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domingo, 2 de fevereiro de 2020

Sistema purifica 2 mil litros de água por dia com energia solar e ainda gera eletricidade

Ciência & Tecnologia   🌊 

A nova solução vem da startup Tenkiv’s, que arrecadou US$ 50 mil, via financiamento coletivo, para aprimorar e produzir em larga escala um sistema que é capaz de purificar dois mil litros de água por dia com energia solar, e de quebra produzir, armazenar e converter energia para outros usos.

Revista Amazônia
Revista Amazônia
Moradores da África e Ásia têm encontrado dificuldades em obter água potável para consumo. Várias iniciativas procuram melhor o modo de promover qualidade de vida para esses países com menor custo benefício, claro.
A nova solução vem da startup Tenkiv’s, que arrecadou US$ 50 mil, via financiamento coletivo, para aprimorar e produzir em larga escala um sistema que é capaz de purificar dois mil litros de água por dia com energia solar, e de quebra produzir, armazenar e converter energia para outros usos.
A startup fica em Sacramento, na Califórnia, o principal objetivo da companhia é democratizar o acesso à água potável e energia renovável.
O grande diferencial do sistema é que, em vez de focar na tecnologia fotovoltaica, ela usa o calor do sol para fazer tudo isso funcionar – é a tecnologia térmica solar. De acordo com a startup, o método custa aproximadamente 1/13 de um painel solar e 1/5 do que qualquer fonte de combustível fóssil, o que torna a tecnologia viável e escalável.
“Tenkiv Solar Collectors vai poder distribuir de forma simples e eficiente a energia térmica provida pelo sol. Seja para esquentar o banho ou fazer chá, não importa. A maior parte das invenções energéticas provém de sistemas complexos e ineficientes que requerem energia para transformar a energia”, esclarece o site.
Fonte - Revista Amazônia  01/02/2020

sábado, 24 de setembro de 2016

Tecnologia de energia solar transforma água do mar em água potável

Ciência&Tecnologia

O resultado são dois produtos: água potável pura, que é dirigida para a rede de tubulação de água principal da cidade, e água clara com 12% de salinidade. A água potável é canalizada para a costa, enquanto a água salgada fornece os banhos termais antes de ser redirecionado de volta para o oceano através de um sistema de liberação inteligente

Revista Amazônia
RA
O projeto é basicamente, uma usina de energia solar que implanta dessalinização eletromagnética para fornecer água potável para a cidade e filtra a salmoura resultante através de banhos termais de bordo antes de ser reintroduzido no Oceano Pacífico. A tubulação já é finalista da 2016 Land Art Generator Initiative design competition.
Elizabeth Monoian, co-fundadora da Iniciativa Land Art Generator afirma: “A infra-estrutura sustentável que é necessário para atingir as metas de desenvolvimento e crescimento da população da Califórnia terá uma profunda influência sobre a paisagem. O acordo de Paris uniu o mundo em torno de um objetivo de limitação da elevação da temperatura para 1,5 – 2 °C, o que exigirá um investimento maciço em infraestrutura de energia limpa “.


Para esta competição particular, a LAGI pediu para apresentar propostas que incorporam tanto energia quanto água limpa, uma vez que estão inextricavelmente interligados. Khalili Engineers do Canadá escolheu um projeto para alimentar um dispositivo de dessalinização eletromagnética usando a energia solar. E – de acordo com a arte pública e aspecto educativo da cruzada ambiental e social global da LAGI – a tubulação é um projeto bonito que permite que as pessoas interagem perfeitamente com a sua fonte de água potável, sem nenhum dos efeitos colaterais desagradáveis tipicamente associados com a geração de energia.
“Acima, painéis solares fornecem energia para bombear água do mar através de um processo de filtragem eletromagnética abaixo do deck da piscina, oferecendo banhos termais e produzindo água potável”. Segundo a equipe de desenvolvimento do projeto, “A tubulação representa uma mudança no futuro da água.”

RA
De acordo com Khalili Engineers, a sua concepção, essa coisa longa brilhante visível do píer de Santa Monica, é capaz de gerar 10.000 MWh por ano, o que por sua vez irá produzir 4,5 bilhões de litros (ou 1,5 bilhões de galões) de água potável. Dada a atual situação de seca em toda a Califórnia, e a escassez de água em geral, uma variedade de microgeradores urbanos como este pode complementar a geração de energia e água.
“O resultado são dois produtos: água potável pura, que é dirigida para a rede de tubulação de água principal da cidade, e água clara com 12% de salinidade. A água potável é canalizada para a costa, enquanto a água salgada fornece os banhos termais antes de ser redirecionado de volta para o oceano através de um sistema de liberação inteligente, mitigando a maioria dos problemas habituais associados com o retorno de água salgada do mar “.
Os vencedores da LAGI 2016 serão anunciados no dia 06 de outubro de 2016.
Fonte - Revista Amazônia  24/09/2016

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Água potável chegará para população de assentamentos no Território do Velho Chico

Recursos Hídricos

Na ação, em parceria também com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), está prevista também a implantação de sistemas nos assentamentos de Paratinga, Bom Jesus da Lapa, Carinhanha, Malhada e Riacho de Santana. “Estamos dando largada ao compromisso de levar água potável para os assentamentos rurais no estado”

Da Redação
foto - ilustração
Assentamentos das localidades de Oliveira dos Brejinhos, Brotas de Macaúbas, Barra e Sítio do Mato, no Território do Velho Chico, terão sistemas de abastecimento de água. A informação foi divulgada nesta terça-feira (1º) pelo titular da Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS), Cássio Peixoto, após confirmação de empenho no valor de R$ 600 mil e aprovação do plano de trabalho pelo Ministério da Integração Nacional.
Na ação, em parceria também com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), está prevista também a implantação de sistemas nos assentamentos de Paratinga, Bom Jesus da Lapa, Carinhanha, Malhada e Riacho de Santana. “Estamos dando largada ao compromisso de levar água potável para os assentamentos rurais no estado”, comemorou o secretário.
De acordo com ele, “este aceno positivo por parte do Ministério da Integração e do Incra nos permite avançar no fortalecimento dos assentamentos de reforma agrária, implantando infraestrutura hídrica capaz de atender essas famílias e levar abastecimento de água ao meio rural, que é nosso papel”. O titular da SIHS informou que o objetivo inicial do governo é alcançar 39 assentamentos.

Centrais de Abastecimento
No dia 12 de novembro, em Brasília, o secretário recebeu da presidente do Incra, Maria Lúcia Falcon, a confirmação do financiamento no valor de R$ 32 milhões para beneficiar 4.169 famílias de assentados na Bahia. Neste programa, o objetivo é implantar sistemas simplificados de abastecimento de água e viabilizar que a gestão de cada um deles seja local, com as chamadas Centrais de Abastecimento.
De acordo com o secretário, as centrais funcionarão em forma de federações nas quais as comunidades estarão inseridas como corresponsáveis pelos sistemas. “Os assentados terão também a obrigação da cobrança da tarifa com um preço razoável, valorizando o empreendimento e tendo, acima de tudo, garantia de gestão e rentabilidade”, disse ainda Cássio Peixoto.
A contrapartida pleiteada pelo Incra é o apoio a projetos do órgão para a Bahia, a exemplo do Plano de Desenvolvimento Integrado do São Francisco. O instituto quer promover os assentamentos levando condições de produção e agroindústria. Além da Bahia, o projeto vai beneficiar outros estados onde o Rio São Francisco corre, a exemplo de Minas Gerais, Pernambuco e Alagoas.
Com informações da Secom Ba.  01/12/2015

sábado, 28 de março de 2015

Programa Água Doce leva qualidade de vida para 70 mil baianos

Política

Integrado ao Água para Todos, o Programa Água Doce prevê a construção e recuperação de 385 sistemas de dessalinização, ampliando a oferta de água potável para 150 mil pessoas na Bahia. “Entre grandes investimentos e ações capilares como essa, a Bahia já investiu R$ 4 bilhões em abastecimento, nos últimos anos.

Secom
Secom
Bahia - Transformar água imprópria ao uso em fonte para o consumo de milhares de famílias da zona rural do nordeste baiano. Esta é a meta da implantação de 145 sistemas de dessalinização da água de poços artesianos do Programa Água Doce, autorizada nesta sexta-feira (27), em Minuim, distrito de Santa Brígida - um dos 28 municípios da microrregião de Paulo Afonso que vão ser contemplados.
A ordem de serviço para a primeira etapa da ação, viabilizada por meio da parceria entre o governo federal e do Governo da Bahia, foi assinada pelo governador Rui Costa e pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. A estimativa é que 70 mil pessoas serão beneficiadas com o investimento de R$ 61 milhões.
Integrado ao Água para Todos, o Programa Água Doce prevê a construção e recuperação de 385 sistemas de dessalinização, ampliando a oferta de água potável para 150 mil pessoas na Bahia. “Entre grandes investimentos e ações capilares como essa, a Bahia já investiu R$ 4 bilhões em abastecimento, nos últimos anos. Esses sistemas trazem, além de água para o consumo, renda para a população”, disse Rui.

Unidade demonstrativa
Os sistemas seguem o modelo da unidade demonstrativa implantada há cinco anos no povoado de Minuim, na zona rural de Santa Brígida. Após o processo de dessalinização, a água do poço chega às 130 famílias da comunidade pura e pronta para beber.
A família do agricultor Clóvis Nascimento, 59 anos, trocou o pagamento por galões de água pela captada a poucos metros de casa na unidade, que segundo ele mudou para melhor a qualidade de vida da comunidade. “Antes tínhamos muitos casos de diarréia e [outros] problemas de saúde por causa da água, [e agora] existe a facilidade de estar mais próxima”.
A água salinizada é aproveitada na produção de peixes e irrigação da forrageira erva-sal para a alimentação de caprinos e ovinos. Tudo é administrado pelos moradores por meio de uma associação comunitária. “É uma das únicas fontes de renda que temos e é bom porque a água salgada, que poderia prejudicar a terra, é aproveitada. Para a natureza é uma riqueza”, disse a presidente da associação, Íris Feitosa.
Na Bahia o programa é desenvolvido pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e pela Companhia de Engenharia Ambiental e Recursos Hídricos da Bahia (Cerb), que já diagnosticaram 215 dos 700 poços a serem visitados em mais de mil localidades.
Ao todo, 41 municípios já estão selecionados para receber o programa. São prioridades as regiões onde há grupos de famílias e pequenas comunidades não atendidas por qualquer sistema de abastecimento de água potável. Para a ministra, a implantação do sistema “significa dar autonomia a essas comunidades, que passam a gerir um recurso que pertence a elas”.

Escola e investimentos
Ainda em Santa Brígida, Rui Costa autorizou obras de saneamento e entregou uma retroescavadeira destinada à recuperação de estradas vicinais e à construção de barragens e cisternas. Também, dando continuidade à série de visitas a unidades escolares baianas, o governador esteve no Centro Educacional Antonio da Silva Feitosa, no povoado de Minuim.
Fonte - Secom Ba  27/03/2015 

domingo, 22 de dezembro de 2013

Pesquisadores acham água doce no mar

Ciência e Pesquisa


Foto: USFWS Pacific/Flickr/Creative Commons
Reservas debaixo de plataformas continentais possuem cinco vezes o volume dos lagos de água doce

CicloVivo
Um grupo de pesquisadores australianos descobriu que a parte de baixo das plataformas continentais guardam reservas massivas de água potável, para a surpresa da maioria das pessoas. O estudo encontrou grandes quantidades do recurso nas regiões mais profundas da costa australiana, da China, dos países da América do Norte e da África do Sul.
Segundo apuraram os cientistas, as reservas de água potável debaixo das plataformas continentais se formaram numa época em que o nível dos oceanos era bem mais baixo do que no período atual, o que facilitou o acúmulo da água das chuvas nestas regiões. No fim da última era glacial, as reservas foram preenchidas com parte do derretimento das geleiras, e, então, a água doce ficou protegida pelas lâminas sedimentárias que existem no planeta.
De acordo com o Discovery News, o estudo revela que, somadas, as reservas hídricas submarinas representam cinco vezes o volume dos lagos de água doce da Terra. Segundo Vincent Post,coordenador do estudo e professor da Universidade de Flinders, as quatro formações de água doce nos oceanos chegam a 500 mil quilômetros cúbicos – quantidade que serviria como alternativa para a escassez de água no planeta, agravada, principalmente, pela poluição dos corpos hídricos.
Uma vez descobertas as reservas de água potável no mar, um dos principais desafios é desenvolver meios para vencer as profundidades, sem causar impactos no meio ambiente para a utilização deste recurso. Assim, acredita-se que a exploração dos corpos hídricos submarinos demande altos custos e muitos cuidados para evitar a contaminação e deterioração das águas – não só da potável, mas também dos oceanos. 
Fonte - Tribuna da Bahia  21/12/2013