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sexta-feira, 5 de março de 2021

Empresa dá detalhes do novo avião que voaria de Nova York a Londres em 90 minutos

Ciência & Tecnologia

Novo Concorde? Empresa dá detalhes de avião que voaria de Nova York a Londres em 90 minutos. O novo avião da Spike Aerospace, poderá percorrer a distância entre Nova York, EUA, e Londres, Reino Unido, em menos de duas horas. Sua velocidade de voo poderá igualar 1,6 Mach, ou seja, mais de 1.900 km/h, o dobro de qualquer outra aeronave em serviço hoje em dia, e semelhante aos antigos Tu-144 e ao Concorde, aviões de passageiros supersônicos, construídos nos finais dos anos 60.

Sputnik
foto - Spike Aerospace
A Spike Aerospace, empresa norte-americana, quer criar uma aeronave de negócios pouco ruidosa que possa percorrer o caminho entre Nova York, EUA, e Londres, Reino Unido, em menos de duas horas. Spike Aerospace, fabricante dos EUA, que está projetando um avião supersônico que poderia voar no futuro de Londres, Reino Unido, a Nova York, EUA, em 1,5 hora, mostrou ao jornal Telegraph o interior da aeronave chamada S-512, relatou a mídia na quarta-feira (3). Sua velocidade de voo poderá igualar 1,6 Mach, ou seja, mais de 1.900 km/h, o dobro de qualquer outra aeronave em serviço hoje em dia, e semelhante aos antigos Tu-144 e ao Concorde, aviões de passageiros supersônicos, construídos nos finais dos anos 60. Isso permitiria um voo de duração de três horas e meia entre Londres e Nova York, ou entre Dubai, Emirados Árabes Unidos, e Hong Kong, China. No entanto, melhoramentos na engenharia devem aumentar sua velocidade para 3,2 Mach, ou seja, cerca de 3.950 km/h, nos próximos dez anos, para que essas viagens possam ser feitas em apenas 90 minutos. "Desde o início dos tempos as pessoas querem viajar mais rápido", comentou Vik Kachoria, presidente da Spike Aerospace, ao Telegraph. "Chegar [a] lugares mais rapidamente significa mais oportunidades, quer seja andar de camelo em vez de andar a pé, ou sobrevoar o Atlântico em seis horas em vez de passar quatro semanas em um navio a vapor. Mas imagine um voo de seis horas se tornando um voo de três horas. Isso é o que o supersônico oferece.

foto - Spike Aerospacial
" É planejado que o avião sirva como avião de negócios comercial a partir de 2028, podendo transportar 18 pessoas em um único voo de distâncias máximas de cerca de 4.800 quilômetros, indica a revista Tatler. Os preços iniciais deverão ser altos, mas cairão gradualmente até aproximadamente o custo de um assento de classe executiva em um voo normal. Além disso, a aeronave terá vantagens, como um estrondo sônico baixo, e um compromisso para realizar voos com emissão zero de carbono até 2040. "Concorde era ridiculamente ruidoso", disse Kachoria sobre o avião que deixou de voar em 2003. "A maioria das conversas entre duas pessoas estão entre 65 e 75 decibéis, e o nível de ruído encontrado na maioria das cabines de aeronaves é de cerca de 85 decibéis." "Nossas aeronaves sem janelas serão cerca de 60 decibéis, então inferiores ao som de uma conversa. Não é necessário o uso de fones de ouvido que cancelem o ruído", explicou. Os primeiros testes tripulados do S-512 devem começar em 2022.
Fonte - Sputnik  05/03/2021

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

O aquecimento de 2°C liberaria bilhões de toneladas de carbono do solo

Meio ambiente  🌱

O novo estudo de pesquisa internacional, liderado pela Universidade de Exeter, revela a sensibilidade do turnover do carbono do solo ao aquecimento global e, subsequentemente, reduz pela metade a incerteza sobre isso nas projeções de mudanças climáticas futuras. 

Da Redação
divulgação/Revista Amazônia
Os solos globais contêm duas a três vezes mais carbono do que a atmosfera, e temperaturas mais altas aceleram a decomposição – reduzindo a quantidade de tempo que o carbono passa no solo (conhecido como “turnover de carbono no solo”). O novo estudo de pesquisa internacional, liderado pela Universidade de Exeter, revela a sensibilidade do turnover do carbono do solo ao aquecimento global e, subsequentemente, reduz pela metade a incerteza sobre isso nas projeções de mudanças climáticas futuras. A estimativa de 230 bilhões de toneladas de carbono liberada com o aquecimento de 2 ° C (acima dos níveis pré-industriais) é mais de quatro vezes o total das emissões da China e mais do que o dobro das emissões dos Estados Unidos nos últimos 100 anos. “Nosso estudo descarta as projeções mais extremas, mas mesmo assim sugere perdas substanciais de carbono do solo devido à mudança climática com aquecimento de apenas 2 ° C, e isso nem mesmo inclui perdas de carbono mais profundo do permafrost”, disse a coautora Dra. Sarah Chadburn , da Universidade de Exeter. Esse efeito é chamado de “ feedback positivo “ – quando a mudança climática causa efeitos indiretos que contribuem para mais mudanças climáticas. A resposta do carbono do solo às mudanças climáticas é a maior área de incerteza na compreensão do ciclo do carbono nas projeções das mudanças climáticas. Para resolver isso, os pesquisadores usaram uma nova combinação de dados observacionais e Modelos do Sistema Terrestre – que simulam o clima e o ciclo do carbono e, subsequentemente, fazem previsões sobre as mudanças climáticas. “Nós investigamos como o carbono do solo está relacionado à temperatura em diferentes locais da Terra para descobrir sua sensibilidade ao aquecimento global”, disse a autora Rebecca Varney, da Universidade de Exeter. Modelos de última geração sugerem uma incerteza de cerca de 120 bilhões de toneladas de carbono a 2°C de aquecimento médio global. O estudo reduz essa incerteza para cerca de 50 bilhões de toneladas de carbono. O co-autor, Professor Peter Cox, do Exeter’s Global Systems Institute, disse: “Reduzimos a incerteza nesta resposta à mudança climática , que é vital para calcular um orçamento global de carbono preciso e cumprir com sucesso as metas do Acordo de Paris.” O estudo, publicado na Nature Communications , é intitulado: “Uma restrição espacial emergente na sensibilidade da renovação do carbono do solo ao aquecimento global”. O trabalho foi realizado em colaboração com cientistas do Met Office e institutos nos EUA e na Suécia.
Fonte - Revista Amazônia  17/12/2020

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Cientistas encontram antigas aldeias na Amazônia dispostas em forma de relógio

Meio ambiente/Pesquisa 😟

Antigas aldeias na Amazônia construídas entre 1300 d.C. e 1700 d.C. e dispostas como um relógio foram encontradas no estado do Acre, na Região Norte do Brasil.

Sputnik
© Foto / Pixabay - Sputnik
A descoberta foi feita pela equipe internacional de cientistas durante exploração da Floresta Amazônica usando tecnologia LiDAR para escanear o céu acima da floresta tropical. Os resultados foram publicados no site da Universidade de Exeter (Reino Unido). LiDAR, que significa Detecção de Luz e Alcance, é um método de análise remota com utilização de laser. Pelos intervalos entre a pulsação do laser e comprimentos de ondas pode ser compilado um mapa 3D da paisagem, retirando elementos que podem cobrir as características geológicas e arqueológicas. Os resultados da pesquisa revelaram uma particular disposição de antigas aldeias circulares, conectadas através de uma rede de estradas enterradas e aterros altos que irradiam do círculo da aldeia como os traços de um relógio ou raios solares. Foram documentadas cerca de 35 aldeias, que consistem principalmente de três a 32 montes dispostos em um círculo de diâmetro de 40 a 153 metros. Aldeias antigas recém-descobertas dispostas como um relógio são mais uma prova do impacto humano na geometria da Amazônia por design. Contribuição do LiDAR para a compreensão dos padrões de assentamento das aldeias de montes na Amazônia. O professor da Universidade de Exeter, Jose Iriarte, contou que o escâner LiDAR permitiu os cientistas detectar a disposição particular, "o que era impossível antes, porque a maioria [das aldeias] era invisível aos melhores dados de satélite disponíveis". A extensão das construções e sua configuração arquitetônica permaneceram escondidos por muito tempo sob os restos da densa floresta tropical, mas o recente desmatamento da Amazônia revelou a presença de aldeias de montes circulares.
Fonte - Sputnik  09/12/2020

domingo, 6 de dezembro de 2020

A astronomia perde o radiotelescópio de Arecibo em Porto Rico

Ciência & Tecnologia  📡

Localizado em Porto Rico, o radiotelescópio de Arecibo não era famoso apenas por suas descobertas ou dimensão,com um prato refletor de 300 metros, foi até 2016 o maior do mundo, superado apenas pelo chinês Fast, com uma abertura de 500 metros

Pedro Peduzzi/Adrielen Alves
Repórteres da Agência Brasil
foto - ilustração/pinterest.com
A astronomia perdeu uma de suas mais importantes ferramentas para o estudo do Universo: o radiotelescópio de Arecibo, que com um prato refletor de 300 metros foi, até 2016, o maior do mundo – superado apenas pelo chinês Fast, com uma abertura de 500 metros. Localizado em Porto Rico, o radiotelescópio de Arecibo não era famoso apenas por suas descobertas ou dimensão. Ele serviu de cenário para vários filmes – entre eles, 007 Contra GoldenEye. Devido a problemas estruturais o radiotelescópio já estava em vias de ser desativado. No entanto, após o rompimento de alguns cabos, ele acabou colapsando no dia 1º de dezembro. “Este é mais um registro negativo a ser feito neste ano de 2020: o colapso do radiotelescópio de Arecibo. Um telescópio bastante importante para o estudo da radioastronomia, que é o estudo do Universo a partir das ondas de rádio”, lamenta o doutor em física e professor do Instituto Federal de Santa Catarina, Marcelo Schappo. Schappo é também coordenador do projeto de extensão Astro&Física, por meio do qual faz divulgações sobre física moderna e astronomia. Segundo ele, o radiotelescópio de Arecibo já vinha apresentando problemas desde agosto, quando o primeiro de seus cabos rompeu. “Em novembro, rompeu outro cabo e, no início de dezembro, ele colapsou após sua parte suspensa ter se soltado dos cabos, caindo em cima do disco refletor, inutilizando-o completamente. É realmente uma perda para a radioastronomia”. O físico explica que esse radiotelescópio participava ativamente da observação de planetas próximos, bem como do monitoramento de asteroides que possam apresentar algum risco de colisão com a Terra. “Ele participou, inclusive, da detecção dos primeiros exoplanetas”, acrescenta o físico, referindo-se ao radiotelescópio que foi construído entre 1960 e 1963 em um município homônimo a ele. Segundo Schappo, a radioastronomia é uma área bastante rica da astronomia. “A gente está acostumado a ver apenas luz visível, que basicamente são as cores do arco-íris. A luz visível são ondas eletromagnéticas, que fazem parte de um conjunto muito maior de ondas eletromagnéticas, que se chama espectro eletromagnético”, disse. Nesse sentido, acrescenta o físico, a astronomia moderna observa o Universo e os fenômenos astronômicos a partir das diferentes faixas das ondas eletromagnéticas. “Infelizmente Arecibo nos deixa na mão. Mas, por outro lado, existem sim outros radiotelescópios em operação na Terra, que vão certamente seguir o legado de informações que ele proporcionava”, complementa.
Fonte - Agência Brasil  05/12/2020


Vídeo do momento do desabamento

terça-feira, 24 de novembro de 2020

Universidade Federal do Pará inaugura primeira rede móvel 5G na região amazônica com foco em pesquisas

Ciência & Tecnologia  📡

Uma rede de tecnologia 5G, desenvolvida pelo Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações, Automação e Eletrônica (LASSE), foi instalada no Parque de Ciência e Tecnologia (PCT) da universidade do estado e vai servir como importante ferramenta de pesquisa para a instituição. Apesar de parecer algo pontual, a instalação desta rede na UFPA é um passo significativo para mostrar a importância de uma conexão à internet com qualidade.

Revista Amazônia
foto - divulgação
Em setembro deste ano, a Universidade Federal do Pará (UFPA) anunciou um importante passo para aumentar o alcance e a qualidade da internet disponibilizada na região amazônica. Uma rede de tecnologia 5G, desenvolvida pelo Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações, Automação e Eletrônica (LASSE), foi instalada no Parque de Ciência e Tecnologia (PCT) da universidade do estado e vai servir como importante ferramenta de pesquisa para a instituição. Apesar de parecer algo pontual, a instalação desta rede na UFPA é um passo significativo para mostrar a importância de uma conexão à internet com qualidade. Atualmente, apenas cerca de 10% da população brasileira possui banda larga e, na região Norte e Nordeste, essa porcentagem não passa dos 5%. Ou seja, além de buscar o acesso para toda a população, também é preciso discutir qual a qualidade e a velocidade que as pessoas têm nos dispositivos. Essa 5G desenvolvida pela LASSE é apenas para uso científico e, por conta disso, trabalha em baixa frequência. Ou seja, ela ainda não alcança os potenciais de velocidade dessa nova tecnologia. A intenção com essa internet móvel é a implementação em diferentes locais da UFPA. Dessa forma, alunos, pesquisadores e professores vão contar com uma conexão de qualidade em quase todo o campus. Além disso, a estrutura será um teste que pode se expandir para outras regiões amazônicas. Em entrevista recente, os pesquisadores responsáveis pelo projeto afirmam que essas novas tecnologias móveis podem transformar a região. Assim como a 4G, a internet 5G também é uma excelente alternativa para aumentar a inclusão digital na Amazônia e trazer uma conexão de qualidade para regiões de acesso mais limitado. Importância da inclusão Uma conexão de alta velocidade na região amazônia não é apenas para uso científico ou educacional. Na verdade, o objetivo da inclusão digital é disponibilizar todo tipo de inovação tecnológica para o máximo de pessoas possíveis, seja na Amazônia ou em qualquer cidade do Brasil. Afinal, os anos recentes são conhecidos como a Era da Informação, e isso significa que ter acesso à internet é uma necessidade básica para qualquer um. A popularização das redes sociais, e de várias outras ferramentas online, por exemplo, foi algo essencial para democratizar diversos conteúdos. Atualmente, é possível realizar cursos, ouvir músicas, ver filmes e fazer diversas atividades apenas com um dispositivo que tenha conexão com a internet. O potencial econômico em cada uma dessas ações é enorme, e o Brasil precisa de uma inclusão digital para aproveitar isso em todos os sentidos. O entretenimento digital é a maior prova disso, pois é uma indústria que fatura cifras bilionárias todo ano e não para de crescer. As plataformas de streaming, como mostra o artigo do portal TechTudo, são cada vez mais populares e estão tomando o espaço das TVs e até mesmo do cinema. Os jogos online estão seguindo no mesmo caminho, pois são uma boa alternativa de entretenimento. Segundo a lista do site Casinos.pt, os portais de cassino online mais populares oferecem mesas ao vivo, plataformas rápidas e novos jogos para fazer a experiência virtual não perder em nada para um cassino físico. Aliás, o que não falta atualmente são jogos de simulação e realidade aumentada, como mostra o site da IGN Brasil. Esses são apenas alguns exemplos de sucesso do entretenimento digital. 5G também em Manaus Além da rede móvel disponibilizada no Pará, outra região amazônica também recebeu boas notícias quanto à disponibilidade de uma internet mais veloz. Até dezembro deste ano, a Claro confirmou que a internet 5G estará acessível em 17 bairros diferentes de Manaus. Contudo, Assim como no caso da UFPA, essa conexão não possui toda a velocidade possível, mas já é uma amostra do potencial dessa nova conexão. Desde julho deste ano, a Claro inaugurou a conexão 5G no Rio de Janeiro e em São Paulo. O objetivo da empresa é crescer gradualmente, e o próximo passo foi de disponibilizar a tecnologia para outras 12 regiões, inclusive Manaus. Apesar disso, todo o potencial dessa nova internet só deve ser explorada no ano que vem ou em 2021, quando o leilão das frequências para 5G pela Anatel acontecer. A novidade na UFPA é uma notícia importante para todo o estado, e também para a Amazônia. Em busca de uma região cada vez mais conectada, esses projetos com internet móvel podem ser a solução para locais que são quase impossíveis de alcançar com alguma estrutura, como de fibra ótica, por exemplo. Assim, é excelente ver o Brasil caminhando para uma maior inclusão. Um acesso à internet com qualidade deve ser uma preocupação do norte ao sul do país.
Fonte - Revista Amazônia  24/11/2020

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Cientista afirma, nenhuma parte dos EUA estaria a salvo com erupção em Yellowstone

Ciência & Tecnologia  🌊

Localizada no Parque Nacional de Yellowstone, a caldeira é considerada um supervulcão devido à sua capacidade de infligir uma devastação em escala global. A área da caldeira, formada por uma série de erupções ocorridas entre 2,1 milhões e 630 mil anos atrás, é monitorada pelo Serviço Geológico dos EUA (USGS, na sigla em inglês) por haver sinais de uma futura erupção.

Sputnik
foto - ilustração/Twiter
Uma erupção do vulcão de Yellowstone duraria vários dias e causaria o caos em todo o país, alerta cientista. Localizada no Parque Nacional de Yellowstone, a caldeira é considerada um supervulcão devido à sua capacidade de infligir uma devastação em escala global. A área da caldeira, formada por uma série de erupções ocorridas entre 2,1 milhões e 630 mil anos atrás, é monitorada pelo Serviço Geológico dos EUA (USGS, na sigla em inglês) por haver sinais de uma futura erupção. Porém, o cientista Bryan Walsh considera um cenário ainda mais perigoso. Em seu livro "Fim dos Tempos: Um Breve Guia para o Fim do Mundo", o cientista escreve, citado pelo tabloide Express: "Primeiramente, viria uma sequência de terremotos cada vez mais intensos, um sinal de que o magma se aproxima da superfície". "A pressão se acumularia até que, como uma garrafa de champanhe após ser fortemente sacudida, o magma irromperia em uma erupção titânica [...] Isso continuaria por dias, enterrando Yellowstone em lava em um raio de 64 km do raio da erupção", acrescentou. Mas os estragos não se limitariam somente à área do parque, se espalhando por toda a América do Norte, o que criaria um inverno vulcânico mundial. Em seu livro, o autor descreve que se trataria do "primeiro verdadeiro desastre de escala continental. [...] Nenhuma parte continental dos EUA estaria a salvo dos efeitos do supervulcão". Felizmente, o Serviço Geológico dos Estados Unidos estima que a probabilidade de uma erupção em um determinado ano é de um em 730 mil.
Fonte - Sputnik  02/10/2020

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Rússia e Bahia acordam fornecimento de 50 milhões de doses da vacina Sputnik V ao Brasil

Ciência/Vacina Sputnik V 💉

"O fornecimento da vacina ao Brasil deverá começar em novembro de 2020, se for aprovado pelos órgãos reguladores brasileiros, que levarão em conta os resultados dos testes pós-registro da vacina."O acordo bilateral permitirá no futuro efetuar o fornecimento do medicamento contra a COVID-19 a todo o território brasileiro.

Sputnik
foto - © Sputnik / Vladimir Pesnya
O Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI, na sigla em russo) fechou acordo com a Secretaria de Saúde do estado da Bahia para o fornecimento de 50 milhões de doses da vacina Sputnik V ao Brasil.

Em comunicado, o RFPI informa:
"O fornecimento da vacina ao Brasil deverá começar em novembro de 2020, se for aprovado pelos órgãos reguladores brasileiros, que levarão em conta os resultados dos testes pós-registro da vacina."
O acordo bilateral permitirá no futuro efetuar o fornecimento do medicamento contra a COVID-19 a todo o território brasileiro.
Serão produzidas mais de 500 milhões de doses
Ontem (10), o diretor-geral do RFPI, Kirill Dmitriev, falou em uma videoconferência sobre a grande demanda que a vacina contra a COVID-19 tem tido.
"No momento atual já temos acordos para a produção de mais de 500 milhões de doses da vacina russa por ano", declarou.
Ainda ontem, Dmitriev havia dito que pelo menos 100 milhões de doses serão fornecidas a países da América Latina.
Dmitriev acrescentou que o RFPI, que tem financiado a produção da vacina, está aberto para novos acordos de produção do medicamento no exterior.
"Estamos abertos para a produção da vacina junto com países da América Latina. Já acordamos essa produção no Brasil e, se houver outros países que queiram produzir a vacina russa, estamos prontos para tal cooperação", afirmou.

Vacina russa Sputnik V
 Registrada em agosto, a vacina russa Sputnik V, desenvolvida pelo Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya, é baseada na plataforma de adenovírus humanos.
Os vetores adenovirais são considerados extremamente seguros e são alguns dos mais fáceis de projetar. Vetores são vírus que tiveram o gene responsável pela replicação removido. Portanto, eles não representam mais qualquer ameaça de infecção. Os cientistas usam vetores para transportar material genético de um vírus diferente - aquele contra o qual está sendo vacinado - para uma célula humana.
Os resultados dos testes da primeira e segunda fases da vacina russa foram publicados recentemente na renomada revista científica The Lancet, tendo a eficiência da vacina sido comprovada durante os testes.
Os voluntários vacinados com a Sputnik V apresentaram imunidade contra o vírus causador da COVID-19, mostrando a eficiência da vacina.
Fonte - Sputnik  11/09/2020

sábado, 5 de setembro de 2020

Pesquisadora do Ceará transforma esgoto em hidrogênio

Ciência & Tecnologia  📱💡

O hidrogênio é obtido por meio de processos que consomem muita energia, tornando seu uso pouco viável. A solução encontrada por pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC) foi produzi-lo, exclusivamente, a partir do esgoto.Nos testes em laboratório, eles conseguiram gerar energia suficiente para carregar celulares

Revista Amazônia
Com informações da Agência UFC.
Revista Amazônia
Entre as diversas alternativas energéticas, o hidrogênio surge como uma possibilidade. Tal elemento químico pode ser matéria-prima para a geração de energia elétrica e combustível, sendo que esta última opção vem sendo bastante testada mundo afora. Acontece que o hidrogênio é obtido por meio de processos que consomem muita energia, tornando seu uso pouco viável. A solução encontrada por pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC) foi produzi-lo, exclusivamente, a partir do esgoto.
Nos testes em laboratório, eles conseguiram gerar energia suficiente para carregar celulares. A quantidade é ainda pequena, porém a ideia é que a alternativa possa ser empregada em larga escala podendo, inclusive, ser usada para o tratamento de esgoto. Imagine gerar energia não poluente enquanto resolve um dos maiores problemas das grandes cidades? Seria um feito extraordinário.
“Como o saneamento é visto como algo sem valor comercial e político, não há investimento. A partir do momento em que se dá um valor comercial ao tratamento de esgoto, empresas e políticos vão ver o saneamento de forma diferente, não só como uma limpeza a ser feita, mas como uma fonte de geração de renda”, acredita a professora Fernanda Leite Lobo, do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da UFC, uma das colaboradoras da pesquisa.
Para a pesquisa, foi adotada uma tecnologia bioeletroquímica que, segundo a UFC, é recente no meio acadêmico e ainda não empregada no Brasil. Abaixo você confere detalhes de como funciona o método:
O princípio é a utilização da energia química da matéria orgânica do esgoto para produzir elétrons, que podem ser manipulados para gerar corrente elétrica contínua e para criar determinadas reações químicas. São essas reações que possibilitam a criação do hidrogênio.
Essa tecnologia funciona com uma célula combustível microbiana, capaz de transformar a energia química presente no esgoto em corrente elétrica. Trata-se de um modelo simples: um cubo de acrílico com dois eletrodos (um ânodo e um cátodo, algo como os lados positivo e negativo de uma pilha).
Os elétrons que vão de um eletrodo a outro são coletados e utilizados, por meio de um sistema de controle de energia (PMS, na sigla em inglês), na geração da voltagem necessária para produzir o hidrogênio.
“A evolução do hidrogênio é uma reação endergônica, ou seja, precisa de uma energia externa para acontecer, não ocorre espontaneamente. Sempre que se produz hidrogênio, é necessário colocar energia no processo”, explica a professora Fernanda.
“Conseguimos isolar as reações, a da produção de energia através do esgoto e a da evolução do hidrogênio, isolando eletricamente os eletrodos que estão no esgoto e armazenando essa energia por um tempo”, diz a pesquisadora, ressaltando que é justamente essa energia armazenada (processo que ocorre em uma escala de milissegundos) a fonte que passa a permitir a produção do hidrogênio, eliminando a necessidade de qualquer fonte externa de energia.

AplicaçãoUsar o método em larga escala para tratamento de resíduos ainda depende de muitos estudos e, claro, vontade política não só para aplicação, mas em forma de incentivo à pesquisa. Mas, por enquanto, fica já a evidência de que a tecnologia é possível.
Seu uso na indústria automotiva também já é uma realidade, destacando-se como um combustível limpo, que não produz gás de efeito estufa, além de silencioso.

Parceria internacionalO estudo foi realizado em parceria com as universidades norte-americanas Princeton e Columbia e com o Laboratório Nacional de Energia Renovável dos Estados Unidos. Inclusive os teste ocorrem em laboratórios norte-americanos.
O próximo passo será aplicar a metodologia nos laboratórios da UFC. Ainda em 2020, os pesquisadores também esperam fechar parceria com o Harbin Institute of Technology (HIT), da China, para novos testes.
Por enquanto, é possível se aprofundar com o artigo completo (em inglês) publicado na revista científica Energy & Environmental Science. 
Fonte - Revista Amazônia  04/09/2020

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Supremacia dos computadores quânticos é uma realidade

Ciência e Tecnologia  💻

Hoje os computadores quânticos ainda não têm as dimensões que associamos às maquinas modernas de processar dados. Além disso, por seu conceito físico no processamento, eles operam em temperaturas próximas ao zero absoluto (-273.15°C). Dado este, suficiente para mostrar a concepção complexa dessa máquina.

Portogente
foto - ilustração/arquivo
Assim como um computador que processa operações complexas e um notebook já tiveram a dimensão de uma sala. Hoje os computadores quânticos ainda não têm as dimensões que associamos às maquinas modernas de processar dados. Além disso, por seu conceito físico no processamento, eles operam em temperaturas próximas ao zero absoluto (-273.15°C). Dado este, suficiente para mostrar a concepção complexa dessa máquina.
Esta máquina é a porta de uma Nova Era, como foram os computadores que hoje pairam sobre nossas mesas e carregamos em nossos bolsos. O Google que no último dia 23 anunciou a sua supremacia quântica, explica que, ao contrário da computação tradicional, encontrada nos dispositivos eletrônicos atuais – de celulares a computadores, a computação quântica é baseada em propriedades da mecânica quântica. O que isso significa?
Dessa forma, ela tem o potencial de desenvolver baterias melhores, aprimorar a eficiência de algumas medicações ou minimizar as emissões de carbono provenientes da fabricação de fertilizantes, exemplifica o Google. Em tempo de processamento, esse computador realiza cálculos em 3 minutos e 20 segundos que no computador mais avançado hoje, levaria 10.000 anos. Alcançar esse limite, deu o titulo de supremacia quântica ao computador do Google.
Mesmo essa realidade próxima não garante o uso desses computadores para solucionar problemas práticos tão cedo. Entretanto, o potencial desses computadores também ajudarão no seu desenvolvimento, com avanços muito mais rápidos do que foi a evolução dos atuais. O sistema binário de bits nos atuais computadores são operados simultaneamente no qubit, do quântico.
Está provado que o computador quântico processa dados com velocidades exponencialmente maiores que as atuais. Por enquanto é o que se pode dizer. Entretanto, as possibilidades certamente irão surpreender imaginações. Computadores quânticos serão capazes de burlar e abrir sistemas criptografados. Problema à vista.
Fonte - Portogente  01/08/2020

domingo, 26 de julho de 2020

Computadores quânticos: uma realidade inacreditável

Ciência & Tecnologia  💻

Os computadores quânticos são baseados na mecânica quântica, que é base teórica e experimental de vários campos da física e química. Ou seja, trabalha com conceitos tão complexos quanto o funcionamento do nosso cérebro. Daí ser quase impossível imaginar o computador quântico comparado com os computadores atuais que nos surpreendem com sua capacidade de processar dados.

Portogente
divulgação/Portogente
Há pouco tempo falar de computadores quânticos era como falar de disco voador. Uma realidade de livro de ficção científica. Hoje, quem busca no Google vai encontrar na página da IBM as explicações sobre essa nova tecnologia de processamento de dados, a uma velocidade que transcende a imaginação.
Os computadores quânticos são baseados na mecânica quântica, que é base teórica e experimental de vários campos da física e química. Ou seja, trabalha com conceitos tão complexos quanto o funcionamento do nosso cérebro. Daí ser quase impossível imaginar o computador quântico comparado com os computadores atuais que nos surpreendem com sua capacidade de processar dados.
O salto que demos da máquina de calcular à manivela para os computadores, será um pequeno pulo, comparado em relação a mudança dos atuais computadores aos quânticos. Ou seja, dos computadores em bits para os quânticos em qubits ou bits quânticos. Coisas que o computador de hoje não é capaz de resolver, o computador quântico resolve.
Os computadores quânticos podem estimular o desenvolvimento de novas descobertas científicas, medicamentos para salvar vidas, métodos de aprendizado de máquina para diagnosticar doenças mais cedo, materiais para criar dispositivos e estruturas mais eficientes, estratégias financeiras para viver bem na aposentadoria e algoritmos para direcionar recursos rapidamente, como ambulâncias. Eles já existem.
Fonte - Portogente  25/07/2020

domingo, 19 de julho de 2020

Novo oceano está se formando em local 'único' na Terra, dizem cientistas

Ciência & Tecnologia   🌊

O local em questão é a região de Afar, no leste da África, considerada uma das áreas mais quentes do planeta. Em 2005, formou-se ali uma enorme fenda, que tem agora cerca de 56 quilômetros de comprimento, recordam os cientistas.

Sputnik
imagem - ilustração/Google Maps 
Dados obtidos por satélite ajudam cientistas a estudar fenda tectônica na África onde novo oceano deverá surgir daqui a cerca de cinco milhões de anos.
O local em questão é a região de Afar, no leste da África, considerada uma das áreas mais quentes do planeta. Em 2005, formou-se ali uma enorme fenda, que tem agora cerca de 56 quilômetros de comprimento, recordam os cientistas.
De acordo eles, por baixo da região árida o continente africano provavelmente está se dividindo.
Esta extensão desolada se localiza por cima da juntura de três placas tectônicas (a somali, a arábica e a núbia), que estão se afastando lentamente umas das outras, dando lugar a um processo geológico que dividirá a África em duas e formará um novo oceano daqui a cinco milhões ou dez milhões de anos.
"O golfo de Áden e o mar Vermelho irão inundar a região de Afar, [adentrar] o vale do Rift e se tornar um novo oceano. Aquela parte da África Oriental se tornará um pequeno continente separado", declarou à NBC News Ken Macdonald, geofísico marinho e professor emérito da Universidade da Califórnia, EUA.

Lugar 'único'Comentando o assunto para a mídia, o doutorando Christopher Moore da Universidade de Leeds (Reino Unido) disse:
"Este é o único lugar da Terra onde você pode estudar como uma fenda continental se torna uma fenda oceânica."
A afirmação do especialista foi feita com base em medições dos satélites que monitoram a atividade vulcânica no Leste da África, que está associada com a separação do continente.
O fenômeno do distanciamento entre as placas, em particular a arábica, deu origem ao mar Vermelho e ao golfo de Áden.
Embora os cientistas estimem a futura formação de um novo oceano, ainda não há certeza sobre a causa de tal fenômeno.
Contudo, acredita-se que isso acontece porque rochas superquentes oriundas do manto sob a África Oriental estão subindo em direção à superfície terrestre.
Fonte - Sputnik  19/07/2020

quarta-feira, 17 de junho de 2020

China cria um sistema de comunicação quântica desde o espaço, impossível de ser espionado

Ciência & tecnologia  📡

Uma equipe de cientistas do país asiático anunciou nesta segunda-feira a primeira transmissão simultânea de uma mensagem criptografada com tecnologia quântica, enviada de um satélite espacial para dois telescópios terrestres separados por 1.120 quilômetros, uma distância cerca de dez vezes maior do que a alcançada até então.

Revista Amazônia
Revista Amazônia 
A China acaba de mostrar seu poderio tecnológico com um marco que tem grandes implicações geoestratégicas: a pulverização do recorde de distância da comunicação quântica. Uma equipe de cientistas do país asiático anunciou nesta segunda-feira a primeira transmissão simultânea de uma mensagem criptografada com tecnologia quântica, enviada de um satélite espacial para dois telescópios terrestres separados por 1.120 quilômetros, uma distância cerca de dez vezes maior do que a alcançada até então.
Os fenômenos quânticos se originam em escalas microscópicas, mas podem ter efeitos significativos no mundo visível. Duas partículas podem estar entrelaçadas de tal modo que o que acontece com uma aconteça com a outra instantaneamente, mesmo se estiverem separadas por bilhões de quilômetros. Se alguém tenta observar essas partículas durante sua transmissão, seu estado muda e o entrelaçamento é rompido. Essa propriedade permite criar um sistema de comunicação teoricamente impossível de ser violado ou hackeado porque a mera observação por parte do espião destrói a mensagem.
Há anos, China, Europa e Estados Unidos planejam desenvolver redes de comunicação quântica para enviar mensagens oficiais ou estabelecer sistemas de segurança cibernética em instalações estratégicas.
Em um estudo publicado hoje na Nature, cientistas chineses detalham a transmissão de uma chave secreta escrita com pares de fótons ―partículas de luz― entrelaçados. Os fótons são emitidos pelo satélite Micius, que orbita a 500 quilômetros da Terra, para duas instalações terrestres construídas com essa finalidade específica nas cidades de Delingha e Nanshan, separadas por 1.120 quilômetros. O uso de um satélite é crucial, já que a transmissão dessas mensagens usando fibra ótica perde muitos fótons, de tal forma que seriam necessários repetidores a cada 100 ou 150 quilômetros aproximadamente. E um repetidor, com todos os seus componentes mecânicos, pode ser hackeado.
Cada bit de informação é codificado usando dois fótons entrelaçados. Desta vez, os chineses mostram a transmissão segura de uma chave secreta de 372 bits. A chave pode ser usada para decifrar uma mensagem criptografada que pode ser transmitida por qualquer outro meio, incluindo Internet e telefonia.
Em seu trabalho, pesquisadores chineses puseram seu sistema à prova de diferentes tipos de ataques e mostraram que é seguro. A velocidade e a eficiência são 100 bilhões de vezes maiores que às da fibra óptica terrestre. “Nosso trabalho lança as bases para uma rede global de comunicação quântica”, destacam os responsáveis ​​pelo estudo.
“Ninguém conseguiu fazer isso a uma distância tão grande”, destaca Juan José García-Ripoll, especialista em comunicação quântica do Conselho Superior de Pesquisa Científica (CSIC), da Espanha. “Este não é um protocolo novo, mas conseguiram algo único do ponto de vista técnico. A China está à frente neste campo”, afirma.
O país passou anos investindo grandes somas de dinheiro em novas tecnologias de comunicação quântica, tanto espaciais como terrestres. Nesta última já havia conseguido conectar Pequim e Xangai com uma rede de fibra óptica para a transmissão de chaves quânticas. Além disso, a China alcançou recordes anteriores em comunicação espacial, como a transmissão em 2017 de uma chave quântica que permitiu manter uma teleconferência não passível de ser hackeada entre Viena e Pequim, a mais de 7.000 quilômetros de distância, também usando o satélite Micius.
“A diferença é que, neste caso, o satélite agiu como uma caixa-forte que guarda a chave enquanto se move do ponto A para o B e, durante esse período, é vulnerável à espionagem”, explica Valerio Pruneri, pesquisador do Instituto de Ciências Fotônicas, em Barcelona. Pruneri é o contato na Espanha da rede internacional de países europeus que está há pouco mais de um ano dando forma a um grande projeto da União Europeia para criar em uma década uma rede de comunicação quântica segura em nível europeu.
“Esta ainda é uma corrida científica, mas está cada vez mais claro que cada continente precisa ter sua própria rede, não pode depender de outros para adquiri-la”, diz Pruneri. O pesquisador lembra que o conceito de comunicação quântica foi cunhado na Europa, onde foram feitos os primeiros experimentos fundamentais, mas há anos a China aposta fortemente em dominar essa tecnologia. O chefe do sistema de comunicação quântica chinês, Jian-Wei Pan, da Universidade de Ciência e Tecnologia da China, se formou na Universidade da Áustria,no final dos anos 90, e depois retornou a seu país para iniciar o desenvolvimento desta tecnologia.
“É uma boa notícia que a China conseguiu isso porque mostra a viabilidade tecnológica”, diz Pruneri. “Isso deve pressionar a Europa a desenvolver sua própria rede com tecnologia própria”, observa.
O próximo grande marco seria o uso de satélites geoestacionários, cuja órbita a cerca de 35.000 quilômetros da Terra permitiria aumentar a distância em que mensagens criptografadas podem ser enviadas com tecnologia quântica, algo que a Europa planeja fazer dentro do programa SAGA da Agência Espacial Europeia.
Fonte - Revista Amazônia  17/06/2020

segunda-feira, 8 de junho de 2020

Cientistas descobrem o ar mais limpo do mundo

Ciência/Meio ambiente  🌊

A análise do ar mostrou que estava totalmente livre de “aerossóis antropogênicos”. Estes são poluentes ou partículas derivadas da atividade humana ou poeira de outros continentes. Os cientistas chamaram essa área livre de poluição de “verdadeiramente intocada”.

Revista Amazônia
Revista Amazônia
Os cientistas descobriram o que eles acreditam ser o ar mais limpo da Terra. Pesquisadores da Universidade Estadual do Colorado e do Bureau Australiano de Meteorologia realizaram pesquisas sobre a pureza do ar acima da Antártica. Eles encontraram uma região sobre o Oceano Antártico, entre o sul da Austrália e a Antártica, que não foi “afetada” pela atividade humana. Os cientistas disseram que a área pesquisada formou a atmosfera nas nuvens mais baixas. A análise do ar mostrou que estava totalmente livre de “aerossóis antropogênicos”. Estes são poluentes ou partículas derivadas da atividade humana ou poeira de outros continentes. Os cientistas chamaram essa área livre de poluição de “verdadeiramente intocada”.
Eles analisaram a estrutura dos micróbios no ar nas nuvens mais baixas sobre o Oceano Antártico. Eles examinaram o DNA dos micróbios e rastrearam de onde eles vieram. Sua análise incluiu o monitoramento de trajetórias de vento para detectar até onde os micróbios podem ter viajado. Eles descobriram que o ecossistema atmosférico era muito “isolado”, independente e livre de contaminantes de outras partes do mundo. A fonte dos micróbios era o Oceano Antártico, em vez de poluentes transportados pelo ar de outros continentes. Os pesquisadores concluíram que o Oceano Antártico é um dos poucos lugares na Terra que foi “minimamente afetado por atividades antropogênicas
Fonte - Revista Amazônia  06/06/2020

terça-feira, 31 de março de 2020

Cientistas encontram água morna sob geleira da Antártida

Meio ambiente/Sustentabilidade  🌊

As águas mornas nessa parte do mundo, por mais remotas que pareçam, devem servir de alerta para todos nós sobre as mudanças terríveis em potencial causadas pelas mudanças climáticas no planeta”, explicou David Holland, diretor do Laboratório de Dinâmica de Fluidos Ambientais da Universidade de Nova York (NYU) e do Centro de Mudança Global do Nível do Mar da NYU Abu Dhabi, que conduziram a pesquisa.

Revista Amazônia
Revista Amazônia
Cientistas observaram, pela primeira vez, a presença de água morna em um ponto vital sob uma geleira na Antártida – uma descoberta alarmante que aponta para a causa por trás do derretimento gradual dessa plataforma de gelo, além de suscitar preocupações sobre o mar de vários níveis ao redor do mundo.
“As águas mornas nessa parte do mundo, por mais remotas que pareçam, devem servir de alerta para todos nós sobre as mudanças terríveis em potencial causadas pelas mudanças climáticas no planeta”, explicou David Holland, diretor do Laboratório de Dinâmica de Fluidos Ambientais da Universidade de Nova York (NYU) e do Centro de Mudança Global do Nível do Mar da NYU Abu Dhabi, que conduziram a pesquisa. “Se essas águas estão causando o derretimento das geleiras na Antártida, as mudanças resultantes no nível do mar seriam sentidas em partes mais habitadas do mundo.”
As águas mornas registradas (mais de dois graus acima do ponto de congelamento) fluem sob a geleira Thwaites, que faz parte do manto de gelo da Antártida Ocidental. A descoberta foi feita na zona de aterramento da geleira – o local em que o gelo transita entre repousar totalmente no leito rochoso e flutuar no oceano como uma plataforma de gelo, e que é essencial para a taxa geral de retirada de uma geleira.

Impacto globalA morte da geleira Thwaites por si só pode ter um impacto significativo globalmente. Drenaria uma massa de água aproximadamente do tamanho do Paraná e que atualmente representa cerca de 4% do aumento global do nível do mar. Alguns cientistas veem a Thwaites como a geleira mais vulnerável e mais significativa do mundo em termos do futuro aumento global do nível do mar. Seu colapso aumentaria o nível global do mar em quase um metro, talvez sobrecarregando as áreas povoadas existentes.
Embora a recessão da geleira tenha sido observada na última década, as causas por trás dessa mudança ainda não haviam sido determinadas.
“O fato de que essa água morna tenha sido registrada por nossa equipe ao longo de uma seção da zona de aterramento de Thwaites, onde sabemos que a geleira está derretendo, sugere que ela pode estar passando por um recuo incontrolável que tem implicações enormes no aumento global do nível do mar”, observou Holland.
As medidas dos cientistas foram feitas no início de janeiro, depois que a equipe de pesquisa criou um orifício de acesso de 600 metros de profundidade e 35 centímetros de largura e implantou um dispositivo de detecção do oceano para medir as águas que se movem abaixo da superfície da geleira. Esse dispositivo mede a turbulência da água e outras propriedades, como a temperatura. O resultado da turbulência é a mistura de água doce derretida da geleira e de água salgada do oceano.

Medição inéditaEle marca a primeira vez que a atividade oceânica sob a geleira Thwaites foi acessada por um furo e que um instrumento científico de medição de turbulência e mistura oceânica subjacente foi implantado. O buraco foi aberto nos dias 8 e 9 de janeiro e as águas sob a geleira foram medidas em 10 e 11 de janeiro.
Aurora Basinski, aluna da NYU que fez a medição da turbulência, disse: “A partir de nossas observações na cavidade oceânica na zona de aterramento, observamos não apenas a presença de água quente, mas também o nível de turbulência e, portanto, a eficiência para derreter a base da plataforma de gelo.”
Keith Nicholls, cientista do British Antarctic Survey, acrescentou: “Este é um resultado importante, pois é a primeira vez que medições de dissipação turbulenta foram feitas na zona crítica de aterramento do manto de gelo da Antártida Ocidental”.
Fonte - Revista Amazônia 31/03/2020

domingo, 8 de março de 2020

Viagem sonhada para Marte

Ficção científica  🚀

Esse planeta mais estudado do sistema solar tem magia, é bem menor do que a Terra e o quarto mais próximo do sol. Uma viagem espacial até Marte leva nove meses. Por que tantas pessoas sonham em fazer essa viagem?

Portogente
Portogente
O físico Stephen Hawking ao fazer previsões para os terráqueos, pouco antes da sua morte, previu que se os humanos não forem para Marte, a Terra vai ficar inabitável. Esse planeta mais estudado do sistema solar tem magia, é bem menor do que a Terra e o quarto mais próximo do sol. Uma viagem espacial até Marte leva nove meses. Por que tantas pessoas sonham em fazer essa viagem?
É também o que pensa o Elon Musk , empreendedor e visionário, fundador, CEO da Tesla Motors, fabricante de carros robôs e da SpaceX, a nave para levar turistas à estação espacial internacional e um dia aterrissar em Marte. Ele vê o planeta vermelho como um destino necessário para garantir a sobrevivência a longo prazo da humanidade. É uma realidade difícil de imaginar hoje, por tantas diferenças existentes entre aquele planeta e a Terra.
A fila de desejosos dessa viagem fantástica não para nessas imaginações. Mais de 200.000 pessoas já se inscreveram para participar do Mars One, para estabelecer uma colônia no planeta. Mesmo sabendo que era uma passagem só de ida e mesmo assim estavam firmes no seu propósito. Tal desejo foi frustrado por problemas financeiros para levar adiante projeto tão audacioso. Mas deixou registrado que o sonho de visitar Marte não é apenas letra de música.
Nessa viagem de quase nove meses, os passageiros da nave espacial viveriam em um tubo metálico, conversando, comendo e indo ao banheiro. Esse convívio também seria um desafio. Pois, os cientistas dizem que a exposição aos raios cósmicos pode interferir com o sistema nervoso central, causando "vários decréscimos no desempenho, déficits de memória, ansiedade, depressão e comprometimento da tomada de decisão".
Por tudo isso, se essa viagem vir a ser uma realidade, hoje ela está bem distante no tempo. O fato de uma nave já ter pousado em Marte demonstra que é possível. Mas vencer seus desafios como uma prova humana é uma verdade que vai muito além da ficção científica. Enquanto isso, os sonhos com o distante planeta apenas indicam um forte desejo de mudança ou de aventuras.
Fonte - Portogente   07/03/2020

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Rússia está prestes a lançar um dispositivo que permitirá a comunicação através do pensamento

Ciência & Tecnologia  😔

O projeto dos desenvolvedores russos chamado Neurochat, segundo Semiónov, é um sistema de software e hardware, neuroaccessórios e uma interface especial. É um dispositivo médico projetado para oferecer a oportunidade de comunicação de pessoas que por uma razão ou outra não podem falar.

Revista Amazônia
Revista Amazônia
A produção do dispositivo Neurochat para uso em massa está prevista para o segundo trimestre de 2019, informou o diretor executivo do sindicato industrial da NeuroNet Technology Initiative ao Sputnik.
O projeto dos desenvolvedores russos chamado Neurochat, segundo Semiónov, é um sistema de software e hardware, neuroaccessórios e uma interface especial. É um dispositivo médico projetado para oferecer a oportunidade de comunicação de pessoas que por uma razão ou outra não podem falar.
O Neurochat ajudará pessoas que sofreram um derrame e perderam a capacidade de falar e se mover, de ditar um texto para um computador, literalmente com o poder de suas mentes.
Um acessório sem fio com eletrodos é colocado na cabeça do paciente. Isso se concentra na letra necessária da matriz alfabética que aparece na tela do monitor para escrever um texto. O dispositivo pode ser instalado em uma cama ou em uma cadeira de rodas. Os usuários deste acessório podem se comunicar com pessoas próximas e também remotamente pela Internet.
O neurochat também pode ser usado por pessoas com paralisia cerebral, esclerose lateral amiotrófica, esclerose múltipla e vários neurotraumas, incluindo lesões na cabeça e na coluna vertebral.
“Na Ásia CES o produto recebeu o prêmio como um dos mais interessantes e promissores. No final de março, pretendemos apresentar o projeto na Conferência Europeia sobre neurotecnologias no Reino Unido,” disse Semyonov.
Segundo o diretor executivo da empresa, o primeiro lote experimental tinha várias centenas de aparelhos enviados para diferentes centros de reabilitação russos para aprovação. Atualmente, estão em andamento negociações sobre a aquisição e fornecimento do Neurochat para instituições médicas.
Fonte - Revista Amazônia  24/02/2020

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

ONU premia brasileira(Baiana) por filtro de água solar que mata bactérias.

Ciência e Tecnologia  🌅

Do reconhecimento em olimpíadas de física, biologia, astronomia até premiações ligadas à inovação. E principalmente pelo Aqualuz, um purificador de água que usa os raios solares para matar bactérias e torná-la potável. Graças à invenção, ela foi a primeira brasileira a vencer o prêmio da ONU voltado a jovens com propostas para o meio ambiente. A tecnologia de baixo custo já foi testada e está em fase de produto. Atualmente 53 famílias e cerca de 265 pessoas usam a solução.

Revista Amazônia
Revista Amazônia
A baiana Anna Luísa Beserra só tem 22 anos, mas já coleciona uma série de conquistas. Do reconhecimento em olimpíadas de física, biologia, astronomia até premiações ligadas à inovação. E principalmente pelo Aqualuz, um purificador de água que usa os raios solares para matar bactérias e torná-la potável. Graças à invenção, ela foi a primeira brasileira a vencer o prêmio da ONU voltado a jovens com propostas para o meio ambiente. A tecnologia de baixo custo já foi testada e está em fase de produto. Atualmente 53 famílias e cerca de 265 pessoas usam a solução.
“Ser mulher, jovem, nordestina é desafiador. Reconhecimentos como esse são o que me dão força. Às vezes passamos por situações de não ser levada a sério. Mas isso nos deixa mais fortes”, conta Beserra, que se formou no ano passado em biotecnologia pela UFBA (Universidade Federal da Bahia), e agora toca a sua startup SWD (Safe Drinking Water for All) com o Aqualuz.
Inovadora aos 15 anos,Beserra conta que sempre foi apaixonada pela ciência e seu poder de transformar realidades. Quando fez 15 anos, em vez de pedir uma festa, pediu aos pais que ganhasse de presente um microscópio. A ideia do filtro purificador solar surgiu quando Beserra tinha 15 anos e estava no ensino médio. Ao tomar conhecimento do programa Jovem Cientista, do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), decidiu participar. O tema naquele ano [2013] era a água.

“CRIANÇAS NO SEMIÁRIDO MORREM POR TEREM ÁGUA CONTAMINADA E NÃO TEREM HOSPITAL PARA TRATAR. E PENSEI ‘ESTOU EM SALVADOR, TENHO ACESSO A ÁGUA, A TUDO. O QUE POSSO FAZER PARA AJUDAR QUEM NÃO TEM?”
Revista Amazônia
Com a ajuda de seu pai, começou a pesquisar e montar protótipos simples dentro das condições que conseguia. Mas a ideia do Aqualuz só avançou mesmo durante a graduação na UFBA, há cerca de três anos. A ideia do Aqualuz saiu do papel e trata-se de uma tecnologia criada para purificar água de cisternas (que armazenam a água de chuva). Ele é um reservatório criado com uma superfície de vidro que funciona acoplado à cisterna. A água armazenada nela é bombeada até o dispositivo e o processo de limpeza acontece automaticamente ao receber os raios solares.
“Não usamos placas [que captam a energia do sol]. A passagem da luz do sol é direta na água. A combinação da radiação com o sistema de calor consegue matar as bactérias”, explica Beserra. O Agualuz tem um indicador que avisa quando o processo termina. O morador pode então pegar a água com a ajuda de uma torneira integrada ao reservatório. Quem usa diz que o acesso à água limpa ficou mais fácil. A manutenção também. Com a tecnologia, diz ela, a água demora de duas a seis horas para ficar potável. Outras soluções demoram de seis a até 48 horas.
Agora que terminou a faculdade, Beserra se dedica em tempo integral à sua startup. Sua invenção está na décima versão e seu objetivo é que órgãos governamentais possam usá-la para ajudar os brasileiros que vivem em regiões de seca, principalmente no semiárido nordestino. “A gente pode mudar o mundo de várias formas. E a ciência e a tecnologia são algumas delas”. Beserra recebeu em outubro o prêmio na categoria de criatividade pela iniciativa “Mude o Mundo Como uma Menina”, criada pelo Força Meninas, negócio de impacto social que visa capacitar garotas e adolescentes a desenvolverem suas habilidades, com patrocínio do Banco Original.
Fonte - Revista Amazônia  05/02/2020

domingo, 2 de fevereiro de 2020

Sistema purifica 2 mil litros de água por dia com energia solar e ainda gera eletricidade

Ciência & Tecnologia   🌊 

A nova solução vem da startup Tenkiv’s, que arrecadou US$ 50 mil, via financiamento coletivo, para aprimorar e produzir em larga escala um sistema que é capaz de purificar dois mil litros de água por dia com energia solar, e de quebra produzir, armazenar e converter energia para outros usos.

Revista Amazônia
Revista Amazônia
Moradores da África e Ásia têm encontrado dificuldades em obter água potável para consumo. Várias iniciativas procuram melhor o modo de promover qualidade de vida para esses países com menor custo benefício, claro.
A nova solução vem da startup Tenkiv’s, que arrecadou US$ 50 mil, via financiamento coletivo, para aprimorar e produzir em larga escala um sistema que é capaz de purificar dois mil litros de água por dia com energia solar, e de quebra produzir, armazenar e converter energia para outros usos.
A startup fica em Sacramento, na Califórnia, o principal objetivo da companhia é democratizar o acesso à água potável e energia renovável.
O grande diferencial do sistema é que, em vez de focar na tecnologia fotovoltaica, ela usa o calor do sol para fazer tudo isso funcionar – é a tecnologia térmica solar. De acordo com a startup, o método custa aproximadamente 1/13 de um painel solar e 1/5 do que qualquer fonte de combustível fóssil, o que torna a tecnologia viável e escalável.
“Tenkiv Solar Collectors vai poder distribuir de forma simples e eficiente a energia térmica provida pelo sol. Seja para esquentar o banho ou fazer chá, não importa. A maior parte das invenções energéticas provém de sistemas complexos e ineficientes que requerem energia para transformar a energia”, esclarece o site.
Fonte - Revista Amazônia  01/02/2020

sábado, 1 de fevereiro de 2020

Brasileira desenvolve método para produzir etanol a partir de água de petróleo

Ciência & Tecnologia 

O foco da tese de doutorado de Juliana Ferreira de Brito na Unesp (Universidade do Estado e São Paulo) era desenvolver uma maneira limpa de tratar a água de petróleo, reduzindo o dióxido de carbono (CO2) gerado nesse processo. E, ao mesmo tempo, obter etanol, combustível que emite menos poluentes.Outro produto gerado foi o metanol, que também pode ser utilizado como combustível, mas de maneira bem mais restrita que o etanol, devido a sua toxicidade em contato com a pele ou se consumido.

Sputnik
foto - ilustração/arquivo
Pesquisa realizada por brasileira conseguiu transformar um dos resíduos da produção de petróleo, chamado água de petróleo, em etanol e metanol, o que traz benefícios econômicos, sociais e ambientais.
O foco da tese de doutorado de Juliana Ferreira de Brito na Unesp (Universidade do Estado e São Paulo) era desenvolver uma maneira limpa de tratar a água de petróleo, reduzindo o dióxido de carbono (CO2) gerado nesse processo. E, ao mesmo tempo, obter etanol, combustível que emite menos poluentes.
Outro produto gerado foi o metanol, que também pode ser utilizado como combustível, mas de maneira bem mais restrita que o etanol, devido a sua toxicidade em contato com a pele ou se consumido.
Segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP), o nome técnico da água de petróleo é água de processo ou de produção, que é injetada no reservatório de petróleo com o objetivo de forçar a saída do óleo da rocha.

'Essa água não pode ser reutilizada para nada'"Essa água entra em contato com o petróleo, que tem alguns componentes tóxicos, portanto a água não pode ser reutilizada para nada, nem pode ser descartada de forma trivial. Ela precisaria ser tratada para ter alguma finalidade", explicou Juliana à Sputnik Brasil.
Os experimentos foram divididos em dois compartimentos, porém realizados no mesmo reator, o que reduz o gasto de energia.
De um lado, a pesquisa conseguiu tratar 70% do contaminante mais resistente encontrado na composição da água de petróleo, um composto aromático conhecido como álcool benzílico. Para cada 100 litros de água de petróleo, 70 são tratáveis.
"Essa água não pode ser reutilizada para consumo, mas pode ser reutilizada no próprio processo de extração do petróleo, não teria que pegar uma nova água do mar. A água pode ser tratada na plataforma e reutilizada, num ciclo fechado, sem utilização de mais água. A água de petróleo é muito tóxica, é complicado apenas diluir ela na água do mar e descartar", disse Juliana.

'Não temos como olhar o resíduo hoje como vilão'No outro compartimento, foi feito a redução de CO2 para a produção de combustível. Para cada 100 litros de água, é possível gerar 20 litros de etanol e 1,3 de metanol. A pesquisadora, que hoje trabalha na Universidade de São Carlos, diz que dar um destino atraente economicamente para um resíduo é a única maneira de a indústria ter interesse em tratá-lo.
"A indústria não vai diminuir a produção, não tem como olhar o resíduo hoje com um vilão, que vamos conseguir não produzir. A gente tem que ver o resíduo como fonte de alguma outra coisa. O objetivo é conseguir, a partir de um resíduo inevitável, algo interessante economicamente e socialmente", afirmou.
Como exemplo de atividade que faz uso lucrativo de seus resíduos, ela cita o exemplo da indústria do álcool.
"A indústria não tem interesse em tratar o resíduo quando é apenas dispendioso, não gera nada em troca. Mas a indústria da cana-de-açúcar e do álcool conseguiu algo interessante: o bagaço, que é o resíduo gerado, é queimado para produzir energia. Para a indústria o resíduo tem que ter algum retorno econômico", disse.

Vantagens ambientaisPara termos uma ideia do potencial de produção do estudo da pesquisadora brasileira, avaliação publicada em 2009 estima que a produção diária de água de petróleo supera 40 bilhões de litros. Se toda essa quantidade fosse utilizada, seria possível tratar 28 bilhões de litros diariamente e gerar 8 bilhões de litros de metanol e 50 milhões litros de etanol.
"As vantagens ambientais são importantes. Além do tratamento do resíduo, gera-se um combustível mais limpo, num processo que não adiciona mais CO2 na atmosfera. Além disso, o combustível gerado não é a partir de alimentos. No caso da cana-de-açúçar, deixa-se de produzir o açúcar para fabricar o etanol", disse Juliana Ferreira de Brito.
Fonte - Sputnik  31/01/2020

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Estudantes da UFPA desenvolvem barco movido a energia solar para ribeirinhos

Ciência & Tecnologia  🚤

O protótipo foi feito com um barquinho pequeno de fibra de vidro e nele os estudantes instalaram quatro placas solares, três baterias e um controlador de carga. Com as fortes temperaturas do Pará, eles já conseguiram colocar o barco para navegar sem precisar de combustível fóssil.

Revista Amazônia  
Revista Amazônia
A ideia é simplesmente fantástica e deve ajudar bastante as comunidades ribeirinhas. Para se deslocar nas cidades do estado do Pará, grande parte da população utiliza barcos, por causa dos rios.
Foi então que estudantes da UFPA (Universidade Federal do Pará) pensaram: por que não desenvolver um barco movido a energia solar? Bem, eles estão conseguindo.
O protótipo foi feito com um barquinho pequeno de fibra de vidro e nele os estudantes instalaram quatro placas solares, três baterias e um controlador de carga. Com as fortes temperaturas do Pará, eles já conseguiram colocar o barco para navegar sem precisar de combustível fóssil.
O melhor de tudo isso é a possibilidade de ajudar as pessoas. “As comunidades ribeirinhas são em sua maioria de baixa renda, e com o combustível derivado de combustível fóssil cada vez mais escasso, o custo tende a ficar elevado, trazendo dificuldade para a comunidade se transportar de um lugar para outro em seus barcos”, explicou a líder do projeto, Micilene Bastos.
A ideia surgiu em 2016 no município de Tucuruí. No total, 23 alunos dos cursos de engenharia elétrica, mecânica, civil, engenharia sanitária e ambiental e de computação da universidade trabalham no projeto.
Além dos moradores, o meio ambiente também agradece pela iniciativa dos estudantes. “É uma energia limpa e de baixo custo, pois uma vez instalado a vida útil do sistema é de 10 anos. O meio ambiente agradece, pois não tem nenhum tipo poluição ao meio ambiente com a tecnologia de energia fotovoltaica”, explicou Micilene.

Revista Amazônia
Estudantes vão levar barco para Santa CatarinaUma viagem de mais de 3 mil quilômetros de ônibus. É essa maratona que os estudantes vão enfrentar para apresentar o projeto desenvolvido no Pará no evento ‘Desafio Solar Brasil’, que acontece em Santa Catarina entre os dias 28 de janeiro e 2 de fevereiro.
O barco vai junto com a galera! Será puxado pelo ônibus em uma carrocinha. Todo esse improviso e as dificuldades acontecem pela falta de recursos que a equipe enfrenta, o que não deve impossibilitar de fazer o barco movido a energia solar ultrapassar as divisas do Pará.
Mas para conseguir participar do evento, os alunos precisam de apoio. Além de material para o projeto, os interessados em ajudar também podem fazer doações em dinheiro através de uma vaquinha online.
“Tivemos de juntar dinheiro para começar as pesquisas, projetar e comprar os primeiros equipamentos. Fizemos rifas, realizamos festas, pedimos ajuda, e juntamos cerca de R$ 10 mil, investidos na compra de painéis solares, construção do casco e compra dos principais equipamentos”, explica Micilene.

Desafio maior é popularizar o acesso ao barcoTodos os obstáculos vencidos até aqui pela equipe “Muiraquitã” ainda são menores do que o desafio de fazer o barco movido a energia solar se tornar uma realidade para os ribeirinhos de Tucuruí e do Pará. Porém, os estudantes já têm estratégias para democratizar esse acesso.
“Pretendemos expandir esse projeto para as comunidades ribeirinhas levando todo o sistema elétrico do barco para as comunidades, fazendo com que eles deixem de lado o barco movido à combustão. Nós iremos levar até os alunos das escolas de ensino fundamental e iremos auxiliá-los a construir protótipos movidos a energia solar e posteriormente faremos uma competição entre todas as escolas”, disse Micilene.
Fonte - Revista Amazônia  23/01/2020