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quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Novos parques eólicos em Caetité e Tanque Novo devem gerar 1 mil empregos na Bahia

Energia & Sustentabilidade  💡

Esses empreendimentos estão na lista dos projetos comercializados no leilão de Energia Nova da ANEEL A6, da semana passada, e são fruto de protocolo de intenções assinado no início do mês, entre a Atlantic Energias Renováveis e o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE). A previsão é que sejam gerados até 1 mil empregos diretos na região.

Da Redação
foto - ilustração/arquivo
A Bahia deverá receber R$ 800 milhões em investimentos, com a implantação de dois novos parques eólicos, de 180 Megawatts (MW) de potência, nos municípios de Tanque Novo e Caetité. Esses empreendimentos estão na lista dos projetos comercializados no leilão de Energia Nova da ANEEL A6, da semana passada, e são fruto de protocolo de intenções assinado no início do mês, entre a Atlantic Energias Renováveis e o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE). A previsão é que sejam gerados até 1 mil empregos diretos na região.
De acordo com diretor-presidente da Atlantic, José Roberto de Moraes, o apoio do governo baiano aos investidores tem sido estratégico para a viabilidade do negócio. “O resultado deste leilão representa uma retomada bastante forte da empresa aos projetos de energia. E nós vamos continuar nessa ascendência de participação de leilões ou aquisições de empresas operacionais. Acredito que o mais importante na instalação de um empreendimento são os legados que ficam. Além de profissionais capacitados, os municípios ganham com os projetos sociais e autossustentáveis”, destaca o empresário.
“É de extrema importância atrair novos investidores para a Bahia. Estamos felizes, enquanto governo, com mais esse novo investimento que chega ao interior do estado e vai gerar mais postos de trabalho para os baianos e baianas, além de promover o desenvolvimento socioeconômico da região”, afirma o vice-governador João Leão, secretário de Desenvolvimento Econômico. A previsão é que as obras civis comecem no segundo semestre de 2020 e que o parque fique pronto em no máximo dois anos.
A Atlantic já opera na Bahia o Complexo Eólico de Morrinhos, localizado em Campo Formoso, a 450 km da capital baiana, na região Centro Norte. O Complexo possui seis parques eólicos, 90 aerogeradores e tem capacidade instalada de 180 MW, suficientes para abastecer 500 mil residências.

Leilão
A Bahia ficou com 65% de toda a energia eólica comercializada no Leilão de Energia Nova A-6, da ANEEL, realizado na última sexta-feira (18). Dos 44 projetos comercializados no certame, 24 são no estado, têm um total de 604,20 MW de capacidade instalada, contarão com investimentos de aproximadamente R$ 2,4 bilhões, e serão implantados até 2025 nos municípios de Uibaí, Tanque Novo, Ibipeba, Campo Formoso, Caetité e Brotas de Macaúbas. Líder no setor, o estado possui, atualmente, 160 parques eólicos em operação e 73 em processo de construção.

Sustentabilidade
Os novos parques da Atlantic Energias Renováveis poderão contar com o projeto socioambiental Ecofossa, já praticado em outros empreendimentos de energias renováveis do grupo no país. Pioneira no Brasil, a ação consiste no tratamento do esgoto de forma ecologicamente sustentável, dispensando o uso de produtos químicos e refletindo na proteção do solo, dos recursos hídricos e da saúde da população.
“Radiografar quais são as necessidades e interesses das comunidades impactadas faz parte da nossa estratégia para a implantação dos parques eólicos. Uma vez colocado em ação, eles deixam importantes legados para essas comunidades”, aponta o diretor-presidente da empresa.
Com informações da Secom BA  23/10/2019

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Bahia supera a marca de 1GW na produção de energia eólica

Energia Eólica

A marca - alcançada depois que os parques eólicos Caetité A, B e C entraram em operação comercial, em setembro deste ano, coloca o estado na posição de quarto maior estado brasileiro em produção de energia.Segundo dados de setembro da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), o território baiano é o que mais possui parques eólicos em construção, um total de 164, quase o dobro do segundo colocado, o estado do Rio Grande do Norte, com 84 parques em andamento.

Da Redação
foto - ilustração
Com 46 parques eólicos espalhados pelo estado, a Bahia atinge a potência instalada de 1,2 GW na produção de energia eólica, o equivalente à metade da energia elétrica que é distribuída no estado atualmente. A marca - alcançada depois que os parques eólicos Caetité A, B e C entraram em operação comercial, em setembro deste ano, coloca o estado na posição de quarto maior estado brasileiro em produção de energia. Nos próximos anos, a Bahia deve ocupar a primeira posição.
Segundo dados de setembro da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), o território baiano é o que mais possui parques eólicos em construção, um total de 164, quase o dobro do segundo colocado, o estado do Rio Grande do Norte, com 84 parques em andamento. Tais valores devem crescer a partir dos novos leilões de energia eólica, nos quais a Bahia tem captado grande parte dos recursos.
Nos dois últimos leilões para contratação de energia eólica, realizados em 2014, a Bahia continuou sendo destaque. Dos 67 projetos que foram arrematados, 33 serão implantados no estado. Juntos, eles vão resultar em investimentos de cerca de R$ 3,1 bilhões. O próximo leilão está marcado para novembro e, mais uma vez, o estado concorre na captação de recursos para a geração desse tipo de energia.
Numa projeção dos investimentos para os próximos anos, a expectativa é que a Bahia se torne o maior estado produtor de energia eólica em até quatro anos, de acordo com o diretor de energia da Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra), Celso Rodrigues. "O último Atlas Eólico da Bahia constatou que temos a capacidade de 195 GW de energia eólica no estado, o que nos torna um dos maiores potenciais eólicos do planeta. Nos tornar o maior produtor no País é uma consequência natural do processo que passamos neste momento, quando aproveitamos a capacidade produtora do estado e fortalecemos toda a cadeia produtiva", explicou o diretor de energia.

Cadeia produtiva
De acordo com dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), o setor de energia tem atraído também empreendimentos ligados aos parques e às usinas eólicas, desenvolvendo a indústria do setor, como as fábricas de componentes e equipamentos - a exemplo de torres eólicas, pás, nacelles (caixa do rotor do aerogerador) e montagem de turbinas. Alguns desses empreendimentos são as quatro plantas instaladas em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), e a indústria inaugurada no início deste ano em Itabuna.
Para o diretor de energia da Seinfra, o adensamento da cadeia produtiva de energia renovável na Bahia gera frutos para todos os setores da economia, uma vez que torna o estado uma referência nacional, mas a realidade local também sente diretamente as mudanças. “Desde os profissionais que são qualificados especificamente para as novas funções, até as pessoas que deverão, em breve, receber treinamento para atuar na manutenção desses parques, chegando também na realidade dos municípios baianos do interior, localizados principalmente na região do semiárido baiano, que recebem esses investimentos. Isso sem falar na produção de energia solar fotovoltaica, que está se desenvolvendo para trabalhar de forma complementar à eólica”, explicou Celso Rodrigues.

Seminário
Levando em conta o potencial baiano, nos dias 24 e 25 deste mês, Salvador vai sediar o Fórum Nacional Eólico-Carta dos Ventos, no Senai-Cimatec. Entre os debates, que vão reunir empresários, especialistas e interessados no tema, estão a qualificação da mão de obra, elaboração de políticas públicas para geração de energia eólica e desafios da transmissão.
Com informações da Secom Ba.  06/11/2015

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Chegam os primeiros 3 mil trilhos a serem usados na Ferrovia Oeste-Leste

Ferrovias

As peças são de origem espanhola e pesam cerca de 750 quilos cada uma. - São 3.027 peças de origem espanhola, pesando cerca de 750 quilos cada uma, totalizando 2.185 toneladas de trilhos destinados ao Lote 4 da Fiol, em Caetité.

TB
Foto: Alberto Coutinho
O primeiro lote de trilhos que farão parte da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) chegou ao Porto de Ilhéus e está sendo armazenado na Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), nesta segunda-feira (4/8).
São 3.027 peças de origem espanhola, pesando cerca de 750 quilos cada uma, totalizando 2.185 toneladas de trilhos destinados ao Lote 4 da Fiol, em Caetité.
O presidente da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A, José Lúcio Lima Machado, destacou que todos os contratos para o fornecimento de trilhos estão assinados. “Entre agosto de 2014 e agosto de 2015, teremos recebido um total de 234.790 toneladas de trilhos destinados à Fiol e à Ferrovia Norte-Sul (FNS).”
Para o diretor de engenharia da Valec, Mário Rodrigues Júnior, “a chegada dos trilhos elimina um gargalo para a condução do avanço físico e cumprimento do cronograma, permitindo o desenvolvimento de uma sequência executiva das obras”.
De acordo com Rodrigues, a próxima remessa de trilhos da Ferrovia de Integração Oeste-Leste está prevista para acontecer em meados de setembro. Serão aproximadamente 6 mil toneladas destinadas aos lotes 2, 3 e 4 da Fiol.
Ainda segundo o diretor, a Extensão Sul da FNS também deverá receber, neste mês de agosto, o primeiro lote de trilhos fornecidos por uma fabricante chinesa. “Nossa expectativa é de que 10,6 mil toneladas de trilhos destinados à Extensão Sul cheguem ao Porto de Santos no dia 20 deste mês”.
Fonte - Tribuna da Bahia  04/08/2014