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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

O transporte como aliado do tempo

Mobilidade  🚌 🚄  🚇

Entre as 10 cidades do mundo com maior tempo de deslocamento, três são brasileiras. Rio de Janeiro, Recife e São Paulo fazem parte do ranking de maior tempo médio de deslocamento em uma direção única (de ou para casa/trabalho), segundo o levantamento do aplicativo de mobilidade Moovit. Os cariocas gastam 1h07 nos seus percursos; enquanto os paulistanos e os recifenses consomem 1h02 em seus trajetos. 

Roberta Marchesi*
foto - ilustração/arquivo
Metrô de Salvador/Linha/2
A necessidade de deslocamentos impacta diretamente na vida das pessoas e na sua qualidade de vida. Diariamente, milhões de brasileiros gastam horas nos percursos casa-trabalho. É um tempo desperdiçado e que poderia estar sendo aproveitado para outras atividades. Quanto mais tempo parado nos congestionamentos, menos tempo a pessoa terá para estar com a família, para dedicar-se ao lazer, aos estudos e às atividades que gosta.
Entre as 10 cidades do mundo com maior tempo de deslocamento, três são brasileiras. Rio de Janeiro, Recife e São Paulo fazem parte do ranking de maior tempo médio de deslocamento em uma direção única (de ou para casa/trabalho), segundo o levantamento do aplicativo de mobilidade Moovit. Os cariocas gastam 1h07 nos seus percursos; enquanto os paulistanos e os recifenses consomem 1h02 em seus trajetos. Considerando o tempo nos congestionamentos, anualmente, as pessoas passam quase um período de férias no trânsito. A valorização desse tempo passa pela adoção de medidas que proporcionem mais qualidade para a vida dos cidadãos e menor agressão ao meio ambiente.
A mobilidade é um direito constitucional e privar o cidadão do transporte eficiente é limitá-lo da sua liberdade de ir e vir. Não pensar no planejamento e desenvolvimento do transporte é privar a população do deslocamento eficiente. É preciso mudar essa realidade com o desenvolvimento de políticas públicas que priorizem o transporte coletivo com qualidade, proporcionando mais agilidade nos trajetos das pessoas.

divulgação/ANPTrilhos
Ao redor do mundo, os sistemas de alta capacidade são aliados dos deslocamentos rápidos. Os exemplos exitosos são verdadeiras redes de transporte a serviço do cidadão, que foram estruturadas a partir de sistemas de alta capacidade, como é o caso trens, metrôs e VLT, integrados física e tarifariamente com os demais modos de transporte da cidade, especialmente na primeira e última milhas. Nessas cidades, o transporte de passageiros sobre trilhos responde por um percentual de 40 a 45% dos deslocamentos diários da população, contribuindo para a estruturação dos grandes fluxos de transporte, ao mesmo tempo em que garante a rapidez, a regularidade e a maior segurança desses deslocamentos. Aqui no Brasil, por outro do lado, os trens e metrôs são responsáveis por apenas 7% dos deslocamentos diários, mostrando a dependência que o país tem do transporte baseado nos combustíveis fósseis, o que explica os enormes congestionamentos diários que vivenciamos nas grandes e médias cidades.
As práticas mundiais podem ser exemplos para o Brasil desenvolver a sua rede integrada, proporcionando redução nos tempos de viagem e mais qualidade de vida. Juntos, o transporte sobre trilhos, os ônibus, a bicicleta, o patinete e a mobilidade ativa, formarão a rede inteligente de transporte, cada um cumprindo o seu papel dentro da mobilidade urbana.
Para que as cidades brasileiras deixem de configurar o quadro de longos tempos de deslocamentos é preciso planejamento aliado ao investimento permanente para a evolução das redes de transporte. Retomar a capacidade de planejamento dos municípios é fundamental para que esse investimento constante possa ser feito à frente da necessidade da população. Hoje, infelizmente, o investimento está aquém da necessidade de mobilidade.
Acreditamos que é possível reverter esse quadro nas principais cidades brasileiras. A ANPTrilhos apoia os municípios a pensar o planejamento de redes inteligentes e integradas de transporte. O alerta vale não só para as cidades que já estão enfrentando problemas de deslocamento, como as apresentadas na pesquisa do Moovit, mas, especialmente, para aquelas que ainda não têm, mas que, se nada fizerem, certamente passarão a apresentar problemas em um período de cinco ou seis anos.
*Roberta Marchesi é Diretora Executiva da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos), Mestre em Economia e Pós-Graduada nas áreas de Planejamento, Orçamento e Logístic
Fonte - ANPTrilhos  20/02/2020

Comentário Pregopontocom

Planejamento a médio e longo prazo,rede integrada de transportes,investimentos em sistemas de transportes de massa certamente formarão uma rede inteligente de transportes.Mas....aliado a esses fatores é preciso também investir na modernização dos sistemas de administração e operação do transporte público como um todo. Antes de tudo pensar num sistema de transportes Metropolitano integrado,principalmente nas grandes cidades, cercadas pelas suas satélites,ou seja toda a sua Região Metropolitana racionalizando e unificando a administração e operação do transporte de todas as cidades que compõe uma RM. Um sistema de transporte jamais será eficiente quando administrado e operado separadamente,totalmente desconectado, por cada cidade componente de uma RM e o seu eixo principal,é preciso uma administração unica para todos os sistemas de transportes que operam em toda região.O melhor exemplo vem de fora,a expl. da Europa onde distritos ou cidades de uma região mantem sobre controle a operação e administração dos sistemas de transportes subordinados a uma Autoridade de Transportes Regional.Atrasado mais ainda em tempo,precisamos criar aqui a nossa "Autoridade Metropolitana de Transportes",para administrar,regular e operar os sistemas de transportes em cada grande região metropolitana do país.A integração e a unificação dos sistemas sobre a coordenação geral da Autoridade Metropolitana de Transportes(Não se trata de mais uma Agência),cujo comitê administrativo terá a participação de  representantes de cada cidade abrigada na AMT,ficará encarregada das licitações de linhas dos modais existentes,licitações para compra de materiais rodantes,operação de todo sistema,fiscalização e ordenamento geral.Aliado a AMT a criação do "Intelligent Transport System",torna-se imprescindível", para coordenar e supervisionar todas as ações dos diversos CCOs de todos os modais que operam no sistema.Não será possível atingir um bom nível de eficiência e uma boa prestação de serviço para os clientes dos sistemas de transportes de maneira integrada, insistindo no erro da administração e operação de cada modal de maneira isolada e separadamente.Além de tudo é preciso mudar a visão e a concepção para a nova realidade da Mobilidade Urbana com relação as novas práticas e a novas tecnologias.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Terra está entrando em ciclo de 35 anos de geadas extremas,prevê Cientista

Ciência 

Uma série de clarões solares, que ocorreu no início de setembro, pode provocar geadas extremas neste inverno – do hemisfério Norte, declarou o diretor do Instituto Internacional de Criologia e Criosofia da Universidade Estatal de Tyumen, Vladimir Melnikov, citado pelo portal russo Ridus.

Sputinik
foto - ilustração/Pregopontocom
Segundo o cientista, o ciclo frio de meados do século XX pode voltar devido às baixas atividades do Sol.Melnikov explicou que fez a sua previsão usando dados relacionados à mudança no pergelissolo, pois os eventos nestes solos permanentemente gelados são semelhantes aos da atmosfera. Segundo o especialista, a Terra entra agora no ciclo de 35 anos do pergelissolo e as primeiras geadas chegarão neste inverno.
No dia 6 de setembro, foi observado que no Sol ocorreu um clarão que, segundo os astrônomos, foi o mais forte dos últimos 12 anos, tendo alcançado uma intensidade de X9,3.
Entretanto, nem todos os cientistas compartilham a opinião de Melnikov. Não há sinais de resfriamento global, disse o biológo Rashit Khantemirov, pois a vegetação e os animais não mostram mudança alguma. O cientista sublinhou que agora o fator principal, que indica resfriamento, é um grande volume de dióxido de carbono na atmosfera, que interrompe a influência de todos os fatores naturais.
Fonte - Sputnik  05/10/2017

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Cientistas dizem que furacões como o Irma são evidência de aquecimento global

Clima  

Um estudo chamado Relatório Especial Ciência e Clima, do Programa de Investigação da Mudança Global dos Estados Unidos (CSSR, a sigla em Inglês), que reune cientistas da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), da Nasa e de mais 11 agências federais do país, afirma que a atividade humana contribui para o aumento da temperatura global e, consequentemente, a incidência de furacões.

Leandra Felipe
Correspondente da Agência Brasil
Divulgação/Nasa
A ocorrência este mês de dois furacões em um prazo de uma semana - o Harvey, no Texas, e o Irma, em países do Caribe e da Flórida - reacendeu o debate sobre as mudanças climáticas e trouxe novas críticas ao posicionamento da gestão Trump. A maior parte da comunidade científica americana relaciona a incidência de furacões mais destrutivos ao aumento da temperutura global.
Um estudo chamado Relatório Especial Ciência e Clima, do Programa de Investigação da Mudança Global dos Estados Unidos (CSSR, a sigla em Inglês), que reune cientistas da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), da Nasa e de mais 11 agências federais do país, afirma que a atividade humana contribui para o aumento da temperatura global e, consequentemente, a incidência de furacões.
No estudo, a incidência de furacões mais destrutivos é usada como evidência de que é “muito provável que mais da metade do aumento das temperaturas, ao longo das últimas quatro décadas, foram causadas pela atividade humana.
O relatório é parte da Avaliação Nacional do Clima e começou a ser feito durante o mandato de Bill Clinton, em 1990. Em junho, o estudo foi publicado pela comunidade científica, que encaminhou o relatório para avaliação da Casa Branca. Até então, a administração Trump não se pronunciou.
As conclusões batem de frente com a ideologia defendida por Donald Trump - de que não é possível comprovar que o aquecimento global é consequência da interferência humana.
A Union of Concerned Scientist (UCS, a sigla em inglês para a União dos Cientistas preocupados com o clima), uma entidade que reúne especialistas norte-americanos, também publicou em sua página um artigo em que afirma haver probabilidade de ocorrerem mais furacões destrutivos, como o Irma, que afetaram milhões de comunidades e colocaram estruturas em risco.
Estudos sobre os furacões e o aquecimento global já foram desenvolvidos várias vezes pela comunidade científica americana. A UCS trouxe o assunto à tona novamente por ocasião da passagem do Irma - já são mais de 60 mortes confirmadas e algumas ilhas destruídas no Caribe - Antigua e Barbuda, San Martin, Ilhas Virgens Americanas, e Turks e Caikus (território britânico).
Além das ilhas devastadas, são registrados enormes prejuízos financeiros - ainda não totalmente contabilizados - para praticamente todos os países e territórios caribenhos: Porto Rico (EUA), República Dominicana, Haiti, Cuba e Bahamas.
No continente, os Estados Unidos tiveram nove estados afetados, entre eles a Flórida, que teve todo o seu território atingido.
A UCS lembra que "para as comunidades costeiras, as cicatrizes sociais, econômicas e físicas deixadas por grandes furacões, como o Irma, são devastadoras".
Os cientistas reafirmaram que os furacões são parte natural do sistema climático. Lembraram, no entanto, que as pesquisas recentes sugerem o aumento de seu poder destrutivo, ou intensidade, desde a década de 1970, em particular na região do Atlântico Norte.
Medidas do potencial de destruição de furacões, calculadas a partir de sua força ao longo da vida útil, também mostram uma duplicação desse potencial nas últimas décadas. Um exemplo é o de um furacão que se mantém em níveis 4 e 5 (mais destrutivos) na escala Saffir-Simpson (que vai de 1 a 5) por mais tempo, causando mais danos.
Não só os furacões no Atlântico estão se intensificando, os tufões do Oceano Pacífico também estão atingindo a Ásia de maneira mais feroz.

Impacto oceânico
Cientistas ligados a UCS afirmam que os oceanos absorveram 93% do excesso de energia gerada pelo aquecimento global entre 1970 e 2010. Dessa maneira, foi possível observar a intensificação da atividade de furações em algumas regiões.
O furacão é um fenômeno formado pelo aquecimento das águas ocêanicas. Temperaturas marítimas superiores a 27º graus causam a evaporação da água que sobe aquecida em forma de vapor até as nuvens. O contato do vapor quente e do ar frio da atmosfera provoca correntes de ar que se descolam em movimento circular e formato de cone.
Os níveis do mar também estão subindo, porque com os oceanos mais quentes, água do mar se expande. Essa expansão segundo a UCS, combinada ao derretimento do gelo na Terra, causou um aumento médio global de aproximadamente 8 polegadas (20 cm) do nível do mar, desde 1880.
A tendência esperada é de aceleração desse processo nas próximas décadas. Níveis do mar mais elevados na região costeira e a água mais aquecida poderão proporcionar furacões destrutivos, como o Katrina (2005), o Harvey ou Irma.

Impacto econômico
O impacto econômico será sentido massivamente, como vem ocorrendo nos últimos anos. afetando milhares de pessoas. Só nos Estados Unidos, 100 milhões de pessoas vivem em municípios litorâneos - cerca de um terço da população total.
Furacões mais potentes causaram perdas humanas, perdas econômicas para o Estado, a iniciativa privada e a população em geral.
Nos Estados Unidos, o impacto do Harvey foi bastante sentido pelas indústrias petrolíferas da costa do Texas. O abastecimento comprometido deixou os preços da gasolina mais altos e e a falta do produto foi sentida durante a passagem do furacão pela Flórida.
Foi preciso que o governo do estado garantisse abastecimento nas estradas para a população que tentava deixar as áreas atingidas e que não conseguia abastecer os carros nos postos das rodovias.
Fonte - Agência  Brasil  14/09/2017

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Salvador registra menor temperatura do ano; ventos chegam a 59 km/h

Clima/Tempo  ☁

Segundo a meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) Cláudia Valéria, apesar de não equivaler a frio intenso, a temperatura já é sentida pelos soteropolitanos, acostumados a períodos quentes e tropicais. Com os fortes ventos que passam pela cidade, a sensação térmica pode ser ainda menor e cair em até três graus. Ontem (4) a capital baiana registrou queda de árvores em virtude da velocidade dos ventos.

Sayonara Moreno
Correspondente da Agência Brasil

foto - ilustração
Na madrugada de hoje (5), os termômetros em Salvador registraram 18,6 graus Celsius (ºC), a menor temperatura do ano na capital baiana. Segundo a meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) Cláudia Valéria, apesar de não equivaler a frio intenso, a temperatura já é sentida pelos soteropolitanos, acostumados a períodos quentes e tropicais.
Com os fortes ventos que passam pela cidade, a sensação térmica pode ser ainda menor e cair em até três graus. Ontem (4) a capital baiana registrou queda de árvores em virtude da velocidade dos ventos.
“Esta época do ano é comum chover, com pouca intensidade, mas o que mais chama atenção são os ventos fortes, que ontem chegaram a 59 quilômetros por hora (km/h). Na madrugada de hoje tivemos ventos de 53,3km/h e isso faz com que o Inmet lance avisos de perigo potencial até amanhã, porque as ventanias podem provocar a queda de árvores e fachadas de lojas”, explica Cláudia Valéria.
A Secretaria Municipal de Manutenção (Seman) registrou, nesta semana, a queda de quatro árvores, devido às ventanias. Além disso, houve o registro de queda de galhos em, pelo menos, nove bairros de Salvador. Por isso, o órgão declarou estado de alerta e “reforçou o plantão noturno e diurno para o acompanhamento” da situação. As rajadas de vento também ocasionaram a movimentação intensa de areia das praias de Salvador que tem invadido calçadas e vias da orla da cidade.
O mau tempo foi motivo para a suspensão das travessias marítimas de passageiros até o Mar Grande, na Ilha de Itaparica, pelo terceiro dia consecutivo. Segundo a Associação Dos Transportadores Marítimos da Bahia (Astramab), os fortes ventos deixam o mar revolto, o que coloca em risco os passageiros e as embarcações durante as travessias. A associação diz que há a possibilidade de retorno às atividades, amanhã (6), caso os ventos diminuam a velocidade.

Baixas temperaturas
Segundo a meteorologista Cláudia Valéria, baixas temperaturas também foram registradas em algumas cidades baianas, nos últimos dias, sobretudo na Chapada Diamantina e na Região Sudoeste do estado. Na madrugada de hoje a cidade de Piatã registrou temperatura abaixo de 10ºC. As cidades de Vitória da Conquista e Luís Eduardo Magalhães marcaram 11ºC.
Para Salvador, o resto da semana tem previsão de chuvas fracas e sem volume, com intervalos de tempo aberto. Os fortes ventos podem continuar até amanhã (6) e, por isso, o Inmet mantém o aviso de perigo potencial. As temperaturas na capital baiana devem variar entre 20º e 26ºC.
Fonte - Agência Brasil  05/07/2017

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Pesquisadores preveem agravamento da seca no Nordeste entre fevereiro e abril

Clima  ⛅

As previsões indicam que neste ano haverá menos chuvas na região, causando preocupação com o quadro hídrico. Segundo o documento, a tendência é que os reservatórios do Nordeste não tenham recuperação significativa durante a estação chuvosa, uma vez que as precipitações devem ficar abaixo da média histórica.

Agência Brasil
Açude em município do Ceará
Fernando Frazão/Arquivo/Agência Brasil
A seca na Região Nordeste, que já dura cinco anos, deve se agravar ainda mais no período de fevereiro a abril, de acordo com a Previsão Climática Sazonal. O documento foi elaborado pelo Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal (GTPCS), do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).
As previsões indicam que neste ano haverá menos chuvas na região, causando preocupação com o quadro hídrico. Segundo o documento, a tendência é que os reservatórios do Nordeste não tenham recuperação significativa durante a estação chuvosa, uma vez que as precipitações devem ficar abaixo da média histórica.
Os pesquisadores alertam para o "acentuado risco" de esgotamento da água armazenada em represas e açudes, entre novembro deste ano e janeiro de 2018, nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, da Paraíba, de Pernambuco.
Pelo aumento do potencial de queimadas a partir de fevereiro, a estiagem na região do extremo norte da Região Norte também gera preocupação, especialmente nas áreas leste e nordeste de Roraima.
Isso deve ocorrer em função das temperaturas mais altas. A seca eleva o risco de focos de incêndio, que podem se alastrar por grandes áreas de floresta. "Se a cobertura vegetal diminui, o solo fica mais exposto e gera um aumento maior na temperatura. É um círculo vicioso", diz o coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), José Marengo. O Cemaden é ligado ao MCTIC e tem participação no grupo de trabalho.
Fonte - Agência Brasil  26/01/2017

domingo, 16 de outubro de 2016

O Minhocão; o Brasil tem pobres"...Frases revelam um tempo

Ponto de Vista

Certas frases, mais ainda as que escapam à vigilância, se tornam tomografias de um Tempo, seus líderes, seus próximos.Aprovada a PEC 241, que limita investimentos públicos por 20 anos, Temer discursava. E deixou escapar: - O Brasil não é só de gente como nós... existe gente pobre...
Esse é um Tempo em que se discute Previdência.Temer, os ministros Padilha,Geddel, defendem aposentadoria aos 65 anos, no mínimo.... Temer se aposentou aos 55 anos. Recebe R$ 30 mil ao mês como procurador inativo e R$ 27 mil como presidente.

Bob Fernandes



imagem/YouTube

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Salvador registra a menor temperatura do ano com 20,2 graus na madrugada

Clima/Tempo

O registro foi feito pela unidade do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) na cidade.“Para o comum em Salvador, é uma temperatura mais agradável, na madrugada, a menor deste ano. Claro que não podemos chamar de frio, porque acima de 20 graus não se considera frio, mas o soteropolitano, que tem três estações do ano com temperaturas mais elevadas, já se sente um pouco essa mudança”, disse a meteorologista Cláudia Valéria.

Sayonara Moreno
Correspondente da Agência Brasil

foto - ilustração
Com a leve queda nas temperaturas da capital baiana, os soteropolitanos tiraram os casacos do armário. Salvador registrou, na madrugada de hoje (15), a menor temperatura do ano, 20,2 graus Celsius (ºC). O registro foi feito pela unidade do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) na cidade.“Para o comum em Salvador, é uma temperatura mais agradável, na madrugada, a menor deste ano. Claro que não podemos chamar de frio, porque acima de 20 graus não se considera frio, mas o soteropolitano, que tem três estações do ano com temperaturas mais elevadas, já se sente um pouco essa mudança”, disse a meteorologista Cláudia Valéria.
Para os próximos dias, a previsão é que o tempo continue ameno e chuvoso, na capital da Bahia e na faixa litorânea, sem modificações. De acordo com o Inmet, os termômetros vão marcar entre 22ºC e 27ºC, diferentemente de algumas cidades do interior, onde as temperaturas devem baixar mais.
Com a proximidade do período das festas juninas, sobretudo o São João, a meteorologista afirmou que as temperaturas tendem a cair principalmente no Recôncavo Baiano, na Chapada Diamantina e na Região Sudoeste, próximo a Vitória da Conquista, onde as temperaturas têm chegado a 13ºC.
Em todo o estado, as temperaturas devem variar entre 14°C e 34ºC, acompanhadas de chuva em grande parte dos municípios.
Fonte - Agência  Brasil  15/06/2016

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Massa de ar quente enfraquece e aumenta chance de chuva no fim de semana na Bahia

Tempo/Clima

Os volumes de chuva mais expressivos são esperados nas regiões da Chapada Diamantina, sudoeste e sul, além do oeste e São Francisco, onde é esperada a temperatura mais alta do estado, com máximas de até 36°C, não estando descartada a possibilidade de trovoada.

Da Redação
foto - ilustração
A massa de ar quente e seco - que atuava desde a semana anterior na Bahia, reduzindo a nebulosidade e a chuva no Estado - começa a perder força. De acordo com informações do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), essa condição aumenta a chance de retorno da nebulosidade e, consequentemente, de chuva. Mesmo assim, a massa de ar prevalece até sábado (13) mantendo o céu ensolarado e pouca possibilidade de chuva.
Já, no domingo (14), o tempo deve mudar em praticamente todo o estado, situação favorecida pelo enfraquecimento da massa de ar e do avanço de uma frente fria pelo litoral do Sudeste brasileiro. A umidade vinda da Região Amazônica também deve contribuir para intensificar a nebulosidade e a chuva na maior parte da Bahia.
Os volumes de chuva mais expressivos são esperados nas regiões da Chapada Diamantina, sudoeste e sul, além do oeste e São Francisco, onde é esperada a temperatura mais alta do estado, com máximas de até 36°C, não estando descartada a possibilidade de trovoada.
Para o Recôncavo Baiano, nordeste e norte, a previsão é de céu parcialmente nublado a claro. Ainda assim, no final da tarde e durante a noite, há chance de ocorrer chuva fraca. Em Salvador e região metropolitana, o predomínio é de céu parcialmente nublado a claro e temperatura elevada, situando entre 25°C e 33°C.

Maré
Desta sexta-feira até domingo (12 a 14), a maré deve atingir altura máxima, entre 6h e às 9h, e das 18h às 21h, oscilando de 1,7 e 2,8 metros. Já a altura mínima deve ser registrada, da zero hora às 3h e das 12h às 15h, variando de 0,1 a 0,8 metro. As ondas previstas para o período devem ter agitação fraca podendo chegar a 1,5 metro.

Radiação
Os Índices de Radiação Ultravioleta (IUVs), entre esta sexta-feira e domingo, devem variar de 13 a 14. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), esses valores estão classificados na categoria ‘Extrema’. Isso exige maior atenção quanto à exposição prolongada à radiação solar, principalmente das 10h às 16h, quando os efeitos danosos à saúde são maiores, sendo recomendado uso de protetor/filtro solar, chapéu, boné, óculos escuros e roupas leves.
Com informações da Secom Ba.  12/02/2016

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Estiagem no Amazonas deixa municípios em situação de alerta e de emergência

Meio ambiente

Por causa da seca, nível de alguns dos principais rios amazonenses baixou a níveis críticos.Segundo informações divulgadas hoje (12) pela Defesa Civil do Amazonas, pelo menos cinco comunidades da cidade já estão praticamente isoladas e enfrentam desabastecimento de água potável.

Bianca Paiva
Correspondente da Agência Brasil

Divulgação/Defesa Civil do Amazonas
O município amazonense de Presidente Figueiredo está em situação de emergência por causa da estiagem. As chuvas estão abaixo do normal para o período na região do Alto Rio Negro. Segundo informações divulgadas hoje (12) pela Defesa Civil do Amazonas, pelo menos cinco comunidades da cidade já estão praticamente isoladas e enfrentam desabastecimento de água potável.
De acordo com o secretário de governo da prefeitura de Presidente Figueiredo, Altamir Barroso, a população rural foi a mais afetada pela queda no nível do rio. “Houve uma queda brusca na produção rural, de 50% a 60%. A gente teve que pedir ajuda ao governo do estado porque não temos condições de resolver o problema da noite para o dia. Os poços artesianos também secaram”, contou.
Barroso informou que carros-pipa estão levando água potável para as comunidades rurais e que a prefeitura de Presidente Figueiredo está providenciando a abertura de novos poços artesianos. A Defesa Civil disse que o governo do estado vai liberar R$ 100 mil para custeio de transporte de água potável e auxílio para a população afetada pela estiagem.
Mais três municípios amazonenses estão em situação de alerta por causa da falta de chuva e do baixo nível do Rio Negro: São Gabriel da Cachoeira, Barcelos e Santa Izabel do Rio Negro.
O secretário executivo de Defesa Civil estadual, coronel Fernando Júnior, disse que técnicos foram enviados a essas cidades para avaliar as condições das comunidades, onde já há desabastecimento de alguns alimentos.

El Niño
A previsão é que as chuvas continuem abaixo do normal no Amazonas até o mês de abril por causa do fenômeno El Niño. “Isso nunca aconteceu no nosso estado. Então, para nós, isso também é novidade. Vamos usar o histórico da Defesa Civil do estado, que atendeu a todos os desastres esses anos todos, para atuar também nessa situação atípica."
De acordo com o coronel, além da estiagem no norte do estado, o Amazonas deve enfrentar este ano enchentes na parte sul. "A calha que mais nos preocupa em relação à estiagem é a do Rio Negro e em relação às enchentes, são as calhas dos rios Purus e Madeira”, explicou.
O secretário da Defesa Civil também informou que os focos de incêndio, principalmente em Barcelos e em Presidente Figueiredo, já estão controlados. Os dois municípios decretaram recentemente situação de emergência por causa das queimadas. Em janeiro, Barcelos, por exemplo, registrou 375 focos. No mesmo de 2015, foram seis ocorrências.
Na próxima semana, técnicos da Defesa Civil estadual e dos 62 municípios do Amazonas devem se reunir para discutir a situação dos rios e do clima e a criação de um plano de contingência para enfrentar a situação anormal de estiagem no norte e nordeste amazonenses.
Fonte - Agência Brasil  11/02/2016

sábado, 23 de janeiro de 2016

O pior do El Niño já passou,segundo a NASA

Clima

O fenômeno ocorre quando as águas oceânicas superficiais do Pacífico equatorial começam a esquentar, deslocando o fluxo de água do sul, o que acaba perturbando os padrões de circulação atmosférica e dos oceanos.

Revista Amazônia
No mapa é possível se ter uma ideia
de como foram os últimos 12 meses.
O El Niño é como aquele pior tipo de convidado em uma festa: ele é daqueles que aparece tarde e com fúria para, tropeçar em sua casa e vazar após uma hora. No último mês, estávamos nos perguntando quando ele iria nos deixar, e a NASA disse que o fenômeno climático que causa essa confusão no tempo está ficando menos potente. Isso significa que a gente pode ter atingido o pico do El Niño.
O fenômeno ocorre quando as águas oceânicas superficiais do Pacífico equatorial começam a esquentar, deslocando o fluxo de água do sul, o que acaba perturbando os padrões de circulação atmosférica e dos oceanos. Você pode imaginar o Pacífico equatorial como um gigante caldeirão de água que está fervendo aos poucos nos últimos 12 meses. Em dezembro, este caldeirão começou a ferver, e um pouco mais tarde, todo mundo percebeu que o El Niño chegou pesado. Na Califórnia, choveu torrencialmente, na costa leste dos EUA parecia que era verão. Enquanto isso, o polo norte começou a derreter.
Como a NASA gosta de observar, o El Niño parece assustadoramente parecido com o El Niño de 97-98. Após esse aquecimento, o Pacífico equatorial deveria começar a esfriar, em tese. O fato é que ainda não podemos afirmar isso com certeza, pois precisamos de dados para reforçar essa tese. O satélite Jason-2 tem monitorado o El Niño da órbita da Terra medindo as variações da da altura da superfície do mar e correlacionando com a temperatura do oceano (a água se expande quando é aquecida, causando, fazendo com que o oceano “inche”).
Há ainda um coringa que pode entrar em cena, segundo a previsão da NASA: o aquecimento global. 2015 foi o ano mais quente nos últimos 135 anos, e não foi só o El Niño que contribuiu para isso. O caldeirão gigante de água pode estar ficando mais frio, porém, um idiota ligou um aquecedor na cozinha. Se a tendência geral de aquecimento fará com que o El Niño seja um pouco mais longo, nós ainda não sabemos.
Mas considerando que o El Niño atingiu seu pico, isso significa que o clima voltará a ficar normal em breve? É melhor não se adiantar nas conclusões. Em um comunicado recente, o Centro de Previsão de Clima NOAA disse que o “EL Niño já produziu impactos globais significantes e é esperado que afete a temperatura e os padrões de precipitação nos Estados Unidos durante os próximos meses. A maioria dos modelos indica que um El Niño mais forte ficará fraco com uma transição ENSO (El Niño/Oscilação para o sul) durante o fim da primavera ou no início do verão no Hemisfério Norte”.
O El Niño pode estar indo embora, mas ele não vai para a casa sem deixar estragos.
Fonte - Revista Amazônia  23/01/2016

Chuvas fortes causam inundações no interior da Bahia

Tempo

A ocorrência de fortes chuvas nos últimos dias no interior da Bahia tem causado estragos em vários municípios do estado.Foram registrado desabamento de pontes nas BRs 381 e 324,interrupções no fornecimento de água e energia,além do risco de enchente no município do Conde,banhado pelo Rio Itapicuru

Da Redação
Oito cidades ficam sem água por causa da chuva
imagem - A Tarde

Oito cidades ficaram sem abastecimento de água por causa da chuva que atingiu a Bahia na sexta-feira(22). Os municípios de Riachão do Jacuípe, Pé de Serra, Ichu, Candeal, Nova Fátima, São Domingos, Valente e Gavião tiveram o serviço interrompido após  ter sido danificada uma adutora,na altura do povoado de Vila Aparecida.
A Embasa em boletim emitido na sexta informou que, não é possível chegar ao local devido ao grande volume de água,e informa ainda que logo seja possível o acesso,os serviços de manutenção serão realizados e em seguida o abastecimento de água retomado.

Ponte na BR-381 se parte com correnteza de rio
A a pressão da correnteza do rio Itapicuru Mirim,que transbordou com a chuva na sexta-feira (22), partiu ao meio a ponte que liga os municípios de Filadélfia e Itiúba, na BR-381.
A força da correnteza do rio,aos poucos,rompeu a ponte ao meio.
Ainda na sexta,em Riachão do Jacuípe,a cabeceira de uma ponte na BR-324,também se rompeu. A Polícia Rodoviária Federal,interditou o tráfego no local. O abastecimento de água e luz foi interrompido na cidade.

A cidade do Conde em alerta por conta do risco de enchente do rio Itapicuru
A prefeitura de Conde,no litoral norte baiano, divulgou um comunicado nesta sexta-feira (22), para que os moradores da cidade fiquem em estado de "alerta máximo" por conta do risco de enchente do Rio Itapicuru,que corta o município.
Segundo a nota, a prefeitura foi informada pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema),do alto volume de água no rio, causado pelas chuvas que atingem o interior baiano.
Segundo Cláudio Teles,coordenador de Meio Ambiente do município a situação é preocupante porque já aconteceram em outras épocas,a exemplo de 1989,fortes enchentes.O coordenador informou também que a prefeitura já pediu ao Inema a abertura de um canal para que a água possa escoar do rio e amenizar os riscos de enchente.Alem disso,prefeitura  informou que vai disponibilizar escolas,em caso de ocorrência de desabrigados,para que todos possam ficar em segurança.
Segundo informa o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet),a previsão é de chuva forte neste sábado (23) na cidade do Conde. No domingo,as pancadas de chuvas devem diminuir.
Com informações de A Tarde 23/01/2016

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Variações climáticas marcam final de semana em toda a Bahia

Previsão do Tempo

Conforme a previsão do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), órgão vinculado à Secretaria do Meio Ambiente do Estado (Sema), o centro sul e o oeste são as áreas com maior possibilidade de tempo chuvoso, de forma mais frequente no final da tarde e à noite. As trovoadas estão previstas em algumas para algumas regiões, sobretudo, no sul e oeste baiano.

Da Redação
foto - ilustração
As condições do tempo na Bahia, neste final de semana, deverão ter mudanças significativas, principalmente, em relação à chuva. A partir de sábado (5), uma frente fria, que está avançando pelo Sudeste brasileiro, somada ao calor e à umidade vinda da região Amazônica, deverá contribuir para a volta da chuva em grande parte do estado.
Conforme a previsão do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), órgão vinculado à Secretaria do Meio Ambiente do Estado (Sema), o centro sul e o oeste são as áreas com maior possibilidade de tempo chuvoso, de forma mais frequente no final da tarde e à noite. As trovoadas estão previstas em algumas para algumas regiões, sobretudo, no sul e oeste baiano.

Temperatura alta
Mesmo com a predominância de céu encoberto e chuvoso no estado, a temperatura permanece elevada, com máxima podendo alcançar 31°C (no sul) e 40°C (no Vale do São Francisco). O mesmo deverá ocorrer em outras regiões, onde a massa de ar quente e seco continua, a exemplo do norte e nordeste, com máxima chegando aos 39°C.
Segundo o Inema, com a previsão de tempo quente e seco, aumenta a possibilidade de ocorrer focos de queimadas. Como a vegetação já está ressecada, é preciso maior atenção quanto à utilização do fogo nas atividades de rotina - preparação do solo para o plantio, renovação de pastos e queima de lixo.

Recôncavo, Chapada e RMS
No Recôncavo Baiano e na Chapada Diamantina, onde a massa de ar tem menos intensidade, pode ocorrer chuva fraca em áreas isoladas. Mesmo assim, a temperatura permanece elevada, com máxima chegando até 36°C.
A chance de ocorrer chuva é mínima em Salvador e região metropolitana, onde a pouca nebulosidade, associada à aproximação do verão, eleva a temperatura na capital baiana, com mínima de 23°C e máxima de 33°C.

Maré
Para o período entre esta sexta-feira e domingo (4 a 6), a maré deverá atingir altura máxima das 10h às 13h e das 22h à 1h do dia seguinte, variando de 1,5 a 2,3 metros. Já a altura mínima deverá ser registrada, entre 4h e 7h e das 16h às 19h, oscilando de 0,6 a 1,1 metro. As ondas previstas para o período deverão ter agitação de moderada a fraca podendo chegar a 2,5 metros.

Radiação
Em dezembro, com a aproximação da estação do verão, há maior incidência de radiação solar e, consequentemente, aumento dos Índices de Radiação Ultravioleta (IUVs), no período de sexta-feira a domingo, quando os índices deverão variar entre 12 e 13 (categoria de intensidade extrema), segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).
Essa situação requer maior atenção quanto à exposição prolongada ao sol, principalmente, das 10h às 16h, quando há maior incidência de radiação. Para evitar danos à saúde, devem ser usados protetor/filtro solar, chapéu, boné, óculos escuros e roupas leves.
Com informações da Secom Ba./Inema  04/12/2015

domingo, 3 de maio de 2015

Salvador registra 39 ocorrências por deslizamento

Salvador

Salvador registra deslizamento de terra em diversas áreas devido às chuvas.Foram registradas ainda mais 76 ocorrências por alagamento, ameaças de desabamento de imóvel, de muro e de deslizamento terra, imóvel alagado e infiltração.

Mariana Tokarnia
Repórter da Agência Brasil
 Bairro do Lobato - Manu Dias/GOVBA
Salvador registrou 39 ocorrências por deslizamentos de terra hoje (2), até as 15h24, segundo a Defesa Civil da capital baiana, em decorrência das chuvas. De acordo com o órgão, não houve feridos. Pelo menos 464 famílias foram atingidas pelas chuvas e integram o cadastro da prefeitura para receber algum tipo de benefício.
Foram registradas ainda mais 76 ocorrências por alagamento, ameaças de desabamento de imóvel, de muro e de deslizamento terra, imóvel alagado e infiltração.
Na última quinta-feira (30), o Ministério da Integração Nacional reconheceu situação de emergência nos bairros Subúrbio, Cajazeiras, Liberdade, Cabula e Pau de Lima, em Salvador. As localidades têm áreas com risco de deslizamento de terra. Segundo levantamento feito pela prefeitura de Salvador, foram detectadas pelo menos dez áreas críticas e 15 pessoas morreram vítimas das chuvas na última semana.
Na manhã deste sábado, o governador ACM Neto visitou locais atingidos, como o bairro de São Marcos, onde conversou com moradores na Rua do Rosalvo Carvalho. Segundo nota divulgada pela Defesa Civil, a prefeitura continua mobilizada para atender às vítimas das chuvas e no trabalho emergencial "para que a cidade volte ao normal no mais curto período de tempo possível".
Segundo o último balanço da Defesa Civil do município, 277 pessoas receberam auxílio-aluguel. Desde o começo das chuvas, a prefeitura informa que colocou 41.950 metros quadrados de lonas em encostas, beneficiando 358 famílias.
Além disso, começam a ser distribuídos amanhã (3) 565 kits enviados pelo Ministério da Integração Nacional para desabrigados. Os kits contêm colchonetes, alimentos e material de higiene e limpeza, sendo suficiente para uma família com quatro pessoas pelo período de um mês.
A previsão do tempo para hoje é nublado a parcialmente nublado com pancadas de chuva. Até o dia 6, a previsão é tempo nublado com pancadas de chuva. A temperatura varia de 22 graus Celsius (ºC) a 28ºC. As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Fonte - Agência Brasil  02/05/2015

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quinta-feira, 9 de abril de 2015

Chuvas causam alagamentos em diversos pontos de Salvador

Cidade

Salvador e a fragilidade exposta pelo excesso de impermeabilização do solo,pela falta de planejamento urbano,de políticas públicas,de infraestrutura adequada e de políticas urbanas equivocadas adotadas ao longo de muitos anos. - Pregopontocom

Da Redação - A Tarde
Edilson Lima - Ag. A TARDE
A forte chuva que atinge Salvador na manhã desta quinta-feira, 9, causa diversos pontos de alagamentos nos bairros da capital baiana. Os principais registros estão na Rótula do Abacaxi, próximos às obras do metrô; na Calçada, em frente à estação de trem; no Cabula, na via de acesso ao Shopping Bela Vista; em Sussuarana, na saída do Centro Administrativo da Bahia (CAB), além das avenidas Centenário, São Rafael e Luís Viana (Paralela).
No bairro da Pituba, um canal transbordou e atrapalha a passagem dos motoristas nas proximidades da Cantina Volpi. O mesmo aconteceu na rua do Canal, no Rio Vermelho, e na Avenida ACM, em frente a Comercial Ramos.
A Tarde/Cidadão Reporter
Já na Rua Pará, na Pituba, a água atinge a porta dos veículos que trafegam pelo local. As pistas não estão interditadas, mas os carros precisam reduzir a velocidade para tentar ultrapassar as poças de água, deixando o trânsito lento.
A rua Miguel Navarro, na Pituba, também está alagada, com a água atingindo a lateral dos carros.
Além destas regiões, o galho de uma árvore caiu no Caminho das Árvores e interdita metade da via.
Alagamentos em parte da Avenida Bonocô, sentido Centro, e perto da Fonte Nova impedem a passagem de veículos na região, nem ônibus conseguem transitar.
Moradores ficaram ilhados em casa em algumas ruas da Pituba, por conta da água que invadiu garagem. Alguns colégios das áreas atingidas pela chuva suspenderam as aulas.
A reportagem de A TARDE também presenciou diversas pessoas atrasadas para seus compromissos por conta dos alagamentos e trânsito congestionado.
O trânsito também segue lento nas principais vias da cidade. Na região da Rótula do Abacaxi, da avenida Paralela e dos bairros da Pituba, Placafor e Itapuã, os motoristas encontram maior dificuldade para trafegar.
De acordo com as informações da Superintendência de Telecomunicações das Polícias Civil e Militar (Stelecom), os condutores devem ter atenção com os semáforos quebrados próxima ao local conhecido como Plaquinha, em Placafor; em frente ao Rei da Pamonha da Paralela; e nas principais vias dos bairros da Pituba e de Itapuã.
Fonte - A Tarde  09/04/2015

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Chuva forte deixa ruas alagadas e bairros sem energia em Salvador

Tempo

A situação fica ainda mais complicada para os moradores do Subúrbio Ferroviário: os trens estão parados depois que um raio atingiu a fiação e causou problema na parte elétrica do sistema, durante a madrugada. Não há previsão para que o sistema volte a funcionar

Monalisa Leal - TB
foto -  iG Bahia
Salvador - A chuva que atingiu a capital baiana na madrugada desta quarta-feira (08/04) causou transtornos em diversos pontos da cidade. Além do trânsito, que está bastante complicado, com pontos de alagamento e semáforos sem funcionar, alguns bairros estão sem energia. Na região do Costa Azul, postos de combustíveis também estão sem funcionar.
A situação fica ainda mais complicada para os moradores do Subúrbio Ferroviário: os trens estão parados depois que um raio atingiu a fiação e causou problema na parte elétrica do sistema, durante a madrugada. Não há previsão para que o sistema volte a funcionar.
Os motoristas que passam pela BR-324 também enfrentam fortes chuvas. Pontos de alagamento deixam o trânsito lento, tanto no sentido Feira de Santana, quanto no sentido Salvador.
Os usuários que passarem pelo km 19 da Via Parafuso (BA-535), sentido Camaçari, devem redobrar a atenção. Além da forte chuva, uma caçamba derramou areia na região. Equipes da Bahia Norte estão realizando a limpeza do local.
Fonte - Tribuna da Bahia  08/04/2015

sábado, 10 de janeiro de 2015

Verão deve terminar com chuvas abaixo da média no Centro-Sul do país

Clima

Nos próximos dez dias, as chuvas também ficarão escassas no estado de São Paulo. Para fevereiro e março, as previsões também não são animadoras, indicando que o país terá o quarto ano seguido com verão menos chuvoso que a média.

Wellton Máximo 
Repórter da Agência Brasil
arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil
A expectativa de que as chuvas de verão amenizariam a queda dos reservatórios no Centro-Sul do país não se concretizou. Um sistema de alta pressão vindo do Oceano Atlântico, que atua em boa parte do país desde o fim de dezembro, reduziu a média de chuvas no Sudeste, no Centro-Oeste e no Nordeste em janeiro, único mês em que os índices poderiam ficar acima do normal. Para fevereiro e março, as previsões também não são animadoras, indicando que o país terá o quarto ano seguido com verão menos chuvoso que a média.
Chamado de Alta Subtropical do Atlântico Sul (Asas), o sistema responsável pela falta de chuvas no Nordeste, no Centro-Oeste e em parte do Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo e norte do estado do Rio de Janeiro) se intensificará neste fim de semana. Nos próximos dez dias, as chuvas também ficarão escassas no estado de São Paulo e no sul do estado do Rio, piorando a situação dos reservatórios de usinas hidrelétricas e dos sistemas de abastecimento de água da Grande São Paulo.
Normalmente com ocorrência no meio da porção sul do Oceano Atlântico, a Alta Subtropical do Atlântico Sul teve o centro deslocado para a costa brasileira desde a semana do Natal. Nesta semana, o centro da área de alta pressão aproximou-se ainda mais do litoral fluminense, elevando a temperatura para a casa dos 40 graus no Rio. A Asas funciona como um tampão que bloqueia frentes frias e impede a formação de nuvens pelo calor. Uma corrente de vento que sopra do alto da atmosfera impede que a evaporação gere nuvens pesadas do tipo cumulus nimbus, que são associadas às chuvas.
Segundo a meteorologista Bianca Lobo, da Climatempo, a expectativa é que o sistema só comece a voltar para o oceano na última semana de janeiro. A partir de então, a umidade da Amazônia voltará a chegar ao Sudeste e trazer novamente chuvas para a região. No entanto, as frentes frias continuarão fracas e as pancadas ocorrerão apenas de forma localizada, provocadas pelo tempo abafado.
“A Alta Subtropical do Atlântico Sul vai impactar o regime de chuvas no verão porque fará janeiro fechar com precipitação abaixo da média. Prevemos chuvas pouco abaixo do normal em fevereiro e muito abaixo do normal em março”, ressalta a meteorologista.
A Asas é o mesmo sistema de alta pressão que provocou o bloqueio atmosférico do início de 2014, levando à queda dos reservatórios em todo o Centro-Sul e gerando a crise hídrica em São Paulo. “O fenômeno está menos intenso neste ano, até porque as condições dos oceanos estão diferentes, mas assistimos a um processo semelhante ao do verão do ano passado”, diz Bianca.
Com a perspectiva de mais um verão com chuvas abaixo do normal, a situação dos reservatórios não é otimista. “A preocupação com o abastecimento de água e a geração de energia só aumenta. Desde 2012, o Brasil tem tido verões pouco chuvosos, o que afeta os reservatórios do Centro-Oeste e do Sudeste”, explica Bianca. Ao tomar posse na última sexta-feira (9), o novo presidente da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Jerson Kelman, admitiu a possibilidade de a crise hídrica agravar-se nos próximos meses no estado.
O deslocamento da área de alta pressão traz outra consequência: a água que falta no Centro-Oeste e no Sudeste sobra na Região Sul. Desde o fim de dezembro, quando a Asas se aproximou do país, o Rio Grande do Sul enfrenta uma série de temporais, que provocaram a cheia do Rio Uruguai. “Na verdade, o sistema de alta pressão deslocou o canal de umidade para o Paraguai, o norte da Argentina e o Sul do Brasil”, explica o diretor-geral da Metsul Meteorologia, Eugenio Hackbart.
Fonte - Agência Brasil  10/01/2015

sábado, 3 de janeiro de 2015

Fortaleza registra 148 mm em 7 horas de chuvas

Fortaleza

A chuva surpreendeu os fortalezenses e mostrou como a cidade não está preparada para quadras invernosas.Apesar da intensidade das precipitações, elas não são um indício de boa quadra invernosa, segundo a Funceme.

DN
FOTO: ÉRIKA FONSECA
Segundo informações das Plataformas de Coletas de Dados (PCDs) automáticas que a Funceme acessa, na Capital o maior registro de chuva aconteceu no bairro Edson Queiroz, com 148mm de precipitação entre 5h e 12h da manhã. Já a rede convencional de pluviômetros mostrou que choveu também em outros 29 municípios cearenses, em regiões com o Cariri, Inhamuns e Ibiapaba. O maior registro nos pluviômetros convencionais foi em Crateús, com 47mm até às 7h da manhã. Foram registrados trovões e raios na Capital cearense.
Segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), a chuva que banhou algumas regiões do Estado neste sábado, 3 de janeiro de 2015, constava na previsão do tempo elaborada nos dias anteriores e foi provocada pela combinação de dois sistemas atmosféricos: o primeiro, um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis, típico da pré-estação chuvosa, cuja atuação no Nordeste brasileiro já dura duas semanas, trazendo algumas chuvas isoladas ao Ceará; o segundo sistema são as chamadas Ondas de Leste, que atuam mais comumente nos meses de junho e julho, mas foi responsável pela intensificação das precipitações, principalmente na Região Metropolitana de Fortaleza.
A previsão do tempo para o restante do dia é de céu nublado e pancadas de chuva em todas as regiões cearenses. A Funceme esclarece ainda que os dois sistemas que provocaram as chuvas de hoje não têm relação com a quadra chuvosa no Ceará e informa que o prognóstico climático para a estação de chuvas em 2015 será elaborado e divulgado somente na segunda quinzena de janeiro. "Esse sistema é passageiro e, à medida que ele vai embora, leva junto as chuvas", explica o meteorologista da Funceme, Leandro Valente Jacinto. Segundo ele, o Ceará tem 55% de chances de ter as chuvas abaixo da média este ano, que é de 412 milímetros.
Fonte - Diário do Nordeste  03/12/2015

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Temporal derruba 122 árvores em SP e bloqueia parcialmente circulação de trem

São Paulo

A chuva durante a madrugada foi acompanhada de descargas elétricas, trovões e rajadas de vento. Na região do Aeroporto de Congonhas, na zona sul, os ventos atingiram 96,3 quilômetros por hora (km/h). Toda a cidade ficou em estado de atenção entre as 0h20 e as 1h23, de acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergência (CGE).

Camila Maciel
Repórter da Agência Brasil 
foto - EBC
A forte chuva que atingiu a capital paulista durante a madrugada derrubou 122 árvores, de acordo com levantamento da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Uma delas caiu sobre a fiação elétrica que abastece a Linha 10 – Turquesa da Companhia Paulista de Trens Metropolitano (CPTM), interrompendo desde as 4h40 a circulação dos trens entre as estações Rio Grande da Serra e São Caetano. O Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese), que disponibiliza ônibus para a população, foi acionado e 100 veículos fazem o transporte neste trecho. Em média, quase 400 mil pessoas usam esta linha diariamente, informou a companhia.
O funcionamento dos semáforos também foi afetado com o temporal e 42 deixaram de funcionar por falta de energia. Apesar disso, o trânsito na capital está bem abaixo da média para o horário. Por volta das 8h, São Paulo registrava 23 quilômetros (km) de congestionamento. A média para esse período fica entre 76 km e 110 km, segundo dados da CET. A menor circulação de veículos ocorre em razão do feriado de Ano-Novo. As concessionárias das principais estradas paulistas estimam que 1,49 milhão de veículos devam deixar a capital paulista em direção ao litoral e às cidades do interior. O pico de saída ocorreu nos dias 26 e 27.
A chuva durante a madrugada foi acompanhada de descargas elétricas, trovões e rajadas de vento. Na região do Aeroporto de Congonhas, na zona sul, os ventos atingiram 96,3 quilômetros por hora (km/h). Toda a cidade ficou em estado de atenção entre as 0h20 e as 1h23, de acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergência (CGE). Os maiores índices pluviométricos foram registrados nos bairros Ipiranga, com 29,2 milímetros (mm), Vila Prudente (26 mm), Vila Mariana (25 mm), Itaim Paulista (12,8 mm), Butantã (11,8 mm) e Sé (11 mm).
Hoje (29), o tempo continua fechado na capital paulista. A temperatura deve chegar a 33 graus Celsius (°C), com umidade relativa do ar oscilando em 85%, conforme dados do CGE. Não há previsão para chuvas ao longo desta manhã. Da tarde para o início da noite, instabilidades devem se formar e ganhar força, provocando pancadas de chuva com forte intensidade na região metropolitana de São Paulo. O centro de gerenciamento alerta para o risco de alagamentos.
Fonte - Agência  Brasil  29/12/2014

domingo, 2 de novembro de 2014

Aquecimento global: se não houver ação imediata, será tarde demais

Internacional

“Temos uma janela de oportunidade, mas ela é muito curta. O relatório mostra isso. As mudanças climáticas não deixarão nenhuma parte do globo intacta”, enfatizou o presidente do IPCC, Rajendra Pachauri, durante a apresentação da síntese. 

Giselle Garcia - Correspondente
da Agência Brasil / EBC 
Giselle Garcia/Agência Brasil
A síntese do 5º Relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, da sigla em inglês), divulgado hoje (2), em Copenhague, na Dinamarca, mostra que se não houver ação imediata das nações para frear o aquecimento global, em pouco tempo, não haverá muito o que fazer. “Se as taxas de emissão de gases de efeito estufa continuarem aumentando, os meios de adaptação não serão suficientes”, aponta o documento.
“Temos uma janela de oportunidade, mas ela é muito curta. O relatório mostra isso. As mudanças climáticas não deixarão nenhuma parte do globo intacta”, enfatizou o presidente do IPCC, Rajendra Pachauri, durante a apresentação da síntese. Ele ressaltou que ainda há meios para frear as mudanças climáticas e construir um futuro mais próspero e sustentável, mas que a comunidade internacional precisa levar a questão a sério.
O relatório, elaborado com a participação de mais de 800 cientistas de 80 países, mostra que a emissão de gases de efeito estufa, responsável pelo aquecimento global, tem aumentado desde a era pré-industrial, como consequência do crescimento econômico e da população. De 2000 a 2010, indica o documento, as emissões foram as mais altas da história. “A acumulação de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso na atmosfera alcançaram níveis sem precedentes nos últimos 800 anos”.
Entre 2000 e 2010, a produção de energia por meio da queima de combustíveis fósseis foi responsável por 47% da emissão globais de gases de efeito estufa. A indústria respondeu por 30%, o transporte por 11% e as construções por 3%.
Pachauri enfatizou, ao longo da apresentação, que emissões continuadas tem levado a um aquecimento global contínuo, ao derretimento das geleiras e ao consequente aumento do nível do mar. Nas últimas três décadas foram registrados sucessivos aquecimentos na superfície da Terra, sem precedentes desde 1850. O período entre 1983 e 2012 foi o mais quente dos últimos 800 anos no Hemisfério Norte, de acordo com a síntese. O aquecimento médio global combinado da Terra e dos oceanos no período de 1880 a 2012 foi 0,85 grau Celsius (°C).
O derretimento das geleiras, em especial na Groelândia e na Antártida, geraram o aumento do nível do mar em 19 centímetros de 1991 a 2010. O número é maior do que os registrados nos últimos dois milênios. O relatório alerta, também, para a acidificação dos oceanos em 26% por causa da apreensão de gás carbônico da atmosfera, o que pode ter impacto grave sobre os ecossistemas marítimos.
Ao fazer projeções para o futuro, os cientistas preveem impactos severos e irreversíveis para a humanidade e para os ecossistemas. “Se não frearmos as mudanças climáticas, elas ampliarão os riscos já existentes e criarão novos riscos. Meios de vida serão interrompidos por tempestades, por inundações decorrentes do aumento do nível do mar e por períodos de seca e extremo calor. Eventos climáticos extremos podem levar a desagregação das redes de infraestrutura e serviços. Há risco de insegurança alimentar, de falta de água, de perda de produção agrícola e de meios de renda, particularmente em populações mais pobres. Há também risco de perda da biodiversidade dos ecossistemas”.
De acordo com a síntese, mesmo se houver um esforço das nações para limitar o aquecimento da Terra a 2°C, ainda assim, os efeitos continuarão a ser sentidos por um longo tempo. “Ondas de calor vão ocorrer com mais frequência e durar mais, e precipitações extremas se tornarão mais intensas e frequentes, em mais regiões. Os oceanos vão continuar a se aquecer e acidificar e o nível do mar continuará a subir”.
O relatório enfatiza que, para frear as mudanças climáticas e gerenciar os seus riscos, é preciso que as nações promovam ações combinadas de mitigação e adaptação. “Reduções substanciais nas emissões de gases de efeito estufa nas próximas décadas podem diminuir os riscos das mudanças climáticas e melhorar a possibilidade de adaptação efetiva às condições existentes”. Os cientistas reconhecem, entretanto, que essas reduções demandarão mudanças tecnológicas, econômicas, sociais e institucionais consideráveis.
Para o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, que participou da apresentação do relatório, é preciso agir imediatamente. “O tempo não está a nosso favor. Vamos trabalhar juntos para construir um mundo mais sustentável. Vamos preservar o nosso planeta Terra e promover desenvolvimento de maneira sustentável”, disse.
Fonte - Agência Brasil  02/11/2014

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Mídia descobre que Aécio pode não ser candidato

Política

Jornal do Brasil deu a informação em agosto

JB
No dia 11 de agosto, o Jornal do Brasil publicava em sua edição que o tucano Aécio Neves poderia não ser o candidato do PSDB à presidência da República. Quase cinco meses depois, a mídia começa a descobrir a possibilidade do senador mineiro, como ele próprio já está admitindo, não concorrer mais ao cargo por seu partido. No editorial publicado no JB, Aécio seria o vice de Fernando Henrique Cardoso.

Cenário político aponta para chapa FHC - Aécio Neves
Aécio Neves declarou a um colunista de um grande jornal do Rio que se vier a constatar a fraqueza de sua candidatura, não terá nenhum constrangimento em se aliar a quem estiver melhor. A declaração do senador, no entanto, causa a impressão de não ter condições de se sustentar por muito tempo. Aécio, se realmente declarou o que foi publicado, se esquece que como membro de um partido (rachado) terá que consultar seus pares para dar apoio a quem quer que seja. Sua, vontade, por enquanto, ainda não dita os rumos do PSDB.
“Há ainda terrenos indefinidos, com nomes de peso e de muitos votos em busca das alianças onde haja o melhor diálogo”, destacava o editorial do Jornal do Brasil para indicar que a possível chapa Fernando Henrique-Aécio Neves poderia contar com apoio, em vários estados, onde a preferência do eleitorado poderá ser favorável aos tucanos, com essa formação, é claro.
Fonte - Jornal do Brasil  23/12/2013