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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Acidente em Rio Preto paralisa transporte de carga

Ferrovias

O Estado de S. Paulo
foto - ilustração
O acidente com o trem de carga da América Latina Logística (ALL), em São José do Rio Preto, provocou um congestionamento na malha ferroviária e paralisou o transporte de grãos, açúcar e combustível entre São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Na região de Rio Preto, pelo menos 10 trens, com 80 vagões em média cada um, carregados com soja, milho, açúcar e combustíveis, que saíram do Mato Grosso com destino ao porto de Santos, estão parados no meio do caminho.
A Malha Paulista da ALL recebe o tráfego de 60 mil toneladas de produtos por dia e desde domingo está com o fluxo interrompido por causa do acidente. E não há prazo para retomada.
Na manhã desta sexta-feira, 28, a Polícia Federal (PF) interditou o trecho da malha no local do acidente, proibindo os funcionários da ALL de reiniciarem a reconstrução da ferrovia.
Eles foram proibidos de remover dormentes, trilhos e dos vagões que se envolveram no acidente pelo menos até sexta-feira, porque, segundo a PF, peritos devem chegar de Brasília nos próximos dias para fazer uma avaliação do acidente que, enquanto não for feita, o local deve permanecer inalterado.
Fonte - Revista Ferroviária  29/11/2013

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Ciclistas organizam protesto contra bloqueio de ciclovia

Ciclismo

Thiago Moreno
Agência Estado
Marg. Pinheiros
foto ilustração - Pregopontocom
Ciclistas organizam, via rede social, um protesto contra a interdição de quatro quilômetros da ciclovia às margens do Rio Pinheiros. Será no sábado, 05. A partir da segunda-feira, 07, a pista ficará fechada durante dois anos por causa das obras da nova Linha 17-Ouro. As bicicletas não poderão circular entre as estações Granja Julieta e Vila Olímpia da Linha 9-Esmeralda.
Os organizadores da manifestação pretendem acampar na ciclovia da tarde de sábado até o começo da noite de domingo, 06. Eles pedem que a Companhia do Metrô apresente alternativas seguras para que os ciclistas possam fazer o mesmo trajeto.
"Ninguém é contra o transporte público, o que nós queremos é uma opção para andar de bicicleta com segurança", explica Rodrigo Vicentim, 34, criador da página do evento. Ele reclama que o processo de decisão foi impositivo. "Existem vários grupos de ciclistas engajados, prontos para auxiliar a prefeitura na busca da mobilidade urbana. Em nenhum momento essas pessoas foram consultadas", lamenta
Segundo a Companhia do Metrô, a interdição garante a segurança dos ciclistas enquanto durarem as obras. A empresa lembra que, dos 21,5 quilômetros da ciclovia, 17,3 continuam funcionando normalmente.
Para os organizadores, porém, o problema permanece, já que a obra bloqueia quatro quilômetros da pista. "A ciclovia funciona não apenas para o lazer, mas como um meio seguro de deslocamento entre a Vila Olímpia e Interlagos. Ao fechá-la, você impede que pessoas que usam a via diariamente transitem por ali", afirma Vicentim.
Quando estiver pronta, a Linha 17-Ouro vai ligar o Jabaquara ao Estádio do Morumbi, passando pelo Aeroporto de Congonhas. No total, serão criados 17,7 quilômetros de monotrilhos ligando as 18 estações e atendendo 400 mil pessoas todos os dias. No trecho interditado, a Companhia pretende instalar 66 pilares e 132 vigas.
O Metrô calcula que a ciclovia, que foi inaugurada em 2010 pela CPTM, receba cerca de 600 ciclistas nos dias úteis. Nos finais de semana esse número sobre para quase quatro mil.
A concentração do protesto está marcada para as 18h, embaixo da Ponte Estaiada. Na página do evento, no Facebook, os organizadores pedem um movimento pacífico e convidam as famílias dos ciclistas para participar.
Fonte - A Tarde  02/10/2013