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sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Petrobras lança edital de concurso com mais de 8 mil vagas

Concurso

As vagas são para contratação imediata e cadastro de reserva - São ofertadas 8.088 vagas, divididas em 663 para contratação imediata e mais 7.425 para formação de cadastro de reserva.

A Tarde
Da Redação
Raul Spinassé | Ag. A TARDE 
O edital de abertura do concurso da Petrobras foi divulgado na manhã desta sexta-feira, 12, no Oficial da União. São ofertadas 8.088 vagas, divididas em 663 para contratação imediata e mais 7.425 para formação de cadastro de reserva.
Os salários variam entre R$ 3.400.47, para os cargos de nível médio, e R$ 8.081,98, para os de nível superior. As inscrições, que devem ser realizadas no site http://www.cesgranrio.org.br, podem ser feitas de 25 de setembro a 20 de outubro. As taxas de inscrições oscilam de R$ 40 (nível médio) e R$ 58 (terceiro grau completo).
Para solicitar a inseção da taxa, os candidatos deve fazer o pedidos de 25 deste mês até 2 de outubro.
As oportunidades para este concurso são para técnicos em administração, enfermagem, segurança do trabalho, manutenção, operação, perfuração e exploração de petróleo. Há vagas também, para os candidatos de nível superior, em engenharia, medicina do trabalho, administração, enfermagem e contabilidade.
As provas estão previstas para serem aplicadas no dia 7 de dezembro. As avaliações serão realizadas em mais de 25 cidades, incluindo Salvador. A organizadora da seleção é a Fundação Cesgranrio.
Fonte - A Tarde  12/09/2014

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Caminhada chama a atenção para a recuperação do Parque São Bartolomeu

Salvador

“Parque São Bartolomeu, cenário de fé e resistência”, com este slogan o evento foi promovido pelo Movimento de Cultura Popular do Subúrbio (MCPS) e de acordo como o coordenador geral, Rainilton Carvalho, esta é a 8ª Caminhada com a finalidade de mobilizar as comunidades da região para as iniciativas em defesa do parque.

Noemi Flores - TB
Foto: Francisco Galvão
Samba de roda, banda de música, grupos de percussão e de dança, capoeira, fantasias ecológicas e muita animação na Caminhada Omi Ayê “Águas da Terra”, marcaram ontem o Dia de São Bartolomeu (Oxumarê, no sincretismo) no Parque localizado no Subúrbio Ferroviário, que leva o nome do santo, considerado como a maior reserva de Mata Atlântica de Salvador.
“Parque São Bartolomeu, cenário de fé e resistência”, com este slogan o evento foi promovido pelo Movimento de Cultura Popular do Subúrbio (MCPS) e de acordo como o coordenador geral, Rainilton Carvalho, esta é a 8ª Caminhada com a finalidade de mobilizar as comunidades da região para as iniciativas em defesa do parque.
E neste ano, a razão maior do festejo foi a reabertura do parque que se encontra ainda em obras dentro do Projeto de Requalificação Urbana e Ambiental da Bacia do Cobre, do governo do estado, desenvolvido pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), que já inaugurou algumas etapas e já está com quase tudo pronto para inauguração total em breve.
“Antes a mobilização era para despertar as autoridades para a importância de serem feitas obras no parque para que a comunidade pudesse desfrutar de um espaço de lazer. Já foi construído o Centro de Cultura de Pirajá, o centro de Referência, a Praça de Oxum, boxes comerciais na praça e Praça de Esportes. Hoje queremos mobilizar toda a comunidade para a defesa da memória e da preservação ecológica do espaço”, afirmou Carvalho.
Para o coordenador geral do MCPS a comunidade circunvizinha só tem a ganhar com a revitalização do parque: “Uma perspectiva de nível saudável principalmente para a juventude. Toda a atividade cultural e esportiva entendemos como uma política de segurança pública”, destacou Rainilton, acrescentando que “o jovem que se envolve com música, dança, capoeira e esporte é difícil se envolver com o crime”, sinalizou.
Um detalhe importante apontado por Carvalho é a comunidade também estar incluída no projeto de gestão do parque. “Vamos ficar atentos para não virar especulação econômica. Os boxes serão destinados a comerciantes cadastrados da própria comunidade e a nossa grande preocupação é se tornarem alvo de especulação”, revelou.

Comunidade aprova a revitalização
O pedreiro Jorge Emanuel Lima de Almeida, acompanhado da filha menor diz ser “a maior alegria ver a revitalização do parque prestes a se concretizar. Gostei demais, precisava muito de um espaço assim para as crianças e os jovens. Tinha medo de morrer e não ver isto acontecer. Agora sei que meus filhos vão aproveitar e também meus netos”, se referindo ao futuro.
Demonstrando muita alegria no semblante, Isabel Reis, marisqueira de Conceição, na Ilha de Itaparica, fazia parte do Samba de Roda 2 de Julho, que veio da ilha especialmente para a Caminhada.
Ela contou que esteve na cachoeira do parque quando tinha 10 anos e agora após 40 anos retornou ao local e ficou feliz em ver que está sendo renovado como espaço de lazer para a comunidade.
“Nunca me esqueço da primeira vez que botei os pés na cachoeira e fico emocionada que voltei com o samba de roda para alegrar esta festa que faz parte da cultura baiana. Para nós isto é um presente”, acrescentou..
Encantada com a evolução da banda do Colégio Estadual de Praia Grande se encontrava a costureira Maria Conceição Cardoso Silva, moradora há mais de 30 anos nas proximidades do parque.
“Esta festa está ótima. Quando inaugurarem tudo vai ser muito bom para as crianças e os jovens, com várias atividades que vai servir para o futuro, em vez de perambularem nas ruas e aprender o que não presta”, afirmou.
Fonte - Tribuna da Bahia  25/08/2014

domingo, 22 de dezembro de 2013

Uso de reservas extrativistas divide opiniões de habitantes do Acre

Meio Ambiente

Inspiradas no modelo de terras indígenas, reservas extrativistas são para manter a floresta em pé, extraindo dela produtos com potencial comercialização

Reportagem a seguir é uma reprodução do texto escrito por Ivan Richard, enviado especial da Agência Brasil ao Acre, com edição de Marcos Chagas.

Madeira de manejo extraída na reserva Chico Mendes,
 no Seringal Cachoeira. Foto: Valter Campanato/ABr
XAPURI (AC) - Vinte e cinco anos depois do assassinato de Chico Mendes, as reservas extrativistas idealizadas por ele são um diferencial de áreas preservadas em meio a desmatamentos e longos pastos para a criação de gado. O modo de vida nesses locais não mudou muito: a simplicidade é a característica mais marcante.
Inspiradas no modelo de terras indígenas, que pertencem a União, reservas extrativistas servem para manter a floresta em pé extraindo dela produtos que possam ser comercializados, como látex da seringueira, castanha, óleo de copaíba, coco do babaçu e açaí.
Chico Mendes não chegou a ver o sonho realizado, pois a primeira reserva só foi criada oficialmente em 1990. Com quase 1 milhão de hectares, a Reserva Chico Mendes, em Xapuri, foi a primeira das 12 existentes no Acre.
Nela, todos os dias, no início da manhã, Raimundo Mendes Barros, conhecido como Raimundão e primo de Chico Mendes, percorre as três estradas que possui no Seringal Floresta. Ele risca as 150 seringueiras e deixa os potes colher o leite. No fim da tarde, depois de cuidar da roça e dos animais, volta para recolher o látex.
Raimundão chega a tirar 10 quilos do produto por dia, que vende a quase R$ 8 para uma cooperativa. O destino do látex é a fábrica de preservativos Natex, instalada em Xapuri, que absorve praticamente toda a produção dos seringueiros. Além do látex, tem a castanha. “A castanha começa um preço e aí, na medida em que vão aparecendo outros mercados, vão colocando mais R$ 0,50, R$ 1 e ela vai subindo. Temos a expectativa que ela vá chegar a R$ 25, R$ 30 [a lata com 10 quilos]."
Em palestra no Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP), em maio de 1988, Chico Mendes explicou como seria o funcionamento das reservas. “Não queremos transformar a Amazônia em um santuário. O que não queremos é a Amazônia devastada”, defendeu na época. Chico Mendes tinha a convicção de que as reservas extrativistas tornariam a região economicamente viável.
“Temos certeza de que, com as reservas extrativistas, a Amazônia, no prazo de dez anos, se transformará em uma das regiões economicamente viáveis tanto para o Brasil como para o mundo porque nós temos muitas riquezas ali escondidas que até hoje não foram comercializadas”, disse aos estudantes da USP.
Mais de duas décadas após sua morte, as certezas de Chico Mendes dividem opiniões no Acre. A prática do manejo florestal, com a retirada seletiva de árvores adultas, e o modelo adotado pelos sucessivos governos acreanos para explorar a produção extrativista são criticados pelo historiador e professor da Universidade Federal do Acre (Ufac), Gerson Albuquerque. Filho de seringueiros, ele disse acreditar que o legado de Chico Mendes está sendo distorcido. “A questão não é econômica. A viabilidade é cultural. Eles [os extrativistas] provaram várias vezes que dentro da floresta produzem viabilidade cultural, quer o mercado aceite ou recuse. Agora, a reserva extrativista provou, mais de uma vez, que é viável, desde que o Estado não interfira, desde que o Estado vá lá dizer o que pode ou não fazer”, ressaltou Albuquerque.
Ele acrescentou que o governo tente impor aos extrativistas o que deve e o que não deve ser cultivado. “Que o estado não vá lá dizer que se não produzirem a pimenta longa não terá recurso no banco. Se não produzirem pupunha não terão recursos. Se não retirarem a madeira não terão recursos. Quando o estado faz isso, os obriga a fazer concessões e aí buscar viabilidade econômica”.
Já o secretário de meio ambiente do Acre, Edgar de Deus, defendeu o modelo e lembra que o mercado impõe regras e organização na oferta dos produtos, inclusive os retirados da floresta. Segundo ele, apesar do crescimento do rebanho bovino e do manejo florestal, o estado tem reduzido os índices de desmatamento. “Lógico que quando a gente vai pensar em um processo de desenvolvimento lá para um reserva extrativista [é necessário considerar] que estamos em um mundo capitalista e não socialista, temos regras de mercado e temos que trabalhar nessa perspectiva. Tirar esse povo da miséria secular que ele vem vivendo”.
Edgar de Deus ponderou que o modo de vida dos extrativistas é respeitado quando o governo do Acre abre possibilidades de uso de recursos para a produção. “Mas temos que ter uma perspectiva de mercado. Quando se extrai a castanha, se extrai a borracha, produz uma camisinha, você está visualizando uma perspectiva de mercado sem, no entanto, perder o elo principal que é o [o aspecto] cultural dessas populações”, argumentou.
Fonte - Portal Amazônia  22/12/2013

Pesquisadores acham água doce no mar

Ciência e Pesquisa


Foto: USFWS Pacific/Flickr/Creative Commons
Reservas debaixo de plataformas continentais possuem cinco vezes o volume dos lagos de água doce

CicloVivo
Um grupo de pesquisadores australianos descobriu que a parte de baixo das plataformas continentais guardam reservas massivas de água potável, para a surpresa da maioria das pessoas. O estudo encontrou grandes quantidades do recurso nas regiões mais profundas da costa australiana, da China, dos países da América do Norte e da África do Sul.
Segundo apuraram os cientistas, as reservas de água potável debaixo das plataformas continentais se formaram numa época em que o nível dos oceanos era bem mais baixo do que no período atual, o que facilitou o acúmulo da água das chuvas nestas regiões. No fim da última era glacial, as reservas foram preenchidas com parte do derretimento das geleiras, e, então, a água doce ficou protegida pelas lâminas sedimentárias que existem no planeta.
De acordo com o Discovery News, o estudo revela que, somadas, as reservas hídricas submarinas representam cinco vezes o volume dos lagos de água doce da Terra. Segundo Vincent Post,coordenador do estudo e professor da Universidade de Flinders, as quatro formações de água doce nos oceanos chegam a 500 mil quilômetros cúbicos – quantidade que serviria como alternativa para a escassez de água no planeta, agravada, principalmente, pela poluição dos corpos hídricos.
Uma vez descobertas as reservas de água potável no mar, um dos principais desafios é desenvolver meios para vencer as profundidades, sem causar impactos no meio ambiente para a utilização deste recurso. Assim, acredita-se que a exploração dos corpos hídricos submarinos demande altos custos e muitos cuidados para evitar a contaminação e deterioração das águas – não só da potável, mas também dos oceanos. 
Fonte - Tribuna da Bahia  21/12/2013

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Leilão da Aneel seleciona 66 usinas de energia eólica

Ecologia

Camila Maciel 
Agência Brasil
Leilão da Aneel seleciona 66 usinas de energia eólica
EBC
São Paulo – Durou menos de uma hora o leilão de reserva da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que selecionou 66 usinas que viabilizarão projetos de parques de geração de energia eólica em oito estados. O preço médio de venda ficou em R$ 110,51/MWh (megawatt-hora), com deságio de 5,55% em relação ao preço-teto da primeira rodada (R$ 117/MWh). Foram contratados 1.505 MW em potência.
O valor dos contratos ficou em cerca de R$ 13,08 bilhões e o volume de transações em megawatt-hora, em torno de R$ 118,428 milhões. O menor preço de venda (R$ 98,50/MWh) foi contratado pela empresa Consórcio EPG-Serra Azul para o empreendimento Damascena, na Bahia. O valor representa deságio de 15,81% em relação ao preço-teto.
O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, considerou expressivo o total de energia contratada. "O leilão foi muito bom. Atingiu o objetivo que nós tínhamos: adquirir uma quantidade importante de energia a um preço bastante competitivo", disse ele. Os contratos terão duração de 20 anos e início de suprimento está previsto para 1° de setembro de 2015.
Entre os estados que participaram do leilão, a Bahia contratou a maior quantidade de energia, com 567.800 MW e R$ 2,10 milhões a serem investidos em 28 empreendimentos. Em seguida, está o Piauí, com 420 mil MW e R$ 1,4 milhões, em 14 empreendimentos. A menor contratação foi no Rio Grande do Sul, com 80.500 MW. O Ceará receberá seis empreendimentos, enquanto Pernambuco e o Rio Grande do Norte, ficarão com sete, cada.
A metodologia do leilão previa duas fases de negociação. Na primeira, os empreendimentos disputaram a conexão para transmissão da energia. Isso foi necessário porque as subestações têm limite de capacidade para escoar a produção das usinas. Na segunda fase, as eólicas que ofereceram as melhores tarifas na primeira rodada, dentro da capacidade de cada subestação, disputaram a venda de energia.
Os empreendimentos habilitados haviam sido divididos da seguinte forma: 123 na Bahia; 63 no Ceará; dois no Maranhão; nove na Paraíba; 14 em Pernambuco; 31 no Piauí; 41 no Rio Grande do Norte e 94 no Rio Grande do Sul. De acordo com a Aneel, os leilões de reserva têm como objetivo reduzir os riscos de desequilíbrio entre a oferta e a demanda de energia elétrica.
Fonte - EBC  23/08/2013