UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Avião que transportava o ministro TEORI ZAVASCKI cai no mar próximo a Ilha Rasa

NOTÍCIA  ✈

Filho de Teori confirma que ministro estava em avião que caiu em Paraty.Francisco Zavascki, confirmou pelo Facebook que o pai estava no avião que caiu na tarde de hoje (19) em Paraty (RJ). "Amigos, infelizmente, o pai estava no avião que caiu!

Da Agência Brasil
foto - ilustração/arquivo
Um dos filhos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, Francisco Zavascki, confirmou pelo Facebook que o pai estava no avião que caiu na tarde de hoje (19) em Paraty (RJ). "Amigos, infelizmente, o pai estava no avião que caiu! Por favor, rezem por um milagre", escreveu Francisco em sua conta na rede social.
Ainda não há informações oficiais a respeito de sobreviventes do acidente. A presidente do STF, Cármen Lúcia, que estava em Belo Horizonte, retorna neste momento a Brasília.]

Acidente
A aeronave decolou às 13h01 do Campo de Marte, em São Paulo, com destino a Paraty, com quatro pessoas a bordo.
O Corpo de Bombeiros informou que o avião caiu no mar, próximo à Ilha Rasa, e está parcialmente submerso.
Na hora do acidente, chovia forte em Paraty e a região estava em estágio de atenção.

Atualização as 17h24
Um dos filhos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, Francisco Zavascki, acaba de confirmar agora há pouco pelo Facebook a morte do pai. "Caros amigos, recebemos a confirmação de que o pai faleceu! Muito obrigado a todos pela força", escreveu Francisco na rede social.
Fonte - Agência Brasil  19/01/2017

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Passados 10 anos, ninguém foi condenado por acidente no Metrô de São Paulo

Metrô-SP  🚧

Em novembro de 2016, por 2 votos a 1, os desembargadores da 7ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo mantiveram a absolvição de 12 pessoas envolvidas na tragédia. Os acusados, engenheiros ou funcionários do Metrô ou das empreiteiras, já haviam sido absolvidos em julgamento na primeira instância.

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

Assembleia Legislativa de SP/Divulgação
Dez anos depois do desabamento das obras da linha 4-amarela do Metrô de São Paulo, a serem completados nesta quinta-feira (12), ninguém foi responsabilizado pelo acidente que vitimou sete pessoas no local onde hoje está instalada a Estação Pinheiros.
Em novembro de 2016, por 2 votos a 1, os desembargadores da 7ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo mantiveram a absolvição de 12 pessoas envolvidas na tragédia. Os acusados, engenheiros ou funcionários do Metrô ou das empreiteiras, já haviam sido absolvidos em julgamento na primeira instância. Outros dois acusados foram retirados do segundo julgamento pelo próprio Ministério Público, responsável pela acusação, que entendeu que eles não tinham culpa.
A absolvição revoltou Celso Alambert, 77 anos, pai de Márcio Alambert, 31 anos, que morreu na tragédia. “Isso gera revolta. Como é que vão fazer uma obra desse porte sem responsável? Nesse caso tinha que ter um engenheiro responsável, um geólogo, uma fiscalização sobre as obras. Mas sabe como é que é, né? Se fossem cidadãos comuns já teriam sido punidos. Mas envolve muita gente graúda, então acaba tudo em pizza”, reclamou.
O corretor Antonio Manuel Dias Teixeira, que perdeu um imóvel no acidente, também reclamou da falta de punição pelo acidente. “Isso é uma coisa que também me deixou revoltado e chateado. E aqueles que morreram? Eu estou vivo, tudo bem. Mas tem os que morreram. Não havia responsáveis?”, questionou.
O acidente ocorreu por volta das 15h do dia 12 de janeiro de 2007, na rua Capri. O cobrador Wescley Adriano da Silva ocupava o seu lugar no micro-ônibus que fazia a linha Casa Verde-Pinheiros quando uma cratera se abriu no canteiro de obras da estação, “engolindo” a van em que ele se encontrava.
Além dele, também morreram no acidente o motorista da van Reinaldo Aparecido Leite, os passageiros Márcio Alambert e Valéria Alves Marmit, o motorista de um caminhão que trabalhava na obra e que também foi “engolido” pela cratera Francisco Sabino Torres, e a aposentada Abigail de Azevedo e o office boy Cícero Augustino da.Silva, que chegavam ao ponto de ônibus no momento do acidente.

MP recorreu da absolvição
Em dezembro do ano passado, o Ministério Público decidiu recorrer da absolvição ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que ainda não se pronunciou sobre o assunto. No recurso, de 72 páginas, o procurador-geral de Justiça, Gianpaolo Poggio Smanio, e o promotor de Justiça designado Victor Eduardo Rios Gonçalves alegam que “era previsível que o desabamento poderia ocorrer” e que, mesmo assim, os réus determinaram o prosseguimento das obras, agindo, portanto, com imprudência e negligência.
No documento, eles afirmam que “as falhas originárias do projeto e da execução da obra, aliadas à desconsideração do quadro de instabilidade do canteiro, com o consequente avanço das escavações e o aumento do ritmo e da velocidade das detonações, levaram ao desmoronamento do túnel, com a morte de sete vítimas”.
Eles também dizem que essas mortes poderiam ter sido evitadas, independentemente do desmoronamento, “se o entorno do local tivesse sido interditado para o trânsito de pedestres e de veículos logo após os primeiros sinais de risco iminente de ruptura do local, sinais esses, inclusive, que possibilitaram a evacuação do subsolo, com a retirada dos obreiros que trabalhavam na escavação”.
Procurado pela Agência Brasil para falar sobre o caso, o Ministério Público não concedeu entrevista e se pronunciou apenas enviando o documento de recurso ao STJ.

Indenizações
O Consórcio Via Amarela, responsável pelas obras, informou que nenhuma família deixou de fechar acordo de indenização com a empresa. Em 2009, a assessoria de imprensa da Via informou que “todas as famílias das [sete] vítimas fatais do acidente” foram indenizadas em até 90 dias após o acidente e “todos os moradores, inicialmente deslocados de suas residências e instalados em hotéis da região, foram indenizados e retomaram sua rotina sem ter que recorrer à Justiça”.
Procurado pela Agência Brasil este ano, o Consórcio Via Amarela respondeu que, "logo após o acidente, prestou todo o apoio necessário aos familiares das vítimas, assim como já promoveu o pagamento das indenizações cabíveis”, sem revelar a quantidade e o valor das indenizações que foram pagas.
Na época do acidente, a subprefeitura de Pinheiros informou que, dos 94 imóveis que sofreram danos, sete tiveram que ser demolidos e outros 14 foram condenados, mas os demais foram todos liberados.
Já o Metrô informou que as obras de construção da estação Pinheiros estavam completamente seguradas, o que possibilitou “a cobertura a todos os prejuízos causados pelo acidente ocorrido em 2007 e também a indenização a todas as pessoas e empresas prejudicadas por parte do consórcio de empreiteiras responsável pelas obras".
Segundo o Metrô, "todo esse processo [de pagamento de indenizações] foi acompanhado e intermediado pelo governo do estado que, assim como o Metrô, não foi parte do processo judicial que absolveu em duas instâncias a todos os acusados". A empresa também informou que "sempre adotou em suas obras métodos construtivos e procedimentos de segurança com certificações internacionais que garantem a confiabilidade de execução".
Em um documento sobre o acidente na estação Pinheiros, publicado em outubro de 2008 e disponível no site do Metrô, referente ao pagamento de indenizações e ao reassentamento das famílias até agosto de 2008, o Metrô informa que 271 pessoas foram impactadas pelo acidente, número que exclui 57 proprietários de imóveis que não viviam no local ou o ocupavam.
A companhia informou que 99 imóveis foram atingidos pelo acidente, 58 deles residenciais. Desse total, 14 foram condenados, 7 precisaram ser demolidos, 10 tiveram um impacto mínimo e foram liberados, 65 foram liberados mais tarde após laudos da prefeitura e outros três foram liberados sem intervenção da prefeitura.
Entre as famílias, após o acidente, quatro decidiram permanecer no imóvel, 34 retornaram a suas moradias, nove se referiam a casos atípicos e 62 tiveram que ser reassentadas.
Das sete vítimas fatais, o Metrô diz que foram fechados oito acordos de indenização, já que uma das vítimas tinha duas famílias. Além disso, foram firmados 106 acordos [número que não necessariamente significa o total de famílias porque cada família que pode ter fechado mais de um acordo], além de oito acordos com terceiros [ambulantes ou pessoas que perderam carros estacionados próximos ao local do acidente]. Segundo o Metrô, 20 ações foram para a Justiça.
Houve famílias que receberam duas indenizações: uma do consórcio, pelos danos provocados pelo acidente e outra da prefeitura, que retirou as famílias de algumas casas da região para construir um terminal de ônibus no local, ao lado da estação de Metrô. Este foi o caso do corretor Antonio Manuel Dias Teixeira, que perdeu um imóvel no acidente. Ele diz que a indenização ainda não foi totalmente paga e que o valor acertado foi baixo.

Linha ainda não terminada
Passados dez anos, a linha 4-amarela do Metrô de São Paulo ainda não foi totalmente concluída e entregue. Prevista para funcionar na Copa do Mundo de 2014, ainda faltam estações a serem terminadas.
Segundo o Metrô, a implantação da linha foi dividida em duas fases, sendo que a primeira custou R$ 3,1 bilhões e teve as obras iniciadas em 2006, passando a funcionar a partir de 2010, com seis estações operando, entre Luz e Butantã. Em 2012 foram iniciadas as obras da segunda fase, que abrange as estações Butantã e Vila Sônia e a construção de outras cinco estações – uma delas, a Fradique Coutinho, inaugurada em 2014.
Em 2015, a empreiteira responsável abandonou as obras e o Metrô rescindiu o contrato, retomando os trabalhos com um novo consórcio em agosto de 2016. Com isso, as estações Higienópolis-Mackenzie e Oscar Freire deverão ser concluídas em dezembro de 2017, restando as estações São Paulo-Morumbi para 2018 e Vila Sônia para 2020. A segunda fase, de acordo com o Metrô, tem o custo de R$ 1,7 bilhão.
Fonte - Agência Brasil  11/01/2017

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Depois de um ano, acidente em que morreu Eduardo Campos não foi esclarecido

Política

Acidente que matou Eduardo Campos há um ano ocorreu em uma área residencial em Santos, no litoral paulista.O acidente, até hoje não esclarecido, mudou os rumos do pleito presidencial e os cenários políticos pernambucano e brasileiro.

Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil
Arquivo Agência Brasil
Há um ano, por volta das 10h, a aeronave Cessna 560 XL, prefixo PR-AFA, caía no meio de uma área residencial do bairro Boqueirão, em Santos, no litoral paulista. A bordo estavam o então candidato do PSB à Presidência da República nas eleições de outubro 2014, Eduardo Campos, de 49 anos, e mais seis pessoas: o assessor Pedro Almeida Valadares Neto, o assessor de imprensa Carlos Augusto Ramos Leal Filho (Percol), Alexandre Severo Gomes e Silva (fotógrafo), Marcelo de Oliveira Lyra (assessor da campanha) e os pilotos Marcos Martins e Geraldo da Cunha. Todos morreram. O acidente, até hoje não esclarecido, mudou os rumos do pleito presidencial e os cenários políticos pernambucano e brasileiro.
“Foi um fato extremamente traumático que mudou inteiramente as condições da disputa eleitoral tanto interna, em Pernambuco, quanto em nível nacional”, analisa o cientista político e professor da Universidade Federal de Pernambuco, Michel Zaidan Filho. Herdeiro político do avô, Miguel Arraes, Eduardo Campos, que era o terceiro colocado nas pesquisas de intenção de voto à época, deixou a viúva, Renata Campos, e cinco filhos.
A morte abrupta do político provocou comoção em Pernambuco. Milhares de pessoas, de diversas regiões do estado, foram até Recife acompanhar as cerimônias fúnebres, que duraram quatro dias. Personalidades do mundo político, como a presidenta Dilma Rousseff, que concorria à reeleição, o candidato tucano Aécio Neves e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participaram do velório, no Palácio das Princesas, sede do governo pernambucano. No dia 17, o corpo de Eduardo Campos foi enterrado no Cemitério de Santo Amaro, no mesmo túmulo do avô, que morreu no dia 13 de agosto de 2005.
Com a morte de Campos, considerado um político habilidoso por aliados e adversários, o PSB, depois de dias de indefinição, decidiu que a então vice da chapa, a ex-ministra Marina Silva, seguiria na disputa ao Palácio do Planalto. Em meio à comoção pela morte do companheiro de coligação, Marina Silva chegou a ultrapassar o tucano Aécio Neves.
“Foi um fato político muito relevante para a política brasileira. Não acredito que a Marina e o PSB sonharam que poderiam alçar uma posição tão vantajosa como a que tiveram com a morte de Eduardo, parecendo que ultrapassariam mesmo Aécio Neves. Houve um momento em que o tucano chegou a atacar Marina, pensando que ela iria ultrapassá-lo efetivamente”, lembrou Michel Zaidan.
Na esfera estadual, o cientista político observa que a tragédia “reforçou a oligarquia familiar”. A viúva Renata Campos ganhou grande importância no PSB e chegou a ser cogitada como substituta do marido na corrida presidencial, o que acabou não se confirmando. Ele comparou o impacto da morte de Campos às consequências políticas do suicídio de Getúlio Vargas, em 1954.
“A morte de Eduardo foi explorada politicamente e reverteu inteiramente a situação. Como a morte de Getúlio [Vargas], mudou totalmente o encaminhamento da política brasileira até Jango, pelo menos”, comparou Michel Zaidan. O então candidato do PSB ao governo de Pernambuco Paulo Câmara, que tinha 3% das intenções de voto antes da morte de Campos, conseguiu virar a disputar e se elegeu no primeiro turno.
O doutor em ciência política pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e especialista em política, popularidade política e relações internacionais das Américas da Universidade de Brasília (UnB) Benício Viero Schmidt também disse que a morte inesperada de Eduardo Campos teve um impacto muito grande no cenário político do país.
“Vamos pensar no seguinte quadro: o Eduardo, fosse ou não presidente, seria um elemento importante porque ele tinha a confiança tanto do pessoal do PT quanto da oposição. Ele seria um ponto de referência inevitável nessa situação. Um cara que senta na mesa, conversa, busca soluções e conciliações”, acrescentou Schmidt.
Fonte - Agência Brasil  13/08/2015

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Acidente causado por empurra-empurra no metrô de SP configura má prestação do serviço

Metrô de SP

A Cia,Metropolitano de SP e seguradora terão que indenizar uma usuária de metrô que se acidentou na estação Sé, em junho de 2011, durante um tumulto antes do embarque.

Migalhas 
Cia. do Metropolitano de SP deverá indenizar usuária
de metrô que se acidentou na estação Sé.
A Companhia do Metropolitano de SP e uma empresa de seguros terão de indenizar uma usuária de metrô que se acidentou na estação Sé, em junho de 2011, durante um tumulto antes do embarque. As rés pagarão a ela R$ 15 mil, por danos morais, além dos custos com despesas médicas e o ressarcimento pelos dias afastados do trabalho.
Ao condená-las, a 12ª câmara de Direito Privado do TJ/SP considerou que "a aglomeração capaz de causar 'empurra-empurra' de usuários na plataforma certamente constitui má prestação do serviço de transporte, situação apta a gerar a responsabilidade do transportador".
A autora relata que ao tentar embarcar em meio a uma aglomeração de pessoas, foi empurrada, tropeçou no pé de outra mulher, caiu e bateu a testa no direcionador de fluxo da estação. O acidente resultou em um corte no rosto e um coágulo na cabeça. Em razão disso, ficou afastada de suas atividades cotidianas por sete dias, e poderá necessitar de uma intervenção cirúrgica para retirada do coágulo.
Por sua vez, a Cia. do Metropolitano afirmou que a autora não cooperou e não agiu com as cautelas necessárias para utilização do metrô. Sustentou que ela foi negligente e, devido à pressa, veio a tropeçar em outra usuária, sendo que não houve má prestação do serviço.
Em seu voto, a relatora do caso, desembargadora Márcia Cardoso, ressaltou, porém, que o transportador é responsável legal por transportar seus passageiros, sãos e salvos, ao destino final.
"Se a queda da autora decorreu de empurrões de terceiros, esse fato não é capaz de afastar a responsabilidade da ré, na medida em que essa situação configura fortuito interno, integrante dos riscos próprios da atividade da concessionária de transporte coletivo."
Fonte - São Paulo Trem jeito  23/01/2015

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Perícia apura se falha de sinalização provocou acidente entre trens no Rio

Rio de Janeiro

Mais de 100 testemunhas, incluindo um maquinista prestaram depoimentos. Controlador de tráfego e segundo maquinista foram intimados pela polícia.

G1

Peritos tentam descobrir se houve falha na sinalização, no sistema de freios ou no controle da via durante o acidente entre dois trens em Mesquita, na noite desta segunda-feira (5), em que 229 pessoas ficaram feridas. Há dois anos a Supervia anunciou que estava instalando um novo sistema de sinalização para controlar a distância entre os trens, o que poderia evitar este tipo de acidente. A previsão do término das instalações era para o final de 2013 para todos os ramais. Mas, segundo a concessionária, a complexidade para a instalação causou um atraso e apenas o ramal de Deodoro contava com a ferramenta.
A Polícia Civil e a Agência Reguladora de Transportes Públicos investigam as causas do acidente. Mais de 100 pessoas já foram ouvidas no inquérito.
Nesta terça-feira (6), passageiros dos dois trens envolvidos no acidente foram à delegacia da cidade prestar depoimento sobre o acidente. O maquinista do trem que provocou o acidente deveria ter sido ouvido, mas alegou problemas emocionais e não compareceu à delegacia. Os responsáveis pelo acidente responderão por lesão corporal culposa por acidente ferroviário.
Depois da batida, outro susto: um terceiro trem cruza o local do acidente e chega a encostar nos vagões. Alguns passageiros receberam os primeiros socorros ainda na calçada. No fim da tarde desta terça-feira (6), cinco ainda estavam internados no Hospital da Posse, em Nova Iguaçu.
Muitas pessoas reclamaram da falta de assistência de funcionários da SuperVia, responsável pela operação dos trens. O presidente da concessionária esteve no local do acidente ainda na noite de segunda-feira (5) e disse que as duas composições estavam com a manutenção em dia.
O secretário de transportes do Rio, Carlos Roberto Osório, afirmou que houve uma falha grave. "Um acidente que não pode acontecer em hipótese nenhuma. O trem estava parado em uma estação, fazendo desembarque e embarque de passageiros foi atingido por outro na traseira vindo na mesma direção. Vamos fazer uma investigação rigorosa e descorir se houve uma falha individual, coletiva, ou uma soma de fatores", disse.
A Agência Reguladora dos Transportes (Agetransp) informou que técnicos estiveram hoje na oficina do SuperVia para uma nova perícia. "Abrimos todas as hipóteses que podem ser testadas para que a gente possa identificar fundamentalmente a falha e em seguida as causas que possam ter levado a esse acidente", disse um dos representantes.
O delegado responsável pelo caso, Matheus Almeida, disse que os depoimentos de quarta-feira (6) - do outro maquinista e do controlador de tráfego - são os mais importantes. Ainda de acordo com o delegado, 110 pessoas já foram ouvidas. Outro objetivo das investigações é saber se um problema na estação de Austin pode ter alguma relação com o acidente em Mesquita.
O núcleo de defesa do consumidor da Defensoria Pública do estado vai orientar as vítimas a receber possíveis indenizações. Os passageiros roubados devem registrar a ocorrência na polícia e os feridos, guardar os documentos do atendimento médico. Até esta terça-feira (6), cinco pessoas continuavam internadas.

Depoimento adiado
O depoimento do maquinista levou cerca de duas horas na delegacia de Mesquita. Ele conduzia o trem que estava parado no momento da batida e deixou o local sem falar com a imprensa. Segundo o delegado, o outro maquinista, que provocou a colisão e não teve o nome divulgado, disse que está "abalado emocionalmente" e não foi à delegacia.
Ainda de acordo com o delegado, o fato de o maquinista ter pulado do trem em movimento antes do choque entre os trens não indica algum tipo de falha na conduta.

Vítima de acidente reclama de roubo
A babá Maiara Barbosa de Moura, de 25 anos, foi atendida no Hospital da Posse e contou que depois do acidente ainda teve o celular roubado. "Quando cai, dois rapazes me ajudaram a subir para a plataforma e a pegar minha bolsa e meus sapatos. Mas aí apareceu um outro rapaz e roubou o celular da minha mão", contou a babá que sofreu escoriações na barriga e um corte na mão.
Ela foi até a unidade por conta própria, pois as ambulâncias se ocupavam dos feridos mais graves. Ela disse que estava perto da porta do trem que estava parado na estação. Com a batida ela caiu ano espaço entre o trem e a plataformas acabou resgatada por dois passageiros. "Não tinha ninguém da Supervia para ajudar. Os menos machucados ajudavam os mais feridos", disse a babá.
Fonte - São Paulo Trem Jeito  07/01/2015

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Caminhão colide com VLT no Cariri no Ceará

VLT do Cariri

Um dos carros da composição chegou a descarrilar e teve boa parte dos equipamentos de sua dianteira danificados

Ultima Hora-DN
FOTO: VCREPÓRTER / WHATSAPP
Juazeiro do Norte. Um caminhão baú colidiu com o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), metrô de superfície do Cariri, ontem deixando duas vítimas com ferimentos leves. Um dos vagões do trem chegou a descarrilar e teve boa parte dos equipamentos de sua dianteira danificados. Já o caminhão, que vinha com uma carga de iogurte, teve o produto saqueado pelos moradores da localidade, no fim da tarde, momento em que era retirado do local, no bairro São José, na linha entre Crato e Juazeiro.
Cerca de 30 pessoas estavam seguindo para o Crato e não sofreram lesões. Uma das vítimas teve uma luxação no braço e outra uma pancada no rosto. Por conta do acidente, a operação do VLT foi cancelada durante a tarde de ontem.
Equipes do Serviço Móvel de Urgência (Samu) e Corpo de Bombeiros estiveram no local para prestar os primeiros atendimentos às vítimas do acidente, além da perícia.

Manutenção
O VLT foi levado para o Centro de Manutenção do metrô do Cariri e não há previsão de quando voltará a funcionar. Além disso, segundo o assistente operacional do metrô, Marcelo Bezerra, o trem teve boa parte dos equipamentos operacionais destruídos, incluindo os controles de cabine e vários saiotes, além de duas rodas do veículo ficarem fora.
Dos três VLTs em funcionamento na única linha entre Crato e Juazeiro do Norte, apenas um ficará operando. Outro já esteve com problemas e sem transportar passageiros. As peças para o conserto chegaram recentemente.
Fonte - Diário do Nordeste  12/12/2014

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Metrô de Recife volta a funcionar normalmente

Transportes sobre trilhos

A interrupção do serviço aconteceu no domingo por conta de um acidente envolvendo um veículo na Estação do Barro. O problema atingiu os cerca de 260 mil passageiros que utilizam as subdivisões Jaboatão e Camaragibe, que foram obrigados a buscar outras alternativas de transporte.

DP
Diário de Pernambuco
Após mais um dia de transtornos, os usuários do metrô já podem ficar tranquilos. De acordo com o MetroRec, a Linha Centro do sistema já voltou a operar normalmente. Ela foi liberada por volta das 16h20. Segundo a assessoria do MetroRec, 1,5 mil metros de cabo foram recolocados. Também foram trocados os disjuntores e outros equipamentos.
A interrupção do serviço aconteceu no domingo por conta de um acidente envolvendo um veículo na Estação do Barro. O problema atingiu os cerca de 260 mil passageiros que utilizam as subdivisões Jaboatão e Camaragibe, que foram obrigados a buscar outras alternativas de transporte.
De acordo com a polícia, o acidente aconteceu pouco antes das 5h. O comerciante Paulo César Dias Ferreira Júnior, 33 anos, que conduzia um carro modelo Santana, perdeu o controle no viaduto na linha férrea, batendo contra a grade de proteção atingindo cabos de alimentação da estação, deixando o sistema paralisado.
O motorista foi encaminhado à Central de Flagrantes da Polícia Civil e autuado por condução de veículo sob efeito de álcool e danos ao patrimônio público. Após prestar depoimento, o suspeito foi encaminhado ao Centro de Observação e Triagem (Cotel).
Fonte - Diário de Pernambuco 

terça-feira, 16 de setembro de 2014

SuperVia realiza simulado de acidente em passagem em nível

Transportes sobre trilhos

A SuperVia opera oito ramais e, em uma extensão de 270 quilômetros, conta com 40 passagens oficiais (sinalizadas com avisos sonoro e visual)

Revista Ferroviária

A SuperVia, em parceria com a Prefeitura de São João de Meriti (RJ), realizou um simulado de acidente envolvendo um trem e um ônibus na passagem em nível próxima à estação Pavuna/São João de Meriti, no ramal Belford Roxo. A ação é parte da Campanha de Segurança nas Passagens em Nível, realizada pela concessionária desde 2012, com o objetivo alertar e conscientizar motoristas e pedestres sobre as normas de circulação em locais cortados pela linha férrea. A ocasião também marcou o treinamento de mais de 400 funcionários de órgãos como Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e agentes de trânsito da Guarda Municipal de São João de Meriti responsáveis por prestar o atendimento adequado nesse tipo de situação. O simulado teve duração de uma hora e meia e contou ainda com a participação de 40 voluntários.
A atividade envolveu as áreas de Segurança, Via Permanente, Sinalização, Segurança do Tráfego, Segurança do Trabalho da SuperVia. Durante o simulado foram distribuídos ainda 10 mil panfletos educativos para moradores e pedestres da região explicando as regras de trânsito e alertando sobre a importância de respeitar a sinalização.
A passagem em nível da estação Pavuna/São João de Meriti é uma das mais movimentadas do sistema ferroviário por estar situada na região Central do município. Estima-se que, em um período de 12 horas, passam pelo local mais de 50 mil pessoas e 20 mil veículos (caminhões com carga, ônibus, automóveis e motocicletas). Por determinação interna de segurança do tráfego, a circulação dos trens nestes pontos ocorre em velocidade de 30 km/h ao invés dos 80 km/h. A imprudência é o principal motivador de atropelamentos e colisões com veículos, colocando em risco a vida de pedestres, passageiros e funcionários da empresa.
“Segurança é um valor inegociável para SuperVia e precisamos estar sempre atentos para prestar o melhor serviço ao nosso passageiro. A atuação junto aos pedestres e motoristas é fundamental para alertarmos a população sobre a importância de se respeitar o Código de Transito Brasileiro. Se as pessoas seguirem a orientação pare, olhe e escute conseguiremos zerar as estatísticas de acidentes”, explica João Gouveia, diretor de Operações da SuperVia.
A SuperVia opera oito ramais e, em uma extensão de 270 quilômetros, conta com 40 passagens oficiais (sinalizadas com avisos sonoro e visual). No entanto, a concessionária estima que existam até 150 passagens clandestinas ao longo da via. Em um trabalho de monitoramento, são fechadas, em média, quatro por mês, porém ao final do mesmo período, ao menos três destas passagens irregulares são reabertas. Por isso, a SuperVia considera indispensável o isolamento completo da área restrita à circulação de trens. Para mudar esse cenário, a concessionária negocia com os governos Federal e Estadual a implantação do projeto “Segurança da Via”, cujo objetivo é realizar a segregação total da linha férrea, com a construção de muros, passarelas e viadutos. A implantação dessa iniciativa depende do poder público, pois envolve soluções urbanísticas de acessibilidade, desapropriações e programas sociais.
Fonte - STEFZS  16/09/2014

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Mulher cai no trilho do metrô e interrompe tráfego por dez minutos

Rio de Janeiro

Acidente no metrô do rio causa interrupção no  tráfego da linha 01 por dez minutos

Vitor Abdala 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
Uma mulher caiu na manhã de hoje (4) no trilho do metrô da Linha 1 do Rio de Janeiro e interrompeu o tráfego de trens entre as estações Botafogo e General Osório, na zona sul da cidade. O acidente ocorreu por volta das 7h14 e a interrupção do tráfego durou apenas dez minutos.
O tráfego nas outras estações chegou a ser prejudicado, provocando atrasos, mas segundo a assessoria de imprensa da concessionária Metrô Rio, tudo já foi normalizado. O Metrô Rio não quis divulgar as circunstâncias da queda (se ela caiu, se jogou ou foi empurrada) e nem o estado de saúde da vítima.
Fonte - Agência Brasil  04/08/2014

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Ministério Público investiga acidente no monotrilho

São Paulo

Alckmin afirma que acidente não atrapalha obra do monotrilho - O inquérito foi instaurado no dia 10 de junho pelo Promotor de Justiça Mário Augusto Vicente Malaquias, em razão de eventual risco nas obras ao longo de toda a extensão do monotrilho. 

Journal Noticias

A Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo da capital investiga a queda de uma viga de sustentação do monotrilho. A informação foi divulgada pelo MP (Ministério Público) na última sexta-feira (27). Um operário morreu e outros dois ficaram feridos no acidente, que aconteceu em 9 de junho, na esquina da rua Vieira de Moraes com a avenida Washington Luís, na zona sul.
O inquérito foi instaurado no dia 10 de junho pelo Promotor de Justiça Mário Augusto Vicente Malaquias, em razão de eventual risco nas obras ao longo de toda a extensão do monotrilho.
A promotoria expediu ofício à Metrô (Companhia do Metropolitano de São Paulo), responsável pela obra, solicitando cópias de todos os projetos referentes aos trechos da linha 17 ? Ouro protocolizados junto aos órgãos públicos, das licenças prévias de instalação, do cronograma de obras em relação a cada trecho da linha 17, e do Decreto de Utilidade Pública de toda a linha, além do EIA-RIMA (Estudo de Impacto Ambiental e do Relatório de Impacto Ambiental).
O Metrô deverá informar, ainda, as causas do acidente e fornecer à promotoria laudo de segurança de todas as obras ao longo da linha onde ocorreu a queda da viga de sustentação.
Fonte - STEFZS  30/06/2014

terça-feira, 10 de junho de 2014

Queda de viga de monotrilho deixa um morto em de SP

São paulo

O operário Juraci Cunha da Silva, que teria 25 anos segundo familiares, trabalhava na colocação de uma viga que serviria de trilho, a uma altura de 25 metros. A estrutura, que pesa 90 toneladas, se desprendeu primeiro de uma das vigas, ficando na posição perpendicular, e, depois, se soltou completamente. Ao cair, arrastou Silva para baixo, prensando-o contra o material.

O Estado de S. Paulo
fotospublicas
A queda de uma viga da obra do monotrilho da Linha 17-Ouro do Metrô deixou um operário morto e outros dois feridos, no fim da tarde desta segunda-feira, 9. O acidente aconteceu na esquina da Avenida Washington Luís com a Rua Vieira de Morais, no Campo Belo, zona sul de São Paulo, na frente do estacionamento do Aeroporto de Congonhas.
O operário Juraci Cunha da Silva, que teria 25 anos segundo familiares, trabalhava na colocação de uma viga que serviria de trilho, a uma altura de 25 metros. A estrutura, que pesa 90 toneladas, se desprendeu primeiro de uma das vigas, ficando na posição perpendicular, e, depois, se soltou completamente. Ao cair, arrastou Silva para baixo, prensando-o contra o material. O trabalhador morreu no local. Ficaram feridos outros dois operários, Carlos Vieira de Sousa e Manuel Cristiano da Silva. Os dois também estavam em cima da viga na hora do acidente e, de acordo com os bombeiros, passam bem.
Juraci da Silva era do Piauí e morava em São Paulo havia cinco anos. Segundo seu irmão, Antonio Sabino Cunha da Silva, ele trabalhava como ajudante-geral havia um ano na obra. “A gente se via pouco, as folgas não batiam. Ele morreu sem aproveitar a vida”, disse ele, que também trabalha no ramo de construção civil. “Ainda não sei como vou contar para nossa mãe, que já tem idade.” Ao todo, eram oito irmãos. Cinco deles, contando Juraci, moram em São Paulo.
A estrutura caiu pouco antes das 17 horas. A costureira Ana Teixeira de Sousa, de 66 anos, ouviu o estrondo de seu apartamento - na frente da obra. “Parecia uma explosão, desci correndo descalça. Um deles ficou pendurado.”
Segundo operários, a viga teria sido colocada havia poucos dias. Uma locadora de veículos ao lado do acidente foi interditada pela Defesa Civil. O impacto da queda da viga provocou rachaduras no subsolo. Segundo o coordenador da Defesa Civil, Jair Paca, a obra vai ficar interditada até o trabalho da perícia.
Em nota, o Metrô lamentou o acidente e informou que está exigindo do Consórcio Monotrilho Integração, responsável pela construção das vias e formado pelas empresas Andrade Gutierrez, CR Almeida, Scomi Engineering e MPE Montagens e Projetos Especiais, uma rápida apuração sobre as causas da ocorrência.
O Consórcio Monotrilho Integração também afirmou em nota que “lamenta o falecimento do colaborador”. O consórcio informou que uma perícia será feita no local para identificar as causas do acidente.
O secretário de Estado de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, que participava de reunião para negociar o fim da greve com metroviários na hora do acidente, quase não falou sobre o que aconteceu com a viga do monotrilho. “Ainda não tenho o resultado do que foi. Vamos analisar.”
Susto. O comissário de bordo Daniel Maiochai Beirao, de 33 anos, viu todo o acidente. Ele conversava com um amigo ao lado casa, na frente da obra. “Vi um estalo, parecia um estalo de uma árvore quebrando, e corri para lá. Depois parecia um terremoto na hora que caiu”, disse ele, por volta das 19h30. “Estou tremendo até agora.”
Beirão viu uma das vítimas pendurada por quase 10 minutos. “Eu tinha acabado de passar por baixo da viga, como faço todo dia ao trabalhar.” O local estava interditada para carros, mas não para pedestres.
Polêmica. A Linha 17-Ouro, que ligará o Morumbi ao Jabaquara, só tem o trecho central, de Congonhas à Estação Morumbi da CPTM em construção. A extensão para o Jabaquara e, do outro lado, ao Morumbi, continua sem previsão. Esse primeiro trecho, segundo a Secretaria de Estado de Transportes Metropolitanos, tem previsão para ser entregue em 2015.
Por ser monotrilho, suspensa em viaduto, a obra teve resistência de moradores da região, que temem desvalorização dos imóveis e degradação do entorno das vias.
O governo do Estado já declarou de utilidade pública 161 imóveis para a construção do monotrilho da Linha 17-Ouro.
Fonte - Revista Ferroviária  09/06/2014

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Prefeitura e ALL podem responder criminalmente por descarrilamento em Rio Preto

Ferrovias

Delegado que cuida de inquérito se manifestou sobre laudo da perícia. Segundo laudo, erosão no solo embaixo do trilho provocou acidente. - Dependo das respostas de ALL e prefeitura da cidade, sobre a responsabilidade pelas infiltrações debaixo do trilho do trem, as duas podem responder criminalmente pela morte das oito pessoas.

Do G1 - Rio Preto
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O delegado da Polícia Civil, Laércio Ceneviva Filho, que cuida do inquérito sobre o descarrilamento de São José do Rio Preto (SP) que matou oito pessoas em novembro do ano passado, se manifestou pela primeira vez depois que recebeu o laudo da Perícia. Dependo das respostas de ALL e prefeitura da cidade, sobre a responsabilidade pelas infiltrações debaixo do trilho do trem, as duas podem responder criminalmente pela morte das oito pessoas.
Segundo Ceneviva, o laudo aponta o que houve realmente. “O laudo da Perícia Técnica indica infiltração de água decorrente das águas fluviais e vazamentos de esgoto que se acumularam debaixo da via férrea e ocasionaram uma deformação dos trilhos externos, justamente na curva onde se deu o descarrilamento”, explica.
Com isso, a polícia pretende identificar e punir os responsáveis. "Após análise do laudo, nós deliberamos para encaminhamento de ofício à ALL requisitando informações em 15 dias sobre as vistorias e manutenções na via, se foi detectada essa deformação no trilho, bem como o acúmulo de águas fluviais e também se eles comunicaram a prefeitura ou o Semae para proceder a drenagem. Também oficiamos o Semae requisitando essas mesmas informações no prazo de 15 dias, ou seja, se eles foram instados pela ALL para tomar previdência em relação à drenagem”, afirma o delegado.
Segundo Ceneviva, o responsável vai responder por homicídio culposo. “Nós vamos apurar eventual responsabilidade por negligência, o que poderá ocasionar o indiciamento do responsável pelo delito de homicídio culposo, sem intenção de matar, mas, o agente agiu com imprudência. Houve uma omissão e ela será identificada e responsabilizada criminalmente”, finaliza.
Em nota, a prefeitura de Rio Preto disse que a responsabilidade de verificar o problema seria da Agência Nacional de Transportes Terrestres e, se tivesse sido acionada, corrigiria as infiltrações. O ANTT e a ALL não responderam aos questionamentos do Tem Notícias.

177 páginas de laudo
O laudo que aponta as falhas no descarrilamento foi encaminhado às polícias Federal e Civil para serem analisados. Em 177 páginas, o Instituto de Criminalística detalha a deformação dos trilhos no trecho que passa pelo Jardim Conceição, onde aconteceu a tragédia. Em dezenas de fotografias, os peritos apontam que infiltrações no solo tiraram o suporte de terra debaixo da linha férrea, por onde passam milhares de toneladas de carga em cada composição. As infiltrações teriam duas origens: a falta de drenagem de água de chuva na rua que fica ao lado da linha, e vazamentos da tubulação de esgoto, trabalho que seriam da prefeitura e do Semae.
Mas de acordo com o laudo do IC, a concessionária que administra a linha férrea, a ALL (América Latina Logística) também tem uma parcela de responsabilidade. A empresa, segundo o laudo, tem que monitorar as condições da via, e se observar qualquer problema que interfira na segurança da malha tem que comunicar aos órgãos competentes.
Portanto, nesse caso, se ela deixou de fazer isso, foi omissa, e de certa forma também contribuiu para que o acidente acontecesse. Agora se ela fez a notificação, entende-se que a culpa é apenas do poder público.
Depois do acidente, por determinação da ANTT, Agência Nacional de Transportes Terrestres, a ALL e prefeitura fizeram várias adaptações no local e foram construídos muros e caixas de contenção de água.

Relembre o caso
Nove composições carregadas com milho descarrilaram por volta das 17h do domingo, 24 de novembro, no Jardim Conceição, em Rio Preto, atingindo duas casas e afetando outras duas. Foram confirmadas oito mortes, entre os mortos duas crianças (de 2 e 6 anos), quatro mulheres e dois homens. Outras sete pessoas foram socorridas pelas equipes de resgate do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) e encaminhadas para o Hospital de Base e a Santa Casa da cidade.
Em nota ao G1, na época, a ALL disse que "a concessionária responsável pela operação no trecho lamenta profundamente a fatalidade ocorrida e se solidariza às famílias e vitimas, a quem dará todo suporte e apoio. Por meio do centro que controla remotamente, via satélite, toda a operação, a empresa confirmou que a composição transitava dentro dos limites de velocidade do trecho. As causas do acidente serão investigadas por meio de sindicância".
Fonte  - SETFZS  23/05/2014

segunda-feira, 19 de maio de 2014

ANTT alertou sobre risco da tragédia em Rio Preto (SP) e região

Ferrovias

A Polícia Federal aguarda ainda a conclusão do laudo pericial elaborado em conjunto pelo Instituto de Criminalística (IC) e peritos da própria PF. - Os documentos revelam uma série de irregularidades e infrações cometidas pela concessionária América Latina Logística (ALL), inclusive no trecho em que o acidente ocorreu, que fica entre os quilômetros 199 e 200

Diário Web

Já estão em poder da Polícia Federal relatórios de fiscalização da linha férrea realizada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que apontam o sucateamento da malha férrea em Rio Preto e região. A fiscalização foi realizada entre maio e junho do ano passado, cinco meses antes do descarrilamento de vagões que matou oito pessoas em novembro passado no Jardim Conceição.
Os documentos revelam uma série de irregularidades e infrações cometidas pela concessionária América Latina Logística (ALL), inclusive no trecho em que o acidente ocorreu, que fica entre os quilômetros 199 e 200. De acordo com o documento, uma inspeção realizada entre março e abril de 2013 detectou 2.339 defeitos no trecho de Rio Preto.
“A via permanente no citado trecho apresenta diversas deficiências pontuais, sendo as mais frequentes os problemas de sinalização das passagens de nível, deficiência de drenagem e juntas desligadas”, consta em trecho do relatório obtido pelo Diário com exclusividade. Problemas no escoamento da água no Jardim Conceição são uma das possíveis causas do acidente, que completa seis meses na próxima semana.
Com o recebimento destes relatórios e do laudo pericial, que deve ficar pronto nos próximos dias, a Polícia Federal vai começa a intimar representantes da ANTT, do Departamento Nacional de Infraestrutura (Dnit) e da ALL para prestar esclarecimentos sobre o resultado da fiscalização. Membros da concessionária serão chamados para explicar se os apontamentos feitos pelo órgão federal foram corrigidos.
O Diário apurou que, caso as falhas não tenham sido corrigidas pela empresa após as notificações da ANTT, os responsáveis poderão ser acusados pelos crimes de perigo de desastre ferroviário - artigo 260 do Código Penal -, além de lesão corporal e homicídio culposo. A pena prevista pelo crime de desastre ferroviário é reclusão de dois a cinco anos e multa.
A suposta negligência e omissão apontados nos relatórios da ANTT pela empresa também serão analisados pela PF. O contrato de concessão estabelece a responsabilidade e obrigações da ANTT, do Dnit e da ALL, que tem obrigação fazer manutenção da linha. Somente após o acidente de novembro é que melhorias visíveis começaram a ser promovidas pela ALL, como na passagem de nível do Jardim Conceição, na Represa Municipal e próximo à rodoviária, onde foram construídos muros de contenção e melhorada a sinalização.

Apontamentos
Entre os apontamentos feitos pela ANTT na linha férrea em Rio Preto estão a invasão da faixa de domínio, passagens clandestina de pedestres, sinalização inadequada, dormentes em mau estado e podres, falhas de drenagem, entre outros. Todas as falhas foram registradas por meio de fotografias anexadas ao documento oficial encaminhado à PF.
Os relatórios também citam que houve “negligência” dos empregados da ALL em acidente registrado em fevereiro do ano passado. “Cabe ressaltar que o acidente ocorrido em 6 de fevereiro de 2013 no quilômetro 198,47, no antigo pátio de São José do Rio Preto, foi causado por negligência dos empregados da concessionária, que permitiram o tráfego de trens no local, estando a via em serviços de manutenção e com as fixações sem as devidas condições de segurança, em desacordo com as normas técnicas pertinentes, o que acarretou o descarrilamento no perímetro urbano do município, inclusive com perturbação ao tráfego de veículos rodoviários”, consta no documento.
Na fiscalização realizada em junho de 2013, o documento menciona acidentes ocorridos nos dois anos anteriores entre Araraquara e Rio Preto. “Verifica-se que, apesar do aumento do número de restrições de velocidade observada no segmento, houve aumento no número de acidentes, especialmente os causados por falhas no material rodante e os ocorridos em passagens em nível (abalroamentos e atropelamentos), o que pode ser um indício de manutenção inadequada na via e problemas de sinalização nas passagens de nível”, consta na manifestação. O objetivo da fiscalização da ANTT é verificar itens de segurança, identificar defeitos ao longo da linha férrea, apurar as condições de operação, identificar invasões de domínio da ferrovia e a frota de vagões da ALL entre outras.

Laudo
A Polícia Federal aguarda ainda a conclusão do laudo pericial elaborado em conjunto pelo Instituto de Criminalística (IC) e peritos da própria PF. Na semana passada, o grupo promoveu força-tarefa para concluir o documento em São Paulo. O Diário apurou que o documento não apontará, em princípio, as reais causas do acidente, mas possibilidades do que pode ter levado ao descarrilamento dos vagões no bairro Jardim Conceição. Outro apontamento será referente a invasão da faixa de domínio pelas casas do bairro, que estariam menos de 15 metros dos trilhos.
Entre as informações que irão constar no documento está a velocidade do trem no momento em que ocorreu o acidente. Após sua conclusão, o material será encaminhado para a PF, Polícia Civil e Ministério Público. A Polícia Civil também possui inquérito em andamento para apurar a responsabilidade e causas do acidente.
Fonte - STEFZS 19/05/2014

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Avalanche com vítimas mais violenta da história do Everest

Internacional

As vítimas integravam um grande grupo de sherpas que saíram durante a manhã com barracas, alimentos e cordas, antes do início da temporada de alpinismo, no fim do mês.

AFP - Agence France-Presse

 Foto: AFP/Arquivos Tshering Sherpa
Pelo menos 12 guias nepaleses morreram nesta sexta-feira em uma avalanche no Everest, o acidente mais violento da história da maior montanha do mundo.
As vítimas integravam um grande grupo de sherpas que saíram durante a manhã com barracas, alimentos e cordas, antes do início da temporada de alpinismo, no fim do mês. A avalanche aconteceu às 6H45 locais a 5.800 metros de altitude, em uma área que leva à geleira de Khumbu. "Até agora retiramos 12 corpos da neve. Não sabemos quantos mais se encontram presos", declarou à AFP Dipendra Paudel, funcionário do ministério do Turismo do Nepal, em Katmandu.
Uma equipe de resgate, com o apoio de helicópteros, procura sobreviventes. Sete pessoas que haviam sido cobertas pela neve e gelo foram resgatadas com vida, segundo Paudel.
Um funcionário da equipe oficial de resgate que trabalha no campo base da montanha de 8.848 metros de altura, Lakpa Sherpa, disse à AFP que o número de mortos pode chegar a 14.
"Vi 11 corpos que foram trazidos ao campo base, mas nos informaram que devemos esperar mais três", disse por telefone o integrante da Associação de Resgate no Himalaia.
Elizabeth Hawley, considerada a principal especialista mundial em escaladas no Himalaia, afirmou que esta avalanche é o acidente mais letal da história do alpinismo no Everest.
O acidente mais grave anterior havia acontecido em 1996, quando oito pessoas morreram em um período de dois dias durante uma tempestade enquanto tentavam escalar a montanha.
"Esta é, sem dúvidas, a pior catástrofe no Everest", disse Hawley à AFP.
Perigos para os sherpas
A empresa Himalayan Climbing Guides do Nepal, com sede em Katmandu, confirmou que dois de seus guias estavam entre os mortos e quatro são considerados desaparecidos.
"Quando nossos guias partiram do campo base não nevava, o tempo era fantástico", declarou à AFP o gerente de operações da empresa, Bhim Paudel.
"Dezenas de guias de outras agências cruzaram a passagem sem problemas antes", completou.
"Esperávamos segui-los, não recebemos nenhum alerta", explicou.
A cada verão (hemisfério norte), centenas de alpinistas de todo o mundo tentam escalar as montanhas do Himalaia quando as condições climáticas são favoráveis.
O acidente evidencia os grandes riscos para os guias sherpas, que transportam barracas, alimentos, reparam equipamentos e fixam as cordas para ajudar os alpinistas estrangeiros que pagam dezenas de milhares de dólares para chegar ao topo.
Mais de 300 pessoas morreram no Everest desde a primeira escalada com sucesso, de Edmund Hillary e Tenzing Norgay em 1953.
O pior acidente na história do alpinismo no Nepal aconteceu em 1995, quando uma avalanche atingiu o acampamento de um grupo nipônico, perto do Everest, e matou 42 pessoas incluindo 13 japoneses.
O país pobre do Himalaia tem oito das 14 maiores montanhas do mundo, com mais de 8.000 metros.
O governo do Nepal concedeu licenças a 734 pessoas, incluindo 400 guias, para escalar o Everest este verão.
Fonte - Diário de Pernambuco 18/04/2014

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Trem de passageiros da Supervia bate com trem de carga no Rio

Rio de Janeiro 

Um trem de passageiros da concessionária Supervia colidiu na manhã desta quarta-feira (9) com uma composição da MRS, que levava minério, próximo às estações Barros Filho e Costa Barros, no Subúrbio do Rio. Segundo a Supervia, algumas pessoas que estavam em sua composição tiveram ferimentos leves

G1

Acidente aconteceu na manhã desta quarta-feira (9). Concessionária acionou o Corpo de Bombeiros por volta das 9h.
Um trem de passageiros da concessionária Supervia colidiu na manhã desta quarta-feira (9) com uma composição da MRS, que levava minério, próximo às estações Barros Filho e Costa Barros, no Subúrbio do Rio. Segundo a Supervia, algumas pessoas que estavam em sua composição tiveram ferimentos leves.
No momento do acidente, o trem de passageiros seguia para a Central do Brasil. Por volta das 9h, a concessionária informou que acionou o Corpo de Bombeiros, que prestava socorro no local.
A passagem de nível ao lado da estação Costa Barros estava fechada e, às 9h15, a circulação do ramal Belford Roxo foi interrompida. Por volta das 10h10, os trens haviam sido retirados do local, e a circulação foi liberada às 10h20, de acordo com o Centro de Operações Rio (COR).
Em nota, a MRS informou que equipes de suporte e atendimento de emergência foram encaminhadas para a região. De acordo com a empresa, uma investigação será conduzida para apurar os detalhes do acidente. A Agência Reguladora de Transportes do Estado do Rio de Janeiro (Agetransp) também abriu um boletim de ocorrência para apurar as circunstâncias da colisão. Técnicos enviados ao local verificavam o atendimento prestado aos usuários pela concessionária.
Fonte - São Paulo Trem Jeito  09/04/2014 

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Passageiros de Moscou também sofreram com problemas no transporte público

Internacional

Viga de concreto armado perfurou túnel do Metrô e provocou a interrupção da Linha Verde

Assim como os passageiros cariocas, os moscovitas sofreram com o transporte público na quarta-feira. O caso dos russos, porém, aconteceu no Metrô. Uma viga de concreto armado perfurou a parte superior do túnel entre as estações Avtozavodskaya e Kolomenskaya em Moscou e provocou a interrupção temporária da Linha Verde.

Todos os passageiros saíram ilesos do trem que circulava pela linha que atravessa o trecho danificado. As equipes técnicas minimizaram as consequências do acidente.As equipe técnicas agiram rapidamente para retirar o pilar que vazou túnel do Metrô de Moscou
Fonte - Diário da Russia  23/01/2014

SuperVia tem R$ 5 mi em multas em 5 anos

Transportes sobre trilhos

GI RJ
Foto ilustração - terra
A SuperVia, concessionária que administra os trens urbanos no Rio de Janeiro, será multada pela Agetransp, agência reguladora dos transportes do estado, por falta de comunicação e atendimento aos passageiros e pela falha no plano de contingência após o descarrilamento na manhã desta quarta-feira (22). O valor, ainda não decidido, será somado aos R$ 5,28 milhões em multas aplicadas entre 2009 e 2013, por diversos motivos. Deste montante, apenas R$ 1,96 milhão foi pago, segundo a Agetransp.
Procurada pelo G1 no final da tarde de quarta, a SuperVia informou, na manhã de quinta (23), que o restante do valor continua sendo recorrido administrativamente. Sobre a multa do acidente desta quarta — por falhas no atendimento aos passageiros após trem que seguia da Central do Brasil para Saracuruna, em Duque de Caxias, Baixada Fluminense, descarrilar na altura da estação de São Cristóvão, na Zona Norte — a concessionária disse que vai recorrer. Depois de 13 horas de circulação parcial, às 18h15 todos os cinco ramais voltaram a operar normalmente.

14 multas desde 2009
No período de 2009 a 2013 foram aplicadas 14 multas, todas por situações consideradas graves. Entre as infrações está o uso indevido de cães de agentes de segurança em 2009. No mesmo ano, seguranças darem chicotadas nos passageiros para que as portas dos trens pudessem ser fechadas. Em 2010, um trem partiu sem maquinista, em outra infração.
Só nas três primeiras semanas de 2014, oito boletins de ocorrência gerados por incidentes envolvendo a concessionária já foram registrados pela Agetransp. No ano passado, foram 83, e em 2012, 73.

Contrato de concessão
A Odebrecht Transport assumiu o controle acionário da SuperVia há quase quatro anos e passou a administrar a malha ferroviária de 270 quilômetros, que cobre 12 municípios da Região Metropolitana. A previsão de investimentos no sistema de trens é de R$ 2,1 bilhões até 2020, dinheiro de um financiamento do BNDES.
Em contrapartida, o governo estadual se comprometeu a investir R$ 1,2 bilhão. Trinta novos trens entraram em operação em 2012, 60 estão sendo fabricados e outros 20 tiveram a compra antecipada, para começar a circular no primeiro semestre.
Apesar do investimento, ainda há graves problemas. Metade da frota tem idade média de 30 anos ou mais, como o trem que descarrilou nesta quarta e atingiu um pórtico de cerca de 50 anos. Há composições das décadas de 50 e 60 ainda em circulação. A previsão é que só em 2016 a frota seja 100% nova, com capacidade para transportar um milhão de passageiros por dia.
O número é inferior aos anos 80 quando os trens da antiga rede ferroviária chegaram a transportar um 1,3 milhão de passageiros diariamente. A média diária atualmente é de 600 mil usuários. A partir do dia 27, a empresa promete aumentar em 15% a oferta de lugares nos trens. Ou seja, mais viagens diárias.

O acidente
O descarrilamento de um trem perto de São Cristóvão, às 5h15 desta quarta, não deixou feridos, mas causou queda de energia elétrica e interrompeu a circulação de três estações, justamente as mais próximas ao Centro da cidade: São Cristóvão, Praça da Bandeira e Central do Brasil.
Os ramais Saracuruna e Belford Roxo foram reabertos às 16h. Os trechos Santa Cruz, Japeri e Deodoro voltaram a operar às 18h15, 13 horas após a interrupção. Os intervalos eram regulares às 20h50, de 15 minutos entre cada partida.
Depois dos transtornos pela manhã, com passageiros andando pelos trilhos e sem saber como seguir viagem, o clima foi tranquilo e de poucos passageiros na Central no fim de tarde e início da noite, hora da volta para a casa. Na análise do secretário municipal de Transportes, Carlos Osório, grande parte dos usuários optou por voltar para casa de ônibus.
Muitos funcionários foram mobilizados para orientar os usuários. Nenhum transtorno ou tumulto foi registrado. O sistema especial de conexão, de caráter emergencial, entre a Central e São Francisco Xavier operou de forma ininterrupta. Os ônibus partiam cheios, mas os passageiros não esperaram muito para o embarque. O trajeto até São Francisco Xavier era cumprido com tempo médio de 40 minutos.

RF - Nota SuperVia
Quanto à aplicação de multa da Agetransp pelo ocorrido na última quarta-feira (22/01), a concessionária ainda não foi notificada oficialmente.
Sobre aos R$ 5,2 milhões em multas aplicadas pela Agetransp no período entre 2009 e 2013, a SuperVia informa que está pagando regularmente de acordo com a legislação.
Fonte - Revista Ferroviária  23/01/2014

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Linha Sul de Recife volta a funcionar com 2 trens a menos

Transportes sobre trilhos

G1 PE
foto - ilustração
Os trens da linha sul do Metrô do Recife voltaram a funcionar desde as 16h40 do domingo (12), após a paralisação de quatro horas por causa de uma explosão em uma subestação próxima à estação Shopping. A linha, no entanto, está operando na manhã desta segunda-feira (13) com dois trens a menos, quando o normal seria oito veículos disponíveis para os passageiros, segundo informação da assessoria de imprensa do Metrorec.
A assessoria ainda informou que, com os seis trens em funcionamento, os intervalos estão mais prolongados, com nove minutos. O tempo de espera normal é entre sete e oito minutos. Os dois trens estão sem circular devido ao acidente ocorrido no domingo. Técnicos da Metrorec vão fazer, ainda nesta segunda, uma avaliação do estrago na estação, que foi atingida por um raio.
O fluxo de trens só voltará ao normal depois que os técnicos fizerem a troca de alguns dos equipamentos da subestação. Até lá, os trens circulam em menor número para evitar sobrecarga na via. No domingo, a Linha Sul ficou completamente paralisada entre 5h e 9h do domingo.
Fonte - Revista Ferroviária  13/01/2014

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Trem que descarrilou em NY estava a 132 km/h

Internacional

Reuters/ EFE
R7.com
Uma equipe de investigadores da Agência Nacional de Segurança em Transportes (NTSB, na sigla em inglês), que investiga acidentes nos EUA, disse ontem que o trem que descarrilou em Nova York no domingo, matando 4 pessoas e deixando 67 feridos, viajava a 132 km/h - a velocidade máxima na curva do acidente é de 48 km/h. Cerca de 150 pessoas estavam a bordo dos sete carros.
Os investigadores recuperaram as duas caixas-pretas do trem. A primeira foi localizada na locomotiva traseira no mesmo dia do acidente. Ontem, eles acharam a segunda, que estava na locomotiva principal. Segundo Earl Weener, funcionário da agência, os equipamentos de registro de dados foram enviados para análise.
As quatro equipes de investigadores analisarão detalhes técnicos, como o estado de barras de metal e o sistema de freios. A investigação deve durar de sete a dez dias. Weener afirmou que a investigação pretende colher o depoimento de um engenheiro e do condutor do trem para esclarecer as circunstâncias do acidente.
Imagens. O descarrilamento ocorreu às 7h22, em uma curva fechada na região do Bronx, perto dos rios Hudson e Harlem, cerca de 16 quilômetros ao norte da Grand Central Station. Segundo a imprensa local, o maquinista informou ao serviço de resgate que acionou os freios para reduzir a velocidade, mas eles não funcionaram.
Ontem, operários começaram a recolocar os sete carros de passageiros de volta nos trilhos e cães farejadores fizeram uma última varredura do local. De acordo com Keith Holloway, porta-voz da agência, os especialistas procuram imagens de vídeo do descarrilamento que possam explicar o que ocorreu no momento do acidente. Funcionários da Metro-North, empresa que opera a linha, disseram que não havia câmera a bordo do trem, mas é possível que haja câmeras de segurança na região do acidente, segundo Holloway.
Fonte - Revista Ferroviária  03/12/2013 

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Acidente em Rio Preto paralisa transporte de carga

Ferrovias

O Estado de S. Paulo
foto - ilustração
O acidente com o trem de carga da América Latina Logística (ALL), em São José do Rio Preto, provocou um congestionamento na malha ferroviária e paralisou o transporte de grãos, açúcar e combustível entre São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Na região de Rio Preto, pelo menos 10 trens, com 80 vagões em média cada um, carregados com soja, milho, açúcar e combustíveis, que saíram do Mato Grosso com destino ao porto de Santos, estão parados no meio do caminho.
A Malha Paulista da ALL recebe o tráfego de 60 mil toneladas de produtos por dia e desde domingo está com o fluxo interrompido por causa do acidente. E não há prazo para retomada.
Na manhã desta sexta-feira, 28, a Polícia Federal (PF) interditou o trecho da malha no local do acidente, proibindo os funcionários da ALL de reiniciarem a reconstrução da ferrovia.
Eles foram proibidos de remover dormentes, trilhos e dos vagões que se envolveram no acidente pelo menos até sexta-feira, porque, segundo a PF, peritos devem chegar de Brasília nos próximos dias para fazer uma avaliação do acidente que, enquanto não for feita, o local deve permanecer inalterado.
Fonte - Revista Ferroviária  29/11/2013