UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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segunda-feira, 19 de agosto de 2019

No Dia do Ciclista, campanha alerta sobre uso seguro da bicicleta

Ciclismo  🚲

A campanha será desenvolvida até o fim deste mês.O presidente da Sbot, Moisés Cohen,lembrou que aumentou muito a prática do ciclismo nas grandes cidades, motivada pelo baixo custo, a rapidez, praticidade, saúde e preocupação ambiental. Por outro lado, pelo fato de as cidades, em sua maioria, não terem estrutura para o ciclismo e também porque as pessoas não têm orientações para entender a bicicleta como um esporte, a atividade pode acabar trazendo problemas.

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Wilson Dias/Agência Brasil
A Campanha Bicicleta Segura, da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (Sbot), chama a atenção para o Dia do Ciclista, comemorado nesta segunda-feira (19). O presidente da Sbot, Moisés Cohen, disse que a campanha visa a orientar as pessoas na prevenção de lesões em acidentes envolvendo bicicletas. Somente no ano passado, 11.741 brasileiros foram internados por envolvimento em acidentes com bicicleta, gerando custo superior a R$ 14 milhões ao Sistema Único de Saúde (SUS), informou Cohen. A campanha será desenvolvida até o fim deste mês.
Ele lembrou que aumentou muito a prática do ciclismo nas grandes cidades, motivada pelo baixo custo, a rapidez, praticidade, saúde e preocupação ambiental. Por outro lado, pelo fato de as cidades, em sua maioria, não terem estrutura para o ciclismo e também porque as pessoas não têm orientações para entender a bicicleta como um esporte, a atividade pode acabar trazendo problemas. O ciclista “deve estar paramentado, ou seja, com capacete, que é algo fundamental, e obedecer às regras”, disse o ortopedista.

Conscientização
“Acho que essa orientação, essa conscientização é importante, baseada no aumento das lesões que os ortopedistas têm encontrado”. Um trauma no crânio, como resultado de uma queda de bicicleta, por exemplo, pode representar risco para o ciclista. Moisés Cohen informou que as fraturas mais comuns quando o ciclista cai da bike são da clavícula, na região do ombro. “A articulação do ombro é aquela que é mais comprometida nas quedas. E a Sbot vive alertando para isso”.
Para evitar que fraturas e outras lesões aconteçam, a entidade recomenda que os ciclistas se protejam, tomem cuidado e andem em lugares adequados, com bicicletas também adequadas. “Acho que essa é uma campanha importante para a conscientização da população”, reforçou. A campanha é online e cada regional da Sbot tem liberdade para divulgá-la da forma que preferir.
Cohen alertou que não há no Brasil dados referentes a ciclistas que ficaram com sequelas irreparáveis e que, “muito provavelmente”, incluem traumas na cabeça, coluna, pernas e braços, que resultaram em afastamento do trabalho, perda da capacidade de realizar tarefas simples do dia a dia e, até mesmo, pedalar.
Segundo a Sbot, a cada dois dias, pelo menos um ciclista internado em hospital público de São Paulo morre vítima de acidente de trânsito. As principais causas de acidentes são embriaguez de motoristas de automóvel, desrespeito às leis de trânsito e bicicletas no mesmo espaço que outros veículos.

Motoristas
A campanha não se prende apenas ao ciclista. O presidente da Sbot ressaltou que, indiretamente, a campanha é mais importante para o motorista de automóveis, ônibus e caminhões, porque os acidentes graves que ocorrem nas cidades são principalmente causados por esses condutores de veículos. Os acidentes são de grande monta e, geralmente, ocorrem à noite, vitimando em especial ciclistas que pedalam em grupo. “Você tem os dois lados: o lado da queda casual e o lado dos acidentes que trazem, geralmente, consequências muito mais sérias”.
A campanha visa a estimular a população a agir com cidadania e segurança. Entre as recomendações feitas pela Sbot aos ciclistas estão o respeito às leis de trânsito; o uso das ciclovias; o cuidado ao passar por carros estacionados; a circulação sempre do lado direito da via, próximo ao meio-fio e no mesmo sentido dos veículos. Além disso, respeito, atenção e prevenção são palavras-chave para quem usa a bicicleta diariamente, lembra a entidade.
As dicas de segurança incluem equipamentos (usar sempre capacete, luvas e óculos); iluminação (usar sempre luz branca na frente e vermelha atrás); velocidade (andar em uma velocidade compatível à via); não ultrapassar o sinal vermelho; usar sempre calçados fechados para pedalar; e seguir a orientação ergonômica para evitar possíveis problemas no joelho.

Dia do Ciclista
O Dia do Ciclista é celebrado em 19 de agosto e homenageia o biólogo Pedro Davison, que morreu atropelado em 2006, em Brasília, aos 25 anos de idade, enquanto pedalava no Eixão Sul, via expressa da capital federal, que é fechada ao tráfego de veículos aos domingos para se transformar em área de lazer. A data entrou no calendário oficial do país. Sua aprovação tem o objetivo de estimular o uso da bicicleta, a cidadania e a mobilidade sustentável e plural, além de criar novas oportunidades para promover a educação para a paz no trânsito.
Fonte - Agência Brasil  19/08/2019

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Bicicleta roda mais na era digital

Ciclismo/Mobilidade  🚲

Congestionamento e poluição são dois grandes desafios para os planejadores das cidades modernas, da era da tecnologia.Ao falarmos de poluição nos centros urbanos, são indesejáveis a sonora e a do ar. Entretanto, não basta tirar a circulação dos veículos motorizados, sem propor solução para o deslocamento ágil. Nesse contexto, toma vulto o papel da bicicleta compartilhada com tecnologia.

Editor Portogente
Porto Gente
Inventada na China no século XVII, a bicicleta se destaca nos dias de hoje como parte da solução da mobilidade humana nas cidades modernas. Congestionamento e poluição são dois grandes desafios para os planejadores das cidades modernas, da era da tecnologia.
Ao falarmos de poluição nos centros urbanos, são indesejáveis a sonora e a do ar. Entretanto, não basta tirar a circulação dos veículos motorizados, sem propor solução para o deslocamento ágil. Nesse contexto, toma vulto o papel da bicicleta compartilhada com tecnologia.
A resposta dos usuários foi muito animadora. O primeiro grande esquema público de compartilhamento de bicicletas, o Velib, lançado em Paris em 2007, atraiu 20 milhões de usuários em seu primeiro ano. Além dos óbvios benefícios ambientais, também trouxe consideráveis ​​vantagens à saúde - estima-se que os usuários do Velib tenham queimado mais de 19 bilhões de calorias nos primeiros seis anos do esquema.
Quinze anos atrás, havia apenas quatro esquemas de compartilhamento de bicicletas em cidades ao redor do mundo, mas agora há quase 1.000. Agora, novos esquemas como Ofo, apelidado de Uber para motos, querem uma fatia da ação.
Ofo é a maior operadora de compartilhamento de bicicletas da China, com uma estimativa de três milhões de usuários diários em 34 cidades do país. Está em mais 150 cidades em todo o mundo. Os usuários clicam no aplicativo para localizar a bicicleta mais próxima e receber um código de quatro dígitos para desbloqueá-lo. Simples.
Novos tempos com a antiga e sempre prazerosa bicicleta na era da tecnologia.
Fonte - Portogente 29/09/2018

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Programa Bicicleta Brasil pode beneficiar economia, saúde e meio ambiente

Ciclismo  🚲

A proposta visa aumentar a construção de ciclovias, ciclofaixas e faixas compartilhadas; a implantação de aluguéis de bicicletas a baixo custo em terminais de transporte coletivo, centros comerciais e locais de grande fluxo; a construção de bicicletários nos terminais de transporte; a instalação de paraciclos ao longo das vias e estacionamentos apropriados; e a realização de campanhas de incentivo ao uso da bicicleta.

Agência Senado
foto - ilustração/arquivo
O presidente da República tem até o dia 5 de outubro para sancionar ou vetar o Programa Bicicleta Brasil (PBB), aprovado recentemente pelo Senado. O objetivo do programa (PLC 83/2017) é aumentar os investimentos no setor.
A proposta visa aumentar a construção de ciclovias, ciclofaixas e faixas compartilhadas; a implantação de aluguéis de bicicletas a baixo custo em terminais de transporte coletivo, centros comerciais e locais de grande fluxo; a construção de bicicletários nos terminais de transporte; a instalação de paraciclos ao longo das vias e estacionamentos apropriados; e a realização de campanhas de incentivo ao uso da bicicleta.
O PBB tem como base a reserva de 15% dos recursos arrecadados com as multas de trânsito em todo o país. Como o valor gira em torno de R$ 9 bilhões por ano, significa que o programa, se efetivado, terá um orçamento de ao menos R$ 1,3 bilhão anuais. O programa também deverá receber recursos da CIDE-Combustíveis (percentual a ser definido em regulamento), de repasses dos governos federal, estadual e municipal, de doações de organismos de cooperação internacionais ou nacionais, de empresas e até de pessoas físicas.
Durante sua tramitação no Congresso, o PBB teve o apoio oficial da União dos Ciclistas do Brasil (UCB) e da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Para estas entidades, o reforço ao uso das bicicletas poderá trazer importantes benefícios econômicos e sociais ao país.

Benefícios
Recentemente o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) publicou uma pesquisa relacionada ao uso da bicicleta em São Paulo, concluindo que a adesão da população paulistana ao uso da bicicleta resultaria numa economia de R$ 34 milhões por ano ao Sistema Único de Saúde (SUS). A economia viria da queda do número de internações por diabetes ou doenças circulatórias, com base em dados oficiais do setor hospitalar.
Os ciclistas já são responsáveis por uma redução de 3% na emissão de CO2 pelos meios de transporte paulistanos. O Cebrap ainda avalia que estas emissões podem cair até 18%, se for atingido todo o potencial ciclístico da cidade.
O Cebrap também demonstra que um paulistano que usa majoritariamente o transporte coletivo em seus deslocamentos pode economizar até R$ 140 por mês caso passe a priorizar a magrela. E para quem usa mais o carro particular, a economia pode chegar a até R$ 450 mensais.
Por fim, os cidadãos das classes C e D poderão economizar até 14% da renda mensal (R$ 214) caso incorporem a bike a seus dias úteis. E se todo o potencial ciclístico de São Paulo for aproveitado, haverá um acréscimo de R$ 870 milhões no PIB municipal em razão da economia de tempo nos deslocamentos.
Em julho a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) também lançou um estudo oficial sobre o tema, chamado A Economia da Bicicleta no Brasil .
O levantamento destaca, com base em números de 2016, que o Brasil contava à época com quase 6 mil lojas dedicadas ao comércio de bicicletas, peças e acessórios, empregando diretamente quase 14 mil trabalhadores. Mais de 76% das bicicletarias tinham até cinco funcionários e 22,4% delas empregavam apenas um. Uma das características principais do ramo, segundo a UFRJ, é justamente a tendência de se configurarem como lojas de pequeno porte. Cerca de 83% destes estabelecimentos optam pelo regime de tributação SIMPLES.
A pesquisa mostra ainda que o faturamento médio deste tipo de loja gira em torno de R$ 800 mil anuais e que 22% vendem entre R$ 50 e R$ 200 mil por ano. Outros 20% movimentam entre R$ 200 e R$ 500 mil anuais e apenas 1% dos estabelecimentos faturam mais que R$ 10 milhões.
Cerca de 36% destas lojas estão abertas há mais de 10 anos, enquanto outros 13% estão no mercado há mais de 30 anos. Chama a atenção, porém, que 18% estejam funcionando há menos de 2 anos.

Cicloativismo
A pesquisa detectou ainda 55 entidades dedicadas ao cicloativismo no país, que receberam R$ 5,1 milhões de financiamento público e privado, da venda de produtos e da promoção de eventos em 2016.
O levantamento também mostra que, entre 2007 e 2017, foram realizados 124 projetos de pesquisa centrados na bicicleta no país, ao custo de R$ 3,7 milhões.
Já com base em dados da Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC), a UFRJ mostra que foram realizados 203 eventos esportivos ligados à bicicleta no país em 2016.
Estas competições contaram com a participação de mais de 149 mil atletas e acompanhantes, que gastaram mais de R$ 46 milhões em hospedagem em cidades de todo o país, a maioria no interior. Já em 2017, somente cada etapa da Copa Internacional de Mountain Bike, realizada durante finais de semana, empregou 1.200 pessoas.
Fonte - Revista Amazônia  26/09/2018

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Programa incentiva uso de bicicleta

Mobilidade  🚲

Para estimular a integração das bicicletas ao sistema de transporte público coletivo em todo o País, o PBB vai apoiar os estados e municípios na instalação de bicicletários públicos e na construção de ciclovias e ciclofaixas, além de promover campanhas de divulgação dos benefícios do uso desse meio de transporte.

Portogente
foto - ilustração/arquivo
Noticia a Agência Senado que foi criada, nesta terça-feira (4/09), o Programa Bicicleta Brasil (PBB), cujo objetivo é incentivar o uso da "magrela" para melhoria das condições de mobilidade urbana. A medida está prevista no Projeto de Lei da Câmara (PLC) 83/2017, que segue para o Plenário com urgência.
Para estimular a integração das bicicletas ao sistema de transporte público coletivo em todo o País, o PBB vai apoiar os estados e municípios na instalação de bicicletários públicos e na construção de ciclovias e ciclofaixas, além de promover campanhas de divulgação dos benefícios do uso desse meio de transporte.
Conforme o projeto, o programa vai integrar a Política Nacional da Mobilidade Urbana (Lei 12.587, de 2012) e será financiado por 15% do total arrecadado com multas de trânsito e coordenado pelo Ministério das Cidades.
Uma medida, sem dúvida nenhuma, importante para termos boas cidades, bom trânsito e um ambiente mais saudável. Todavia, que essa matéria ao ser aprovada não se perca entre burocratas e burocracias nas fileiras governamentais de todos os níveis. Projeto bom é projeto que se torna realidade.
Fonte - Portogente  05/09/2018

domingo, 1 de julho de 2018

Governo do Estado(BA) entrega nova ciclovia com 12 km de extensão na AV. Paralela

Mobilidade  🚲 🚇

As pistas possuem 2,60 metros de largura, seguindo o padrão das pistas da cidade. Já a pista de caminhada e corrida conta com 2,50 m de largura. O percurso, que tem início na altura do Hospital Sarah e segue até a Estação Mussurunga de Metrô, é sinalizado com marcos quilométricos e tem iluminação cênica e direcional em LED, com postes a cada 22 metros. As pistas são integradas a todas as passarelas que ligam as estações de metrô e entornos, e atendem às normas técnicas de acessibilidade.

Da Redação
foto - Manu Dias/GOVBA
Atletas, trabalhadores ou quem quiser apenas viver momentos de lazer ao ar livre agora contam com a nova ciclovia e a pista de corrida ao longo da Avenida Paralela. Com 12 km de extensão, o equipamento foi entregue neste domingo (1°) pelo Governo do Estado, com a presença do Governador Rui Costa, que fez o trajeto de bicicleta da Estação CAB do metrô à Estação Flamboyant.
“É importante que as pessoas possam se habituar a pedalar, as grandes avenidas que estamos construindo têm ciclovias, incentivando uma infraestrutura que estimule esta prática saudável. Aqui, estamos interligando estas ciclovias às das avenidas Pinto de Aguiar e Orlando Gomes e, num futuro breve, vamos integrar também às avenidas 29 de Março e Gal Costa”, afirmou o governador.
As pistas possuem 2,60 metros de largura, seguindo o padrão das pistas da cidade. Já a pista de caminhada e corrida conta com 2,50 m de largura. O percurso, que tem início na altura do Hospital Sarah e segue até a Estação Mussurunga de Metrô, é sinalizado com marcos quilométricos e tem iluminação cênica e direcional em LED, com postes a cada 22 metros. As pistas são integradas a todas as passarelas que ligam as estações de metrô e entornos, e atendem às normas técnicas de acessibilidade.

foto - Manu Dias/GOVBA
Para a segurança dos usuários, foram instalados elementos de proteção como barreiras, defensas metálicas e guarda-corpos. A construção contou com cerca de 90 trabalhadores envolvidos diretamente. Os equipamentos esportivos integram o projeto paisagístico e urbanístico da Avenida Paralela proposto no Contrato de Concessão do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas.
O paisagismo da avenida contemplou o plantio de cerca de cinco mil árvores no canteiro central e no entorno da avenida, o que representa um volume três vezes maior do que existia antes das obras, na proporção aproximada de cinco árvores plantadas para cada uma suprimida. Árvores de diversas espécies entre Ipês variados, Ingá, Pau-ferro, Pau-Brasil, Aroeira, Gameleira, Jacarandá-da-Bahia e Cedro, palmeiras variadas como Syagrus, Palmito-Jussara, Açaí, Coqueiro, Babaçu, Dendezeiro, Pati, Guariroba e Catolé, além de 200 mil arbustos foram plantados no local. A CCR Metrô Bahia também fez o transplantio de 400 árvores, o dobro do exigido na compensação ambiental.
O projeto paisagístico da Linha 2 do metrô também incluiu a recuperação das lagoas artificiais do Imbuí e de Flamboyant, que são bolsões de retenção de águas das chuvas. Nelas, foi feita a renovação da fauna e plantas aquáticas, além do restauro de toda a área. As obras do trecho compreendido entre as estações Pernambués e Mussurunga foram iniciadas em 2015, com licença ambiental concedida pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), autarquia do Governo do Estado que regula intervenções no meio ambiente.

Bicicletários
O incentivo ao uso da bicicleta é também para quem a utiliza como meio de transporte. Por isso, os usuários podem usufruir da intermodalidade e utilizar os bicicletários instalados nas estações Aeroporto, CAB, Imbuí, Detran, Acesso Norte, Bonocô, Retiro, Bom Juá e Pirajá. Outros sete bicicletários seguem em fase de implantação no sistema metroviário e o serviço é gratuito. Nos finais de semana e feriados, os ciclistas também podem embarcar nos trens com as bicicletas, seguindo as normas do modal.
“A Bahia hoje é referência em ciclismo. Só em 2017 eu passei por umas 20 cidades em eventos de cicloturismo, o número de pessoas está crescendo, as pessoas estão se envolvendo, e é uma atividade física. Eu fiz esse trajeto de 11 Km mais ou menos, em 25 minutos. É uma pedalada significante, ida e volta são 50 minutos diários de exercício se eu usar a ciclovia para ir e voltar do trabalho”, afirmou o ciclista Roberto Cardoso.
Com informações da Secom BA  01/07/2018

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

BMW revela ciclovia ‘Hyperloop’ com tubos elevados com controle climático

Ciclismo  🚲

Chamado Vision E3 Way e projetado em colaboração com a Universidade Tongji de Xangai , a ideia é criar tubos elevados que se conectem a centros de tráfego, áreas comerciais e estações de metro, acessados ​​por uma rampa com barreiras para controlar a quantidade de tráfego nos tubos. 

Revista Amazônia

Se você já tentou se deslocar via bicicleta, você sabe que tem vários perigos na via: portas que se abrem via de bicicleta, pedestres que saltam do nada, chuvas e etc. Agora imagine um tubo elevado que permite que os ciclistas se movam pela cidade em uma auto-estrada segura, com controle climático. A BMW quer que isso aconteça.
Chamado Vision E3 Way e projetado em colaboração com a Universidade Tongji de Xangai , a ideia é criar tubos elevados que se conectem a centros de tráfego, áreas comerciais e estações de metro, acessados ​​por uma rampa com barreiras para controlar a quantidade de tráfego nos tubos. Qualquer veículo de duas rodas de zero emissões é bem-vindo, e o clima seria controlado para que você possa se deslocar confortavelmente durante todo o ano.
O controle de iluminação e clima seria alimentado por uma série de painéis solares no telhado. Para incentivar os proprietários de automóveis a andar de bicicleta, as estações de aluguel seriam colocadas em toda a rede.
O sistema não só poderia melhorar a viagem para os ciclistas, mas a redução do congestionamento do tráfego e da poluição do ar poderá tornar a vida melhor para todos. “É o nosso Hyperloop”, disse Markus Seidel, chefe do BMW Technology Office China.
Fonte - Revista Amazônia  29/11/2017

sábado, 28 de outubro de 2017

Ciclistas fazem atos em 17 cidades para lembrar vítimas da violência no trânsito

Ciclismo  🚲

A atividade foi uma edição especial da “Bicicletada”, evento que reúne ciclistas para pedalar em diversas cidades. A iniciativa se multiplicou em mais 16 cidades brasileiras, como Aracaju, Campo Grande, Florianópolis, Fortaleza, Manaus e São Paulo. Nesses outros locais, a homenagem foi dedicada a Raul e a outras vítimas do trânsito.

Jonas Valente
Repórter da Agência Brasil
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Com balões e mensagens, cerca de 200 ciclistas se concentraram em frente à Biblioteca Nacional, no centro de Brasília, no fim da tarde de hoje (27), para homenagear vítimas da violência do trânsito. “Aqui é um espaço livre, horizontal, para o ciclista vir do jeito que ele quiser. Aqui é um espaço de debate para você falar o que você quiser, como o Raul defendia e fazia”, falou em um megafone um dos participantes, sem se identificar.
O “Raul” em questão era Raul Aragão, ciclista morto após ser atropelado em Brasília no último dia 22, aos 24 anos. O rapaz era ativista da causa e participava de diversos projetos, entre eles o Bike Anjo, voltado a ajudar pessoas com dificuldades para pedalar. Raul foi o homenageado do ato, que seguiu pelas ruas de Brasília até o local do atropelamento, onde uma bicicleta foi colocada para lembrar a vítima e o incidente. As cinzas do ciclista foram despejadas juntamente a uma muda de árvore que foi plantada.
A atividade foi uma edição especial da “Bicicletada”, evento que reúne ciclistas para pedalar em diversas cidades. A iniciativa se multiplicou em mais 16 cidades brasileiras, como Aracaju, Campo Grande, Florianópolis, Fortaleza, Manaus e São Paulo. Nesses outros locais, a homenagem foi dedicada a Raul e a outras vítimas do trânsito.
Somente nos últimos dias, dois adolescentes foram atropelados em São Paulo, uma pessoa na Bahia e outra em Fortaleza. Segundo dados do Ministério da Saúde relativos a 2014, 1.357 ciclistas foram mortos em decorrência da violência no trânsito naquele ano. Estatísticas também do MS, mas referentes a 2016, apontaram 11.741 ciclistas internados no Sistema Único de Saúde por esse mesmo tipo de ocorrência.

Velocidade
Uma das reivindicações dos presentes e de organizações do setor é a redução da velocidade média nas cidades. A Organização Mundial da Saúde recomenda que o máximo nas vias urbanas seja de 50 km/h. Segundo Bruno Leite, coordenador da ONG Rodas da Paz, essa mudança traria benefícios não somente aos ciclistas.
“Se houver um acidente, a chance de morte é menor, o motorista tem mais possibilidade de frear. Você aumenta o número de carros na via, vai ter mais pessoas chegando ao ponto de destino no mesmo intervalo de tempo. Esse trânsito com velocidade menor pode ser compartilhado de maneira mais segura”, defende.
Em Brasília, por exemplo, há ruas em que o limite é 80 km/h. A ONG Rodas da Paz e outros movimentos envolvidos com a temática da mobilidade urbana já solicitaram ao Governo do Distrito Federal (GDF) a alteração dos limites, mas ainda não há posição da administração da capital neste sentido.
Em São Paulo, a redução dos limites em determinadas vias gerou polêmicas, sendo defendida por especialistas e organizações da área de mobilidade urbana e questionada por motoristas e pela gestão do prefeito João Dória, que aumentou a velocidade das vias expressas.

Ciclovias
Outra medida importante apontada pelos ativistas é a disponibilização de espaços nas cidades para o trânsito de ciclistas, como ciclovias e ciclofaixas. De acordo com Renata Florentino, pesquisadora do tema e integrante da ONG Rodas da Paz, nenhuma das cidades brasileiras pode ser considerada “ciclável”, termo adotado para os municípios em que pelo menos 25% da sua malha viária são adaptados para esse meio de transporte. “No Brasil, está melhorando bastante, mas há ainda uma disputa do espaço viário, com a resistência de classes mais altas que não querem ciclovias nos seus bairros, como ocorreu em São Paulo”, pontua.
Em Brasília, informa a pesquisadora, há 400 quilômetros de ciclovias, mas essa quantidade corresponde apenas a 3% do total da malha viária. Gabriel Magno, um dos ciclistas presentes ao ato, sofre os efeitos dessa situação diariamente. Da sua casa, no bairro Jardins Mangueiral, até o centro da capita,l são 18 quilômetros. “Para vir para o Plano Piloto [nome dado à região central da cidade], há vários trechos sem ciclovia. Preciso ir para a rua, [pedalar] junto aos carros. E estes momentos são sempre de tensão. Não há espaço reservado, você divide com carro e ônibus. Além disso, há a falta de cultura dos motoristas de conviverem com o diferente na rua”.

Penalização de ciclistas
No mesmo dia em que as bicicletadas tomaram das ruas de 17 cidades brasileiras, foi oficializada a norma do Conselho Nacional de Trânsito regulamentando as punições a pedestres e ciclistas previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O Artigo 255, por exemplo, define como violação pedalar em uma área não destinada a esse fim.
Na avaliação de Rafael Barros, ativista participante da manifestação em Brasília, em que pese o reconhecimento de deveres de pedestres e ciclistas, é preciso observar as possibilidades de respeito a essas obrigações.
“Não que o ciclista ou que o pedestre não tenha que respeitar a lei de trânsito, mas tem que haver também as condições para que eles façam isso. Em Brasília, por exemplo, temos péssimas calçadas. Como alguém vai caminhar se ela não existe? Se a capital tivesse malha cicloviária bem estruturada, caminháveis, aí faria um pouco mais de sentido”, pondera.
Fonte - Agência Brasil  27/10/2017

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Porto Seguro(BA) recebe a oitava edição da Brasil Ride

Esporte  🚲

Ao todo, 1,5 mil ciclistas, de 22 países e 24 estados brasileiros vão participar da prova. A oitava edição da Brasil Ride terá sete etapas e os ciclistas irão pedalar 558,2 quilômetros, entre mar e montanhas. Com início e fim no Arraial d'Ajuda, a corrida passará ainda por Eunápolis, Itabela e Guaratinga.

Da Redação
foto - Ascom/Sudesb
A principal ultramaratona de mountain bike das Américas, a Brasil Ride, será realizada no domingo (22), em Porto Seguro, no extremo sul da Bahia. Ao todo, 1,5 mil ciclistas, de 22 países e 24 estados brasileiros vão participar da prova. A oitava edição da Brasil Ride terá sete etapas e os ciclistas irão pedalar 558,2 quilômetros, entre mar e montanhas. Com início e fim no Arraial d'Ajuda, a corrida passará ainda por Eunápolis, Itabela e Guaratinga.
Disputada sempre em equipes - duplas ou trios -, a prova terá as categorias feminino, mista, open, master (acima de 40 anos), grand master (acima de 50 anos), nelore (acima de 90 kg) e corporativa (três integrantes). Além das sete categorias, há também duas jersey especiais, a american man e a american ladies.
A Brasil Ride integra o calendário da Union Cycliste Internacionale (UCI) e tem a parceria do Governo do Estado, por meio da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia, autarquia vinculada à Secretaria Estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre).
No sábado (21), será disputada a Maratona dos Descobrimentos, e terá a participação de cerca mil ciclistas, nas classe S1 na UCI. A prova distribui aos campeões da open e da feminina 120 pontos no ranking mundial. Esta é a segunda vez que a competição Brasil Ride é realizada na Costa do Descobrimento. Nas edições anteriores, as provas aconteceram na Chapada Diamantina, entre os municípios de Mucugê e Rio de Contas.
Com informações da Secom Ba.  16/10/2017

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Fortaleza (CE) terá primeira ciclovia-modelo do Brasil

Ciclismo/Mobilidade  🚲

O projeto-piloto faz parte do Programa de Mobilidade de Baixo Carbono, elaborado após o Acordo de Paris, firmado pela comunidade internacional para combater as alterações climáticas no mundo, e o compromisso do Brasil de reduzir as emissões de carbono até 2030. Brasília, Belo Horizonte e São Paulo também fazem parte do programa e serão responsáveis pela elaboração do caderno técnico de referência em mobilidade por bicicleta.

Edwirges Nogueira
Correspondente da Agência Brasil
AntonioCruz/ABr
Os ciclistas de Fortaleza terão um novo espaço de trânsito na capital a partir de um projeto-piloto elaborado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Ministério das Cidades e a prefeitura da capital. A ciclovia-modelo, de 7 quilômetros, vai passar pelas avenidas Coronel Carvalho e Radialista José Lima Verde, no lado oeste da cidade, duas das mais movimentadas da região e que cortam quatro bairros.
O projeto-piloto faz parte do Programa de Mobilidade de Baixo Carbono, elaborado após o Acordo de Paris, firmado pela comunidade internacional para combater as alterações climáticas no mundo, e o compromisso do Brasil de reduzir as emissões de carbono até 2030. Brasília, Belo Horizonte e São Paulo também fazem parte do programa e serão responsáveis pela elaboração do caderno técnico de referência em mobilidade por bicicleta.
O estudante de biblioteconomia Ivan Ribeiro, de 35 anos, que pedala com frequência nas duas vias para ir ao trabalho, tem a bicicleta como principal meio de transporte na cidade. “Atualmente, há trechos dessas avenidas em que é relativamente tranquilo pedalar. Em outros, as pistas são estreitas, e é difícil dividir o espaço com os carros. Eu não me sinto totalmente seguro, pois esses trechos complicados são maioria.”
Fortaleza receberá a ciclovia-modelo por já ter uma ampla malha cicloviária, de 214 quilômetros, e contar com o Plano Diretor Cicloviário Integrado (PDCI). Atualmente, os dois programas de bicicletas compartilhadas ativos na cidade (o Bicicletar, que dá uma hora de uso gratuito, e o Bicicleta Compartilhada, que permite passar 14 horas com o veículo) disponibilizam aos ciclistas mais de mil unidades. Somente o Bicicletar registra mais de 1,5 milhão de viagens desde sua implantação, em 2014.
“Com esta ciclovia e o caderno técnico de referência, planeja-se criar um benchmark [processo de comparação de produtos, serviços e práticas empresariais], para todo o país, do planejamento e construção de uma ciclovia que promova a mobilidade urbana sustentável”, afirma Karisa Maia Ribeiro, especialista sênior em transportes do Banco Interamericano de Desenvolvimento.
Um dos critérios usados para escolher as avenidas que receberão a ciclovia-modelo foi a possibilidade de integração com outras ciclovias e ciclofaixas existentes na região. Segundo o coordenador de Gerenciamento de Programas e Projetos da Secretaria da Infraestrutura de Fortaleza, os 7 quilômetros do projeto-piloto vão se somar a cerca de 20 quilômetros da estrutura para trânsito de bicicletas já existente, integrando, inclusive, o trecho da orla da Avenida Vila do Mar, no litoral oeste de Fortaleza.
“Acreditamos que, com segurança e com toda essa infraestrutura instalada, as pessoas vão mudar sua forma de deslocamento, optando por veículos não motorizados. Isso é um movimento em todo o país e, com esse investimento, pensamos que estamos mudando uma realidade”, disse Daher.

Obra custará US$ 1,5 milhão
A construção da ciclovia-modelo vai custar US$ 1,5 milhão, e a obra deve começar em fevereiro do ano que vem. O projeto está sendo elaborado pela prefeitura da capital cearense em conjunto com uma consultoria especializada e vai passar ainda por consulta pública para receber sugestões da população.
Com a experiência de quem pedala nas avenidas, o estudante Ivan Ribeiro pergunta como vão ficaras muitas árvores que existem nessas vias. “Tem muitas árvores no canteiro central das avenidas. Eu me pergunto se vão tirá-las, pois sou contra a derrubada de árvores para fazer ciclofaixas." Ele disse que também é preocupante o fato de essas vias não serem tão largas. "Querendo, ou não, existe o debate de que se tira o espaço do carro. Isso incomoda os motoristas e acaba gerando conflitos no trânsito.”
André Daher, entretanto, observou que a experiência de Fortaleza e de outras cidades brasileiras em termos de convivência entre carros e bicicletas vai trazer, por meio do caderno técnico, deve contribuir para o surgimento de soluções que tornem as vias mais seguras e o convívio com entre os usuários, mais tranquilo.
“Aqui na cidade, por exemplo, temos muitas ciclovias na área periférica, mas não há em todas elas o nível de conflito que há nas avenidas escolhidas para o projeto-piloto, que ficam em uma área bastante adensada. Haverá soluções com o maior número de dispositivos para garantir a segurança do ciclista”, acrescentou Daher. Ele destacou o aumento da sinalização e as travessias sobre canteiros e passeios.
Para Karisa, a adequação das cidades, já muito estruturadas para os veículos motorizados, para receber a bicicleta como modal de transporte, ocorre exatamente por meio de iniciativas que beneficiam a população com alternativas de mobilidade. Ela disse que também são fundamentais para mudar a forma de locomoção das pessoas nas cidades a prioridade ao transporte não motorizado e ao transporte público coletivo e a capacitação e a disseminação do conhecimento sobre planejamento da mobilidade urbana de baixo carbono.
Lançada em julho deste ano, a Política de Desenvolvimento Urbano de Baixo Carbono de Fortaleza prevê redução de 20% Gás de Efeito Estufa (GEE) até 2030. A prefeitura estima que, desde 2012, a capital já conseguiu reduzir a emissão desses gases em 4%.
Fonte - Agência Brasil  10/08/2017

terça-feira, 4 de abril de 2017

Bicicletar Fortaleza atinge 1,5 milhão de viagens

Ciclismo  🚲

Os equipamentos já foram utilizados mais de 1.513.200 vezes desde dezembro de 2014, uma média de 2.600 viagens por dia durante a semana. Atualmente, a Capital conta com 800 bikes compartilhadas distribuídas em 80 estações.

Diário do Nordeste
foto - Kid Júnior/DN
A ocupação da cidade por ciclistas tem sido um fenômeno mais visível a cada dia em diversas vias e ciclofaixas da Capital. Além de grupos que utilizam a magrela como exercício físico e lazer, um dos projetos que potencializam o uso da bike em Fortaleza, o Bicicletar, ultrapassou, neste ano, 1,5 milhão de viagens desde quando foi implantado, em dezembro de 2014.
Segundo a Secretaria de Conservação e Serviços Públicos (SCSP), responsável pela implantação do sistema de bicicletas compartilhadas, os equipamentos já foram utilizados mais de 1.513.200 vezes desde dezembro de 2014, uma média de 2.600 viagens por dia durante a semana. Atualmente, a Capital conta com 800 bikes compartilhadas distribuídas em 80 estações.

Avaliação
Um levantamento feito pela SCSP apontou o Bicicletar como o sistema de compartilhamento mais utilizado do País, sendo avaliado por 88% dos usuários como "bom" ou "ótimo". Um dos problemas apontados por vários dos 160 mil usuários cadastrados, porém, é a pouca quantidade de estações em áreas periféricas, o que, de acordo com a Prefeitura, tem sido solucionado de forma gradual, com a expansão do sistema, considerando a distância mínima entre os pontos.
Fonte -  Diário do Nordeste  04/04/2017

domingo, 2 de abril de 2017

Ciclistas desenvolvem aplicativos para ajuda mútua

Ciclismo  🚲

Dois dos aplicativos, o Alerta Bike e o Bike Ajuda, desenvolvidos em Curitiba e em São Paulo, respectivamente, facilitam a cooperação entre os ciclistas vítimas de assaltos ou que estejam enfrentando uma quebra mecânica longe de casa.

Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/arquivo
Ciclistas de grandes cidades estão desenvolvendo aplicativos de smartphones para se ajudarem mutuamente diante do desafio de se deslocar de bicicleta nas metrópoles, em meio ao trânsito e, por vezes, enfrentando violência.
Dois dos aplicativos, o Alerta Bike e o Bike Ajuda, desenvolvidos em Curitiba e em São Paulo, respectivamente, facilitam a cooperação entre os ciclistas vítimas de assaltos ou que estejam enfrentando uma quebra mecânica longe de casa.
“Os ciclistas naturalmente cooperam entre si, se ajudam mesmo. Essa comunidade já existe, o aplicativo foi o modo de tentar otimizar isso”, disse o ciclista Daniel Moral, idealizador do Bike Ajuda.
Ele conta que teve a ideia de criar o aplicativo quando pedalava na ciclovia da avenida Faria Lima, na capital paulista. O pneu de sua bicicleta furou e ele estava atrasado para uma reunião. “Comecei a parar o pessoal, ver quem poderia me ajudar, e uma pessoa me ajudou, tinha lá remendo, tudo, e resolveu o meu problema. Naquela hora, eu pensei: precisa ter um formato, um mecanismo para eu conseguir automatizar isso.”
O Bike Ajuda desenvolvido por Daniel funciona da seguinte forma: quando o ciclista enfrenta um problema, como uma quebra mecânica, ele aciona o botão de emergência no aplicativo. O programa emite uma mensagem de socorro para todos os ciclistas que utilizam a ferramenta eletrônica e estejam nas proximidades do ocorrido.
“O GPS do celular localiza onde você está, informa sua localização e dispara a mensagem em um raio de cinco quilômetros para todos os ciclistas cadastrados que estiverem mais próximos. Ele vai encontrar algum ciclista, ou um mecânico profissional. O mecânico é o único que pode cobrar pelo serviço, o ciclista é voluntário”, explicou.
Caso nenhum ciclista ou mecânico seja encontrado, o Bike Ajuda, então, informa uma lista de oficinas de bicicletas das proximidades, em que se possa buscar socorro.
O aplicativo gratuito, disponível até o momento apenas para celulares da Apple, será lançado nos próximos meses também para o sistema Android. Em funcionamento desde outubro de 2016, a ferramenta tem sido utilizada, na maioria das vezes, para buscar socorro para ocorrências de pneu furado, e também para a localização de oficinas mais próximas.
“A gente já fez bastante ajuste, reforçamos a segurança. Quando a pessoa se cadastra, ela recebe um SMS com código de cadastro, confirma e-mail, CPF. Colocamos uma avaliação maior por conta de ter medo de ser uma pessoa de má-fé, e vá lá e roube uma bicicleta”.
O aplicativo também pode ser usado em caso de acidente ou de assaltos. Nesse caso, ele funciona como um atalho, e faz a ligação para o Samu ou para a Polícia Militar.

Bicicleta Recuperada
O professor e ciclista Jackson Luís Cunha, idealizador do Alerta Bike, desenvolveu o aplicativo devido ao alto índice de roubos de bicicletas em Curitiba. A ferramenta funciona de maneira similar ao Bike Ajuda, usando a rede de usuários para ajudar um ciclista em perigo.
“Eu desenvolvi, e usávamos entre amigos. Inclusive tivemos a felicidade, enquanto o aplicativo era beta [versão de teste], e só nós tínhamos, aconteceu um furto, e nós conseguimos localizar a bicicleta em menos de duas horas”, disse.
Objetivo do aplicativo é alertar instantaneamente as pessoas em caso de furto ou roubo. “As pessoas que têm o aplicativo recebem o alerta na hora, com a foto da bike, endereço do ocorrido, e até informações dos envolvidos do roubo”, afirmou Jackson.
No aplicativo gratuito, que já está disponível para Android, o ciclista registra, no momento do cadastro, fotos da bicicleta, e demais características. Caso ocorra um roubo ou furto, um alerta é emitido para os demais usuários com a foto, modelo da bicicleta, e o local. O alerta também pode ser compartilhado nas redes sociais, e ampliar a divulgação do ocorrido.
“As pessoas podem se comunicar, informar se viram sua bicicleta em alguma região. Existe um chat [bate-papo] dentro de cada ocorrência.”
Fonte - Agência Brasil  02/04/2017

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Berlim quer fechar para os carros avenida mais famosa da cidade

Mobilidade 🚏

A proposta prevê o fechamento da avenida ao trafego de carros, onde apenas ônibus e táxis poderiam passar por ela. O espaço também seria destinado a pedestres e ciclistas.

Renato Lobo - ViaTrolebus
VT
Novo governo local da cidade de Berlim, na Alemanha, quer transformar a avenida Unter den Linden em um calçadão.
A proposta prevê o fechamento da avenida ao trafego de carros, onde apenas ônibus e táxis poderiam passar por ela. O espaço também seria destinado a pedestres e ciclistas.
Como opção de deslocamento aos motoristas, o governo local afirma que a nova configuração poderá ser um atrativo, e que as vias na região devem absorver o fluxo de automóveis. Uma nova linha de metrô também será uma nova opção no futuro.
O projeto está previsto para sair do papel em 2019. O entorno da avenida contém museus, bibliotecas, monumentos, uma universidade, e duas casas de ópera.
Fonte - ViaTrolebus  21/11/2016 

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Malha cicloviária de Fortaleza cresce 39%

Ciclovias

A previsão é que Fortaleza esteja com 216 quilômetros até o fim de 2016, meta para o ano de 2020.A cidade conta hoje com 177,3 quilômetros de faixas exclusivas para bicicletas.São 89,2 quilômetros de ciclovias e 88,1 quilômetros de ciclofaixas

João Lima Neto - Repórter/DN
DN
O aumento de ciclovias, ciclofaixas e a instalação de estações de bikes integradas e compartilhadas incentivou a população a ocupar as vias. Para se ter dimensão, a Capital conta com 177,3 quilômetros de faixas exclusivas para bicicletas. Em comparação com igual período do ano passado, quando tínhamos apenas 127,5 km, calcula-se um aumento da malha em 39% neste ano.
Conforme dados da Secretaria de Conservação e Serviço Público (SCSP), ao final de 2012, Fortaleza tinha 72,9 quilômetros de infraestrutura cicloviária. Hoje, a Capital possui 89,2 quilômetros de ciclovias e 88,1 quilômetros de ciclofaixas. A previsão é de que Fortaleza esteja com 216 quilômetros de rede até o final de 2016, ou seja, quase chegando à meta estabelecida pelo Plano Diretor Cicloviário Integrado (PDCI) de 232 quilômetros para o ano de 2020.
Conforme o titular da SCSP, Luiz Alberto Sabóia, potencialmente, 1,1 milhão de pessoas deixaram de fazer viagens motorizadas para andar de bicicleta. De acordo com o titular da Pasta, faltam apenas 38km para atingir a meta. "O Plano Diretor Cicloviário de Fortaleza previa para a cidade uma meta de 524km. A cada cinco anos, tínhamos metas especificas. Em 2020, por exemplo, o objetivo era atingir 232km. Atualmente, já estamos chegando essa meta".
O gestor promete que um novo conjunto de ciclofaixas e ciclovias será entregue ainda em setembro no Jockey Clube, Bela Vista e José Walter. O vigilante Francisco Sérgio, morador do bairro Parque São José, utiliza a bicicleta integrada da Parangaba para realizar serviços técnicos no dia a dia. De manhã, percorre os bairros oferecendo serviço de pedreiro e reparo de instalações elétricas. Ele conta que aumentou o número de atendimentos graças ao trafego rápido obtido com a bicicleta integrada.
Mesmo com o aumento das rotas, 43 trechos ainda possuem menos de 1 km e regiões de grande concentração de pessoas como Vila Velha, Cristo Redentor, Pirambu, Quintino Cunha, Vicent Pinzon e Jardim Guanabara ainda não receberam nenhuma intervenção na introdução das vias para ciclista. A maioria das faixas de 0,1 a 11 km está situada na Aldeota, Papicu, Montese, Parquelândia, São Gerardo, Passaré e Bom Jardim.

Perfil
Sabóia explica que existem dois perfis de usuários que utilizam os serviços de bicicletas em praças e terminais. "A bicicleta compartilhada é utilizada para aqueles que procuram viagens mais curtas e precisam utilizá-la por um período mais curto do dia. Já a integrada são trabalhadores que buscam outras alternativas de chegar em casa".
Apesar do aumento da malha, parte dos ciclistas reclamam da falta de rotas em algumas regiões da Capital. Segundo o presidente da Associação dos Ciclistas Urbanos de Fortaleza Phelipe Rabay, regiões com cruzamentos de grande fluxo, como na Avenida José Bastos e Augusto dos Anjos, ainda necessitam de atenção. "Existe um gasto grande com construções de viadutos. Parte desses recursos poderiam muito bem fazer com que a meta de 216km fosse atingida", ressalta o presidente.
No último sábado (17), a Prefeitura de Fortaleza implantou cerca de 4,9 quilômetros de infraestrutura cicloviária no bairro Messejana (Regional VI), ligando a Avenida Frei Cirilo à CE-040, como parte da primeira etapa de binários e medidas de apoio a pedestres e ciclistas prevista para a região. Recentemente, também foram implantadas 4,1 km de ciclofaixas distribuídas na Avenida Domingos Olímpio e na nova Avenida Crisanto Moreira da Rocha, além de 11,5 quilômetros de infraestrutura cicloviária nas Regionais I, III e V, sendo cinco novas ciclofaixas no Bom Jardim, Conjunto Ceará, Panamericano e Jóquei Clube, além de ciclovia na Vila do Mar.
Atualmente, seguem em andamento a implantação de infraestruturas cicloviárias também em outras áreas da cidade, como na nova Avenida José Jatahy e nos bairros Jóquei Clube (Regional III) e Messejana (Regional VI). Também estão programadas mais ciclofaixas nas avenidas Monsenhor Carneiro da Cunha e Engenheiro Leal Lima Verde, além de novas infraestruturas cicloviárias nos bairros José Walter e Parangaba.
Fonte - Diário do Nordeste  27/09/2016

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Uso de bicicletas para transporte em Salvador é fato isolado

Mobilidade/Bicicletas

A região compreendida entre a praça Castro Alves e o bairro do Rio Vermelho,é uma ilha dentro do sistema de compartilhamento de bicicletas Salvador. Essa conclusão,emitida pelos pesquisadores,é baseada em dados trazidos por eles no levantamento feito pela Cebrap.

Yuri Silva - A Tarde
foto - ilustração/Wikimedia
A região do centro da capital baiana - entre a praça Castro Alves e o bairro do Rio Vermelho - é uma ilha dentro do sistema de compartilhamento de bicicletas Salvador Vai de Bike, mantido pela prefeitura em parceria com um banco privado.
Essa área é a única da cidade em que as bikes 'laranjinhas' são utilizadas para locomoção dos usuários, de acordo com a edição de 2016 de uma pesquisa anual feita pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) sob encomenda da instituição financeira.
Essa conclusão, emitida pelos pesquisadores, é baseada em dados trazidos por eles no levantamento. Um deles, por exemplo, indica que 68% das bicicletas retiradas na estação da Universidade Federal da Bahia (Ufba), em Ondina, foram devolvidas na Barra.
Já a estação do Campo Grande, segundo a pesquisa, recebe viagens majoritariamente oriundas de áreas como praça da Piedade, Fórum Ruy Barbosa (em Nazaré) e largo da Vitória.
Integrante do projeto que implementou as ciclorrotas em São Paulo, o mestre em sociologia e pesquisador do Cebrap Victor Callil explica que viagens mais curtas indicam a utilização do sistema para deslocamento entre dois pontos. Esse comportamento, segundo a pesquisa da entidade, pode ser verificado justamente em áreas como Barra, centro e Ufba.
Em outras regiões da cidade, principalmente na orla marítima, o principal uso do sistema continua sendo "para passeio e o lazer", analisa Victor Callil. "Há alguns sinais positivos, como a queda no número de usuários que devolvem a bike na mesma estação, que foi de 35% para 30% em 2016, mas o sistema de Salvador continua sendo muito usado para lazer", afirma.

Problemas

Adepta dos pedais desde sempre, a professora Vanessa Damásio, 30, faz parte do público que aproveita o compartilhamento das bicicletas laranjas para se locomover pela cidade.
Moradora do bairro da Graça, ela costuma pedalar nas 'magrelas' para ir trabalhar, em Nazaré. "Às vezes também uso muito para ir até a praça da Piedade, quando preciso fazer algo", afirma Damásio, que recuperou o hábito de andar de bicicleta após o lançamento do programa de compartilhamento da prefeitura.
"Eu tinha bicicleta, mas fui roubada e parei de usar. Só voltei quando a prefeitura lançou o Salvador Vai de Bike", lembra a professora, reclamando, porém, da dificuldade para se locomover no sistema. A quantidade reduzida de bicicletas é o principal problema encontrado, segundo ela. "Acho o sistema meio 'mangueado' para se transportar. Tem poucas bicicletas, encontramos estações vazias", relata.
Essa situação, segundo especialistas ouvidos pela equipe de reportagem de A TARDE, se dá por causa do baixo número de estações próximas umas às outras.
Eles afirmam que a compactação das bases de retirada e devolução das bikes dá segurança para que o usuário use o sistema como transporte, pois assim o passageiro não corre risco de não encontrar local para devolver o equipamento
Fonte - A Tarde 25/09/2016

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Prefeitura de São Paulo pode pagar R$ 50 por mês por uso de bicicleta como transporte na cidade

Ciclismo

A matéria já foi encaminhada para sanção do prefeito Fernando Haddad e, caso, seja transformada em lei, permitirá aos ciclistas ou às pessoas que passem a fazer uso da bicicleta receber um resgate em dinheiro ou em crédito para utilização de serviços de uma rede credenciada. O beneficiário terá de comprovar o uso diário da bicicleta, informando o local e a distância percorrida e para isso deverá estar cadastrado ou comprar o bilhete único mensal.

Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Os vereadores da Câmara Municipal de São Paulo aprovaram, em segunda votação, na última quarta-feira (24), o projeto de lei que cria um subsídio aos cidadãos pelo uso da bicicleta como meio de transporte. Trata-se do Programa Bike, que estabelece o pagamento de R$ 50 mensais denominado de Bilhete Mobilidade.
A matéria já foi encaminhada para sanção do prefeito Fernando Haddad e, caso, seja transformada em lei, permitirá aos ciclistas ou às pessoas que passem a fazer uso da bicicleta receber um resgate em dinheiro ou em crédito para utilização de serviços de uma rede credenciada. O beneficiário terá de comprovar o uso diário da bicicleta, informando o local e a distância percorrida e para isso deverá estar cadastrado ou comprar o bilhete único mensal.
A ideia é que o beneficiário acumule créditos para depois receber em espécie ou em crédito. Os créditos poderão ser usados em serviços de manutenção, compra de peças e acessórios ou na troca da bicicleta usada por uma nova e no pagamento de serviços públicos, como conta de água, luz, locação de bicicletas.
O bilhete mobilidade refere-se ao texto substituto ao PL 147/2016, de autoria do vereador José Police Neto (PSD), que negociou a sugestão com a prefeitura antes de levar o tema para debate e submeter à avaliação em plenário. Segundo a assessoria do parlamentar, o texto passou por consulta pública pelo período de três meses, além de duas audiências públicas e três reuniões com cicloativistas e empresários do setor de bicicletas.
Segundo a assessoria do vereador, a prefeitura gasta em torno de R$ 2 bilhões por ano para bancar parte dos custos da tarifa do Bilhete Único e só consegue manter a tarifa a R$ 3,80 porque subsidia R$ 1,91 por viagem de cada usuário do sistema. Pelo raciocínio do vereador, ao estimular o uso de bicicletas para os deslocamentos rumo ao trabalho, à escola e outros locais, o executivo municipal estará reduzindo as despesas públicas.
Para o diretor da Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade), Daniel Guth, ainda é muito prematuro fazer qualquer avaliação a respeito, porque “o projeto é muito complexo”. Ele informou que participou das audiências públicas, mas falta saber como essa ideia será desenvolvida, na prática, caso a matéria venha a ser sancionada pelo prefeito Fernando Haddad.
“Tudo vai depender da regulamentação, porque o PL não detalha nada. Não sabemos como será a capacidade de o executivo fiscalizar sobre o percurso, se haverá recursos financeiros do poder público, se o controle ocorrerá por aplicativos, se dependerá do uso de smartphones. Ainda estamos tateando para entender [a medida]”, disse o diretor.
De acordo com o Guth, mais da metade das pessoas que usam a bicicleta para se deslocar até o local de trabalho têm renda mensal de até dois salários mínimos. Ele informou ainda que está em contato com a prefeitura para discutir a questão e para saber se a medida será frutífera ou não para a cidade de São Paulo.
Fonte - Agência Brasil  26/08/2016

sábado, 7 de maio de 2016

Justiça do Rio determina interdição total da ciclovia Tim Maia

Ciclovia

Parte da ciclovia desabou após uma onda atingir a construção, causando a morte de duas pessoas que passavam no local.A decisão do juiz Marcelo Martins Evaristo da Silva, da 9ª Vara de Fazenda Pública da Capital, determinou que a prefeitura do Rio efetue a interdição total da ciclovia Tim Maia, que liga os bairros de São Conrado e Leblon, na zona sul

Douglas Corrêa
Repórter da Agência Brasil

Fernando Frazão/Agência Brasil
A Justiça do Rio determinou hoje (6) o fechamento total da ciclovia Tim Maia, em São Conrado, zona sul do Rio, onde, no dia 21 de abril, parte da estrutura de 20 metros desabou com a força das ondas, devido à ressaca do mar, e matou duas pessoas.
A decisão do juiz Marcelo Martins Evaristo da Silva, da 9ª Vara de Fazenda Pública da Capital, determinou que a prefeitura do Rio efetue a interdição total da ciclovia Tim Maia, que liga os bairros de São Conrado e Leblon, na zona sul. A medida vale até que seja juntado aos autos do processo o laudo que comprova a inexistência de risco de desabamento em outros pontos da pista.
No dia 21 de abril, parte da via desabou após uma onda atingir a construção, causando a morte de duas pessoas que passavam no local. Caso a decisão judicial seja descumprida, a multa diária será de R$ 5 mil.
Na sentença, o juiz Marcelo da Silva diz que “a interdição deve incidir sobre todo o trecho que interliga os bairros de São Conrado e Leblon, inclusive para evitar o risco de acidentes e atropelamentos de ciclistas e pedestres, que se veem obrigados a desviar de bloqueios, dividindo a Avenida Niemeyer com veículos e ônibus”.
O magistrado determina ainda que a medida deve perdurar até a juntada aos autos, pelo município, de laudo técnico que ateste a inexistência do risco de um novo episódio semelhante em outro ponto da ciclovia.
A decisão concede em parte antecipação de tutela em ação popular visando à impugnação dos contratos celebrados pelas partes. Os réus são a prefeitura do Rio, o prefeito Eduardo Paes, o Consórcio Contemat-Concrejato, a Concremat Engenharia e Tecnologia S/A, Marcello José Ferreira Carvalho, Ioannis Saliveros Neto e Hércules Bruno Neto.
A prefeitura do Rio informou que ainda não foi notificada da decisão e que desde o dia da queda de parte da estrutura, o trecho suspenso da ciclovia Tim Maia entre o Vidigal e a Praia de São Conrado está interditado e não tem previsão de ser liberado enquanto não terminarem às investigações.
Fonte - Agência Brasil  06/05/2016

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Mobilidade urbana e utilização da bicicleta é debatida em Fortaleza

Mobilidade

Mobilidade e estrutura são discutidas em capacitação.O encontro aconteceu na sede da Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste (AFBNB), no Benfica.Entre as atividades, divididas entre palestras e debates, o grupo abordou a legislação relacionada à bicicleta.

Diário do Nordeste
Entre as atividades da oficina, o grupo abordou a legislação
relacionada à bicicleta e à atual estrutura cicloviária da Capital
    foto - Fernanda Siebra
Discutir as políticas de mobilidade urbana e questões pertinentes a quem utiliza a bicicleta em Fortaleza foram alguns dos principais objetivos da primeira Oficina de Formação em Ciclomobilidade, realizada neste sábado (20) pela Associação de Ciclistas Urbanos de Fortaleza (Ciclovida). O encontro aconteceu na sede da Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste (AFBNB), no Benfica.
Entre as atividades, divididas entre palestras e debates, o grupo abordou a legislação relacionada à bicicleta. "Ainda existe dúvida sobre quais direitos e deveres do ciclista, os riscos, incertezas relacionadas tanto ao Código de Trânsito como sobre o que é um plano de mobilidade, quais as suas funções, qual a competência de cada órgão, como é que se deve fazer reclamação, então isso gera muita dúvida", aponta o presidente da Ciclovida, Phelipe Rabay.
Na avaliação do ciclo-ativista, as recentes iniciativas de estrutura cicloviária implantadas na Capital, como as ciclofaixas e a inserção das bicicletas nos projetos de mobilidade, tiveram um retorno muito positivo, apesar de ainda haver intervenções de infraestrutura excludentes desse modal. "Enquanto temos ações excelentes outras, como viadutos, túneis e rotatórias não têm solução para ciclistas e nem pedestres e, na verdade, funciona como não incentivo". Apesar do avanço, conforme aponta, as estruturas pecam em não beneficiar áreas mais periféricas e de maior risco. "Se você pega o mapa de acidentes e casa com o de ciclofaixas não bate. Aonde tem mais acidentes ainda não tem".
Contudo, outro ponto de destaque apontado pelo presidente da Ciclovida foi o Plano Diretor Cicloviário Integrado de Fortaleza (PDCI), que prevê mais de 300 km de estrutura voltada para a circulação de bicicletas. Além disso, ressalta que a relação entre motoristas e ciclistas vem melhorando a partir das discussões. "Quando se vê a estrutura e o debate você pelo menos vai lembrar que existe ciclista na rua". A expectativa, segundo ele, é que encontros de capacitação como esse passem a ocorrer uma vez a cada semestre.
Fonte - Diário do Nordeste  21/02/2016

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Por que fechar a Avenida Rio Branco para carros foi uma boa decisão?

Mobilidade 

A inversão dessa lógica,parte dos passeios e espaços compartilhados aos carros,é uma ruptura de paradigma que o Rio de Janeiro se propõe com o fechamento parcial da Avenida Rio Branco (uma das principais artérias do Centro do Rio) para a circulação de carros e ônibus. Poderão trafegar pelo espaço entre a Nilo Peçanha e a rua Santa Luzia (começo da Cinelândia), apenas pedestres, ciclistas e o novo VLT (veículo leve sobre trilhos).

Joanatha Moreira - VT
VT
A quem pertence os espaços públicos? O advento do automóvel relegou boa parte dos passeios e espaços compartilhados aos carros, em detrimento de pedestres, que passaram a ocupar estreitas faixas entre os prédios e o asfalto. A inversão dessa lógica é uma ruptura de paradigma que o Rio de Janeiro se propõe com o fechamento parcial da Avenida Rio Branco (uma das principais artérias do Centro do Rio) para a circulação de carros e ônibus. Poderão trafegar pelo espaço entre a Nilo Peçanha e a rua Santa Luzia (começo da Cinelândia), apenas pedestres, ciclistas e o novo VLT (veículo leve sobre trilhos).
Cidades brasileiras – como Curitiba – e estrangeiras – como Santiago (Chile) e Buenos Aires (Argentina) – já enxergaram que devolver aos pedestres espaços públicos, principalmente em regiões centrais, é o caminho mais viável para a ressignificação e revalorização de bairros antes degradados. Algumas cidades europeias já taxam os veículos que querem acessar o Centro da cidade – Londres, por exemplo, teve redução de 21% no número de veículos com a vigência do pedágio. Outras já querem eliminar totalmente o acesso de automotores em suas vias urbanas – como a capital da Finlândia, que planeja em 2025 não ter carros mais transitando pelas ruas de Helsinque.
Claro que a evolução do sistema de transporte público é essencial para devolver os espaços públicos a pedestres e ciclistas, pois as pessoas precisam ter a sensação que é vantajoso usar o metrô ou ônibus, em vez de “sustentar” um carro (um veículo representa um custo mensal, em média, de R$ 2mil – Infomoney).
A cidade do Rio de Janeiro está passando por um grande estresse pelo volume de obras, principalmente nas regiões onde receberão jogos das Olimpíadas. A Região Portuária e Central estão praticamente tomadas por obras. Vias quebradas, tapumes e trânsito caótico fazem parte da rotina dos cariocas. O fechamento da Rio Branco foi encarada por muitos como mais um problema para ser enfrentado em um ano em que a autoestima do brasileiro está tão embaixo, seja pela crise econômica e política, bem como os altos índices de desemprego. Porém, diante de tantas notícias ruins, é preciso vislumbrar uma luz no fim do túnel.
O VLT e a novo Avenida Rio Branco, bem como o Porto Maravilha, podem significar uma inflexão no futuro da cidade. De região degradada, as mudanças podem ser boas oportunidades para que esses espaços públicos se reinventem, privilegiando as pessoas, em detrimento de carros e transportes individuais. É a lógica de devolver o Rio, e sua parte mais histórica, ao carioca e aos milhões de turistas que passam pela cidade maravilhosa!
Fonte - ViaTrolebus  29/01/2016

domingo, 17 de janeiro de 2016

Rio inaugura ciclovia ao longo do costão rochoso da Avenida Niemeyer

Ciclismo

A ciclovia conta tem 3,9 km e liga o Leblon a São Conrado.O prefeito Eduardo Paes entregou à população a ciclovia da Avenida Niemeyer, ligando os bairros do Leblon e São Conrado, na zona sul, numa extensão de 3,9 km, com vista total para o mar, que já começou a ser percorrida por cariocas e turistas.

Paulo Virgílio
Repórter da Agência Brasil

Tomaz Silva/Agência Brasil
A partir de hoje (17), mais um trecho da orla oceânica do Rio de Janeiro já pode ser percorrido com segurança pelos ciclistas. O prefeito Eduardo Paes entregou à população a ciclovia da Avenida Niemeyer, ligando os bairros do Leblon e São Conrado, na zona sul, numa extensão de 3,9 km, com vista total para o mar, que já começou a ser percorrida por cariocas e turistas.
De carona em um triciclo elétrico, já que se recupera de um acidente no pé, Paes percorreu a pista construída sobre o costão rochoso da Niemeyer e batizada de Ciclovia Tim Maia, numa homenagem ao cantor e compositor, falecido em 1998, que enalteceu a orla carioca em sua música Do Leme ao Pontal. As obras foram iniciadas em junho de 2014 e duraram um ano e seis meses.
Placa de inauguração Ciclovia Tim Maia
Tomaz Silva/Agência Brasil
De acordo com a prefeitura, ainda neste semestre, com a inauguração do trecho que liga São Conrado à Barra da Tijuca, pelo Elevado do Joá, será possível seguir do Centro à Grumari, na zona oeste, ao longo de ciclovias sem interrupções. Da região central da cidade ao Leblon, já existem há anos as ciclovias, o mesmo ocorrendo da Barra ao Recreio dos Bandeirantes.
Proprietário de uma farmácia homeopática em São Conrado e morador em Botafogo, o farmacêutico Gian Paulo Bonaccorsi ficou feliz com a nova ciclovia. “Acabei de estrear. Fui a pé e voltei de bicicleta'', contou.
Segundo ele, a ciclovia “representa um momento histórico para a inserção do bairro na cidade, que vai se concretizar com o metrô. São Conrado tem o estigma de um bairro de passagem”, disse o farmacêutico. “Tenho clientes no Vidigal e agora eles poderão ir de bicicleta à minha farmácia”, espera Bonaccorsi.
O prefeito do Rio, Eduardo Paes passeia em triciclo
pela Ciclovia Tim Maia no dia de sua inauguração
Tomaz Silva/Agência Brasil
Cidade que detém a maior malha cicloviária urbana da América Latina, o Rio de Janeiro passa contabilizar 438,9 km com a inauguração da Ciclovia Tim Maia. A meta da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, à qual está vinculado o programa da prefeitura Rio capital da bicicleta, é alcançar 450 km até o fim de 2016, 300 km a mais do que havia em 2009.
Segundo a secretaria, a cidade conta hoje com 2.500 bicicletários, o que corresponde a 5 mil vagas, disponíveis nas estações do BRT, do metrô, dos trens e barcas, nas rodoviárias e em vias públicas. Os bicicletários permitem que o usuário e siga o seu trajeto em um transporte coletivo, evitando assim o uso do carro.
A cada dia, são registradas mais de 2 milhões de viagens bicicleta na cidade, número que inclui o uso do veículo por parte do comércio, na realização de entregas domiciliares e prestações de serviço. Veículo não poluente, a bicicleta já representa 5% do total dos meios de transporte no Rio de Janeiro.
Apesar de extensa, a malha cicloviária ainda não satisfaz plenamente a população carioca. É o que aponta a última edição da Pesquisa de Percepção, realizada a cada dois anos pela ONG Rio Como Vamos.
Ciclistas, cariocas e turistas desfrutam da nova
ciclovia - Tomaz Silva/Agência Brasil
De acordo com a pesquisa, 45% dos cariocas ouvidos destacaram a construção de mais ciclovias como fundamental para se usar mais a bicicleta. A maior preocupação apontada na pesquisa, no entanto, foi com relação à segurança dos ciclistas.
É o que querem mais da metade (51%) dos moradores ouvidos no estudo. De fato, dados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), órgão da Secretaria Estadual de Segurança, referentes ao período de setembro a novembro de 2015, mostram que foram registrados 260 roubos e furtos de bicicletas na cidade.
Fonte - Agência Brasil  17/01/2016

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

PL que pune quem não respeitar ciclovias é aprovado

Mobilidade

Projeto de Lei (PL) 2180/15, do deputado Fabio Reis (PMDB-SE), que altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para punir motoristas e ciclistas que não respeitarem as regras para o uso correto de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas.

Mariana Czerwonka
Portal do Trânsito *

A Comissão de Viação e Transportes aprovou o Projeto de Lei (PL) 2180/15, do deputado Fabio Reis (PMDB-SE), que altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para punir motoristas e ciclistas que não respeitarem as regras para o uso correto de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas.
No caso dos motoristas, o texto modifica o código no artigo 182, para acrescentar pena de multa também para quem parar o veículo em ciclovias e ciclofaixas. Atualmente, apenas quem circula pelas ciclovias com veículos é punido.

Penalidade para ciclistas
Em relação aos ciclistas, o texto aprovado considera infração gravíssima, com pena de multa e retenção da bicicleta, deixar de transitar nas ciclovias ou ciclofaixas quando a via dispuser deste tipo de pista. Nesse caso, se o ciclista não possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH), o valor das multas será vinculado ao número de Cadastro de Pessoa Física (CPF), podendo ser o valor inscrito em Dívida Ativa em decorrência de inadimplência.
Relator na comissão, o deputado Mauro Mariani (PMDB-SC) apresentou parecer pela aprovação do projeto principal e do apensado (PL 2728/15), mas sugeriu um novo texto por entender que as mudanças devem ser inseridas em artigos já existem e não criando novos dispositivos.
“Em atendimento à Lei Complementar (95/98) que trata da redação das normas legais, elaboramos substitutivo, incluindo, no Código de Trânsito Brasileiro, os assuntos trazidos pelos projetos de lei em exame”, disse Mariani.

Tramitação
O projeto ainda será analisado conclusivamente pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
*Com informações da Agência Câmara
Fonte - Portal do Trânsito  17/12/2015