UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Mobilidade urbana: maioria defende incentivo ao transporte coletivo

Mobilidade  🚌 🚇 🚄 🚗 🚲 👪

A pesquisa ouviu 1.510 pessoas com 18 anos ou mais, pertencentes a todas as classes econômicas, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Salvador, no período da 9 a 24 de outubro deste ano. Para quase metade das pessoas (47%), há insatisfação em relação à mobilidade urbana nas seis capitais, já que elas avaliaram o item como ruim ou péssimo.

Agência Brasil 
foto - ilustração/arquivo
Pesquisa encomendada pela 99, empresa de mobilidade urbana, revelou que 86% dos entrevistados em seis capitais defendem incentivo ao uso de transporte coletivo ou compartilhado. Realizada pelo Datafolha, a pesquisa ouviu 1.510 pessoas com 18 anos ou mais, pertencentes a todas as classes econômicas, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Salvador, no período da 9 a 24 de outubro deste ano. Para quase metade das pessoas (47%), há insatisfação em relação à mobilidade urbana nas seis capitais, já que elas avaliaram o item como ruim ou péssimo. Apenas 19% consideraram ótima ou boa a mobilidade urbana nessas localidades, e 34% avaliaram como regular. Apesar da diminuição do número de veículos nas ruas durante o período mais restrito de isolamento social, 62% das pessoas estão preocupadas com o aumento do trânsito no período pós-pandemia. Para 64% dos entrevistados, o uso de veículos particulares piora a mobilidade urbana e, para 68%, a existência de carro por aplicativo diminui a necessidade de ter veículo próprio. Parte dos moradores da capital paulista demonstrou insatisfação com a mobilidade urbana na cidade. Quando perguntados sobre sua percepção, 45% consideram ruim ou péssima, 35%, regular, e apenas 20%, ótima ou boa. Ainda em São Paulo, 64% estão preocupados com o aumento do trânsito no pós-pandemia; 66% disseram que carros particulares pioram a mobilidade urbana; e 74% responderam que os carros por aplicativos diminuem a necessidade de ter veículo próprio.
Fonte - Agência Brasil  03/12/2020

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Mobilidade no Brasil em debate no Connected Smart Mobility

Mobilidade  🚌<> 🚇 <> 🚗 <> 🚲 <> 👫

A integração de diferentes modais como solução para a mobilidade no Brasil, por meio da conexão entre vários meios, tais como metrô, ônibus, bicicleta, táxi, transporte aéreo, entre outros, fazem parte da revolução da mobilidade e deve ser pensada para atender as necessidades de locomoção das pessoas nos centros urbanos, tendo como objetivo proporcionar qualidade de vida à população. 

Portogente
foto - ilustração/arquivo
A integração de diferentes modais como solução para a mobilidade urbana no País, por meio da conexão entre vários meios, tais como metrô, ônibus, bicicleta, táxi, transporte aéreo, entre outros, fazem parte da revolução da mobilidade no Brasil e será o foco do Connected Smart Mobility
Nos dias 17 e 18 de setembro de 2019, São Paulo sediará o Connected Smart Mobility, iniciativa promovida pela Sator e que tem o objetivo de debater e apresentar soluções e tendências para a mobilidade urbana no País. A integração de diferentes modais como solução para a mobilidade no Brasil, por meio da conexão entre vários meios, tais como metrô, ônibus, bicicleta, táxi, transporte aéreo, entre outros, fazem parte da revolução da mobilidade e deve ser pensada para atender as necessidades de locomoção das pessoas nos centros urbanos, tendo como objetivo proporcionar qualidade de vida à população. Nesse sentido, a programação do evento contempla os temas: mobilidade para as pessoas, mobilidade ativa, mobilidade compartilhada, veículos elétricos, análise de dados, conectividade & integração e tendências.
De acordo com Paula Faria, diretora executiva da Sator, conectividade e integração entre os diferentes modais de transportes são pontos fundamentais para a revolução na mobilidade urbana no Brasil e que o avanço nessa área está relacionado aos novos investimentos em infraestrutura, onde é imprescindível a operação de um plano de mobilidade com transporte público integrado e infraestrutura 3.0 para mobilidade elétrica. "Também é necessário trabalhar os temas de gestão de trânsito, segurança, movimentação urbana de carga e logística e o plano de mobilidade e carga para as cidades. É importante ressaltar, ainda, que a integração entre os diferentes meios de locomoção é necessária e urgente, visto que o modelo atual não atende mais as necessidades de transporte urbano".
E complementa: "O Connected Smart Mobility, a revolução da mobilidade urbana, traçará um panorama da mobilidade brasileira e proporcionará uma verdadeira imersão sobre o tema, envolvendo diversos atores para discutir a revolução da mobilidade, por meio de investimentos, tecnologia e inovação com foco na necessidade das pessoas, pois é fundamental a conexão entre os diferentes modais no sentido de atender as demandas de locomoção da população nas cidades, principalmente as que concentram grandes conglomerados", comenta a executiva."

Mobilidade como um serviço
O Centro para a Quarta Revolução Industrial do Fórum Econômico Mundial fará parcerias com governos selecionados em todo o mundo e com interesse em servir de plataforma para novas políticas e regulamentações sobre como implantar, integrar e dimensionar mobilidade aérea compartilhada em suas redes de mobilidade existentes. Os veículos autônomos já são realidade em algumas cidades do mundo, mas o Brasil é um dos últimos no ranking de aptidão para carros autônomos, segundo estudo da consultoria KPMG. O MaaS – Mobilidade como um serviço descreve uma mudança de propriedade pessoal de meios de transporte para soluções de mobilidade que são consumidos como um serviço. O conceito-chave do MaaS é oferecer aos viajantes soluções de mobilidade com base em suas necessidades de viagem.
A diretora executiva da Sator cita que a perspectiva de investimentos no setor de mobilidade urbana e o conceito do transporte como um serviço são pontos fundamentais. "Reuniremos gestores públicos, especialistas, empresários, representantes de diferentes segmentos, planejadores e pensadores de organizações comprometidas com a mobilidade urbana, instituições financeiras e organismos internacionais de fomento, além de startups, entidades de classe e universidades nos dois dias do evento. "Teremos ainda o CSM STARTUP HUB, um espaço dentro do Connected Smart Mobility voltado para a participação de startups, que tem o propósito de promover a participação destas organizações, tendo como principal objetivo apresentar propostas capazes de revolucionar a mobilidade urbana do país", conclui Paula Faria.

Principais pontos da Plataforma Connected Smart Mobility
Mobilidade para as pessoas; Mobilidade ativa; Mobilidade compartilhada; Veículos elétricos; Data analytics (IOT, Inteligência artificial, Blockchain, realidade virtual e aumentada, internet das coisas, sensores, entre outros).

Dados do setor
Segundo relatório produzido pelo BNDES, nas últimas décadas, o Brasil se consolidou como um país urbano e metropolitano, sendo que os investimentos em infraestrutura de transporte público não acompanharam a urbanização. Nesse sentido, as cidades brasileiras vêm enfrentando problemas crescentes de poluição, congestionamentos e acidentes de trânsito, além de a qualidade do transporte público ser insatisfatória.
Fonte - Portogente  15/08/2019

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Bicicleta roda mais na era digital

Ciclismo/Mobilidade  🚲

Congestionamento e poluição são dois grandes desafios para os planejadores das cidades modernas, da era da tecnologia.Ao falarmos de poluição nos centros urbanos, são indesejáveis a sonora e a do ar. Entretanto, não basta tirar a circulação dos veículos motorizados, sem propor solução para o deslocamento ágil. Nesse contexto, toma vulto o papel da bicicleta compartilhada com tecnologia.

Editor Portogente
Porto Gente
Inventada na China no século XVII, a bicicleta se destaca nos dias de hoje como parte da solução da mobilidade humana nas cidades modernas. Congestionamento e poluição são dois grandes desafios para os planejadores das cidades modernas, da era da tecnologia.
Ao falarmos de poluição nos centros urbanos, são indesejáveis a sonora e a do ar. Entretanto, não basta tirar a circulação dos veículos motorizados, sem propor solução para o deslocamento ágil. Nesse contexto, toma vulto o papel da bicicleta compartilhada com tecnologia.
A resposta dos usuários foi muito animadora. O primeiro grande esquema público de compartilhamento de bicicletas, o Velib, lançado em Paris em 2007, atraiu 20 milhões de usuários em seu primeiro ano. Além dos óbvios benefícios ambientais, também trouxe consideráveis ​​vantagens à saúde - estima-se que os usuários do Velib tenham queimado mais de 19 bilhões de calorias nos primeiros seis anos do esquema.
Quinze anos atrás, havia apenas quatro esquemas de compartilhamento de bicicletas em cidades ao redor do mundo, mas agora há quase 1.000. Agora, novos esquemas como Ofo, apelidado de Uber para motos, querem uma fatia da ação.
Ofo é a maior operadora de compartilhamento de bicicletas da China, com uma estimativa de três milhões de usuários diários em 34 cidades do país. Está em mais 150 cidades em todo o mundo. Os usuários clicam no aplicativo para localizar a bicicleta mais próxima e receber um código de quatro dígitos para desbloqueá-lo. Simples.
Novos tempos com a antiga e sempre prazerosa bicicleta na era da tecnologia.
Fonte - Portogente 29/09/2018

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Programa incentiva uso de bicicleta

Mobilidade  🚲

Para estimular a integração das bicicletas ao sistema de transporte público coletivo em todo o País, o PBB vai apoiar os estados e municípios na instalação de bicicletários públicos e na construção de ciclovias e ciclofaixas, além de promover campanhas de divulgação dos benefícios do uso desse meio de transporte.

Portogente
foto - ilustração/arquivo
Noticia a Agência Senado que foi criada, nesta terça-feira (4/09), o Programa Bicicleta Brasil (PBB), cujo objetivo é incentivar o uso da "magrela" para melhoria das condições de mobilidade urbana. A medida está prevista no Projeto de Lei da Câmara (PLC) 83/2017, que segue para o Plenário com urgência.
Para estimular a integração das bicicletas ao sistema de transporte público coletivo em todo o País, o PBB vai apoiar os estados e municípios na instalação de bicicletários públicos e na construção de ciclovias e ciclofaixas, além de promover campanhas de divulgação dos benefícios do uso desse meio de transporte.
Conforme o projeto, o programa vai integrar a Política Nacional da Mobilidade Urbana (Lei 12.587, de 2012) e será financiado por 15% do total arrecadado com multas de trânsito e coordenado pelo Ministério das Cidades.
Uma medida, sem dúvida nenhuma, importante para termos boas cidades, bom trânsito e um ambiente mais saudável. Todavia, que essa matéria ao ser aprovada não se perca entre burocratas e burocracias nas fileiras governamentais de todos os níveis. Projeto bom é projeto que se torna realidade.
Fonte - Portogente  05/09/2018

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Fortaleza é a vencedora de prêmio global de Mobilidade Urbana

Mobilidade  🚌 🚇 🚲 👫

Fortaleza adotou a abordagem certa para o transporte, que se distancia dos carros particulares, para priorizar e integrar pedestres, ciclistas e usuários de transporte público”, diz Michael Kodransky, presidente do Comitê de Prêmios de Transporte Sustentável (Sustainable Transport Award Committee) e chefe da Mobilize. “Há uma crescente percepção entre as cidades de que o modelo de transporte individual é insustentável, e estamos muito felizes em apresentar a liderança de Fortaleza no próximo ano. 

Da Redação
foto - ilustração/arquivo
O Instituto de Políticas de Transporte & Desenvolvimento (ITDP, da sigla em inglês para Institute for Transportation and Development Policy) anunciou, nesta quinta-feira (28/06), que Fortaleza foi a cidade vencedora do Sustainable Transport Award (ou Prêmio de Transporte Sustentável, em tradução livre) – uma competição global de projetos e intervenções inovadoras que promovem a mobilidade urbana de forma sustentável e inclusiva. O anúncio ocorreu durante o Congresso Mobilize, que reuniu especialistas de todos os continentes em Dar Es Salaam, a maior cidade da Tanzânia, na África, vencedora da última edição do concurso. O evento é um dos principais fóruns internacionais de discussão de soluções para a mobilidade urbana do século XXI.
De acordo com os organizadores, “o comitê do Prêmio ficou particularmente impressionado com a capacidade de replicação dos projetos de Fortaleza, pois muitos são baseados em intervenções de baixo custo, parcerias com o setor privado e os projetos pilotos que coletam dados para justificar intervenções de maior custo. Fortaleza, já vem trabalhando com diferentes cidades para compartilhar as boas práticas em transporte sustentável e segurança no trânsito”.
“Fortaleza adotou a abordagem certa para o transporte, que se distancia dos carros particulares, para priorizar e integrar pedestres, ciclistas e usuários de transporte público”, diz Michael Kodransky, presidente do Comitê de Prêmios de Transporte Sustentável (Sustainable Transport Award Committee) e chefe da Mobilize. “Há uma crescente percepção entre as cidades de que o modelo de transporte individual é insustentável, e estamos muito felizes em apresentar a liderança de Fortaleza no próximo ano. Esperamos ansiosamente trazer mais de 200 especialistas em transporte sustentável para conhecer as conquistas da cidade no Mobilize do ano que vem” complementa.
Além do destaque à Fortaleza, a cidade de Buncheon, na Coréia do Sul, receberá uma menção honrosa. As cidades vencedoras do Prêmio de Transporte Sustentável (Sustainable Transport Award) dos anos anteriores incluem Dar es Salaam, Santiago (Chile), Seul (Coreia do Sul), Paris (França), Guangzhou (China), São Francisco e Nova York (EUA); Cidade do México (México) e Yichang (China).
“Apesar dos desafios enfrentados, Fortaleza demonstrou que, por meio da criatividade, inovação, liderança e participação, é possível alcançar resultados de sucesso na promoção da mobilidade sustentável em um curto prazo. Uma das nossas principais estratégias tem sido adaptar as boas práticas internacionais ao nosso contexto local, e acreditamos que o Mobilize 2019 será uma oportunidade importante para maximizar a troca de experiências. Nos sentimos honrados em receber este prêmio e em sediar um evento tão prestigiado em nossa Cidade”, afirma o prefeito Roberto Claudio.
Fortaleza e a cidade sul coreana serão homenageadas em uma cerimônia especial de premiação em Washington, nos Estados Unidos, em janeiro de 2019, durante a reunião anual do Conselho de Pesquisa de Transporte (Transport Research Board) do ITDP. Posteriormente, nossa cidade será a sede do Mobilize 2019, um dos principais eventos em transporte sustentável do planeta, promovido anualmente pelo do ITDP em parceria com a Fundação de Pesquisa e Educação da Volvo (Volvo Research and Education Foundation). O evento deve apresentar as melhores práticas e lições aprendidas sobre mobilidade sustentável para um grupo internacional de profissionais e pesquisadores, destacando a cidade emergente como um laboratório de aprendizado. Outras informações estão disponíveis na página do evento na internet: mobilizesummit.org.

Intervenções em Mobilidade Urbana Sustentável fazem a diferença
Desde 2014, a Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria de Conservação e Serviços Públicos, tem investido em melhorias para fortalecer o transporte ativo e sustentável pela Cidade. A implantação do Bilhete Único, faixas exclusivas para os coletivos, reforma de terminais e pontos de parada, aplicativo de monitoramento em tempo real dos ônibus, equipados com ar-condicionado e wifi oferecem mais conforto e praticidade aos usuários. A expansão da rede cicloviária em mais de 240% nos últimos cinco anos, além da disponibilização de quatro sistemas de bicicletas compartilhadas (Bicicletar, Bicicleta Integrada, Mini Bicicletar e Bicicletar Corporativo) oferecem mais opções de forma gratuita e estimulam o deslocamento e a saúde da população. O sistema de carros elétricos compartilhados, o VAMO, também ajudou a trazer a pauta da sustentabilidade para os veículos automotores, apresentando a nova tecnologia e o compartilhamento como opções alternativas e de baixo custo aos usuários. Aliadas a reorganização viária, com os binários, novas vias e corredores, o número de mortes no trânsito já é 35% menor do que no início da década.
“Esses são resultados que mostram que estamos no caminho certo. A estrada ainda é longa, mas sem dúvida esse reconhecimento e o apoio de vários parceiros internacionais nos fortalecem para investir cada vez mais em modais sustentáveis de transporte, priorizando sempre o coletivo ao individual. Essa conquista nos coloca no hall das cidades globais que mais investem em mobilidade urbana sustentável”, comemora o secretário executivo de Conservação e Serviços Públicos de Fortaleza, Luiz Alberto Saboia.

Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento
O Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento foi fundado em 1985. É uma entidade sem fins lucrativos que promove o transporte sustentável e equitativo no mundo, concentrando esforços para reduzir as emissões de carbono, acidentes de trânsito e a desigualdade social. A instituição oferece apoio a cidades em todo o mundo para projetar e implementar sistemas de transporte de alta qualidade e soluções de políticas que tornem as cidades mais habitáveis, justas e sustentáveis.
Com informações da Prefeitura de Fortaleza  29/06/2018

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Mobilidade urbana - Procura por bicicletas seminovas e usadas está em alta

Ciclismo/Mobilidade  🚲 

Segundo um levantamento do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento), substituir o carro por bicicleta gera uma economia de aproximadamente R$ 451,00 por mês e de até 90 minutos livres a mais toda semana. 

Portogente
Portogente
Mais do que benefícios para a saúde, incluir a bicicleta como opção de mobilidade pode reduzir despesas e contribuir para mais tempo livre. Segundo um levantamento do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento), substituir o carro por bicicleta gera uma economia de aproximadamente R$ 451,00 por mês e de até 90 minutos livres a mais toda semana. A OLX percebe que esses atributos têm atraído cada vez mais a atenção das pessoas para uma mudança no estilo de vida: apenas no primeiro trimestre de 2018, foram mais de sete buscas e uma venda por minuto na categoria.
Os três primeiros meses do ano registraram mais de 99 mil vendedores de sucesso, um crescimento de 7,42% em relação ao mesmo período de 2017. A Caloi é a marca mais vendida, com 11,78%, ficando na frente da Monark (1,32%) e BMX (0,97%).
Dentre as principais cidades do Brasil, São Paulo - que desde dezembro de 2016 passou a ser a cidade com a maior malha cicloviária da América Latina, com 468 km de ciclovias e ciclofaixas - é a que apresenta o maior número de buscas por bikes na plataforma (18,58%). Na sequência aparecem o Rio de Janeiro (13,48%), Curitiba (9,87%), Brasília (9,13%) e Belo Horizonte (8,13%).
As buscas por bicicletas são amplas e incluem marcas, modelos e acessórios. Dentro desse contexto, a Caloi 10 é o modelo mais buscado, seguido da Monareta e da Viking X. Entre os acessórios, quadro, rodas/pneus e capacete estão entre os top-3.
Fonte - Portogente   07/06/2018

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

O caminho para uma mobilidade humana inteligente

Mobilidade  🚕 X 🚇

Reverter um cenário de dependência de automóveis é uma questão cultural. E a partir dos avanços trazidos pela tecnologia, vieram mudanças importantes como os veículos elétricos, car sharing, compartilhamento de bicicletas e carros autônomos, por exemplo, todos chegando com o propósito de ajudar no avanço dessa temática. 

Intelog
foto - ilustração/arquivo
A infraestrutura das metrópoles impacta diretamente na vida de seus cidadãos, o que nos leva a considerar a mobilidade humana como um tema essencial para a promoção da qualidade de vida de cada um.
Reverter um cenário de dependência de automóveis é uma questão cultural.
E a partir dos avanços trazidos pela tecnologia, vieram mudanças importantes como os veículos elétricos, car sharing, compartilhamento de bicicletas e carros autônomos, por exemplo, todos chegando com o propósito de ajudar no avanço dessa temática.
As capitais europeias são bons exemplos de investimento em soluções alternativas para melhorar a mobilidade humana.
Vemos o conceito de compartilhamento de carros se disseminando por todo o continente e além dele também.
De acordo com um estudo trazido pelo Boston Consulting Group (BCG), até o ano de 2021, Europa, Ásia e América do Norte devem atingir a marca de 35 milhões de pessoas-usuárias desse sistema.
Isso poderia diminuir as vendas de veículos no mundo em 550 mil unidades e, consequentemente, contribuir efetivamente para a solução de mobilidade e sustentabilidade.
Além disso, aplicativos de carona se tornaram uma realidade. Eles têm transformado as formas de ir e vir da população dos grandes centros urbanos mundo afora e podem ser importantes aliados.
Segundo a União Internacional dos Transportes Públicos (UITP), em 2016, simulações feitas nas capitais de países da União Europeia mostram que a combinação de transporte público de alta capacidade com o compartilhamento de carros e caronas poderia remover até 65 de cada 100 carros nos horários de pico.
Projeções apresentadas pela consultoria PwC mostram que a economia compartilhada deverá movimentar mundialmente cerca de US$ 335 bilhões em 2025 — montante 20 vezes maior do que se apurou em 2014, quando o setor movimentou US$ 15 bilhões.
A América Latina também avança no tema. Ainda que a realidade seja diferente da Europa, já podemos ver alguns exemplos na região. Em Buenos Aires existe desde 2007 o Plano de Mobilidade Sustentável, que visa incentivar o uso do transporte público por parte de seus cidadãos.
É uma realidade a existência de projetos para modernização das linhas de metrô, assim como para a construção de uma rede de ciclovias desenhada para integrar pontos estratégicos da cidade.
Já a Cidade do México, que tem um dos piores trânsitos do mundo, vem tratando o tema como prioridade por meio de iniciativas como a restrição do uso de carros particulares, expansão do sistema do metrô, adesão ao BRT (Bus Rapid Transit) e também sistema de aluguel de bicicletas.
Todas essas iniciativas protegidas por uma lei de mobilidade promulgada em 2014 - que prioriza o pedestre no cenário urbano, desde o planejamento da cidade até a dotação orçamentária.
Quando olhamos para a realidade brasileira, percebemos que temos um longo trajeto pela frente.
Tomando como referência a cidade de São Paulo, o cidadão da capital paulista passa, em média, até 45 dias preso no trânsito anualmente, de acordo com informações levantadas pela Rede Nossa São Paulo.
Pensando em uma metrópole pulsante onde não há tempo a perder, esse cenário é inadmissível.
O desafio é propor alternativas que vão além da ideia do rodízio de automóveis para solucionar o problema.
Nesse caminho surgem como opções o avanço das ciclovias e a extensão da malha metroviária.
Analisando todos esses exemplos mundo afora, vemos que a mobilidade humana é um tema que tem recebido cada vez mais atenção por parte de governantes e da sociedade.
A promoção de debates sobre o tema e o surgimento de novas soluções tecnológicas são contribuições que efetivamente ajudam a levantar essa bandeira e ressaltam a importância da temática.
Aliás, a tecnologia, quando pensada coletivamente e também alinhada às necessidades dos cidadãos, de acordo com a realidade apresentada por cada metrópole, tem, e continuará tendo, um papel fundamental na conversão para contarmos com cidades que poderemos considerá-las inteligentes e preparadas para uma nova realidade.
Fonte - Abifer  29/01/2018

sábado, 28 de outubro de 2017

Ciclistas fazem atos em 17 cidades para lembrar vítimas da violência no trânsito

Ciclismo  🚲

A atividade foi uma edição especial da “Bicicletada”, evento que reúne ciclistas para pedalar em diversas cidades. A iniciativa se multiplicou em mais 16 cidades brasileiras, como Aracaju, Campo Grande, Florianópolis, Fortaleza, Manaus e São Paulo. Nesses outros locais, a homenagem foi dedicada a Raul e a outras vítimas do trânsito.

Jonas Valente
Repórter da Agência Brasil
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Com balões e mensagens, cerca de 200 ciclistas se concentraram em frente à Biblioteca Nacional, no centro de Brasília, no fim da tarde de hoje (27), para homenagear vítimas da violência do trânsito. “Aqui é um espaço livre, horizontal, para o ciclista vir do jeito que ele quiser. Aqui é um espaço de debate para você falar o que você quiser, como o Raul defendia e fazia”, falou em um megafone um dos participantes, sem se identificar.
O “Raul” em questão era Raul Aragão, ciclista morto após ser atropelado em Brasília no último dia 22, aos 24 anos. O rapaz era ativista da causa e participava de diversos projetos, entre eles o Bike Anjo, voltado a ajudar pessoas com dificuldades para pedalar. Raul foi o homenageado do ato, que seguiu pelas ruas de Brasília até o local do atropelamento, onde uma bicicleta foi colocada para lembrar a vítima e o incidente. As cinzas do ciclista foram despejadas juntamente a uma muda de árvore que foi plantada.
A atividade foi uma edição especial da “Bicicletada”, evento que reúne ciclistas para pedalar em diversas cidades. A iniciativa se multiplicou em mais 16 cidades brasileiras, como Aracaju, Campo Grande, Florianópolis, Fortaleza, Manaus e São Paulo. Nesses outros locais, a homenagem foi dedicada a Raul e a outras vítimas do trânsito.
Somente nos últimos dias, dois adolescentes foram atropelados em São Paulo, uma pessoa na Bahia e outra em Fortaleza. Segundo dados do Ministério da Saúde relativos a 2014, 1.357 ciclistas foram mortos em decorrência da violência no trânsito naquele ano. Estatísticas também do MS, mas referentes a 2016, apontaram 11.741 ciclistas internados no Sistema Único de Saúde por esse mesmo tipo de ocorrência.

Velocidade
Uma das reivindicações dos presentes e de organizações do setor é a redução da velocidade média nas cidades. A Organização Mundial da Saúde recomenda que o máximo nas vias urbanas seja de 50 km/h. Segundo Bruno Leite, coordenador da ONG Rodas da Paz, essa mudança traria benefícios não somente aos ciclistas.
“Se houver um acidente, a chance de morte é menor, o motorista tem mais possibilidade de frear. Você aumenta o número de carros na via, vai ter mais pessoas chegando ao ponto de destino no mesmo intervalo de tempo. Esse trânsito com velocidade menor pode ser compartilhado de maneira mais segura”, defende.
Em Brasília, por exemplo, há ruas em que o limite é 80 km/h. A ONG Rodas da Paz e outros movimentos envolvidos com a temática da mobilidade urbana já solicitaram ao Governo do Distrito Federal (GDF) a alteração dos limites, mas ainda não há posição da administração da capital neste sentido.
Em São Paulo, a redução dos limites em determinadas vias gerou polêmicas, sendo defendida por especialistas e organizações da área de mobilidade urbana e questionada por motoristas e pela gestão do prefeito João Dória, que aumentou a velocidade das vias expressas.

Ciclovias
Outra medida importante apontada pelos ativistas é a disponibilização de espaços nas cidades para o trânsito de ciclistas, como ciclovias e ciclofaixas. De acordo com Renata Florentino, pesquisadora do tema e integrante da ONG Rodas da Paz, nenhuma das cidades brasileiras pode ser considerada “ciclável”, termo adotado para os municípios em que pelo menos 25% da sua malha viária são adaptados para esse meio de transporte. “No Brasil, está melhorando bastante, mas há ainda uma disputa do espaço viário, com a resistência de classes mais altas que não querem ciclovias nos seus bairros, como ocorreu em São Paulo”, pontua.
Em Brasília, informa a pesquisadora, há 400 quilômetros de ciclovias, mas essa quantidade corresponde apenas a 3% do total da malha viária. Gabriel Magno, um dos ciclistas presentes ao ato, sofre os efeitos dessa situação diariamente. Da sua casa, no bairro Jardins Mangueiral, até o centro da capita,l são 18 quilômetros. “Para vir para o Plano Piloto [nome dado à região central da cidade], há vários trechos sem ciclovia. Preciso ir para a rua, [pedalar] junto aos carros. E estes momentos são sempre de tensão. Não há espaço reservado, você divide com carro e ônibus. Além disso, há a falta de cultura dos motoristas de conviverem com o diferente na rua”.

Penalização de ciclistas
No mesmo dia em que as bicicletadas tomaram das ruas de 17 cidades brasileiras, foi oficializada a norma do Conselho Nacional de Trânsito regulamentando as punições a pedestres e ciclistas previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O Artigo 255, por exemplo, define como violação pedalar em uma área não destinada a esse fim.
Na avaliação de Rafael Barros, ativista participante da manifestação em Brasília, em que pese o reconhecimento de deveres de pedestres e ciclistas, é preciso observar as possibilidades de respeito a essas obrigações.
“Não que o ciclista ou que o pedestre não tenha que respeitar a lei de trânsito, mas tem que haver também as condições para que eles façam isso. Em Brasília, por exemplo, temos péssimas calçadas. Como alguém vai caminhar se ela não existe? Se a capital tivesse malha cicloviária bem estruturada, caminháveis, aí faria um pouco mais de sentido”, pondera.
Fonte - Agência Brasil  27/10/2017

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Lei que trata da Política Nacional de Mobilidade Urbana completa cinco anos

Mobilidade  🚶  🚇 🚌  🚢 🚲  🚗

Um dos pontos fundamentais da lei é a obrigatoriedade de municípios com mais de 20 mil habitantes elaborarem os próprios planos de mobilidade urbana – instrumento de efetivação da Política Nacional de Mobilidade Urbana. Esses planos devem ser debatidos com a sociedade, que dirá o que espera, em termos de mobilidade, para o local em que vive, e estar alinhados com os planos diretores.

Natália Pianegonda
Agência CNT de Notícias
foto ilustração/arquivo
Em janeiro, completaram-se cinco anos desde que a lei que institui a Política Nacional de Mobilidade Urbana (12.587/2012) foi sancionada. Produto de cerca de duas décadas de debates, ela é considerada um avanço por prever, entre outras coisas, responsabilidades dos diferentes entes da Federação e como os municípios podem criar sistemas de transporte acessíveis e que proporcionem mais qualidade de vida nos espaços urbanos. Em linhas gerais, a legislação incentiva a participação social nas decisões sobre o tema, com foco, ainda, na integração entre diferentes modais, sustentabilidade e universalidade no acesso à cidade.
Conforme a diretora-executiva do ITDP Brasil (Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento, na sigla em inglês), Clarisse Cunha Linke, a lei 12.587/12 “é referência no que diz respeito à integração do planejamento de transportes com o planejamento urbano”, mas, acima de tudo, “à priorização do pedestre, do ciclista e do usuário de transporte público acima do usuário do veículo motorizado”.
Contudo, nesses cinco anos, o Brasil deu poucos e vagarosos passos rumo à efetivação dos instrumentos previstos nessa política, que deveria, nos primeiros anos de sua vigência, pautar o planejamento da mobilidade nas cidades para os próximos anos.

Planos de mobilidade
Um dos pontos fundamentais da lei é a obrigatoriedade de municípios com mais de 20 mil habitantes elaborarem os próprios planos de mobilidade urbana – instrumento de efetivação da Política Nacional de Mobilidade Urbana. Esses planos devem ser debatidos com a sociedade, que dirá o que espera, em termos de mobilidade, para o local em que vive, e estar alinhados com os planos diretores.
“Isso é importante porque obriga os municípios a trabalharem com planejamento e discutirem com a sociedade civil organizada o que querem de mobilidade para si e quanto isso vai custar. Isso é uma alternativa importante que também dá mais transparência nessa discussão”, ressalta o presidente da NTU (Associação Nacional de Transportes Urbanos), Otávio Cunha.
Além disso, o planejamento tem de estar alinhado com uma característica importante das cidades: a acelerada expansão de seus territórios e de suas populações. “A atividade das pessoas nas cidades é muito dinâmica, a cidade cresce rapidamente: aparece um núcleo habitacional, uma área comercial que se desenvolve mais, e acaba virando um centro de atração de viagens. A rede de transporte precisa ser revista permanentemente por isso”, reforça Otávio.
Inicialmente, o prazo para os municípios elaborarem os planos terminava em abril de 2015, sob pena de as prefeituras perderem acesso a recursos federais para investimentos em mobilidade urbana.
Mas não deu certo.
A diretora executiva do ITDP conta, a partir de dados obtidos junto ao Ministério das Cidades, que somente 171 prefeituras informaram ao órgão ter concluído seus planos até o fim de 2016. Isso corresponde a 5% das mais de três mil que precisam cumprir a exigência.
Segundo Clarisse Linke, havia recursos disponíveis para execução de obras, como as disponibilizadas pelo PAC e pelo Pacto pela Mobilidade – anunciado no calor das manifestações de junho de 2013 -, mas não havia verba destinada especificamente para o planejamento. E elaborar os planos de mobilidade sai caro: exige, por exemplo, pesquisas de origem e destino, realização de audiências públicas, profissionais multidisciplinares e capacitados.
Então, no fim do ano passado, um novo prazo foi estabelecido: abril de 2018.
Na nova contagem regressiva, a CNM (Confederação Nacional de Municípios) defende que o governo federal precisará apoiar os municípios, principalmente com recursos e capacitação técnica, para que haja condições de adequar sua estrutura e gestão de planejamento a política nacional de mobilidade urbana.
Ocorre que, em razão da crise econômica, a existência dos recursos federais – tanto para planejar quanto para executar obras – se tornou fator incerto. Por isso, na avaliação de Clarisse Linke, será importante a pressão da sociedade civil organizada sobre os gestores municipais.

Tem de mudar... e parece estar mudando
Ainda que a passos lentos, o Brasil está avançando.
Essa é a avaliação da diretora-executiva do Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento. “A lei, essa reflexão do planejamento e o envolvimento da sociedade civil contribuíram para que a gente consiga avançar numa mudança de paradigma. A gente viu uma mudança de entendimento desses vários atores, então sente que tem um avanço. Devagar, mas tem”, diz ela.
A opinião é compartilhada pelo presidente da NTU. Ele cita, como exemplo, os investimentos realizados na cidade do Rio de Janeiro, que passou a contar com novas alternativas de transporte coletivo, melhorando e agilizando o acesso a diferentes partes da cidade. Na capital fluminense, lembra ele, a decisão foi política e impulsionada pela realização dos Jogos Olímpicos de 2016.
A mesma análise é feita pelo diretor de Planejamento da ANPTrilhos (Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos), Conrado Grava de Souza. Por atender grandes corredores, realizar viagens rápidas e com segurança, o modal metroferroviário é considerado essencial para uma mobilidade mais eficiente e redução dos congestionamentos nas grandes cidades. “No caso do transporte sobre trilhos, os reflexos da lei ainda não podem ser bem sentidos porque os projetos são normalmente de média e de longa duração. Entretanto percebe-se uma tendência para os tomadores de decisão das cidades este pensamento da integração de todos os modos, de modo que cada um deles atenda a demandas dessas cidades”, analisa. Ainda, para Conrado, a efetiva implementação da lei representará uma melhoria significativa da qualidade de vida nos centros urbanos.
E, embora a crise econômica represente um empecilho para acelerar os resultados concretos do que está, por hora, no papel, o diretor da ANPTrilhos é otimista: “Achamos que vamos encontrar soluções para retomar o crescimento e para que o transporte sobre trilhos esteja mais presente nas grandes cidades nos próximos 20 anos. Isso fará parte do dia a dia dos cidadãos”.
Na esteira do que também pode ser chamado de uma transformação cultural – necessária para se alcançar cidades menos preocupadas com o transporte individual, Clarisse Linke é cada vez mais importante pensar nos investimentos que são realizados (ainda que aquém do que é necessário) de forma integrada e multidisciplinar. Assim, pensar as obras nas cidades de modo que beneficiem quem anda a pé, de bicicleta, no transporte coletivo e, por fim, no carro, como estabelece a 12.587/12.
Fonte - Agência de Notícias CNT  27/01/2017

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Prefeitura de São Paulo pode pagar R$ 50 por mês por uso de bicicleta como transporte na cidade

Ciclismo

A matéria já foi encaminhada para sanção do prefeito Fernando Haddad e, caso, seja transformada em lei, permitirá aos ciclistas ou às pessoas que passem a fazer uso da bicicleta receber um resgate em dinheiro ou em crédito para utilização de serviços de uma rede credenciada. O beneficiário terá de comprovar o uso diário da bicicleta, informando o local e a distância percorrida e para isso deverá estar cadastrado ou comprar o bilhete único mensal.

Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Os vereadores da Câmara Municipal de São Paulo aprovaram, em segunda votação, na última quarta-feira (24), o projeto de lei que cria um subsídio aos cidadãos pelo uso da bicicleta como meio de transporte. Trata-se do Programa Bike, que estabelece o pagamento de R$ 50 mensais denominado de Bilhete Mobilidade.
A matéria já foi encaminhada para sanção do prefeito Fernando Haddad e, caso, seja transformada em lei, permitirá aos ciclistas ou às pessoas que passem a fazer uso da bicicleta receber um resgate em dinheiro ou em crédito para utilização de serviços de uma rede credenciada. O beneficiário terá de comprovar o uso diário da bicicleta, informando o local e a distância percorrida e para isso deverá estar cadastrado ou comprar o bilhete único mensal.
A ideia é que o beneficiário acumule créditos para depois receber em espécie ou em crédito. Os créditos poderão ser usados em serviços de manutenção, compra de peças e acessórios ou na troca da bicicleta usada por uma nova e no pagamento de serviços públicos, como conta de água, luz, locação de bicicletas.
O bilhete mobilidade refere-se ao texto substituto ao PL 147/2016, de autoria do vereador José Police Neto (PSD), que negociou a sugestão com a prefeitura antes de levar o tema para debate e submeter à avaliação em plenário. Segundo a assessoria do parlamentar, o texto passou por consulta pública pelo período de três meses, além de duas audiências públicas e três reuniões com cicloativistas e empresários do setor de bicicletas.
Segundo a assessoria do vereador, a prefeitura gasta em torno de R$ 2 bilhões por ano para bancar parte dos custos da tarifa do Bilhete Único e só consegue manter a tarifa a R$ 3,80 porque subsidia R$ 1,91 por viagem de cada usuário do sistema. Pelo raciocínio do vereador, ao estimular o uso de bicicletas para os deslocamentos rumo ao trabalho, à escola e outros locais, o executivo municipal estará reduzindo as despesas públicas.
Para o diretor da Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade), Daniel Guth, ainda é muito prematuro fazer qualquer avaliação a respeito, porque “o projeto é muito complexo”. Ele informou que participou das audiências públicas, mas falta saber como essa ideia será desenvolvida, na prática, caso a matéria venha a ser sancionada pelo prefeito Fernando Haddad.
“Tudo vai depender da regulamentação, porque o PL não detalha nada. Não sabemos como será a capacidade de o executivo fiscalizar sobre o percurso, se haverá recursos financeiros do poder público, se o controle ocorrerá por aplicativos, se dependerá do uso de smartphones. Ainda estamos tateando para entender [a medida]”, disse o diretor.
De acordo com o Guth, mais da metade das pessoas que usam a bicicleta para se deslocar até o local de trabalho têm renda mensal de até dois salários mínimos. Ele informou ainda que está em contato com a prefeitura para discutir a questão e para saber se a medida será frutífera ou não para a cidade de São Paulo.
Fonte - Agência Brasil  26/08/2016

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Alternativas logísticas e mobilidade urbana para as cidades

Mobilidade

Durante o encontro, os palestrantes abordaram o desordenamento do trânsito, os malefícios que isso causa para a indústria e para as pessoas, além de alternativas para minimizar esses problemas e melhorar a mobilidade.

Portogente
foto /motagem - ilustração 
O Conselho Regional de Administração do Rio de Janeiro (CRA-RJ) promoveu o Terceiro Encontro de Profissionais de Logística, em função do Dia da Logística, comemorado em 6 de junho.
Os administradores Hélio Meirim, coordenador da Comissão Especial de Logística do conselho, Julio Cesar de Souza Loureiro, coordenador adjunto da mesma comissão, foram responsáveis conduzir os trabalhos no evento e por ministrar palestras voltadas à administração, além de Atilio Flegner, membro Fórum de Mobilidade Urbana do Rio de Janeiro.
Durante o encontro, os palestrantes abordaram o desordenamento do trânsito, os malefícios que isso causa para a indústria e para as pessoas, além de alternativas para minimizar esses problemas e melhorar a mobilidade.
Meirim explicou que a logística e o ordenamento do trânsito, quando bem feitos, melhoram a economia e a qualidade de vida da população. “Perder tempo no trânsito deixa as pessoas cansadas, estressadas e nos impossibilita de estudar, ter um lazer ou aproveitar a família. O trânsito acaba gerando, além dessa perda de tempo, a perda de dinheiro também”, disse.

foto - ilustração
Já Loureiro defendeu o uso de bicicletas, por pessoas e organizações, como alternativa de transporte para diminuir os problemas no trânsito dos centros urbanos.“A bicicleta é um modal de transporte que pode acessar as ruas com facilidade, estacionar em cima de calçadas, não precisa ter habilitação para conduzir e de alguma forma contribui para redução dos gastos com entregas, além de ser uma forma ecológica, produzindo entregas limpas e mais eficientes”, reforçou.
Ao longo de sua abordagem, Atilio Flegner falou sobre os modais de transportes, a capacidade deles e as melhorias que precisam ser feitas. O palestrante criticou a falta de gerenciamento e a redução de capacidade dos veículos, trazendo comparações sobre os projetos iniciais e as obras já concretizadas, principalmente com a chegadas das Olimpíadas. “Alguns modais, como os trens metropolitanos podem ser considerados legados pós-jogos olímpicos na cidade, pois está havendo o investimento neles. Mas certamente a oferta ainda é menor do que a necessidade da população”, disse.Atilio.
Fonte - Portogente  13/06/2016

quinta-feira, 26 de maio de 2016

São Paulo recebe encontro nacional de mobilidade por bicicleta e cicloativismo

Cliclismo

O maior encontro nacional de mobilidade por bicicleta e cicloativismo. Durante o feriado, o evento vai oferecer 160 atividades, incluindo palestras, oficinas, apresentações artísticas e prática esportiva, para adultos e crianças. A programação acontece na região central da capital paulista, concentrada no entorno do Teatro Municipal.

Camila Boehm
Repórter da Agência Brasil

Arantes Fábio / Secom SP
A cidade de São Paulo recebe, a partir de hoje (26) até domingo (29), o Bicicultura. O maior encontro nacional de mobilidade por bicicleta e cicloativismo. Durante o feriado, o evento vai oferecer 160 atividades, incluindo palestras, oficinas, apresentações artísticas e prática esportiva, para adultos e crianças. A programação acontece na região central da capital paulista, concentrada no entorno do Teatro Municipal.
Há atividades na Galeria Olido e na Praça das Artes, além de uma bicicletada e de visitas técnicas com a Companhia de Engenharia de Trafego (CET), que preparou três roteiros diferentes, um por dia, sempre das 16h às 17h30. Hoje será feito o roteiro Centro-Minhocão; na sexta (27) será roteiro na Avenida Paulista; e, no sábado (28), o roteiro Esportes.
Segundo a prefeitura, a reforma viária em curso na cidade, entre 2014 e 2015, resultou no aumento de 66% na quantidade de ciclistas circulando pela capital e a redução de 34% nos registros de mortes por acidentes envolvendo bicicletas. Dados divulgados pela prefeitura mostram que a cidade conta com 414,5 quilômetros de vias para ciclistas.
“O nosso sistema viário era um latifúndio improdutivo, que gerava morte e exclusão. Nós estamos fazendo uma reforma viária e estabelecendo democraticamente o que cabe a cada um. E as pessoas podem ser ao mesmo tempo ciclistas, pedestres, usuários de transporte individual e coletivo. Quando você regulamenta o uso do espaço viário, a convivência se facilita”, disse o prefeito Fernando Haddad na abertura do Bicicultura.
Idealizado e realizado pela União de Ciclistas do Brasil (UCB), Ciclocidade, Instituto CicloBr e Instituto Aromeiazero, o evento tem o objetivo de abrir espaço para o convívio, o compartilhamento de conhecimento e a formação de alianças entre ciclistas, cicloativistas, entusiastas e interessados na democratização urbana, na sustentabilidade ambiental e na qualidade de vida que a bicicleta proporciona.
A programação completa está no site bicicultura.org.br.
Fonte - Agência Brasil  26/05/2016

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

"Construir cidades para carros é um disparate", diz Mujica, no Uruguai

Mobilidade

Um brasileiro pedala na região de Montevidéu,o cicloativista brasileiro Marcelo Cajui registrou tudo no vídeo "Montevidéu em três voltas", incluindo um depoimento exclusivo que ele conseguiu com o ex-presidente José Pepe Mujica

Autor Mobilize
José Mujica durante a entrevistacréditos - Reprodução
O cicloativista brasileiro Marcelo Cajui percorreu uma série de atividades de bicicletas que acontecem em Montevidéu, Uruguai. Registrou tudo no vídeo "Montevidéu em três voltas", incluindo um depoimento exclusivo que ele conseguiu com o ex-presidente José Pepe Mujica
Cajui acompanhou uma bicicletada da "Masa Crítica", pedalou por estradas rurais na área oeste da capital uruguaia, pernoitou em uma Casa Aberta para Cicloturistas e chegou até o sítio onde reside o atual senador Mujica.
"Chegamos sem avisar, mas ele nos recebeu em sua casa e falou um pouco sobre a sua percepção com relação as bicicletas de hoje e de ontem", conta Marcelo Cajui. O depoimento é um manifesto contra o consumismo, a expansão desenfreada das cidades e o "disparate" de construir cidades para automóveis.
Fonte - Mobilize 22/02/2016



domingo, 21 de fevereiro de 2016

Mobilidade urbana e utilização da bicicleta é debatida em Fortaleza

Mobilidade

Mobilidade e estrutura são discutidas em capacitação.O encontro aconteceu na sede da Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste (AFBNB), no Benfica.Entre as atividades, divididas entre palestras e debates, o grupo abordou a legislação relacionada à bicicleta.

Diário do Nordeste
Entre as atividades da oficina, o grupo abordou a legislação
relacionada à bicicleta e à atual estrutura cicloviária da Capital
    foto - Fernanda Siebra
Discutir as políticas de mobilidade urbana e questões pertinentes a quem utiliza a bicicleta em Fortaleza foram alguns dos principais objetivos da primeira Oficina de Formação em Ciclomobilidade, realizada neste sábado (20) pela Associação de Ciclistas Urbanos de Fortaleza (Ciclovida). O encontro aconteceu na sede da Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste (AFBNB), no Benfica.
Entre as atividades, divididas entre palestras e debates, o grupo abordou a legislação relacionada à bicicleta. "Ainda existe dúvida sobre quais direitos e deveres do ciclista, os riscos, incertezas relacionadas tanto ao Código de Trânsito como sobre o que é um plano de mobilidade, quais as suas funções, qual a competência de cada órgão, como é que se deve fazer reclamação, então isso gera muita dúvida", aponta o presidente da Ciclovida, Phelipe Rabay.
Na avaliação do ciclo-ativista, as recentes iniciativas de estrutura cicloviária implantadas na Capital, como as ciclofaixas e a inserção das bicicletas nos projetos de mobilidade, tiveram um retorno muito positivo, apesar de ainda haver intervenções de infraestrutura excludentes desse modal. "Enquanto temos ações excelentes outras, como viadutos, túneis e rotatórias não têm solução para ciclistas e nem pedestres e, na verdade, funciona como não incentivo". Apesar do avanço, conforme aponta, as estruturas pecam em não beneficiar áreas mais periféricas e de maior risco. "Se você pega o mapa de acidentes e casa com o de ciclofaixas não bate. Aonde tem mais acidentes ainda não tem".
Contudo, outro ponto de destaque apontado pelo presidente da Ciclovida foi o Plano Diretor Cicloviário Integrado de Fortaleza (PDCI), que prevê mais de 300 km de estrutura voltada para a circulação de bicicletas. Além disso, ressalta que a relação entre motoristas e ciclistas vem melhorando a partir das discussões. "Quando se vê a estrutura e o debate você pelo menos vai lembrar que existe ciclista na rua". A expectativa, segundo ele, é que encontros de capacitação como esse passem a ocorrer uma vez a cada semestre.
Fonte - Diário do Nordeste  21/02/2016

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Sem preconceito os benefícios de ir de bike para o trabalho

Cliclismo

O principal problema enfrentado no uso da bicicleta como meio de transporte é a falta de respeito dos condutores motorizados.O uso da bicicleta evita perder tempo preso no trânsito e a procura de vaga para estacionar.

Por Talita Inaba
Portal do Trânsito

foto - ilustração
Não é novidade para ninguém que o trânsito em todas as cidades está um caos. A frota brasileira chegou a 41,5 milhões de automóveis em 2014, crescendo 3,7%, segundo os dados do Sindipeças (do Sindicato Nacional de Componentes para Veículos Automotores) no último ano. Por isso, muitas pessoas têm procurado opções de transporte alternativo, como por exemplo, a bicicleta.
De acordo com a Pesquisa Nacional sobre o Perfil do Ciclista Brasileiro, realizada pela Transporte Ativo, 88,1% dos entrevistados utilizam a bicicleta como meio de transporte para o trabalho.
Foram entrevistados 5012 ciclistas em dez cidades das diferentes regiões brasileiras: Aracaju, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Manaus, Niterói, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
Ainda segundo a pesquisa, 42,9% dos entrevistados diz que a principal motivação para começar a utilizar a bicicleta como meio de transporte é porque é mais rápido e prático, a maioria dos entrevistados costuma utilizar a bicicleta 5 vezes por semana, metade dos ciclistas reclamam da infraestrutura ciclo viária. Além disso, o principal problema enfrentado no uso da bicicleta como meio de transporte é a falta de respeito dos condutores motorizados.
A adesão das pessoas a bike ainda esbarra na questão da infraestrutura das cidades para o deslocamento, além da falta de respeito dos motoristas.
Segundo informações do governo, o Brasil tem hoje mais de 1,6 mil quilômetros de malha cicloviária. Brasília possui 440 quilômetros de cicloviária, o Rio de Janeiro possui 374 quilômetros e São Paulo, 290 quilômetros.
E olha que na produção de bicicletas, o Brasil é o terceiro maior produtor mundial, com uma média de 4,5 milhões por ano, de acordo com a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares.

Quais são os benefícios de ir de bike para o trabalho?
A Associação Transporte Ativo e o Mountain Bike BH elaboraram o Guia De bicicleta para o trabalho para você que ainda está na dúvida sobre pedalar. Confira as dicas:

Tempo
Quem pedala para o trabalho descobre que economiza tempo. Pode até ser mais rápido do que ir de carro. Além disso, o uso da bicicleta evita perder tempo preso no trânsito e à procura de vaga para estacionar. Como pedalar é um ótimo exercício, diminui a necessidade de se ter mais espaço na agenda diária para frequentar uma academia, por exemplo.

Economia
Após o investimento inicial na compra da bicicleta e dos equipamentos (tranca, capacete, luvas), pedalar passa a ser o modo mais barato de transporte na cidade. Além da economia de combustível, a manutenção de rotina custa muito menos que os gastos com um automóvel. E você mesmo pode aprender a dar conta de boa parte desta manutenção.

Boa forma e saúde
Exercitar-se é saudável – pergunte ao seu médico. Pedalar pode ser um ótimo exercício cardiovascular, além de proporcionar benefícios para a circulação e o tônus muscular de suas pernas. Andar de bicicleta é uma atividade física de baixo impacto, o que significa que é um bom exercício com baixo risco de lesões. Incluir exercícios em sua rotina diária o colocará em forma de modo mais fácil e prazeroso.

Bem-estar mental
Pedalar é diversão! Andando de bicicleta o sangue é melhor bombeado para o cérebro. Ao chegar ao trabalho, uma sensação de paz e tranquilidade invade sua mente. É a endorfina atuando muito mais enquanto você se exercita.

O argumento ecológico
Bicicletas não utilizam combustíveis fósseis, não aumentam o efeito estufa, não emitem poluentes como monóxido de carbono, não contribuem para os altos índices de problemas respiratórios e não poluem as águas. O combustível? É aquilo que você come no café da manhã. Com a matéria-prima necessária para fabricar apenas um carro, podem ser produzidas várias bicicletas.
Fonte - Portal do Trânsito  15/02/2016

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Pesquisa revela que maioria dos ciclistas usa bicicleta como transporte

Mobilidade

O levantamento revelou que 61,8% dos entrevistados usam a bicicleta como meio de transporte há menos de 5 anos e 26,4% dos ciclistas combinam o veículo com outro meio de transporte.Os números constam da pesquisa Perfil do Ciclista Brasileiro, produzida pelas organizações-não governamentais Observatório das Metrópoles e Transporte Ativo.

Da Agência Brasil
Arquivo/José Cruz/Agência Brasil
A maioria dos ciclistas de dez regiões metropolitanas do Brasil usa a bicicleta como transporte, para ir ao trabalho (88,1%) e pedala cinco dias ou mais por semana (71,6%). os números constam da pesquisa Perfil do Ciclista Brasileiro, produzida pelas organizações-não governamentais Observatório das Metrópoles e Transporte Ativo.
O levantamento revelou que 61,8% dos entrevistados usam a bicicleta como meio de transporte há menos de 5 anos e 26,4% dos ciclistas combinam o veículo com outro meio de transporte (ônibus e metrô). A maior parte (56,2%) leva entre 10 e 30 minutos em suas viagens, tem entre 25 e 34 anos de idade (34,3%) e renda entre um e dois salários mínimos (30%).
Inédita, a pesquisa, realizada entre agosto e setembro deste ano, informou renda, escolaridade, motivações e principais destinos e demandas de quem anda de bicicleta para deslocamentos. Mais de cinco mil ciclistas foram entrevistados nas cidades de Aracaju (SE), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Manaus (AM), Niterói (RJ), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP).
O trabalho indicou ainda que a principal motivação para começar a utilizar a bicicleta como modo de transporte urbano é a rapidez e praticidade (42,9%). Entre os pesquisados, 34,6% apontam a educação no trânsito como principal problema no dia a dia. Metade dos entrevistados afirmou que mais infraestrutura cicloviária daria motivação para pedalar mais.
Os dados foram apresentados hoje na sede do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em Brasília. Para Nilo Saccaro, da Coordenmação de Sustentabiliade do órgão, os números mostram que as cidades precisam cada vez mais dos ciclistas. “Não é uma questão ideológica. Percebemos que o transporte individual se esgotou. Não cabem mais carros nas ruas e nem mais ruas nas cidades.”
Renata Florentino, coordenadora da ONG Brasiliense Rodas da Paz, destacou que o uso das bicicletas como transporte não é mais esporádico. “As cidades brasileiras estão reféns de um modelo saturado, que é o do carro. As bicicletas surgem como alternativa pelo baixo custo e pelo tempo de deslocamento, que nunca foge ao controle.”
A pesquisa completa, com dados específicos de cada região, está disponível no site do Observatório das Cidades.
Fonte - Agência Brasil  08/12/2015

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Direito de ir e vir não é direito de dirigir, diz ativista em mobilidade urbana

Mobilidade

O diretor da Associação de Ciclistas Urbanos de São Paulo, Daniel Guth, defende o desestímulo ao uso do carro na cidade.Para ele, a instalação de vias exclusivas de ônibus na cidade, assim como para as bicicletas, a retirada de vagas de estacionamento para carros e o fechamento de rua aos veículos motorizados tem gerado nos motoristas o sentimento de perda de espaço e a falsa sensação da perda de direitos.

Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil
Mariana Gil/ WRI Brasil EMBARQ Brasil
Diretor da Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade), uma das entidades mais ativas na defesa do uso de bicicletas na capital paulista, Daniel Guth defendeu o desestímulo ao uso de veículos na cidade e o incremento a outros modais de transporte como a bicicleta e o transporte coletivo.
Para ele, a instalação de vias exclusivas de ônibus na cidade, assim como para as bicicletas, a retirada de vagas de estacionamento para carros e o fechamento de rua aos veículos motorizados tem gerado nos motoristas o sentimento de perda de espaço e a falsa sensação da perda de direitos.
“As pessoas estão confundindo o direito de ir e vir com o direito de dirigir. Não pode haver essa confusão. Quando não é permitido a você circular de carro, não está se cerceando o seu direito de ir e vir, você pode muito bem se deslocar, a pé, de bicicleta, de transporte público, uma série de outros modos de transporte. As pessoas confundem, muitas vezes, o direito constitucional de ir e vir com o direito de dirigir”, disse Guth, em entrevista à Agência Brasil, para marcar o Dia Nacional sem Carro, comemorado hoje (22).

A seguir, a íntegra da entrevista:
Agência Brasil: os modais bicicleta e carro não têm como se complementar sem que haja um enfrentamento entre as partes, como hoje vemos em São Paulo?
Daniel Guth: não é que existe um enfrentamento deliberado, do ponto de vista do discurso. Quando você tira uma faixa de estacionamento na rua e coloca uma ciclovia, os motoristas têm visto isso como enfrentamento. Mas isso não é enfrentamento, isso é só uma política de inclusão.
Quem se desloca de automóvel na cidade de São Paulo representa pouco menos de um terço da população, e esse um terço ocupa 80% da via pública. A via pública é para todos, não é só para o automóvel. Um único meio de transporte está ocupando 80% do espaço que é para todo mundo. Isso é chocante, isso é falta de equidade.
Quando você tira um pouco desse espaço para dar a outros modais, que têm tantos direitos ou mais, como diz a legislação, então as pessoas veem isso como enfrentamento. Mas isso tem a ver muito mais com um século de narrativa da indústria automobilística, da publicidade, do que efetivamente um enfrentamento na prática, como você citou.
Tem muito mais a ver com a sensação de perda de direitos que, na verdade, não são direitos, são privilégios. Estacionar na rua nunca foi um direito, sempre foi um privilégio, e um privilégio que a gente tem que aprender a abrir mão. Estacionar na via pública é uma privatização tosca do espaço público. Quando se retira estacionamentos, as pessoas sentem que perderam direito.
Há uma confusão entre direito de ir e vir e direito de dirigir. Não pode haver essa confusão. Quando não é permitido a você circular de carro, não está se cerceando o seu direito de ir e vir, você pode muito bem se deslocar, a pé, de bicicleta, de transporte público, uma série de outros modos de transporte. As pessoas confundem muitas vezes o direito constitucional de ir e vir com o direito de dirigir.
No caso do fechamento de ruas para carros, como ocorre na Avenida Paulista, o debate, em vez de ser feito no sentido de entender que esse espaço tem de ser devolvido às pessoas, que podem usufruir a avenida de outra maneira, as pessoas elas encaram isso como um enfrentamento, como se tivessem perdendo direitos. Isso tem a ver muito mais com uma análise subjetiva, social, cultural, do que com enfrentamento direto, um embate, uma acareação de ideias, de argumentos.

Agência Brasil: há muita resistência dos motoristas?
Guth: não há nenhuma medida de desestímulo ao uso do carro que não seja acompanhada de uma resistência dos motoristas. E não é falta de diálogo, não é falta de argumentos, não é falta de campanhas, é simplesmente o fato de que essas pessoas estão sentindo a perda de privilégios.
Todas as cidades do mundo que entenderam que o modelo “rodoviarista” tem um limite - há um ponto em que a cidade não anda mais porque não há sistema que comporte a quantidade de automóveis - passaram a criar medidas e políticas públicas que, de certa forma, criaram resistências porque tiveram que tirar espaço desse único modal que reinou nas cidades.
Nova York, Londres e Paris passaram por isso, Bogotá passou por isso, Buenos Aires tem passado por isso, a Cidade do México tem passado por isso, e não estou só falando de cidades europeias, estou falando de cidades vizinhas nossas. São Paulo tem de enfrentar isso com serenidade, com argumentação, porque não é uma questão de bicicleta contra o carro, transporte público contra o carro, não.
É uma questão de dar maior equidade àqueles que merecem ser incluídos, aqueles que sempre estiveram marginalizados, e isso significa obviamente tirar espaço do carro. Isso não é um enfrentamento, isso é um processo natural, que tem que acontecer.

Agência Brasil: em que medida o uso da bicicleta pode dar mais acesso à cidade e à cidadania?
Guth: a bicicleta é um veículo porta a porta. Você consegue sair da sua origem e chegar a seu destino com esse único meio de transporte. Isso dá autonomia, garante direito ao deslocamento. É um veículo econômico, não apenas porque é mais barato comprar uma bicicleta, mas também porque a manutenção é mínima, é com a sua própria energia que você vai se deslocar.
Ela não requer nenhuma outra mediação de combustível, a não ser a sua própria energia, o que também garante maior direito à cidade, uma vez que ela pode ser acessível a todos, todos que tenham condições físicas de utilizá-la. Outro elemento importante é a velocidade, a bicicleta traz um elemento importante para a relação com a cidade que é velocidade mais baixa.
Faz com que a pessoa tenha uma relação de maior troca, de maior diversidade de trocas com a cidade, seja com o comércio de rua, seja com as pessoas. Ao pedalar a uma média de 10 a 15 quilômetros por hora, você está muito mais afeito a consumir em uma loja, a parar para cumprimentar alguém, a conversar com as pessoas, a interagir com a cidade de outra maneira, coisa que com outros meios de transporte, no caso o carro, ônibus ou o metrô e trem, você não consegue fazer.
Há vários outros elementos, como promover a saúde, seja para a cidade seja para si mesmo, a sensação de pertencimento e de senso crítico da cidade, Todo mundo que passa a se deslocar de bicicleta naturalmente acaba tendo uma visão mais crítica sobre o meio urbano. Passa a sentir as agruras da cidade de uma maneira mais intensa, seja a violência do trânsito, sejam os cheiros, a falta de infraestrutura, a qualidade do asfalto, a feiura e a beleza da arquitetura. Ou seja, em cima de uma bicicleta você consegue perceber a sutileza dos elementos urbanísticos de maneira muito mais intensa, o que aguça o senso crítico.

Agência Brasil: hoje se comemora o Dia Mundial Sem Carro. Como você avalia as alternativas a esse meio de transporte em São Paulo?
Guth: é um dia de concentração de esforços para mostrar que outra cidade, do ponto de vista da mobilidade, é possível. São Paulo chegou a um esgotamento do modelo “carrocêntrico”, de só nortear as políticas de mobilidade em uma visão exclusivista nesse modelo “rodoviárista”. Um novo paradigma para a mobilidade urbana é necessário, e ele está em curso.
Nós temos o amparo bastante forte de legislações, sejam elas federais, estaduais ou municipais, que colocam a devida prioridade para a mobilidade urbana a partir do transporte coletivo, e depois dos modos ativos de transporte, que são majoritariamente a bicicleta e o pedestre.
Tendo esses marcos legais importantes, a gente entende que a cidade de São Paulo tem feito isso, talvez com um pouco mais de intensidade, e por isso tem gerado mais debates. [A cidade] tem passado a inverter a lógica que sempre foi vigente. E, necessariamente para isso, é preciso desestimular o uso do carro.
São Paulo tem tomado diversas medidas para desestimular o uso do carro, de maneira piloto. Mudanças que precisam ser feitas, como por exemplo a remoção de faixas de estacionamento nas ruas, a criação de mais infraestrutura cicloviária, a criação de corredores e faixas exclusivas de ônibus, a ampliação de calçadas, a retirada de vagas de estacionamento para ampliar as calçadas, para que quem queira caminhar a pé possa fazer isso com conforto e segurança.
O que o Poder Público faz ao dar prioridade ao transporte coletivo, aos modos ativos de transporte, não é nada mais do que seguir o que a legislação já manda. Então, não há nenhuma grande iluminação de um gestor, político ou prefeito. O que há é o cumprimento do que está na legislação. Que precisa ser intensificado.
Fonte - Agência Brasil  22/09/2015

sábado, 9 de maio de 2015

Paris pretende se tornar a nova capital mundial da bicicleta

Mobilidade

Após amplo planejamento, Paris vai duplicar as vias cicláveis, construir estacionamentos e financiar a compra de bicicletas.Antes da divulgação desse plano, o município realizou uma consulta com os cidadãos para saber quais são as expectativas sobre o uso da bicicleta como meio de transporte.

ArchDaily Brasil 
Autor -  Constanza Martínez
créditos - Divulgação
Duplicar a quantidade de ciclovias na cidade, estabelecer uma rede expressa, criar um fundo econômico de auxílio para a compra de uma bicicleta e construir 10 mil novas vagas de estacionamento para bicicletas são algumas das medidas do Plano de Bicicletas 2015-2010 apresentado recentemente pela Prefeitura de Paris e que pretende transformar a cidade na "capital mundial do ciclismo".
Embora hoje em dia esse "título" seja atribuído àquelas cidades em que mais da metade dos habitantes se desloca de bicicleta, como Amsterdã e Copenhague, um dos objetivos do plano parisiense é que a quantidade de pessoas que usam diariamente a bicicleta passe de 5% para 15% da população até 2020.

O plano
Antes da divulgação desse plano, o município realizou uma consulta com os cidadãos para saber quais são as expectativas sobre o uso da bicicleta como meio de transporte.
Dessa enquete, realizada em outubro do ano passado, participaram 7 mil pessoas, que apontaram para a necessidade de maior segurança nos percursos sobre duas rodas, segundo informa o secretário de Transporte e Espaço Público de Paris, Christophe Najdovski.
Após a conclusão dessa etapa, o plano começou a tomar forma, recebendo a injeção de 150 milhões de euros.

Infraestrutura
Entre as iniciativas propostas está a duplicação da quantidade de ciclovias na cidade, passando de 700 km a 1.400 km em apenas cinco anos. Essa medida, que propõe os novos trechos segregados dos automóveis, será complementada com a expansão do programa “París 30 km/h”, que pretende estabelecer regiões onde os automóveis só podem trafegar a, no máximo, 30km/h.
Soma-se a isso a mudança dos semáforos para ciclistas, que, em Zonas 30, permitirá que estes virem à direita mesmo com o sinal vermelho, desde que respeitem a preferência dos pedestres.
Também serão implementadas mais bici-boxes nos cruzamentos, isto é, áreas definidas para que os ciclistas tenham maior visibilidade enquanto estiverem esperando o semáforo abrir.
Uma das iniciativas mais abrangentes do plano é a construção da denominada Rede Expressa que prevê a construção de 80 quilômetros de ciclovias que conectarão a cidade nos sentidos norte-sul, leste-oeste e adjacente ao rio Sena.
Em relação aos estacionamentos, a meta é que em 2020 existam 10 mil novas vagas para bicicletas. Embora o estudo de demanda não tenha estabelecido os locais exatos desses novos estacionamentos, a ideia da prefeitura é construí-los nas proximidades das estações de trem, metrô e nas ruas.

Cultura ciclista
Uma nova estratégia que a prefeitura colocará à prova com o objetivo de fomentar a cultura ciclista na cidade é a criação de novos locais voltados para o uso da bicicleta, como centros de aprendizagem e oficinas para reparos mecânicos.
Por ouro lado, será destinado um fundo de 10 milhões de euros para ajudar financeiramente aqueles que queiram comprar uma bicicleta, comum ou elétrica, e não contem com recursos próprios.
Fonte - Mobilize  08/05/2015

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Prefeitura do Rio quer incentivar uso da bicicleta no trajeto para o trabalho

Mobilidade

Meio de transporte rápido e solução para escapar dos congestionamentos, as bicicletas podem ser alternativa para problemas de mobilidade na cidade do Rio de Janeiro 

Isabela Vieira 
Repórter da Agência Brasil 
Wilson Dias/Agência Brasil
A bicicleta pode ser o meio mais rápido de chegar ao trabalho e uma solução para escapar dos congestionamentos. Para incentivar mais pessoas a aderir à prática, uma série de ações de estímulo ao uso da biciicleta como meio de transporte marcará o Dia Mundial de Bicicleta ao Trabalho, na sexta-feira (8), no Rio de Janeiro.
A ideia é buscar alternativas para os problemas de mobilidade, que, além de melhorar o trânsito, promovem mais qualidade de vida.
As atividades fazem parte de uma agenda mundial, que se repetirá em várias cidades brasileiras. No Rio, em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, as organizações não governamentais Bike Anjo e Escola de Pedal promovem, a partir de hoje (4), palestras com dicas destinadas àqueles que querem ganhar confiança para enfrentar as movimentadas avenidas da cidade.
“O primeiro passo para ir de bicicleta ao trabalho é escolher uma rota. O ciclista tem de pegar vias menos movimentadas. Ou seja, escolher um roteiro para conquistar segurança”, orientou Ana Luiza Carboni, da Bike Anjo. Segundo ela, é preciso saber um pouco de direção defensiva.
“O ciclista deve ser assertivo, se impor na pista [e não ficar acuado no canto], gesticular e se comunicar com os demais motoristas”, acrescentou.
Para Ana Luiza, a desculpa de não ter vestiário ou bicicletário na empresa não deve impedir ninguém de andar de bicicleta. Como solução para evitar o suor excessivo no trajeto, no caso do Rio, ela sugere pedaladas mais lentas ou o conforto de um estacionamento pago.
Entusiasta das bicicletas, o secretário de Meio Ambiente, Altamirando Fernandes Moraes, que recentemente inaugurou, na sede administrativa da prefeitura, uma estrutura para que os ciclistas tomem banho e troquem de roupa, informou que tem ampliado ciclovias e estações onde é possível alugar uma bicicleta. O desafio é a integração com trens e o metrô, que ainda não permitem passageiros com bicicletas no horário comercial.
“A parceria com a Supervia [empresa que administra os trens] é muito boa. Temos vagas para bicicletas e local para encher pneus. A parceria foi muito boa. Aos sábados e domingos, está liberado o transporte de bicicletas nos trens. No metrô, a liberação inclui sábados, domingos e [o período] após 21h, o que é um avanço”, destacou Altamirando.
Quem usa a bicicleta de casa para o trabalho garante que a prática revigora. Antônio Nunes, consultor de informática, disse que não perde mais tempo procurando vagas e não tem mais o mesmo estresse no trânsito. “Os ônibus, táxis e motos ainda não se acostumaram às bicicletas, mas eles não têm outra opção a não ser nos aceitar”, explicou. “Quanto mais pessoas usando bicicletas por toda a cidade, mais os ciclistas serão notados e respeitados”, completou Nunes.
Para o secretário Altamirando Fernandes, a convivência respeitosa é a única solução para o trânsito. “Não teremos ciclovias em todas as ruas. Temos de baixar a velocidade [dos carros], como fizemos em Copacabana [para 30 quilômetros por hora nas ruas principais]. A bicicleta anda na pista e o carro espera o melhor momento para ultrapassar.”
Fonte - Agência Brasil  04/05/2015