, entre outros profissionais, trabalhando diariamente.
Conforme o coordenador executivo de Infraestrutura e Logística da Casa Civil da Bahia, Eracy Lafuente, quando os primeiros quatro lotes, de Ilhéus a Caetité, estiverem concluídos os reflexos na economia serão ainda maiores.
"A previsão, em termos de viabilidade econômica, do lote um ao lote quatro, é de transportar 20 milhões de toneladas ao ano de granéis de minerais, garantindo o retorno do investimento na ferrovia", afirmou Eracy Lafuente.
A previsão é que a obra no trecho que compreende Ilhéus e Caetité seja finalizada entre 2016 e 2017, e o trecho entre Caetité e Barreiras comece a funcionar entre 2017 e 2018.
Fonte - A Tarde  24/02/2015

domingo, 17 de agosto de 2014

Ferrovia de Integração Oeste-Leste começa a receber os primeiros trilhos

Ferrovias

São mais de 3 mil barras de trilhos num total de mais de 2 mil toneladas.-As barras pesam ao todo 2.185 toneladas (cerca de 720 quilos cada uma).

Agência CNT de Notícias 
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O primeiro carregamento, composto de 3.031 barras de trilhos de origem espanhola que foram comprados pela Valec para utilização na Fiol (Ferrovia de Integração Oeste-Leste), começou a ser entregue na terça-feira (12) na obra da ferrovia.
As barras pesam ao todo 2.185 toneladas (cerca de 720 quilos cada uma). Do total, 500 toneladas estão sendo descarregadas ao lado do eixo da ferrovia em Jequié (lote 2) e outras 1.685 toneladas em Brumado (lote 4). O trabalho de descarregamento deve durar toda a semana.
Os trilhos chegaram na semana passada ao Porto de Ilhéus, no sul da Bahia. São esperados mais 11 navios do mesmo fornecedor desse carregamento e, a partir de setembro, uma fabricante chinesa também passará a entregar trilhos no Brasil.
No trecho de 1022 quilômetros entre Ilhéus e Caetité, a Fiol atinge o nível de 50,06% de obras realizadas até o momento. A chegada dos trilhos garante a continuidade do ritmo normal da construção que deve ser concluída nesse trecho até dezembro de 2015.

Projeto total
Devido à importância econômica para a região, o primeiro trecho da Fiol (Ilhéus-Caetité) foi incluído no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do governo federal. A capacidade inicial da ferrovia é transportar aproximadamente 40 milhões de toneladas ao ano por sentido, entre grãos, minérios, combustíveis e carga geral, destinadas aos mercados interno e externo.
No âmbito do Sistema Ferroviário Nacional, o qual tem a Ferrovia Norte-Sul (FNS) como estruturadora, posteriormente, ocorrerá a interligação dessa com a Fiol, o que ampliará as possibilidades de escoamento da produção agrícola e de mineração e incentivará novos investimentos e aumento da produção.
Com informações da Valec - Ana Rita Gondim
Fonte - STEFZS  17/08/2014

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Chegam os primeiros 3 mil trilhos a serem usados na Ferrovia Oeste-Leste

Ferrovias

As peças são de origem espanhola e pesam cerca de 750 quilos cada uma. - São 3.027 peças de origem espanhola, pesando cerca de 750 quilos cada uma, totalizando 2.185 toneladas de trilhos destinados ao Lote 4 da Fiol, em Caetité.

TB
Foto: Alberto Coutinho
O primeiro lote de trilhos que farão parte da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) chegou ao Porto de Ilhéus e está sendo armazenado na Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), nesta segunda-feira (4/8).
São 3.027 peças de origem espanhola, pesando cerca de 750 quilos cada uma, totalizando 2.185 toneladas de trilhos destinados ao Lote 4 da Fiol, em Caetité.
O presidente da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A, José Lúcio Lima Machado, destacou que todos os contratos para o fornecimento de trilhos estão assinados. “Entre agosto de 2014 e agosto de 2015, teremos recebido um total de 234.790 toneladas de trilhos destinados à Fiol e à Ferrovia Norte-Sul (FNS).”
Para o diretor de engenharia da Valec, Mário Rodrigues Júnior, “a chegada dos trilhos elimina um gargalo para a condução do avanço físico e cumprimento do cronograma, permitindo o desenvolvimento de uma sequência executiva das obras”.
De acordo com Rodrigues, a próxima remessa de trilhos da Ferrovia de Integração Oeste-Leste está prevista para acontecer em meados de setembro. Serão aproximadamente 6 mil toneladas destinadas aos lotes 2, 3 e 4 da Fiol.
Ainda segundo o diretor, a Extensão Sul da FNS também deverá receber, neste mês de agosto, o primeiro lote de trilhos fornecidos por uma fabricante chinesa. “Nossa expectativa é de que 10,6 mil toneladas de trilhos destinados à Extensão Sul cheguem ao Porto de Santos no dia 20 deste mês”.
Fonte - Tribuna da Bahia  04/08/2014

sábado, 28 de dezembro de 2013

Bahia fecha 2013 com R$ 70 bilhões em investimentos no setor industrial

Economia

TB

A Bahia fechou o ano com R$ 70,5 bilhões de investimentos industriais assegurados, em projetos com duração de implantação até 2016. A informação é da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração do Governo do Estado. Enquanto o crescimento acumulado no primeiro semestre de 2013 do PIB brasileiro foi de 2,6%, a Bahia cresceu 3,3%. Comparativamente a outros estados brasileiros, segundo números do IBGE, o crescimento baiano é ainda mais vigoroso: Minas Gerais, 0,8%; São Paulo, 1,8% e Pernambuco, 2,7%.
“A Bahia apresenta-se como a mais importante economia do País fora do eixo Sul-Sudeste e responde por um terço da atividade econômica do Nordeste”, afirma o secretário da SICM, James Correa.
Deste total, R$ 49,7 bilhões representam efetivamente investimentos que estão em implantação, com previsão de gerar cerca de 114 mil novos empregos diretos. Os demais R$ 20,8 bilhões são de protocolos assinados entre diversos grupos privados e o Governo da Bahia à espera da resolução de alguns condicionantes, como, por exemplo, a conclusão das obras da Ferrovia Oeste-Leste; ou do próprio comportamento da economia e do mercado, como alguns empreendimentos de mineração e energia.
Em 2013, os destaques ficaram com os grandes projetos em energia renovável, bebidas, higiene e beleza, automóveis e indústria naval. Alagoinhas se consolida cada vez mais como um polo de bebidas, com as inaugurações da empresa peruana São Miguel, da Latapack e da nova fábrica do Grupo Petrópolis para a produção das cervejas Itaipava e Crystal, e com a ampliação da Brasil Kirin, antiga Schincariol.
No setor automotivo, destaque para as obras de terraplanagem da fábrica da JAC Motors, em Camaçari, representando investimentos de R$ 900 milhões e a consolidação da Bahia como um dos mais importantes polos automotivos do Brasil. Consolidação garantida com o lançamento de dois modelos de automóveis mundiais da Ford – os novos EcoSport e Ka Concept. Outro grande destaque é a finalização da construção da fábrica, em Camaçari, e do Centro de Distribuição, em São Gonçalo dos Campos, do grupo O Boticário, representando investimentos de R$ 535 milhões.
Foton e JAC consolidam pólo automotivo
Na Ford - que ampliou a sua fábrica na Bahia, passando de 250 mil para 300 mil a produção local de automóveis - dois novos modelos – EcoSport e Ka Concept - foram desenvolvidos integralmente pelo Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação) da Bahia, que abriga mais de mil técnicos e engenheiros, projetando modelos para o mercado mundial. Além da Bahia, somente Estados Unidos, Alemanha, Grã-Bretanha, Austrália, Índia, México e China possuem centros mundiais de PD&I da Ford.
A Ford também investiu R$ 400 milhões em uma segunda fábrica no estado, desta vez para a produção 210 mil motores/ano na primeira indústria de motores automotivos no Nordeste.
A chinesa JAC Motors continua as obras de construção de sua fábrica baiana em Camaçari, onde são investidos R$ 900 milhões. A previsão é que o primeiro automóvel brasileiro fique pronto no final ano que vem. Já a maior fabricante de caminhões do mundo, a chinesa Foton Motors, anunciou investimentos de R$ 600 milhões para a instalação de uma fábrica de caminhões e veículos comerciais leves.
Por causa do crescimento do mercado automotivo na região Nordeste, a Bridgestone anunciou investimentos R$ 146 milhões e criação de mais 100 novos empregos diretos para ampliar a sua fábrica de pneus na Bahia, aumentando a produção de pneus radiais para carros de passeio e para caminhões leves (LTR). O término das obras está previsto para maio de 2015.
Bebidas
O grande destaque na área de bebidas em 2013, foi a entrada em operação da fábrica do Grupo Petrópolis, em Alagoinhas. Foram investidos cerca de R$ 1,1 bilhão para a produção das cervejas Itaipava e Crystal. A cervejaria começou a operar em agosto de 2013, gerando três mil empregos diretos, sendo 500 na unidade industrial e 2,5 mil nas distribuidoras que estarão espalhadas pelo estado.
O polo de bebidas de Alagoinhas está cada vez mais forte desde a ampliação da Brasil Kirin (da marca Schin), da entrada em funcionamento da indústria de refrigerantes peruana São Miguel (ISM) e da fábrica de latas de alumínio da Latapack-Ball, empresa que investiu R$ 240 milhões e criou 520 empregos diretos e indiretos na região. Próximo ao pólo s de Alagoinhas, novos investimentos estão sendo feitos no setor.
Para produzir sucos tropicais, a Eckes está investindo R$ 35 milhões em Inhambupe, enquanto a Frutaki escolheu Nova Soure para instalar, com R$ 15 milhões, a sua fábrica. Já a Frisky está investindo R$ 120 milhões para a produção de água e óleo de coco no município de Conde.
Vanádio
Em 2013 foram publicadas a portarias que concedem à Bahia Mineração (Bamin) lavrar minério de ferro nos municípios de Pindaí e Caetité. O Projeto Pedra de Ferro, com investimentos de R$ 3,5 bilhões, tem previsão de exportar 20 milhões de toneladas/ano de minério de ferro. A Bahia ocupa o quinto lugar na produção mineral nacional
A primeira mineradora de vanádio das Américas, a Vanádio de Maracás - investimento de R$ 550 milhões da canadense Largo Resources -, já está operando. Quando entrar em escala de produção, em fevereiro de 2014, a Bahia se tornará a maior fornecedora de vanádio do mundo.Com capitais de Hong Kong, Bélgica e Canadá investindo R$ 100 milhões, a Lipari Mineração vai começar a produzir, em escala comercial, no primeiro trimestre de 2015, 225 mil quilates de diamantes na mina de Braúna, em Nordestina, no semiárido baiano.
Já o grupo francês Saint-Gobain investiu R$ 125 milhões na construção de sua nova fábrica de gesso acartonado em Feira de Santana. A Bahia também está ganhando duas novas fábricas de cimento. Em Lajedinho, a CPX está aplicando R$ 450 milhões,e a Cimentos da Bahia está se instalando em Paripiranga, com aporte de R$ 850 milhões.
Energia eólica
Com 132 projetos de usinas eólicas em seu território, a Bahia já contabiliza 3,2 GW de capacidade instalada e investimentos de R$ 15 bilhões. Com esse desempenho, o Estado alcançou, em 2103, o segundo lugar em investimentos eólicos no país, a apenas a pouco mais de 50 MW da capacidade instalada do primeiro colocado, o Rio Grande do Norte, e com quase o dobro do Rio Grande do Sul, terceiro colocado em projetos no Brasil.
Até 2007, a Bahia não possuía sequer um projeto de energia gerada pela força dos ventos. Além disso, o Estado vem se consolidando também como o grande parque industrial de equipamentos para o no setor. A Torrebras inaugurou este ano uma fábrica de torres metálicas para turbinas eólicas.
A empresa do grupo espanhol Daniel Alonso, investiu cerca de R$ 30 milhões no empreendimento, que redundou na criação de 300 empregos diretos e faturamento anual previsto de R$ 120 milhões. A espanhola Gamesa está investindo R$ 100 milhões na ampliação de sua fábrica baiana para produzir naceles (caixa do rotor do aerogerador) em Camaçari. A francesa Alstom também está aumentando a capacidade de sua fábrica, depois que estabeleceu parceria com a Renova Energia.
A megaoperação entre as duas empresas representa investimentos da ordem de R$ 2,5 bilhões. Também anda em ritmo acelerado no Pólo Industrial de Camaçari as obras de construção da fábrica da Tecsis, líder mundial na fabricação de pás e geradores, com investimentos de R$ 200 milhões e geração de 3,5 mil empregos.
Papel e celulose
A Suzano anunciou em 2013 investimentos de R$ 188 milhões para a produção do papel A-4, da marca Report, em sua fábrica de Mucuri, no Extremo Sul da Bahia. Único produto da companhia destinado ao consumidor final, o Report será produzido na unidade baiana para suprir o cada vez mais aquecido mercado do Nordeste. A Suzano Papel e Celulose concentra suas operações em São Paulo, onde produz para o mercado interno; na Bahia, exporta para a China; e no Maranhão, para a Europa e os EUA.
Fonte - Tribuna da Bahia  28/12/2013

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Ibama libera licença para mais dois lotes da Fiol

Jornal da Mídia
A licença de instalação para o avanço das obras nos lotes 5 e 5A da Ferrovia Oeste-Leste (Fiol) foi concedida nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais
foto - ilustração
Renováveis (Ibama). Juntas, as obras resultam num investimento de mais de R$ 850 milhões.
A notícia foi comemorada pelo secretário estadual da Casa Civil, Rui Costa, que monitora as obras da Fiol na Bahia. “A licença de instalação do Ibama nos permite dar prosseguimento às obras deste que é um empreendimento de extrema importância para o desenvolvimento econômico de todo o nosso estado. Vamos dar celeridade às obras e gerar emprego e renda à população da região”.
O lote 5 possui uma extensão de 162 quilômetros, partindo do município de Caetité até Bom Jesus da Lapa. O 5A consiste na construção de uma ponte de 2,9 quilômetros sobre o Rio São Francisco.
Também estão em andamento na Fiol as obras dos lotes 1, 2, 3 e 4, esse último já com 92,2% da terraplanagem concluída. Segundo informações da Valec, empresa executora das obras, com a liberação desses lotes, a ferrovia já gerou mais de seis mil empregos diretos.
Fonte - Revista Ferroviária  12/07/2013

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Fiol tem só um trecho em construção

Valor Econômico - 05/12/2012 -

Foto ilustração - agenciat 1.com
A construção da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) anda em ritmo lento. O trecho entre Ilhéus e Caetité, na Bahia, com 536 quilômetros de extensão e custo estimado em R$ 2,4 bilhões, é o único em construção. O trecho seguinte, de Caetité a Barreiras, apesar de ter sido contratado em diferentes lotes, ainda não foi iniciado em função de pendências com o Tribunal de Contas da União (TCU) e com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
No total, a Fiol foi projetada para ter 1,5 mil quilômetros de extensão, chegando a Figueirópolis (TO), onde se interligará com a Ferrovia Norte-Sul (FNS). A via é considerada importante para o transporte de grãos e minério e permitirá interligar quatro Estados a dois portos: Ilhéus  - e Itaqui (MA). Os investimentos totais previstos somam R$ 4,2 bilhões. Os contratos do primeiro trecho foram assinados em 2010, mas diversos problemas atrasaram a construção da obra.
Josias Cavalcante, presidente da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias, responsável pelo projeto, disse que o nível de execução do primeiro trecho da Fiol chega a 12%. Uma fonte que conhece a obra disse que o percentual não significa que 12% dos 536 quilômetros estejam prontos, mas sim que 12% de todos os serviços, incluindo terraplenagem e colocação de trilhos, foram realizados. A previsão da Valec agora é concluir esse primeiro trecho da Fiol em julho de 2014.
Cavalcante acredita que agora será possível cumprir o novo cronograma. O que paralisou as obras, segundo ele, foram questões ambientais. "O Ibama suspendeu a licença [ambiental] parcialmente", disse o executivo. Outro problema é que nem todo o trecho havia sido desapropriado. O TCU também apontou falhas. "Nenhuma empresa queria mobilizar muitas máquinas porque sabia que tinha fazendas em que ela [a empreiteira] não iria poder passar. Esses obstáculos foram vencidos, temos condições de deslanchar com a obra."
Na Ferrovia Norte-Sul, outro projeto da Valec de difícil execução, a previsão é concluir o trecho entre Palmas (TO) e Anápolis (GO) em setembro de 2013. "O trecho está praticamente pronto, mas os contratos não foram suficientes para terminar todas as obras." Cavalcante informou que estão em andamento quatro licitações, no total de R$ 375 milhões, para a parte final da obra.
Os serviços incluem cinco quilômetros de trilhos até o porto seco de Anápolis, obras no pátio ferroviário do município, cruzamentos, obras de contenção, plantio de grama e outros complementos que fazem parte do tratamento ambiental. A expectativa é que, quando a obra puder ser inaugurada, o arcabouço jurídico do novo modelo esteja pronto para que esse trecho da ferrovia seja o primeiro a ser usado pelos operadores interessados, no modelo de livre acesso.
Fonte - Revista Ferroviária  05/12/2012