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quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Rússia irá se basear em modêlo de cidades europeias para diminuir congestionamentos

Mobilidade 🚄 🚉

Os planos estão descritos em um projeto de lei apresentado pelo Ministério dos Transporte ao governo e que recebeu aprovação preliminar em 31 de outubro.Além de diminuir o número de veículos nas vias,o transporte alternativo,que inclui metrôs,monotrilho,teleféricos e funiculares, ajudará a melhorar a qualidade do ar nas cidades,uma vez que dependem sobretudo de energia elétrica para operar.

Kira Egorova e
Ekaterina Górlitsina - Gazeta Russa

Rodoanel de Moscou  foto - Maksim Blinov/RIA Nôvosti
Em um esforço para combater engarrafamentos nas grandes cidades russas, as autoridades federais pretendem desenvolver formas de transporte público que não dependam de ruas e estradas.
Os planos estão descritos em um projeto de lei apresentado pelo Ministério dos Transporte ao governo e que recebeu aprovação preliminar em 31 de outubro.
Além de diminuir o número de veículos nas vias, o transporte alternativo, que inclui metrôs, monotrilho, teleféricos e funiculares, ajudará a melhorar a qualidade do ar nas cidades, uma vez que dependem sobretudo de energia elétrica para operar.
A pasta dos Transportes planeja também integrar os vários sistemas de transporte em uma única rede por meio da sincronização de horários, da aplicação de bilhete único e da fácil circulação entre as várias estações.

De olho na Europa

Embora a proposta seja bem-sucedida, seu sucesso dependerá do estudo de sistemas semelhantes em outras cidades, avaliam urbanistas russos.
“Os responsáveis pelo desenvolvimento de sistemas de transporte alternativos na Rússia devem aproveitar a experiência das principais cidades europeias, como Londres, Frankfurt e Paris”, diz Irina Irbitskaia, da Academia Presidencial da Economia Nacional e Administração Pública.

Acima Metrô de Paris/abaixo Anel Central de Moscou 
foto - Alamy/Agência Moskva
Segundo a arquiteta, o monotrilho de Tóquio e os trens de levitação magnética do aeroporto de Xangai seriam irrelevantes na Rússia, já que a densidade populacional nas regiões da Ásia é significativamente maior do que nas cidades russas.
A prefeitura de Moscou, por exemplo, estudou a experiência europeia na integração de diferentes sistemas de transporte durante o desenvolvimento do recém-inaugurado Anel Central da capital, um análogo do alemão S-Bahn e do francês RER.
Nos dois primeiros meses de operação, o Anel Central de Moscou já transportou 12,5 milhões de passageiros, e o tráfego no novo sistema continua a crescer, segundo Iúlia Baranovskaia, assessora de imprensa do Departamento de Transportes de Moscou. “Outras cidades russas podem se beneficiar da nossa experiência, pois as emendas necessárias à lei federal foram feitas, e um precedente foi criado”, diz Baranovskaia.
O desenvolvimento do transporte alternativo nas cidades russas irá, porém, enfrentar problemas de financiamento, alerta Mikhail Blinkin, diretor do Instituto de Economia de Transporte e Política de Transporte na Escola Superior de Economia.
Apesar disso, Irbitskaia garante que a questão financeira poderia ser resolvida também com base na experiência europeia, onde a construção de um complexo de transporte envolve o apoio do Estado e de empresas privadas e moradores locais. “Tais programas têm sido utilizados no Reino Unido, Alemanha e França”, afirma.

Metrô versus bonde
O projeto de lei poderá também dar novo fôlego para projetos adiados que estipulavam a construção de linhas de metrô em cidades como Vladivostok, Omsk, Krasnoiarsk, Tcheliabinsk, Rostov-no-Don e Perm.
Três dessas localidades – Rostov-no-Don, Omsk e Krasnoiarsk – figuram no ranking das 10 principais cidades russas com as vias mais movimentadas, de acordo com a análise do serviço Yandex.Probki, que registra os engarrafamentos.
Porém, segundo Blinkin, no caso dessas cidades, os populares sistemas de bonde na Europa seriam mais viáveis do que os metrôs. “Construir esses sistemas de trilho leve é ​​mais barato e fácil do que construir linhas e estações de metrô”, defende.

Acima Metrô em Kazan/Abaixo Bonde em Roma
foto - Ígor Aleiev/TASS; AFP/East News
“O metrô é necessário em cidades com mais de 2 milhões de habitantes, e existem só duas dessas cidades na Rússia hoje: Moscou e São Petersburgo”, continua Blinkin.
Para reforçar o seu ponto, o especialista cita o exemplo de Kazan (800 km a leste de Moscou). Apesar de a cidade ter 1,1 milhões de habitantes, o volume de passageiros no metrô local, que foi concluído em 2005, permanece muito baixo.

Transporte nas alturas
Embora os teleféricos não possam competir com os meios de transporte terrestres em termos de capacidade de transporte, esse meio de locomoção já está começando a ser utilizado na Rússia como um substituto para pontes.
Sistemas de teleféricos foram construídos em regiões onde as autoridades não conseguem atrair investimentos para projetos de infraestrutura.

Acima Teleférico em Níjni Novgorod
Abaixo China 
foto -  Lori/Legion-Media; Vostock-Photo
Em 2012, a cidade siberiana de Níjni Novgorod construiu o primeiro sistema de teleférico do país para o tráfego regular de passageiros.
O projeto funcionou como um substituto para uma ponte de alto custo sobre o rio Volga. O trajeto de 800 metros conecta a cidade à vizinha Bor, e o transporte é usado, em média, por 1,8 milhões de passageiros ao ano.
Em setembro passado também foi iniciada a construção de um teleférico de quase 10 km entre a cidade russa de Blagoveschensk e a chinesa Heihe através do rio Amur, no Extremo Oriente russos.
As autoridades de ambos os países haviam discutido um projeto para construir uma ponte entre as cidades, mas decidiram, em 2015, substituir os planos pelo teleférico. Estima-se que até 6 milhões de pessoas por ano usarão o novo sistema.
Fonte - Gazeta Russa  23/11/2016

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Ônibus quebram e deixam trânsito lento em Salvador

Salvador/Transito

Ônibus quebram prejudicam passageiros e causam transtornos no caótico transito de Salvador

A Tarde
Da Redação
foto - ilustração/Pregopontocom
Quatro ônibus quebrados complicaram o trânsito em alguns pontos de Salvador, na manhã desta segunda-feira, 12. Foram dois veículos da Expresso Vitória, um da Axé Transportes Urbanos e um da empresa de Transportes Dois de Julho.
De acordo com a Superintendência de Trânsito e Transporte de Salvador (Transalvador), os principais locais de retenção foram nas avenidas Afrânio Peixoto (Suburbana), Dorival Caymmi (Itapuã) e Jequitaia (Cidade Baixa).
Os veículos já foram retirados do local e a pista liberada. O órgão de trânsito não registrou outros pontos de congestionamento na cidade até as 10h20
Fonte - A Tarde  12/01/2014

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Acidentes e ônibus quebrado congestionam trânsito em Salvador

Salvador

Salvador travada na manhã dessa quarta feira (5) em virtude de acidentes em vários locais da cidade

A Tarde
Da Redenção 
Magno Brandão De Castro‎ - FB
O trânsito está congestionado em vários pontos de Salvador na manhã desta quarta-feira, 5. De acordo com a Superintendência de Trânsito e Transporte (Transalvador), o engarrafamento é reflexo de acidentes e veículos quebrados.
Um micro-ônibus bateu em um poste na avenida Juracy Magalhães, deixando um ferido. A pista ficou suja de óleo e vidro, o que dificultou a circulação no local. Foi realizada limpeza da via, mas o congestionamento ainda atinge outras regiões de Salvador.
Um carro e um ônibus colidiram na Orla na altura do Aeroclube, sentido Pituba. Um ônibus também quebrou na Cardeal da Silva.
Por conta dessas ocorrências, os motoristas enfrentam retenção na Paralela, ACM, Magalhães Neto, Bonocô, Costa Azul e Juracy Magalhães.
Fonte - A Tarde  05/11/2014

domingo, 11 de maio de 2014

Devagar, quase parando: trânsito de Fortaleza caminha para colapso

Mobilidade

Em 2012, nos horários de pico, a velocidade média nas principais vias era de 20km/hora; hoje, não passa de 12km - A preocupação não é para menos. Em números relativos a março desse ano, segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), 919,7 mil veículos circulam diariamente pelas 6.200 ruas e avenidas da cidade.

Lêda Gonçalves
Repórter - DN 
Fortalezenses enfrentam congestionamentos diários
Foto - José Leomar
Não foi por acaso que na última quarta-feira, dia 30, o trânsito de Fortaleza quase parou devido aos congestionamentos e alguns acidentes em avenidas como a Padre Antônio Tomás. De acordo com estudiosos da área, reconhecido, inclusive pelo poder público, o ritmo lento das ações para dar mais agilidade à mobilidade perde feio para a velocidade de fórmula um com que a frota de veículos cresce na cidade. Se o cenário não mudar, alertam especialistas, Fortaleza corre o risco de parar nos próximos cinco anos. Será o colapso total.
A preocupação não é para menos. Em números relativos a março desse ano, segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), 919,7 mil veículos circulam diariamente pelas 6.200 ruas e avenidas da cidade. São 516,3 mil carros e mais 233 mil motos. Com essa frota, Fortaleza lidera o ranking entre as capitais nordestinas e ocupa a sétima posição no Brasil em número de veículos. Os números revelam que há quase um carro para cada quatro habitantes na Capital.
E não para por aí. Segundo dados da empresa paulista IPC Marketing, o Ceará possui mais veículos do que domicílios. Nesse quesito, o Estado também lidera no Nordeste. Sendo que Fortaleza possui quase dois terços da frota total cearense. Somente nos três primeiros meses desse ano, 42,9 mil veículos foram implantados no Estado - 18,8 mil na Capital - de acordo com o Detran/CE. Foram mais de 40 mil novos motoristas com habilitação no ano passado. Em dez anos - entre 2003 e 2013 - a frota da Capital aumentou 113,2%, saltando de 422,4 mil para 900,9 mil veículos.
Circular por Fortaleza, seja de carrão do ano, de fusquinha, ônibus, bicicleta e até moto, virou exercício de paciência. Se a velocidade média nas ruas, entre 2010 e 2012, já era de 20 km por hora, nos momentos de pico - entre 7 e 9 horas e 17h30 e 20 horas - atualmente ela não ultrapassa de 12km/h, sendo que o horário de pico também ampliou. Agora, a pessoa sai de casa mais cedo e enfrenta congestionamentos a partir das 6h30 e em qualquer horário do dia e noite até às 21 horas. "É um sufoco diário. Se antes saia às 7 horas, agora tenho que sair no máximo até às 6h20min, senão corro o risco de chegar atrasado no trabalho", comenta o administrador Pedro Henrique de Souza.

Planejamento
Na avaliação do coordenador do Núcleo de Atuação Especial de Controle, Fiscalização e Acompanhamento de Políticas do Trânsito (Naetran) do Ministério Público Estadual (MPE), Gilvan Melo, a frota de veículos em si não é motivo para o caos que enfrentamos todos os dias. Para ele, a falta de planejamento estratégico, tanto da infraestrutura urbana, quanto da fiscalização contribui quase 100% para os transtornos. "Misture aí as obras sem fim, motoristas inconsequentes e sem respeito ao próximo e às leis de trânsito e o cenário é esse aí que enfrentamos", aponta.
ilvan Melo é um dos que preveem o colapso da mobilidade urbana e defende que chegou a hora do rodízio de veículos e mais incentivo ao transporte público. Além disso, argumenta, será preciso ações rigorosas com relação ao tráfego de caminhões seja qual for o tamanho. "Sugiro a proibição deles, não só no Centro ou Aldeota, mas em outros bairros como Montese, Parangaba, Água Fria, Maraponga e Messejana entre 6 horas às 21 horas diariamente. Para isso, é preciso querer político e torno a repetir, mais fiscalização. Sem isso fica complicado", afirma.

Secundárias
O arquiteto e urbanista Amando Costa não tem dúvidas: o trânsito da cidade está prestes a estrangular: "As vias secundárias estão sendo usadas como válvula de escape. Mas, em até quatro ou cinco anos, estarão superlotadas também. Aí, vai ser o colapso! O diagnóstico é muito ruim".
E isso a população sofre na pele. Até fim de 2012, o motorista particular, Francisco de Assis de Menezes, fazia o trajeto Dionísio Torres - Rua Nunes Valente - até as proximidades do Terminal Rodoviário do Papicu em 12 minutos. Hoje, ele não percorre a distância por menos de 40 minutos. Isso em dia bom, conta, acrescentando que já levou 1h20 para fazer o mesmo caminho. "É muito estressante e piora geral quando um veículo dá prego ou encontramos buracos ou obra. Isso acontece na cidade toda e não é mas problema da Aldeota, Parangaba ou Centro".
Muitos avaliam que as obras de mobilidade em curso podem minimizar situação. No entanto, o engenheiro de transporte da Universidade Federal do Ceará (UFC), Mário Azevedo, observa que em outras partes da Capital, como Centro e outros bairros, não existem obras e os problemas são os mesmos. Na última sexta-feira, por exemplo, às 10 horas, o MapLink registrou 79 quilômetros de lentidão em várias avenidas e ruas, como a Domingos Olímpio, Tristão Gonçalves e Justiniano de Serpa. Por ali, em tráfego normal, o veículo percorre um km em um minuto. Naquele horário, os mesmos trechos foram percorridos em quatro vezes mais tempo.
O coordenador do Plano de Ações Imediatas de Trânsito e Transporte (Paitt), Luís Alberto Saboia, reconhece os riscos de colapso. Para ele, a situação se agrava pois as ações de planejamento ao longo dos últimos anos não acompanharam esse crescimento levando a cidade a um nível crítico. Por isso, assevera, as soluções para este problema devem ser pensadas em curto, médio e longo prazo sempre consonantes com as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana - priorizando os modos de transportes não motorizados sobre os motorizados e dos serviços de transporte público coletivo sobre o transporte individual motorizado. "A cidade deve passar por uma mudança de paradigma na qual o carro deixa de ser o protagonista", garante.

Opinião do espacialista
135 veículos por quilometro de via é dado alto
A tomar pelo crescimento da frota, gosto de adotar um indicador diferente do usual no que diz respeito à "saúde da malha". Segundo estudos por mim realizados, em 2006, Fortaleza ocupava o sexto lugar na relação quantidade de veículos por quilômetro, ou seja, tinha-se 134 veículos por quilômetro. Nas primeiras posições desse ranking estavam São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Curitiba.
Atualmente, levando em conta o pouco aumento do espaço de circulação e, levando em conta um aumento da frota, em 2006 de 601.689 para 991.000 veículos, tem-se para hoje uma 'pressão' veicular de 221,35 veículo/km. Isto representa um aumento de 65,19% deste indicador, para uma malha de aproximadamente 4.476,92km (dados coletados por mim em 2006. Atualmente, estou tentando obter dados oficiais do total de quilometragem da malha).
Em outras palavras, significa dizer que se dispuséssemos toda a frota alinhada por sobre a malha viária da cidade, teríamos uma ocupação máxima em quatro anos para, mantendo a mesma quantidade de veículos que 'entram' no sistema, conseguir preencher todos os espaços de circulação. Esta 'projeção' se daria em 2018, somente para o município.
Segundo o IBGE, hoje, temos cerca de 2,5 milhões de pessoas que moram em Fortaleza. Ao dividirmos a frota de veículos atual pela população, cerca de 39% 'já usaria carro' particular para se locomover. Somando-se aqueles que afluem à cidade, advindos de outros municípios vizinhos, talvez o sistema 'pare' em algumas regiões, antes de 2018. Claro, isto dependeria de como os fluxos estariam dispersos fisicamente na malha. Na realidade, penso que se perde muito tempo em controle do trânsito (operação, fiscalização, manutenção) e pouco tempo no planejamento da demanda por trânsito. Ou seja, mapear e monitorar 'quem origina tráfego': as atividades urbanas.

Assim, seria preponderante tem um bom controle urbano de uso e ocupação do solo. Saber onde se concentram os empregos e moradias. Criar políticas (IPTU, ICMS) de melhor distribuição espacial de moradias e postos de trabalhos, que estejam próximos entre si e próximos de modais de transportes. É o que os urbanistas americanos chamam de Transport Oriented Planning . Saber como as viagens casa-trabalho-casa se distribuem na cidade. Qual o percentual de viagens por ônibus, carro particular, e, quais vias são as mais utilizadas?
Antônio de Paulo Holanda
Engenheiro de Transporte/UFC
Fonte - Diário do Nordeste  11/05/2014

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Acidente em Rio Preto paralisa transporte de carga

Ferrovias

O Estado de S. Paulo
foto - ilustração
O acidente com o trem de carga da América Latina Logística (ALL), em São José do Rio Preto, provocou um congestionamento na malha ferroviária e paralisou o transporte de grãos, açúcar e combustível entre São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Na região de Rio Preto, pelo menos 10 trens, com 80 vagões em média cada um, carregados com soja, milho, açúcar e combustíveis, que saíram do Mato Grosso com destino ao porto de Santos, estão parados no meio do caminho.
A Malha Paulista da ALL recebe o tráfego de 60 mil toneladas de produtos por dia e desde domingo está com o fluxo interrompido por causa do acidente. E não há prazo para retomada.
Na manhã desta sexta-feira, 28, a Polícia Federal (PF) interditou o trecho da malha no local do acidente, proibindo os funcionários da ALL de reiniciarem a reconstrução da ferrovia.
Eles foram proibidos de remover dormentes, trilhos e dos vagões que se envolveram no acidente pelo menos até sexta-feira, porque, segundo a PF, peritos devem chegar de Brasília nos próximos dias para fazer uma avaliação do acidente que, enquanto não for feita, o local deve permanecer inalterado.
Fonte - Revista Ferroviária  29/11/2013

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Ipea: círculo vicioso dificulta melhoria no transporte público

Transporte público  🚌 🚇

O valor das passagens de ônibus subiu 65% acima da inflação entre 2000 e 2012, superior ao custo de carros particulares e da gasolina. “Quanto mais aumenta o preço [do transporte público], menos [esse tipo de transporte] é usado, gerando, então, nova necessidade de se aumentar o preço”, destaca o pesquisador do Ipea Carlos Henrique Ribeiro

Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O valor das passagens de ônibus subiu em nível 65% superior ao da inflação entre 2000 e 2012, acima do custo de automóveis particulares e da gasolina. Com isso, a demanda por transporte público registrou queda de 25%, em comparação com os anos 90, gerando um círculo vicioso que favorece, novamente, o aumento das tarifas.
Esta foi uma das conclusões que se encontram em nota técnica divulgada hoje (4) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). “O congestionamento urbano também acaba aumentando em 20% [e 25% no caso de São Paulo] os custos do transporte público e, consequentemente, o preço da tarifa. E quanto mais aumenta o preço [do transporte público] menos [esse tipo de transporte] é usado, gerando, então, nova necessidade de se aumentar o preço. Para piorar, o aumento do custo não vem acompanhado de uma melhora da qualidade, o que também desestimula seu uso”, disse o pesquisador do Ipea Carlos Henrique Ribeiro.
Segundo ele, o aumento da renda das famílias também pode ser considerado negativo para o transporte público, uma vez que ele veio associado a mais investimentos em transportes privados e, consequentemente, em maiores congestionamentos urbanos. “É um círculo vicioso”, conclui o pesquisador, que aponta o oligopólio do setor como outro fator que influencia o aumento das tarifas acima do índice de inflação.
Ele explica que, em regra geral, o custo do transporte é 100% coberto pelas tarifas cobradas dos usuários, diferentemente do que ocorre em outros países. Com isso, a conta acaba sendo paga exclusivamente pelas camadas mais pobres da população, principais usuários do sistema de transporte público.
“Isso resulta também em imobilidade, já que, entre os 10% mais pobres da população, 30% das famílias não gastam absolutamente nada com transporte público”, argumentou Ribeiro.
Para contribuir com horizontes que estimulem o uso e a qualidade do transporte público, a pesquisa sugere a cobrança de tributos sobre usuários e proprietários de automóveis, sobre o setor produtivo (por serem beneficiados a partir do deslocamento de seus funcionários ao trabalho) e pelos proprietários de imóveis e comércios valorizados pela proximidade com estruturas de transporte público.
“No caso dos usuários de automóveis, sugerimos uma maior taxação de combustíveis, de vias sujeitas a congestionamentos e de estacionamentos. Aos proprietários, [sugerimos] tributos incidentes sobre a comercialização e propriedade desses veículos. Nesse caso, há que se ter certo cuidado porque a indústria do automóvel responde por 20% do PIB nacional. Não seria interessante, portanto, sobrecarregar na aquisição, e, sim, focar nas alternativas relacionadas ao uso intensivo do automóvel”, disse o pesquisador do Ipea.
Fonte - Agência Brasil 04/07/2013

segunda-feira, 18 de março de 2013

Moradores de capitais brasileiras demoram mais no trajeto de casa para o trabalho

Marcelo Brandão
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O tempo médio que os moradores das principais capitais brasileiras demoram no trajeto casa/trabalho é relativamente maior, na comparação com regiões metropolitanas com mais de 2 milhões de habitantes de outros países. Em São Paulo e no Rio de Janeiro o cidadão gasta 31% a mais de tempo no percurso. Os dados constam de estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que analisou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no período entre 1992 e 2009.
O estudo mostrou que, dentre as principais capitais do mundo, São Paulo (42,8 minutos) e Rio (42,6 minutos) só ficam atrás de Xangai (50 minutos). No mesmo ranking, Recife e Distrito Federal ficaram à frente de capitais como Nova York, Tóquio e Paris, com demora de 35 minutos em média para a população se deslocar de casa para o trabalho. As análises também mostraram uma queda na qualidade dos serviços de transporte público no país.
“Os dados apontam que tem havido piora nas condições de transporte urbano das principais áreas metropolitanas do país desde 1992, com um aumento nos tempos de viagem casa/trabalho. Esta piora nas condições de transporte parece estar relacionada a uma combinação de fatores, incluindo o crescimento populacional, a expansão da mancha urbana e o aumento das taxas de motorização e dos níveis de congestionamento”. Um exemplo recente se deu no Distrito Federal. O governo local passou a administrar várias linhas de uma empresa privada em razão de uma série de queixas da população.
O pesquisador Rafael Pereira, responsável pelo estudo, acredita que a grande quantidade de dados apresentados seja útil para que os governos possam pensar em formas de diminuir o tempo gasto pelos cidadãos no trânsito. Ele acredita, porém, que tais informações sejam apenas um ponto de partida. “Esperamos que esses dados sejam incorporados no debate sobre o tema nesses núcleos mais específicos. Eles seriam úteis para saber, por exemplo, se a as obras para a Copa do Mundo e a Olimpíada seriam eficazes na resolução do problema de mobilidade urbana. Porém, não pode ser a única fonte de dados. É necessário um estudo específico em cada região”.
Na última terça-feira (12), o ministério das Cidades publicou a Portaria nº114/2013, criando um grupo de trabalho voltado para a criação de um Sistema de Informações em Mobilidade Urbana. De acordo com a portaria, o objetivo é “ser referência nacional para a formulação de políticas públicas na área de mobilidade urbana”. O grupo de trabalho deverá contar com representantes da Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana, do Ministério das Cidades, do Ipea e da Associação Nacional de Transportes Públicos, dentre outras entidades. O grupo deve ser instalado em, no máximo, 45 dias.




Fonte -  Agência Brasil  18/03/2013

quarta-feira, 6 de março de 2013

Pista na Vasco da Gama fica 15 dias fechada para obras na via exclusiva


Foto: Ângelo Pontes
Sem aviso, os motoristas foram surpreendidos com a mudança

Naira Sodré
A pista que corta a Avenida Vasco da Gama, passando por baixo do Viaduto Luiz Cabral, próximo ao Ogunjá, foi fechada nessa terça-feira (5/3) pela Transalvador para a conclusão das obras da via exclusiva de ônibus.
O tempo previsto para o término dos trabalhos, segundo o superintendente da Transalvador, Fabrizzio Muller, é de 15 dias, mas pode ser antecipado, a depender do ritmo das obras. Quem vem do Ogunjá e deseja seguir pela Vasco da Gama, sentido Rio Vermelho, terá que fazer o retorno após a Perini.
A situação na Vasco da Gama ficou bem complicada. A mudança no trânsito, que deve durar 15 dias, mesmo sinalizada pela Transalvador, deixa o tráfego de pedestre e automóvel bem difícil na região e, quem puder o melhor mesmo é evitar passar na área.Quem vem da Avenida General Graça Lessa, o Ogunjá, e deseja seguir pela Vasco, no sentido Rio Vermelho, tem que fazer o retorno após a Perini. Nessa terça-feira pela manhã, muitos motoristas ainda não sabiam do fechamento da pista. O trânsito ficou super lento.
Para o médico Luiz Carlos de Lima, mesmo sabendo que é para o término das obras, o prejuízo é grande. “É mais um local complicado. Vou evitar usar a Vasco da Gama e a Ogunjá nesses 15 dias. Será que nenhum engenheiro da prefeitura percebeu que os retornos não poderiam ser abertos sem que antes reposicionassem os semáforos? Os dois retornos próximos ao Cond. Santa Madalena e ao Bompreço da Vasco da Gama estão caóticos. Em minha opinião bastava reposicionar os semáforos para ordenar o tráfego”, sugeriu.
O trânsito na Vasco da Gama na altura do Viaduto Luis Cabral está bem complicado. Segundo o comerciante Edvaldo Souza, que tem loja próximo ao retorno que fica na altura da Perini, a modificação deve surtir efeito. “Quando ele estava aberto, o engarrafamento começava uns 50 metros atrás. Os carros tinham que entrar muito próximo da curva e não conseguiam fazer o retorno com a rapidez necessária para que o trânsito fluísse”, contou.
Outro problema, segundo o comerciante, era que a suposta “esquerda livre” na saída do retorno não existia na prática, pois não se abria uma pista extra para os carros que entravam no outro sentido da avenida.
Para Carlos de Jesus, proprietário de uma loja de motos, localizada em frente ao novo retorno, a mudança deve melhorar o fluxo de veículos em frente a seu estabelecimento, mas, por outro lado, está causando uma retenção a partir de algumas dezenas de metros antes.
“Ou seja, eles transferiram o problema de lá pra cá, mas não solucionou nada ainda, apenas piorou a situação para quem vai pela Vasco da Gama, sentido Rio Vermelho”, concluiu.
Fonte - Tribuna da Bahia  06/03/2013