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quarta-feira, 19 de maio de 2021

Ciclovia vai fomentar cicloturismo entre Bahia e Sergipe

Ciclismo  🚲

A iniciativa de ligar as duas capitais nordestinas fomentando o cicloturismo é bem vista pelo secretário de Turismo da Bahia, Fausto Franco, que participou da cerimônia, nesta terça-feira (18). De acordo com Fausto, a prática do cicloturismo é uma realidade em diversos destinos turísticos mundiais - especialmente na Europa
 
Da Redação
foto - Eloi Correa/GOV BA
Viajar de bicicleta entre Salvador e Aracaju será possível com a construção de uma ciclovia litorânea, lançada oficialmente pela Companhia do Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), em Brasília. A iniciativa de ligar as duas capitais nordestinas fomentando o cicloturismo é bem vista pelo secretário de Turismo da Bahia, Fausto Franco, que participou da cerimônia, nesta terça-feira (18). De acordo com Fausto, a prática do cicloturismo é uma realidade em diversos destinos turísticos mundiais - especialmente na Europa - e trazê-la para a Costa dos Coqueiros, zona turística baiana que segue até a divisa com Sergipe, vai proporcionar ricas experiências aos turistas e também oportunidades para geração de renda para a população local. "Quem fizer a visita terá a oportunidade de estar em contato com a exuberante natureza da região e também com a cultura local. Já os moradores das cidades margeadas pela rodovia e ciclovia terão a oportunidade de vender serviços e produtos típicos, incrementando a renda das comunidades", comemorou. Fausto destacou ainda que a Costa dos Coqueiros abriga o maior parque hoteleiro do estado e está em plena expansão. Recentemente, o deputado federal baiano Arthur Maia destinou à Codevasf o montante de R$ 1 milhão, fruto de emenda parlamentar, para a realização do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) da obra. A ação conta com a parceria do Ministério do Turismo. O passo posterior será a elaboração do projeto executivo.
Com informações da Seinfra BA  19/05/2021

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Competição reúne 700 ciclistas na Chapada Diamantina

Ciclismo  🚲

A prova terá largada às 8h de domingo (8), na Praça dos Garimpeiros, com premiação às 14h no mesmo local.A disputa, que vale pontos para o ranking estadual e tem pontuação máxima para o ranking nacional de XCM (categoria que mescla locais de terra, trilhas e asfalto), será uma competição mista. 

Da Redação 
foto - ilustração/Twiter
A partir desta sexta-feira (6), o município de Mucugê será o destino do mountain bike nacional. A 7ª edição do Desafio Mucugê de MTB vai reunir 700 ciclistas na região da Chapada Diamantina. A prova terá largada às 8h de domingo (8), na Praça dos Garimpeiros, com premiação às 14h no mesmo local.
A disputa, que vale pontos para o ranking estadual e tem pontuação máxima para o ranking nacional de XCM (categoria que mescla locais de terra, trilhas e asfalto), será uma competição mista. Participam homens e mulheres, com idades entre 14 e 70 anos da Bahia e outros cinco estados brasileiros. As categorias são oficiais e não oficias, fazendo um trajeto de 74 quilômetros e 36 quilômetros, respectivamente, pelas belas paisagens do município.
O calendário do evento terá início com um congresso técnico às 19h desta sexta-feira (6). No sábado (7) ocorrerá a entrega de kits para os atletas. Promovida pela Federação Bahiana de Ciclismo, juntamente com a Prefeitura Municipal e a Paraguaçu Eventos, a competição tem apoio financeiro do Governo do Estado, por meio da Superintendência dos Desportos (Sudesb), autarquia da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre),
Com informações da Secom BA  06/09/2019

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

No Dia do Ciclista, campanha alerta sobre uso seguro da bicicleta

Ciclismo  🚲

A campanha será desenvolvida até o fim deste mês.O presidente da Sbot, Moisés Cohen,lembrou que aumentou muito a prática do ciclismo nas grandes cidades, motivada pelo baixo custo, a rapidez, praticidade, saúde e preocupação ambiental. Por outro lado, pelo fato de as cidades, em sua maioria, não terem estrutura para o ciclismo e também porque as pessoas não têm orientações para entender a bicicleta como um esporte, a atividade pode acabar trazendo problemas.

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Wilson Dias/Agência Brasil
A Campanha Bicicleta Segura, da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (Sbot), chama a atenção para o Dia do Ciclista, comemorado nesta segunda-feira (19). O presidente da Sbot, Moisés Cohen, disse que a campanha visa a orientar as pessoas na prevenção de lesões em acidentes envolvendo bicicletas. Somente no ano passado, 11.741 brasileiros foram internados por envolvimento em acidentes com bicicleta, gerando custo superior a R$ 14 milhões ao Sistema Único de Saúde (SUS), informou Cohen. A campanha será desenvolvida até o fim deste mês.
Ele lembrou que aumentou muito a prática do ciclismo nas grandes cidades, motivada pelo baixo custo, a rapidez, praticidade, saúde e preocupação ambiental. Por outro lado, pelo fato de as cidades, em sua maioria, não terem estrutura para o ciclismo e também porque as pessoas não têm orientações para entender a bicicleta como um esporte, a atividade pode acabar trazendo problemas. O ciclista “deve estar paramentado, ou seja, com capacete, que é algo fundamental, e obedecer às regras”, disse o ortopedista.

Conscientização
“Acho que essa orientação, essa conscientização é importante, baseada no aumento das lesões que os ortopedistas têm encontrado”. Um trauma no crânio, como resultado de uma queda de bicicleta, por exemplo, pode representar risco para o ciclista. Moisés Cohen informou que as fraturas mais comuns quando o ciclista cai da bike são da clavícula, na região do ombro. “A articulação do ombro é aquela que é mais comprometida nas quedas. E a Sbot vive alertando para isso”.
Para evitar que fraturas e outras lesões aconteçam, a entidade recomenda que os ciclistas se protejam, tomem cuidado e andem em lugares adequados, com bicicletas também adequadas. “Acho que essa é uma campanha importante para a conscientização da população”, reforçou. A campanha é online e cada regional da Sbot tem liberdade para divulgá-la da forma que preferir.
Cohen alertou que não há no Brasil dados referentes a ciclistas que ficaram com sequelas irreparáveis e que, “muito provavelmente”, incluem traumas na cabeça, coluna, pernas e braços, que resultaram em afastamento do trabalho, perda da capacidade de realizar tarefas simples do dia a dia e, até mesmo, pedalar.
Segundo a Sbot, a cada dois dias, pelo menos um ciclista internado em hospital público de São Paulo morre vítima de acidente de trânsito. As principais causas de acidentes são embriaguez de motoristas de automóvel, desrespeito às leis de trânsito e bicicletas no mesmo espaço que outros veículos.

Motoristas
A campanha não se prende apenas ao ciclista. O presidente da Sbot ressaltou que, indiretamente, a campanha é mais importante para o motorista de automóveis, ônibus e caminhões, porque os acidentes graves que ocorrem nas cidades são principalmente causados por esses condutores de veículos. Os acidentes são de grande monta e, geralmente, ocorrem à noite, vitimando em especial ciclistas que pedalam em grupo. “Você tem os dois lados: o lado da queda casual e o lado dos acidentes que trazem, geralmente, consequências muito mais sérias”.
A campanha visa a estimular a população a agir com cidadania e segurança. Entre as recomendações feitas pela Sbot aos ciclistas estão o respeito às leis de trânsito; o uso das ciclovias; o cuidado ao passar por carros estacionados; a circulação sempre do lado direito da via, próximo ao meio-fio e no mesmo sentido dos veículos. Além disso, respeito, atenção e prevenção são palavras-chave para quem usa a bicicleta diariamente, lembra a entidade.
As dicas de segurança incluem equipamentos (usar sempre capacete, luvas e óculos); iluminação (usar sempre luz branca na frente e vermelha atrás); velocidade (andar em uma velocidade compatível à via); não ultrapassar o sinal vermelho; usar sempre calçados fechados para pedalar; e seguir a orientação ergonômica para evitar possíveis problemas no joelho.

Dia do Ciclista
O Dia do Ciclista é celebrado em 19 de agosto e homenageia o biólogo Pedro Davison, que morreu atropelado em 2006, em Brasília, aos 25 anos de idade, enquanto pedalava no Eixão Sul, via expressa da capital federal, que é fechada ao tráfego de veículos aos domingos para se transformar em área de lazer. A data entrou no calendário oficial do país. Sua aprovação tem o objetivo de estimular o uso da bicicleta, a cidadania e a mobilidade sustentável e plural, além de criar novas oportunidades para promover a educação para a paz no trânsito.
Fonte - Agência Brasil  19/08/2019

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Programa Bicicleta Brasil pode beneficiar economia, saúde e meio ambiente

Ciclismo  🚲

A proposta visa aumentar a construção de ciclovias, ciclofaixas e faixas compartilhadas; a implantação de aluguéis de bicicletas a baixo custo em terminais de transporte coletivo, centros comerciais e locais de grande fluxo; a construção de bicicletários nos terminais de transporte; a instalação de paraciclos ao longo das vias e estacionamentos apropriados; e a realização de campanhas de incentivo ao uso da bicicleta.

Agência Senado
foto - ilustração/arquivo
O presidente da República tem até o dia 5 de outubro para sancionar ou vetar o Programa Bicicleta Brasil (PBB), aprovado recentemente pelo Senado. O objetivo do programa (PLC 83/2017) é aumentar os investimentos no setor.
A proposta visa aumentar a construção de ciclovias, ciclofaixas e faixas compartilhadas; a implantação de aluguéis de bicicletas a baixo custo em terminais de transporte coletivo, centros comerciais e locais de grande fluxo; a construção de bicicletários nos terminais de transporte; a instalação de paraciclos ao longo das vias e estacionamentos apropriados; e a realização de campanhas de incentivo ao uso da bicicleta.
O PBB tem como base a reserva de 15% dos recursos arrecadados com as multas de trânsito em todo o país. Como o valor gira em torno de R$ 9 bilhões por ano, significa que o programa, se efetivado, terá um orçamento de ao menos R$ 1,3 bilhão anuais. O programa também deverá receber recursos da CIDE-Combustíveis (percentual a ser definido em regulamento), de repasses dos governos federal, estadual e municipal, de doações de organismos de cooperação internacionais ou nacionais, de empresas e até de pessoas físicas.
Durante sua tramitação no Congresso, o PBB teve o apoio oficial da União dos Ciclistas do Brasil (UCB) e da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Para estas entidades, o reforço ao uso das bicicletas poderá trazer importantes benefícios econômicos e sociais ao país.

Benefícios
Recentemente o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) publicou uma pesquisa relacionada ao uso da bicicleta em São Paulo, concluindo que a adesão da população paulistana ao uso da bicicleta resultaria numa economia de R$ 34 milhões por ano ao Sistema Único de Saúde (SUS). A economia viria da queda do número de internações por diabetes ou doenças circulatórias, com base em dados oficiais do setor hospitalar.
Os ciclistas já são responsáveis por uma redução de 3% na emissão de CO2 pelos meios de transporte paulistanos. O Cebrap ainda avalia que estas emissões podem cair até 18%, se for atingido todo o potencial ciclístico da cidade.
O Cebrap também demonstra que um paulistano que usa majoritariamente o transporte coletivo em seus deslocamentos pode economizar até R$ 140 por mês caso passe a priorizar a magrela. E para quem usa mais o carro particular, a economia pode chegar a até R$ 450 mensais.
Por fim, os cidadãos das classes C e D poderão economizar até 14% da renda mensal (R$ 214) caso incorporem a bike a seus dias úteis. E se todo o potencial ciclístico de São Paulo for aproveitado, haverá um acréscimo de R$ 870 milhões no PIB municipal em razão da economia de tempo nos deslocamentos.
Em julho a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) também lançou um estudo oficial sobre o tema, chamado A Economia da Bicicleta no Brasil .
O levantamento destaca, com base em números de 2016, que o Brasil contava à época com quase 6 mil lojas dedicadas ao comércio de bicicletas, peças e acessórios, empregando diretamente quase 14 mil trabalhadores. Mais de 76% das bicicletarias tinham até cinco funcionários e 22,4% delas empregavam apenas um. Uma das características principais do ramo, segundo a UFRJ, é justamente a tendência de se configurarem como lojas de pequeno porte. Cerca de 83% destes estabelecimentos optam pelo regime de tributação SIMPLES.
A pesquisa mostra ainda que o faturamento médio deste tipo de loja gira em torno de R$ 800 mil anuais e que 22% vendem entre R$ 50 e R$ 200 mil por ano. Outros 20% movimentam entre R$ 200 e R$ 500 mil anuais e apenas 1% dos estabelecimentos faturam mais que R$ 10 milhões.
Cerca de 36% destas lojas estão abertas há mais de 10 anos, enquanto outros 13% estão no mercado há mais de 30 anos. Chama a atenção, porém, que 18% estejam funcionando há menos de 2 anos.

Cicloativismo
A pesquisa detectou ainda 55 entidades dedicadas ao cicloativismo no país, que receberam R$ 5,1 milhões de financiamento público e privado, da venda de produtos e da promoção de eventos em 2016.
O levantamento também mostra que, entre 2007 e 2017, foram realizados 124 projetos de pesquisa centrados na bicicleta no país, ao custo de R$ 3,7 milhões.
Já com base em dados da Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC), a UFRJ mostra que foram realizados 203 eventos esportivos ligados à bicicleta no país em 2016.
Estas competições contaram com a participação de mais de 149 mil atletas e acompanhantes, que gastaram mais de R$ 46 milhões em hospedagem em cidades de todo o país, a maioria no interior. Já em 2017, somente cada etapa da Copa Internacional de Mountain Bike, realizada durante finais de semana, empregou 1.200 pessoas.
Fonte - Revista Amazônia  26/09/2018

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Economia da Bicicleta no Brasil apresenta um retrato preciso do setor em cinco dimensões

Ciclismo  🚲

O estudo se baseia em dados primários e secundários produzidos por órgãos do governo federal e institutos, como o IBGE, além de apresentar vários estudos de casos. A estrutura do estudo está dividida em cinco dimensões: Cadeia Produtiva, Políticas Públicas, Transportes, Atividades Afins e Benefícios. 

Portogente
Foto - ilustração/arquivo9
O levantamento, que levou pouco mais de um ano para ser concluído, mostra qual a participação da bicicleta na economia nacional e responde a perguntas como: quantos empregos o setor gera, quantas bicicletas, partes e peças são produzidas e importadas? Quantas lojas de bicicletarias existem no Brasil e qual o impacto do uso desse meio de transporte ativo no orçamento familiar? Quanto é investido em estrutura cicloviária, no País, ao longo de um ano?
"Nossa ideia com o estudo é, além de trazer um retrato preciso do setor, ajudar gestores públicos na tomada de decisões relacionadas ao uso da bicicleta, oferecer informações mais precisas à imprensa para divulgar e incentivar o uso desse meio de transporte, assim como pesquisadores da academia ganham suporte extra para estudar e aprofundar a interdisciplinaridade da bicicleta", explica Daniel Guth, coordenador de projetos da Aliança Bike e organizador deste estudo.
O estudo se baseia em dados primários e secundários produzidos por órgãos do governo federal e institutos, como o IBGE, além de apresentar vários estudos de casos. A estrutura do estudo está dividida em cinco dimensões: Cadeia Produtiva, Políticas Públicas, Transportes, Atividades Afins e Benefícios. Conta com 22 temáticas distribuídas nesses grupos, que mostram números inéditos sobre geração de empregos, exportações, ciclologística, cicloturismo, investimentos em produção científica, cicloativismo, entre outros.
Os dados mostram que em 2015, por exemplo, mais de cinco milhões de bicicletas e quase 70 milhões de peças e acessórios foram produzidas e importadas no País, gerando cerca de 25 mil empregos na fabricação, distribuição e comercialização de peças e serviços. A soma dos salários pagos em 2016 para todo setor de bicicleta alcança R$ 384 milhões/ano.
A pesquisa também revelou um panorama bastante abrangente de toda a malha cicloviária brasileira nas capitais, mostrando números de investimentos públicos. Embora São Paulo e Rio de Janeiro concentrem os maiores investimentos em infraestrutura (R$ 286 milhões e R$ 253 milhões, pela ordem) e também o maior número de ciclovias e ciclofaixas (498,40 Km em São Paulo e 441,10 km no Rio de Janeiro), o estudo revelou dados curiosos. Vitória é a capital que mais se destaca na implantação da malha cicloviária de acordo com a dimensão de seu território (R$ 287 mil/km2 de extensão terrestre contra R$ 211 mil/km2 do Rio de Janeiro) e Rio Branco é a cidade que mais investiu em estrutura cicloviária por habitantes (R$ 111,42 per capita contra R$ 25,47 per capita em São Paulo).
Outra temática importante levantada no estudo é como a bicicleta pode ser utilizada na esfera doméstica e comercial. No uso pessoal, foram analisadas 5 famílias de classes socioeconômicas diferentes, que usam a bicicleta como meio principal de transporte, alternativo ou apenas para lazer. Fazendo comparativos com relação a carros particulares, táxis e transporte público, podemos notar uma economia significativa ao final da análise: em uma das famílias entrevistadas, a economia pode chegar a R$13.824,00 (anuais) com a troca de ônibus pela bicicleta, por exemplo.
O estudo também se aprofundou na ciclologística como importante atividade econômica deste complexo econômico que chamamos de Economia da Bicicleta, Um estudo de caso realizado no bairro do Bom Retiro, em São Paulo, mostrou que ali são realizadas diariamente 2.349 entregas de bicicleta e triciclo. Os responsáveis pelos estabelecimentos dizem que a bicicleta é mais rápida e econômica, por isso, vem ganhando destaque na região.
Quando falamos de atividades afins, como cicloturismo e eventos esportivos, também temos números significativos sobre a movimentação que o esporte e o turismo trazem para as regiões que sediam. O circuito do Vale Europeu, por exemplo, recebe cerca de quatro mil cicloturistas todos os anos, movimentando pousadas, hotéis, lojas e restaurantes. Além de gerar renda a população local, é uma ótima maneira de manter as pessoas em seus territórios.
Outra vertente abordada no estudo mostrou o empreendedorismo em volta do universo da bicicleta, em que aplicativos, foodbikes, bikes cafés estão ganhando espaço nas cidades brasileiras, mostrando criatividade e inovação para o setor.
Finalizando o estudo, os dados apresentados são dos benefícios que o uso da bicicleta na sociedade traz como a redução da emissão de poluentes, afetando não só a questão da poluição e clima, mas também a saúde dos cidadãos. Os dados mostram, por exemplo, se a intensidade de uso da bicicleta no Rio de Janeiro fosse equivalente à de ônibus urbanos, a taxa de emissão total de CO seria de 41,9 kg/ano. Logo, o uso da bicicleta atualmente evita uma taxa de emissão total de CO correspondente a 41,9 kg/ano no Rio de Janeiro. Numa estimativa para o Brasil, essa taxa seria de 348.608 t/ano.
Fonte - Portogente  25/06/2018

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Mobilidade urbana - Procura por bicicletas seminovas e usadas está em alta

Ciclismo/Mobilidade  🚲 

Segundo um levantamento do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento), substituir o carro por bicicleta gera uma economia de aproximadamente R$ 451,00 por mês e de até 90 minutos livres a mais toda semana. 

Portogente
Portogente
Mais do que benefícios para a saúde, incluir a bicicleta como opção de mobilidade pode reduzir despesas e contribuir para mais tempo livre. Segundo um levantamento do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento), substituir o carro por bicicleta gera uma economia de aproximadamente R$ 451,00 por mês e de até 90 minutos livres a mais toda semana. A OLX percebe que esses atributos têm atraído cada vez mais a atenção das pessoas para uma mudança no estilo de vida: apenas no primeiro trimestre de 2018, foram mais de sete buscas e uma venda por minuto na categoria.
Os três primeiros meses do ano registraram mais de 99 mil vendedores de sucesso, um crescimento de 7,42% em relação ao mesmo período de 2017. A Caloi é a marca mais vendida, com 11,78%, ficando na frente da Monark (1,32%) e BMX (0,97%).
Dentre as principais cidades do Brasil, São Paulo - que desde dezembro de 2016 passou a ser a cidade com a maior malha cicloviária da América Latina, com 468 km de ciclovias e ciclofaixas - é a que apresenta o maior número de buscas por bikes na plataforma (18,58%). Na sequência aparecem o Rio de Janeiro (13,48%), Curitiba (9,87%), Brasília (9,13%) e Belo Horizonte (8,13%).
As buscas por bicicletas são amplas e incluem marcas, modelos e acessórios. Dentro desse contexto, a Caloi 10 é o modelo mais buscado, seguido da Monareta e da Viking X. Entre os acessórios, quadro, rodas/pneus e capacete estão entre os top-3.
Fonte - Portogente   07/06/2018

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

BMW revela ciclovia ‘Hyperloop’ com tubos elevados com controle climático

Ciclismo  🚲

Chamado Vision E3 Way e projetado em colaboração com a Universidade Tongji de Xangai , a ideia é criar tubos elevados que se conectem a centros de tráfego, áreas comerciais e estações de metro, acessados ​​por uma rampa com barreiras para controlar a quantidade de tráfego nos tubos. 

Revista Amazônia

Se você já tentou se deslocar via bicicleta, você sabe que tem vários perigos na via: portas que se abrem via de bicicleta, pedestres que saltam do nada, chuvas e etc. Agora imagine um tubo elevado que permite que os ciclistas se movam pela cidade em uma auto-estrada segura, com controle climático. A BMW quer que isso aconteça.
Chamado Vision E3 Way e projetado em colaboração com a Universidade Tongji de Xangai , a ideia é criar tubos elevados que se conectem a centros de tráfego, áreas comerciais e estações de metro, acessados ​​por uma rampa com barreiras para controlar a quantidade de tráfego nos tubos. Qualquer veículo de duas rodas de zero emissões é bem-vindo, e o clima seria controlado para que você possa se deslocar confortavelmente durante todo o ano.
O controle de iluminação e clima seria alimentado por uma série de painéis solares no telhado. Para incentivar os proprietários de automóveis a andar de bicicleta, as estações de aluguel seriam colocadas em toda a rede.
O sistema não só poderia melhorar a viagem para os ciclistas, mas a redução do congestionamento do tráfego e da poluição do ar poderá tornar a vida melhor para todos. “É o nosso Hyperloop”, disse Markus Seidel, chefe do BMW Technology Office China.
Fonte - Revista Amazônia  29/11/2017

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Porto Seguro(BA) recebe a oitava edição da Brasil Ride

Esporte  🚲

Ao todo, 1,5 mil ciclistas, de 22 países e 24 estados brasileiros vão participar da prova. A oitava edição da Brasil Ride terá sete etapas e os ciclistas irão pedalar 558,2 quilômetros, entre mar e montanhas. Com início e fim no Arraial d'Ajuda, a corrida passará ainda por Eunápolis, Itabela e Guaratinga.

Da Redação
foto - Ascom/Sudesb
A principal ultramaratona de mountain bike das Américas, a Brasil Ride, será realizada no domingo (22), em Porto Seguro, no extremo sul da Bahia. Ao todo, 1,5 mil ciclistas, de 22 países e 24 estados brasileiros vão participar da prova. A oitava edição da Brasil Ride terá sete etapas e os ciclistas irão pedalar 558,2 quilômetros, entre mar e montanhas. Com início e fim no Arraial d'Ajuda, a corrida passará ainda por Eunápolis, Itabela e Guaratinga.
Disputada sempre em equipes - duplas ou trios -, a prova terá as categorias feminino, mista, open, master (acima de 40 anos), grand master (acima de 50 anos), nelore (acima de 90 kg) e corporativa (três integrantes). Além das sete categorias, há também duas jersey especiais, a american man e a american ladies.
A Brasil Ride integra o calendário da Union Cycliste Internacionale (UCI) e tem a parceria do Governo do Estado, por meio da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia, autarquia vinculada à Secretaria Estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre).
No sábado (21), será disputada a Maratona dos Descobrimentos, e terá a participação de cerca mil ciclistas, nas classe S1 na UCI. A prova distribui aos campeões da open e da feminina 120 pontos no ranking mundial. Esta é a segunda vez que a competição Brasil Ride é realizada na Costa do Descobrimento. Nas edições anteriores, as provas aconteceram na Chapada Diamantina, entre os municípios de Mucugê e Rio de Contas.
Com informações da Secom Ba.  16/10/2017

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Fortaleza (CE) terá primeira ciclovia-modelo do Brasil

Ciclismo/Mobilidade  🚲

O projeto-piloto faz parte do Programa de Mobilidade de Baixo Carbono, elaborado após o Acordo de Paris, firmado pela comunidade internacional para combater as alterações climáticas no mundo, e o compromisso do Brasil de reduzir as emissões de carbono até 2030. Brasília, Belo Horizonte e São Paulo também fazem parte do programa e serão responsáveis pela elaboração do caderno técnico de referência em mobilidade por bicicleta.

Edwirges Nogueira
Correspondente da Agência Brasil
AntonioCruz/ABr
Os ciclistas de Fortaleza terão um novo espaço de trânsito na capital a partir de um projeto-piloto elaborado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Ministério das Cidades e a prefeitura da capital. A ciclovia-modelo, de 7 quilômetros, vai passar pelas avenidas Coronel Carvalho e Radialista José Lima Verde, no lado oeste da cidade, duas das mais movimentadas da região e que cortam quatro bairros.
O projeto-piloto faz parte do Programa de Mobilidade de Baixo Carbono, elaborado após o Acordo de Paris, firmado pela comunidade internacional para combater as alterações climáticas no mundo, e o compromisso do Brasil de reduzir as emissões de carbono até 2030. Brasília, Belo Horizonte e São Paulo também fazem parte do programa e serão responsáveis pela elaboração do caderno técnico de referência em mobilidade por bicicleta.
O estudante de biblioteconomia Ivan Ribeiro, de 35 anos, que pedala com frequência nas duas vias para ir ao trabalho, tem a bicicleta como principal meio de transporte na cidade. “Atualmente, há trechos dessas avenidas em que é relativamente tranquilo pedalar. Em outros, as pistas são estreitas, e é difícil dividir o espaço com os carros. Eu não me sinto totalmente seguro, pois esses trechos complicados são maioria.”
Fortaleza receberá a ciclovia-modelo por já ter uma ampla malha cicloviária, de 214 quilômetros, e contar com o Plano Diretor Cicloviário Integrado (PDCI). Atualmente, os dois programas de bicicletas compartilhadas ativos na cidade (o Bicicletar, que dá uma hora de uso gratuito, e o Bicicleta Compartilhada, que permite passar 14 horas com o veículo) disponibilizam aos ciclistas mais de mil unidades. Somente o Bicicletar registra mais de 1,5 milhão de viagens desde sua implantação, em 2014.
“Com esta ciclovia e o caderno técnico de referência, planeja-se criar um benchmark [processo de comparação de produtos, serviços e práticas empresariais], para todo o país, do planejamento e construção de uma ciclovia que promova a mobilidade urbana sustentável”, afirma Karisa Maia Ribeiro, especialista sênior em transportes do Banco Interamericano de Desenvolvimento.
Um dos critérios usados para escolher as avenidas que receberão a ciclovia-modelo foi a possibilidade de integração com outras ciclovias e ciclofaixas existentes na região. Segundo o coordenador de Gerenciamento de Programas e Projetos da Secretaria da Infraestrutura de Fortaleza, os 7 quilômetros do projeto-piloto vão se somar a cerca de 20 quilômetros da estrutura para trânsito de bicicletas já existente, integrando, inclusive, o trecho da orla da Avenida Vila do Mar, no litoral oeste de Fortaleza.
“Acreditamos que, com segurança e com toda essa infraestrutura instalada, as pessoas vão mudar sua forma de deslocamento, optando por veículos não motorizados. Isso é um movimento em todo o país e, com esse investimento, pensamos que estamos mudando uma realidade”, disse Daher.

Obra custará US$ 1,5 milhão
A construção da ciclovia-modelo vai custar US$ 1,5 milhão, e a obra deve começar em fevereiro do ano que vem. O projeto está sendo elaborado pela prefeitura da capital cearense em conjunto com uma consultoria especializada e vai passar ainda por consulta pública para receber sugestões da população.
Com a experiência de quem pedala nas avenidas, o estudante Ivan Ribeiro pergunta como vão ficaras muitas árvores que existem nessas vias. “Tem muitas árvores no canteiro central das avenidas. Eu me pergunto se vão tirá-las, pois sou contra a derrubada de árvores para fazer ciclofaixas." Ele disse que também é preocupante o fato de essas vias não serem tão largas. "Querendo, ou não, existe o debate de que se tira o espaço do carro. Isso incomoda os motoristas e acaba gerando conflitos no trânsito.”
André Daher, entretanto, observou que a experiência de Fortaleza e de outras cidades brasileiras em termos de convivência entre carros e bicicletas vai trazer, por meio do caderno técnico, deve contribuir para o surgimento de soluções que tornem as vias mais seguras e o convívio com entre os usuários, mais tranquilo.
“Aqui na cidade, por exemplo, temos muitas ciclovias na área periférica, mas não há em todas elas o nível de conflito que há nas avenidas escolhidas para o projeto-piloto, que ficam em uma área bastante adensada. Haverá soluções com o maior número de dispositivos para garantir a segurança do ciclista”, acrescentou Daher. Ele destacou o aumento da sinalização e as travessias sobre canteiros e passeios.
Para Karisa, a adequação das cidades, já muito estruturadas para os veículos motorizados, para receber a bicicleta como modal de transporte, ocorre exatamente por meio de iniciativas que beneficiam a população com alternativas de mobilidade. Ela disse que também são fundamentais para mudar a forma de locomoção das pessoas nas cidades a prioridade ao transporte não motorizado e ao transporte público coletivo e a capacitação e a disseminação do conhecimento sobre planejamento da mobilidade urbana de baixo carbono.
Lançada em julho deste ano, a Política de Desenvolvimento Urbano de Baixo Carbono de Fortaleza prevê redução de 20% Gás de Efeito Estufa (GEE) até 2030. A prefeitura estima que, desde 2012, a capital já conseguiu reduzir a emissão desses gases em 4%.
Fonte - Agência Brasil  10/08/2017

terça-feira, 9 de maio de 2017

Cyclobus o novo transporte escolar na França

Mobilidade  🚲

Criado por dois jovens franceses, o Cyclobus,é o novo jeito de ir para escola na França,e já está sendo usado por crianças na cidade de Houen,no norte do país.O veículo escolar possui 10 assentos de bicicleta e é movido a pedaladas,com uma pequena assistência elétrica. O Cyclobus  é conduzido por um adulto,responsável por passar com o "ônibus" na porta de cada estudante.O quadriciclo trafega à velocidade de 15 km/h e tem prioridade para circular em ciclovias e também em ruas exclusivas de pedestres na cidade.




imagem/YouTube

terça-feira, 4 de abril de 2017

Bicicletar Fortaleza atinge 1,5 milhão de viagens

Ciclismo  🚲

Os equipamentos já foram utilizados mais de 1.513.200 vezes desde dezembro de 2014, uma média de 2.600 viagens por dia durante a semana. Atualmente, a Capital conta com 800 bikes compartilhadas distribuídas em 80 estações.

Diário do Nordeste
foto - Kid Júnior/DN
A ocupação da cidade por ciclistas tem sido um fenômeno mais visível a cada dia em diversas vias e ciclofaixas da Capital. Além de grupos que utilizam a magrela como exercício físico e lazer, um dos projetos que potencializam o uso da bike em Fortaleza, o Bicicletar, ultrapassou, neste ano, 1,5 milhão de viagens desde quando foi implantado, em dezembro de 2014.
Segundo a Secretaria de Conservação e Serviços Públicos (SCSP), responsável pela implantação do sistema de bicicletas compartilhadas, os equipamentos já foram utilizados mais de 1.513.200 vezes desde dezembro de 2014, uma média de 2.600 viagens por dia durante a semana. Atualmente, a Capital conta com 800 bikes compartilhadas distribuídas em 80 estações.

Avaliação
Um levantamento feito pela SCSP apontou o Bicicletar como o sistema de compartilhamento mais utilizado do País, sendo avaliado por 88% dos usuários como "bom" ou "ótimo". Um dos problemas apontados por vários dos 160 mil usuários cadastrados, porém, é a pouca quantidade de estações em áreas periféricas, o que, de acordo com a Prefeitura, tem sido solucionado de forma gradual, com a expansão do sistema, considerando a distância mínima entre os pontos.
Fonte -  Diário do Nordeste  04/04/2017

domingo, 2 de abril de 2017

Ciclistas desenvolvem aplicativos para ajuda mútua

Ciclismo  🚲

Dois dos aplicativos, o Alerta Bike e o Bike Ajuda, desenvolvidos em Curitiba e em São Paulo, respectivamente, facilitam a cooperação entre os ciclistas vítimas de assaltos ou que estejam enfrentando uma quebra mecânica longe de casa.

Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/arquivo
Ciclistas de grandes cidades estão desenvolvendo aplicativos de smartphones para se ajudarem mutuamente diante do desafio de se deslocar de bicicleta nas metrópoles, em meio ao trânsito e, por vezes, enfrentando violência.
Dois dos aplicativos, o Alerta Bike e o Bike Ajuda, desenvolvidos em Curitiba e em São Paulo, respectivamente, facilitam a cooperação entre os ciclistas vítimas de assaltos ou que estejam enfrentando uma quebra mecânica longe de casa.
“Os ciclistas naturalmente cooperam entre si, se ajudam mesmo. Essa comunidade já existe, o aplicativo foi o modo de tentar otimizar isso”, disse o ciclista Daniel Moral, idealizador do Bike Ajuda.
Ele conta que teve a ideia de criar o aplicativo quando pedalava na ciclovia da avenida Faria Lima, na capital paulista. O pneu de sua bicicleta furou e ele estava atrasado para uma reunião. “Comecei a parar o pessoal, ver quem poderia me ajudar, e uma pessoa me ajudou, tinha lá remendo, tudo, e resolveu o meu problema. Naquela hora, eu pensei: precisa ter um formato, um mecanismo para eu conseguir automatizar isso.”
O Bike Ajuda desenvolvido por Daniel funciona da seguinte forma: quando o ciclista enfrenta um problema, como uma quebra mecânica, ele aciona o botão de emergência no aplicativo. O programa emite uma mensagem de socorro para todos os ciclistas que utilizam a ferramenta eletrônica e estejam nas proximidades do ocorrido.
“O GPS do celular localiza onde você está, informa sua localização e dispara a mensagem em um raio de cinco quilômetros para todos os ciclistas cadastrados que estiverem mais próximos. Ele vai encontrar algum ciclista, ou um mecânico profissional. O mecânico é o único que pode cobrar pelo serviço, o ciclista é voluntário”, explicou.
Caso nenhum ciclista ou mecânico seja encontrado, o Bike Ajuda, então, informa uma lista de oficinas de bicicletas das proximidades, em que se possa buscar socorro.
O aplicativo gratuito, disponível até o momento apenas para celulares da Apple, será lançado nos próximos meses também para o sistema Android. Em funcionamento desde outubro de 2016, a ferramenta tem sido utilizada, na maioria das vezes, para buscar socorro para ocorrências de pneu furado, e também para a localização de oficinas mais próximas.
“A gente já fez bastante ajuste, reforçamos a segurança. Quando a pessoa se cadastra, ela recebe um SMS com código de cadastro, confirma e-mail, CPF. Colocamos uma avaliação maior por conta de ter medo de ser uma pessoa de má-fé, e vá lá e roube uma bicicleta”.
O aplicativo também pode ser usado em caso de acidente ou de assaltos. Nesse caso, ele funciona como um atalho, e faz a ligação para o Samu ou para a Polícia Militar.

Bicicleta Recuperada
O professor e ciclista Jackson Luís Cunha, idealizador do Alerta Bike, desenvolveu o aplicativo devido ao alto índice de roubos de bicicletas em Curitiba. A ferramenta funciona de maneira similar ao Bike Ajuda, usando a rede de usuários para ajudar um ciclista em perigo.
“Eu desenvolvi, e usávamos entre amigos. Inclusive tivemos a felicidade, enquanto o aplicativo era beta [versão de teste], e só nós tínhamos, aconteceu um furto, e nós conseguimos localizar a bicicleta em menos de duas horas”, disse.
Objetivo do aplicativo é alertar instantaneamente as pessoas em caso de furto ou roubo. “As pessoas que têm o aplicativo recebem o alerta na hora, com a foto da bike, endereço do ocorrido, e até informações dos envolvidos do roubo”, afirmou Jackson.
No aplicativo gratuito, que já está disponível para Android, o ciclista registra, no momento do cadastro, fotos da bicicleta, e demais características. Caso ocorra um roubo ou furto, um alerta é emitido para os demais usuários com a foto, modelo da bicicleta, e o local. O alerta também pode ser compartilhado nas redes sociais, e ampliar a divulgação do ocorrido.
“As pessoas podem se comunicar, informar se viram sua bicicleta em alguma região. Existe um chat [bate-papo] dentro de cada ocorrência.”
Fonte - Agência Brasil  02/04/2017

quarta-feira, 29 de março de 2017

Procon/MA orienta sobre obrigatoriedade de bicicletário

Mobilidade  🚲

A destinação de estacionamento para bicicletas é obrigatória em instituições de ensino, estabelecimentos comerciais, bancários, hospitalares, aeroportos, rodoviárias e portos. A área destinada deve representar 3% de vagas destinadas aos automóveis.

Da redação
foto/Divulgação
A bicicleta tem se popularizado e se tornado uma alternativa para quem quer levar uma vida mais saudável, além de ser uma opção de transporte menos poluente. O que muitos adeptos desse meio não sabem, e o Instituto de Promoção e Defesa do Cidadão e Consumidor (Procon/MA) orienta, é que os estabelecimentos devem disponibilizar bicicletários em seus estacionamentos, segundo a Lei Estadual nº 10.196/2015.
A destinação de estacionamento para bicicletas é obrigatória em instituições de ensino, estabelecimentos comerciais, bancários, hospitalares, aeroportos, rodoviárias e portos. A área destinada deve representar 3% de vagas destinadas aos automóveis.
Ainda de acordo com a Lei, que está em vigor desde o dia 8 de janeiro de 2015, os bicicletários deverão ser franqueados a todos os clientes e usuários do estabelecimento, sem qualquer distinção.
O presidente do Procon, Duarte Júnior, alerta os consumidores sobre a exigência do seu direito. “Iremos fiscalizar os estabelecimentos e cobrar a disponibilização de bicicletários. É importante que o consumidor denuncie em nossos canais caso esse direito não seja respeitado”, afirma.
Em caso de descumprimento da lei, o estabelecimento será notificado para adotar as providências cabíveis, no prazo de setenta e duas horas sob pena de multa.
Com informações do Procom Maranhão 28/03/2017

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Malha cicloviária de Fortaleza cresce 39%

Ciclovias

A previsão é que Fortaleza esteja com 216 quilômetros até o fim de 2016, meta para o ano de 2020.A cidade conta hoje com 177,3 quilômetros de faixas exclusivas para bicicletas.São 89,2 quilômetros de ciclovias e 88,1 quilômetros de ciclofaixas

João Lima Neto - Repórter/DN
DN
O aumento de ciclovias, ciclofaixas e a instalação de estações de bikes integradas e compartilhadas incentivou a população a ocupar as vias. Para se ter dimensão, a Capital conta com 177,3 quilômetros de faixas exclusivas para bicicletas. Em comparação com igual período do ano passado, quando tínhamos apenas 127,5 km, calcula-se um aumento da malha em 39% neste ano.
Conforme dados da Secretaria de Conservação e Serviço Público (SCSP), ao final de 2012, Fortaleza tinha 72,9 quilômetros de infraestrutura cicloviária. Hoje, a Capital possui 89,2 quilômetros de ciclovias e 88,1 quilômetros de ciclofaixas. A previsão é de que Fortaleza esteja com 216 quilômetros de rede até o final de 2016, ou seja, quase chegando à meta estabelecida pelo Plano Diretor Cicloviário Integrado (PDCI) de 232 quilômetros para o ano de 2020.
Conforme o titular da SCSP, Luiz Alberto Sabóia, potencialmente, 1,1 milhão de pessoas deixaram de fazer viagens motorizadas para andar de bicicleta. De acordo com o titular da Pasta, faltam apenas 38km para atingir a meta. "O Plano Diretor Cicloviário de Fortaleza previa para a cidade uma meta de 524km. A cada cinco anos, tínhamos metas especificas. Em 2020, por exemplo, o objetivo era atingir 232km. Atualmente, já estamos chegando essa meta".
O gestor promete que um novo conjunto de ciclofaixas e ciclovias será entregue ainda em setembro no Jockey Clube, Bela Vista e José Walter. O vigilante Francisco Sérgio, morador do bairro Parque São José, utiliza a bicicleta integrada da Parangaba para realizar serviços técnicos no dia a dia. De manhã, percorre os bairros oferecendo serviço de pedreiro e reparo de instalações elétricas. Ele conta que aumentou o número de atendimentos graças ao trafego rápido obtido com a bicicleta integrada.
Mesmo com o aumento das rotas, 43 trechos ainda possuem menos de 1 km e regiões de grande concentração de pessoas como Vila Velha, Cristo Redentor, Pirambu, Quintino Cunha, Vicent Pinzon e Jardim Guanabara ainda não receberam nenhuma intervenção na introdução das vias para ciclista. A maioria das faixas de 0,1 a 11 km está situada na Aldeota, Papicu, Montese, Parquelândia, São Gerardo, Passaré e Bom Jardim.

Perfil
Sabóia explica que existem dois perfis de usuários que utilizam os serviços de bicicletas em praças e terminais. "A bicicleta compartilhada é utilizada para aqueles que procuram viagens mais curtas e precisam utilizá-la por um período mais curto do dia. Já a integrada são trabalhadores que buscam outras alternativas de chegar em casa".
Apesar do aumento da malha, parte dos ciclistas reclamam da falta de rotas em algumas regiões da Capital. Segundo o presidente da Associação dos Ciclistas Urbanos de Fortaleza Phelipe Rabay, regiões com cruzamentos de grande fluxo, como na Avenida José Bastos e Augusto dos Anjos, ainda necessitam de atenção. "Existe um gasto grande com construções de viadutos. Parte desses recursos poderiam muito bem fazer com que a meta de 216km fosse atingida", ressalta o presidente.
No último sábado (17), a Prefeitura de Fortaleza implantou cerca de 4,9 quilômetros de infraestrutura cicloviária no bairro Messejana (Regional VI), ligando a Avenida Frei Cirilo à CE-040, como parte da primeira etapa de binários e medidas de apoio a pedestres e ciclistas prevista para a região. Recentemente, também foram implantadas 4,1 km de ciclofaixas distribuídas na Avenida Domingos Olímpio e na nova Avenida Crisanto Moreira da Rocha, além de 11,5 quilômetros de infraestrutura cicloviária nas Regionais I, III e V, sendo cinco novas ciclofaixas no Bom Jardim, Conjunto Ceará, Panamericano e Jóquei Clube, além de ciclovia na Vila do Mar.
Atualmente, seguem em andamento a implantação de infraestruturas cicloviárias também em outras áreas da cidade, como na nova Avenida José Jatahy e nos bairros Jóquei Clube (Regional III) e Messejana (Regional VI). Também estão programadas mais ciclofaixas nas avenidas Monsenhor Carneiro da Cunha e Engenheiro Leal Lima Verde, além de novas infraestruturas cicloviárias nos bairros José Walter e Parangaba.
Fonte - Diário do Nordeste  27/09/2016

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Prefeitura de São Paulo pode pagar R$ 50 por mês por uso de bicicleta como transporte na cidade

Ciclismo

A matéria já foi encaminhada para sanção do prefeito Fernando Haddad e, caso, seja transformada em lei, permitirá aos ciclistas ou às pessoas que passem a fazer uso da bicicleta receber um resgate em dinheiro ou em crédito para utilização de serviços de uma rede credenciada. O beneficiário terá de comprovar o uso diário da bicicleta, informando o local e a distância percorrida e para isso deverá estar cadastrado ou comprar o bilhete único mensal.

Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Os vereadores da Câmara Municipal de São Paulo aprovaram, em segunda votação, na última quarta-feira (24), o projeto de lei que cria um subsídio aos cidadãos pelo uso da bicicleta como meio de transporte. Trata-se do Programa Bike, que estabelece o pagamento de R$ 50 mensais denominado de Bilhete Mobilidade.
A matéria já foi encaminhada para sanção do prefeito Fernando Haddad e, caso, seja transformada em lei, permitirá aos ciclistas ou às pessoas que passem a fazer uso da bicicleta receber um resgate em dinheiro ou em crédito para utilização de serviços de uma rede credenciada. O beneficiário terá de comprovar o uso diário da bicicleta, informando o local e a distância percorrida e para isso deverá estar cadastrado ou comprar o bilhete único mensal.
A ideia é que o beneficiário acumule créditos para depois receber em espécie ou em crédito. Os créditos poderão ser usados em serviços de manutenção, compra de peças e acessórios ou na troca da bicicleta usada por uma nova e no pagamento de serviços públicos, como conta de água, luz, locação de bicicletas.
O bilhete mobilidade refere-se ao texto substituto ao PL 147/2016, de autoria do vereador José Police Neto (PSD), que negociou a sugestão com a prefeitura antes de levar o tema para debate e submeter à avaliação em plenário. Segundo a assessoria do parlamentar, o texto passou por consulta pública pelo período de três meses, além de duas audiências públicas e três reuniões com cicloativistas e empresários do setor de bicicletas.
Segundo a assessoria do vereador, a prefeitura gasta em torno de R$ 2 bilhões por ano para bancar parte dos custos da tarifa do Bilhete Único e só consegue manter a tarifa a R$ 3,80 porque subsidia R$ 1,91 por viagem de cada usuário do sistema. Pelo raciocínio do vereador, ao estimular o uso de bicicletas para os deslocamentos rumo ao trabalho, à escola e outros locais, o executivo municipal estará reduzindo as despesas públicas.
Para o diretor da Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade), Daniel Guth, ainda é muito prematuro fazer qualquer avaliação a respeito, porque “o projeto é muito complexo”. Ele informou que participou das audiências públicas, mas falta saber como essa ideia será desenvolvida, na prática, caso a matéria venha a ser sancionada pelo prefeito Fernando Haddad.
“Tudo vai depender da regulamentação, porque o PL não detalha nada. Não sabemos como será a capacidade de o executivo fiscalizar sobre o percurso, se haverá recursos financeiros do poder público, se o controle ocorrerá por aplicativos, se dependerá do uso de smartphones. Ainda estamos tateando para entender [a medida]”, disse o diretor.
De acordo com o Guth, mais da metade das pessoas que usam a bicicleta para se deslocar até o local de trabalho têm renda mensal de até dois salários mínimos. Ele informou ainda que está em contato com a prefeitura para discutir a questão e para saber se a medida será frutífera ou não para a cidade de São Paulo.
Fonte - Agência Brasil  26/08/2016

quinta-feira, 26 de maio de 2016

São Paulo recebe encontro nacional de mobilidade por bicicleta e cicloativismo

Cliclismo

O maior encontro nacional de mobilidade por bicicleta e cicloativismo. Durante o feriado, o evento vai oferecer 160 atividades, incluindo palestras, oficinas, apresentações artísticas e prática esportiva, para adultos e crianças. A programação acontece na região central da capital paulista, concentrada no entorno do Teatro Municipal.

Camila Boehm
Repórter da Agência Brasil

Arantes Fábio / Secom SP
A cidade de São Paulo recebe, a partir de hoje (26) até domingo (29), o Bicicultura. O maior encontro nacional de mobilidade por bicicleta e cicloativismo. Durante o feriado, o evento vai oferecer 160 atividades, incluindo palestras, oficinas, apresentações artísticas e prática esportiva, para adultos e crianças. A programação acontece na região central da capital paulista, concentrada no entorno do Teatro Municipal.
Há atividades na Galeria Olido e na Praça das Artes, além de uma bicicletada e de visitas técnicas com a Companhia de Engenharia de Trafego (CET), que preparou três roteiros diferentes, um por dia, sempre das 16h às 17h30. Hoje será feito o roteiro Centro-Minhocão; na sexta (27) será roteiro na Avenida Paulista; e, no sábado (28), o roteiro Esportes.
Segundo a prefeitura, a reforma viária em curso na cidade, entre 2014 e 2015, resultou no aumento de 66% na quantidade de ciclistas circulando pela capital e a redução de 34% nos registros de mortes por acidentes envolvendo bicicletas. Dados divulgados pela prefeitura mostram que a cidade conta com 414,5 quilômetros de vias para ciclistas.
“O nosso sistema viário era um latifúndio improdutivo, que gerava morte e exclusão. Nós estamos fazendo uma reforma viária e estabelecendo democraticamente o que cabe a cada um. E as pessoas podem ser ao mesmo tempo ciclistas, pedestres, usuários de transporte individual e coletivo. Quando você regulamenta o uso do espaço viário, a convivência se facilita”, disse o prefeito Fernando Haddad na abertura do Bicicultura.
Idealizado e realizado pela União de Ciclistas do Brasil (UCB), Ciclocidade, Instituto CicloBr e Instituto Aromeiazero, o evento tem o objetivo de abrir espaço para o convívio, o compartilhamento de conhecimento e a formação de alianças entre ciclistas, cicloativistas, entusiastas e interessados na democratização urbana, na sustentabilidade ambiental e na qualidade de vida que a bicicleta proporciona.
A programação completa está no site bicicultura.org.br.
Fonte - Agência Brasil  26/05/2016

sábado, 7 de maio de 2016

Justiça do Rio determina interdição total da ciclovia Tim Maia

Ciclovia

Parte da ciclovia desabou após uma onda atingir a construção, causando a morte de duas pessoas que passavam no local.A decisão do juiz Marcelo Martins Evaristo da Silva, da 9ª Vara de Fazenda Pública da Capital, determinou que a prefeitura do Rio efetue a interdição total da ciclovia Tim Maia, que liga os bairros de São Conrado e Leblon, na zona sul

Douglas Corrêa
Repórter da Agência Brasil

Fernando Frazão/Agência Brasil
A Justiça do Rio determinou hoje (6) o fechamento total da ciclovia Tim Maia, em São Conrado, zona sul do Rio, onde, no dia 21 de abril, parte da estrutura de 20 metros desabou com a força das ondas, devido à ressaca do mar, e matou duas pessoas.
A decisão do juiz Marcelo Martins Evaristo da Silva, da 9ª Vara de Fazenda Pública da Capital, determinou que a prefeitura do Rio efetue a interdição total da ciclovia Tim Maia, que liga os bairros de São Conrado e Leblon, na zona sul. A medida vale até que seja juntado aos autos do processo o laudo que comprova a inexistência de risco de desabamento em outros pontos da pista.
No dia 21 de abril, parte da via desabou após uma onda atingir a construção, causando a morte de duas pessoas que passavam no local. Caso a decisão judicial seja descumprida, a multa diária será de R$ 5 mil.
Na sentença, o juiz Marcelo da Silva diz que “a interdição deve incidir sobre todo o trecho que interliga os bairros de São Conrado e Leblon, inclusive para evitar o risco de acidentes e atropelamentos de ciclistas e pedestres, que se veem obrigados a desviar de bloqueios, dividindo a Avenida Niemeyer com veículos e ônibus”.
O magistrado determina ainda que a medida deve perdurar até a juntada aos autos, pelo município, de laudo técnico que ateste a inexistência do risco de um novo episódio semelhante em outro ponto da ciclovia.
A decisão concede em parte antecipação de tutela em ação popular visando à impugnação dos contratos celebrados pelas partes. Os réus são a prefeitura do Rio, o prefeito Eduardo Paes, o Consórcio Contemat-Concrejato, a Concremat Engenharia e Tecnologia S/A, Marcello José Ferreira Carvalho, Ioannis Saliveros Neto e Hércules Bruno Neto.
A prefeitura do Rio informou que ainda não foi notificada da decisão e que desde o dia da queda de parte da estrutura, o trecho suspenso da ciclovia Tim Maia entre o Vidigal e a Praia de São Conrado está interditado e não tem previsão de ser liberado enquanto não terminarem às investigações.
Fonte - Agência Brasil  06/05/2016

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Mobilidade urbana e utilização da bicicleta é debatida em Fortaleza

Mobilidade

Mobilidade e estrutura são discutidas em capacitação.O encontro aconteceu na sede da Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste (AFBNB), no Benfica.Entre as atividades, divididas entre palestras e debates, o grupo abordou a legislação relacionada à bicicleta.

Diário do Nordeste
Entre as atividades da oficina, o grupo abordou a legislação
relacionada à bicicleta e à atual estrutura cicloviária da Capital
    foto - Fernanda Siebra
Discutir as políticas de mobilidade urbana e questões pertinentes a quem utiliza a bicicleta em Fortaleza foram alguns dos principais objetivos da primeira Oficina de Formação em Ciclomobilidade, realizada neste sábado (20) pela Associação de Ciclistas Urbanos de Fortaleza (Ciclovida). O encontro aconteceu na sede da Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste (AFBNB), no Benfica.
Entre as atividades, divididas entre palestras e debates, o grupo abordou a legislação relacionada à bicicleta. "Ainda existe dúvida sobre quais direitos e deveres do ciclista, os riscos, incertezas relacionadas tanto ao Código de Trânsito como sobre o que é um plano de mobilidade, quais as suas funções, qual a competência de cada órgão, como é que se deve fazer reclamação, então isso gera muita dúvida", aponta o presidente da Ciclovida, Phelipe Rabay.
Na avaliação do ciclo-ativista, as recentes iniciativas de estrutura cicloviária implantadas na Capital, como as ciclofaixas e a inserção das bicicletas nos projetos de mobilidade, tiveram um retorno muito positivo, apesar de ainda haver intervenções de infraestrutura excludentes desse modal. "Enquanto temos ações excelentes outras, como viadutos, túneis e rotatórias não têm solução para ciclistas e nem pedestres e, na verdade, funciona como não incentivo". Apesar do avanço, conforme aponta, as estruturas pecam em não beneficiar áreas mais periféricas e de maior risco. "Se você pega o mapa de acidentes e casa com o de ciclofaixas não bate. Aonde tem mais acidentes ainda não tem".
Contudo, outro ponto de destaque apontado pelo presidente da Ciclovida foi o Plano Diretor Cicloviário Integrado de Fortaleza (PDCI), que prevê mais de 300 km de estrutura voltada para a circulação de bicicletas. Além disso, ressalta que a relação entre motoristas e ciclistas vem melhorando a partir das discussões. "Quando se vê a estrutura e o debate você pelo menos vai lembrar que existe ciclista na rua". A expectativa, segundo ele, é que encontros de capacitação como esse passem a ocorrer uma vez a cada semestre.
Fonte - Diário do Nordeste  21/02/2016

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Sem preconceito os benefícios de ir de bike para o trabalho

Cliclismo

O principal problema enfrentado no uso da bicicleta como meio de transporte é a falta de respeito dos condutores motorizados.O uso da bicicleta evita perder tempo preso no trânsito e a procura de vaga para estacionar.

Por Talita Inaba
Portal do Trânsito

foto - ilustração
Não é novidade para ninguém que o trânsito em todas as cidades está um caos. A frota brasileira chegou a 41,5 milhões de automóveis em 2014, crescendo 3,7%, segundo os dados do Sindipeças (do Sindicato Nacional de Componentes para Veículos Automotores) no último ano. Por isso, muitas pessoas têm procurado opções de transporte alternativo, como por exemplo, a bicicleta.
De acordo com a Pesquisa Nacional sobre o Perfil do Ciclista Brasileiro, realizada pela Transporte Ativo, 88,1% dos entrevistados utilizam a bicicleta como meio de transporte para o trabalho.
Foram entrevistados 5012 ciclistas em dez cidades das diferentes regiões brasileiras: Aracaju, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Manaus, Niterói, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
Ainda segundo a pesquisa, 42,9% dos entrevistados diz que a principal motivação para começar a utilizar a bicicleta como meio de transporte é porque é mais rápido e prático, a maioria dos entrevistados costuma utilizar a bicicleta 5 vezes por semana, metade dos ciclistas reclamam da infraestrutura ciclo viária. Além disso, o principal problema enfrentado no uso da bicicleta como meio de transporte é a falta de respeito dos condutores motorizados.
A adesão das pessoas a bike ainda esbarra na questão da infraestrutura das cidades para o deslocamento, além da falta de respeito dos motoristas.
Segundo informações do governo, o Brasil tem hoje mais de 1,6 mil quilômetros de malha cicloviária. Brasília possui 440 quilômetros de cicloviária, o Rio de Janeiro possui 374 quilômetros e São Paulo, 290 quilômetros.
E olha que na produção de bicicletas, o Brasil é o terceiro maior produtor mundial, com uma média de 4,5 milhões por ano, de acordo com a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares.

Quais são os benefícios de ir de bike para o trabalho?
A Associação Transporte Ativo e o Mountain Bike BH elaboraram o Guia De bicicleta para o trabalho para você que ainda está na dúvida sobre pedalar. Confira as dicas:

Tempo
Quem pedala para o trabalho descobre que economiza tempo. Pode até ser mais rápido do que ir de carro. Além disso, o uso da bicicleta evita perder tempo preso no trânsito e à procura de vaga para estacionar. Como pedalar é um ótimo exercício, diminui a necessidade de se ter mais espaço na agenda diária para frequentar uma academia, por exemplo.

Economia
Após o investimento inicial na compra da bicicleta e dos equipamentos (tranca, capacete, luvas), pedalar passa a ser o modo mais barato de transporte na cidade. Além da economia de combustível, a manutenção de rotina custa muito menos que os gastos com um automóvel. E você mesmo pode aprender a dar conta de boa parte desta manutenção.

Boa forma e saúde
Exercitar-se é saudável – pergunte ao seu médico. Pedalar pode ser um ótimo exercício cardiovascular, além de proporcionar benefícios para a circulação e o tônus muscular de suas pernas. Andar de bicicleta é uma atividade física de baixo impacto, o que significa que é um bom exercício com baixo risco de lesões. Incluir exercícios em sua rotina diária o colocará em forma de modo mais fácil e prazeroso.

Bem-estar mental
Pedalar é diversão! Andando de bicicleta o sangue é melhor bombeado para o cérebro. Ao chegar ao trabalho, uma sensação de paz e tranquilidade invade sua mente. É a endorfina atuando muito mais enquanto você se exercita.

O argumento ecológico
Bicicletas não utilizam combustíveis fósseis, não aumentam o efeito estufa, não emitem poluentes como monóxido de carbono, não contribuem para os altos índices de problemas respiratórios e não poluem as águas. O combustível? É aquilo que você come no café da manhã. Com a matéria-prima necessária para fabricar apenas um carro, podem ser produzidas várias bicicletas.
Fonte - Portal do Trânsito  15/02/2016

domingo, 17 de janeiro de 2016

Rio inaugura ciclovia ao longo do costão rochoso da Avenida Niemeyer

Ciclismo

A ciclovia conta tem 3,9 km e liga o Leblon a São Conrado.O prefeito Eduardo Paes entregou à população a ciclovia da Avenida Niemeyer, ligando os bairros do Leblon e São Conrado, na zona sul, numa extensão de 3,9 km, com vista total para o mar, que já começou a ser percorrida por cariocas e turistas.

Paulo Virgílio
Repórter da Agência Brasil

Tomaz Silva/Agência Brasil
A partir de hoje (17), mais um trecho da orla oceânica do Rio de Janeiro já pode ser percorrido com segurança pelos ciclistas. O prefeito Eduardo Paes entregou à população a ciclovia da Avenida Niemeyer, ligando os bairros do Leblon e São Conrado, na zona sul, numa extensão de 3,9 km, com vista total para o mar, que já começou a ser percorrida por cariocas e turistas.
De carona em um triciclo elétrico, já que se recupera de um acidente no pé, Paes percorreu a pista construída sobre o costão rochoso da Niemeyer e batizada de Ciclovia Tim Maia, numa homenagem ao cantor e compositor, falecido em 1998, que enalteceu a orla carioca em sua música Do Leme ao Pontal. As obras foram iniciadas em junho de 2014 e duraram um ano e seis meses.
Placa de inauguração Ciclovia Tim Maia
Tomaz Silva/Agência Brasil
De acordo com a prefeitura, ainda neste semestre, com a inauguração do trecho que liga São Conrado à Barra da Tijuca, pelo Elevado do Joá, será possível seguir do Centro à Grumari, na zona oeste, ao longo de ciclovias sem interrupções. Da região central da cidade ao Leblon, já existem há anos as ciclovias, o mesmo ocorrendo da Barra ao Recreio dos Bandeirantes.
Proprietário de uma farmácia homeopática em São Conrado e morador em Botafogo, o farmacêutico Gian Paulo Bonaccorsi ficou feliz com a nova ciclovia. “Acabei de estrear. Fui a pé e voltei de bicicleta'', contou.
Segundo ele, a ciclovia “representa um momento histórico para a inserção do bairro na cidade, que vai se concretizar com o metrô. São Conrado tem o estigma de um bairro de passagem”, disse o farmacêutico. “Tenho clientes no Vidigal e agora eles poderão ir de bicicleta à minha farmácia”, espera Bonaccorsi.
O prefeito do Rio, Eduardo Paes passeia em triciclo
pela Ciclovia Tim Maia no dia de sua inauguração
Tomaz Silva/Agência Brasil
Cidade que detém a maior malha cicloviária urbana da América Latina, o Rio de Janeiro passa contabilizar 438,9 km com a inauguração da Ciclovia Tim Maia. A meta da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, à qual está vinculado o programa da prefeitura Rio capital da bicicleta, é alcançar 450 km até o fim de 2016, 300 km a mais do que havia em 2009.
Segundo a secretaria, a cidade conta hoje com 2.500 bicicletários, o que corresponde a 5 mil vagas, disponíveis nas estações do BRT, do metrô, dos trens e barcas, nas rodoviárias e em vias públicas. Os bicicletários permitem que o usuário e siga o seu trajeto em um transporte coletivo, evitando assim o uso do carro.
A cada dia, são registradas mais de 2 milhões de viagens bicicleta na cidade, número que inclui o uso do veículo por parte do comércio, na realização de entregas domiciliares e prestações de serviço. Veículo não poluente, a bicicleta já representa 5% do total dos meios de transporte no Rio de Janeiro.
Apesar de extensa, a malha cicloviária ainda não satisfaz plenamente a população carioca. É o que aponta a última edição da Pesquisa de Percepção, realizada a cada dois anos pela ONG Rio Como Vamos.
Ciclistas, cariocas e turistas desfrutam da nova
ciclovia - Tomaz Silva/Agência Brasil
De acordo com a pesquisa, 45% dos cariocas ouvidos destacaram a construção de mais ciclovias como fundamental para se usar mais a bicicleta. A maior preocupação apontada na pesquisa, no entanto, foi com relação à segurança dos ciclistas.
É o que querem mais da metade (51%) dos moradores ouvidos no estudo. De fato, dados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), órgão da Secretaria Estadual de Segurança, referentes ao período de setembro a novembro de 2015, mostram que foram registrados 260 roubos e furtos de bicicletas na cidade.
Fonte - Agência Brasil  17/01/2016